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domingo, 5 de agosto de 2007

USA: El perfil conservador de Hillary le da mucha ventaja

INTERNAS DEL PARTIDO DEMOCRATA


RIVALES. LOS CANDIDATOS DEMOCRATAS EDWARD (IZQ), HILLARY Y OBAMA.

Ana Barón WASHINGTON CORRESPONSAL
abaron@clarin.com

Los últimos sondeos de opinión indican que la ventaja que le lleva Hillary Clinton a su contrincante demócrata, Barack Obama, en la carrera hacia la Casa Blanca está aumentando vertiginosamente ¿Por qué? ¿Qué esta pasando? ¿Será que el apoyo que le esta dando su popular marido, el ex presidente Bill Clinton, está comenzando a dar resultado? ¿O será que el escote un tanto osado (para los patrones morales de la sociedad norteamericana) que lució recientemente expuso por primera vez su femineidad, como dicen algunos? Ni lo uno, ni lo otro. Mas allá de la importancia que tiene la imagen de un político o de una política en Estados Unidos, lo que ha sido determinante en el repunte de Hillary es "su experiencia".


El último sondeo de opinión realizado conjuntamente por el Wall Street Journal y la cadena de televisión NBC indica que entre los posibles votantes demócratas Hillary tiene ahora un apoyo del 43%, mientras que Obama tiene sólo el 22%. Es decir existe una brecha de 21 puntos. En junio esa brecha era de 14 puntos. La senadora tenía entonces el 39% y Obama el 25%.

¿Qué fue lo más importante que pasó durante las dos sondeos? Bill ha venido apoyando a Hillary desde un principio. o sea que no es esto.

Y sobre la polémica generada por el escote hubo quienes dijeron que discutir sobre el grado de femineidad Hillary es como discutir sobre el grado de negritud de Obama, un "negro que para algunos no es tan negro" porque su madre era "una blanca" de Kansas. Muy pocos se atrevieron a seguir hablando del tema.

Hillary logró, sin embargo, una clara ventaja en el debate organizado por CNN en el que los televidentes hicieron sus preguntas a través de YouTube. El momento que le permitió hacer la diferencia fue cuando un televidente preguntó a los candidatos si durante el primer año en la Casa Blanca estarían eventualmente dispuestos a entrevistarse personalmente con los líderes de países como Irán, Siria, Cuba, Venezuela y Corea del Norte.

Obama dijo que sí, mientras que Hillary afirmó que sería irresponsable hacerlo sin antes sostener reuniones a niveles más bajos. Al día siguiente Hillary acusó a Obama de "infantil". Obama contraatacó acusándola de querer generar una controversia donde no la hay y recordando que ella votó a favor de la invasión de Irak.

La estrategia de Obama es poner énfasis en la necesidad de un cambio fundamental. Hillary en cambio se muestra como la candidata con experiencia. El avance de Hillary deja claro que, después de la experiencia con George Bush, a la mayoría de los norteamericanos no les gustan las posiciones extremistas.

Argentina revive nostalgia de Evita


Campanha eleitoral de Cristina Kirchner causa febre sobre ex-primeira-dama na mídia

Correspondente BUENOS AIRES.

Não existem muitas semelhanças entre ambas, mas com o lançamento da candidatura presidencial da senadora e primeira-dama argentina, Cristina Fernández de Kirchner, a evocação da imagem de Eva Perón, a mulher mais importante da história política do país, foi inevitável.

Tratando-se de duas mulheres peronistas, as comparaçõe s, alimentadas pela própria Cristina, tomaram a opinião pública. Em recentes viagens ao exterior, a candidata do governo de seu marido, o presidente Néstor Kirchner, disse sentirse identificada com “a Eva Perón de coque e punho cerrado”.

Resultado: em plena campanha eleitoral, Evita voltou a brilhar em grande estilo em revistas e jornais do país. Semana passada, o jornal “Perfil” publicou uma edição de 24 páginas com fotos da segunda esposa do general Juan Domingo Perón, que até hoje não haviam sido divulgadas.

O material pertence à família do fotógrafo Pinélides Aristóbulo Fusco (1913-1991), que trabalhou com o casal entre 1948 e 1955.— As fotos estavam guardadas porque não havia interesse em publicá-las. Mas a imagem de Evita voltou a interessar, e muito, tanto que estamos realizando uma exposição itinerante na província de Buenos Aires — disse ao GLOBO Edgardo Fusco, filho do fotógrafo de Evita e Perón.

Segundo ele, depois de 1955 (ano em que foi derrubado Perón), o pai teve de esconder as fotos por motivos políticos.

Depois o material acabou ficando guardado.

As fotos de Fusco mostram uma Evita informal, de cabelos soltos, falando no telefone, conversando ou tocando o piano, imagens que nunca antes haviam sido vistas pelos argentinos. O fotógrafo argentino, que tinha 35 anos quando conheceu a segunda esposa de Perón, retratou momentos inesquecíveis da vida do maior mito feminino da Argentina, por exemplo, o dia em que Evita, já muito doente, fez questão de votar nas eleições presidenciais de novembro de 1951. Era a primeira vez que as mulheres argentinas votavam, uma das grandes vitórias da carreira política de Evita.

Em 27 de julho passado, o governo Kirchner organizou um ato em homenagem à segunda esposa de Perón, exatamente 55 anos após sua trágica morte. A candidata do governo foi a grande estrela do evento, que reuniu mais de 2.500 pessoas no município de Berazategui, na província de Buenos Aires. Cristina lembrou da Evita de sua juventude, de sua militância política e também da Evita “dos silêncios, da longa noite da ditadura (1976-1983)”.

— Existe também uma Evita de novas significações, não na liturgia dos discursos vazios, mas sim na obra de governo, que é onde ela deve ser honrada — assegurou a primeira-dama argentina.

Em tom enérgico, Cristina defendeu a “Eva da vitória sobre os ridículos que pretendem desconhecer a inteligência do povo quando tentam nos convencer de que tudo está mal”.

O Globo
(para assinantes)

sábado, 28 de julho de 2007

FOH = Fearful of Hillary

Time

Not that long ago, it was a widely held opinion among conservatives in the professional political class that Hillary Clinton would be a dream Democratic presidential nominee -- for the Republicans. Her high negatives, divisive personality, weak political skills, excess baggage and reputation as a big government lefty would all combine to make her the perfect opponent for a Republican nominee trying to change the subject to anything but what the voting public had come to hate about the previous 7-8 years of Republican rule. It didn't matter how unpopular Bush was or the GOP had become, this thinking went, because Hillary simply couldn't win a general election.

That thinking was always a little foolish and wishful, because it ignored the fact that all Hillary (or any other Dem for that matter) would have to do is win the states Kerry won in 2004, plus one big one or several smaller ones. (Ohio alone, where the GOP was decimated in 2006, would do it. Other states that in the current environment could be Dem pick-ups are New Mexico, Iowa, Colorado, Arizona, Nevada, West Virginia, even Virginia).

