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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Evento renova constrangimento no PSDB

Ao lado de Kassab e FHC em inauguração, Serra justifica ausência de Alckmin e afirma que antecessor não pôde comparecer


Em discurso, Serra enfatiza que modernização de trens começou em gestão do ex-governador e que ele foi convidado para evento

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DA REPORTAGEM LOCAL

Apesar do esforço de pacificação da semana passada, três incidentes abalaram de novo as estruturas do PSDB. Defensor declarado da aliança com o DEM, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dividiu ontem palanque com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e o governador José Serra para inauguração de duas estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Em Ourinhos para uma palestra, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que, assim como Kassab, quer disputar a Prefeitura de São Paulo, não estava lá para foto. Temendo reação, Serra disparou telefonemas frisando que Alckmin fora convidado e afirmando que FHC participara a convite do secretário de Transportes Metropolitanos, Luiz Portella.
"Os primeiros contratos referentes à modernização desta linha foram assinados pelo ex-governador Geraldo Alckmin, que queria também homenagear nesta cerimônia, que também foi convidado, mas tinha um compromisso de trabalho", justificou Serra, em discurso.
Em entrevista, ele esquivou-se de tratar das eleições. "Hoje é dia de falar de trem." FHC não discursou, mas também descerrou a placa de inauguração da estação Comendador Ermelino. "Estou aqui como "uspiano". Nada a ver com política."
O constrangimento aconteceu no dia em que veio à tona, no site da revista "Veja", um relatório em que Portella reclama a Serra dos anos de "falta de manutenção" do Metrô, antes sob o comando de Alckmin.
Além disso, em resposta aos que o acusam de retaliação, Serra teria dito que os bons tucanos estavam no seu governo ou na Prefeitura. Como a frase ganhou publicidade, teve que se explicar. Em outra solenidade, Kassab disse que "quatro anos é pouco" para executar o projeto de governo.
Enquanto isso, a ministra Marta Suplicy (Turismo), possível candidata do PT à prefeitura, era recebida ontem em Madri, pelo rei Juan Carlos, da Espanha. (RICARDO SANGIOVANNI E CATIA SEABRA)

Lógico, não?


FHC, Serra e Kassab juntos em palanque

Estação ainda tem goteira

Jones Rossi - O Estado de São Paulo

Durante a inauguração das duas estações de trens metropolitanos na zona leste, as autoridades e políticos procuraram ressaltar a modernização do sistema de transportes na cidade. “Esta era a linha mais sofrível e indecente do sistema”, destacou o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, justificando o investimento de R$ 36 milhões nas duas estações.

No meio de tanto entusiasmo, porém, a forte chuva que caía sobre a cidade deixou à mostra problemas que os usuários do sistema vão continuar enfrentando. Na Estação Comendador Ermelino, a água escorria pelas vigas de sustentação do teto e era preciso cuidado para escapar das goteiras.

FHC, Serra e Kassab juntos no palanque; e na campanha?



O GLOBO: E o Alckmin?

FH sobe em palanque com Serra e Kassab em SP

Publicada em 29/01/2008 às 18h09m

Flávio Freire - O Globo

Wladimir de Souza/Diário de São Paulo - Wladimir de Souza/Diário de São Paulo

SÃO PAULO - Um dos dias mais chuvosos de janeiro em São Paulo não foi obstáculo para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sair de casa e subir nesta terça-feira a um palanque montado na periferia da cidade, ao lado do governador José Serra (PSDB), num evento que reunia também o prefeito Gilberto Kassab (DEM). A presença de Fernando Henrique na inauguração de duas estações de trem na zona leste foi interpretada ao longo do dia como uma clara demonstração de que o comando do PSDB está mais muito mais afinado com o projeto de reeleição de Kassab, que tem recebido apoio da cúpula tucana, diferentemente do ex-governador tucano, Geraldo Alckmin, também pré-candidato à prefeitura paulistana.

" Não adianta caciques já começarem a subir no palanque, porque quem vai decidir mesmo se o Geraldo será ou não candidato é a base do partido, é quem amassa barro todo dia "

- Não adianta caciques já começarem a subir no palanque, porque quem vai decidir mesmo se o Geraldo será ou não candidato é a base do partido, é quem amassa barro todo dia, e não quem enfrenta uma chuva dessa só dar demonstração de força - disse um tucano do chamado grupo dos alckmistas.

Fernando Henrique evitou polemizar em torno de sua presença no local:

- Vim para um momento de inauguração de uma coisa importante para a zona leste, é essa a razão. Quando chegar o momento apropriado, aí eu digo o que eu acho (sobre a sucessão em São Paulo) - disse o ex-presidente, de blazer zul e gravata amarela, as cores do PSDB.

Diante da insistência para opinar sobre a discussão em torno dos nomes de Kassab e Alckmin, Fernando Henrique foi taxativo:

" Vim para um momento de inauguração de uma coisa importante para a zona leste, é essa a razão "

- Estamos entrando em um assunto que eu não quero - afirmou ele, que declarou recentemente que o melhor para o partido seria Alckmin concorrer ao governo de São Paulo, daqui a dois anos, e assim o terreno ficaria livre para Kassab.

Serra, que também apoiaria a candidatura de Kassab para não perder a aliança com o DEM numa eventual candidatura à Presidência, em 2010, disse que Alckmin também foi convidado para participar do evento. Para evitar constrangimentos nessa etapa inicial da pré-campanha em São Paulo, o governador teria acertado com Kassab e Alckmin de que os dois seriam convidados para todos os eventos oficiais do governo estadual. Alckmin não fora ao evento porque estaria cumprindo agenda no interior do estado. Sobre a presença do ex-presidente, Serra argumentou:

- Ele (o ex-presidente) está aqui para visitar uma exposição de fotos sobre a USP.

Em meio às articulações para a campanha eleitoral em São Paulo, a executiva estadual do PMDB decidiu criar ontem uma comissão para, no prazo de 30 dias, indicar o nome do candidato que irá concorrer ao cargo de prefeito. Os nomes do deputado federal Michel Temer e Alda Marco Antonio serão os primeiros da lista a serem procurados pela comissão, que também tem a missão de compor uma chapa de candidatos a vereador.

PSOL terá candidato à Prefeitura de São Paulo

O PSOL decidiu, nesta terça-feira, lançar candidato próprio para disputar as eleições em São Paulo. A executiva estadual esteve reunida na segunda-feira. O nome do deputado federal Ivan Valente (SP) foi apresentado como pré-candidato a prefeito. Em nota à militância, os membros da Executiva afirmaram a necessidade de uma alternativa programática e socialista para a cidade.

O PSOL também abriu o processo de debate para a construção do programa de governo. O partido deve apresentar uma plataforma alternativa, que discuta os grandes problemas do município, inverta prioridades, garanta a participação popular e seja voltada aos interesses populares.

São Paulo ganha 521 mil novos eleitores; mulheres chegam a 52%

Balanço da Justiça Eleitoral de São Paulo aponta que Em 2007, 521.420 novos eleitores se cadastraram na Justiça Eleitoral do estado de São Paulo. De acordo com Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o número de eleitores paulistas subiu de 28.032.061 em dezembro de 2006 para 28.553.481 em dezembro de 2007, um aumento de 1,86%. O estado é responsável por 22,4% do total do eleitorado brasileiro, que é de 127.464.143 eleitores. O percentual em dezembro de 2006 era de 22,29% sobre um total de 125.764.981 eleitores cadastrados no país todo.

Atualmente o maior número de eleitores no estado é do sexo feminino. São 14.830.343 eleitoras, correspondendo a 51,94% do total.

Analândia, localizada na região central do Estado, foi a cidade que apresentou maior crescimento do eleitorado. Há um ano o município tinha 3.681 eleitores registrados. Esse número cresceu 14,07%, atingindo 4.199 eleitores em dezembro de 2007.

Os eleitores em débito com a Justiça Eleitoral ou que tiveram seus títulos cancelados - foram 324.351 cancelamentos no estado - devem procurar os cartórios eleitorais para regularizar sua situação. O eleitor também deve ir aos cartórios em casos de alistamento, transferência do local de votação, emissão de segunda via do título e certidão de quitação eleitoral. O eleitor com situação regular com a Justiça Eleitoral pode emitir a certidão diretamente no site do TRE-SP www.tre-sp.gov.br.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O leão demo-tucano é voraz


Demos e tucanos só juram por uma bíblia: redução de impostos. Fazem o maior barulho sobre o tema e apóiam toda e qualquer manifestação contra os abusos do leão.

Os jornais estão lotados de pregações diárias dos mesmos e são apoiados pela sua gestão "responsável" onde o Estado é administrado como uma empresa, gastando pouco, arrecadando menos ainda e fazendo o interesse público.


Bem esse é o mundo da fantasia. O da realidade está estampado no Jornal da Tarde de hoje: em São Paulo a carga tributária aumentou 120% acima da inflação. No IPTU esse aumento chega a 157%.

Os adíeis da redução de impostos, porém, persistem no famoso "façam o que eu digo e não o que eu faço". Na cidade de São Paulo estão com mais de R$ 1 bi no banco e nada de diminuição do IPTU, ao contrário, o numero de domicilios isentos do imposto que Marta estabeleceu em 1 milhão 200 mil domicilios hoje cairam para 900 mil. Mais familias pagando IPTU.

