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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ministra do Turismo assina convênio para aeroporto em Guarujá

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A Ministra do Turismo esteve em Guarujá para anunciar investimentos.
A maior parte será destinada ao projeto do Aeroporto.

O Globo

Marta: dinheiro para aeroporto no Guarujá

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou ontem no Guarujá, litoral Sul de São Paulo, o repasse para empenho de investimentos de R$ 4,4 milhões para a reforma do Aeroporto do Guarujá e para obras na Praia do Tombo, que deve ser incluída entre as 3.300 praias e marinas do mundo com um certificado que atesta condições perfeitas de balneabilidade.

— Essa região é estratégica, e todos os setores são beneficiados com investimento em turismo — disse ela, que não respondeu quando perguntada se pretendia se encontrar com o presidente Lula, hospedado a menos de dois quilômetros do local onde estava.

Marta disse que o ministério tem trabalhado para apresentar aos turistas estrangeiros as melhores opções de passeio, de acordo com a região. Este mês, anunciou a ministra, os jogos do campeonato brasileiro passam a ser transmitidos aos países árabes, e o ministério fechou parceria para divulgar imagens turísticas do Brasil antes das partidas de futebol.

Tribuna de Santos

A Ministra do Turismo Marta Suplicy esteve em Guarujá na tarde desta quarta-feira para anunciar investimentos na Cidade. A maior parte dos recursos, de R$ 4 milhões 400 mil, é destinada ao projeto do Aeroporto Civil Metropolitano. “Temos o plano de liberar esse recurso até o final do ano para que toda a Baixada Santista possa se beneficiar desse aeroporto civil”.

De acordo com o prefeito Farid Madi, parte da verba já havia sido liberada. “Nós tivemos R$ 1 milhão liberados no final do ano passado. E, agora, mais R$ 3 milhões. No total, são R$ 4 milhões apenas para o aeroporto. Isso permitirá o início das obras para a implantação desse projeto”.

Entretanto, para o aeroporto se tornar realidade, a Prefeitura ainda aguarda um resultado de uma emenda parlamentar que está em tramitação na Câmara dos Deputados. “Uma emenda da bancada paulista de R$ 22 milhões para recursos para a obra dos aeroportos”.

A ministra também assinou convênio para a liberação de R$ 400 mil que serão utilizados nas obras de infra-estrutura da praia do Tombo, um dos cartões postais do município. Com o repasse, a praia poderá obter um certificado internacional. As informações são da TV Tribuna.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Latem, Sancho, sinal que cavalgamos (2)

Destaque

Jornal VALOR:

"Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu."


Receita com turista estrangeiro bate recorde


Cibelle Bouças - VALOR


A geração de divisas com turistas estrangeiros no país atingiu em 2007 o nível mais alto da história e ruma para novo recorde. O desempenho, no entanto, não foi suficiente para garantir maior ocupação nas redes hoteleiras. Levantamento da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), baseado em dados do Banco Central, revela que o número de turistas se manteve estável em 5 milhões de pessoas, mas a receita aumentou 14,76%, para US$ 4,953 bilhões - o valor mais alto já verificado. Para 2008 a expectativa é de incremento de 9%, chegando a US$ 5,4 bilhões.

"O foco principal tem sido a entrada de divisas. O número de visitantes é importante, mas só vale se for multiplicado pelo gasto diário e o número de dias", afirma Jeanine Pires, presidente da Embratur. O turista estrangeiro ficou em média dois dias a mais em território brasileiro, ou em torno de 18 dias. Os roteiros também se ampliaram em Santa Catarina e Rio Grande do Sul (sobretudo argentinos), Nordeste e Brasil Central (europeus).

O gasto médio diário aumentou 15%, para US$ 91,74, sendo que o turista europeu gastou em média US$ 1 mil por dia, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-Nacional). Por essa razão, o público europeu é alvo de campanhas da Embratur e de grupos privados para atrair mais visitantes ao país. Segundo Jeanine, o número de espanhóis foi o que mais cresceu - 22%, para quase 260 mil.

Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu.


Para Jeanine Pires, presidente da Embratur,
o número de visitantes só importa se é multiplicado pelos seus gastos

De acordo com Jeanine, as companhias aéreas já se prepararam para elevar a oferta de vôos vindos da Europa para o Brasil. "Com novos vôos da TAM e das espanholas Iberia e Aéreo Europa, o número de assentos ofertados chega a 12 mil por semana", afirma Jeanine. Em 2007, a oferta foi de 8 milhões, com ocupação média de 78%.

O número maior de vôos permitirá que o número de turistas estrangeiros aumente de 5% a 8% e, com eles, a receita. Dados preliminares apontam para janeiro uma receita com turistas estrangeiros superior a US$ 550 milhões, ante US$ 469 milhões em dezembro - o maior valor registrado foi de US$ 484 milhões, em janeiro de 2007.

Os números impressionam, mas não são suficientes para garantir a lotação das redes hoteleiras, que nos últimos anos receberam fortes aportes - sobretudo de grupos estrangeiros - para a construção de novos resorts, hotéis e apartamentos de segunda residência. Na Bahia, o grupo espanhol Iberostar constrói dois hotéis com total de mil apartamentos. Uma fonte do setor afirma que parte dos hotéis na Bahia teve ocupação abaixo do esperada, em função do aumento do número de leitos e dos problemas provocados pelo caos aéreo no verão de 2007.

No Rio Grande do Norte, os grupos Sánchez (espanhol), Brazilian Development (norueguês) e Ultra Classic (francês) farão investimentos em resorts e hotéis que elevarão o número de leitos para turismo de 30 mil para 80 mil em 12 anos. "Nos últimos três anos, o número de leitos já dobrou em Natal. Como o número de hotéis cresceu mais que o total de turistas, a taxa de ocupação diminuiu em algumas redes", afirma Fernando Fernandes de Oliveira, secretário de Turismo do Rio Grande do Norte.

Álvaro Bezerra de Mello, presidente da Abih-Nacional e presidente do conselho de administração da rede de hotéis Othon, observa que os efeitos da concorrência é notada na Bahia, no Ceará, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. "Há um número enorme de projetos de novos resorts e essa expansão preocupa", afirma.

Ricardo Domingues, diretor executivo da Resorts Brasil - associação que congrega 46 empreendimentos em 16 Estados - diz que o problema não está nos resorts. Esses, inclusive, sofreram redução de 4 pontos percentuais na taxa média de ocupação, que ficou em 49% em 2007. As redes possuem juntas 10,25 mil unidades habitacionais. Do total de turistas que passaram pelas redes, 70% eram brasileiros e 30% estrangeiros.

"O dólar baixo fez muitos brasileiros procurarem destinos no exterior. E janeiro foi prejudicado pela crise aérea", afirma. A queda da ocupação no verão passado, segundo ele, foi de 15 pontos percentuais e a receita obtida pelos resorts no período chega a 56% dos ganhos do segmento no ano. Ele garante, no entanto, que houve crescimento da procura pelas redes no quarto trimestre de 2007 e prevê, para este ano, um incremento na taxa média média de ocupação para 53%.

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) confirma o cenário mais otimista para 2008. A entidade estima que, com a normalização do transporte aéreo, a perspectiva de crescimento da economia e a oferta de crédito ainda alta, o turismo, tanto de brasileiros no exterior como de estrangeiros no país, registre incremento entre 15% e 20% neste ano.

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Embratur revela que 30,5% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos meses, 12,9% mais do que em janeiro de 2007. Do total, 82,2% deverão visitar destinos turísticos nacionais, 5,4% mais que no ano passado. O percentual de brasileiros interessados em viajar para o exterior se manteve estável, em 15%.

No ano passado, conforme a Abav, a procura por viagens internacionais aumentou 15% em 2007, enquanto que, no mercado doméstico, as vendas de passagens tiveram incremento menor, de 7,9%. Os dados da entidade casam com os números divulgados pelo Banco Central, que apontou no ano passado um crescimento de 42,5% no montante gasto por brasileiros no exterior, para US$ 8,211 bilhões - outro recorde histórico.

