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sábado, 26 de janeiro de 2008

Acréscimo ao meu comentário no Diálogos e Pérolas


Pesquisa IBOPE, aniversário de São Paulo:

95% afirmam que existe corrupção na política da cidade.

87% consideram a cidade pouco ou nada segura para morar.


77% consideram que os investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos.


54% dizem que a Prefeitura está entre às menos confiáveis das instituições. (Este dado nem é mencionado pelo
Estadão).

70% acham a saúde pública ruim.


55% estão insatisfeitos com o transporte público.


60% também consideram ruim a educação pública.


61% estão insatisfeitos com a habitação popular.



Leia no blog

Diálogos e Pérolas


A arte de esconder o essencial de uma pesquisa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A arte de esconder o essencial de uma pesquisa


Uma pesquisa IBOPE encomendada por uma ONG sobre São Paulo é reproduzida hoje nos jornais de São Paulo.

Ela é uma condenação clara da administração PSDB-DEM de Gilberto Kassab e José Serra.


Mas o leitor terá dificuldade para perceber isto com clareza, as manchetes não permitem ver, ocultam e sonegam o que é fundamental.


A principal manchete sobre o tema, na
Folha de São Paulo, é que 55% sairiam da cidade se tivessem chance. Iriam de férias? sairiam para o carnaval? não! 55%, segundo o IBOPE, mudariam de cidade e não gostariam viver mais em São Paulo.

Porque?


Nenhuma manchete disse o motivo pelo qual 55% da população gostaria ir embora para outra cidade.

A pesquisa IBOPE, porém, dá dicas do motivo:


95% afirmam que existe corrupção na política da cidade.

87% consideram a cidade pouco ou nada segura para morar.


77% consideram que os investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos.


54% dizem que a Prefeitura está entre às menos confiáveis das instituições. (Este dado nem é mencionado pelo
Estadão).

70% acham a saúde pública ruim.


55% estão insatisfeitos com o transporte público.


60% também consideram ruim a educação pública.


61% estão insatisfeitos com a habitação popular.


6,7% foi a nota média atribuída à qualidade de vida na cidade.


Como se vê, um verdadeiro balanço que questiona diretamente o poder público municipal e estadual (vale a pena destacar que segundo a pesquisa o governo federal e a igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos).


Isto esta inteiramente escamoteado nas manchetes e chamadas dos jornais, mesmo se todos os dados reproduzidos aqui, neles figuram.


Outra curiosidade é a ausência de comparações com pesquisas feitas em outros aniversários da cidade, como por exemplo em 2004. É verdade que talvez não exista pesquisa IBOPE a cada ano, permitindo essa comparação.


Mas alguns elementos chamam a atenção.

Por exemplo a saúde pública, que os jornais gostam de lembrar como a área pior avaliada da administração anterior, são 70% hoje os que consideram ela ruim (eram 55% em março de 2004 segundo Datafolha).


A nota da cidade hoje é de 6,7 (a nota em janeiro de 2004, segundo Datafolha era 7,7).


O transporte público é reprovado por 55% hoje (era reprovado por 36% em março de 2004, segundo Datafolha).


A seguir alguns artigos publicados pela Folha de São Paulo em janeiro de 2004 e alguns de hoje.


Luis Favre


25 de janeiro de 2004
SP 450


AUTO-ESTIMA EM ALTA



Aumenta a nota média dada pelo morador da capital à sua cidade _de 6,5 passou para 7,7, da mesma forma que cresce o orgulho e o grau de satisfação com a metrópole; diminui o número dos que querem se mudar para outro lugar

