terça-feira, 31 de julho de 2007

Des femmes victimes de viols et d'esclavagisme au Congo

Victimes d'une "oppression généralisée" en République démocratique du Congo (RDC), des milliers de femmes congolaises subissent, selon Yakin Ertürk, une experte de l'ONU, des atrocités sexuelles, pour lesquelles leurs tortionnaires "bénéficient de l'impunité". Elles sont "victimes une deuxième fois quand elles sont rejetées par leur propre communauté, famille ou mari, à cause de la stigmatisation attachée au viol".


De retour d'une mission en RDC du 16 au 27 juillet, Mme Ertürk, rapporteuse spéciale du Conseil des droits de l'homme chargée de la violence à l'égard des femmes, dresse un tableau alarmant de la situation dans le Sud-Kivu (est) - la "pire crise" qu'elle ait rencontrée. Depuis janvier, 4 500 cas de violence sexuelle ont été recensés, mais "le nombre réel de cas est sans aucun doute beaucoup plus élevé", affirme-t-elle dans une déclaration, car beaucoup de victimes "ont peur de porter plainte ou n'ont pas survécu à la violence".

Selon l'experte turque, docteur en sociologie, les principaux coupables sont "des groupes armés étrangers non étatiques" dont certains "semblent avoir été impliqués dans le génocide rwandais". Ils opèrent dans la jungle, "pillent, violent, emmènent les femmes et les filles comme esclaves sexuelles et les soumettent au travail forcé".

"Les femmes sont soumises à des viols collectifs brutaux, souvent devant leur propre famille ou leur communauté tout entière, affirme Mme Ertürk. Dans de nombreux cas, les hommes de la famille sont contraints, sous la menace d'une arme, de violer leur propre fille, leur mère ou leur soeur. Après le viol, il est fréquent que les bourreaux tirent au fusil dans l'appareil génital de la femme ou qu'ils la poignardent dans cette partie de son corps. Plusieurs femmes, qui ont survécu à des mois d'esclavage, m'ont raconté que leurs tortionnaires les avaient forcées à manger les excréments ou la chair des membres de leur famille assassinés", poursuit-elle.

A l'hôpital de Panzi, à Bukavu, près de la frontière rwandaise, où 3 500 femmes sont soignées chaque année pour des blessures génitales graves, Yakin Ertürk s'est entretenue avec une fillette de 10 ans, enlevée à ses parents, qui a subi une opération d'urgence après que ses "tortionnaires eurent brutalement enfoncé un bâton dans ses organes génitaux".

Des militaires et des policiers congolais, "protégés" par leurs supérieurs, seraient, selon l'experte, responsables de 20 % des actes de violence sexuelle au Sud-Kivu ou en Ituri (nord-est). Certains "pillent, violent massivement et dans certains cas tuent des civils" dans les communautés soupçonnées d'appuyer des milices rebelles. Des actes qui, estime Mme Ertürk, "constituent des crimes de guerre et, dans certains cas, des crimes contre l'humanité".

Philippe Bolopion pour Le Monde

Overbooking - Batida de jatos em Heathrow

SLOT do JB

Saturação é isso. Dois jatos da British Airways colidiram na sexta-feira no taxiway de Heathrow, já a poucos metros do Terminal 4, provocando um prejuízo de vários milhões de dólares. Felizmente, a batida de "trânsito" foi a baixa velocidade e não houve feridos. O incidente ocorreu quando um Boeing 777 com 200 passageiros, de partida para Washington foi rebocado no Push back (aquele empurrão de saída do finger, de marcha a ré) e atingiu um Airbus A330 da mesma empresa que havia aterrissado vindo de Zurique e esperava permissão para estacionar no gate. Os passageiros, em pânico, disseram ter visto quado a asa do 777 "encaixou" na cauda do Airbus, destruindo parte do leme de profundidade deste último, um dano estrutural de consequências sérias, que obriga a retirada de serviço da aeronave por um bom tempo.

Segundo um passageiro que acompanhou a colisão do terminal, o impacto, mesmo a baixa velocidade, deslocou o A330 quase cinco metros. Carros de bombeiros foram rapidamente acionados, mas não houve incêndio. De acordo com a agência, os funcionários da BA disseram que um acidente dessa natureza "estava na iminência de acontecer em função de cortes na empresa feitos na área de segurança".

A crítica, no entanto, não bate com os motivos para o incidente. Segundo se apurou, o Airbus havia se posicionado para chegar ao gate, mas dependia da autorização final da torre, que deveria ser dada por um funcionário que não estava em seu posto naquele momento. Sem o OK da torre, o comandante ficou aguardando parado na pista. Enquanto isso, outro controlador já havia liberado o 777 para o push back.

A genialidade de César Maia. Crime ou Castigo?

Encerramento do Pan

Rádio de Moreno


Esse gênio do Pan chamado César Maia, o Maestro, o Paganini das vaias, o cérebro político perfeito, fez o Maracanã inteiro vaiá-lo no encerramento para dispistar as vaias que orquestrou contra Lula na abertura dos jogos.


Merece a medalha de ouro.


Pelo disfarce.


As vaias contra si, César ensaiou na véspera. Convidou o seu desafeto-amigo Eduardo Paes, secretário de Esportes do Rio, para tornar as vaias em algo mais real.


Claro, pelo raciocíonio simplista do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e de muitos petistas, as vaias ao Lula foram obras do César.


Nada mais natural, também, que César tentasse neste domingo mostrar o contrário.


Sim, porque a população do Rio adora o prefeito e não o vaiaria no Maracanã.


O povo carioca deve estar contente com a administração virtual do prefeito-blogueiro.


E, se o vaiou agora, é porque o obedece piamente.


Esse é o blefe da temporada.

Jorge Bastos Moreno

Cansei? Maioria dos empresarios esta otimista e confiante

Otimismo
Confiança da indústria é a melhor da história em julho, diz FGV


Valor e O Globo

SÃO PAULO - Os industriais mostraram-se mais otimistas em julho. O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta de 2,9% no confronto com junho, indo de 118,3 para 121,7, o mais elevado desde o início da série histórica, em abril de 1995. Ante o sétimo mês do ano passado, o crescimento foi de 15,8%.

O resultado mostra que a indústria de transformação inicia o terceiro trimestre do ano aquecida e com boas perspectivas para os próximos meses, salientou a entidade em nota disponível em sua página eletrônica.

" Quanto às expectativas para o emprego, 32% dos empresários projetam contratar novos funcionários nos próximos três meses. "

Na passagem de junho para julho, o Índice da Situação Atual passou de 122,9 para 123,7, o maior nível desde abril passado (124,4). O indicador de expectativas aumentou de 113,7 para 119,7, o mais expressivo desde julho de 2004 (119,2).

Conforme o levantamento, entre julho de 2006 e julho de 2007, subiu de 14% para 25% a parcela das empresas que consideram o nível atual de demanda como forte enquanto recuou de 25% para 7% o grupo dos que o avaliam como fraco.

A FGV acusou ainda que 32% das indústrias pesquisadas esperam contratar mais pessoal nos próximos três meses. Um ano atrás, esse percentual era 28%. Agora, 7% projetam enxugar o quadro de pessoal contra 13% de julho do exercício passado.

O levantamento abrangeu 1.018 empresas e os dados foram coletados entre o dia 2 e 27 deste mês.

Deputado Rui Falcão (PT-SP) interpela presidente da OAB sobre a finalidade de sua participação no movimento “Cansei”

O deputado Rui Falcão (PT-SP) fez uma interpelação ao presidente da Ordem dos Advogados (OAB), seccional de São Paulo, Luís Flávio Borges D’Urso, para vir a embasar uma eventual Ação Popular. A Ação Popular teria por finalidade responsabilizar o presidente da OAB por imoralidade administrativa, por utilizar a entidade para fins político-partidários.

O deputado refere-se à iniciativa de D’Urso de associar o nome da entidade que preside ao lançamento do “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros” que recebeu a alcunha de “Cansei”, destinada a apontar situações políticas que, segundo o seus promotores, atentam contra a cidadania e contra a lei.

Na interpelação, Rui Falcão, que também é advogado, indaga do presidente da OAB:

1) Quais as peças publicitárias compõem toda a campanha (incluir cópia do material)? Qual o conteúdo dessas peças? Qual o critério de escolha sobre o conteúdo da campanha?

2) Existe na campanha pontos que atestem os problemas específicos do Estado de São Paulo e da Capital, tais como, falta de saúde pública, transportes públicos, educação, trânsito, segurança pública?

3) Quais as pessoas físicas e jurídicas que participam da campanha e quais trabalharam diretamente na confecção da campanha? Existe contrato entre a OAB/SP e as empresas e pessoas físicas relacionadas? Se existe contrato, qual a espécie?

4) A OAB/SP arcará com algum tipo de gasto financeiro na realização e divulgação da campanha?

5) A página da OAB/SP na internet é mantida por dinheiro proveniente do pagamento de anuidade dos associados? O espaço destinado a campanha “Cansei” na internet é financiado pela própria OAB? Houve consulta dos associados para disposição do espaço na página para a campanha?

De acordo com o parágrafo 4º do artigo 1º da Lei da Ação Popular, o presidente da OAB tem prazo máximo de 15 dias para responder à interpelação de Rui Falcão.

E ele também eclipsou-se... In memoriam

Homenagem a Michelangelo Antonioni, o cineasta do Blow Up (inspirado na novela de Julio Cortazar), L'Aventure (L'avventura), Zabriskie Point e do "L'Eclisse" ou L'Eclipse, entre tantas outras maravilhas do sétimo arte. Falecido ontem.


Brazil, Alarmed, Reconsiders Policy on Climate Change

Lalo de Almeida for The New York Times

Brazil has resisted programs to reduce deforestation. In the Amazon, areas the size of New Jersey have been razed each year.

Published: July 31, 2007

The New York Times

MANAUS, Brazil — Alarmed at recent indications of climate change here in the Amazon and in other regions of Brazil, the government of President Luiz Inácio Lula da Silva has begun showing signs of new flexibility in the tangled, politically volatile international negotiations to limit human-caused global warming.


The New York Times

The factors behind the re-evaluation range from a drought here in the Amazon rain forest, the world’s largest, and the impact that it could have on agriculture if it recurs, to new phenomena like a hurricane in the south of Brazil. As a result, environmental advocates, scientists and some politicians say, Brazilian policy makers and the public they serve are increasingly seeing climate change not as a distant problem, but as one that could affect them too.

Brazil remains suspicious of foreign involvement in its management of the Amazon, which it views as a domestic matter. But negotiators and others who monitor international climate talks say Brazil is now willing to discuss issues that until recently it considered off the table, including market-based programs to curb the carbon emissions that result from massive deforestation in the Amazon, in which areas the size of New Jersey or larger are razed each year.

“I think things have advanced, certainly, compared to three years ago, when the government simply refused to discuss deforestation in international forums,” said Márcio Santilli, a former government official who helped start the Socio-Environmental Institute, an environmental group in Brasília. “There has been a change of posture which reflects the worries of Brazilian public opinion on this issue, which in turn puts pressure on politicians.”