Bezerra de Mello, da Abih-Nacional, cita outro efeito colateral causado pela evasão dos turistas brasileiros: eles acabam ocupando boa parte dos assentos nos vôos internacionais quando voltam para o país. "É difícil para o turista estrangeiro conseguir vôos para o Brasil. Isso sem contar as dificuldades para a obtenção de vistos, principalmente no caso de americanos, australianos e canadenses", afirma. A Polícia Federal divulgou recentemente que enfrenta dificuldades para atender à demanda para a emissão dos passaportes e que só há vaga para agendar entrevistas para emissão de passaportes a partir de janeiro de 2009.

De acordo com a Embratur, em 2007 a oferta total de assentos para vôos internacionais chegou a 8 milhões, com ocupação média de 78%. O número, segundo Jeanine, da Embratur, poderia ter sido maior, não fossem os problemas da Varig e a conseqüente redução do número de vôos fretados (charter) em 1,4 milhão de assentos no ano. "Mas com o aumento da oferta por outras companhias, tudo ficará mais fácil", afirma Jeanine. (Colaborou Raquel Salgado, de Salvador)

Carnaval: número de turistas deve crescer 15%

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Secretário de Turismo espera visita de 735 mil pessoas e a estimativa é que eles gastem R$ 870 milhões no Rio

Jacqueline Costa e Luiz Ernesto Magalhães

O GLOBO

Pelo menos no que se refere ao turismo, este carnaval será melhor que àquele que passou.
Segundo o secretário municipal de Turismo, Ruben Medina, 735 mil visitantes passarão a folia no Rio. Ainda de acordo com o secretário, em comparação a 2007, o número é 15% maior, principalmente por influência do turismo náutico. A estimativa é de que eles gastem US$ 500 milhões (cerca de R$ 870 milhões) por aqui até o fim da próxima semana.
De sábado a terça, dez transatlânticos vão passar pelo Rio de Janeiro. Mais de 39 mil pessoas movimentarão o Píer Mauá durante a folia e a expectativa de gastos só dos turistas marítimos na cidade gira em torno de US$ 17,4 milhões, o equivalente a R$ 24 milhões.

No carnaval passado, foi registrada a movimentação de 25 mil visitantes a bordo de 12 transatlânticos. Este ano, embora o número de embarcações seja menor, os navios são bem maiores, alguns com capacidade para até cinco mil turistas e tripulantes, como é o caso do Costa Clássica.

— Em 2007, o movimento de turistas no Carnaval ficou prejudicado porque estávamos no auge da crise aérea. A situação agora melhorou e isso se reflete na quantidade de visitantes na cidade — disse Medina.

Recorde de visitantes chegando pelo mar No domingo, sete navios estarão atracados simultaneamente no Píer Mauá, desembarcando mais de 22 mil visitantes na cidade, o que representa um recorde de turistas chegando, por mar, num mesmo dia. Pela primeira vez, a prefeitura fará uma pesquisa entre os turistas para traçar o perfil desses visitantes.

Segundo a Riotur, desde 1997, quando foi editada a emenda constitucional que permite que navios estrangeiros aportem no Brasil, o setor cresceu mais de 1000%. Nesta temporada, o crescimento foi de 240% em relação aos quatro últimos anos.

— O crescimento do turismo náutico vem superando as expectativas. Para aproveitar a vocação natural da cidade, estamos profissionalizando o setor. Através do programa Rio Hospitaleiro, qualificamos no ano passado 7.500 profissionais, que agora estão preparados para receber melhor o turista — disse o secretário municipal de turismo, acrescentando que o programa terá continuidade, com cursos de inglês, hospitalidade, chefe de cozinha e garçom.

Taxa de ocupação dos hotéis está abaixo do esperado Apesar do otimismo de Medina, a taxa de ocupação da rede hoteleira ainda estava em 80% ontem, abaixo dos 90% esperados pelos empresários. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Alfredo Lopes, acredita que a meta só será alcançada caso o tempo melhore durante o fim de semana.

— Os estrangeiros já foram 70% dos turistas que se hospedam em hotéis durante o carnaval.

Com a crise aérea e a redução da oferta de vôos, os hotéis passaram a depender muito mais do mercado nacional.

Esse turista geralmente viaja de carro e fica atento ao clima — explicou Lopes.

Latem, Sancho, sinal que cavalgamos

Marta Suplicy, defendendo o Brasil no exterior


2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil. Apesar de todos os problemas, particularmente o da valorização do Real, mas também da quebra da Varig e os atrasos nos aeroportos, o fluxo do dinheiro em divisas deixados pelos turistas no Brasil bateu todos os recordes.

Imagino como seria se alguns dos articulistas anti-petistas, esses de "rabo preso" com o tucanato e alérgicos a operário metalúrgico presidente, fossem Ministro de Turismo e falassem aqui e lá fora, as sandices que aqui escrevem.

Por exemplo a desbocada Barbara Gancia, aquela do insulto e o adjetivo fácil, que vomita regularmente no jornal Folha de São Paulo e que tem a Marta entalada na garganta (segundo ela disse, mas eu penso que não é só, pelo nobre motivo que Marta fez um túnel que obrigou os carros a ir na rua dela. Como se vê alto interesse público na motivação)

No jornal ela lança hoje mais uma diatribe contra Marta, que mal esconde o ódio pessoal e a inveja, mais que divergência ou discordância.

Se ela ministra fosse (mas por enquanto esse risco o Brasil não corre), ela iria dizer nos foros internacionais o que ela e uma parte da mídia repete incansavelmente, mas que como mostram as pesquisas, o povo não compra. A saber que o país vive um apagão aéreo, dobrado de um apagão elétrico. Que sofremos uma epidemia de febre amarela, mas que não adianta vir vacinados pois os turistas vão enfrentar taxas de homicídios de outro planeta. Que salvo a cidade de São Paulo, cidade limpa como todos sabem, onde a taxa de homicídios (particularmente nos jardins, pinheiros e a rua de Barbara Gancia) são as mesmas de Paris, melhor se abster de circular no resto de nosso paraíso tropical.

Por isso ela está arrepiada perante o fato que a Ministra de Turismo do Brasil em recente entrevista na capital espanhola, disse que não tem epidemia de febre amarela e que somente as pessoas que forem para regiões de risco devem ser vacinadas. Disse também que os problemas encontrados com o tráfico aéreo estão em vias de solução, mas que não são piores que os enfrentados pelos aeroportos de Londres ou JFK em New York. Afirmou também que se é verdade que a violência existe, pelo menos no Brasil não tem terrorismo, nem ameaças desse tipo, como tem França, Inglaterra e Espanha, por exemplo. Que aqui não tem terremotos, nem tsunamis, mesmo se parte da mídia gostaria muita vezes uma boa tragédia (isso a ministra não diz, pena). Resumindo, defendeu o Brasil e mostrou que o Brasil vale a pena ser visitado e conhecido.

Ela disse também, para desespero de tucanos e Gancias da vida, que nunca antes na história deste país um presidente teve o prestigio e reconhecimento do nosso operário metalúrgico e que isso, reforçando a imagem positiva do Brasil no exterior, ajudava muito o crescimento do turismo.

Porque defender o Brasil, defender o turismo no Brasil, é contribuir para preservar e aumentar o emprego e a renda de milhões de brasileiros, em particular dos mais pobres.

Para os colonistas* é inaceitavél.

Luis Favre


*Paulo Henrique Amorim adotou, no seu Blog " Conversa Afiada", o termo de "colonista". Segundo ele, trata-se de essa legião de “colonistas”/especialistas que expõem as idéias do patrão como se fossem suas.

Se refere a “colônia”, dá a idéia de pessoa “colonizada”, submetida ao pensamento hegemônico que se originou na Metrópole e se fortaleceu nos epígonos coloniais.

Epígonos esses que, na maioria dos casos, não têm a menor idéia de como a Metrópole funciona, mas a “copiam” como se a ela pertencessem.