But you don't hear those assumptions about Senator Clinton's fatal weaknesses from Republican pros much anymore. In fact, you hear the opposite. Republicans now sound worried that Hillary will win the nomination. Why? Because she's shown herself to be so formidable in the Democratic primary campaign thus far. The biggest eye-opener to R's has been her success in parrying Obama's challenge while enhancing her credentials as the most experienced and sober-minded Democrat in the field on issues of national security. Here, in the latest expression of this new thinking among conservative Republicans, is Rich Lowry, editor of the National Review, in a column about Hillary that will surely earn him lots of angry mail and email from old school NR readers.

Jay Carney is Time's Washington bureau chief. He has covered both the Clinton and Bush 43 White Houses, as well as Congress.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Edwards Proposes Raising Capital Gains Tax

John Edwards spoke Thursday at Grand View College in Des Moines.

By LESLIE WAYNE
Published: July 27, 2007
The New York Times

Calling the current tax code “badly out of whack,” former Senator John Edwards yesterday proposed increasing the capital gains tax on upper-income investors and using the money to provide tax-free savings accounts and expanded tax credits for lower-income workers.

In a speech in Des Moines, Mr. Edwards, a candidate for the Democratic presidential nomination, said he would “rewrite our tax code to make sure it is fair” and added that tax policy under President Bush had led to “more wealth for the wealthy and more power for the powerful.”

The Edwards campaign said his plan would raise the tax rate on capital gains, which are profits from investments, to 28 percent from the current 15 percent for taxpayers with incomes over $250,000. It would remain at 15 percent for those who earn less than $250,000.

Mr. Edwards, of North Carolina, is the first Democratic candidate to call for a broad-based increase in taxes on investment income, and his plan is in keeping with the populist tone of his campaign. On taxes, as on health care and other issues, the Edwards campaign has sought to promote him as more of a champion of the poor and the working class than Senators Hillary Rodham Clinton of New York and Barack Obama of Illinois. Mr. Edwards repeated his calls to repeal the Bush tax cuts for families with incomes over $200,000 and to raise taxes on hedge fund and private equity managers. And he said he would “declare war” on off-shore tax shelters and put limits on executive compensation.

Mr. Edwards said the revenue gained from these tax increases would pay for a variety of tax cuts aimed at middle- and lower-income people, including exempting the first $250 of investment income from capital gains taxes, expanding the earned-income and child and dependent care tax credits, setting up special tax-free savings accounts of up to $500 a year and a program where the government would match the first $500 in savings.

Mr. Edwards would eliminate taxes on estates less than $4 million. Republicans are pressing for a permanent total elimination of the federal estate tax. Under current law, estates valued at less than $2 million per couple are exempt from taxation. The exemption gradually increases to 2010, when it is eliminated. But unless the Bush tax cuts are extended by a future Congress and president, the estate tax would be reinstated in 2011.

Dennis J. Goldford a political science professor at Drake University in Des Moines, said Mr. Edwards’s tax plan is “consistent with his populist image of going after the wealthy and helping the poor.” But, he cautioned, “he’s got to be careful, everyone wants to be rich.”

The Edwards campaign said that after paying for the programs outlined yesterday, Mr. Edwards’s tax plan would generate an extra $50 billion a year that could be used for other social programs like his health care proposal. Mr. Edwards has said his health care program would cost $90 billion to $120 billion and would be financed, in part, by rolling back the Bush tax cuts on those with incomes over $200,000.

The Edwards campaign said it would retain the Bush tax cuts on incomes below $200,000. But the campaign did not factor this cost into its calculation because it assumed a future Congress would not eliminate this tax break, said James Kraal, a policy analyst for the campaign.

Robert S. McIntyre, director of Citizens for Tax Justice, a labor-backed group whose calculations are widely respected by tax experts, said that if the cost of extending tax cuts for people earning less than $200,000 was added to the calculation, the plan would create a $35 billion revenue shortfall instead of the extra $50 billion predicted by the Edwards campaign.

“John Edwards is trying to do something nice for low-income people,” Mr. McIntyre said. “The question is whether he has a way to pay for it. He is repealing tax cuts on the rich that really do not exist and the only part of substance is that he is expanding the Bush tax cuts to everyone else, but doesn’t count it. I don’t want to go overboard in the criticism, but this is very deceptive.”

ARGENTINA: Cristina aprovechó un homenaje a Eva Perón para cargar contra los que "intentan convencer de que nada está bien"

Clarín


La primera dama fue la única oradora de la ceremonia oficial a 55 años de la muerte de Evita, en Berazategui. Allí, cargó contra los que "intentan infructuosamente convencer de que todo está mal". Y sostuvo que la figura de Eva "ha dejado de ser de los peronistas y ahora es de todos los argentinos".


Convertida en la única oradora de la ceremonia oficial por un nuevo aniversario de la muerta de Eva Perón, la senadora y candidata presidencial Cristina Kirchner convocó esta noche a "todos los argentinos" a unirse detrás del proyecto del oficialismo. Además, volvió a cargar contra aquellos "intentan infructuosamente convencer de que todo está mal".


"Nos han dividido demasiado, nos hemos enfrentado demasiado, y el resultado ha sido que sólo unos pocos han lucrado con las esperanzas de los argentinos", afirmó Cristina al hablar en un acto en Berazategui. "Estamos cambiando la Argentina y no lo estamos haciendo solos; el país está ante una oportunidad histórica", agregó.

La candidata, quien estuvo acompañada por el presidente Néstor Kirchner y gran parte del Gabinete nacional, sostuvo que Eva Perón "dejó de ser de los peronistas y ahora es de todos los argentinos". Además, remarcó que debe recordársela "no en los discursos, sino en las acciones de gobierno".

"Los postulados de Eva Perón llevarán a la victoria a todos los argentinos, y no a un partido, a un sector o al gobierno", agregó la senadora.

La senadora leyó una frase de Evita: "El país que soñamos es el mismo que seguimos construyendo a pasos agigantados; el país que quisimos; el que estamos consolidando, venciendo a la obstrucción de los descreídos, de los ociosos, de los ridículos desplazados del poder", señaló.

El acto reunió a gran parte de la primera línea kirchnerista: además del Presidente, asistieron el vicepresidente Daniel Scioli y los ministros Aníbal Fernández, Jorge Taiana, Julio de Vido, Nilda Garré y Alicia Kirchner. Además, participaron el secretario de Legal y Técnica, Carlos Zannini; de la Presidencia, Oscar Parrili; el vocero presidencial; Miguel Núñez, y los titulares del Senado, José Pampuro, y de Diputados, Alberto Balestrini.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

El País entrevista a Cristina Kichner


ENTREVISTA: Cristina Fernández de Kirchner Candidata a la presidencia de Argentina

"Me identifico con la Evita del puño crispado"

FERNANDO GUALDONI / LUIS PRADOS - Madrid -

CK la llaman en Argentina, al mejor estilo estadounidense. A ella, a Cristina Fernández de Kirchner, candidata peronista a la presidencia argentina y esposa del actual mandatario, Néstor Kirchner, le gusta Hillary Clinton, pero también se identifica con "la Evita del puño crispado".