For years, Brazil’s position in international climate change talks has been that Northern Hemisphere industrial countries must shoulder the burden of reducing greenhouse gas emissions. Fearing a loss of sovereignty, it has resisted plans to create market mechanisms to provide payments for reductions in deforestation and carbon emissions, accompanied by international monitoring.

Brazil’s stance on such issues is vitally important because by most calculations it is the fourth-largest producer of the greenhouse gases that most scientists believe are the principal cause of global warming. Three-quarters of those emissions result from deforestation, the overwhelming bulk of which occurs here.

The government’s new, slightly more nuanced position is not a result of a sudden burst of green awareness on the part of Mr. da Silva, whose knowledge of the technical details of the debate is widely described as sketchy. And in public, Mr. da Silva continues to want to shift the blame northward.

“Everyone knows that the rich countries are responsible for 60 percent of the gas emissions, and therefore need to assume their responsibilities,” he said during a meeting of the Group of 8 in June. “We don’t accept the idea that the emerging nations are the ones who have to make sacrifices, because poverty itself is already a sacrifice.”

A number of recent events have led political leaders and ordinary Brazilians to conclude that they are not immune to climate change. First and foremost was a disastrous 2005 drought in the Amazon that killed crops, kindled forest fires, dried up transportation routes, caused disease and wreaked economic havoc.

Brazil sees itself as an emerging agricultural and industrial power, and global warming could have a disastrous impact on those aspirations. Scientists note that Brazil’s southern breadbasket flourishes largely because of rainfall patterns in the Amazon that are likely to be altered if droughts recur or climate change accelerates.

“Once they really register that the Amazon rain machine is very important to the south of Brazil, they are going to be much more interested in avoiding deforestation,” said Thomas Lovejoy, president of the Heinz Center for Science, Economics and the Environment. “You don’t have to be interested in biodiversity to want rain to keep that amazing agricultural system going.”

Brazil also envisions constructing a large network of dams throughout the Amazon over the next several decades to supply electricity to its industrial heartland in São Paulo, 2,000 miles south of here. But those plans depend on water flows in the region’s vast rivers not drying up.

“If rainfall is reduced, as many projections show, either you are not going to have enough water at all or you will have to have much bigger lakes to fill the dams,” said Paulo Moutinho, scientific coordinator at the Amazon Institute for Environmental Research. More...

Também faz parte de minhas Leituras as Opiniões de Toda a Mídia

Toda a Mídia

Nelson de Sá

Folha de São Paulo


leituras-favre.blogspot.com

O BLOG DE LUÍS FAVRE
Começou com o registro das "leituras" do dirigente petista, como no caso da pesquisa Vox Populi (Alckmin 31%, Marta 28%). Agora já partiu para "opiniões", como no post de ontem sobre os "oportunistas e aproveitadores" que usam familiares dos mortos com fim político. Mas ele propõe não "esconder nossos erros na denúncia fácil da "elite branca".

Hotéis do NE vêem queda de 30% com câmbio e crise aérea

Folha de São Paulo (para assinantes)

Diante de demanda abaixo da esperada durante as férias de julho, empresários do setor apontam risco de demissões

Rede hoteleira da Bahia registra ocupação de 55%, contra média de 70% no mesmo período do ano passado, diz associação

FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE

KAMILA FERNANDES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA

A rede hoteleira nos principais pólos turísticos do Nordeste registrou em julho um movimento até 30% abaixo do esperado. A desvalorização do dólar diante do real e o caos aéreo no país são apontados pelos empresários do setor como os responsáveis pela crise.

Na Bahia, o presidente da Abih (Associação Brasileira da Indústria dos Hotéis) estadual, Ernani Silveira Bettinati, vê risco de desemprego no setor. "Há uma queda acentuada no fluxo turístico desde o acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado", afirma.

Segundo Bettinati, o problema se intensificou com a desvalorização do dólar e se consolidou após o acidente com o Airbus da TAM, no último dia 17.

"Não sei o que foi pior", declarou, sobre o impacto do caos aéreo e da valorização do real no turismo local. Em julho, disse o dirigente baiano, o percentual de ocupação nos hotéis do Estado ficou em 55%, 15 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período em 2006. Formada por 192 mil leitos em 72 mil estabelecimentos, a rede hoteleira da Bahia gera 600 mil empregos diretos e indiretos.

Em Pernambuco, o fluxo de turistas neste mês ficou cerca de 30% abaixo do esperado na região de Porto de Galinhas (a 60 km ao sul de Recife), principal destino dos visitantes que buscam lazer no Estado.

O presidente da Abih de Pernambuco, José Otávio de Meira Lins, responsabiliza principalmente a cotação do dólar pelo problema. "Para o turismo de lazer do Nordeste, a questão do dólar tem reflexos mais graves que o acidente aéreo", afirmou. "Os turistas preferem viajar para o exterior ou embarcar em navios", disse.

Para tentar compensar as perdas, afirmou Lins, os hoteleiros pernambucanos têm buscado ampliar o mercado regional, que já representa 47% do fluxo de turistas no Estado.

"Trabalhamos num raio de mil quilômetros de Recife. A estratégia é ampliar uma fatia do mercado que não está preocupada com o dólar e pode viajar de carro, se for preciso."

Baixa ocupação
No Ceará, a baixa ocupação hoteleira em 2007 repete o desempenho de 2006, com 69% dos leitos ocupados. Em anos anteriores, no mês de julho a ocupação chegava a 95%.

Para o presidente da Abih do Ceará, Manoel Linhares, o problema está no setor aéreo. "Em 2006, era a Varig, que se dissolveu, reduzindo o número de vôos. Agora, o apagão aéreo", afirmou. A entidade representa 80% da rede hoteleira do Estado, com 17.700 leitos.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reconhece a existência da crise. Na semana passada, afirmou que o governo já estudava medidas para compensar as desvantagens causadas ao turismo interno pela desvalorização do dólar.

Ela disse ter participado de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e entidades do setor. Segundo ela, Mantega recebeu uma pauta de reivindicações que incluía, entre outros pontos, proposta de corte de impostos e a reestruturação da aviação regional.

Rede hoteleira perde 25% de ocupação. Marta leva queixas do turismo ao Conac

O Estado de São Paulo (para assinantes)

Maior queda no período de férias, de 30% a 40%, foi no Nordeste

Márcia De Chiara

A rede hoteleira nacional encerrou as férias de julho com queda de 25% em média de ocupação, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). A região mais afetada foi o Nordeste, onde o recuo oscilou entre 30% e 40%, seguido pela Região Norte, com queda de 22% a 28% e a Centro-Oeste, onde a retração na ocupação variou entre 10% e 12%. O menor índice de queda foi registrado nas redes hoteleiras do Sul e do Sudeste, de 8% a 10%.

“Há resorts do Nordeste que demitiram cerca de 20% dos seus quadros”, afirmou o presidente da ABIH, Eraldo Alves da Cruz. A entidade reúne mais de 2 mil hotéis que, juntos, têm disponibilidade para atender 150 mil apartamentos.

Cruz lembra que a crise no setor começou em julho do ano passado, com o colapso na Varig, e se agravou com o acidente da Gol, em setembro. De lá para cá, o caos aéreo se intensificou e atingiu o ápice com o acidente da TAM, no dia 17.

Na semana do acidente com o avião da TAM, a ocupação nos 62 hotéis da rede Atlantica Hotels caiu 20%. Na segunda semana após a tragédia, o recuo foi de 15% e agora a ocupação já está retornando ao patamar normal, diz o vice-presidente da rede, Rafael Guaspari.

Além da crise aérea, Cruz pondera que a concorrência dos navios de cruzeiros e a queda na cotação do dólar também são fatores que contribuíram para a redução da ocupação na rede hoteleira ao longo deste ano.

PACOTES

As agências de viagens confirmam a retração. De janeiro a julho, a queda nas vendas de pacotes nacionais foi de 25% em relação ao mesmo período de 2006, enquanto os pacotes internacionais registraram acréscimo de 10% a 15%, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav).

“No Nordeste, o prejuízo foi muito grande”, afirmou o diretor de Assuntos Internacionais da Abav, Leonel Rossi Júnior. Ele argumentou que, para reverter a crise no setor, a ampliação das vendas de pacotes turísticos rodoviários é limitada.

A saída para as agências de viagens, segundo o executivo, é aumentar os negócios com pacotes internacionais e cruzeiros marítimos. “Cerca de 60% dos cruzeiros marítimos para o próximo verão já estão vendidos”, afirma.

Neste ano, virão para a costa brasileira 14 navios que devem transportar 350 mil passageiros durante a temporada. No ano passado, foram 11 navios e 300 mil passageiros.


CRISE
20% dos funcionários

de alguns resorts nordestinos foram demitidos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH)

15% foi o aumento
nas vendas de pacotes internacionais de janeiro a julho, ante o mesmo período de 2006, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens


Marta leva queixas do turismo ao Conac


Isabel Sobral

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, levou para a reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac) a reclamação dos empresários do setor de turismo com relação às perdas de receita e faturamento, em razão da crise aérea, e também sobre a falta de respeito aos passageiros, nos aeroportos. A ministra admitiu que o segmento mais afetado, até o momento, é o de hotéis, particularmente no Nordeste, que informaram ter perdido no último mês 25%. Mas a ministra não soube precisar se essa perda é relativa a receita, movimento ou faturamento bruto. 'O setor foi duramente afetado e temos de levar em conta que ele emprega 2 milhões de pessoas formalmente e outros 6 milhões informalmente.'

Na sexta-feira entidades ligadas ao turismo se reuniram com ela para repassar os prejuízos do setor, após o agravamento da crise aérea. Marta Suplicy destacou que houve uma ênfase dessas entidades com relação ao respeito aos horários nos aeroportos. 'O setor prefere que haja menos passagens, se esse for o resultado da reestruturação da malha aérea, mas acredita que é melhor o passageiro ter a certeza de que embarcará no horário acertado em outro dia', disse a ministra.

Clip do filme Casablanca cantado por Frank Sinatra

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Reflexões pessoais que visam ao entendimento

O horror da tragédia da TAM foi objeto da mais detestável campanha de ódio da qual se tenha notícias. Amigos e familiares das pessoas mortas no acidente, chocadas pela dor e as perdas irreparáveis, foram usados para uma manifestação e campanha oposicionista inescrupulosa.

Cavalgando no desespero alheio, oportunistas e aproveitadores tentam angariar apoios para conseguir algum usufruto político e futuramente eleitoral, do acidente da TAM, jogando nas costas de Lula, Marta e do PT o sangue de vítimas inocentes.

Mas é bom lembrar que este movimento foi insuflado por setores da mídia intensamente engajados na oposição ao governo federal e que procuram, a todo custo, impor uma desmoralização ao governo e às forças políticas e sociais que o sustentam, para abrir o caminho a um retorno da oposição ao poder.

Uma sadia reação democrática jogaria luz sobre a manobra ignóbil e exporia os artífices do movimento "Cansei", identificados como expoentes da elite paulista, respaldados em organizações de empresários e de classe média sem maior apoio popular.

