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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Bissexualidade feminina não é só uma fase de indecisão

girlskissgirls's photo de 08/12/07

REUTERS e AGENCIA ESTADO


NOVA YORK - Um estudo psicológico recém-publicado afirmou que a bissexualidade feminina não é uma fase de transição entre o heterossexualismo e o lesbianismo, mas sim uma orientação sexual específica.

Pesquisadores estudaram 79 mulheres não-heterossexuais ao longo de uma década e observaram que as bissexuais mantiveram-se com atração tanto por homens quanto por mulheres durante todo o período.

"Esta é a primeira pesquisa que realmente acompanhou mulheres homossexuais por um período de tempo tão longo, e enterra de vez, acredito, a idéia de que se trata de uma fase de transição", disse a psicóloga Lisa Diamond, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, que conduziu o estudo publicado na revista Developmental Psychology.

"Porque, se fosse, devia ter se resolvido num período de dez anos. Em vez disso, observa-se que esses padrões de desejo não-excludente são bastante estáveis. As mulheres podem mudar de relacionamento, podem mudar o modo como se identificam, mas esse padrão básico de desejo se mantém."

Diamond entrevistou mulheres que tinham entre 18 e 25 anos quando o estudo começou, e que se autodenominavam lésbicas, bissexuais ou inclassificáveis.

Ela observou que as bissexuais e as sem classificação tenderam mais que as lésbicas a mudar de identidade sexual, mas a mudança era entre bissexual e sem classificação, em vez de se estabelecer como lésbica ou heterossexual.

"É incrível o quão persistentes são alguns dos estereótipos negativos sobre a bissexualidade. Ainda existem até pesquisadores, além de leigos, que não têm certeza de que ela exista, que a encaram como uma fase de transição no caminho para o lesbianismo, ou que a vêem como nada mais que algo que heterossexuais confusas afirmam sobre si mesas", explicou Diamond numa entrevista.

A pesquisa também afirma derrubar o estereótipo de que as mulheres bissexuais são incapazes ou não querem se comprometer a relacionamentos monogâmicos de longo prazo (de mais de um ano). No décimo ano da pesquisa, 89 por cento das mulheres que se autodenominavam bissexuais estavam envolvidas em relacionamentos monogâmicos de longo prazo, assim como 85 por cento das que preferiram não adotar rótulos.

"Até agora era difícil refutar esses estereótipos porque não havia dados suficientes. O que é ruim para a sociedade, mas também é ruim em termos de assistentes sociais, terapeutas e pessoas que têm contato com bissexuais. Eles precisam saber, por exemplo, que seria inadequado dar conselhos como: 'Sabe, você acha que é bissexual, mas provavelmente não seja"', acrescentou Diamond.

(Reportagem de Stefanie Kranjec)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ansiedade aumenta risco de doenças cardíacas, diz estudo


Pesquisa indica que fator tem importância mesmo quando combinada a outros.

BBC Brasil - BBC

- Uma nova pesquisa da University of Southern Califórnia, nos Estados Unidos, indica que a ansiedade pode aumentar o risco de uma pessoa desenvolver doenças cardíacas em até 40%.

Estudos anteriores já apontavam que pessoas com a personalidade do chamado Tipo A - com tendência à competitividade, falta de tempo, envolvimento em múltiplas funções, ansiedade excessiva e incapacidade de relaxar, entre outras características - têm maior propensão a desenvolver doenças cardíacas.

Agora, a nova pesquisa publicada na revista especializada Journal of American College of Cardiology diz que ansiedade a longo prazo eleva esse risco, mesmo quando outros fatores comuns são levados em consideração.

"O que estamos vendo vai além do que pode ser explicado por pressão sanguínea, obesidade, colesterol, idade, fumo, níveis de açúcar no sangue e outros fatores de risco para doenças cardiovasculares", afirma Biing-Jiun Shen, professor assistente de psicologia na University of Southern Califórnia, em Los Angeles, e um dos líderes da pesquisa.

Segundo Shen, o papel da ansiedade vai elém dos efeitos de depressão, raiva, hostilidade e outras emoções negativas. "Esses fatores psicológicos são importantes na previsão dos riscos de doença cardíaca, mas a ansiedade é única."

