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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Morre o enxadrista americano Bobby Fischer

O Globo Online

Bobby Fischer (dir.) enfrenta o seu maior rival, o russo Boris Spassky, na Iugoslávia, em 1992. A partida mudaria totalmente a sua vida - Reuters

RIO - Um dos maiores enxadristas da História, o americano Bobby Fischer, morreu nesta sexta-feira aos 64 anos de idade. Fischer, que tinha QI superior a 180, vivia na Islândia, país que, em 2005, concedeu-lhe cidadania após 8 meses de prisão no Japão. Fischer corria o risco de ser extraditado para os Estados Unidos e ser condenado a dez anos de prisão por ter disputado uma partida com o russo Boris Spassky na antiga Iugoslávia, em 1992, apesar das sanções de seu país contra Belgrado.

Robert "Bobby" James Fischer, nasceu em Chicago a 9 de março de 1943. Filho de pai judeu-alemão e mãe americana, Fischer aprendeu xadrez com a irmã mais velha quando tinha 6 anos. Quando se mudou para Nova York, ele começou a desenvolver o potencial que o consagraria definitivamente em todo o mundo em 1972, após derrotar a lenda russa Spassky, após 24 partidas em Reykjavik, capital islandesa.

" O xadrez é como uma guerra sobre um tabuleiro "

Os inimigos de Fischer asseguravam que debaixo da cadeira giratória que o enxadrista usava havia um computador que o ajudava e, assim, explicava o porquê de o americano ter tomado a liderança do duelo do século.

Os partidários da tese do computador se sentiram mais fortalecidos depois que, em um determinado momento do confronto, Fischer exigiu que não houvesse no recinto câmeras de TV. O jogador argumentou que ela o impediam de se concentrar.

Mas o estilo inovador e agressivo de Fischer, que ganhou notoriedade em plena Guerra Fria, triunfou e serviu como inspiração para uma legião de jogadores profissionais e amadores ao redor do mundo.

Em eleição feita em 2000 pelo principal periódico internacional de xadrez, o "Sahovski Informator", Fischer foi considerado pelos grandes mestres como o melhor jogador do século XX, à frente de Garry Kasparov.

Em 1993, o "Jogada inocente - à procura de Bobby Fisher" (Searching for Bobby Fisher), baseado em fatos verídicos, retrata a busca de um novo mestre do xadrez americano depois de Fischer ter abandonado o país e as competições. O filme tem no elenco Joe Mantegna, Ben Kingsley e Joan Allen.

Fischer em frases:

"Não sou um computador como os outros querem pensar. Botvinnik disse uma vez que calculo melhor que os demais, que sou uma máquina, um homem prodígio e tambem fui uma criança prodígio. Aqui não há prodígio algum. Sou meramente um homem, mas um homem extraordinário. Estudo e aprendo cada dia mais e mais, um dia hão de ser meus o carro mais caro e a casa mais bonita. Nos EUA não há ninguém que possa se comparar comigo. Fui campeão nacional sete vezes o que começa a ser fatigante. Aos 14 anos fui campeão nacional, com 16 "grande mestre", com 27 anos sou o melhor do mundo e com 28 serei declarado oficialmente campeão mundial. Meu objetivo é que ninguém no planeta saiba "mexer as peças" melhor do que eu!"

"O xadrez é como uma guerra sobre um tabuleiro."

"Eu dou 98% da minha energia mental ao xadrez. O restante fica apenas com 2%."

"Eu jogo honestamente e jogo para vencer. Se perco vou tomar meu remédio."

"Você não aprende nada na escola. É simplesmente uma perda de tempo (...) As professoras são estúpidas. Não deveria haver mulheres lá. Elas não sabem como ensinar (...) As professoras são mais estúpidas que as crianças. Metade delas é louca. Se tivessem me deixado eu teria deixado a escola quando tinha 16."

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Prevenção de acidentes nas férias


Ricardo Wagner Martins*

O Estado de São Paulo

Verão, férias, fugir do estresse e da violência. É hora de relaxar em um hotel maravilhoso, longe dos problemas. Porém, antes de arrumar as malas, você conferiu se o item segurança não foi deixado de lado?

São muitos os atores envolvidos nessa peça chamada férias com segurança: agências de viagem, operadoras, meios de hospedagem, prestadores de serviços, organizações públicas e o próprio turista, principalmente quando o programa inclui aventura e esportes radicais. Com precaução e apoio de profissionais qualificados, eles renderão histórias de adrenalina, lazer e muita alegria. Caso contrário, a recordação poderá ser de dor e tristeza.

O mais importante é saber que acidentes podem acontecer caso você não dedique um tempo para se planejar antes das férias, buscar informações e eleger empresas capazes de proporcionar lazer seguro.

Um marco importante nessa busca foi o projeto de Normalização e Certificação em Turismo de Aventura criado pelo Ministério do Turismo em parceria com o Instituto de Hospitalidade, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a ONG Férias Vivas e outros.

É fundamental não ter vergonha de se informar e perguntar. Seguem algumas dicas de aspectos a analisar para não deixar a segurança de lado:



No local de hospedagem existe um plano de emergência em caso de acidentes?

Há hospital próximo?

Existem equipamentos e brigadistas treinados para combater incêndios no hotel?

Como está a infra-estrutura predial? Os equipamentos passam por manutenção preventiva ou pode ser que a hélice de um ventilador saia voando a qualquer momento?

Os playgrounds estão de acordo com as normas da ABNT? Há indicação de uso conforme a idade da criança? Existe acompanhamento de monitores?

Na piscina, existem salva-vidas? A profundidade está sinalizada? Os funcionários fazem limpeza e filtragem da água com hóspedes dentro?

O cicloturismo é uma delícia, mas é preciso fazer uma avaliação prévia da dificuldade do percurso e se ele está adequado às suas condições físicas. As bicicletas devem passar por manutenção constante e o turista precisa receber capacete e luvas.

No passeio a cavalo, exija capacete e equipamentos que evitem lesões graves em caso de queda. Confira se o animal é dócil e se os arreios e a cela estão em boas condições.

No arvorismo, os equipamentos - capacete, mosquetões, cadeirinha, cabos - estão em perfeito estado? Você se informou sobre a procedência e experiência da empresa e dos profissionais que coordenam a brincadeira?

Caminhada parece uma atividade simples, mas está longe de ser um passeio no shopping. É preciso preparo físico, calçados, roupas e mochila apropriados e informação prévia do percurso. O guia é realmente experiente na trilha ou você vai retornar no helicóptero dos bombeiros?

São muitas as perguntas. Nossas ações no presente refletem no futuro. Portanto, trate de semear segurança e planejamento para colher férias com alegrias.

* Ricardo Wagner Martins - Professor de Turismo, Hotelaria, Gastronomia e Educação Ambiental do Centro Universitário Senac

sábado, 12 de janeiro de 2008

In memoriam: Les conquêtes utiles de sir Hillary, premier à gravir l'Everest



Sir Edmund Hillaru et Tenzin Norgay à Katmandou après leur ascension de l'Everest (Ho New/Reuters).

Les livres d'histoire retiendront sans doute de l'épopée de sir Edmund Hillary cette symbolique première: l'ascension de l'Everest, le 29 mai 1953, en compagnie du sherpa Tenzin Norgay. Peut-être se souviendront-ils aussi de sa traversée de l'Antarctique? De ses coups de gueule contre le réchauffement climatique? Ou de cette sacrée habitude de regarder les matches des All Blacks tout seul? Mais qui se souviendra de l'aide fournie par l'Himalayan Trust?.

