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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Latem, Sancho, sinal que cavalgamos (2)

Destaque

Jornal VALOR:

"Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu."


Receita com turista estrangeiro bate recorde


Cibelle Bouças - VALOR


A geração de divisas com turistas estrangeiros no país atingiu em 2007 o nível mais alto da história e ruma para novo recorde. O desempenho, no entanto, não foi suficiente para garantir maior ocupação nas redes hoteleiras. Levantamento da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), baseado em dados do Banco Central, revela que o número de turistas se manteve estável em 5 milhões de pessoas, mas a receita aumentou 14,76%, para US$ 4,953 bilhões - o valor mais alto já verificado. Para 2008 a expectativa é de incremento de 9%, chegando a US$ 5,4 bilhões.

"O foco principal tem sido a entrada de divisas. O número de visitantes é importante, mas só vale se for multiplicado pelo gasto diário e o número de dias", afirma Jeanine Pires, presidente da Embratur. O turista estrangeiro ficou em média dois dias a mais em território brasileiro, ou em torno de 18 dias. Os roteiros também se ampliaram em Santa Catarina e Rio Grande do Sul (sobretudo argentinos), Nordeste e Brasil Central (europeus).

O gasto médio diário aumentou 15%, para US$ 91,74, sendo que o turista europeu gastou em média US$ 1 mil por dia, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-Nacional). Por essa razão, o público europeu é alvo de campanhas da Embratur e de grupos privados para atrair mais visitantes ao país. Segundo Jeanine, o número de espanhóis foi o que mais cresceu - 22%, para quase 260 mil.

Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu.


Para Jeanine Pires, presidente da Embratur,
o número de visitantes só importa se é multiplicado pelos seus gastos

De acordo com Jeanine, as companhias aéreas já se prepararam para elevar a oferta de vôos vindos da Europa para o Brasil. "Com novos vôos da TAM e das espanholas Iberia e Aéreo Europa, o número de assentos ofertados chega a 12 mil por semana", afirma Jeanine. Em 2007, a oferta foi de 8 milhões, com ocupação média de 78%.

O número maior de vôos permitirá que o número de turistas estrangeiros aumente de 5% a 8% e, com eles, a receita. Dados preliminares apontam para janeiro uma receita com turistas estrangeiros superior a US$ 550 milhões, ante US$ 469 milhões em dezembro - o maior valor registrado foi de US$ 484 milhões, em janeiro de 2007.

Os números impressionam, mas não são suficientes para garantir a lotação das redes hoteleiras, que nos últimos anos receberam fortes aportes - sobretudo de grupos estrangeiros - para a construção de novos resorts, hotéis e apartamentos de segunda residência. Na Bahia, o grupo espanhol Iberostar constrói dois hotéis com total de mil apartamentos. Uma fonte do setor afirma que parte dos hotéis na Bahia teve ocupação abaixo do esperada, em função do aumento do número de leitos e dos problemas provocados pelo caos aéreo no verão de 2007.

No Rio Grande do Norte, os grupos Sánchez (espanhol), Brazilian Development (norueguês) e Ultra Classic (francês) farão investimentos em resorts e hotéis que elevarão o número de leitos para turismo de 30 mil para 80 mil em 12 anos. "Nos últimos três anos, o número de leitos já dobrou em Natal. Como o número de hotéis cresceu mais que o total de turistas, a taxa de ocupação diminuiu em algumas redes", afirma Fernando Fernandes de Oliveira, secretário de Turismo do Rio Grande do Norte.

Álvaro Bezerra de Mello, presidente da Abih-Nacional e presidente do conselho de administração da rede de hotéis Othon, observa que os efeitos da concorrência é notada na Bahia, no Ceará, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. "Há um número enorme de projetos de novos resorts e essa expansão preocupa", afirma.

Ricardo Domingues, diretor executivo da Resorts Brasil - associação que congrega 46 empreendimentos em 16 Estados - diz que o problema não está nos resorts. Esses, inclusive, sofreram redução de 4 pontos percentuais na taxa média de ocupação, que ficou em 49% em 2007. As redes possuem juntas 10,25 mil unidades habitacionais. Do total de turistas que passaram pelas redes, 70% eram brasileiros e 30% estrangeiros.

"O dólar baixo fez muitos brasileiros procurarem destinos no exterior. E janeiro foi prejudicado pela crise aérea", afirma. A queda da ocupação no verão passado, segundo ele, foi de 15 pontos percentuais e a receita obtida pelos resorts no período chega a 56% dos ganhos do segmento no ano. Ele garante, no entanto, que houve crescimento da procura pelas redes no quarto trimestre de 2007 e prevê, para este ano, um incremento na taxa média média de ocupação para 53%.

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) confirma o cenário mais otimista para 2008. A entidade estima que, com a normalização do transporte aéreo, a perspectiva de crescimento da economia e a oferta de crédito ainda alta, o turismo, tanto de brasileiros no exterior como de estrangeiros no país, registre incremento entre 15% e 20% neste ano.

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Embratur revela que 30,5% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos meses, 12,9% mais do que em janeiro de 2007. Do total, 82,2% deverão visitar destinos turísticos nacionais, 5,4% mais que no ano passado. O percentual de brasileiros interessados em viajar para o exterior se manteve estável, em 15%.

No ano passado, conforme a Abav, a procura por viagens internacionais aumentou 15% em 2007, enquanto que, no mercado doméstico, as vendas de passagens tiveram incremento menor, de 7,9%. Os dados da entidade casam com os números divulgados pelo Banco Central, que apontou no ano passado um crescimento de 42,5% no montante gasto por brasileiros no exterior, para US$ 8,211 bilhões - outro recorde histórico.

Bezerra de Mello, da Abih-Nacional, cita outro efeito colateral causado pela evasão dos turistas brasileiros: eles acabam ocupando boa parte dos assentos nos vôos internacionais quando voltam para o país. "É difícil para o turista estrangeiro conseguir vôos para o Brasil. Isso sem contar as dificuldades para a obtenção de vistos, principalmente no caso de americanos, australianos e canadenses", afirma. A Polícia Federal divulgou recentemente que enfrenta dificuldades para atender à demanda para a emissão dos passaportes e que só há vaga para agendar entrevistas para emissão de passaportes a partir de janeiro de 2009.

De acordo com a Embratur, em 2007 a oferta total de assentos para vôos internacionais chegou a 8 milhões, com ocupação média de 78%. O número, segundo Jeanine, da Embratur, poderia ter sido maior, não fossem os problemas da Varig e a conseqüente redução do número de vôos fretados (charter) em 1,4 milhão de assentos no ano. "Mas com o aumento da oferta por outras companhias, tudo ficará mais fácil", afirma Jeanine. (Colaborou Raquel Salgado, de Salvador)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Gasto de turistas estrangeiros no País é o maior da história


Entrada de recursos por meio do turismo no Brasil soma US$ 4,953 bilhões no ano passado e bate recorde

Agência Estado

SÃO PAULO - O ano de 2007 foi o melhor da história do turismo brasileiro em relação ao gasto de estrangeiros que visitam o País. Segundo números divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 28, o Brasil atingiu US$ 4,953 bilhões em entrada de divisas por meio do turismo no ano passado. O valor supera em 14,76% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 - até então a melhor marca da série histórica iniciada em 1969.

Os números mostram ainda que o desempenho de dezembro - de US$ 469 milhões - é recorde para este mês e o segundo melhor de todos os meses, ficando atrás apenas de janeiro de 2007 - quando os gastos de estrangeiros no Brasil chegaram a U$ 484 milhões. O cálculo do BC inclui trocas cambiais oficiais e gastos em cartões de crédito internacional.

O setor de turismo fica atrás apenas de minério de ferro, petróleo bruto, soja em grão e automóveis. "Os dados do BC confirmam que o Brasil passa a receber um turista que permanece mais tempo no País e gasta mais por onde passa", avaliou a presidente da Embratur, Jeanine Pires. "No geral, o visitante desembolsa US$ 91,74 por dia em uma estada média de 18,19 dias", disse.

