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domingo, 20 de janeiro de 2008

Turismo tem que gastar mais, disse Luis Nassif


Das denúncias irrelevantes

Não vou dizer que essa prática seja de agora. Mas essa questão de levantar gastos com diárias e passagens de funcionários públicos sem deixar claro onde foram gastos é recurso antigo e ruim dos jornais.

Há alguns anos, quando ainda estava na “Folha” o repórter Rubens Valente publicou uma “denúncia” informando que eu e a Mirian Leitão havíamos recebido passagens aéreas do Ministério da Previdência... para ir a Brasília. Foi um seminário em que participamos sem custos para o governo. Faltou apenas informar que pagaram o almoço também. E nem incluíram um passeio pelo Paranoá.

O “Estadão" de hoje publica denúncia sobre gastos com pessoal e dá destaque à funcionária pública Jeanine Pires que gastou R$ 328 mil no “período” (clique aqui). O período em questão são quatro anos e a matéria informa que, nesse período, antes de ser presidente da Embratur ela foi Diretora de Turismo e Negócios e Eventos.

No total, foram R$ 6 mil por mês, em quatro anos. A denúncia deveria ser outra. Como uma Diretora de Eventos, que precisa estar permanentemente viajando, gastou apenas R$ 6 mil por mês. O que ficou fazendo nos demais dias em que não recebeu diárias?



enviada por Luis Nassif

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O segredo das pesquisas eleitorais

Luis Nassif

Se alguém tinha dúvidas sobre como as pesquisas eleitorais podem ser manipuladas, uma pequena matéria da “Folha” (que merecia destaque maior) demonstra.

A matéria fala de duas pesquisas do IBOPE sobre as eleições municipais de São Paulo. Em um dos levantamentos, divulgado pela TV Globo, Marta vence por 46% a 35%. Em outro, encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ligada a Kassab) ele vence por 47% a 38%. A diferença entre as pesquisas é de menos de um mês.

Qual o truque? No caso da pesquisa da ACSP, antes de perguntar sobre as intenções de voto, a pesquisa tinha oito questões sobre as obras de Kassab na cidade. Depois de lembrar (ou informar ) o leitor sobre as boas obras, sapecava a pergunta: em quem votaria?

enviada por Luis Nassif

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

As ilusões perversas e mortais


A guerra do PSDB

Coluna Econômica - Luis Nassif

Em outubro do ano passado, em pleno processo eleitoral, um amigo procurou o governador eleito José Serra e o alertou: se não se afastasse de Fernando Henrique Cardoso, não teria chances. Por dois motivos. Primeiro, pela imagem que FHC deixou junto ao eleitorado, de maneira geral. Depois, porque jamais FHC o apoiaria para presidente da República.

FHC tem obsessão com sua própria biografia. Nas eleições de 2002, rifou Serra, jogou contra. Temia que um bom governo, depois dele, mostrasse as fragilidades de sua própria gestão. Apostava em um governo desastroso de Lula que, por efeito comparação, ajudaria a consagrar o seu e, quem sabe, abrir as portas para ressugir como o grande conciliador, a consertar os prováveis erros do PT.

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O governo Lula não foi um desastre. O segundo governo Lula deverá ser melhor que o primeiro. Com exceção da imprudência do câmbio, seu sucessor receberá um país melhor do que o deixado por FHC. A eventualidade de uma eleição de Serra permitiria completar um ciclo virtuoso, com Lula lançando as bases de políticas sociais consistentes e iniciando investimentos consistentes em infra-estrutura; e Serra investindo nas reformas que faltam e em políticas desenvolvimentistas.

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Serra não concordou com os argumentos. Alegou que FHC era seu amigo, que o apoiava contra Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

Na semana passada, a ficha caiu. O empenho com que FHC atuou para derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não era parte de uma estratégia para derrotar Lula. A intenção era derrotar os governadores, como líder do PSDB.

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Em outubro esse quadro estava claro. Com as eleições, mudavam as regras do jogo. Em tempos de paz, os governadores dão as cartas; em tempos de guerra, FHC e senadores.

No dia seguinte à derrota da CPMF, FHC se apresentava como o líder da oposição, oferecendo a mão a Lula para uma conciliação. Arthur Virgílio, livre atirador, senador que já bateu no teto de suas ambições políticas, logo após a votação, admitia ter cumprido ordens de FHC e oferecia a conciliação.