Paulistano tem orgulho de São Paulo LUIZ CAVERSAN
DA REPORTAGEM LOCAL

São Paulo chega aos seus 450 anos com a auto-estima dos paulistanos em alta.
Apesar de apontar uma série de problemas na metrópole, com destaque para a violência (leia nas páginas 4 e 5), a maioria dos cidadãos, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, está satisfeita em morar em São Paulo, da mesma forma que aumentou o orgulho tanto em relação à cidade quanto ao bairro em que o entrevistado mora.
Isso resultou no significativo aumento da nota dada à cidade.
Ao atribuir 7,7 em média para São Paulo, o paulistano faz a avaliação mais positiva desde que o Datafolha passou a realizar esse tipo de levantamento, em 1997, quando a nota alcançada foi 7,3.
Depois disso, o conceito da metrópole de acordo com a opinião dos habitantes caiu para 7,2 em 2000, permaneceu na casa dos 6% ao longo de 2001 e dá, agora, um salto de 1,2 ponto percentual.
Assim como a nota média, nunca foi tão alto o grau de satisfação do morador com sua cidade, situação oposta à do grau de insatisfação, que se encontra em baixa acentuada.
A satisfação de viver na principal metrópole do país vinha caindo desde que a pesquisa começou a ser feita há sete anos, quando 41% dos paulistanos diziam estar "muito satisfeitos" de morar em São Paulo. O patamar mais baixo deste quesito foi atingido em janeiro de 2001, quando o índice foi de apenas 25%. Houve oscilações ao longo de 2001, mas a curva se tornou ascendente no final do ano, chegando aos 46% atuais.
Esse percentual, 46%, é exatamente o mesmo daquele que se refere aos paulistanos que dizem estar apenas "um pouco satisfeitos". Mas é importante notar que esse número era de 51% na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2001.
Quanto à insatisfação, que estava na casa dos 10% em 1997, subiu sucessivamente para 17% (em 2000), 21%, 21% e 25% (ao longo de 2001), caiu para 17% (em dezembro daquele ano) e chega a apenas 7% agora.
Outro indicador indiscutível do aumento da auto-estima do paulistano está contido nas respostas à seguinte pergunta, apresentada pelo Datafolha: "Você diria que tem mais orgulho do que vergonha ou mais vergonha do que orgulho de morar em São Paulo?".
A resposta é um verdadeiro "presente" para a cidade: nada menos que 83% dos entrevistados responderam que têm mais orgulho do que vergonha de residir na metrópole.
O instituto de pesquisa já havia apresentado essa mesma questão em levantamento realizado em abril de 2000. Na ocasião, o índice atingido foi de 59%.
Ou seja, São Paulo comemora hoje 450 anos com um aumento de 24 pontos percentuais no número de habitantes que se dizem orgulhosos de sua cidade.

Assim como em levantamentos anteriores, São Paulo continua sendo identificada por seus moradores como cidade de ofertas de trabalho e emprego.
Na verdade, essa é a sua principal vantagem, de acordo com as respostas dadas ao Datafolha.
No total, 32% dos entrevistados disseram isso, que a maior vantagem de se morar na cidade é desfrutar do mercado de trabalho.
É forçoso notar, no entanto, que o número alcançado pela atual pesquisa do Datafolha continua muito menor do que aquele auferido em 1997, quando nada menos do que 51% apontavam oportunidade de trabalho/emprego como a vantagem primeira de se viver em São Paulo.
Antes disso, o índice já havia despencado 13 pontos percentuais, de 1997 para a pesquisa realizada em 2001 (quando ficou em 38%). Nova queda é verificada agora, no caso bem menor, de 6 pontos percentuais.
Em segundo lugar no levantamento, com 22%, ficaram aqueles que deram respostas variadas à mesma pergunta (apontaram vantagens como como opções de escolas/educação, condições de transporte coletivo, cidade solidária, entre outros).
A seguir, com 17% das respostas, surgiu uma característica tradicionalmente relacionada a São Paulo, que é a de cidade em que se encontra tudo o que se procura ou tudo aquilo de que se precisa.
Na sequência dos que vêem vantagens em morar na capital vieram aqueles que apontaram o fato de São Paulo ter muitas opções de cultura e lazer, ser um bom local para ganhar dinheiro e uma cidade em que há bom atendimento na área de saúde.
Mas 12% dos entrevistados afirmaram que não há vantagem nenhuma em morar em São Paulo, e 9% não souberam responder ou não se lembraram de aspectos para destacar.
A pesquisa do Datafolha procurou aferir também do que o paulistano se lembra primeiro quando pensa na cidade de São Paulo. Predominaram os aspectos negativos da cidade (leia nas páginas 4 e 5), mas, na comparação com levantamentos anteriores, aumentou o percentual dos aspectos positivos relacionados. De fato, o que mais é lembrado sem que seja algo negativo refere-se a temas neutros, como locais (Ibirapuera, por exemplo) ou atributos da cidade (prédios altos). Esses ítens somaram 23%, contra 10% da pesquisa anterior.
Quanto aos pontos positivos relacionados pelos entrevistados, em primeiro lugar ficou, mais uma vez, alternativas de trabalho/emprego (4%), seguidas de opções de cultura de lazer (2%).
Finalmente, para confirmar a ascensão da auto-estima do paulistano é possível citar as respostas à pergunta: "Se você pudesse, mudaria de São Paulo?".
Foi atingido o menor índice (51%) dentre os que afirmaram que, sim, mudariam da cidade -esse número já foi 59% em 97, 64% em 2000 e 61% em 2001.