No Rio, o amigo de Kassab, Cesar Maia enfrenta até uma greve de IPTU.

Todos eles possam de bom moços no quesito impostos e a mídia os reverencia como bons administradores e verdadeiros gerentes.


Em verdade, verdadeiros fariseus.


LF


Clique na imagem para ampliar e ler o artigo do JT

Transformações de Mercadão impediram prédio de se tornar elefante branco


Apu Gomes/Folha Imagem
De acordo com a administração, a Lei Cidade Limpa será implantada dentro do mercadão, adaptada para seus boxes


De acordo com a administração, a Lei Cidade Limpa
será implantada dentro do mercadão, adaptada para seus boxes


Um leitor deste blog chamou minha atenção para a cobertura feita pela
Folha de São Paulo sobre o aniversário do Mercado Municipal de São Paulo.

Como todos sabem, mas a Folha oculta, o
mercadão foi recuperado por Marta Suplicy para o 450 aniversário da cidade. Junto com a renovação introduziu espaços de gastronomia no primeiro andar. Como fazia Stalin que apagava das fotos os líderes revolucionários, a Folha ignora que foi Marta Suplicy a responsável do renascer do mercadão.

Ela ignora também as obras realizadas no Parque Dom Pedro e o projeto de transformar o Palácio das Indústrias em Museu da Cidade.

A Folha sabe o que faz, ela teria que dizer que o Mercado Municipal não virou um elefante branco graças a ação de Marta e que o Palácio das Indústrias está abandonado porque a administração Serra-Kassab pararam o projeto do museu, como interromperam o projeto de construção do estacionamento e a recuperação do São Vito.

Como a Folha tem lado, a legenda da foto fala do programa Cidade Limpa, nada diz sobre a responsabilidade de Kassab-Matarazzo no abandono e sujeira no entorno do mercadão, e só fala de Marta Suplicy para insinuar que o abandono do Palácio das Indústrias é devido a mudança da Prefeitura feita por ela e não ao abandono do projeto do museu pelos demos-tucanos.


Leiam as matérias, uma verdadeira aula sobre a Folha de São Paulo, sua memória seletiva e suas inclinações políticas.

Luis Favre

Turismo




Mercado Municipal sofre com degradação do centro de SP

Mercado Municipal é ponto turístico obrigatório em São Paulo, mas nem a tradição e a beleza arquitetônica salvam o cartão-postal da degradação do centro de São Paulo.

já comeu pitaya?

Descubra as dicas e novidades
do Mercadão de São Paulo

Passagem pelo mezanino, que abriga oito restaurantes,
é obrigatória. Renovação é a cara do Mercadão de SP.


CAROLINA FARIAS
da Folha Online

Mesmo com as mudanças de tempo e de comportamento dos habitantes de São Paulo, o Mercado Municipal Paulistano resistiu e não se tornou um elefante branco, como seu vizinho, o Palácio das Indústrias, no Parque Dom Pedro (centro). Acompanhando as mudanças da cidade, o Mercadão, atualmente, consegue ser um centro de gastronomia e ainda um ponto de distribuição de hortifrutigranjeiros, como na época de sua inauguração em 1933.

Veja o especial dos 75 anos do Mercadão

Projetado pelo escritório de arquitetos de Ramos de Azevedo, o prédio do Mercadão foi construído para substituir os mercados de rua da região da 25 de Março, no centro da cidade. Foi um marco para a época, tanto na elegância de sua construção como de condições sanitárias para os comerciantes --com câmaras frigoríficas, por exemplo.

"O prédio é um marco histórico e está em um lugar onde sempre esteve o mercado desde o século 19. Não desvirtuou da função original, preservou o edifício e se tornou um grande sucesso, porque encontrou uma grande saída", disse a professora de história de arquitetura Maria Lucia Bressan Pinheiro, da faculdade de arquitetura da USP (Universidade de São Paulo), sobre a nova "cara" gastronômica do Mercadão.

Para Pinheiro, a transformação do Mercadão em um espaço gourmet foi a melhor saída para o prédio, já que assim conseguiu se manter preservado. "É um bom uso porque é uma relação com o uso histórico dele. As mudanças foram adequadas porque contribuíram para esse uso", afirmou a professora.

Segundo ela, outros lugares do mundo também aproveitaram prédios antigos e à beira da decadência e transformaram em "mercados gourmet". "Em Boston [Estados Unidos] há um bom exemplo disso. Dois edifícios que eram mercados antigos e nos anos 70 houve essa proposta. Hoje eles são dois mercados gourmet. É uma tendência", afirma Pinheiro.

As transformações do Mercadão o salvaram, para a professora, de se tornar uma construção como o Palácio das Indústrias: um elefante branco em desuso.

Vizinho

O Palácio das Indústrias também foi projetado por um dos arquitetos do escritório de Ramos de Azevedo na década de 1920.

Já foi sede da Assembléia Legislativa de São Paulo, da Secretaria da Segurança Pública e por último abrigou a Prefeitura de São Paulo de 1992 até 2004, quando a então prefeita Marta Suplicy (PT) mudou o gabinete para o edifício Matarazzo, na praça do Patriarca. Atualmente, o prédio está vazio, em desuso.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Uma mentira e uma curiosidade

No jornal DCI de hoje um fulano plantou uma mentira escancarada: atribuir-me uma ação do Serra para destruir a tentativa de candidatura de Alckmin.

Segundo noticiado no Blog Entrelinhas, do jornalista Luiz Antonio Magalhães, o governador tucano está ameaçando as empresas e os fornecedores da Prefeitura e do governo do Estado de retaliação em caso de apoio financeiro a Alckmin.

A curiosidade, alem de saber quem plantou (com a generosidade do autor inescrupuloso da nota) a mentira no DCI, é que o Blog Entrelinhas é feito pelo editor de política do próprio DCI. Como o jornalista Luiz Antonio Magalhães é uma pessoa seria, diferentemente do autor da nota mentirosa, resulta curioso que uma mentirada dessa passe sem qualquer controle no DCI.

Fica um alerta: guerra suja, mentiras e provocações encontrarão o generoso espaço da mídia para agir em defesa dos tucanos. E seus métodos são inescrupulosos.

A seguir a nota fajuta e o artigo de Entrelinhas.

Luis Favre

Nota no DCI



Blog Entrelinhas de Luiz Antonio Magalhães

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

O dinheiro sumiu

Este blog confirmou ontem uma história que já foi de certa forma contada pelo esperto James Akel em seu blog: o que está impedindo o ex-governador Geraldo Alckmin de assumir oficialmente a candidatura a prefeito de São Paulo pelo PSDB é a falta de dinheiro. Sim, pode parecer surpreendente, mas Alckmin não está conseguindo, nas sondagens que tem feito, garantias de financiamento de sua campanha. Um alto quadro tucano contou ao blog, em off, naturalmente, que o governador José Serra (PSDB) percebeu que não conseguiria matar a candidatura de Alckmin pela via da disputa política, uma vez que Alckmin domina os diretórios estadual e municipal do PSDB, e decidiu então cortar as asinhas do ex-governador pela via "econômica": mandou avisar os empreiteiros, grandes financiadores de campanhas eleitorais, que quem ajudar Geraldinho não recebe nem do governo do Estado e muito menos da prefeitura, onde pontifica o candidato de Serra, Gilberto Kassab (DEM). Ainda segundo a mesma fonte tucana, Geraldo Alckmin vai pensar mais um pouco sobre o assunto e decide em março se concorre ou não. Quanto a ter uma garantia para disputar o governo de São Paulo em troca da desistência de concorrer à prefeitura, o grupo de Alckmin avalia que Serra não cumpriria tal acordo. E é isto que pode empurrar Geraldo para a disputa neste ano, mesmo sem dinheiro.

domingo, 27 de janeiro de 2008

ALERTA AMARELO: A GLOBO NOS TEMPOS DA DENGUE E DO APAGÃO ELÉTRICO

Do Blog Vi o mundo de Luiz Carlos Azenha

Atualizado em 21 de janeiro de 2008 às 13:26 | Publicado em 21 de janeiro de 2008 às 13:22



Um leitor deste site deixou nos comentários um texto publicado pelo jornal O Globo em editorial depois da fala do ministro José Gomes Temporão na TV: "As palavras tranqüilizadoras do ministro José Gomes Temporão sobre a febre amarela em cadeia nacional na noite de domingo, tem contra si a baixa credibilidade do governo. Se tantas vezes anunciaram que o apagão aéreo havia acabado, e não era verdade, porque não fariam a mesma coisa com a febre amarela?, pode-se perguntar o brasileiro ressabiado. Diante da maré de descrença, resta a Brasília abastecer postos de saúde com vacinas e não sonegar qualquer informação sobre o que acontecer com a doença."

Ou seja, como lembrou o leitor, eu interpreto esse texto como clara convocação para TODA A POPULAÇÃO se vacinar, apesar de especialistas - de dentro e de fora do governo - terem dito o contrário. Notem que não há nenhum alerta, nenhum porém. O governo, segundo o jornal, deve abastecer os postos de saúde de vacinas. E ponto.

