quarta-feira, 28 de novembro de 2007
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Marta Suplicy quer vôos regionais "para ontem"
| Claudio Leal - Terra Magazine | |||||||||
Marta falou a Terra Magazine durante o encontro do governador da Bahia, Jaques Wagner, com 500 empresários, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). - A aviação regional nós temos que ter um empenho muito sério, já enviamos ao ministro (Nelson) Jobim todos os vôos regionais que acreditamos que é importante se desenvolver pra ontem, não é pra a Copa, é pra ontem. Porque você não consegue fazer turismo sem ter uma companhia aérea regional forte - analisou Marta. A ministra participará, na próxima semana, em Londres, de uma feira de turismo que deve antecipar a campanha de atração de turistas para a Copa no Brasil. Segundo ela, o modelo dos Jogos Pan-americanos, no Rio de Janeiro, deve ser adotado no planejamento do setor hoteleiro. - Você tem que planejar para não criar hotéis que depois virem "elefantes brancos", porque não tem sustentabilidade. Se não vão ter sustentabilidade, têm que ser construídos como os do Pan, que foram construídos para depois serem vendidos como residências. Um estudo foi encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV) para planejar os investimentos do governo nas cidades-sedes. Leia a entrevista. Terra Magazine - Depois do anúncio da Copa, qual é o planejamento do Ministério de Turismo para adaptar o País ao novo fluxo de turistas? Quanto aos investimentos... Já houve articulação com os governadores, na viagem para a Suíça? Não é preciso investimento rápido no setor aéreo, por causa da crise? O Ministério do Turismo vai se envolver também na questão das ferrovias?
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A Copa do Mundo é nossa. Isso é bom para o turismo?
Jeanine Pires *
O Estado de São Paulo
As alegrias e recompensas com a Copa de 2014 devem ir muito além dos gramados. Um dos setores que mais tem a ganhar é o turismo. No histórico das últimas Copas, os países que foram sede do evento se beneficiaram de um aumento significativo no número de turistas e na entrada de divisas. Mais do que os números, a exposição constante e positiva de imagem durante anos trouxe impactos para além do evento. Depois de 2014, o Brasil ocupará um novo lugar no mercado turístico mundial.
Na estimativa inicial do Ministério do Turismo, o Brasil deve receber 500 mil turistas estrangeiros a mais em 2014, que devem deixar aqui, diretamente, cerca de US$ 750 milhões - números que podem e devem crescer. De agora em diante, a Copa será um dos cartões-postais para reforçar o trabalho de promoção da imagem do Brasil feito pela Embratur no exterior. Nosso objetivo não é só receber mais turistas durante a Copa, mas aumentar o fluxo após o evento, como ocorreu na Alemanha, depois de 2006.
A Copa nos credencia, definitivamente, como País capaz de ser sede de grandes eventos. O Brasil já vem de um sucesso na realização dos Jogos Pan-Americanos - que ocorreram de forma impecável desde as instalações esportivas até a segurança de turistas e atletas. Ser um destino de eventos e negócios no mundo nos interessa muito.
O turista que vem ao País com esse objetivo tem gasto médio bem maior do que aquele que vem a lazer. Nossas pesquisas indicam que 97,9% desses visitantes têm intenção de voltar ao Brasil para conhecer outros lugares. Esse será nosso foco na promoção internacional: convencer o turista que virá à Copa a voltar.
O Brasil já evoluiu muito nessa área, graças à atenção que vem sendo dada pela Embratur na captação de eventos internacionais. Em 2002, ocupávamos o 22º lugar no mundo em eventos internacionais realizados. Hoje, já estamos na sétima posição. E, além de São Paulo e Rio, outras cidades brasileiras, como Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Recife, Goiânia, Brasília e Manaus vêm criando condições para a realização de grandes eventos, com infra-estrutura, serviços de qualidade e profissionais capacitados.
Temos muito trabalho pela frente. Mas estou certa de que a organização da Copa será impecável. O planejamento público e privado garantirá que cada etapa das obras de infra-estrutura seja cumprida. E nossa cadeia turística fará os investimentos necessários para garantir serviços, entretenimento e todas as condições para que equipes, turistas, jornalistas e torcedores desfrutem do melhor que o Brasil pode oferecer.
A promoção do Brasil como país-sede da Copa do Mundo 2014 começa já. De 12 a 15 de novembro, em Londres, durante o World Travel Market (WTM), uma das maiores feiras internacionais de turismo do mundo, o futebol já será a estrela da participação brasileira. Operadores e agentes de viagens ingleses serão recebidos em nosso estande com sugestões de roteiros.