2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil


TURISTAS ESTRANGEIROS GASTARAM MAIS NO BRASIL EM 2007

Números do Banco Central (BC), divulgados nesta segunda-feira (28), confirmaram a estimativa de que 2007 seria o melhor ano da história do turismo brasileiro em relação ao gasto de estrangeiros que visitam o país

Com o ingresso de US$ 469 milhões em dezembro, o Brasil chegou a US$ 4,953 bilhões em entrada de divisas por meio do turismo no ano passado. O valor supera em 14,76% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 – até então a melhor marca da série histórica iniciada em 1969.

Os números mostram ainda que o desempenho de dezembro de 2007 é recorde para este mês e o segundo melhor de todos os meses, ficando atrás apenas de janeiro de 2007 – quando os gastos de estrangeiros no Brasil chegaram a U$ 484 milhões.

Para a ministra do Turismo Marta Suplicy os dados demonstram a crescente importância da atividade turística para a economia do País: "Esta é uma ótima notícia para se começar o ano e evidencia o peso do turismo na balança comercial brasileira, atualmente o quinto item da pauta de exportações". O setor fica atrás apenas de minério de ferro, petróleo bruto, soja em grão e automóveis.

“Os dados do BC confirmam que o Brasil passa a receber um turista que permanece mais tempo no País e gasta mais por onde passa”, avalia a presidente da Embratur Jeanine Pires. "No geral, o visitante desembolsa US$ 91,74 por dia em uma estada média de 18,19 dias. Dois anos atrás, gastava e ficava menos que isso", explica.

Na comparação entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2006 (US$ 400 milhões), o incremento também foi expressivo: 17,15%. O cálculo do BC inclui trocas cambiais oficiais e gastos em cartões de crédito internacional.
Assessoria de Comunicação da EMBRATUR
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28/01/2008

domingo, 20 de janeiro de 2008

Turismo tem que gastar mais, disse Luis Nassif


Das denúncias irrelevantes

Não vou dizer que essa prática seja de agora. Mas essa questão de levantar gastos com diárias e passagens de funcionários públicos sem deixar claro onde foram gastos é recurso antigo e ruim dos jornais.

Há alguns anos, quando ainda estava na “Folha” o repórter Rubens Valente publicou uma “denúncia” informando que eu e a Mirian Leitão havíamos recebido passagens aéreas do Ministério da Previdência... para ir a Brasília. Foi um seminário em que participamos sem custos para o governo. Faltou apenas informar que pagaram o almoço também. E nem incluíram um passeio pelo Paranoá.

O “Estadão" de hoje publica denúncia sobre gastos com pessoal e dá destaque à funcionária pública Jeanine Pires que gastou R$ 328 mil no “período” (clique aqui). O período em questão são quatro anos e a matéria informa que, nesse período, antes de ser presidente da Embratur ela foi Diretora de Turismo e Negócios e Eventos.

No total, foram R$ 6 mil por mês, em quatro anos. A denúncia deveria ser outra. Como uma Diretora de Eventos, que precisa estar permanentemente viajando, gastou apenas R$ 6 mil por mês. O que ficou fazendo nos demais dias em que não recebeu diárias?



enviada por Luis Nassif

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Turistas deverão deixar US$ 4,9 bilhões no país


Segundo Embratur, gastos de estrangeiros serão 12,3% maiores que em 2006 e compensarão queda do dólar

Gustavo Paul - O Globo

BRASÍLIA. Apesar da queda nas cotações do dólar, o setor de turismo no Brasil deverá fechar 2007 com mais receita e mais visitantes. De acordo com estimativas da Embratur, os turistas estrangeiros deverão gastar US$ 4,9 bilhões no país em 2007, 12,3% a mais que os US$ 4,3 bilhões de 2006. Até novembro, a receita já é recorde: US$ 4,484 bilhões. Esse aumento de arrecadação se deve à retomada dos assentos em vôos internacionais e ao fato de os estrangeiros estarem passando mais tempo no país e gastando mais. Ontem, a Embratur comemorou o fato de o número de assentos em vôos internacionais, entre janeiro e novembro, ter ultrapassado o volume registrado no mesmo período de 2006.

É a primeira vez que isso ocorre desde o início da crise da Varig, em julho de 2006, quando a oferta de lugares em vôos para o exterior caiu drasticamente.

Segundo o diretor de Estudos e Pesquisas da Embratur, José Francisco de Salles Lopes, essa retomada começou em julho e se consolidou no fim do ano: — Os dados mostram que está superada a crise causada pela interrupção dos vôos da Varig, quando o número de assentos disponíveis foi reduzido em quase um milhão por ano.

Os dados da Embratur até novembro mostram que desembarcaram em aeroportos brasileiros 5.859.134 passageiros, entre turistas estrangeiros e nacionais — 27.999 a mais que no mesmo período de 2006. Em dezembro, o volume de passageiros deverá ser ainda maior, pois o mês já confirma crescimento da oferta de assentos em vôos internacionais e é tradicionalmente cheio, devido às festas de fim de ano e férias escolares. O diretor da Embratur estima que o número de poltronas deverá ficar entre 100 mil a 120 mil acima do de 2006.

Só em novembro, foram 549.939 desembarques, um volume 11,77% superior ao mesmo mês de 2006. Nos vôos regulares, o aumento foi de 15,46% em novembro, o que foi considerado um crescimento consistente pela Embratur. Foram 528.643 passageiros em vôos regulares no mês passado, contra 457.834 em novembro de 2006.

A maior parte dos assentos está sendo suprida por companhias estrangeiras, mas as brasileiras (principalmente TAM e Gol) estão reconquistando terreno. Segundo Lopes, antes da crise, as estrangeiras tinham até 58% deste mercado e, com a saída da Varig, passaram a 78%.

Agora, as companhias brasileiras se reorganizaram, a Varig voltou a fazer vôos e a participação das aeronaves com bandeira externa caiu para cerca de 60%.

A expectativa para 2007 é superar todo o ano de 2006, quando foram contabilizados 6.367.179 desembarques. Entre 6,4 milhões e 6,5 milhões de passageiros irão desembarcar de vôos internacionais no Brasil até o fim deste ano.

— Há uma tendência concreta de recuperação, e estimamos que o número de passageiros seja expressivamente maior. Diante dos dados, temos inclusive uma expectativa bastante favorável para 2008 — disse o diretor da Embratur.

Estrangeiros ficam mais tempo e gastam mais A maior parte dos turistas continua preferindo o Rio de Janeiro: cerca de 30% dos estrangeiros ficam na cidade. Depois vêm Nordeste, Foz do Iguaçu (PR) e Santa Catarina.

Para Lopes, a desvalorização do dólar foi compensada pela mudança de hábitos dos estrangeiros, que estão ficando mais tempo e gastando mais: — A média de estada no país subiu de 12 dias em 2005 para 14 dias, e a média de gasto por período subiu de US$ 1 mil para US$ 1.073. Os números finais serão divulgados em março, mas é uma tendência que se nota desde 2006 — afirmou o diretor da Embratur.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Parabéns: Gastos de turistas estrangeiros no país batem recorde em 2007


da Folha Online

O ano de 2007 foi o melhor da história do turismo internacional no Brasil no que diz respeito ao gasto de turistas estrangeiros no país. De acordo com o Banco Central, a receita cambial turística soma US$ 4,484 bilhões no acumulado até novembro.

A cifra já supera em 3,89% os US$ 4,316 bilhões registrados em todo o ano de 2006, recorde histórico até então. Se este ritmo for mantido, a estimativa é que a receita cambial turística feche 2007 próxima a US$ 5 bilhões --cerca de 15% mais que em 2006.