Ansiedade constante

"Homens mais velhos, com ansiedade constante ao longo de suas vidas, parecem ter maior risco de doenças cardíacas mesmo depois de considerados os níveis de depressão, raiva, hostilidade e comportamento do Tipo A."

Na pesquisa, Shen e sua equipe analisaram dados de um estudo anterior, realizado para analisar mudanças médicas e psicológicas associadas à idade de um grupo de 735 homens inicialmente saudáveis.

Os homens foram testados psicologicamente em 1986, quando apresentavam boa saúde cardiovascular. Durante os 12 anos seguintes, os participantes passaram por exames médicos em média a cada três anos.

A equipe de Shen mediu a ansiedade em quatro níveis diferentes:

Além disso, os testes mediram hostilidade, raiva, comportamento do Tipo A, depressão e emoções negativas.

Também foram levados em consideração os hábitos de saúde dos participantes, como fumo, consumo de álcool e dieta.

Segundo os cientistas, os homens cujas respostas se encontravam entre os 15% com maior nível de ansiedade - em qualquer um dos tipos, ou em todas elas combinadas - apresentavam risco de desenvolver doenças cardíacas de 30% a 40% mais alto do que os outros participantes.

Aqueles com níveis de ansiedade mais altos apresentavam riscos ainda maiores. A relação continuou mesmo depois de levados em consideração riscos padrões de doenças cardíacas, como hábitos de saúde e características da personalidade.

"A boa coisa da ansiedade é que ela é bastante tratável", disse Shen. "Se alguém for muito ansioso, se sofre de ataques de pânico, fobia social ou preocupações constantes, nós recomendamos terapia."

"Apesar de serem necessárias mais pesquisas, nós esperamos que, reduzindo a ansiedade, nós consigamos diminuir o risco futuro de doenças cardíacas", acrescentou o pesquisador. "Esta é mais uma razão para pedir ajuda."

O estudo, no entanto, não analisou os efeitos da ansiedade para doenças cardíacas em mulheres.
http://www.cromielettromedicali.com/images/cardiologia.gif

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Cientistas próximos da criação de vasos sanguíneos artificiais

Minúsculos tubos são obtidos em laboratório a partir de células-tronco

O Globo

Cientistas americanos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciaram que estão próximos da criação de vasos sanguíneos artificiais.

Eles conseguiram criar minúsculos tubos em laboratório a partir de células-tronco.
A obtenção de vasos sanguíneos artificiais é considerado um dos importantes desafios da medicina regenerativa porque eles poderão transplantados para diversos órgãos que precisem de grandes quantidades de tecidos vasculares.

A equipe do MIT fez com que células-tronco chamadas de células progenitoras endoteliais fossem esticadas, formando tubos em volta de um modelo em escala nano que continha ranhaduras.

Importância para fornecer sangue para outros tecidos As células detectaram as ranhaduras e se alongaram, alinhandose na mesma direção, o que resultou em uma estrutura multicelular com margens definidas. Com a ajuda de um gel, que induziu o crescimento das células, foram formados tubos tridimensionais.

De acordo com os cientistas, no trabalho publicado na revista “Advanced materials”, isso provou que é possível controlar o desenvolvimento das células usadas para formar esses vasos.

Pesquisadores já haviam conseguido criar vasos mais largos, mas a formação de minúsculos capilares, necessários para fornecer sangue para outros tecidos e para órgãos sempre foi considerado uma tarefa mais complicada.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Ressuscitação e salvação




