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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"O Estado tem que se apresentar com “todos os seus braços”"

campanha do desarmamento 2003-2004


Recebi este texto de um membro da PM de São Paulo sobre o post Desarmamento, projetos sociais e ação policial reduzem homicídios (4).

Por se tratar das palavras de alguém que lida com a repressão ao crime e a violência no seu dia-a-dia, suas opiniões tem um certo peso. Quem quiser comentar é bem-vindo.

Gostei muito do texto. Era isso que estava faltando, ou seja, a ligação entre o que o governo Marta fez na área social. Quando se fala na redução de homicídios na Cidade de São Paulo, a ocorrência se dá nas áreas onde o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é baixo, justamente os locais onde vivem pessoas por quem o Governo Marta realizou muito.

Se o ato simples de fechar um bar irregular ou impedir a venda de bebida alcoólica após determinado horário, comprovadamente, influi na prática do homicídio, o que dirá a implantação de escolas, centros musicais, teatros, bibliotecas, telecentros, praças públicas revitalizadas com equipamentos esportivos e também equipamentos para a melhor idade, piscinas, ambulatórios, hospitais, etc.

Quando a Polícia Militar trabalha no “fechamento de botecos” para impactar na redução dos homicídios fica claro a ausência do Estado nessas regiões, pois o bar é o único espaço de convívio público para aquelas pessoas. O que eu pude perceber é que as intervenções da Prefeitura de São Paulo de 2000 a 2004 implementaram opções para a população. Foram esses esforços entre governo municipal, polícia e sociedade que deram resultados positivos.

Gostei muito também da “chamada pela continuidade” do esforço. A PM continua, inclusive com o “Programa São Paulo pela Vida” que busca junto ao poder público ações sociais e de fiscalização que venham ao encontro das atividades de policiamento que estão sendo realizadas.

Resumindo, o que a PM diz é que o Estado tem que se apresentar com “todos os seus braços” e não apenas o braço armado.

A.L.-Sargento da PM de São Paulo

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Em Madri, Marta incentiva o investimento no Brasil


Em Madri, Marta Suplicy participa de encontro com empresários e ministros de Turismo ibero-americanos, em evento para atrair investidores

Madri (29/01/08) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, participando, hoje (29), em Madri, da conferência ibero-americana de Ministros e Empresários de Turismo (Cimet), apresentou os resultados da economia brasileira, que indicam estabilidade e ambiente favorável a investimentos no setor turístico. Marta destacou, sobretudo, que as boas chances se ampliaram, a partir do anúncio de que o Brasil vai sediar a Copa Mundial de Futebol em 2014. “A estabilidade monetária, com a redução e o controle da inflação, resultou no crescimento do PIB por 23 trimestres consecutivos. As taxas de investimento e consumo também acumulam índices positivos e a taxa de juros básicos tem sido reduzida de forma responsável, sendo atualmente cotada em 11,25%”, assinalou a ministra.

Marta também destacou que um dos indicadores mais significativos é o Risco País, que está abaixo de 200 pontos. Observou que a Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento) qualificou o Brasil como o quinto melhor país do mundo para se investir: “Neste mesmo ano, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil passou a ocupar o sexto lugar na economia mundial, em um ranking com 146 países, tendo como base o poder de compra”.

Os participantes do evento – que é anual e tem por objetivo apresentar ao setor privado espanhol oportunidades de investimentos nos demais países ibero-americanos – ouviram da ministra Marta Suplicy que o Brasil também conseguiu melhorar seu IDH, passando a ocupar a categoria dos países de alto desenvolvimento humano. No que se refere ao turismo no país, a ministra destacou ainda as ações previstas no Plano Nacional de Turismo para o período 2007/2010, que define 65 destinos como indutores de desenvolvimento turístico regional.

Sobre a atração de investimentos no setor turístico, Marta Suplicy explicou que o país oferece vários programas e planos de incentivos específicos. “O Brasil conta hoje com investimentos espanhóis da ordem de US$ 40 bilhões, aplicados, principalmente, nos setores financeiro, de telefonia e de turismo. O Brasil é primeiro país da América, e o segundo do mundo, a receber investimento espanhol”.

Durante a Cimet, cada país participante apresenta dados, destacando áreas ou regiões geográficas para desenvolvimento prioritário, segmentos a serem explorados pelo mercado espanhol, planos de incentivos e estimativas de investimento. O tema em destaque na edição de 2008 é "Qualidade e Normatização das Empresas Turísticas da Espanha e da América Latina". A palestra de abertura foi proferida por Miguel Mirones, presidente do Instituto para a Qualidade Turística Espanhola (ICTE), criado em 2000 para certificar sistemas de qualidade para empresas turísticas.

Brasil – Na Cimet estará em evidência a estratégia brasileira de promover o turismo regionalizado, fortalecendo a gestão descentralizada e participativa. Por meio do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, foi proposta a estruturação de roteiros turísticos intermunicipais com base em princípios da cooperação, integração e sustentabilidade ambiental, econômica, sociocultural e político-institucional.

O atual Plano Nacional do Turismo (2007-2010) propõe a qualificação de 65 destinos com padrão internacional, justamente partindo de roteiros identificados pelo Programa de Regionalização. A prioridade para esses destinos se justifica por serem chamados indutores de desenvolvimento regional, ou seja, suas atividades irradiam crescimento econômico, empregos e renda nas regiões nas quais estão inseridos.

No que se refere a segmentos e produtos priorizados, destacam-se, atualmente: turismo cultural; náutico; de estudo e intercâmbio; ecoturismo; turismo rural; de aventura; de pesca; de negócios e eventos; sol e praia. Em âmbito federal, empresas interessadas em investir no turismo do Brasil contam com programas oficiais de financiamento.

Investimento espanhol – Além dos US$ 40 bilhões já aplicados no Brasil, estima-se, para os próximos anos, que o turismo brasileiro poderá receber um volume de US$ 5 bilhões, numa nova etapa de investimentos espanhóis privados.

Também o interesse de espanhóis pelos destinos turísticos brasileiros cresce a cada ano. Em 2006, o país que mais aumentou a emissão de turistas para o Brasil foi a Espanha, em 22%, alcançando o número de 211.741 turistas espanhóis no Brasil em 2006. Os dados de 2007 não foram finalizados, mas devem seguir a mesma linha de crescimento.

Os espanhóis descobriram que o Brasil tem mais a oferecer do que sol e praia. De acordo com o perfil da Demanda Turística Internacional 2006, cresceu de 22,8%, em 2005, para 32,4%, em 2006, o total de turistas espanhóis que vêm ao Brasil por destinos de natureza, ecoturismo ou aventura. Os destinos mais visitados por eles são, nas viagens a lazer, Rio de Janeiro (com 24,9%); Salvador (22,9%); e São Paulo (15%). Os que viajam a negócios, eventos e convenções se destinam principalmente a São Paulo (42,6%); Rio de Janeiro, (16,6%); e Porto Alegre (5,9%).

Transformações de Mercadão impediram prédio de se tornar elefante branco


Apu Gomes/Folha Imagem
De acordo com a administração, a Lei Cidade Limpa será implantada dentro do mercadão, adaptada para seus boxes


De acordo com a administração, a Lei Cidade Limpa
será implantada dentro do mercadão, adaptada para seus boxes


Um leitor deste blog chamou minha atenção para a cobertura feita pela
Folha de São Paulo sobre o aniversário do Mercado Municipal de São Paulo.

Como todos sabem, mas a Folha oculta, o
mercadão foi recuperado por Marta Suplicy para o 450 aniversário da cidade. Junto com a renovação introduziu espaços de gastronomia no primeiro andar. Como fazia Stalin que apagava das fotos os líderes revolucionários, a Folha ignora que foi Marta Suplicy a responsável do renascer do mercadão.

Ela ignora também as obras realizadas no Parque Dom Pedro e o projeto de transformar o Palácio das Indústrias em Museu da Cidade.

A Folha sabe o que faz, ela teria que dizer que o Mercado Municipal não virou um elefante branco graças a ação de Marta e que o Palácio das Indústrias está abandonado porque a administração Serra-Kassab pararam o projeto do museu, como interromperam o projeto de construção do estacionamento e a recuperação do São Vito.

Como a Folha tem lado, a legenda da foto fala do programa Cidade Limpa, nada diz sobre a responsabilidade de Kassab-Matarazzo no abandono e sujeira no entorno do mercadão, e só fala de Marta Suplicy para insinuar que o abandono do Palácio das Indústrias é devido a mudança da Prefeitura feita por ela e não ao abandono do projeto do museu pelos demos-tucanos.