Será o início de um trabalho que poderá fazer do turismo também um campeão - na criação de emprego e renda, na entrada de divisas para o País e na recepção de um número cada vez maior de estrangeiros, encantados com nosso futebol e, também, com nossa natureza, nossa cultura, nossa alegria e nossa diversidade.
* Jeanine Pires, presidente da Embratur
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quarta-feira, 31 de outubro de 2007
'Bola e turismo: tudo a ver'
Foto: Ivo Gonzales / Agencia O Globo
Marta Suplicy *
O Estado de São Paulo
A Copa do Mundo pode trazer excelentes resultados para o turismo do Brasil, alavancando nosso país a uma melhor posição no ranking do turismo internacional. Os impactos econômicos e sociais do mega-evento se darão antes, durante e depois do seu acontecimento. A Alemanha, por exemplo, teve um crescimento de 2,3% em seu PIB por causa da Copa em 2006. Sem dúvida, o sucesso desse evento no Brasil depende de uma organização impecável no âmbito da infra-estrutura esportiva. Mas a participação do setor do turismo é o complemento necessário para o êxito da cobertura jornalística e do conforto dos torcedores. Para tudo isso acontecer, temos de planejar desde já. E, para tanto, o Ministério do Turismo contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para levantar todas as necessidades de intervenção.
O estudo da FGV se iniciará assim que houver a confirmação pela Fifa das sedes e subsedes. E o detalhamento guiará, com precisão, os investimentos prioritários, ordenará onde, como e quanto aplicar, para obtermos bons resultados no atendimento das demandas, bem como na destinação de tudo o que ficar para nós, além do espetáculo.
Com este estudo, saberemos quais são os recursos que teremos de gerar e quais as prioridades para investimento em cada cidade. Por exemplo, se Brasília for escolhida como sede, Goiânia poderá ser subsede. Também será necessário um atendimento mais qualificado nos estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes. Sinalização turística, receptivos em aeroportos e apoio em outros meios de transporte são mais elementos que têm importância e fazem parte da estratégia de ação que precisa ser planejada sempre de acordo com as necessidades de cada um dos destinos selecionados.
Não pensamos cada localidade como uma simples sede ou subsede. Cada região é um destino para o Ministério do Turismo. Tem potencial irradiador de desenvolvimento econômico e social. Pensamos assim desde a concepção do atual Plano Nacional do Turismo (2007-2010), que já aponta para a prioridade de qualificarmos 65 destinos com padrão de qualidade internacional. E o que é o destino? É um roteiro dinâmico, integrado, inteligente e que faz, por exemplo, com que uma pessoa em férias no Maranhão, também vá ao Piauí e ao Ceará. É uma visão de que o Brasil é rico em diversidade, cultura, patrimônio histórico e tem potencial para atrair turistas estrangeiros e encantar, cada vez mais, os brasileiros.
Queremos ver a bola rolando em 2014, porque, além de realizar o sonho de receber povos dos cinco continentes numa confraternização sem igual, temos certeza que isso significará promoção da imagem do país, oportunidades de empregos, de aumento de renda e de inclusão social e mais condições de competitividade no mercado mundial. Estou numa torcida enorme, que se soma a dos demais brasileiros e brasileiras, para que 2014 seja um show de bola em todos os sentidos.
* Marta Suplicy é ministra do Turismo
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Copa do Mundo de futebol tem estimativa de receita de US$ 10 bi
Maracana
Economistas internacionais dizem que Mundial será benéfico ao País
João Caminoto, LONDRES
O Estado de São Paulo
Ao ser sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil poderá estimular sua economia por meio de volumosos investimentos oficiais e privados, domésticos e estrangeiros, em diversos setores, como o de construção, tecnologia, e serviços, que serão acompanhados pela geração de dezenas de milhares de empregos, causando um impacto positivo que persistirá durante muitos anos. Além disso, segundo analistas ouvidos pelo Estado, ao promover o evento mais importante da agenda esportiva global - a final da última Copa na Alemanha foi acompanhada por dois bilhões de telespectadores -, o Brasil terá uma oportunidade histórica de fortalecer sua imagem de “potência emergente”, exibindo avanços concretos na solução de seus problemas seculares.
O torneio, se bem sucedido, poderá até ajudar a reduzir ainda mais o risco Brasil, principalmente em aspectos como o da infra-estrutura e segurança pública, que ainda incomodam muito os investidores estrangeiros. “Sem dúvida, a Copa do Mundo é uma vitrine fabulosa, poderá revelar o Brasil para aqueles que ainda o desconhecem no mundo”, disse o chefe do departamento de risco da consultoria britânica Economist Intelligence Unit, John Bowler. “Se o País promover o evento com competência, poderá tirar lucros no longo prazo.”
