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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Transportes: é preciso desenvolver e integrar

Lúcia Vânia *

O Estado de São Paulo - caderno Viagem

A 9ª edição do Congresso Brasileiro da Atividade Turística (CBratur) traz ao debate um dos temas mais importantes sobre o desenvolvimento do turismo brasileiro: a grave situação dos transportes - não só da crise aérea (que já vitimou centenas de pessoas e ainda não teve uma solução), mas de nossas estradas, que muito têm prejudicado o turismo.

Entre os tópicos que precisam ser discutidos com mais urgência estão a conservação e a segurança das rodovias; as oportunidades, os gargalos e as dificuldades existentes no segmento do turismo marítimo; a inexistência de transporte ferroviário adequado e a questão da intermodalidade entre os diversos meios de transporte, principalmente no que se refere à ligação de aeroportos a centros urbanos.

Ao lançar o Plano Nacional de Turismo, em abril de 2003, o governo tinha como meta aumentar para 9 milhões o número de estrangeiros no Brasil e para 65 milhões a chegada nos vôos domésticos. Mas a crise que se instalou no setor a partir de 2005 freou as expectativas. As graves dificuldades financeiras das empresas aéreas, que culminaram com a falência da Varig, aliadas à legislação rígida e aos acidentes aéreos nacionais, desestabilizaram de vez o setor.

Essa não foi, no entanto, uma crise que eclodiu do nada. Já em 2003, o 5º Congresso Brasileiro da Atividade Turística e o 1º Seminário Internacional de Turismo e Desenvolvimento debateram o tema O Transporte Aéreo como Vetor de Desenvolvimento do Turismo: Cenários, Experiências e Políticas', que resultou no documento Proposta para o Desenvolvimento do Binômio Turismo-Transporte Aéreo no Brasil, publicado em 2005. Entre as recomendações estavam: redução das tarifas aeroportuárias para os vôos com características regionais; liberação total dos vôos corujões com tarifas aeroportuárias especiais; abertura da aviação comercial para investidores estrangeiros; e formação de um mercado comum da aviação na América do Sul.

O que o 9º Cbratur propõe é uma visão ampla. É preciso encontrar uma solução definitiva para os vôos cancelados ou atrasados e para a infra-estrutura aeroportuária que beira o colapso, que hoje marcam o cenário da aviação brasileira. O transporte rodoviário deve ser visto como um aliado da aviação no Brasil, mas, para isso, precisa ser fortalecido, garantindo, entre os dois sistemas, o desenvolvimento de novos fluxos nacionais e até internacionais.

Sabemos do esforço do governo federal para implantar no País uma política de regionalização do turismo. O envolvimento da terceira idade é, sem dúvida, um desafio e uma conquista. Para que esse segmento da população possa aderir ao turismo, especialmente interno, é preciso garantir a segurança das estradas, para que viajar não seja motivo de transtorno.

É com esse espírito de cooperação na busca de soluções para o setor turístico que realizamos o evento: reforçar a importância crescente que o turismo vem assumindo para a sociedade brasileira e oferecer propostas que venham contribuam para seu efetivo desenvolvimento.

*Senadora (PSDB) e presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Cresce o turismo e Brasil é confirmado para o Conselho Executivo da OMT

O crescimento do turismo e do emprego e renda gerados pela indústria turística (no Brasil de 33% segundo a OMT citada pela Folha Online)) esteve no centro do congresso da Organização Mundial do Turismo (OMT). O Brasil foi eleito membro da executiva deste importante organismo.

Brasília (26/11) – O Brasil foi eleito, ao lado do México e de El Salvador, para o Conselho Executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT), durante a Assembléia-Geral da 47ª Reunião da Comissão da OMT para as Américas, em Cartagena de Índias, na Colômbia – encontro presidido pela ministra do Turismo, Marta Suplicy. Como era o último ano do Brasil na presidência das Américas, houve escolha também de seu sucessor: a Colômbia.

O Brasil foi eleito para o mandato 2007-2011. México e El Salvador vão compartilhar a representação. Entre 2007 e 2009 assume o México. Entre 2009 e 2011 responde El Salvador pelo mandato no Conselho. A renovação no Conselho, neste ano, se deu em razão dos términos de mandato do Canadá e Peru. O anúncio oficial dos países eleitos para o Conselho Executivo será amanhã (27), durante a XVII Reunião Ministerial da Assembléia-Geral.

Este encontro da Assembléia-Geral discute também temas importantes para o setor, tais como Turismo e Mudanças Climáticas; Política de Qualidade dos Destinos e o Estabelecimento do Centro Mundial de Excelência dos Destinos em Montreal.

A ministra Marta Suplicy reafirmou na reunião da Comissão das Américas posição que havia apresentado em Londres, durante debate da OMT, sobre mudanças climáticas e turismo. Segundo explicou, a questão do aquecimento global é uma preocupação de todos os governos e têm profundo impacto para a atividade turística. Para a ministra “países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil, vão continuar a dar importantes contribuições voluntárias aos esforços globais para a redução das emissões de gases do efeito estufa”.

Marta observou, porém, que o Brasil leva em conta o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Os países em desenvolvimento não podem ser tratados da mesma maneira que os países desenvolvidos, que acumularam riquezas à custa de um grande passivo ambiental para todo planeta. “O compromisso em relação à preservação do meio ambiente não pode ser colocado em contraposição à luta contra a pobreza e a exclusão social. O turismo é um importante instrumento para o progresso de países em desenvolvimento, que vão continuar trabalhando para atrair turistas de todo o mundo”, afirmou Marta Suplicy.

A posição brasileira recebeu forte apoio dos demais países na reunião da Comissão para as Américas. Está sendo preparado um documento para, em nome dos componentes da comissão ser apresentada à Assembléia-Geral da OMT, como uma posição coletiva. Em encontro com a ministra Marta Suplicy, a ministra de Turismo da Índia, Renuka Chowdhuri, reforçou que os dois países compartilham a mesma posição em relação às questões das mudanças climáticas e suas influências no turismo.

Uma boa notícia foi dada pela ministra do Equador, Maria Izabel Salvador Crespo, à ministra Marta Suplicy. Uma linha aérea equatoriana vai operar a ligação Quito/Manaus, a partir do ano que vem. O Equador é hoje o único país da América do Sul sem vôos diretos para o Brasil.

Sobre a OMT – A Organização Mundial do Turismo é a agência especializada das Nações Unidas para o Turismo. O Conselho-Executivo da Organização é o órgão responsável pela tomada de decisões para a implementação de suas próprias resoluções e recomendações da Assembléia-Geral, órgão supremo da organização. Ligadas ao Conselho, estão as comissões regionais, que neste encontro também vão eleger seus próximos presidentes e vice-presidentes para exercer mandato de dois anos. A Assembléia-Geral reúne-se a cada dois anos com o objetivo de analisar e informar sobre as ações realizadas pela OMT. Os integrantes também se encontram para eleger representantes do Conselho Executivo e para aprovar o programa de trabalho e o orçamento da organização. Fonte portal do Ministério do Turismo

Turismo continua em alta mas está sensível a crises, afirma a OMT

da Efe, em Cartagena

O negócio do turismo no mundo é um dos que apresentam maior crescimento e um futuro promissor, mas por suas características é também um dos mais sensíveis a movimentos políticos, crise econômicas e desastres humanos e naturais. É o que informa um relatório da OMT (Organização Mundial de Turismo) divulgado nesta quarta-feira.

A OMT está realizando a sua assembléia geral na cidade colombiana de Cartagena. O seu relatório de conjuntura até agosto apontou que os resultados preliminares de 2007 "confirmam a resistência da demanda contra os fatores externos".

Os problemas incluem "desde turbulências nos mercados financeiros até segurança e saúde, passando pela alta dos preços do petróleo e o aumento dos impostos sobre o transporte aéreo, os riscos inflacionários e a alta das taxas de juros".

Além disso, o órgão alertou que "esses fatores começam a afetar a confiança dos consumidores em alguns mercados, o que poderia se estender e afetar, em algum momento, a demanda global de viagens internacionais".

Estatísticas

O número de chegadas de pessoas em viagens internacionais, segundo o documento, cresceu entre janeiro e agosto deste ano 5,6%. Foram 32 milhões a mais que no mesmo período do ano anterior.

Nos primeiros oito meses de 2007 houve 610 milhões de chegadas internacionais, nove por cada 100 habitantes do planeta. Até dezembro, segundo a OMT, o número deve ficar entre 880 e 900 milhões. Seria o quarto ano de crescimento sobre a média dos últimos anos, de 4,1%.

O crescimento na Europa foi de 4%, um ponto percentual abaixo da média do ano passado. Nas Américas, também com 4%, a taxa foi o dobro da registrada em 2006, segundo o relatório publicado pela OMT.

O relatório de conjuntura destaca os números da despesa turística, que continuam aumentando. No Brasil, o crescimento foi de 33%, e na Argentina, 24%. Em seguida vieram Coréia (18%) e Rússia (16%).

O relatório da OMT afirma que os destinos emergentes da Ásia e Pacífico, África e o Oriente Médio foram os principais motores do crescimento neste ano.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

E o turismo cresce, apesar da crise aérea

José Ernesto Marino Neto * - O Estado de S.Paulo


- Segundo previsões do estudo realizado neste ano pelo World Travel & Tourism Council (WTTC), o turismo no Brasil deve crescer 5,3% ao ano nos próximos dez anos, um ponto porcentual acima da média mundial, colocando o País atrás apenas do México no ranking dos países da América Latina.

Nem a crise aérea nem os problemas estruturais apresentados pelo País vão atrapalhar as possibilidades de investimento para 2008. Os grupos SuperClubs e Invest Tur acabam de anunciar investimentos de R$ 1,5 bilhão em megaempreendimentos que colocam, lado a lado, um resort com todos equipamentos de lazer e hotelaria e um condomínio de casas.