Porém, seria um grave erro de julgamento e politicamente um desastre para o país se a resposta a este caminho de ódio levasse a uma exacerbação da luta de classes, de radicalismos infantis e de pregações ofensivas para aqueles setores que podem se identificar no palavrório vazio e reacionário dos "cansados".

Não devemos esconder nossas próprias carências e erros, na denuncia fácil da "elite branca”, da insensibilidade social da burguesia e do apartheid social em que sustenta seus exorbitantes privilégios.

Os desafios presentes, a começar por medidas urgentes para resolver a crise aérea e também os gargalos na infra-estrutura, enfrentar as terríveis carências na educação, na segurança pública e na saúde, além de manter o curso positivo da economia do país, exigem a união e o diálogo entre todos os setores sociais e uma postura construtiva dos atores políticos, tanto da oposição como da situação.

Convém registrar que a reação do presidente Lula à crise aérea, com a nomeação do novo ministro Nelson Jobim, foi acompanhada positivamente pelas forças da oposição responsáveis e por vários veículos de comunicação.

Retomar a agenda positiva para o Brasil passa hoje pela adoção imediata de medidas para reduzir o tráfico em Congonhas, ampliar Guarulhos e Viracopos, assim como a construção do trem São Paulo-Guarulhos-Campinas com o concurso financeiro do governo estadual e das prefeituras, e com a intervenção decisiva do governo federal.

O mesmo esforço financeiro e de agenda prioritária que o governo federal implementou no Rio de Janeiro, permitindo que além do PAN, tenhamos hoje um começo de resposta às questões de segurança, deve ser feito conjuntamente pelo presidente Lula, o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab, para São Paulo.

Aos pregadores do ódio nossa rejeição, com argumentos.

Nossa prioridade deve ser corrigir e aprender com nossos erros. O Brasil requer a mão estendida para construir consensos que, rejeitando os populismos demagógicos e os elitismos revanchistas, consolide a democracia. Esta sim será a melhor demonstração de força de um governo respaldado pelo povo.

Luis Favre

Os neocansados

Pensata

Fernando Canzian

Folha Imagem

Como bem observou o ex-governador paulista Claudio Lembo (DEM), deve ter soprado de Campos de Jordão, meca fria da breguice endinheirada de São Paulo, os novos ventos da campanha "Cansei", capitaneada pela camada superior da "elite branca" sulista.

Empresários e mauricinhos paulistas acostumados a restaurantes na rua Amauri e Vila Nova Conceição, com suas adegas climatizadas, contas surreais e garçons servis, finalmente se dizem cansados da "impunidade", do "descaso", das "balas perdidas".

O movimento é capitaneado pelo Comitê de Jovens Executivos da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo "sr. Riquinho", o empresário João Dória Jr.

Nos últimos dias, Dória recebeu em Campos do Jordão várias eminências tucanas, entre elas Geraldo Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador José Serra. "Não somos oposição. Somos pelo resgate da solidariedade. O movimento está ultrapassando fronteiras e se expandindo por toda a sociedade", disse Dória sobre o "Cansei".

De fato, nas periferias paulistanas e nos morros do Rio, não se fala de outra coisa. Tá todo mundo cansado.

Segundo noticiou o Painel, da Folha, devido à grande concentração de paulistanos endinheirados em suas fileiras, o "Cansei" já ganhou o apelido de "Movimento Oscar Freire", em referência à rua paulistana que reúne as lojas mais caras, os menores cachorros e a maior quantidade de homens com gel no cabelo na cidade.

É difícil avaliar do que essa gente está falando. Afinal, no dia a dia o Brasil não está muito diferente, nem muito melhor, ou pior, do que nos anos FHC, quando o ex-presidente se orgulhava do fato de sua empregada poder passar férias fora do Brasil.

O juro das aplicações continua gordo, o capitalismo capenga, o que permite margens gordas, e a Oscar Freire e Campos do Jordão caras o suficiente para que esse pessoal possa se sentir ainda mais rico.

É bem capaz que o "Cansei" também acabe atraindo boa parte da classe média "quero-ser-emergente" do carrão à prestação. Antes de reclamar, porém, os neocansados talvez devessem se perguntar o que têm feito para além da redoma blindada do mundo em que vivem.

Alguém já disse que a melhor maneira de se avaliar uma classe dominante é dar uma boa olhada em sua periferia, na situação de quem a serve a troco de salários e trabalho.

Para isso, não é preciso sequer sair de Campos do Jordão.

Fernando Canzian, 40, é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de Brasil e do Painel e correspondente em Washington e Nova York. Escreve semanalmente, às segundas-feiras, para a Folha Online.

Sou classe média por Max Gonzaga e Banda Marginal

III Festival de Cinema Judaico do Rio de Janeiro

O Festival de Cinema Judaico, aqui no Rio de Janeiro, já é uma tradição. É um evento que de fato congrega toda nossa Comunidade, onde em um único evento, várias Instituições ficam envolvidas. Durante vários dias, a arte ligada à nossa história e nossa tradição, frequenta as telas do Espaço de Cinema, trazendo uma oportunidade para todos assitirem filmes de qualidade e com muita emoção. Este ano o Festival está ainda mais interessante. A direção geral é de Lilian Nigri Dickstein. Todos devem se apressar para comprar os ingressos, que se esgotam rapidamente, estão disponíveis apenas por venda antecipada e cuja renda reverte para as Instituições parceiras deste projeto. Vejam a seguir, toda a programação do Festival. Divirtam-se.

Sergio Niskier - presidente da FIERJ







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Mais informações e notícias sobre a comunidade judaica do Rio de Janeiro em www.fierj.org.br - fierj@fierj.org.br

presidente: Sergio Niskier

jornalista responsável: José Roitberg

Uma advogada revoltada

A SORDIDEZ DA OAB

Indignada como cidadã e revoltada como advogada, repasso, para uso geral e livre, alguns argumentos jurídicos sobre essa inaceitável campanha publicitária política indireta onerosa contra o atual governo, encabeçada pela OAB, entidade de classe dos advogados, com objetivos nitidamente políticos e com o significado cristalino de ingerência do poder econômico em desfavor das entidades de classe e sindicais que eventualmente tenham posicionamento diverso sobre as políticas públicas desse governo.

Quem tiver dúvida se é política a campanha publicitária de que tratamos e autodenominada de "Cansei", basta formular algumas perguntas básicas e indispensáveis: (1) Como se posicionaria a justiça eleitoral caso alguma entidade de classe ou sindical protagonizasse campanha idêntica, mas com objetivos políticos em benefício do Governo Federal e do Presidente Lula? (2) Caso essa hipótese ocorresse, como poderiam ser arrecadados os recursos e prestadas as contas?(3) Seria necessária consulta prévia e o assentimento da maioria dos associados? (4) Como seriam comprados os espaços publicitários na mídia, sobretudo nas TVs? (5) As condições seriam as de mercado? (6) Quem tivesse mais recursos compraria mais tempo?

Consulta à jurisprudência confirmará a força dos nossos argumentos. Nesse sentido ver decisão do STE nas Representações 953/2006 e 916/2006 que tratam de tema correlato : Releve-se, ainda, a configuração de propaganda eleitoral em período vedado (REsp n° 19.902/GO, Relator o Ministro Luiz Carlos Madeira, DJ de 22/11/02; REsp n° 19.331/GO, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 07/12/01). Vale assinalar, ademais, que os sindicatos não podem substituir-se aos partidos políticos em matéria de propaganda eleitoral, vedada sua participação na forma do art. 24, VI, da Lei n° 9.504/97." "Os precedentes desta Corte Eleitoral indicam que a “divulgação de fatos que levem o eleitor a não votar em determinada pessoa, provável candidato, pode ser considerada propaganda eleitoral antecipada, negativa” (Recurso Especial Eleitoral nº 20.073-Classe 22ª - MT, Relator o Ministro Fernando Neves, DJ de 13/2/2002; no mesmo sentido: Representação nº 897, Relator o Ministro Marcelo Ribeiro, decisão de procedência da Representação datada de 28/4/2006).

1- Quem vai pagar as despesas? É uma campanha intensa, inclusive por rádio e TV. Se Os partidos são proibidos de fazer campanha política paga no rádio e na TV, como se pode permitir que façam campanha política partidária em substituição aos únicos agentes legais do processo político-eleitoral?

2- A OAB é uma entidade de classe e está proibida de contribuir, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou pretexto, inclusive através de publicidade de qualquer espécie, com candidatos e partidos, não apenas durante as campanhas eleitorais (art. 24, inciso VI, da Lei 9.504/95), como também fora do período eleitoral (ar. 30, IV, da Lei 9.096/95); Quando uma entidade faz uma CAMPANHA POLÍTICA, visa objetivos POLÍTICOS, esse o pressuposto da campanha publicitária encabeçada pela OAB e empresários que estiveram umbilicalmente ligados a Geraldo Alckmin, na campanha eleitoral de 2006. Uma campanha publicitária POLÍTICA visa dividendos POLÍTICOS, ou serve para BENEFICIAR determinado PARTIDO ou candidato, ou para PREJUDICAR outro.

3 - Embora o movimento se autodenomine APARTIDÁRIO, são vários os elementos da campanha que denotam o claro objetivo de posicionamento CONTRA o atual Governo Federal. NÃO se trata de uma campanha de cidadania para chamar a população a lutar contra direitos usurpados ou que estejam sendo violados ou cerceados, como por exemplo, pela anistia ou contra a ditadura, ou por diretas já, etc., etc. Trata-se de uma campanha para reforçar um ataque virulento que a mídia já faz contra o Lula e o Governo Federal, para tentar caracterizar que é nesse Governo que existe corrupção, é esse Governo que não faz nada pela segurança pública, enfim, com mentiras como as que vêm sendo exaustivamente repetidas na imprensa.

4- Trata-se, pois, de uma CAMPANHA PUBLICITÁRIA que visa um OBJETIVO POLÍTICO ANTIDEMOCRÁTICO que é desestabilizar não apenas nossa democracia, como também atingir a IMAGEM do Governo Federal e de seu representante máximo, que é o Presidente Lula. Uma campanha PUBLICITÁRIA com custos EVIDENTES, como a produção gráfica, a veiculação de cartazes, sua distribuição, a confecção de programas de rádio e tv, a COMPRA DE HORÁRIO no rádio e na TV, a COMPRA de espaços publicitários, o que significa dizer que não serão poucos os recursos que deverão ser dispendidos para implementar e efetivar tal CAMPANHA.

5- É através dos partidos políticos, principais agentes do processo democrático que se pode participar do processo democrático com CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS, já que a filiação partidária é exigência constitucional. Portanto, os partidos devem demonstrar como arrecadam e como pagam suas campanhas publicitárias, declarando TODA a sua arrecadação e seus gastos. Não podem permitir que sejam deflagradas, como se viu acima, campanhas indiretas de publicidade, que visam beneficiar ou prejudicar determinada agremiação partidária ou qualquer agente político. Tanto isso é verdade que, se isso fosse permitido, a interferência do poder econômico seria ainda maior e mais danosa do que é, já que os grandes grupos econômicos fariam PROPAGANDA através de PUBLICIDADE INDIRETA para BENEFICIAR ou PREJUDICAR algum partido ou candidato ou agente político público. O benefício e o prejuízo político no caso dessa CAMPANHA JÁ IDENTIFICADA PELA ALCUNHA "CANSEI," é CRISTALINO.