Leiam as matérias, uma verdadeira aula sobre a Folha de São Paulo, sua memória seletiva e suas inclinações políticas.

Luis Favre

Turismo




Mercado Municipal sofre com degradação do centro de SP

Mercado Municipal é ponto turístico obrigatório em São Paulo, mas nem a tradição e a beleza arquitetônica salvam o cartão-postal da degradação do centro de São Paulo.

já comeu pitaya?

Descubra as dicas e novidades
do Mercadão de São Paulo

Passagem pelo mezanino, que abriga oito restaurantes,
é obrigatória. Renovação é a cara do Mercadão de SP.


CAROLINA FARIAS
da Folha Online

Mesmo com as mudanças de tempo e de comportamento dos habitantes de São Paulo, o Mercado Municipal Paulistano resistiu e não se tornou um elefante branco, como seu vizinho, o Palácio das Indústrias, no Parque Dom Pedro (centro). Acompanhando as mudanças da cidade, o Mercadão, atualmente, consegue ser um centro de gastronomia e ainda um ponto de distribuição de hortifrutigranjeiros, como na época de sua inauguração em 1933.

Veja o especial dos 75 anos do Mercadão

Projetado pelo escritório de arquitetos de Ramos de Azevedo, o prédio do Mercadão foi construído para substituir os mercados de rua da região da 25 de Março, no centro da cidade. Foi um marco para a época, tanto na elegância de sua construção como de condições sanitárias para os comerciantes --com câmaras frigoríficas, por exemplo.

"O prédio é um marco histórico e está em um lugar onde sempre esteve o mercado desde o século 19. Não desvirtuou da função original, preservou o edifício e se tornou um grande sucesso, porque encontrou uma grande saída", disse a professora de história de arquitetura Maria Lucia Bressan Pinheiro, da faculdade de arquitetura da USP (Universidade de São Paulo), sobre a nova "cara" gastronômica do Mercadão.

Para Pinheiro, a transformação do Mercadão em um espaço gourmet foi a melhor saída para o prédio, já que assim conseguiu se manter preservado. "É um bom uso porque é uma relação com o uso histórico dele. As mudanças foram adequadas porque contribuíram para esse uso", afirmou a professora.

Segundo ela, outros lugares do mundo também aproveitaram prédios antigos e à beira da decadência e transformaram em "mercados gourmet". "Em Boston [Estados Unidos] há um bom exemplo disso. Dois edifícios que eram mercados antigos e nos anos 70 houve essa proposta. Hoje eles são dois mercados gourmet. É uma tendência", afirma Pinheiro.

As transformações do Mercadão o salvaram, para a professora, de se tornar uma construção como o Palácio das Indústrias: um elefante branco em desuso.

Vizinho

O Palácio das Indústrias também foi projetado por um dos arquitetos do escritório de Ramos de Azevedo na década de 1920.

Já foi sede da Assembléia Legislativa de São Paulo, da Secretaria da Segurança Pública e por último abrigou a Prefeitura de São Paulo de 1992 até 2004, quando a então prefeita Marta Suplicy (PT) mudou o gabinete para o edifício Matarazzo, na praça do Patriarca. Atualmente, o prédio está vazio, em desuso.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Marta fala na Alemanha para trazer investimentos para o Brasil

Na Alemanha, Ministra do Turismo destaca o crescimento econômico a estabilidade do Brasil, em discurso para atrair investidores Munique (28/01/08) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, destacou, hoje (28), em Munique (Alemanha), ao participar da Sportsponsorship Conference (Ispo), que o Brasil tem crescido com equilíbrio, mais crédito, empregos e distribuição de renda.

Marta proferiu palestra na abertura da conferência e das seis feiras de negócios, sobre o tema “As oportunidades no Brasil". A ministra destacou particularmente as oportunidades de investimentos que surgiram a partir do anúncio da realização, no Brasil, da Copa Mundial de Futebol de 2014.

O tema despertou grande interesse, tendo em vista que a Agência Federal de Comércio Exterior Alemã recomendou o investimento no país, segundo lembrou a ministra, citando a edição de novembro de 2007 da revista preparada pela agência, dirigida a empresários. A Ispo, realizada anualmente, é o mais importante congresso de patrocinadores esportivos da Europa. Reúne, nesta edição, 180 palestrantes em 17 painéis, além de expositores de equipamentos esportivos, moda e estilo de vida.

"A estabilidade monetária, com a redução e controle da inflação, resultou no crescimento do PIB por 23 trimestres consecutivos. Conseqüentemente, a relação Dívida Pública/PIB, que em 2003 era de 52,4%, diminuiu para 42,6% em 2007. As taxas de investimento e consumo também acumularam índices positivos nos últimos 15 e 16 meses, respectivamente. E a taxa de juros básicos, que chegou a 26,5% ao ano em 2003, tem sido reduzida de forma responsável, sendo atualmente cotada em 11,25%", afirmou a ministra.

Marta Suplicy também observou que "o risco país" tem estado bem abaixo dos 200 pontos, e as reservas internacionais cresceram de US$ 59,8 bilhões para US$ 185 bilhões, em apenas um ano. Mais um ponto relevante no discurso da ministra aos participantes da Ispo foi sobre a redução da taxa de desemprego, que caiu para 8,2%, o menor patamar desde a criação, em 2002, da série histórica. "Como conseqüência, constatou-se importante melhoria na distribuição de renda e redução de pobreza, que, segundo o relatório ‘Perspectiva Econômica Mundial’ do FMI, caiu de 28,2% em 2003 para 19,3% em 2006. A renda média dos trabalhadores aumentou 3,12% em relação a 2006."

Diante de bons resultados, como esses apresentados, em 2007, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) qualificou o Brasil como o quinto melhor país do mundo para se investir. "Nesse mesmo ano, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil passou a ocupar o sexto lugar na economia mundial, em um ranking com 146 países, analisado o PIB quanto à paridade do poder de compra. Aqui, na Alemanha, temos a Agência Federal de Comércio Exterior Alemã também recomendando o investimento em nosso país", observou a ministra.

A ação do governo federal na redução das desigualdades sociais fez com que o país melhorasse sensivelmente seu IDH, passando a ocupar a categoria dos países de alto desenvolvimento humano. Para a ministra do Turismo, "ainda há muito o que fazer, mas o desenvolvimento econômico e social consolidou um mercado interno bastante dinâmico e uma nova presença política e econômica do Brasil no cenário mundial". A ministra citou, como exemplo, que a indústria dos cartões de crédito deverá faturar no Brasil US$ 122,5 bi em 2008, atingindo 104 milhões de usuário, frente os atuais 92 milhões. "Esses dados representam um aumento de 13%."

Perspectivas positivas – Justamente esse cenário de estabilidade econômica, associada à estabilidade político-institucional, na opinião da ministra, contribuiu para que a candidatura do Brasil fosse acatada para sediar a Copa Mundial de Futebol de 2014. E as perspectivas, a partir dessa definição, são muito positivas: "As competições esportivas do calendário mundial têm um efeito multiplicador na economia dos países que as sediam. Têm a capacidade de reestruturar a paisagem urbana dos países-sede, deixando um legado para a economia do país e a qualidade de vida da população. Além disso, a promoção do futebol, como de outros esportes, está associada à promoção de outros segmentos da economia".

Por fim, a ministra observou que, para abrigar competições esportivas internacionais com excelência, são necessários inúmeros investimentos prévios e um planejamento fortemente estruturado. Ela explicou que "o governo brasileiro se mobiliza e se organiza para identificar as demandas e os investimentos públicos e privados, nos âmbitos nacional e internacional, que serão necessários para habilitar as cidades que sediarão os jogos. Estão previstos projetos em aeroportos, transporte público, hotelaria, saneamento básico, telecomunicações, dentre outros".

"No que se refere a investimentos em infra-estrutura urbana, o planejamento da Copa de 2014 já está em parte contido no Programa de Aceleração do Crescimento, lançado pelo Governo Federal em 2007, com o objetivo de criar um ambiente favorável ao crescimento econômico e despertar o espírito empreendedor do empresariado. Até 2010, esses investimentos em infra-estrutura urbana serão da ordem de US$ 288,7 bi, dentre os quais US$ 33 bi serão destinados a investimentos em infra-estrutura turística", informou Marta Suplicy, explicando, também, que o Ministério do Turismo já iniciou seu planejamento. "Contratamos um estudo junto a uma renomada entidade brasileira – a “Fundação Getúlio Vargas” –, o qual apontará a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento turístico no Brasil, com o objetivo de alcançar um nível internacional em 65 destinos prioritários até 2010. Esses destinos incluem as 18 cidades brasileiras que pleiteiam sediar os jogos." O objetivo é contribuir para a excelência da recepção das seleções, torcedores, imprensa e turistas que visitarão o Brasil tanto durante a Copa de 2014 quanto depois de sua realização.

