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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Em Madri, Marta incentiva o investimento no Brasil


Em Madri, Marta Suplicy participa de encontro com empresários e ministros de Turismo ibero-americanos, em evento para atrair investidores

Madri (29/01/08) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, participando, hoje (29), em Madri, da conferência ibero-americana de Ministros e Empresários de Turismo (Cimet), apresentou os resultados da economia brasileira, que indicam estabilidade e ambiente favorável a investimentos no setor turístico. Marta destacou, sobretudo, que as boas chances se ampliaram, a partir do anúncio de que o Brasil vai sediar a Copa Mundial de Futebol em 2014. “A estabilidade monetária, com a redução e o controle da inflação, resultou no crescimento do PIB por 23 trimestres consecutivos. As taxas de investimento e consumo também acumulam índices positivos e a taxa de juros básicos tem sido reduzida de forma responsável, sendo atualmente cotada em 11,25%”, assinalou a ministra.

Marta também destacou que um dos indicadores mais significativos é o Risco País, que está abaixo de 200 pontos. Observou que a Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento) qualificou o Brasil como o quinto melhor país do mundo para se investir: “Neste mesmo ano, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil passou a ocupar o sexto lugar na economia mundial, em um ranking com 146 países, tendo como base o poder de compra”.

Os participantes do evento – que é anual e tem por objetivo apresentar ao setor privado espanhol oportunidades de investimentos nos demais países ibero-americanos – ouviram da ministra Marta Suplicy que o Brasil também conseguiu melhorar seu IDH, passando a ocupar a categoria dos países de alto desenvolvimento humano. No que se refere ao turismo no país, a ministra destacou ainda as ações previstas no Plano Nacional de Turismo para o período 2007/2010, que define 65 destinos como indutores de desenvolvimento turístico regional.

Sobre a atração de investimentos no setor turístico, Marta Suplicy explicou que o país oferece vários programas e planos de incentivos específicos. “O Brasil conta hoje com investimentos espanhóis da ordem de US$ 40 bilhões, aplicados, principalmente, nos setores financeiro, de telefonia e de turismo. O Brasil é primeiro país da América, e o segundo do mundo, a receber investimento espanhol”.

Durante a Cimet, cada país participante apresenta dados, destacando áreas ou regiões geográficas para desenvolvimento prioritário, segmentos a serem explorados pelo mercado espanhol, planos de incentivos e estimativas de investimento. O tema em destaque na edição de 2008 é "Qualidade e Normatização das Empresas Turísticas da Espanha e da América Latina". A palestra de abertura foi proferida por Miguel Mirones, presidente do Instituto para a Qualidade Turística Espanhola (ICTE), criado em 2000 para certificar sistemas de qualidade para empresas turísticas.

Brasil – Na Cimet estará em evidência a estratégia brasileira de promover o turismo regionalizado, fortalecendo a gestão descentralizada e participativa. Por meio do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, foi proposta a estruturação de roteiros turísticos intermunicipais com base em princípios da cooperação, integração e sustentabilidade ambiental, econômica, sociocultural e político-institucional.

O atual Plano Nacional do Turismo (2007-2010) propõe a qualificação de 65 destinos com padrão internacional, justamente partindo de roteiros identificados pelo Programa de Regionalização. A prioridade para esses destinos se justifica por serem chamados indutores de desenvolvimento regional, ou seja, suas atividades irradiam crescimento econômico, empregos e renda nas regiões nas quais estão inseridos.

No que se refere a segmentos e produtos priorizados, destacam-se, atualmente: turismo cultural; náutico; de estudo e intercâmbio; ecoturismo; turismo rural; de aventura; de pesca; de negócios e eventos; sol e praia. Em âmbito federal, empresas interessadas em investir no turismo do Brasil contam com programas oficiais de financiamento.

Investimento espanhol – Além dos US$ 40 bilhões já aplicados no Brasil, estima-se, para os próximos anos, que o turismo brasileiro poderá receber um volume de US$ 5 bilhões, numa nova etapa de investimentos espanhóis privados.

Também o interesse de espanhóis pelos destinos turísticos brasileiros cresce a cada ano. Em 2006, o país que mais aumentou a emissão de turistas para o Brasil foi a Espanha, em 22%, alcançando o número de 211.741 turistas espanhóis no Brasil em 2006. Os dados de 2007 não foram finalizados, mas devem seguir a mesma linha de crescimento.

Os espanhóis descobriram que o Brasil tem mais a oferecer do que sol e praia. De acordo com o perfil da Demanda Turística Internacional 2006, cresceu de 22,8%, em 2005, para 32,4%, em 2006, o total de turistas espanhóis que vêm ao Brasil por destinos de natureza, ecoturismo ou aventura. Os destinos mais visitados por eles são, nas viagens a lazer, Rio de Janeiro (com 24,9%); Salvador (22,9%); e São Paulo (15%). Os que viajam a negócios, eventos e convenções se destinam principalmente a São Paulo (42,6%); Rio de Janeiro, (16,6%); e Porto Alegre (5,9%).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Marta fala na Alemanha para trazer investimentos para o Brasil

Na Alemanha, Ministra do Turismo destaca o crescimento econômico a estabilidade do Brasil, em discurso para atrair investidores Munique (28/01/08) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, destacou, hoje (28), em Munique (Alemanha), ao participar da Sportsponsorship Conference (Ispo), que o Brasil tem crescido com equilíbrio, mais crédito, empregos e distribuição de renda.

Marta proferiu palestra na abertura da conferência e das seis feiras de negócios, sobre o tema “As oportunidades no Brasil". A ministra destacou particularmente as oportunidades de investimentos que surgiram a partir do anúncio da realização, no Brasil, da Copa Mundial de Futebol de 2014.

O tema despertou grande interesse, tendo em vista que a Agência Federal de Comércio Exterior Alemã recomendou o investimento no país, segundo lembrou a ministra, citando a edição de novembro de 2007 da revista preparada pela agência, dirigida a empresários. A Ispo, realizada anualmente, é o mais importante congresso de patrocinadores esportivos da Europa. Reúne, nesta edição, 180 palestrantes em 17 painéis, além de expositores de equipamentos esportivos, moda e estilo de vida.

"A estabilidade monetária, com a redução e controle da inflação, resultou no crescimento do PIB por 23 trimestres consecutivos. Conseqüentemente, a relação Dívida Pública/PIB, que em 2003 era de 52,4%, diminuiu para 42,6% em 2007. As taxas de investimento e consumo também acumularam índices positivos nos últimos 15 e 16 meses, respectivamente. E a taxa de juros básicos, que chegou a 26,5% ao ano em 2003, tem sido reduzida de forma responsável, sendo atualmente cotada em 11,25%", afirmou a ministra.