CK, con 54 años bien coquetos, no se ve reflejada con la Eva "milagrosa" que conocieron los españoles de la posguerra de la que fuera esposa de Juan Domingo Perón, sino en la cara más potente, en la que la representa arengando a esos trabajadores "descamisados".

El próximo 28 de octubre es la prueba de fuego para la hoy senadora Kirchner. Las encuestas le dan entre el 40% y el 50% de votos, muy por delante de cualquiera de sus rivales. Nacida en La Plata, la capital de la provincia de Buenos Aires, hincha del club de fútbol Gimnasia y Esgrima, apodados los lobos, CK tiene mucha personalidad, es muy locuaz y tiene respuesta para todo.

Pregunta.
¿En qué momento decidió ser candidata a la presidencia?

Respuesta. No hago política por ser la esposa del presidente de la República. Cuando me incorporé a la política las mujeres estábamos a la par con los hombres. No éramos políticos, éramos militantes. Es algo que quizá no es entendido por la posmodernidad. No hubo un momento especial para tomar la decisión, es el momento de la política. Uno no se levanta un día, se mira al espejo y dice... ¡Uy, qué cara de presidenta que tengo! Esto no existe. Es una decisión que se medita y se analiza según cada situación, y se vuelve a estudiar si las circunstancias cambian. La decisión está vinculada a la marcha del país pero en ningún caso a la permanencia en un puesto. A mí no me interesa ocupar un espacio político para hacer relaciones públicas... Viste que hay gente que disfruta teniendo su bancada [escaño], diciendo que aquello está mal y lo otro también, sacándose fotos y haciendo declaraciones a la prensa... Yo no, yo hago política si puedo transformar la realidad. Si yo no cambio esa realidad que no me gusta no estoy haciendo política, estoy haciendo ideología pero sin llevarla a la práctica.

P. Usted puede llegar a ser la primera presidenta argentina electa en las urnas. Sin embargo, antes que usted dos ex esposas de Perón, Evita e Isabelita [María Estela Martínez], fueron clave en la historia argentina. ¿Cómo lleva este legado?

R. Los dos personajes revelan lo que es capaz de producir Argentina y el peronismo. Por eso siempre digo que el peronismo es el fiel reflejo de mi país, porque es capaz de producir personajes sublimes como Evita y otros mediocres como Isabelita. Digo mediocre porque cargar sobre Isabelita todo lo que vino después [refiriéndose a la dictadura militar de 1976 a 1983] es un reduccionismo, una simplificación. Con la Eva con que me siento identificada es la Eva Perón del rodete y el puño crispado frente al micrófono. No con la Eva milagrosa con la que sí se identificaba más mi madre, la Eva del Teatro Colón, el hada buena que había llegado con Perón a repartir el trabajo, el derecho al voto... la Eva de mi mamá es la que apareció con sus fantásticos trajes con los que la conocieron todos los españoles cuando vino.

P. ¿Qué va a hacer su esposo cuando acabe el mandato?

R. Es un hombre político, comprometido con el mundo que lo rodea y que puede vivir muy cómodamente sin los atributos formales del poder. Kirchner es transparente, se muestra tal como es, puede gustar o no, pero es un hombre absolutamente previsible, todo el mundo sabe cómo reacciona ante ciertas cosas. Él va a seguir haciendo política, creo que morirá haciéndola. Trabajará en la construcción de una fuerza política y también se dedicará a nuestras cosas, a nuestras actividades económicas al margen de lo político.

P. ¿Entonces descarta la posibilidad de que usted y su marido se vayan turnando en la presidencia mandato tras mandato? Kirchner 2012, por ejemplo...

R. Ése es un título de película de ciencia ficción. No se puede programar la política. ¿Acaso ustedes sabían en 1985 que el muro iba a caerse en 1989? Plantear esta posibilidad es un insulto a la inteligencia de los lectores.

P. No es tan descabellado si piensa, por ejemplo, que si Hillary Clinton gana las próximas elecciones en EE UU, el país habrá estado en manos de dos familias, los Bush y los Clinton, durante el último cuarto de siglo...

R. Me parece fantástico el ejemplo. Nadie habla del poder consolidado en esos países, de cómo se transmite la dirigencia de un país de padres a hijos. Suele existir una mirada crítica sobre las cuestiones de familia, pero habría que preguntar: ¿en tu casa cómo andamos?

P. Sí, pero en EE UU hay juego democrático, hay al menos dos partidos... En Argentina en este momento no hay prácticamente oposición. ¿Esto cómo se ubica en la Argentina moderna, normal, que usted propone?

R. Esta idea obedece a categorías de pensamiento europeas. Estas ideas no sirven muchas veces en América Latina, donde una ideología no necesariamente tiene que dominar sobre la otra. No hablo de superar el socialismo o el liberalismo, sino de otras categorías de análisis político en contextos históricos y políticos muy diferentes. Sólo quiero decir que creo en un mundo multipolar con líneas de pensamiento aunque no sean las mías y que no intento imponer a nadie. Se critica mucho a los nacionalismos de América Latina, pero discúlpenme si les recuerdo que no tienen nada que ver con los terribles nacionalismos de Europa, que causaron las peores tragedias de la humanidad, como el Holocausto o el genocidio de los Balcanes. No se trata de ideologías, cada persona es capaz de lo mejor y de lo peor...

P. ¿Si llega al poder, su relación con el polémico presidente de Venezuela, Hugo Chávez, será tan estrecha como la que hoy tiene su marido?

R. Empiezo diciéndole algo... Muchas veces los empresarios, en los foros donde son escuchados por los periodistas, hablan de tal o cual dirigente político casi como si fuera un monstruo. Luego, en privado, los empresarios te dicen estamos haciendo excelentes negocios, estamos ganando mucho dinero... Miren que el doble discurso no es patrimonio único de los políticos, es una condición inherente del ser humano y los empresarios no están exentos de ello. Volviendo a Venezuela... lo primero que le digo es que en el Mercosur hay una cláusula de salvaguarda de la democracia. Las últimas elecciones en Venezuela, en las que ganó ampliamente Chávez, fueron supervisadas por organismos internacionales. Otra cosa, la ecuación energética latinoamericana no se cierra sin la presencia de Venezuela y Bolivia. América Latina necesita a Chávez como Europa a Putin. Cuando a Venezuela la dirigían los presidentes anteriores a Chávez, la energía venezolana no era para América Latina sino para EE UU y en unas condiciones leoninas... Venezuela aún hoy vende gasolina en EE UU a precios irrisorios, respetando unos contratos que establecen el precio de venta del barril muy por debajo de lo que vale hoy. Los latinoamericanos no debemos ser conducidos a falsos enfrentamientos.

