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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Marta fala na Alemanha para trazer investimentos para o Brasil

Na Alemanha, Ministra do Turismo destaca o crescimento econômico a estabilidade do Brasil, em discurso para atrair investidores Munique (28/01/08) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, destacou, hoje (28), em Munique (Alemanha), ao participar da Sportsponsorship Conference (Ispo), que o Brasil tem crescido com equilíbrio, mais crédito, empregos e distribuição de renda.

Marta proferiu palestra na abertura da conferência e das seis feiras de negócios, sobre o tema “As oportunidades no Brasil". A ministra destacou particularmente as oportunidades de investimentos que surgiram a partir do anúncio da realização, no Brasil, da Copa Mundial de Futebol de 2014.

O tema despertou grande interesse, tendo em vista que a Agência Federal de Comércio Exterior Alemã recomendou o investimento no país, segundo lembrou a ministra, citando a edição de novembro de 2007 da revista preparada pela agência, dirigida a empresários. A Ispo, realizada anualmente, é o mais importante congresso de patrocinadores esportivos da Europa. Reúne, nesta edição, 180 palestrantes em 17 painéis, além de expositores de equipamentos esportivos, moda e estilo de vida.

"A estabilidade monetária, com a redução e controle da inflação, resultou no crescimento do PIB por 23 trimestres consecutivos. Conseqüentemente, a relação Dívida Pública/PIB, que em 2003 era de 52,4%, diminuiu para 42,6% em 2007. As taxas de investimento e consumo também acumularam índices positivos nos últimos 15 e 16 meses, respectivamente. E a taxa de juros básicos, que chegou a 26,5% ao ano em 2003, tem sido reduzida de forma responsável, sendo atualmente cotada em 11,25%", afirmou a ministra.

Marta Suplicy também observou que "o risco país" tem estado bem abaixo dos 200 pontos, e as reservas internacionais cresceram de US$ 59,8 bilhões para US$ 185 bilhões, em apenas um ano. Mais um ponto relevante no discurso da ministra aos participantes da Ispo foi sobre a redução da taxa de desemprego, que caiu para 8,2%, o menor patamar desde a criação, em 2002, da série histórica. "Como conseqüência, constatou-se importante melhoria na distribuição de renda e redução de pobreza, que, segundo o relatório ‘Perspectiva Econômica Mundial’ do FMI, caiu de 28,2% em 2003 para 19,3% em 2006. A renda média dos trabalhadores aumentou 3,12% em relação a 2006."

Diante de bons resultados, como esses apresentados, em 2007, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) qualificou o Brasil como o quinto melhor país do mundo para se investir. "Nesse mesmo ano, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil passou a ocupar o sexto lugar na economia mundial, em um ranking com 146 países, analisado o PIB quanto à paridade do poder de compra. Aqui, na Alemanha, temos a Agência Federal de Comércio Exterior Alemã também recomendando o investimento em nosso país", observou a ministra.

A ação do governo federal na redução das desigualdades sociais fez com que o país melhorasse sensivelmente seu IDH, passando a ocupar a categoria dos países de alto desenvolvimento humano. Para a ministra do Turismo, "ainda há muito o que fazer, mas o desenvolvimento econômico e social consolidou um mercado interno bastante dinâmico e uma nova presença política e econômica do Brasil no cenário mundial". A ministra citou, como exemplo, que a indústria dos cartões de crédito deverá faturar no Brasil US$ 122,5 bi em 2008, atingindo 104 milhões de usuário, frente os atuais 92 milhões. "Esses dados representam um aumento de 13%."

Perspectivas positivas – Justamente esse cenário de estabilidade econômica, associada à estabilidade político-institucional, na opinião da ministra, contribuiu para que a candidatura do Brasil fosse acatada para sediar a Copa Mundial de Futebol de 2014. E as perspectivas, a partir dessa definição, são muito positivas: "As competições esportivas do calendário mundial têm um efeito multiplicador na economia dos países que as sediam. Têm a capacidade de reestruturar a paisagem urbana dos países-sede, deixando um legado para a economia do país e a qualidade de vida da população. Além disso, a promoção do futebol, como de outros esportes, está associada à promoção de outros segmentos da economia".

Por fim, a ministra observou que, para abrigar competições esportivas internacionais com excelência, são necessários inúmeros investimentos prévios e um planejamento fortemente estruturado. Ela explicou que "o governo brasileiro se mobiliza e se organiza para identificar as demandas e os investimentos públicos e privados, nos âmbitos nacional e internacional, que serão necessários para habilitar as cidades que sediarão os jogos. Estão previstos projetos em aeroportos, transporte público, hotelaria, saneamento básico, telecomunicações, dentre outros".