Marta Suplicy também observou que "o risco país" tem estado bem abaixo dos 200 pontos, e as reservas internacionais cresceram de US$ 59,8 bilhões para US$ 185 bilhões, em apenas um ano. Mais um ponto relevante no discurso da ministra aos participantes da Ispo foi sobre a redução da taxa de desemprego, que caiu para 8,2%, o menor patamar desde a criação, em 2002, da série histórica. "Como conseqüência, constatou-se importante melhoria na distribuição de renda e redução de pobreza, que, segundo o relatório ‘Perspectiva Econômica Mundial’ do FMI, caiu de 28,2% em 2003 para 19,3% em 2006. A renda média dos trabalhadores aumentou 3,12% em relação a 2006."

Diante de bons resultados, como esses apresentados, em 2007, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) qualificou o Brasil como o quinto melhor país do mundo para se investir. "Nesse mesmo ano, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil passou a ocupar o sexto lugar na economia mundial, em um ranking com 146 países, analisado o PIB quanto à paridade do poder de compra. Aqui, na Alemanha, temos a Agência Federal de Comércio Exterior Alemã também recomendando o investimento em nosso país", observou a ministra.

A ação do governo federal na redução das desigualdades sociais fez com que o país melhorasse sensivelmente seu IDH, passando a ocupar a categoria dos países de alto desenvolvimento humano. Para a ministra do Turismo, "ainda há muito o que fazer, mas o desenvolvimento econômico e social consolidou um mercado interno bastante dinâmico e uma nova presença política e econômica do Brasil no cenário mundial". A ministra citou, como exemplo, que a indústria dos cartões de crédito deverá faturar no Brasil US$ 122,5 bi em 2008, atingindo 104 milhões de usuário, frente os atuais 92 milhões. "Esses dados representam um aumento de 13%."

Perspectivas positivas – Justamente esse cenário de estabilidade econômica, associada à estabilidade político-institucional, na opinião da ministra, contribuiu para que a candidatura do Brasil fosse acatada para sediar a Copa Mundial de Futebol de 2014. E as perspectivas, a partir dessa definição, são muito positivas: "As competições esportivas do calendário mundial têm um efeito multiplicador na economia dos países que as sediam. Têm a capacidade de reestruturar a paisagem urbana dos países-sede, deixando um legado para a economia do país e a qualidade de vida da população. Além disso, a promoção do futebol, como de outros esportes, está associada à promoção de outros segmentos da economia".

Por fim, a ministra observou que, para abrigar competições esportivas internacionais com excelência, são necessários inúmeros investimentos prévios e um planejamento fortemente estruturado. Ela explicou que "o governo brasileiro se mobiliza e se organiza para identificar as demandas e os investimentos públicos e privados, nos âmbitos nacional e internacional, que serão necessários para habilitar as cidades que sediarão os jogos. Estão previstos projetos em aeroportos, transporte público, hotelaria, saneamento básico, telecomunicações, dentre outros".

"No que se refere a investimentos em infra-estrutura urbana, o planejamento da Copa de 2014 já está em parte contido no Programa de Aceleração do Crescimento, lançado pelo Governo Federal em 2007, com o objetivo de criar um ambiente favorável ao crescimento econômico e despertar o espírito empreendedor do empresariado. Até 2010, esses investimentos em infra-estrutura urbana serão da ordem de US$ 288,7 bi, dentre os quais US$ 33 bi serão destinados a investimentos em infra-estrutura turística", informou Marta Suplicy, explicando, também, que o Ministério do Turismo já iniciou seu planejamento. "Contratamos um estudo junto a uma renomada entidade brasileira – a “Fundação Getúlio Vargas” –, o qual apontará a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento turístico no Brasil, com o objetivo de alcançar um nível internacional em 65 destinos prioritários até 2010. Esses destinos incluem as 18 cidades brasileiras que pleiteiam sediar os jogos." O objetivo é contribuir para a excelência da recepção das seleções, torcedores, imprensa e turistas que visitarão o Brasil tanto durante a Copa de 2014 quanto depois de sua realização.

Plano Nacional do Turismo – O investimento realizado para a Copa de 2014, além de atrair mais turistas estrangeiros, ajudando a posicionar o Brasil como um dos principais destinos internacionais, também contribuirá para que o turismo avance nas metas previstas no Plano Nacional do Turismo (2007-2010). Até 2010, as metas são: alcançar 217 milhões de viagens no mercado interno, criar 1,7 milhão de novos postos de trabalho, gerar US$ 7,7 bilhões em divisas e desenvolver 65 destinos turísticos com padrão de qualidade internacional.

Ass. de Comunicação do Ministério do Turismo - ASCOM

Ass. de Comunicação da Embratur - ASCOM

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Copa 2014: Em busca das sedes perfeitas


Estudo vai avaliar estrutura turística das 18 cidades candidatas a receber as partidas do Mundial

Natália Zonta - Viagem

O Estado de São Paulo

Depois da euforia por ter sido confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil começa a se planejar para aproveitar a superexposição que terá nos próximos anos. E para não fazer feio com os torcedores, o Ministério do Turismo encomendou um estudo para avaliar a infra-estrutura turística e os serviços das 18 cidades que se candidataram a uma das 12 vagas para receber os jogos. À frente desse trabalho está o consultor Josep Chias, o mesmo que desenvolveu o Plano Aquarela, que definiu as ações de promoção do Brasil no exterior. Até o fim de 2008, o relatório deve estar pronto e à disposição dos órgãos organizadores do evento.

O estudo ainda está em fase preliminar e nenhuma cidade foi visitada. Mas por suas experiências no Brasil, Chias já consegue prever quais serão as principais deficiências. 'O problema aéreo e as conexões limitadas são dificuldades sérias. Outra é a falta de oferta de hospedagem. É preciso ter hotéis cinco-estrelas para receber hóspedes vips e grandes redes para atender os turistas', afirma.

Até mesmo os resorts das cidades candidatas serão avaliados. 'Muitas vezes as seleções precisam de espaços para treinar. Esses locais têm de ter infra-estrutura para isso', comenta. Para ele, com exceção das maiores capitais, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, os municípios terão dificuldades para conseguir boa avaliação nesse quesito.

Outro ponto importante é a profissionalização do atendimento. 'Vou procurar serviços bilíngües', diz.

Quando tiver os primeiros dados em mãos, Chias pretende compará-los com outros eventos ocorridos nas cidades brasileiras, como os Jogos Pan-Americanos do Rio, e ainda com a Copa da Alemanha, em 2006. 'Após o término da competição na África do Sul, em 2010, também será possível tirar boas lições. Já se sabe que, no caso da Alemanha, pelo menos 19% das pessoas que foram ao país por conta da competição fizeram turismo', diz o consultor.