Os dados de gasto e permanência completos sobre o ano de 2007 serão divulgados em janeiro. O estudo fará parte do relatório "Demanda Turística Internacional 2007", que traz o perfil do turista estrangeiro no Brasil.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Turismo bate recorde: "outubro é o melhor da história"

Quase US$ 1 bilhão no exterior

Cláudia Dantas - JB

Nunca os brasileiros gastaram tanto no exterior como agora. Só em outubro, as compras fora do país somaram US$ 915 milhões. De janeiro a outubro, o volume foi US$ 6,6 bilhões. No mesmo período do ano passado, as despesas chegaram a US$ 4,7 bilhões. Os turistas estrangeiros, por outro lado, deixaram no Brasil US$ 4 bilhões. No mesmo período do ano passado, foram US$ 3,5 bilhões.

Os números demonstram um forte aquecimento nas vendas de pacotes internacionais, impulsionadas pela queda do dólar. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-RJ), a procura por destinos internacionais registrou alta de 15% em relação ao ano passado. Os cruzeiros marítimos são a grande revelação: mantêm alta de 30% por cinco anos seguidos.

O presidente da Abav, Luiz Strauss, confirma que o dólar baixo abriu caminho para a boa fase do turismo e sustenta que ainda há vagas nas operadoras, principalmente para destinos domésticos.

- Os cruzeiros já esgotaram, mas quem ainda planeja viajar no final do ano deve se apressar e optar por pacotes domésticos. Ainda há vagas. Já nas rotas internacionais mais procuradas é mais difícil confirmar a passagem de avião - disse Strauss.

As companhias aéreas também apostam no aquecimento do mercado e criam promoções especiais para o fim de ano e a temporada de férias. A Gol oferece até 31 de dezembro passagens a preços promocionais para 51 destinos em todo o Brasil. A compra é feita pelo site da companhia, o cliente combina preços promocionais com trechos e estes podem sair a R$ 0,50 ou R$ 50.

Já a TAM abriu ontem três vôos diretos de Congonhas para Ilhéus, Porto Seguro e Salvador e Cuiabá.

Para José Francisco Salles, diretor de estudos e pesquisas da Embratur, a oferta das empresas aéreas beneficiou bastante o turismo nacional, que se recupera da perda de assentos depois da saída da Varig no ano passado.

- Perdemos 1,4 milhão de assentos com a saída da Varig e isto pesou nos resultados de julho de 2006 a julho de 2007 - apontou. - Mas os números deste ano são a grande virada, pretendemos fechar o ano com 50 milhões de desembarques nacionais - estima.

O especialista acredita ser uma retomada do público viajante, pois desde de 2003 não se registrava um resultado de mais de dois dígitos. O mês de outubro, por sua vez, bateu recorde.

- É o melhor da história, obteve um crescimento de 27,8% em relação ao ano passado - revelou. (Com agências)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Brasil promove Copa de 2014 em uma das maiores feiras do mundo

Brasil promove Copa de 2014 em uma das maiores feiras do mundo Londres (12/11) - O Brasil comparece – em ritmo de Copa do Mundo – à WTM 2007 (World Travel Market), à maior feira de turismo do Reino Unido e um dos principais fóruns globais de negócios do setor, que começa hoje (12) e segue até quinta-feira (15), em Londres (Inglaterra). Em um estande 713m², a delegação verde-amarela é composta por 67 co-expositores, entre órgãos oficiais e iniciativa privada.
O ponta-pé inicial da participação brasileira é dado hoje pelo capitão da seleção tricampeã mundial de 1970, Carlos Alberto Torres. Ao lado da ministra do Turismo, Marta Suplicy, da presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, entre outras autoridades, o ex-jogador participa de um coquetel em comemoração à vinda da Copa de 2014 ao Brasil.
“Esta é uma ótima oportunidade para demonstrar ao mundo a qualidade da infra-estrutura brasileira para sediar grandes eventos internacionais esportivos”, avalia a ministra. “Além disso, a Copa nos oferece a vantagem de reforçar o trabalho de promoção turística internacional do Brasil, país de rica diversidade natural e cultural, com sete anos de antecedência”, completa a presidente da Embratur.
Nesse sentido, hoje, o diretor de Turismo de Negócios da Embratur, Marcelo Pedroso, e o executivo do EBT (Escritório Brasileiro de Turismo) no Reino Unido, Glauco Fuzinatto, também concedem entrevista à imprensa estrangeira sobre a infra-estrutura turística das 18 cidades candidatas a receber jogos, retomando também o êxito da realização dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007.
À noite, o Rio Convention & Visitors Bureau ainda promove um evento comemorativo da Copa 2014, para operadores de turismo e demais profissionais do setor, no barco Sunborn Yatch, ancorado no rio Tamisa.
Sustentabilidade e atrações culturais
Outro grande tema dá o tom da participação brasileira na WTM: turismo sustentável. Amanhã (13), a ministra tem encontro marcado com ministros de outros países, durante o evento paralelo “WTM & UNWTO Minister’s Summit”. Na ocasião, Marta Suplicy conduzirá palestra sobre o tema “Mudanças climáticas sob a perspectiva Brasileira”.
E ao longo de toda a feira, os visitantes terão a chance de tomar contato com a cultura brasileira, por meio de apresentações de capoeira, frevo, samba, entre outras atrações. Além disso, poderão tirar uma foto ao lado da réplica do Cristo Redentor, uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, atração da Embratur na maior parte do calendário de feiras do Instituto.
A gastronomia é outro destaque ao longo dos quatro dias do evento. Os visitantes do estande poderão degustar pratos típicos das culinárias mineira e pernambucana – como pão de queijo e tapioca –, em uma iniciativa dos órgãos oficiais dos Estados.
Mercado inglês
Um dos principais emissores de turistas para o mundo e com grande potencial de crescimento para o Brasil, a Inglaterra é um mercado de alta prioridade para o trabalho de promoção turística do Brasil no exterior, conforme orientação do Plano Aquarela – Marketing Internacional.
Para Fuzinatto, a presença da ministra e da presidente da Embratur na WTM indica o peso do Reino Unido: “Dá uma demonstração clara ao trade britânico da seriedade com que estamos atuando neste mercado com um conjunto de programas de ação”.
Marta e Jeanine têm também uma intensa agenda de encontros com a imprensa estrangeira presente à feira e com profissionais de turismo. Participam ainda, no estande brasileiro, do coquetel em comemoração ao novo vôo da Varig para Londres.
Em 2006, o Brasil recebeu 169.627 turistas ingleses. Fonte Ministério de Turismo

terça-feira, 6 de novembro de 2007

A Copa do Mundo é nossa. Isso é bom para o turismo?

Jeanine Pires *

O Estado de São Paulo

As alegrias e recompensas com a Copa de 2014 devem ir muito além dos gramados. Um dos setores que mais tem a ganhar é o turismo. No histórico das últimas Copas, os países que foram sede do evento se beneficiaram de um aumento significativo no número de turistas e na entrada de divisas. Mais do que os números, a exposição constante e positiva de imagem durante anos trouxe impactos para além do evento. Depois de 2014, o Brasil ocupará um novo lugar no mercado turístico mundial.

Na estimativa inicial do Ministério do Turismo, o Brasil deve receber 500 mil turistas estrangeiros a mais em 2014, que devem deixar aqui, diretamente, cerca de US$ 750 milhões - números que podem e devem crescer. De agora em diante, a Copa será um dos cartões-postais para reforçar o trabalho de promoção da imagem do Brasil feito pela Embratur no exterior. Nosso objetivo não é só receber mais turistas durante a Copa, mas aumentar o fluxo após o evento, como ocorreu na Alemanha, depois de 2006.

A Copa nos credencia, definitivamente, como País capaz de ser sede de grandes eventos. O Brasil já vem de um sucesso na realização dos Jogos Pan-Americanos - que ocorreram de forma impecável desde as instalações esportivas até a segurança de turistas e atletas. Ser um destino de eventos e negócios no mundo nos interessa muito.

O turista que vem ao País com esse objetivo tem gasto médio bem maior do que aquele que vem a lazer. Nossas pesquisas indicam que 97,9% desses visitantes têm intenção de voltar ao Brasil para conhecer outros lugares. Esse será nosso foco na promoção internacional: convencer o turista que virá à Copa a voltar.

