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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Latem, Sancho, sinal que cavalgamos (2)

Destaque

Jornal VALOR:

"Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu."


Receita com turista estrangeiro bate recorde


Cibelle Bouças - VALOR


A geração de divisas com turistas estrangeiros no país atingiu em 2007 o nível mais alto da história e ruma para novo recorde. O desempenho, no entanto, não foi suficiente para garantir maior ocupação nas redes hoteleiras. Levantamento da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), baseado em dados do Banco Central, revela que o número de turistas se manteve estável em 5 milhões de pessoas, mas a receita aumentou 14,76%, para US$ 4,953 bilhões - o valor mais alto já verificado. Para 2008 a expectativa é de incremento de 9%, chegando a US$ 5,4 bilhões.

"O foco principal tem sido a entrada de divisas. O número de visitantes é importante, mas só vale se for multiplicado pelo gasto diário e o número de dias", afirma Jeanine Pires, presidente da Embratur. O turista estrangeiro ficou em média dois dias a mais em território brasileiro, ou em torno de 18 dias. Os roteiros também se ampliaram em Santa Catarina e Rio Grande do Sul (sobretudo argentinos), Nordeste e Brasil Central (europeus).

O gasto médio diário aumentou 15%, para US$ 91,74, sendo que o turista europeu gastou em média US$ 1 mil por dia, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-Nacional). Por essa razão, o público europeu é alvo de campanhas da Embratur e de grupos privados para atrair mais visitantes ao país. Segundo Jeanine, o número de espanhóis foi o que mais cresceu - 22%, para quase 260 mil.

Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu.


Para Jeanine Pires, presidente da Embratur,
o número de visitantes só importa se é multiplicado pelos seus gastos

De acordo com Jeanine, as companhias aéreas já se prepararam para elevar a oferta de vôos vindos da Europa para o Brasil. "Com novos vôos da TAM e das espanholas Iberia e Aéreo Europa, o número de assentos ofertados chega a 12 mil por semana", afirma Jeanine. Em 2007, a oferta foi de 8 milhões, com ocupação média de 78%.

O número maior de vôos permitirá que o número de turistas estrangeiros aumente de 5% a 8% e, com eles, a receita. Dados preliminares apontam para janeiro uma receita com turistas estrangeiros superior a US$ 550 milhões, ante US$ 469 milhões em dezembro - o maior valor registrado foi de US$ 484 milhões, em janeiro de 2007.

Os números impressionam, mas não são suficientes para garantir a lotação das redes hoteleiras, que nos últimos anos receberam fortes aportes - sobretudo de grupos estrangeiros - para a construção de novos resorts, hotéis e apartamentos de segunda residência. Na Bahia, o grupo espanhol Iberostar constrói dois hotéis com total de mil apartamentos. Uma fonte do setor afirma que parte dos hotéis na Bahia teve ocupação abaixo do esperada, em função do aumento do número de leitos e dos problemas provocados pelo caos aéreo no verão de 2007.

No Rio Grande do Norte, os grupos Sánchez (espanhol), Brazilian Development (norueguês) e Ultra Classic (francês) farão investimentos em resorts e hotéis que elevarão o número de leitos para turismo de 30 mil para 80 mil em 12 anos. "Nos últimos três anos, o número de leitos já dobrou em Natal. Como o número de hotéis cresceu mais que o total de turistas, a taxa de ocupação diminuiu em algumas redes", afirma Fernando Fernandes de Oliveira, secretário de Turismo do Rio Grande do Norte.

Álvaro Bezerra de Mello, presidente da Abih-Nacional e presidente do conselho de administração da rede de hotéis Othon, observa que os efeitos da concorrência é notada na Bahia, no Ceará, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. "Há um número enorme de projetos de novos resorts e essa expansão preocupa", afirma.

