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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

BLOGUES DE JORNALISMO

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Blog Indústrias Culturais

Pesquisas e leituras no domínio das indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, vídeo, videojogos, música, livros e centros comerciais). Blogueiro desde 26 de Dezembro de 2002. Endereço electrónico: Rogério Santos.


Embora apresentado publicamente no começo de Dezembro último, só agora tomei conhecimento do livro Medios de Comunicación-El Escenario Iberoamericano. Tendencias ‘07, editado pela Fundación Telefónica e pela Ariel, em que mais de meia centena de especialistas espanhóis, portugueses e latino-americanos analisou os modelos mediáticos de 20 países ibero-americanos.

O relatório, coordenado e dirigido por Bernardo Díaz Nosty, professor catedrático da Universidade de Málaga, analisa, entre outros pontos, os novos usos tecnológicos, a cultura em Rede e os fluxos de população nas nações ibero-americanas capazes de permitir futuros processos de convergência, baseados na internacionalização dos meios e na inexistência de barreiras linguísticas significativas.

Há um capítulo dedicado aos jornalistas que usam blogues na sua actividade, resumindo-se aqui os principais resultados (a partir de uma mensagem de Bella Pallomo, igualmente docente na Universidade de Málaga, e autora do capítulo Periodistas en Internet. Blogs en el espacio iberoamericano):

1) 75% têm menos de 40 anos,
2) Três em cada dez blogues são elaborados por mulheres (jornalistas),
3) Metade dos jornalistas ibero-americanos com blogue tem várias ocupações profissionais,
4) Os jornalistas menos atraídos pelo jornalismo digital são os que trabalham no sector audiovisual e na comunicação institucional,
5) Três em cada quatro inquiridos consideram que com o blogue praticam jornalismo de opinião,
6) 61,9% crê que a maior vantagem do seu blogue é falar com a audiência,
7) 52,4% conseguiram uma liberdade editorial que não têm no meio em que trabalham,
8) Apenas 3% conseguiram com os blogues uma outra forma de ganho económico,
9) 63% recebe comentários ofensivos,
10) 40% recebem ofertas de trabalho através do blogue (presumo que pedidos de emprego),
11) 63% não se preocupam com a questão do copyright,
12) 35% estimam que, numa qualquer ocasião, foram plagiados conteúdos do seu blogue,
13) 60% incorporam elementos multimedia no seu blogue.

sábado, 24 de novembro de 2007

Punk da periferia

É patética a “represália” da Veja contra o jornalista Jon Lee Anderson – que criticou a capa sobre Che Guevara. Ironiza o fato de ele ser “corajoso, sem medo de se indispor com seus amigos marxistas”. Acha que esse patrulhamento rastaqüera vai afetar um dos repórteres mais prestigiados de uma das revistas mais sofisticadas do planeta.

É a Freguesia do Ó (com todo respeito) contra New York.

Depois “prova” que Anderson afirmou que Che “fedia”. Está certo que, em plena selva, o ar condicionado às vezes falhava. E comprova, com base do livro, que, durante a guerrilha, Che guerrilhava, isto é, matava os adversários. E eu que achava que ele pertencia à Cruz Vermelha.

O “ataque” apenas comprova que Anderson fez uma biografia isenta de Che. O que aumenta o valor de suas críticas contra o padrão Veja de jornalismo.



enviada por Luis Nassif

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A mídia em questão

"Da discussão nasce a escuridão" - Carlos Brickmann, para o Observatório da Imprensa


Circo da Notícia - Coluna de 20 de novembro



Tudo começou com uma briga em que ninguém tem razão. Ao fazer uma capa para Veja sobre Ernesto “Che” Guevara, o repórter pediu uma entrevista a um jornalista americano que escreveu festejada biografia do guerrilheiro. Por algum motivo, a entrevista não se realizou. O americano não gostou da reportagem; e, em vez de enviar uma carta ao autor, ou à revista, ou a ambos, enviou-a também a uma lista de correspondência, que a divulgou pela Internet. Nela, insulta o repórter. Este reagiu protestando não contra as críticas ou os insultos, mas contra a divulgação da troca de mensagens entre ambos, que qualificou de anti-ética.