+ Marcelo Gleiser


A ciência esteve perto de realizar o mito de Frankenstein




C om a chegada do Natal, achei apropriado escrever sobre as recentes descobertas científicas na área da genética que prometem revolucionar o futuro. Não, o assunto não é células-tronco. Em 2003, quando o genoma humano foi finalizado, cientistas descobriram algo surpreendente: nossos corpos possuem restos de tipos de vírus chamados retrovírus, fósseis de batalhas imunológicas travadas há bilhões de anos.
Esses retrovírus são organismos extremamente primitivos: trata-se essencialmente de tiras de material genético circundadas por um invólucro de proteínas. Não se pode nem dizer que sejam vivos. Parasitas, apenas se reproduzem quando conseguem invadir uma célula. Ali, fazem a única coisa que sabem fazer: inserir seus genes no DNA da célula de modo que, quando a célula se divide, eles vão com ela de carona, espalhando-se cada vez mais, numa espécie de colonização celular. O HIV, o vírus causador da Aids, que é um retrovírus, já causou mais de 25 milhões de mortes.
Os pedaços de retrovírus encontrados constituem 8% do genoma. Como comparação, apenas 2% são usados para produzir todas as proteínas que nos mantêm vivos. Esses fósseis genéticos contam a história da nossa evolução, das batalhas contra doenças que definiram nossa espécie. Recentemente, o cientista francês Thierry Heidmann ressuscitou um retrovírus que estava extinto havia centenas de milhares de anos. Para tal, extraiu pedaços do vírus e, como num quebra-cabeças, reconstruiu sua estrutura genética. O vírus, acordando de seu sono profundo, infeccionou ratos no laboratório, comprovando sua eficiência. Nunca a ciência esteve tão próxima de transformar o mito de Frankenstein em realidade.
A idéia de que cientistas possam ressuscitar doenças já extintas parece assustadora. Eu mesmo senti um calafrio quando li sobre isso pela primeira vez. Mas a razão para isso não é criar armas terríveis para subjugar a humanidade (se bem que o risco que isso ocorra está sempre presente). Ao contrário, é usar os retrovírus para curar doenças, a Aids entre elas.
Por que chimpanzés carregam o vírus da Aids mas nunca contraem a doença? Afinal, nosso genoma é praticamente idêntico ao deles. A diferença mais dramática é que os chimpanzés carregam em torno de 130 cópias do retrovírus extinto Pan troglodytes (PtERV), enquanto gorilas têm 80 e nós nenhuma. Quatro milhões de anos atrás, esse vírus infectou chimpanzés e gorilas. Mas não temos traço disso no nosso genoma. Foi então que cientistas da Universidade de Rochester, nos EUA, propuseram algo revolucionário: os processos evolutivos que nos protegeram do PtERV nos deixaram vulneráveis ao HIV.
Em particular, parece que a chave está num gene que nós temos e os macacos também, chamado TRIM5 . Nos humanos, esse gene produz uma proteína que destrói o PtERV. No macaco reso, ela protege contra o HIV. Após ressuscitar o PtERV, os cientistas provaram que a proteína produzida pelo TRIM5 pode proteger contra uma ou outra doença, mas não contra as duas ao mesmo tempo.
Quando nos separamos totalmente dos macacos, há 4 milhões de anos, desenvolvemos uma proteção eficiente contra o PtERV. Mas essa proteção nos deixou vulneráveis ao HIV. O objetivo agora é tentar desenvolver uma droga que atue do mesmo modo que a proteína que protege os macacos contra o HIV. Ou seja, ressuscitação e salvação à moda científica. [Para escrever este artigo, inspirei-me na matéria de Michael Specter, "Darwin's Surprise", publica na revista americana "The New Yorker", dia 3 de Dezembro de 2007.]

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "A Harmonia do Mundo"

sábado, 22 de dezembro de 2007

Le Viagra fait aussi bander les muscles des sportifs

Cyclisme, alpinisme et... courses de chevaux: des sports où la pilule bleue est utilisée comme dopant, améliorant l'oxygénation.

Montage: Yann Guégan.

En boostant leurs performances sexuelles, le Viagra permet à beaucoup d'hommes de grimper au septième ciel. Plus surprenant, le médicament permettrait également aux cyclistes, aux alpinistes et des chevaux de course d'atteindre des sommets de performance.

Nous entrons dans une période de fêtes, où le Viagra va être être abondamment consommé par les non-sportifs, qui veulent être à la hauteur sous la couette. Mais depuis son arrivée sur le marché en 1998, le sildénafil, la substance contenue dans les petits losanges bleus, a prouvé ses mérites en matière de vasodilatation pulmonaire, fonction limitante des activités d’endurance maximale ou altérée, par exemple lors des efforts en altitude. Plus surprenant, il est aussi utilisé pour booster les performances des chevaux lors des courses hippiques.

Les poumons se comportent comme les corps caverneux de la verge

Déjà en 2001, nous avions signalé dans la presse sportive que le Viagra, médicament commercialisé pour les troubles de l’érection, s’était échappé pratiquement incognito des alcôves douillettes pour rejoindre les camps d’altitude afin de limiter le mal aigu des montagnes (MAM).