"J'ai ainsi rendu aux gens toute l'aide qu'ils m'ont donnée quand j'étais dans les montagnes"

Dans un livre publié en 2006, "Au sommet de l'Everest", sir Hillary racontait en détail sa philosophie simple de la vie. D'abord apiculteur près d'Auckland, il avait découvert petit à petit la joie de l'effort, du dépassement menant à un dépouillement ultime de l'homme.

Mais, là où bien d'autres n'ont livré que le profil du héros antique, sans peur et sans reproche, Hillary parlait d'or en évoquant ses "exploits", lui, seul Néo-Zélandais d'une expédition entièrement dévouée à la Couronne britannique et dirigée par un colonel de l'armée.

Devenu héros international en redescendant du sommet de 8 848 mètres, il avait d'ailleurs enchaîné sans vergogne sommets et aventures impossibles, comme le raconte Bernard Moos:

"C'est en 1955 qu'Hillary rejoint l'expédition transantarctique britannique de Vivian E. Fuchs. Ils traversent alors tout le continent en tracteur des neiges pour rejoindre le pôle le 5 Janvier 1958. Cette expédition est la première depuis celle, tragique, de Robert F. Scott en 1912."

Il aura fallu cinquante ans, à l'occasion des cérémonies célébrant la conquête (les Népalais lui avaient alors accordé une citoyenneté d'honneur, la première décernée à un étranger), pour qu'il livre le fonds de sa pensée:

"Quand je regarde en arrière, je n'ai aucun doute: les choses les plus importantes que j'ai accomplies ne furent ni l'ascension de ces montagnes ni mes voyages aux extrémités du globe.

Ce qui me tient vraiment à coeur, c'est d'avoir permis la construction et assuré le quotidien d'écoles et de cliniques pour les amis chers que je compte dans l'Himalaya, et aussi d'avoir aidé à restaurer leurs magnifiques monastères. J'ai ainsi rendu aux gens toute l'aide qu'ils m'ont donnée quand j'étais dans les montagnes."

"Nous aimerions que nos enfants aillent à l'école, sahib"

Contrairement à la plupart des conquérants de l'inutile, Edmund Hillary s'est toujours intéressé aux Népalais. La légende raconte qu'en 1960, au cours d'une expédition dans la région de l'Everest, il demanda à un Sherpa ce qu'il pouvait faire pour son village.

"Nous aimerions que nos enfants aillent à l'école, sahib. De tout ce que vous avez, le savoir est la chose que nous désirons le plus pour nos enfants."

Pour le colosse (1,90m) des pentes, ce fut le déclic. Jouant de sa notoriété et des innombrables conférences qu'ils donnaient alors partout dans le monde, il fonda l'Himalayan Trust. Cette fondation toujours très active finança de nombreuses écoles, hôpitaux et cliniques. Puis, elle s'attaqua à l'une des plaies du tourisme moderne (via les trekkers): la déforestation massive des massifs himalayens.

Depuis l'annonce de sa mort, ce vendredi, à l'âge de 88 ans, c'est une figure humaine que saluent les blogueurs. Triste, comme Stéphane:

"J'imagine l'immense peine que le peuple néo-zélandais doit ressentir aujourd'hui pour bien connaître ce pays et ses habitants à la gentillesse et au savoir vivre exceptionnels. Trop rare pour ne pas être signalé."

Grandiloquent, comme Eric Blot:

"Il fut l'homme le plus haut, et un grand homme."

Référence, comme le dit L'esprit du sport:

"Ce genre de personnages m'a toujours fasciné. J'y range aujourd'hui les Mike Horn, Bertrand Picard et tous ces hommes, sur terre, mer ou dans les airs qui refusent de se fixer des limites et pour qui la notion d'impossible n'existe pas comme nous autres l'imaginons."

Ou spirituel, comme Bête et méchant:

"Si je croyais en dieu je dirai qu'il a gravi hier son plus haut mont pour gagner le paradis... mais je n'y crois pas, alors je dirai juste au revoir, Sir, et merci, car vous incarniez à vous seul le peuple néo-zélandais, peuple de défis, peuple d'hommes durs et courageux mais peuple humble et respectueux..."

Hommage à celui qui n'avait jamais oublié que le 29 mai 1953, ils étaient deux à fouler le toit du monde...

Au sommet de l'Everest d'Edmund Hillary - éd. Hoebeke - 268p., 15€.
► Des photos de l'ascension de l'Everest.
► La bio de sir Hillary sur Zone Himlaya.

Photo: Sir Edmund Hillaru et Tenzin Norgay à l'ambassade de Grande-Bretagne à Katmandou après leur ascension de l'Everest, en 1953 (Ho New/Reuters).

sábado, 22 de dezembro de 2007

Le Viagra fait aussi bander les muscles des sportifs

Cyclisme, alpinisme et... courses de chevaux: des sports où la pilule bleue est utilisée comme dopant, améliorant l'oxygénation.

Montage: Yann Guégan.

En boostant leurs performances sexuelles, le Viagra permet à beaucoup d'hommes de grimper au septième ciel. Plus surprenant, le médicament permettrait également aux cyclistes, aux alpinistes et des chevaux de course d'atteindre des sommets de performance.

Nous entrons dans une période de fêtes, où le Viagra va être être abondamment consommé par les non-sportifs, qui veulent être à la hauteur sous la couette. Mais depuis son arrivée sur le marché en 1998, le sildénafil, la substance contenue dans les petits losanges bleus, a prouvé ses mérites en matière de vasodilatation pulmonaire, fonction limitante des activités d’endurance maximale ou altérée, par exemple lors des efforts en altitude. Plus surprenant, il est aussi utilisé pour booster les performances des chevaux lors des courses hippiques.

Les poumons se comportent comme les corps caverneux de la verge

Déjà en 2001, nous avions signalé dans la presse sportive que le Viagra, médicament commercialisé pour les troubles de l’érection, s’était échappé pratiquement incognito des alcôves douillettes pour rejoindre les camps d’altitude afin de limiter le mal aigu des montagnes (MAM).

L’équipe du professeur Martin Wilkins, du Centre national de cardiologie de l’hôpital Hammersmith, dans l’ouest de Londres, a démontré que l’enzyme qui gênait l’afflux du sang dans le pénis chez des personnes en difficultés érectiles provoquait aussi des difficultés respiratoires dans un air appauvri en oxygène. En somme, les poumons se comportent comme les corps caverneux de la verge, subissant une vasoconstriction des artères qui empêche une bonne oxygénation.

Or le Viagra, inhibant l’action de cet enzyme, stimule la turgescence du sexe masculin et la dilatation des vaisseaux sanguins pulmonaires. Aujourd’hui, les aptitudes sur l’appareil respiratoire du petit comprimé bleu intéressent de plus en plus les spécialistes de la haute montagne.

La pilule bleue devrait se diffuser massivement chez les grands trekkeurs

Conséquences: les études consacrées au sildénafil se multiplient. L’une des dernières en date a eu pour théâtre le mont Blanc. Douze volontaires ont été héliportés vendredi 11 juillet 2003 à l’observatoire Vallot (4 360 m) près du plus haut sommet des Alpes où ils ont testé pendant six jours les effets secondaires du Viagra.

Ce test clinique, incité par le docteur Jean-Paul Richalet, professeur de médecine à l’université Paris XIII, et directeur scientifique de l’association pour la recherche en physiologie de l’environnement, vise à observer les effets du sildénafil, principe actif contenu dans le Viagra, sur l’hypertension pulmonaire et les maladies liées à l’altitude.

Ce sildénafil a déjà été exploré pour soigner l’angine de poitrine et pourrait permettre de lutter contre le mal des montagnes (MAM). Les douze hommes, âgés d’une cinquantaine d’années, ont pris du Viagra alors que, parallèlement, ils pédalaient sur des vélos d’appartement et étaient suivis par quatre médecins présents à l’observatoire Vallot. Résultat? La moitié ayant pris du Viagra avait des performances nettement supérieures, et respirait bien mieux. Leur circulation sanguine était aussi plus fluide.