A curva ascendente do mercado turístico-imobiliário é um dos temas da XI Brazilian Hospitality Investment Conference, que vai reunir em São Paulo, entre quinta e sexta-feira, 500 executivos de bancos de investimento, fundos de pensão, instituições de crédito imobiliário e especialistas do setor.

O mercado brasileiro está preparado para o desenvolvimento de projetos. Hoje, os financiamentos imobiliários batem recordes de aplicações. Os compradores de segundas e terceiras residências são os melhores clientes: fazem aplicações, seguros e movimentações.

Outros temas que serão discutidos durante a conferência são a evolução da economia brasileira e sua maturidade, como agregar valor no mercado brasileiro e desenvolver projetos de baixo risco, além de condo-resorts, condo-hotéis e complexos de uso misto.

O painel sobre a economia brasileira, por exemplo, vai destacar o que falta para o Brasil conseguir o grau de investimento. Quando se atinge tal grau quer dizer que o risco é muito pequeno. Então, os grandes investidores institucionais começam a aportar recursos. A economia do México deu um salto gigantesco depois que o país conseguiu o Investiment Grade. Em 2008, teremos muito dinheiro chegando ao Brasil para o incremento do consumo e da produção.

O crescimento da modalidade condo-resorts também será tema do evento. Esse novo tipo de empreendimento surge como tendência para o mercado turístico, pois se verifica a crescente preocupação das pessoas com a qualidade de vida e a procura por um local de lazer tranqüilo para desfrutar de sua aposentadoria ou de momentos com a família.

Outra boa novidade será a participação, pela primeira vez no evento, de representantes dos maiores escritórios de advocacia do país. Durante o Meet the Law, eles ficarão à disposição dos participantes para discutir temas como opções de financiamento em operações imobiliárias. Destacamos, ainda, a realização inédita do Find The Money, espaço onde 11 instituições de financiamento e investimento estarão à procura de projetos para aportar recursos. Donos de projetos poderão falar com quem faz diferença, num mesmo lugar.

Como se vê, há bons motivos para esperar que a XI Brazilian Hospitality Investment Conference amplie as possibilidades de grandes negócios e de um profundo debate sobre o mercado turístico-imobiliário brasileiro. E o turismo certamente se beneficiará com os frutos.

* José Ernesto Marino Neto - Presidente da consultoria BSH International

sábado, 24 de novembro de 2007

Ministra do Turismo participa da abertura do Festival de Gramado

    • Ministra Marta com crianças carentes de grupo de dança gaúcho Foto: Andréia Elis/MTur
Gramado (23/11) - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, participou, na quinta-feira à noite (22), da solenidade de abertura da 19° edição do Festival do Turismo de Gramado – “Unindo Povos, Gerando Negócios”. O festival representa uma das maiores feiras do setor de negócios da América Latina, reunindo empresários de 20 países. O evento é realizado no Palácio dos Festivais, em Gramado, na Serra Gaúcha.

“O trabalho da iniciativa privada é mais um artifício que temos para o desenvolvimento do turismo. Feiras como esta de Gramado ajudam toda a cadeia produtiva do turismo, já que promove nossos roteiros e proporciona a promoção e a comercialização de nossos produtos”, disse a ministra para empresários de mais de 1,5 mil empresas expositoras do setor.

A ministra recebeu das promotoras do festival Marta Rossi e Silvia Zorzanello uma pintura de São Pedro, padroeiro de Gramado, que faz referência ao lançamento, na edição deste ano, do Salão de Turismo Religioso. “O turismo religioso vem crescendo a cada ano e, pela primeira vez, este segmento está sendo mostrado no Festival de Gramado. A intenção dos organizadores é abordar todos os tipos de nichos do turismo. No ano passado, lançamos o Salão de Turismo de Saúde e, agora, é a vez do turismo místico”, explicou Marta Rossi.

Para a ministra, o turismo religioso é uma grande tendência. “Esse segmento tem grande impacto na inclusão social, que é o que propomos em nossos projetos para os próximos quatro anos. Lançamos, recentemente, o Programa Viaja Mais Melhor Idade, criando condições para que pessoas a partir dos 60 anos visitem os destinos brasileiros”. A inclusão social foi um dos temas da abertura do evento. Um exemplo disso foi a apresentação de dança, realizado pelo grupo Arte e Samba e Restinga Crew, de Porto Alegre, e Raízes da Paz, de Canoas – todos formados por crianças, atendidas por organizações que prestam assistência a pessoas carentes.

O secretário de turismo do Rio Grande do Sul, Luis Augusto Lara, destacou a importância da atuação do Ministério do Turismo para o crescimento do setor: “Foi uma grande ação do Governo Federal, criar o Ministério do Turismo. Mesmo com apenas cinco anos de existência, a pasta já mostrou que é um fenômeno, pois é a que mais cresce e tem excelentes perspectivas para o futuro”.

Troféu – A ministra do Turismo participou também da entrega do Troféu “Amigos do Festival”, destinado às pessoas que, no decorrer dos anos, incentivaram o crescimento do evento. O secretário nacional de Políticas de Turismo do MTur, Aírton Pereira, foi um dos homenageados. “Sabemos da importância de um evento como este. O Rio Grande do Sul tem uma grande potencialidade de promoção do setor junto aos países da América Latina. Por isso, vamos procurar contribuir sempre”.

Depois da solenidade de abertura do festival, a ministra Marta Suplicy e o prefeito de Gramado, Pedro Henrique Bertolucci (PP/RS), assinaram convênio para a implantação da 2° etapa da rede elétrica subterrânea na avenida Borges de Medeiros e implantação de sinalização turística no município. Outro convênio foi assinado com o prefeito de Canela, Cleomar Eraldo Porte, para implantação de sinalização turística, construção de portal turístico e revitalização da área central da cidade.

“Para que o turismo dê certo e se firme realmente, investimentos são necessários. É preciso investimento em infra-estrutura, qualificação e promoção do destino. Os destinos turísticos do Rio Grande do Sul já são conhecidos nacional e internacionalmente, principalmente Gramado. No entanto, o investimento deve ser feito em toda a região”, declarou a ministra, depois da assinatura dos convênios.

O prefeito de Gramado, Pedro Henrique Bertolucci, comentou a parceria com o MTur: “O trabalho de crescimento da cidade só é possível por meio de boas parcerias. Uma delas, que consideramos muito importante, é esta com o Ministério do Turismo. Estabelecer alianças é o segredo neste mundo globalizado.”

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Copa do mundo: Brasil já pensa em como equipar cidades candidatas

Cristina Massari, do Globo Online

A ministra Marta Suplicy, o ex-jogador Carlos Alberto Torres e Jeanine Pires, presidente da Embratur, no estúdio da rádio Talk Sport, em Londres, falam da Copa de 2014 no Brasil  / Foto: Divulgação

RIO - A Copa do Mundo de 2014 foi um dos principais assuntos em torno da participação do Brasil na World Travel Market, que acontece em Londres até quinta-feira (15). Para falar de futebol para os ingleses, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, levou Carlos Alberto Torres, capitão da seleção tricampeã de 1970 à rádio Talk Sport Radio e ao estande da Embratur no pavilhão de exposições da feira. A ministra contou com exclusividade ao Globo Online como o turismo brasileiro já está se preparando para a Copa de 2014, mas com o olho também nas Olimpíadas de 2016.

- Tínhamos encomendado à Fundação Getulio Vargas um estudo de competitividade para os 65 destinos turísticos prioritários para os investimentos. Aproveitamos então e pedimos que os trabalhos em torno das 18 cidades que concorrem à sede do campeonato de futebol sejam priorizadas e que já se tenha uma avaliação de sua competitividade em fevereiro - conta.

Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife/Olinda, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo são candidatos a sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol ( vote nas cidades de sua preferência). A escolha da Fifa só será anunciada em junho de 2008. Todas estas cidades terão sua competitividade turística avaliada pela FGV, no estudo que está sendo conduzido pela FGV através de um convênio firmado com o Ministério do Turismo.

- A avaliação que vamos fazer não será falando de futebol. Mas se a infra-estrutura turística é sustentável, sob diversos aspectos, incluindo o meio-ambiente. Depois vamos aprofundar para o futebol. Sabemos que o resultado desta seleção só sai em 2008, mas temos que ir nos preparando. A capital de Goiás, por exemplo, Goiânia, tem um hotel cinco estrelas. Como vai receber uma Copa do Mundo? É preciso fazer um estudo de viabilidade de hotéis. Temos que pensar na qualificação dos jovens. Tudo isso tem que ser planejado e pensado.

Questionada, a ministra opinou que a prioridade para os investimentos em infra-estrutura no país visando a Copa do Mundo deve se voltar para a infra-estrutura de transportes.

- A reforma dos portos, aeroportos e rodovias federais é o item mais prioritário para a Copa do Mundo. E já estão recebendo investimentos, só que são obras que não ficam prontas em um ano, mas estamos prevendo que para 2014 estejam.

Mirando nas Olímpiadas de 2016

De olho ainda na escolha da sede das Olimpíadas de 2016, Marta aposta no andamento dos preparativos para a Copa para que o Brasil, que inscreveu a candidatura do Rio de Janeiro, seja mais uma vez escolhido:

- A seleção para as Olimpíadas será em 2009, temos que ter passos bastante sérios tomados para pleitear 2016. Se pudermos mostrar serviço antes, será melhor.

Nesta disputa, o Rio concorre com Chicago (EUA), nas Américas; Doha (Qatar) e Tóquio (Japão), pela Ásia; e Baku (Azerbaijão), Madri (Espanha) e Praga (República Tcheca), pelo continente europeu. A escolha da cidade que organizar os Jogos Olímpicos e 2016 será anunciada em Copenhague, na Dinamarca, em 2 de outubro de 2009, durante uma reunião do comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional.