25 de janeiro de 2008

55% dos paulistanos sairiam da cidade se tivessem chance

Apesar disso, SP foi apontada como um lugar bom para morar por metade dos entrevistados

Segundo pesquisa do Ibope, insatisfação é recorrente quando se trata de transporte coletivo, saúde pública e educação pública

DA REPORTAGEM LOCAL

Um total de 55% dos paulistanos sairiam da capital para viver em outro município se tivessem a oportunidade. Esse é um dos dados obtidos pela pesquisa Ibope realizada a pedido do Movimento Nossa São Paulo para comemorar o aniversário da cidade.
O objetivo era analisar a percepção que o morador tem da capital paulista. Foram entrevistados 1.512 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 14 de janeiro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
As questões trataram de segurança, saúde, educação, inclusão social e qualidade de vida na cidade. Apesar de a maioria dizer que deixaria a cidade, São Paulo foi classificada como um lugar bom para se morar por 50% dos entrevistados.
Com relação à violência, 58% consideram a cidade "pouco segura" e 20% afirmaram já ter sido assaltados. A insatisfação das pessoas é recorrente quando se trata de transporte coletivo (55%), saúde pública (70%) e educação pública (60%).
A pesquisa mostra ainda que muitos nem sequer sabem o que é "subprefeitura". Um total de 24% dos entrevistados nunca tinha ouvido falar na palavra "subprefeitura".

Administração
Os entrevistados avaliam que 77% dos investimentos públicos feitos na cidade são voltados para a população rica. E 95% consideram que existe corrupção na política do município e 10% admitiram ter pago propina a funcionário público nos últimos 12 meses.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM), questionado sobre as avaliações ruins a respeito da administração municipal, afirmou que as percepções dos moradores serão levadas em conta nas ações do governo para "acertar ao máximo e errar o mínimo possível".
"Os indicativos [do movimento] nos ajudam a consolidar o nosso direcionamento no sentido de fazer a cidade mais justa, mais humana. E que possamos, ao longo do tempo, corrigir as distorções que foram feitas", afirmou.
Segundo ele, ocorreram avanços nas áreas da saúde e da educação, com o fim das salas de aula de lata e do turno da fome. "É uma cidade que tem sim desigualdades e compreendemos as pessoas que têm pressa nessa alteração. E a prefeitura tem pressa. Todas as nossas ações são no sentido de reverter essas desigualdades que aconteceram e foram consolidadas na cidade", afirmou.


25 de janeiro de 2004

SP 450

PERMANÊNCIA DO MEDO



A falta de segurança continua sendo o principal foco de preocupação de quem vive em São Paulo: é apontada como a primeira idéia que surge na cabeça e a maior desvantagem para quem enfrenta o cotidiano da metrópole