P. ¿No teme que los últimos escándalos de corrupción [hay dos ministras y una secretaria de Estado bajo investigación judicial] le quiten votos?

R. Me parece que el Gobierno ha dado una respuesta más que clara en este sentido. La corrupción no es patrimonio de un único gobierno pero sí el modo en que le hace frente. El Gobierno de Kirchner es el único que desde 1983 [año en que Argentina recuperó la democracia] ha enfatizado la necesidad de tener una Corte Suprema de Justicia en serio, independiente, que garantice esa lucha contra la corrupción y cualquier otra, como la de la impunidad por los crímenes de lesa humanidad [recientemente, la Corte anuló las leyes del perdón para los que cometieron crímenes durante la dictadura]. Pudimos renunciar a reducir el número de jueces en la Corte de siete a cinco y tener dos magistrados afines, pero no lo hicimos. Creo que es más importante analizar mucho más lo que hacemos que lo que decimos los dirigentes políticos.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

REPORTAJE: Elecciones en Argentina: Llega el huracán Cristina

La senadora y esposa del actual presidente comienza la carrera electoral para relevar a su marido

ALEJANDRO REBOSSIO para EL País (españa)



La campaña a las elecciones presidenciales de octubre próximo en Argentina comenzó en la noche del jueves (madrugada de ayer en España) cuando la senadora y esposa del presidente, Cristina Fernández de Kirchner, anunció oficialmente su candidatura. Las encuestas muestran que la candidata no tiene rival. La impetuosa senadora, que pretende modernizar el Estado y que Argentina tenga una política exterior más activa, ha sabido distanciarse de los últimos escándalos de corrupción que han sacudido al Gobierno de Kirchner. En su primer discurso electoral, hizo un llamamiento al "diálogo social" para que sean más los argentinos que se beneficien de la actual bonanza económica.

Evita Perón no pudo ser la candidata a vicepresidente de Argentina de su marido, Juan Domingo Perón, en 1952 por presiones de su partido y de los militares. En cambio, Cristina Fernández, la mujer del actual jefe de Estado, Néstor Kirchner -ambos peronistas que reniegan de la estética peronista-, inició anteanoche (madrugada de ayer en España) su carrera a la presidencia de Argentina, que se dirimirá en las elecciones del 28 de octubre próximo. De momento tiene entre el 50% y 60% de intención de voto, muy por delante de sus principales rivales, el ex ministro de Economía de Kirchner, Roberto Lavagna, que se presenta como independiente, y la izquierdista Elisa Carrió.

Con su tono impetuoso, Cristina Fernández de Kirchner llamó a un "diálogo social" entre trabajadores y empresarios para continuar con el "modelo de acumulación e inclusión social" que inició su esposo hace cuatro años, cuando Argentina comenzaba a salir de su última crisis política, social y económica. Fernández de Kirchner comenzó su campaña en La Plata (60 kilómetros al sur de Buenos Aires), la ciudad donde nació hace 54 años y donde conoció a su marido cuando eran estudiantes universitarios. A él le dedicó, al borde de las lágrimas, el final de su discurso. Él, sentado en el palco junto a sus ministros, escuchaba con la mano derecha en la boca.

"Cambio de conducta"

Frente a los que juzgan como nepotismo que el presidente designe a su mujer como candidata a sucederlo, ella reivindicó el gesto de que su marido no busque la reelección. "No es común que alguien con más del 70% de opinión positiva y con más del 50% de intención de voto decida no seguir. Éste es el cambio más importante: el de las propias conductas. Usted tiene autoridad, no porque se enoje, sino por lo que hizo y hace. Tampoco se la crea, no es ningún héroe, pero tampoco es un hombre común. Los argentinos no lo van a olvidar y espero, en un ejercicio de egoísmo personal, que no lo extrañen demasiado", dijo mientras los 2.000 mandos peronistas que llenaban el moderno Teatro Argentino aplaudían de pie.

La senadora y primera dama, vestida con un traje de color marfil y tacones altos, hablaba desde un escenario montado para ella sola, en el que caían papelitos celestes y blancos, los colores de la bandera argentina.

Horas antes del acto, en la autopista de Buenos Aires a La Plata se acumulaban los autobuses desvencijados que llevaban a personas de las barriadas pobres hacia el mitin. Pero los 10.000 militantes con banderas argentinas, imágenes de Evita y el clásico bombo peronista permanecieron afuera del teatro. Seguidores de diversos candidatos a alcaldes de ayuntamientos bonaerenses se enfrentaron con palos y piedras para ocupar los primeros espacios en la movilización. Unos 350 policías los custodiaban y vallas negras impedían el acceso al Argentino, alquilado por el partido peronista. Dentro del teatro se sentaron los funcionarios, dirigentes políticos, sociales, abuelas y madres de Plaza de Mayo y periodistas, que se debieron acreditar en la Secretaría de Medios de la Nación y recoger sus pases en la Casa de Gobierno de la provincia de Buenos Aires.

Antes de entrar en el escenario, Fernández de Kirchner fue presentada como "senadora y futura presidenta de los argentinos". Nunca antes una mujer fue elegida presidenta en este país de Suramérica, una región donde ya gobierna Michelle Bachelet en Chile. Sólo una mujer ocupó la presidencia argentina y fue una experiencia traumática: la tercera esposa de Perón, Isabelita, que había sido elegida vicepresidenta en 1973 y que, tras quedar viuda, gobernó entre 1974 y 1976. Cristina, como llaman a la candidata, destacó el papel de otras mujeres en la historia argentina: "No es casualidad que durante la dictadura hayan sido mujeres las que se pusieron pañuelos blancos en las cabezas para buscar a los desaparecidos políticos".

En su discurso, la candidata dijo que venía a hablar de las tres "construcciones" sobre las que se basó el Gobierno de Néstor Kirchner y sobre las que se asentaría ella: "La reconstrucción del Estado democrático constitucional, la construcción del modelo económico y social y la construcción cultural, para recuperar la autoestima perdida". En cuanto al Estado democrático constitucional, la senadora destacó que los tres poderes del Estado han recuperado sus papeles. Recordó que el poder legislativo antes votaba leyes por presión del Fondo Monetario Internacional (FMI), de los sobornos -como cuando se votó la flexibilización laboral- o de los militares en las calles -como cuando se votaron las leyes del perdón para los que habían cometido violaciones de los derechos humanos en la dictadura militar (1976-1983)-.