Marta Suplicy ressaltou ainda que a Copa do Mundo deverá trazer mais benefícios que as Olimpíadas para o país:

- Especialistas já afirmaram que uma Copa do Mundo traz mais dividendos que uma Olimpíada. Para o Brasil, serão várias cidades-sede, o que vai permitir ao brasileiro se apropriar como nunca do Brasil e o estrangeiro terá uma visão ampla deste país. Para nós será uma promoção maravilhosa. Para o turismo, é um salto de 50 anos, superacelerado, que se dá, com investimentos maciços em transportes etc.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

WTM 2007: Brasil se destaca em feira de turismo de Londres, como destino de natureza

Praias de Mucuri - Bahía


EFE - Portal Globo

LONDRES - O Brasil ganhou destaque na abertura da Feira Internacional de Turismo (World Travel Market - WTM) em Londres, como um destino de natureza de interesse para o visitante europeu.

- Em termos de rentabilidade, tivemos um recordo no ano passado. Apesar de termos recebido menos visitantes, os que vieram ficaram mais tempo e gastaram mais - disse a ministra Marta Suplicy, na abertura do evento, que prossegue até dia 15 na capital britânica.

O Brasil participa da WTM com um dos maiores estandes do evento que reúne 202 países, todos ali reunidos como objetivo de promove seus atrativos turísticos, sobretudo ao mercado europeu.

- O mercado europeu é muito rentável. Temos coisas que agradam ao mercado europeu e, além disso, a força do euro os beneficia - disse Marta, destacando que o continente é responsável por 36% dos visitantes que chegam ao Brasil a cada ano, sendo os portugueses, a maior parte.

Também se destaca a Espanha, disse a ministra, que aumentou seu fluxo de visitantes ao Brasil em 22% no ano passado e que tem contribuído com investimentos significativos na hotelaria em importantes regiões turísticas no Brasil.

Mas as novas apostas do Brasil são a Escandinávia e os Estados Unidos - este último que receberá a fatia mais gorda do bolo dedicada ao investimento de promoção nos próximos meses, principalmente em regiões como Nova York, Miami, Los Angeles e Chicago.

Para seduzir os viajantes do outro lado do Atlântico, o Ministério do Turismo brasileiro e a Embratur trabalham com a promoção da imagem do Brasil como um destino essencialmente de natureza, de aventuras, destacando as regiões do Amazonas ou Bonito, no Mato Grosso do Sul.

- Não podemos focar no turismo cultural, como faze outros países latino-americanos, porque não se pode fazer isso em regiões como o Amazonas. Temos que destacar o ecoturismo - dissse Marta.

- O que realmente queremos é mostrar que o Brasil tem muitas coisas mais além do Rio de Janeiro e suas praias. E, nesse sentido, agora parece que os turistas, sobretudo espanhóis e portugueses estão descobrindo cada vez mais o norte do país - disse.

Como parte desta oferta alternativa, o Brasil se esforça para promover tornarem conhecidas também no esterior as festas populares alternativas como as de Salvador e de Pernambuco.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ministra do Turismo inaugura estande do Brasil na WTM

Ministra do Turismo inaugura estande do Brasil na WTM

Londres (12/11) - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, e a presidente da Embratur, Jeanine Pires, abriram hoje, em Londres, a participação brasileira no World Travel Market 2007 (WTM), um dos principais eventos mundiais da área de turismo. A recente decisão da Fifa de realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil é um dos assuntos que mais tem chamado a atenção da mídia inglesa.

“Especialistas dizem que a Copa do Mundo tem potencial de atrair mais turistas do que uma Olimpíada”, afirmou a ministra, em entrevista à imprensa inglesa. Durante as entrevistas, o Brasil esteve representado também pelo ex-jogador Carlos Alberto Torres, capitão da seleção brasileira na Copa de 1970.

O estande do Brasil no WTM tem 713m2 e destaca, em grandes painéis, algumas das principais atrações turísticas do País, como Rio de Janeiro (RJ), Ouro Preto (MG), São Paulo (SP) e Porto de Galinhas (PE). Participam do estande 68 parceiros, incluindo representantes de destinos turísticos (estados e municípios), empresas aéreas, hotéis e operadores de turismo, entre outros setores.

“A Inglaterra é o 11º país emissor de turistas para o Brasil, com cerca de 170 mil visitantes em 2006”, revela Jeanine Pires, da Embratur. “Mas estamos seguros de que há muito potencial para crescermos neste mercado, e o WTM é uma excelente oportunidade para promover o Brasil.”

A meta do Brasil é fechar o ano com um total de 5,5 milhões de visitantes estrangeiros, o que representa um crescimento de quase 10% sobre 2006. Em relacão à entrada de divisas, a previsão é de um total de US$ 5,1 bilhões, com um incremento de 18,6% sobre o ano anterior.

Brasil promove Copa de 2014 em uma das maiores feiras do mundo

Brasil promove Copa de 2014 em uma das maiores feiras do mundo Londres (12/11) - O Brasil comparece – em ritmo de Copa do Mundo – à WTM 2007 (World Travel Market), à maior feira de turismo do Reino Unido e um dos principais fóruns globais de negócios do setor, que começa hoje (12) e segue até quinta-feira (15), em Londres (Inglaterra). Em um estande 713m², a delegação verde-amarela é composta por 67 co-expositores, entre órgãos oficiais e iniciativa privada.
O ponta-pé inicial da participação brasileira é dado hoje pelo capitão da seleção tricampeã mundial de 1970, Carlos Alberto Torres. Ao lado da ministra do Turismo, Marta Suplicy, da presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, entre outras autoridades, o ex-jogador participa de um coquetel em comemoração à vinda da Copa de 2014 ao Brasil.
“Esta é uma ótima oportunidade para demonstrar ao mundo a qualidade da infra-estrutura brasileira para sediar grandes eventos internacionais esportivos”, avalia a ministra. “Além disso, a Copa nos oferece a vantagem de reforçar o trabalho de promoção turística internacional do Brasil, país de rica diversidade natural e cultural, com sete anos de antecedência”, completa a presidente da Embratur.
Nesse sentido, hoje, o diretor de Turismo de Negócios da Embratur, Marcelo Pedroso, e o executivo do EBT (Escritório Brasileiro de Turismo) no Reino Unido, Glauco Fuzinatto, também concedem entrevista à imprensa estrangeira sobre a infra-estrutura turística das 18 cidades candidatas a receber jogos, retomando também o êxito da realização dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007.
À noite, o Rio Convention & Visitors Bureau ainda promove um evento comemorativo da Copa 2014, para operadores de turismo e demais profissionais do setor, no barco Sunborn Yatch, ancorado no rio Tamisa.
Sustentabilidade e atrações culturais
Outro grande tema dá o tom da participação brasileira na WTM: turismo sustentável. Amanhã (13), a ministra tem encontro marcado com ministros de outros países, durante o evento paralelo “WTM & UNWTO Minister’s Summit”. Na ocasião, Marta Suplicy conduzirá palestra sobre o tema “Mudanças climáticas sob a perspectiva Brasileira”.
E ao longo de toda a feira, os visitantes terão a chance de tomar contato com a cultura brasileira, por meio de apresentações de capoeira, frevo, samba, entre outras atrações. Além disso, poderão tirar uma foto ao lado da réplica do Cristo Redentor, uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, atração da Embratur na maior parte do calendário de feiras do Instituto.
A gastronomia é outro destaque ao longo dos quatro dias do evento. Os visitantes do estande poderão degustar pratos típicos das culinárias mineira e pernambucana – como pão de queijo e tapioca –, em uma iniciativa dos órgãos oficiais dos Estados.
Mercado inglês
Um dos principais emissores de turistas para o mundo e com grande potencial de crescimento para o Brasil, a Inglaterra é um mercado de alta prioridade para o trabalho de promoção turística do Brasil no exterior, conforme orientação do Plano Aquarela – Marketing Internacional.
Para Fuzinatto, a presença da ministra e da presidente da Embratur na WTM indica o peso do Reino Unido: “Dá uma demonstração clara ao trade britânico da seriedade com que estamos atuando neste mercado com um conjunto de programas de ação”.
Marta e Jeanine têm também uma intensa agenda de encontros com a imprensa estrangeira presente à feira e com profissionais de turismo. Participam ainda, no estande brasileiro, do coquetel em comemoração ao novo vôo da Varig para Londres.
Em 2006, o Brasil recebeu 169.627 turistas ingleses. Fonte Ministério de Turismo

terça-feira, 6 de novembro de 2007

A Copa do Mundo é nossa. Isso é bom para o turismo?

Jeanine Pires *

O Estado de São Paulo

As alegrias e recompensas com a Copa de 2014 devem ir muito além dos gramados. Um dos setores que mais tem a ganhar é o turismo. No histórico das últimas Copas, os países que foram sede do evento se beneficiaram de um aumento significativo no número de turistas e na entrada de divisas. Mais do que os números, a exposição constante e positiva de imagem durante anos trouxe impactos para além do evento. Depois de 2014, o Brasil ocupará um novo lugar no mercado turístico mundial.

Na estimativa inicial do Ministério do Turismo, o Brasil deve receber 500 mil turistas estrangeiros a mais em 2014, que devem deixar aqui, diretamente, cerca de US$ 750 milhões - números que podem e devem crescer. De agora em diante, a Copa será um dos cartões-postais para reforçar o trabalho de promoção da imagem do Brasil feito pela Embratur no exterior. Nosso objetivo não é só receber mais turistas durante a Copa, mas aumentar o fluxo após o evento, como ocorreu na Alemanha, depois de 2006.