Ricardo Domingues, diretor executivo da Resorts Brasil - associação que congrega 46 empreendimentos em 16 Estados - diz que o problema não está nos resorts. Esses, inclusive, sofreram redução de 4 pontos percentuais na taxa média de ocupação, que ficou em 49% em 2007. As redes possuem juntas 10,25 mil unidades habitacionais. Do total de turistas que passaram pelas redes, 70% eram brasileiros e 30% estrangeiros.

"O dólar baixo fez muitos brasileiros procurarem destinos no exterior. E janeiro foi prejudicado pela crise aérea", afirma. A queda da ocupação no verão passado, segundo ele, foi de 15 pontos percentuais e a receita obtida pelos resorts no período chega a 56% dos ganhos do segmento no ano. Ele garante, no entanto, que houve crescimento da procura pelas redes no quarto trimestre de 2007 e prevê, para este ano, um incremento na taxa média média de ocupação para 53%.

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) confirma o cenário mais otimista para 2008. A entidade estima que, com a normalização do transporte aéreo, a perspectiva de crescimento da economia e a oferta de crédito ainda alta, o turismo, tanto de brasileiros no exterior como de estrangeiros no país, registre incremento entre 15% e 20% neste ano.

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Embratur revela que 30,5% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos meses, 12,9% mais do que em janeiro de 2007. Do total, 82,2% deverão visitar destinos turísticos nacionais, 5,4% mais que no ano passado. O percentual de brasileiros interessados em viajar para o exterior se manteve estável, em 15%.

No ano passado, conforme a Abav, a procura por viagens internacionais aumentou 15% em 2007, enquanto que, no mercado doméstico, as vendas de passagens tiveram incremento menor, de 7,9%. Os dados da entidade casam com os números divulgados pelo Banco Central, que apontou no ano passado um crescimento de 42,5% no montante gasto por brasileiros no exterior, para US$ 8,211 bilhões - outro recorde histórico.

Bezerra de Mello, da Abih-Nacional, cita outro efeito colateral causado pela evasão dos turistas brasileiros: eles acabam ocupando boa parte dos assentos nos vôos internacionais quando voltam para o país. "É difícil para o turista estrangeiro conseguir vôos para o Brasil. Isso sem contar as dificuldades para a obtenção de vistos, principalmente no caso de americanos, australianos e canadenses", afirma. A Polícia Federal divulgou recentemente que enfrenta dificuldades para atender à demanda para a emissão dos passaportes e que só há vaga para agendar entrevistas para emissão de passaportes a partir de janeiro de 2009.

De acordo com a Embratur, em 2007 a oferta total de assentos para vôos internacionais chegou a 8 milhões, com ocupação média de 78%. O número, segundo Jeanine, da Embratur, poderia ter sido maior, não fossem os problemas da Varig e a conseqüente redução do número de vôos fretados (charter) em 1,4 milhão de assentos no ano. "Mas com o aumento da oferta por outras companhias, tudo ficará mais fácil", afirma Jeanine. (Colaborou Raquel Salgado, de Salvador)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Turismo bate recorde: "outubro é o melhor da história"

Quase US$ 1 bilhão no exterior

Cláudia Dantas - JB

Nunca os brasileiros gastaram tanto no exterior como agora. Só em outubro, as compras fora do país somaram US$ 915 milhões. De janeiro a outubro, o volume foi US$ 6,6 bilhões. No mesmo período do ano passado, as despesas chegaram a US$ 4,7 bilhões. Os turistas estrangeiros, por outro lado, deixaram no Brasil US$ 4 bilhões. No mesmo período do ano passado, foram US$ 3,5 bilhões.

Os números demonstram um forte aquecimento nas vendas de pacotes internacionais, impulsionadas pela queda do dólar. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-RJ), a procura por destinos internacionais registrou alta de 15% em relação ao ano passado. Os cruzeiros marítimos são a grande revelação: mantêm alta de 30% por cinco anos seguidos.

O presidente da Abav, Luiz Strauss, confirma que o dólar baixo abriu caminho para a boa fase do turismo e sustenta que ainda há vagas nas operadoras, principalmente para destinos domésticos.