Agora analisemos a lógica do jornal das Organizações Globo. O brasileiro iria se vacinar levado pela suposta "maré de descrença" em torno do governo. Mas as pesquisas, que são ainda o melhor método de avaliar o estado de espírito da opinião pública, não demonstram "maré de descrença", pelo contrário, a aprovação do governo tem sempre estado acima de 50% de ótimo e bom. Existe, sim, maré de descrença de uma parcela minoritária da população brasileira em relação ao governo, por diversos motivos. Um deles, talvez o principal, é que jornais como O Globo e emissoras de televisão como a TV Globo PROMOVEM a maré para tentar afogar o governo. As famílias Civita, Marinho, Mesquita e Frias, para falar de apenas algumas, se comportam como alas de um mesmo partido político cujo objetivo é impor à maioria dos brasileiros seus interesses políticos e econômicos. Promovem a polarização da opinião pública e uma campanha em que mentem, omitem, distorcem e manipulam informações.

Falo não de ouvir dizer. Falo como testemunha. Quando eu trabalhava na TV Globo do Rio de Janeiro e houve a epidemia de dengue, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e tendo como ministro da Saúde José Serra, a ordem era ajudar a população a combater o mosquito transmissor da doença, com reportagens didáticas quase diárias no Jornal Nacional. Eu mesmo fiz várias destas reportagens em subúrbios do Rio de Janeiro, ensinando a população a colocar uma gota de água sanitária nos vasos, se livrar de pneus velhos e de água parada. Fiz as reportagens com prazer, já que acho que essa é UMA das obrigações de uma concessão pública de televisão, a de prestar serviços à população.

Lembro também, como testemunha, do apagão elétrico durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Também neste caso, a ordem era ensinar a população a colaborar com a economia de energia. Eu mesmo fiz várias reportagens a respeito, demonstrando como o chuveiro elétrico era coisa do passado. O único eletrodoméstico sobre o qual era proibido falar, para efeito de comparação de gastos de energia com os demais, era a televisão. Aparentemente, a Globo tinha medo de que as pessoas decidissem economizar energia deixando de ver a novela.

Não acredito que o papel de uma emissora de televisão, pública ou privada, seja a de promover os governos de ocasião. A crítica é essencial. E nos dois episódios citados acima ela aconteceu nos telejornais da TV Globo. O que me espanta, agora, é ver que as Organizações Globo, conforme expresso no editorial do jornal O Globo, abandonaram completamente o bom senso jornalístico, suprimiram o contraditório e ajudam a criar a tal maré de descrença que, em seguida, é usada para justificar o comportamento irresponsável - alguns diriam criminoso - de "incitar" a população a tomar indiscriminadamente uma vacina que tem o potencial de matar.

O Estado de São Paulo mostra que sobra papel e falta informação



O jornal O Estado de São Paulo publica hoje uma dessas reportagens contra os políticos, no caso os governadores, e seus supostos "privilégios" com viagens. No fundo, não dá para estabelecer rigorosamente nada, da página dedicada pelo jornal ao assunto.

Quer dizer, nada não. Dá para ver o viés udenista do Estadão que chega ao ridículo na sua manchete de somar os dias em que todos os governadores ficaram no exterior, totalizando 373 dias, como se tivessem viajado juntos um ano inteiro.

Talvez até a matéria mostre alguma coisa, mas sobre o que o Estadão não aprofundou.

A página do jornal inclui uma coluna que recensa as viagens dos governadores ao exterior e os dias que ficaram fora. Nada esclarece sobre os motivos dessas viagens e pelo tanto não permite qualquer julgamento sobre a pertinência das mesmas.

Pelas informações transmitidas pelas autoridades estaduais, sabe-se que o governador Luiz Henrique (PMDB) de Santa Catarina ficou, no ano de 2007, 56 dias fora e o governador de Piauí, Wellington Dias (PT) 9 dias.

Podemos notar, por exemplo, que o governador Aécio Neves, de Minas, ficou 20 dias no exterior, tendo visitado nas diferentes viagens países como Colômbia, EUA, Inglaterra, Suíça e Israel.

A única coisa que chama a atenção é que só cinco governadores comunicaram os gastos com essas viagens, o que dependendo dos assuntos tratados nestas visitas, tampouco tem maior significado.

A curiosidade fica por conta destes dados. O governador de Maranhão, Jackson Lagos (PDT) por exemplo, teve custo de R$ 37.200 por duas viagens, uma para Argentina 1 dia e outra para Uruguay onde ficou dois dias. Total 3 dias para dois países próximos, por R$ 37.200. O governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB) viajou 5 dias para Espanha e Portugal e gastou R$ 43.800. Já o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), esteve em Portugal, foi para os EUA, viajou para India, para França, para Suiça, para Itália e Portugal, viagens todas elas feitas em datas diferentes durante todo 2007 e que totalizam 27 dias fora do Brasil. Só que ele gastou apenas R$ 17.884. Será que as cifras estão certas?

Alguma coisa soa extranha, não é? Será que nosso Sherlock Serra pesquisou para conseguir vôos charters, Albergues da juventude, Restaurantes bom prato e foi de ônibus para suas reuniões ou encontros? e os outros são uns descuidados com o dinheiro público? Provavelmente, nem uma coisa, nem outra.

Por último, tem governador que não fez uma única viagem em 2007. Deveria receber um prêmio? ou são incompetentes para fazer convênios e trazer recursos para seus Estados?

Será que o Estadão não tem nada mais importante para informar aos seus leitores no domingo.

Luis Favre

Jornalismo febril ou politicamente orientado?



Na edição de hoje, domingo, o ombudsman da Folha faz um balanço do tratamento dado pelo jornal Folha de São Paulo a questão da febre amarela.

Eu mesmo tenho tratado aqui no blog várias vezes deste tema, mostrando a maneira pouco responsável e extremamente "política" com a qual a mídia operou sobre esta questão nos primeiros dias de janeiro 2008.
O ombudsman da Folha pesquisou a maneira como o jornal tratou deste tema nos diversos anos em que a febre amarela provocou vítimas no Brasil e descobriu o que muitos já imaginávamos: em 2001, ano em que a febre amarela matou 22 pessoas só no primeiro trimestre, o tema ocupou escassas linhas numa nota perdida no interior do jornal, nunca foi para a primeira página e nenhum pedido de explicação, nem entrevista, do ministro da saúde da época. Em tempo, o ministro era José Serra e o presidente não era Lula. A seguir o artigo do ombudsman publicado na Folha de hoje.

Jornalismo febril


Não cabe ao jornalismo sabujar autoridades, mas não é seu papel alarmar; o tom predominante foi o de escalada

Se crianças começam a assuntar sobre a vacinação contra a febre amarela, é sinal de que o temor da doença -e da injeção- se disseminou.
Não é para menos: no princípio do ano, parcela expressiva do jornalismo sugeriu que o mal ameaça o país. A Folha não ficou de fora. Como se vê ao lado, do dia 8 até a quinta-feira passada o assunto ganhou espaço na primeira página, 14 presenças em 17 dias.
Há mesmo interesse público em saber que houve contaminação em áreas rurais. A morte em decorrência de picada de mosquito na floresta é tão trágica como a de alguém infectado nas cidades.
Acontece que desde 1942 não se conhece no Brasil transmissão de febre amarela em reduto urbano. A informação foi veiculada, mas o tom predominante, mostram os títulos da capa, foi o de escalada.
Sob uma manchete, o jornal relativizou a opinião do ministro da Saúde: "No dia em que o número de notificações de casos suspeitos de febre amarela no país subiu de 15 para 24, (...) José Gomes Temporão foi à TV fazer um pronunciamento (...) para dizer que não há risco de epidemia".
Não cabe ao jornalismo sabujar autoridades, mas não é seu papel alarmar. Quando consultou quem entende, a Folha prestou bons serviços.
Na contramão de leigos que proclamavam a urgência de imunização universal, infectologistas a condenaram.
Até a quinta, contavam-se dez mortos por febre amarela silvestre, desde 30 de dezembro. Todos a teriam contraído na mata de Goiás.
O exagero da Folha em 2008 contrasta com outro, o de 2001, quando os 22 óbitos se concentraram no primeiro trimestre. Em nenhum dia daquele ano a primeira página se referiu à moléstia.
Em março, notinha de rodapé com oito linhas noticiou: "Morre a 15ª vítima da febre amarela". Outra nota anunciara semanas antes as 39 mortes do ano anterior (mais uma se somaria à estatística).
Os registros não trouxeram a opinião do então ministro da Saúde, José Serra. Em 2000, nenhum título da capa falou em morte pela doença.
A Redação discorda: "Os números dos anos recentes justificam a cobertura que a Folha vem dando à febre amarela. Em 2004 e 2005, houve três mortes confirmadas em cada ano; em 2006, foram duas mortes; em 2007, cinco".
"Em 2008, apenas no primeiro mês do ano, já há dez mortes confirmadas (uma delas ocorrida em 30 de dezembro, mas só confirmada agora). Acresce que a Folha tem dado amplo espaço a autoridades e especialistas, com diferentes visões sobre a dimensão do problema. E a única manchete relativa ao tema tratou do pronunciamento do ministro da Saúde em que ele procurava tranqüilizar a população."
Não entendi por que os números de 2000 e 2001 não "justificaram" destaque. Sobre isso, minhas perguntas não mereceram respostas.



