terça-feira, 31 de julho de 2007

Des femmes victimes de viols et d'esclavagisme au Congo

Victimes d'une "oppression généralisée" en République démocratique du Congo (RDC), des milliers de femmes congolaises subissent, selon Yakin Ertürk, une experte de l'ONU, des atrocités sexuelles, pour lesquelles leurs tortionnaires "bénéficient de l'impunité". Elles sont "victimes une deuxième fois quand elles sont rejetées par leur propre communauté, famille ou mari, à cause de la stigmatisation attachée au viol".


De retour d'une mission en RDC du 16 au 27 juillet, Mme Ertürk, rapporteuse spéciale du Conseil des droits de l'homme chargée de la violence à l'égard des femmes, dresse un tableau alarmant de la situation dans le Sud-Kivu (est) - la "pire crise" qu'elle ait rencontrée. Depuis janvier, 4 500 cas de violence sexuelle ont été recensés, mais "le nombre réel de cas est sans aucun doute beaucoup plus élevé", affirme-t-elle dans une déclaration, car beaucoup de victimes "ont peur de porter plainte ou n'ont pas survécu à la violence".

Selon l'experte turque, docteur en sociologie, les principaux coupables sont "des groupes armés étrangers non étatiques" dont certains "semblent avoir été impliqués dans le génocide rwandais". Ils opèrent dans la jungle, "pillent, violent, emmènent les femmes et les filles comme esclaves sexuelles et les soumettent au travail forcé".

"Les femmes sont soumises à des viols collectifs brutaux, souvent devant leur propre famille ou leur communauté tout entière, affirme Mme Ertürk. Dans de nombreux cas, les hommes de la famille sont contraints, sous la menace d'une arme, de violer leur propre fille, leur mère ou leur soeur. Après le viol, il est fréquent que les bourreaux tirent au fusil dans l'appareil génital de la femme ou qu'ils la poignardent dans cette partie de son corps. Plusieurs femmes, qui ont survécu à des mois d'esclavage, m'ont raconté que leurs tortionnaires les avaient forcées à manger les excréments ou la chair des membres de leur famille assassinés", poursuit-elle.

A l'hôpital de Panzi, à Bukavu, près de la frontière rwandaise, où 3 500 femmes sont soignées chaque année pour des blessures génitales graves, Yakin Ertürk s'est entretenue avec une fillette de 10 ans, enlevée à ses parents, qui a subi une opération d'urgence après que ses "tortionnaires eurent brutalement enfoncé un bâton dans ses organes génitaux".

Des militaires et des policiers congolais, "protégés" par leurs supérieurs, seraient, selon l'experte, responsables de 20 % des actes de violence sexuelle au Sud-Kivu ou en Ituri (nord-est). Certains "pillent, violent massivement et dans certains cas tuent des civils" dans les communautés soupçonnées d'appuyer des milices rebelles. Des actes qui, estime Mme Ertürk, "constituent des crimes de guerre et, dans certains cas, des crimes contre l'humanité".

Philippe Bolopion pour Le Monde

Overbooking - Batida de jatos em Heathrow

SLOT do JB

Saturação é isso. Dois jatos da British Airways colidiram na sexta-feira no taxiway de Heathrow, já a poucos metros do Terminal 4, provocando um prejuízo de vários milhões de dólares. Felizmente, a batida de "trânsito" foi a baixa velocidade e não houve feridos. O incidente ocorreu quando um Boeing 777 com 200 passageiros, de partida para Washington foi rebocado no Push back (aquele empurrão de saída do finger, de marcha a ré) e atingiu um Airbus A330 da mesma empresa que havia aterrissado vindo de Zurique e esperava permissão para estacionar no gate. Os passageiros, em pânico, disseram ter visto quado a asa do 777 "encaixou" na cauda do Airbus, destruindo parte do leme de profundidade deste último, um dano estrutural de consequências sérias, que obriga a retirada de serviço da aeronave por um bom tempo.

Segundo um passageiro que acompanhou a colisão do terminal, o impacto, mesmo a baixa velocidade, deslocou o A330 quase cinco metros. Carros de bombeiros foram rapidamente acionados, mas não houve incêndio. De acordo com a agência, os funcionários da BA disseram que um acidente dessa natureza "estava na iminência de acontecer em função de cortes na empresa feitos na área de segurança".

A crítica, no entanto, não bate com os motivos para o incidente. Segundo se apurou, o Airbus havia se posicionado para chegar ao gate, mas dependia da autorização final da torre, que deveria ser dada por um funcionário que não estava em seu posto naquele momento. Sem o OK da torre, o comandante ficou aguardando parado na pista. Enquanto isso, outro controlador já havia liberado o 777 para o push back.

A genialidade de César Maia. Crime ou Castigo?

Encerramento do Pan

Rádio de Moreno


Esse gênio do Pan chamado César Maia, o Maestro, o Paganini das vaias, o cérebro político perfeito, fez o Maracanã inteiro vaiá-lo no encerramento para dispistar as vaias que orquestrou contra Lula na abertura dos jogos.


Merece a medalha de ouro.


Pelo disfarce.


As vaias contra si, César ensaiou na véspera. Convidou o seu desafeto-amigo Eduardo Paes, secretário de Esportes do Rio, para tornar as vaias em algo mais real.


Claro, pelo raciocíonio simplista do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e de muitos petistas, as vaias ao Lula foram obras do César.


Nada mais natural, também, que César tentasse neste domingo mostrar o contrário.


Sim, porque a população do Rio adora o prefeito e não o vaiaria no Maracanã.


O povo carioca deve estar contente com a administração virtual do prefeito-blogueiro.


E, se o vaiou agora, é porque o obedece piamente.


Esse é o blefe da temporada.

Jorge Bastos Moreno

Cansei? Maioria dos empresarios esta otimista e confiante

Otimismo
Confiança da indústria é a melhor da história em julho, diz FGV


Valor e O Globo

SÃO PAULO - Os industriais mostraram-se mais otimistas em julho. O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta de 2,9% no confronto com junho, indo de 118,3 para 121,7, o mais elevado desde o início da série histórica, em abril de 1995. Ante o sétimo mês do ano passado, o crescimento foi de 15,8%.

O resultado mostra que a indústria de transformação inicia o terceiro trimestre do ano aquecida e com boas perspectivas para os próximos meses, salientou a entidade em nota disponível em sua página eletrônica.

" Quanto às expectativas para o emprego, 32% dos empresários projetam contratar novos funcionários nos próximos três meses. "

Na passagem de junho para julho, o Índice da Situação Atual passou de 122,9 para 123,7, o maior nível desde abril passado (124,4). O indicador de expectativas aumentou de 113,7 para 119,7, o mais expressivo desde julho de 2004 (119,2).

Conforme o levantamento, entre julho de 2006 e julho de 2007, subiu de 14% para 25% a parcela das empresas que consideram o nível atual de demanda como forte enquanto recuou de 25% para 7% o grupo dos que o avaliam como fraco.

A FGV acusou ainda que 32% das indústrias pesquisadas esperam contratar mais pessoal nos próximos três meses. Um ano atrás, esse percentual era 28%. Agora, 7% projetam enxugar o quadro de pessoal contra 13% de julho do exercício passado.

O levantamento abrangeu 1.018 empresas e os dados foram coletados entre o dia 2 e 27 deste mês.

Deputado Rui Falcão (PT-SP) interpela presidente da OAB sobre a finalidade de sua participação no movimento “Cansei”

O deputado Rui Falcão (PT-SP) fez uma interpelação ao presidente da Ordem dos Advogados (OAB), seccional de São Paulo, Luís Flávio Borges D’Urso, para vir a embasar uma eventual Ação Popular. A Ação Popular teria por finalidade responsabilizar o presidente da OAB por imoralidade administrativa, por utilizar a entidade para fins político-partidários.

O deputado refere-se à iniciativa de D’Urso de associar o nome da entidade que preside ao lançamento do “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros” que recebeu a alcunha de “Cansei”, destinada a apontar situações políticas que, segundo o seus promotores, atentam contra a cidadania e contra a lei.

Na interpelação, Rui Falcão, que também é advogado, indaga do presidente da OAB:

1) Quais as peças publicitárias compõem toda a campanha (incluir cópia do material)? Qual o conteúdo dessas peças? Qual o critério de escolha sobre o conteúdo da campanha?

2) Existe na campanha pontos que atestem os problemas específicos do Estado de São Paulo e da Capital, tais como, falta de saúde pública, transportes públicos, educação, trânsito, segurança pública?

3) Quais as pessoas físicas e jurídicas que participam da campanha e quais trabalharam diretamente na confecção da campanha? Existe contrato entre a OAB/SP e as empresas e pessoas físicas relacionadas? Se existe contrato, qual a espécie?

4) A OAB/SP arcará com algum tipo de gasto financeiro na realização e divulgação da campanha?

5) A página da OAB/SP na internet é mantida por dinheiro proveniente do pagamento de anuidade dos associados? O espaço destinado a campanha “Cansei” na internet é financiado pela própria OAB? Houve consulta dos associados para disposição do espaço na página para a campanha?

De acordo com o parágrafo 4º do artigo 1º da Lei da Ação Popular, o presidente da OAB tem prazo máximo de 15 dias para responder à interpelação de Rui Falcão.

E ele também eclipsou-se... In memoriam

Homenagem a Michelangelo Antonioni, o cineasta do Blow Up (inspirado na novela de Julio Cortazar), L'Aventure (L'avventura), Zabriskie Point e do "L'Eclisse" ou L'Eclipse, entre tantas outras maravilhas do sétimo arte. Falecido ontem.


Brazil, Alarmed, Reconsiders Policy on Climate Change

Lalo de Almeida for The New York Times

Brazil has resisted programs to reduce deforestation. In the Amazon, areas the size of New Jersey have been razed each year.

Published: July 31, 2007

The New York Times

MANAUS, Brazil — Alarmed at recent indications of climate change here in the Amazon and in other regions of Brazil, the government of President Luiz Inácio Lula da Silva has begun showing signs of new flexibility in the tangled, politically volatile international negotiations to limit human-caused global warming.


The New York Times

The factors behind the re-evaluation range from a drought here in the Amazon rain forest, the world’s largest, and the impact that it could have on agriculture if it recurs, to new phenomena like a hurricane in the south of Brazil. As a result, environmental advocates, scientists and some politicians say, Brazilian policy makers and the public they serve are increasingly seeing climate change not as a distant problem, but as one that could affect them too.

Brazil remains suspicious of foreign involvement in its management of the Amazon, which it views as a domestic matter. But negotiators and others who monitor international climate talks say Brazil is now willing to discuss issues that until recently it considered off the table, including market-based programs to curb the carbon emissions that result from massive deforestation in the Amazon, in which areas the size of New Jersey or larger are razed each year.

“I think things have advanced, certainly, compared to three years ago, when the government simply refused to discuss deforestation in international forums,” said Márcio Santilli, a former government official who helped start the Socio-Environmental Institute, an environmental group in Brasília. “There has been a change of posture which reflects the worries of Brazilian public opinion on this issue, which in turn puts pressure on politicians.”

For years, Brazil’s position in international climate change talks has been that Northern Hemisphere industrial countries must shoulder the burden of reducing greenhouse gas emissions. Fearing a loss of sovereignty, it has resisted plans to create market mechanisms to provide payments for reductions in deforestation and carbon emissions, accompanied by international monitoring.

Brazil’s stance on such issues is vitally important because by most calculations it is the fourth-largest producer of the greenhouse gases that most scientists believe are the principal cause of global warming. Three-quarters of those emissions result from deforestation, the overwhelming bulk of which occurs here.

The government’s new, slightly more nuanced position is not a result of a sudden burst of green awareness on the part of Mr. da Silva, whose knowledge of the technical details of the debate is widely described as sketchy. And in public, Mr. da Silva continues to want to shift the blame northward.

“Everyone knows that the rich countries are responsible for 60 percent of the gas emissions, and therefore need to assume their responsibilities,” he said during a meeting of the Group of 8 in June. “We don’t accept the idea that the emerging nations are the ones who have to make sacrifices, because poverty itself is already a sacrifice.”

A number of recent events have led political leaders and ordinary Brazilians to conclude that they are not immune to climate change. First and foremost was a disastrous 2005 drought in the Amazon that killed crops, kindled forest fires, dried up transportation routes, caused disease and wreaked economic havoc.

Brazil sees itself as an emerging agricultural and industrial power, and global warming could have a disastrous impact on those aspirations. Scientists note that Brazil’s southern breadbasket flourishes largely because of rainfall patterns in the Amazon that are likely to be altered if droughts recur or climate change accelerates.

“Once they really register that the Amazon rain machine is very important to the south of Brazil, they are going to be much more interested in avoiding deforestation,” said Thomas Lovejoy, president of the Heinz Center for Science, Economics and the Environment. “You don’t have to be interested in biodiversity to want rain to keep that amazing agricultural system going.”

Brazil also envisions constructing a large network of dams throughout the Amazon over the next several decades to supply electricity to its industrial heartland in São Paulo, 2,000 miles south of here. But those plans depend on water flows in the region’s vast rivers not drying up.

“If rainfall is reduced, as many projections show, either you are not going to have enough water at all or you will have to have much bigger lakes to fill the dams,” said Paulo Moutinho, scientific coordinator at the Amazon Institute for Environmental Research. More...

Também faz parte de minhas Leituras as Opiniões de Toda a Mídia

Toda a Mídia

Nelson de Sá

Folha de São Paulo


leituras-favre.blogspot.com

O BLOG DE LUÍS FAVRE
Começou com o registro das "leituras" do dirigente petista, como no caso da pesquisa Vox Populi (Alckmin 31%, Marta 28%). Agora já partiu para "opiniões", como no post de ontem sobre os "oportunistas e aproveitadores" que usam familiares dos mortos com fim político. Mas ele propõe não "esconder nossos erros na denúncia fácil da "elite branca".

Hotéis do NE vêem queda de 30% com câmbio e crise aérea

Folha de São Paulo (para assinantes)

Diante de demanda abaixo da esperada durante as férias de julho, empresários do setor apontam risco de demissões

Rede hoteleira da Bahia registra ocupação de 55%, contra média de 70% no mesmo período do ano passado, diz associação

FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE

KAMILA FERNANDES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA

A rede hoteleira nos principais pólos turísticos do Nordeste registrou em julho um movimento até 30% abaixo do esperado. A desvalorização do dólar diante do real e o caos aéreo no país são apontados pelos empresários do setor como os responsáveis pela crise.

Na Bahia, o presidente da Abih (Associação Brasileira da Indústria dos Hotéis) estadual, Ernani Silveira Bettinati, vê risco de desemprego no setor. "Há uma queda acentuada no fluxo turístico desde o acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado", afirma.

Segundo Bettinati, o problema se intensificou com a desvalorização do dólar e se consolidou após o acidente com o Airbus da TAM, no último dia 17.

"Não sei o que foi pior", declarou, sobre o impacto do caos aéreo e da valorização do real no turismo local. Em julho, disse o dirigente baiano, o percentual de ocupação nos hotéis do Estado ficou em 55%, 15 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período em 2006. Formada por 192 mil leitos em 72 mil estabelecimentos, a rede hoteleira da Bahia gera 600 mil empregos diretos e indiretos.

Em Pernambuco, o fluxo de turistas neste mês ficou cerca de 30% abaixo do esperado na região de Porto de Galinhas (a 60 km ao sul de Recife), principal destino dos visitantes que buscam lazer no Estado.

O presidente da Abih de Pernambuco, José Otávio de Meira Lins, responsabiliza principalmente a cotação do dólar pelo problema. "Para o turismo de lazer do Nordeste, a questão do dólar tem reflexos mais graves que o acidente aéreo", afirmou. "Os turistas preferem viajar para o exterior ou embarcar em navios", disse.

Para tentar compensar as perdas, afirmou Lins, os hoteleiros pernambucanos têm buscado ampliar o mercado regional, que já representa 47% do fluxo de turistas no Estado.

"Trabalhamos num raio de mil quilômetros de Recife. A estratégia é ampliar uma fatia do mercado que não está preocupada com o dólar e pode viajar de carro, se for preciso."

Baixa ocupação
No Ceará, a baixa ocupação hoteleira em 2007 repete o desempenho de 2006, com 69% dos leitos ocupados. Em anos anteriores, no mês de julho a ocupação chegava a 95%.

Para o presidente da Abih do Ceará, Manoel Linhares, o problema está no setor aéreo. "Em 2006, era a Varig, que se dissolveu, reduzindo o número de vôos. Agora, o apagão aéreo", afirmou. A entidade representa 80% da rede hoteleira do Estado, com 17.700 leitos.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reconhece a existência da crise. Na semana passada, afirmou que o governo já estudava medidas para compensar as desvantagens causadas ao turismo interno pela desvalorização do dólar.

Ela disse ter participado de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e entidades do setor. Segundo ela, Mantega recebeu uma pauta de reivindicações que incluía, entre outros pontos, proposta de corte de impostos e a reestruturação da aviação regional.

Rede hoteleira perde 25% de ocupação. Marta leva queixas do turismo ao Conac

O Estado de São Paulo (para assinantes)

Maior queda no período de férias, de 30% a 40%, foi no Nordeste

Márcia De Chiara

A rede hoteleira nacional encerrou as férias de julho com queda de 25% em média de ocupação, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). A região mais afetada foi o Nordeste, onde o recuo oscilou entre 30% e 40%, seguido pela Região Norte, com queda de 22% a 28% e a Centro-Oeste, onde a retração na ocupação variou entre 10% e 12%. O menor índice de queda foi registrado nas redes hoteleiras do Sul e do Sudeste, de 8% a 10%.

“Há resorts do Nordeste que demitiram cerca de 20% dos seus quadros”, afirmou o presidente da ABIH, Eraldo Alves da Cruz. A entidade reúne mais de 2 mil hotéis que, juntos, têm disponibilidade para atender 150 mil apartamentos.

Cruz lembra que a crise no setor começou em julho do ano passado, com o colapso na Varig, e se agravou com o acidente da Gol, em setembro. De lá para cá, o caos aéreo se intensificou e atingiu o ápice com o acidente da TAM, no dia 17.

Na semana do acidente com o avião da TAM, a ocupação nos 62 hotéis da rede Atlantica Hotels caiu 20%. Na segunda semana após a tragédia, o recuo foi de 15% e agora a ocupação já está retornando ao patamar normal, diz o vice-presidente da rede, Rafael Guaspari.

Além da crise aérea, Cruz pondera que a concorrência dos navios de cruzeiros e a queda na cotação do dólar também são fatores que contribuíram para a redução da ocupação na rede hoteleira ao longo deste ano.

PACOTES

As agências de viagens confirmam a retração. De janeiro a julho, a queda nas vendas de pacotes nacionais foi de 25% em relação ao mesmo período de 2006, enquanto os pacotes internacionais registraram acréscimo de 10% a 15%, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav).

“No Nordeste, o prejuízo foi muito grande”, afirmou o diretor de Assuntos Internacionais da Abav, Leonel Rossi Júnior. Ele argumentou que, para reverter a crise no setor, a ampliação das vendas de pacotes turísticos rodoviários é limitada.

A saída para as agências de viagens, segundo o executivo, é aumentar os negócios com pacotes internacionais e cruzeiros marítimos. “Cerca de 60% dos cruzeiros marítimos para o próximo verão já estão vendidos”, afirma.

Neste ano, virão para a costa brasileira 14 navios que devem transportar 350 mil passageiros durante a temporada. No ano passado, foram 11 navios e 300 mil passageiros.


CRISE
20% dos funcionários

de alguns resorts nordestinos foram demitidos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH)

15% foi o aumento
nas vendas de pacotes internacionais de janeiro a julho, ante o mesmo período de 2006, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens


Marta leva queixas do turismo ao Conac


Isabel Sobral

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, levou para a reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac) a reclamação dos empresários do setor de turismo com relação às perdas de receita e faturamento, em razão da crise aérea, e também sobre a falta de respeito aos passageiros, nos aeroportos. A ministra admitiu que o segmento mais afetado, até o momento, é o de hotéis, particularmente no Nordeste, que informaram ter perdido no último mês 25%. Mas a ministra não soube precisar se essa perda é relativa a receita, movimento ou faturamento bruto. 'O setor foi duramente afetado e temos de levar em conta que ele emprega 2 milhões de pessoas formalmente e outros 6 milhões informalmente.'

Na sexta-feira entidades ligadas ao turismo se reuniram com ela para repassar os prejuízos do setor, após o agravamento da crise aérea. Marta Suplicy destacou que houve uma ênfase dessas entidades com relação ao respeito aos horários nos aeroportos. 'O setor prefere que haja menos passagens, se esse for o resultado da reestruturação da malha aérea, mas acredita que é melhor o passageiro ter a certeza de que embarcará no horário acertado em outro dia', disse a ministra.

Clip do filme Casablanca cantado por Frank Sinatra

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Reflexões pessoais que visam ao entendimento

O horror da tragédia da TAM foi objeto da mais detestável campanha de ódio da qual se tenha notícias. Amigos e familiares das pessoas mortas no acidente, chocadas pela dor e as perdas irreparáveis, foram usados para uma manifestação e campanha oposicionista inescrupulosa.

Cavalgando no desespero alheio, oportunistas e aproveitadores tentam angariar apoios para conseguir algum usufruto político e futuramente eleitoral, do acidente da TAM, jogando nas costas de Lula, Marta e do PT o sangue de vítimas inocentes.

Mas é bom lembrar que este movimento foi insuflado por setores da mídia intensamente engajados na oposição ao governo federal e que procuram, a todo custo, impor uma desmoralização ao governo e às forças políticas e sociais que o sustentam, para abrir o caminho a um retorno da oposição ao poder.

Uma sadia reação democrática jogaria luz sobre a manobra ignóbil e exporia os artífices do movimento "Cansei", identificados como expoentes da elite paulista, respaldados em organizações de empresários e de classe média sem maior apoio popular.

Porém, seria um grave erro de julgamento e politicamente um desastre para o país se a resposta a este caminho de ódio levasse a uma exacerbação da luta de classes, de radicalismos infantis e de pregações ofensivas para aqueles setores que podem se identificar no palavrório vazio e reacionário dos "cansados".

Não devemos esconder nossas próprias carências e erros, na denuncia fácil da "elite branca”, da insensibilidade social da burguesia e do apartheid social em que sustenta seus exorbitantes privilégios.

Os desafios presentes, a começar por medidas urgentes para resolver a crise aérea e também os gargalos na infra-estrutura, enfrentar as terríveis carências na educação, na segurança pública e na saúde, além de manter o curso positivo da economia do país, exigem a união e o diálogo entre todos os setores sociais e uma postura construtiva dos atores políticos, tanto da oposição como da situação.

Convém registrar que a reação do presidente Lula à crise aérea, com a nomeação do novo ministro Nelson Jobim, foi acompanhada positivamente pelas forças da oposição responsáveis e por vários veículos de comunicação.

Retomar a agenda positiva para o Brasil passa hoje pela adoção imediata de medidas para reduzir o tráfico em Congonhas, ampliar Guarulhos e Viracopos, assim como a construção do trem São Paulo-Guarulhos-Campinas com o concurso financeiro do governo estadual e das prefeituras, e com a intervenção decisiva do governo federal.

O mesmo esforço financeiro e de agenda prioritária que o governo federal implementou no Rio de Janeiro, permitindo que além do PAN, tenhamos hoje um começo de resposta às questões de segurança, deve ser feito conjuntamente pelo presidente Lula, o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab, para São Paulo.

Aos pregadores do ódio nossa rejeição, com argumentos.

Nossa prioridade deve ser corrigir e aprender com nossos erros. O Brasil requer a mão estendida para construir consensos que, rejeitando os populismos demagógicos e os elitismos revanchistas, consolide a democracia. Esta sim será a melhor demonstração de força de um governo respaldado pelo povo.

Luis Favre

Os neocansados

Pensata

Fernando Canzian

Folha Imagem

Como bem observou o ex-governador paulista Claudio Lembo (DEM), deve ter soprado de Campos de Jordão, meca fria da breguice endinheirada de São Paulo, os novos ventos da campanha "Cansei", capitaneada pela camada superior da "elite branca" sulista.

Empresários e mauricinhos paulistas acostumados a restaurantes na rua Amauri e Vila Nova Conceição, com suas adegas climatizadas, contas surreais e garçons servis, finalmente se dizem cansados da "impunidade", do "descaso", das "balas perdidas".

O movimento é capitaneado pelo Comitê de Jovens Executivos da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo "sr. Riquinho", o empresário João Dória Jr.

Nos últimos dias, Dória recebeu em Campos do Jordão várias eminências tucanas, entre elas Geraldo Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador José Serra. "Não somos oposição. Somos pelo resgate da solidariedade. O movimento está ultrapassando fronteiras e se expandindo por toda a sociedade", disse Dória sobre o "Cansei".

De fato, nas periferias paulistanas e nos morros do Rio, não se fala de outra coisa. Tá todo mundo cansado.

Segundo noticiou o Painel, da Folha, devido à grande concentração de paulistanos endinheirados em suas fileiras, o "Cansei" já ganhou o apelido de "Movimento Oscar Freire", em referência à rua paulistana que reúne as lojas mais caras, os menores cachorros e a maior quantidade de homens com gel no cabelo na cidade.

É difícil avaliar do que essa gente está falando. Afinal, no dia a dia o Brasil não está muito diferente, nem muito melhor, ou pior, do que nos anos FHC, quando o ex-presidente se orgulhava do fato de sua empregada poder passar férias fora do Brasil.

O juro das aplicações continua gordo, o capitalismo capenga, o que permite margens gordas, e a Oscar Freire e Campos do Jordão caras o suficiente para que esse pessoal possa se sentir ainda mais rico.

É bem capaz que o "Cansei" também acabe atraindo boa parte da classe média "quero-ser-emergente" do carrão à prestação. Antes de reclamar, porém, os neocansados talvez devessem se perguntar o que têm feito para além da redoma blindada do mundo em que vivem.

Alguém já disse que a melhor maneira de se avaliar uma classe dominante é dar uma boa olhada em sua periferia, na situação de quem a serve a troco de salários e trabalho.

Para isso, não é preciso sequer sair de Campos do Jordão.

Fernando Canzian, 40, é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de Brasil e do Painel e correspondente em Washington e Nova York. Escreve semanalmente, às segundas-feiras, para a Folha Online.

Sou classe média por Max Gonzaga e Banda Marginal

III Festival de Cinema Judaico do Rio de Janeiro

O Festival de Cinema Judaico, aqui no Rio de Janeiro, já é uma tradição. É um evento que de fato congrega toda nossa Comunidade, onde em um único evento, várias Instituições ficam envolvidas. Durante vários dias, a arte ligada à nossa história e nossa tradição, frequenta as telas do Espaço de Cinema, trazendo uma oportunidade para todos assitirem filmes de qualidade e com muita emoção. Este ano o Festival está ainda mais interessante. A direção geral é de Lilian Nigri Dickstein. Todos devem se apressar para comprar os ingressos, que se esgotam rapidamente, estão disponíveis apenas por venda antecipada e cuja renda reverte para as Instituições parceiras deste projeto. Vejam a seguir, toda a programação do Festival. Divirtam-se.

Sergio Niskier - presidente da FIERJ







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Mais informações e notícias sobre a comunidade judaica do Rio de Janeiro em www.fierj.org.br - fierj@fierj.org.br

presidente: Sergio Niskier

jornalista responsável: José Roitberg

Uma advogada revoltada

A SORDIDEZ DA OAB

Indignada como cidadã e revoltada como advogada, repasso, para uso geral e livre, alguns argumentos jurídicos sobre essa inaceitável campanha publicitária política indireta onerosa contra o atual governo, encabeçada pela OAB, entidade de classe dos advogados, com objetivos nitidamente políticos e com o significado cristalino de ingerência do poder econômico em desfavor das entidades de classe e sindicais que eventualmente tenham posicionamento diverso sobre as políticas públicas desse governo.

Quem tiver dúvida se é política a campanha publicitária de que tratamos e autodenominada de "Cansei", basta formular algumas perguntas básicas e indispensáveis: (1) Como se posicionaria a justiça eleitoral caso alguma entidade de classe ou sindical protagonizasse campanha idêntica, mas com objetivos políticos em benefício do Governo Federal e do Presidente Lula? (2) Caso essa hipótese ocorresse, como poderiam ser arrecadados os recursos e prestadas as contas?(3) Seria necessária consulta prévia e o assentimento da maioria dos associados? (4) Como seriam comprados os espaços publicitários na mídia, sobretudo nas TVs? (5) As condições seriam as de mercado? (6) Quem tivesse mais recursos compraria mais tempo?