Compte tenu de ces premiers résultats prometteurs publiés en janvier 2005, on doit s’attendre à une diffusion massive du médicament dans les trekkings d’altitude.

Les femmes des coureurs cyclistes omniprésentes à l'arrivée

D’autres équipes sont sur le même créneau de recherche. Au mois d’août 2003, ont eu lieu deux expériences similaires à celle du refuge Vallot. L’une a été menée par des scientifiques suisses sur le versant italien du Mont-Rose, et l’autre en Californie à White Mountain (4 000 m). Déjà au printemps, au camp de base de l’Everest, à 5 400 m d’altitude, des chercheurs allemands de l’université de Giessen, aidés de 120 porteurs et de 50 yacks pour le transport du matériel, avaient testé le Viagra sur 14 alpinistes tentant l’ascension du Toit du monde.

Il est à craindre que le sildénafil ne concerne pas que les amateurs de régions escarpées accessibles seulement à pied ou à dos de mulet mais aussi tous les sportifs grimpant avec du matériel, tel les cyclistes du Tour de France dans les étapes de montagne. D’ailleurs, on peut se poser la question de savoir si la petite pilule bleue n’a pas déjà investi la pharmacie des géants de la route, lorsqu’on apprend que les femmes des coureurs sont omniprésentes à l’arrivée des étapes!

Dans la mesure où la très prisée érythropoïétine (EPO) et la non moins fameuse homotransfusion (avec le sang d’une personne compatible) sont de mieux en mieux traquées par les laboratoires antidopage agréés par l’Agence mondiale (AMA), il est à parier que le Viagra non encore prohibé (pour l’instant) sera probablement présent dans la pharmacie top niveau des compétiteurs des prochains évènements sportifs planétaires, tels que Jeux olympiques de Pékin, tournois de tennis du grand chelem, Tour de France etc. autant sur les aires sportives que sous la couette.

ALPINISME. Le mal des montagnes, fléau des cimes. Le mal d’altitude peut affecter toute personne qui monte à plus de 2 500 mètres, sa prophylaxie médicamenteuse attire les convoitises des laboratoires pharmaceutiques. Rappelons qu’en dessous de 2 000 m d’altitude, 10 à 15% des personnes l’éprouvent; entre 3 000 et 4 000 mètres, ils sont 50% à en souffrir et ce chiffre passe à 75% entre 4 000 et 5 000 mètres.

La baisse de la pression partielle d’oxygène dans l’air, d’autant plus importante que l’altitude atteinte est élevée, est à l’origine de cette pathologie. Celle-ci est, dans la plupart des cas, bénigne et spontanément régressive, mais peut parfois évoluer vers l’œdème cérébral de haute altitude (OCAH), potentiellement mortel.

D’un autre côté, la marche en haute montagne n’est plus une affaire de spécialistes hyperentraînés. On trouve de plus en plus de citadins ayant une condition physique très éloignée des exigences de l’effort en altitude dont certains, moyennant finances, se font tracter en haut de l’Everest. Le Népal accueillerait ainsi chaque année plus de 60 000 randonneurs en provenance des pays occidentaux.

Par exemple, en 1997, un petit pays comme la Suisse en fournissait un contingent de… 8 000! Parmi tous ces trekkeurs, nombreux ont dépassé la quarantaine et ont des systèmes vasculaires plus ou moins performants. Souvent, les organisateurs de voyages sportifs et les professionnels de l’aventure poussent à la consommation en conseillant à leurs adhérents de se faire prescrire des médicaments anti-MAM (corticoïdes, diurétiques, acide acétylsalicylique et aujourd’hui Viagra).

Ce sujet a bien sûr sa place dans une chronique sur le dopage, car si prendre du Viagra pour affronter les dénivelés n’est pas du dopage, il illustre une dérive de la compétition contre les autres mais aussi contre soi-même!

CYCLISME. Du Viagra pour mieux grimper les grands cols.Le Viagra (sildénafil) serait utilisé aussi à grande échelle au niveau du peloton cycliste. Selon une enquête réalisée par la Gazet van Antwerpen, le produit circule en effet depuis le milieu de l’année 2004 dans le peloton. Il améliorerait sensiblement les performances des cyclistes, notamment dans le cadre de stages en haute altitude.

Le problème est d’ailleurs évoqué dans les sphères sportives se préoccupant des contrôles antidopage. Le docteur Reno Roelandt, membre du Comité olympique belge et de l’Agence mondiale antidopage (AMA), expliquait:

"Maintenant, nous laissons l’enquête se poursuivre, afin de voir si le Viagra a également des effets dans le cadre d’altitudes plus basses. Mais ce produit doit être mis sur la liste des produits dopants, vu qu’une consommation en grande quantité est dangereuse pour la santé"

De même, le quotidien Le Monde dans son édition du 24 juillet 2005, sous la plume de son envoyé spécial sur la route du Tour de France à Le Puy-en-Velay, témoigne sur la présence du Viagra dans les liquides biologiques des forçats de la route:

"Dans les laboratoires antidopage, les chercheurs n’en reviennent toujours pas de leur découverte : un nombre croissant d'échantillons d’urine prélevés sur des athlètes, et en particulier des cyclistes, laisse apparaître la présence de Viagra.

Pour l’heure, l’Agence mondiale antidopage (AMA) n’envisage pas d’inscrire le médicament sur la liste des produits interdits. Et, contrairement au cannabis par exemple, le cantonne à un usage festif."

De notre côté, nous espérons que l’Agence mondiale antidopage (AMA) avec son nouveau président fraîchement élu, l’Australien John Fahey, n’attendra pas que l’ensemble des compétiteurs licenciés, en dehors des activités d’alcôves, ne carburent au Viagra pour s’y intéresser et le coucher sur la liste rouge.

EQUITATION. Des étriers, une selle en cuir, une cravache et du Viagra. Le 16 mai 2005, on apprend que la police italienne a découvert un hippodrome clandestin où la mafia locale organisait des courses truquées avec des chevaux dopés au Viagra et à d’autres médicaments. La piste, construite illégalement, utilisée dans le plus grand secret et que les initiés désignaient sous le nom de code de "Miss Charmet", est située à proximité de la ville de Naples; berceau de la Camora (version napolitaine de la Mafia sicilienne).

"Nous pouvons certifier l’usage du fameux (médicament) Viagra pour améliorer les performances des chevaux", a déclaré le commandant de police Mario Pantano à des télévisions locales. L’hippodrome et les chevaux ont été confisqués par la police, qui les estime à une valeur totale de cinq millions d’euros.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Copa 2014: A oportunidade é nossa!