También apuntó contra la Corte Suprema por "convalidar la depredación del Estado", en alusión a las reformas liberales de la década pasada. Recordó que en los últimos años se echaron por tierra las leyes del perdón y los indultos a la cúpula de la dictadura.

En cuanto a la política económica y social, dijo que su "modelo de acumulación e inclusión social es la contracara del modelo de transferencia neoliberal de los noventa". Se preguntó cuál es la razón por la que el Gobierno de su marido redujo el paro y la deuda, aumentó los salarios y se "desembarazó" del FMI, al cancelar el pasivo con este organismo. Ella misma respondió que fue por el modelo de "claro perfil industrial", con el que la agricultura logró cosechas históricas y se inició un "proceso de reindustrialización". Eso sí, no olvidó que aún persiste la pobreza, que afecta al 27% de los argentinos.

Una rebelde a la que comparan con Hillary

El presidente de Argentina, Néstor Kirchner, llegó al Teatro Argentino de La Plata 15 minutos antes de que su esposa, Cristina Fernández, empezase a hablar. Después se proyectó un vídeo de la candidata en campaña, trabajando y junto con líderes internacionales, dado que ella busca desarrollar una política exterior más activa que la de Kirchner. Aparecía con Hugo Chávez, Luiz Inácio Lula da Silva, Felipe González, los Reyes de España, la princesa Máxima de Holanda (de origen argentino) y Hillary Clinton, con quien diversos analistas la comparan. En su discurso, la candidata recordó la frase de Bill Clinton de "es la economía, estúpido", al decir que "la vida de los argentinos se arregla o desarregla desde la economía".

A la candidata presidencial le gusta que la llamen Cristina Fernández, sin el apellido de su marido, en contraposición a la costumbre argentina y a como todos la conocen. Sus seguidores recuerdan que la actual senadora por la provincia de Buenos Aires siempre desarrolló su carrera con vuelo propio.

Fernández fue conocida a escala nacional antes que su marido porque en la década pasada se ganó la fama de rebelde en el grupo parlamentario peronista, que en su mayoría se adhería al entonces presidente Carlos Menem (1989-1999).

Nació en La Plata el 19 de febrero de 1953 y estudio Derecho en los convulsionados años setenta. En la Universidad conoció a Néstor Kirchner. Juntos militaban en el ala izquierda del peronismo. En 1975 se casaron y se marcharon a Santa Cruz. Durante la última dictadura militar argentina (1976-1983) se dedicaron a la actividad privada como abogados.

En 1989, Cristina Fernández fue elegida por primera vez diputada provincial de Santa Cruz. En 1994 participó en la asamblea que reformó la Constitución argentina y que permitió la reelección presidencial, tal como pretendía Menem. En 1995, Santa Cruz la eligió senadora nacional. Hace dos años consiguió el 46% de los votos en la provincia de Buenos Aires, donde vive el 38% de los argentinos, en unas elecciones legislativas frente a la también peronista Hilda González de Duhalde. Para los comicios presidenciales de octubre, las encuestas muestran que Cristina Kirchner no tiene rival.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Buenos Aires amanhece em campanha eleitoral

Janes Rocha para Valor

AP
Cartazes de Cristina Kirchner, que disputará a Presidência, em Buenos Aires

O centro de Buenos Aires amanheceu ontem em campanha eleitoral, coberto de cartazes com a foto da primeira-dama e candidata a presidente, a senadora Cristina Fernández de Kirchner. Sobre um fundo azul claro, cor da bandeira argentina, a frase: "A mudança já começou". Ao lado do de Cristina, também foram pregados cartazes lançando o nome do vice-presidente, Daniel Scioli, para o governo da província de Buenos Aires. As duas eleições são em outubro.

Cristina confirmou sua candidatura no domingo à noite, numa nota da agência de notícias estatal Télam. Desfez assim um mistério cultivado por meses pelo presidente Néstor Kirchner sobre se era ou não candidato à reeleição. Todavia, ainda não está claro por que o presidente desistiu de tentar se reeleger.

Ontem foi confirmado que o candidato a vice na chapa da primeira-dama será o atual governador da província de Mendoza, Julio Cobos. Ambos se apresentarão ao público juntos no dia 9 de agosto. O lançamento oficial da candidatura de Cristina está marcado para 19 de julho, na cidade de La Plata, capital da província de Buenos Aires e terra natal da senadora.

Num pronunciamento ontem à noite na Casa Rosada, o presidente Kirchner falou pela primeira vez sobre a candidatura de Cristina, dizendo que "em 28 de outubro as urnas vão se encher de boa memória e, quando acabar, estou convencido de que vamos sair do inferno e estaremos construindo essa Argentina com inclusão que todos merecemos". Ao falar em boa memória, referiu-se a um discurso que sempre faz, pedindo que os argentinos não votem em políticos ligados aos governos dos anos 90 que, para ele, levaram o país à crise de 2001.

Logo cedo, Kirchner havia colocado seus dois principais operadores políticos para falar à imprensa, já que ele se recusa a dar entrevistas - só fala do alto de palanques. O ministro do Interior, Aníbal Fernández, rasgou elogios à primeira-dama em uma entrevista à rádio América. Disse que Cristina Kirchner tem "uns 65% de imagem positiva" e que tem todas as condições de ganhar já em primeiro turno. Segundo ele, a candidata "pode mostrar ao mundo uma Argentina com o aprofundamento de suas mudanças".

Em outra entrevista radiofônica, Alberto Fernández (ministro da Casa Civil) disse que Cristina representa uma "mudança importante" para o país. Mas afirmou ainda que ela "assume a continuidade de toda a política econômica do presidente Kirchner", embora frisasse que ela "também assumirá [o objetivo de] um avanço institucional da Argentina no mundo, algo que a preocupa enormemente".

As instituições ficaram um pouco abaladas no governo Kirchner já que, além do desapreço com a imprensa, o presidente argentino, entre outras coisas, ordenou uma intervenção sem precedentes sobre o órgão oficial de estatísticas (Indec), obrigando a uma mudança no cálculo da inflação que acabou com a credibilidade do instituto, dentro e fora do país.

Aníbal contou ainda que o presidente Kirchner pretende se dedicar a "construir um partido político moderno, à altura dos principais partidos políticos do mundo", após deixar o cargo em dezembro.

Segundo fontes da diplomacia brasileira, a candidatura de Cristina não poderia ser melhor para o Brasil. "As relações entre os dois países raramente estiveram tão bem. A senadora já demonstrou apreço pelo governo Lula, participando de praticamente todos os encontros entre Lula e Kirchner, na Argentina e no Brasil", afirmou um diplomata que pediu para não ser identificado. Ele lembrou também que, na última visita oficial de Lula à Argentina, em maio, Cristina fez questão de sair na foto com os dois, nos jardins do Palácio de Olivos.