Mário Magalhães é o ombudsman da Folha desde 5 de abril de 2007. O ombudsman tem mandato de um ano, renovável por mais dois. Não pode ser demitido durante o exercício da função e tem estabilidade por seis meses após deixá-la. Suas atribuições são criticar o jornal sob a perspectiva dos leitores, recebendo e verificando suas reclamações, e comentar, aos domingos, o noticiário dos meios de comunicação.

sábado, 26 de janeiro de 2008

O bico dos tucanos é uma boquinha

De Alckmin para Serra

Caneta na mão.
A nota que sinaliza preferência pela reeleição de Gilberto Kassab, divulgada pela bancada do PSDB na Câmara de São Paulo, reflete uma preocupação concreta: se Geraldo Alckmin entrar na disputa, os vereadores terão de entregar seus cargos nas subprefeituras, máquinas eleitorais poderosas. (PAINEL da FOLHA).


De Serra para Alckmin

Serra e a turma da boquinha
De José Serra, sobre as reclamações da turma de Geraldo Alckmin de que teria demitido o grupo do ex-governador quando assumiu o governo de São Paulo: "Quem presta do PSDB está no meu governo. Os que não estão são a turma da boquinha. (RADAR da VEJA)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Movimentação de Serra precipita disputa com Aécio


Blog de Josias

  • Acabou o armistício entre os 2 presidenciáveis tucanos
  • Para Aécio, Serra tenta se impor como ‘fato consumado’
  • ‘No atropelo, ninguém ganha eleição’, disse a um amigo
  • Em resposta, iniciou uma articulação a favor das prévias
  • Em março, deflagra um cronograma de viagens pelo país

Há um ano, em fevereiro de 2007, os presidenciáveis tucanos José Serra e Aécio Neves firmaram um armistício. Combinaram que só tratariam de 2010 depois que fossem abertas as urnas de 2008. O cessar-fogo acabou. Nove meses antes do prazo combinado, os governadores de São Paulo e de Minas Gerais voltaram a se bicar.

Ainda não foi disparado nenhum tiro em público. Mas Aécio decidiu reforçar o paiol. Iniciou a preparação para a guerra interna. Entre quatro paredes, o governador mineiro mostra-se incomodado com o que chama de “antecipação prematura do processo.” Acha que está em curso uma tentativa de transformar a candidatura presidencial do rival num “fato consumado”. E resolveu enrolar a bandeira branca.

A negociação de Serra para transformar Gilberto Kassab (DEM) em candidato à prefeitura paulistana foi o estopim que alvoroçou as plumas do tucanato. Serra tenta rifar Geraldo Alckmin (PSDB), alternativa tucana ao 'demo' Kassab, em troca do compromisso do DEM de apoiá-lo em 2010.

Para desassossego de Aécio, Fernando Henrique Cardoso veio ao meio-fio para defender a formalização da aliança tucano-democrata em torno de Kassab. “Se você pensar estrategicamente, seria ótimo que a aliança dele [Kassab] com o PSDB se mantivesse nas eleições [municipais de 2008], que o Geraldo [Alckmin] pudesse disputar o governo, o que liberaria o Serra para a presidência [da República]”, disse FHC aos repórteres Laura Greenhalgh e Fred Melo Paiva.

Privadamente, Aécio tachou as declarações de FHC de “inábeis”, “desastradas” e “extemporâneas.” Acha que as palavras do ex-presidente expressam uma visão equivocada. Diz que, em 2010, o DEM, por pragmático, vai se compor com o PSDB "com ou sem Kassab." Há dois dias, em conversa com um amigo, o governador mineiro afirmou: “Não estou mais em idade de dizer amém a tudo o que acha o Fernando Henrique.” Aécio ressuscitou uma frase que ouvira do avô Tancredo Neves: “Ninguém é paulista na política impunemente.”

Aécio falou ao amigo em timbre de desabafo: “Estão tentando passar a idéia de que, resolvido o problema da prefeitura de São Paulo, está decidida a questão nacional. Não aceito imposições. No atropelo ninguém vai ganhar eleição. Se me derrotam no atropelo, não vão ter nenhum voto em Minas.”

Aécio pôs-se em movimento. Retomou contatos com partidos como o PMDB e PSB, que flertam com ele há tempos. Como não contempla a hipótese de deixar o PSDB, resolveu abraçar a tese das prévias. Festeja a decisão do senador tucano Arthur Virgílio (AM) de lançar-se como candidato ao Planalto. Acha que, com três postulantes, o partido não terá como se esquivar da prévia.

De resto, o governador mineiro elabora um cronograma de viagens pelo país. Começa a voar já em março. Num primeiro momento, priorizará os Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No segundo semestre, subirá em palanques de candidatos tucanos às prefeituras de tantos municípios quantos consiga visitar.

Internamente, Aécio leva à mesa argumentos para tentar se contrapor à tese de que, à frente dele nas sondagens eleitorais, Serra é o melhor candidato do partido à sucessão de Lula. “Não estou convencido disso”, diz ele em privado. “Posso até não ser candidato se achar que não é o momento, se julgar que minha candidatura não é a que mais agrega. Mas não posso sair disso derrotado. Tenho que ser convencido, conquistado.”

Na última sondagem do Datafolha, divulgada em dezembro, Aécio amealhou 15% das intenções de voto. É menos da metade do percentual atribuído a Serra –entre 33% e 38%, dependendo do cenário. O governador mineiro argumenta, porém, que o PSDB terá de levar em conta outros fatores.

Por exemplo: beneficiado pelo recall, Serra é conhecido por cerca de 90% do eleitorado brasileiro. Com uma taxa de conhecimento que gira ao redor dos 40%, Aécio acha que não pode ser considerado como uma carta excluída do baralho presidencial. Diz que a taxa de rejeição de Serra é maior do que a sua. Julga-se, além disso, em melhores condições de reunir em torno de si uma aliança partidária ampla, incorporando inclusive partidos que hoje gravitam em torno do governo Lula.

Por último, Aécio puxa da gaveta uma pesquisa que recebeu do instituto Vox Populi. Apresentou-a a um grão-tucano com quem conversou. O levantamento foi fechado em dezembro. Informa que 86% do eleitorado mineiro acha que ele deve se lançar na briga pelo Planalto.

Aécio conclui: “É algo muito sólido, que não posso ignorar, sob pena de ir para o suicídio. Se insistirem nessa tese de que, resolvido São Paulo está resolvido o Brasil, o Serra acaba se consolidando como o candidato anti-Minas. É uma visão míope. Anteciparam o processo de forma desastrada. Não deixaram opção aos aliados: ou aderem ao projeto de São Paulo ou não concordam e encaminham em outra direção. É o que vai acontecer.”

Escrito por Josias de Souza

A arte de esconder o essencial de uma pesquisa


Uma pesquisa IBOPE encomendada por uma ONG sobre São Paulo é reproduzida hoje nos jornais de São Paulo.

Ela é uma condenação clara da administração PSDB-DEM de Gilberto Kassab e José Serra.


Mas o leitor terá dificuldade para perceber isto com clareza, as manchetes não permitem ver, ocultam e sonegam o que é fundamental.


A principal manchete sobre o tema, na
Folha de São Paulo, é que 55% sairiam da cidade se tivessem chance. Iriam de férias? sairiam para o carnaval? não! 55%, segundo o IBOPE, mudariam de cidade e não gostariam viver mais em São Paulo.

Porque?


Nenhuma manchete disse o motivo pelo qual 55% da população gostaria ir embora para outra cidade.

A pesquisa IBOPE, porém, dá dicas do motivo:


95% afirmam que existe corrupção na política da cidade.

87% consideram a cidade pouco ou nada segura para morar.


77% consideram que os investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos.


54% dizem que a Prefeitura está entre às menos confiáveis das instituições. (Este dado nem é mencionado pelo
Estadão).

70% acham a saúde pública ruim.


55% estão insatisfeitos com o transporte público.


60% também consideram ruim a educação pública.


61% estão insatisfeitos com a habitação popular.


6,7% foi a nota média atribuída à qualidade de vida na cidade.


Como se vê, um verdadeiro balanço que questiona diretamente o poder público municipal e estadual (vale a pena destacar que segundo a pesquisa o governo federal e a igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos).


Isto esta inteiramente escamoteado nas manchetes e chamadas dos jornais, mesmo se todos os dados reproduzidos aqui, neles figuram.


Outra curiosidade é a ausência de comparações com pesquisas feitas em outros aniversários da cidade, como por exemplo em 2004. É verdade que talvez não exista pesquisa IBOPE a cada ano, permitindo essa comparação.


Mas alguns elementos chamam a atenção.

Por exemplo a saúde pública, que os jornais gostam de lembrar como a área pior avaliada da administração anterior, são 70% hoje os que consideram ela ruim (eram 55% em março de 2004 segundo Datafolha).


A nota da cidade hoje é de 6,7 (a nota em janeiro de 2004, segundo Datafolha era 7,7).


O transporte público é reprovado por 55% hoje (era reprovado por 36% em março de 2004, segundo Datafolha).


A seguir alguns artigos publicados pela Folha de São Paulo em janeiro de 2004 e alguns de hoje.