O Brasil já evoluiu muito nessa área, graças à atenção que vem sendo dada pela Embratur na captação de eventos internacionais. Em 2002, ocupávamos o 22º lugar no mundo em eventos internacionais realizados. Hoje, já estamos na sétima posição. E, além de São Paulo e Rio, outras cidades brasileiras, como Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Recife, Goiânia, Brasília e Manaus vêm criando condições para a realização de grandes eventos, com infra-estrutura, serviços de qualidade e profissionais capacitados.

Temos muito trabalho pela frente. Mas estou certa de que a organização da Copa será impecável. O planejamento público e privado garantirá que cada etapa das obras de infra-estrutura seja cumprida. E nossa cadeia turística fará os investimentos necessários para garantir serviços, entretenimento e todas as condições para que equipes, turistas, jornalistas e torcedores desfrutem do melhor que o Brasil pode oferecer.

A promoção do Brasil como país-sede da Copa do Mundo 2014 começa já. De 12 a 15 de novembro, em Londres, durante o World Travel Market (WTM), uma das maiores feiras internacionais de turismo do mundo, o futebol já será a estrela da participação brasileira. Operadores e agentes de viagens ingleses serão recebidos em nosso estande com sugestões de roteiros.

Será o início de um trabalho que poderá fazer do turismo também um campeão - na criação de emprego e renda, na entrada de divisas para o País e na recepção de um número cada vez maior de estrangeiros, encantados com nosso futebol e, também, com nossa natureza, nossa cultura, nossa alegria e nossa diversidade.

* Jeanine Pires, presidente da Embratur

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Marta Suplicy abre a Feira das Américas da Associação dos Agentes de Viagem destacando o crescimento do turismo brasileiro

Ministra do Turismo, Marta Suplicy, visitou na tarde desta quarta-feira (24) o estande da Secretaria de Estado do Turismo e da Paraná Turismo na Feira das Américas (Abav 2007), que acontece até o dia 27 no Riocentro, Rio de Janeiro. Marta Suplicy experimentou o barreado, prato típico da comida paranaense, acompanhada pelo secretário do Turismo do Paraná, Celso de Souza Caron, e pelo presidente do Convention & Visitour Bureau de Curitiba e diretor da Serra Verde Express, Adonai Arruda. Foto:Divulgação



Crise aérea rouba a cena na Abav

Presidente da entidade, João Martins Neto, criticou o governo; Marta Suplicy, desta vez, evitou a polêmica

Natália Zonta - O Estado de São Paulo

A crise aérea brasileira foi o tema predominante das discussões na Feira das Américas da Associação dos Agentes de Viagem (Abav 2007). Na abertura, o presidente da entidade, João Martins Neto, não poupou críticas ao governo federal. 'O caos e a incerteza que dominam o setor são resultado de uma série de problemas estruturais - e não decorrentes da falta de órgãos de fiscalização', disse Neto. 'Nosso País cria órgãos que não cumprem suas tarefas.'

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, preferiu evitar polêmica e vestiu a camisa do tema do evento, Turismo: A Força de Reação. O tom de seu discurso foi otimista. 'Pouco a pouco, recuperamos a credibilidade da aviação.' A ministra fez questão de assistir até o fim à apresentação de mais de uma hora dos bois de Parintins - neste ano, a Abav elegeu um Estado patrono, o Amazonas.

A feira reuniu 700 expositores nos pavilhões 3,4 e 5 do Riocentro, e atingiu recorde de público, com 23.701 visitantes, 3,84% a mais que no ano passado. A Abav 2008 já está marcada para 22 de outubro, no mesmo espaço. Desta vez, o Estado patrono será Santa Catarina.

EXPECTATIVA

Segundo Marta, a arrecadação com a vinda de turistas estrangeiros deve ser recorde em 2007. 'Pelos nossos cálculos, vamos fechar o ano com mais de US$ 4,9 bilhões.'

Uma das prioridades do governo, agora, é a campanha publicitária para promover o Brasil nos Estados Unidos, na qual serão gastos US$ 6 milhões. Marta também aguarda que o BID libere empréstimo de US$ 1 bilhão para investir na infra-estrutura e na capacitação dos Estados. O primeiro programa lançado por Marta, o Viaja Mais Terceira Idade, deve ser ampliado, beneficiando trabalhadores e estudantes.

A presidente da Embratur, Janine Pires, seguiu o discurso de Marta e disse que os esforços serão concentrados na divulgação do País no exterior. Os destinos: Rio, Foz do Iguaçu, Amazonas e todo o Nordeste.

ACORDO

A Abav foi palco de um acordo entre os agentes de viagem e a TAM. No primeiro dia, a companhia aérea anunciou que vai voltar a pagar a comissão de 10% aos agentes. O valor só não será repassado quando a compra for feita pela internet e não representar custo adicional ao passageiro. Em 2001, a comissão caiu para 7% nos vôos nacionais e 6% nos internacionais.

João Martins Neto se despediu da Abav. Ele disse que não vai tentar a reeleição e já aceitou um convite para ser secretário de Turismo do Maranhão, no próximo ano.

domingo, 28 de outubro de 2007

Correio Braziliense: Sons tipo exportação

A música brasileira se fortalece entre os produtos que a Embratur e o Ministério do Turismo divulgam no exterior. Iniciativa favorece até os brasilienses do Clube do Choro


Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio

Paulo de Araújo/CB
Músicos do Choro Livre participaram do Mês do Brasil na Argentina e vão voltar a buenos aires: aplaudidos de pé
Houve tempo em que os maiores atrativos brasileiros no exterior eram os shows e eventos que colocavam em destaque o rebolado de mulatas em trajes sumários. Uma mudança radical tem ocorrido ultimamente a partir de programação elaborada pela Embratur, que abre espaço nas feiras internacionais para um dos nossos melhores produtos de exportação: a música popular de qualidade.

Essas feiras se transformam em palcos para a apresentação do trabalho de grupos de diferentes estilos, que exibem a diversidade da cultura popular brasileira, com o sotaque regional característico. Por decisão política, países da América Latina têm sido o destino preferencial dessas caravanas – embora haja projetos para levá-las também ao continente africano.

“Com a criação do Ministério do Turismo, a Embratur passou a cuidar exclusivamente da programação voltada para o mercado internacional. Nas feiras, realizadas em várias partes do mundo, a música popular brasileira, o artesanato e a culinária são acolhidos com interesse e admiração pelo público”, afirma Maria Katavatis, gerente geral de eventos promocionais e feiras da Embratur.

Em diversas regiões do mundo, a instituição tem os Escritórios Brasileiros de Turismo, que se encarregam de identificar oportunidades de divulgação da cultura do país – e a nossa música freqüentemente é incluída nessas ações. Não há uma diretriz específica em relação aos ritmos que mereçam ser divulgados, embora a bossa e o samba tenham destaque.

A seleção dos artistas e gêneros depende das demandas e da receptividade do público de cada país. “Os músicos participam das feiras depois de serem avaliados e chamados pela Embratur, que leva em consideração critérios como qualidade e singularidade da obra”, continua a gerente.

Partiu dela, apreciadora do chorinho, o convite para que o grupo brasiliense Choro Livre viesse a se apresentar em feiras realizadas em Montevidéu (Uruguai), em 2005, e Lima (Peru), no primeiro semestre de 2006. No dia 19 próximo, Henrique Filho (bandolim), Henrique Neto (violão de sete cordas), Rafael dos Anjos (violão), Márcio Marinho (cavaquinho) e Antônio Afonso (pandeiro) vão tocar na 11ª Feira Internacional da Argentina, em Buenos Aires.

“Temos viabilizado a participação em feiras não apenas de artistas renomados nacionalmente, mas também de novos talentos, como o pessoal do Clube do Choro de Brasília. A música passou a ter um grande destaque nessas promoções”, comenta Maria. “Em 2008, quando a bossa nova comemora 50 anos, vamos buscar divulgá-la ainda mais no exterior.”