No mercado financeiro, a notícia de que Kirchner não tentará a reeleição não teve grande repercussão. A Bolsa de Buenos Aires fechou em alta de 2%, a 2.234,8 pontos, e o peso fechou estável frente ao dólar, a 3,092. Mas o analista Francisco Prak, da corretora SBS, disse à agência Dow Jones Newswire que "no longo prazo, o mercado espera dela políticas diferentes das dele, em termos de melhora na oferta de energia e liberalização do controle de preços". A Argentina está atualmente em pleno racionamento de energia elétrica.

Na oposição, a recepção foi a mais cética possível. O candidato a presidente Roberto Lavagna, ex-ministro da Economia de Kirchner, disse em entrevista ao jornal "La Nación" que Cristina representa apenas uma mudança de cara, mas que o governo será o mesmo e que uma eventual gestão da senadora representará "uma sutil guinada à direita". O casal Kirchner se identifica como de esquerda.

Jornal Valor

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Razones y dudas en la decisión de Kirchner de no ir por la reelección

Eduardo van der Kooy
nobo@clarin.com

La incógnita sobre la candidatura de Cristina Fernández ha desaparecido desde ayer. Pero apareció otra incógnita: ¿Por qué razón Néstor Kirchner está dispuesto a dejar el poder cuando, a cuatro meses de las elecciones generales, reuniría todavía condiciones para retenerlo sin grandes contratiempos?

No existe una lógica política ortodoxa en la decisión del Presidente. Por eso su decisión fue puesta en duda, incluso hasta ayer, cuando Clarín dio la primicia, por algunos de los principales políticos de la Argentina, a quienes no les falta conocimiento ni astucia. Roberto Lavagna, Ricardo López Murphy y Gabriela Michetti, entre varios, descreían del posible alejamiento presidencial.

Es difícil entenderlo en un hombre que, como Kirchner, ha dado sobradas muestras de haber pasado por la academia peronista del poder. Cuando se tiene, según aquel dogma, el poder nunca se entrega ni se delega. Ni siquiera en las manos más confiables. Carlos Menem cumplió sin fisuras ese precepto hasta la extenuación política. Sólo la muerte, como le sucedió a Juan Perón, podría forzar una transferencia semejante.

Es cierto que el gesto de supuesto desprendimiento tiene como destinataria a su mujer, Cristina. Pero también lo es que en otras circunstancias de la historia Kirchner pudo haber hecho lo mismo y no lo hizo. Cuando agarró el poder en Santa Cruz no lo soltó hasta que se dibujó en su horizonte el ingreso a la Casa Rosada.

La decisión parece ir también a contramano de otras señales de la realidad. El Presidente está, tal vez, en el momento más delicado de sus cuatro años de gobierno. Se acumulan los problemas de gestión, sobre todo la crisis energética, con una sucesión de derrotas electorales, en especial en Capital y Tierra del Fuego. Pero esos problemas no trasuntan, todavía, un estado irreversible de decadencia política ni un tobogán electoral.

Todos los sondeos de opinión pública -con los que trabaja el Gobierno y con los que no trabaja- siguen mostrando a Kirchner con una valoración de imagen y una intención de voto superior a las de Cristina, lanzada desde ayer a la competencia electoral.

No parece cierto, como aventuró López Murphy, que la Argentina esté inmersa ya mismo en un posible escenario de ballottage. No habría que descartarlo si el Gobierno no atina a reaccionar y si, sobre todo, la oposición logra articular desde ahora hasta octubre un proyecto que atraiga a la sociedad con una unión de liderazgos y propuestas.

Si Kirchner está mejor conceptuado que Cristina, ¿por qué se irá? ¿Por qué añadiría otro elemento de riesgo a la pretendida continuidad del plan oficial? Se puede ensayar una explicación: Kirchner siente, a esta altura, un desgaste político y personal que se haría insoportable en el próximo mandato. Prefiere asumir este riesgo ahora cuando la relación de fuerza entre el Gobierno y la oposición lo favorece con distancias apreciables. Pero no posee garantías de que aquel riesgo no devenga en costos políticos futuros.

Kirchner habla siempre de la necesidad de tres mandatos consecutivos para consolidar su modelo económico y político. ¿De quien será aquel tercer mandato? La lógica ortodoxa indicaría que se va ahora para retornar con bríos renovados en el 2011. Habrá que ver primero como se lleva Cristina, si gana, con el poder y la gestión y habrá que ver si para aquella fecha la oposición no es bastante más que el impulso que le dio la victoria arrolladora de Mauricio Macri y la magia sorpresiva de Fabiana Ríos.

La lógica ortodoxa induciría a pensar que Kirchner y Cristina, de manera sucesiva, buscarían eternizarse. Pero esa lógica pertenece al mundo de las viejas fantasías de la clase política. Hay lógicas en la Argentina que amagan con ser distintas: la lógica decía que Macri no podía ganar nunca la Capital por la resistencia de una franja de porteños, y arrasó; la lógica señalaba también que el ARI no podría contra las maquinarias políticas y financieras del PJ y del MPF en el sur, pero emergió Ríos como brisa aliviadora.

Aquella lógica auguraba hace cuatro años serias dificultades para un mandatario que, como Kirchner, nació con apenas el 22% de los votos. Ese Presidente trepó al 40% en las legislativas del 2005 y con esos modestos materiales terminó amasando un gran poder. Ese gran poder, sin embargo, no le sirvió para construir un sistema político propio ni para dominar las elecciones en un año clave. Néstor Kirchner ha triunfado poco, compartido mucho y perdido bastante en las votaciones realizadas hasta ahora y que culminarán en octubre.

Hay un ecosistema político en la Argentina que, sin dudas, está en un proceso de cambio. Que avanza hacia un puerto impreciso tratando de dejar atrás las ruinas del 2001. En ese contexto debería inscribirse la decisión indescifrable que catapulta ahora a Cristina e inicia también el adiós de Kirchner. Fonte Clarín

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Buffett main course on Clinton’s menu

By James Politi and Francesco Guerrera in New York

Published: June 25 2007 22:04 |



A powerful collection of Wall Street bankers, private equity executives and hedge fund managers has organised a lucrative fundraising event for Hillary Clinton on Tuesday night, with Warren Buffett as the featured entertainment.

The event comes at a delicate moment in the relationship between Wall Street and Washington, with Congress mulling changes to the tax code that would significantly hit private equity and hedge fund managers.

It also illustrates the complex ties that exist between leading financiers and the presidential candidates. Even though Mr Buffett will be the main attraction on Tuesday night, he has not endorsed Ms Clinton, saying both she and Barack Obama, the Democratic senator from Illinois, would make excellent presidents.

John Mack, chairman and chief executive of Morgan Stanley and a longtime supporter of Republican candidates, is one of the organisers of Tuesday’s dinner, but was not expected to attend.