MARTA SUPLICY


Essa é a estratégia que estamos seguindo para uma Copa vitoriosa, ao menos para quem deve cuidar da organização desse evento

FORAM INÚMERAS as manifestações de alegria em todo o país para saudar o fato de que a Copa 2014 é nossa. Certamente há muito que comemorar com a escolha do Brasil, mas temos que ter claro que ganhamos o direito de organizá-la e, portanto, devemos arregaçar as mangas e planejar como o país pode se beneficiar com a janela de oportunidades que se abriu para nós.
Trata-se de um dos maiores eventos esportivos mundiais, que reúne bilhões de espectadores em torno das TVs. Assim, o Brasil poderá povoar as telas e as mentes dos mais diferentes povos em todo o mundo. Teremos, portanto, acesso a algo que hoje nos falta: exposição midiática. Não só os brasileiros vão se ver na TV, mas países que pouco nos conhecem apreciarão nossas paisagens e nossa cultura.
Muitos países tiveram essa oportunidade, principalmente após a década de 70, quando as transmissões televisivas se difundiram. Porém, nenhum deles tem tamanha identificação com o futebol como o Brasil. Nos 57 anos que separam o anúncio da Fifa de 1950, quando sediamos a Copa pela primeira vez, nos tornamos o principal exportador de talentos e o país cuja seleção conquistou mais títulos em Copas do Mundo. Isso nos distingue e faz do fato de estarmos à frente da organização do evento um forte atrativo para a indústria esportiva.
Mas não é só isso. As grandes competições do calendário mundial -entre elas, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos- carregam a capacidade de reestruturar a paisagem urbana dos países-sede. Podemos, com isso, projetar nossos sonhos de cidade e torná-los concretos.
Para receber as Olimpíadas, a China está investindo US$ 34 bilhões em infra-estrutura, além de construir 37 novas arenas esportivas e um plano de promoção da imagem do país. Pequim, a cidade-sede dos Jogos Olímpicos, terá mais seis linhas de metrô e a reformulação de seus principais aeroportos. Portanto, esse tipo de evento concentra, em curto espaço de tempo, enorme quantidade de investimentos públicos e privados que, caso atendam um plano bem delineado, deixarão um legado para a qualidade de vida de todos os brasileiros.
O Ministério do Turismo já começou seu planejamento. Havíamos encomendado à FGV (Fundação Getúlio Vargas) um estudo sobre a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento turístico do país, com o objetivo de alcançar um nível internacional em 65 destinos prioritários até 2010. Dentre esses destinos, estão incluídas as 18 cidades que pleiteiam ser sede da Copa. Esse estudo detalhado avaliará a estrutura urbana, a rede hoteleira disponível, a necessidade de qualificação dos futuros trabalhadores e, principalmente, a sustentabilidade ambiental e social desse projeto.
De posse dos resultados, reformularemos o Plano Nacional do Turismo de forma a concentrar nossas ações e investimentos para que, no período 2008-2014, todas as lacunas identificadas sejam preenchidas. O objetivo desses passos que estamos planejando é o de transformar o turismo em um dos maiores setores empregadores e geradores de renda, tornando-o compatível com as potencialidades que o país apresenta.
Hoje, o turismo possui uma participação no PIB brasileiro de 2,6%. Apesar dos avanços alcançados pelo setor no governo Lula, ainda existe um vasto espaço a ser ocupado e, sobretudo, temos a nossa disposição a oportunidade de darmos um salto gigantesco.
Os benefícios econômicos de abrigar grandes eventos como a Copa são inegáveis. Para ter uma idéia, basta lembrar da explosão de desenvolvimento vivenciada pela Espanha após sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, em Barcelona.
Portanto, mesmo com boa parte da infra-estrutura urbana necessária para a Copa já estar prevista no PAC, devemos nos debruçar sobre o planejamento e produzir um cronograma meticuloso, que envolva o esforço de vários ministérios e seja transparente para que a imprensa e a população possam acompanhar cada passo da execução sem sobressaltos.
Devemos ter claro que demonstrar nossa competência nos colocará em boa situação para disputar e oxalá realizar as Olimpíadas de 2016, cuja sede será escolhida em 2009.
Enfim, essa é a estratégia que estamos seguindo para uma Copa vitoriosa, ao menos para quem deve cuidar da organização e do legado desse evento para o país, porque, no futebol, vencer será uma missão para os técnicos e os jogadores que devem suar a camisa. De resto, mãos à obra!


MARTA SUPLICY, 62, é ministra do Turismo. Foi prefeita da cidade de São Paulo pelo PT (2001-2004).

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Comandante, ordene!

Lula: 'Quero ver todo mundo torcendo para o Corinthians hoje'

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Emagreça correndo


[+] corrida Rodolfo Lucena


Se você veio faminto e sedento para este texto, atraído pela promessa do título, saiba desde já que foi enganado. Só correr não emagrece nem dá direito a se empapuçar de gostosuras.
Claro que ajuda, e há muitas histórias sensacionais de gente que saiu da obesidade para as maratonas. Mas também tem muita gente rodando quilômetros e mais quilômetros sem perder um maldito grama -é o caso deste que vos escreve.
A triste e dura realidade da vida é que nada (ou quase nada, vá lá) vem sem algum esforço. Emagrecer, então, é uma dificuldade no mundo sedentário de hoje, cercado de hambúrgueres e salgadinhos, chocolates cremosos, sorvetes, costelas gordas, picanhas cheirosas e pães esplendorosos.
Ouvimos promessas milagrosas de tudo quanto é tipo, e alguns de nós chegam a tentar experimentá-las. Mas, ao fim e ao cabo, o que é preciso mesmo é fechar a boca, acertar a alimentação e fazer algum exercício.
A caminhada e a corrida logo aparecem como opções para quem quer experimentar as delícias e os prazeres da vida saudável ou precisa mudar de hábitos para conseguir continuar levando a vida na esbórnia. Mas adivinhe o quê? Correr e caminhar também não é coisa fácil para quem passa a vida sentado em frente ao computador ou deitado no sofá vendo TV.
Há que dar o primeiro passo, mas não dá para fazer como o sujeito que diz que parar de fumar é fácil -só ele já parou 17 vezes. É preciso exigir sempre um pouquinho mais do corpo, do cérebro e da vontade, dando-lhes também a contrapartida de descanso e tempo de recuperação.
As recompensas chegam. Não com soar de clarins e rufar de tambores, mas devagar, simples e silenciosas. Um dia, você descobre a maravilha que é subir escadas sem bufar ou correr lado a lado com seu filho pequeno. Você pode até entrar numa corrida e levar uma medalha para casa, conquista que só você saberá quão difícil e suada foi.
Dá até para emagrecer, pelo menos nos primeiros meses. Sua carga de exercícios vai do quase nada para o mais um pouco, e a balança se retrai. Mas cuidado para não se fiar na capacidade milagrosa da corrida e cair na esbórnia confiando nos quilômetros no asfalto. Eu sou rei em fazer isso e estou sempre correndo atrás da balança. Afinal, emagrecer exige, como a corrida, constância, continuidade e compromisso.


RODOLFO LUCENA, 50, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista e autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record)
rodolfolucena@folha.uol.com.br
www.folha.com.br/rodolfolucena


HISTÓRIA EXTRAORDINÁRIA
"Meu primeiro objetivo é chegar; o segundo é chegar vivo", diz Todd Starnes, âncora da rádio Fox News, que vai correr a maratona de Nova York no domingo, dois anos e meio depois de, pesando cerca de 140 quilos, ter ficado entre a vida e morte numa mesa de cirurgia. Depois da operação, ele fez da maratona seu objetivo, agora prestes a ser alcançado, conforme relata na internet (leia mais no meu blog).

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

'Bola e turismo: tudo a ver'

Foto: Ivo Gonzales / Agencia O Globo



Marta Suplicy *

O Estado de São Paulo

A Copa do Mundo pode trazer excelentes resultados para o turismo do Brasil, alavancando nosso país a uma melhor posição no ranking do turismo internacional. Os impactos econômicos e sociais do mega-evento se darão antes, durante e depois do seu acontecimento. A Alemanha, por exemplo, teve um crescimento de 2,3% em seu PIB por causa da Copa em 2006. Sem dúvida, o sucesso desse evento no Brasil depende de uma organização impecável no âmbito da infra-estrutura esportiva. Mas a participação do setor do turismo é o complemento necessário para o êxito da cobertura jornalística e do conforto dos torcedores. Para tudo isso acontecer, temos de planejar desde já. E, para tanto, o Ministério do Turismo contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para levantar todas as necessidades de intervenção.