Plano Nacional do Turismo – O investimento realizado para a Copa de 2014, além de atrair mais turistas estrangeiros, ajudando a posicionar o Brasil como um dos principais destinos internacionais, também contribuirá para que o turismo avance nas metas previstas no Plano Nacional do Turismo (2007-2010). Até 2010, as metas são: alcançar 217 milhões de viagens no mercado interno, criar 1,7 milhão de novos postos de trabalho, gerar US$ 7,7 bilhões em divisas e desenvolver 65 destinos turísticos com padrão de qualidade internacional.

Ass. de Comunicação do Ministério do Turismo - ASCOM

Ass. de Comunicação da Embratur - ASCOM

2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil


TURISTAS ESTRANGEIROS GASTARAM MAIS NO BRASIL EM 2007

Números do Banco Central (BC), divulgados nesta segunda-feira (28), confirmaram a estimativa de que 2007 seria o melhor ano da história do turismo brasileiro em relação ao gasto de estrangeiros que visitam o país

Com o ingresso de US$ 469 milhões em dezembro, o Brasil chegou a US$ 4,953 bilhões em entrada de divisas por meio do turismo no ano passado. O valor supera em 14,76% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 – até então a melhor marca da série histórica iniciada em 1969.

Os números mostram ainda que o desempenho de dezembro de 2007 é recorde para este mês e o segundo melhor de todos os meses, ficando atrás apenas de janeiro de 2007 – quando os gastos de estrangeiros no Brasil chegaram a U$ 484 milhões.

Para a ministra do Turismo Marta Suplicy os dados demonstram a crescente importância da atividade turística para a economia do País: "Esta é uma ótima notícia para se começar o ano e evidencia o peso do turismo na balança comercial brasileira, atualmente o quinto item da pauta de exportações". O setor fica atrás apenas de minério de ferro, petróleo bruto, soja em grão e automóveis.

“Os dados do BC confirmam que o Brasil passa a receber um turista que permanece mais tempo no País e gasta mais por onde passa”, avalia a presidente da Embratur Jeanine Pires. "No geral, o visitante desembolsa US$ 91,74 por dia em uma estada média de 18,19 dias. Dois anos atrás, gastava e ficava menos que isso", explica.

Na comparação entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2006 (US$ 400 milhões), o incremento também foi expressivo: 17,15%. O cálculo do BC inclui trocas cambiais oficiais e gastos em cartões de crédito internacional.
Assessoria de Comunicação da EMBRATUR
(61) 3429-7836
ascom@embratur.gov.br
28/01/2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Pacotes para aposentados e calendário escolar escalonado, propostas de Marta para incrementar turismo

VALOR César Felício e Cristiane Agostine, de São Paulo

A quatro meses e meio da sua possível desincompatibilização para disputar a Prefeitura de São Paulo, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, tenta aumentar o poder político e a visibilidade de sua Pasta. A estratégia de Marta é dar um caráter social para as ações do ministério, hoje em dia um repassador de recursos para emendas parlamentares. Além de ampliar o programa de pacotes turísticos e diárias hoteleiras com preços especiais para idosos, a ministra agora planeja alterar o calendário das férias escolares, para diluir a alta temporada de julho nos meses de junho e agosto.


A idéia inicial da ministra era alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir a divisão do período de 30 dias de férias anuais. Marta discutiu o tema com os empresários da área de turismo, há alguns meses. Mas teria desistido da empreitada depois de conversas com os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e da Previdência Social, Luiz Marinho, ex-presidente da CUT. A ministra então passou a estudar a flexibilização das férias escolares do meio do ano, depois de conversar com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Pela Lei das Diretrizes e Bases da Educação (LDB), não há uma data fixa de férias, mas apenas a exigência de que sejam cumpridos os 200 dias letivos por ano. Conta-se com possíveis acordos com governadores e prefeitos para obter um escalonamento ou divisão das férias.

Os empresários não se entusiasmam com a idéia de alteração das férias escolares e pretendem insistir em uma mudança no período de descanso laboral. Hoje, o secretário de Políticas de Turismo, Airton Pereira, deve se encontrar com os executivos da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, no Rio de Janeiro. "A mudança nas férias escolares é praticamente impossível, porque cada Estado e município teria que tomar esta decisão", disse o vice-presidente da Federação, Alexandre Sampaio.


A intenção da proposta é reduzir a diferença entre alta e baixa estação e atenuar o impacto que teve na indústria hoteleira o aumento do ano letivo em 20 dias, estabelecido pela LDB em 1997, que encurtou as férias. Em Salvador, a ocupação média dos 33,8 mil leitos em 385 meios de hospedagem cai da faixa de 85% a 90% em janeiro para 58% a 60% em junho. A sazonalidade faz com que todo ano sejam fechados 15% dos 14 mil empregos diretos existentes na alta estação. No Rio de Janeiro, o turismo de lazer corresponde a apenas 25% das viagens, mas ainda assim a ocupação cai de 65% na alta estação para 55% em meses como maio e junho.


Outra medida redutora da sazonalidade, mas que tem como principal foco dar uma roupagem social para a ação do ministério, é a promoção do turismo de aposentados, que poderiam viajar nos períodos de menor ocupação. O programa de venda de pacotes, que no ano passado funcionou com saídas apenas de Brasília e São Paulo, desta vez irá estender-se a 12 Estados. O número de destinos subirá de 14 para 35. De nove mil pacotes em 2007, planeja-se um salto para 50 mil este ano, movido a farta publicidade no horário nobre de televisão. O ministério planeja implementar ainda uma espécie de "meia-entrada" na rede hoteleira. Seria criada uma tarifa especial para os hóspedes que comprovassem ter mais de 60 anos.


Os incentivos para viagens são a aposta de Marta para tentar criar uma marca administrativa antes de abandonar a Pasta. O Ministério do Turismo é uma Pasta fraca do ponto de vista gerencial, já que não comanda as políticas estratégicas vitais para o setor, como o investimento em aeroportos importantes e estradas. Trabalha com o pagamento de emendas parlamentares para programas pulverizados.


Em 2007, dos R$ 1,8 bilhão que Marta teve para investir, R$ 1,4 bilhão eram emendas parlamentares e apenas R$ 400 milhões investimentos diretos. A ministra conseguiu executar praticamente todo este valor. Estabeleceu uma estratégia de aproximação com os parlamentares para conseguir aumentar o Orçamento da Pasta.


A ministra reuniu-se com diversos prefeitos de cidades turísticas e com os 27 governadores, pedindo sugestões de programas de investimento. Em seguida, pediu a parlamentares que apresentassem emendas destinando recursos a estes projetos. Uma tática já usada pelo antecessor da Marta, Walfrido dos Mares Guia (PTB), que saiu do Turismo para ser coordenador político do governo, até se demitir em novembro, sob acusações de ter se envolvido em um esquema de financiamento ilegal de campanhas em Minas em 1998. Mares Guia elevou de R$ 300 milhões para R$ 800 milhões os recursos da Pasta, em seu primeiro ano, e deste patamar para R$ 1,4 bilhão no segundo ano.


Este ano, foram apresentadas R$ 6,2 bilhões em emendas orçamentárias para a Pasta. Até a derrota do governo na votação sobre a prorrogação da cobrança da CPMF, Marta procurava garantir R$ 2,5 bilhões para seu ministério, em negociações com o relator geral do Orçamento, o deputado José Pimentel (PT-CE). Agora diante da inevitabilidade dos cortes, a expectativa no ministério é que serão preservadas as emendas individuais e cortadas em 50% as emendas de bancada. Caso isto ocorra, seu ministério seria atingido. Cerca de 90% dos recursos dirigidos pelo Congresso para a pasta são de emendas de bancada, e 10%, emendas individuais.


A ministra já definiu que não tomará qualquer decisão pública sobre disputar ou não a eleição municipal deste ano antes de junho, prazo máximo de desincompatibilização para quem não tem mandatos eletivos. É uma forma de aumentar a tensão no campo adversário, onde o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pretende se reeleger e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) pode se candidatar. Este cenário coloca o governador paulista, José Serra (PSDB), em uma posição delicada, já que Kassab era o vice de Serra até a renúncia do tucano para disputar o governo estadual, em 2006.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Madrugar não faz amanhecer mais cedo

As eleições municipais acontecerão em Outubro deste ano. Em maio e Junho as convenções partidárias escolherão seus candidatos. Esse é o calendário politico-eleitoral em 2008.