"No que se refere a investimentos em infra-estrutura urbana, o planejamento da Copa de 2014 já está em parte contido no Programa de Aceleração do Crescimento, lançado pelo Governo Federal em 2007, com o objetivo de criar um ambiente favorável ao crescimento econômico e despertar o espírito empreendedor do empresariado. Até 2010, esses investimentos em infra-estrutura urbana serão da ordem de US$ 288,7 bi, dentre os quais US$ 33 bi serão destinados a investimentos em infra-estrutura turística", informou Marta Suplicy, explicando, também, que o Ministério do Turismo já iniciou seu planejamento. "Contratamos um estudo junto a uma renomada entidade brasileira – a “Fundação Getúlio Vargas” –, o qual apontará a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento turístico no Brasil, com o objetivo de alcançar um nível internacional em 65 destinos prioritários até 2010. Esses destinos incluem as 18 cidades brasileiras que pleiteiam sediar os jogos." O objetivo é contribuir para a excelência da recepção das seleções, torcedores, imprensa e turistas que visitarão o Brasil tanto durante a Copa de 2014 quanto depois de sua realização.

Plano Nacional do Turismo – O investimento realizado para a Copa de 2014, além de atrair mais turistas estrangeiros, ajudando a posicionar o Brasil como um dos principais destinos internacionais, também contribuirá para que o turismo avance nas metas previstas no Plano Nacional do Turismo (2007-2010). Até 2010, as metas são: alcançar 217 milhões de viagens no mercado interno, criar 1,7 milhão de novos postos de trabalho, gerar US$ 7,7 bilhões em divisas e desenvolver 65 destinos turísticos com padrão de qualidade internacional.

Ass. de Comunicação do Ministério do Turismo - ASCOM

Ass. de Comunicação da Embratur - ASCOM

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

´O turismo só acontece com cooperação´

Diário do Nordeste Entrevista Marta Suplicy


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A MINISTRA do Turismo, Marta Suplicy, esteve no Ceará,

na semana passada, e anunciou uma série de investimentos

para o desenvolvimento do turismo cearense

(Foto: FOTOS: FÁBIO LIMA)

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A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, esteve em Fortaleza na semana passada para anunciar uma série de investimentos para o setor no Ceará. Em entrevista, ela falou dos projetos do Ministério do Turismo (MTur) para o Estado e da importância de parceiros como o Governo do Estado e o Sebrae para a implementação de ações que incrementem o turismo cearense


De que forma os programas do seu ministério podem ajudar a garantir o desenvolvimento sustentável para as regiões mais pobres onde, em geral, estão algumas das paisagens mais bonitas do nosso País?

O Ministério do Turismo baliza suas ações no Plano Nacional do Turismo, que considera todas as regiões brasileiras importantes para o turismo, cada uma com sua especificidade e diversidade. Os atrativos naturais do Brasil, juntamente com seu povo, constituem a maior riqueza do País. Aproveitar o que eles têm de melhor e, ao mesmo tempo, conservá-los é um grande desafio. Mas quando falamos em sustentabilidade não podemos pensar apenas em meio ambiente. Temos que lembrar também dos aspectos sociais, culturais e econômicos da atividade turística. Diante disso, o Ministério do Turismo tem trabalhado em parceira com diversos outros ministérios e instituições locais, a fim de garantir a sustentabilidade, em todos os seus aspectos, nas mais diversas regiões turísticas.

Como o MTur pretende resolver um dos problemas do turismo do Nordeste que é a carência de mão-de-obra treinada?

Turismo sem mão-de-obra qualificada não avança. A área de qualificação me sensibiliza especialmente por causa da abertura que tem para a inclusão social, a formação da juventude e um futuro positivo para o turismo e para o País. O turismo é um grande impulsor de mobilidade social, abrindo possibilidades de crescimento. Um exemplo que eu sempre dou é que, por meio da qualificação, em pouco tempo, uma camareira pode passar a ser gerente; um garçom pode virar empresário. Poucos setores da economia permitem este avanço. Para isso e sabendo que qualificação é um processo contínuo, o Ministério do Turismo lança mão de vários projetos que visam capacitar e qualificar a mão-de-obra local para a atividade turística. Vários destes projetos fazem parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério e o Sebrae.

Como a senhora vê a parceria do MTur com o Sebrae?