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Mesmo com todo o diagnóstico turístico em mãos em meados de 2009, a divulgação dos destinos brasileiros no exterior só vai começar após a Copa da África do Sul. 'Com base nas informações, serão montados roteiros que combinem jogos e destinos. Tudo isso será divulgado e vendido em outros países. Mudanças serão sugeridas à iniciativa privada ao longo de todo processo', explica.

O consultor acredita que todo o trabalho será recompensado no fim da Copa, quando os hotéis terão serviço mais aprimorado e os destinos, mais leitos e atrações revitalizadas. 'Todas as 12 cidades-sede terão publicidade gratuita. Será ótimo para aumentar o turismo em todo o País', afirma.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Copa 2014: A oportunidade é nossa!



MARTA SUPLICY


Essa é a estratégia que estamos seguindo para uma Copa vitoriosa, ao menos para quem deve cuidar da organização desse evento

FORAM INÚMERAS as manifestações de alegria em todo o país para saudar o fato de que a Copa 2014 é nossa. Certamente há muito que comemorar com a escolha do Brasil, mas temos que ter claro que ganhamos o direito de organizá-la e, portanto, devemos arregaçar as mangas e planejar como o país pode se beneficiar com a janela de oportunidades que se abriu para nós.
Trata-se de um dos maiores eventos esportivos mundiais, que reúne bilhões de espectadores em torno das TVs. Assim, o Brasil poderá povoar as telas e as mentes dos mais diferentes povos em todo o mundo. Teremos, portanto, acesso a algo que hoje nos falta: exposição midiática. Não só os brasileiros vão se ver na TV, mas países que pouco nos conhecem apreciarão nossas paisagens e nossa cultura.
Muitos países tiveram essa oportunidade, principalmente após a década de 70, quando as transmissões televisivas se difundiram. Porém, nenhum deles tem tamanha identificação com o futebol como o Brasil. Nos 57 anos que separam o anúncio da Fifa de 1950, quando sediamos a Copa pela primeira vez, nos tornamos o principal exportador de talentos e o país cuja seleção conquistou mais títulos em Copas do Mundo. Isso nos distingue e faz do fato de estarmos à frente da organização do evento um forte atrativo para a indústria esportiva.
Mas não é só isso. As grandes competições do calendário mundial -entre elas, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos- carregam a capacidade de reestruturar a paisagem urbana dos países-sede. Podemos, com isso, projetar nossos sonhos de cidade e torná-los concretos.
Para receber as Olimpíadas, a China está investindo US$ 34 bilhões em infra-estrutura, além de construir 37 novas arenas esportivas e um plano de promoção da imagem do país. Pequim, a cidade-sede dos Jogos Olímpicos, terá mais seis linhas de metrô e a reformulação de seus principais aeroportos. Portanto, esse tipo de evento concentra, em curto espaço de tempo, enorme quantidade de investimentos públicos e privados que, caso atendam um plano bem delineado, deixarão um legado para a qualidade de vida de todos os brasileiros.
O Ministério do Turismo já começou seu planejamento. Havíamos encomendado à FGV (Fundação Getúlio Vargas) um estudo sobre a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento turístico do país, com o objetivo de alcançar um nível internacional em 65 destinos prioritários até 2010. Dentre esses destinos, estão incluídas as 18 cidades que pleiteiam ser sede da Copa. Esse estudo detalhado avaliará a estrutura urbana, a rede hoteleira disponível, a necessidade de qualificação dos futuros trabalhadores e, principalmente, a sustentabilidade ambiental e social desse projeto.
De posse dos resultados, reformularemos o Plano Nacional do Turismo de forma a concentrar nossas ações e investimentos para que, no período 2008-2014, todas as lacunas identificadas sejam preenchidas. O objetivo desses passos que estamos planejando é o de transformar o turismo em um dos maiores setores empregadores e geradores de renda, tornando-o compatível com as potencialidades que o país apresenta.
Hoje, o turismo possui uma participação no PIB brasileiro de 2,6%. Apesar dos avanços alcançados pelo setor no governo Lula, ainda existe um vasto espaço a ser ocupado e, sobretudo, temos a nossa disposição a oportunidade de darmos um salto gigantesco.
Os benefícios econômicos de abrigar grandes eventos como a Copa são inegáveis. Para ter uma idéia, basta lembrar da explosão de desenvolvimento vivenciada pela Espanha após sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, em Barcelona.
Portanto, mesmo com boa parte da infra-estrutura urbana necessária para a Copa já estar prevista no PAC, devemos nos debruçar sobre o planejamento e produzir um cronograma meticuloso, que envolva o esforço de vários ministérios e seja transparente para que a imprensa e a população possam acompanhar cada passo da execução sem sobressaltos.
Devemos ter claro que demonstrar nossa competência nos colocará em boa situação para disputar e oxalá realizar as Olimpíadas de 2016, cuja sede será escolhida em 2009.
Enfim, essa é a estratégia que estamos seguindo para uma Copa vitoriosa, ao menos para quem deve cuidar da organização e do legado desse evento para o país, porque, no futebol, vencer será uma missão para os técnicos e os jogadores que devem suar a camisa. De resto, mãos à obra!


MARTA SUPLICY, 62, é ministra do Turismo. Foi prefeita da cidade de São Paulo pelo PT (2001-2004).

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Copa do mundo: Brasil já pensa em como equipar cidades candidatas

Cristina Massari, do Globo Online

A ministra Marta Suplicy, o ex-jogador Carlos Alberto Torres e Jeanine Pires, presidente da Embratur, no estúdio da rádio Talk Sport, em Londres, falam da Copa de 2014 no Brasil  / Foto: Divulgação

RIO - A Copa do Mundo de 2014 foi um dos principais assuntos em torno da participação do Brasil na World Travel Market, que acontece em Londres até quinta-feira (15). Para falar de futebol para os ingleses, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, levou Carlos Alberto Torres, capitão da seleção tricampeã de 1970 à rádio Talk Sport Radio e ao estande da Embratur no pavilhão de exposições da feira. A ministra contou com exclusividade ao Globo Online como o turismo brasileiro já está se preparando para a Copa de 2014, mas com o olho também nas Olimpíadas de 2016.

- Tínhamos encomendado à Fundação Getulio Vargas um estudo de competitividade para os 65 destinos turísticos prioritários para os investimentos. Aproveitamos então e pedimos que os trabalhos em torno das 18 cidades que concorrem à sede do campeonato de futebol sejam priorizadas e que já se tenha uma avaliação de sua competitividade em fevereiro - conta.

Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife/Olinda, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo são candidatos a sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol ( vote nas cidades de sua preferência). A escolha da Fifa só será anunciada em junho de 2008. Todas estas cidades terão sua competitividade turística avaliada pela FGV, no estudo que está sendo conduzido pela FGV através de um convênio firmado com o Ministério do Turismo.