A mídia escrita está interessada em adiantar o calendário e a disputa é grande para vender jornal e para furar o concorrente.

A prefeitura de São Paulo é governada pelo PSDB, junto com o DEM de Kassab. Ambos partidos governam a cidade juntos, porém estão divididos em relação as candidaturas.

Eles tem que resolver está disputa entre as ambições de Alckmin e a vontade do Serra e Kassab e quanto antes melhor para eles.

A guerra entre eles está acirrada e ela pode comprometer a aliança, levando ao lançamento de dois candidatos igualmente ambiciosos e substancialmente da mesma cor política.

As consequências disto pode levar a uma ruptura com efeitos na própria composição política para 2010.

Tudo indica que uma candidatura Alckmin, mais ainda se conseguir ser vitoriosa, servirá para um desfecho, da escolha em 2010, desfavorável ao governador José Serra. Em todo caso este parece ser o ponto de vista de Serra, não sem razão.

A máquina da prefeitura e a representatividade da cidade de São Paulo faria de Alckmin um "presidenciável" ou um poderoso apoiador do tucano Aécio, rival de Serra para 2010. O DEM, por sua vez, não teria maior motivo para alavancar a candidatura de Serra, pois se sentirá alijado do que considerá um direito legítimo. Preservou os interesses do governador, suas escolhas na prefeitura, o apoio para o governo estadual e Kassab atua como um sub-prefeito do governador. Em troca será jogado fora pelo PSDB, nos braços de Alckmin? Usado e jogado fora, o DEM nada ganharia aceitando o hara-kiri.

Por sua vez, para Alckmin o dilema também é grande. Seus partidários foram postos para fora do governo estadual e não contam com grande participação na prefeitura. Serra mostrou que não hesita em abrir os porões e jogar na mídia as mazelas do que foi a administração Alckmin no Estado. Desde o " mensalinho" na Nossa Caixa, até as generosidades com os pedágios ou os pífios resultados em questões como segurança e educação. Como confiar que Serra cumprirá em 2010, as promessas de hoje? Alckmin quer garantias, mais ainda sabendo que no caso de ter que enfrentar Marta Suplicy o resultado pode por um ponto final a suas ambições políticas. Sem garantias, pensa ele, é melhor arriscar. Com garantias o papo pode ser outro...

O PT não tem nenhum interesse em se meter nessa briga, nem precipitar seu desfecho. Nada ganha em fazer campanha antes da hora, pois a população está longe de manifestar qualquer interesse pela eleição agora. Mas pode aproveitar os próximos meses para definir e estruturar sua tática eleitoral e sua política de alianças, começar a elaborar suas propostas para a cidade e construir junto com seus aliados o caminho da escolha da candidatura mais adequada as necessidades da implementação das suas propostas.

Deste processo e do consenso unitário, construído com os outros partidos da base do governo Lula, é que o nome do candidato ou da candidata poderá ser escolhido com mais correspondência com a conjuntura de Outubro. A força eleitoral da candidatura ganhará a se projetar no menor tempo, mas maior espaço, proporcionado pela campanha e pelo impacto das propostas e convergências que a sustentarão.

Ansiedade e precipitação podem dar sensação de importância e utilidade, mas os afoitos quase sempre morrem na praia... ou como parece indicar o estudo publicado neste blog sobre doenças cardiovasculares, de enfartes.
Luis Favre

Marta afirma não ter pressa para decidir se será candidata

Ueslei Marcelino - 7.ago.2007/Folha Imagem
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, em sessão do Senado


ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

Apesar das "pressões gigantescas" para disputar a Prefeitura de São Paulo em outubro pelo PT, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse ontem que nunca admitiu essa intenção e não tem pressa de anunciar sua decisão final.
"Disputar a prefeitura não estava nos meus planos e continua não estando. Eu não vou decidir nada de afogadilho. É uma decisão que tem de ser muito bem avaliada, até porque estou gostando muito do que estou fazendo no ministério", disse ela ontem à Folha.
Segundo Marta, há um equívoco quando dizem que teria que se desincompatibilizar do cargo seis meses antes do pleito, ou seja, até o final de março. Pela lei complementar 64, de 18 de maio de 1990, o prazo é de quatro meses. Ela tem, portanto, até 5 de junho para tomar uma decisão.
"Não tem por que ficarem me obrigando a tomar uma decisão agora, porque não vou fazer isso. Não adianta", disse ela.
"Toda vez que falo com alguém, sai logo na imprensa que vou ser candidata. Não é verdade. O que não posso é me recusar a conversar. Me chamam para conversar, vou, ouço, mas isso não significa nada. Não tomei nenhuma decisão antes, não tomei agora nem sei se vou tomar uma decisão depois."
As pressões para que Marta troque o Turismo pela candidatura aumentaram diante da pesquisa Datafolha realizada em novembro passado, registrando um empate técnico entre ela (25%) e o favorito, o tucano Geraldo Alckmin (26%), ex-governador do Estado e ex-candidato do PSDB à Presidência em 2006, na hipótese de o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), concorrer.
Mas essas pressões chegam ao pior momento agora, quando o governo perdeu R$ 38 bilhões com o fim da CPMF (o chamado "imposto do cheque"), aumentou dois impostos e está sendo obrigado a promover cortes no Orçamento. O Turismo pode ser atingido, estimulando indiretamente a opção de Marta pela candidatura.
Ela, porém, nega. "Meu ministério vive quase que exclusivamente das emendas individuais dos parlamentares, e ministros da área econômica já me disseram que não haverá cortes nessas emendas. Mesmo nas emendas de bancadas partidárias é possível salvar muita coisa", disse a ministra.
Segundo Marta, seu ministério produziu cartilhas regionais sobre as obras necessárias para impulsionar o setor e distribuiu para os parlamentares dos Estados correspondentes, tanto para os governistas como para os de oposição. Por isso ela prevê que terá apoio para que o Orçamento da pasta não sofra muito com os cortes.
O Ministério do Turismo empenhou 98% das suas verbas do ano passado, num valor aproximado de R$ 1,7 bilhão. Marta considera que é resultado da eficiência da sua gestão, mas na prática isso significa também que não há sobra de verbas para este ano.
A ministra disse que não tem nenhum encontro marcado nesta semana nem com Lula nem com os colegas do Planejamento, Paulo Bernardo, e das Relações Institucionais, José Múcio, que centralizam as discussões sobre cortes.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Em SP, conflito tucano para escolher candidato marca início do ano eleitoral

Alckmin pensa na disputa, mas Serra quer manter aliança com Kassab

Flávio Freire
O Globo



SÃO PAULO. Com a eleição de 2010 como pano de fundo, foi dada a largada, ao menos nos bastidores políticos, para a sucessão na prefeitura de São Paulo. Seja por pressão de seus partidos ou para aproveitar a imagem que deixaram na última campanha, a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), e o ex-governador do estado Geraldo Alckmin (PSDB), começam a admitir o desejo de suceder a Gilberto Kassab (DEM) no comando da maior cidade do país.

Kassab não deixa por menos: — Eu ficaria muito feliz em disputar a reeleição.


Em análises internas, Marta e Alckmin alegam que, para concorrer, precisam ter seus partidos unidos em torno de suas candidaturas. Enquanto o presidente reeleito do PT, Ricardo Berzoini, defende o nome de Marta sem necessidade de prévias no partido, no PSDB o comando tucano vive o dilema de como lidar com a disputa sem minar a aliança com o DEM.
Kassab diz que não é hora de falar do assunto, mas adianta: — É natural a tendência de reeleição, ainda mais para um administrador bem avaliado, mas temos uma aliança sólida do PSDB com o DEM e precisamos discutir esse assunto no seu devido tempo — disse o prefeito.


Primeiras pesquisas eleitorais apontam vitória de Marta


As primeiras pesquisas reforçam a polarização entre PSDB e PT. Segundo o Ibope, num cenário que inclui Marta, Alckmin e Kassab, a petista sai na frente, com 27% das intenções de voto, contra 24% para o tucano e 12% para o prefeito. Já no segundo turno, Alckmin venceria a disputa com Marta: 50% a 38%.

Com Kassab, a diferença de Alckmin aumenta: 56% a 22%.

No PSDB, até que conflitos internos sejam diluídos, Alckmin é pré-candidato. Publicamente, ele desconversa, mas a amigos dá sinais claros de que porá a campanha na rua após o carnaval.

Suas pretensões políticas esbarram no racha que se avista por causa do forte interesse de uma ala tucana em apoiar a reeleição de Kassab.