Até aí, normal: bate-bocas, com ou sem bons motivos, são frequentes na profissão – ainda mais quando envolvem, como no caso, diferentes visões da mesma personagem. O grave é uma frase do repórter brasileiro enviada ao americano: “Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista”.

Trata-se de algo que sempre se comentou, de que muito se falou, mas que até agora não tinha confirmação formal (e, aliás, sempre foi oficialmente negada): a existência de uma “lista negra” em veículos de comunicação. Pior: quando se falava em “lista negra”, sempre se pensava no comando supremo do veículo, ou da empresa. Nunca se pensou que um repórter, por melhor que fosse, por mais alto que estivesse na hierarquia da reportagem, pudesse incluir nomes na lista negra.

Este é um tema que vale a pena discutir, aqui no Observatório da Imprensa e em todas as instâncias jornalísticas. Seria interessantíssimo conhecer a opinião de Luiz Weis, cuja coluna neste Observatório tem sido preciosa, pela escolha de temas e pela análise de cada um deles. E, naturalmente, de Alberto Dines, que há muitos anos pensa jornalismo e já comandou grandes veículos.

Lista negra é o oposto do jornalismo; é a negação da imprensa livre. A opinião é livre, mas levar ao leitor “all the news that’s fit to print” é a obrigação de cada jornalista.

As listas...

Listas negras do tipo “fulano não aparece neste jornal” talvez sejam raras; este colunista não teve a oportunidade de conhecê-las. Mas listas “light”, com restrições a personalidades ou grupos étnicos, sempre existiram.

Um grande jornal, por exemplo, até há alguns anos só publicava pretos na primeira página em dois casos: estadistas africanos e Pelé. Um dia, em 1967, Zé Keti ganhou o Carnaval do Rio com Máscara Negra, e rompeu-se a barreira da primeira página. Aliás, bem em tempo: não muito tempo depois, se fosse mantida a restrição, como colocar na primeira página os ministros Orlando Silva, Gilberto Gil e Joaquim Barbosa e os secretários Condoleeza Rice e Colin Powell?

...escondidas

Outro grande jornal publicava tudo, mas usando alguns códigos. Adhemar de Barros, político de grande prestígio em São Paulo, era A. de Barros. Um conceituado jornalista, A. P. Quartim de Moraes, quando sofreu restrições passou a ser chamado por “Parahyba de Moraes”. Fernando Costa, que foi interventor no jornal na época da ditadura, nunca chegou a gerar notícias. Mas o Parque Fernando Costa, na Capital paulista, era sempre chamado de “Parque da Água Branca”. E uma deputada, embora tivesse as atividades noticiadas, não tinha nome: era “uma deputada do PSD”.

Resultado: num determinado dia, a deputada trocou tapas com um deputado, cujo nome também não era citado. Os dois eram do mesmo partido. O título acabou sendo algo do tipo: “Parlamentar bate em outro”.

Os ódios à tona

Há um debate muito interessante na lista de discussões da Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a respeito de blogs. Foi iniciada por um jornalista que não aguenta mais a radicalização e os ódios que vê nos blogs, e decidiu que, já que não dão notícias, não mais vai lê-los. É, óbvio, uma posição generalizante: há bons blogs,e há blogs em que, se o político favorito matar o pai e a mãe, vão dizer que o coitado não deve sofrer críticas porque se trata de um órfão.

O fato é que, se o blog perde leitores com uma posição ultra-radical (para que irá alguém lê-lo, se já sabe de antemão o que vai encontrar?), acaba contribuindo para uma indesejada baixa de nível. Deixa-se de discutir o que está escrito para tentar desqualificar quem o escreveu. E o debate, que poderia trazer um pouco de luz, acaba se empobrecendo e perdendo a utilidade.

Olha o racismo!

Law Kim Chong, que cumpria pena de prisão em regime aberto, acusado de tentativa de suborno do então deputado federal Medeiros, foi preso de novo, agora por suspeita de contrabando. Law é apontado, com fartos indícios, como grande contrabandista. Está, ou esteve, ligado a personagens de conduta dúbia. Agora, há a grande chance de investigá-lo, provar sua relação com o contrabando, julgá-lo e condená-lo; e, melhor ainda, verificar quem é que o protege, quem é que permitiu que por tantos anos atuasse sem problemas – e a que custo.