O estudo da FGV se iniciará assim que houver a confirmação pela Fifa das sedes e subsedes. E o detalhamento guiará, com precisão, os investimentos prioritários, ordenará onde, como e quanto aplicar, para obtermos bons resultados no atendimento das demandas, bem como na destinação de tudo o que ficar para nós, além do espetáculo.

Com este estudo, saberemos quais são os recursos que teremos de gerar e quais as prioridades para investimento em cada cidade. Por exemplo, se Brasília for escolhida como sede, Goiânia poderá ser subsede. Também será necessário um atendimento mais qualificado nos estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes. Sinalização turística, receptivos em aeroportos e apoio em outros meios de transporte são mais elementos que têm importância e fazem parte da estratégia de ação que precisa ser planejada sempre de acordo com as necessidades de cada um dos destinos selecionados.

Não pensamos cada localidade como uma simples sede ou subsede. Cada região é um destino para o Ministério do Turismo. Tem potencial irradiador de desenvolvimento econômico e social. Pensamos assim desde a concepção do atual Plano Nacional do Turismo (2007-2010), que já aponta para a prioridade de qualificarmos 65 destinos com padrão de qualidade internacional. E o que é o destino? É um roteiro dinâmico, integrado, inteligente e que faz, por exemplo, com que uma pessoa em férias no Maranhão, também vá ao Piauí e ao Ceará. É uma visão de que o Brasil é rico em diversidade, cultura, patrimônio histórico e tem potencial para atrair turistas estrangeiros e encantar, cada vez mais, os brasileiros.

Queremos ver a bola rolando em 2014, porque, além de realizar o sonho de receber povos dos cinco continentes numa confraternização sem igual, temos certeza que isso significará promoção da imagem do país, oportunidades de empregos, de aumento de renda e de inclusão social e mais condições de competitividade no mercado mundial. Estou numa torcida enorme, que se soma a dos demais brasileiros e brasileiras, para que 2014 seja um show de bola em todos os sentidos.

* Marta Suplicy é ministra do Turismo

Copa do Mundo de futebol tem estimativa de receita de US$ 10 bi

Brasil se cobre de verde e amarelo para Copa de 2014 Maracana










Economistas internacionais dizem que Mundial será benéfico ao País

João Caminoto, LONDRES

O Estado de São Paulo

Ao ser sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil poderá estimular sua economia por meio de volumosos investimentos oficiais e privados, domésticos e estrangeiros, em diversos setores, como o de construção, tecnologia, e serviços, que serão acompanhados pela geração de dezenas de milhares de empregos, causando um impacto positivo que persistirá durante muitos anos. Além disso, segundo analistas ouvidos pelo Estado, ao promover o evento mais importante da agenda esportiva global - a final da última Copa na Alemanha foi acompanhada por dois bilhões de telespectadores -, o Brasil terá uma oportunidade histórica de fortalecer sua imagem de “potência emergente”, exibindo avanços concretos na solução de seus problemas seculares.

O torneio, se bem sucedido, poderá até ajudar a reduzir ainda mais o risco Brasil, principalmente em aspectos como o da infra-estrutura e segurança pública, que ainda incomodam muito os investidores estrangeiros. “Sem dúvida, a Copa do Mundo é uma vitrine fabulosa, poderá revelar o Brasil para aqueles que ainda o desconhecem no mundo”, disse o chefe do departamento de risco da consultoria britânica Economist Intelligence Unit, John Bowler. “Se o País promover o evento com competência, poderá tirar lucros no longo prazo.”

Não existem números precisos sobre os benefícios econômicos de se organizar uma Copa do Mundo. Os dados que circulam entre analistas são freqüentemente questionados. O PIB da Alemanha teria aumentado em 0,5% por causa do evento em 2006. O governo alemão avalia que os efeitos positivos continuarão emergindo durante muitos anos. O país europeu gastou cerca de US$ 1 bilhão na construção ou renovação de sete estádios, mas apenas os cinco milhões de torcedores que compareceram aos jogos geraram um faturamento de US$ 3,7 bilhões.

Em 2002, o governo japonês foi muito criticado por ter arcado, em meio a uma recessão, com boa parte dos US$ 5 bilhões de gastos com infra-estrutura para montar o torneio, que organizou ao lado da Coréia do Sul. Mas estima-se que a Copa pode ter adicionado 0,6% ao PIB japonês, e 2,2% ao sul-coreano.

No caso da África do Sul, que abrigará a próxima Copa, em 2010, o volume direto adicional ao PIB é estimado em cerca de US$ 3,5 bilhões. Cerca de US$ 1,2 bilhão deve ir para os cofres do governo em forma de impostos extras. Pelo menos 170 mil novos empregos deverão ser criados. Cerca de 2,7 milhões de torcedores - sul-africanos e estrangeiros - devem comparecer aos estádios, resultando em faturamento de US$ 2,1 bilhões.

Para a Copa no Brasil, já há estimativas de uma receita direta entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. Para o economista Clint Waltz, da Universidade Troy, dos Estados Unidos, os benefícios de ser sede de um evento dessa magnitude não podem ser menosprezados. “Os impactos para a economia são tanto diretos como indiretos.”


NÚMEROS FABULOSOS

0,5% foi o aumento

no PIB da Alemanha com a realização da Copa de 2006

US$ 3,7 bilhões
foi o faturamento dos alemães com a presença de 5 milhões de torcedores no evento

170 mil empregos
devem ser criados na África do Sul com a Copa de 2010

2,7 milhões
de torcedores devem ir aos estádios na África do Sul

terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Une Coupe du monde au Brésil, c'est comme aller en pèlerinage à La Mecque, à Saint-Jacques-de-Compostelle ou à Jérusalem"

La Fédération internationale de football (FIFA) a officiellement confié l'organisation de la Coupe du monde de football 2014 au Brésil, lors d'une réunion de son comité exécutif, mardi 30 octobre, à Zurich, en Suisse. En vertu de principe de rotation (qui va désormais être abandonné), c'était au tour de l'Amérique du Sud d'organiser l'événement, et la confédération sud-américaine (Conmebol) n'avait pas présenté d'autre candidat. Le Brésil était donc sûr d'être désigné depuis que sa candidature avait reçu l'aval de la délégation technique de la FIFA, mi-octobre.


Quintuple champion du monde, le Brésil n'a accueilli l'événement qu'une seule fois, en 1950, et sera le premier pays d'Amérique du Sud à accueillir le Mondial depuis l'Argentine en 1978. Seul pays à s'être qualifié pour toutes les Coupes du monde (18) et seul pays à avoir emporté cinq fois le trophée, il succèdera à l'Afrique du Sud, qui doit organiser l'épreuve en 2010.

"COMME UN PÈLERINAGE À LA MECQUE"

"Une Coupe du monde au Brésil, c'est comme aller en pèlerinage à La Mecque, à Saint-Jacques-de-Compostelle ou à Jérusalem. Pour un footballeur, la Coupe du monde au Brésil, voilà ce qui la représente le mieux. C'est formidable", s'est réjoui Michel Platini, membre du comité exécutif de la FIFA et également président de l'UEFA.

Le président de la Confédération brésilienne Ricardo Teixeira a indiqué, lors de la présentation du dossier mardi, qu'il s'agissait d'une "grande joie et une conquête historique pour le pays et le peuple brésilien." M. Teixeira a aussi insisté sur "l'impact tant au niveau social qu'économique", puisque "la Coupe du monde laissera un héritage permanent", notamment avec des améliorations annoncées dans le domaine du transport, de la santé, des égouts et de l'épuration des eaux, ainsi que dans la sécurité.