6 - Todos os GASTOS dessa campanha POLÍTICA INDIRETA visam atingir quais objetivos? A quem irá beneficiar? A resposta é óbvia: Irá beneficiar àqueles que pretendam igualmente um objetivo político-eleitoral, vale dizer, a TODOS os partidos e agentes políticos ADVERSÁRIOS do atual Governo Federal. Mas vale também perguntar e exigir a resposta: Quanto se gastará, quem pagará, e quem vai prestar contas desses gastos?

Por fim reitero a PERGUNTA: PODE A OAB GASTAR tantos recursos e assumir posicionamento político que sequer resulta de discussão com os advogados ?

No mínimo, é um desrespeito àqueles que pagam uma bastante elevada contribuição anual. Mas é ainda pior o seu significado para a sociedade brasileira e para a cidadania que essa mesma OAB deveria defender. Afinal 61% de todos os votos válidos das Eleições de 2006 estão sendo afrontados por quem representa todos os advogados do Brasil e tem como fim mais fundamental a defesa do estado democrático de direito. A OAB está usando todos os advogados e os recursos por eles aportados para fazer política contra a população brasileira que aprova o governo do Presidente Lula. Isso, além de vedado pela lei 9.504/95, é reedição explicita do golpismo que a OAB já protagonizou quando apoiou o golpe militar que jogou o Brasil numa DITADURA que durou mais de 20 anos. Isso é sórdido e inaceitável!

Porém, é inaceitável também que os partidos do campo democrático se calem a esse respeito, sobretudo o PT. Provocar o Judiciário para que se pronuncie sobre a (i) legalidade da participação da OAB nesta CAMPANHA PUBLICITÁRIA POLÍTICA INDIRETA E ONEROSA é obrigação inalienável.

Dalva Oliveira

Aviso as Cassandras

O anti-lulismo e a anti-mídia

por Luis Nassif

A entrevista de Roberto Civita ao Jornalistas&Cia comprova a máxima: de onde nada se espera, nada vem. O que se tem, de um lado, é a grande imprensa apostando na radicalização. Perdeu o poder de derrubar presidentes; manteve o poder de influenciar amplas camadas na classe média.

É uma orquestração, que persiste há algumas décadas, e que só agora começa a sofrer algumas trincas dos novos meios de comunicações.

Há os veículos-âncora, que dão o tom e o toque. No momento, é o “Jornal Nacional”, jornal “O Globo” e a “Veja”. Depois, um subconjunto de grandes veículos que repercute: o “Estadão”, que, de qualquer forma, ainda tem uma linha própria; e a “Folha” que há alguns anos abriu mão de ser âncora para ir a reboque da “Veja”. De vez em quando se sente a “Folha” tentando recuperar o espaço perdido. Como o espaço que deixou não foi ocupado por ninguém, um pouquinho de racionalidade e de capacidade de pensar grande poderá trazê-la de volta ao eixo original.

Parte relevante dos colunistas políticos, e até de Variedades, continua prisioneira da “síndrome da indignação”. É uma armadilha que sempre pega gente mais insegura. O sujeito quer se identificar com seu leitor. Para tanto, tem que demonstrar indignação, indignação e indignação. Não lhe ocorre trazer explicações, análises. O que vale são os decibéis, que o igualam ao leitor. Tem audiência. No tempo de FHC, lembro-me de conversas com alguns colegas – que batiam diariamente em FHC – e que diziam que, no dia em que ficavam mais calmos, os leitores reclamavam. O problema

Esse estilo me embrulha o estômago há muito tempo. Não existe nada mais fácil e demagógico do que a indignação reiterada. A indignação é virtuosa quando isolada, quando a pessoa identifica um fato não notado e expressa sua indignação. É a maneira de chamar a atenção para o que não foi visto, é a expressão da surpresa, do espanto ante o inusitado. Quando se entra no “coral dos indignados”, na maratona de quem consegue ficar por mais tempo indignado, perde a nobreza, torna-se demagógica, previsível.

***

Não sei quanto tempo irá levar nessa situação. Concretamente, o que está ocorrendo é uma radicalização cada vez maior entre esse público da grande mídia e um amplo espectro que poderia ser denominado de anti-grande mídia – que, temo eu, seja mais amplo do que o arco lulo-petista, porque engloba pessoas que entenderam que não pode existir poder absoluto em um governo, mas também não pode existir na mídia.

Em uma sociedade de massa, a arrogância é veneno na veia. Sérgio Motta, grande político e brasileiro, tornou-se alvo quando seu estilo foi confundido com arrogância; Fernando Collor foi derrotado muito mais pela arrogância do que pelos abusos; FHC criou uma enorme resistência, muito mais por sua arrogância intelectual do que pelos seus atos; José Dirceu foi defenestrado quando permitiu que se disseminasse a imagem do super-poderoso.

Pois é essa mesma mídia, que nas últimas décadas, providenciou essa caça-ao-arrogante, que se deixou cair na armadilha da arrogância. Cada forçada de barra, cada manchete escandalosa, cada crítica mal-posta cria anti-corpos na hora – é só ler os comentários aqui no Blog.
Por outro lado, cada manifestação desse público midiático provoca uma contra-manifestação em igual ou maior força do público anti-midiático. E ai se complica. Os dois lados estão fervendo, radicalizados. Está-se criando um fosso no país, mesmo tendo na presidência da República um político fundamentalmente contemporizador.

***

O que ocorrerá, se esse clima persistir até as próximas eleições? Primeiro, inviabilizará qualquer candidatura de consenso. Candidatos que poderiam montar um grande arco de alianças de centro-esquerda serão expulsos do jogo. Havendo a radicalização, o candidato lulo-petista será aquele que desfraldar a bandeira anti-mídia: Ciro Gomes ou Roberto Requião. E o resultado será o confronto, que poderá ocorrer antes, durante ou após as eleições.

São tão óbvios esses desdobramentos que às vezes fico pensando em que país vive Roberto Civita.

enviada por Luis Nassif

A frase do dia

"Cansei" é um termo muito usado por dondocas enfadadas em algum momento das vidas enfadonhas que vivem.

Cláudio Lembo, ex-governador de São Paulo

RADAR ON-LINE da Veja



Lauro Jardim
Com Jan Theophilo
e-mail: radaronline@abril.com.br



Alckmin lidera em São Paulo

Alckmin: à frente nas pesquisas
O Vox Populi concluiu uma pesquisa sobre a corrida municipal em São Paulo. Por encomenda de Paulinho da Força, do PDT, foram analisados dez cenários. O tucano Geraldo Alckmin lidera em todos nos quais aparece. Confrontado com a petista Marta Suplicy, ganharia por 31% a 28%. Sem ele, quem leva é Marta, que chega até 33%. O prefeito Gilberto Kassab, do DEM, varia entre 7% e 18%, de acordo com os oponentes, índices semelhantes aos de Paulinho. Arlindo Chinaglia, regra-três do PT para o caso de Marta não se candidatar, varia entre zero e 1%. Paulo Maluf está no topo do ranking da rejeição, com 39%. Marta tem 18%; Kassab, 15%; Luiza Erundina, 8%; Alckmin, 4% e Paulinho, 1%.

Cineasta sueco Ingmar Bergman morre aos 89 anos

Folha Online

O diretor sueco Ingmar Bergman morreu nesta segunda-feira aos 89 anos.

Jonte Wentzell/AP
Cineasta Ingmar Bergman morreu nesta segunda-feira na Suécia
Cineasta Ingmar Bergman morreu nesta segunda-feira na Suécia

A causa da morte não foi divulgada oficialmente pela família, segundo a agência de notícias sueca TT, que confirmou a notícia com a filha do cineasta, Eva Bergman.

Bergman morreu em casa, na localidade de Farö, onde morava. O local do velório e do enterro ainda não foi definido. O funeral deve ser aberto apenas a parentes e amigos.

Em sua longa cinematografia (que ultrapassa os 50 filmes), Bergman foi mestre em levar às telas temas existencialistas. Ao todo, ganhou sete prêmios no Festival de Cannes e dois no de Berlim.

Entre seus longas estão os célebres "Morangos Silvestres" (1957), "O Sétimo Selo" (1957), "Gritos e Sussurros" (1972), "A Flauta Mágica" (1975), "O Ovo da Serpente" (1978) e "Fanny e Alexander" (1982).

Divulgação
Cena do filme "O Sétimo Selo", de Bergman, em que Max Von Sydow joga xadrez com a morte
Cena do filme "O Sétimo Selo", de Bergman, em que Max Von Sydow joga xadrez com a morte

Seu último filme como diretor foi "Saraband", rodado inicialmente para a TV. O longa, estrelado por Erland Josephson e Liv Ullman, retoma os personagens de "Cenas de um Casamento" (1973).

Bergman era também dramaturgo. Sobre as duas artes, afirmou: "O teatro é o começo, o fim, é tudo, enquanto o cinema pertence ao âmbito da prostituição".

Trajetória

O diretor nasceu no dia 14 de julho de 1918 em Uppsala, ao norte de Estocolmo, filho de um pastor protestante. Foi educado de maneira severa e austera. Essa formação religiosa marcou seu caráter.

Estudou na Universidade de Estocolmo e aprendeu a arte da direção com um grupo de teatro estudantil, levando para a tela grande obras de Strindberg e Shakespeare.

A partir de 1944, dividiu o teatro com o cinema. Bergman fez seu primeiro filme, "Crise", em 1945.

Divulgação
"Morangos Silvestres", com Sjöstrom, Bjorn Bjelvenstam, Folke Sundquist e Bibi Anderson
"Morangos Silvestres", com Sjöstrom, Bjorn Bjelvenstam, Folke Sundquist e Bibi Anderson

Em 1976 foi viver na Alemanha devido a problemas com o fisco sueco e em seguida estreou "O Ovo da Serpente", sobre a ascensão do Nazismo.

De volta à Suécia, filmou "Fanny e Alexander", uma obra sobre sua infância e sobre sua paixão pelo espetáculo que recebeu quatro Oscars.

Comandante da Legião de Honra, membro da Academia de Letras da Suécia e reputado dramaturgo, Bergman revelou sua vida privada e profissional nos livros "Lanterna Mágica" (1987), "Imagens" (1993) e "Crianças de Domingo" (1994), adaptado para as telas por seu filho Daniel.

Casado cinco vezes, Bergman teve nove filhos.

Com agência France Presse

domingo, 29 de julho de 2007

Ator francês Michel Serrault, de "A Gaiola das Loucas", morre aos 79 anos


da France Presse, em Paris

O ator francês Michel Serrault, 79, morreu neste domingo (28) na França. Em mais de meio século de uma carreira, ele participou de 135 longas-metragens --sem falar de filmes para a televisão-- sob a direção de nomes como Henri-Georges Clouzot, Claude Chabrol, Jean-Pierre Mocky, Georges Lautner e Mathieu Kassovitz.