Mas essa é a questão policial. A questão de imprensa (e não é a primeira vez, longe disso, que é tratada nesta coluna) é que insistem em chamá-lo de “chinês”, em vez de Law, de Chong, do que quer que seja. Cheira a racismo: ninguém deve ser chamado por sua nacionalidade, sua cor, sua religião. As pessoas têm nome – que, aliás, serve exatamente para chamá-las. E o fato de ser chinês, japonês, congolês ou paquistanês não tem nada a ver com as atividades ilegais a que porventura o cavalheiro se dedique.

E, ainda por cima, Law Kim Chong não é chinês. Nasceu em Hong Kong, à época possessão inglesa. É, portanto, britânico de nascimento. Por escolha, é brasileiro, pois se naturalizou. Chamá-lo de chinês porque tem os olhos puxados também cheira a racismo. Mas bem que valeria a pena entrevistá-lo e perguntar por que, num mundo tão grande, foi escolher para si a nacionalidade brasileira.

Ação, reportagem!

Quando foi preso, Law Kim Chong estava concluindo um shopping center para dois mil camelôs, com estacionamento para 400 ônibus, na Capital paulista. Não seria possível tocar em segredo uma obra como essa. Segundo a Polícia, o contrabando que estava escondido dentro da obra encheria uns cem caminhões. Não seria possível, sigilosamente, enfiar tanto contrabando numa obra inacabada. Uma boa reportagem pode pegar não apenas quem faz o contrabando, mas também os que viabilizam a distribuição da mercadoria e garantem a impunidade de todos os envolvidos.


carlos@brickmann.com.br

O problema de Veja

*do Blog do jornalista Pedro Doria

A troca de mensagens pública entre o repórter Jon Lee Anderson e o editor de Internacional de Veja, Diogo Schelp é um bocado importante – e não pelo que ela diz a respeito de Schelp; pelo que diz sobre Veja.

A argumentação de Schelp em sua defesa é ruim. Fonte não deve qualquer sigilo a repórter – a nossa é uma profissão que deve operar às claras. O sistema de filtro de mensagens da Abril é de fato muito rigoroso e dá problema com mensagens perdidas a toda hora. Mas este é um problema que a Abril deve resolver com sua equipe técnica. Numa empresa jornalística, é um problema sério. Usar o anti-spam como desculpa para não ter contatado uma fonte é piada.

Por fim, ele reconheceu publicamente que Veja tem uma lista negra: quem cai lá não sai na revista. Não é o único órgão de comunicação grande que tem uma lista dessas, mas há um motivo pelo qual ninguém assume sua existência. É que não pode ter. Noticia-se, sempre, o que é notícia; e procura-se, sempre, quem melhor pode informar a respeito de um assunto. Quando uma publicação reconhece que tem uma lista negra, está dizendo que não tem pudores de usar sua influência para fazer com que alguém suma do mapa da relevância, independentemente de ser notícia ou não. (Não que, neste caso específico, Anderson vá sentir falta.)

Mas não era Schelp que deveria responder pela crítica e é injusto que a revista o tenha exposto desta forma. Nenhum jovem jornalista deveria ser obrigado a debater com um repórter de primeira linha do jornalismo mundial. É um debate perdido de início e, portanto, uma exposição cruel.

A reportagem sobre Che não saiu como saiu porque esta é a qualidade de trabalho que Schelp pode apresentar. Quem o conhece diz que é bom repórter, que jamais tem preguiça de apurar. A reportagem saiu assim porque assim é a linha editorial de Veja: a tese já está definida antes que qualquer repórter se lance à apuração. As fontes consultadas são aquelas que confirmarão a tese. Se alguém disser o contrário, que seja ignorado. Não é a curiosidade, a tentativa de compreender o mundo, que move a pauta de Veja. O que lhe move é a vontade de dizer o que seus leitores devem pensar.