- A avaliação que vamos fazer não será falando de futebol. Mas se a infra-estrutura turística é sustentável, sob diversos aspectos, incluindo o meio-ambiente. Depois vamos aprofundar para o futebol. Sabemos que o resultado desta seleção só sai em 2008, mas temos que ir nos preparando. A capital de Goiás, por exemplo, Goiânia, tem um hotel cinco estrelas. Como vai receber uma Copa do Mundo? É preciso fazer um estudo de viabilidade de hotéis. Temos que pensar na qualificação dos jovens. Tudo isso tem que ser planejado e pensado.

Questionada, a ministra opinou que a prioridade para os investimentos em infra-estrutura no país visando a Copa do Mundo deve se voltar para a infra-estrutura de transportes.

- A reforma dos portos, aeroportos e rodovias federais é o item mais prioritário para a Copa do Mundo. E já estão recebendo investimentos, só que são obras que não ficam prontas em um ano, mas estamos prevendo que para 2014 estejam.

Mirando nas Olímpiadas de 2016

De olho ainda na escolha da sede das Olimpíadas de 2016, Marta aposta no andamento dos preparativos para a Copa para que o Brasil, que inscreveu a candidatura do Rio de Janeiro, seja mais uma vez escolhido:

- A seleção para as Olimpíadas será em 2009, temos que ter passos bastante sérios tomados para pleitear 2016. Se pudermos mostrar serviço antes, será melhor.

Nesta disputa, o Rio concorre com Chicago (EUA), nas Américas; Doha (Qatar) e Tóquio (Japão), pela Ásia; e Baku (Azerbaijão), Madri (Espanha) e Praga (República Tcheca), pelo continente europeu. A escolha da cidade que organizar os Jogos Olímpicos e 2016 será anunciada em Copenhague, na Dinamarca, em 2 de outubro de 2009, durante uma reunião do comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional.

Marta Suplicy ressaltou ainda que a Copa do Mundo deverá trazer mais benefícios que as Olimpíadas para o país:

- Especialistas já afirmaram que uma Copa do Mundo traz mais dividendos que uma Olimpíada. Para o Brasil, serão várias cidades-sede, o que vai permitir ao brasileiro se apropriar como nunca do Brasil e o estrangeiro terá uma visão ampla deste país. Para nós será uma promoção maravilhosa. Para o turismo, é um salto de 50 anos, superacelerado, que se dá, com investimentos maciços em transportes etc.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ministra do Turismo inaugura estande do Brasil na WTM

Ministra do Turismo inaugura estande do Brasil na WTM

Londres (12/11) - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, e a presidente da Embratur, Jeanine Pires, abriram hoje, em Londres, a participação brasileira no World Travel Market 2007 (WTM), um dos principais eventos mundiais da área de turismo. A recente decisão da Fifa de realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil é um dos assuntos que mais tem chamado a atenção da mídia inglesa.

“Especialistas dizem que a Copa do Mundo tem potencial de atrair mais turistas do que uma Olimpíada”, afirmou a ministra, em entrevista à imprensa inglesa. Durante as entrevistas, o Brasil esteve representado também pelo ex-jogador Carlos Alberto Torres, capitão da seleção brasileira na Copa de 1970.

O estande do Brasil no WTM tem 713m2 e destaca, em grandes painéis, algumas das principais atrações turísticas do País, como Rio de Janeiro (RJ), Ouro Preto (MG), São Paulo (SP) e Porto de Galinhas (PE). Participam do estande 68 parceiros, incluindo representantes de destinos turísticos (estados e municípios), empresas aéreas, hotéis e operadores de turismo, entre outros setores.

“A Inglaterra é o 11º país emissor de turistas para o Brasil, com cerca de 170 mil visitantes em 2006”, revela Jeanine Pires, da Embratur. “Mas estamos seguros de que há muito potencial para crescermos neste mercado, e o WTM é uma excelente oportunidade para promover o Brasil.”

A meta do Brasil é fechar o ano com um total de 5,5 milhões de visitantes estrangeiros, o que representa um crescimento de quase 10% sobre 2006. Em relacão à entrada de divisas, a previsão é de um total de US$ 5,1 bilhões, com um incremento de 18,6% sobre o ano anterior.

Brasil promove Copa de 2014 em uma das maiores feiras do mundo

Brasil promove Copa de 2014 em uma das maiores feiras do mundo Londres (12/11) - O Brasil comparece – em ritmo de Copa do Mundo – à WTM 2007 (World Travel Market), à maior feira de turismo do Reino Unido e um dos principais fóruns globais de negócios do setor, que começa hoje (12) e segue até quinta-feira (15), em Londres (Inglaterra). Em um estande 713m², a delegação verde-amarela é composta por 67 co-expositores, entre órgãos oficiais e iniciativa privada.
O ponta-pé inicial da participação brasileira é dado hoje pelo capitão da seleção tricampeã mundial de 1970, Carlos Alberto Torres. Ao lado da ministra do Turismo, Marta Suplicy, da presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, entre outras autoridades, o ex-jogador participa de um coquetel em comemoração à vinda da Copa de 2014 ao Brasil.
“Esta é uma ótima oportunidade para demonstrar ao mundo a qualidade da infra-estrutura brasileira para sediar grandes eventos internacionais esportivos”, avalia a ministra. “Além disso, a Copa nos oferece a vantagem de reforçar o trabalho de promoção turística internacional do Brasil, país de rica diversidade natural e cultural, com sete anos de antecedência”, completa a presidente da Embratur.
Nesse sentido, hoje, o diretor de Turismo de Negócios da Embratur, Marcelo Pedroso, e o executivo do EBT (Escritório Brasileiro de Turismo) no Reino Unido, Glauco Fuzinatto, também concedem entrevista à imprensa estrangeira sobre a infra-estrutura turística das 18 cidades candidatas a receber jogos, retomando também o êxito da realização dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007.
À noite, o Rio Convention & Visitors Bureau ainda promove um evento comemorativo da Copa 2014, para operadores de turismo e demais profissionais do setor, no barco Sunborn Yatch, ancorado no rio Tamisa.
Sustentabilidade e atrações culturais
Outro grande tema dá o tom da participação brasileira na WTM: turismo sustentável. Amanhã (13), a ministra tem encontro marcado com ministros de outros países, durante o evento paralelo “WTM & UNWTO Minister’s Summit”. Na ocasião, Marta Suplicy conduzirá palestra sobre o tema “Mudanças climáticas sob a perspectiva Brasileira”.
E ao longo de toda a feira, os visitantes terão a chance de tomar contato com a cultura brasileira, por meio de apresentações de capoeira, frevo, samba, entre outras atrações. Além disso, poderão tirar uma foto ao lado da réplica do Cristo Redentor, uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, atração da Embratur na maior parte do calendário de feiras do Instituto.
A gastronomia é outro destaque ao longo dos quatro dias do evento. Os visitantes do estande poderão degustar pratos típicos das culinárias mineira e pernambucana – como pão de queijo e tapioca –, em uma iniciativa dos órgãos oficiais dos Estados.
Mercado inglês
Um dos principais emissores de turistas para o mundo e com grande potencial de crescimento para o Brasil, a Inglaterra é um mercado de alta prioridade para o trabalho de promoção turística do Brasil no exterior, conforme orientação do Plano Aquarela – Marketing Internacional.
Para Fuzinatto, a presença da ministra e da presidente da Embratur na WTM indica o peso do Reino Unido: “Dá uma demonstração clara ao trade britânico da seriedade com que estamos atuando neste mercado com um conjunto de programas de ação”.
Marta e Jeanine têm também uma intensa agenda de encontros com a imprensa estrangeira presente à feira e com profissionais de turismo. Participam ainda, no estande brasileiro, do coquetel em comemoração ao novo vôo da Varig para Londres.
Em 2006, o Brasil recebeu 169.627 turistas ingleses. Fonte Ministério de Turismo