Choro e bossa
O Choro Livre se antecipa – e, no show que fará na capital argentina, vai incluir em seu repertório standards bossa-novistas. “Nas apresentações que fizemos nas feiras em Montevidéu e Lima, percebemos que as diferentes vertentes da MPB são muito apreciadas. A obra de Tom Jobim é conhecidíssima. Por isso, nessa investida na Argentina, vamos acrescentar alguns clássicos da bossa nova, em especial canções do compositor carioca”, comenta Henrique Filho, o Reco do Bandolim.

Nos dias 2 e 3 últimos, o Choro Livre esteve em Buenos Aires, com o apoio do Itamaraty. “Participamos do Mês do Brasil na Argentina. A programação musical contou com grandes instrumentistas nacionais, como Jacques Morelenbaum, Lula Galvão e o Trio Madeira Brasil. Fomos aplaudidos de pé e o ministro Rodrigo Baena, coordenador do evento, nos convidou para voltar no próximo ano”, continua Reco do Bandolim.

De acordo com José Mário Ferreira Filho, chefe da Divisão de Operação e Difusão Cultural do Itamaraty, a função primordial do órgão é expandir a cultura brasileira no exterior. “Fazemos isso de forma sistemática, a partir de um elenco de propostas de atividades elaborado por nossas embaixadas e consulados em diversos países. Obviamente, o atendimento depende dos recursos de que dispomos”, explica.

“Exemplo recente foi a solicitação feita por nossa embaixada em Buenos Aires, para a participação de artistas brasileiros no Mês do Brasil na Argentina. Atendemos prontamente e lá estiveram vários músicos, inclusive o grupo do Clube do Choro”, lembra José Mário. O Itamaraty dispõe de um arquivo com nomes de artistas e grupos que desejam participar de eventos internacionais com apoio do Ministério das Relações Exteriores – nele, se destacam artistas ainda pouco conhecidos aqui e no exterior. A seleção dos músicos que tomarão parte nesses eventos pode ser feita a partir desse acervo, mas também há casos em que as embaixadas pedem um nome específico.

Quem também contou com o apoio do Itamaraty foi o Choro & Cia., que esteve no 25º Festival de Medina, em Tunis (capital da Tunísia, no norte da África). O grupo brasiliense é formado por Fernando César (violão de sete cordas), Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Amoy Ribas (pandeiro) e Ariadne Paixão (flauta). “A apresentação no festival, no dia 8 último, foi a convite da embaixada brasileira. Se não tivéssemos as passagens e a estadia pagas pelo Itamaraty, não poderíamos ter levado nossa música até lá. Depois, nos dias 10 e 11, tocamos em Argel e Boumerdes, na Argélia”, relata Fernando César, irmão do bandolinista Hamilton de Holanda.

Para ele, a ida ao continente foi de grande importância. “Além de poder mostrar a música brasileira para os africanos, tivemos a oportunidade de trocar experiências com músicos da região, que nos procuraram depois do show em Boumerdes, uma cidade onde vivem muitos artistas. Nossas apresentações foram programadas pela própria embaixada, que nos deu fundamental apoio logístico”, reconhece o violonista.


Homenagem a Pixinguinha

Recentemente, entre os dias 4 e 7, o grupo brasiliense Choro Positivo se apresentou no 18º Festival Internacional de Música de Pulso e Pua, ocorrido em La Coruña, na Espanha, que, na edição deste ano, homenageou o genial músico e compositor brasileiro Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha. O encontro é promovido por Rosa Gonzales, da Agrupación Musical de Albeniz, que tem profunda admiração pela música brasileira.

Integrado por Carlinhos Sete Cordas (violão), Evandro Barcellos (cavaquinho), Léo Benon (cavaquinho centro) e Marcelo Sena (pandeiro), o Choro Positivo viajou com o apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. “Participamos desse festival desde 2004, com o patrocínio do Ministério da Cultura. Desta vez, foi a Secretaria de Cultura que viabilizou a nossa ida”, revela o produtor Ruy Godinho.

“Foram conosco, também, a cantora Sandra Dualibe, o violonista Henrique Neto e a percussionista Amanda Costa. É da maior importância podermos levar a outros países a música que é feita em Brasília. Na Espanha, tivemos ótima acolhida do público e da crítica”, comemora. “Depois do festival, o Choro Positivo se apresentou em Madri, enquanto Sandra, Henriquinho e Amanda foram até Portugal e fizeram show em Lisboa.”


Música e filmes nas feiras e na internet

Mariana Ceratti e Ricardo Daehn
Da equipe do Correio
Pena Filho/Divulgação
Yamandú tocou em feira de World music Espanhola: visibilidade lá fora

O que têm em comum o violonista gaúcho Yamandú Costa e o grupo pernambucano Siba e a Fuloresta do Samba? Ambos são destaques da edição 2007 da The World Music Expo (a Womex), que começou na última quarta-feira e termina neste domingo em Sevilha, na Espanha. Yamandú tocou na tarde de quinta; Siba tem apresentação marcada para hoje. A feira dá visibilidade a um terceiro trabalho institucional de divulgação da música brasileira, realizado em parceria entre a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (a Apex, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e a Brasil Música e Artes (BM&A), associação que reúne artistas, gravadoras e produtores, entre outros participantes do mercado fonográfico.

No estande montado na feira espanhola, Apex e BM&A pretendem mostrar que as criações brasileiras não são apenas ricas e diversificadas – também podem gerar recursos e reconhecimento para o país. “A música posiciona o país lá fora como criativo, inovador, com um conjunto de atributos que abre portas para a venda de outros produtos”, destaca Christiano Braga, gestor de projetos da área de serviços e entretenimento da Apex. Dados da agência revelam que a música brasileira movimenta US$ 4,43 milhões (quase R$ 8 milhões) por ano. Pode render mais ainda – e, para isso, as duas instituições apostam em um modelo de negócios voltado para a distribuição da arte na internet.

Um dos principais esforços nesse sentido tem sido o de abrir espaço para a música brasileira nas páginas mais conhecidas de downloads legalizados. “Em muitos desses sites, como o iTunes (o mais importante do gênero), os artistas nacionais entram na classificação latin music (música latina) junto com Shakira e Julio Iglesias, que não têm nada a ver conosco. Misturados dessa forma, acabam perdendo a chance de aparecer nas listas dos mais ouvidos e baixados”, explica o irlandês David McLoughlin, gerente da BM&A. A associação já assinou parceria com a página All Music Guide, para separar a música brasileira da latina. O site não só oferece downloads, como provê informações sobre nomes de artistas e álbuns nos computadores com o software Windows Media Player. O projeto da Apex e da BM&A tem orçamento de R$ 5,042 milhões até o final de 2008.

Além do estímulo ao segmento musical, a Apex vem se firmando no ramo audiovisual, em projetos que começam a apresentar êxito financeiro. Ainda que a diversificação de parcerias, ocasionalmente, comprometa parte de eventos importantes, como o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a injeção gradual de R$ 5,5 milhões vem resultando em saldos animadores. Sem favorecer um grupo ou empresa, o contrato com o Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo já gerou, em um ano, US$ 88 milhões (aproximadamente R$ 158,4 milhões).