Não existem números precisos sobre os benefícios econômicos de se organizar uma Copa do Mundo. Os dados que circulam entre analistas são freqüentemente questionados. O PIB da Alemanha teria aumentado em 0,5% por causa do evento em 2006. O governo alemão avalia que os efeitos positivos continuarão emergindo durante muitos anos. O país europeu gastou cerca de US$ 1 bilhão na construção ou renovação de sete estádios, mas apenas os cinco milhões de torcedores que compareceram aos jogos geraram um faturamento de US$ 3,7 bilhões.
Em 2002, o governo japonês foi muito criticado por ter arcado, em meio a uma recessão, com boa parte dos US$ 5 bilhões de gastos com infra-estrutura para montar o torneio, que organizou ao lado da Coréia do Sul. Mas estima-se que a Copa pode ter adicionado 0,6% ao PIB japonês, e 2,2% ao sul-coreano.
No caso da África do Sul, que abrigará a próxima Copa, em 2010, o volume direto adicional ao PIB é estimado em cerca de US$ 3,5 bilhões. Cerca de US$ 1,2 bilhão deve ir para os cofres do governo em forma de impostos extras. Pelo menos 170 mil novos empregos deverão ser criados. Cerca de 2,7 milhões de torcedores - sul-africanos e estrangeiros - devem comparecer aos estádios, resultando em faturamento de US$ 2,1 bilhões.
Para a Copa no Brasil, já há estimativas de uma receita direta entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. Para o economista Clint Waltz, da Universidade Troy, dos Estados Unidos, os benefícios de ser sede de um evento dessa magnitude não podem ser menosprezados. “Os impactos para a economia são tanto diretos como indiretos.”
NÚMEROS FABULOSOS
0,5% foi o aumento
no PIB da Alemanha com a realização da Copa de 2006
US$ 3,7 bilhões
foi o faturamento dos alemães com a presença de 5 milhões de torcedores no evento
170 mil empregos
devem ser criados na África do Sul com a Copa de 2010
2,7 milhões
de torcedores devem ir aos estádios na África do Sul
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
"Une Coupe du monde au Brésil, c'est comme aller en pèlerinage à La Mecque, à Saint-Jacques-de-Compostelle ou à Jérusalem"
a Fédération internationale de football (FIFA) a officiellement confié l'organisation de la Coupe du monde de football 2014 au Brésil, lors d'une réunion de son comité exécutif, mardi 30 octobre, à Zurich, en Suisse. En vertu de principe de rotation (qui va désormais être abandonné), c'était au tour de l'Amérique du Sud d'organiser l'événement, et la confédération sud-américaine (Conmebol) n'avait pas présenté d'autre candidat. Le Brésil était donc sûr d'être désigné depuis que sa candidature avait reçu l'aval de la délégation technique de la FIFA, mi-octobre.
"COMME UN PÈLERINAGE À LA MECQUE"
"Une Coupe du monde au Brésil, c'est comme aller en pèlerinage à La Mecque, à Saint-Jacques-de-Compostelle ou à Jérusalem. Pour un footballeur, la Coupe du monde au Brésil, voilà ce qui la représente le mieux. C'est formidable", s'est réjoui Michel Platini, membre du comité exécutif de la FIFA et également président de l'UEFA.
Le président de la Confédération brésilienne Ricardo Teixeira a indiqué, lors de la présentation du dossier mardi, qu'il s'agissait d'une "grande joie et une conquête historique pour le pays et le peuple brésilien." M. Teixeira a aussi insisté sur "l'impact tant au niveau social qu'économique", puisque "la Coupe du monde laissera un héritage permanent", notamment avec des améliorations annoncées dans le domaine du transport, de la santé, des égouts et de l'épuration des eaux, ainsi que dans la sécurité.
Le dossier de candidature prévoit notamment la rénovation du mythique stade du Maracana, où avait eu lieu la finale du Mondial en 1950 et la construction de stades dans le nord du pays, région moins développée que le sud. Les recettes de billetterie ont été budgétées à 390 millions de dollars, pour 3 millions de billets. Mais il faudra certainement des tarifs différenciés pour les étrangers et les Brésiliens, très nombreux à vivre dans la pauvreté, alors qu'ils sont le principal moteur de la passion du football qui anime le pays.