A Copa nos credencia, definitivamente, como País capaz de ser sede de grandes eventos. O Brasil já vem de um sucesso na realização dos Jogos Pan-Americanos - que ocorreram de forma impecável desde as instalações esportivas até a segurança de turistas e atletas. Ser um destino de eventos e negócios no mundo nos interessa muito.

O turista que vem ao País com esse objetivo tem gasto médio bem maior do que aquele que vem a lazer. Nossas pesquisas indicam que 97,9% desses visitantes têm intenção de voltar ao Brasil para conhecer outros lugares. Esse será nosso foco na promoção internacional: convencer o turista que virá à Copa a voltar.

O Brasil já evoluiu muito nessa área, graças à atenção que vem sendo dada pela Embratur na captação de eventos internacionais. Em 2002, ocupávamos o 22º lugar no mundo em eventos internacionais realizados. Hoje, já estamos na sétima posição. E, além de São Paulo e Rio, outras cidades brasileiras, como Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Recife, Goiânia, Brasília e Manaus vêm criando condições para a realização de grandes eventos, com infra-estrutura, serviços de qualidade e profissionais capacitados.

Temos muito trabalho pela frente. Mas estou certa de que a organização da Copa será impecável. O planejamento público e privado garantirá que cada etapa das obras de infra-estrutura seja cumprida. E nossa cadeia turística fará os investimentos necessários para garantir serviços, entretenimento e todas as condições para que equipes, turistas, jornalistas e torcedores desfrutem do melhor que o Brasil pode oferecer.

A promoção do Brasil como país-sede da Copa do Mundo 2014 começa já. De 12 a 15 de novembro, em Londres, durante o World Travel Market (WTM), uma das maiores feiras internacionais de turismo do mundo, o futebol já será a estrela da participação brasileira. Operadores e agentes de viagens ingleses serão recebidos em nosso estande com sugestões de roteiros.

Será o início de um trabalho que poderá fazer do turismo também um campeão - na criação de emprego e renda, na entrada de divisas para o País e na recepção de um número cada vez maior de estrangeiros, encantados com nosso futebol e, também, com nossa natureza, nossa cultura, nossa alegria e nossa diversidade.

* Jeanine Pires, presidente da Embratur

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Iniciativa importante para o turismo: governo quer transformar prédio histórico em pousada

Arnaldo Galvão
Valor

Sergio Zacchi / Valor
Eraldo Alves Cruz, da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih): "Vai ser preciso flexibilizar as exigências "


O governo definiu os sete locais que serão licitados, em fevereiro, para serem transformados em Pousadas Históricas. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, explicou ao Valor que o projeto segue o modelo dos Paradores espanhóis. A escolha das empresas responsáveis pela gestão hoteleira será por meio de licitação para assinatura de contrato de arrendamento, mas o modelo de concessão ainda está em fase final de desenvolvimento.


A primeira lista é integrada por quatro conventos e três fortalezas. Os conventos são: Nossa Senhora dos Anjos (Penedo, Alagoas), Santa Cruz (São Cristóvão, Sergipe), Santo Antônio do Paraguaçu (Cachoeira, Bahia) e São Francisco (Olinda, Pernambuco). As fortalezas são as de Santa Cruz da Barra (Niterói, Rio de Janeiro), Santa Cruz do Anhatomirim (Governador Celso Ramos, Santa Catarina) e Castelo (Belém, Pará). Outros 11 prédios históricos estão sendo preparados pelo governo.


O interesse do setor privado é grande, porque, em todo o mundo, instalações hoteleiras diferenciadas são uma atração a mais para os turistas. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Eraldo Alves da Cruz, confirma a estratégia dos investidores e dá como exemplo o grupo português Pestana, que administra um hotel no Convento do Carmo, no Pelourinho, em Salvador. O prédio começou a ser construído em 1586 pela Ordem Primeira dos Freis Carmelitas. Depois de restaurado, passou a abrigar, segundo a empresa, o primeiro hotel histórico de luxo no Brasil.


O presidente da Abih alerta que a viabilidade dos negócios nesse tipo de projeto depende da compreensão das autoridades responsáveis pelo patrimônio histórico e cultural. "Vai ser preciso flexibilizar as exigências e isso não é comum no Brasil. " Alves da Cruz acaba de voltar de uma viagem à Itália e comenta que na cidade de Siena , diversos prédios de valor cultural são usados pela indústria do turismo, da gastronomia e do entretenimento.


Outro exemplo de uso equilibrado de prédio histórico, segundo a Abih, é o do Arsenal de Guerra, em Cuiabá, uma das mais importantes atrações arquitetônicas da capital do Mato Grosso. Em 2001, recebeu investimentos de R$ 3 milhões e o Serviço Social do Comércio (Sesc) passou a explorar o local como centro cultural.


O presidente da Federação Nacional dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Norton Luiz Lenhart, também afirma que a concessão dos primeiros sete locais para as Pousadas Históricas será uma grande oportunidade para o desenvolvimento do turismo mais sofisticado no país. Ele diz que além dos Paradores espanhóis, há outros exemplos a seguir como as Pousadas de Portugal e os "chateaux" na França. Lenhart revela que já foi estudada a viabilidade do Forte de Santa Cruz da Barra, em Niterói, um dos locais que serão licitados em fevereiro. "O espaço é maravilhoso e dá uma visão privilegiada do Pão de Açúcar."


O projeto das Pousadas Históricas foi um dos assuntos tratados por Marta e pelo ministro da Indústria, Comércio e Turismo da Espanha, Joan Clos, durante reunião em Salvador. Segundo a ministra, a cooperação com as autoridades espanholas é muito importante para o desenvolvimento do turismo no Brasil. "Neste ano, a Espanha vai igualar a marca da França como um dos principais destinos de turismo no mundo. Vão receber 60 milhões de estrangeiros", afirma.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Marta Suplicy abre a Feira das Américas da Associação dos Agentes de Viagem destacando o crescimento do turismo brasileiro

Ministra do Turismo, Marta Suplicy, visitou na tarde desta quarta-feira (24) o estande da Secretaria de Estado do Turismo e da Paraná Turismo na Feira das Américas (Abav 2007), que acontece até o dia 27 no Riocentro, Rio de Janeiro. Marta Suplicy experimentou o barreado, prato típico da comida paranaense, acompanhada pelo secretário do Turismo do Paraná, Celso de Souza Caron, e pelo presidente do Convention & Visitour Bureau de Curitiba e diretor da Serra Verde Express, Adonai Arruda. Foto:Divulgação



Crise aérea rouba a cena na Abav

Presidente da entidade, João Martins Neto, criticou o governo; Marta Suplicy, desta vez, evitou a polêmica

Natália Zonta - O Estado de São Paulo

A crise aérea brasileira foi o tema predominante das discussões na Feira das Américas da Associação dos Agentes de Viagem (Abav 2007). Na abertura, o presidente da entidade, João Martins Neto, não poupou críticas ao governo federal. 'O caos e a incerteza que dominam o setor são resultado de uma série de problemas estruturais - e não decorrentes da falta de órgãos de fiscalização', disse Neto. 'Nosso País cria órgãos que não cumprem suas tarefas.'

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, preferiu evitar polêmica e vestiu a camisa do tema do evento, Turismo: A Força de Reação. O tom de seu discurso foi otimista. 'Pouco a pouco, recuperamos a credibilidade da aviação.' A ministra fez questão de assistir até o fim à apresentação de mais de uma hora dos bois de Parintins - neste ano, a Abav elegeu um Estado patrono, o Amazonas.

A feira reuniu 700 expositores nos pavilhões 3,4 e 5 do Riocentro, e atingiu recorde de público, com 23.701 visitantes, 3,84% a mais que no ano passado. A Abav 2008 já está marcada para 22 de outubro, no mesmo espaço. Desta vez, o Estado patrono será Santa Catarina.

EXPECTATIVA

Segundo Marta, a arrecadação com a vinda de turistas estrangeiros deve ser recorde em 2007. 'Pelos nossos cálculos, vamos fechar o ano com mais de US$ 4,9 bilhões.'

Uma das prioridades do governo, agora, é a campanha publicitária para promover o Brasil nos Estados Unidos, na qual serão gastos US$ 6 milhões. Marta também aguarda que o BID libere empréstimo de US$ 1 bilhão para investir na infra-estrutura e na capacitação dos Estados. O primeiro programa lançado por Marta, o Viaja Mais Terceira Idade, deve ser ampliado, beneficiando trabalhadores e estudantes.

A presidente da Embratur, Janine Pires, seguiu o discurso de Marta e disse que os esforços serão concentrados na divulgação do País no exterior. Os destinos: Rio, Foz do Iguaçu, Amazonas e todo o Nordeste.

ACORDO

A Abav foi palco de um acordo entre os agentes de viagem e a TAM. No primeiro dia, a companhia aérea anunciou que vai voltar a pagar a comissão de 10% aos agentes. O valor só não será repassado quando a compra for feita pela internet e não representar custo adicional ao passageiro. Em 2001, a comissão caiu para 7% nos vôos nacionais e 6% nos internacionais.

João Martins Neto se despediu da Abav. Ele disse que não vai tentar a reeleição e já aceitou um convite para ser secretário de Turismo do Maranhão, no próximo ano.

domingo, 28 de outubro de 2007

Correio Braziliense: Sons tipo exportação

A música brasileira se fortalece entre os produtos que a Embratur e o Ministério do Turismo divulgam no exterior. Iniciativa favorece até os brasilienses do Clube do Choro


Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio

Paulo de Araújo/CB
Músicos do Choro Livre participaram do Mês do Brasil na Argentina e vão voltar a buenos aires: aplaudidos de pé
Houve tempo em que os maiores atrativos brasileiros no exterior eram os shows e eventos que colocavam em destaque o rebolado de mulatas em trajes sumários. Uma mudança radical tem ocorrido ultimamente a partir de programação elaborada pela Embratur, que abre espaço nas feiras internacionais para um dos nossos melhores produtos de exportação: a música popular de qualidade.