Nos países latino-americanos de língua espanhola utiliza-se também o termo espanhol "cipayos".



quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Rei da Espanha recebe participantes da Conferência Ibero-Americana de Turismo

Rei da Espanha recebe participantes da Conferência Ibero-Americana de Turismo
Madri (29/01) - A ministra Marta Suplicy e outras autoridades que participaram da Conferência Ibero-Americana de Ministros e Empresários de Turismo (Cimet) foram recebidos hoje pelo rei Juan Carlos I, da Espanha, no Palacio de la Zarzuela, próximo a Madri. Durante a Cimet, cada país participante apresentou dados, destacando áreas ou regiões geográficas para desenvolvimento prioritário, segmentos a serem explorados pelo mercado espanhol, planos de incentivos e estimativas de investimento. O evento faz parte do calendário da Feira Internacional de Turismo (Fitur), que será aberta amanhã, na capital espanhola, pelo rei Juan Carlos. A ministra Marta Suplicy estará presente na feira, uma das mais importantes no setor em todo o mundo e a primeira no âmbito ibero-americano.

“Trata-se de uma excelente oportunidade para que empresários brasileiros (que trabalham com o receptivo internacional) e espanhóis (que trabalham com o emissivo) se encontrem para fechar negócios.A Fitur também é considerada uma espécie de vitrine para expor o Brasil, seus destinos, roteiros e atrativos, para o consumidor final”, explicou a ministra Marta.

O Ministério do Turismo, por meio da Embratur, preparou um estande de 869m2, um espaço totalmente reservado a levar um pouco da ‘Alma Brasileira’ para a Espanha. Um fotógrafo está à disposição para presentear os visitantes com fotos que terão como fundo um painel do Cristo Redentor. Há ainda a apresentações de bonecos de Olinda, degustação de comidas típicas de Minas Gerais e Pernambuco, dançarinos de frevo, uma baiana fazendo tererê, um grupo de capoeira, artesãos, violeiros, atletas, entre outras atrações tipicamente brasileiras, que mostrarão também a diversidade cultural do país.
Na última edição da Fitur, mais de 13 mil empresas estiveram presentes e cerca de 152 mil profissionais visitaram os estandes. Foram 170 países, que atraíram ainda outros 97 mil visitantes que não trabalham no setor. A feira acontece até 3 de fevereiro e conta com quatro sessões especializadas: Fitur Congressos (Salão de reuniões e viagens de incentivo), Fitur Ativo (Salão de turismo), Fitur Know-How (Salão do conhecimento turístico) e Fitur Residencial.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Em Madri, Marta incentiva o investimento no Brasil


Em Madri, Marta Suplicy participa de encontro com empresários e ministros de Turismo ibero-americanos, em evento para atrair investidores

Madri (29/01/08) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, participando, hoje (29), em Madri, da conferência ibero-americana de Ministros e Empresários de Turismo (Cimet), apresentou os resultados da economia brasileira, que indicam estabilidade e ambiente favorável a investimentos no setor turístico. Marta destacou, sobretudo, que as boas chances se ampliaram, a partir do anúncio de que o Brasil vai sediar a Copa Mundial de Futebol em 2014. “A estabilidade monetária, com a redução e o controle da inflação, resultou no crescimento do PIB por 23 trimestres consecutivos. As taxas de investimento e consumo também acumulam índices positivos e a taxa de juros básicos tem sido reduzida de forma responsável, sendo atualmente cotada em 11,25%”, assinalou a ministra.

Marta também destacou que um dos indicadores mais significativos é o Risco País, que está abaixo de 200 pontos. Observou que a Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento) qualificou o Brasil como o quinto melhor país do mundo para se investir: “Neste mesmo ano, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil passou a ocupar o sexto lugar na economia mundial, em um ranking com 146 países, tendo como base o poder de compra”.

Os participantes do evento – que é anual e tem por objetivo apresentar ao setor privado espanhol oportunidades de investimentos nos demais países ibero-americanos – ouviram da ministra Marta Suplicy que o Brasil também conseguiu melhorar seu IDH, passando a ocupar a categoria dos países de alto desenvolvimento humano. No que se refere ao turismo no país, a ministra destacou ainda as ações previstas no Plano Nacional de Turismo para o período 2007/2010, que define 65 destinos como indutores de desenvolvimento turístico regional.

Sobre a atração de investimentos no setor turístico, Marta Suplicy explicou que o país oferece vários programas e planos de incentivos específicos. “O Brasil conta hoje com investimentos espanhóis da ordem de US$ 40 bilhões, aplicados, principalmente, nos setores financeiro, de telefonia e de turismo. O Brasil é primeiro país da América, e o segundo do mundo, a receber investimento espanhol”.

Durante a Cimet, cada país participante apresenta dados, destacando áreas ou regiões geográficas para desenvolvimento prioritário, segmentos a serem explorados pelo mercado espanhol, planos de incentivos e estimativas de investimento. O tema em destaque na edição de 2008 é "Qualidade e Normatização das Empresas Turísticas da Espanha e da América Latina". A palestra de abertura foi proferida por Miguel Mirones, presidente do Instituto para a Qualidade Turística Espanhola (ICTE), criado em 2000 para certificar sistemas de qualidade para empresas turísticas.

Brasil – Na Cimet estará em evidência a estratégia brasileira de promover o turismo regionalizado, fortalecendo a gestão descentralizada e participativa. Por meio do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, foi proposta a estruturação de roteiros turísticos intermunicipais com base em princípios da cooperação, integração e sustentabilidade ambiental, econômica, sociocultural e político-institucional.

O atual Plano Nacional do Turismo (2007-2010) propõe a qualificação de 65 destinos com padrão internacional, justamente partindo de roteiros identificados pelo Programa de Regionalização. A prioridade para esses destinos se justifica por serem chamados indutores de desenvolvimento regional, ou seja, suas atividades irradiam crescimento econômico, empregos e renda nas regiões nas quais estão inseridos.

No que se refere a segmentos e produtos priorizados, destacam-se, atualmente: turismo cultural; náutico; de estudo e intercâmbio; ecoturismo; turismo rural; de aventura; de pesca; de negócios e eventos; sol e praia. Em âmbito federal, empresas interessadas em investir no turismo do Brasil contam com programas oficiais de financiamento.

Investimento espanhol – Além dos US$ 40 bilhões já aplicados no Brasil, estima-se, para os próximos anos, que o turismo brasileiro poderá receber um volume de US$ 5 bilhões, numa nova etapa de investimentos espanhóis privados.

Também o interesse de espanhóis pelos destinos turísticos brasileiros cresce a cada ano. Em 2006, o país que mais aumentou a emissão de turistas para o Brasil foi a Espanha, em 22%, alcançando o número de 211.741 turistas espanhóis no Brasil em 2006. Os dados de 2007 não foram finalizados, mas devem seguir a mesma linha de crescimento.

Os espanhóis descobriram que o Brasil tem mais a oferecer do que sol e praia. De acordo com o perfil da Demanda Turística Internacional 2006, cresceu de 22,8%, em 2005, para 32,4%, em 2006, o total de turistas espanhóis que vêm ao Brasil por destinos de natureza, ecoturismo ou aventura. Os destinos mais visitados por eles são, nas viagens a lazer, Rio de Janeiro (com 24,9%); Salvador (22,9%); e São Paulo (15%). Os que viajam a negócios, eventos e convenções se destinam principalmente a São Paulo (42,6%); Rio de Janeiro, (16,6%); e Porto Alegre (5,9%).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Gasto de turistas estrangeiros no País é o maior da história


Entrada de recursos por meio do turismo no Brasil soma US$ 4,953 bilhões no ano passado e bate recorde

Agência Estado

SÃO PAULO - O ano de 2007 foi o melhor da história do turismo brasileiro em relação ao gasto de estrangeiros que visitam o País. Segundo números divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 28, o Brasil atingiu US$ 4,953 bilhões em entrada de divisas por meio do turismo no ano passado. O valor supera em 14,76% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 - até então a melhor marca da série histórica iniciada em 1969.