Le dossier de candidature prévoit notamment la rénovation du mythique stade du Maracana, où avait eu lieu la finale du Mondial en 1950 et la construction de stades dans le nord du pays, région moins développée que le sud. Les recettes de billetterie ont été budgétées à 390 millions de dollars, pour 3 millions de billets. Mais il faudra certainement des tarifs différenciés pour les étrangers et les Brésiliens, très nombreux à vivre dans la pauvreté, alors qu'ils sont le principal moteur de la passion du football qui anime le pays.

Brasil, sede do Mundial em 2014

A idea de organizar uma Copa do Mundo naceu no mesmo dia em que se fundou a FIFA, em 21 de maio de 1904, mas só foi realizada em 1930. O primeiro mundial foi no Uruguai.

Delegação numerosa traduz expectativa com a Copa do mundo de futebol

Governo Federal

Luiz Inácio Lula da Silva
Marta Suplicy, ministra do Turismo
Orlando Silva, dos Esportes

Governadores

Binho Marques (Acre)
Eduardo Braga (Amazonas)
Jaques Wagner (Bahia)
Cid Gomes (Ceará)
José Roberto Arruda (DF)
Alcides Rodrigues (Goiás)
Blairo Maggi (Mato Grosso)
Aécio Neves (Minas Gerais)
Ana Júlia Carepa (Pará)
Eduardo Campos (Pernambuco)
Sérgio Cabral (Rio de Janeiro)
José Serra (São Paulo)

Poder Legislativo

Marconi Perillo, senador (Goiás)

Os representantes da CBF

Romário, jogador
Paulo Coelho, escritor
Dunga, técnico da seleção
Rodrigo Paiva, assessor
Ricardo Teixeira, presidente

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

En Francia "se olvidaron" de Los Pumas

Los Pumas é a equipe de rugby d'Argentina
que está disputando nas quartas de final
o campionato mundial na França


Enviado especial de Clarín a Francia.


El diario Le Figaro publicó una encuesta sobre quién va a ganar el campeonato y lo insólito es que sólo puso tres opciones (Francia, Sudáfrica e Inglaterra), pese a que Argentina es uno de los semifinalistas. El equipo de Loffreda dio el batacazo en el partido inaugural, nada menos que ante el seleccionado local.

OMISION. El periódico francés no incluyó a Los Pumas. (www.lefigaro.fr)

Los Pumas, Sudáfrica, Francia e Inglaterra son los que quedaron en la pelea por el Mundial. Los cuatro pueden ser los campeones del mundo y tienen las mismas posibilidades. En una encuesta del diario Le Figaro, parece que se olvidaron de uno. ¿De quién? Sí, Argentina no figura entre las opciones para votar. Solo están los otros tres y el que por ahora es el candidato es el conjunto sudafricano, rival de los dirigidos por Loffreda el próximo domingo. Después el local y por último La Rosa.


Primero está Sudáfrica con el 47%. Muy cerca lo sigue Francia con 46% y lejos está Inglaterra con el 7%. Los Pumas no figuran. En las apuestas, la tendencia es similar. Para las semifinales entre Francia e Inglaterra, el favorito para Bwin es el conjunto galo y paga 1.3 euros si gana. En tanto, si uno se la juega por Inglaterra es 3.5. Para Betfair es 3.7 por los de Brian Ashton y 1.42 para los de Laporte. En la segunda semi, los Springboks están por encima de los argentinos. Bwin da 1.33 para el que apuesta por Sudáfrica y 3.25 por Argentina. En tanto, Betfair da 1.38 y 4.


¿Quién es favorito para salir campeón? Para una Sudáfrica y la otra lo da a Francia. Por su parte, Bwin pone en la misma categoría a Inglaterra y a Los Pumas, y paga 8 euros. En cambio, Betfair pone a los europeos en tercer lugar con 8.4 y a los sudamericanos con 10.5. El próximo fin de semana se acabará el misterio y solo dos seguirán en carrera.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

3,7 milhões freqüentam academias no Brasil


Simone Iwasso

Tem mais brasileiro fazendo exercícios com orientação adequada, ou seja, em academias e clubes ou com ajuda de personal trainers. Nesse quesito, o País está na frente até mesmo de países como França, Japão e Holanda, ficando em sétimo lugar no mundo.

Os dados aparecem numa pesquisa internacional feita pela International Health Racquet and Sportsclub Association (IHRSA), espécie de sindicato das academias e dos profissionais de educação física. Os dados nacionais foram levantados pela Fitness Brasil, que representa o setor no País.

De acordo com o levantamento, 3,7 milhões de brasileiros estão matriculados em academias ou fazendo algum tipo de aula com orientação, como corridas em grupo ou esportes de quadra com professor. “Entramos em contato com uma amostra de duas mil academias para poder chegar a esse número”, explica Waldyr Soares, responsável pelos dados brasileiros.

Houve um aumento até mesmo no número de academias. Há cerca de sete anos, existiam 4 mil estabelecimentos do tipo registrados. Atualmente, são 7,4 mil academias. Apenas entre 2005 e 2006, cerca de 150 mil novos locais foram abertos, mais de 50% deles na região Sudeste, principalmente no Rio e em São Paulo.

“Há cerca de 25% na região Sul e outros 25% distribuídos entre Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, diz Soares. “Pelos números internacionais, o Brasil só não tem mais academias do que os Estados Unidos”, afirma.

Fonte O Estado de São Paulo

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Lula critica falta de apoio ao futebol feminino

Segundo o presidente, as mulheres não são valorizadas por entidades esportivas.
Lula voltou a prometer que vai ‘zerar’ déficit de bibliotecas no país.
Do G1, em São Paulo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou o seu programa semanal “Café com o presidente” desta segunda-feira (1º) com críticas às entidades esportivas que controlam o esporte feminino no Brasil, especialmente o futebol. Segundo Lula, a derrota das meninas da seleção brasileira feminina de futebol para a Alemanha, na final da Copa do Mundo, disputada na China, demonstra que o país ainda está começando um processo de transformação na área.

“Assisti ao jogo pela televisão. Acho que essa seleção enaltece o nome do Brasil e o esporte nacional. Mas as meninas não estão sendo valorizadas como deveriam ser pelas entidades que cuidam do esporte feminino no país”, disse Lula, sem apontar as entidades responsáveis pelo tema. Oficialmente, controla a equipe liderada pela atacante Marta, eleita a melhor jogadora do mundo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O presidente, porém, valorizou o segundo lugar no Mundial. “Elas precisam levantar a cabeça, pois o estamos começando um processo grande no país”.

Bibliotecas

A exemplo do que já havia ocorrido durante visita do presidente à Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (28), Lula voltou a prometer “zerar” até 2008 o número de municípios brasileiros sem biblioteca.

“O brasileiro lê pouco. Estamos ampliando o programa nacional de bibliotecas escolares para beneficiar 30 milhões de alunos e 85 mil escolas públicas. Pretendemos levar biblioteca, ao menos uma, para todos os municípios brasileiros”, disse o presidente.