The event will take place in two parts. First, there will be an “intimate” dinner with Ms Clinton and Mr Buffett for about 50 guests paying $4,600 (€3,425, £2,300) each – the maximum allowed, people involved in the planning said. Later, more donors – a variety of smaller contributions – will flood into the Sheraton Hotel in Manhattan to hear speeches by the Democratic New York senator and the world’s second richest man. More...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Os Clinton parodiam "Os Sopranos" para lançar a canção da campanha de Hillary


Hillary Clinton e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, lançaram um vídeo publicitário para a campanha das primárias do Partido Democrata imitando o último capitulo do seriado americano Os Sopranos, que tem como personagem principal um chefe mafioso. O spot publicitário que anuncia também a musica escolhida para a campanha já foi assistido por mais de 1 milhão de pessoas.
Veja o video.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Hillary dispara, deixando Obama para trás, com 13 pontos de diferença

Entre republicanos, Rudy Giuliani está na frente. Ator de TV ultrapassa McCain

David Usborne Do Independent

NOVA YORK. A senadora Hillary Clinton, que nos últimos meses vem tentando lidar com uma inesperada boa performance do senador Barack Obama, pode agora estar consolidando seu posto de favorita na corrida para conquistar a vaga de candidata à Presidência pelo Partido Democrata, nos EUA. Uma pesquisa do jornal “USA Today” e do instituto Gallup, mostra que ela abriu mais de dez pontos percentuais de vantagem sobre seu concorrente.

Hillary teria 39% dos votos entre os eleitores das primárias do Partido Democrata, à frente de Obama, com 26%, caso a escolha fosse hoje.

Isso representa um avanço significativo para a ex-primeiradama, que estava um ponto atrás do senador de Illinois na última pesquisa, feita entre os dias 1oe 3 de junho.


Pesquisas também registraram ganhos significativos para Fred Thompson, ex-senador e ator de televisão, no campo republicano. Ainda que Thompson não seja oficialmente candidato, ele está surgindo como um poderoso desafiante para o atual líder da corrida republicana, o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, cujos números estão despencando nas últimas semanas.

Ontem o “USA Today” mostrou que Giuliani tem 28% (tinha 45%), enquanto Thompson tem 19%. O ator já está um ponto à frente do senador John McCain, cuja campanha vem perdendo gás ultimamente.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Clinton Finds Subtle Ways to Cast Herself as a Trailblazer


The New York Times

Published: June 11, 2007

Senator Hillary Rodham Clinton isn’t much of a gambler, in politics or life: She refers to herself as part of the “sensible center” in the Senate, and only occasionally has she laid money on the table (blackjack is her game). Yet, had she been inclined, it would’ve been easy to imagine her betting on Rags to Riches in the Belmont Stakes on Saturday.

Like Mrs. Clinton, Rags to Riches was the filly in the field – and lo and behold she won the 139th running, the first time a girl had beat the boys at Belmont in 102 years.

Mrs. Clinton – who was in Detroit and Iowa, rather than at the track – tends to note the history-making nature of her candidacy in just a couple of sentences on the campaign trail, instead of laying it on thick. Indeed, given that her race is far longer than the one run by Rags to Riches, with the primary season still seven months away, Mrs. Clinton has been trying to find subtler ways to cast herself as a trailblazer. Lately, it has been to embrace and celebrate other people who have worked to get close to the winner’s circle. More...

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Reagindo com bom humor



Hillary Clinton convidou o publico a escolher sua musica de campanha. O fato gerou muita gozação e a candidata reagiu com este vídeo.

Présidentielle 2007 : les leçons d'une victoire

Le Monde

M. Sarkozy est parvenu à réunifier les droites françaises


Nicolas Sarkozy a été choisi par 18 983 138 électeurs (53,06 % des suffrages exprimés, 42,68 % des électeurs inscrits) au second tour de l'élection présidentielle, le 6 mai, avec 2 192 698 voix d'avance sur sa rivale socialiste (soit une avance de 6,12 % des suffrages exprimés et de 4,93 % des inscrits). Cette victoire nette a entraîné une dynamique politique sensible à la fois dans l'ouverture politique du gouvernement Fillon, la popularité de la nouvelle équipe au pouvoir et des mesures qu'elle avance et, enfin, la forte majorité législative que laissent présager les sondages à l'issue de la consultation des 10 et 17 juin.


Les principaux éléments explicatifs de cette étonnante dynamique sont à chercher dans l'analyse du moment fondateur qu'a été la victoire électorale du 6 mai. Celle-ci a été d'une ampleur peu commune, elle s'est fondée sur une capacité à unifier au fond des urnes toutes les droites, à en dépasser ensuite les limites pour renouer, au-delà des décennies, avec la dimension syncrétique du gaullisme.

Une forte victoire. L'ampleur de la victoire est évidente au regard des affrontements passés entre gauche et droite au second tour de l'élection présidentielle sous la Ve République. Le niveau atteint par Nicolas Sarkozy est le deuxième meilleur niveau atteint par un candidat de droite face à un candidat de gauche : seul Charles de Gaulle, avec 55,20 % des suffrages, avait fait mieux en 1965. Cette large victoire, qui peut donner l'impression que le sarkozysme électoral renoue avec certaines des caractéristiques du gaullisme électoral, a été construite par une étonnante dynamique sensible dès le premier tour de l'élection présidentielle et qui s'est amplifiée au second.

L'unification des droites. Au premier tour, avec 31,18 % des suffrages, le candidat de l'UMP reprend pied au coeur du dispositif électoral des droites, alors que, depuis 1974, le candidat du gaullisme ou de son héritage oscillait entre 15,11 % (Jacques Chaban-Delmas en 1974) et 20,84 % (Jacques Chirac en 1995). Cette émancipation par rapport à une droite néo-gaulliste condamnée à n'attirer jamais plus que le cinquième des électeurs du premier tour a constitué la base de la dynamique sarkozyste. Ce passage d'un cinquième à presque un tiers de l'électorat s'est fait grâce à une captation d'une partie non négligeable des électeurs de l'UDF et à une conquête massive d'électeurs du Front national. Dès le premier tour, Nicolas Sarkozy est au centre d'une coalition des droites allant du centre droit à la droite extrême en passant par la droite néo-gaulliste. Il parachèvera cette coalition au second tour en s'attaquant à ce qui reste du lepénisme électoral et aux nouveaux adeptes du centrisme autonome de François Bayrou. Comment Nicolas Sarkozy est-il passé de 11 448 663 voix au premier tour à 18 983 138 au second, soit une progression de 7 534 475 voix ? Suite...