Os números mostram ainda que o desempenho de dezembro - de US$ 469 milhões - é recorde para este mês e o segundo melhor de todos os meses, ficando atrás apenas de janeiro de 2007 - quando os gastos de estrangeiros no Brasil chegaram a U$ 484 milhões. O cálculo do BC inclui trocas cambiais oficiais e gastos em cartões de crédito internacional.

O setor de turismo fica atrás apenas de minério de ferro, petróleo bruto, soja em grão e automóveis. "Os dados do BC confirmam que o Brasil passa a receber um turista que permanece mais tempo no País e gasta mais por onde passa", avaliou a presidente da Embratur, Jeanine Pires. "No geral, o visitante desembolsa US$ 91,74 por dia em uma estada média de 18,19 dias", disse.

2007 foi o melhor ano da história do turismo no Brasil


TURISTAS ESTRANGEIROS GASTARAM MAIS NO BRASIL EM 2007

Números do Banco Central (BC), divulgados nesta segunda-feira (28), confirmaram a estimativa de que 2007 seria o melhor ano da história do turismo brasileiro em relação ao gasto de estrangeiros que visitam o país

Com o ingresso de US$ 469 milhões em dezembro, o Brasil chegou a US$ 4,953 bilhões em entrada de divisas por meio do turismo no ano passado. O valor supera em 14,76% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 – até então a melhor marca da série histórica iniciada em 1969.

Os números mostram ainda que o desempenho de dezembro de 2007 é recorde para este mês e o segundo melhor de todos os meses, ficando atrás apenas de janeiro de 2007 – quando os gastos de estrangeiros no Brasil chegaram a U$ 484 milhões.

Para a ministra do Turismo Marta Suplicy os dados demonstram a crescente importância da atividade turística para a economia do País: "Esta é uma ótima notícia para se começar o ano e evidencia o peso do turismo na balança comercial brasileira, atualmente o quinto item da pauta de exportações". O setor fica atrás apenas de minério de ferro, petróleo bruto, soja em grão e automóveis.

“Os dados do BC confirmam que o Brasil passa a receber um turista que permanece mais tempo no País e gasta mais por onde passa”, avalia a presidente da Embratur Jeanine Pires. "No geral, o visitante desembolsa US$ 91,74 por dia em uma estada média de 18,19 dias. Dois anos atrás, gastava e ficava menos que isso", explica.

Na comparação entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2006 (US$ 400 milhões), o incremento também foi expressivo: 17,15%. O cálculo do BC inclui trocas cambiais oficiais e gastos em cartões de crédito internacional.
Assessoria de Comunicação da EMBRATUR
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28/01/2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Pacotes para aposentados e calendário escolar escalonado, propostas de Marta para incrementar turismo

VALOR César Felício e Cristiane Agostine, de São Paulo

A quatro meses e meio da sua possível desincompatibilização para disputar a Prefeitura de São Paulo, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, tenta aumentar o poder político e a visibilidade de sua Pasta. A estratégia de Marta é dar um caráter social para as ações do ministério, hoje em dia um repassador de recursos para emendas parlamentares. Além de ampliar o programa de pacotes turísticos e diárias hoteleiras com preços especiais para idosos, a ministra agora planeja alterar o calendário das férias escolares, para diluir a alta temporada de julho nos meses de junho e agosto.


A idéia inicial da ministra era alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir a divisão do período de 30 dias de férias anuais. Marta discutiu o tema com os empresários da área de turismo, há alguns meses. Mas teria desistido da empreitada depois de conversas com os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e da Previdência Social, Luiz Marinho, ex-presidente da CUT. A ministra então passou a estudar a flexibilização das férias escolares do meio do ano, depois de conversar com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Pela Lei das Diretrizes e Bases da Educação (LDB), não há uma data fixa de férias, mas apenas a exigência de que sejam cumpridos os 200 dias letivos por ano. Conta-se com possíveis acordos com governadores e prefeitos para obter um escalonamento ou divisão das férias.

Os empresários não se entusiasmam com a idéia de alteração das férias escolares e pretendem insistir em uma mudança no período de descanso laboral. Hoje, o secretário de Políticas de Turismo, Airton Pereira, deve se encontrar com os executivos da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, no Rio de Janeiro. "A mudança nas férias escolares é praticamente impossível, porque cada Estado e município teria que tomar esta decisão", disse o vice-presidente da Federação, Alexandre Sampaio.


A intenção da proposta é reduzir a diferença entre alta e baixa estação e atenuar o impacto que teve na indústria hoteleira o aumento do ano letivo em 20 dias, estabelecido pela LDB em 1997, que encurtou as férias. Em Salvador, a ocupação média dos 33,8 mil leitos em 385 meios de hospedagem cai da faixa de 85% a 90% em janeiro para 58% a 60% em junho. A sazonalidade faz com que todo ano sejam fechados 15% dos 14 mil empregos diretos existentes na alta estação. No Rio de Janeiro, o turismo de lazer corresponde a apenas 25% das viagens, mas ainda assim a ocupação cai de 65% na alta estação para 55% em meses como maio e junho.


Outra medida redutora da sazonalidade, mas que tem como principal foco dar uma roupagem social para a ação do ministério, é a promoção do turismo de aposentados, que poderiam viajar nos períodos de menor ocupação. O programa de venda de pacotes, que no ano passado funcionou com saídas apenas de Brasília e São Paulo, desta vez irá estender-se a 12 Estados. O número de destinos subirá de 14 para 35. De nove mil pacotes em 2007, planeja-se um salto para 50 mil este ano, movido a farta publicidade no horário nobre de televisão. O ministério planeja implementar ainda uma espécie de "meia-entrada" na rede hoteleira. Seria criada uma tarifa especial para os hóspedes que comprovassem ter mais de 60 anos.


Os incentivos para viagens são a aposta de Marta para tentar criar uma marca administrativa antes de abandonar a Pasta. O Ministério do Turismo é uma Pasta fraca do ponto de vista gerencial, já que não comanda as políticas estratégicas vitais para o setor, como o investimento em aeroportos importantes e estradas. Trabalha com o pagamento de emendas parlamentares para programas pulverizados.


Em 2007, dos R$ 1,8 bilhão que Marta teve para investir, R$ 1,4 bilhão eram emendas parlamentares e apenas R$ 400 milhões investimentos diretos. A ministra conseguiu executar praticamente todo este valor. Estabeleceu uma estratégia de aproximação com os parlamentares para conseguir aumentar o Orçamento da Pasta.


A ministra reuniu-se com diversos prefeitos de cidades turísticas e com os 27 governadores, pedindo sugestões de programas de investimento. Em seguida, pediu a parlamentares que apresentassem emendas destinando recursos a estes projetos. Uma tática já usada pelo antecessor da Marta, Walfrido dos Mares Guia (PTB), que saiu do Turismo para ser coordenador político do governo, até se demitir em novembro, sob acusações de ter se envolvido em um esquema de financiamento ilegal de campanhas em Minas em 1998. Mares Guia elevou de R$ 300 milhões para R$ 800 milhões os recursos da Pasta, em seu primeiro ano, e deste patamar para R$ 1,4 bilhão no segundo ano.


Este ano, foram apresentadas R$ 6,2 bilhões em emendas orçamentárias para a Pasta. Até a derrota do governo na votação sobre a prorrogação da cobrança da CPMF, Marta procurava garantir R$ 2,5 bilhões para seu ministério, em negociações com o relator geral do Orçamento, o deputado José Pimentel (PT-CE). Agora diante da inevitabilidade dos cortes, a expectativa no ministério é que serão preservadas as emendas individuais e cortadas em 50% as emendas de bancada. Caso isto ocorra, seu ministério seria atingido. Cerca de 90% dos recursos dirigidos pelo Congresso para a pasta são de emendas de bancada, e 10%, emendas individuais.