Luis Favre


25 de janeiro de 2004
SP 450


AUTO-ESTIMA EM ALTA



Aumenta a nota média dada pelo morador da capital à sua cidade _de 6,5 passou para 7,7, da mesma forma que cresce o orgulho e o grau de satisfação com a metrópole; diminui o número dos que querem se mudar para outro lugar

Paulistano tem orgulho de São Paulo LUIZ CAVERSAN
DA REPORTAGEM LOCAL

São Paulo chega aos seus 450 anos com a auto-estima dos paulistanos em alta.
Apesar de apontar uma série de problemas na metrópole, com destaque para a violência (leia nas páginas 4 e 5), a maioria dos cidadãos, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, está satisfeita em morar em São Paulo, da mesma forma que aumentou o orgulho tanto em relação à cidade quanto ao bairro em que o entrevistado mora.
Isso resultou no significativo aumento da nota dada à cidade.
Ao atribuir 7,7 em média para São Paulo, o paulistano faz a avaliação mais positiva desde que o Datafolha passou a realizar esse tipo de levantamento, em 1997, quando a nota alcançada foi 7,3.
Depois disso, o conceito da metrópole de acordo com a opinião dos habitantes caiu para 7,2 em 2000, permaneceu na casa dos 6% ao longo de 2001 e dá, agora, um salto de 1,2 ponto percentual.
Assim como a nota média, nunca foi tão alto o grau de satisfação do morador com sua cidade, situação oposta à do grau de insatisfação, que se encontra em baixa acentuada.
A satisfação de viver na principal metrópole do país vinha caindo desde que a pesquisa começou a ser feita há sete anos, quando 41% dos paulistanos diziam estar "muito satisfeitos" de morar em São Paulo. O patamar mais baixo deste quesito foi atingido em janeiro de 2001, quando o índice foi de apenas 25%. Houve oscilações ao longo de 2001, mas a curva se tornou ascendente no final do ano, chegando aos 46% atuais.
Esse percentual, 46%, é exatamente o mesmo daquele que se refere aos paulistanos que dizem estar apenas "um pouco satisfeitos". Mas é importante notar que esse número era de 51% na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2001.
Quanto à insatisfação, que estava na casa dos 10% em 1997, subiu sucessivamente para 17% (em 2000), 21%, 21% e 25% (ao longo de 2001), caiu para 17% (em dezembro daquele ano) e chega a apenas 7% agora.
Outro indicador indiscutível do aumento da auto-estima do paulistano está contido nas respostas à seguinte pergunta, apresentada pelo Datafolha: "Você diria que tem mais orgulho do que vergonha ou mais vergonha do que orgulho de morar em São Paulo?".
A resposta é um verdadeiro "presente" para a cidade: nada menos que 83% dos entrevistados responderam que têm mais orgulho do que vergonha de residir na metrópole.
O instituto de pesquisa já havia apresentado essa mesma questão em levantamento realizado em abril de 2000. Na ocasião, o índice atingido foi de 59%.
Ou seja, São Paulo comemora hoje 450 anos com um aumento de 24 pontos percentuais no número de habitantes que se dizem orgulhosos de sua cidade.

Assim como em levantamentos anteriores, São Paulo continua sendo identificada por seus moradores como cidade de ofertas de trabalho e emprego.
Na verdade, essa é a sua principal vantagem, de acordo com as respostas dadas ao Datafolha.
No total, 32% dos entrevistados disseram isso, que a maior vantagem de se morar na cidade é desfrutar do mercado de trabalho.
É forçoso notar, no entanto, que o número alcançado pela atual pesquisa do Datafolha continua muito menor do que aquele auferido em 1997, quando nada menos do que 51% apontavam oportunidade de trabalho/emprego como a vantagem primeira de se viver em São Paulo.
Antes disso, o índice já havia despencado 13 pontos percentuais, de 1997 para a pesquisa realizada em 2001 (quando ficou em 38%). Nova queda é verificada agora, no caso bem menor, de 6 pontos percentuais.
Em segundo lugar no levantamento, com 22%, ficaram aqueles que deram respostas variadas à mesma pergunta (apontaram vantagens como como opções de escolas/educação, condições de transporte coletivo, cidade solidária, entre outros).
A seguir, com 17% das respostas, surgiu uma característica tradicionalmente relacionada a São Paulo, que é a de cidade em que se encontra tudo o que se procura ou tudo aquilo de que se precisa.
Na sequência dos que vêem vantagens em morar na capital vieram aqueles que apontaram o fato de São Paulo ter muitas opções de cultura e lazer, ser um bom local para ganhar dinheiro e uma cidade em que há bom atendimento na área de saúde.
Mas 12% dos entrevistados afirmaram que não há vantagem nenhuma em morar em São Paulo, e 9% não souberam responder ou não se lembraram de aspectos para destacar.
A pesquisa do Datafolha procurou aferir também do que o paulistano se lembra primeiro quando pensa na cidade de São Paulo. Predominaram os aspectos negativos da cidade (leia nas páginas 4 e 5), mas, na comparação com levantamentos anteriores, aumentou o percentual dos aspectos positivos relacionados. De fato, o que mais é lembrado sem que seja algo negativo refere-se a temas neutros, como locais (Ibirapuera, por exemplo) ou atributos da cidade (prédios altos). Esses ítens somaram 23%, contra 10% da pesquisa anterior.
Quanto aos pontos positivos relacionados pelos entrevistados, em primeiro lugar ficou, mais uma vez, alternativas de trabalho/emprego (4%), seguidas de opções de cultura de lazer (2%).
Finalmente, para confirmar a ascensão da auto-estima do paulistano é possível citar as respostas à pergunta: "Se você pudesse, mudaria de São Paulo?".
Foi atingido o menor índice (51%) dentre os que afirmaram que, sim, mudariam da cidade -esse número já foi 59% em 97, 64% em 2000 e 61% em 2001.




25 de janeiro de 2008

55% dos paulistanos sairiam da cidade se tivessem chance

Apesar disso, SP foi apontada como um lugar bom para morar por metade dos entrevistados

Segundo pesquisa do Ibope, insatisfação é recorrente quando se trata de transporte coletivo, saúde pública e educação pública

DA REPORTAGEM LOCAL

Um total de 55% dos paulistanos sairiam da capital para viver em outro município se tivessem a oportunidade. Esse é um dos dados obtidos pela pesquisa Ibope realizada a pedido do Movimento Nossa São Paulo para comemorar o aniversário da cidade.
O objetivo era analisar a percepção que o morador tem da capital paulista. Foram entrevistados 1.512 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 14 de janeiro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
As questões trataram de segurança, saúde, educação, inclusão social e qualidade de vida na cidade. Apesar de a maioria dizer que deixaria a cidade, São Paulo foi classificada como um lugar bom para se morar por 50% dos entrevistados.
Com relação à violência, 58% consideram a cidade "pouco segura" e 20% afirmaram já ter sido assaltados. A insatisfação das pessoas é recorrente quando se trata de transporte coletivo (55%), saúde pública (70%) e educação pública (60%).
A pesquisa mostra ainda que muitos nem sequer sabem o que é "subprefeitura". Um total de 24% dos entrevistados nunca tinha ouvido falar na palavra "subprefeitura".

Administração
Os entrevistados avaliam que 77% dos investimentos públicos feitos na cidade são voltados para a população rica. E 95% consideram que existe corrupção na política do município e 10% admitiram ter pago propina a funcionário público nos últimos 12 meses.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM), questionado sobre as avaliações ruins a respeito da administração municipal, afirmou que as percepções dos moradores serão levadas em conta nas ações do governo para "acertar ao máximo e errar o mínimo possível".
"Os indicativos [do movimento] nos ajudam a consolidar o nosso direcionamento no sentido de fazer a cidade mais justa, mais humana. E que possamos, ao longo do tempo, corrigir as distorções que foram feitas", afirmou.
Segundo ele, ocorreram avanços nas áreas da saúde e da educação, com o fim das salas de aula de lata e do turno da fome. "É uma cidade que tem sim desigualdades e compreendemos as pessoas que têm pressa nessa alteração. E a prefeitura tem pressa. Todas as nossas ações são no sentido de reverter essas desigualdades que aconteceram e foram consolidadas na cidade", afirmou.