Consulta à jurisprudência confirmará a força dos nossos argumentos. Nesse sentido ver decisão do STE nas Representações 953/2006 e 916/2006 que tratam de tema correlato : Releve-se, ainda, a configuração de propaganda eleitoral em período vedado (REsp n° 19.902/GO, Relator o Ministro Luiz Carlos Madeira, DJ de 22/11/02; REsp n° 19.331/GO, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 07/12/01). Vale assinalar, ademais, que os sindicatos não podem substituir-se aos partidos políticos em matéria de propaganda eleitoral, vedada sua participação na forma do art. 24, VI, da Lei n° 9.504/97." "Os precedentes desta Corte Eleitoral indicam que a “divulgação de fatos que levem o eleitor a não votar em determinada pessoa, provável candidato, pode ser considerada propaganda eleitoral antecipada, negativa” (Recurso Especial Eleitoral nº 20.073-Classe 22ª - MT, Relator o Ministro Fernando Neves, DJ de 13/2/2002; no mesmo sentido: Representação nº 897, Relator o Ministro Marcelo Ribeiro, decisão de procedência da Representação datada de 28/4/2006).

1- Quem vai pagar as despesas? É uma campanha intensa, inclusive por rádio e TV. Se Os partidos são proibidos de fazer campanha política paga no rádio e na TV, como se pode permitir que façam campanha política partidária em substituição aos únicos agentes legais do processo político-eleitoral?

2- A OAB é uma entidade de classe e está proibida de contribuir, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou pretexto, inclusive através de publicidade de qualquer espécie, com candidatos e partidos, não apenas durante as campanhas eleitorais (art. 24, inciso VI, da Lei 9.504/95), como também fora do período eleitoral (ar. 30, IV, da Lei 9.096/95); Quando uma entidade faz uma CAMPANHA POLÍTICA, visa objetivos POLÍTICOS, esse o pressuposto da campanha publicitária encabeçada pela OAB e empresários que estiveram umbilicalmente ligados a Geraldo Alckmin, na campanha eleitoral de 2006. Uma campanha publicitária POLÍTICA visa dividendos POLÍTICOS, ou serve para BENEFICIAR determinado PARTIDO ou candidato, ou para PREJUDICAR outro.

3 - Embora o movimento se autodenomine APARTIDÁRIO, são vários os elementos da campanha que denotam o claro objetivo de posicionamento CONTRA o atual Governo Federal. NÃO se trata de uma campanha de cidadania para chamar a população a lutar contra direitos usurpados ou que estejam sendo violados ou cerceados, como por exemplo, pela anistia ou contra a ditadura, ou por diretas já, etc., etc. Trata-se de uma campanha para reforçar um ataque virulento que a mídia já faz contra o Lula e o Governo Federal, para tentar caracterizar que é nesse Governo que existe corrupção, é esse Governo que não faz nada pela segurança pública, enfim, com mentiras como as que vêm sendo exaustivamente repetidas na imprensa.

4- Trata-se, pois, de uma CAMPANHA PUBLICITÁRIA que visa um OBJETIVO POLÍTICO ANTIDEMOCRÁTICO que é desestabilizar não apenas nossa democracia, como também atingir a IMAGEM do Governo Federal e de seu representante máximo, que é o Presidente Lula. Uma campanha PUBLICITÁRIA com custos EVIDENTES, como a produção gráfica, a veiculação de cartazes, sua distribuição, a confecção de programas de rádio e tv, a COMPRA DE HORÁRIO no rádio e na TV, a COMPRA de espaços publicitários, o que significa dizer que não serão poucos os recursos que deverão ser dispendidos para implementar e efetivar tal CAMPANHA.

5- É através dos partidos políticos, principais agentes do processo democrático que se pode participar do processo democrático com CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS, já que a filiação partidária é exigência constitucional. Portanto, os partidos devem demonstrar como arrecadam e como pagam suas campanhas publicitárias, declarando TODA a sua arrecadação e seus gastos. Não podem permitir que sejam deflagradas, como se viu acima, campanhas indiretas de publicidade, que visam beneficiar ou prejudicar determinada agremiação partidária ou qualquer agente político. Tanto isso é verdade que, se isso fosse permitido, a interferência do poder econômico seria ainda maior e mais danosa do que é, já que os grandes grupos econômicos fariam PROPAGANDA através de PUBLICIDADE INDIRETA para BENEFICIAR ou PREJUDICAR algum partido ou candidato ou agente político público. O benefício e o prejuízo político no caso dessa CAMPANHA JÁ IDENTIFICADA PELA ALCUNHA "CANSEI," é CRISTALINO.

6 - Todos os GASTOS dessa campanha POLÍTICA INDIRETA visam atingir quais objetivos? A quem irá beneficiar? A resposta é óbvia: Irá beneficiar àqueles que pretendam igualmente um objetivo político-eleitoral, vale dizer, a TODOS os partidos e agentes políticos ADVERSÁRIOS do atual Governo Federal. Mas vale também perguntar e exigir a resposta: Quanto se gastará, quem pagará, e quem vai prestar contas desses gastos?

Por fim reitero a PERGUNTA: PODE A OAB GASTAR tantos recursos e assumir posicionamento político que sequer resulta de discussão com os advogados ?

No mínimo, é um desrespeito àqueles que pagam uma bastante elevada contribuição anual. Mas é ainda pior o seu significado para a sociedade brasileira e para a cidadania que essa mesma OAB deveria defender. Afinal 61% de todos os votos válidos das Eleições de 2006 estão sendo afrontados por quem representa todos os advogados do Brasil e tem como fim mais fundamental a defesa do estado democrático de direito. A OAB está usando todos os advogados e os recursos por eles aportados para fazer política contra a população brasileira que aprova o governo do Presidente Lula. Isso, além de vedado pela lei 9.504/95, é reedição explicita do golpismo que a OAB já protagonizou quando apoiou o golpe militar que jogou o Brasil numa DITADURA que durou mais de 20 anos. Isso é sórdido e inaceitável!

Porém, é inaceitável também que os partidos do campo democrático se calem a esse respeito, sobretudo o PT. Provocar o Judiciário para que se pronuncie sobre a (i) legalidade da participação da OAB nesta CAMPANHA PUBLICITÁRIA POLÍTICA INDIRETA E ONEROSA é obrigação inalienável.

Dalva Oliveira

Aviso as Cassandras

O anti-lulismo e a anti-mídia

por Luis Nassif

A entrevista de Roberto Civita ao Jornalistas&Cia comprova a máxima: de onde nada se espera, nada vem. O que se tem, de um lado, é a grande imprensa apostando na radicalização. Perdeu o poder de derrubar presidentes; manteve o poder de influenciar amplas camadas na classe média.

É uma orquestração, que persiste há algumas décadas, e que só agora começa a sofrer algumas trincas dos novos meios de comunicações.

Há os veículos-âncora, que dão o tom e o toque. No momento, é o “Jornal Nacional”, jornal “O Globo” e a “Veja”. Depois, um subconjunto de grandes veículos que repercute: o “Estadão”, que, de qualquer forma, ainda tem uma linha própria; e a “Folha” que há alguns anos abriu mão de ser âncora para ir a reboque da “Veja”. De vez em quando se sente a “Folha” tentando recuperar o espaço perdido. Como o espaço que deixou não foi ocupado por ninguém, um pouquinho de racionalidade e de capacidade de pensar grande poderá trazê-la de volta ao eixo original.

Parte relevante dos colunistas políticos, e até de Variedades, continua prisioneira da “síndrome da indignação”. É uma armadilha que sempre pega gente mais insegura. O sujeito quer se identificar com seu leitor. Para tanto, tem que demonstrar indignação, indignação e indignação. Não lhe ocorre trazer explicações, análises. O que vale são os decibéis, que o igualam ao leitor. Tem audiência. No tempo de FHC, lembro-me de conversas com alguns colegas – que batiam diariamente em FHC – e que diziam que, no dia em que ficavam mais calmos, os leitores reclamavam. O problema

Esse estilo me embrulha o estômago há muito tempo. Não existe nada mais fácil e demagógico do que a indignação reiterada. A indignação é virtuosa quando isolada, quando a pessoa identifica um fato não notado e expressa sua indignação. É a maneira de chamar a atenção para o que não foi visto, é a expressão da surpresa, do espanto ante o inusitado. Quando se entra no “coral dos indignados”, na maratona de quem consegue ficar por mais tempo indignado, perde a nobreza, torna-se demagógica, previsível.

***

Não sei quanto tempo irá levar nessa situação. Concretamente, o que está ocorrendo é uma radicalização cada vez maior entre esse público da grande mídia e um amplo espectro que poderia ser denominado de anti-grande mídia – que, temo eu, seja mais amplo do que o arco lulo-petista, porque engloba pessoas que entenderam que não pode existir poder absoluto em um governo, mas também não pode existir na mídia.

Em uma sociedade de massa, a arrogância é veneno na veia. Sérgio Motta, grande político e brasileiro, tornou-se alvo quando seu estilo foi confundido com arrogância; Fernando Collor foi derrotado muito mais pela arrogância do que pelos abusos; FHC criou uma enorme resistência, muito mais por sua arrogância intelectual do que pelos seus atos; José Dirceu foi defenestrado quando permitiu que se disseminasse a imagem do super-poderoso.

Pois é essa mesma mídia, que nas últimas décadas, providenciou essa caça-ao-arrogante, que se deixou cair na armadilha da arrogância. Cada forçada de barra, cada manchete escandalosa, cada crítica mal-posta cria anti-corpos na hora – é só ler os comentários aqui no Blog.
Por outro lado, cada manifestação desse público midiático provoca uma contra-manifestação em igual ou maior força do público anti-midiático. E ai se complica. Os dois lados estão fervendo, radicalizados. Está-se criando um fosso no país, mesmo tendo na presidência da República um político fundamentalmente contemporizador.

***

O que ocorrerá, se esse clima persistir até as próximas eleições? Primeiro, inviabilizará qualquer candidatura de consenso. Candidatos que poderiam montar um grande arco de alianças de centro-esquerda serão expulsos do jogo. Havendo a radicalização, o candidato lulo-petista será aquele que desfraldar a bandeira anti-mídia: Ciro Gomes ou Roberto Requião. E o resultado será o confronto, que poderá ocorrer antes, durante ou após as eleições.

São tão óbvios esses desdobramentos que às vezes fico pensando em que país vive Roberto Civita.

enviada por Luis Nassif

A frase do dia

"Cansei" é um termo muito usado por dondocas enfadadas em algum momento das vidas enfadonhas que vivem.

Cláudio Lembo, ex-governador de São Paulo

RADAR ON-LINE da Veja



Lauro Jardim
Com Jan Theophilo
e-mail: radaronline@abril.com.br



Alckmin lidera em São Paulo

Alckmin: à frente nas pesquisas
O Vox Populi concluiu uma pesquisa sobre a corrida municipal em São Paulo. Por encomenda de Paulinho da Força, do PDT, foram analisados dez cenários. O tucano Geraldo Alckmin lidera em todos nos quais aparece. Confrontado com a petista Marta Suplicy, ganharia por 31% a 28%. Sem ele, quem leva é Marta, que chega até 33%. O prefeito Gilberto Kassab, do DEM, varia entre 7% e 18%, de acordo com os oponentes, índices semelhantes aos de Paulinho. Arlindo Chinaglia, regra-três do PT para o caso de Marta não se candidatar, varia entre zero e 1%. Paulo Maluf está no topo do ranking da rejeição, com 39%. Marta tem 18%; Kassab, 15%; Luiza Erundina, 8%; Alckmin, 4% e Paulinho, 1%.

Cineasta sueco Ingmar Bergman morre aos 89 anos

Folha Online

O diretor sueco Ingmar Bergman morreu nesta segunda-feira aos 89 anos.

Jonte Wentzell/AP
Cineasta Ingmar Bergman morreu nesta segunda-feira na Suécia
Cineasta Ingmar Bergman morreu nesta segunda-feira na Suécia

A causa da morte não foi divulgada oficialmente pela família, segundo a agência de notícias sueca TT, que confirmou a notícia com a filha do cineasta, Eva Bergman.

Bergman morreu em casa, na localidade de Farö, onde morava. O local do velório e do enterro ainda não foi definido. O funeral deve ser aberto apenas a parentes e amigos.

Em sua longa cinematografia (que ultrapassa os 50 filmes), Bergman foi mestre em levar às telas temas existencialistas. Ao todo, ganhou sete prêmios no Festival de Cannes e dois no de Berlim.

Entre seus longas estão os célebres "Morangos Silvestres" (1957), "O Sétimo Selo" (1957), "Gritos e Sussurros" (1972), "A Flauta Mágica" (1975), "O Ovo da Serpente" (1978) e "Fanny e Alexander" (1982).

Divulgação
Cena do filme "O Sétimo Selo", de Bergman, em que Max Von Sydow joga xadrez com a morte
Cena do filme "O Sétimo Selo", de Bergman, em que Max Von Sydow joga xadrez com a morte

Seu último filme como diretor foi "Saraband", rodado inicialmente para a TV. O longa, estrelado por Erland Josephson e Liv Ullman, retoma os personagens de "Cenas de um Casamento" (1973).

Bergman era também dramaturgo. Sobre as duas artes, afirmou: "O teatro é o começo, o fim, é tudo, enquanto o cinema pertence ao âmbito da prostituição".

Trajetória

O diretor nasceu no dia 14 de julho de 1918 em Uppsala, ao norte de Estocolmo, filho de um pastor protestante. Foi educado de maneira severa e austera. Essa formação religiosa marcou seu caráter.

Estudou na Universidade de Estocolmo e aprendeu a arte da direção com um grupo de teatro estudantil, levando para a tela grande obras de Strindberg e Shakespeare.

A partir de 1944, dividiu o teatro com o cinema. Bergman fez seu primeiro filme, "Crise", em 1945.

Divulgação
"Morangos Silvestres", com Sjöstrom, Bjorn Bjelvenstam, Folke Sundquist e Bibi Anderson
"Morangos Silvestres", com Sjöstrom, Bjorn Bjelvenstam, Folke Sundquist e Bibi Anderson

Em 1976 foi viver na Alemanha devido a problemas com o fisco sueco e em seguida estreou "O Ovo da Serpente", sobre a ascensão do Nazismo.

De volta à Suécia, filmou "Fanny e Alexander", uma obra sobre sua infância e sobre sua paixão pelo espetáculo que recebeu quatro Oscars.

Comandante da Legião de Honra, membro da Academia de Letras da Suécia e reputado dramaturgo, Bergman revelou sua vida privada e profissional nos livros "Lanterna Mágica" (1987), "Imagens" (1993) e "Crianças de Domingo" (1994), adaptado para as telas por seu filho Daniel.

Casado cinco vezes, Bergman teve nove filhos.

Com agência France Presse

domingo, 29 de julho de 2007

Ator francês Michel Serrault, de "A Gaiola das Loucas", morre aos 79 anos


da France Presse, em Paris

O ator francês Michel Serrault, 79, morreu neste domingo (28) na França. Em mais de meio século de uma carreira, ele participou de 135 longas-metragens --sem falar de filmes para a televisão-- sob a direção de nomes como Henri-Georges Clouzot, Claude Chabrol, Jean-Pierre Mocky, Georges Lautner e Mathieu Kassovitz.

Cinco vezes indicado, o ator obteve três Césars: em 1979 por seu grande sucesso, "A Gaiola das Loucas" (1978); em 1982 por "Garde à Vue" (1981) e em 1996 por "Nelly et Monsieur Arnaud" (1995).

Sua grande preocupação de ator era nunca incomodar o espectador. Talvez devido a essa ambição, acumulou uma impressionante galeria de retratos, deslizando com a mesma facilidade na pele de personagens ambíguos e dramáticos, do maligno Dr. Petiot, que enganava e roubava judeus durante a ocupação nazista na França, a Zaza, o homossexual excêntrico de "A Gaiola das Loucas".

O público esperava dele uma coisa: que fizesse rir. No entanto, como todos os clowns que ele tinha como modelos, Michel Serrault era, no fundo, um tanto triste. Ele se definia como "a alma de Chaplin em um corpo de boticário".

Nascido no dia 24 de janeiro de 1928 em Brunoy (atualmente Essonne, ex-Seine-et-Oise) no seio de uma família modesta e cristã, entrou para o seminário aos 14 anos. Hesitando entre tornar-se padre ou comediante, ele escolheu finalmente o mundo do espetáculo.

Freqüentou desde 1949 a famosa trupe dos "Branquignols" de Robert Dhéry e apareceu pela primeira vez no cinema em 1954 em "Ah! Les Belles Bacchantes!" de Jean Loubignac.

No teatro, ele também se destacou em "O Avaro", montagem de 1986 da peça de Molière, dirigida por Roger Planchon, e "Knock", montagem de 1992, com direção de Pierre Mondy.

Com a mulher Juanita, com quem se casou em 1958, teve duas filhas --a mais velha morreu em 1977 em um acidente de carro.

A força dos deuses na linguagem apaixonada dos homens


O realismo é impresionante. Da para sentir a força das mãos de Plutão no corpo de Preserpina.
O detalhe desta foto é uma obra em si, apontando para o olhar de Bernini, o escultor italiano autor da obra feita em marmore.

Reproduzida do blog Antilogicas de Marcelo A. Moreno, de Argentina.

"Fora Lula" domina passeata do "Cansei"

Felipe Corazza Barreto

Felipe Corazza Barreto/Terra Magazine

Militante do PSDB expulso da passeata: "Sem bandeira, sem bandeira!"
Era para ter sido uma passeata apartidária. A OAB-SP, pela palavra de seu presidente Luiz Flávio D'Urso, um dos fundadores do movimento "Cansei", disse que a campanha não teria viés político. Os demais criadores do "Cansei", também ouvidos por Terra Magazine, seguiram o tom: "é apartidário".

Neste domingo, quando o "Cria (Cidadão, Responsável, Informado e Atuante)" e o "Cansei" juntaram forças em uma passeata na zona sul de São Paulo, no entanto, o tom político e partidário surgiu em pouco tempo. Antes mesmo do começo da caminhada, militantes do PSDB foram expulsos do protesto.

Líder do Cria e um dos organizadores da marcha, Márcio Neubauer começou a caminhada puxando a palavra de ordem: "RES-PEI-TO". Mais adiante, já fora do trio elétrico, entrou no coro partidário que dominou grande parte da marcha: "Fora Lula".

Familiares das vítimas da tragédia do vôo 3054, empresários, advogados, estudantes, médicos legistas, entre outros, participaram da manifestação. O trajeto: do Parque do Ibirapuera até o aeroporto de Congonhas.

A MARCHA

Domingo, oito e meia da manhã, oito graus no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Pouco mais de 100 pessoas se concentram para a passeata convocada pelo movimento "Cansei" e pelo "Cria (Cidadão, Responsável, Informado e Atuante) Brasil". O trio elétrico estacionado em frente ao Monumento às Bandeiras leva faixas pretas com os dizeres "Respeito" e "Chega de Passividade".

O protesto, - "apartidário e pacífico", como não cansam de repetir os oradores que se alternam ao microfone - é contra "o descaso", "a incompetência" e por "respeito".

O empresário Márcio Neubauer, líder do CRIA e um dos organizadores da marcha que seguirá para o aeroporto de Congonhas puxa a palavra de ordem: RES-PEI-TO, RES-PEI-TO. No começo, tem pouca resposta. Mais pessoas chegam, com casacos, jaquetas e echarpes variados, e o coro começa a engrossar.

Os comandantes do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros - o "Cansei" - estão na passeata. O publicitário Marcus Hadade e Ronaldo Koloszuk, do Conselho de Jovens Empresários da Fiesp, são anunciados pelo trio elétrico. O trio, aliás, cercado por guardas particulares da empresa Santo Segurança.

"SEM BANDEIRA, SEM BANDEIRA"

Passa das 9h, horário previsto para a saída da passeata, e chegam 5 rapazes carregando bandeiras do PSDB. No início, são desfraldadas sem embaraço. Em poucos minutos, no entanto, começa um murmúrio que se transforma em gritaria: "Sem bandeira, sem bandeira". O líder dos militantes tucanos, que se identifica como Fernando, bate-boca com os manifestantes.

Mais pessoas se juntam ao protesto contra as bandeiras do partido na marcha. Os gritos ficam mais agressivos - "O PSDB também é culpado!", "Vagabundos, oportunistas", "Traidor da consciência do povo". Fernando discute com alguns manifestantes e, pouco antes das vias de fato, a polícia intervém.

O tucano berra também com os PMs, "Partido é sociedade civil, isso aqui é democrático!". Um policial consegue tirá-lo do protesto e com ele vão os outros 4 rapazes. Um deles, Rafael, responde com um seco e sonoro "Não" quando perguntado se é filiado ao PSDB. Perguntado sobre os outros, responde agressivo: "Eu não tenho que falar nada pra você não, truta".

Em frente ao trio elétrico, uma homenagem aos Bombeiros, à Defesa Civil e à Polícia Civil. As palmas para os primeiros duram quase dois minutos. Passadas as homenagens, uma salva de palmas para Jesus, outra para Deus. E começa a marcha.

O músico Seu Jorge aparece no carro de som. É um dos poucos negros presentes à passeata. Diante de um público formado, em grande parte, pelas classes média e alta, ele puxa o assunto para outras tragédias além da aérea: "Aqueles que sofrem o cotidiano dos ônibus, dos trens lotados, dos bairros sem esgoto, sem escola. A comoção dos desastres aéreos é justa e grande, mas pior é a nossa passividade diante das tragédias cotidianas". Aplausos.

Já no fim da avenida Pedro Álvares Cabral, os manifestantes começam a cantar, timidamente, "Pra não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré. Imediatamente após a música, hino dos estudantes contra a ditadura militar, surgem os primeiros gritos de "Fora Lula". O coro entra bem mais forte do que Vandré.

Do trio elétrico, os organizadores abafam com gritos de "RES-PEI-TO" os gritos contra o presidente. Funciona, mas por pouco tempo. O número de participantes da marcha já chega a 2 mil, segundo um guarda civil metropolitano. Márcio Neubauer, ao microfone, comemora 5 mil. Como de costume em manifestações, diferença razoável entre as estimativas da polícia e dos organizadores.

AVIÃO, NÃO: "COMPREI UM HONDA NOVO"

Aos poucos, o sol aparece e aplaca um pouco o frio que ainda faz o senhor de Rondônia esfregar as mãos enquanto anda. Ele vem a São Paulo para tratamento com freqüência. Mas não mais de avião. "Depois de 2 anos sofrendo em aeroporto, desisti. Comprei um Honda novo e venho de carro. Mas, não vai adiantar muito, porque agora minha filha está indo pros Estados Unidos".

Carro, por sinal, é o que Délcio lamenta não ter naquele momento. Vendedor ambulante, morador de São Miguel Paulista, lamenta ter levado só capas de chuva e amendoins para o protesto. "Se tivesse um carro, ia buscar água. Com esse sol, agora, água ia vender. Até chapéu de palha, se eu tivesse, vendia". Mas Délcio, sem carro, ainda teria que correr para sair do protesto e ir até o estádio do Morumbi, para vender mais amendoim e capa de chuva. "Hoje o Corinthians joga lá".

A marcha segue rumo ao prédio da TAM Express, em frente a Congonhas, destruído pela batida do Airbus A320 da própria empresa. No caminho, 3 hospitais, diante dos quais o trio elétrico passa amplificando os berros: "RES-PEI-TO". O locutor da vez anuncia um novo protesto para o dia 18 de agosto. Desta vez, além da passeata, propõe um "Dia do Pé no Chão", um dia sem avião.

Outro manifesto é anunciado, este para o dia 4 de agosto. É a "Grande Vaia" contra Lula. Aplausos efusivos e mais gritos de "Fora Lula". Márcio Neubauer já está fora do trio elétrico. Distribui narizes de palhaço aos manifestantes no asfalto da Avenida 23 de Maio, interditada para o protesto.

"Isso não pode parar aqui, tem que continuar", pede aos companheiros de marcha. Às 11h25, quase duas horas e meia depois do começo do protesto "apartidário e pacifíco", sai da boca de Márcio o primeiro "Fora Lula". Daí em diante, ele puxa coros variados contra o presidente. "Corrupto", "Omisso", "Ladrão". E encerra desabafando com uma colega de manifestação: "A gente pode votar em qualquer um, mas eles têm que trabalhar pra gente, não pra eles!".

ÁGUA: GRATUITA. PROMOCIONAL. DA SABESP.

O trajeto de pouco mais de 5 quilômetros até Congonhas vai chegando ao fim e caixas com água mineral surgem na pista. "Tem água de graça aí", anuncia o trio elétrico. Os copinhos d'água têm um símbolo da Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - e os dizeres "Distribuição gratuita. Material promocional". Raro em manifestações.

Além da distribuição gratuita da água "promocional" da Sabesp, outras novidades na passeata do "Cansei" foram, basicamente, as pessoas que dela participaram. Muitas sem qualquer experiência em passeatas. Ao celular, uma senhora usando casaco de pele tinha dificuldade para explicar a alguém onde estava: "Eu tou na passeata. É, passeata. Pas-se-a-ta".

ORAÇÃO, HINO E TURBINAS

Finalmente, a marcha chega aos escombros do prédio da TAM Express em Congonhas. Os parentes de vítimas do acidente tomam definitivamente a frente do protesto. Alguns se abraçam e choram. Outros, gritam e gesticulam: "Acorda, Brasil", "Chega". Um Boeing da Gol passa sobre o protesto, pousando.

Findo o barulho das turbinas do Boeing, flores começam a ser jogadas na direção do prédio. Um Pai-Nosso rezado. Um minuto de silêncio. Seu Jorge puxa o Hino Nacional. Ao fundo, um A320 da TAM começa a taxiar. O barulho das turbinas quando a aeronave toma velocidade quase abafa o hino. Quase.

NO CAFÉ, "TEMOS QUE DESMASCARAR ESSA GENTE"

Terminado o protesto, muitos se refugiaram do frio no saguão do aeroporto de Congonhas. No "Black Coffee", lanchonete em frente ao Check In da Gol, café puro a R$ 2,20 e conversas ainda sobre o protesto:

- Voltamos à censura?
- Nós temos que desmascarar essa gente...
- Você viu que só a GloboNews estava aí? A tevê aberta tá boicotando.
- Não reparei.
- É. Eles tão boicotando porque o governo faz os favores pra eles.

Em tempo: estiveram na cobertura da passeata SBT, Globo, Record, RedeTV! e Bandeirantes.

Terra Magazine

Brasil pode cair no ranking de sedes de eventos

Organizações internacionais já reconsideram fazer congressos e feiras no país, que hoje ocupa 7o- lugar

Ana Lúcia Borges

No mundo corporativo, reuniões canceladas e viagens de negócios adiadas já não são a única rotina. Feiras e congressos começam a ser afetados pelo caos nos aeroportos: muitos participantes não conseguem chegar aos encontros, e grupos antes interessados em trazer eventos de grande porte ao país mostram-se inseguros quanto à escolha do destino. O Brasil, que ocupa o sétimo lugar no ranking de países que mais sediam eventos internacionais, segundo dados da International Congress & Convention Association (ICCA), agora corre o risco de perder a posição.

Único latino-americano entre os dez primeiros, o país ficou atrás apenas de EUA, Alemanha, Reino Unido, França, Espanha e Itália em 2006.

— Em 2005, ocupávamos o 11 olugar. Em 2007, esperávamos subir para o sexto, mas agora podemos perder essa posição — diz o presidente da Federação Brasileira de Convention & Vi s i t o r s Bureaux (FBCVC), João Luiz Moreira. — O caos aéreo começa a ter um efeito muito grave na área de turismo de eventos. Esse setor não sobrevive sem transporte aéreo. Bons meios de acesso e uma boa infra-estrutura hoteleira são fatores decisivos na escolha de um destino para a realização de um evento. Se a malha aérea brasileira não funciona, essa informação circula e repercute negativamente em outros países. Gera-se um clima de desconfiança.

Organizações internacionais interessadas em fazer eventos no país têm nos procurado, temerosas. Estão reconsiderando o investimento em congressos e feiras no Brasil.

Em 2006, foram acertados 5.119 eventos a serem realizados no Brasil entre 2007 e 2014 (95% deles de produção nacional).

Este ano, o acidente com o Airbus da TAM agravou a crise aérea às vésperas da alta temporada para a realização de eventos no país — e de captação de futuros congressos, convenções e afins —, que vai de agosto a novembro.