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Brasil, sede do Mundial em 2014
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
CNT/SENSUS: Brasileiro gosta mais de Lula que do futebol ou quase (aprovam Lula 61,2%)
· FUTEBOL
| FUTEBOL Gosta | OUT 07 % |
| Sim | 51,9 |
| Mais ou menos | 15,4 |
| Não | 32,0 |
| NS/NR | ,8 |
| Total | 100,0 |
O Sr(a) gosta de futebol:
1. Sim
2. Mais ou menos
3. Não
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sábado, 18 de agosto de 2007
Materazzi révèle ce qu'il a dit à Zidane en finale de la Coupe du monde

"Je préfère ta putain de soeur" : voilà les termes prononcés par Marco Materazzi en finale de la Coupe du monde. Dans un entretien à paraître, lundi 20 août dans le magazine italien "TV Sorrisi e Canzoni", le défenseur italien revient sur les mots qui ont provoqué le coup de tête le plus célèbre de l'histoire du football. Jusqu'ici, il avait toujours refusé de révéler les termes exacts de sa provocation.
Après la finale du 9 juillet à Berlin, les paroles qui avaient conduit Zidane à asséner un violent coup de tête dans le thorax de Materazzi avaient donné lieu à toutes les interprétations, des plus graves aux plus farfelues. Des spécialistes de lecture labiale avaient cependant assuré que le défenseur s'en était pris à la soeur du capitaine de l'équipe de France.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Caso Richarlyson e a homofobia
Por Sylvia Maria Mendonça do Amaral
Não podemos negar, infelizmente, que a homofobia está presente em nosso país. Os atos homofóbicos partem de todos os lados, de todas as maneiras, de uma palavra vulgar a assassinatos. Mas o que podemos dizer quando a discriminação parte de um Juiz de Direito que está a serviço da Justiça?
Um caso de homofobia envolvendo o jogador do São Paulo Futebol Clube Richarlyson virou manchete dos principais veículos de comunicação do país. O juiz da 9ª Vara Criminal de São Paulo, Manoel Maximiano Junqueira Filho, mandou arquivar o processo movido pelo jogador contra um dirigente do Palmeiras que, em um programa de televisão, insinuou que o atleta era homossexual. Em seu despacho, entre inúmeras declarações homofóbicas, o juiz afirmou que "não poderia jamais sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol".
O "caso Richarlyson" demonstra o grau de homofobia que assola nosso país. Mas o jogador tem demonstrado sua coragem e partiu para lutar pelos direitos constitucionalmente garantidos não só a ele como a todos nós, cidadãos, que são: honra, dignidade, igualdade e privacidade. Richarlyson poderia ter agido de três formas diferentes nesta situação: ter se recolhido e não levar a história adiante, agir por ele mesmo ou, e aí é que está o seu brilhantismo, lutar por todos nós.
Conhecedor das regras de civilidade, respeito e justiça, o jogador está agindo contra o preconceito e discriminação de um diretor de clube de futebol e de um Juiz de Direito, a quem recorreu para clamar por justiça. Ocorre que esse que deveria ser o seu defensor não só indeferiu seu pedido e o repeliu como proferiu sentença ainda mais preconceituosa e homofóbica do que as ofensas praticadas por seu primeiro agressor.
Todas as ações de Richarlyson, inclusive a exposição do caso (e, conseqüentemente, da sua imagem) para a mídia, demonstram quais são as atitudes daqueles que se sentem vítimas de discriminação, seja ela homofóbica ou não. Para que as ações do jogador de futebol sejam ainda mais brilhantes, resta apenas uma atitude: exigir uma indenização por danos morais de todos aqueles que o ofenderam. O valor que Richarlyson vier a receber (e parece claro que o receberá, diante dos incontestáveis danos causados aos seus valores morais, sua dignidade e sentimentos) servirá, como diz a própria lei, para atenuar os seus sofrimentos e, principalmente, punir aqueles que os causaram.
A punição é a função educativa da indenização por dano moral. E, neste caso, se presta a ensinar que a homofobia não é mais aceita por grande parte da sociedade (infelizmente, não a totalidade dela). Cada vez mais "Richarlysons" aparecerão para mostrar que aqueles que não concordam com isso - até mesmo um Juiz de Direito - serão punidos e apontados perante a sociedade como pessoas que agem em descompasso com a Justiça e com os tempos em que vivemos, causando danos à sua própria imagem.
É um absurdo que a discriminação venha de um diretor de clube de futebol. E mais absurdo ainda é que isso seja aprovado, através de uma sentença, por um juiz. O Conselho Nacional de Justiça tem em suas mãos a obrigação de punir o juiz e nos fazer acreditar que o Brasil não é um território sem lei.