O caso de Reinaldo Azevedo é diferente de Schelp. Este tem por função entrar mesmo nestas polêmicas e argumenta como lhe é típico: quando o debate é impossível de ser encarado, parte-se para lidar com os acessórios. Nos EUA, isto tem nome e há especialistas do ramo. São os spin doctors. Daí, que se debata a tradução, alguma questão ética imaginária, que se insinue que um repórter sênior da New Yorker, uma das revistas mais influentes do mundo, sentirá falta de ver seu nome em Veja.

Veja já foi a quarta revista mais vendida do mundo – hoje, deve estar entre a quinta e a sexta. Já foi uma revista indispensável. Veja foi uma revista que pautou a discussão no país. Há capas memoráveis – a do aborto, por exemplo, com incontáveis mulheres contando suas histórias pessoais; a entrevista de Pedro Collor que disparou o processo de um ano que culminaria com o impeachment de seu irmão.

Não foi sempre assim: o conceito de uma revista séria e rigorosa, com o noticiário semanal, era novo no Brasil de quando ela veio às bancas. Durante uma década, deu prejuízo. Quase quebrou a Abril, até então uma editora de pouca influência. Mas, aos poucos, Veja tornou-se indispensável. São muitos anos de trabalho para construir influência. Influência jornalística é ganha com trabalho sério, no dia-a-dia e chega apenas muito lentamente.

Jornal e revista também são produtos de hábito. Leitores cariocas por certo reconhecerão o exemplo do Jornal do Brasil. Foi um grande jornal, influente, importante. Começou seu lento processo de decadência há uns quinze anos. Mesmo quando já era evidente que o JB não era mais o mesmo, muitos leitores continuaram o comprando. Aí foram perdendo o hábito. A influência é perdida quando, dia após dia, semana após semana, o veículo vai provando que simplesmente não é mais o que foi.

Um veículo de comunicação constrói uma comunidade. É o comentar ‘você viu a Revista de Domingo ontem?’, ‘você viu aquela matéria no Fantástico?’ O veículo é relevante quando sugere o assunto, influi na conversa pública, dá a seu leitor ou espectador a percepção de que ele está informado, que tem assunto, que está capacitado a formar opinião, preparado para a conversa e o debate.

Influência, este espaço na formação do debate público, demora muito tempo para ser construída. Depois que foi, a influência pode ser mantida ou não. Não é de uma hora para a outra que a influência é perdida – mas, depois que foi, não há quem a reerga. É este o patrimônio que Veja tem e está, muito lentamente, dilapidando.

Aos poucos, muito aos poucos, começa-se a ouvir o seguinte comentário nas ruas: ‘você viu aquela matéria na Época?’ Não é questão de ser de esquerda ou ser de direita, este é um debate que interessa apenas a meia dúzia de leitores. A questão é aquela curiosidade inicial que leva o jornalista à rua. Ele não tem uma tese para comprovar, tem dúvidas. Está disposto a ser convencido, de apresentar tantos lados de uma história quantos possa haver.


Sobre o blogueiro

Pedro Doria (email | foto) é jornalista, nasceu no Rio de Janeiro, mora em São Paulo.

É colunista do caderno Link e repórter-especial do caderno Aliás, ambos de O Estado de S. Paulo.

Seu Weblog, em pedrodoria.com.br, foi o primeiro blog jornalístico profissional do Brasil.

Esteve entre os fundadores dos sites NO. e NoMínimo, que marcaram época na internet brasileira. Foi colunista da Revista da Folha, Internet.br, Macworld Brasil e Oi. Seus textos apareceram em títulos como Playboy, Trip, Superinteressante e VIP.

É autor de quatro livros, entre eles Manual para a Internet (Revan, 1995), o primeiro sobre a grande rede no Brasil, e Eu gosto de uma coisa errada (Ediouro, 2006), coleção de reportagens sobre internet, sexo e nudez.

Recebeu o Prêmio Caixa de Reportagem Social e o Best of Blogs, da rede alemã Deutsche Welle.

A coisa mais importante que fez na carreira, no entanto, foi descobrir Bruna Surfistinha.