— Se essa crise avançar pelo mês de agosto, quando começam a ser estudados novos eventos, a previsão é de queda no número de participantes e na captação de eventos a serem realizados no futuro. Ainda é cedo para avaliar os danos.

Mas será uma catástrofe que poderá ter impacto daqui a dois, três, até oito anos — afirma Moreira. O Globo (para assinantes)

Fazer o trem para Guarulhos e Viracopos é urgente

O Globo - Tereza Cruvinel

JOSÉ SERRA
propôs ao amigo Jobim uma PPP para a construção de um trem expresso ligando o centro paulistano ao aeroporto de Guarulhos. Se os tucanos, que governam o estado há tantos anos, já tivessem encarado a obra, a pressão de passageiros e empresas poderia não ter enfartado Congonhas. Os ricos têm horror a Guarulhos pela distância. A classe média sem motorista porque é horrível e caro sair de lá. O táxi ao centro de São Paulo custa entre R$ 110 e R$ 130. E sai por R$ 27 a passagem em ônibus similar ao “frescão” do Rio, que por R$ 5 liga o Galeão à Zona Sul, indo até à Barra e ao Recreio.

Leia a integra da coluna de Tereza Cruvinel no jornal O Globo (para assinantes)

"Pesquisa não revela ameaça à popularidade de Lula"

Rosa Costa, BRASÍLIA

O Estado de São Paulo

O desgaste do governo federal com o apagão aéreo será tanto maior quanto mais tempo o setor ficar sem soluções concretas e a crise permanecer nas manchetes dos jornais. Mas a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa do tipo de público que usa transporte aéreo, tende a ser protegida.

As avaliações são do diretor do Instituto Vox Populi João Francisco Meira, que, em entrevista ao Estado, revela que foi feita pesquisa em São Paulo, três dias após o acidente com o avião da TAM, no cenário da tragédia. "Os resultados não ameaçaram a popularidade do presidente na capital. Houve uma queda, mas não muito grande", afirma, sem dar mais detalhes.

Meira não vê relação entre as vaias ao presidente e o apagão aéreo, apesar de assessores petistas terem entendido a reação como uma resposta ao caos nos aeroportos. Avalia que o colapso na aviação repercute menos contra Lula do que o quase apagão elétrico no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que atingiu toda a população. "Embora seja um meio de transporte usado pelas classes A,B e C, a aviação está longe de ser um transporte de massa."

O senhor vê relação entre as vaias ao presidente Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos e no Nordeste e a crise do apagão aéreo?

Aplaudir ou vaiar é do jogo. Vaia no Rio tem um sentido cultural, não tinha ainda nenhuma implicação maior. E nos Estados é um gesto de funcionários públicos em greve e de estudantes fazendo manifestações.

Essas vaias vão ter reflexo na próxima avaliação da popularidade do presidente?

Já ouvi vaias ao Juscelino, ao Jânio, ao Jango, já ouvi vaias para todos os presidentes. Só não tomou vaia quem nunca se expôs ao público, como os dirigentes da ditadura militar. Alguns foram até aplaudidos. Vaiar ou aplaudir é do jogo da política. O que não quer dizer que os níveis de popularidade do presidente são imóveis. Há amplos setores da opinião pública que, hoje, não estão contentes nem com o presidente nem com o governo.

A que o senhor se refere quando fala em amplos setores?

Além de relevantes estatisticamente, são pessoas que têm capacidade de expressar esse descontentamento, têm acesso aos meios de comunicação e, portanto, são capazes de sinalizar esse descontentamento de uma forma mais expressiva. Isso pode, com o tempo, se disseminar. Mas isso tudo é relativo porque também o governante e o governo reagem a isso tomando medidas aqui e ali em função dessas coisas. Há uma dinâmica aí que nem sempre é muito previsível. Não quero dizer que vai ficar assim, o que eu quero dizer é que vai demorar a mudar e não será por esses indicadores que hoje estão aí, que são insuficientes.

O acidente com o Airbus da TAM, que expôs ainda mais a crise aérea, afetará a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Essa hipótese não está provada nem negada. Não existem ainda dados consistentes a respeito disso. A única evidência foi uma pesquisa feita na cidade de São Paulo três dias após o acidente, no cenário do acidente, com a população extremamente impactada com isso. Mesmo assim, os resultados não ameaçaram a popularidade do presidente na capital; houve uma queda, mas não muito grande. A questão do acidente em si provoca comoção, emoções, sentimentos fortes, mas não necessária e diretamente contra o governo.

Se a crise continuar, com os aeroportos superlotados, a classe média sem condições de planejar viagens, isso pode reduzir a popularidade do presidente?

Acho que a popularidade pessoal do presidente está ligada à capacidade percebida de resolução de problemas que começam com as desigualdades sociais, que passam pela questão da estabilidade econômica, do desenvolvimento e questões específicas como criminalidade, saúde, habitação, questões de infra-estrutura, inclusive a crise aérea. A avaliação que o eleitor faz é ampla e leva muitas coisas em consideração. Evidentemente que, se esses problemas da infra-estrutura e do sistema aéreo continuarem nas manchetes como algo que incomoda e sem solução à vista, isso cria o desgaste, não a ponto de desestabilizar o governo, mas é claro que cria o desgaste.

O senhor nota alguma relação entre o apagão aéreo e a crise no sistema elétrico que abalou a popularidade do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

São coisas muito diferentes, os públicos atingidos são completamente diferentes e os efeitos são muito diferentes também. Eu acho que nós temos aí duas questões: primeiro, não temos, ainda, dados suficientes para medir direito os efeitos da crise aérea. Nessas circunstâncias, sob forte comoção, não é recomendável você fazer pesquisas e tirar conclusões que possam ser duradouras. A crise do setor elétrico atingiu todos, praticamente 100% da população. Já no transporte aéreo, embora seja hoje um meio de transporte amplamente utilizado pelas classes A, B e C, está longe de ser um transporte de massa que atinja a população do País como um todo, inclusive do ponto de vista da dispersão. Está muito concentrado em um certo número de cidades. Então, atinge de forma direta uma parte muito menor da população.

Há no País outro governante que tenha conseguido manter esse distanciamento entre a sua figura e o governo, em questão de avaliação pública?

Do ponto de vista de pesquisa de opinião pública, dificilmente, porque nós não temos uma trajetória assim tão longa. Nos presidentes pós-democratização certamente as relações entre presidente e governo ficavam muito evidentes. Eu vejo uma diferença em relação ao presidente Fernando Henrique, que era uma coisa meio contrária, as pessoas não gostavam muito dele, mas gostavam do governo. Acabou acontecendo o inverso. A popularidade dele era menor do que o governo. Esse descolamento - um presidente bem e um governo mal - não me recordo em termos de pesquisas de alguma coisa parecida.

Há com quem se comparar em outros países?

Há um caso, talvez, parecido. Acho que o presidente Lula lembra um pouco a figura de Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul). Ele teve seus problemas, um governo complicado, e no entanto ele se manteve. Uma coisa interessante é que, tendo chance de disputar a reeleição, preferiu não fazê-lo. Então tem hoje uma autoridade moral e política na África que ultrapassa os limites de seu país.

O senhor acredita que seria diferente se ele tivesse mais um governo?

O fato de ele não ter disputado a reeleição foi uma questão política interna. Ele tinha controle e ascendência sobre seu partido, mas preferiu agir assim. Eu não diria que Lula errou ao se candidatar à reeleição, mas os problemas que isso gera são de quem está há muito tempo no poder.

Cresce procura de estrangeiros por casas no Nordeste

Mercado imobiliário na região para turistas de fora do país deve movimentar R$ 16 bilhões nos próximos oito anos

Maior número de vôos, terrenos mais baratos e maior segurança jurídica são apontados como razões para alta do turismo residencial

JOANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

CÍNTIA ACAYABA
DA AGÊNCIA FOLHA

O mercado de turismo residencial destinado a estrangeiros deve movimentar cerca de R$ 16 bilhões no Nordeste brasileiro nos próximos oito anos. Serão comercializados aproximadamente 80 mil casas e apartamentos.

A expectativa é da Adit (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro), que reúne 52 empresas e entidades do setor.
Nos últimos anos, o número de estrangeiros, principalmente europeus, interessados em comprar casa no Nordeste brasileiro cresceu.

Grupos de investidores imobiliários, a maioria portugueses e espanhóis, estão vindo ao país para construir grandes condomínios residenciais de férias para seus conterrâneos.
Um deles é o grupo espanhol Qualta Resorts, que lançou em junho, em Pernambuco, o resort turístico The Reef Club. Além de hotéis e campo de golfe, ele pretende entregar 4.000 unidades residenciais até 2014.

Por causa dessa nova vocação turística, a Embratur está fazendo uma pesquisa sobre o perfil do turismo residencial. "Sentimos que esta é uma tendência mundial. As pessoas estão propensas a ter uma segunda casa fora de seus países", disse José Francisco Lopes, diretor de estudos e pesquisas.

A última pesquisa da Embratur sobre demanda internacional mostrou que 4,6% dos estrangeiros que procuraram o Brasil como destino turístico em 2005 disseram ter residência fixa no país.

O boom turístico de 1995 a 2000 ocorreu com os argentinos, em Santa Catarina, diz Lopes. Agora é a vez dos europeus no Nordeste. "Desde 2004, os europeus superaram os sul-americanos e hoje representam o maior fluxo turístico do país. Os europeus são turistas de sol e praia, leia-se Nordeste."

A Embratur disse que ainda não é possível fazer uma análise de eventuais reflexos da crise aérea no turismo residencial.

Especialistas apontam três razões fundamentais para o crescimento do turismo residencial. A primeira delas é o incremento no número de vôos para o Nordeste.

Os anuários estatísticos elaborados pela Embratur revelam que até 2002 apenas um Estado do Nordeste, a Bahia, figurava entre as quatro entradas de turistas por via aérea do país. De 2003 a 2006, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte apareceram entre as cinco principais portas para turistas que viajam de avião.

A saturação do mercado imobiliário espanhol é outro motivo apresentado. Segundo Daniel Rosenthal, diretor da agência Eugênio, especializada em mercado imobiliário, o preço médio do metro quadrado na Espanha é de 2.900. No Brasil, em Natal, é de cerca de 1.150. Em bairros nobres de Madri, supera 15 mil.

Por fim, há um sensível aumento da segurança jurídica nos negócios. "Com o Brasil a um passo de sair do risco de investimento, as pessoas perdem aquele pé atrás", diz Rosenthal.

Investimento varia conforme a região; Pelourinho atrai franceses

No sul da Bahia, são feitos empreendimentos de luxo; no norte, de grande escala

Leonardo Wen/Folha Imagem
Vista do bairro do Pelourinho, em Salvador (BA), cujos imóveis são procurados por estrangeiros


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DA AGÊNCIA FOLHA

O mercado imobiliário nordestino oferece belas praias e paisagens, mas cada Estado busca um diferencial em sua estrutura hoteleira e residencial e um público-alvo específico.
Em Salvador, o turismo residencial alia-se aos atrativos históricos da capital baiana.
Imóveis tombados no entorno do Convento do Carmo, no Pelourinho, onde foi feito o primeiro hotel histórico de luxo, estão sendo comercializados para estrangeiros e brasileiros.

De acordo com o Bahia Investments (www.bahia-investments.com) -site com anúncios de imóveis voltado principalmente para estrangeiros-, depois do lançamento do hotel, há cerca de dois anos, as casas da redondeza foram valorizadas em torno de 25%. Segundo a imobiliária Josinha Pacheco, só em junho dez unidades foram vendidas e a maior parte da demanda é de franceses.

Segundo Felipe Cavalcante, presidente da Adit (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro), o norte da Bahia oferece empreendimentos de grande escala para atingir mais pessoas, e o sul do Estado, onde se consolida o turismo de alto luxo, empreendimentos menores e de elevado padrão.

Um dos exemplos do litoral norte baiano é o da Prima Empreendimentos Imobiliários, do grupo espanhol Ace, que investirá na implantação de um projeto com residências, hotel e campo de golfe em uma área de 5.000 hectares na Costa dos Coqueiros. Até o fim do ano, a empresa deve dar entrada no licenciamento ambiental.

Outro empreendimento na região é o Reserva Imbassaí, do grupo português Reta Atlântico Brasil, que pretende entregar neste semestre 96 apartamentos de um total de 193 unidades. Esse é o primeiro projeto do grupo no país.

Rio Grande do Norte
Segundo a Adit, o Rio Grande Norte é um dos Estados que têm mais empreendimentos para turismo residencial, como o do grupo espanhol Sánchez, que entregará em breve 40 apartamentos em Natal -todos vendidos para europeus.

O Sánchez lançará, em outubro, o Grand Natal Golf, também na capital potiguar, com cinco campos de golfe, oito complexos hoteleiros e 30 mil residências para turismo. A conclusão do projeto está prevista para dez anos.

No Ceará, segundo a Adit, há três grandes empreendimentos que seguem o mesmo modelo e aliam condomínios residenciais a comodidades de resort.

Sergipe, Paraíba, Pernambuco e Alagoas também começam a despontar no mercado para turistas europeus.

(JOANA CUNHA E CÍNTIA ACAYABA)


Folha de São Paulo (para assinantes)

Cuando volar barato sale caro

Las cancelaciones son la principal queja contra las líneas de bajo coste, que ya usa el 20% de viajeros

EL PAÍS - LUIS DONCEL / VANESSA PI - Madrid

El número de pasajeros de las compañías de vuelos baratos no para de crecer. El año pasado superó los 39 millones de clientes, un 20% del total de personas que volaron sobre suelo español. Pero, con el aumento de actividad, también aumentan las quejas. La mayor parte de ellas se dirigen hacia las cancelaciones. Aunque las asociaciones de consumidores avisan de que reciben tantas quejas de aerolíneas tradicionales como de las de bajo coste, también señalan que estas últimas presentan grandes diferencias en su funcionamiento. Tanto la Confederación de Consumidores y Usuarios como el Centro Europeo del Consumidor apuntan a Ryanair como la que más reclamaciones suscita.

A Mónica Fuertes le costó 10 meses, no se sabe cuántas llamadas, e-mails y cartas, y más de un enfado recuperar los 321 euros y 38 céntimos que le costaron tres billetes Madrid-Venecia. Sólo cuando recurrió a las amenazas consiguió que la compañía de bajo coste que había cancelado su vuelo le devolviera el dinero. "Es una cantidad pequeña para el tiempo y esfuerzo que dediqué. Pero la satisfacción de ver que no se salen con la suya no tiene precio", dice.

La italiana Myair había pospuesto unilateralmente su viaje. Cuando esta madrileña de 30 años dijo que no, que prefería la devolución, le respondieron que era imposible porque habían pasado más de dos días desde que recibió el correo electrónico en el que le informaban del cambio. Después de 10 meses de darse de cabezazos con el servicio de atención al cliente de la empresa, compró dos dominios de Internet con un nombre muy parecido al de Myair y amenazó con contar desde ahí su caso. Al día siguiente, le escribieron para pedirle su número de cuenta.

Este caso refleja el muro con el que se encuentran los clientes de algunas de estas compañías cuando buscan a quién dirigirse para protestar por un vuelo que, de un día para otro, ya no sale el viernes por la noche, sino el domingo por la mañana.

Pero no todas son iguales. Las asociaciones de consumidores aseguran que las quejas contra aerolíneas se reparten equitativamente entre las tradicionales y las de bajo coste. El problema viene en que, dentro de las baratas, algunas se llevan la palma en reclamaciones. Julián Tío, portavoz de la CECU, asegura que la mitad de las protestas entre las de bajo coste tienen como destinatario a Ryanair, que en 2006 transportó a más de siete millones de personas en España.

El pasado viernes fue imposible contactar con la empresa irlandesa, pero en su página web exhibe unas cifras más optimistas que las de la CECU: un 14% de vuelos impuntuales, y 0,57 reclamaciones por cada 1.000 pasajeros durante 2006. Con un aumento del 14%, Ryanair es la segunda en España en número de pasajeros, sólo por detrás de Air Berlin.

Y es que desde la eclosión que trajo la liberalización aérea de 1997, las aerolíneas baratas no han parado de crecer. El año pasado transportaron a más de 39 millones de personas sobre suelo español, uno de cada cinco de los que volaron. Mientras que el número total de viajeros creció un 6,6%, los que eligieron una low cost fueron un 15,8% más que en 2006. Y parece que el ascenso no se va a estancar: el profesor de Marketing y experto en turismo Josep Francesc Valls prevé que pronto llegarán al 25% de cuota de mercado.

Mientras el negocio no para de crecer, continúa el goteo de quejas en las oficinas de defensa de los consumidores. Un 38% de las que recibió el Centro Europeo del Consumidor se referían a las cancelaciones. Como la que sufrió Didier Reiss, un ecuatoriano de 63 años que compró un billete con easyJet para París con dos meses de antelación. Con las maletas, frente al puesto de facturación, le dijeron que una huelga en el aeropuerto francés hacía imposible su vuelo. Le ofrecían devolverle el dinero o viajar al día siguiente. Dos opciones para él nefastas: no podía viajar más tarde porque a la mañana siguiente tenía una reunión en París, y los billetes que encontraba para el mismo día le costaban 700 euros, cuando a él sólo le devolverían los 70 que había pagado.

La normativa europea establece que, en este caso, Reiss tenía derecho a una indemnización de 250 euros. Pero nadie le informó y a él tampoco se le ocurrió preguntar. "Estaba nervioso y al final acepté viajar un día más tarde, que es lo que hizo el resto del pasaje", comenta.

Las indemnizaciones por cancelación a las que tienen derecho los consumidores -y que muchas veces desconocen- van desde los 250 euros para trayectos de menos de 1.500 kilómetros hasta los 600 en vuelos extracomunitarios de más de 3.500 kilómetros.

Otro problema al que se enfrentan los aficionados a volar barato es la publicidad que sólo destaca los precios más bajos, pero no especifica ni cuántos billetes están sujetos a estos precios ni los suplementos. "Es, en muchos casos, publicidad engañosa", sostiene Valls.

Vueling conmemoraba este fin de semana su pasajero número 10 millones con 10.000 billetes gratuitos. Tras media hora probando distintas posibilidades en la página web, era imposible encontrar una ida y vuelta sin pagar un euro. "Porque la oferta se circunscribe a vuelos que salgan de Madrid", argumenta Alfons Claver, director de marketing de la compañía española. Pero la publicidad en www.vueling.com decía: "Elige el origen y el destino de tu viaje y te mostramos en qué días puedes encontrar los vuelos a cero euros". Lea más...

sábado, 28 de julho de 2007

FOH = Fearful of Hillary

Time

Not that long ago, it was a widely held opinion among conservatives in the professional political class that Hillary Clinton would be a dream Democratic presidential nominee -- for the Republicans. Her high negatives, divisive personality, weak political skills, excess baggage and reputation as a big government lefty would all combine to make her the perfect opponent for a Republican nominee trying to change the subject to anything but what the voting public had come to hate about the previous 7-8 years of Republican rule. It didn't matter how unpopular Bush was or the GOP had become, this thinking went, because Hillary simply couldn't win a general election.

That thinking was always a little foolish and wishful, because it ignored the fact that all Hillary (or any other Dem for that matter) would have to do is win the states Kerry won in 2004, plus one big one or several smaller ones. (Ohio alone, where the GOP was decimated in 2006, would do it. Other states that in the current environment could be Dem pick-ups are New Mexico, Iowa, Colorado, Arizona, Nevada, West Virginia, even Virginia).

But you don't hear those assumptions about Senator Clinton's fatal weaknesses from Republican pros much anymore. In fact, you hear the opposite. Republicans now sound worried that Hillary will win the nomination. Why? Because she's shown herself to be so formidable in the Democratic primary campaign thus far. The biggest eye-opener to R's has been her success in parrying Obama's challenge while enhancing her credentials as the most experienced and sober-minded Democrat in the field on issues of national security. Here, in the latest expression of this new thinking among conservative Republicans, is Rich Lowry, editor of the National Review, in a column about Hillary that will surely earn him lots of angry mail and email from old school NR readers.

Jay Carney is Time's Washington bureau chief. He has covered both the Clinton and Bush 43 White Houses, as well as Congress.

"AS TIME GOES BY" do filme "CASABLANCA"

Brazil claims WTO cotton victory

By John Rumsey in São Paulo, Frances Williams in Geneva and Eoin Callan in Washington


Financial Times

Published: July 27 2007 23:19 | Last updated: July 27 2007 23:19

Brazil on Friday claimed victory in its latest assault on US cotton subsidies at the World Trade Organisation, underscoring warnings by the Bush administration that the subsidy-laden farm bill under consideration by Congress risks triggering a wave of trade disputes.

Brazil said a confidential interim ruling by a WTO panel had gone in its favour.

The panel, due to issue its final decision in September, was set up last year to judge whether the US had fully complied with a 2005 WTO appeal verdict condemning several subsidy programmes for cotton farmers.

In response to that verdict, the US scrapped or amended programmes considered to be illegal export subsidies. However, Brazil says this left untouched some of the most trade-distorting subsidies, such as marketing loans and counter-cyclical payments that compensate farmers for low prices.

The US House of Representatives was set to vote late on Friday on a controversial $256bn, five-year farm bill that eliminates subsidies for farmers with more than $1m in adjusted gross income but continues to give generous subsidies in key areas including corn, cotton, soya beans and rice.

The bill was approved by the House agricultural committee on July 19.

The Bush administration has threatened to veto the legislation, saying it leaves the US vulnerable to WTO challenges similar to the case brought by Brazil over support for cotton farmers.

Pedro Camargo Neto, ex-secretary of production and trade at the Brazilian Ministry of Agriculture, dismissed the likelihood of Brazil bringing further cases, such as against soy, sugar and rice, where it would be more difficult to prove damages.

The Brazil ruling should embolden other countries, such as Mexico and Uruguay, to seek redress over rice subsidies.

A US trade official confirmed on Friday that the WTO panel had found that the changes made by the US “were insufficient to bring the challenged measures into conformity with US WTO obligations . . . we are very disappointed with these results”.

Brazil and its allies have pressed for big reductions in US and European Union farm support in the Doha global trade round.

The latest draft text by the chair of the Doha round’s agricultural negotiations calls specifically for deeper and faster-than-average cuts in cotton subsidies in developed countries.

Critics say such subsidies hurt not only Brazil but also millions of poor West African cotton farmers.

Still, with a successful conclusion to the round uncertain, the WTO’s dispute mechanism is increasingly seen as an alternative if ponderous route to the same end.

In 2005, Brazil, Thailand and Australia won another landmark case against EU sugar subsidies and this year Canada and Brazil have each filed new complaints alleging US overspending on trade-distorting farm aid.

A tragédia, segundo as caixas-pretas

Veja Online

Os investigadores já sabem que um erro cometido
pelo comandante do Airbus da TAM impediu o avião
de desacelerar o suficiente ao pousar. Mas o comprimento
da pista, curta demais, e a falta de uma área de escape foram
decisivos para que o acidente produzisse tantas mortes


Marcio Aith, Fábio Portela e Julia Duailibi

Divulgação/Airbus


VEJA TAMBÉM
Nesta reportagem
Quadro: Tudo começou na cabine
Exclusivo on-line
Em profundidade: Desastres aéreos

Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo. Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar. Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo.

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
FALHA HUMANA
O co-piloto Stephanini (à esquerda) e o comandante Kleyber Lima, que pilotava o A320 na hora do acidente. Um erro no pouso fez com que o avião, sem controle, atravessasse a pista de Congonhas e se chocasse contra o prédio da TAM Express (no alto, o interior do prédio atingido)

A investigação completa do acidente deverá durar ainda dez meses. No entanto, já se chegou à conclusão de que o erro do piloto foi mesmo a causa inicial do acidente – que, não fosse pelas características da pista do Aeroporto de Congonhas, poderia ter tido conseqüências muito menores. Os motivos que levaram à queda do Airbus da TAM têm relação indireta com o fato de a aeronave estar voando naquele dia com o reverso direito travado. Reverso é um mecanismo que, ao inverter o fluxo de ar das turbinas, ajuda a desacelerar o avião. Como o sistema de frenagem de uma aeronave é composto de um conjunto de recursos, um aparelho pode voar sem problemas com um dos reversos desativados ou até com dois. Só que, quando isso acontece, o piloto, ao pousar, tem de operar os manetes de forma diferente da rotineira (veja quadro). E isso é o que pode ter confundido o comandante do vôo. Ao manter o manete da turbina direita – que estava com o reverso travado – em posição de aceleração, e não na posição "marcha lenta", ele impediu a frenagem completa do avião, que atravessou o fim da pista a uma velocidade próxima a 200 quilômetros por hora. Não se trata de um erro inédito. Ele foi cometido pelos pilotos de ao menos outras duas aeronaves do mesmo modelo, o A320 da Airbus. Tanto no desastre ocorrido em março de 1998, nas Filipinas, quanto no acidente que houve em 2004, no aeroporto de Taipei, em Taiwan, concluiu-se que houve falhas na operação dos manetes. As coincidências vão além: nos dois casos, os aviões estavam com uma das turbinas travadas, exatamente como no acidente da TAM. Nas Filipinas, um vôo da Philippine Airlines passou direto pela pista e só parou após se chocar com barracos de madeira nas proximidades. Em 2004, o fato se repetiu com rigorosa exatidão. Dessa vez, um A320 atravessou a pista do aeroporto de Taipei. Novamente as investigações mostraram que o manete da turbina que tinha o reverso travado estava na posição errada, empurrando o A320 para a frente.

Na quinta-feira, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Ministério da Defesa, disse que a aterrissagem com o reverso travado pode ter "influenciado psicologicamente" os pilotos. Disse ainda ser improvável que a ausência de ranhuras para escoamento de água em Congonhas, o grooving, tenha tido alguma relação com o acidente (chovia em São Paulo na noite do dia 17). A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese.

Fotos Reuters
uters
AS CAIXAS-PRETAS DO AIRBUS A320
FUNÇÃO – A Flight Data Recorder (à esq.), agora carbonizada, grava os dados técnicos do vôo, como o comportamento dos motores e do sistema de frenagem.
A Cockpit Voice Recorder (à dir.), também carbonizada, registra os diálogos mantidos na cabine, inclusive as conversas dos pilotos com a torre de comando
COR – Laranja
PESO – Cerca de 4,5 quilos cada uma
ONDE FICAM – Na cauda do avião
RESISTÊNCIA AO FOGO – Suportam até uma hora a 1 100 graus e até dez horas a 260 graus
RESISTÊNCIA À PRESSÃO DA ÁGUA – Resistem a uma profundidade de até 6 000 metros

Para os familiares do comandante, é um drama ver seu nome protagonizando um episódio que causou tanta dor – principalmente quando ele, uma das vítimas, não pode defender-se. Ocorre que, isolado, seu erro poderia ter uma dimensão muito menor. Bastava que a pista do Aeroporto de Congonhas fosse mais longa e tivesse uma área de escape. No caso do avião filipino, houve apenas três mortes, e todas em solo, por atropelamento. Todos os 130 ocupantes da aeronave sobreviveram. No acidente de Taipei, nem sequer houve feridos graves. Nos três eventos, além das coincidências entre os modelos e a situação mecânica dos aviões, também as condições de pouso eram semelhantes: o vento, o peso da aeronave e a velocidade com que ela se aproximou do solo estavam rigorosamente dentro dos padrões. Em Taipei, inclusive, caía uma chuva fraca, assim como em São Paulo. Por que, então, só aqui todos os ocupantes do avião morreram? Nas Filipinas, onde o acidente ocorreu com tempo seco, a pista tem 2.100 metros e se abre para uma área de várzea, onde havia alguns barracos que formavam uma ocupação irregular. Em Taipei, a pista de pouso é maior: tem 2.600 metros, mais 160 metros de área de escape. A extensão das pistas e as áreas de escape possibilitaram que, em ambos os casos, o erro dos pilotos pudesse ser corrigido a tempo – antes de se transformar em tragédia.