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Marta Suplicy quer vôos regionais "para ontem"

Claudio Leal - Terra Magazine

Rose Mary de Souza/Especial para o Terra

A ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT-SP), encomendou à Fundação Getúlio Vargas
um estudo da infra-estrutura do Brasil para a
Copa de 2014



No início da organização da Copa do Mundo de 2014, a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT-SP), defende o desenvolvimento dos vôos regionais para superar a crise aérea. Com a expectativa de ver ampliado o fluxo de turistas, ela encaminhou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, um estudo sobre a ampliação das rotas regionais.

Marta falou a Terra Magazine durante o encontro do governador da Bahia, Jaques Wagner, com 500 empresários, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

- A aviação regional nós temos que ter um empenho muito sério, já enviamos ao ministro (Nelson) Jobim todos os vôos regionais que acreditamos que é importante se desenvolver pra ontem, não é pra a Copa, é pra ontem. Porque você não consegue fazer turismo sem ter uma companhia aérea regional forte - analisou Marta.

A ministra participará, na próxima semana, em Londres, de uma feira de turismo que deve antecipar a campanha de atração de turistas para a Copa no Brasil. Segundo ela, o modelo dos Jogos Pan-americanos, no Rio de Janeiro, deve ser adotado no planejamento do setor hoteleiro.

- Você tem que planejar para não criar hotéis que depois virem "elefantes brancos", porque não tem sustentabilidade. Se não vão ter sustentabilidade, têm que ser construídos como os do Pan, que foram construídos para depois serem vendidos como residências.

Um estudo foi encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV) para planejar os investimentos do governo nas cidades-sedes.

Leia a entrevista.

Terra Magazine - Depois do anúncio da Copa, qual é o planejamento do Ministério de Turismo para adaptar o País ao novo fluxo de turistas?
Marta Suplicy - Olha, começa semana que vem, na maior feira de turismo do mundo, que vai ser em Londres, o encontro dos operadores e agências de viagem ingleses. Junto convidamos o jogador Denilson, que joga no Arsenal, pra ele estar presente. Hoje, nós já começamos as campanhas do exterior brasileiras, colocando que sejam bem-vindos à Copa de 2014. A Alemanha fez isso logo que foi anunciado e conseguiu, naquele ano da Copa, um crescimento no seu PIB de 2,3. Nós temos que começar como eles fizeram antes, já colocando como gancho promovidor toda a possibilidade que nós vamos ter de sediar a Copa.

Quanto aos investimentos...
O Ministério tem várias responsabilidades, no meu entender a mais importante é o planejamento. Tem que planejar até 2014 os investimentos nas cidades-sede. Quais serão as cidades-sedes? Nós aí iremos avaliar a infra-estrutura de cada cidade. O PAC já está dando uma boa resposta em relação a aeroportos e portos e uma importante rodovia que é a BR-101, que pega toda a costa. Depois, nós termos agora o leilão das rodovias federais, que também é muito importante que aconteceu, até 2014 nós vamos ter isso também em ordem. Mas vão sobrar algumas estradas, algumas rodovias, que não vão ter provavelmente nos próximos três, quatro, cinco anos, tido a adequação necessária. Nós vamos ter que ter planejamento, assim como infra-estrutura hoteleira. Por exemplo, se Goiás for escolhido como sede... Goiânia não tem um número de hotéis suficientes. Tem um cinco estrelas. Tem que construir, tem que planejar, tem que ir pra fora buscar investidor...

Já houve articulação com os governadores, na viagem para a Suíça?
Então, todos os governadores estão satisfeitos e impregnados do espírito da Copa, mas eles vão se dedicar no primeiro momento à questão dos estádios. Porque essa questão vai pesar para a escolha das sedes, que ainda não estão definidas. Nossa preocupação é a curto, médio e longo prazo. Por exemplo, quando eu não tenho hotéis numa cidade, como é que você vai abrigar milhares de torcedores? Você tem que planejar para não criar hotéis que depois virem "elefantes brancos", porque não tem sustentabilidade. Se não vão ter sustentabilidade, têm que ser construídos como os do Pan, que foram construídos para depois serem vendidos como residências. Esse estudo todo o ministério está encomendando à Fundação Getúlio Vargas (FGV) para que a gente possa, paulatinamente, ir fazendo os investimentos. Que não são do ministério, o ministério é um grande articulador.

Não é preciso investimento rápido no setor aéreo, por causa da crise?
Em relação ao setor aéreo, nós estamos crescendo vôos internacionais. Isso até lá vai ter outro panorama, que não vai ter nada a ver com o que nós temos hoje. Em pouco tempo, nós já tivemos o vôo inaugural para Brasília e agora a TAP vai para Belo Horizonte em fevereiro. Vamos ter no começo do ano que vem dois vôos novos de companhias aéreas para o Nordeste, tivemos a Emirates que está voando para Dubai direto. Então, isso tá aumentando e até 2014 será outro mundo. Agora, a aviação regional nós temos que ter um empenho muito sério, já enviamos ao ministro (Nelson) Jobim todos os vôos regionais que acreditamos que é importante se desenvolver pra ontem, não é pra a Copa, é pra ontem. Porque você não consegue fazer turismo sem ter uma companhia aérea regional forte. Várias companhias aéreas.

O Ministério do Turismo vai se envolver também na questão das ferrovias?
Isso tá dentro do PAC, mas nós vamos avaliar tudo dentro desse estudo da FGV.

Terra Magazine

A Copa do Mundo é nossa. Isso é bom para o turismo?