Essas feiras se transformam em palcos para a apresentação do trabalho de grupos de diferentes estilos, que exibem a diversidade da cultura popular brasileira, com o sotaque regional característico. Por decisão política, países da América Latina têm sido o destino preferencial dessas caravanas – embora haja projetos para levá-las também ao continente africano.

“Com a criação do Ministério do Turismo, a Embratur passou a cuidar exclusivamente da programação voltada para o mercado internacional. Nas feiras, realizadas em várias partes do mundo, a música popular brasileira, o artesanato e a culinária são acolhidos com interesse e admiração pelo público”, afirma Maria Katavatis, gerente geral de eventos promocionais e feiras da Embratur.

Em diversas regiões do mundo, a instituição tem os Escritórios Brasileiros de Turismo, que se encarregam de identificar oportunidades de divulgação da cultura do país – e a nossa música freqüentemente é incluída nessas ações. Não há uma diretriz específica em relação aos ritmos que mereçam ser divulgados, embora a bossa e o samba tenham destaque.

A seleção dos artistas e gêneros depende das demandas e da receptividade do público de cada país. “Os músicos participam das feiras depois de serem avaliados e chamados pela Embratur, que leva em consideração critérios como qualidade e singularidade da obra”, continua a gerente.

Partiu dela, apreciadora do chorinho, o convite para que o grupo brasiliense Choro Livre viesse a se apresentar em feiras realizadas em Montevidéu (Uruguai), em 2005, e Lima (Peru), no primeiro semestre de 2006. No dia 19 próximo, Henrique Filho (bandolim), Henrique Neto (violão de sete cordas), Rafael dos Anjos (violão), Márcio Marinho (cavaquinho) e Antônio Afonso (pandeiro) vão tocar na 11ª Feira Internacional da Argentina, em Buenos Aires.

“Temos viabilizado a participação em feiras não apenas de artistas renomados nacionalmente, mas também de novos talentos, como o pessoal do Clube do Choro de Brasília. A música passou a ter um grande destaque nessas promoções”, comenta Maria. “Em 2008, quando a bossa nova comemora 50 anos, vamos buscar divulgá-la ainda mais no exterior.”

Choro e bossa
O Choro Livre se antecipa – e, no show que fará na capital argentina, vai incluir em seu repertório standards bossa-novistas. “Nas apresentações que fizemos nas feiras em Montevidéu e Lima, percebemos que as diferentes vertentes da MPB são muito apreciadas. A obra de Tom Jobim é conhecidíssima. Por isso, nessa investida na Argentina, vamos acrescentar alguns clássicos da bossa nova, em especial canções do compositor carioca”, comenta Henrique Filho, o Reco do Bandolim.

Nos dias 2 e 3 últimos, o Choro Livre esteve em Buenos Aires, com o apoio do Itamaraty. “Participamos do Mês do Brasil na Argentina. A programação musical contou com grandes instrumentistas nacionais, como Jacques Morelenbaum, Lula Galvão e o Trio Madeira Brasil. Fomos aplaudidos de pé e o ministro Rodrigo Baena, coordenador do evento, nos convidou para voltar no próximo ano”, continua Reco do Bandolim.

De acordo com José Mário Ferreira Filho, chefe da Divisão de Operação e Difusão Cultural do Itamaraty, a função primordial do órgão é expandir a cultura brasileira no exterior. “Fazemos isso de forma sistemática, a partir de um elenco de propostas de atividades elaborado por nossas embaixadas e consulados em diversos países. Obviamente, o atendimento depende dos recursos de que dispomos”, explica.

“Exemplo recente foi a solicitação feita por nossa embaixada em Buenos Aires, para a participação de artistas brasileiros no Mês do Brasil na Argentina. Atendemos prontamente e lá estiveram vários músicos, inclusive o grupo do Clube do Choro”, lembra José Mário. O Itamaraty dispõe de um arquivo com nomes de artistas e grupos que desejam participar de eventos internacionais com apoio do Ministério das Relações Exteriores – nele, se destacam artistas ainda pouco conhecidos aqui e no exterior. A seleção dos músicos que tomarão parte nesses eventos pode ser feita a partir desse acervo, mas também há casos em que as embaixadas pedem um nome específico.

Quem também contou com o apoio do Itamaraty foi o Choro & Cia., que esteve no 25º Festival de Medina, em Tunis (capital da Tunísia, no norte da África). O grupo brasiliense é formado por Fernando César (violão de sete cordas), Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Amoy Ribas (pandeiro) e Ariadne Paixão (flauta). “A apresentação no festival, no dia 8 último, foi a convite da embaixada brasileira. Se não tivéssemos as passagens e a estadia pagas pelo Itamaraty, não poderíamos ter levado nossa música até lá. Depois, nos dias 10 e 11, tocamos em Argel e Boumerdes, na Argélia”, relata Fernando César, irmão do bandolinista Hamilton de Holanda.

Para ele, a ida ao continente foi de grande importância. “Além de poder mostrar a música brasileira para os africanos, tivemos a oportunidade de trocar experiências com músicos da região, que nos procuraram depois do show em Boumerdes, uma cidade onde vivem muitos artistas. Nossas apresentações foram programadas pela própria embaixada, que nos deu fundamental apoio logístico”, reconhece o violonista.


Homenagem a Pixinguinha

Recentemente, entre os dias 4 e 7, o grupo brasiliense Choro Positivo se apresentou no 18º Festival Internacional de Música de Pulso e Pua, ocorrido em La Coruña, na Espanha, que, na edição deste ano, homenageou o genial músico e compositor brasileiro Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha. O encontro é promovido por Rosa Gonzales, da Agrupación Musical de Albeniz, que tem profunda admiração pela música brasileira.

Integrado por Carlinhos Sete Cordas (violão), Evandro Barcellos (cavaquinho), Léo Benon (cavaquinho centro) e Marcelo Sena (pandeiro), o Choro Positivo viajou com o apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. “Participamos desse festival desde 2004, com o patrocínio do Ministério da Cultura. Desta vez, foi a Secretaria de Cultura que viabilizou a nossa ida”, revela o produtor Ruy Godinho.

“Foram conosco, também, a cantora Sandra Dualibe, o violonista Henrique Neto e a percussionista Amanda Costa. É da maior importância podermos levar a outros países a música que é feita em Brasília. Na Espanha, tivemos ótima acolhida do público e da crítica”, comemora. “Depois do festival, o Choro Positivo se apresentou em Madri, enquanto Sandra, Henriquinho e Amanda foram até Portugal e fizeram show em Lisboa.”


Música e filmes nas feiras e na internet

Mariana Ceratti e Ricardo Daehn
Da equipe do Correio
Pena Filho/Divulgação
Yamandú tocou em feira de World music Espanhola: visibilidade lá fora

O que têm em comum o violonista gaúcho Yamandú Costa e o grupo pernambucano Siba e a Fuloresta do Samba? Ambos são destaques da edição 2007 da The World Music Expo (a Womex), que começou na última quarta-feira e termina neste domingo em Sevilha, na Espanha. Yamandú tocou na tarde de quinta; Siba tem apresentação marcada para hoje. A feira dá visibilidade a um terceiro trabalho institucional de divulgação da música brasileira, realizado em parceria entre a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (a Apex, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e a Brasil Música e Artes (BM&A), associação que reúne artistas, gravadoras e produtores, entre outros participantes do mercado fonográfico.

No estande montado na feira espanhola, Apex e BM&A pretendem mostrar que as criações brasileiras não são apenas ricas e diversificadas – também podem gerar recursos e reconhecimento para o país. “A música posiciona o país lá fora como criativo, inovador, com um conjunto de atributos que abre portas para a venda de outros produtos”, destaca Christiano Braga, gestor de projetos da área de serviços e entretenimento da Apex. Dados da agência revelam que a música brasileira movimenta US$ 4,43 milhões (quase R$ 8 milhões) por ano. Pode render mais ainda – e, para isso, as duas instituições apostam em um modelo de negócios voltado para a distribuição da arte na internet.

Um dos principais esforços nesse sentido tem sido o de abrir espaço para a música brasileira nas páginas mais conhecidas de downloads legalizados. “Em muitos desses sites, como o iTunes (o mais importante do gênero), os artistas nacionais entram na classificação latin music (música latina) junto com Shakira e Julio Iglesias, que não têm nada a ver conosco. Misturados dessa forma, acabam perdendo a chance de aparecer nas listas dos mais ouvidos e baixados”, explica o irlandês David McLoughlin, gerente da BM&A. A associação já assinou parceria com a página All Music Guide, para separar a música brasileira da latina. O site não só oferece downloads, como provê informações sobre nomes de artistas e álbuns nos computadores com o software Windows Media Player. O projeto da Apex e da BM&A tem orçamento de R$ 5,042 milhões até o final de 2008.

Além do estímulo ao segmento musical, a Apex vem se firmando no ramo audiovisual, em projetos que começam a apresentar êxito financeiro. Ainda que a diversificação de parcerias, ocasionalmente, comprometa parte de eventos importantes, como o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a injeção gradual de R$ 5,5 milhões vem resultando em saldos animadores. Sem favorecer um grupo ou empresa, o contrato com o Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo já gerou, em um ano, US$ 88 milhões (aproximadamente R$ 158,4 milhões).