Serra teme perder a aliança com o DEM em 2010


O governador José Serra estaria por trás dessa articulação contra a candidatura de Alckmin, reeditando o clima da eleição de 2006, quando os dois disputaram a vaga de candidato do partido à Presidência.

Possível candidato à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, Serra teme perder o apoio do DEM, caso o PSDB insista em jogar Kassab para escanteio.

Alckmin quer aproveitar a lembrança que o eleitor tem da disputa de 2006, quando perdeu para Lula no segundo turno. O ex-governador, porém, não pretende partir para o tudo ou nada para ter o apoio do PSDB.

— Só não estou disposto a brigar, como aconteceu na candidatura para presidente em 2006. Mas deve ser natural que o partido não queira, e eu também não quero, perder esse universo de votos que tive em 2006, o que poderia acontecer se eu me candidatasse apenas em 2010 para governador de São Paulo — disse Alckmin a um tucano.

O ex-governador avalia que, se o PSDB optar por outro nome, sairá dividido e, provavelmente, derrotado da campanha municipal. Em análises internas e pesquisas, Marta aparece como a única candidata com forte chances de derrotá-lo. No PT, a pressão dos prefeitos da grande São Paulo e da militância ajuda a empurrar Marta para a disputa, embora ela preferisse esperar a briga pelo governo de São Paulo, em 2010. Para os prefeitos da região, a força de Marta pode alavancar seus candidatos.

Mas também entram na bolsa de apostas do PT o senador Aloizio Mercadante e os deputados José Eduardo Martins Cardoso e Arlindo Chinaglia.

— Marta é a candidata mais forte que temos e me parece que a imensa maioria do partido desejaria sua candidatura. Eu mesmo, até como paulistano (embora nascido em Minas), vejo que a população sente saudades de Marta — disse Berzoini.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Parabéns: Gastos de turistas estrangeiros no país batem recorde em 2007


da Folha Online

O ano de 2007 foi o melhor da história do turismo internacional no Brasil no que diz respeito ao gasto de turistas estrangeiros no país. De acordo com o Banco Central, a receita cambial turística soma US$ 4,484 bilhões no acumulado até novembro.

A cifra já supera em 3,89% os US$ 4,316 bilhões registrados em todo o ano de 2006, recorde histórico até então. Se este ritmo for mantido, a estimativa é que a receita cambial turística feche 2007 próxima a US$ 5 bilhões --cerca de 15% mais que em 2006.

Os dados de gasto e permanência completos sobre o ano de 2007 serão divulgados em janeiro. O estudo fará parte do relatório "Demanda Turística Internacional 2007", que traz o perfil do turista estrangeiro no Brasil.

Os judeus no Brasil

Um leitor do blog me enviou uma resenha interessante sobre a população judaica no mundo e a história do povo judeu em cada um dos países. Você escolhe um país e aparece um resumo, como este sobre a história dos judeus no Brasil.

by Alden Oreck


1492-1655
1773-1916
1920s-1970s
Contemporary Brazil

Although they make up a tiny fraction of Brazil's population, Jews continue to be active in several aspects of Brazilian society. According Professor Anita Novinsky, a specialist on the Jews at the University of Sao Paulo, "Brazil was made by the Jews." Their rich culture continues today.

1492-1655

Jewish history in Brazil dates back to the time of the voyages of Christopher Columbus. Gaspar da Gama, a Jew by birth, but later kidnaped and forcibly baptized, accompanied Portuguese admiral Pedro Alvares Cabral when he landed in what is now Brazil in 1500, beginning a more than 500-year presence in the New World.

When the Inquisition in Portugal took hold in 1497, Jews fled to places throughout the world, including Brazil. They arrived in Brazil primarily as New Christians or Conversos (Jews converted to Christianity), but many secretly practiced Judaism and began a colonization drive to settle on the land. Despite continued persecution by the Brazilian Inquisition, the New Christians successfully established sugar plantations and mills. By 1624, approximately 50,000 Europeans lived in Brazil, with New Christians making up a significant percentage. They were businessmen, importers, exporters, teachers, writers poets, even priests. In that same year, Dutch forces arrived in Brazil, taking over portions of northeast Brazil. Dutch tolerance allowed for Jewish migration and the open practice of religion. In 1636, Jews built the Kahal Zur synagogue in the Dutch capital of Recife.

In Dutch Brazil, Jews flourished in the sugar industry, tax farming and slave trade. Jews often purchased slaves and resold them at great profit. Those they kept often preferred to work for Jews because both Shabbat and Sunday were rest days, whereas the Portugese only gave them Sunday off, and the Dutch worked their slaves seven days a week.

In 1642, Rabbi Isaac Aboab da Fonseca, a well-known Amsterdam rabbi and scholar Moses Raphael d'Aguilar came to Brazil as spiritual leaders to assist the congregations of Kahal Zur in Recife and Magen Abraham in Mauricia. By 1645, the Dutch Jewish population peaked at 1,500, approximately half of the European population there. Synagogue records show a well-organized Jewish community with high participation, including a Talmud Torah (school), a Tzedakah fund and an overseeing executive committee.

Other Inquisition-fleeing Jews headed south to Sao Paulo. Little is known what happened to them, some scholars suggest they assimilated quickly, however, recent evidence has revealed Brazilian jungle tribes who light candles on Friday night and refrain from eating pork.

In 1647, the Portuguese authorities arrested Isaac de Castro for teaching Jewish rites and customs in Portuguese controlled Brazil and sent him back to Portugal where the Inquisition sentenced him to death and burned him at the stake. The Portuguese also started a nine-year war that successfully drove the Dutch out of Brazil in 1654.

Portuguese anti-Jewish persecution led to a mass immigration to places like Curacao and New York, where they laid foundations for new Jewish communities, others returned to Europe. Most who could not escape were killed, but some became Crypto Jews, practicing Judaism in secret. They lived away from the authorities, in the interior of Brazil, many becoming ranch hands or cowboys. The persecutions, arrests, confiscation of property and emigration of the Jews greatly damaged the Brazilian economy by bringing the manufacture and export of sugar to a near standstill and seriously disrupting trade between Portugal and Brazil. In 1655, the Portuguese closed a major symbol of Brazilian Jewry, the Kahal Zur synagogue. However, thanks to the Safra banking family, the synagogue re-opened in 2002 and now stands as the oldest existing synagogue in the Americas, housing a Jewish cultural center and hosting some religious ceremonies.

1773-1916


Manaus Synagogue

In 1773, a Portuguese royal decree finally abolished discrimination against Jews. They slowly filtered back into Brazil. Almost 50 years later, in 1822, Brazil gained independence from Portugal, and a stream of Moroccan Jews began arriving, and set up a synagogue in Belem (northern Brazil) called Porta do Ceu (Gate of Heaven) in 1824 and later one in Manaus (on the Amazon river). By World War I, Belem's Sephardi community of 800 people had its own charitable organizations and a social club.

In the last decade of the 19th century, European Jews began discussing the idea of establishing agricultural settlements in Brazil as an alternative to the unfavorable conditions in Europe. After the 1891 expulsion of the Jews from Moscow, a close associate of Theodor Herzl, Oswald Boxer went to Brazil and returned with a positive report, but plans were abandoned because of Brazilian political strife. The first agricultural settlement was finally established in 1902 by the Jewish Colonization Association (JCA) in the Santa Maria area (southern Brazil). Despite a 1903 pogrom in Bessarabia, only 37 Bessarabian families were willing to settle in the experimental colony, which covered 13,388 acres. The 1904 farming season failed because of inexperience, insufficient funds and poor planning. Although a cooperative headed by an experienced teacher formed in 1907, the settlement continued to produce a fraction of its capability. In 1926, the JCA reported that of the 122 families that settled in the first colony, 17 remained, cultivating corn and beans on only 326 acres. The unused land was then sold.

In 1909, the JCA bought another track of land covering almost 94,000 acres in the Quatro Irmaos area, north of Santa Maria and near a large-scale government development. Despite a more rigorous selection process, the settlers once again failed. Administrative problems, lack of agricultural facilities and the lure of city jobs doomed the settlement. By November 1915, only 72 of the original 232 families remained in the colony. World War I and a civil war, which was partially fought on the colony's land drove out more settlers and by 1926, only 40 people remained. In 1920, the JCA began selling some of the land to non-Jewish settlers. In 1935, after a renewed settlement effort, 104 Jewish families lived in Quaro Irmaos, only to be outnumbered five to one by non-Jewish settlers.

The JCA led a third attempt at agricultural settlement in 1935 because of deteriorating conditions in Germany. However, as part of a strict immigration policy against Jews, the Brazilian government refused to issue the settlers entry visas. The land was later sold.