A Airbus, fabricante do A320, emitiu na terça-feira um comunicado mundial para seus clientes relembrando os procedimentos técnicos para aterrissagem com um dos reversos travado. A medida foi tomada cinco dias depois do início da análise das caixas-pretas do avião acidentado – trabalho que representantes da empresa acompanharam. Causa curiosidade o fato de um mesmo erro ter sido a causa de três acidentes, ao longo de uma década, sem que a empresa fizesse modificações substanciais nos equipamentos. A Aviation Safety Council, uma agência independente de Taiwan criada para investigar e prevenir acidentes aéreos, recomendou à Airbus, depois do acidente de 2004, que melhorasse o sistema responsável por alertar os pilotos quando os manetes se encontram na posição errada. Com o acidente da TAM, presume-se que nenhuma medida eficaz foi tomada nesse sentido. A mesma agência produziu um relatório com a transcrição da comunicação entre os tripulantes do avião acidentado no aeroporto de Taipei. Os diálogos gravados mostram o momento em que o piloto pousa e percebe que não consegue parar. Seguem-se segundos dramáticos, em que ele grita por cinco vezes: "No break" (sem breque) e "no break at all" ("nenhum breque"). Enquanto isso, o avião sai da pista principal e percorre a área de escape até finalmente encontrar as valas de drenagem, onde os trens de pouso atolam. O avião pára. A partir daí, as frases registradas pela caixa-preta, embora ainda tensas, são cheias de alívio. O piloto pede à torre ajuda do pessoal de terra e um tripulante dirige-se ao microfone para falar aos passageiros. Informa que o avião saiu da pista, pede desculpas pelo susto e diz que a situação é segura agora. Em Congonhas, os 187 ocupantes do Airbus A320 da TAM e as doze vítimas em solo não tiveram chance. A pista do aeroporto paulistano não deixa margem para nenhum tipo de erro. É o cenário ideal para tragédias.

Com reportagem de Marcelo Carneiro,
Guilherme Fogaça e Wanderley Prete Sobrinho

Romeo Alipalo/AP
NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ
A pane ocorrida no pouso do avião da TAM, causada pelo posicionamento incorreto dos manetes, não é novidade na história da Airbus. Em 1998, nas Filipinas (foto acima), e em 2004, em Taipei (foto abaixo), dois A320 se acidentaram exatamente da mesma forma. Por falhas dos pilotos, e por falta de um sistema de alarme mais eficaz, os aviões pousaram com uma das turbinas freando e a outra acelerando. Nas Filipinas, houve três mortos. Em Taipei, nenhum. O pequeno número de vítimas se explica porque, ao contrário do que ocorreu em Congonhas, os aviões tiveram mais espaço para parar
Airlines.net

Tragédia de Congonhas: Foi erro do piloto

A confirmação desta matéria da Veja não pode levar a nenhum recuo nas decisões políticas tomadas pelo governo e o CONAC para reestruturar o sistema aéreo. As propostas de reduzir os vôos em Congonhas, construir a terceira pista de Cumbica e as reformas de Viracopos continuam sendo uma prioridade urgente. Igualmente a construção do trem São Paulo - Guarulhos - Campinas.

O governador Serra e o prefeito Kassab tem que receber todo o apoio financeiro do governo federal para que estas obras iniciem logo. A longo prazo a questão de um terceiro aeroporto não deve ser descartada e desde já deveria ser incluída esta perspectiva nas questões de planejamento para o futuro.

O presidente Lula tem que agir em São Paulo como tem feito no Rio de Janeiro
junto com o governador Sérgio Cabral e o prefeito da cidade, para garantir o PAN e investir pesado em segurança. O indiscutível êxito deste trabalho no Rio deve servir de inspiração para São Paulo e não deve ser objeto de politicagem oposicionista ou cálculos mesquinhos de quem quer que seja. Luis Favre

Da VEJA deste fim de semana:

"Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo.

Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar.


Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo.


A investigação completa do acidente deverá durar ainda dez meses. No entanto, já se chegou à conclusão de que o erro do piloto foi mesmo a causa inicial do acidente – que, não fosse pelas características da pista do Aeroporto de Congonhas, poderia ter tido conseqüências muito menores. Os motivos que levaram à queda do Airbus da TAM têm relação indireta com o fato de a aeronave estar voando naquele dia com o reverso direito travado.


Reverso é um mecanismo que, ao inverter o fluxo de ar das turbinas, ajuda a desacelerar o avião. Como o sistema de frenagem de uma aeronave é composto de um conjunto de recursos, um aparelho pode voar sem problemas com um dos reversos desativados ou até com dois. Só que, quando isso acontece, o piloto, ao pousar, tem de operar os manetes de forma diferente da rotineira (veja quadro). E isso é o que pode ter confundido o comandante do vôo.


Ao manter o manete da turbina direita – que estava com o reverso travado – em posição de aceleração, e não na posição "marcha lenta", ele impediu a frenagem completa do avião, que atravessou o fim da pista a uma velocidade próxima a 200 quilômetros por hora. Não se trata de um erro inédito. Ele foi cometido pelos pilotos de ao menos outras duas aeronaves do mesmo modelo, o A320 da Airbus. Tanto no desastre ocorrido em março de 1998, nas Filipinas, quanto no acidente que houve em 2004, no aeroporto de Taipei, em Taiwan, concluiu-se que houve falhas na operação dos manetes.


As coincidências vão além: nos dois casos, os aviões estavam com uma das turbinas travadas, exatamente como no acidente da TAM. Nas Filipinas, um vôo da Philippine Airlines passou direto pela pista e só parou após se chocar com barracos de madeira nas proximidades. Em 2004, o fato se repetiu com rigorosa exatidão. Dessa vez, um A320 atravessou a pista do aeroporto de Taipei. Novamente as investigações mostraram que o manete da turbina que tinha o reverso travado estava na posição errada, empurrando o A320 para a frente.


Na quinta-feira, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Ministério da Defesa, disse que a aterrissagem com o reverso travado pode ter "influenciado psicologicamente" os pilotos. Disse ainda ser improvável que a ausência de ranhuras para escoamento de água em Congonhas, o grooving, tenha tido alguma relação com o acidente (chovia em São Paulo na noite do dia 17).


A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese". Leia mais aqui

Brasil já desponta na rota do turismo em Saúde

Lenir Camimura - Último Segundo/Santafé Idéias

Mesmo com todas as dificuldades de competitividade, preço e infraestrutura aeroportuária, o Brasil já é cotado como uma opção viável para as ações de saúde no mercado internacional. E surge como uma opção de peso. Não apenas pela tecnologia e qualidade dos prestadores de serviços em saúde, como também pela beleza natural do Brasil, o país desponta na rota do turismo em saúde como referência, principalmente, no ramo da cirurgia plástica e da engenharia hospitalar.

De acordo com a pesquisa de mercado realizada na primeira fase do Consórcio Saúde Brasil, que reúne oito participantes (Hospital Brasília, Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Samaritano, Hospital Sírio-Libanês, Amib, Fundação Zerbini, L+M Gets (engenharia) e MHA Engenharia) e tem o apoio da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Brasil é referência, ainda, em tratamentos de alta complexidade, contra o câncer, para casos de cardiologia e ortopedia complexa.

Mas não é só a tecnologia dos hospitais e o conhecimento dos médicos brasileiros que chama a atenção internacional. A engenharia do Brasil já possui um histórico positivo em outras áreas, e, agora, também desponta como destaque no setor hospitalar.

O Consórcio, que pretende agregar mais players nesta segunda fase de atuação, não tem o objetivo de operacionalizar a vinda dos “turistas” de saúde. A função do grupo é, em parceria com a Apex, divulgar o país no exterior, mostrando a capacidade do Brasil não apenas em receber os pacientes para tratamentos, como também a expertise dos especialistas, professores e pesquisadores brasileiros, facilitando, assim, a possibilidade de intercâmbios acadêmicos.

De acordo com o CEO do Consórcio Saúde Brasil (Health Care Brazil), Dr. Lauro Miquelin, já é possível notar um aumento da presença de participantes internacionais em congressos e evento promovidos pelos consorciados, como é o caso da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), que agrega ao consórcio sua experiência no exterior.

“A Apex e o Consórcio não podem fazer operação comercial, porque foge à sua natureza, mas as ações promocionais e de maior visibilidade realizadas já começam a apontar resultados”, afirmou Dr. Miquelin, explicando que os consorciados já têm recebido um número maior de propostas internacionais, o que aponta o sucesso da primeira fase de atuação do Consórcio.

Agora, depois de ter visitados os países e possíveis clientes na África, América Latina, Caribe, México e Oriente Médio, o Consórcio Saúde Brasil deve caminhar com as próprias pernas, contando com uma participação institucional mais pontual da Apex.

Mercado


O levantamento dos mercados internacionais mostrou que, na África, apenas dois países têm condições para falar – e agir – na área médico-hospitalar, que são a Angola e a África do Sul. Os demais países dependem de agências de fomento para pagar pelos tratamentos.

Já na América Latina, o Brasil tem bom relacionamento com todos os países, salvo algumas dificuldades com Venezuela e Bolívia, o que tem complicado o trânsito entre as nações.

No Oriente Médio, no entanto, por causa do racismo e pelas dificuldades no plano religioso, enfrentados na Europa e Estados Unidos, o Brasil está se tornando a saída para os tratamentos médicos no exterior. Contudo, somente agora foi aberta uma rota brasileira diária de vôos para Dubai.

Os Estados Unidos também estão surgindo como um nicho de mercado a ser explorado. Isso porque o custo da medicina norte-americana está muito alto e não tem coberto uma parte da população, um grupo de, aproximadamente, 500 mil pessoas que têm buscado o atendimento médico-hospitalar fora dos EUA. A grande parte procura por medicina estética. “Já há agências americanas que contratam serviços no Brasil”, informou o CEO do Consórcio.

Porém, os problemas de infraestrutura aeroportuária e a má propaganda do Brasil com a violência urbana podem desestimular esse mercado. “Não adianta ficarmos gritando que somos bons. O mundo tem que acreditar nisso através de evidências. Precisamos mostrar que somos confiáveis para que as pessoas venham cuidar de sua saúde no Brasil”, disse Dr. Miquelin.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Edwards Proposes Raising Capital Gains Tax

John Edwards spoke Thursday at Grand View College in Des Moines.

By LESLIE WAYNE
Published: July 27, 2007
The New York Times

Calling the current tax code “badly out of whack,” former Senator John Edwards yesterday proposed increasing the capital gains tax on upper-income investors and using the money to provide tax-free savings accounts and expanded tax credits for lower-income workers.

In a speech in Des Moines, Mr. Edwards, a candidate for the Democratic presidential nomination, said he would “rewrite our tax code to make sure it is fair” and added that tax policy under President Bush had led to “more wealth for the wealthy and more power for the powerful.”

The Edwards campaign said his plan would raise the tax rate on capital gains, which are profits from investments, to 28 percent from the current 15 percent for taxpayers with incomes over $250,000. It would remain at 15 percent for those who earn less than $250,000.

Mr. Edwards, of North Carolina, is the first Democratic candidate to call for a broad-based increase in taxes on investment income, and his plan is in keeping with the populist tone of his campaign. On taxes, as on health care and other issues, the Edwards campaign has sought to promote him as more of a champion of the poor and the working class than Senators Hillary Rodham Clinton of New York and Barack Obama of Illinois. Mr. Edwards repeated his calls to repeal the Bush tax cuts for families with incomes over $200,000 and to raise taxes on hedge fund and private equity managers. And he said he would “declare war” on off-shore tax shelters and put limits on executive compensation.

Mr. Edwards said the revenue gained from these tax increases would pay for a variety of tax cuts aimed at middle- and lower-income people, including exempting the first $250 of investment income from capital gains taxes, expanding the earned-income and child and dependent care tax credits, setting up special tax-free savings accounts of up to $500 a year and a program where the government would match the first $500 in savings.

Mr. Edwards would eliminate taxes on estates less than $4 million. Republicans are pressing for a permanent total elimination of the federal estate tax. Under current law, estates valued at less than $2 million per couple are exempt from taxation. The exemption gradually increases to 2010, when it is eliminated. But unless the Bush tax cuts are extended by a future Congress and president, the estate tax would be reinstated in 2011.

Dennis J. Goldford a political science professor at Drake University in Des Moines, said Mr. Edwards’s tax plan is “consistent with his populist image of going after the wealthy and helping the poor.” But, he cautioned, “he’s got to be careful, everyone wants to be rich.”

The Edwards campaign said that after paying for the programs outlined yesterday, Mr. Edwards’s tax plan would generate an extra $50 billion a year that could be used for other social programs like his health care proposal. Mr. Edwards has said his health care program would cost $90 billion to $120 billion and would be financed, in part, by rolling back the Bush tax cuts on those with incomes over $200,000.

The Edwards campaign said it would retain the Bush tax cuts on incomes below $200,000. But the campaign did not factor this cost into its calculation because it assumed a future Congress would not eliminate this tax break, said James Kraal, a policy analyst for the campaign.

Robert S. McIntyre, director of Citizens for Tax Justice, a labor-backed group whose calculations are widely respected by tax experts, said that if the cost of extending tax cuts for people earning less than $200,000 was added to the calculation, the plan would create a $35 billion revenue shortfall instead of the extra $50 billion predicted by the Edwards campaign.

“John Edwards is trying to do something nice for low-income people,” Mr. McIntyre said. “The question is whether he has a way to pay for it. He is repealing tax cuts on the rich that really do not exist and the only part of substance is that he is expanding the Bush tax cuts to everyone else, but doesn’t count it. I don’t want to go overboard in the criticism, but this is very deceptive.”

Homenagem a Eva Perón, a figura mítica da Argentina, no aniversário de sua morte

Eva Perón faleceu em 26 de julho de 1952 aos 33 anos de idade

"Como a maioria das mulheres, sou mais forte do que pareço"
Eva Perón

"Como la mayoría de las mujeres, soy más fuerte de lo que parezco"
Eva Perón

« Comme la majorité des femmes, je suis plus forte que je n'en ai l'air »
Eva Peron





Folha de São Paulo disse que empresarios ligados ao PSDB lançaram o movimento "Cansei"

OAB lança campanha "cansei" para protestar

Iniciativa encampada pela Ordem foi de publicitários e empresários ligados a tucanos; movimento não é político, dizem lideranças

"Cansei do caos aéreo", "cansei de bala perdida", "cansei de pagar tantos impostos" estão entre os slogans do movimento

LEANDRO BEGUOCI
DA REPORTAGEM LOCAL

Será lançado hoje em todo o país o "Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros", que os idealizadores já chamam de "Cansei". Emissoras de rádio e TV devem divulgar a iniciativa.
O movimento reúne lamentos distintos em uma "cesta de cansaços". Até o dia 17 de agosto, quando se completa um mês do acidente com o avião da TAM, serão veiculados anúncios com frases como "cansei do caos aéreo", "cansei de bala perdida", "cansei de pagar tantos impostos", "cansei de empresários corruptores".

A iniciativa tomou forma a partir de reuniões no escritório de João Dória Jr. No ano passado, ele promoveu almoços para arrecadar recursos para a campanha do tucano Geraldo Alckmin à Presidência. Oficialmente, a OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) lidera o grupo.
Segundo Luiz Flávio Borges D'Urso, presidente da OAB-SP, apesar dos slogans, o movimento não tem viés oposicionista. "Não entraria em nada com cunho político, o objetivo é expressar indignação contra tudo o que está acontecendo no país, e, algumas coisas, há muitos anos. Não somos anti-Lula." Procurado, o Palácio do Planalto não fez comentários. Mas, conforme informou ontem a "Coluna da Mônica Bergamo", na Folha, o governo monitora o grupo de perto.

No dia 17 de agosto, o "Cansei" fará um ato ecumênico no local da tragédia com o avião da TAM para homenagear as vítimas. Também pedirá que todos os brasileiros façam um minuto de silêncio nesse dia.

Na semana passada, após o acidente, um grupo se reuniu no escritório de Dória em São Paulo para discutir a idéia. Nesta primeira reunião, estavam publicitários como Sérgio Gordilho, presidente da agência de publicidade África, e membros do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), como Ronaldo Koloszuk, 29. Depois, o grupo ganhou a adesão de outras entidades, como a Associação Comercial de São Paulo.

"Perdi amigos no vôo da TAM", diz Dória. "O movimento nasceu de uma indignação coletiva, da sensação de que é preciso fazer alguma coisa, mostrar que a sociedade não está apática. Mas, ao mesmo tempo, queremos demonstrar uma solidariedade às vítimas de forma pacífica, organizada. Unimos as duas coisas, com o mesmo espírito."

Na última terça-feira, o grupo se reuniu com a OAB-SP e propôs que a entidade liderasse o "Cansei". Segundo Dória e D'Urso, só a organização dos advogados tem legitimidade para levar adiante "um movimento em prol da cidadania".

Tucanos
O grupo afirma que não teve nem terá custo algum com a campanha. "As campanhas publicitárias foram feitas de graça e as TVs e rádios também vão veiculá-las sem cobrar", diz Koloszuk, da Fiesp. Um anúncio de 30 segundos no intervalo do "Jornal Nacional", da TV Globo, custa R$ 318.500.

Quem capitaneou a produção das peças foi a África, de Nizan Guanaes. Ele fez a campanha do tucano José Serra à Presidência, em 2002, e uma de suas empresas ganhou neste mês parte da conta dos Correios, do governo federal, no valor de R$ 22 milhões. Os organizadores do "Cansei" dizem que outras agências colaboraram com o movimento, mas não divulgaram os nomes.

Todos os organizadores tentam se desvincular de partidos. Dória, ligado aos tucanos há muitos anos, afirma: "Tenho uma boa relação com o Alckmin, mas não conversei com ele sobre o movimento. Ninguém pode acusar o brasileiro de que, porque está indignado, faz política." D'Urso afirma que se a oposição ao Planalto fizer uso do "Cansei", o movimento sairá de circulação.

É a mesma posição de Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo, entidade que era presidida por Guilherme Afif Domingos (DEM), hoje secretário do tucano Serra no governo de São Paulo. "Queremos despertar em cada indivíduo o que ele pode fazer para mudar o país."

Folha de São Paulo
(para assinantes)

ARGENTINA: Cristina aprovechó un homenaje a Eva Perón para cargar contra los que "intentan convencer de que nada está bien"

Clarín


La primera dama fue la única oradora de la ceremonia oficial a 55 años de la muerte de Evita, en Berazategui. Allí, cargó contra los que "intentan infructuosamente convencer de que todo está mal". Y sostuvo que la figura de Eva "ha dejado de ser de los peronistas y ahora es de todos los argentinos".


Convertida en la única oradora de la ceremonia oficial por un nuevo aniversario de la muerta de Eva Perón, la senadora y candidata presidencial Cristina Kirchner convocó esta noche a "todos los argentinos" a unirse detrás del proyecto del oficialismo. Además, volvió a cargar contra aquellos "intentan infructuosamente convencer de que todo está mal".


"Nos han dividido demasiado, nos hemos enfrentado demasiado, y el resultado ha sido que sólo unos pocos han lucrado con las esperanzas de los argentinos", afirmó Cristina al hablar en un acto en Berazategui. "Estamos cambiando la Argentina y no lo estamos haciendo solos; el país está ante una oportunidad histórica", agregó.

La candidata, quien estuvo acompañada por el presidente Néstor Kirchner y gran parte del Gabinete nacional, sostuvo que Eva Perón "dejó de ser de los peronistas y ahora es de todos los argentinos". Además, remarcó que debe recordársela "no en los discursos, sino en las acciones de gobierno".

"Los postulados de Eva Perón llevarán a la victoria a todos los argentinos, y no a un partido, a un sector o al gobierno", agregó la senadora.

La senadora leyó una frase de Evita: "El país que soñamos es el mismo que seguimos construyendo a pasos agigantados; el país que quisimos; el que estamos consolidando, venciendo a la obstrucción de los descreídos, de los ociosos, de los ridículos desplazados del poder", señaló.

El acto reunió a gran parte de la primera línea kirchnerista: además del Presidente, asistieron el vicepresidente Daniel Scioli y los ministros Aníbal Fernández, Jorge Taiana, Julio de Vido, Nilda Garré y Alicia Kirchner. Además, participaron el secretario de Legal y Técnica, Carlos Zannini; de la Presidencia, Oscar Parrili; el vocero presidencial; Miguel Núñez, y los titulares del Senado, José Pampuro, y de Diputados, Alberto Balestrini.

Tensão no mercado divide especialistas

GUILHERME BARROS - guilherme.barros@uol.com.br
Folha de São Paulo

A turbulência que atingiu ontem os mercados financeiros pode não ser tão passageira como a que sacudiu o mundo em fevereiro. Os economistas estão divididos. A única certeza é que o país, hoje, está mais preparado para enfrentar a crise com o colchão de reservas de US$ 160 bilhões que formou nos últimos anos.

Pessimista, o economista Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica da Fazenda, acha que a crise é grave e que não vai passar tão cedo. Já Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central, diz que se trata de um fenômeno financeiro que pode ser temporário.

Independentemente da extensão da crise, o fato é que, já há algum tempo, grandes instituições, como o FMI e o BIS, e renomados economistas, como o ex-presidente do Fed Alan Greenspan e o atual, Ben Bernanke, já vinham alertando de que os períodos de euforia e de prosperidade poderiam estar perto do fim.

"A turbulência é financeira"

O economista Luiz Fernando Figueiredo, sócio-diretor da Mauá Investimentos, diz que a turbulência é, por enquanto, um fenômeno financeiro que pode gerar um impacto na economia real dependendo de sua extensão. Otimista, ele acha que a crise não deverá provocar um impacto relevante na economia, nem nos Estados Unidos nem no resto do mundo.

Para ele, os problemas foram localizados em algumas empresas nos EUA e em alguns fundos na Austrália e só tiveram impacto porque os mercados estão muito nervosos e com receio de que ocorra um problema maior. "O que houve foi um processo de contágio dos mercados por conta desse receio."

Figueiredo diz que a crise de ontem tem muitas semelhanças com a que ocorreu em fevereiro, embora tenha sido mais aguda. O importante, no entanto, é que o Brasil tem hoje condições de sofrer menos do que nas outras crises. Os fundamentos do país são muito mais sólidos, principalmente em relação ao setor externo. O país não precisa captar dinheiro para saldar compromissos e ainda tem US$ 160 bilhões em reservas para enfrentar a crise. "Trabalho há 27 anos no mercado financeiro e nunca vi o Brasil em uma situação tão confortável para enfrentar uma crise."

"A crise é grave e deve durar"

Júlio Sérgio Gomes de Almeida acha a crise grave por quatro motivos. Em primeiro lugar, o fato de a economia americana mostrar sinais perigosos de desaceleração, que, segundo ele, beiram a recessão. Ao mesmo tempo, os EUA também enfrentam os problemas de crédito no setor imobiliário com potencial de contagiar o resto da economia.

Um terceiro fator diz respeito ao superaquecimento da China, que enfrenta problemas de inflação, puxada pela alta dos preços dos alimentos. O quarto é a alta do preço do petróleo. "Não é mais uma crisezinha, como foi o espirro chinês do início do ano."

Ele acha que os bancos centrais têm instrumentos para combater a crise, mas a dúvida é se serão eficazes. Os mercados mundiais, a seu ver, enfrentam um processo complicado que pode vir a gerar um quadro de dificuldades para as economias de todos os países.

Para o economista, o Brasil também irá sofrer com a crise. Em contrapartida, o país está hoje muito mais protegido para ela do que antes. Será a hora de o país testar os mecanismos de proteção que desenvolveu nos últimos anos.

"O Brasil tem hoje uma gordura que não tinha antes para queimar."

Leia a integra da coluna de Guilherme Barros na Folha de São Paulo (para assinantes)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

São Paulo receberá restaurantes-escola de qualificação profissional

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou, hoje (26), durante visita às cidades de Aparecida e Caçapava (SP), que o estado de São Paulo ganhará dez restaurantes-escola de formação e qualificação profissional em turismo. A região do Vale do Paraíba, interior paulista, já tem garantidas duas unidades de treinamento em turismo, uma em Campos do Jordão e outra em cidade que ainda não foi escolhida. “Nós daremos condições para criação dessas escolas e as prefeituras serão responsáveis pela manutenção”, afirmou a ministra.


No início de sua visita à região, Marta Suplicy participou da inauguração da Escola de Formação e Aperfeiçoamento em Turismo de Aparecida, que funcionava desde 2006 sem instalações próprias. “Parabéns aos empresários do setor, que até então abriram suas portas para que as aulas pudessem ser realizadas. O bom disso é que a escola inaugura sua sede já com 468 profissionais formados por ela”, comemorou a ministra.

Mantida pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Aparecida e Vale Histórico (SinHoRes), a escola oferece cursos voltados para meios de hospedagem e alimentação. Agora, com cozinha-escola completa, apartamento-escola mobiliado e área destinada para treinamento de reservas e recepção, a Escola de Formação e Aperfeiçoamento em Turismo tem capacidade para atender 3 turmas de 150 pessoas cada. As aulas têm duração de 30 a 90 dias.

Alguns municípios da região do Vale do Paraíba recebem um grande fluxo de turismo religioso. Por ano, só em Aparecida, 8 milhões de peregrinos visitam a cidade. “O turismo religioso é muito importante e vamos continuar investindo muito nesse segmento. A criação de escolas de qualificação profissional é excelente para o município, para o turista e para os empresários do setor. Todos ganham quando o turismo recebe o estímulo necessário para sua função econômica e social”, disse a ministra.

Diálogo com Vale do Paraíba – Aproveitando a visita da ministra Marta Suplicy, os prefeitos da região do Vale do Paraíba tiveram oportunidade de apresentar, durante reunião do Codivap (Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba, realizado em Caçapava (SP), as necessidades de seus municípios. O evento contou com a presença de 40 prefeitos da região. “Para 2007, estão previstos a liberação de R$ 3,5 milhões em recursos para o estado de São Paulo”, informou a ministra. Segundo Marta Suplicy, todas as emendas parlamentares que estão destinadas às obras de infra-estrutura terão prioridades. “Sei que ainda temos muito por fazer e que há demandas na região. Ao seu tempo, em articulação com os parlamentares da região, esperamos consolidar uma agenda comum para o desenvolvimento do turismo sustentável”.

Marta Suplicy pediu para que os prefeitos presentes levassem adiante a formatação de um projeto que vise incentivar o turismo ferroviário na região. A idéia foi apresentada durante a reunião do Codivap pelo prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues, e contou com o apoio de outros representantes de municípios do Vale do Paraíba. Fonte Ministério de Turismo

No Nordeste, Lula diz que políticos têm de ser 'mais civilizados'

Diferentemente de Aracaju, presidente foi bem recebido em João Pessoa, onde lançou o PAC

Angela Lacerda, do Estadão

JOÃO PESSOA - Em discurso para uma platéia calorosa, de 800 pessoas, no Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural de João Pessoa, o presidente Lula criticou os seus opositores e disse que a classe política precisa ser "mais civilizada". "Enquanto a classe dirigente fica brigando pequeno, com mesquinharia, o povo fica sofrendo, o povo fica na expectativa que apareça um milagroso para salvá-lo e não tem", disse ele sob aplausos.

Ele pregou ser preciso discernir o momento de fazer oposição e o momento de pensar o País. E reclamou que no Brasil a eleição não termina nunca. "Acabou uma eleição, ela continua, ela é eterna e você pode mandar qualquer projeto, pode ser para melhorar, mas se são contra o governo dizem eu voto contra, eu não voto favorável, não se preocupam sequer em analisar se aquilo vai beneficiar o povo do nosso País".

O presidente pregou a necessidade de se ter políticas públicas justas, de se fazer parcerias, "É preciso que a gente contribua", independente do partido a que se pertença. "Não quero saber em quem o eleitor votou na eleição de outubro, se em mim ou no adversário", afirmou. "Acabou a eleição, agora fomos eleitos para governar este País".

Só elogios

Recebido aos gritos de "Lula" e de slogans de campanha, o presidente anunciou a liberação de R$ 316,8 milhões de recursos federais para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que vai beneficiar 850 mil pessoas de cinco cidades de maior porte, incluindo a capital, com obras de saneamento e urbanização de favelas.

Foi elogiado em todos os discursos, do arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, ao governador tucano Cássio Cunha Lima, todos favoráveis à transposição do Rio São Francisco. Cunha Lima frisou que o presidente tem o seu apoio "irrestrito, pleno e incondicional". Afirmou que a Paraíba "agradece de pé" - toda a platéia levantou, neste momento - e está unida em torno da integração do País.

Acompanhado da ministra Dilma Rousseff e do ministro das Cidades Márcio Fortes, sua visita à Paraíba mereceu nota na imprensa local do presidente da Federação das Indústria da Paraíba, Francisco de Assis Benevides Gadelha. "Vamos ajudar o presidente nessa sua cruzada cívica de resgate de cidadania", conclamou.