Les raisons d'une défaite

Journal Le Monde

L'indiscutable défaite de Ségolène Royal


Depuis le 6 mai au soir, on ne sait plus très bien s'il faut considérer le score de Ségolène Royal comme une défaite prometteuse, une quasi-victoire ou un échec sans appel. Le passage aux élections législatives comme les enjeux internes au Parti socialiste ont différé voire empêché d'apporter des réponses à une question pourtant fondamentale. A leur façon et avec leurs limites, les données de sondages recueillies par le Cevipof tout au long de la campagne et au lendemain de l'élection fournissent des données précieuses pour comprendre le vote des Français et apprécier la signification du résultat de Mme Royal.


L'examen de la sociologie du vote permet de constater que Mme Royal réussit à dominer Nicolas Sarkozy dans trois catégories qui jouent un rôle-clef dans la fédération de son électorat : les jeunes, les diplômés et les minorités. Parmi les électeurs de moins de 25 ans, elle recueille 63 % des suffrages exprimés, seize points de plus que Jospin au second tour de 1995, mieux même que Mitterrand en 1988. Parmi les électeurs ayant au moins le baccalauréat comme diplôme, elle atteint 56 % des voix. Ce soutien des diplômés est le vecteur du vote en sa faveur des professions intermédiaires (58 %), des salariés du public (56 %) et de sa bonne tenue dans les grandes villes, où leur poids est important (elle obtient en moyenne 49,7 % dans les communes comptant plus de 50 000 inscrits).

Plus spectaculaire encore est le soutien massif des minorités à Ségolène Royal. Parmi les Français qui déclarent avoir un parent étranger, le vote en sa faveur est de 56 %, parmi ceux qui n'ont qu'un grand- parent étranger, il tombe à 52 %, et parmi les Français sans ascendance étrangère (qui représentent les trois quarts de la population), il n'est plus que de 45 %.

Mais les données du Cevipof permettent d'être plus précis encore. Parmi les électeurs ayant une origine étrangère provenant des autres pays européens, le score de Mme Royal est de 48 %, et parmi ceux qui ont une origine étrangère provenant d'un pays africain, il monte à 76 % contre 24 % seulement à Nicolas Sarkozy. Ces indications se trouvent confirmées par les données électorales que l'on relève dans beaucoup de communes ou de cantons de Seine-Saint-Denis ou du Val-de-Marne. Il faut prendre conscience que, dans l'isoloir, deux France se sont opposées. Du côté des catholiques pratiquants, Nicolas Sarkozy a recueilli 77 % des suffrages exprimés et sa rivale 23 % ; du côté des musulmans, Ségolène Royal atteint... 94 % des suffrages exprimés et son adversaire 6 %.

Le 6 mai, Ségolène Royal a ainsi fédéré le vote des "insiders" (les diplômés, les habitants des grandes villes, les salariés du public) et des exclus (les minorités et les jeunes, qu'on peut d'une certaine façon y classer). Il est frappant de constater que, selon la facilité avec laquelle on déclare s'en sortir sur le plan financier, la candidate socialiste ne l'emporte que dans les deux catégories extrêmes : les personnes qui s'en sortent très difficilement, comme il est classique pour la représentante de la gauche (mais à seulement 51 %), et aussi celles qui déclarent vivre "très facilement", comme cela est moins attendu (plus nettement, à 54 %). Sachant que l'essentiel des Français vit "difficilement" ou au mieux "facilement", l'alliage des "insiders" et des exclus s'est révélé minoritaire. Suite...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Obama "Há qualquer coisa de espiritual nele"



12.02.2007, Joana Amado

Teve que viajar de Chicago até a uma aldeola queniana junto das margens do Lago Vitória para se encontrar. A vida de Barack Obama, a estrela política do momento nos Estados Unidos, dava um livro. Ele já o escreveu. Aos 33 anos.

Obama é branco e é negro. É do Kansas e é do Quénia. Nasceu no Havai, cresceu na Indonésia, estudou em Los Angeles e Nova Iorque e construiu a sua carreira profissional e política em Chicago. Obama é exótico. Obama é diferente. Obama é uma estrela rock. É sexy. Os americanos estão excitados com o novo candidato. "Há qualquer coisa de espiritual nele", diz Kris Schultz que dirige o site "Run Obama", criado para "convencer" o senador de 45 anos a candidatar-se à presidência dos Estados Unidos.

Há 12 anos, quando era ainda uma figura em ascensão na cena política de Chicago, escreveu as suas memórias, um livro de auto-descoberta que se tornou num best-seller nacional quando Obama foi eleito senador pelo estado de Illinois em 2004. Um livro de memórias aos 33 anos? O próprio explica que se trata do relato "de uma rapaz à procura do seu pai, e de como através dessa busca encontrou um significado prático para a sua vida como um negro americano".


"Dreams from my father, A story of race and inheritence" começa no meio da história, em Nova Iorque, quando o estudante universitário Barack recebe um telefonema de longa distância a informá-lo que o seu pai tinha morrido num acidente de carro no distante Quénia. "Na altura da sua morte, o meu pai permanecia um mito para mim", escreve Obama. De Barack Hussein Obama, o filho só conhecia as histórias que a mãe e os avós lhe foram contando ao longo da infância e da adolescência. Ao vivo, e que Obama se lembre, só conheceu o pai uma única vez, quando este o visitou no Havai tinha o jovem "Barry" dez anos. Antes disso não conta, porque o pai deixou a sua família americana quando o filho tinha apenas dois anos.

E quem era Barack pai? "Era um africano", escreve Obama. Um queniano da tribo Luo, nascido nas margens do Lago Victória num sítio chamado Alego. A aldeia era pobre, mas o seu pai - o avô Hussein - tinha sido um agricultor importante, um ancião da tribo, um curandeiro. "O meu pai cresceu a pastar as cabras do seu pai e a estudar na escola local, estabelecida pela administração britânica, onde se revelou um aluno promissor". De Alego partiu para Nairobi com uma bolsa de estudo e depois seguiu para os Estados Unidos, integrando a primeira vaga de africanos que foram enviados (com fundos ocidentais) para o "Primeiro Mundo" para se formarem de forma a regressarem a casa com as ferramentas necessárias para "construir uma nova e moderna África".

Em 1959, com 23 anos, chegou à Universidade do Havai como o único estudante africano daquela instituição. Em três anos graduou-se em econometria como o melhor da turma.

Foi também o mentor e primeiro presidente da Associação Internacional de Estudantes da universidade. Conta Obama: "Num curso de russo, conheceu uma americana tímida, que tinha apenas 18 anos, e os dois apaixonaram-se. Os pais da rapariga a princípio mostraram-se muito prudentes mas depois foram conquistados pelo seu charme e a sua inteligência; os dois casaram-se e tiveram um filho que recebeu o nome do pai". Depois..., bem, depois Barack não podia parar. Deixou a sua recém-inaugurada família para ir para Harvard, onde se doutorou, e regressou ao Quénia onde tinha a sua missão por cumprir. Leia mais aqui no jornal O Público de Portugal (versão impressa para assinantes)