L’équipe du professeur Martin Wilkins, du Centre national de cardiologie de l’hôpital Hammersmith, dans l’ouest de Londres, a démontré que l’enzyme qui gênait l’afflux du sang dans le pénis chez des personnes en difficultés érectiles provoquait aussi des difficultés respiratoires dans un air appauvri en oxygène. En somme, les poumons se comportent comme les corps caverneux de la verge, subissant une vasoconstriction des artères qui empêche une bonne oxygénation.

Or le Viagra, inhibant l’action de cet enzyme, stimule la turgescence du sexe masculin et la dilatation des vaisseaux sanguins pulmonaires. Aujourd’hui, les aptitudes sur l’appareil respiratoire du petit comprimé bleu intéressent de plus en plus les spécialistes de la haute montagne.

La pilule bleue devrait se diffuser massivement chez les grands trekkeurs

Conséquences: les études consacrées au sildénafil se multiplient. L’une des dernières en date a eu pour théâtre le mont Blanc. Douze volontaires ont été héliportés vendredi 11 juillet 2003 à l’observatoire Vallot (4 360 m) près du plus haut sommet des Alpes où ils ont testé pendant six jours les effets secondaires du Viagra.

Ce test clinique, incité par le docteur Jean-Paul Richalet, professeur de médecine à l’université Paris XIII, et directeur scientifique de l’association pour la recherche en physiologie de l’environnement, vise à observer les effets du sildénafil, principe actif contenu dans le Viagra, sur l’hypertension pulmonaire et les maladies liées à l’altitude.

Ce sildénafil a déjà été exploré pour soigner l’angine de poitrine et pourrait permettre de lutter contre le mal des montagnes (MAM). Les douze hommes, âgés d’une cinquantaine d’années, ont pris du Viagra alors que, parallèlement, ils pédalaient sur des vélos d’appartement et étaient suivis par quatre médecins présents à l’observatoire Vallot. Résultat? La moitié ayant pris du Viagra avait des performances nettement supérieures, et respirait bien mieux. Leur circulation sanguine était aussi plus fluide.

Compte tenu de ces premiers résultats prometteurs publiés en janvier 2005, on doit s’attendre à une diffusion massive du médicament dans les trekkings d’altitude.

Les femmes des coureurs cyclistes omniprésentes à l'arrivée

D’autres équipes sont sur le même créneau de recherche. Au mois d’août 2003, ont eu lieu deux expériences similaires à celle du refuge Vallot. L’une a été menée par des scientifiques suisses sur le versant italien du Mont-Rose, et l’autre en Californie à White Mountain (4 000 m). Déjà au printemps, au camp de base de l’Everest, à 5 400 m d’altitude, des chercheurs allemands de l’université de Giessen, aidés de 120 porteurs et de 50 yacks pour le transport du matériel, avaient testé le Viagra sur 14 alpinistes tentant l’ascension du Toit du monde.

Il est à craindre que le sildénafil ne concerne pas que les amateurs de régions escarpées accessibles seulement à pied ou à dos de mulet mais aussi tous les sportifs grimpant avec du matériel, tel les cyclistes du Tour de France dans les étapes de montagne. D’ailleurs, on peut se poser la question de savoir si la petite pilule bleue n’a pas déjà investi la pharmacie des géants de la route, lorsqu’on apprend que les femmes des coureurs sont omniprésentes à l’arrivée des étapes!

Dans la mesure où la très prisée érythropoïétine (EPO) et la non moins fameuse homotransfusion (avec le sang d’une personne compatible) sont de mieux en mieux traquées par les laboratoires antidopage agréés par l’Agence mondiale (AMA), il est à parier que le Viagra non encore prohibé (pour l’instant) sera probablement présent dans la pharmacie top niveau des compétiteurs des prochains évènements sportifs planétaires, tels que Jeux olympiques de Pékin, tournois de tennis du grand chelem, Tour de France etc. autant sur les aires sportives que sous la couette.

ALPINISME. Le mal des montagnes, fléau des cimes. Le mal d’altitude peut affecter toute personne qui monte à plus de 2 500 mètres, sa prophylaxie médicamenteuse attire les convoitises des laboratoires pharmaceutiques. Rappelons qu’en dessous de 2 000 m d’altitude, 10 à 15% des personnes l’éprouvent; entre 3 000 et 4 000 mètres, ils sont 50% à en souffrir et ce chiffre passe à 75% entre 4 000 et 5 000 mètres.