As mulheres do Brasil

Blog de Alon

Não incomoda que o nível técnico das competições dos Jogos Pan-Americanos esteja abaixo do desejável. Se os Estados Unidos, por exemplo, não mandaram os seus melhores atletas, problema deles. Não dá para você ficar na festa se lamentando por quem não veio. O Pan não tem sido um evento para a quebra de recordes mundiais. É um evento para o congraçamento esportivo das Américas. Nesse aspecto o Pan é um sucesso. E o Brasil mostra que pode sediar qualquer competição internacional. Um problema grave são as vaias. Vaiar atletas porque são estrangeiros é demonstração de boçalidade e subdesenvolvimento. Outro problema são os estádios meio vazios. Mas os últimos anos têm mostrado que o brasileiro e a brasileira passaram a praticar todo tipo de esporte. Assim, o surgimento de atletas de ponta e portanto de ídolos é uma questão de tempo. Mais ídolos e mais dinheiro no bolso dos torcedores significarão estádios e ginásios mais cheios. Hoje, por exemplo, o futebol feminino encheu o Maracanã para ganhar a medalha de ouro. O adversário foi o time sub-20 dos Estados Unidos? E daí? Nas estatísticas, ficará que as mulheres do Brasil ganharam a medalha de ouro no Pan de 2007 no Rio de Janeiro. Aliás, eu tenho um pedido aos colegas do jornalismo esportivo. Vamos parar de chamar as mulheres esportistas do Brasil de "meninas do Brasil". Quando a seleção brasileira de futebol masculino entra em campo ninguém usa a expressão "meninos do Brasil". Quando a supercoroada seleção de vôlei do técnico Bernardinho está em quadra ninguém se refere aos jogadores como "os meninos". Então por que será que as mulheres do Brasil são chamadas de "meninas"? De duas uma: ou os homens que representam o Brasil nos eventos esportivos começam a ser chamados de meninos, ou que se passe a chamar as mulheres de mulheres. É razoável. Eu penso que o suposto carinho embutido na expressão "meninas" expressa machismo e sentimento de superioridade. Vamos acabar com essa bobagem. Vamos chamar as mulheres de mulheres. Vamos torcer por elas como torcemos para os homens. E vamos cobrar delas os resultados e a performance que cobramos dos homens.

Marta diz que acidente e crise aérea geram impacto negativo para turismo

FÁBIO AMATO
da Agência Folha, em Aparecida (SP)

A ministra Marta Suplicy (Turismo) afirmou nesta quinta-feira que a crise aérea, agravada depois do acidente com o avião da TAM na semana passada, vai gerar impacto negativo no turismo brasileiro. Ela disse que ainda não possui, no entanto, números que mostrem a queda no setor.

"[O turismo] certamente vai ser afetado, mas ainda não temos números. Vamos ver quais vão ser os novos desdobramentos com o novo ministro da Defesa [Nelson Jobim], que terá novos poderes em relação ao seu antecessor [Waldir Pires]", afirmou, em Aparecida (167 km de São Paulo), durante a inauguração de uma escola de capacitação voltada para o turismo, sem detalhar quais seriam os "novos poderes".

Um mês antes da explosão do Airbus-A320 em Congonhas, Marta deu, em uma entrevista, um conselho aos passageiros que enfrentavam dificuldades nos aeroportos do país: "relaxar e gozar." A ministra, que chegou a pedir desculpas, foi alvo de críticas. A frase é usada até hoje pelos que dizem que falta seriedade por parte do governo para enfrentar os problemas no setor aéreo.

O agravamento da crise é acompanhado pela imprensa internacional. Hoje, sites de jornais como o espanhol "El Pais" e os norte-americanos "Los Angeles Times" e "New York Times" traziam reportagens sobre a substituição de Pires por Jobim no Ministério da Defesa e o caos na aviação civil.

Também presente ao evento em Aparecida, o presidente da CNTur (Confederação Nacional do Turismo), Nelson de Abreu Pinto, disse que a queda no movimento de turistas no Brasil, tanto nacionais quanto estrangeiros, é de 10% desde o agravamento da crise aérea. Para ele, porém, a situação deverá se normalizar em breve.

"Nesse momento, o turismo está, indiscutivelmente, sofrendo uma queda. As pessoas estão adiando as suas viagens de lazer e mesmo as companhias aéreas estão orientando as pessoas a fazer isso. A queda é da ordem de 10%, mas acredito que a situação voltará ao normal dentro de 15 dias."

Câmbio

Marta disse que o governo já estuda medidas para compensar as desvantagens causadas ao turismo interno pela valorização do real frente ao dólar. De acordo com a ministra, o setor hoteleiro, em especial o do Nordeste, tem sido um dos mais prejudicados.

Ela afirmou que na quarta-feira participou de uma reunião com o ministro Guido Mantega (Fazenda), onde também estiveram presentes representantes de entidades ligadas ao turismo. Foi levada a Mantega uma pauta de reivindicações. Entre elas, estão a redução de impostos, mudanças de normas fiscais e a reestruturação da aviação regional.

Cansei

Blog de Mino

Estou empolgado com o movimento “Cansei”, “que pretende expor a indignação dos brasileiros em relação à crise aérea, a violência e outros problemas do País”. Nasce da aliança entre o presidente da OAB de São Paulo, Luis Flavio Borges D’Urso, e do “organizador de eventos”, João Dória Jr., aquele rapazola de cabelo engomado que consegue obrigar a fina flor do empresariado a vestir os trajes de Indiana Jones para participar de tertúlias promovidas em lugares aprazíveis. Representantes da Fiesp e da Associação Comercial de São Paulo compareceram ao lançamento do movimento, hoje de manhã, na sede da OAB paulista. Ah, a indignação dos nossos graúdos... Não se indignaram com a criação de um Estado que pretendia ser liberal sem sê-lo e da construção de uma democracia sem povo. Não se indignam com o fato de que apenas 5% da população brasileira ganhe de oitocentos reais para cima. Impassíveis, transitam diante das favelas na cidade que ostenta a maior frota de helicópteros do mundo. Ou, por outra, não se indignam com seu próprio comportamento, anos, décadas, séculos afora.
enviada por mino

Marta chora com ouro e pede estrutura e fim do preconceito no futebol feminino


CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

A meia-atacante Marta, principal destaque da seleção brasileira feminina de futebol, que nesta quinta-feira conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos com uma goleada por 5 a 0 sobre o time sub-20 dos EUA, se emocionou ao falar da vitória.

Chorando, ela se lembrou das dificuldades pelas quais o esporte passa no Brasil, como a falta de estrutura e o preconceito.

"Hoje foi um dia muito especial, um dia em que o futebol feminino mostrou para o país que a gente tem condições de estar no pódio, no lugar mais alto", afirmou.

Marta, que joga no Umea, da Suécia, e foi eleita em 2006 a melhor jogadora do mundo pela Fifa, pediu apoio para disseminar o esporte nas categorias juvenis.

"A nossa esperança é que isso não pare por aí. Tem muita menina querendo jogar, muitas Martas, Formigas, Danielas. E a gente está aí junto na luta para que isso possa acontecer."

Ela reconheceu que o esporte ainda sofre muito com o preconceito. "É uma das coisas que atrapalham o desenvolvimento da gente aqui no Brasil, não só no futebol feminino, mas em todos os esportes. Mas nós mulheres estamos procurando o nosso espaço, mostrando o nosso potencial e, aos poucos, só temos a crescer."

A jogadora foi homenageada como a primeira mulher a deixar as marcas dos pés na Calçada da Fama, no Maracanã. Marta vai ter como "vizinhos" Zinho e Júnior, e seus pés ficarão próximos dos de Zico.

O técnico Jorge Barcellos, após o jogo, também se queixou do preconceito que o futebol feminino enfrenta no país. "Tivemos um Mundial no ano passado e só passava na TV fechada. Sabemos a realidade do povo brasileiro, nem todos têm condições de uma TV fechada", disse para depois acrescentar: "Como [ o futebol feminino] não é uma coisa lucrativa e o estádio hoje estava lotado?"

Campanha perfeita

A time brasileiro conquistou a medalha de ouro de forma invicta e sem sofrer gols. Foram 33 gols marcados e nenhum sofrido.

Os gols desta quinta foram marcados por Marta (em dois pênaltis), Cristiane (2) e Daniela Alves. A vitória serviu como espécie de revanche da derrota brasileira na final dos Jogos Olímpicos de Atenas.

Arturo Toscanini dirige FORZA DEL DESTINO de Verdi (abertura) comentário Yehudi Menuhim

De l'importance du regard des autres


Photo: Luc Lavigne

Des études ont déjà montré que, lorsque sa réputation est en jeu, l'être humain a tendance à être plus généreux.

Une nouvelle étude de chercheurs allemands va plus loin. Selon une équipe de l'Institut Max-Planck, le simple fait de se savoir observé pousse à l'altruisme.

Le pouvoir du symbole

Selon l'équipe de recherche, une image qui représente des yeux stylisés suffit à changer le comportement. Par exemple, l'image d'une paire d'yeux collée sur une boîte destinée aux pourboires influencera positivement la générosité des gens.

L'illustration d'une fleur sur la même boîte n'aura pas autant de succès.

Les Drs Manfred Milinski et Bettina Rockenbach affirment que le cerveau humain est programmé pour réagir ainsi.

Des animaux, non seulement les mammifères, mais aussi les oiseaux et certains poissons, changent également de comportement s'ils se savent observés.

L'observateur observé

Il existe, selon les chercheurs, un jeu entre l'observateur et l'observé.

L'observateur doit regarder l'observé sans être vu pour être sûr de recueillir des informations fiables. L'observé se sachant observé doit de son côté faire comme s'il ne savait pas qu'il était observé pour que son comportement altruiste ne soit pas soupçonné d'être feint.

Ainsi, entre l'observateur et l'observé, il s'agit d'une véritable « course aux armements », résument les chercheurs.

Les résultats complets sont publiés dans le magazine Science.

Le point de vue de Jacques Attali

Commission de réforme

J’ai accepté, à la demande du premier ministre, de présider une commission qui devra, à l’image de ce que firent Jacques Rueff et Louis Armand il y a plus de 40 ans, examiner les conditions d’une libération de la croissance française.

Pour moi, les freins qui la limitent sont innombrables. Depuis le mode de sélection des élites dirigeantes, jusqu’aux rentes de situation des professions réglementées, en passant par les difficultés de la recherche, les obstacles à la création d’entreprise et à leur financement, les insuffisances de la mobilité sociale et les limites à l’accroissement de la population active. Et bien d’autres.

Je composerai cette commission en toute liberté, en m’efforçant d’y faire siéger les talents les plus divers, sans parti pris. Je présiderai évidemment cette commission en toute indépendance.

Naturellement, en acceptant, je n'aliène pas ma liberté de penser, et je ne remets pas en cause mes choix personnels. J'ai dit précedemment qu'accepter de devenir ministre dans un domaine de compétence intérieure, c'est changer de camp. Ceci ne s'applique evidemment pas à la présidence d'une commission, qui n'est pas une fonction opérationnelle, et n'implique aucune solidarité avec l'action de l'executif .

Pour moi, il s’agit de rendre service à mon pays, en identifiant les principales urgences, et en laissant ensuite les hommes politiques, au gouvernement et au parlement, dans la majorité comme dans l’opposition, choisir celles de nos propositions qu’ils estimeront utiles de mettre en œuvre.

Advent LatAm fund hits record

Financial Times

By James Politi in New York

Published: July 25 2007 23:04 | Last updated: July 25 2007 23:04

Latin America’s appeal to global investors was highlighted on Wednesday when Advent International, the Boston-based private equity group, raised a record $1.3bn fund for deals in the region.

The new fund, Advent’s fourth, is about 3.5 times larger than its previous pool of money for Latin American deals, which closed in October 2005 at $375m.

While the flow of private equity money into Latin America remains small compared with other emerging markets such as Asia, it has been growing strongly, bolstered by the global commodities boom and overseas interest in the region’s equities and debt markets.

Advent, which entered Latin America in 1996, raised most of its new fund from recurring North American investors such as Calpers, the big California state pension fund, and new US investors such as the endowment of Harvard University.

A further 33 per cent of the fund was raised in Europe and 13 per cent came from the Middle East and the Asia-Pacific region.

Brooks Zug, a senior managing director at HarbourVest Partners, a big private equity fund of funds that is investing in the Advent fund, said: “Purchase price multiples of deals in traditional markets such as Europe and the US have got quite high, and many investors are interested in getting exposure where pricing isn’t as competitive, such as Latin America.”

Advent’s Latin America strategy has so far been focused primarily on transactions in Argentina, Brazil and Mexico, and that is expected to continue.

Advent has already announced its first deal to be invested from the fourth fund: in Mexico it recently agreed to buy Corporativo Javer’s housing business. Although the price of the deal was not disclosed, Advent said it exceeds last year’s $500m takeover of Brasif, the Brazilian duty-free retailer.

Les aquabonistes (jeux de mots pour l'expression à quoi bon?)

Références (par oomark)
att ________________________________________
Rédigé jeudi 26 juillet 2007 - 08:00


Topo : "Série statu quo : les aquabonistes"

Comment les repérer :
• Lolo : on pourrait essayer une nouvelle organisation
• Jipé : je vois vraiment pas ce qu'y a de nouveau
• Lolo : la nouveauté, c'est qu'on responsabilise
• Jipé : si les gens sont pas responsabilisés aujourd'hui ils le seront pas demain
• Lolo : si on essaie pas, on risque pas de changer
• Jipé : le problème est pas là le problème est ailleurs
• Lolo : il faut bien commencer quelque part
• Jipé : àquoibon ?
• 3 mois plus tard : projet enterré
Les cordées calent leur rythme sur celui du plus lent

Comment les contourner :
• Jipé : votre truc ça marchera jamais
• Lolo : on va faire un test
• Jipé : votre test ça marchera jamais
• Lolo : on va faire un test sans toi
• Jipé : vous pourrez pas dire que je vous avais pas prévenus*
• Lolo : tu pourras pas dire qu'on t'avait pas prévenu
• 3 mois après : test IN, aquaboniste OUT
*Les "aquabonistes" sont les cousins des "je l'avais bien dit" (voir REFERENCES du 5 juin 2007)

"Conservateur : voilà un mot qui commence bien mal." Thierry Maulnier

em questão entrevista o chefe do Cenipa

"A investigação mostrará todos os fatores do acidente", diz chefe do Cenipa

O Boletim eletrônico "em questão" é editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Até a próxima sexta-feira, os dados desgravados das caixas pretas do Airbus da TAM, envolvido no acidente ocorrido em 17 de julho, devem chegar ao Brasil. Segundo o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Brigadeiro Jorge Kersul Filho, as informações resgatadas das caixas serão fundamentais para trazer muitas respostas sobre o maior acidente aéreo do País.

Nesta entrevista o chefe do Cenipa explica como está sendo conduzida a investigação e afirma que ainda não é possível caracterizar o sistema de freios da aeronave e nem a pista de Congonhas como fatores contribuintes para o acidente. O Brigadeiro Kersul também diz que ao longo das investigações o Cenipa deverá fazer recomendações às autoridades do setor aéreo, às empresas e até aos fabricantes para se reduzir, ao máximo, os riscos de novos acidentes.

Em questão - Quando chegam ao Brasil os dados degravados das caixas pretas? Qual a importância das informações extraídas desses equipamentos? Esses dados serão divulgados?

Brigadeiro Kersul - A previsão de retorno da comissão de investigação que está nos Estados Unidos é de decolar de lá na quinta-feira à noite chegando aqui na sexta-feira. Muitos dos dados estão ali gravados na caixa de voz e na caixa de dados, então ela é muito importante para a investigação do acidente aeronáutico. E ela, com certeza, trará muitas respostas. Sobre o acesso aos dados, o Brasil é signatário da Convenção de Chicago e nela está estabelecido, no anexo 13, que, a princípio, essas informações levantadas pela comissão de investigação de acidentes aeronáuticos devem se restringir apenas a esta comissão e a prevenção de acidentes.

EQ - Existe a informação de que a aeronave da TAM envolvida no acidente colidiu de lado com o prédio da empresa e a 175 km/h, dados, inclusive, retirados da caixa preta. Essa informação procede? Essa velocidade foi superior a que o avião estava quando pousou em Congonhas? A posição do equipamento quando se chocou com o edifício é relevante para a investigação?

BK - Esses 175 quilômetros/hora foram uma informação fornecida pelo responsável pela investigação, que estava nos Estados Unidos, baseada nos dados da caixa preta e foi fornecida, única e exclusivamente, aos deputados que estavam lá. Com relação à velocidade de aproximação final, a informação que temos inicialmente, e não temos dados precisos porque algumas informações me passaram por telefone, é que a aeronave estava na velocidade normal de aproximação. Só podemos dizer que a aeronave não desacelerou o suficiente. O fato da posição que ele bateu não é muito relevante porque depende de como o trem de pouso reagiu no final do procedimento. Todos esses movimentos, inclusive, os que estavam sendo induzidos pelos pilotos vão refletir na posição que a aeronave bateu nos edifícios. Ali a aeronave já estava sem controle, então, a princípio, a posição que ela bateu foi quase nivelada. O fato de estar um pouco inclinada não diz muita coisa por enquanto, não é um fato relevante.

EQ - Uma das funções do Cenipa é fazer recomendações às autoridades, empresas e fabricantes para se reduzir o risco de novos acidentes. Até o momento já foi emitida alguma recomendação em relação à investigação deste acidente?

BK - A única recomendação que nós emitimos foi para que o pouso em Congonhas, na pista principal, fosse evitado quando a pista estivesse molhada porque ainda estamos fazendo medições sobre as suas condições. Porque? Porque ela pode ser um fator contribuinte. O momento agora é de realmente perguntar tudo. Então, uma das perguntas seria: pode ter falhado o sistema de freios? Vamos averiguar. E aí vamos eliminando as possibilidades até quando detectarmos 'aqui houve uma falha séria'. Como podemos evitar? Se refere ao treinamento da tripulação? Se refere à manutenção? Se refere à pista? Se refere à meteorologia? E nós vamos tentar atacar ao máximo os fatores que contribuíram para esse acidente.

EQ - Já é possível saber se o sistema de freios do Airbus da TAM contribuiu para a ocorrência do acidente? O fato de um dos reversos estar inoperante representa um risco para passageiros e tripulação?

BK - Nós não temos ainda condições de dizer se houve falha no sistema de freio. Nós temos que levar em conta que as aeronaves operam dentro das limitações da pista. Não é a pista que se adapta ao avião. Os aviões têm que ser capazes de operar naquela pista. Então, para a aeronave operar em Congonhas, dentro dos manuais, ela tem que ser capaz de realizar todos os procedimentos sem a utilização do reverso. Se (a aeronave) está homologada para operar naquela determinada pista é porque ela é capaz de, mesmo sem o reverso, fazer todas as manobras de solo dentro do tamanho disponível na pista. Caso identifiquemos alguma falha no sistema de freio do avião não precisamos esperar o término da investigação para emitir uma recomendação, por exemplo, que todos os freios ou determinado sistema de freios dessa determinada aeronave sejam checados. Inclusive, provavelmente, eles serão checados no mundo inteiro. Se ainda chegarmos à conclusão, durante a investigação, que algum manual do fabricante pode ser melhorado, também faremos recomendações de segurança ao fabricante.

EQ - Quando houver a finalização das investigações as causas do acidente serão divulgadas?

BK - Não costumamos usar a palavra causa. Porque causa remete a responsabilidade. Causa e responsabilidade se referem a um processo jurídico, policial. O linguajar que usamos em investigação é "fatores que contribuíram para o acidente". Com certeza, no relatório final todos terão o conhecimento de quais os fatores que a investigação considerou que influenciaram no acidente. Nós nunca vamos dizer causa, o que causou o acidente foi tal coisa. Nenhum acidente advém de um fator, normalmente de uma seqüência. Então, uma tripulação que, por acaso, não tenha um descanso suficiente ou a pista que tenha tido alguma influência, tudo isso são fatores que podem ter contribuído. O que nós vamos fazer agora é levantar esses fatores.

EQ - Qual é o procedimento da investigação do acidente com o avião da TAM?

BK - A investigação é dividida em diversos fatores. Fator humano, fator material, fator operacional. Se nós temos, por exemplo, a suspeita que a pista influenciou alguma coisa, temos que pesquisar dados, principalmente, de coeficiente de atrito da pista, de drenagem. Para isso são feitos testes científicos. Isso é um dos procedimentos. Depois, também dentro da investigação, é feita uma vistoria de segurança na empresa que esteve envolvida no acidente. Muitas verificações são feitas em qualquer acidente ocorrido neste país, uma delas na empresa. Tudo isso é levantado com muita responsabilidade porque também não podemos distribuir informações sem a interpretação adequada.

Desemprego cai abaixo de 10%

O Globo Online; Fabiana Ribeiro - O Globo

RIO - A taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do Brasil caiu para 9,7% em junho, 0,4 ponto a menos do que no mês anterior. Foi o primeiro recuo da taxa neste ano, após três meses de estabilidade em 10,1%. Em relação a junho de 2006, quando o desemprego chegou a 10,4%, a queda foi ainda maior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

O número de pessoas ocupadas ficou em 20,790 milhões nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, alta de 1,3% sobre maio e de 3,2% frente a igual período de 2006. O total de pessoas desocupadas chegou a 2,225 milhões, queda de 3,9% na comparação mês a mês e recuo de 4,9% ante junho do ano passado.

O rendimento médio real do trabalhador caiu 0,5% em relação a maio, para R$ 1.119,20 o que representou um ganho de 2,7% ante junho do ano anterior.

Taxa do semestre também recuou

A taxa de desemprego do país no primeiro semestre deste ano ficou em 9,9%, abaixo do índice registrado no primeiro semestre de 2006, que foi de 10,1%, mostrou o IBGE.

Segundo Cimar de Oliveira, economista do IBGE, as perspectivas são boas para o próximo semestre.

- O que acontece com o mercado de trabalho em São Paulo é um indicador de tendência para o país. Essa melhora pode se espalhar para outras regiões - disse Oliveira, lembrando que a taxa de desocupação do país em junho ficou em 9,7% e a região metropolitana de São Paulo registrou queda de um ponto percentual.

Na quarta-feira, pesquisa da Fundação Seade e Dieese também mostrou recuo do desemprego na região metropolitana de São Paulo.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

El País entrevista a Cristina Kichner


ENTREVISTA: Cristina Fernández de Kirchner Candidata a la presidencia de Argentina

"Me identifico con la Evita del puño crispado"

FERNANDO GUALDONI / LUIS PRADOS - Madrid -

CK la llaman en Argentina, al mejor estilo estadounidense. A ella, a Cristina Fernández de Kirchner, candidata peronista a la presidencia argentina y esposa del actual mandatario, Néstor Kirchner, le gusta Hillary Clinton, pero también se identifica con "la Evita del puño crispado".

CK, con 54 años bien coquetos, no se ve reflejada con la Eva "milagrosa" que conocieron los españoles de la posguerra de la que fuera esposa de Juan Domingo Perón, sino en la cara más potente, en la que la representa arengando a esos trabajadores "descamisados".

El próximo 28 de octubre es la prueba de fuego para la hoy senadora Kirchner. Las encuestas le dan entre el 40% y el 50% de votos, muy por delante de cualquiera de sus rivales. Nacida en La Plata, la capital de la provincia de Buenos Aires, hincha del club de fútbol Gimnasia y Esgrima, apodados los lobos, CK tiene mucha personalidad, es muy locuaz y tiene respuesta para todo.

Pregunta.
¿En qué momento decidió ser candidata a la presidencia?

Respuesta. No hago política por ser la esposa del presidente de la República. Cuando me incorporé a la política las mujeres estábamos a la par con los hombres. No éramos políticos, éramos militantes. Es algo que quizá no es entendido por la posmodernidad. No hubo un momento especial para tomar la decisión, es el momento de la política. Uno no se levanta un día, se mira al espejo y dice... ¡Uy, qué cara de presidenta que tengo! Esto no existe. Es una decisión que se medita y se analiza según cada situación, y se vuelve a estudiar si las circunstancias cambian. La decisión está vinculada a la marcha del país pero en ningún caso a la permanencia en un puesto. A mí no me interesa ocupar un espacio político para hacer relaciones públicas... Viste que hay gente que disfruta teniendo su bancada [escaño], diciendo que aquello está mal y lo otro también, sacándose fotos y haciendo declaraciones a la prensa... Yo no, yo hago política si puedo transformar la realidad. Si yo no cambio esa realidad que no me gusta no estoy haciendo política, estoy haciendo ideología pero sin llevarla a la práctica.

P. Usted puede llegar a ser la primera presidenta argentina electa en las urnas. Sin embargo, antes que usted dos ex esposas de Perón, Evita e Isabelita [María Estela Martínez], fueron clave en la historia argentina. ¿Cómo lleva este legado?

R. Los dos personajes revelan lo que es capaz de producir Argentina y el peronismo. Por eso siempre digo que el peronismo es el fiel reflejo de mi país, porque es capaz de producir personajes sublimes como Evita y otros mediocres como Isabelita. Digo mediocre porque cargar sobre Isabelita todo lo que vino después [refiriéndose a la dictadura militar de 1976 a 1983] es un reduccionismo, una simplificación. Con la Eva con que me siento identificada es la Eva Perón del rodete y el puño crispado frente al micrófono. No con la Eva milagrosa con la que sí se identificaba más mi madre, la Eva del Teatro Colón, el hada buena que había llegado con Perón a repartir el trabajo, el derecho al voto... la Eva de mi mamá es la que apareció con sus fantásticos trajes con los que la conocieron todos los españoles cuando vino.

P. ¿Qué va a hacer su esposo cuando acabe el mandato?

R. Es un hombre político, comprometido con el mundo que lo rodea y que puede vivir muy cómodamente sin los atributos formales del poder. Kirchner es transparente, se muestra tal como es, puede gustar o no, pero es un hombre absolutamente previsible, todo el mundo sabe cómo reacciona ante ciertas cosas. Él va a seguir haciendo política, creo que morirá haciéndola. Trabajará en la construcción de una fuerza política y también se dedicará a nuestras cosas, a nuestras actividades económicas al margen de lo político.

P. ¿Entonces descarta la posibilidad de que usted y su marido se vayan turnando en la presidencia mandato tras mandato? Kirchner 2012, por ejemplo...

R. Ése es un título de película de ciencia ficción. No se puede programar la política. ¿Acaso ustedes sabían en 1985 que el muro iba a caerse en 1989? Plantear esta posibilidad es un insulto a la inteligencia de los lectores.

P. No es tan descabellado si piensa, por ejemplo, que si Hillary Clinton gana las próximas elecciones en EE UU, el país habrá estado en manos de dos familias, los Bush y los Clinton, durante el último cuarto de siglo...

R. Me parece fantástico el ejemplo. Nadie habla del poder consolidado en esos países, de cómo se transmite la dirigencia de un país de padres a hijos. Suele existir una mirada crítica sobre las cuestiones de familia, pero habría que preguntar: ¿en tu casa cómo andamos?

P. Sí, pero en EE UU hay juego democrático, hay al menos dos partidos... En Argentina en este momento no hay prácticamente oposición. ¿Esto cómo se ubica en la Argentina moderna, normal, que usted propone?

R. Esta idea obedece a categorías de pensamiento europeas. Estas ideas no sirven muchas veces en América Latina, donde una ideología no necesariamente tiene que dominar sobre la otra. No hablo de superar el socialismo o el liberalismo, sino de otras categorías de análisis político en contextos históricos y políticos muy diferentes. Sólo quiero decir que creo en un mundo multipolar con líneas de pensamiento aunque no sean las mías y que no intento imponer a nadie. Se critica mucho a los nacionalismos de América Latina, pero discúlpenme si les recuerdo que no tienen nada que ver con los terribles nacionalismos de Europa, que causaron las peores tragedias de la humanidad, como el Holocausto o el genocidio de los Balcanes. No se trata de ideologías, cada persona es capaz de lo mejor y de lo peor...

P. ¿Si llega al poder, su relación con el polémico presidente de Venezuela, Hugo Chávez, será tan estrecha como la que hoy tiene su marido?

R. Empiezo diciéndole algo... Muchas veces los empresarios, en los foros donde son escuchados por los periodistas, hablan de tal o cual dirigente político casi como si fuera un monstruo. Luego, en privado, los empresarios te dicen estamos haciendo excelentes negocios, estamos ganando mucho dinero... Miren que el doble discurso no es patrimonio único de los políticos, es una condición inherente del ser humano y los empresarios no están exentos de ello. Volviendo a Venezuela... lo primero que le digo es que en el Mercosur hay una cláusula de salvaguarda de la democracia. Las últimas elecciones en Venezuela, en las que ganó ampliamente Chávez, fueron supervisadas por organismos internacionales. Otra cosa, la ecuación energética latinoamericana no se cierra sin la presencia de Venezuela y Bolivia. América Latina necesita a Chávez como Europa a Putin. Cuando a Venezuela la dirigían los presidentes anteriores a Chávez, la energía venezolana no era para América Latina sino para EE UU y en unas condiciones leoninas... Venezuela aún hoy vende gasolina en EE UU a precios irrisorios, respetando unos contratos que establecen el precio de venta del barril muy por debajo de lo que vale hoy. Los latinoamericanos no debemos ser conducidos a falsos enfrentamientos.