Jeanine Pires *

O Estado de São Paulo

As alegrias e recompensas com a Copa de 2014 devem ir muito além dos gramados. Um dos setores que mais tem a ganhar é o turismo. No histórico das últimas Copas, os países que foram sede do evento se beneficiaram de um aumento significativo no número de turistas e na entrada de divisas. Mais do que os números, a exposição constante e positiva de imagem durante anos trouxe impactos para além do evento. Depois de 2014, o Brasil ocupará um novo lugar no mercado turístico mundial.

Na estimativa inicial do Ministério do Turismo, o Brasil deve receber 500 mil turistas estrangeiros a mais em 2014, que devem deixar aqui, diretamente, cerca de US$ 750 milhões - números que podem e devem crescer. De agora em diante, a Copa será um dos cartões-postais para reforçar o trabalho de promoção da imagem do Brasil feito pela Embratur no exterior. Nosso objetivo não é só receber mais turistas durante a Copa, mas aumentar o fluxo após o evento, como ocorreu na Alemanha, depois de 2006.

A Copa nos credencia, definitivamente, como País capaz de ser sede de grandes eventos. O Brasil já vem de um sucesso na realização dos Jogos Pan-Americanos - que ocorreram de forma impecável desde as instalações esportivas até a segurança de turistas e atletas. Ser um destino de eventos e negócios no mundo nos interessa muito.

O turista que vem ao País com esse objetivo tem gasto médio bem maior do que aquele que vem a lazer. Nossas pesquisas indicam que 97,9% desses visitantes têm intenção de voltar ao Brasil para conhecer outros lugares. Esse será nosso foco na promoção internacional: convencer o turista que virá à Copa a voltar.

O Brasil já evoluiu muito nessa área, graças à atenção que vem sendo dada pela Embratur na captação de eventos internacionais. Em 2002, ocupávamos o 22º lugar no mundo em eventos internacionais realizados. Hoje, já estamos na sétima posição. E, além de São Paulo e Rio, outras cidades brasileiras, como Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Recife, Goiânia, Brasília e Manaus vêm criando condições para a realização de grandes eventos, com infra-estrutura, serviços de qualidade e profissionais capacitados.

Temos muito trabalho pela frente. Mas estou certa de que a organização da Copa será impecável. O planejamento público e privado garantirá que cada etapa das obras de infra-estrutura seja cumprida. E nossa cadeia turística fará os investimentos necessários para garantir serviços, entretenimento e todas as condições para que equipes, turistas, jornalistas e torcedores desfrutem do melhor que o Brasil pode oferecer.

A promoção do Brasil como país-sede da Copa do Mundo 2014 começa já. De 12 a 15 de novembro, em Londres, durante o World Travel Market (WTM), uma das maiores feiras internacionais de turismo do mundo, o futebol já será a estrela da participação brasileira. Operadores e agentes de viagens ingleses serão recebidos em nosso estande com sugestões de roteiros.

Será o início de um trabalho que poderá fazer do turismo também um campeão - na criação de emprego e renda, na entrada de divisas para o País e na recepção de um número cada vez maior de estrangeiros, encantados com nosso futebol e, também, com nossa natureza, nossa cultura, nossa alegria e nossa diversidade.

* Jeanine Pires, presidente da Embratur

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

'Bola e turismo: tudo a ver'

Foto: Ivo Gonzales / Agencia O Globo



Marta Suplicy *

O Estado de São Paulo

A Copa do Mundo pode trazer excelentes resultados para o turismo do Brasil, alavancando nosso país a uma melhor posição no ranking do turismo internacional. Os impactos econômicos e sociais do mega-evento se darão antes, durante e depois do seu acontecimento. A Alemanha, por exemplo, teve um crescimento de 2,3% em seu PIB por causa da Copa em 2006. Sem dúvida, o sucesso desse evento no Brasil depende de uma organização impecável no âmbito da infra-estrutura esportiva. Mas a participação do setor do turismo é o complemento necessário para o êxito da cobertura jornalística e do conforto dos torcedores. Para tudo isso acontecer, temos de planejar desde já. E, para tanto, o Ministério do Turismo contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para levantar todas as necessidades de intervenção.

O estudo da FGV se iniciará assim que houver a confirmação pela Fifa das sedes e subsedes. E o detalhamento guiará, com precisão, os investimentos prioritários, ordenará onde, como e quanto aplicar, para obtermos bons resultados no atendimento das demandas, bem como na destinação de tudo o que ficar para nós, além do espetáculo.

Com este estudo, saberemos quais são os recursos que teremos de gerar e quais as prioridades para investimento em cada cidade. Por exemplo, se Brasília for escolhida como sede, Goiânia poderá ser subsede. Também será necessário um atendimento mais qualificado nos estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes. Sinalização turística, receptivos em aeroportos e apoio em outros meios de transporte são mais elementos que têm importância e fazem parte da estratégia de ação que precisa ser planejada sempre de acordo com as necessidades de cada um dos destinos selecionados.

Não pensamos cada localidade como uma simples sede ou subsede. Cada região é um destino para o Ministério do Turismo. Tem potencial irradiador de desenvolvimento econômico e social. Pensamos assim desde a concepção do atual Plano Nacional do Turismo (2007-2010), que já aponta para a prioridade de qualificarmos 65 destinos com padrão de qualidade internacional. E o que é o destino? É um roteiro dinâmico, integrado, inteligente e que faz, por exemplo, com que uma pessoa em férias no Maranhão, também vá ao Piauí e ao Ceará. É uma visão de que o Brasil é rico em diversidade, cultura, patrimônio histórico e tem potencial para atrair turistas estrangeiros e encantar, cada vez mais, os brasileiros.

Queremos ver a bola rolando em 2014, porque, além de realizar o sonho de receber povos dos cinco continentes numa confraternização sem igual, temos certeza que isso significará promoção da imagem do país, oportunidades de empregos, de aumento de renda e de inclusão social e mais condições de competitividade no mercado mundial. Estou numa torcida enorme, que se soma a dos demais brasileiros e brasileiras, para que 2014 seja um show de bola em todos os sentidos.

* Marta Suplicy é ministra do Turismo

Copa do Mundo de futebol tem estimativa de receita de US$ 10 bi

Brasil se cobre de verde e amarelo para Copa de 2014 Maracana










Economistas internacionais dizem que Mundial será benéfico ao País

João Caminoto, LONDRES

O Estado de São Paulo

Ao ser sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil poderá estimular sua economia por meio de volumosos investimentos oficiais e privados, domésticos e estrangeiros, em diversos setores, como o de construção, tecnologia, e serviços, que serão acompanhados pela geração de dezenas de milhares de empregos, causando um impacto positivo que persistirá durante muitos anos. Além disso, segundo analistas ouvidos pelo Estado, ao promover o evento mais importante da agenda esportiva global - a final da última Copa na Alemanha foi acompanhada por dois bilhões de telespectadores -, o Brasil terá uma oportunidade histórica de fortalecer sua imagem de “potência emergente”, exibindo avanços concretos na solução de seus problemas seculares.