A ministra já definiu que não tomará qualquer decisão pública sobre disputar ou não a eleição municipal deste ano antes de junho, prazo máximo de desincompatibilização para quem não tem mandatos eletivos. É uma forma de aumentar a tensão no campo adversário, onde o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pretende se reeleger e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) pode se candidatar. Este cenário coloca o governador paulista, José Serra (PSDB), em uma posição delicada, já que Kassab era o vice de Serra até a renúncia do tucano para disputar o governo estadual, em 2006.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Turismo tem que gastar mais, disse Luis Nassif


Das denúncias irrelevantes

Não vou dizer que essa prática seja de agora. Mas essa questão de levantar gastos com diárias e passagens de funcionários públicos sem deixar claro onde foram gastos é recurso antigo e ruim dos jornais.

Há alguns anos, quando ainda estava na “Folha” o repórter Rubens Valente publicou uma “denúncia” informando que eu e a Mirian Leitão havíamos recebido passagens aéreas do Ministério da Previdência... para ir a Brasília. Foi um seminário em que participamos sem custos para o governo. Faltou apenas informar que pagaram o almoço também. E nem incluíram um passeio pelo Paranoá.

O “Estadão" de hoje publica denúncia sobre gastos com pessoal e dá destaque à funcionária pública Jeanine Pires que gastou R$ 328 mil no “período” (clique aqui). O período em questão são quatro anos e a matéria informa que, nesse período, antes de ser presidente da Embratur ela foi Diretora de Turismo e Negócios e Eventos.

No total, foram R$ 6 mil por mês, em quatro anos. A denúncia deveria ser outra. Como uma Diretora de Eventos, que precisa estar permanentemente viajando, gastou apenas R$ 6 mil por mês. O que ficou fazendo nos demais dias em que não recebeu diárias?



enviada por Luis Nassif

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Prevenção de acidentes nas férias


Ricardo Wagner Martins*

O Estado de São Paulo

Verão, férias, fugir do estresse e da violência. É hora de relaxar em um hotel maravilhoso, longe dos problemas. Porém, antes de arrumar as malas, você conferiu se o item segurança não foi deixado de lado?

São muitos os atores envolvidos nessa peça chamada férias com segurança: agências de viagem, operadoras, meios de hospedagem, prestadores de serviços, organizações públicas e o próprio turista, principalmente quando o programa inclui aventura e esportes radicais. Com precaução e apoio de profissionais qualificados, eles renderão histórias de adrenalina, lazer e muita alegria. Caso contrário, a recordação poderá ser de dor e tristeza.

O mais importante é saber que acidentes podem acontecer caso você não dedique um tempo para se planejar antes das férias, buscar informações e eleger empresas capazes de proporcionar lazer seguro.

Um marco importante nessa busca foi o projeto de Normalização e Certificação em Turismo de Aventura criado pelo Ministério do Turismo em parceria com o Instituto de Hospitalidade, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a ONG Férias Vivas e outros.

É fundamental não ter vergonha de se informar e perguntar. Seguem algumas dicas de aspectos a analisar para não deixar a segurança de lado:



No local de hospedagem existe um plano de emergência em caso de acidentes?

Há hospital próximo?

Existem equipamentos e brigadistas treinados para combater incêndios no hotel?

Como está a infra-estrutura predial? Os equipamentos passam por manutenção preventiva ou pode ser que a hélice de um ventilador saia voando a qualquer momento?

Os playgrounds estão de acordo com as normas da ABNT? Há indicação de uso conforme a idade da criança? Existe acompanhamento de monitores?

Na piscina, existem salva-vidas? A profundidade está sinalizada? Os funcionários fazem limpeza e filtragem da água com hóspedes dentro?

O cicloturismo é uma delícia, mas é preciso fazer uma avaliação prévia da dificuldade do percurso e se ele está adequado às suas condições físicas. As bicicletas devem passar por manutenção constante e o turista precisa receber capacete e luvas.

No passeio a cavalo, exija capacete e equipamentos que evitem lesões graves em caso de queda. Confira se o animal é dócil e se os arreios e a cela estão em boas condições.

No arvorismo, os equipamentos - capacete, mosquetões, cadeirinha, cabos - estão em perfeito estado? Você se informou sobre a procedência e experiência da empresa e dos profissionais que coordenam a brincadeira?

Caminhada parece uma atividade simples, mas está longe de ser um passeio no shopping. É preciso preparo físico, calçados, roupas e mochila apropriados e informação prévia do percurso. O guia é realmente experiente na trilha ou você vai retornar no helicóptero dos bombeiros?

São muitas as perguntas. Nossas ações no presente refletem no futuro. Portanto, trate de semear segurança e planejamento para colher férias com alegrias.

* Ricardo Wagner Martins - Professor de Turismo, Hotelaria, Gastronomia e Educação Ambiental do Centro Universitário Senac

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Turistas deverão deixar US$ 4,9 bilhões no país


Segundo Embratur, gastos de estrangeiros serão 12,3% maiores que em 2006 e compensarão queda do dólar

Gustavo Paul - O Globo

BRASÍLIA. Apesar da queda nas cotações do dólar, o setor de turismo no Brasil deverá fechar 2007 com mais receita e mais visitantes. De acordo com estimativas da Embratur, os turistas estrangeiros deverão gastar US$ 4,9 bilhões no país em 2007, 12,3% a mais que os US$ 4,3 bilhões de 2006. Até novembro, a receita já é recorde: US$ 4,484 bilhões. Esse aumento de arrecadação se deve à retomada dos assentos em vôos internacionais e ao fato de os estrangeiros estarem passando mais tempo no país e gastando mais. Ontem, a Embratur comemorou o fato de o número de assentos em vôos internacionais, entre janeiro e novembro, ter ultrapassado o volume registrado no mesmo período de 2006.

É a primeira vez que isso ocorre desde o início da crise da Varig, em julho de 2006, quando a oferta de lugares em vôos para o exterior caiu drasticamente.

Segundo o diretor de Estudos e Pesquisas da Embratur, José Francisco de Salles Lopes, essa retomada começou em julho e se consolidou no fim do ano: — Os dados mostram que está superada a crise causada pela interrupção dos vôos da Varig, quando o número de assentos disponíveis foi reduzido em quase um milhão por ano.

Os dados da Embratur até novembro mostram que desembarcaram em aeroportos brasileiros 5.859.134 passageiros, entre turistas estrangeiros e nacionais — 27.999 a mais que no mesmo período de 2006. Em dezembro, o volume de passageiros deverá ser ainda maior, pois o mês já confirma crescimento da oferta de assentos em vôos internacionais e é tradicionalmente cheio, devido às festas de fim de ano e férias escolares. O diretor da Embratur estima que o número de poltronas deverá ficar entre 100 mil a 120 mil acima do de 2006.

Só em novembro, foram 549.939 desembarques, um volume 11,77% superior ao mesmo mês de 2006. Nos vôos regulares, o aumento foi de 15,46% em novembro, o que foi considerado um crescimento consistente pela Embratur. Foram 528.643 passageiros em vôos regulares no mês passado, contra 457.834 em novembro de 2006.

A maior parte dos assentos está sendo suprida por companhias estrangeiras, mas as brasileiras (principalmente TAM e Gol) estão reconquistando terreno. Segundo Lopes, antes da crise, as estrangeiras tinham até 58% deste mercado e, com a saída da Varig, passaram a 78%.

Agora, as companhias brasileiras se reorganizaram, a Varig voltou a fazer vôos e a participação das aeronaves com bandeira externa caiu para cerca de 60%.

A expectativa para 2007 é superar todo o ano de 2006, quando foram contabilizados 6.367.179 desembarques. Entre 6,4 milhões e 6,5 milhões de passageiros irão desembarcar de vôos internacionais no Brasil até o fim deste ano.

— Há uma tendência concreta de recuperação, e estimamos que o número de passageiros seja expressivamente maior. Diante dos dados, temos inclusive uma expectativa bastante favorável para 2008 — disse o diretor da Embratur.