P. ¿No teme que los últimos escándalos de corrupción [hay dos ministras y una secretaria de Estado bajo investigación judicial] le quiten votos?

R. Me parece que el Gobierno ha dado una respuesta más que clara en este sentido. La corrupción no es patrimonio de un único gobierno pero sí el modo en que le hace frente. El Gobierno de Kirchner es el único que desde 1983 [año en que Argentina recuperó la democracia] ha enfatizado la necesidad de tener una Corte Suprema de Justicia en serio, independiente, que garantice esa lucha contra la corrupción y cualquier otra, como la de la impunidad por los crímenes de lesa humanidad [recientemente, la Corte anuló las leyes del perdón para los que cometieron crímenes durante la dictadura]. Pudimos renunciar a reducir el número de jueces en la Corte de siete a cinco y tener dos magistrados afines, pero no lo hicimos. Creo que es más importante analizar mucho más lo que hacemos que lo que decimos los dirigentes políticos.

Desigualdade entre homens e mulheres no Brasil está entre as piores do mundo

O Globo online

RIO - A Petrobras e outras 11 empresas são as únicas a ostentar o Selo Pró-Eqüidade de Gênero entre as 136 estatais brasileiras (9% do total). Lançada em 2006, a certificação do governo federal é considerada uma iniciativa inédita no mundo no sentido de melhorar a situação do país no tocante a igualdade entre os sexos. O setor elétrico, energético e mineral é o mais representado no selo. Segundo reportagem publicada pelo jornal O GLOBO nesta quarta-feira, a edição 2007 do selo recebeu 50 inscrições, 17 delas vindas de empresas do setor privado. A divulgação do resultado está prevista para agosto. O programa conta com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).

O Brasil está entre os dez países do mundo com os piores indicadores de desigualdade de gênero entre 58 países, segundo Pesquisa Executiva de Opinião, do Fórum Econômico Mundial, de 2006. O Brasil ficou na 51 posição, atrás da Venezuela e Grécia e à frente de países muçulmanos como o Paquistão e Jordânia.

A pontuação do Brasil foi de 3,29. O Egito, que ficou em último lugar, ganhou nota 2,38. A nota máxima era sete.

Em Furnas Centrais Elétricas, por exemplo, funcionários que ocupam o mesmo cargo recebem salários diferenciados dependendo do sexo. Se for homem, a remuneração é maior. Empregados com 11 anos de estudos ou mais recebem R$ 1.492,70 de salário, contra R$ 874,44 pagos às funcionárias mulheres.

O relatório que o Brasil apresenta nesta quarta-feira na ONU vai destacar avanços, como o selo e a Lei Maria da Penha - sobre prevenção à violência doméstica - e, sobretudo, os desafios necessários para reduzir a desigualdade entre os sexos. O aborto, por exemplo, é considerado pela delegação brasileira em Nova York um entrave à luta pela eqüidade de gênero, já que sua prática ilegal é responsável, em grande parte, pela mortalidade materna no país.

Terra Magazine entrevista Waldir Pires

Terra Magazine - Ministro, o senhor deixa o ministério...
Waldir Pires -
Sim, vínhamos conversando, o presidente e eu, e hoje tivemos uma conversa de meia hora.

Como foi?
Uma conversa tranqüila, carinhosa, emocionante, de pessoas que se respeitam e compreendem o que está em jogo, e devo dizer que diante de tudo o presidente resistiu bastante...

O senhor certamente não me dirá o que disse o presidente, mas eu pergunto o que o senhor disse para ele.
Eu disse: 'Presidente, há uma sanha para atingi-lo. Novamente se movem para atingir o senhor e seu governo, é a mesma sanha de sempre, e desta vez me usam para este fim'.

Isso...
Houve uma tragédia, é um momento de dor imensurável das famílias, é um momento de grande dor para todos nós, mas nada disso se leva em consideração, a sanha, o desejo de atingir o presidente e seu governo é o mesmo de sempre.

O senhor era o ministro da Defesa...
Por isso mesmo não tenho atribuição alguma, nem poder algum, sobre o setor aéreo. Isso pode vir a ser modificado, mas hoje o ministro da Defesa não tem atribuição, mecanismos ou poder de atuar nesse setor. Tantos que escrevem e falam sobre isso devem saber disso; se não sabem deveriam saber. O ministro da Defesa não tem tais atribuições. Por isso eu tenho a convicção e a manifestei ao presidente: a verdadeira intenção é atingi-lo, sempre.

Diziam que o senhor...
Diziam que eu tenho 80 anos e que, portanto... eu tenho 80 anos de luta pelo Brasil e de dignidade. Eu tenho 80 anos e há mais de 50 vivo e acompanho essa luta de perto, de dentro. Uma luta para construirmos instituições que tornem a vida do nosso País justa e decente. O Brasil tem uma posição cada vez mais importante no diálogo pela preservação da civilização humana, para o fortalecimento das instituições que construam a paz.

O que o senhor diria ao deixar o ministério da Defesa?
Há hoje um desafio posto para o mundo inteiro, num tempo em que já não há a Guerra Fria, mas não há paz, pelo contrário. Neste cenário, ainda que seja um dos raros países a assinar o compromisso de não utilização de armas atômicas, o Brasil não pode renunciar à conquista das tecnologias mais modernas. Sei que é uma preocupação das Forças Armadas, e preocupação justa, com nossas responsabilidades no Atlântico Sul e com a preservação da Amazônia.

O senhor sai triste?
Como tanto disseram, tenho 80 anos. Lutas se ganham, se perdem, e às vezes não se conclui uma missão, mas as raízes ficam plantadas. Me senti honrado por essa tarefa no outono da minha vida, não a concluí mas as raízes estão plantadas.

Que preocupação o senhor deixa?
Com essa eleição que não querem terminar nunca, com essa sanha que retorna a cada episódio, ainda que sob o disfarce de crítica a isso ou àquilo, ainda que sob o disfarce das boas intenções. Deixo o ministério honrado, mas me preocupa essa insânia que não aceita a decisão do povo, que não respeita de verdade as instituições democráticas.

Terra Magazine

O ano que não faz calar

Blog de Mino

Clovis Rossi escreve hoje na Folha de S.Paulo: “Se um país é incapaz de segurar um avião na pista, vai segurar o quê?” Sinto que o jornalista, seus parentes e seus colegas regozijaram-se com a imagem, e imaginei cento e oitenta milhões de brasileiros agarrados à cauda de um Airbus. Ainda assim, mesmo entregue ao mais empenhado e solidário esforço para apreciar a veia literária de Clovis Rossi, receio que país algum tenha condições de segurar um avião. O texto consta de um edificante apanhado elaborado pelo site da Carta Maior com o intuito de demonstrar a sanha golpista da mídia nativa, com o adendo da fala recente de um ministro do Superior Tribunal Militar, Olympio Pereira da Silva Junior, segundo quem, diante da conjuntura, “pessoas de bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante”. Até um paralelepípedo percebe a referência ao golpe de 1964. Sublinho que ontem, ao entrevistar Cassandra pelo telefone (atualmente ela mora em Corinto, deixou Tróia faz tempo), não me escapou toda a sua preocupação com a crise aérea e suas conseqüências. A filha de Priamo fareja clima de golpe, mas tendo a tomar os vaticínios de Cassandra como resultado do seu monumental mau-humor. De todo modo, o ministro do STM falava na entrega dos espadins aos alunos das academias militares, neste mês. E a estes disse que os tais cidadãos de bem, “vão se apresentar” e “aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar”. Carta Maior não deixa de registrar editoriais do Globo e do Estadão, e, obviamente, a coluna de Dora Kramer. Textos que ecoam, sem surpresa para mim, páginas e pronunciamentos de quarenta e cinco, quarenta e quatro anos atrás. Aqui, no meu cantinho, resisto na crença de que os tempos mudaram. Acho que 1964, aquela tragédia, sem descurar de certos toques de comédia (o que torna o desastre ainda maior), hoje ficaria entre a farsa e a ópera bufa. Com a colaboração de scriptwriters extraordinariamente vocacionados para o gênero. Talhados à perfeição, graças a um misto de sabujismo, hipocrisia, ignorância e baixo Q.I.
enviada por mino

“ELITE NÃO ENGOLE LULA, COM OU SEM JOBIM”

do Conversa Afiada

O diretor-adjunto da revista Carta Capital, Mauricio Dias, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 25, que a tentativa de Lula de fazer uma composição à direita com Nelson Jobim é inútil (clique aqui para ouvir o áudio).

Segundo Mauricio Dias, Lula é intragável para a direita. “E terminada essa crise nos aeroportos, essa tragédia lamentável com o avião da TAM, vão procurar outra. Vão cavar asfalto para encontrar minhoca”, disse Dias.

Mauricio Dias disse que a imprensa tem um problema político com Lula: fazer com que Lula não seja um eleitor importante em 2010, já que ele foi eleito em 2006, mesmo com a ação contrária da mídia, conforme mostrou um estudo do Iuperj (clique aqui).

Clique aqui para ler “Mídia foi contra Lula em 2006”.

“Se a mídia não queria o Lula em 2006, não vai querer que o Lula influencie a eleição de 2010. O jogo é esse”, disse Dias.

Mauricio Dias disse que o Ministro Waldir Pires era visivelmente rejeitado pelos militares em função do DNA político dele. “O Ministro Waldir Pires foi um homem do Governo João Goulart, que sofreu um golpe dos militares em 1964”, disse Mauricio Dias.

Segundo Dias, Pires foi o primeiro Ministro da Defesa que fez um esforço e que conseguiu colocar os militares sob o comando civil. “Porque não se pode esquecer em momento algum que o poder é civil”, disse Mauricio Dias.

Dias disse também que teve contato com vários militares que passaram pelo poder e que eles não engoliam a presença do Ministro Waldir Pires, porque foi de um governo constitucionalmente eleito e golpeado em 1964.

Leia a íntegra da entrevista com Mauricio Dias no Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Lula pede água a quem quer o seu sangue (25/07)

Blog de Alon

Luiz Inácio Lula da Silva demitiu Waldir Pires. O presidente não conseguiu do ministro da Defesa nem ao menos um pedido de demissão. Leia o que disse a respeito o porta-voz do Planalto:

Bom dia a todos. Temos um anúncio sobre a troca de comando no Ministério da Defesa. O presidente Lula reuniu-se esta manhã com o ministro da Defesa, Waldir Pires, e pediu a ele que entregasse o cargo. O Presidente agradeceu, em primeiro lugar, pelo extraordinário trabalho realizado pelo Ministro nos três anos em que esteve à frente da Controladoria-Geral da União, mudando o perfil daquele órgão, para torná-lo efetivamente fiscalizador da devida aplicação dos recursos públicos repassados pelo governo federal aos estados e municípios. Este trabalho pode ser considerado um marco no combate à corrupção. Em segundo lugar, o Presidente agradeceu ao ministro Pires pela altivez com que assumiu e conduziu o Ministério da Defesa. No entanto, o Presidente ponderou ao Ministro que, neste momento, era necessário um novo perfil para conduzir o Ministério e, particularmente, a crise do setor aéreo. O Presidente convidou para assumir o Ministério da Defesa o ministro Nelson Jobim, que aceitou o convite. A posse do ministro Jobim está marcada para as 16 horas de hoje, no Salão Leste do Palácio do Planalto. O currículo do ministro Jobim estará à disposição em breve.

O ministro Waldir Pires deve ter lá os seus motivos para recusar-se a pedir demissão. Meus respeitos ao ministro, um homem de bem e leal ao Brasil e ao governo a que serviu. Qual foi o principal erro dele na pasta? Ter estimulado a indisciplina na Força Aérea Brasileira (FAB). O assunto se resolveu após o motim de 30 de março, quando um Lula colocado contra a parede pelos comandantes militares aceitou devolver a autoridade ao chefe da Aeronáutica, Juniti Saito. Depois de meses em que o Palácio do Planalto assistiu impassível ao florescimento da anarquia militar. Você conhece a minha opinião. O governo flertou com a bagunça nos quartéis porque achou que ela lhe poderia ser útil no projeto de desmilitarizar o controle do tráfego aéreo nacional. Por uma ironia, nos últimos dias a única coisa que parece funcionar bem na área é o controle do tráfego aéreo. Ainda que sujeito a soluços, como o da semana passada em Manaus. Mas a caixa de pandora da aviação foi aberta e agora Lula não sabe como fechá-la. Eu acho que Waldir Pires não quis pedir demissão porque tudo o que fez na pasta foi com o conhecimento e a anuência do presidente da República. Agora, junto com a saída de Waldir, parece que o governo acena com a privatização da Infraero. Ou de um pedaço da Infraero. Pelo visto, Lula pode até estar deprimido com as vaias no Maracanã e atrapalhado com a chuva de ataques que sofre desde o acidente com o Airbus da TAM, na semana passada. Mas o presidente parece que sabe de onde vêm os ataques. Talvez por isso acene com carne aos leões, com uma privatização. Bem ele que prometeu na campanha que nenhum patrimônio estatal seria privatizado em seu segundo mandato. Lula nomeou alguém com trânsito entre os seus (de Lula) algozes. O presidente resolveu pedir água. Uma dúvida que eu tenho é se é inteligente um presidente da República pedir água aos que desejam beber o seu sangue.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Em São Paulo fundo garante acesso a água e esgoto

Imprensa do Brasil

Escrito por Redação

rui_site.jpgFoi aprovado pela Assembléia Legislativa o projeto de lei de autoria do deputado Rui Falcão que cria o fundo de universalização dos serviços de saneamento ambiental e quitação de débitos de consumidores de baixa renda de água e esgoto.

O fundo tem a finalidade de assegurar recursos para quitação de débitos dos consumidores de água e esgoto. Existem no Estado de São Paulo muitos consumidores sem condições financeiras para quitar seus débitos do fornecimento de água e esgoto. São em geral famílias de baixa renda que sobrevivem com menos de um salário mínimo mensal. Apesar de serem pequenos consumidores, o custo pela utilização do serviço representa uma parcela considerável do orçamento mensal, às vezes totalmente comprometida na compra de alimentos para a prole.

“Entendemos ser impossível para essas famílias pagarem em dia suas contas de água, e ao mesmo tempo elas não podem ser privadas do acesso a um bem indispensável à sobrevivência”, afirma o deputado Rui Falcão. “A criação do fundo visa a minorar as agruras dos pequenos consumidores que, por motivos alheios à sua vontade, não podem, temporariamente, pagar serviços de água e esgoto”. O FSE visa também a apoiar o desenvolvimento do saneamento básico no Estado, mediante a cobertura dos serviços cobrados pelas novas ligações de água e esgoto e o subsídio dos custos de execução das instalações internas das habitações necessárias à conexão à rede pública de água e esgoto. Um dos motivos que impossibilita a conexão das residências à rede pública de abastecimento de água e de esgotamento é a falta de recursos financeiros das populações de baixa renda, seja para arcar com os custos cobrados pelos operadores de saneamento, seja para arcar com os custos das instalações internas. “Acreditamos que a aprovação do projeto contribuirá para a universalização desses serviços, para a conseqüente redução das doenças de veiculação hídrica e para a melhoria da qualidade de vida do povo mais carente do nosso Estado”, diz Rui Falcão. Para que os recursos do Fundo estejam disponíveis para as famílias de baixa renda, é preciso que o governador José Serra sancione a nova lei, que depois será regulamentada por decreto.

Mais informações
Gabinete do deputado Rui Falcão (11) 3886 6776
Email: rfalcao@al.sp.gov.br

Viva a catástrofe! Os bons tempos voltaram

Do Blog de Nassif

Sempre que há uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: "Eu não avisei? Bem que eu falei, não adianta tentar que sempre dá tudo errado...".

Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Já perdemos, para que lutar? O avião explodindo nos dá uma sensação de realidade. Parece o Brasil indo a pique -o grande desejo oculto da sociedade alijada dos podres poderes políticos, que giram sozinhos como parafusos espanados.

Não é uma ameaça de CPI, não é um perigo de crash da Bolsa. É morte, gás e fogo. E nossa vida fica mais real e podemos, então, aliviados, botar a culpa em alguém.

Chovem cartas de leitores nos jornais. Todas exultam de indignação moral, todas denotam incompreensão com o programa do governo de reformar o sistema, programa muito "macro", mal explicado, "muito cabeça" para a população.

Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a platéia. E a oposição, aliada à oligarquia, usa bem isso. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise externa, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. A finalidade da política é impedir o país de fazer política. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

Há uma tradição colonial de que nossa vida é um conto-do-vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

O fracasso nos enobrece. O culto português à impossibilidade é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do séc. 16, em que só o Estado-Rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso. Até hoje somos assim. Só nos resta xingar e desejar o mal do país.

Quem tem coragem de ir à TV e dizer: "O Brasil está melhorando!", mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do país é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar. O avião da TAM derreteu feito bala de açúcar na boca dos golpistas.

O fracasso é uma vitória para muitos. Não fui eu que fracassei, foi o governo, o “populismo”. O maior inimigo da democracia é a aliança entre o ideologismo regressista e a oligarquia vingativa. Nossos heróis todos fracassaram. Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

O que moveu Pedro Simon e Arthur Virgilio foi a esperança do caos. Pedro Simon se acha o missionário da catástrofe. Ele é o ideólogo da explosão de furúnculos. Ele acredita no pus revelador. Virgilio quer levar em seu declínio o país todo com ele, cair destruindo, numa espécie de triunfo ao avesso. Ele é o último bastião do patrimonialismo tradicional, resistindo ao capitalismo impessoal.

Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é "moral". Este "bonde" funk de neo-udenismo psicótico, este lacerdismo tardio, este trenzinho de "janismo" com "collorismo" visam impedir a modernização do país, sob a capa do "amor". São a favor da moralidade, mas contra a lei de Responsabilidade Fiscal.

Esta onda de moralismo delirante busca impedir a reforma das instituições, que estimulam a imoralidade. Tasso , tocando trombone sob um telhado de vidro, é o grande exemplo. Arthur Virgilio, com boquinha de ânus e vozinha de padre, outro.

Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da "zona" geral. O Brasil é visto como um grande "bode" sem solução, o paraíso dos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. A miséria tem de ser mantida "in vitro" para justificar teorias e absolver inações. A academia cultiva o "insolúvel" como uma flor. Quanto mais improvável um objetivo, mais "nobre" continuar tentando. O masoquista se obstina com fé no impossível.

Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é sórdida, a desconfiança é sábia: "Aí tem dente de coelho, "alguma" ele fez...".

Jamais perdoarão Lula por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à "realpolitik". Quase nenhum "progressista" tentou ajudá-lo nessa estratégia. Quem tentou foi queimado como áulico ou traidor, pela plêiade dos canalhas e ignorantes. Talvez tenha sido um dos maiores erros da chamada "social-democracia", talvez a maior perda de oportunidade da história. Agora, os corruptos com que Lula se aliou para poder governar querem afogá-lo na lama.

A "realpolitik" virou "shit politics".

Assim como o atraso sempre foi uma escolha consciente no século 19, o abismo para nós é um desejo secreto. Há a esperança de que, no fundo do caos, surja uma solução divina. "Qual a solução para o Brasil?", perguntam. Mas a própria idéia de "solução" é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte é solução.

Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Ôba! É o velho Brasil descendo a ladeira! Viva! Os bons tempos voltaram!

Enviado por: Paulo

A guerra para faturar

Toda Mídia

Nelson de Sá

O blog de Marcelo Coelho na Folha Online avisou, dias antes, contra os esforços seguidos de "capitalizar politicamente a tragédia", apesar das evidências de causas conflitantes e, mais provavelmente, múltiplas.

A oposição "usa" uma possibilidade, os governistas "comemoram" outra. Ontem foi a vez de Fernando Rodrigues, diante do vaivém no laudo do IPT, postar no blog do UOL que "a guerra política para faturar com a morte de 200 inocentes não pára nem tem limites". E de Helena Chagas, em seu blog no iG, apontar "politização da caixa-preta" nos vazamentos dos dois deputados que a seguem -um da oposição, contra a pista, e outro da situação, contra o avião.

A PISTA, A PISTA
O vazamento do deputado da oposição foi destaque por todo lado, mas a manchete que causou espécie foi a do Globo Online, que assumiu a informação, "Caixa-preta mostra que a pista teria contribuído para acidente". Ou ainda, no texto blogueiro de Ricardo Noblat, "a pista contribuiu de algum modo para ocorrer a tragédia".
Duas horas depois e o site mudou o enunciado para "Caixa-preta revela que piloto não tentou arremeter", como nos demais sites e portais, com eco por rádio e TV paga.

O AVIÃO, O AVIÃO
O UOL foi o único a dar as duas versões. Primeiro, em uma submanchete, "Piloto não tentou arremeter, diz deputado" -o da oposição. Depois, no lugar da anterior, "Falha no computador do Airbus é hipótese investigada, diz deputado" -o da situação.

"ESPECULAÇÃO"
Só no fim da tarde surgiu a manchete "Aeronáutica ataca especulação, nega informação sobre caixa-preta", Folha Online e depois vários outros, inclusive Globo Online, com enunciado um pouco diverso.
Segundo um brigadeiro, "no grau em que estão as investigações da caixa-preta, não se pode afirmar nada nem especular sobre dados".

SOBERANOS
Depois dos três dias de bate-estaca na mesma Globo com a entrevista dos dois pilotos "autorizada pela TAM" -declarando que o problema é pista, não avião- o "SPTV" noticiou que os "pilotos se recusam a pousar". Daí os vôos cancelados, o saguão lotado, as cenas do dia.
De sua parte, segundo a Globo, também ontem sobre os cancelamentos, "a TAM disse apenas que é questão de soberania dos pilotos".

Leia a integra da coluna Toda Mídia na Folha de São Paulo (para assinantes)


Comentários de Luis Favre


Não foi só a oposição ou os governistas que "tratam de capitalizar politicamente a tragédia", a menos de considerar como parte da oposição a maioria dos veículos da mídia que rapidamente escolheram uma explicação para o acidente, a pista, para indicar um culpado, o governo.

Horas depois do acidente tenho postado aqui o artigo que reproduzo novamente embaixo.

Vale a pena sublinhar que neófitos e palpiteiros especularam e especulam sobre as causas do acidente; que faltou sobriedade e equilíbrio na mídia e formadores de opinião; que existe uma campanha nojenta de divisão e rancor e que o luto do Brasil é insultado diariamente pela vontade de usar a tragédia e o sofrimento dos familiares e amigos das vitimas, de forma revoltante e inescrupulosa.

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

O Brasil e nosso coração estão de luto

A tragédia do avião da TAM e dos 200 seres humanos falecidos exige um grande recolhimento em respeito as vítimas e seus familiares. Não deveria ser hora de neófitos e palpiteiros ficarem especulando sobre o que ignoram: as causas do acidente.

O momento exige mais que nunca solidariedade com o luto e a dor dos parentes e amigos envolvidos diretamente na tragédia. Da mídia e dos formadores de opinião esperasse sobriedade e equilíbrio.

Seria lamentável que os mortos e a dor sejam instrumentalizados para alavancar uma campanha nojenta de divisão e rancor, quando o momento requer união e respeito.

O drama que entristece o Brasil deve encontrar as respostas a todas as interrogações. Para isto a pericia técnica e científica é uma condição previa a qualquer opinião, com alguma sustentação, sobre as causas do acidente.

O Brasil esta de luto e esse luto merece respeito.

Luis Favre

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Se todas medidas do Conac forem implantadas teremos um novo perfil na aviação comercial

Medidas podem redesenhar o quadro das empresas aéreas. Veja como poderá ser o este novo cenário

*Cláudio Magnavita

Dentro de 50 dias o cenário da aviação comercial brasileira deverá mudar. As restrições impostas pelo Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) fará retornar o modelo que existia no final dos anos 1980 e no início dos anos 1990, o que representa um reajuste do atual cenário e o surgimento de oportunidades de mercado que não estavam previstas ou até mesmo planejadas há duas semanas atrás.

Em todas as pesquisas de marketing no setor aéreo, dois itens são sempre apontados como prioritários: segurança e pontualidade. Nos últimos 12 meses a aviação comercial começou a perder esta referência. O mais assustador é que este sentimento, que é motivador central do usuário do transporte, acabou migrando de forma paradoxal para o ônibus. Na cabeça do passageiro, principalmente para distâncias suportáveis, como Rio-São Paulo, viajar de ônibus virou sinônimo de sair na hora certa e chegar com segurança. Isso pode ser detectado no crescimento de 148% no tráfego de passageiros entre as duas maiores cidades brasileiras nos últimos 30 dias.

As restrições impostas às operações em Congonhas nos próximos dias, que obriga à operações ponto a ponto e à redução do tamanho das aeronaves, mudará drasticamente o perfil do usuário do aeroporto e, por outro lado, promoverá uma modificação radical na atuação de mercado, que passará a ser dividido em cinco fatias: transporte de longo curso (vôos intercontinentais), internacional regional, transporte nacional, ponte aérea e aviação comercial. A transferência do tráfego doméstico para Cumbica, a exigência da existência de aeronaves e tripulações reservas, mexerá profundamente no custo das empresas, fazendo subir o valor operacional e terá reflexo inclusive na valorização das ações, que após o acidente em Congonhas já assinalavam uma perda de 10%.

Na prática, retorna o modelo de duas décadas atrás, quando Cumbica foi inaugurado, em 20 de janeiro de 1985, e todos os vôos nacionais foram transferidos para o primeiro terminal. Só que em 1985 o tráfego internacional estava na mão de empresas de bandeira brasileira e hoje o cenário é bem diferente.

ROTAS INTERNACIONAIS DE LONGO CURSO -A crise da Varig acabou transferindo para as companhias estrangeiras o fluxo de passageiros estrangeiros. Focadas em São Paulo, com exceção da TAP, as européias e norte-americanas souberam ocupar rapidamente a lacuna de mercado, não só aberto pela paralisação dos vôos da Varig, mas ainda no início do processo de deterioração de serviços. Hoje, British, American, United, Delta, Air France e JAL oferecem um produto muito superior, tanto na qualidade das suas aeronaves, quanto no conforto da executiva. Foram colocados em operação no Brasil aviões maiores e com equipamentos de última geração. A absorção no tráfego internacional de business foi intenso e São Paulo (capital e interior) chega a representar 65% do faturamento das internacionais. A TAM, para ocupar o mercado, chegou a incorporar um MD-11 que tinha pertencido à própria concorrente, despadronizando a sua frota de Airbus e estará incorporando novos Boeings 777. As nacionais, além de terem o mercado nas mãos das estrangeiras, são obrigadas a pesados investimentos para terem um produto competitivo. Este é um segmento que será beneficiado com conexões da transferência de vôos, que ganharam maior alimentação. O Governo peca em achar que irá forçar, nos novos acordos bilaterais, as estrangeiras a escolherem outros aeroportos além de Cumbica, já que foram congeladas as atuais posições. Quem quiser voar para o Brasil terá de escolher outro destino. Poderá trazer benefício para o Rio, já que os dois terminais estão sub-utilizados. O projeto original do Galeão prevê dois novos terminais, além dos dois já inaugurados.

ROTAS INTERNACIONAIS REGIONAIS- Mercado caracterizado pelos vôos dentro da América do Sul e operados com aeronaves menores. É o que menos sofre alteração, já que as ondas de conexão já operam com vôos alimentados pelas rotas de longo curso, principalmente realizando transporte da Europa e Estados Unidos para a Argentina. Os vôos para Caracas, Bogotá, Lima, Santiago, Buenos Aires e Montevideo já estão sendo disputados pela TAM e Varig/GOL. Um mercado liderado pelas nacionais, que hoje possuem mais fôlego financeiro e operacional do que as concorrentes do continente.