Cinco vezes indicado, o ator obteve três Césars: em 1979 por seu grande sucesso, "A Gaiola das Loucas" (1978); em 1982 por "Garde à Vue" (1981) e em 1996 por "Nelly et Monsieur Arnaud" (1995).

Sua grande preocupação de ator era nunca incomodar o espectador. Talvez devido a essa ambição, acumulou uma impressionante galeria de retratos, deslizando com a mesma facilidade na pele de personagens ambíguos e dramáticos, do maligno Dr. Petiot, que enganava e roubava judeus durante a ocupação nazista na França, a Zaza, o homossexual excêntrico de "A Gaiola das Loucas".

O público esperava dele uma coisa: que fizesse rir. No entanto, como todos os clowns que ele tinha como modelos, Michel Serrault era, no fundo, um tanto triste. Ele se definia como "a alma de Chaplin em um corpo de boticário".

Nascido no dia 24 de janeiro de 1928 em Brunoy (atualmente Essonne, ex-Seine-et-Oise) no seio de uma família modesta e cristã, entrou para o seminário aos 14 anos. Hesitando entre tornar-se padre ou comediante, ele escolheu finalmente o mundo do espetáculo.

Freqüentou desde 1949 a famosa trupe dos "Branquignols" de Robert Dhéry e apareceu pela primeira vez no cinema em 1954 em "Ah! Les Belles Bacchantes!" de Jean Loubignac.

No teatro, ele também se destacou em "O Avaro", montagem de 1986 da peça de Molière, dirigida por Roger Planchon, e "Knock", montagem de 1992, com direção de Pierre Mondy.

Com a mulher Juanita, com quem se casou em 1958, teve duas filhas --a mais velha morreu em 1977 em um acidente de carro.

A força dos deuses na linguagem apaixonada dos homens


O realismo é impresionante. Da para sentir a força das mãos de Plutão no corpo de Preserpina.
O detalhe desta foto é uma obra em si, apontando para o olhar de Bernini, o escultor italiano autor da obra feita em marmore.

Reproduzida do blog Antilogicas de Marcelo A. Moreno, de Argentina.

"Fora Lula" domina passeata do "Cansei"

Felipe Corazza Barreto

Felipe Corazza Barreto/Terra Magazine

Militante do PSDB expulso da passeata: "Sem bandeira, sem bandeira!"
Era para ter sido uma passeata apartidária. A OAB-SP, pela palavra de seu presidente Luiz Flávio D'Urso, um dos fundadores do movimento "Cansei", disse que a campanha não teria viés político. Os demais criadores do "Cansei", também ouvidos por Terra Magazine, seguiram o tom: "é apartidário".

Neste domingo, quando o "Cria (Cidadão, Responsável, Informado e Atuante)" e o "Cansei" juntaram forças em uma passeata na zona sul de São Paulo, no entanto, o tom político e partidário surgiu em pouco tempo. Antes mesmo do começo da caminhada, militantes do PSDB foram expulsos do protesto.

Líder do Cria e um dos organizadores da marcha, Márcio Neubauer começou a caminhada puxando a palavra de ordem: "RES-PEI-TO". Mais adiante, já fora do trio elétrico, entrou no coro partidário que dominou grande parte da marcha: "Fora Lula".

Familiares das vítimas da tragédia do vôo 3054, empresários, advogados, estudantes, médicos legistas, entre outros, participaram da manifestação. O trajeto: do Parque do Ibirapuera até o aeroporto de Congonhas.

A MARCHA

Domingo, oito e meia da manhã, oito graus no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Pouco mais de 100 pessoas se concentram para a passeata convocada pelo movimento "Cansei" e pelo "Cria (Cidadão, Responsável, Informado e Atuante) Brasil". O trio elétrico estacionado em frente ao Monumento às Bandeiras leva faixas pretas com os dizeres "Respeito" e "Chega de Passividade".

O protesto, - "apartidário e pacífico", como não cansam de repetir os oradores que se alternam ao microfone - é contra "o descaso", "a incompetência" e por "respeito".

O empresário Márcio Neubauer, líder do CRIA e um dos organizadores da marcha que seguirá para o aeroporto de Congonhas puxa a palavra de ordem: RES-PEI-TO, RES-PEI-TO. No começo, tem pouca resposta. Mais pessoas chegam, com casacos, jaquetas e echarpes variados, e o coro começa a engrossar.

Os comandantes do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros - o "Cansei" - estão na passeata. O publicitário Marcus Hadade e Ronaldo Koloszuk, do Conselho de Jovens Empresários da Fiesp, são anunciados pelo trio elétrico. O trio, aliás, cercado por guardas particulares da empresa Santo Segurança.

"SEM BANDEIRA, SEM BANDEIRA"

Passa das 9h, horário previsto para a saída da passeata, e chegam 5 rapazes carregando bandeiras do PSDB. No início, são desfraldadas sem embaraço. Em poucos minutos, no entanto, começa um murmúrio que se transforma em gritaria: "Sem bandeira, sem bandeira". O líder dos militantes tucanos, que se identifica como Fernando, bate-boca com os manifestantes.

Mais pessoas se juntam ao protesto contra as bandeiras do partido na marcha. Os gritos ficam mais agressivos - "O PSDB também é culpado!", "Vagabundos, oportunistas", "Traidor da consciência do povo". Fernando discute com alguns manifestantes e, pouco antes das vias de fato, a polícia intervém.

O tucano berra também com os PMs, "Partido é sociedade civil, isso aqui é democrático!". Um policial consegue tirá-lo do protesto e com ele vão os outros 4 rapazes. Um deles, Rafael, responde com um seco e sonoro "Não" quando perguntado se é filiado ao PSDB. Perguntado sobre os outros, responde agressivo: "Eu não tenho que falar nada pra você não, truta".

Em frente ao trio elétrico, uma homenagem aos Bombeiros, à Defesa Civil e à Polícia Civil. As palmas para os primeiros duram quase dois minutos. Passadas as homenagens, uma salva de palmas para Jesus, outra para Deus. E começa a marcha.

O músico Seu Jorge aparece no carro de som. É um dos poucos negros presentes à passeata. Diante de um público formado, em grande parte, pelas classes média e alta, ele puxa o assunto para outras tragédias além da aérea: "Aqueles que sofrem o cotidiano dos ônibus, dos trens lotados, dos bairros sem esgoto, sem escola. A comoção dos desastres aéreos é justa e grande, mas pior é a nossa passividade diante das tragédias cotidianas". Aplausos.

Já no fim da avenida Pedro Álvares Cabral, os manifestantes começam a cantar, timidamente, "Pra não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré. Imediatamente após a música, hino dos estudantes contra a ditadura militar, surgem os primeiros gritos de "Fora Lula". O coro entra bem mais forte do que Vandré.

Do trio elétrico, os organizadores abafam com gritos de "RES-PEI-TO" os gritos contra o presidente. Funciona, mas por pouco tempo. O número de participantes da marcha já chega a 2 mil, segundo um guarda civil metropolitano. Márcio Neubauer, ao microfone, comemora 5 mil. Como de costume em manifestações, diferença razoável entre as estimativas da polícia e dos organizadores.

AVIÃO, NÃO: "COMPREI UM HONDA NOVO"

Aos poucos, o sol aparece e aplaca um pouco o frio que ainda faz o senhor de Rondônia esfregar as mãos enquanto anda. Ele vem a São Paulo para tratamento com freqüência. Mas não mais de avião. "Depois de 2 anos sofrendo em aeroporto, desisti. Comprei um Honda novo e venho de carro. Mas, não vai adiantar muito, porque agora minha filha está indo pros Estados Unidos".

Carro, por sinal, é o que Délcio lamenta não ter naquele momento. Vendedor ambulante, morador de São Miguel Paulista, lamenta ter levado só capas de chuva e amendoins para o protesto. "Se tivesse um carro, ia buscar água. Com esse sol, agora, água ia vender. Até chapéu de palha, se eu tivesse, vendia". Mas Délcio, sem carro, ainda teria que correr para sair do protesto e ir até o estádio do Morumbi, para vender mais amendoim e capa de chuva. "Hoje o Corinthians joga lá".

A marcha segue rumo ao prédio da TAM Express, em frente a Congonhas, destruído pela batida do Airbus A320 da própria empresa. No caminho, 3 hospitais, diante dos quais o trio elétrico passa amplificando os berros: "RES-PEI-TO". O locutor da vez anuncia um novo protesto para o dia 18 de agosto. Desta vez, além da passeata, propõe um "Dia do Pé no Chão", um dia sem avião.

Outro manifesto é anunciado, este para o dia 4 de agosto. É a "Grande Vaia" contra Lula. Aplausos efusivos e mais gritos de "Fora Lula". Márcio Neubauer já está fora do trio elétrico. Distribui narizes de palhaço aos manifestantes no asfalto da Avenida 23 de Maio, interditada para o protesto.

"Isso não pode parar aqui, tem que continuar", pede aos companheiros de marcha. Às 11h25, quase duas horas e meia depois do começo do protesto "apartidário e pacifíco", sai da boca de Márcio o primeiro "Fora Lula". Daí em diante, ele puxa coros variados contra o presidente. "Corrupto", "Omisso", "Ladrão". E encerra desabafando com uma colega de manifestação: "A gente pode votar em qualquer um, mas eles têm que trabalhar pra gente, não pra eles!".

ÁGUA: GRATUITA. PROMOCIONAL. DA SABESP.

O trajeto de pouco mais de 5 quilômetros até Congonhas vai chegando ao fim e caixas com água mineral surgem na pista. "Tem água de graça aí", anuncia o trio elétrico. Os copinhos d'água têm um símbolo da Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - e os dizeres "Distribuição gratuita. Material promocional". Raro em manifestações.

Além da distribuição gratuita da água "promocional" da Sabesp, outras novidades na passeata do "Cansei" foram, basicamente, as pessoas que dela participaram. Muitas sem qualquer experiência em passeatas. Ao celular, uma senhora usando casaco de pele tinha dificuldade para explicar a alguém onde estava: "Eu tou na passeata. É, passeata. Pas-se-a-ta".

ORAÇÃO, HINO E TURBINAS

Finalmente, a marcha chega aos escombros do prédio da TAM Express em Congonhas. Os parentes de vítimas do acidente tomam definitivamente a frente do protesto. Alguns se abraçam e choram. Outros, gritam e gesticulam: "Acorda, Brasil", "Chega". Um Boeing da Gol passa sobre o protesto, pousando.

Findo o barulho das turbinas do Boeing, flores começam a ser jogadas na direção do prédio. Um Pai-Nosso rezado. Um minuto de silêncio. Seu Jorge puxa o Hino Nacional. Ao fundo, um A320 da TAM começa a taxiar. O barulho das turbinas quando a aeronave toma velocidade quase abafa o hino. Quase.