Educação

Como também ocorreu em programas anteriores, Lula discursou sobre o tema educação. “Tenho a responsabilidade de resolver, se não toda, parte do problema da educação no Brasil. Estamos fazendo investimentos nessa área. Já aumentamos de oito para nove anos o tempo de permanência de uma criança na escola. Investimos em escolas técnicas e estamos resolvendo os problemas do ensino universitário. Trabalhamos para recuperar o tempo perdido. Meu compromisso é terminar o mandato com mais dez universidades federais novas, 48 extensões universitárias e 214 escolas técnicas profissionais”, prometeu.

domingo, 30 de setembro de 2007

Radar contra o preconceito

Time pioneiro brilhava na época em que o futebol feminino era proibido por lei

Gian Amato

Golaço do Brasil! Marta dá um drible espetacular, invade a área e marca, aos 31 do 2º

Os sinais de que o futebol feminino poderia ser um sucesso foram captados pelo Radar na década de 80. Antes de Marta & Cia. conquistarem a medalha de ouro no Pan sob os olhares do Maracanã lotado, o time tinha sido tetracampeão carioca em 1986 diante de mais de cem mil pessoas no estádio.
Criado nas areias de Copacabana, o Esporte Clube Radar era sucesso absoluto durante uma fase de amadorismo total.
Proibidas por lei de praticarem o futebol, as jogadoras viviam quase na clandestinidade de um esporte que penou para chegar até a disputa da final de hoje, contra a Alemanha.

Apesar de a primeira partida internacional oficial ter sido disputada no século 19, entre Inglaterra e Escócia, no Brasil havia um decreto-lei, de 1941, que proibia “práticas de desportos não compatíveis à natureza feminina”, como futebol e até futebol de mesa.

Em 1978, a Holanda organizou um campeonato nacional com 26 clubes e tinha uma seleção. No Brasil, o esporte ainda era coisa de homem. Mas, quando o Radar surgiu, em 1981, o país descobriu que as mulheres também batiam um bolão. O advogado da CBF na época, Athos Pimentel, reconheceu a prática, mas ressaltou ser “atividade espúria, sujeita a medidas disciplinares do Código Desportivo”.

O Conselho Nacional de Desportos (CND), que regulamentou o decreto-lei, vetava a realização de jogos em estádios oficiais e só desistiu da norma em 1983, quando o Radar já tinha feito uma excursão pela Espanha, em 1982, durante a Copa do Mundo masculina.

O radar do CND detectou os novos tempos muito tarde. O Radar da praia captava os sinais das mudanças e revelou para o Rio a primeira craque: Pelezinha. Nascida no Lins, Marilsa Martins da Silva era uma jovem negra que media 1,60m, mas jogava futebol de gente grande. Recebia dez cartas por dia — a maioria de meninas.

Na sexta-feira, a CBF anunciou a criação da Copa do Brasil para mulheres.

Mas, em 1983, o Radar conquistava a primeira Taça Brasil. O time ficou com o título ao vencer o Goiás por 5 a 0 no campo do Olaria, na Rua Bariri, no primeiro campeonato oficial. A seis minutos do fim, o juiz Jorge Emiliano, o Margarida, foi agredido por Andréia, jogadora do Goiás. Com os gestos espalhafatosos que pontuaram sua carreira, ele expulsou todo o time e a partida acabou em pancadaria. O árbitro negou que tivesse dado um soco em uma jogadora, mas foi surpreendido ao saber que a imagem fora registrada pela TV.

— A tecnologia moderna me mata — disse ele na época.

Até a metade dos anos 80, o Radar disputou 135 jogos e sofreu uma derrota. Era o favorito no Mundialito de Cabo Frio.

Goleou a Argentina por 9 a 0, porém ficou com o vice ao empatar com a Alemanha em 1 a 1, no Estádio Alair Correa, o Correão, construído especialmente para o campeonato e que hoje é a sede da Cabofriense.

O fim da década trouxe a decadência. Sem estrutura, o Radar foi desfazendo o time aos poucos. Em 1991, a Fifa organizou o primeiro Mundial, iniciando a era do profissionalismo. Os anos 90 foram marcados pelas embaixadinhas de Milene Domingues, no Corinthians, e pela beleza de Susana Werner, do Fluminense. Em 1996, o Vasco foi campeão estadual com cinco jogadoras da seleção das Olimpíadas de Atlanta: Pretinha, Marta, Fanta, Suzi e Meg. O São Paulo foi o primeiro campeão brasileiro (torneio que existiu de 1998 a 2001), com Kátia Cilene, Sissi e Formiga. Na mesma época, Pretinha despontava no Vasco, hexacampeão carioca (1995 a 2000).

Antes da ressurreição no novo milênio, o futebol feminino enfrentou preconceitos e promessas desfeitas. Foi preciso chegar à final de um Mundial para renovar as esperanças de apoio e investimento. Vencendo hoje ou não, tudo que as meninas desejam é continuar aparecendo no radar do esporte brasileiro.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Argentina começa arrasando na Copa do Mundo Gay

O Globo Online

Equipes treinam para a Copa Gay - EFE RIO - Começou nesta segunda-feira, em Buenos Aires, a Copa do Mundo de Futebol de Gays e Lésbicas. A competição tem a participação de equipes de 14 países - o Brasil não está entre eles -. E os donos da casa estão se dando bem. Na rodada de abertura, três equipes argentinas estrearam com vitória sobre equipes americanas. Favorito ao título, Dogos SN (ARG) goleou o Hot Atlanta (EUA) por 5 a 0.

( Leia mais em matéria da BBC Brasil )

Disputado há mais de dez anos, é a primeira vez que o Mundial Gay é realizado na América Latina. A capital argentina foi escolhida por ter sido a primeira cidade da região a aprovar, no ano 2000, a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Prova de que a sociedade argentina tem "grande abertura" para o assunto.

Reuters

Apesar disso, não existem times de lésbicas entre os 14 países que participam das competições, cuja final está marcada para este sábado.

Não há limites de equipes por países. A Argentina, por exemplo, conta com quatro times, e eles venceram todas as partidas na estréia, nesta segunda-feira, no Parque Sarmiento, a meia hora do centro de Buenos Aires. Os Estados Unidos disputam com o maior número de equipes; nove.


segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Pilates na sala de aula




Iniciativas no mundo inteiro, inclusive Brasil, visam educar o corpo desde cedo.

Instrutores de Pilates do mundo inteiro podem participar, em seu próprio país, do programa "Pilates nas Escolas", em implantação nos Estados Unidos, sob a promoção da PMA, Pilates Method Alliance. O projeto pretende promover a saúde corporal desde cedo e faz uma homenagem a Joseph Pilates, buscando realizar o sonho do criador do método. Embora engatinhando - mesmo nos EUA a iniciativa é incipiente – no Brasil, muitos profissionais da área, envolvidos e seduzidos pelos benefícios do método, sonham em estendê-lo às crianças, alcançando as escolas, públicas e privadas.

"É preciso começar pelo possível", conta a instrutora de Pilates e educadora da Polestar Education (Pysio Pilates) Waneska Torres, que lançou uma primeira semente na escola do seu filho, em Belo Horizonte. Sob o apoio da direção, acaba de implantar a idéia, começando pelo 1º período, com crianças na faixa de 4 anos de idade. Sugeriu alguns exercícios, inseridos diariamente pelo professor, em algum momento das atividades do dia, como o "rolando", "quadrúpede", "serrote" e "sereia". Ao início e ao final, exercícios de equilíbrio em uma perna só, "tipo saci". "Não pode ser algo fechado, uma coisa ferrenha. À vezes dá para incluir o exercício, às vezes não, cabendo ao professor decidir. O importante é que as crianças tenham prazer em fazer", observa. A instrutora dá aulas de Pilates para os professores, incluindo a direção, na própria escola. É uma forma de envolvê-los na idéia e torná-los mais aptos na observação de seus alunos.


"É fundamental que vivenciem a prática do Pilates e seus princípios, eles estão se conhecendo melhor". Waneska esclarece que, de forma alguma, os professores tratam as crianças. Apenas vão observar, sugerir, desenvolver um olhar mais refinado para a linguagem corporal dos alunos, distinguir o que pode evitar muitos problemas futuros. "Temos que aprender a trabalhar na saúde, ao invés de esperar pela doença".