ROTAS NACIONAIS - Este será um ponto franco, já que a atual frota das empresas brasileiras foram estruturadas para aeronaves de 180 lugares, como os 737-800 e os Airbus 320. São aviões de grande capacidade e perdem a alimentação do tráfego de ponte aérea, que estava funcionando em um aeroporto único. Na década de 1980 este mercado era dividido entre três empresas. A Transbrasil, com uma forte atuação no Nordeste, a Vasp no Norte, parte do Nordeste e Centro-Oeste e a Varig no Sul. A grande questão é se para rotas entre São Paulo e o Nordeste, as aeronaves não estarão superdimensionadas. A malha intermediária, fora dos horários de conexões das internacionais, que dependem de um tráfego normal, raramente conseguem ocupação superior a 60% com uma oferta de assento atual. É um segmento que sofrerá a concorrência do ponto a ponto que será praticado em Congonhas. Uma empresa que atue em quatro segmentos de mercado (com exceção do regional) terá de ter quatro gestões diferentes de frota, cada uma dimensionada para o mercado. Ao lado deste tráfego nacional deverá ser somado os vôos charteres, que passarão a sair exclusivamente de Cumbica, sendo vetado em Congonhas.

ROTAS PONTO A PONTO- O tráfego de Congonhas terá de ser obrigatoriamente realizado por aviões que partem e retornam ao mesmo destino. Um conceito de ponte aérea e com aviões dedicados. Durante a crise dos últimos meses, a Nova Varig foi campeã de pontualidade por ter adotado este esquema em Congonhas. Dois 737-300 dedicados à rota CGH-BSB-CGH. Dois voando entre CGH-POA-CGH. Quatro e às vezes até seis na ponte aérea para o Santos Dumont. Os vôos permitem conectividade entre eles, ou seja, o passageiro desembarca do Santos Dumont e segue para Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Florianópolis ou até Brasília. O limite de peso estabelecido de 59 toneladas restringe este mercado para os 737-300, Airbus 319, Fokker 100 e para os Embraer 190. A TAM poderá rever a devolução dos seus F100 que poderá voltar a ser o jato de Congonhas. Na aposta das companhias em aviões grandes, no caso da GOL os 737-800 e da TAM os A320, cria-se uma frota majoritariamente inadequada para este aeroporto central. No caso da empresa de low-cost como a GOL, este perfil de operação não segue a linha de aproveitamento de rotas multidestinos, com vôos que começavam no Norte e iam até o Sul do país. Um agravante é o erro de Congonhas não ter capacidade de ter em seus fingers para os 737-800 Next Generation. Os aviões com a ponta da asa maiores não cabem entre uma posição e outra e são obrigados a pararem sempre na área remota ou apenas na posição 12. O investimento foi realizado sem planejar os aviões de nova geração. É neste nicho que poderá surgir uma empresa que poderá ter até 20% do mercado. As encomendas realizadas pela BRA do Embraer 190 a deixam pronta para este segmento, da mesma forma que a Ocean Air, com os Fokker 100 também poderá atuar no ponto a ponto. Os acionistas da GOL poderão focar esta operação coma bandeira Varig, transferindo rapidamente a frota de 737-700 e 737-300 que ainda usa e ganhar um espaço de mercado usando a força da marca, da fidelização do Smiles, no tráfego executiva, que tem todo o perfil, tanto que a empresa já tinha a sua rota doméstica dentro deste padrão, ou seja, a Varig é a única empresa que não precisará esforço operacional para se transformar rapidamente na empresa de Congonhas. Por ironia do destino poderá usar a mesma fórmula que deu origem à TAM para se reerguer mais rapidamente do que poderia prever. Comprada para ser a empresa de longo curso do acionista, poderá ocupar este nicho de mercado que não constava do planejamento original. A empresa ganha folgadamente no quesito pontualidade e segurança na visão do passageiro, principalmente do passageiro de negócios.

ROTAS REGIONAIS-O surgimento de novos horários em Congonhas trará de volta a aviação regional que utiliza aeronaves de pequeno porte: os F50, Embraer, ATRs, que enfrentavam dificuldades para conseguir slots em Congonhas, que estavam ocupados pelas gigantes do setor. Trata-se de uma aviação que estava obstruída neste aeroporto e poderá ser uma grata surpresa. O mesmo poderá ter reflexo no novo Santos Dumont, liberado para aviões de 50 lugares. A própria GOL tem projeto para a sua empresa regional que deverá ser colocado em prática. A Total Lnhas Aéreas é a única que está pronta para começar a operar com os ATRs em Congonhas, inclusive com o ATR 170, que permite até 70 passageiros. A noticia das mudanças de Congonhas foram efusivamente festejadas por este segmento. (CM)

PROBLEMAS À VISTA

1. Liberação dos espaços sub-júdice no aeroporto de Cumbica para ampliar a capacidade de atendimento, que já estão congestionados. Hoje a TAM e GOL possuem menos balcões do que necessitam para o atual volume de passageiros. Se for colocado em prática, o crescimento do tráfego deverá ser de 40%.

2. Congestionamento nos finais de semana, devido à concentração dos vôos charteres, que eram feitos em Congonhas, exatamente porque sábado e domingo é reduzido o volume do passageiro corporativo. Aproveitava-se uma ociosidade das posições de atendimento.

3. Agilização dos serviços de Policia Federal (imigração) que é hoje um dos grandes gargalos de Cumbica. Existem casos que entre controle de passaporte e alfândega o passageiro perde até duas horas, o que inviabiliza as conexões domésticas, geralmente programadas para 60 ou 90 minutos a partir do momento de desembarque.

4. Em Cumbica sobram pista e pátio para aeronaves e faltam condições nos dois terminais que estão colapsados por falta de posições de atendimento e serviços básicos.

5. Já estava em fase de redação o edital para o terceiro terminal de Guarulhos. Com área pronta e custos já orçados. Para a obra começar só falta iniciar o processo de licitação, que deverá praticamente dobrar a capacidade dos terminais, devido às novas tecnologias e projeto.

6. Sistema de interligação do Metrô ao terminal de Guarulhos, que a exemplo dos aeroportos internacionais facilitaria o acesso. Hoje, um táxi dos Jardins para o Terminal chega a custar mais do que algumas passagens promocionais.

7. Antes da criação da Infraero, o Galeão era gerido pela Arsa, uma estatal independente e que poderia servir de modelo para a gestão do próprio Galeão e Guarulhos, que passariam a ser novamente empresas desdobradas da Infraero. Caberia à estatal os aeroportos menores e menos lucrativos.

8. O anunciado terceiro aeroporto de São Paulo é obra para no mínimo seis anos, ou seja, o abacaxi será entregue ao próximo Governo.

*Cláudio Magnavita é presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet), membro do Conselho Nacional de Turismo, diretor do Jornal de Turismo e apresentador da TVJB.

domingo, 22 de julho de 2007

Excesso de erotismo na mídia vira polêmica na Itália

Críticos vêem no fenômeno um sinal da derrota das conquistas feministas.

Valquíria Rey - BBC

São Paulo - A exploração do corpo feminino em peças publicitárias e nos mais variados programas de televisão se transformou em um debate nacional na Itália, onde críticos vêem no fenômeno um sinal da derrota das conquistas feministas das últimas décadas.

"A Itália é o país das mulheres nuas" e "Onde as mulheres são apenas objetos" foram os títulos que estamparam os dois principais jornais italianos nesta semana, numa referência às jovens bonitas, com pouco ou nenhum talento, que aparecem vestindo biquínis, sutiãs minúsculos ou microssaias em quase todos os programas televisivos e peças publicitárias no país.

De acordo com as publicações, passadas três décadas da aprovação das leis que legalizaram o divórcio e o aborto, consideradas marcos das conquistas femininas, as italianas parecem não se importar com o fato de que estão sendo exploradas e tratadas como simples objetos.

O assunto veio à tona depois que o jornal inglês Financial Times publicou um artigo de quatro páginas criticando duramente o tratamento reservado às mulheres na Itália: "o uso de bailarinas em todos os gêneros de programas televisivos, as peças publicitárias dominadas por alusões sexuais, o prevalecimento da mulher como objeto, destinada a excitar os órgãos genitais dos homens em vez do cérebro".

Adrian Michaels, autor do texto, diz que o mais surpreendente é a ausência de protestos. De acordo com ele, "aparentemente, as mulheres não vêem nada de mal em terem seus corpos descobertos inutilmente para divulgar qualquer produto".

No centro da polêmica, está a campanha publicitária de uma grande companhia de telefonia celular, com cartazes e outdoors espalhados por todos os cantos do país utilizando a imagem de uma famosa ex-bailarina de programa televisivo, vestindo um reduzido biquíni vermelho numa pose para lá de sensual.

Na foto, o que mais se vê são as pernas em pose sexy e os fartos seios da modelo. É preciso se esforçar para entender que o produto da venda é um celular.

Emma Bonino, ministra para o Comércio Internacional e para a Política Européia e protagonista de muitas lutas feministas nos anos 70, diz ter a sensação de que o feminismo não existe mais no país.

A ministra lembra que em 1976, 11% do parlamento eram formados por mulheres. Após três décadas, o percentual é o mesmo.

Nas maiores empresas, apenas 2% dos conselhos de administração são integrados por mulheres.

Sobre a presença feminina na administração pública e nos negócios, a Itália ganha somente do Chipre, Egito e Coréia do Sul, conforme levantamento feito em 48 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com homens decidindo a elaboração das leis, além do acesso desigual ao mercado de trabalho, a falta de creches e o machismo imperante, grande parte das adolescentes italianas diz sonhar em trabalhar como bailarinas - velina, valletta, soubrette, showgirl, os mais diversos nomes usados na Itália para identificar as jovens que usam pouca roupa, dançam ou têm papel secundário em programas televisivos.

"Há uma grande confusão. As jovens não entendem mais a diferença entre o trabalho de uma atriz e aquele de uma valletta", disse a atriz Francesca Reggiani em uma entrevista ao La Repubblica.

"Entre seios e traseiros ao ar estamos arriscando chegar a um retrocesso cultural do país".

Na avaliação da socióloga Chiara Saraceno, o feminismo no país é uma batalha perdida. De acordo com ela, até mesmo as parlamentares e as jornalistas buscam se assemelhar às modelos e atrizes. BBC Brasil

Un músico iraní se salvó de la horca tocando la flauta

Civilización y Barbarie por Cristina Civale


Sina Paymard tiene 18 años y es un músico iraní que fue condenado a la horca por un delito que cometió cuando era menor de edad.

Hace menos de una año estaba todo listo para su ejecución.

Entonces Sina pidió un último deseo. Sólo quería que lo dejasen tocar la flauta antes de que la soga le apretase el cuello.

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Sus verdugos, conmovidos por la música, postpusieron las ejecución.

Organizaciones de todo el mundo que luchan contra la pena de muerte hoy bregan para que se pare la ejecución.

Esta es la historia completa.


¿No es de la barbarie la ejecución de la pena de muerte?

Sina Paymard tenía que haber sido ejecutado el 18 de julio al amanecer, pero en el último minuto se aplazó la ejecución diez días para dar tiempo a su familia y a la familia de la víctima del asesinato por el que fue condenado a llegar a un acuerdo económico.

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El derecho internacional prohíbe terminantemente el uso de la pena de muerte contra personas que eran menores de 18 años en el momento del presunto delito por el que han sido condenadas. Como estado parte en el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos y en la Convención sobre los Derechos del Niño, Irán está comprometido a no ejecutar a ninguna persona en tal caso.

El de Sina es una de los 71 casos que hoy esperan la pena capital a pesar de los acuerdos internacionales suscriptos.

Fuentes insospechadas, entre ellas Amnistía Internacional, afirman que, gracias a donativos, la familia de Sina Paymard podría haber recaudado ya la indemnización o diyeh (dinero de sangre) que pedía la otra familia a cambió de indultarlo.

Sina Paymard, músico, fue condenado a qesas (castigo equivalente el delito cometido) por el asesinato, en 2004, de un traficante de drogas en el curso de una pelea.

La Sección 33a. del Tribunal Supremo confirmó la condena de muerte y su ejecución quedó fijada para el 20 de septiembre de 2006, dos semanas después de que cumpliera 18 años.

Ese día, lo llevaron a la horca. Pero su última voluntad fue tocar la ney, flauta típica de Irán y los familiares de la víctima del asesinato, que habían ido a presenciar el ahorcamiento, se conmovieron tanto al oírle tocar, que en el último momento accedieron a un aplazamiento de la ejecución y a recibir la diyeh en vez de ejercer su derecho de represalia con la muerte del condenado.

La ejecución se aplazó dos meses, mientras se buscaba una conciliación entre ambas familias negociando el pago de la diyeh.

En enero, el presidente de la Magistratura concedió a Sina Paymard un aplazamiento de la ejecución mientras continuaba la negociación. La familia de la víctima pedía más de 160 mil dólares estadounidenses en concepto de diyeh. La de Sina Paymard consiguió recaudar 70 mil, suma que ofreció en abril a la otra familia, pero, según informes, ésta no la aceptó por considerarla insuficiente. El 17 de julio, el abogado de Sina Paymard, el defensor de los derechos humanos Nasrin Sotudeh, comunicó que lo habían sacado de la prisión de Reja'i Shahr, de Karaj, para llevarlo a la de Evín, en Teherán, para su ejecución.

Se temía que fuera ejecutado ese mismo día.

Su familia no había conseguido recaudar el resto del dinero. Según informes, su padre dijo que había vendido todo lo que tenía para reunir 70 mil dólares, casi la mitad de la suma total exigida.

Ayer, 19 de julio, el periódico Sarmayeh describió en un artículo la escena que podía contemplarse a la entrada de la prisión de Evín en el momento previsto para la ejecución de Sina Paymard.

Su familia y un grupo de activistas de derechos humanos se habían congregado allí para intentar convencer a la familia de la víctima de que indultara a Sina Paymard e impidiera la ejecución. La familia de la víctima llegó a las cuatro menos cuarto de la madrugada y unos miembros del grupo de activistas de derechos humanos intentaron en vano convencerla de que accediera al indulto.

Minutos antes de la hora prevista para la ejecución, la madre de Sina Paymard se desmayó. Hacia las cuatro de la madrugada salió de la prisión un guardia, que anunció que la ejecución se había aplazado diez días.

El aplazamiento por diez días fue ordenado por el ayatolá Shahroudi, presidente de la Magistratura, con objeto de que la familia de Sina Paymard tuviera tiempo de llegar a un acuerdo económico con la de la víctima. Al parecer, si la primera no consigue recaudar la suma total de 160 mil dólares, la otra familia pedirá que se ejecute la condena de muerte.

Al parecer, los tramites administrativos necesarios para efectuar el pago estarán completados el 21 de julio.


¿Pena de muerte?

¿Ojo por ojo?


France: La jeune garde socialiste en marche vers la rénovation

Rue89 a demandé à sept socialistes incarnant la nouvelle génération quel est leur projet pour rénover le PS. Débat.

Le parti socialiste risque-t-il la scission? Qu'est-ce que la rénovation? Quel programme le PS compte-t-il mettre en place? Pour répondre à ces questions, Rue89 a interrogé Benoît Hamon, Aurélie Filippetti, Manuel Valls, Arnaud Montebourg, Gaëtan Gorce, Razzye Hammadi et Guillaume Bachelay.

Benoît Hammon

A Solférino, les éloges se ramassent à la pelle pour le jeune député européen. Benoît Hamon est sympa. Il est constant. Il est brillant. Le récent porte-parole du PS jouit d'une certaine popularité, notamment auprès des proches de François Hollande. Le grand public connaît moins ce jeune quadra (tout juste 40 ans) qui semble avoir une décennie de moins que ses camarades du même âge. Farouchement attaché aux "valeurs socialistes" et convaincu de la nécessité de réinventer la gauche, Benoît Hamon lance cet été un groupe de réflexion rassemblant des personnalités venant de divers horizons: La Forge.

Au service de la gauche, ce groupe planchera notamment sur les moyens de venir à bout de l'"hégémonie culturelle libérale". Benoît Hamon l'a promis: il s'agira de harcèlement culturel, médiatique et politique. Le député, qui fustige la "nouvelle tête pour une nouvelle tête", considère pour le moment que l'enjeu n'est pas là. Son projet de think thank ("pas de bol, le nom est anglais", plaisante-t-il) ne servira d'ailleurs pas à nourrir un texte de motion ou de congrès quelconque. Et pour 2008? L'ex-leader des MJS (1993 à 1995) sera-t-il le successeur de François Hollande? Alors que beaucoup semblent le croire, Benoît Hamon rappelle que les décisions seront prises fin 2008. Patience: la rénovation est en marche.



Aurélie Filippetti

Aurélie Filippetti a claqué la porte des Verts, excédée par leurs querelles de personnes plutôt que d'idées. Curieusement, alors qu'elle a conscience de cette faiblesse existant aussi au PS, au point d'en pourrir tous les débats, la jeune romancière a choisi de revenir en politique auprès de Ségolène Royal durant la présidentielle. La députée de Moselle fait partie de ces nouveaux adhérents de 2006 qui comptent désormais parmi les architectes de la reconstruction du parti: "Il faut adhérer au PS. L'ouvrir, l'aérer. Le PS a besoin de ces nouveaux adhérents."

Promue porte-parole du "contre-gouvernement" socialiste à l'Assemblée, Aurélie Filippetti est désormais au devant de la scène. Avec pour objectif principal de "combattre la politique néoconservatrice de Nicolas Sarkozy", la jeune femme, qui découvre l'Assemblée dont elle dit ne pas encore maîtriser tous les codes, se préoccupera principalement de questions environnementales et sociales. Une rénovation passant par une opposition forte au Parlement: Aurélie Filippetti tient là son objectif et refuse de jouer la carte des courants et des écuries: "Ce n'est pas une priorité."



Valls, Montebourg, Gorce

Puisque François Hollande joue l'"immobilisme", la bande des quadra du PS la joue solo. Vendredi 20 juillet, une petite centaine de cadres et militants socialistes ont répondu à l'invitation de Manuel Valls, le maire d'Evry, dans sa ville, afin d'entamer la réflexion sur la rénovation. "Le monde change, pourquoi pas la gauche?": l'intitulé de la journée donne le ton de la direction prise par les "jeunes lions". Pourfendeurs de "l'archaïsme de l'appareil socialiste" et de son incapacité à avoir une ligne claire, la bande des frondeurs, composée d'une quinzaine d'élus, entend poser les jalons de cette rénovation dès septembre, à Tours. Manuel Valls, depuis la défaite du 6 mai, s'en est pris tour à tour à François Hollande, au clanisme et à l'inertie du parti. Le maire d'Evry invoque l'urgence de reformuler l'identité du Parti socialiste, une identité nouvelle et résolument tournée vers l'avenir. Il veut, a-t-il déclaré, "incarner" cette rénovation.


Arnaud Montebourg et Gaëtan Gorce (démissionnaire du secrétariat national), meneurs de cette journée, se sont également exprimé. Revenant sur la défaite du Parti socialiste, les deux députés ont souligné l'urgence de dépasser le clanisme. Arnaud Montebourg, dont l'ambition à l'horizon 2008 est évoquée par beaucoup au sein du Parti, a clairement signifié que ce rassemblement n'avait pas vocation à déboucher sur la formation d'un nouveau courant. Il s'agit davantage d'"abattre le mur des chapelles et des écuries" en vue de "construire les conditions du rassemblement autour d'idées nouvelles".



Razzye Hammadi

Président du Mouvement des Jeunes Socialistes (MJS) depuis 2005, Razzye Hammadi est, du haut de ses 28 ans, l'une des figures qui pourrait compter dans les années à venir. Décidé à franchir le cap du suffrage universel, les municipales seront pour lui l'occasion de tester sa crédibilité à plus grande échelle. Combatif, Razzye Hammadi ne mâche pas ses mots quand il s'agit d'évoquer les raisons de la défaite, liées à "une absence de ligne idéologique claire". Partie prenante de la rénovation aux côtés de François Hollande et Benoît Hamon dont il est proche, le président du MJS veut ramener le PS à l'essentiel: combattre le dogmatisme libéral dominant et œuvrer pour la "dignité". Sa jeunesse est un atout, il le sait. Mais ce n'est pas suffisant. Et le voilà qui s'emporte contre ceux qui parlent de dépoussiérer le parti: "Encore faudrait-il donner une définition de la poussière". Et n'allez pas lui dire que les idées de la gauche sont dépassées: "L'archaïsme, c'est Milton Friedman, c'est l'Ecole de Chicago, c'est les politiques monétaristes."



Guillaume Bachelay

Quand il prend la parole, ses interlocuteurs l'écoutent. Et pour cause. De l'éloquence et de l'humour, voilà qui ne manque pas à Guillaume Bachelay, l'un des plus proches collaborateurs de Laurent Fabius. A 33 ans, ce passionné de philosophie politique veut muer ses idées en action. Siégeant désormais au bureau national du PS en remplacement de son mentor démissionnaire, celui qui fut l'une des plumes fabiusiennes les plus brillantes compte bien peser dans la "refondation" du parti.



Militant pour un "parti fort, appuyé sur une idéologie forte", Guillaume Bachelay a récemment lancé avec le strausskahnien Laurent Baumel un groupe de confrontation d'idées, Gagner en 2012 . Confronter des idées, clarifier le programme et le discours du PS: quelques pistes pour l'un de ceux qui incarnent la nouvelle génération. Mais pas seulement:

New Leaders Say Pensive French Think Too Much

President Nicolas Sarkozy jogs in front of the pack, which some French see as undignified and — mon dieu! — vaguely American.

By ELAINE SCIOLINO

The New York Times

PARIS, July 21 — France is the country that produced the Enlightenment, Descartes’s one-liner, “I think, therefore I am,” and the solemn pontifications of Jean-Paul Sartre and other celebrity philosophers.

But in the government of President Nicolas Sarkozy, thinking has lost its cachet.

In proposing a tax-cut law last week, Finance Minister Christine Lagarde bluntly advised the French people to abandon their “old national habit.”

“France is a country that thinks,” she told the National Assembly. “There is hardly an ideology that we haven’t turned into a theory. We have in our libraries enough to talk about for centuries to come. This is why I would like to tell you: Enough thinking, already. Roll up your sleeves.”

Citing Alexis de Tocqueville’s “Democracy in America,” she said the French should work harder, earn more and be rewarded with lower taxes if they get rich.

Ms. Lagarde knows well the Horatio Alger story of making money through hard work. She looked west to make her fortune, spending much of her career as a lawyer at the firm of Baker & McKenzie, based in the American city identified by its broad shoulders and work ethic: Chicago. She rose to become the first woman to head the firm’s executive committee and was named one of the world’s most powerful women by Forbes magazine.

So now, two years back in France, she is a natural to promote the program of Mr. Sarkozy, whose driving force is doing rather than musing, and whose mantra is “work more to earn more.”

Certainly, the new president himself has cultivated his image as a nonintellectual. “I am not a theoretician,” he told a television interviewer last month. “I am not an ideologue. Oh, I am not an intellectual! I am someone concrete!”

But the disdain for reflection may be going a bit too far. It certainly has set the French intellectual class on edge.

“How absurd to say we should think less!” said Alain Finkielkraut, the philosopher, writer, professor and radio show host. “If you have the chance to consecrate your life to thinking, you work all the time, even in your sleep. Thinking requires setbacks, suffering, a lot of sweat.”

Bernard-Henri Lévy, the much more splashy philosopher-journalist who wrote a book retracing Tocqueville’s 19th-century travels throughout the United States, is similarly appalled by Ms. Lagarde’s comments.

“This is the sort of thing you can hear in cafe conversations from morons who drink too much,” said Mr. Lévy, who is so well-known in French that he is known simply by his initials B.H.L. “To my knowledge this is the first time in modern French history that a minister dares to utter such phrases. I’m pro-American and pro-market, so I could have voted for Nicolas Sarkozy, but this anti-intellectual tendency is one of the reasons that I did not.”

Mr. Lévy, who ultimately endorsed Mr. Sarkozy’s Socialist rival, Ségolène Royal, said that Ms. Lagarde was much too selective in quoting Tocqueville and suggested that she read his complete works. In her leisure time.

The satirical weekly Le Canard Enchainé, meanwhile, mocked Ms. Lagarde for praising the sheer joy of work and quoting Confucius’s oft-cited line, “Choose a work that you love and you won’t have to work another day.” More...

sábado, 21 de julho de 2007

Parecer técnico do IPT não encontra problemas na pista principal de Congonhas

Blog de Fernando Rodrigues jornalista da Folha de São Paulo

Parecer técnico parcial nº12792-301-ii realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) na pista principal do aeroporto de Congonhas não identificou restrições ao uso da mesma. O documento é datado de ontem (19/07/2007). O resultado desse parecer é baseado, entretanto, em dados coletados até o dia 18 de julho de 2007 e também antes do acidente de terça-feira. As duas principais conclusões foram as seguintes:

1) Características mecânicas do revestimento asfáltico: segundo o relatório, o concreto utilizado na pista segue especificação da Infraero e é do mesmo tipo usado nos outros aeroportos. "A camada de rolamento das pistas principal e auxiliar segue o projeto na Faixa 2 das especificações da Infraero (SAO/GRL/900.ET-247/R2, página 60). Trata-se de concreto asfáltico usualmente adotado para obras desta natureza, largamente utilizado no Brasil em praticamente todas suas pistas de aeroportos", diz o texto. A avaliação do IPT é que "a mistura asfáltica após compactação e resfriamento pode ser considerada tecnicamente como apta para o tráfego de aeronaves, veículos e equipamento de obras". E segue: "Portanto, no que tange à concepção do revestimento asfáltico quanto às suas propriedades mecânicas, esta camada de rolamento atende às especificações de projeto e todas as implementações adotadas adicionaram características positivas", conclui o parecer.

2) Características de superfície do revestimento asfáltico a partir de resultados de atrito obtidos com Mu-Meter: nesse ponto, a análise aborda a questão do atrito em pista molhada. Uma das possíveis causas do acidente com o avião Airbus-A320 da TAM, em Congonhas (SP), seria a falta do "grooving" (ranhuras que ajudam no escoamento da água). Sem as ranhuras, dizem alguns, a pista ficaria mais escorregadia. O parecer diz que mesmo sem o "grooving" a pista está em boas condições. "Os valores encontrados nos dois monitoramentos recentemente realizados, mostram-se acima dos valores recomendados do ponto de vista de atrito em pista molhada, tendo em vista os limites recomendados internacionalmente (ICAO-Anexo 14) e nacionalmente (DAC). Ressalta-se ainda que estes patamares de valores de atrito foram alcançados sem a execução de grooving", descreve o relatório. Na conclusão, o instituto afirma que o nível de atrito está acima dos limites mínimos e que, portanto, a pista encontra-se em condições para pousos e decolagens. "Pela análise realizada, no que tange às condições de superfície do revestimento asfáltico, os valores medidos de atrito pela Infraero na pista principal por meio do equipamento mu-meter, na situação atual, revelam-se acima dos limites mínimos especificados", termina o texto.

Logo depois do acidente de terça-feira, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), contestou a informação vazada por autoridades do governo federal a respeito da existência de laudo técnico do IPT liberando a pista de Congonhas. O IPT é um órgão do governo do Estado de São Paulo --comandado, portanto, pelo tucano. O documento divulgado hoje demonstra que José Serra tem razão apenas parcial em sua reclamação. O laudo não é definitivo, só parcial. Mas o parecer não aponta nenhum óbice para o funcionamento da pista reformada do aeroporto paulistano.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

REPORTAJE: Elecciones en Argentina: Llega el huracán Cristina

La senadora y esposa del actual presidente comienza la carrera electoral para relevar a su marido

ALEJANDRO REBOSSIO para EL País (españa)



La campaña a las elecciones presidenciales de octubre próximo en Argentina comenzó en la noche del jueves (madrugada de ayer en España) cuando la senadora y esposa del presidente, Cristina Fernández de Kirchner, anunció oficialmente su candidatura. Las encuestas muestran que la candidata no tiene rival. La impetuosa senadora, que pretende modernizar el Estado y que Argentina tenga una política exterior más activa, ha sabido distanciarse de los últimos escándalos de corrupción que han sacudido al Gobierno de Kirchner. En su primer discurso electoral, hizo un llamamiento al "diálogo social" para que sean más los argentinos que se beneficien de la actual bonanza económica.

Evita Perón no pudo ser la candidata a vicepresidente de Argentina de su marido, Juan Domingo Perón, en 1952 por presiones de su partido y de los militares. En cambio, Cristina Fernández, la mujer del actual jefe de Estado, Néstor Kirchner -ambos peronistas que reniegan de la estética peronista-, inició anteanoche (madrugada de ayer en España) su carrera a la presidencia de Argentina, que se dirimirá en las elecciones del 28 de octubre próximo. De momento tiene entre el 50% y 60% de intención de voto, muy por delante de sus principales rivales, el ex ministro de Economía de Kirchner, Roberto Lavagna, que se presenta como independiente, y la izquierdista Elisa Carrió.