The settlers who abandoned the colonies set up rich cultural communities in Brazilian cities. By World War I, approximately 7,000 Jews lived in Brazil. In Porto Alegre, capital of the southern state of Rio Grande do Sol, the community opened a Jewish school in 1910 and established a Yiddish newspaper, Di Menshhayt ("Humanity") in 1915. Sao Paolo was home to several philanthropic and cultural associations. In 1916, the Jewish community of Rio de Janeiro formed an aid committee for World War I victims.

1920s-1970s

Almost 30,000 Western European Jews came to Brazil in the 1920s and, by 1929, there were 27 Jewish schools. Despite a strict immigration policy in the 1930s, more than 17,500 Jews entered Brazil. While immigration enriched Brazilian Jewish culture, the wide array of Jewish customs and beliefs, made it nearly impossible to unify them, despite attempts by Rabbi Isaiah Raffalovitch of JCA.

Brazil began an assimilation effort in 1938 and closed the Yiddish newspapers and the Jewish organizations, both secular and religious. A wave of anti-Semitism followed, including several editions of the Protocols of the Elders of Zion. Only after Brazil adopted a new, more democratic constitution in 1945, did organized Jewish activities resume.

In 1947, Brazil voted for the partition of Palestine and for the creation of a Jewish state at the United Nations General Assembly. A Brazilian statesman, Oswaldo Aranha, played a vital role in the adoption of the resolution. Brazil recognized Israel in February 1949 and opened an embassy there three years later. In 1959, Brazil and Israel signed the first of several agreements to cooperate in a variety of areas, including culture, commerce, agriculture, science and industry.

In the late 1950s, another wave of Jewish immigration brought more than 3,500 North African Jews to Brazil. By the 1960s, Brazilian Jewry was thriving. In the 1966 parliamentary elections six Jews, representing various parties, were elected to the federal legislature. In addition, Jews served in state legislatures and municipal councils. In 1967, 33 Jewish schools were attended by more than 10,000 students. By 1969, approximately 140,000 Jews lived in Brazil, mostly in the large cities: Rio de Janeiro (50,000), Sao Paulo (55,000), Porto Alegre (12,000), Belo Horizonte (3,000), Recife (1,600) and Belem (1,200).

Jewish communal life was uneventful throughout the 1970s, save some minor anti-Semitic activity by the right-wing Catholic organization Tradicao, Familia e Propriedade (Tradition, Family and Property).

Contemporary Brazil

Today, Brazil's rich cultural life includes several Jewish publications as well as a weekly Jewish television program, Mosaico. Author Moacyr Scliar has been published worldwide. Museums exhibit Jewish history and art and efforts to preserve Brazil's Jewish history are underway. The Center for Jewish Studies of the University of Sao Paulo, the Federal and State Universities in Rio de Janeiro and the Marc Chagall Institute in Porto Alegre sponsor lectures, conferences and academic courses of Jewish interest. Jewish and Israeli film festivals are common in Sao Paulo and Rio de Janeiro. Special commemorative and cultural events are held in conjunction with Yom Hashoah and Yom Hatzmaut. Within Brazil's Jewish community are several Zionist organizations, youth groups, adult groups, and social clubs, including B'nai Brith, Hadassah International, Pioneer Women, the World Zionist Organization and the Jewish Agency for Israel.

Like many other countries, Brazil's religious observance encompass a wide spectrum, from liberal to orthodox with both strong Sephardi and Ashkenazi influences. Chabad-Lubavich has grown considerably in recent years with schools and synagogues in several major cities.

Politically, Jews have continued to play an important role. In 1994, Jaime Lerner was elected head of Parana, a major industrial state, becoming Brazil's first Jewish governor. In 1998, Dr. Eva Alterman Bay, a distinguished professor, became the first Jewish woman to serve in Brazil's Senate. Jews have also served in the Cabinet.

Professionally, Jews have made a tremendous impact on the Brazilian economy. Jewish families own Brazil's two largest publishing and jewelry companies, the sixth largest bank and are among the executives of several other large corporations.

While Brazil's total population exceeds 160 million people, the Jewish population has stabilized at approximately 150,000. More than 8,000 Brazilian Jews have moved to Israel since 1948. There are more than 40 active synagogues, several kosher supermarkets and a number of kosher restaurants. The Confederacao Israelita do Brasil (CONIB), founded in 1951, is the central body representing the 12 federations (states) of Brazil, and serves as an umbrella organization for more than 200 associations involved in Zionist activity, Jewish education, culture and charity.

Brazil's Jewish community has been on high alert since the 1994 bombing of the Jewish community headquarters in nearby Buenos Aires, Argentina, but has suffered only isolated anti-Semitic attacks such as harassment, threats and vandalism. Intermarriage is actually the greatest threat to Brazilian Jewry. Experts say the rate is even higher than in the United States. Brazil's slumping economy poses another challenge for the Jewish community.


Hebraica

Sao Paulo is home to 75,000 Jews, approximately half of Brazil's Jewish population. Located on Rua Antonio Carlos 653 is the Congragacio Israelita Paulista. This Ashkenazi synagogue is the largest on the continent with 2,000 family members (600-700 regularly attend Friday night services). The primary Sephardic synagogues are Ohel Yaakov and Beit Yaakov. At Rua Hungria 1000 is the 28,000-member Jewish club called A Hebracia. It resembles a self-contained city, complete with swimming pools, movie theaters, ballroom, synagogue, bank, restaurants, art gallery, library and more.

A tiny hasidic synagogue still functions in the old Jewish neighborhood called Bom Retiro ("Good Retreat") is in northern Sao Paulo, but most of the Jews have moved to other parts of the city. There are four orthodox schools and four secular Jewish schools. Approximately 3,000 students attend the Educacio Hebraico Brasileiro Renscenca at Rua Prates 790. Sao Paulo Jews are especially proud of their support of the Hospital Israelita Albert Einstein, one of the best in all South America. The Casa da Cultura Judaica, the Jewish cultural house is another popular place that organizes debates, folk dancing and other activities.

In 2001, the synagogue in Recife, the first shul ever built in the Americas, was reopened, 347 years after it was closed by Portuguese colonial rule. After two years of excavation and restoration, the synagogue will house a Jewish cultural center and host a few religious ceremonies. The synagogue had not been used since the mid-17th century when the Portuguese defeated the Dutch at Recife and expelled the estimated 1,200 Jews and banned Judaism.

The Jewish musuem in Rio de Janiero documents the history of Jews in Brazil and gives insight into the culture of the city's Jewish community. The area around Rua Alfandega is the center of Rio's old Jewish neighborhood. The Congregation of Grande Templo Israelita is located at Rue Tenente Possolo 8.

In August 2004, the mayor of Sao Paulo declared her city a sister city with Tel Aviv. Mayor Marta Suplicy said the new status would strengthen ties between both Brazilians and Israelis. Suplicy, who recently married a Jew, added that the new status would be a kickoff for urban, cultural, scientific, tourist and economic programs.


Sources: Encyclopedia Judaica
Eban, Abba. Heritage: Civilization and the Jews. NY: Summit Books, 1984.
Tigay, Alan M. (ed.). The Jewish Traveler. Jason Aronson, Inc. 1994.
Beker, Dr. Avi. (ed.) Jewish Communities of the World. Lerner Publication Co. 1998.
Jewish Daily Forward
Zaidner, Michael (ed.). Jewish Travel Guide 2000. Vallentine Mitchell & Co. 2000
Jewish Telegraphic Agency, (August 17, 2004)
Reuters, (December 4, 2001).

Hebraica photo courtesy of Hebraica

Rio photo © Mitchell Bard

Additional photos: HaChayim HaYehudim Jewish Photo Library (Jono David Media)

O segredo das pesquisas eleitorais

Luis Nassif

Se alguém tinha dúvidas sobre como as pesquisas eleitorais podem ser manipuladas, uma pequena matéria da “Folha” (que merecia destaque maior) demonstra.

A matéria fala de duas pesquisas do IBOPE sobre as eleições municipais de São Paulo. Em um dos levantamentos, divulgado pela TV Globo, Marta vence por 46% a 35%. Em outro, encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ligada a Kassab) ele vence por 47% a 38%. A diferença entre as pesquisas é de menos de um mês.