A atuação com o sindicato mais representativo do setor, prevista para se estender até 2009, animou 80 empresas de mais de 25 países. A iniciativa prevê arranjos de co-produções e venda de serviços nacionais da área para equipes estrangeiras que filmam no Brasil. Os acordos de co-produção representam a maior parcela dos rendimentos, com volume de quase US$ 78 milhões (R$ 140,4 milhões, aproximadamente). Recentemente, o programa de apoio às exportações formou uma missão comercial de 10 empresas nacionais, que participaram do Festival de Toronto. Os próximos mercados a serem explorados estão nos festivais internacionais de Roma e de Madri.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

ENTRADA DE DÓLARES COM TURISTAS ESTRANGEIROS, EM SETEMBRO, APONTA PARA NOVO RECORDE ANUAL

Com o ingresso de US$ 343 mi no mês passado, acumulado do ano chega a US$ 3,608 bi, perto da mesma quantia de todo o ano de 2005

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), hoje (22), US$ 343 milhões ingressaram na economia do País em setembro deste ano por meio do gasto de turistas estrangeiros. O valor, 9,34% superior aos US$ 314 milhões registrados no mesmo período de 2006, caracteriza este como o melhor setembro da série histórica e aponta para um novo recorde no ano.

De janeiro a setembro de 2007, já entraram no País US$ 3,608 bilhões, quantia que se aproxima da registrada em todo o ano de 2005, quando ingressaram US$ 3,861 bilhões. Nesse cenário, mantido o ritmo mensal de entrada de dólares, a receita total de 2007 poderá ficar entre US$ 4,8 bilhões e US$ 4,9 bilhões – um recorde histórico, ultrapassando a marca de US$ 4,316 bilhões de 2006.

Para a ministra do Turismo, Marta Suplicy, a atividade no Brasil cresce anualmente como resultado de uma política séria que vem sendo desenvolvida no exterior. “Os números demonstram que o trabalho de promoção internacional dos nossos destinos, serviços e produtos turísticos, feito pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), é consistente e está apresentando resultados concretos”, disse.

Em comparação com o acumulado dos nove meses de 2006, quando foram registrados US$ 3,207 bilhões, o aumento obtido neste ano no mesmo período é de 12,50%. “Embora setembro seja um mês de baixa estação, os números revelaram um crescimento compatível com a média anual, reforçando a expectativa de recorde com percentual de dois dígitos”, avalia José Francisco de Salles Lopes, diretor de Estudos e Pesquisas da Embratur.

O cálculo do BC, iniciado em 1969, inclui as trocas cambiais oficiais e gastos em cartões de crédito internacional.


Assessoria de Comunicação da Embratur

Brasil e Estados Unidos trocam informações sobre o turismo

Brasília (18/10) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, participou, dia 18, em Washington (EUA), de uma série de reuniões nas quais foram apresentadas experiências do mercado turístico norte-americano que, eventualmente, poderão ser aplicadas no Brasil. Com representantes do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Marta Suplicy tratou de um sistema de estatísticas utilizado nos Estados Unidos que permite mensurar o fluxo de turistas e o tamanho de toda a economia do setor. As estratégias de promoção do turismo norte-americano também foram mostradas. Nesses encontros, também foi ressaltado o compromisso de colaboração e troca de informações entre os dois países.

Com representantes do governo norte-americano que tratam especificamente da preservação do patrimônio histórico e cultural, a ministra conheceu as principais políticas desenvolvidas, como a de roteiros turísticos organizados a partir de estradas secundárias. Nessas rotas tradicionais no país, as diferentes localidades investem na qualificação de seus atrativos, como, por exemplo, artesanato, arquitetura e patrimônio natural, fazendo com que esses roteiros tenham grande atratividade para o turista. Nos Estados Unidos, já são 126 roteiros assim organizados em 44 estados diferentes. “Essa experiência já existe em menor escala no Brasil e o sucesso que ela tem é uma referência positiva para continuarmos o trabalho de regionalização e estruturação de roteiros turísticos”, disse a ministra Marta Suplicy.

A ministra teve a oportunidade de trocar experiências sobre gestão de parques nacionais com representantes do Departamento do Interior. As informações obtidas neste encontro poderão subsidiar o trabalho que vem sendo realizado no Brasil pelos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente, para a utilização sustentável desses patrimônios naturais. “A preservação das unidades de conservação e a utilização racional desses espaços contribuem para geração de trabalho e renda para as comunidades locais”, afirmou a ministra.



MTur intensifica ação de divulgação do Brasil nos EUA







Em Nova York, a ministra Marta Suplicy concedeu entrevistas a veículos especializados e falou do programa permanente para divulgar os destinos turísticos brasileiros naquele país





Ass. de CComunicação do Ministério do Turismo - ASCOM



Fonte portal do Ministério de Turismo.

sábado, 13 de outubro de 2007

Turismo no Brasil é bom negócio

O setor cresceu quase 14% nos últimos três anos

O Globo

JANYCK DAUDET


Sou um dos muitos estrangeiros que chegam ao Brasil a trabalho e acabam ficando por aqui, acolhidos com carinho e inseridos na vida brasileira. Depois de 12 anos no país, tenho aqui fortes raízes, inclusive uma filha carioca, e orgulhosamente ostento o título de Cidadão Fluminense. Mas o que faz tantos de nós se apaixonarem pelo Brasil é também um importante patrimônio econômico. A associação única de belezas naturais e espírito de alegria faz do Brasil um destino extraordinariamente atraente para turistas de todo o mundo e de todos os tipos. Jovens, idosos, aventureiros, sofisticados, ecologistas, gourmets, esportistas, interessados em cultura popular: todos encontram aqui motivos de sobra para incluir o Brasil em seus planos de viagem.

Entusiasmado com estes atributos, e enxergando neles um enorme potencial de negócio, tenho nos últimos anos me empenhado em sensibilizar a matriz do Club Med a investir cada vez mais no Brasil. E efetivamente já estamos prestes a iniciar a construção de nosso quarto resort do país, na Região dos Lagos, local escolhido em detrimento de outros destinos fabulosos na América do Sul.

Mas o que nos motivou a fazer este investimento não é apenas a beleza natural da região. Com turistas cada vez mais exigentes, condições adequadas de infra-estrutura são fundamentais para assegurar ao país a capacidade de aproveitar o seu potencial natural, a começar pelos transportes. Não há no mundo destino turístico importante que não conte com um aeroporto capaz de absorver a demanda com conforto e segurança.

Neste contexto, a inauguração do novo aeroporto de Cabo Frio, com a construção da nova pista e ampliação das instalações, que o tornam apto a receber turistas de qualquer parte do mundo, é um marco importante para o crescimento do turismo não só na região mas em todo o Brasil.

Investimentos como este são bemvindos pela indústria do turismo, necessários para o país e demonstram a visão de futuro dos governos. Turismo é um negócio em crescente evolução. Dados da OMT mostram que o turismo mundial movimentou 840 milhões de turistas em 2006, gerando receitas de US$ 735 bilhões. O crescimento foi de 4,9% em relação ao ano anterior. O mercado de turismo se aquece mais e mais a cada ano, à medida que aumenta a confiança do turista em conhecer novos destinos de férias e os preços dos transportes caem progressivamente.

No Brasil a situação não é diferente. Privilegiado pela natureza e distante de problemas que afetaram o turismo mundial nos últimos anos — como o terrorismo, as catástrofes naturais na Ásia e epidemias como a gripe aviária —, o país tem apresentado resultados positivos desde 2003, com forte aceleração e crescimento de cerca de 14%, até 2006.

Aumento do PIB e condições favoráveis de pagamento, aliados a uma inflação baixa, fizeram com que o turismo doméstico ganhasse fôlego. A família brasileira passou a gastar mais em entretenimento, e houve uma alteração do perfil de hospedagem. O aumento do poder aquisitivo e dos investimentos fez com que a rede hoteleira captasse turistas que antes ficavam em casas de amigos e parentes.

Mas ainda há desafios enormes a serem vencidos para que o Brasil explore todo o seu potencial. Soluções de longo prazo para a recente crise aérea, novos investimentos em infra-estrutura, potencialização das rotas internacionais com vôos diretos, organização de eventos internacionais e desenvolvimento de pólos turísticos integrados e ambientalmente adequados são algumas das ações necessárias.

Mas tudo isso é viável, possível e provável, a julgar pelos esforços que indústria e governo têm demonstrado, como a iniciativa de dotar a Região dos Lagos de um aeroporto de excelência. Esforços que somados às características únicas do Brasil como produto turístico apontam para um horizonte promissor e de sucesso, com benefícios para toda a economia brasileira. E para brasileiros e estrangeiros que terão mais oportunidades de conhecer lugares tão especiais e únicos como os que o Brasil esbanja.

JANYCK DAUDET é hoteleiro.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Governo federal vai investir R$ 115 mi em turismo no Pará










Anúncio foi feito pela ministra Marta Suplicy


“O Pará tem todas as condições para entrar com força no turismo do século 21, baseado principalmente na não-poluição e nas belezas naturais. Mas para isso são necessários investimentos pesados em infra-estrutura, e estamos preparando o Estado para isso”. A afirmação é da ministra do Turismo Marta Suplicy, que chega amanhã à tarde a Belém a tempo de participar da Trasladação e para a procissão do Círio de domingo, a convite da governadora Ana Júlia Carepa.
Marta, que falou com exclusividade com o DIÁRIO na tarde de ontem, por telefone, reuniu no mês passado com a bancada paraense no Congresso Nacional e apresentou aos parlamentares uma estimativa de investimento no Estado de R$ 115 milhões do Ministério para infra-estrutura turística, em 2008, abrangendo desde a área de saneamento básico até a habitação. “Estamos reunindo com todas as bancadas, por Estado, para definir esses investimentos e no caso do Pará a carência principal é em infra-estrutura e qualificação”, diz.
Segundo a ministra, dado o seu potencial turístico, o Pará está muito aquém do que poderia proporcionar nesse setor para o Brasil e para o mundo. “Os deputados garantiram que irão se empenhar no sentido de estudar e elaborar emendas para garantir o máximo de recursos para serem aplicados no ano que vem no Estado”, disse a ministra. A previsão é que o Ministério do Turismo invista no Pará, este ano, um total de R$ 831 mil.