25 de janeiro de 2004

SP 450

PERMANÊNCIA DO MEDO



A falta de segurança continua sendo o principal foco de preocupação de quem vive em São Paulo: é apontada como a primeira idéia que surge na cabeça e a maior desvantagem para quem enfrenta o cotidiano da metrópole



Cidadão aponta a violência como 1º problema DA REPORTAGEM LOCAL

Violência nas ruas, assaltos, crimes, falta de segurança, medo de bandidos, outras violências.
Essas foram as principais respostas dadas pelo paulistano ao pesquisador do Datafolha que perguntou: "Qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando você pensa na cidade de São Paulo?".
As respostas fazem parte de um agrupamento realizado pelo instituto de pesquisa sob a identificação "aspectos negativos da cidade", que correspondeu a 55% das respostas, ou seja, à maioria absoluta delas. Não só fazem parte como se destacam: mais de um quarto das respostas (27%) se referem à falta de segurança como primeira coisa que é lembrada a respeito de São Paulo.
Mas o reflexo da criminalidade no imaginário ou no cotidiano das pessoas não pára por aí. Esse é também o item mais citado quando a questão é a principal desvantagem de morar na cidade.
Há, porém, dois pontos a serem observados aqui, um "a favor" outro "contra".
"Contra": desde 1997, quando o Datafolha fez as mesmas perguntas pela primeira vez, a violência é a lembrança mais imediata do paulistano e também apontada como a maior desvantagem.
"A favor": houve uma queda no índice da violência como primeira lembrança que surge na cabeça: era de 17% em 97, subiu para 29% em 2000, para 33% em 2001 e desceu agora para 27%.
Obviamente não é apenas a falta de segurança que incomoda o paulistano, e a pesquisa do Datafolha deixa bem claro isso, a rigor revelando um paradoxo: se nas respostas que se referem aos aspectos positivos da cidade as oportunidades de trabalho aparecem em primeiro lugar (leia nas páginas 2 e 3), o desemprego é o segundo item que vem à lembrança dos entrevistados, da mesma forma que surge logo em seguida da violência no quesito principal desvantagem da cidade.
E mais uma vez há pontos que devem ser notados. Se em 1997 o desemprego como primeira idéia atingia 5%, em 2000 saltou para 13%. A seguir, foi a 10% em 2001, caindo agora para os 8% assinalados pelo Datafolha.
Na trajetória oposta, observa-se que, em 1997, 8% disseram que o desemprego era a maior desvantagem de São Paulo, em 2000 esse número subiu para 11% (não houve pesquisa sobre a questão em 2001) e em 2003 o índice atinge 14%, o maior de toda a série.
Os demais itens apontados pelo paulistano como primeira lembrança foram: trânsito (3%, o mesmo percentual da pesquisa anterior) e problemas ambientais/poluição (3%, 9 pontos a menos que no último levantamento, de 2001). Sobre as outras desvantagens da cidade relatadas pelos moradores, os números são os seguintes pela ordem: poluição (6%), trânsito (5%), custo de vida alto (4%), superpopulação (2%), transporte coletivo deficiente (2%) e falta de moradia (1%).
Deram respostas variadas a esta questão (poluição sonora, correria, pobreza, estresse etc), 14%, 8% não souberam responder e 5% responderam que não há nenhuma desvantagem em morar na cidade.
O tema violência, ou falta de segurança, ainda não pode ser abandonado, no entanto, porque ele está ligado a duas outras questões apresentadas pelo Datafolha, uma relativa aos hábitos noturnos dos moradores, outra sobre qual presente o paulistano gostaria de dar para São Paulo.
Quanto à vida noturna, a maioria dos habitantes (48%) continua afirmando, assim como o fez em nove pesquisas anteriores, que evita locais, ruas ou pessoas da vizinhança quando resolve passear pelas cercanias de sua casa depois do anoitecer.
Esse é o menor patamar de todas as pesquisas, sendo que o mais baixo fora registrado, anteriormente, em 1999 e 2000 (56%).
Em contrapartida, aumentou muito o índice daqueles que afirmaram que simplesmente não saem mais para passear depois que o dia termina: quase triplicou, passando dos 5% em 2002 para surpreendentes 14% agora.
Com relação ao presente que o cidadão daria à sua cidade no dia do aniversário, eis que mais uma vez a presença da violência se faz sentir forte.
Nunca, na história das pesquisas realizadas pelo Datafolha, tantos disseram que querem dar segurança, mais segurança, paz ou uma cidade mais pacífica de presente para São Paulo.
Pela primeira vez desde que a pergunta é feita aos cidadãos, essa resposta passa a casa dos 20%, atingindo 21%, embora seja importante lembrar que ela sempre esteve em primeiro lugar.
Em 1997, estava na casa dos 15%, caiu para 13% em 2000, subiu para 19% em 2002 e, no presente levantamento, galgou mais dois pontos percentuais.
A segunda resposta dada pelos entrevistados também tem a ver com os aspectos negativos da cidade e também experimenta uma curva ascendente. Trata-se de mais trabalho e emprego. Em 1997, 6% desejavam dar isso de presente à cidade. O número subiu para 9% em 2000, 10% em 2001 e atinge 11% em 2003.
O item que aparece em terceiro lugar diz respeito ao ambiente, uma vez que 9% responderam que querem a cidade submetida a uma limpeza geral ou com mais árvores, menos poluição ou rios limpos ou com o ar mais puro.
A preocupação nesta área aumentou bastante, porque na pesquisa anterior ambiente era mencionado somente por 4% dos entrevistados.
Os dois aspectos que vêm a seguir, no rol dos presentes para a cidade, são relativos à administração pública (administrador, prefeito, vereadores ou governador melhores) e ao apoio à população carente. Do total de entrevistados, apenas 2% disseram que não gostariam de dar nenhum presente para São Paulo. (LUIZ CAVERSAN)









25 de janeiro de 2004

SÃO PAULO, 454 ANOS / PESQUISA


Bombeiros são "heróis"; vereadores, "vilões"

Segundo pesquisa do Ibope, 95% dos paulistanos confiam no Corpo de Bombeiros e 68% não confiam na Câmara Municipal

Prefeitura está entre as instituições que mais contribuem para melhorar a vida na cidade, embora seja vista como pouco confiável

MARIANA BARROS
DA REDAÇÃO

A aura de heroísmo que cerca os bombeiros se mostrou bastante sólida -pelo menos entre os paulistanos. Segundo a pesquisa Viver em São Paulo, feita pelo Ibope e apresentada ontem, junto com os indicadores do Observatório Cidadão Nossa São Paulo, o Corpo de Bombeiros é a instituição que mais inspira a confiança de quem mora na capital paulista: 95% crêem no órgão.
No outro extremo, a Câmara Municipal desponta como a instituição menos confiável de São Paulo, segundo os próprios habitantes. Dos 1.512 entrevistados, 68% têm um pé atrás com o legislativo municipal, em que apenas 27% confiam.
Quando questionados sobre quais são as instituições que mais contribuem para melhorar a qualidade de vida na cidade, a Câmara Municipal obteve resposta unânime: não foi apontada em primeiro lugar por nenhum dos entrevistados.
Falta de popularidade semelhante é compartilhada pelos partidos políticos, que também, segundo a visão dos paulistanos, não contribuem para melhorar a vida de ninguém.
Já o governo federal e a Igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos, segundo 11% dos entrevistados. Em seguida, com 9% das menções, vem a prefeitura, seguida por universidades (8%), meios de comunicação (7%) e associações de bairro (6%).
Quando somadas as menções de primeiro, segundo e terceiro lugares , a Igreja aparece como a mais lembrada, com 27% -número que, entre os evangélicos, sobe para 48%. A prefeitura e os meios de comunicação empatam com 22%, seguidos pelas universidades (20%), pelo governo federal (19%) e pelas associações de bairro (17%).

"Queridinhos"
Depois do Corpo de Bombeiros, os Correios estão em segundo lugar entre os "queridinhos" dos paulistanos, inspirando confiança de 91%. Também têm alto índice de confiança a Sabesp (81%), o Metrô (80%) e o Procon (77%).
Entre as instituições menos confiáveis, depois da câmara, vêm o Tribunal de Contas do Município (62%), o Ministério Público (57%), o Poder Judiciário (56%) e, curiosamente, a prefeitura (54%) -apesar de esta aparecer em segundo lugar entre as instituições que, segundo os paulistanos, mais contribuem para a qualidade de vida na cidade.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Será?

Dora kramer é uma jornalista séria. Eu não compartilho das suas opiniões, porém ela é bem informada e sabe do que fala. Na sua coluna de hoje ela esbanja uma certeza: quem decide o candidato à Prefeitura é Serra. Como Serra quer Kassab, Alckmin estaria fora do jogo e ponto final.

Tenho minhas dúvidas. Concordo com a afirmação da jornalista que o PSDB é um partido sem corpo. Mas talvez o que a nota queira estabelecer é que se Alckmin se impor e Kassab cair fora, terá sido vontade de Serra e o contrário também. Resumindo: a escolha é do rei e sempre será sua vontade.

Será?

A coisa não me parece bem assim. Alckmin tem o apoio de Aécio Neves, que também tem máquina e não parece disposto a considerar que Serra seja o rei da cocada preta. A movimentação de Alckmin mostra que não esta disposto a acreditar em Papai Noel para 2010 e prefere correr o risco agora a sumir sem deixar rastro.

O medo dele é a chamada "guerra suja", pois sabe que seus "colegas" de São Paulo não hesitarão em alimentar a campanha com os podres e os esqueletos no armário da administração Alckmin no Estado: Nossa Caixa, Chalita, Pedágios, Tietê, Rodoanel, Metrô etc.

Mas devo confesar, eu não conheço os meandros do PSDB tão bem como Dora Kramer, por isso é bom registrar o alerta.


Mundo real

DORA KRAMER

Sejamos realistas: se não tivesse o aval do governador José Serra, o DEM não fecharia questão na candidatura de Gilberto Kassab. Não tem cacife político em São Paulo para isso.

Da mesma forma, Geraldo Alckmin sem a concordância de Serra não sairá candidato a prefeito: não tem mandato, não tem influência na prefeitura nem no governo do Estado e, se perder tendo batido de frente com o governador, só por um milagre ganha a legenda em 2010.