Sylvia Maria Mendonça do Amaral é advogada especialista em Direito de Família e Sucessões
publicado no portal do jornal O Globo
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quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Juiz do caso Richarlyson deveria estar aposentado,
| Felipe Corazza Barreto | |||||||||
Em entrevista a Terra Magazine, Gómez comentou trechos da sentença na qual o juiz rejeitou uma queixa-crime de Richarlyson, atleta do São Paulo, contra o dirigente José Cyrillo Jr., do Palmeiras. O cartola alviverde teria insinuado, em um programa de televisão, que o atleta são-paulino é homossexual. Veja também: A decisão do magistrado tem trechos que Gómez chama de inacreditáveis. Maximiano escreveu, por exemplo, que seria melhor que um atleta homossexual abandonasse os gramados. Diz também a sentença que o futebol é um jogo "viril, varonil, não homossexual". Maximiano já foi afastado do caso e deve prestar explicações sobre a sentença ao Conselho Nacional de Justiça. Grupos contra o preconceito, como o GGB (Grupo Gay da Bahia), já pensam em processar o juiz por discriminação. Leia a entrevista com Thomas Gómez: Terra Magazine - Um juiz brasileiro publicou uma sentença dizendo que o futebol "é um jogo viril, varonil, não homossexual". Qual a sua avaliação disso? O magistrado afirma também que se um jogador é homossexual, é melhor que deixe o futebol... Em mais um trecho da sentença, o juiz afirma que se um homossexual quer jogar futebol, deve montar seu próprio time e fundar a própria liga. Se um homossexual não quiser jogar em uma liga como a IGLFA, o sr. vê isso como problema? Ainda no caso da sentença, o magistrado diz que um jogador homossexual poderia prejudicar "a uniformidade de pensamento do time, o entrosamento, o equilíbrio". Qual a sua avaliação? Grupos pelos direitos dos homossexuais do Brasil querem processá-lo... Em geral, o sr. acha que jogadores homossexuais devem deixar tornar público que o são?
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Ação da justiça contra o preconceito
Juiz do caso Richarlyson é afastado após análise do processo
Justificativas sem embasamento na lei forçam a saída de Manoel Junqueira; processo segue na Justiça
SÃO PAULO - A confusão envolvendo a acusação de que o meio-campista Richarlyson, do São Paulo, seria gay, ganhou nesta sexta-feira mais um capítulo. O juiz Manoel Maximiliano Junqueira Filho, da 9.ª Vara Criminal de São Paulo, foi afastado do cargo por uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a pedido dos advogados do jogador, Renato Salge e Paulo César Ferreira, após tomarem conhecimento da sentença que Junqueira expediu para justificar o arquivamento do caso.
Veja também:
As justificativas do juiz se tornaram públicas e foram motivos de críticas e revoltas pelo tom homofóbico do texto, com frases como "Quem é, ou foi boleiro, sabe muito bem que estas infelizes colocações [ser homossexual] exigem réplica imediata, instantânea, mas diretamente entre o ofensor e o ofendido, num tête-à-tête" e "futebol é jogo viril, varonil, não homossexual. Há hinos que consagram esta condição."
Salge e Ferreira dizem que não contaram ao jogador o tom do despacho e que estão recorrendo da decisão de arquivar o processo. O autor da frase que gerou toda a crise, José Cyrillo Junior, será convocado para depor e se explicar sobre o problema na Justiça, mesmo tendo pedido desculpas publicamente, na televisão, dois dias após o caso.
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O preconceito em ação
Juiz arquiva queixa de Richarlyson e diz que futebol "é viril"
A queixa-crime apresentada pelo volante são-paulino Richarlyson contra o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Jr., que insinuou que o atleta é homossexual, foi arquivada pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, segundo reportagem da Folha nesta sexta-feira (íntegra disponível só para assinantes do jornal ou do UOL).
No documento em que relaciona os motivos para o arquivamento do caso, Junqueira Filho classifica o futebol como "jogo viril, varonil, não homossexual" e sugere que um atleta gay deve abandonar a carreira ou montar um novo time e criar uma federação própria para continuar atuando.
A polêmica começou em junho, no programa "Debate Bola" da TV Record. Indagado sobre a possibilidade de haver um atleta homossexual no elenco palmeirense disposto a assumir publicamente sua opção, Cyrillo começou a responder dizendo: "O Richarlyson quase foi do Palmeiras".
A pergunta surgiu depois que a coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo e da Folha Online, informou, sem citar nomes, que um jogador de um grande clube paulistano estava em negociação com a TV Globo para assumir a homossexualidade.
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