Cidadão aponta a violência como 1º problema DA REPORTAGEM LOCAL

Violência nas ruas, assaltos, crimes, falta de segurança, medo de bandidos, outras violências.
Essas foram as principais respostas dadas pelo paulistano ao pesquisador do Datafolha que perguntou: "Qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando você pensa na cidade de São Paulo?".
As respostas fazem parte de um agrupamento realizado pelo instituto de pesquisa sob a identificação "aspectos negativos da cidade", que correspondeu a 55% das respostas, ou seja, à maioria absoluta delas. Não só fazem parte como se destacam: mais de um quarto das respostas (27%) se referem à falta de segurança como primeira coisa que é lembrada a respeito de São Paulo.
Mas o reflexo da criminalidade no imaginário ou no cotidiano das pessoas não pára por aí. Esse é também o item mais citado quando a questão é a principal desvantagem de morar na cidade.
Há, porém, dois pontos a serem observados aqui, um "a favor" outro "contra".
"Contra": desde 1997, quando o Datafolha fez as mesmas perguntas pela primeira vez, a violência é a lembrança mais imediata do paulistano e também apontada como a maior desvantagem.
"A favor": houve uma queda no índice da violência como primeira lembrança que surge na cabeça: era de 17% em 97, subiu para 29% em 2000, para 33% em 2001 e desceu agora para 27%.
Obviamente não é apenas a falta de segurança que incomoda o paulistano, e a pesquisa do Datafolha deixa bem claro isso, a rigor revelando um paradoxo: se nas respostas que se referem aos aspectos positivos da cidade as oportunidades de trabalho aparecem em primeiro lugar (leia nas páginas 2 e 3), o desemprego é o segundo item que vem à lembrança dos entrevistados, da mesma forma que surge logo em seguida da violência no quesito principal desvantagem da cidade.
E mais uma vez há pontos que devem ser notados. Se em 1997 o desemprego como primeira idéia atingia 5%, em 2000 saltou para 13%. A seguir, foi a 10% em 2001, caindo agora para os 8% assinalados pelo Datafolha.
Na trajetória oposta, observa-se que, em 1997, 8% disseram que o desemprego era a maior desvantagem de São Paulo, em 2000 esse número subiu para 11% (não houve pesquisa sobre a questão em 2001) e em 2003 o índice atinge 14%, o maior de toda a série.
Os demais itens apontados pelo paulistano como primeira lembrança foram: trânsito (3%, o mesmo percentual da pesquisa anterior) e problemas ambientais/poluição (3%, 9 pontos a menos que no último levantamento, de 2001). Sobre as outras desvantagens da cidade relatadas pelos moradores, os números são os seguintes pela ordem: poluição (6%), trânsito (5%), custo de vida alto (4%), superpopulação (2%), transporte coletivo deficiente (2%) e falta de moradia (1%).
Deram respostas variadas a esta questão (poluição sonora, correria, pobreza, estresse etc), 14%, 8% não souberam responder e 5% responderam que não há nenhuma desvantagem em morar na cidade.
O tema violência, ou falta de segurança, ainda não pode ser abandonado, no entanto, porque ele está ligado a duas outras questões apresentadas pelo Datafolha, uma relativa aos hábitos noturnos dos moradores, outra sobre qual presente o paulistano gostaria de dar para São Paulo.
Quanto à vida noturna, a maioria dos habitantes (48%) continua afirmando, assim como o fez em nove pesquisas anteriores, que evita locais, ruas ou pessoas da vizinhança quando resolve passear pelas cercanias de sua casa depois do anoitecer.
Esse é o menor patamar de todas as pesquisas, sendo que o mais baixo fora registrado, anteriormente, em 1999 e 2000 (56%).
Em contrapartida, aumentou muito o índice daqueles que afirmaram que simplesmente não saem mais para passear depois que o dia termina: quase triplicou, passando dos 5% em 2002 para surpreendentes 14% agora.
Com relação ao presente que o cidadão daria à sua cidade no dia do aniversário, eis que mais uma vez a presença da violência se faz sentir forte.
Nunca, na história das pesquisas realizadas pelo Datafolha, tantos disseram que querem dar segurança, mais segurança, paz ou uma cidade mais pacífica de presente para São Paulo.
Pela primeira vez desde que a pergunta é feita aos cidadãos, essa resposta passa a casa dos 20%, atingindo 21%, embora seja importante lembrar que ela sempre esteve em primeiro lugar.
Em 1997, estava na casa dos 15%, caiu para 13% em 2000, subiu para 19% em 2002 e, no presente levantamento, galgou mais dois pontos percentuais.
A segunda resposta dada pelos entrevistados também tem a ver com os aspectos negativos da cidade e também experimenta uma curva ascendente. Trata-se de mais trabalho e emprego. Em 1997, 6% desejavam dar isso de presente à cidade. O número subiu para 9% em 2000, 10% em 2001 e atinge 11% em 2003.
O item que aparece em terceiro lugar diz respeito ao ambiente, uma vez que 9% responderam que querem a cidade submetida a uma limpeza geral ou com mais árvores, menos poluição ou rios limpos ou com o ar mais puro.
A preocupação nesta área aumentou bastante, porque na pesquisa anterior ambiente era mencionado somente por 4% dos entrevistados.
Os dois aspectos que vêm a seguir, no rol dos presentes para a cidade, são relativos à administração pública (administrador, prefeito, vereadores ou governador melhores) e ao apoio à população carente. Do total de entrevistados, apenas 2% disseram que não gostariam de dar nenhum presente para São Paulo. (LUIZ CAVERSAN)