Daí foi um pulo para começar a envolver também os pais. Eles chegam um pouco mais cedo para buscar as crianças e fazem aulas de Pilates de solo na escola, duas vezes por semana. Já são duas turmas.

Em Salvador, a Associação Baiana de Pilates, presidida por Alice Becker, planeja firmar parceira com a PMA, para buscar a introdução no Brasil, do Pilates nas escolas. Segundo Alice Becker, "estamos inclusive desenvolvendo, há dois anos na Physio Pilates, a implantação de uma metodologia com repertório de exercícios específicos para crianças." Duas turmas regulares de crianças dão suporte ao desenvolvimento do programa e que já está em fase final de formatação.

"Começar desde cedo pode evitar lesões mais sérias depois. A gente vê crianças já com problemas de postura, escolioses, pés desalinhados", aponta a instrutora e proprietária de estúdio de Pilates em Belo Horizonte, Maria Luíza Cardoso, que participou de workshop de Pilates para crianças, em Salvador, na Physio Pilates. Ela lembra que os maus hábitos começam cedo, seja pelas mochilas pesadas, as horas seguidas em frente ao computador ou TV, a postura nas carteiras escolares. Luíza acredita que, através da diversão e do entretenimento, é possível passar os princípios do Pilates para as crianças, com muitos benefícios. "Aprende-se a lidar com o corpo de maneira mais natural, perceber o que acontece, apropriar-se dele", enfatiza.

Segurança, baixo custo, hábitos saudáveis

Nos Estados Unidos, crianças estão sendo levadas aos consultórios médicos em razão de diabetes tipo 2 e pressão alta. E a incidência de obesidade entre crianças dobrou, nos últimos 20 anos. Entre os motivos, lanches inadequados oferecidos pelas próprias escolas ao estilo dos fast-foods, e o excesso de guloseimas, tudo muito rico em calorias. Soma-se aí, a redução do tempo de Educação Física na grade escolar, em função de processos judiciais, movidos por acidentes com crianças nas aulas.

E foi tal quadro assustador que motivou a criação do Pilates nas Escolas. "A intenção é poder oferecer um programa seguro, de baixo custo e que cria hábitos saudáveis para as crianças, na escola e na vida", explica Sherri Betz, diretora da Pilates Method Alliance (PMA), com sede em Miami, instituição promotora do projeto e que cuida de garantia à certificação e qualidade de Pilates. Leia mais aqui

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Un max de surfeurs sur la même vague

Des surfeurs attendent la même vague au large de la plage de Quebra-Mar, au Brésil, le 2 septembre 2007. | REUTERS/STRINGER/BRAZIL

Des surfeurs attendent la même vague au large de la plage de Quebra-Mar, au Brésil, le 2 septembre 2007.

REUTERS/STRINGER/BRAZIL

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Pour battre ce type de record, deux conditions sont nécessaires : une belle et longue vague, et suffisamment de surfeurs capables de tenir ensemble dessus pendant cinq secondes. Elles étaient réunies, dimanche 2 septembre, au large de la plage de Quebra-Mar, devant la ville de Santos, au Brésil. Une centaine d'adeptes ont pataugé dans l'eau en attendant "la" vague. Elle a fini par arriver. Sans trop jouer des coudes pour ne pas gêner leurs voisins, 90 Brésiliens ont réussi à se mettre à genoux, puis debout, sur leurs planches. Les plus maladroits les ont laissées filer, la mort dans l'âme.


Il faisait gris, la houle était plutôt faible. La longue ligne de surfeurs a avancé doucement. Mais le principal était là : le record précédent, réalisé en 2005 par 44 fous de la glisse, était battu. Les 90 peuvent espérer entrer dans le Guinness Book des records.

Pendant ce temps-là, de l'autre côté de la planète, en Afrique du Sud, ils n'étaient que 71 à surfer ensemble. Dommage, la vague était beaucoup plus belle. - (Reuters.)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Juiz do caso Richarlyson deveria estar aposentado,


Felipe Corazza Barreto
Reprodução

Cartaz da Copa do Mundo promovida pela IGLFA



A sentença proferida pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira que, entre outras afirmações, diz que um jogador homossexual deve "abandonar os gramados" é preconceituosa e errada, na avaliação do presidente da Associação Internacional de Futebol de Gays e Lésbicas (IGLFA, na sigla em inglês), Thomas Gómez.


Em entrevista a Terra Magazine, Gómez comentou trechos da sentença na qual o juiz rejeitou uma queixa-crime de Richarlyson, atleta do São Paulo, contra o dirigente José Cyrillo Jr., do Palmeiras. O cartola alviverde teria insinuado, em um programa de televisão, que o atleta são-paulino é homossexual.

Veja também:
» Íntegra da sentença do juiz Junqueira
» Opine aqui sobre a decisão do juiz

A decisão do magistrado tem trechos que Gómez chama de inacreditáveis. Maximiano escreveu, por exemplo, que seria melhor que um atleta homossexual abandonasse os gramados. Diz também a sentença que o futebol é um jogo "viril, varonil, não homossexual".

Maximiano já foi afastado do caso e deve prestar explicações sobre a sentença ao Conselho Nacional de Justiça. Grupos contra o preconceito, como o GGB (Grupo Gay da Bahia), já pensam em processar o juiz por discriminação.

Leia a entrevista com Thomas Gómez:

Terra Magazine - Um juiz brasileiro publicou uma sentença dizendo que o futebol "é um jogo viril, varonil, não homossexual". Qual a sua avaliação disso?
Thomas Gómez - Em primeiro lugar, sinto muito por esse juiz. Ele não sabe nada sobre esportes ou sobre identidade sexual. Ele precisa urgentemente de um treinamento sobre diversidade sexual. A identidade sexual não tem absolutamente nada a ver com a prática esportiva.

O magistrado afirma também que se um jogador é homossexual, é melhor que deixe o futebol...
Não sei se o Brasil tem alguma lei contra o preconceito por sexualidade, mas essa declaração é altamente preconceituosa. Futebol não tem a ver com homem ou mulher, ser um homossexual não significa ser incapaz.

Em mais um trecho da sentença, o juiz afirma que se um homossexual quer jogar futebol, deve montar seu próprio time e fundar a própria liga. Se um homossexual não quiser jogar em uma liga como a IGLFA, o sr. vê isso como problema?
Bem, nesse caso, o juiz deve se aposentar, pois não está apto para o trabalho. Na IGLFA nós temos jogadores homossexuais e heterossexuais. Não discriminamos. Por ser homossexual, um jogador não precisa jogar em um time ou uma liga de homossexuais. É uma declaração errada.

Ainda no caso da sentença, o magistrado diz que um jogador homossexual poderia prejudicar "a uniformidade de pensamento do time, o entrosamento, o equilíbrio". Qual a sua avaliação?
Talvez essa declaração demonstre um desequilíbrio do próprio juiz. É a única hipótese que vejo para interpretar essa afirmação. É inacreditável que no século XXI, um juiz, que representa o Poder Judiciário do Brasil, diga algo desse tipo e continue a trabalhar.

Grupos pelos direitos dos homossexuais do Brasil querem processá-lo...
É óbvio. Eles têm que impedir a ignorância antes que ela se espalhe por todo o país.

Em geral, o sr. acha que jogadores homossexuais devem deixar tornar público que o são?
A sexualidade é algo pessoal. Ninguém é obrigado a sair por aí pregando. Deve-se, sim, promover o esporte, a habilidade, os valores e princípios. A vida sexual é privada, ninguém tem o direito de falar sobre ela. Mas, se um jogador decide tornar pública sua vida privada, tem que ser escolha própria, não uma imposição de terceiros.

Terra Magazine