- Os cruzeiros já esgotaram, mas quem ainda planeja viajar no final do ano deve se apressar e optar por pacotes domésticos. Ainda há vagas. Já nas rotas internacionais mais procuradas é mais difícil confirmar a passagem de avião - disse Strauss.

As companhias aéreas também apostam no aquecimento do mercado e criam promoções especiais para o fim de ano e a temporada de férias. A Gol oferece até 31 de dezembro passagens a preços promocionais para 51 destinos em todo o Brasil. A compra é feita pelo site da companhia, o cliente combina preços promocionais com trechos e estes podem sair a R$ 0,50 ou R$ 50.

Já a TAM abriu ontem três vôos diretos de Congonhas para Ilhéus, Porto Seguro e Salvador e Cuiabá.

Para José Francisco Salles, diretor de estudos e pesquisas da Embratur, a oferta das empresas aéreas beneficiou bastante o turismo nacional, que se recupera da perda de assentos depois da saída da Varig no ano passado.

- Perdemos 1,4 milhão de assentos com a saída da Varig e isto pesou nos resultados de julho de 2006 a julho de 2007 - apontou. - Mas os números deste ano são a grande virada, pretendemos fechar o ano com 50 milhões de desembarques nacionais - estima.

O especialista acredita ser uma retomada do público viajante, pois desde de 2003 não se registrava um resultado de mais de dois dígitos. O mês de outubro, por sua vez, bateu recorde.

- É o melhor da história, obteve um crescimento de 27,8% em relação ao ano passado - revelou. (Com agências)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Marta Suplicy abre a Feira das Américas da Associação dos Agentes de Viagem destacando o crescimento do turismo brasileiro

Ministra do Turismo, Marta Suplicy, visitou na tarde desta quarta-feira (24) o estande da Secretaria de Estado do Turismo e da Paraná Turismo na Feira das Américas (Abav 2007), que acontece até o dia 27 no Riocentro, Rio de Janeiro. Marta Suplicy experimentou o barreado, prato típico da comida paranaense, acompanhada pelo secretário do Turismo do Paraná, Celso de Souza Caron, e pelo presidente do Convention & Visitour Bureau de Curitiba e diretor da Serra Verde Express, Adonai Arruda. Foto:Divulgação



Crise aérea rouba a cena na Abav

Presidente da entidade, João Martins Neto, criticou o governo; Marta Suplicy, desta vez, evitou a polêmica

Natália Zonta - O Estado de São Paulo

A crise aérea brasileira foi o tema predominante das discussões na Feira das Américas da Associação dos Agentes de Viagem (Abav 2007). Na abertura, o presidente da entidade, João Martins Neto, não poupou críticas ao governo federal. 'O caos e a incerteza que dominam o setor são resultado de uma série de problemas estruturais - e não decorrentes da falta de órgãos de fiscalização', disse Neto. 'Nosso País cria órgãos que não cumprem suas tarefas.'

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, preferiu evitar polêmica e vestiu a camisa do tema do evento, Turismo: A Força de Reação. O tom de seu discurso foi otimista. 'Pouco a pouco, recuperamos a credibilidade da aviação.' A ministra fez questão de assistir até o fim à apresentação de mais de uma hora dos bois de Parintins - neste ano, a Abav elegeu um Estado patrono, o Amazonas.

A feira reuniu 700 expositores nos pavilhões 3,4 e 5 do Riocentro, e atingiu recorde de público, com 23.701 visitantes, 3,84% a mais que no ano passado. A Abav 2008 já está marcada para 22 de outubro, no mesmo espaço. Desta vez, o Estado patrono será Santa Catarina.

EXPECTATIVA

Segundo Marta, a arrecadação com a vinda de turistas estrangeiros deve ser recorde em 2007. 'Pelos nossos cálculos, vamos fechar o ano com mais de US$ 4,9 bilhões.'