NO CAFÉ, "TEMOS QUE DESMASCARAR ESSA GENTE"

Terminado o protesto, muitos se refugiaram do frio no saguão do aeroporto de Congonhas. No "Black Coffee", lanchonete em frente ao Check In da Gol, café puro a R$ 2,20 e conversas ainda sobre o protesto:

- Voltamos à censura?
- Nós temos que desmascarar essa gente...
- Você viu que só a GloboNews estava aí? A tevê aberta tá boicotando.
- Não reparei.
- É. Eles tão boicotando porque o governo faz os favores pra eles.

Em tempo: estiveram na cobertura da passeata SBT, Globo, Record, RedeTV! e Bandeirantes.

Terra Magazine

Brasil pode cair no ranking de sedes de eventos

Organizações internacionais já reconsideram fazer congressos e feiras no país, que hoje ocupa 7o- lugar

Ana Lúcia Borges

No mundo corporativo, reuniões canceladas e viagens de negócios adiadas já não são a única rotina. Feiras e congressos começam a ser afetados pelo caos nos aeroportos: muitos participantes não conseguem chegar aos encontros, e grupos antes interessados em trazer eventos de grande porte ao país mostram-se inseguros quanto à escolha do destino. O Brasil, que ocupa o sétimo lugar no ranking de países que mais sediam eventos internacionais, segundo dados da International Congress & Convention Association (ICCA), agora corre o risco de perder a posição.

Único latino-americano entre os dez primeiros, o país ficou atrás apenas de EUA, Alemanha, Reino Unido, França, Espanha e Itália em 2006.

— Em 2005, ocupávamos o 11 olugar. Em 2007, esperávamos subir para o sexto, mas agora podemos perder essa posição — diz o presidente da Federação Brasileira de Convention & Vi s i t o r s Bureaux (FBCVC), João Luiz Moreira. — O caos aéreo começa a ter um efeito muito grave na área de turismo de eventos. Esse setor não sobrevive sem transporte aéreo. Bons meios de acesso e uma boa infra-estrutura hoteleira são fatores decisivos na escolha de um destino para a realização de um evento. Se a malha aérea brasileira não funciona, essa informação circula e repercute negativamente em outros países. Gera-se um clima de desconfiança.

Organizações internacionais interessadas em fazer eventos no país têm nos procurado, temerosas. Estão reconsiderando o investimento em congressos e feiras no Brasil.

Em 2006, foram acertados 5.119 eventos a serem realizados no Brasil entre 2007 e 2014 (95% deles de produção nacional).

Este ano, o acidente com o Airbus da TAM agravou a crise aérea às vésperas da alta temporada para a realização de eventos no país — e de captação de futuros congressos, convenções e afins —, que vai de agosto a novembro.

— Se essa crise avançar pelo mês de agosto, quando começam a ser estudados novos eventos, a previsão é de queda no número de participantes e na captação de eventos a serem realizados no futuro. Ainda é cedo para avaliar os danos.

Mas será uma catástrofe que poderá ter impacto daqui a dois, três, até oito anos — afirma Moreira. O Globo (para assinantes)

Fazer o trem para Guarulhos e Viracopos é urgente

O Globo - Tereza Cruvinel

JOSÉ SERRA
propôs ao amigo Jobim uma PPP para a construção de um trem expresso ligando o centro paulistano ao aeroporto de Guarulhos. Se os tucanos, que governam o estado há tantos anos, já tivessem encarado a obra, a pressão de passageiros e empresas poderia não ter enfartado Congonhas. Os ricos têm horror a Guarulhos pela distância. A classe média sem motorista porque é horrível e caro sair de lá. O táxi ao centro de São Paulo custa entre R$ 110 e R$ 130. E sai por R$ 27 a passagem em ônibus similar ao “frescão” do Rio, que por R$ 5 liga o Galeão à Zona Sul, indo até à Barra e ao Recreio.

Leia a integra da coluna de Tereza Cruvinel no jornal O Globo (para assinantes)

"Pesquisa não revela ameaça à popularidade de Lula"

Rosa Costa, BRASÍLIA

O Estado de São Paulo

O desgaste do governo federal com o apagão aéreo será tanto maior quanto mais tempo o setor ficar sem soluções concretas e a crise permanecer nas manchetes dos jornais. Mas a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa do tipo de público que usa transporte aéreo, tende a ser protegida.

As avaliações são do diretor do Instituto Vox Populi João Francisco Meira, que, em entrevista ao Estado, revela que foi feita pesquisa em São Paulo, três dias após o acidente com o avião da TAM, no cenário da tragédia. "Os resultados não ameaçaram a popularidade do presidente na capital. Houve uma queda, mas não muito grande", afirma, sem dar mais detalhes.

Meira não vê relação entre as vaias ao presidente e o apagão aéreo, apesar de assessores petistas terem entendido a reação como uma resposta ao caos nos aeroportos. Avalia que o colapso na aviação repercute menos contra Lula do que o quase apagão elétrico no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que atingiu toda a população. "Embora seja um meio de transporte usado pelas classes A,B e C, a aviação está longe de ser um transporte de massa."

O senhor vê relação entre as vaias ao presidente Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos e no Nordeste e a crise do apagão aéreo?

Aplaudir ou vaiar é do jogo. Vaia no Rio tem um sentido cultural, não tinha ainda nenhuma implicação maior. E nos Estados é um gesto de funcionários públicos em greve e de estudantes fazendo manifestações.

Essas vaias vão ter reflexo na próxima avaliação da popularidade do presidente?

Já ouvi vaias ao Juscelino, ao Jânio, ao Jango, já ouvi vaias para todos os presidentes. Só não tomou vaia quem nunca se expôs ao público, como os dirigentes da ditadura militar. Alguns foram até aplaudidos. Vaiar ou aplaudir é do jogo da política. O que não quer dizer que os níveis de popularidade do presidente são imóveis. Há amplos setores da opinião pública que, hoje, não estão contentes nem com o presidente nem com o governo.

A que o senhor se refere quando fala em amplos setores?

Além de relevantes estatisticamente, são pessoas que têm capacidade de expressar esse descontentamento, têm acesso aos meios de comunicação e, portanto, são capazes de sinalizar esse descontentamento de uma forma mais expressiva. Isso pode, com o tempo, se disseminar. Mas isso tudo é relativo porque também o governante e o governo reagem a isso tomando medidas aqui e ali em função dessas coisas. Há uma dinâmica aí que nem sempre é muito previsível. Não quero dizer que vai ficar assim, o que eu quero dizer é que vai demorar a mudar e não será por esses indicadores que hoje estão aí, que são insuficientes.

O acidente com o Airbus da TAM, que expôs ainda mais a crise aérea, afetará a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Essa hipótese não está provada nem negada. Não existem ainda dados consistentes a respeito disso. A única evidência foi uma pesquisa feita na cidade de São Paulo três dias após o acidente, no cenário do acidente, com a população extremamente impactada com isso. Mesmo assim, os resultados não ameaçaram a popularidade do presidente na capital; houve uma queda, mas não muito grande. A questão do acidente em si provoca comoção, emoções, sentimentos fortes, mas não necessária e diretamente contra o governo.

Se a crise continuar, com os aeroportos superlotados, a classe média sem condições de planejar viagens, isso pode reduzir a popularidade do presidente?

Acho que a popularidade pessoal do presidente está ligada à capacidade percebida de resolução de problemas que começam com as desigualdades sociais, que passam pela questão da estabilidade econômica, do desenvolvimento e questões específicas como criminalidade, saúde, habitação, questões de infra-estrutura, inclusive a crise aérea. A avaliação que o eleitor faz é ampla e leva muitas coisas em consideração. Evidentemente que, se esses problemas da infra-estrutura e do sistema aéreo continuarem nas manchetes como algo que incomoda e sem solução à vista, isso cria o desgaste, não a ponto de desestabilizar o governo, mas é claro que cria o desgaste.

O senhor nota alguma relação entre o apagão aéreo e a crise no sistema elétrico que abalou a popularidade do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

São coisas muito diferentes, os públicos atingidos são completamente diferentes e os efeitos são muito diferentes também. Eu acho que nós temos aí duas questões: primeiro, não temos, ainda, dados suficientes para medir direito os efeitos da crise aérea. Nessas circunstâncias, sob forte comoção, não é recomendável você fazer pesquisas e tirar conclusões que possam ser duradouras. A crise do setor elétrico atingiu todos, praticamente 100% da população. Já no transporte aéreo, embora seja hoje um meio de transporte amplamente utilizado pelas classes A, B e C, está longe de ser um transporte de massa que atinja a população do País como um todo, inclusive do ponto de vista da dispersão. Está muito concentrado em um certo número de cidades. Então, atinge de forma direta uma parte muito menor da população.

Há no País outro governante que tenha conseguido manter esse distanciamento entre a sua figura e o governo, em questão de avaliação pública?

Do ponto de vista de pesquisa de opinião pública, dificilmente, porque nós não temos uma trajetória assim tão longa. Nos presidentes pós-democratização certamente as relações entre presidente e governo ficavam muito evidentes. Eu vejo uma diferença em relação ao presidente Fernando Henrique, que era uma coisa meio contrária, as pessoas não gostavam muito dele, mas gostavam do governo. Acabou acontecendo o inverso. A popularidade dele era menor do que o governo. Esse descolamento - um presidente bem e um governo mal - não me recordo em termos de pesquisas de alguma coisa parecida.

Há com quem se comparar em outros países?

Há um caso, talvez, parecido. Acho que o presidente Lula lembra um pouco a figura de Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul). Ele teve seus problemas, um governo complicado, e no entanto ele se manteve. Uma coisa interessante é que, tendo chance de disputar a reeleição, preferiu não fazê-lo. Então tem hoje uma autoridade moral e política na África que ultrapassa os limites de seu país.

O senhor acredita que seria diferente se ele tivesse mais um governo?

O fato de ele não ter disputado a reeleição foi uma questão política interna. Ele tinha controle e ascendência sobre seu partido, mas preferiu agir assim. Eu não diria que Lula errou ao se candidatar à reeleição, mas os problemas que isso gera são de quem está há muito tempo no poder.

Cresce procura de estrangeiros por casas no Nordeste

Mercado imobiliário na região para turistas de fora do país deve movimentar R$ 16 bilhões nos próximos oito anos

Maior número de vôos, terrenos mais baratos e maior segurança jurídica são apontados como razões para alta do turismo residencial

JOANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

CÍNTIA ACAYABA
DA AGÊNCIA FOLHA

O mercado de turismo residencial destinado a estrangeiros deve movimentar cerca de R$ 16 bilhões no Nordeste brasileiro nos próximos oito anos. Serão comercializados aproximadamente 80 mil casas e apartamentos.

A expectativa é da Adit (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro), que reúne 52 empresas e entidades do setor.
Nos últimos anos, o número de estrangeiros, principalmente europeus, interessados em comprar casa no Nordeste brasileiro cresceu.

Grupos de investidores imobiliários, a maioria portugueses e espanhóis, estão vindo ao país para construir grandes condomínios residenciais de férias para seus conterrâneos.
Um deles é o grupo espanhol Qualta Resorts, que lançou em junho, em Pernambuco, o resort turístico The Reef Club. Além de hotéis e campo de golfe, ele pretende entregar 4.000 unidades residenciais até 2014.