Estrangeiros ficam mais tempo e gastam mais A maior parte dos turistas continua preferindo o Rio de Janeiro: cerca de 30% dos estrangeiros ficam na cidade. Depois vêm Nordeste, Foz do Iguaçu (PR) e Santa Catarina.

Para Lopes, a desvalorização do dólar foi compensada pela mudança de hábitos dos estrangeiros, que estão ficando mais tempo e gastando mais: — A média de estada no país subiu de 12 dias em 2005 para 14 dias, e a média de gasto por período subiu de US$ 1 mil para US$ 1.073. Os números finais serão divulgados em março, mas é uma tendência que se nota desde 2006 — afirmou o diretor da Embratur.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Parabéns: Gastos de turistas estrangeiros no país batem recorde em 2007


da Folha Online

O ano de 2007 foi o melhor da história do turismo internacional no Brasil no que diz respeito ao gasto de turistas estrangeiros no país. De acordo com o Banco Central, a receita cambial turística soma US$ 4,484 bilhões no acumulado até novembro.

A cifra já supera em 3,89% os US$ 4,316 bilhões registrados em todo o ano de 2006, recorde histórico até então. Se este ritmo for mantido, a estimativa é que a receita cambial turística feche 2007 próxima a US$ 5 bilhões --cerca de 15% mais que em 2006.

Os dados de gasto e permanência completos sobre o ano de 2007 serão divulgados em janeiro. O estudo fará parte do relatório "Demanda Turística Internacional 2007", que traz o perfil do turista estrangeiro no Brasil.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Mais pacotes no turismo do idoso


Governo vai incorporar 12 Estados ao programa, criar 12 destinos e credenciar outras 1.529 agências


Jornal da Tarde - JT

CHARLISE MORAIS, charlise.morais@grupoestado.com.br

O programa Viaja Mais Melhor Idade - que permite aos aposentados viajar em condições facilitadas - será ampliado. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou ontem que, a partir de março de 2008, quando terá início a segunda fase do programa, os pacotes turísticos terão 12 destinos a mais, passando de 23 para 35. O número de localidades de origem das viagens e o número de operadoras e agências turísticas que organizam e vendem os roteiros também vai aumentar.

Os 12 novos destinos ainda não foram definidos pelo Ministério do Turismo, mas irão proporcionar maior diversidade de roteiros aos beneficiados do programa.

Na primeira fase do Viaja Mais, as viagens tinham como ponto de partida o Estado de São Paulo e o Distrito Federal. Mas, a partir de março, os pacotes terão como origem também os Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Amazonas.

“Em 2008, nossa meta é atingir a marca de 50 mil pacotes vendidos”, disse a ministra. Para isso também serão ampliados o número de operadores turísticos que organizam os pacotes - dos atuais13 para 25. Já as agências, que vendem as viagens, ganharão um reforço, passando de 971 para 2.500.

O programa

O Viaja Mais Melhor Idade é um programa do Ministério do Turismo que permite aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adquirir pacotes de viagem em período de baixa temporada, a destinos nacionais predefinidos e pagar as despesas por meio do crédito consignado - descontado diretamente do benefício - em até 12 vezes. Os juros são de 0,75% a 0,95% ao mês. Mas, para isso, o aposentado não pode comprometer mais do que 30% do rendimento mensal.

Para viajar pelo programa , o interessado deve ligar para o telefone 0800-7707202 ou acessar o site www.viajamais.com.br e escolher a agência credenciada mais próxima. Depois é só comparecer na agência com RG, CPF, comprovante de endereço e de renda (original e cópia) e escolher entre os pacotes oferecidos. O valor máximo da viagem para financiar pelo crédito consignado é de R$ 3 mil.

Mas não serão apenas os aposentados e pensionistas que serão beneficiados. Quem não quiser viajar pelo programa e tiver acima de 60 anos também terá a chance de pagar menos em época de baixa temporada. A ministra Marta Suplicy assinou um acordo com a associações hoteleiras, de resorts e de bares, restaurantes e similares para oferecer descontos de até 50% no preço das tarifas cobradas nesses locais ao público dessa faixa etária, também durante o período de baixa ocupação.

“Nossa expectativa é que a partir de março de 2008, início do período de baixa ocupação, tenhamos a adesão de mil hotéis. A meta é chegarmos a setembro com mais de 2,5 mil meios de hospedagens oferecendo vantagens para o público da terceira idade” afirmou Marta.

O QUE MUDA NO VIAJA MAIS MELHOR IDADE

Os destinos dos pacotes turísticos serão ampliados dos atuais 23 para 35 - serão inseridos mais 12 destinos para as viagens

As localidades de origem, que atualmente são apenas duas (São Paulo e Distrito Federal) passarão a ser 12, com a inclusão dos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Amazonas

Serão incluídas mais 12 operadoras de turismo para organizar os pacotes de viagem, passando de 13 para 25

1.529 novas agências de turismo serão incluídas para vender os pacotes. Passam das atuais 971 para 2.500 em 2008

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade

Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade Marta Suplicy assina novo acordo com o setor da hotelaria e apresenta resultados da primeira fase do programa Viaja Mais Melhor Idade

Brasília – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou hoje (11) acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRDS) para oferecer descontos de 50% no preço praticado nas tarifas cobradas do público da Melhor Idade, durante a baixa ocupação. “Nossa expectativa é que a partir de março de 2008, início do período de baixa ocupação, tenhamos a adesão de mil hotéis. A meta é chegarmos a setembro com mais 2,5 mil meios de hospedagens oferecendo vantagens para o público da terceira idade”, afirmou Marta Suplicy.

A tarifa 50% menor é um benefício que se somará aos já concedidos no Viaja Mais Melhor Idade, que será ampliado. O programa ultrapassou em 30% a meta estabelecida para a primeira fase, atingindo o total de 9 mil pacotes vendidos a pessoas com 60 anos ou mais, entre setembro e novembro, proporcionando um faturamento de R$ 7,65 milhões para o mercado de turismo no Brasil. O anúncio dos resultados foi feito pela ministra durante a abertura da 19ª reunião do Conselho Nacional de Turismo (CNT), realizada em Brasília.

Quando lançado, em setembro último, a expectativa inicial do Ministério do Turismo era de o mercado comercializar 7 mil pacotes no Viaja Mais Melhor Idade a preços reduzidos em períodos de baixa ocupação. Aposentados e pensionistas do INSS contaram com crédito consignado e juros abaixo de 1% para viajar a partir de São Paulo e Distrito Federal para 23 destinos. Em 2008, os benefícios do crédito consignado e dos juros baixos vão continuar, mas serão realizadas saídas a partir de 12 capitais.

As viagens do programa, a partir de março de 2008, terão origem, além de São Paulo e Distrito Federal, nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Amazonas.

Para a ministra do Turismo, o programa veio para ficar e está cumprindo seus objetivos de aumentar a movimentação nos destinos turísticos nos períodos de baixa ocupação e promover a inclusão social dos idosos “O Viaja Mais é não é um programa de ocasião, ele veio para ficar. Programas de estímulo a viagens de idosos já existem em outros países e eles tiveram dificuldades durante a implantação. No nosso caso, tivemos sucesso muito rapidamente”.

Em 2007, o programa começou oferecendo 14 cidades como destinos para viagens, e passou, ainda na primeira etapa, para 23. A partir de março de 2008, serão 35 cidades, proporcionando mais diversidade de roteiros aos beneficiados das condições especiais do Viaja Mais.

O objetivo, para 2008, é vender 50 mil pacotes, o que representa um incremento de quase cinco vezes em relação ao total das viagens realizadas nos três primeiros meses do Viaja Mais Melhor Idade, neste ano. Com esse avanço, os próximos passos do programa vão proporcionar um acréscimo relevante no faturamento das empresas de turismo.

Considerando o preço médio das viagens na primeira fase, ao redor de R$ 850 (incluindo passagens aéreas e rodoviárias, hospedagem, passeios, deslocamento e seguro-viagem), o mercado em potencial na próxima etapa é estimado em R$ 42,5 milhões. Esse cálculo não contabiliza o impacto gerado no comércio em geral das cidades visitadas.