HOTÉIS - Ainda na área de infra-estrutura, uma das grandes preocupações da ministra é com a hospedagem. “Durante o Círio a população se multiplica na cidade e há um crescimento no emprego e na renda. Os peregrinos precisam de conforto na cidade que os acolhe”. Marta diz que essa deve ser uma questão que precisa ser solucionada, principalmente porque o Fórum Social Mundial (FSM) em 2009 será realizado em Belém.
De acordo com a ministra a hospedagem é uma das grandes preocupações da governadora Ana Júlia, já que Belém e os municípios vizinhos terão que ter condições de garantir hospedagem para todos os bolsos, desde albergues até hotéis cinco estrelas. “Uma das saídas, que é muito utilizada em outros países, é a reforma de residências para abrigar os participantes de eventos, de acordo com critérios pré-estabelecidos. A hospedagem sai com qualidade e a um preço bastante acessível, além de gerar renda para várias famílias”, sugere. Para realizar o FSM serão necessários investimentos na ordem de R$ 170 milhões.
Marta Suplicy disse que sempre teve vontade de vir a Belém acompanhar o Círio, já que acompanhava todos os anos o registro da festa feito em rede nacional. Além do Círio, a ministra está cumprindo um calendário de visitas a eventos religiosos pelo país. “O turismo religioso no Brasil cresce a cada ano e mexe muito com a espiritualidade do povo brasileiro, sem falar no aspecto turístico, que por tabela é beneficiado. Muitas pessoas que não comungam da mesma religião vão a Belém, por exemplo, apenas para assistir a esse grande espetáculo de fé que é o Círio e tudo o que o envolve”, cita.

Luiz Flávio

Visita ao Ceará gera expectativa no trade


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MARTA SUPLICY falou para os empresários do turismo

em café-da-manhã no Gran Marquise Hotel

(Foto: FOTOS: FÁBIO LIMA )

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O GOVERNADOR Cid Gomes, Jeanine Pires, Marta Suplicy e o secretário Bismarck Maia

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MARTA SUPLICY exibindo quadro com a foto de Lagoinha,

uma das peças da campanha da Embratur nos EUA


O dia 4 de outubro, dedicado a São Francisco, foi promissor para o povo cearense. Com uma agenda cheia de compromissos, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, esteve no Ceará para assinatura de convênios e liberação de recursos do Ministério do Turismo (MTur) para obras e capacitação. Num único dia, ela esteve em Fortaleza, Aquiraz e Canindé


A companhada da presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Jeanine Pires, do governador Cid Gomes e do secretário de Turismo do Ceará, Bismarck Maia, a ministra Marta Suplicy esteve em café-da-manhã com o trade turístico no Gran Marquise Hotel. O encontro deixou otimismo e expectativa para o setor, carente de recursos e realizações para se tornar competitivo no mercado.

A ministra citou quatro coisas que ela considera importante para o desenvolvimento do turismo: infra-estrutura, qualificação, monumentos e promoção, que se completam com belezas naturais e hospitalidade. Marta mencionou a campanha que está sendo desenvolvida nos Estados Unidos, que tem Lagoinha entre as peças promocionais. A duna, que virou símbolo daquela praia, foi apresentada em quadros, entregues ao governador Cid Gomes e ao secretário Bismarck Maia. Marta falou da importância do turismo para reduzir as diferenças regionais e do esforço que está sendo feito para lotar o Brasil de visitantes durante todo o ano. O governador Cid Gomes reforçou sua promessa de construir o Centro de Feiras e Eventos, o que renovou as esperanças dos empresários do setor de turismo.

Os recursos a serem liberados pelo MTur, através do Programa de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste (Prodetur-NE II), num total de R$ 33,5 milhões, são para execução de obras nas praias de Mundaú (R$ 1,1 milhão), Lagoinha (dois convênios no total de R$ 3,1 milhões), Iracema (R$ 4,5 milhões) e nas orlas de Paracuru (R$ 1,4 milhão) e Camocim (R$ 1,8 milhão). O município de Aquiraz (CE) receberá R$ 1,1 milhão com a assinatura de três convênios para recuperação da Casa do Capitão Mór, do Mercado da Carne e da Praça da Matriz. Serão destinados, ainda, R$ 4,7 milhões para recuperação do Palácio da Abolição e R$ 1,8 milhões para restauração do prédio do Centro de Turismo do Ceará.

Com recursos do Prodetur NE II, Fortaleza receberá investimentos de R$ 2,7 milhões para sinalização turística. O Pólo Costa do Sol terá um diagnóstico de capacitação profissional (R$ 1,8 milhão) e de qualificação empresarial (R$ 1,4 milhão), além de R$ 3,6 milhões para promoção turística. Os investimentos do MTur, disponibilizados pela área de infra-estrutura turística, viabilizam também a implantação da primeira fase de ampliação do Aeroporto de Aracati (R$ 3 milhões) e as obras de sinalização turística no litoral Leste do Ceará (R$ 1,1 milhão).

Expectativa

A promessa de novos investimentos deixou os empresários otimistas. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), Manoel Cardoso Linhares, disse que ´agora, a nossa expectativa é a melhor possível, pois com os investimentos voltados para melhorar a infra-estrutura de vários pontos turísticos cearenses, tanto da capital como do interior, poderemos receber os nossos turistas muito melhor´, disse.

Manoel Cardoso Linhares elogiou também a posição do governador Cid Gomes, que se comprometeu em lutar pela construção do Parque Multifuncional de Feiras e Eventos do Estado. ´Agora acreditamos que este centro de eventos tão desejado pelo trade sairá do papel. E o importante de tudo é que o governador está consciente da verdadeira vocação turística do Estado´, destacou.

O presidente da ABIH-CE ressaltou ainda o grande envolvimento do Governo Estadual com a divulgação da imagem do Estado em eventos nacionais. ´O Ceará terá o terceiro maior estande no Congresso da Abav - Feira das Américas, que acontece no final deste mês, no Rio de Janeiro. Lá a Secretaria do Turismo do Estado estará divulgando todo o potencial turístico do nosso Estado´.

Régis Medeiros, presidente do Fortaleza Convention & Visitors Bureau (FCVB), presente também ao café-da-manhã com a ministra, destacou que esse momento emblemático ´deu uma oxigenação ao turismo cearense´. Segundo Medeiros, a união do governo federal com o estadual para melhorar a infra-estrutura turística do Estado deu uma injeção boa para o Ceará. ´Os investimentos em Fortaleza vão ser destinados à urbanização da Praia de Iracema, implantação da sinalização turística e reforma de alguns pontos turísticos como o Palácio da Abolição e o Centro de Turismo. Mas seria interessante, também, que a Prefeitura de Fortaleza olhasse para outros espaços turísticos da cidade, como a Praia do Futuro e o Morro de Santa Terezinha, por exemplo´, frisou.

Com a promessa da criação do Centro de Feiras e Eventos, Régis Medeiros acredita que o Estado poderá captar para os próximos anos grandes eventos nacionais e internacionais. ´Agora mesmo deixamos de trazer para o Ceará o evento internacional religioso Jesus Christi is a Church (Jesus Cristo é uma Igreja), porque a organização precisava de um auditório tipo teatro, com capacidade para três mil pessoas´, exemplificou Medeiros.

Diário do Nordeste

´O turismo só acontece com cooperação´

Diário do Nordeste Entrevista Marta Suplicy


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A MINISTRA do Turismo, Marta Suplicy, esteve no Ceará,

na semana passada, e anunciou uma série de investimentos

para o desenvolvimento do turismo cearense

(Foto: FOTOS: FÁBIO LIMA)

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A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, esteve em Fortaleza na semana passada para anunciar uma série de investimentos para o setor no Ceará. Em entrevista, ela falou dos projetos do Ministério do Turismo (MTur) para o Estado e da importância de parceiros como o Governo do Estado e o Sebrae para a implementação de ações que incrementem o turismo cearense


De que forma os programas do seu ministério podem ajudar a garantir o desenvolvimento sustentável para as regiões mais pobres onde, em geral, estão algumas das paisagens mais bonitas do nosso País?

O Ministério do Turismo baliza suas ações no Plano Nacional do Turismo, que considera todas as regiões brasileiras importantes para o turismo, cada uma com sua especificidade e diversidade. Os atrativos naturais do Brasil, juntamente com seu povo, constituem a maior riqueza do País. Aproveitar o que eles têm de melhor e, ao mesmo tempo, conservá-los é um grande desafio. Mas quando falamos em sustentabilidade não podemos pensar apenas em meio ambiente. Temos que lembrar também dos aspectos sociais, culturais e econômicos da atividade turística. Diante disso, o Ministério do Turismo tem trabalhado em parceira com diversos outros ministérios e instituições locais, a fim de garantir a sustentabilidade, em todos os seus aspectos, nas mais diversas regiões turísticas.

Como o MTur pretende resolver um dos problemas do turismo do Nordeste que é a carência de mão-de-obra treinada?

Turismo sem mão-de-obra qualificada não avança. A área de qualificação me sensibiliza especialmente por causa da abertura que tem para a inclusão social, a formação da juventude e um futuro positivo para o turismo e para o País. O turismo é um grande impulsor de mobilidade social, abrindo possibilidades de crescimento. Um exemplo que eu sempre dou é que, por meio da qualificação, em pouco tempo, uma camareira pode passar a ser gerente; um garçom pode virar empresário. Poucos setores da economia permitem este avanço. Para isso e sabendo que qualificação é um processo contínuo, o Ministério do Turismo lança mão de vários projetos que visam capacitar e qualificar a mão-de-obra local para a atividade turística. Vários destes projetos fazem parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério e o Sebrae.

Como a senhora vê a parceria do MTur com o Sebrae?