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Nenhum país do mundo conseguiu dar o salto sem a pacificação política interna. Foi assim com a Espanha, a Irlanda do Norte, com Portugal pós-revolução dos Cravos, com o Chile. O desarmamento de espíritos, a continuidade da política, a união em torno de objetivos comuns, são peças essenciais para o grande salto.
Hoje em dia, se tem essas condições. Lula tem relações de amizade com Serra e cordiais com Aécio. Não interessa a nenhum deles instaurar um clima de guerra. Com o PT chegando ao poder, integrou-se ao jogo democrático a última peça que faltava.

Serra-Lula-Aécio têm muito mais afinidades entre si do que diferenças. As diferenças de Serra em relação ao governo Lula são as mesmas que tinha em relação ao de FHC: a submissão excessiva ao mercado. Na outra ponta, compartilha com Lula de preocupações sociais, da necessidade de políticas públicas mais ativas.

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É esse o receio maior de FHC. Um eventual pacto entre duas forças progressistas exporia ainda mais as fraquezas de seu governo.

Bicadas

Nos últimos dias, aumentaram substancialmente as bicadas entre tucanos, mostrando claramente que a manutenção da disputa em banho maria liquidará com o partido, e permitirá aos carbonários, com ajuda de parte da mídia, a queimar as pontes de uma aproximação política, além de prejudicar substancialmente o trabalho dos governadores, que perderão verbas com a reprovação da CPMF. Vai começar a guerra no PSDB.

sábado, 24 de novembro de 2007

Punk da periferia

É patética a “represália” da Veja contra o jornalista Jon Lee Anderson – que criticou a capa sobre Che Guevara. Ironiza o fato de ele ser “corajoso, sem medo de se indispor com seus amigos marxistas”. Acha que esse patrulhamento rastaqüera vai afetar um dos repórteres mais prestigiados de uma das revistas mais sofisticadas do planeta.

É a Freguesia do Ó (com todo respeito) contra New York.

Depois “prova” que Anderson afirmou que Che “fedia”. Está certo que, em plena selva, o ar condicionado às vezes falhava. E comprova, com base do livro, que, durante a guerrilha, Che guerrilhava, isto é, matava os adversários. E eu que achava que ele pertencia à Cruz Vermelha.

O “ataque” apenas comprova que Anderson fez uma biografia isenta de Che. O que aumenta o valor de suas críticas contra o padrão Veja de jornalismo.



enviada por Luis Nassif

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Salto qualitativo nas concessões

por Luis Nassif

Há uma confusão nessa discussão sobre as concessões federais. Houve avanços significativos em relação às concessões anteriores, por privilegiar a menor tarifa.

Hoje, no caderno “Dinheiro”, da “Folha”, alguns especialistas divergem do modelo de leilão por, segundo eles, só pensar no curto prazo. Pensar no longo prazo significaria impor um preço de tarifa maior, que permitisse arrecadar mais recursos para transporte.

Aí é caso de ser preso por ter cão, não ser preso por ter cão.

Há três itens que são levados em conta nas concessões: o custo de manutenção da malha; o investimento adicional; e o lance para levar a concessão. Esses três fatores são somados e vão resultar no plano de negócios dos licitantes, que irão definir o valor da tarifa.

No governo Mário Covas, o pedágio paulista saiu muito caro por várias razões. Primeiro, por ser uma concessão onerosa – o governo do Estado quis receber pelo que tinha colocado nas estradas. Com isso criou uma bitributação. O contribuinte paulista já tinha pago para construir a estrada. O governo recebeu o dinheiro e a diferença foi cobrada novamente, desta vez na forma de pedágio.

Outra razão é que a Taxa Interna de Retorno (TIR) – o cálculo da rentabilidade da concessão – era muito alta na época, em função da política de juros praticada pelo Banco Central. Quanto mais alta a TIR, mais alto o pedágio. Finalmente, havia a necessidade de obras adicionais.

No governo FHC houve grande discussão sobre esses modelos de privatização. Quando privatizaram a empresa de saneamento de Manaus, por exemplo, meti-me em uma enorme discussão, porque achava que os critérios fundamentais deveriam ser universalização do atendimento e menor tarifa. Na época, ficou mais ou menos claro de que as licitações deveriam começar a levar em conta os usuários.

O que ocorreu nessa modelo de concessão foi, primeiro, acabar com a concessão onerosa. Depois – aí o grande lance da Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff – ter considerado que, com a redução das taxas de juros de longo prazo, teria que ser reduzido também o TIR da proposta mínima.