Alckmin pôs seu destino nas mãos do partido, que prefere candidatura própria, mas não tem voz ativa, não dispõe de músculos suficientes para lutar por coisa alguma nem massa crítica para se movimentar. Partido sem corpo, o PSDB caminha para onde a cúpula mandar.

Em 2006, quando Alckmin venceu a parada da candidatura presidencial, ele era governador, o que levou a cúpula a contabilizar: se já estava difícil ganhar de Lula com São Paulo a favor, se fosse Serra o candidato com Alckmin contra, seria impossível.

Leia a integra da coluna de Dora Kramer no jornal O Estado de São Paulo

A gambiarra é do PSDB, mas Sherlock Serra já decidiu que foi o PT


Segundo a Folha de São Paulo, para o governador Serra o novo incêndio no HC é um ato criminoso de responsabilidade do PT. Para O Estado de São Paulo a gambiarra pode ter a ver. O sherlock Serra é avesso a fumo, diferentemente do célebre detetive inglês e seu famoso cachimbo. Mesmo careca, o nosso governador dispensa o famoso gorro do detetive. Além destas diferenças, tem uma que é crucial: o inglês investigava antes de manifestar suas conclusões e o nosso amador tupiniquim chega e sai atirando. Ele procura um bode expiatório para encobrir tanta incompetência com incêndios, pane no metrô e túneis que desabam. Em verdade o PSDB é o principal suspeito, eles é que governam faz 16 anos o Estado. Elementar, meu querido Watson.

Para Serra, fogo pode ter sido criminoso

O governador citou o fato de o incêndio ter ocorrido em uma sala fechada e disse que essa hipótese será investigada

Os sindicatos dos médicos e dos funcionários criticaram a declaração do governador sobre sabotagem, dizendo que isso gera insegurança

MARINA GAZZONI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem que o incêndio que atingiu uma sala do HC (Hospital das Clínicas) ontem de manhã pode ter sido "provocado", e não acidental. O HC faz parte da rede estadual de saúde. "O incêndio foi numa sala fechada, sem elementos de combustão. Existe a hipótese, que vai ser investigada, de que foi provocado", afirmou o governador em entrevista coletiva.
A Folha apurou que, no governo, existe suspeita de sabotagem porque o incêndio não teve uma causa relacionada com a engenharia e a manutenção do prédio.
Essa suspeita baseia-se no fato de que alguns setores tiveram seus interesses contrariados pela direção do hospital. Há, por exemplo, funcionários descontentes com medidas de moralização adotadas pela direção do hospital, como exigência de cumprimento da jornada de trabalho.
Além disso, cerca de 300 funcionários aposentados foram demitidos no fim do ano passado, porque acumulavam aposentadoria e salário da ativa. Por fim, foi feita uma revisão dos contratos do hospital, incluídos os de terceirização de pessoal (prestação de serviços).

Provocação
Na entrevista coletiva, Serra acusou o PT -partido que faz oposição ao governo estadual- de influenciar o Sindicato dos Funcionários e Servidores do Hospital das Clínicas.
De manhã, a entidade tinha afirmado que pediria a interdição do prédio até que fossem realizadas obras de segurança -à tarde, após uma reunião com a superintendência do HC, voltou atrás.
"O sindicato lá é petista. Essa manifestação é atitude de quem torce pelo pior e age com base em provocação para enfraquecer a diretoria do HC. Isso é provocação petista", disse Serra. "Toda vez que um dirigente sindical falar, é interessante ver a que partido pertence e qual é o esquema político que está procurando servir."
Itamar Marinho da Costa, presidente do sindicato dos funcionários, diz que "não faz política com a desgraça dos outros" e que Serra está mal assessorado. Sobre a questão da sabotagem, o sindicalista disse que a declaração é precipitada.
A hipótese de incêndio "provocado" foi criticada também pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo. Para o presidente da entidade, Cid Carvalhaes, a declaração do governador foi "infeliz e inadequada".
"O governador não pode pura e simplesmente lançar uma suspeita, sem fundamento nem explicação. Isso gera ainda mais insegurança", afirmou.
"A declaração foi inoportuna, extremamente inábil e não se justifica. O que se espera de um governador é maior sensatez", acrescentou Carvalhaes.
O Sindicato dos Médicos solicitou uma reunião com os dirigentes do Hospital das Clínicas para saber das condições de segurança do edifício. "Já havíamos pedido explicações logo após o primeiro incêndio [no dia 24 de dezembro], mas até hoje não tivemos resposta. Se não obtivermos explicação, vamos acionar o Ministério Público e o Judiciário."

Obras
Em nota, o HC afirmou que as obras para a recuperação da rede elétrica danificada no incêndio de dezembro foram iniciadas ontem. O investimento previsto é de R$ 2,78 milhões, e o prazo de entrega, abril.
Os promotores José Carlos de Freitas e Anna Trotta Yaryd farão hoje uma inspeção no HC acompanhados de técnicos dos Bombeiros e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).
Se for constatada necessidade de obras emergenciais, devem acionar a Justiça para pedir a liberação "imediata" de verba. Desde 2005, a promotoria investiga a falta de segurança no prédio e cobra reformas.


Colaborou CINTHIA RODRIGUES



HC tem incêndio perto de gambiarra na fiação; Serra fala em sabotagem

Ninguém ficou ferido e não houve tumulto; fogo começou em sala fechada onde são guardados equipamentos

Bruno Tavares, Anne Warth, Marcela Spinosa e Eduardo Reina

O ESTADO DE SÃO PAULO

Um princípio de incêndio atingiu ontem uma sala do Prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas, em Pinheiros, zona oeste - exatamente no dia em que começaram as obras na fiação danificada num incêndio há um mês. Ninguém se feriu e o atendimento não foi prejudicado. A reportagem constatou que há várias gambiarras na rede elétrica do prédio, com dezenas de fios expostos pelos corredores e presos com fita crepe.

O HC afirmou que o incêndio ocorreu num local de acesso restrito, usado para armazenar equipamentos de endoscopia, na rampa entre o 5º e 6º andares. O governador José Serra sugeriu que o incêndio pode ter sido intencional. “Foi numa sala fechada, sem elementos de combustão, inclusive existe a hipótese, que vai ser investigada, de que foi provocado”, disse. “Ninguém acendeu fósforo, não havia motivo para fumaça.”

Segundo boletim registrado no 14º Distrito, às 6 horas um funcionário percebeu uma forte fumaça. Ele avisou um vigilante, que arrombou a porta e, com um extintor, controlou as chamas. Depois, chegaram oito carros do Corpo de Bombeiros.

A reportagem verificou que, logo acima da rampa onde fica o depósito, no corredor que dá acesso ao setor de Endoscopia, no 6º andar, um fio branco preso por fita crepe corre por 50 metros. No andar, o fio sai de uma tomada próxima do Ambulatório de Oftalmologia, mas a origem da conexão são quadros de força no subsolo. Além disso, do 4º ao 6º andares, chumaços de fios atravessam o hall de elevadores. Em alguns pontos, parecem varais. Havia ontem forte cheiro de queimado no 2º, 5º, 6º e 9º andares.

“Do jeito que estão, as instalações não oferecem risco, mas a fiação exposta deveria ser temporária”, afirmou o engenheiro João José Barrico de Souza, professor de Engenharia de Segurança da Escola Politécnica da USP. Ele disse que não é possível afirmar que a fiação tenha causado o fogo ontem. “Só que o primeiro incêndio vai completar um mês e, pelas fotos, não há sinais de que esteja sendo trocada.”

A assessoria do HC informou que não sabe dizer a situação da fiação exposta, pois a reportagem percorreu o local após a vistoria dos bombeiros

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Alckmin e Kassab vão sair do armário

Blog de Josias

DEM se dispõe a apoiar chapa Serra-Aécio em 2010

Em troca do apoio a Kassab, partido abre mão da vice


Oferece também apoio a Alckmin na sucessão estadual

Sérgio Lima/Folha
A direção do DEM joga pesado para obter o apoio do PSDB à candidatura de Gilberto Kassab na eleição municipal de 2008. Promete compensar o tucanato paulista com extrema generosidade nas disputas pelo Planalto e governo de São Paulo, em 2010.

Para a sucessão de Lula, o DEM se dispõe a apoiar o governador tucano José Serra sem exigir a vaga de vice. Em reserva, os ‘demos’ sugeriram a Serra a formação de uma chapa presidencial “puro sangue”, com o também tucano Aécio Neves na posição de candidato a vice.

Na eleição do futuro governador de São Paulo, o DEM promete apoio irrestrito a Geraldo Alckmin (PSDB). Nesta quarta-feira (23), Jorge Bornhausen, ex-presidente do DEM, terá um encontro com Alckmin. Tentará demovê-lo da idéia de disputar a prefeitura, facilitando a composição em torno de Kassab.

Em diálogos que manteve com líderes do DEM, Serra tratou com naturalidade a possibilidade de figurar na cédula de 2010 ao lado de Aécio. Discorreu sobre o tema como se a hipótese já figurasse nos seus planos. Disse que é coisa para ser tratada mais adiante, não agora.