Trabalhar em equipe é o forte do Ministério do Turismo e o Sebrae é uma das instituições parceiras fundamentais para aplicar as políticas do MTur nos locais onde o turismo acontece, ou seja, nos municípios e regiões turísticas. A geração de emprego e renda é o que norteia nossas ações e políticas. Nesse sentido, os interesses do Sebrae e do MTur são coincidentes. O Sebrae transforma a vida de milhões de pessoas e o turismo, quando estruturado de forma eficiente e responsável, é capaz de fazer o mesmo. Um dos exemplos mais recentes dessa parceria foi a assinatura de um acordo de cooperação técnica, no valor de R$ 21,5 milhões, para a execução de projetos para o incremento do turismo no País. São ações de desenvolvimento de metodologias para o fortalecimento institucional, de gestão empresarial e de destinos para a competitividade e desenvolvimento de apoio ao mercado. Vamos trabalhar toda a cadeia produtiva para qualificarmos o setor. Tenho certeza que alcançaremos ótimos resultados no final.

O MTur é parceiro de primeira hora de um projeto pioneiro que é o Roteiro Integrado Delta-Jeri-Lençóis. Como é gerenciar reivindicações e anseios de três estados?

O papel do Ministério do Turismo na estruturação de roteiros integrados é reunir, organizar e articular as reivindicações dos estados, que, por sua vez, são demandados pelos poderes municipais. A gestão participativa e democrática fortalece o papel político de cada um dos envolvidos na produção turística - governos federal, estadual, municipal, a iniciativa privada e parceiros. O desafio, então, é integrar os interesses e as expectativas de todos, além de articular com diversas instituições para que as reivindicações possam ser atendidas. O aprendizado desse gerenciamento acontece nas experiências diárias. É muito prazeroso para mim e para minha equipe ajudar a fazer essa articulação acontecer e, principalmente, ver esse diálogo beneficiar a todos.

Ainda sobre o Roteiro Integrado, há chances dessa experiência ser multiplicada ou reaplicada em outras regiões do País?

Isso já acontece. Os roteiros integrados são o resultado de uma das importantes parcerias entre o MTur e o Sebrae e integram o projeto Rede de Cooperação Técnica para Roteirização. O objetivo é promover o envolvimento dos agentes da cadeia produtiva local na formação dos roteiros turísticos. O MTur trabalha com cinco roteiros integrados, um para cada região do País. Além do Delta/Lençóis/Jericoacoara, no Nordeste, temos o Vale do Acre, no Norte, Brasília/Chapada dos Veadeiros, no Centro-Oeste, Iguaçu/Missões, no Sul, e Estrada Real-Caminho Velho e Paraty a Ouro Preto, no Sudeste. Ações conjuntas de capacitação, qualificação, promoção e apoio à comercialização são executadas para desenvolver a sustentabilidade e projetar cada um desses roteiros no mercado. Eles já estão estruturados e disponíveis para comercialização. Temos, entre nossos objetivos, fazer com que, aos poucos, os envolvidos ganhem mais autonomia.

Aqui no Ceará, como a senhora vê a parceria do MTur com o Governo do Estado?

Tenho dito aos governadores que podem sempre contar com o meu empenho em Brasília para o desenvolvimento do Nordeste, como um todo. O turismo só acontece em ambientes de mútua cooperação. Nossa parceria com o governo cearense é determinante para o sucesso das ações no Estado, uma vez que o Ministério do Turismo não dispõe de instituições representativas em cada uma das Unidades da Federação. As Secretarias Estaduais de Turismo são as entidades capazes de disseminar as políticas propostas pelo MTur, ao mesmo tempo em que trazem até nós uma visão dos anseios e necessidades locais. Isso, somado às ações de instituições como o Sebrae e Senac, desenvolvidas de forma alinhada, garantem a sustentabilidade da atividade turística.

A senhora visitou, no dia 04/10, o município de Canindé aonde acontece a romaria de São Francisco. O MTur pretende investir no turismo religioso do Ceará, que tem Canindé e Juazeiro como os principais centros religiosos?

Nós trabalhamos com conceitos de segmentação. O turismo religioso está inserido no conceito de Turismo Cultural. A partir das prioridades traçadas pelos governos estaduais, colaboramos com a formatação de roteiros em que a busca espiritual e a prática religiosa sejam o atrativo maior para a realização de eventos e deslocamentos. Peregrinações e romarias; a participação em retiros espirituais, festas, comemorações, eventos e celebrações religiosas; a contemplação de apresentações artísticas de caráter religioso; a visitação a espaços e edificações, como igrejas, templos, santuários e terreiros; e a realização de itinerários e percursos de cunho religioso são algumas características desse segmento apoiados pelo MTur.

domingo, 7 de outubro de 2007

Aumento de renda dos idosos atrai empresas

População acima de 60 anos já responde por quase 15% do mercado de consumo brasileiro

Martha Beck

O Globo

BRASÍLIA. De olho num público responsável por quase 15% do mercado de consumo no país, as empresas brasileiras estão se especializando em serviços para idosos. As ofertas são as mais variadas, de pacotes de viagem com desconto em folha do INSS, passando por serviços de intercâmbio e exercícios, a aparelhos acionados de casa para receber atendimento médico em caso de emergência. Tudo para atrair uma população de 19 milhões de brasileiros, que deve chegar a 30 milhões em 2020.
O poder de compra aumentou, graças ao ganho real do salário mínimo. As pessoas acima de 60 anos tiveram elevação da renda familiar per capita de R$ 243 nos últimos 14 anos.

Segundo o chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Neri, os idosos brasileiros são responsáveis por 14,53% do mercado de consumo no país, algo em torno de R$ 13 bilhões.

O percentual vem subindo ano a ano: era de 10,8% em 1992 e de 14,03% em 2003, segundo cálculos feitos com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

— O poder de mercado dos idosos brasileiros cresce tanto pelo efeito da renda quanto pelo crescimento demográfico da população — destaca Neri.

De acordo com dados do IBGE, as famílias com idosos ficaram mais longe da pobreza.

Enquanto em 1995 as que recebiam até um quarto do salário mínimo representavam 3,9% do total, em 2006 elas caíram para 1,7%. Já as famílias com renda acima de cinco salários mínimos aumentaram de 7,5% para 8%, na mesma comparação.

— O aumento do salário mínimo é importante para a renda dessa população: 76% dos idosos recebem benefícios vinculados a ele — diz a pesquisadora Lúcia Cunha, do IBGE.

É o caso das cunhadas viúvas Vitória Carvalho, de 76 anos, e Liu-Siu de Carvalho, de 77. As duas viajaram para diversos países por meio de programas de intercâmbio — do qual participam, principalmente, idosos — e fazem ginástica especializada para sua faixa etária.

— O dia teria que ter 48 horas para eu conseguir fazer tudo o que quero — afirma Liu-Siu.

— Antigamente, o idoso era relegado e não tinha opções de lazer. Hoje, as coisas são diferentes — diz Vitória.

Segundo o presidente do programa de intercâmbio Friendship Force no Brasil, Antônio Carlos Azevedo, 90% dos clientes têm mais de 60 anos: — Os aposentados têm mais tempo para viajar. Por isso, viraram alvos.Há, também, descontos especiais.
Na academia Companhia Athletica, em Brasília, pessoas acima de 60 anos não pagam matrícula e têm mensalidade reduzida.

As agências de viagens tentam, igualmente, atrair esse público, oferecendo pacotes de viagem nos quais os aposentados podem fazer financiamentos por meio do crédito consignado. Esse tipo de produto, lançado pelo Ministério do Turismo por meio de convênio com operadoras, agora é oferecido pelas empresas.
A demanda é tão grande que faltam lugares nos pacotes.

aposentada Célia Passos, 63 anos, por exemplo, tentou comprar uma viagem para o Nordeste em janeiro de 2008, mas não conseguiu vaga: — As pessoas idosas estão viajando mais.

Célia conta que já fez cursos de informática e agora não sai mais da frente do computador: — Em 2000, meu neto de cinco anos gozava de mim porque eu não sabia mexer no computador.
Tive que dar um basta no garoto. Fui fazer cursos.

Segundo a operadora de turismo CVC, os idosos correspondem a 20% do total de turistas atendidos ao ano, cerca de 1,5 milhão. O interesse em viajar se reflete nos dados de inflação da FGV: enquanto viagens representam 0,88% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da população em geral, no caso dos idosos chega a 1,06%.

Rio concentra o maior número de idosos O diretor e sócio da empresa Telehelp Felipe Wright, especializada em atendimento de emergência a idosos, confirma que o mercado está crescendo.
A empresa começou a atuar há um ano e meio, e hoje tem mil clientes em vários estados, como São Paulo e Rio: — O Brasil é um país novo se comparado com os europeus ou os Estados Unidos. Trata-se de um mercado em expansão.

Ainda assim, não atende a todos. Jarila de Paula, 61 anos, reclama da falta de atividades culturais voltadas para esse público na capital federal: — A população idosa quer serviços mais completos.

Para as empresas que querem ganhar mercado entre os idosos, o Rio é o lugar mais atraente, segundo Neri. É que a população carioca idosa representa 13,5% do total, bem acima da média nacional, de 9,9%. As pessoas acima de 60 anos estão concentradas no bairro de Copacabana: 25,91% da população local são da terceira idade.

FEIRA DAS AMÉRICAS

TURISMOS RODOVIÁRIO E RECEPTIVO SÃO DESTAQUES

O evento, promovido pela Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), acontecerá entre os dias 24 e 27 de outubro, no Rio de Janeiro. Mais de 700 empresas participarão da feira (www.abav.com.br), cujos principais chamarizes serão o turismo rodoviário -que ganhou importância com a crise aérea- e o receptivo, pouco difundido no país. As agências poderão ainda se cadastrar no programa "Viaja Mais Melhor Idade", lançado pelo Ministério do Turismo.