Uma das prioridades do governo, agora, é a campanha publicitária para promover o Brasil nos Estados Unidos, na qual serão gastos US$ 6 milhões. Marta também aguarda que o BID libere empréstimo de US$ 1 bilhão para investir na infra-estrutura e na capacitação dos Estados. O primeiro programa lançado por Marta, o Viaja Mais Terceira Idade, deve ser ampliado, beneficiando trabalhadores e estudantes.

A presidente da Embratur, Janine Pires, seguiu o discurso de Marta e disse que os esforços serão concentrados na divulgação do País no exterior. Os destinos: Rio, Foz do Iguaçu, Amazonas e todo o Nordeste.

ACORDO

A Abav foi palco de um acordo entre os agentes de viagem e a TAM. No primeiro dia, a companhia aérea anunciou que vai voltar a pagar a comissão de 10% aos agentes. O valor só não será repassado quando a compra for feita pela internet e não representar custo adicional ao passageiro. Em 2001, a comissão caiu para 7% nos vôos nacionais e 6% nos internacionais.

João Martins Neto se despediu da Abav. Ele disse que não vai tentar a reeleição e já aceitou um convite para ser secretário de Turismo do Maranhão, no próximo ano.

domingo, 7 de outubro de 2007

FEIRA DAS AMÉRICAS

TURISMOS RODOVIÁRIO E RECEPTIVO SÃO DESTAQUES

O evento, promovido pela Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), acontecerá entre os dias 24 e 27 de outubro, no Rio de Janeiro. Mais de 700 empresas participarão da feira (www.abav.com.br), cujos principais chamarizes serão o turismo rodoviário -que ganhou importância com a crise aérea- e o receptivo, pouco difundido no país. As agências poderão ainda se cadastrar no programa "Viaja Mais Melhor Idade", lançado pelo Ministério do Turismo.

Turismo busca novos rumos para driblar potencial crise

Segmentos como viagens rodoviárias e corporativas ganham destaque

Patrícia Stavis/Folha Imagem

A agência Quickly Travel estendeu o atendimento de viagens para as de incentivo

MARIA CAROLINA NOMURA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A desvalorização do dólar e as seqüelas do caos aéreo deixaram os donos de agências de viagens reticentes. É o que aponta estudo feito pela Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), em setembro, com 60 agências de todo o país.
De acordo com o levantamento, 77% dos empresários temem que a crise ainda possa prejudicá-los no final do ano, a principal temporada do setor.
Não só as agências estão descontentes. A desvalorização cambial praticamente esvaziou hotéis e pousadas no Brasil. "Com o dólar baixo, as pessoas preferem ir para o exterior", atesta Elizabeth Wada, professora de hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi.
Para amenizar os impactos da baixa do dólar, o Ministério do Turismo anunciou medidas que desoneram a rede hoteleira (como redução de imposto) e um programa que visa estimular viagens de pessoas com mais de 60 anos a custo menor.
Nas agências, empresários também têm buscado soluções: o turismo rodoviário, em cruzeiros e o corporativo são as principais apostas de diversificação, bem como resorts e hotéis próximos a São Paulo.
"Os executivos não deixam de viajar a trabalho. Em breve, todos os hotéis próximos aos grandes centros terão salas para reuniões e convenções. Há mais facilidade de transporte", afirma Elizabeth Wada.
Há dois anos no mercado, Juliana Buccieri, proprietária da BL1 Turismo, especialista em turismo marítimo, comenta que muitas empresas chegam a fretar navios. "As convenções podem durar dias", conta.
A empresária diz que é possível lucrar mais ao conciliar as viagens corporativas com as de lazer em um único pacote. "Enviarei, para um evento de surfe em Fernando de Noronha, funcionários de uma empresa e seus familiares."

Novos rumos
Outra saída para as pequenas agências é a especialização em mercados como ecoturismo, terceira idade e turismo GLS (leia mais na pág. 3), segundo Leonel Rossi Jr., diretor de assuntos internacionais da Abav.
Denise Torello, professora do Senac-SP, faz coro. "Mas é preciso se preparar para atender exigências que não fazem parte de seu nicho", ressalva.