25 de janeiro de 2004

SÃO PAULO, 454 ANOS / PESQUISA


Bombeiros são "heróis"; vereadores, "vilões"

Segundo pesquisa do Ibope, 95% dos paulistanos confiam no Corpo de Bombeiros e 68% não confiam na Câmara Municipal

Prefeitura está entre as instituições que mais contribuem para melhorar a vida na cidade, embora seja vista como pouco confiável

MARIANA BARROS
DA REDAÇÃO

A aura de heroísmo que cerca os bombeiros se mostrou bastante sólida -pelo menos entre os paulistanos. Segundo a pesquisa Viver em São Paulo, feita pelo Ibope e apresentada ontem, junto com os indicadores do Observatório Cidadão Nossa São Paulo, o Corpo de Bombeiros é a instituição que mais inspira a confiança de quem mora na capital paulista: 95% crêem no órgão.
No outro extremo, a Câmara Municipal desponta como a instituição menos confiável de São Paulo, segundo os próprios habitantes. Dos 1.512 entrevistados, 68% têm um pé atrás com o legislativo municipal, em que apenas 27% confiam.
Quando questionados sobre quais são as instituições que mais contribuem para melhorar a qualidade de vida na cidade, a Câmara Municipal obteve resposta unânime: não foi apontada em primeiro lugar por nenhum dos entrevistados.
Falta de popularidade semelhante é compartilhada pelos partidos políticos, que também, segundo a visão dos paulistanos, não contribuem para melhorar a vida de ninguém.
Já o governo federal e a Igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos, segundo 11% dos entrevistados. Em seguida, com 9% das menções, vem a prefeitura, seguida por universidades (8%), meios de comunicação (7%) e associações de bairro (6%).
Quando somadas as menções de primeiro, segundo e terceiro lugares , a Igreja aparece como a mais lembrada, com 27% -número que, entre os evangélicos, sobe para 48%. A prefeitura e os meios de comunicação empatam com 22%, seguidos pelas universidades (20%), pelo governo federal (19%) e pelas associações de bairro (17%).

"Queridinhos"
Depois do Corpo de Bombeiros, os Correios estão em segundo lugar entre os "queridinhos" dos paulistanos, inspirando confiança de 91%. Também têm alto índice de confiança a Sabesp (81%), o Metrô (80%) e o Procon (77%).
Entre as instituições menos confiáveis, depois da câmara, vêm o Tribunal de Contas do Município (62%), o Ministério Público (57%), o Poder Judiciário (56%) e, curiosamente, a prefeitura (54%) -apesar de esta aparecer em segundo lugar entre as instituições que, segundo os paulistanos, mais contribuem para a qualidade de vida na cidade.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

França: Sarkozy continúa caindo nas pesquisas


Le chef de l'Etat paye en popularité l'affichage permanent de sa vie privée, par Philippe Ridet - LE MONDE

La phrase apparaît en gras dans le courriel de l'Elysée envoyé aux journalistes : le chef de l'Etat "se rendra vendredi 18 janvier à Sens (Yonne) pour un déplacement sur le thème des conditions de libération de la croissance". La "libération de la croissance" ? Mots étranges et oubliés, tant le chef de l'Etat a disparu derrière "Nicolas et Carla", dont les amours le disputent en intensité médiatique à celles, naguère, de Charles et Diana.