La baisse de la pression partielle d’oxygène dans l’air, d’autant plus importante que l’altitude atteinte est élevée, est à l’origine de cette pathologie. Celle-ci est, dans la plupart des cas, bénigne et spontanément régressive, mais peut parfois évoluer vers l’œdème cérébral de haute altitude (OCAH), potentiellement mortel.

D’un autre côté, la marche en haute montagne n’est plus une affaire de spécialistes hyperentraînés. On trouve de plus en plus de citadins ayant une condition physique très éloignée des exigences de l’effort en altitude dont certains, moyennant finances, se font tracter en haut de l’Everest. Le Népal accueillerait ainsi chaque année plus de 60 000 randonneurs en provenance des pays occidentaux.

Par exemple, en 1997, un petit pays comme la Suisse en fournissait un contingent de… 8 000! Parmi tous ces trekkeurs, nombreux ont dépassé la quarantaine et ont des systèmes vasculaires plus ou moins performants. Souvent, les organisateurs de voyages sportifs et les professionnels de l’aventure poussent à la consommation en conseillant à leurs adhérents de se faire prescrire des médicaments anti-MAM (corticoïdes, diurétiques, acide acétylsalicylique et aujourd’hui Viagra).

Ce sujet a bien sûr sa place dans une chronique sur le dopage, car si prendre du Viagra pour affronter les dénivelés n’est pas du dopage, il illustre une dérive de la compétition contre les autres mais aussi contre soi-même!

CYCLISME. Du Viagra pour mieux grimper les grands cols.Le Viagra (sildénafil) serait utilisé aussi à grande échelle au niveau du peloton cycliste. Selon une enquête réalisée par la Gazet van Antwerpen, le produit circule en effet depuis le milieu de l’année 2004 dans le peloton. Il améliorerait sensiblement les performances des cyclistes, notamment dans le cadre de stages en haute altitude.

Le problème est d’ailleurs évoqué dans les sphères sportives se préoccupant des contrôles antidopage. Le docteur Reno Roelandt, membre du Comité olympique belge et de l’Agence mondiale antidopage (AMA), expliquait:

"Maintenant, nous laissons l’enquête se poursuivre, afin de voir si le Viagra a également des effets dans le cadre d’altitudes plus basses. Mais ce produit doit être mis sur la liste des produits dopants, vu qu’une consommation en grande quantité est dangereuse pour la santé"

De même, le quotidien Le Monde dans son édition du 24 juillet 2005, sous la plume de son envoyé spécial sur la route du Tour de France à Le Puy-en-Velay, témoigne sur la présence du Viagra dans les liquides biologiques des forçats de la route:

"Dans les laboratoires antidopage, les chercheurs n’en reviennent toujours pas de leur découverte : un nombre croissant d'échantillons d’urine prélevés sur des athlètes, et en particulier des cyclistes, laisse apparaître la présence de Viagra.

Pour l’heure, l’Agence mondiale antidopage (AMA) n’envisage pas d’inscrire le médicament sur la liste des produits interdits. Et, contrairement au cannabis par exemple, le cantonne à un usage festif."

De notre côté, nous espérons que l’Agence mondiale antidopage (AMA) avec son nouveau président fraîchement élu, l’Australien John Fahey, n’attendra pas que l’ensemble des compétiteurs licenciés, en dehors des activités d’alcôves, ne carburent au Viagra pour s’y intéresser et le coucher sur la liste rouge.

EQUITATION. Des étriers, une selle en cuir, une cravache et du Viagra. Le 16 mai 2005, on apprend que la police italienne a découvert un hippodrome clandestin où la mafia locale organisait des courses truquées avec des chevaux dopés au Viagra et à d’autres médicaments. La piste, construite illégalement, utilisée dans le plus grand secret et que les initiés désignaient sous le nom de code de "Miss Charmet", est située à proximité de la ville de Naples; berceau de la Camora (version napolitaine de la Mafia sicilienne).

"Nous pouvons certifier l’usage du fameux (médicament) Viagra pour améliorer les performances des chevaux", a déclaré le commandant de police Mario Pantano à des télévisions locales. L’hippodrome et les chevaux ont été confisqués par la police, qui les estime à une valeur totale de cinq millions d’euros.