O torneio, se bem sucedido, poderá até ajudar a reduzir ainda mais o risco Brasil, principalmente em aspectos como o da infra-estrutura e segurança pública, que ainda incomodam muito os investidores estrangeiros. “Sem dúvida, a Copa do Mundo é uma vitrine fabulosa, poderá revelar o Brasil para aqueles que ainda o desconhecem no mundo”, disse o chefe do departamento de risco da consultoria britânica Economist Intelligence Unit, John Bowler. “Se o País promover o evento com competência, poderá tirar lucros no longo prazo.”

Não existem números precisos sobre os benefícios econômicos de se organizar uma Copa do Mundo. Os dados que circulam entre analistas são freqüentemente questionados. O PIB da Alemanha teria aumentado em 0,5% por causa do evento em 2006. O governo alemão avalia que os efeitos positivos continuarão emergindo durante muitos anos. O país europeu gastou cerca de US$ 1 bilhão na construção ou renovação de sete estádios, mas apenas os cinco milhões de torcedores que compareceram aos jogos geraram um faturamento de US$ 3,7 bilhões.

Em 2002, o governo japonês foi muito criticado por ter arcado, em meio a uma recessão, com boa parte dos US$ 5 bilhões de gastos com infra-estrutura para montar o torneio, que organizou ao lado da Coréia do Sul. Mas estima-se que a Copa pode ter adicionado 0,6% ao PIB japonês, e 2,2% ao sul-coreano.

No caso da África do Sul, que abrigará a próxima Copa, em 2010, o volume direto adicional ao PIB é estimado em cerca de US$ 3,5 bilhões. Cerca de US$ 1,2 bilhão deve ir para os cofres do governo em forma de impostos extras. Pelo menos 170 mil novos empregos deverão ser criados. Cerca de 2,7 milhões de torcedores - sul-africanos e estrangeiros - devem comparecer aos estádios, resultando em faturamento de US$ 2,1 bilhões.

Para a Copa no Brasil, já há estimativas de uma receita direta entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. Para o economista Clint Waltz, da Universidade Troy, dos Estados Unidos, os benefícios de ser sede de um evento dessa magnitude não podem ser menosprezados. “Os impactos para a economia são tanto diretos como indiretos.”


NÚMEROS FABULOSOS

0,5% foi o aumento

no PIB da Alemanha com a realização da Copa de 2006

US$ 3,7 bilhões
foi o faturamento dos alemães com a presença de 5 milhões de torcedores no evento

170 mil empregos
devem ser criados na África do Sul com a Copa de 2010

2,7 milhões
de torcedores devem ir aos estádios na África do Sul

terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Une Coupe du monde au Brésil, c'est comme aller en pèlerinage à La Mecque, à Saint-Jacques-de-Compostelle ou à Jérusalem"

La Fédération internationale de football (FIFA) a officiellement confié l'organisation de la Coupe du monde de football 2014 au Brésil, lors d'une réunion de son comité exécutif, mardi 30 octobre, à Zurich, en Suisse. En vertu de principe de rotation (qui va désormais être abandonné), c'était au tour de l'Amérique du Sud d'organiser l'événement, et la confédération sud-américaine (Conmebol) n'avait pas présenté d'autre candidat. Le Brésil était donc sûr d'être désigné depuis que sa candidature avait reçu l'aval de la délégation technique de la FIFA, mi-octobre.


Quintuple champion du monde, le Brésil n'a accueilli l'événement qu'une seule fois, en 1950, et sera le premier pays d'Amérique du Sud à accueillir le Mondial depuis l'Argentine en 1978. Seul pays à s'être qualifié pour toutes les Coupes du monde (18) et seul pays à avoir emporté cinq fois le trophée, il succèdera à l'Afrique du Sud, qui doit organiser l'épreuve en 2010.

"COMME UN PÈLERINAGE À LA MECQUE"

"Une Coupe du monde au Brésil, c'est comme aller en pèlerinage à La Mecque, à Saint-Jacques-de-Compostelle ou à Jérusalem. Pour un footballeur, la Coupe du monde au Brésil, voilà ce qui la représente le mieux. C'est formidable", s'est réjoui Michel Platini, membre du comité exécutif de la FIFA et également président de l'UEFA.

Le président de la Confédération brésilienne Ricardo Teixeira a indiqué, lors de la présentation du dossier mardi, qu'il s'agissait d'une "grande joie et une conquête historique pour le pays et le peuple brésilien." M. Teixeira a aussi insisté sur "l'impact tant au niveau social qu'économique", puisque "la Coupe du monde laissera un héritage permanent", notamment avec des améliorations annoncées dans le domaine du transport, de la santé, des égouts et de l'épuration des eaux, ainsi que dans la sécurité.

Le dossier de candidature prévoit notamment la rénovation du mythique stade du Maracana, où avait eu lieu la finale du Mondial en 1950 et la construction de stades dans le nord du pays, région moins développée que le sud. Les recettes de billetterie ont été budgétées à 390 millions de dollars, pour 3 millions de billets. Mais il faudra certainement des tarifs différenciés pour les étrangers et les Brésiliens, très nombreux à vivre dans la pauvreté, alors qu'ils sont le principal moteur de la passion du football qui anime le pays.

Copa de 2014 deve atrair 500 mil turistas estrangeiros ao País

A delegação brasileira com o Presidente Lula em Zurique. Brasil sede da Copa em 2014


Brasília (30/10) - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, que faz parte da comitiva do presidente Lula, em Zurique, na Suíça, para acompanhar o anúncio da realização da Copa de 2014, se pronunciou sobre a escolha do Brasil: "O evento, com certeza, é uma excelente oportunidade para o Brasil se projetar ainda mais no exterior, bem como para estimular o crescimento econômico, inclusive com mais viagens pelo próprio país”, disse a ministra.

Marta Suplicy afirma que: "Para construir o sucesso, além de trabalhar por uma organização impecável na infra-estrutura esportiva, vamos ter de planejar desde já as ações e investimentos em tudo que se relaciona a recepcionar mais pessoas. Pensar em rede hoteleira renovada, para atender torcedores, jornalistas, atletas e dirigentes, em todas as sedes e subsedes do evento; mais qualidade no atendimento dos estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes. Também planejar e colocar sinalização turística, fazer receptivos em aeroportos e apoio em outros meios de transporte. E, fundamentalmente, capacitar nosso pessoal que trabalha em toda a cadeia produtiva do turismo".