Un recadrage ? Les Français, s'ils ne dédaignent pas la vie privée du président, comme en attestent les ventes des journaux qui s'y intéressent, n'ont pas pour autant perdu de vue les promesses du candidat. Pour la première fois depuis son élection, le nombre d'entre eux mécontents du président (48 %) dépasse celui des satisfaits (45 %) (sondage BVA-Orange pour L'Express du 17 janvier, effectué auprès de 1 050 personnes).

Réalisée après la conférence de presse de Nicolas Sarkozy, le 8 janvier, cette enquête traduit l'échec de l'exercice - pourtant conduit avec un faste particulier dans les salons de l'Elysée. Son aveu d'impuissance sur la question du pouvoir d'achat ("Je ne peux pas vider des caisses déjà vides") et sa déclaration d'amour publique à son amie italienne ("Entre nous, c'est du sérieux") ont dérouté une partie de l'électorat populaire et les plus âgés de ses soutiens.

Réputé pour sa maîtrise de l'agenda médiatique, Nicolas Sarkozy paraît impuissant face à l'emballement de la machine à communiquer. Aux ratés de sa rentrée politique se sont ajoutées les salves de livres consacrés à son ex-épouse et les rumeurs incessantes sur son éventuel mariage avec l'ex-mannequin transalpin.

"Actuellement la machine est moins performante", admet un membre du cabinet. A cette situation, il attribue deux causes : "L'hiatus entre ce qui est demandé aux Français et le comportement privé dont il ne faut pas les gaver", et un effet d'accoutumance : "les one-man-show du président ne surprennent plus. C'est comme quand on va voir Luchini sur scène, on sait à quoi s'attendre". "Tout le monde à conscience du problème", ajoute-t-il.

Tout le monde, sauf peut être M. Sarkozy, qui continue d'exposer sa félicité. A Doha (Qatar) lors d'un entretien informel avec les journalistes qui suivent sa visite officielle dans les pays du Golfe, il n'a pu retenir ces commentaires : "Nous sommes allés au restaurant avec Carla, a-t-il confié, à la sortie il y avait trois cents personnes. J'aurais préféré qu'il n'y en ait que trente". "J'étais le ministre de l'intérieur dont on parlait le plus. A présent je suis le président dont on parle le plus. Qu'y puis-je ?" s'est-il encore lamenté dans des propos rapportés par Le Parisien du 15 janvier.

Sarkozy victime de la presse après avoir été qualifié de "candidat des médias" par ses adversaires ? "Qu'il ne se soit pas caché, c'est vrai, mais il ne souhaitait pas forcément non plus que cela fasse toutes les "unes", et qu'on ne parle que de sa vie privée", déplore, un peu naïf, le député (UMP) de Seine-et-Marne Yves Jego. Pour le conseiller en stratégie politique Thierry Saussez, "on assiste à la vengeance des médias". "Les journalistes retrouvent la maîtrise de l'agenda médiatique que le président leur avait imposé", explique ce proche du président.

Mais les commentaires de M. Sarkozy sur sa vie privée attestent de son ambiguïté. Il incite, plus qu'il ne la retient, la presse à le suivre sur ce terrain. Interrogé, le 8 janvier sur l'imminence de son mariage, il avait répondu, donnant lui-même le top départ de la chasse au scoop : "Il y a de fortes chances que vous l'appreniez quand ce sera fait." Le porte-parole de l'Elysée n'est pas moins ambigu qui, à la curiosité des journalistes, oppose le même "pas de commentaires" qu'il leur servait déjà, alors que les rumeurs de divorce entre Nicolas et Cécilia Sarkozy couraient de toutes parts.