Con su tono impetuoso, Cristina Fernández de Kirchner llamó a un "diálogo social" entre trabajadores y empresarios para continuar con el "modelo de acumulación e inclusión social" que inició su esposo hace cuatro años, cuando Argentina comenzaba a salir de su última crisis política, social y económica. Fernández de Kirchner comenzó su campaña en La Plata (60 kilómetros al sur de Buenos Aires), la ciudad donde nació hace 54 años y donde conoció a su marido cuando eran estudiantes universitarios. A él le dedicó, al borde de las lágrimas, el final de su discurso. Él, sentado en el palco junto a sus ministros, escuchaba con la mano derecha en la boca.

"Cambio de conducta"

Frente a los que juzgan como nepotismo que el presidente designe a su mujer como candidata a sucederlo, ella reivindicó el gesto de que su marido no busque la reelección. "No es común que alguien con más del 70% de opinión positiva y con más del 50% de intención de voto decida no seguir. Éste es el cambio más importante: el de las propias conductas. Usted tiene autoridad, no porque se enoje, sino por lo que hizo y hace. Tampoco se la crea, no es ningún héroe, pero tampoco es un hombre común. Los argentinos no lo van a olvidar y espero, en un ejercicio de egoísmo personal, que no lo extrañen demasiado", dijo mientras los 2.000 mandos peronistas que llenaban el moderno Teatro Argentino aplaudían de pie.

La senadora y primera dama, vestida con un traje de color marfil y tacones altos, hablaba desde un escenario montado para ella sola, en el que caían papelitos celestes y blancos, los colores de la bandera argentina.

Horas antes del acto, en la autopista de Buenos Aires a La Plata se acumulaban los autobuses desvencijados que llevaban a personas de las barriadas pobres hacia el mitin. Pero los 10.000 militantes con banderas argentinas, imágenes de Evita y el clásico bombo peronista permanecieron afuera del teatro. Seguidores de diversos candidatos a alcaldes de ayuntamientos bonaerenses se enfrentaron con palos y piedras para ocupar los primeros espacios en la movilización. Unos 350 policías los custodiaban y vallas negras impedían el acceso al Argentino, alquilado por el partido peronista. Dentro del teatro se sentaron los funcionarios, dirigentes políticos, sociales, abuelas y madres de Plaza de Mayo y periodistas, que se debieron acreditar en la Secretaría de Medios de la Nación y recoger sus pases en la Casa de Gobierno de la provincia de Buenos Aires.

Antes de entrar en el escenario, Fernández de Kirchner fue presentada como "senadora y futura presidenta de los argentinos". Nunca antes una mujer fue elegida presidenta en este país de Suramérica, una región donde ya gobierna Michelle Bachelet en Chile. Sólo una mujer ocupó la presidencia argentina y fue una experiencia traumática: la tercera esposa de Perón, Isabelita, que había sido elegida vicepresidenta en 1973 y que, tras quedar viuda, gobernó entre 1974 y 1976. Cristina, como llaman a la candidata, destacó el papel de otras mujeres en la historia argentina: "No es casualidad que durante la dictadura hayan sido mujeres las que se pusieron pañuelos blancos en las cabezas para buscar a los desaparecidos políticos".

En su discurso, la candidata dijo que venía a hablar de las tres "construcciones" sobre las que se basó el Gobierno de Néstor Kirchner y sobre las que se asentaría ella: "La reconstrucción del Estado democrático constitucional, la construcción del modelo económico y social y la construcción cultural, para recuperar la autoestima perdida". En cuanto al Estado democrático constitucional, la senadora destacó que los tres poderes del Estado han recuperado sus papeles. Recordó que el poder legislativo antes votaba leyes por presión del Fondo Monetario Internacional (FMI), de los sobornos -como cuando se votó la flexibilización laboral- o de los militares en las calles -como cuando se votaron las leyes del perdón para los que habían cometido violaciones de los derechos humanos en la dictadura militar (1976-1983)-.

También apuntó contra la Corte Suprema por "convalidar la depredación del Estado", en alusión a las reformas liberales de la década pasada. Recordó que en los últimos años se echaron por tierra las leyes del perdón y los indultos a la cúpula de la dictadura.

En cuanto a la política económica y social, dijo que su "modelo de acumulación e inclusión social es la contracara del modelo de transferencia neoliberal de los noventa". Se preguntó cuál es la razón por la que el Gobierno de su marido redujo el paro y la deuda, aumentó los salarios y se "desembarazó" del FMI, al cancelar el pasivo con este organismo. Ella misma respondió que fue por el modelo de "claro perfil industrial", con el que la agricultura logró cosechas históricas y se inició un "proceso de reindustrialización". Eso sí, no olvidó que aún persiste la pobreza, que afecta al 27% de los argentinos.

Una rebelde a la que comparan con Hillary

El presidente de Argentina, Néstor Kirchner, llegó al Teatro Argentino de La Plata 15 minutos antes de que su esposa, Cristina Fernández, empezase a hablar. Después se proyectó un vídeo de la candidata en campaña, trabajando y junto con líderes internacionales, dado que ella busca desarrollar una política exterior más activa que la de Kirchner. Aparecía con Hugo Chávez, Luiz Inácio Lula da Silva, Felipe González, los Reyes de España, la princesa Máxima de Holanda (de origen argentino) y Hillary Clinton, con quien diversos analistas la comparan. En su discurso, la candidata recordó la frase de Bill Clinton de "es la economía, estúpido", al decir que "la vida de los argentinos se arregla o desarregla desde la economía".

A la candidata presidencial le gusta que la llamen Cristina Fernández, sin el apellido de su marido, en contraposición a la costumbre argentina y a como todos la conocen. Sus seguidores recuerdan que la actual senadora por la provincia de Buenos Aires siempre desarrolló su carrera con vuelo propio.

Fernández fue conocida a escala nacional antes que su marido porque en la década pasada se ganó la fama de rebelde en el grupo parlamentario peronista, que en su mayoría se adhería al entonces presidente Carlos Menem (1989-1999).

Nació en La Plata el 19 de febrero de 1953 y estudio Derecho en los convulsionados años setenta. En la Universidad conoció a Néstor Kirchner. Juntos militaban en el ala izquierda del peronismo. En 1975 se casaron y se marcharon a Santa Cruz. Durante la última dictadura militar argentina (1976-1983) se dedicaron a la actividad privada como abogados.

En 1989, Cristina Fernández fue elegida por primera vez diputada provincial de Santa Cruz. En 1994 participó en la asamblea que reformó la Constitución argentina y que permitió la reelección presidencial, tal como pretendía Menem. En 1995, Santa Cruz la eligió senadora nacional. Hace dos años consiguió el 46% de los votos en la provincia de Buenos Aires, donde vive el 38% de los argentinos, en unas elecciones legislativas frente a la también peronista Hilda González de Duhalde. Para los comicios presidenciales de octubre, las encuestas muestran que Cristina Kirchner no tiene rival.

O aeroporto inviável

por Phydia de Athayde

Congonhas é tão ativo por pressão das companhias aéreas. Desde os anos 80, sabe-se que a única solução é desativá-lo, ou reduzir o uso

“A rua parou. Todo mundo saiu para ver. Da calçada a gente enxergava as labaredas alcançando o céu”, conta Enite. Ela e o marido, Antônio Alves Loyola, trabalham há seis anos no bairro de Moema. Têm um boteco na alameda Carinás, distante seis quarteirões do local em que um avião da TAM chocou-se contra um prédio da companhia e explodiu na terça-feira 17, no início da noite.

Como toda a vizinhança do Aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do País, Enite ficou muito assustada. A filha telefonou do Ceará, preocupada com a mãe. Enite tem de interromper a fala por dez segundos a cada três minutos por causa do ruído dos aviões, que passam rasantes sobre o boteco em direção à pista de pouso. “Já me acostumei com o barulho, estou até meio surda. Pior é para quem mora aqui”, diz a comerciante.

Inaugurado em 1936, o Aeroporto de Congonhas foi idealizado como opção ao Campo de Marte, que ocupava uma área inundável na zona norte da capital. Nos últimos 30 anos, com o crescimento da mancha urbana e o aumento dos pousos e decolagens, Congonhas tornou-se um problema. É um aeroporto condenado. Único entre os encravados em grandes cidades brasileiras onde o fluxo não diminuiu ao longo do tempo.

Outras capitais enfrentaram problemas semelhantes, com aeroportos metropolitanos saturados e os internacionais, afastados da cidade, ociosos. Entre 2003 e 2007, o sistema Pampulha–Confins, em Minas Gerais, e o sistema Santos-Dumont–Galeão, no Rio de Janeiro, foram readaptados para aliviar o fluxo aéreo sobre as cidades (mudanças no movimento nas pistas à pág. 34).

O aeroporto carioca, projetado para receber 2 milhões de passageiros por ano, absorvia 5,5 milhões. A Pampulha, em Belo Horizonte, recebia quase o dobro do 1,6 milhão de passageiros para os quais foi projetado. Nos dois casos, os vôos de longa distância foram para os aeroportos de grande porte, enquanto os metropolitanos ficaram apenas com pontes aéreas e vôos regionais.

O Santos-Dumont, no Rio, foi reformado e a estrada que liga Confins à capital mineira foi ampliada. Em São Paulo, nada foi feito para minimizar o fluxo em Congonhas. A região é alvo de especulação imobiliária nos últimos 30 anos e cresce na mesma velocidade do sobe-e-desce dos aviões. Moema lidera o ranking dos lançamentos imobiliários da cidade, com 75 novos edifícios, entre 1999 e 2004. Hoje, um dúplex de 600 metros quadrados privativos é anunciado a 1,8 milhão de reais. Jabaquara é o quinto bairro no mesmo ranking. A verticalização das proximidades do aeroporto não segue o bom senso. Para piorar, a prefeitura autorizou o funcionamento de um posto de gasolina a poucos metros da pista, por muito pouco não atingido pelo avião desgovernado. Nem Bin Laden seria tão engenhoso.

Ao redor do mundo existem exemplos de como aeroportos em cidades resolveram problemas comuns nesse tipo de arranjo. O Ronald Reagan National Airport, em Washington DC (EUA), tem três pistas. Os pilotos reduzem a potência das turbinas para minimizar o barulho entre 22h e 7h, e o aeroporto opera 24 horas por dia. Em 2006, realizou 276.419 operações e serviu 18,5 milhões de passageiros.

Leia a cobertura completa na edição de CartaCapital que já está nas bancas

A armadura do presidente

Carta Capital

por Mauricio Dias

Pesquisa mostra que Lula tem índices melhores que em 2003. Se mantiver assim, será um poderoso cabo eleitoral

Que tormenta poderá fazer naufragar a nau do presidente Lula? Nos seis primeiros meses do segundo mandato, os números da pesquisa VoxPopuli/CartaCapital/Band mostram que o presidente atravessou praticamente incólume as tempestades que enfrentou até agora: 61% dos entrevistados aprovam a atuação do governo contra 33% que desaprovam. Uma avaliação muito próxima ao apogeu do sucesso, alcançado no mês de outubro de 2006 (63% de aprovação), quando conquistou a reeleição.

Isso projeta a possibilidade de Lula se tornar um grande cabo eleitoral nas eleições presidenciais de 2010. A história das eleições mostra que transferir votos, pelo simples ato de apontar o dedo, nem sempre surte efeito. Mas a pesquisa mostra que é boa a reação do eleitor em relação a Lula como cabo eleitoral. Dependendo do candidato, 38% dos eleitores poderiam votar no nome que Lula indicasse e 16% dizem que votariam nesse nome “com certeza”.

Para Lula e o governo, não foram poucas as tormentas nesse primeiro semestre de 2007. Embora tenha começado no fim do ano anterior, a crise dos controladores de vôo recrudesceu com uma greve relâmpago em março. Em maio, Evo Morales tirou os direitos da Petrobras de comercializar derivados de petróleo produzidos na Bolívia, mexendo diretamente com os interesses da estatal, o maior ícone do nacionalismo brasileiro. Ainda em maio, a Polícia Federal realizou a Operação Navalha, desmantelou uma suposta quadrilha que fraudava licitações públicas e botou em jogo, como suspeito, o ministro Silas Rondeau, de Minas e Energia. E, nos últimos dias desse mesmo mês, uma crise engolfou Renan Calheiros, um dos aliados no Congresso, em grave denúncia de que uma empreiteira custeou suas despesas pessoais.

Mas o pior estava por vir. Em junho, o nome de Vavá, irmão de Lula, é empurrado para o centro de uma nova investigação policial envolvendo a máfia dos caça-níqueis e vira manchete dos jornais que exploram, ao máximo, o parentesco. Em 13 de julho, na abertura dos Jogos Pan-Americanos, Lula foi vaiado e, de novo, virou manchete. A pesquisa foi a campo nos dois dias seguintes a esse episódio e não registra abalos numericamente expressivos na popularidade do presidente. No entanto, a seqüência capaz de tirar o fôlego de qualquer governante teve impacto. Uma parte da classe média mais abonada e escolarizada que havia votado em Lula deslocou-se para a oposição (leia artigo de Marcos Coimbra à pág. 40).

Esse é o efeito mais visível das manchetes dos jornais. O estrago só não é maior porque a maioria da população confia mais no presidente do que no noticiário da imprensa. Diante dessa pergunta, 39% disseram acreditar mais no presidente Lula e 35%, mais no noticiário. Um expressivo contingente de 27% se declarou sem opinião formada a respeito.

Semelhante ao lento choque da “água mole na pedra dura”. A cada episódio – como, agora, o desastre em Congonhas – os adversários fazem o governo sangrar e vaticinam o começo do fim da popularidade. A pergunta, nesse contexto, é essa: quando e como a blindagem de Lula vai ser vazada?

A pesquisa indica que a boa imagem de Lula tem outros pontos de sustentação, além dos programas sociais. É o caso do resultado da avaliação do desempenho de Lula à frente do governo. Nada menos do que 70% avaliam favoravelmente as ações do governante. Esse porcentual se distribui assim: 12% acham que o desempenho dele é “ótimo”, 35% consideram “bom” e 25% definem como “regular positivo”. Por outro lado, um conjunto de 29% dos eleitores acha o desempenho “péssimo” (8%), “ruim” (8%) e “regular negativo” (13%).

Embora a distância do tempo torne a especulação sobre o processo um exercício político precário, a pesquisa simulou alguns cenários e os submeteu ao crivo do eleitor.

O primeiro cenário testado incluiu as candidaturas de Ciro Gomes (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Marta Suplicy (PT). Nessa situação, Ciro tem 32% das intenções de voto, Aécio consegue 22% e Marta, 14%. O restante (32%) respondeu “Nenhum/Branco/Nulo’’, não quis ou não soube responder.

A soma dos candidatos da base do governo (Ciro e Marta) chega a 46%. A intenção de voto em Ciro distribui-se homogeneamente por todas as classes sociais. Ele tem 33% entre os eleitores com escolaridade baixa e 34% entre os de nível de ensino superior. Tem 34% entre os eleitores com renda até um salário mínimo e 32% entre os de renda superior a dez mínimos.

O segundo cenário trocou o nome do candidato do PSDB. Foi testada a candidatura do governador José Serra. Se a eleição fosse hoje, ele teria 41% das intenções de voto, contra 23% de Ciro Gomes e 13% de Marta Suplicy. Em tese, os candidatos da base governista o superariam. Num confronto direto, Serra bateria Ciro em todas as regiões (no Nordeste a vitória seria mais apertada: 37% a 31%) e em todas as faixas de eleitores distribuídos por escolaridade ou por renda familiar. Mantidas as condições de agora, Lula (ou a neutralização política dele) deverá ser um fator-chave no resultado de 2010.

Veja a íntegra do pronuciamento de Lula sobre crise aérea

Reuters/Brasil Online

SÃO PAULO (Reuters) - Veja a íntegra do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o acidente do Airbus A320 da TAM e medidas para o sistema aéreo do país.

"Minhas amigas e meus amigos,

Nós, brasileiros, estamos vivendo dias muito tristes, sob o impacto do acidente com o avião da TAM, em congonhas, que ceifou a vida de tantos compatriotas. Estamos todos, homens e mulheres, de Norte a Sul do Brasil, com o coração sangrando.

Sei que nada iguala o sofrimento das famílias que perderam seus entes queridos no acidente, mas, em nome dos brasileiros e brasileiras, quero dizer que sentimos suas perdas como se fossem nossas.

Choramos e nos revoltamos junto com vocês. Não conseguimos aceitar a tragédia. E eu, pessoalmente, sofro como pai, como esposo e como presidente. Acima de qualquer outra consideração, é hora de dar todo carinho e apoio às mães, aos pais, aos filhos, aos parentes e aos amigos dos passageiros e tripulantes do vôo 3054 e dos funcionários da TAM que morreram na tragédia. Que nosso carinho e nossa solidariedade possam ajudar a aliviar a dor irreparável que estão sentindo.

Nada que se possa fazer trará de volta aqueles que amamos e perdemos, mas quero que todos saibam que o governo está fazendo e fará o possível e o impossível para apurar as causas do acidente. A Aeronáutica já iniciou as investigações. Por determinação minha, a Polícia Federal também está trabalhando no caso. Todas as hipóteses serão examinadas.

Não se pode condenar ou absolver quem quer que seja com base em opiniões apressadas. Não se deve abandonar nenhuma linha de investigação por antecipação. Estou seguro de que, em breve, o País terá as informações que precisa e merece.

Como presidente, quero garantir às famílias que, além da apuração rigorosa dos fatos, estamos tomando todas as providências ao nosso alcance para diminuir os riscos de novas tragédias. É dentro desse compromisso que anuncio à nação algumas decisões tomadas hoje pelo Conselho de Aviação Civil:

1) Mudança do perfil operacional do Aeroporto de Congonhas, com diminuição do número de vôos e restrição ao peso das aeronaves. Embora Congonhas atenda a todas as normas internacionais de segurança, isso não basta. Como o aeroporto foi cercado por todos os lados, pela cidade de São Paulo, ele precisa obedecer a medidas de segurança ainda mais severas. Congonhas deve ser um aeroporto voltado para a aviação regional e ponte aérea. Não pode mais ser um ponto de distribuição de vôos, conexões e escalas, como vinha acontecendo. Essa missão na área de São Paulo deverá ser atribuída a Guarulhos e Viracopos.

2) Fortalecimento da Agência Nacional da Aviação Civil, a Anac, para que atue mais efetivamente em defesa dos interesses dos usuários do sistema nacional.

3) Intensificação das medidas de modernização do controle de tráfego aéreo.

4) Definição, em 90 dias, do local da construção de um novo aeroporto na região de São Paulo.

5) Exigência de que as companhias aéreas tenham sempre, de sobreaviso, em regime de contingência, aeronaves e tripulações para ser acionadas em caso de necessidade.

Meus amigos e minhas amigas,

No momento em que anuncio estas medidas, peço serenidade a todos os brasileiros. Nosso sistema aéreo, apesar dos investimentos que fizemos na expansão e na modernização de quase todos os aeroportos brasileiros, passa por dificuldades. E seu maior problema hoje é a excessiva concentração de vôos em Congonhas. E é isso que precisamos resolver imediatamente. O nível de segurança do nosso sistema aéreo é compatível com todos os padrões internacionais. Não podemos perder isso de vista.

Meus amigos e minhas amigas,

Na apuração dos fatos, estamos trabalhando com rigor e serenidade, sem precipitações. Rigor para conhecer a verdade. Serenidade para não cometer injustiças. Da mesma forma que não podemos ficar impassíveis perante a dor e os riscos à segurança dos brasileiros, não podemos tomar atitudes precipitadas.

Com as medidas que anuncio hoje e com outras providências que o governo irá tomar nos próximos dias, tenho certeza de que o nosso sistema aéreo voltará a se adequar às necessidades do País. Quero expressar, em nome de todo o povo brasileiro, meus agradecimentos aos bombeiros, à polícia, à Defesa Civil e aos funcionários do Instituto Médico Legal de São Paulo, que vêm trabalhando duramente nos últimos dias.

Encerro falando especialmente ao coração dos brasileiros que perderam entes queridos na tragédia. Sei que não há palavras para confortá-los nesta hora. Peço a Deus que dê força a todos vocês para superar o sofrimento.

Que Deus nos abençoe a todos. Boa noite."

Veja as medidas adotadas pelo Conac para São Paulo

Agencia Estado

SÃO PAULO - O Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) tomou medidas agressivas nesta sexta-feira, 20, para a reorganização do transporte aéreo em São Paulo. A resolução traz os itens que serão adotados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que são os seguintes:

1. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não poderá mais autorizar a operação de vôos fretados e charters no aeroporto de Congonhas e terá que fazer a redistribuição dos vôos já autorizados

2. A Empresa de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) deverá entregar até o final do outubro um estudo de ampliação e adequação de aeroportos em São Paulo

3. Infraero também irá buscar junto ao Judiciário a liberação dos espaços nos aeroportos do País, em especial em Congonhas, ocupados por empresas falidas ou em recuperação judicial

4. Anac terá um prazo de 60 dias para redistribuir as autorizações de horários de vôos concedidos às companhias aéreas em Congonhas, com o objetivo de restringi-las a vôos diretos, ponto a ponto, garantindo que o aeroporto não seja mais ponto de distribuição, conexão ou escala de vôos

5. Anac ficará responsável de, nos novos acordos bilaterais e multilaterais, relativos à freqüência de vôos internacionais, determinar pontos, no Brasil, fora do terminal São Paulo, além de renegociar os acordos existentes para compatibilizar com a readequação da nova malha aérea

6. Anac é incumbida de intensificar a fiscalização para assegurar integral cumprimento das regras de apoio aos familiares das vítimas do acidente ocorrida na terça-feira com o Airbus da TAM

7. Anac, em conjunto com o comando da Aeronáutica, limitará a utilização do aeroporto de Congonhas para uso da aviação geral, redistribuindo a demanda para outros aeroportos e apresente, em 90 dias, estudo de localização de aeroportos em São Paulo

8. Caberá à Infraero também adotar medidas operacionais e de redistribuição dos espaços físicos de forma a recepcionar o maior número de passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em especial no Terminal 1

9. Também será instituído o plano permanente de contingência de aeronaves e tripulação das empresas aéreas

Radicalização irresponsável

Blog de Luiz Nassif

A radicalização política está assumindo proporções assustadoras. Está se tornando um fenômeno amplo e que, a qualquer momento, pode fugir ao controle do bom senso.

Os gestos do Marco Aurélio Garcia e do seu assessor, comemorando a “barriga” da cobertura do “Jornal Nacional” são condenáveis. Mas filmá-los dentro de sua sala, na intimidade, equivale a um grampo ilegal. É crime. Qual teria sido o comentário dos editores da Globo quando receberam o material que permitiu desviar o foco da discussão da cobertura para o gesto do assessor?

Lembro-me quando a “Veja”, em um de seus momentos típicos, crucificou o jornalista Ricardo Boechat, em cima de frases tiradas de um grampo, em uma conversa informal. Um ex-diretor da revista, Mário Sérgio Conti, comentou com o então diretor da revista que se tivessem sido grampeadas as conversas deles com Pedro Collor, ninguém sairia ileso. E isso porque termos e frases (até gestos) em uma conversa privada em tudo diferem de uma manifestação pública. Muitas vezes o problema não é da frase ou do gesto: é do grampo e da publicidade dada ao ato criminoso de grampear sem autorização judicial.

Mesmo assim, tanto o gesto de Marco Aurélio como a repercussão da mídia mostram que conveniências políticas se colocaram acima da solidariedade com as vítimas ou da busca de saídas para o impasse aéreo.

Tem-se um jogo, hoje em dia, em que se condena Lula por seus erros e por erros de terceiros; na outra ponta, se ataca José Serra meramente por ter divulgado o número de mortos. Acenam-se com cadáveres do Metrô contra os cadáveres da TAM. E toda essa luta para quê? Não estão em jogo projetos de país, modelos alternativos de desenvolvimento, princípios políticos e ideológicos. É um pega-pra-capar que tem a mesma falta de lógica dos efeitos-manada.

A imprensa se machucou seriamente no período eleitoral. Não aprendeu a lição. Tem que cobrar Lula pela falta de regulação do setor aéreo, pela incompetência da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), pela politização anterior da Infraero. Tem que se cobrar um novo modelo para o setor aéreo.

Agora, quem ganha com esse tiroteio destrambelhado, com esse festival de acusações apressadas, com essa tentativa de criar um fato político em cima de grampos televisivos? Quem ganha com essa montagem de colocar uma frase solta do Ministro da Defesa reclamando de salário, como se fosse uma resposta à crise aérea?

É um preço muito alto que o país paga para se desviar o foco da discussão principal: a incompetência do governo para resolver a questão aérea; a incompetência da mídia para fazer uma cobertura técnica e isenta.

enviada por Luis Nassif

Diego Hipólyto pede a presença de Lula no encerramento do Pan


Por Luciano Borges
Terra Magazine

O ginasta Diego Hipólyto, ganhador de 3 medalhas nos jogos Pan-Americanos do Rio, foi o primeiro atleta de ponta do Brasil a pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva volte ao Rio de Janeiro para o último dia do evento ou, pelo menos, para a cerimônia de encerramento

"Quero convidar o Lula para vir pra cá porque ele, junto com o prefeito César Maia, são os grandes responsáveis pela realização dos jogos. O Pan tem nível olímpico, não mostrou uma falha sequer e pode nos ajudar a sediar uma olimpíada", disse o atleta depois de assistir ao primeiro tempo da partida de handebol masculino entre Brasil e Uruguai.

Diego deu uma entrevista usando uma malha do patrocinador particular dele, uma empresa de assistência médica, e também com o escudo do Flamengo. Portanto, não falou em nome do Comitê Olímpico Brasileiro. E garantiu que não foi estimulado por ninguém do COB a fazer esse pedido: "Ninguém falou comigo. Faço este convite de maneira pessoal".

O ginasta, que virou a grande estrela do Pan até aqui e foi parado centenas de vezes para fazer fotos e dar autógrafos, não só convidou o presidente como ainda pediu para os cariocas se comportarem: "É errado vaiar quem foi um dos responsáveis por este evento maravilhoso e por esta festa que está dando certo".

Julgamentos precipitados

Site de Dirceu

Image Na Folha de hoje, um exemplo do erro dos julgamentos precipitados, mesmo por especialistas, como o Brigadeiro Renato Cláudio Costa Pereira, que escreve um artigo com o titulo "A responsabilidade pela Segurança de Vôo" (só para assinantes). No artigo, apesar de afirmar que é preciso esperar a análise da caixa preta do airbus, na prática, atribui à pista de Congonhas a principal responsabilidade pelo acidente e propõe que o aeroporto opere com restrições e não funcione com chuva.

A manchete do Estadão de hoje - “Airbus da TAM voava com defeito no freio aerodinâmico” e a manchete da própria Folha - "Avião da TAM tinha falha na frenagem", se confirmadas, deixarão o brigadeiro em maus lençóis. No artigo, o brigadeiro ainda dá a entender que a Aeronáutica pode enfrentar a situação do sistema de proteção ao vôo, que estaria degradado, se tiver recursos, "sem intervenções políticas e despreparadas". Embora admita que nosso sistema de proteção de vôo é um dos mais eficientes do mundo. Quer dizer, os militares têm o monopólio da eficiência técnica e da competência, e não há intervenções políticas na Aeronáutica.

O Brigadeiro que me perdoe, mas nossa história recente está cheia de ineficiências e de intervenções políticas dos militares. Basta ver a construção de aeroportos na época da ditadura, para ficar só nessa área. A crítica procedente do brigadeiro Renato Pereira está na falta de coordenação do sistema aéreo e na necessidade de uma autoridade com experiência e vivencia para dirigir o que ele chama das "4 cabeças diferentes". Problema que deveria ter sido resolvido há meses.

Com relação aos investimentos nos equipamentos de controle de vôo, na segurança e nas pistas dos aeroportos, somente uma investigação técnica poderá afirmar se podem ter ficado aquém do necessário, e se a causa do trágico acidente com o Airbus da TAM foi a pista ou o controle aéreo. Antes do final das investigações deveríamos nos dedicar a superar os graves erros cometidos até agora na direção e na operação do sistema aéreo brasileiro.

Que seja feito tudo para não acontecer acidentes como esse, que abalou todo o país.

Brazil-zil-zil

Blog de Mino Carta

A mídia malha a situação e poupa a oposição, com empenho e desfaçatez dignos da medalha de ouro, recordistas mundiais. E me permito contar um episódio que remonta à segunda 16, e que não foi registrado por jornal algum, ou por qualquer órgão midiático.
O governador do Paraná, Roberto Requião, naquela tarde visita o presidente Lula