Para planificar essas ações, o Ministério do Turismo está contratando um estudo com a Fundação Getúlio Vargas para levantar todas as necessidades de intervenção para a Copa. Fonte Portal do Minist'erio de Turismo


Marta já espera 500 mil turistas estrangeiros em 2014


Allen Chahad
Vagner Magalhães
Direto de Zurique
Portal Terra



A ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou nesta sexta-feira, em entrevista por telefone ao Terra, que espera pelo menos 500 mil turistas estrangeiros no Brasil durante a provável realização da Copa do Mundo de 2014. A Fifa deve oficializar o País como sede do Mundial na próxima terça-feira, em Zurique, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marta estará no evento, na comitiva do governo brasileiro.

Denílson, do Arsenal, atuará como
garoto-propaganda em Londres

"Estamos muito satisfeitos com a indicação do Brasil para a realização da Copa do Mundo de 2014. O trabalho a partir de agora é divulgar os destinos turísticos brasileiros, já que certamente crescerá o interesse pelo País no exterior. Esse é um evento que coloca o País em evidência em todo o mundo", disse.

A primeira medida nesse sentido deverá ser durante a World Travel Market (Feira Mundial do Turismo), que será realizada entre os dias 12 e 15 de novembro em Londres. Na ocasião, o jogador Denílson, que defende o Arsenal, atuará como garoto-propaganda brasileiro no evento. O jovem atuou nas categorias de base do São Paulo e foi negociado com o time londrino após poucas atuações entre os profissionais.

"Vamos aproveitar essa feira, já com o anúncio oficial, para iniciar a divulgação do Brasil no exterior com o apelo da Copa do Mundo. Muita gente vai ficar interessada em vir ao Brasil antes do Mundial, para conhecer, e voltar durante a competição", disse a ministra.


Brasil, sede do Mundial em 2014

A idea de organizar uma Copa do Mundo naceu no mesmo dia em que se fundou a FIFA, em 21 de maio de 1904, mas só foi realizada em 1930. O primeiro mundial foi no Uruguai.

Fifa confirma hoje Brasil como sede da Copa e CBF exalta governo Lula

O Estado de São Paulo

Na apresentação, a entidade brasileira vai celebrar ações de combate à fome e investimentos previstos no PAC

Jamil Chade e Leonêncio Nossa

Zurique - A Fifa vai oficializar hoje a escolha do Brasil como país-sede da Copa de 2014. Marcada para as 9h30 no horário de Brasília, a apresentação do Comitê Organizador, preparada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vai misturar futebol e política. Um vídeo preparado pelos brasileiros vai mostrar pontos positivos do País, como as belezas naturais e a infra-estrutura turística. Serão exaltados também feitos do governo Lula, como as ações de combate à pobreza e os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O anúncio oficial da escolha do Brasil será feito pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, às 12 horas, e será acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Blatter e o restante da cúpula da Fifa dizem apostar num bom trabalho do Brasil, que foi o único país a se candidatar para sediar o Mundial de 2014. Os dirigentes do futebol muncial alertam, porém, que a realização da Copa de 2014 não pode - e não deve - servir para uso político.

Em jantar anteontem com governadores, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valke, advertiu claramente que o torneio não pode ser associada a projetos políticos. O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, disse que a Fifa quer um torneio apolítico. “O recado é claro: a Copa do Mundo não pode estar a serviço de ninguém”, disse. O governador do Amazonas, Eduardo Braga, ressaltou que o torneio deverá ser um projeto “suprapartidário”.

Por causa da rivalidade entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, que Braga acabou sendo escolhido para falar em nome dos 12 governadores que estão em Zurique para garantir jogos da Copa em seus Estados. Braga afirmou que foi o escolhido por representar a Amazônia, região que desperta fascínio no exterior. “Vou usar galho de arruda, vela de um metro e tomar banho de sal grosso”, brincou, referindo-se ao desejo de outros governadores de ocupar a tribuna na solenidade.

A delegação brasileira que prepara a candidatura realizou ontem seu ensaio geral. O Estado teve acesso ao vídeo que será utilizado para convencer os membros da Fifa. Ao som de samba e imagens do País, o filme garante que o PAC vai trazer mais de US$ 60 bilhões em investimentos até 2010 e insiste no crescimento econômico do Brasil. Com a Copa, a estimativa é de que os investimentos sejam ainda maiores.

BRILHO

O material ainda mostra os programas sociais do governo e como a pobreza está sendo atacada no País. O evento não passa de uma formalidade e, entre a apresentação do Brasil e a decisão a Fifa, reserva apenas 30 minutos de deliberações. “O Brasil quer um papel central no mundo”, destaca o documentário mostrado pelo Comitê Organizador da Copa. “Esse é o Brasil que brilha fora dos campos.”

Outro foco da apresentação será o cuidado com a proteção ao meio ambiente. O Comitê Organizador da Copa, montado pela CBF, vai vender a idéia de luta para se neutralizar a emissão de gás carbônico. A Amazônia é mostrada como santuário e os problemas de queimada e desmatamento nem sequer são citados. “A Amazônia tem um apelo forte internacionalmente”, afirmou Eduardo Braga.

No total, o Brasil terá meia hora para mostrar a candidatura. Segundo a CBF, as reformas e construções de estádios custarão US$ 1,2 bilhão. Os hotéis exigirão investimentos de US$ 500 milhões. Os responsáveis pela apresentação serão o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o escritor Paulo Coelho, que insistirá que os brasileiros são “pessoas trabalhadoras”.

Beneficiado politicamente na festa de anúncio do país-sede da Copa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só falará após Joseph Blatter oficializar o evento no Brasil. Lula e Blatter participam de uma coletiva de imprensa na sede da Fifa.

O atacante Romário, que ganhou o título de embaixador do Mundial de 2014, afirmou ontem, ao chegar a Zurique, que o Brasil precisa resolver problemas como a falta de segurança. E disse esperar que nenhum político use o evento para tirar proveito pessoal.

Delegação numerosa traduz expectativa com a Copa do mundo de futebol

Governo Federal

Luiz Inácio Lula da Silva
Marta Suplicy, ministra do Turismo
Orlando Silva, dos Esportes

Governadores

Binho Marques (Acre)
Eduardo Braga (Amazonas)
Jaques Wagner (Bahia)
Cid Gomes (Ceará)
José Roberto Arruda (DF)
Alcides Rodrigues (Goiás)
Blairo Maggi (Mato Grosso)
Aécio Neves (Minas Gerais)
Ana Júlia Carepa (Pará)
Eduardo Campos (Pernambuco)
Sérgio Cabral (Rio de Janeiro)
José Serra (São Paulo)

Poder Legislativo

Marconi Perillo, senador (Goiás)

Os representantes da CBF

Romário, jogador
Paulo Coelho, escritor
Dunga, técnico da seleção
Rodrigo Paiva, assessor
Ricardo Teixeira, presidente