Trabalhar em equipe é o forte do Ministério do Turismo e o Sebrae é uma das instituições parceiras fundamentais para aplicar as políticas do MTur nos locais onde o turismo acontece, ou seja, nos municípios e regiões turísticas. A geração de emprego e renda é o que norteia nossas ações e políticas. Nesse sentido, os interesses do Sebrae e do MTur são coincidentes. O Sebrae transforma a vida de milhões de pessoas e o turismo, quando estruturado de forma eficiente e responsável, é capaz de fazer o mesmo. Um dos exemplos mais recentes dessa parceria foi a assinatura de um acordo de cooperação técnica, no valor de R$ 21,5 milhões, para a execução de projetos para o incremento do turismo no País. São ações de desenvolvimento de metodologias para o fortalecimento institucional, de gestão empresarial e de destinos para a competitividade e desenvolvimento de apoio ao mercado. Vamos trabalhar toda a cadeia produtiva para qualificarmos o setor. Tenho certeza que alcançaremos ótimos resultados no final.

O MTur é parceiro de primeira hora de um projeto pioneiro que é o Roteiro Integrado Delta-Jeri-Lençóis. Como é gerenciar reivindicações e anseios de três estados?

O papel do Ministério do Turismo na estruturação de roteiros integrados é reunir, organizar e articular as reivindicações dos estados, que, por sua vez, são demandados pelos poderes municipais. A gestão participativa e democrática fortalece o papel político de cada um dos envolvidos na produção turística - governos federal, estadual, municipal, a iniciativa privada e parceiros. O desafio, então, é integrar os interesses e as expectativas de todos, além de articular com diversas instituições para que as reivindicações possam ser atendidas. O aprendizado desse gerenciamento acontece nas experiências diárias. É muito prazeroso para mim e para minha equipe ajudar a fazer essa articulação acontecer e, principalmente, ver esse diálogo beneficiar a todos.

Ainda sobre o Roteiro Integrado, há chances dessa experiência ser multiplicada ou reaplicada em outras regiões do País?

Isso já acontece. Os roteiros integrados são o resultado de uma das importantes parcerias entre o MTur e o Sebrae e integram o projeto Rede de Cooperação Técnica para Roteirização. O objetivo é promover o envolvimento dos agentes da cadeia produtiva local na formação dos roteiros turísticos. O MTur trabalha com cinco roteiros integrados, um para cada região do País. Além do Delta/Lençóis/Jericoacoara, no Nordeste, temos o Vale do Acre, no Norte, Brasília/Chapada dos Veadeiros, no Centro-Oeste, Iguaçu/Missões, no Sul, e Estrada Real-Caminho Velho e Paraty a Ouro Preto, no Sudeste. Ações conjuntas de capacitação, qualificação, promoção e apoio à comercialização são executadas para desenvolver a sustentabilidade e projetar cada um desses roteiros no mercado. Eles já estão estruturados e disponíveis para comercialização. Temos, entre nossos objetivos, fazer com que, aos poucos, os envolvidos ganhem mais autonomia.

Aqui no Ceará, como a senhora vê a parceria do MTur com o Governo do Estado?

Tenho dito aos governadores que podem sempre contar com o meu empenho em Brasília para o desenvolvimento do Nordeste, como um todo. O turismo só acontece em ambientes de mútua cooperação. Nossa parceria com o governo cearense é determinante para o sucesso das ações no Estado, uma vez que o Ministério do Turismo não dispõe de instituições representativas em cada uma das Unidades da Federação. As Secretarias Estaduais de Turismo são as entidades capazes de disseminar as políticas propostas pelo MTur, ao mesmo tempo em que trazem até nós uma visão dos anseios e necessidades locais. Isso, somado às ações de instituições como o Sebrae e Senac, desenvolvidas de forma alinhada, garantem a sustentabilidade da atividade turística.

A senhora visitou, no dia 04/10, o município de Canindé aonde acontece a romaria de São Francisco. O MTur pretende investir no turismo religioso do Ceará, que tem Canindé e Juazeiro como os principais centros religiosos?

Nós trabalhamos com conceitos de segmentação. O turismo religioso está inserido no conceito de Turismo Cultural. A partir das prioridades traçadas pelos governos estaduais, colaboramos com a formatação de roteiros em que a busca espiritual e a prática religiosa sejam o atrativo maior para a realização de eventos e deslocamentos. Peregrinações e romarias; a participação em retiros espirituais, festas, comemorações, eventos e celebrações religiosas; a contemplação de apresentações artísticas de caráter religioso; a visitação a espaços e edificações, como igrejas, templos, santuários e terreiros; e a realização de itinerários e percursos de cunho religioso são algumas características desse segmento apoiados pelo MTur.