Na época foi um Deus-nos-acuda, com vários dos meus colegas acusando a Ministra de atrasar e inviabilizar as concessões.

Mesmo assim, o valor apresentado pelos espanhóis foi surpreendente. Mas o do segundo colocado também foi baixo.

A partir de agora, fica definido um novo patamar para as concessões, o que significará um salto enorme: com a mesma quantidade de investimento, se conseguirá investir em muito mais estradas (através de PPPs ou concessões) do que antes da decisão da Ministra de forçar a competição e os preços para baixo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Novo jornalismo sem auto-crítica

por Luis Nassif

É curioso o Ali Kamel. Escreve um artigo cheio de manipulação e incorreções em “O Globo”, depois reproduzido no “Estadão”, sobre o livro “Nova História Crítica”. Confrontado com incorreções, em vez de providenciar a retificação nos órgãos em que escreveu – como ocorre com todo procedimento jornalístico honesto – recorreu ao jornalismo de esgoto para as explicações. Mas apenas sobre o fato de não ter mencionado que o livro tinha sido incluído nas compras do MEC em 2002 e retirado este ano. Não sobre as manipulações que fez sobre seu conteúdo.

Hoje volta a escrever sobre o tema, escolhendo um outro livro.Nenhuma explicação sobre o fato de ter suprimido as críticas contra Stalin e Mao contidas no “Nova História Crítica”.

Repito aqui sua manipulação. Na hora de analisar a economia planificada, o livro mostra o que era a utopia; e depois o que se tornou a realidade. Kamel citou a utopia, e não mencionou as críticas ao que de fato aconteceu.

Olha o seu texto:

Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores.”

E a análise do livro sobre o que de fato aconteceu:

“Entretanto, os planos econômicos não eram democráticos. O povo não participava, apenas cumpria ordens do governo, (...) Muitas vezes, em vez de eficácia econômica havia mesmo era uma administração confusa e lenta”.

Ele suprimiu justamente o texto que analisava o mundo real. Hoje volta a escrever sobre livros didáticos. Nenhuma linha sobre os erros do último artigo. Nenhuma linha sobre a manipulação clara das frases tiradas do contexto.



Luis Nassif

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Linha dura com a China

Coluna Econômica

Luis Nassif

O "recall" dos brinquedos da Matell fabricados na China vão influir em praticamente todas as importações chinesas. Já não era novidade a falta de qualidade dos produtos chineses. O fato de empresas norte-americanas encomendarem a produção na China, no entanto, ajudou a blindá-los em relação às normas de certificação adotadas mundialmente. Essas normas analisam a conformidade dos produtos - isto é, se são adequados aos padrões internacionais e nacionais. No Brasil a grande certificadora é o INMETRO, coordenando uma rede de Institutos de Pesos e Medidas estaduais e de laboratórios certificadores.

O International Creditarum Fórum e a ISO – principais padrões de certificação mundiais - dispõem de normas permitindo a alternativa da avaliação da empresa, do seu sistema de qualidade, da qualificação do pessoal, qualidade do laboratório e instalação fabril. Se o processo estiver sob controle, faz-se uma avaliação inicial de cada produto duas vezes por ano. Depois, os produtos são liberados automaticamente.

Era esse o processo de certificação dos produtos da Matell e das empresas que conseguiram qualidade global

***.

A China subverteu esses procedimentos. Passou a driblar os órgãos de fiscalização e a invadir o mundo com produtos de baixíssima qualidade.

Até agora, no Brasil, foram identificados problemas com brinquedos, preservativos, ferros de passar de 20 reais, que apresentam riscos, capacetes industriais e com aparelhos eletro-eletrônicos.

Agora, como a própria Mattel anunciou o “recall”, ontem mesmo o Inmetro pediu aos Institutos de Pesos e Medidas dos estados a apreensão dos brinquedos sob risco de contaminação. Mais importante: decidiu-se também, a partir de agora, que a certificação será feita lote a lote. Essa é a mudança fundamental que altera profundamente as práticas de importação de produtos da China.

Na quarta-feira, em reunião com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) decidiu-se endurecer na fiscalização das importações da China da maneira geral. Não haverá mais a certificação de empresas. Cada lote será examinado antes de ser liberado. Esse procedimento irá se estender sobre eletro-eletrônicos e produtos de informática.