Qual o truque? No caso da pesquisa da ACSP, antes de perguntar sobre as intenções de voto, a pesquisa tinha oito questões sobre as obras de Kassab na cidade. Depois de lembrar (ou informar ) o leitor sobre as boas obras, sapecava a pergunta: em quem votaria?

enviada por Luis Nassif

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Levantamentos têm vitórias distintas em eventual 2º turno entre eles; objetivos são diferentes, diz instituto

DA REDAÇÃO - FOLHA DE SÃO PAULO

Duas pesquisas realizadas pelo Ibope em pouco mais de um mês, dois vencedores diferentes num eventual segundo turno entre a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) e o atual Gilberto Kassab (DEM).
Levantamento do instituto divulgado anteontem pela TV Globo -feito entre os dias 15 e 18 de dezembro- mostrou que a petista bateria o democrata por 46% a 35% numa eventual segunda votação, uma vantagem de 11 pontos percentuais. O resultado difere da pesquisa anterior do Ibope, realizada entre os dias 10 e 14 de novembro.
Naquele mês, o vencedor de um eventual segundo turno entre os dois era o atual prefeito, com 47%. Marta (38%) seria derrotada com uma desvantagem de 9 pontos percentuais.
A inversão dos resultados, diz o Ibope, é devido ao objetivo de cada pesquisa e à ordem em que foram feitas as perguntas para os entrevistados.
A pesquisa de novembro, como mostrou reportagem da Folha, foi encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que tem Kassab como um de seus vice-presidentes. A pedido da ACSP, o Ibope priorizou, em seu questionário, perguntas sobre a avaliação da prefeitura atual, feitas antes das sobre intenção de voto.
Então, antes de dizer em qual candidato votaria, o eleitor havia sido submetido a oito questões sobre a gestão de Kassab, em perguntas que apresentavam seu nome. O Ibope afirmou ontem, por meio de nota, que as questões iniciais "podem ter influenciado os resultados obtidos nas perguntas sobre intenção de voto, principalmente nas simulações de segundo turno, dado o caráter plebiscitário dessas questões". Segundo o instituto, o objetivo era comparar a avaliação da administração Kassab com uma pesquisa de julho, também feita a pedido da associação.
Na pesquisa do Ibope encomendada pela TV Globo, a intenção era a "avaliação eleitoral do município". Assim, as primeiras perguntas foram sobre intenção de voto, diz o Ibope.
O resultado obtido nesse último levantamento do Ibope se aproxima do que foi revelado pelo Datafolha, em pesquisa realizada entre os dias 26 e 29 de novembro. Segundo o Datafolha, a petista venceria Kassab com vantagem de dez pontos percentuais. (MICHELE OLIVEIRA)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Marta e Alckmin são favoritos em SP

Ibope: Marta e Alckmin saem na frente para prefeitura de SP
Foto: http://g1.globo.com

Kassab, que pensa na reeleição, só lidera pesquisa Ibope encomendada pela Globo no cenário que exclui os dois

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

A cerca de dez meses das eleições municipais, a ministra do Turismo, ex-prefeita Marta Suplicy (PT), e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) mantêm o favoritismo para brigar pela Prefeitura de São Paulo. Mas a lista dos demais candidatos tende a definir qual dos dois se sairá melhor. Em pesquisa encomendada pela TV Globo e divulgada ontem, o Ibope traçou cinco cenários para a eleição de 2008 em São Paulo - e dois deles consideram um confronto entre Marta e Alckmin. Cada um sai vitorioso de um dos embates.

Quando a corrida inclui o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), a petista leva a melhor com 27% das intenções de voto e o tucano fica com 24%. Kassab vem em terceiro, com 12%. Em seguida, aparecem o deputado Paulo Maluf (PP), com 11%; a deputada Luiza Erundina (PSB), com 6%; o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT), com 3%; a vereadora Soninha (PPS), com 2%, além de Zulaiê Cobra Ribeiro (PHS) e do ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PC do B), ambos com 1%.

No outro cenário em que Marta e Alckmin se enfrentam, a corrida deixa de contar com Kassab. Alckmin leva vantagem, com 32%, e Marta passa a 28%, seguida de Maluf (12%), Erundina (7%), Paulinho (4%), Soninha( 3%), Zulaiê (1%) e Aldo (1%).

A pesquisa ouviu 602 eleitores entre 15 e 18 de dezembro e tem margem de erro de 4 pontos porcentuais para mais ou para menos. A última pesquisa Ibope, divulgada no início do mês, apontava apenas um cenário em que Marta e Alckmin se enfrentavam. A petista apresentava a melhor performance, com 29%, enquanto Alckmin tinha 27% e Kassab, 17%.

Alckmin também é favorito quando Marta é substituída pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), petista preferido da ex-prefeita caso ela própria não concorra. O tucano fica com 30%, enquanto Chinaglia não pontua. O segundo lugar na disputa passa a ser ocupado por Maluf, com 14%. Kassab e Erundina brigam pela terceira colocação, com 13% cada, seguidos de Paulinho (6%), Soninha (2%), Aldo (1%) e Zulaiê, sem pontuação.

Sem Alckmin, Marta passa a ter 30%, contra 19% de Kassab. Em seguida, aparecem Maluf (14%), Erundina (9%), Paulinho (5%), Soninha (4%), Aldo (2%) e Zulaiê (1%).

O Ibope também avaliou como seria a eleição municipal se Marta e Alckmin desistissem de concorrer. Apesar de aparecer como peça fundamental para definir o quadro no primeiro turno, Kassab apresenta maior chance de vitória apenas quando os dois ficam de fora da corrida. Nesse caso, o prefeito tem 21% dos votos, seguido de Erundina com 19% e Maluf com 17%. Paulinho tem 9%; Soninha, 4%; Zulaiê e Aldo, 1% cada, e Chinaglia não pontua.

Apesar de Marta e Alckmin liderarem juntos a disputa para um primeiro turno, o ex-governador demonstra mais chances de vencer a petista em um eventual segundo turno. Nesse caso, o tucano levaria a prefeitura com 50% dos votos, contra 38% de Marta. A situação muda quando Marta encara uma segunda etapa de votação com Kassab. A petista vence por 46% a 35%. Kassab também seria derrotado por Alckmin, de acordo com a pesquisa. Nesse caso, o tucano teria 56% dos votos e o prefeito ficaria com 22%.

A pesquisa também avaliou a gestão de Kassab. Parcela de 28% do eleitorado considera a administração boa e 6%, ótima. Além disso, 35% acham que a gestão é regular, 9% a consideram ruim e 20% a classificam como péssima.

Pesquisa IBOPE para TV Globo: Marta em primeiro lugar

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (19) a primeira pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de São Paulo, cuja eleição será em outubro do ano que vem.

A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa foi feita entre os dias 15 e 18 de novembro - 602 eleitores foram ouvidos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Marta reçois la Légion d'Honneur de France


Remise des insignes de Chevalier de la Légion d’Honneur à

Marta Smith de Vasconcellos Suplicy

Résidence de France à Brasilia – 18.12.2007

Madame la Ministre,

Chers Amis,

Dire que nous sommes heureux, ma femme et moi, de vous accueillir ce soir à la Résidence de France est peu dire ; nous sommes avant tout enchantés.

Enchantés par vos amis au 1er rang desquels je veux saluer Madame Marisa Leticia Lula da Silva, Primeira Dama, qui nous fait l’honneur de sa présence. Recevez, Madame, l’expression de mes hommages les plus sincères, et soyez dans cette ambassade comme chez vous.

Enchantés aussi par la circonstance, puisque rejoindre l’Ordre national de la Légion d’Honneur est réservé en France à celles et ceux qui justifient des qualités civiques les plus éminentes. La Légion d’Honneur fut créée, comme on le sait, par Napoléon Bonaparte en mille huit cent deux et, depuis, elle est restée la plus haute distinction civile et militaire française. Parmi les membres de l’Ordre, on trouve des militaires, des savants, des artistes, des entrepreneurs, des intellectuels… On trouve des hommes, mais aussi des femmes, même si cela est plus récent. Pour tout vous dire, le Président Sarkozy vient de refuser de signer la dernière promotion de la Légion d’Honneur parce qu’il estimait qu’il n’y avait pas assez de femmes : merci donc de m’aider ce soir à me faire bien voir de lui… On trouve enfin des Français, bien entendu, mais aussi des étrangers ou – plus exactement – des amis de la France : quand on est un ami de la France, on n’est jamais un étranger.

A cet égard, je ne saurais vous cacher l’émotion qu’avec ma femme, nous avons ressentie en décorant, la semaine dernière, l’illustre architecte Oscar Niemeyer, trois jours seulement avant l’anniversaire de ses cent ans. Cette décoration était le plus bel hommage de la France à celui qu’elle accueillit, comme tant d’autres, aux heures noires de la dictature.

Enfin et surtout, nous sommes enchantés parce que la personne que nous honorons ce soir est une personnalité attachante, et je souhaiterais vous dire pourquoi en français.