+ Pedro

sábado, 17 de novembro de 2007

Premios Deutsche Welle: para o jurado Foto-Mania é o melhor Weblog 2007, para os usuários é o blog do Tas

El jurado de los Premios Internacionales de Blogs 2007 de Deutsche Welle dio a conocer los ganadores de las 15 categorías del concurso. De entre los diez finalistas en la categoría de "Mejor Weblog", el premio se lo llevó el blog de Bielorrusia "Foto-Manía", donde la autora relata el día a día de Minsk en formato fotoblog.

En otra de las categorías mixtas del concurso, el jurado concedió el Premio Reporteros Sin Fronteras al blog de Jotman, un autor anónimo que escribe desde primera línea sobre acontecimientos políticos como el golpe militar en Tailandia en 2006 y la crisis de las protestas en Myanmar.


Otros ganadores

Mejor weblog
Blog screenshot
Título : Foto-Manía

Autor : AKbara

Fecha : 2007-09-13

Más : Detalles
La autora llama a su blog Foto-Manía. Se trata de una visión personal e irónica de la realidad en Bielorrusia. La mayoría de los post son fotos en blanco y negro que representan escenas de la vida cotidiana en Minsk.

Mejor Podcast



Blog screenshot
Título : Die Gefühlskonserve



Autor : Deef Pirmasens



Fecha : 2006-09-20




Más : Detalles



Literatura, basura y mal humor son los temas
de los que trata el podcast de Deef Pirmasens.
En él también postea algunas lecturas de libros
como Sherlock Holmes.


Mejor Videoblog
Blog screenshot
Título : Alive in Baghdad

Autor : Brian Conley and others

Fecha : 2007-10-18

Más : Detalles
Alive in Bagdad es un videoblog semanal realizado
por un equipo mixto compuesto por estadounidenses e iraquíes.
Tratan temas sobre la vida diaria en Irak que no aparecen
en los medios tradicionales
Premio Reporteros Sin Fronteras
Blog screenshot
Título : Jotman

Autor : Jotman

Fecha : 2007-10-18

Más : Detalles
Jotman es un bloguero anónimo que se dio a conocer
informando sobre el golpe militar en Tailandia en 2006.
Sus últimos trabajos tratan sobre
la crisis de las protestas en Myanmar.
Premio Blogwurst
Blog screenshot
Título : Little Galerie

Autor : dany dadoun

Fecha : 2007-09-10

Más : Detalles
Littel Galerie (pequeña galería) es un lugar donde
se refleja la cultura del munco contemporáneo visto
desde los ojos de figuras diminutas.
Mejor Weblog en Inglés
Blog screenshot
Título : Valour-IT

Autor : Soldiers' Angels

Fecha : 2007-10-18

Más : Detalles
Valor-It es un blog que comenzó para honrar al capitán
del ejército estadounidense Carles Chuck Ziegenfuss,
un bloguero militar herido gravemente en Irak en 2005.

Los
más...
Mejor Weblog en Alemán
Blog screenshot
Título : Behindertenparkplatz

Autor : Christiane Link

Fecha : 2006-08-31

Más : Detalles

Desde su silla de ruedas, una periodista informa
sobre sus viajes por el mundo, su trabajo, y las dificultades
que se encuentra en el camino.
Una singular mirada en el día a día de una persona
en silla de ruedas, que desenmascara y l
ucha contra los estereotipos
y la hostilidad hacia los minusválidos.
Mejor Weblog en Español
Blog screenshot
Título : A mis 95 años

Autor : María Amelia

Fecha : 2007-01-06

Más : Detalles
Amigos de Internet, hoy cumplo 95 años.
Me llamo María Amelia y nací en Muxía (A Coruña)
el 23 de Diciembre de 1911. Hoy es mi cumpleaños
y mi nieto como es muy cutre me regalo un blog.
Espero poder escribir mucho y contaros las vivencias
de una señora de mi edad.
Mejor Weblog en Ruso
Blog screenshot
Título : /dev/karlson/mind.log