A orientação da Secex é a de não burocratizar a análise, como forma de criar barreiras. Mas usar de todo rigor na avaliação. A orientação de Ivan Ramalho, da Secex, é endossada pelo Ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge,

***

O Diretor da Qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo contesta afirmações de importadores, de que os procedimentos poderão encarecer os produtos em até 40% Para ele, o acréscimo será mínimo. E se encarecer em 40%, não haverá problemas, porque a indústria nacional poderá suprir essa demanda.

No caso dos brinquedos, por exemplo, a indústria brasileira foi a única que conseguiu sobreviver na América Latina, principalmente graças aos procedimentos de certificação adotados ao longo dos últimos anos.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

A mídia perdeu; o país também

por Luis Nassif

Observações a partir de uma conversa com jornalista de peso

Historicamente, sempre houve uma relação tensa nas redações, entre o chamado aquário (direção de redação) e a reportagem. Um pensa o produto, aquilo que impacta o leitor; a reportagem traz os fatos. Há uma lição que nenhum veículo pode ignorar: não se pode brigar com os fatos.

Nos anos 90, esse conflito muitas vezes foi resolvido de maneira pouco técnica: manchetes que não acompanhavam a notícia; ênfase exclusiva nas informações que se adequavam às teses do “aquário”. Mas, de qualquer forma, procurava-se preservar a notícia e não brigar com os fatos.

E havia razões de sobra para esses cuidados. Nos anos 80, a falta de sensibilidade em relação aos novos ventos estigmatizou alguns órgãos de imprensa. O mais afetado foi a Globo, acusada de não apoiar as diretas e, depois, de parcialidade na campanha de Fernando Collor (embora confesso não ter visto manipulação na edição do último debate entre Lula e Collor).

Nos anos 90, a recuperação da credibilidade se deu através de um trabalho hercúleo de Evandro Carlos de Andrade, tanto no jornal quanto na TV, passando por isenção na cobertura, pluralidade nas opiniões. Mesmo com os exageros de cobertura em episódios traumáticos, mesmo com diversas ondas de denúncia contra o governo FHC, os jornais chegaram a 2002 com a imagem relativamente preservada. Havia mau jornalismo, os críticos reconheciam, mas não havia alinhamento ideológico ou político com ninguém.

Agora, essa imagem está comprometida por dois episódios em que a soma de erros coletivos por parte da mídia atingiu proporções inéditas.

O primeiro, as últimas eleições. Perdeu-se o senso de reportagem e se passou a apelar incondicionalmente para dossiês, alguns sem pé nem cabeça – como foi o caso da “Veja” com os já clássicos “dólares de Cuba” e as “contas do governo no exterior”. Denúncias relevantes não foram apuradas; e os jornais apostaram em um estado de espírito do leitor para abdicar completamente do rigor e da técnica jornalística. O resultado das eleições mostrou que as denúncias não chegaram à maioria dos eleitores.

O segundo episódio foi agora, na cobertura do acidente com o avião da TAM. Não há registro na história recente da imprensa brasileira de sucessão tão grande de “barrigas”. É como se as diversas redações estivessem nas mãos de “focas”, tal a relação de impropriedades cometidas, de erros de julgamento, de retificações sem pedidos de desculpa. O que explica essa falta coletiva de limites?

O carnaval em torno do “top top” de Marco Aurélio Garcia visou apenas criar uma ameaça, um alerta: não comemorem nossos erros. O último Datafolha mostrou que o clima de caos não chegou aos leitores.

Em outubro ou novembro do ano passado, quando falei em “suicídio da mídia”, me referia a esse fenômeno inédito, em que praticamente todos os grandes veículos embarcaram, puxados pelo inacreditável jornalismo de “Veja”.

O pior subproduto dessa imprudência não é nem a radicalização que começa a tomar conta do país e preocupa: é o enfraquecimento da mídia. Se fosse apenas uma questão financeira, problema dos administradores de cada órgão. Acontece que – embora o controlador da Editora Abril, Roberto Civita, pareça não saber – o jornalismo de opinião é elemento fundamental em uma democracia. Dos poderes, é o que tem mais agilidade para pressionar por reformas, por acertos, para impedir abusos, para colocar limites aos demais poderes.

Mas como se faz em um país em que – pela palavra do dono de alguns dos principais veículos – a mídia é apenas um grande supermercado, em que convivem “príncipes dos cronistas” e o mundo cão?

Se quisesse, a mídia poderia produzir diariamente críticas fundamentadas contra o governo Lula. Com a banalização das denúncias, com o enfraquecimento da reportagem, em favor do “aquário”, perdeu-se esse referencial.

A mídia perdeu muito. Mas o país também.

do Blog de Luis Nassif