No momento, Serra concentra-se na costura de uma aliança tucano-democrata em torno de Kassab. Informou ao DEM que fará o que estiver ao seu alcance para pôr o acerto de pé. Disse, porém, que a evolução do entendimento depende da concordância de Alckmin, com quem planeja conversar depois do Carnaval.

Privadamente, lideranças do DEM e do próprio PSDB acham que Serra falhou no seu relacionamento com Alckmin. Em vez de abrir espaço para aliados do ex-governador na administração estadual, fechou as portas e afastou-se dele. Sugere-se que busque uma reaproximação.

Ainda que consiga arrancar Alckmin do caminho de Kassab, Serra terá muito a alinhavar se quiser de fato transformar Aécio Neves, hoje tão presidenciável quanto ele, em mero candidato a vice. Por enquanto, o maior aliado do governador de São Paulo, além do DEM e de FHC, é a pesquisa de opinião.

Na última sondagem do Datafolha, divulgada em 1º de dezembro de 2007, Serra figurava como líder em todos os cenários montados pelo instituto. Ciro Gomes (PSB) aparecia em segundo, sempre à frente dos candidatos do PT. Trocando-se o nome de Serra pelo de Aécio, Ciro assume o primeiro lugar. E o PSDB desce para o terceiro. Aécio fica atrás de Heloísa Helena (PSOL).

Montou-se também um cenário em que Serra e Aécio concorrem entre si. Nessa hipótese, que dependeria de uma improvável mudança do governador mineiro para outra legenda, Aécio manteve-se na condição de sub-HH. Serra (33%) lidera; Ciro (19%) permanece em segundo; e HH (15%) fica em terceiro. Só então vem Aécio (11%).

Na opinião de dirigentes do DEM, aparentemente compartilhada por Serra, a manutenção desse quadro amoleceria eventuais resistências de Aécio à vice. Não é o que deixa antever a movimentação do governador de Minas. Em São Paulo, Aécio estimula Alckmin a bater o pé. Quanto a Brasília, disse em dezembro, 11 dias depois da divulgação do Datafolha, que se considerava pronto para assumir a candidatura presidencial.

De concreto, tem-se, por ora, apenas o seguinte: para as duas principais legendas da oposição a Lula, a eleição municipal de São Paulo converteu-se na ante-sala de 2010. Serra e Aécio firmaram, em meados do ano passado, um armistício.

Combinaram de deixar as diferenças no armário até a abertura das urnas municipais, em outubro de 2008. A fricção entre Kassab e Alckmin está como que forçando a porta do armário. Que começa a se abrir antes da hora marcada.

Escrito por Josias de Souza

Ofensiva de DEM por Kassab irrita Alckmin e aumenta divisão tucana

Raimundo Paccó/Folha Imagem
Rodrigo Maia: tom duro ao entrar na reunião,
trocado por suavidade depois de conversar com o prefeito paulistano


César Felício e Cristiane Agostine
VALOR

A demonstração pública de apoio ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), dada pelo governador paulista, José Serra (PSDB), na segunda-feira, acalmou a cúpula do DEM, mas elevou a agressividade de aliados do ex-governador Geraldo Alckmin, possível candidato tucano à disputa da capital. A reação divide-se entre críticas aos integrantes do DEM e o combate interno: os aliados do ex-governador lembram que Serra não é o único presidenciável tucano e portanto não haveria razão para o partido desistir da candidatura própria neste ano para favorecê-lo em 2010.

Momentos antes de entrar na reunião do conselho político do partido, presidida ontem por Kassab em um hotel de São Paulo, o presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), foi enfático ao dizer que o partido "não tem problema de ir para a disputa", mas que uma divisão agora "pode abrir espaço para o PT na Prefeitura de São Paulo e depois na sucessão do presidente Lula". Rodrigo Maia reforçou a candidatura de Kassab e disse que em maio o prefeito paulistano estará "à frente de Alckmin nas pesquisas".


A declaração de Maia provocou irritação imediata. "Considero natural Serra ir ao encontro de aliados, mas totalmente anti-natural as declarações da direção do DEM que visam impedir o PSDB de ter chapa própria em São Paulo. O Geraldo tem respeitado a vontade do DEM de ter candidato", disse o deputado Edson Aparecido (SP). "O Serra não esconde sua preferência por Kassab, mas as bases querem o candidato mais forte para fortalecer o partido em 2010, e não uma aliança para fortalecer o projeto de um presidenciável. Até porque Serra não é o único pré-candidato a presidente", comentou o deputado Silvio Torres (PSDB-SP).


Serra e Alckmin encontraram-se pouco antes do Natal, mas tiveram uma conversa protocolar, sem debater a sucessão municipal. Segundo relato de um tucano que procura manter a eqüidistância, a relação entre os dois nunca esteve tão ruim. Na avaliação dele, o apoio a Alckmin é majoritário nas bancadas federal e estadual do PSDB.


O conselho político do DEM discutiu por três horas às portas fechadas. Após o fim da reunião - e do discurso do prefeito paulistano - o tom de Rodrigo Maia foi muito mais ameno e conciliador. "A discussão (sobre o fim da aliança com o PSDB) deve ser feita no momento adequado, depois que todas as tentativas e discussões com o PSDB se encerrarem. Enquanto isso não ocorrer, temos de lutar pela aliança que tem sido vitoriosa em São Paulo", declarou.


Rodrigo Maia minimizou o impacto nos acordos DEM-PSDB em outros Estados, com uma eventual ruptura entre os dois partidos em São Paulo. "São poucos os Estados que essa aliança está tão amarrada como em São Paulo."


Porta-voz da reunião, o prefeito Kassab foi comedido em seus comentários. "Os entendimentos para manter aliança são mais importantes que os projetos pessoais. Jamais algo que é natural, que é minha candidatura à reeleição, será colocado como entrave à manutenção da aliança", disse o prefeito.


Pai do presidente da sigla, o prefeito do Rio, Cesar Maia, brincou com Kassab e disse que tem recebido muitas mensagens eletrônicas com pedidos para levá-lo como candidato para disputar o governo municipal do Rio. Demonstrando menos preocupação sobre a aliança com o PSDB, Cesar Maia reforçou a tese de Alckmin para 2010, no governo de São Paulo, e Kassab em 2008, conforme defesa já feita pelo presidente de honra dos tucanos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Não há nenhuma razão para que uma disputa entre nós fortaleça o adversário. Porque obviamente no primeiro turno só quem sairá fortalecido de uma candidatura PSDB e DEM será Marta Suplicy. Não há nenhuma razão para Kassab não ser candidato. Chapa vitoriosa: Kassab hoje, Alckmin amanhã", disse o prefeito.


Antes de integrantes do conselho político concederem entrevistas, ao fim do encontro, o DEM divulgou uma nota sobre o encontro, em que a discussão eleitoral não aparece, mas se faz um apelo à manutenção da aliança. "A gravidade do momento pede a união das oposições, a exemplo do que ocorreu no Congresso na extinção da CPMF, a fim de impedir retrocessos e mais prejuízos às pessoas", diz a nota.


Os dirigentes do DEM aproveitaram o encontro para gravar entrevistas e imagens com a produtora GW, para o programa de televisão partidário. A empresa presta serviços tanto para a prefeitura paulistana quanto ao partido. É a mesma produtora que fez a campanha eleitoral de Alckmin em 2006. Segundo assessores de Kassab, a produtora, deve continuar com o prefeito na campanha eleitoral, fazendo com que Alckmin perca o marqueteiro da campanha anterior, o jornalista Luiz González. Aliados de Alckmin duvidam da possibilidade, por considerar que a presença de Gonzalez em uma campanha de Kassab seria visto como um rompimento público entre Serra e o ex-governador, o que não deve ocorrer.


Ontem, Alckmin se reuniu com FHC. Na conversa, reafirmou a defesa de lançamento de candidatura do PSDB à Prefeitura de São Paulo. FHC, por sua vez, pregou a manutenção da aliança com o DEM na cidade. Segundo tucanos, a conversa não foi conclusiva. Hoje, Alckmin se reunirá com o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen. A articulação suspendeu a ofensiva do DEM. A avaliação foi que não seria prudente avançar na véspera do encontro entre Bornhausen e Alckmin. A conversa foi acertada na segunda-feira, quando Bornhausen almoçou com o presidente municipal do PSDB, José Henrique Lobo. Bornhausen também se reuniu com FHC. " Não é o momento de constrangimentos " , disse o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN).


Com as dificuldades dentro do partido, Alckmin tem procurado apoio em outras lideranças políticas. Ontem, o tucano marcou um novo encontro com o presidente do PMDB-SP, o ex-governador Orestes Quércia. Nos próximos dias, os dois devem se reunir para discutir uma eventual aliança. No fim de dezembro do ano passado, Quércia teve encontros com Kassab, Alckmin e com interlocutores da ministra Marta Suplicy, provável candidata do PT à prefeitura.


As conversas com o PT não avançaram na reunião que Quércia teve ontem com o presidente do diretório estadual do PT, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva. Apesar do aceno feito pelos dois partidos sobre uma aliança em 2008 e 2010, as negociações ficaram travadas. Quércia tem demandas antigas que não foram contempladas: a indicação para disputar o Senado na chapa e a indicação para cargos no governo. (Com agências noticiosas)