A atuação com o sindicato mais representativo do setor, prevista para se estender até 2009, animou 80 empresas de mais de 25 países. A iniciativa prevê arranjos de co-produções e venda de serviços nacionais da área para equipes estrangeiras que filmam no Brasil. Os acordos de co-produção representam a maior parcela dos rendimentos, com volume de quase US$ 78 milhões (R$ 140,4 milhões, aproximadamente). Recentemente, o programa de apoio às exportações formou uma missão comercial de 10 empresas nacionais, que participaram do Festival de Toronto. Os próximos mercados a serem explorados estão nos festivais internacionais de Roma e de Madri.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Turista brasileiros gastam 35% a mais no exterior no ano

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Folha de São Paulo

Estimulados pelo dólar em queda, turistas brasileiros gastaram US$ 5,704 bilhões em suas viagens ao exterior de janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Banco Central. Trata-se de um aumento de 35% em relação ao mesmo período de 2006.
"Vamos continuar observando crescimento de gastos com viagens. Isso reflete o aumento da renda, além do efeito do câmbio", diz o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. O total até agora já se aproxima dos US$ 5,764 bilhões de todo o ano de 2006.
Em compensação, as despesas de turistas estrangeiros em visita ao Brasil continuam crescendo, mesmo com o real mais forte. Também entre janeiro e setembro, os turistas estrangeiros trouxeram US$ 3,608 bilhões ao país, 12,5% a mais do que o registrado nos primeiros nove meses de 2006.
Os números foram comemorados pela Embratur, ligada ao Ministério do Turismo. Nas contas da Embratur, os gastos dos turistas estrangeiros devem encerrar o ano entre US$ 4,8 bilhões e US$ 4,9 bilhões, valor recorde.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

ENTRADA DE DÓLARES COM TURISTAS ESTRANGEIROS, EM SETEMBRO, APONTA PARA NOVO RECORDE ANUAL

Com o ingresso de US$ 343 mi no mês passado, acumulado do ano chega a US$ 3,608 bi, perto da mesma quantia de todo o ano de 2005

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), hoje (22), US$ 343 milhões ingressaram na economia do País em setembro deste ano por meio do gasto de turistas estrangeiros. O valor, 9,34% superior aos US$ 314 milhões registrados no mesmo período de 2006, caracteriza este como o melhor setembro da série histórica e aponta para um novo recorde no ano.

De janeiro a setembro de 2007, já entraram no País US$ 3,608 bilhões, quantia que se aproxima da registrada em todo o ano de 2005, quando ingressaram US$ 3,861 bilhões. Nesse cenário, mantido o ritmo mensal de entrada de dólares, a receita total de 2007 poderá ficar entre US$ 4,8 bilhões e US$ 4,9 bilhões – um recorde histórico, ultrapassando a marca de US$ 4,316 bilhões de 2006.

Para a ministra do Turismo, Marta Suplicy, a atividade no Brasil cresce anualmente como resultado de uma política séria que vem sendo desenvolvida no exterior. “Os números demonstram que o trabalho de promoção internacional dos nossos destinos, serviços e produtos turísticos, feito pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), é consistente e está apresentando resultados concretos”, disse.

Em comparação com o acumulado dos nove meses de 2006, quando foram registrados US$ 3,207 bilhões, o aumento obtido neste ano no mesmo período é de 12,50%. “Embora setembro seja um mês de baixa estação, os números revelaram um crescimento compatível com a média anual, reforçando a expectativa de recorde com percentual de dois dígitos”, avalia José Francisco de Salles Lopes, diretor de Estudos e Pesquisas da Embratur.

O cálculo do BC, iniciado em 1969, inclui as trocas cambiais oficiais e gastos em cartões de crédito internacional.


Assessoria de Comunicação da Embratur

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Visita ao Ceará gera expectativa no trade


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MARTA SUPLICY falou para os empresários do turismo

em café-da-manhã no Gran Marquise Hotel

(Foto: FOTOS: FÁBIO LIMA )

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O GOVERNADOR Cid Gomes, Jeanine Pires, Marta Suplicy e o secretário Bismarck Maia

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MARTA SUPLICY exibindo quadro com a foto de Lagoinha,

uma das peças da campanha da Embratur nos EUA


O dia 4 de outubro, dedicado a São Francisco, foi promissor para o povo cearense. Com uma agenda cheia de compromissos, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, esteve no Ceará para assinatura de convênios e liberação de recursos do Ministério do Turismo (MTur) para obras e capacitação. Num único dia, ela esteve em Fortaleza, Aquiraz e Canindé


A companhada da presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Jeanine Pires, do governador Cid Gomes e do secretário de Turismo do Ceará, Bismarck Maia, a ministra Marta Suplicy esteve em café-da-manhã com o trade turístico no Gran Marquise Hotel. O encontro deixou otimismo e expectativa para o setor, carente de recursos e realizações para se tornar competitivo no mercado.

A ministra citou quatro coisas que ela considera importante para o desenvolvimento do turismo: infra-estrutura, qualificação, monumentos e promoção, que se completam com belezas naturais e hospitalidade. Marta mencionou a campanha que está sendo desenvolvida nos Estados Unidos, que tem Lagoinha entre as peças promocionais. A duna, que virou símbolo daquela praia, foi apresentada em quadros, entregues ao governador Cid Gomes e ao secretário Bismarck Maia. Marta falou da importância do turismo para reduzir as diferenças regionais e do esforço que está sendo feito para lotar o Brasil de visitantes durante todo o ano. O governador Cid Gomes reforçou sua promessa de construir o Centro de Feiras e Eventos, o que renovou as esperanças dos empresários do setor de turismo.

Os recursos a serem liberados pelo MTur, através do Programa de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste (Prodetur-NE II), num total de R$ 33,5 milhões, são para execução de obras nas praias de Mundaú (R$ 1,1 milhão), Lagoinha (dois convênios no total de R$ 3,1 milhões), Iracema (R$ 4,5 milhões) e nas orlas de Paracuru (R$ 1,4 milhão) e Camocim (R$ 1,8 milhão). O município de Aquiraz (CE) receberá R$ 1,1 milhão com a assinatura de três convênios para recuperação da Casa do Capitão Mór, do Mercado da Carne e da Praça da Matriz. Serão destinados, ainda, R$ 4,7 milhões para recuperação do Palácio da Abolição e R$ 1,8 milhões para restauração do prédio do Centro de Turismo do Ceará.

Com recursos do Prodetur NE II, Fortaleza receberá investimentos de R$ 2,7 milhões para sinalização turística. O Pólo Costa do Sol terá um diagnóstico de capacitação profissional (R$ 1,8 milhão) e de qualificação empresarial (R$ 1,4 milhão), além de R$ 3,6 milhões para promoção turística. Os investimentos do MTur, disponibilizados pela área de infra-estrutura turística, viabilizam também a implantação da primeira fase de ampliação do Aeroporto de Aracati (R$ 3 milhões) e as obras de sinalização turística no litoral Leste do Ceará (R$ 1,1 milhão).

Expectativa

A promessa de novos investimentos deixou os empresários otimistas. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), Manoel Cardoso Linhares, disse que ´agora, a nossa expectativa é a melhor possível, pois com os investimentos voltados para melhorar a infra-estrutura de vários pontos turísticos cearenses, tanto da capital como do interior, poderemos receber os nossos turistas muito melhor´, disse.

Manoel Cardoso Linhares elogiou também a posição do governador Cid Gomes, que se comprometeu em lutar pela construção do Parque Multifuncional de Feiras e Eventos do Estado. ´Agora acreditamos que este centro de eventos tão desejado pelo trade sairá do papel. E o importante de tudo é que o governador está consciente da verdadeira vocação turística do Estado´, destacou.

O presidente da ABIH-CE ressaltou ainda o grande envolvimento do Governo Estadual com a divulgação da imagem do Estado em eventos nacionais. ´O Ceará terá o terceiro maior estande no Congresso da Abav - Feira das Américas, que acontece no final deste mês, no Rio de Janeiro. Lá a Secretaria do Turismo do Estado estará divulgando todo o potencial turístico do nosso Estado´.

Régis Medeiros, presidente do Fortaleza Convention & Visitors Bureau (FCVB), presente também ao café-da-manhã com a ministra, destacou que esse momento emblemático ´deu uma oxigenação ao turismo cearense´. Segundo Medeiros, a união do governo federal com o estadual para melhorar a infra-estrutura turística do Estado deu uma injeção boa para o Ceará. ´Os investimentos em Fortaleza vão ser destinados à urbanização da Praia de Iracema, implantação da sinalização turística e reforma de alguns pontos turísticos como o Palácio da Abolição e o Centro de Turismo. Mas seria interessante, também, que a Prefeitura de Fortaleza olhasse para outros espaços turísticos da cidade, como a Praia do Futuro e o Morro de Santa Terezinha, por exemplo´, frisou.