Madame la Ministre,

Vous êtes une femme – ce que tout le monde peut constater – mais une femme qui a toujours su porter une égale exigence à sa féminité et à son féminisme : deux qualités qui n’ont rien d’opposé, même si les misogynes gratifient toujours la beauté d’une intelligence réservée et le militantisme d’une laideur dévote.

Vous êtes diplômée des meilleures universités en psychologie, en psychanalyse et en sexologie, tous domaines qui font généralement rigoler ceux-là mêmes qui en auraient sans doute le plus grand besoin, et qui prouvent combien votre regard sur le monde se veut libre et conscient : libre des préjugés, mais conscient de la complexité des replis de la conscience humaine.

Vous êtes engagée, ou plus exactement vous donnez le sentiment que la vie ne vaut d’être vécue qu’au service d’un engagement : celui pour la liberté, pour l’égalité, pour la justice, pour la fraternité… tout en puisant dans cet engagement la force de votre élan, la détermination de votre action et l’énergie de votre destin.

Vous avez assumé et assumez des responsabilités, non des moindres : des responsabilités au Congrès, qui vous a reconnu comme une parlementaire parmi les plus actives ; des responsabilités locales comme maire de São Paulo, mais face à une mégapole aussi vaste, puissante et active, peut-on encore parler de responsabilités locales ; des responsabilités nationales au sein de votre parti politique à la création duquel vous avez participé, tout comme à la tête du ministère du Tourisme où nous avons le plaisir de travailler ensemble puisque le Brésil et la France comptent au nombre des pays dont l’industrie touristique est la plus active ; des responsabilités internationales, enfin, puisque vous représentez souvent votre pays dans des instances multilatérales où la voix du Brésil est attendue et écoutée. Des responsabilités publiques, mais aussi privées : je pense à votre famille et à tous vos jardins secrets, qui sont si indispensables à la seule condition de rester secrets pour épanouir l’intimité de l’être.

Enfin, vous êtes quelqu’un qui donne le sentiment que, quoi qu’il arrive, demain compte plus qu’hier. Et demain, ce sont sûrement encore des combats politiques, des débats de société, des engagements nationaux et locaux. Une telle projection au cœur de l’action vous donne cette énergie inépuisable grâce à laquelle vous défendez vos convictions sans compromis, ce qui ne signifie pas sans question ni doute.

Chers Amis,

Voici quelques une des raisons pour lesquelles j’ai pu dire, tout à l’heure, que votre personnalité était attachante. Ces raisons, en tout état de cause, ont été jugées suffisamment convaincantes pour que la France se réjouisse de vous accueillir dans le premier de ses ordres nationaux.

Permettez-moi donc de vous adresser maintenant la formule consacrée : Marta Suplicy, au nom du Président de la République française, nous vous faisons chevalier de la Légion d’Honneur.

Antoine Pouillieute

Ambassadeur de France

Marta recebe a Légion d'honneur da França

Embaixador da França no Brasil, M. Antoine POUILLIEUTE coloca a medalha da legião de Honra outorgada pela França a Marta Suplicy


Ontem, a Ministra de Turismo, Marta Suplicy foi condecorada com a Légion d'honneur outorgada pela França. A cerimônia, realizada na embaixada da França em Brasília foi acompanhada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia; pela primeira dama, Marisa Leticia Lula da Silva; assim como o assessor especial do Presidente da República, Gilberto Carvalho; os embaixadores da China e dos Estados-Unidos, acompanhados de suas respectivas esposas, o Senador Eduardo Suplicy e também numerosos políticos e amigos.

Reproduzo a seguir, em portugês, o discurso pronunciado na solenidade, pelo embaixador da França no Brasil, M. Antoine POUILLIEUTE.

Entrega das insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra a

Marta Smith de Vasconcellos Suplicy

Residência da França em Brasília – 18.12.2007


Senhora Ministra,
Caros Amigos,

Dizer que estamos felizes, minha mulher e eu, em recebê-la na Residência da França é dizer pouco ; nós estamos encantados.
Encantados com seus amigos do primeiro escalão, dentre os quais quero saudar a Senhora Marisa Letícia LULA DA SILVA, Primeira Dama, que nos honra com sua presença. Queira receber, Senhora, as minhas mais sinceras homenagens e sinta-se à vontade nesta embaixada como em sua casa. Encantados também com a circunstância, visto que a inclusão na Ordem Nacional da Legião de Honra é reservada, na França, àquelas e àqueles que dão provas das mais eminentes qualidades morais e cívicas.

A Legião de Honra foi criada, como se sabe, por Napoleão Bonaparte, em mil oitocentos e dois e, desde então, ela permanece como a mais alta distinção civil e militar francesa. Entre os membros da Ordem, encontramos militares, cientistas, artistas, empresários, intelectuais... Encontramos homens, mas também mulheres, embora isso seja mais recente. Para dizer-lhes tudo, o Presidente SARKOZY acaba de se recusar a assinar a última lista de promoção da Legião de Honra por achar que não havia nela um número suficiente de mulheres : obrigado portanto por me ajudar esta noite a me destacar diante dele... Encontramos por fim franceses, bem entendido, mas também estrangeiros ou - para ser mais exato - amigos da França : quando se é amigo da França, nunca se é estrangeiro.


A esse respeito, eu não poderia ocultar-lhes a emoção que sentimos, minha mulher e eu, ao condecorar, na semana passada, o ilustre arquiteto Oscar NIEMEYER, a apenas três dias do seu aniversário de cem anos. Essa condecoração foi a mais bela homenagem da França àquele que ela acolheu, como tantos outros, nas horas negras da ditadura.


Por fim e sobretudo, estamos encantados porque a pessoa que homenageamos esta noite é de uma personalidade cativante e eu gostaria de dizer-lhes por quê em francês.

Senhora Ministra, A Senhora é uma mulher – o que todos podem constatar – mas uma mulher que sempre soube voltar a mesma exigência à sua feminilidade e ao seu feminismo: duas qualidades que nada têm de oposto, embora os misóginos atribuam sempre mais importância à beleza de uma inteligência reservada e ao militantismo de uma feiúra devotada.

A Senhora foi diplomada pelas melhores universidades de psicologia, psicanálise e sexologia, áreas estas que geralmente fazem rir aqueles mesmos que delas, sem dúvida, teriam mais necessidade e que comprovam o quanto seu olhar sobre o mundo é livre e consciente : livre de preconceitos, mas consciente da complexidade dos recônditos da consciência humana.


A Senhora é engajada, ou, para ser mais exato, a Senhora dá a impressão de que a vida não vale ser vivida senão a serviço de um engajamento : pela liberdade, pela igualdade, pela justiça, pela fraternidade... extraindo ao mesmo tempo desse engajamento a força de seu impulso, a determinação de sua ação e a energia de seu destino.


A Senhora já assumiu e está assumindo responsabilidades que não são das menores: responsabilidades no Congresso, que a reconheceu como uma parlamentar entre os mais atuantes; responsabilidades locais como prefeita de São Paulo – mas, diante de uma megalópole tão vasta, tão poderosa e ativa, será que podemos falar ainda de responsabilidades locais? - ; responsabilidades nacionais no seio de seu partido político, de cuja criação participou, bem como à frente do Ministério do Turismo, área na qual temos o prazer de trabalhar juntos, já que o Brasil e a França estão entre os países cuja indústria turística é a mais ativa; responsabilidades internacionais, enfim, posto que representa muitas vezes seu país em instâncias multilaterais, onde a voz do Brasil é esperada e ouvida.

Responsabilidades públicas, mas também privadas : penso em sua família e em todos os seus jardins secretos, que são tão indispensáveis, com a condição de permanecerem secretos, para o desabrochar da intimidade do ser.


Por fim, a Senhora é alguém que dá a impressão de que, aconteça o que acontecer, o amanhã conta mais do que o ontem. E o amanhã são certamente ainda mais combates políticos, debates de sociedade, compromissos nacionais e locais. Uma tal projeção no cerne da ação fornece-lhe essa inesgotável energia graças à qual a Senhora defende suas convicções sem compromisso, o que não significa sem questionamento ou dúvida.


Caros Amigos,
Estas são algumas das razões pelas quais pude dizer, há pouco, que a sua personalidade era cativante. Essas razões foram consideradas suficientemente convincentes para que a França se regozijasse em acolhê-la na mais importante de suas ordens nacionais.

Permita-me portanto dirigir-lhe agora a consagrada fórmula : Marta SMITH DE VASCONCELLOS SUPLICY, em nome do Presidente da República Francesa, nós a nomeamos cavaleiro da Legião de Honra.


Antoine POUILLIEUTE

Embaixador da França