Autor : Kitya Karlson

Fecha : 2007-09-09

Más : Detalles
El autor de este blog es un ruso residente en Japón.
Mucha información interesante,
impresiones sobre la cultura japonesa
y las correspondientes comparaciones.
Mejor Weblog en Portugués
Blog screenshot
Título : Blog do Tas

Autor : Marcelo Tas

Fecha : 2006-09-28

Más : Detalles
Marcelo Tas intenta reflejar la política brasilera con posts
llenos de ironía y humor. El autor ya es conocido por su trabajo
en cine y televisión como actor, cómico y periodista.
En lo que se refiere a los nuevas herramientas para los blogs
es uno de los más vanguardistas integrando video y podcasts.
Mejor Weblog en Holandés
Blog screenshot
Título : Frankwatching

Autor : Varios

Fecha : 2007-09-28

Más : Detalles
Frankwatching es un blog de actualidad
y opinión sobre las nuevas tendencias digitales.
Se pueden encontrar todos los días nuevos enlaces
sobre marketing, medios, periodismo, política,
intranet, blogs, wikis y otras formas de software social.
Mejor Weblog en Persa
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Título : 35 Grad

Autor : کیوان

Fecha : 2007-07-13

Más : Detalles
El título de este blog se refiere a los 35 grados
donde está situada la capital iraní Teherán.
El autor trata sobre temas tabús en la sociedad iraní
como HIV, homosexualidad y algunas preguntas
más sencillas
como la educación infantil.
Mejor Weblog en Francés
Blog screenshot
Título : Actualités de la république
démocratique du Congo

Autor : Cédric Kalonji

Fecha : 2007-09-05

Más : Detalles
Mucho más que un diario, Cedric.uing presenta
a través de textos y fotos la realidad de la vida
diaria en la República Democrática del Congo.
EL joven periodista congolés Cédric Kalonji
más...
Mejor Weblog en Árabe
Blog screenshot
Título : Aljazeera Talk

Autor : Varios

Fecha : 2007-09-20

Más : Detalles
El blog realizado por un grupo intenta
ofrecer una alternativa a los medios tradicionales
con una plataforma basada en Internet
formada por jóvenes corresponsales que
ofrecen artículos, entrevistas...
Mejor Weblog en Chino
Blog screenshot
Título : Lian Yue's Eighth Continent

Autor : Lian Yue

Fecha : 2007-09-18

Más : Detalles
Liam Yue es un famoso columnista político.
Además de publicar sus populares columnas en el blog,
es también un activista en defensa del medio ambiente.
Con sus esfuerzos, logró sacar
más...


Premios de los usuarios 2007

Votos (27%)
Blog screenshot
Título : Blog do Tas

Autor : Marcelo Tas

Fecha : 2006-09-28

Más : Detalles
Marcelo Tas intenta reflejar la política brasilera con posts
llenos de ironía y humor. El autor ya es conocido por su trabajo
en cine y televisión como actor, cómico y periodista.
En lo que se refiere a los nuevas herramientas para los blogs
es uno de los más vanguardistas integrando video y podcasts.
Votos (20%)
Blog screenshot
Título : La Cárcel de Papel

Autor : Álvaro Pons

Fecha : 2007-09-19

Más : Detalles
Blog sobre cómics con reseñas,
información, noticias, novedades y opinión


Cierre de la edición 2007

Más de 7.000 weblogs, podcasts y videoblogs fueron propuestos por nuestros usuarios para las 15 categorías del concurso como candidatos para los premios en la primera fase entre el 31 de agosto y el 30 de septiembre de 2007. De entre todos ellos, el jurado tuvo que escoger a los 10 finalistas nominados para cada categoría. Las propuestas eran blogs de todo el mundo escritos en los 10 idiomas del certamen: alemán, francés, español, inglés, portugués, holandés, chino, árabe, persa y ruso.

Además, internautas de todo el mundo han podido votar en las últimas tres semanas para elegir a los ganadores del público entre los 10 blogs nominados para cada categoría.

Entre los participantes registrados en la votación online se sorteará en los próximos días un iPod Nano y los ganadores serán informados por correo electrónico. La organización del concurso agradece de nuevo a todos los usuarios que han hecho posible el concurso, así como los miembros del jurado, socios y patrocinadores.