Por causa dessa nova vocação turística, a Embratur está fazendo uma pesquisa sobre o perfil do turismo residencial. "Sentimos que esta é uma tendência mundial. As pessoas estão propensas a ter uma segunda casa fora de seus países", disse José Francisco Lopes, diretor de estudos e pesquisas.

A última pesquisa da Embratur sobre demanda internacional mostrou que 4,6% dos estrangeiros que procuraram o Brasil como destino turístico em 2005 disseram ter residência fixa no país.

O boom turístico de 1995 a 2000 ocorreu com os argentinos, em Santa Catarina, diz Lopes. Agora é a vez dos europeus no Nordeste. "Desde 2004, os europeus superaram os sul-americanos e hoje representam o maior fluxo turístico do país. Os europeus são turistas de sol e praia, leia-se Nordeste."

A Embratur disse que ainda não é possível fazer uma análise de eventuais reflexos da crise aérea no turismo residencial.

Especialistas apontam três razões fundamentais para o crescimento do turismo residencial. A primeira delas é o incremento no número de vôos para o Nordeste.

Os anuários estatísticos elaborados pela Embratur revelam que até 2002 apenas um Estado do Nordeste, a Bahia, figurava entre as quatro entradas de turistas por via aérea do país. De 2003 a 2006, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte apareceram entre as cinco principais portas para turistas que viajam de avião.

A saturação do mercado imobiliário espanhol é outro motivo apresentado. Segundo Daniel Rosenthal, diretor da agência Eugênio, especializada em mercado imobiliário, o preço médio do metro quadrado na Espanha é de 2.900. No Brasil, em Natal, é de cerca de 1.150. Em bairros nobres de Madri, supera 15 mil.

Por fim, há um sensível aumento da segurança jurídica nos negócios. "Com o Brasil a um passo de sair do risco de investimento, as pessoas perdem aquele pé atrás", diz Rosenthal.

Investimento varia conforme a região; Pelourinho atrai franceses

No sul da Bahia, são feitos empreendimentos de luxo; no norte, de grande escala

Leonardo Wen/Folha Imagem
Vista do bairro do Pelourinho, em Salvador (BA), cujos imóveis são procurados por estrangeiros


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DA AGÊNCIA FOLHA

O mercado imobiliário nordestino oferece belas praias e paisagens, mas cada Estado busca um diferencial em sua estrutura hoteleira e residencial e um público-alvo específico.
Em Salvador, o turismo residencial alia-se aos atrativos históricos da capital baiana.
Imóveis tombados no entorno do Convento do Carmo, no Pelourinho, onde foi feito o primeiro hotel histórico de luxo, estão sendo comercializados para estrangeiros e brasileiros.

De acordo com o Bahia Investments (www.bahia-investments.com) -site com anúncios de imóveis voltado principalmente para estrangeiros-, depois do lançamento do hotel, há cerca de dois anos, as casas da redondeza foram valorizadas em torno de 25%. Segundo a imobiliária Josinha Pacheco, só em junho dez unidades foram vendidas e a maior parte da demanda é de franceses.

Segundo Felipe Cavalcante, presidente da Adit (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro), o norte da Bahia oferece empreendimentos de grande escala para atingir mais pessoas, e o sul do Estado, onde se consolida o turismo de alto luxo, empreendimentos menores e de elevado padrão.

Um dos exemplos do litoral norte baiano é o da Prima Empreendimentos Imobiliários, do grupo espanhol Ace, que investirá na implantação de um projeto com residências, hotel e campo de golfe em uma área de 5.000 hectares na Costa dos Coqueiros. Até o fim do ano, a empresa deve dar entrada no licenciamento ambiental.

Outro empreendimento na região é o Reserva Imbassaí, do grupo português Reta Atlântico Brasil, que pretende entregar neste semestre 96 apartamentos de um total de 193 unidades. Esse é o primeiro projeto do grupo no país.

Rio Grande do Norte
Segundo a Adit, o Rio Grande Norte é um dos Estados que têm mais empreendimentos para turismo residencial, como o do grupo espanhol Sánchez, que entregará em breve 40 apartamentos em Natal -todos vendidos para europeus.

O Sánchez lançará, em outubro, o Grand Natal Golf, também na capital potiguar, com cinco campos de golfe, oito complexos hoteleiros e 30 mil residências para turismo. A conclusão do projeto está prevista para dez anos.

No Ceará, segundo a Adit, há três grandes empreendimentos que seguem o mesmo modelo e aliam condomínios residenciais a comodidades de resort.

Sergipe, Paraíba, Pernambuco e Alagoas também começam a despontar no mercado para turistas europeus.

(JOANA CUNHA E CÍNTIA ACAYABA)


Folha de São Paulo (para assinantes)

Cuando volar barato sale caro

Las cancelaciones son la principal queja contra las líneas de bajo coste, que ya usa el 20% de viajeros

EL PAÍS - LUIS DONCEL / VANESSA PI - Madrid

El número de pasajeros de las compañías de vuelos baratos no para de crecer. El año pasado superó los 39 millones de clientes, un 20% del total de personas que volaron sobre suelo español. Pero, con el aumento de actividad, también aumentan las quejas. La mayor parte de ellas se dirigen hacia las cancelaciones. Aunque las asociaciones de consumidores avisan de que reciben tantas quejas de aerolíneas tradicionales como de las de bajo coste, también señalan que estas últimas presentan grandes diferencias en su funcionamiento. Tanto la Confederación de Consumidores y Usuarios como el Centro Europeo del Consumidor apuntan a Ryanair como la que más reclamaciones suscita.

A Mónica Fuertes le costó 10 meses, no se sabe cuántas llamadas, e-mails y cartas, y más de un enfado recuperar los 321 euros y 38 céntimos que le costaron tres billetes Madrid-Venecia. Sólo cuando recurrió a las amenazas consiguió que la compañía de bajo coste que había cancelado su vuelo le devolviera el dinero. "Es una cantidad pequeña para el tiempo y esfuerzo que dediqué. Pero la satisfacción de ver que no se salen con la suya no tiene precio", dice.

La italiana Myair había pospuesto unilateralmente su viaje. Cuando esta madrileña de 30 años dijo que no, que prefería la devolución, le respondieron que era imposible porque habían pasado más de dos días desde que recibió el correo electrónico en el que le informaban del cambio. Después de 10 meses de darse de cabezazos con el servicio de atención al cliente de la empresa, compró dos dominios de Internet con un nombre muy parecido al de Myair y amenazó con contar desde ahí su caso. Al día siguiente, le escribieron para pedirle su número de cuenta.

Este caso refleja el muro con el que se encuentran los clientes de algunas de estas compañías cuando buscan a quién dirigirse para protestar por un vuelo que, de un día para otro, ya no sale el viernes por la noche, sino el domingo por la mañana.

Pero no todas son iguales. Las asociaciones de consumidores aseguran que las quejas contra aerolíneas se reparten equitativamente entre las tradicionales y las de bajo coste. El problema viene en que, dentro de las baratas, algunas se llevan la palma en reclamaciones. Julián Tío, portavoz de la CECU, asegura que la mitad de las protestas entre las de bajo coste tienen como destinatario a Ryanair, que en 2006 transportó a más de siete millones de personas en España.

El pasado viernes fue imposible contactar con la empresa irlandesa, pero en su página web exhibe unas cifras más optimistas que las de la CECU: un 14% de vuelos impuntuales, y 0,57 reclamaciones por cada 1.000 pasajeros durante 2006. Con un aumento del 14%, Ryanair es la segunda en España en número de pasajeros, sólo por detrás de Air Berlin.

Y es que desde la eclosión que trajo la liberalización aérea de 1997, las aerolíneas baratas no han parado de crecer. El año pasado transportaron a más de 39 millones de personas sobre suelo español, uno de cada cinco de los que volaron. Mientras que el número total de viajeros creció un 6,6%, los que eligieron una low cost fueron un 15,8% más que en 2006. Y parece que el ascenso no se va a estancar: el profesor de Marketing y experto en turismo Josep Francesc Valls prevé que pronto llegarán al 25% de cuota de mercado.

Mientras el negocio no para de crecer, continúa el goteo de quejas en las oficinas de defensa de los consumidores. Un 38% de las que recibió el Centro Europeo del Consumidor se referían a las cancelaciones. Como la que sufrió Didier Reiss, un ecuatoriano de 63 años que compró un billete con easyJet para París con dos meses de antelación. Con las maletas, frente al puesto de facturación, le dijeron que una huelga en el aeropuerto francés hacía imposible su vuelo. Le ofrecían devolverle el dinero o viajar al día siguiente. Dos opciones para él nefastas: no podía viajar más tarde porque a la mañana siguiente tenía una reunión en París, y los billetes que encontraba para el mismo día le costaban 700 euros, cuando a él sólo le devolverían los 70 que había pagado.

La normativa europea establece que, en este caso, Reiss tenía derecho a una indemnización de 250 euros. Pero nadie le informó y a él tampoco se le ocurrió preguntar. "Estaba nervioso y al final acepté viajar un día más tarde, que es lo que hizo el resto del pasaje", comenta.

Las indemnizaciones por cancelación a las que tienen derecho los consumidores -y que muchas veces desconocen- van desde los 250 euros para trayectos de menos de 1.500 kilómetros hasta los 600 en vuelos extracomunitarios de más de 3.500 kilómetros.

Otro problema al que se enfrentan los aficionados a volar barato es la publicidad que sólo destaca los precios más bajos, pero no especifica ni cuántos billetes están sujetos a estos precios ni los suplementos. "Es, en muchos casos, publicidad engañosa", sostiene Valls.

Vueling conmemoraba este fin de semana su pasajero número 10 millones con 10.000 billetes gratuitos. Tras media hora probando distintas posibilidades en la página web, era imposible encontrar una ida y vuelta sin pagar un euro. "Porque la oferta se circunscribe a vuelos que salgan de Madrid", argumenta Alfons Claver, director de marketing de la compañía española. Pero la publicidad en www.vueling.com decía: "Elige el origen y el destino de tu viaje y te mostramos en qué días puedes encontrar los vuelos a cero euros". Lea más...

sábado, 28 de julho de 2007

FOH = Fearful of Hillary

Time

Not that long ago, it was a widely held opinion among conservatives in the professional political class that Hillary Clinton would be a dream Democratic presidential nominee -- for the Republicans. Her high negatives, divisive personality, weak political skills, excess baggage and reputation as a big government lefty would all combine to make her the perfect opponent for a Republican nominee trying to change the subject to anything but what the voting public had come to hate about the previous 7-8 years of Republican rule. It didn't matter how unpopular Bush was or the GOP had become, this thinking went, because Hillary simply couldn't win a general election.

That thinking was always a little foolish and wishful, because it ignored the fact that all Hillary (or any other Dem for that matter) would have to do is win the states Kerry won in 2004, plus one big one or several smaller ones. (Ohio alone, where the GOP was decimated in 2006, would do it. Other states that in the current environment could be Dem pick-ups are New Mexico, Iowa, Colorado, Arizona, Nevada, West Virginia, even Virginia).