Com a promessa da criação do Centro de Feiras e Eventos, Régis Medeiros acredita que o Estado poderá captar para os próximos anos grandes eventos nacionais e internacionais. ´Agora mesmo deixamos de trazer para o Ceará o evento internacional religioso Jesus Christi is a Church (Jesus Cristo é uma Igreja), porque a organização precisava de um auditório tipo teatro, com capacidade para três mil pessoas´, exemplificou Medeiros.

Diário do Nordeste

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Fundações unem Temporão e Marta

Paulo de Tarso Lyra e Thiago Vitale Jayme

Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e do Turismo, Marta Suplicy, reuniram-se na tarde de ontem para acertar um esforço conjunto na tramitação do projeto que cria Fundações Públicas de Direito Privado para administrar diversas áreas do serviço público. O encontro atende ao interesse de ambos: Marta pretende transformar a Embratur em fundação, vislumbrando a possibilidade de conseguir mais recursos, de maneira mais ágil. Já Temporão ganha uma aliada de peso dentro do PT, legenda que resiste ao projeto, acusando o Ministério da Saúde de querer privatizar os hospitais públicos.

Temporão admitiu, durante o anúncio do projeto há quase um mês, que as negociações iriam acontecer durante a tramitação da proposta no Legislativo. As maiores resistências, por enquanto, partem do PT e da CUT. Os dois aliados temem um processo de privatização, demissões em massa e ausência de critérios na contratação, já que uma fundação tem liberdade para contratar sem a necessidade de concursos públicos.

Representantes das diversas centrais sindicais chegaram a pedir ao presidente Lula que o projeto fosse retirado da pauta do Congresso. Sem êxito, foram chamados para um encontro com Temporão. O ministro tentou explicar seus pontos de vista, a importância do projeto e, admitiu aos sindicalistas que uma das críticas "que mais lhe doía era acusar a iniciativa de privatista".


De olho nos votos do Congresso, Temporão sabe que a ministra Marta, forte dentro do PT, pode ser uma importante aliada. Ele também pediu uma audiência com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) para pedir celeridade ao projeto. Chinaglia, que segundo assessores do Ministério demonstrou certa resistência ao projeto, prometeu, contudo, que não colocaria obstáculos na tramitação, podendo criar, inclusive, uma comissão especial para debater a matéria.

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domingo, 29 de julho de 2007

Cresce procura de estrangeiros por casas no Nordeste

Mercado imobiliário na região para turistas de fora do país deve movimentar R$ 16 bilhões nos próximos oito anos

Maior número de vôos, terrenos mais baratos e maior segurança jurídica são apontados como razões para alta do turismo residencial

JOANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

CÍNTIA ACAYABA
DA AGÊNCIA FOLHA

O mercado de turismo residencial destinado a estrangeiros deve movimentar cerca de R$ 16 bilhões no Nordeste brasileiro nos próximos oito anos. Serão comercializados aproximadamente 80 mil casas e apartamentos.

A expectativa é da Adit (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro), que reúne 52 empresas e entidades do setor.
Nos últimos anos, o número de estrangeiros, principalmente europeus, interessados em comprar casa no Nordeste brasileiro cresceu.

Grupos de investidores imobiliários, a maioria portugueses e espanhóis, estão vindo ao país para construir grandes condomínios residenciais de férias para seus conterrâneos.
Um deles é o grupo espanhol Qualta Resorts, que lançou em junho, em Pernambuco, o resort turístico The Reef Club. Além de hotéis e campo de golfe, ele pretende entregar 4.000 unidades residenciais até 2014.

Por causa dessa nova vocação turística, a Embratur está fazendo uma pesquisa sobre o perfil do turismo residencial. "Sentimos que esta é uma tendência mundial. As pessoas estão propensas a ter uma segunda casa fora de seus países", disse José Francisco Lopes, diretor de estudos e pesquisas.

A última pesquisa da Embratur sobre demanda internacional mostrou que 4,6% dos estrangeiros que procuraram o Brasil como destino turístico em 2005 disseram ter residência fixa no país.

O boom turístico de 1995 a 2000 ocorreu com os argentinos, em Santa Catarina, diz Lopes. Agora é a vez dos europeus no Nordeste. "Desde 2004, os europeus superaram os sul-americanos e hoje representam o maior fluxo turístico do país. Os europeus são turistas de sol e praia, leia-se Nordeste."

A Embratur disse que ainda não é possível fazer uma análise de eventuais reflexos da crise aérea no turismo residencial.

Especialistas apontam três razões fundamentais para o crescimento do turismo residencial. A primeira delas é o incremento no número de vôos para o Nordeste.

Os anuários estatísticos elaborados pela Embratur revelam que até 2002 apenas um Estado do Nordeste, a Bahia, figurava entre as quatro entradas de turistas por via aérea do país. De 2003 a 2006, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte apareceram entre as cinco principais portas para turistas que viajam de avião.

A saturação do mercado imobiliário espanhol é outro motivo apresentado. Segundo Daniel Rosenthal, diretor da agência Eugênio, especializada em mercado imobiliário, o preço médio do metro quadrado na Espanha é de 2.900. No Brasil, em Natal, é de cerca de 1.150. Em bairros nobres de Madri, supera 15 mil.

Por fim, há um sensível aumento da segurança jurídica nos negócios. "Com o Brasil a um passo de sair do risco de investimento, as pessoas perdem aquele pé atrás", diz Rosenthal.

Investimento varia conforme a região; Pelourinho atrai franceses

No sul da Bahia, são feitos empreendimentos de luxo; no norte, de grande escala

Leonardo Wen/Folha Imagem
Vista do bairro do Pelourinho, em Salvador (BA), cujos imóveis são procurados por estrangeiros


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DA AGÊNCIA FOLHA

O mercado imobiliário nordestino oferece belas praias e paisagens, mas cada Estado busca um diferencial em sua estrutura hoteleira e residencial e um público-alvo específico.
Em Salvador, o turismo residencial alia-se aos atrativos históricos da capital baiana.
Imóveis tombados no entorno do Convento do Carmo, no Pelourinho, onde foi feito o primeiro hotel histórico de luxo, estão sendo comercializados para estrangeiros e brasileiros.

De acordo com o Bahia Investments (www.bahia-investments.com) -site com anúncios de imóveis voltado principalmente para estrangeiros-, depois do lançamento do hotel, há cerca de dois anos, as casas da redondeza foram valorizadas em torno de 25%. Segundo a imobiliária Josinha Pacheco, só em junho dez unidades foram vendidas e a maior parte da demanda é de franceses.

Segundo Felipe Cavalcante, presidente da Adit (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro), o norte da Bahia oferece empreendimentos de grande escala para atingir mais pessoas, e o sul do Estado, onde se consolida o turismo de alto luxo, empreendimentos menores e de elevado padrão.

Um dos exemplos do litoral norte baiano é o da Prima Empreendimentos Imobiliários, do grupo espanhol Ace, que investirá na implantação de um projeto com residências, hotel e campo de golfe em uma área de 5.000 hectares na Costa dos Coqueiros. Até o fim do ano, a empresa deve dar entrada no licenciamento ambiental.

Outro empreendimento na região é o Reserva Imbassaí, do grupo português Reta Atlântico Brasil, que pretende entregar neste semestre 96 apartamentos de um total de 193 unidades. Esse é o primeiro projeto do grupo no país.

Rio Grande do Norte
Segundo a Adit, o Rio Grande Norte é um dos Estados que têm mais empreendimentos para turismo residencial, como o do grupo espanhol Sánchez, que entregará em breve 40 apartamentos em Natal -todos vendidos para europeus.