A ampliação do Viaja Mais Melhor Idade também resultará em maior participação da cadeia dos serviços turísticos no País. Em vez de 13 operadores, a segunda etapa contará com 25 empresas que organizam os pacotes turísticos para atrair os idosos. Da mesma forma, o número de agências, que comercializam as viagens junto ao consumidor final, saltará de 971, na primeira fase, para 2.500.

Copa 2014: Em busca das sedes perfeitas


Estudo vai avaliar estrutura turística das 18 cidades candidatas a receber as partidas do Mundial

Natália Zonta - Viagem

O Estado de São Paulo

Depois da euforia por ter sido confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil começa a se planejar para aproveitar a superexposição que terá nos próximos anos. E para não fazer feio com os torcedores, o Ministério do Turismo encomendou um estudo para avaliar a infra-estrutura turística e os serviços das 18 cidades que se candidataram a uma das 12 vagas para receber os jogos. À frente desse trabalho está o consultor Josep Chias, o mesmo que desenvolveu o Plano Aquarela, que definiu as ações de promoção do Brasil no exterior. Até o fim de 2008, o relatório deve estar pronto e à disposição dos órgãos organizadores do evento.

O estudo ainda está em fase preliminar e nenhuma cidade foi visitada. Mas por suas experiências no Brasil, Chias já consegue prever quais serão as principais deficiências. 'O problema aéreo e as conexões limitadas são dificuldades sérias. Outra é a falta de oferta de hospedagem. É preciso ter hotéis cinco-estrelas para receber hóspedes vips e grandes redes para atender os turistas', afirma.

Até mesmo os resorts das cidades candidatas serão avaliados. 'Muitas vezes as seleções precisam de espaços para treinar. Esses locais têm de ter infra-estrutura para isso', comenta. Para ele, com exceção das maiores capitais, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, os municípios terão dificuldades para conseguir boa avaliação nesse quesito.

Outro ponto importante é a profissionalização do atendimento. 'Vou procurar serviços bilíngües', diz.

Quando tiver os primeiros dados em mãos, Chias pretende compará-los com outros eventos ocorridos nas cidades brasileiras, como os Jogos Pan-Americanos do Rio, e ainda com a Copa da Alemanha, em 2006. 'Após o término da competição na África do Sul, em 2010, também será possível tirar boas lições. Já se sabe que, no caso da Alemanha, pelo menos 19% das pessoas que foram ao país por conta da competição fizeram turismo', diz o consultor.

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Mesmo com todo o diagnóstico turístico em mãos em meados de 2009, a divulgação dos destinos brasileiros no exterior só vai começar após a Copa da África do Sul. 'Com base nas informações, serão montados roteiros que combinem jogos e destinos. Tudo isso será divulgado e vendido em outros países. Mudanças serão sugeridas à iniciativa privada ao longo de todo processo', explica.

O consultor acredita que todo o trabalho será recompensado no fim da Copa, quando os hotéis terão serviço mais aprimorado e os destinos, mais leitos e atrações revitalizadas. 'Todas as 12 cidades-sede terão publicidade gratuita. Será ótimo para aumentar o turismo em todo o País', afirma.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

NEGÓCIOS & cia: Dinheiro do BID para o turismo


Flávia Oliveira - O Globo

Só falta o sinal verde da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento para o país formalizar com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a linha de financiamento de US$ 1 bilhão para o setor de turismo. A ministra Marta Suplicy, titular da pasta, acertou os detalhes do “empréstimo guarda-chuva” com Luiz Alberto Moreno, presidente do BID, em viagem a Washington, em outubro deste ano. Os recursos deverão, obrigatoriamente, financiar projetos de infraestrutura, que serão apresentados pelos governos estaduais.

Marta espera assinar o contrato com o BID nas primeiras semanas de janeiro. Assim, os recursos começariam a ser liberados entre fevereiro e março de 2008. O dinheiro, explica, vai compor um novo Prodetur nacional, o programa federal de desenvolvimento do turismo.

Segundo a ministra, cinco estados brasileiros já têm projetos prontos. Acre, Espírito Santo, Sergipe, Paraíba e Santa Catarina serão os primeiros a ter suas cartas de intenções analisadas pelo BID.

Transportes: é preciso desenvolver e integrar

Lúcia Vânia *

O Estado de São Paulo - caderno Viagem

A 9ª edição do Congresso Brasileiro da Atividade Turística (CBratur) traz ao debate um dos temas mais importantes sobre o desenvolvimento do turismo brasileiro: a grave situação dos transportes - não só da crise aérea (que já vitimou centenas de pessoas e ainda não teve uma solução), mas de nossas estradas, que muito têm prejudicado o turismo.

Entre os tópicos que precisam ser discutidos com mais urgência estão a conservação e a segurança das rodovias; as oportunidades, os gargalos e as dificuldades existentes no segmento do turismo marítimo; a inexistência de transporte ferroviário adequado e a questão da intermodalidade entre os diversos meios de transporte, principalmente no que se refere à ligação de aeroportos a centros urbanos.

Ao lançar o Plano Nacional de Turismo, em abril de 2003, o governo tinha como meta aumentar para 9 milhões o número de estrangeiros no Brasil e para 65 milhões a chegada nos vôos domésticos. Mas a crise que se instalou no setor a partir de 2005 freou as expectativas. As graves dificuldades financeiras das empresas aéreas, que culminaram com a falência da Varig, aliadas à legislação rígida e aos acidentes aéreos nacionais, desestabilizaram de vez o setor.

Essa não foi, no entanto, uma crise que eclodiu do nada. Já em 2003, o 5º Congresso Brasileiro da Atividade Turística e o 1º Seminário Internacional de Turismo e Desenvolvimento debateram o tema O Transporte Aéreo como Vetor de Desenvolvimento do Turismo: Cenários, Experiências e Políticas', que resultou no documento Proposta para o Desenvolvimento do Binômio Turismo-Transporte Aéreo no Brasil, publicado em 2005. Entre as recomendações estavam: redução das tarifas aeroportuárias para os vôos com características regionais; liberação total dos vôos corujões com tarifas aeroportuárias especiais; abertura da aviação comercial para investidores estrangeiros; e formação de um mercado comum da aviação na América do Sul.

O que o 9º Cbratur propõe é uma visão ampla. É preciso encontrar uma solução definitiva para os vôos cancelados ou atrasados e para a infra-estrutura aeroportuária que beira o colapso, que hoje marcam o cenário da aviação brasileira. O transporte rodoviário deve ser visto como um aliado da aviação no Brasil, mas, para isso, precisa ser fortalecido, garantindo, entre os dois sistemas, o desenvolvimento de novos fluxos nacionais e até internacionais.

Sabemos do esforço do governo federal para implantar no País uma política de regionalização do turismo. O envolvimento da terceira idade é, sem dúvida, um desafio e uma conquista. Para que esse segmento da população possa aderir ao turismo, especialmente interno, é preciso garantir a segurança das estradas, para que viajar não seja motivo de transtorno.

É com esse espírito de cooperação na busca de soluções para o setor turístico que realizamos o evento: reforçar a importância crescente que o turismo vem assumindo para a sociedade brasileira e oferecer propostas que venham contribuam para seu efetivo desenvolvimento.

*Senadora (PSDB) e presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Turismo bate recorde: "outubro é o melhor da história"

Quase US$ 1 bilhão no exterior

Cláudia Dantas - JB

Nunca os brasileiros gastaram tanto no exterior como agora. Só em outubro, as compras fora do país somaram US$ 915 milhões. De janeiro a outubro, o volume foi US$ 6,6 bilhões. No mesmo período do ano passado, as despesas chegaram a US$ 4,7 bilhões. Os turistas estrangeiros, por outro lado, deixaram no Brasil US$ 4 bilhões. No mesmo período do ano passado, foram US$ 3,5 bilhões.