But you don't hear those assumptions about Senator Clinton's fatal weaknesses from Republican pros much anymore. In fact, you hear the opposite. Republicans now sound worried that Hillary will win the nomination. Why? Because she's shown herself to be so formidable in the Democratic primary campaign thus far. The biggest eye-opener to R's has been her success in parrying Obama's challenge while enhancing her credentials as the most experienced and sober-minded Democrat in the field on issues of national security. Here, in the latest expression of this new thinking among conservative Republicans, is Rich Lowry, editor of the National Review, in a column about Hillary that will surely earn him lots of angry mail and email from old school NR readers.

Jay Carney is Time's Washington bureau chief. He has covered both the Clinton and Bush 43 White Houses, as well as Congress.

"AS TIME GOES BY" do filme "CASABLANCA"

Brazil claims WTO cotton victory

By John Rumsey in São Paulo, Frances Williams in Geneva and Eoin Callan in Washington


Financial Times

Published: July 27 2007 23:19 | Last updated: July 27 2007 23:19

Brazil on Friday claimed victory in its latest assault on US cotton subsidies at the World Trade Organisation, underscoring warnings by the Bush administration that the subsidy-laden farm bill under consideration by Congress risks triggering a wave of trade disputes.

Brazil said a confidential interim ruling by a WTO panel had gone in its favour.

The panel, due to issue its final decision in September, was set up last year to judge whether the US had fully complied with a 2005 WTO appeal verdict condemning several subsidy programmes for cotton farmers.

In response to that verdict, the US scrapped or amended programmes considered to be illegal export subsidies. However, Brazil says this left untouched some of the most trade-distorting subsidies, such as marketing loans and counter-cyclical payments that compensate farmers for low prices.

The US House of Representatives was set to vote late on Friday on a controversial $256bn, five-year farm bill that eliminates subsidies for farmers with more than $1m in adjusted gross income but continues to give generous subsidies in key areas including corn, cotton, soya beans and rice.

The bill was approved by the House agricultural committee on July 19.

The Bush administration has threatened to veto the legislation, saying it leaves the US vulnerable to WTO challenges similar to the case brought by Brazil over support for cotton farmers.

Pedro Camargo Neto, ex-secretary of production and trade at the Brazilian Ministry of Agriculture, dismissed the likelihood of Brazil bringing further cases, such as against soy, sugar and rice, where it would be more difficult to prove damages.

The Brazil ruling should embolden other countries, such as Mexico and Uruguay, to seek redress over rice subsidies.

A US trade official confirmed on Friday that the WTO panel had found that the changes made by the US “were insufficient to bring the challenged measures into conformity with US WTO obligations . . . we are very disappointed with these results”.

Brazil and its allies have pressed for big reductions in US and European Union farm support in the Doha global trade round.

The latest draft text by the chair of the Doha round’s agricultural negotiations calls specifically for deeper and faster-than-average cuts in cotton subsidies in developed countries.

Critics say such subsidies hurt not only Brazil but also millions of poor West African cotton farmers.

Still, with a successful conclusion to the round uncertain, the WTO’s dispute mechanism is increasingly seen as an alternative if ponderous route to the same end.

In 2005, Brazil, Thailand and Australia won another landmark case against EU sugar subsidies and this year Canada and Brazil have each filed new complaints alleging US overspending on trade-distorting farm aid.

A tragédia, segundo as caixas-pretas

Veja Online

Os investigadores já sabem que um erro cometido
pelo comandante do Airbus da TAM impediu o avião
de desacelerar o suficiente ao pousar. Mas o comprimento
da pista, curta demais, e a falta de uma área de escape foram
decisivos para que o acidente produzisse tantas mortes


Marcio Aith, Fábio Portela e Julia Duailibi

Divulgação/Airbus


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Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo. Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar. Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo.

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
FALHA HUMANA
O co-piloto Stephanini (à esquerda) e o comandante Kleyber Lima, que pilotava o A320 na hora do acidente. Um erro no pouso fez com que o avião, sem controle, atravessasse a pista de Congonhas e se chocasse contra o prédio da TAM Express (no alto, o interior do prédio atingido)

A investigação completa do acidente deverá durar ainda dez meses. No entanto, já se chegou à conclusão de que o erro do piloto foi mesmo a causa inicial do acidente – que, não fosse pelas características da pista do Aeroporto de Congonhas, poderia ter tido conseqüências muito menores. Os motivos que levaram à queda do Airbus da TAM têm relação indireta com o fato de a aeronave estar voando naquele dia com o reverso direito travado. Reverso é um mecanismo que, ao inverter o fluxo de ar das turbinas, ajuda a desacelerar o avião. Como o sistema de frenagem de uma aeronave é composto de um conjunto de recursos, um aparelho pode voar sem problemas com um dos reversos desativados ou até com dois. Só que, quando isso acontece, o piloto, ao pousar, tem de operar os manetes de forma diferente da rotineira (veja quadro). E isso é o que pode ter confundido o comandante do vôo. Ao manter o manete da turbina direita – que estava com o reverso travado – em posição de aceleração, e não na posição "marcha lenta", ele impediu a frenagem completa do avião, que atravessou o fim da pista a uma velocidade próxima a 200 quilômetros por hora. Não se trata de um erro inédito. Ele foi cometido pelos pilotos de ao menos outras duas aeronaves do mesmo modelo, o A320 da Airbus. Tanto no desastre ocorrido em março de 1998, nas Filipinas, quanto no acidente que houve em 2004, no aeroporto de Taipei, em Taiwan, concluiu-se que houve falhas na operação dos manetes. As coincidências vão além: nos dois casos, os aviões estavam com uma das turbinas travadas, exatamente como no acidente da TAM. Nas Filipinas, um vôo da Philippine Airlines passou direto pela pista e só parou após se chocar com barracos de madeira nas proximidades. Em 2004, o fato se repetiu com rigorosa exatidão. Dessa vez, um A320 atravessou a pista do aeroporto de Taipei. Novamente as investigações mostraram que o manete da turbina que tinha o reverso travado estava na posição errada, empurrando o A320 para a frente.

Na quinta-feira, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Ministério da Defesa, disse que a aterrissagem com o reverso travado pode ter "influenciado psicologicamente" os pilotos. Disse ainda ser improvável que a ausência de ranhuras para escoamento de água em Congonhas, o grooving, tenha tido alguma relação com o acidente (chovia em São Paulo na noite do dia 17). A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese.

Fotos Reuters
uters
AS CAIXAS-PRETAS DO AIRBUS A320
FUNÇÃO – A Flight Data Recorder (à esq.), agora carbonizada, grava os dados técnicos do vôo, como o comportamento dos motores e do sistema de frenagem.
A Cockpit Voice Recorder (à dir.), também carbonizada, registra os diálogos mantidos na cabine, inclusive as conversas dos pilotos com a torre de comando
COR – Laranja
PESO – Cerca de 4,5 quilos cada uma
ONDE FICAM – Na cauda do avião
RESISTÊNCIA AO FOGO – Suportam até uma hora a 1 100 graus e até dez horas a 260 graus
RESISTÊNCIA À PRESSÃO DA ÁGUA – Resistem a uma profundidade de até 6 000 metros

Para os familiares do comandante, é um drama ver seu nome protagonizando um episódio que causou tanta dor – principalmente quando ele, uma das vítimas, não pode defender-se. Ocorre que, isolado, seu erro poderia ter uma dimensão muito menor. Bastava que a pista do Aeroporto de Congonhas fosse mais longa e tivesse uma área de escape. No caso do avião filipino, houve apenas três mortes, e todas em solo, por atropelamento. Todos os 130 ocupantes da aeronave sobreviveram. No acidente de Taipei, nem sequer houve feridos graves. Nos três eventos, além das coincidências entre os modelos e a situação mecânica dos aviões, também as condições de pouso eram semelhantes: o vento, o peso da aeronave e a velocidade com que ela se aproximou do solo estavam rigorosamente dentro dos padrões. Em Taipei, inclusive, caía uma chuva fraca, assim como em São Paulo. Por que, então, só aqui todos os ocupantes do avião morreram? Nas Filipinas, onde o acidente ocorreu com tempo seco, a pista tem 2.100 metros e se abre para uma área de várzea, onde havia alguns barracos que formavam uma ocupação irregular. Em Taipei, a pista de pouso é maior: tem 2.600 metros, mais 160 metros de área de escape. A extensão das pistas e as áreas de escape possibilitaram que, em ambos os casos, o erro dos pilotos pudesse ser corrigido a tempo – antes de se transformar em tragédia.

A Airbus, fabricante do A320, emitiu na terça-feira um comunicado mundial para seus clientes relembrando os procedimentos técnicos para aterrissagem com um dos reversos travado. A medida foi tomada cinco dias depois do início da análise das caixas-pretas do avião acidentado – trabalho que representantes da empresa acompanharam. Causa curiosidade o fato de um mesmo erro ter sido a causa de três acidentes, ao longo de uma década, sem que a empresa fizesse modificações substanciais nos equipamentos. A Aviation Safety Council, uma agência independente de Taiwan criada para investigar e prevenir acidentes aéreos, recomendou à Airbus, depois do acidente de 2004, que melhorasse o sistema responsável por alertar os pilotos quando os manetes se encontram na posição errada. Com o acidente da TAM, presume-se que nenhuma medida eficaz foi tomada nesse sentido. A mesma agência produziu um relatório com a transcrição da comunicação entre os tripulantes do avião acidentado no aeroporto de Taipei. Os diálogos gravados mostram o momento em que o piloto pousa e percebe que não consegue parar. Seguem-se segundos dramáticos, em que ele grita por cinco vezes: "No break" (sem breque) e "no break at all" ("nenhum breque"). Enquanto isso, o avião sai da pista principal e percorre a área de escape até finalmente encontrar as valas de drenagem, onde os trens de pouso atolam. O avião pára. A partir daí, as frases registradas pela caixa-preta, embora ainda tensas, são cheias de alívio. O piloto pede à torre ajuda do pessoal de terra e um tripulante dirige-se ao microfone para falar aos passageiros. Informa que o avião saiu da pista, pede desculpas pelo susto e diz que a situação é segura agora. Em Congonhas, os 187 ocupantes do Airbus A320 da TAM e as doze vítimas em solo não tiveram chance. A pista do aeroporto paulistano não deixa margem para nenhum tipo de erro. É o cenário ideal para tragédias.

Com reportagem de Marcelo Carneiro,
Guilherme Fogaça e Wanderley Prete Sobrinho

Romeo Alipalo/AP
NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ
A pane ocorrida no pouso do avião da TAM, causada pelo posicionamento incorreto dos manetes, não é novidade na história da Airbus. Em 1998, nas Filipinas (foto acima), e em 2004, em Taipei (foto abaixo), dois A320 se acidentaram exatamente da mesma forma. Por falhas dos pilotos, e por falta de um sistema de alarme mais eficaz, os aviões pousaram com uma das turbinas freando e a outra acelerando. Nas Filipinas, houve três mortos. Em Taipei, nenhum. O pequeno número de vítimas se explica porque, ao contrário do que ocorreu em Congonhas, os aviões tiveram mais espaço para parar
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