O Sánchez lançará, em outubro, o Grand Natal Golf, também na capital potiguar, com cinco campos de golfe, oito complexos hoteleiros e 30 mil residências para turismo. A conclusão do projeto está prevista para dez anos.

No Ceará, segundo a Adit, há três grandes empreendimentos que seguem o mesmo modelo e aliam condomínios residenciais a comodidades de resort.

Sergipe, Paraíba, Pernambuco e Alagoas também começam a despontar no mercado para turistas europeus.

(JOANA CUNHA E CÍNTIA ACAYABA)


Folha de São Paulo (para assinantes)

terça-feira, 17 de julho de 2007

Plano Aquarela é lançado no Nordeste

Plano Aquarela é lançado no Nordeste

A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, e a presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, lançaram nesta segunda-feira (16), em Natal (RN) o plano de marketing internacional da Embratur para o Nordeste. O evento, que reuniu 170 pessoas, no Grand Hotel SERHS, contou com a presença de três governadores e oito secretários estaduais de turismo da região, além de secretários municipais, empresários do turismo e representantes de entidades do setor.

A apresentação da segunda etapa do Plano Aquarela foi conduzida pela presidente da Embratur, que aproveitou a ocasião para explicar que, nesta nova etapa de promoção do Brasil no exterior, dois fatores serão responsáveis por um grande salto de qualidade na divulgação dos destinos turísticos do Nordeste. Primeiro, a agenda de promoção do Brasil no exterior (www.braziltour.com/brasilnetwork), já lançada para o período de julho de 2007 a junho de 2008, que permitirá uma ação integrada da Embratur com os estados, municípios e iniciativa privada em todas as ações promocionais neste período. Em segundo, a possibilidade de trabalhar os destinos da região com uma "roupagem" adequada para cada mercado, uma vez que a segunda etapa do Plano Aquarela prevê ações específicas por país, em ações de publicidade, imprensa e campanhas com o trade turístico.

A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, ressaltou que o plano de ação no exterior se soma ao trabalho de fortalecimento do turismo interno, previsto pelo Plano Nacional de Turismo. Afirmou a necessidade de incluir o turismo na cesta de consumo também do brasileiro: "O fortalecimento do mercado interno é essencial para qualquer país. Temos que investir para que os próprios brasileiros viajem mais pelo nosso Brasil. Vamos começar com o crédito consignado para pacotes turísticos para aposentados, e depois ampliar para outros setores. O Nordeste se beneficiará muito, pois começaremos com os aposentados de São Paulo e Brasília; mas quem receberá os turistas serão os estados nordestinos. Assim criaremos emprego e renda".

"O Nordeste é uma região muito importante para o turismo brasileiro. E agora poderemos trabalhar de forma mais focada. O mercado português, por exemplo, que tem grande peso para o Nordeste, terá trabalho permanente de relações públicas para trabalhar a imagem do Nordeste, além das campanhas publicitárias que começam em setembro", completou Jeanine Pires.

Repercussão - O prefeito de Natal, Carlos Eduardo, que primeiro deu as boas-vindas aos participantes, lembrou que o turismo é a principal atividade econômica da cidade: "Dos 800 mil habitantes de Natal, 160 mil vivem do turismo. Agradeço ao governo federal, na pessoa da Ministra Marta Suplicy, por prestigiar nossa cidade e nossa região com este lançamento".

Os governadores aplaudiram a iniciativa do Ministério. A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria, afirmou que o Plano "celebrará uma união de esforços públicos e privados para mudar o Nordeste, com mais investimentos em promoção na Península Ibérica, mas também em outros mercados potenciais, como Alemanha e Reino Unido".

O governador do Piauí, Wellington Dias, comemorou a inclusão do Estado entre os destinos promovidos: "Este é um plano que pensa em todo o Brasil. O Piauí, que historicamente estava de fora, agora terá divulgada uma das grandes belezas naturais do País, que é o Delta do Parnaíba".

Cid Gomes, governador do Ceará aposta que a segunda fase do Plano Aquarela será "um início de discussão para que os estados do Nordeste tenham participação mais efetiva nessa parceria, tão importante para desenvolver nossa região".


Agenda em Natal - A agenda da Ministra também incluiu assinatura de convênio que prevê R$ 10,7 milhões para obras de saneamento em um dos principais destinos turísticos do Rio Grande do Norte, a Praia da Pipa, visita às obras da ponte que vai ligar as praias do Forte e da Redinha. Foram também assinados convênios com a Prefeitura de Natal para construção do mercado modelo, no bairro das Rocas, e de cinco praças no bairro Salinas.

Sobre o Plano Aquarela - Lançado em 2005, o estudo acaba de ser atualizado para o período 2007-2010 e entra em sua segunda fase com o desafio de manter o País na liderança turística da América do Sul. Os objetivos são claros: atrair mais turistas, que gastem mais, em mais destinos brasileiros, viajando por mais e diferentes motivos, permanecendo por mais tempo e com intenção de voltar mais vezes ao Brasil.

Para alcançar as metas de 7,9 milhões de turistas estrangeiros e de US$ 7,7 bilhões em gastos, em 2010, o plano definiu grupos de mercados-prioritários a partir de fatores como acessibilidade aérea, oferta turística do Brasil no país, divulgação já existente de produtos e serviços nacionais e capacidade de crescimento do fluxo, entre outros. Fonte Ministério de Turismo.

sábado, 14 de julho de 2007

Marta: Embratur deve virar fundação privada

Secretaria de Comunicação da Presidência também pretende usar novo modelo na criação da TV Pública

Luiza Damé

BRASÍLIA. Além do Ministério da Saúde, o Ministério do Turismo já se prepara para adotar o modelo de gestão pública proposto pelo governo. A intenção é transformar a Embratur, que hoje é um instituto, em fundação para facilitar a implementação de políticas públicas, a promoção do Brasil no exterior e o apoio à comercialização de destinos, produtos e serviços brasileiros no exterior. A ministra Marta Suplicy disse ontem que a Embratur talvez seja a primeira autarquia a ser transformada em fundação privada.

— Com o modelo atual, não conseguimos competir com outras empresas. A proposta de transformação em fundação privada vai permitir que a Embratur faça parceria com entidades privadas — disse Marta.

Segundo a ministra, o modelo da Embratur já está sendo desenhado há três anos. A fundação será fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), terá um conselho curador presidido pelo ministro do Turismo e contará com representantes dos setores público e privado, além de uma diretoria executiva. Todo o patrimônio e os funcionários serão transferidos para a fundação.

A empresa vai assinar com o ministério um contrato de gestão com metas a serem atingidas.

O repasse de recursos estará sujeito ao cumprimento dessas metas. Hoje, em razão de sua personalidade jurídica, a Embratur afirma enfrentar dificuldades para fechar acordos com operadoras, hotéis, restaurantes, companhias aéreas estrangeiras e empresas parceiras na execução das políticas de turismo. A transformação em fundação reduziria a burocracia e agilizaria a gestão da Embratur.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) também informou que considera a fundação uma alternativa para contratação de servidores do setor. A Secom, no entanto, ainda não tem formatado o modelo de fundação que será adotado na área de comunicação.

Antes de preparar o texto base do projeto de lei que cria as fundações estatais de direito privado, o Ministério do Planejamento se reuniu com quase todo o primeiro escalão do governo. Ficou decidido que, num primeiro momento, o projeto abriria a brecha para a contratação de servidores pela CLT nos ministérios da área social. O Ministério da Educação (MEC) rejeitou a proposta, por considerar que não seria a melhor solução para os problemas de gestão das universidades.

Os projetos de lei definindo a criação das fundações só poderão ser encaminhados ao Congresso depois de aprovada a atual proposta. Por se tratar de projeto de lei complementar, a aprovação depende do voto da maioria absoluta dos deputados (257) e dos senadores (41). Um dos projetos de lei complementar que regulamenta a reforma administrativa, definindo as carreiras exclusivas de Estado, tramita desde 1998. Jornal O Globo (para assinantes)