Os números demonstram um forte aquecimento nas vendas de pacotes internacionais, impulsionadas pela queda do dólar. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-RJ), a procura por destinos internacionais registrou alta de 15% em relação ao ano passado. Os cruzeiros marítimos são a grande revelação: mantêm alta de 30% por cinco anos seguidos.

O presidente da Abav, Luiz Strauss, confirma que o dólar baixo abriu caminho para a boa fase do turismo e sustenta que ainda há vagas nas operadoras, principalmente para destinos domésticos.

- Os cruzeiros já esgotaram, mas quem ainda planeja viajar no final do ano deve se apressar e optar por pacotes domésticos. Ainda há vagas. Já nas rotas internacionais mais procuradas é mais difícil confirmar a passagem de avião - disse Strauss.

As companhias aéreas também apostam no aquecimento do mercado e criam promoções especiais para o fim de ano e a temporada de férias. A Gol oferece até 31 de dezembro passagens a preços promocionais para 51 destinos em todo o Brasil. A compra é feita pelo site da companhia, o cliente combina preços promocionais com trechos e estes podem sair a R$ 0,50 ou R$ 50.

Já a TAM abriu ontem três vôos diretos de Congonhas para Ilhéus, Porto Seguro e Salvador e Cuiabá.

Para José Francisco Salles, diretor de estudos e pesquisas da Embratur, a oferta das empresas aéreas beneficiou bastante o turismo nacional, que se recupera da perda de assentos depois da saída da Varig no ano passado.

- Perdemos 1,4 milhão de assentos com a saída da Varig e isto pesou nos resultados de julho de 2006 a julho de 2007 - apontou. - Mas os números deste ano são a grande virada, pretendemos fechar o ano com 50 milhões de desembarques nacionais - estima.

O especialista acredita ser uma retomada do público viajante, pois desde de 2003 não se registrava um resultado de mais de dois dígitos. O mês de outubro, por sua vez, bateu recorde.

- É o melhor da história, obteve um crescimento de 27,8% em relação ao ano passado - revelou. (Com agências)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Cresce o turismo e Brasil é confirmado para o Conselho Executivo da OMT

O crescimento do turismo e do emprego e renda gerados pela indústria turística (no Brasil de 33% segundo a OMT citada pela Folha Online)) esteve no centro do congresso da Organização Mundial do Turismo (OMT). O Brasil foi eleito membro da executiva deste importante organismo.

Brasília (26/11) – O Brasil foi eleito, ao lado do México e de El Salvador, para o Conselho Executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT), durante a Assembléia-Geral da 47ª Reunião da Comissão da OMT para as Américas, em Cartagena de Índias, na Colômbia – encontro presidido pela ministra do Turismo, Marta Suplicy. Como era o último ano do Brasil na presidência das Américas, houve escolha também de seu sucessor: a Colômbia.

O Brasil foi eleito para o mandato 2007-2011. México e El Salvador vão compartilhar a representação. Entre 2007 e 2009 assume o México. Entre 2009 e 2011 responde El Salvador pelo mandato no Conselho. A renovação no Conselho, neste ano, se deu em razão dos términos de mandato do Canadá e Peru. O anúncio oficial dos países eleitos para o Conselho Executivo será amanhã (27), durante a XVII Reunião Ministerial da Assembléia-Geral.

Este encontro da Assembléia-Geral discute também temas importantes para o setor, tais como Turismo e Mudanças Climáticas; Política de Qualidade dos Destinos e o Estabelecimento do Centro Mundial de Excelência dos Destinos em Montreal.

A ministra Marta Suplicy reafirmou na reunião da Comissão das Américas posição que havia apresentado em Londres, durante debate da OMT, sobre mudanças climáticas e turismo. Segundo explicou, a questão do aquecimento global é uma preocupação de todos os governos e têm profundo impacto para a atividade turística. Para a ministra “países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil, vão continuar a dar importantes contribuições voluntárias aos esforços globais para a redução das emissões de gases do efeito estufa”.

Marta observou, porém, que o Brasil leva em conta o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Os países em desenvolvimento não podem ser tratados da mesma maneira que os países desenvolvidos, que acumularam riquezas à custa de um grande passivo ambiental para todo planeta. “O compromisso em relação à preservação do meio ambiente não pode ser colocado em contraposição à luta contra a pobreza e a exclusão social. O turismo é um importante instrumento para o progresso de países em desenvolvimento, que vão continuar trabalhando para atrair turistas de todo o mundo”, afirmou Marta Suplicy.

A posição brasileira recebeu forte apoio dos demais países na reunião da Comissão para as Américas. Está sendo preparado um documento para, em nome dos componentes da comissão ser apresentada à Assembléia-Geral da OMT, como uma posição coletiva. Em encontro com a ministra Marta Suplicy, a ministra de Turismo da Índia, Renuka Chowdhuri, reforçou que os dois países compartilham a mesma posição em relação às questões das mudanças climáticas e suas influências no turismo.

Uma boa notícia foi dada pela ministra do Equador, Maria Izabel Salvador Crespo, à ministra Marta Suplicy. Uma linha aérea equatoriana vai operar a ligação Quito/Manaus, a partir do ano que vem. O Equador é hoje o único país da América do Sul sem vôos diretos para o Brasil.

Sobre a OMT – A Organização Mundial do Turismo é a agência especializada das Nações Unidas para o Turismo. O Conselho-Executivo da Organização é o órgão responsável pela tomada de decisões para a implementação de suas próprias resoluções e recomendações da Assembléia-Geral, órgão supremo da organização. Ligadas ao Conselho, estão as comissões regionais, que neste encontro também vão eleger seus próximos presidentes e vice-presidentes para exercer mandato de dois anos. A Assembléia-Geral reúne-se a cada dois anos com o objetivo de analisar e informar sobre as ações realizadas pela OMT. Os integrantes também se encontram para eleger representantes do Conselho Executivo e para aprovar o programa de trabalho e o orçamento da organização. Fonte portal do Ministério do Turismo

Turismo continua em alta mas está sensível a crises, afirma a OMT

da Efe, em Cartagena

O negócio do turismo no mundo é um dos que apresentam maior crescimento e um futuro promissor, mas por suas características é também um dos mais sensíveis a movimentos políticos, crise econômicas e desastres humanos e naturais. É o que informa um relatório da OMT (Organização Mundial de Turismo) divulgado nesta quarta-feira.

A OMT está realizando a sua assembléia geral na cidade colombiana de Cartagena. O seu relatório de conjuntura até agosto apontou que os resultados preliminares de 2007 "confirmam a resistência da demanda contra os fatores externos".

Os problemas incluem "desde turbulências nos mercados financeiros até segurança e saúde, passando pela alta dos preços do petróleo e o aumento dos impostos sobre o transporte aéreo, os riscos inflacionários e a alta das taxas de juros".

Além disso, o órgão alertou que "esses fatores começam a afetar a confiança dos consumidores em alguns mercados, o que poderia se estender e afetar, em algum momento, a demanda global de viagens internacionais".

Estatísticas

O número de chegadas de pessoas em viagens internacionais, segundo o documento, cresceu entre janeiro e agosto deste ano 5,6%. Foram 32 milhões a mais que no mesmo período do ano anterior.

Nos primeiros oito meses de 2007 houve 610 milhões de chegadas internacionais, nove por cada 100 habitantes do planeta. Até dezembro, segundo a OMT, o número deve ficar entre 880 e 900 milhões. Seria o quarto ano de crescimento sobre a média dos últimos anos, de 4,1%.

O crescimento na Europa foi de 4%, um ponto percentual abaixo da média do ano passado. Nas Américas, também com 4%, a taxa foi o dobro da registrada em 2006, segundo o relatório publicado pela OMT.

O relatório de conjuntura destaca os números da despesa turística, que continuam aumentando. No Brasil, o crescimento foi de 33%, e na Argentina, 24%. Em seguida vieram Coréia (18%) e Rússia (16%).

O relatório da OMT afirma que os destinos emergentes da Ásia e Pacífico, África e o Oriente Médio foram os principais motores do crescimento neste ano.