Pour plusieurs de ses proches, cette situation traduit en fait la volonté du président de la République de "laisser filer", conscient qu'il ne peut rien contrôler. La stratégie tranche en tout cas avec celle qui avait été la sienne, entre juin 2005 et mai 2006, lors de sa liaison avec une journaliste du Figaro. Ses conseillers avaient alors usé de toutes les pressions pour empêcher la parution des photos du couple et préserver l'expression du candidat, et son image.

"Certains se plaignent de ma discrétion. Mais j'avance de façon méthodique et maîtrisée. Cela m'oblige à une certaine distance avec les médias et le rythme chaotique de l'actualité." Un mea culpa du président de la République ? Non, une déclaration teintée d'ironie, de François Fillon, mardi 15 janvier, lors de ses voeux à la presse.

Philippe Ridet

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

"Fast journalism"



CLÓVIS ROSSI

Folha de São Paulo

SÃO PAULO -
Quem perdeu a primária democrata de New Hampshire foi o jornalismo "fast food", esse que se sente compelido a projetar às pressas o futuro com base só em um microfragmento do presente.
Perderam também os institutos de pesquisa, que davam entre sete e dez pontos de vantagem para Obama, apenas para ver o triunfo de Hillary Clinton. Agora, começam as explicações para o erro de informação que foi atribuir New Hampshire a Obama, mas, por incrível que pareça, reincide-se no "fast journalism".
Uma das supostas explicações: as mulheres se comoveram com as (raríssimas) lágrimas de Hillary em um evento de campanha e correram a ampará-la com seu voto. Pode até ser, mas, que pelo leio na mídia internacional, ninguém foi perguntar a um número representativo de mulheres de New Hampshire se foi isso mesmo.
Meu palpite (e com isso me dou o direito de cenas explícitas de "fast journalism") é o de que a grande maioria dos analistas cometeu o erro de tomar Iowa como sinônimo de Estados Unidos. Seria o mesmo que aceitar que uma situação eleitoral de, digamos, Roraima fosse representativa do Brasil.
O fato é que, antes como depois de Iowa, Hillary está à frente na intenção nacional de voto, com cômoda vantagem de uns 20 pontos. Nada mais natural que New Hampshire faça parte desse sentimento nacional pró-Hillary, ainda que em menor escala. Bem menor, aliás.
Ou, posto de outra forma, a surpresa não foi a vitória da candidata em New Hampshire, mas a sua derrota em Iowa. Ponto.
Voltando ao jornalismo não tão "fast": nem morreu a "Obamamania" nem Hillary Clinton está condenada a ganhar todas as demais primárias só porque ganhou em New Hampshire. É dizer o óbvio? É.
Mas é melhor sabedoria convencional que chute. crossi@uol.com.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

VOCÊ ACREDITA EM PESQUISA ?



As pesquisas tiraram 10 pontos
percentuais da Hillary


Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 852

. Uma semana atrás, as pesquisas eleitorais mostravam que Hillary Clinton ganharia a eleição primária do estado de New Hampshire com uma vantagem de dois dígitos.

. Na véspera da eleição, as pesquisas eleitorais mostravam uma reviravolta: Barack Obama ganharia com uma vantagem de dois ditos, por causa da surpreendente vitória em Iowa.

. As pesquisas eleitorais foram as grandes derrotadas – para quem acredita nelas – nas primárias do Partido Democrata (clique aqui para ler “Você acredita nas pesquisa ?”)

. Em Iowa – quando as pesquisas escolheram Hilllary – e agora, em New Hampshire, onde a margem foi apertada.

. A vitória de McCain, no lado Republicano, era mais esperada, porém, também ele tinha sido menosprezado pelas pesquisas e os “colunistas” da imprensa americana.

. A votação de Hillary se deve em boa parte – segundo a cobertura da CNN, da Fox News e da BBC, a que assisti – à fidelidade do eleitorado feminino, ao eleitorado trabalhador e sindical (que sempre gostou de Bill Clinton) e a Bill Clinton.

. E à fidelidade do eleitor mais pobre.

. Mais de 50% dos eleitores democratas com renda anual inferior a US$ 50 mil votaram em Hillary.

. Bill Clinton, nos últimos dias, pôs a mão na massa e partiu para o ataque a Obama, com o argumento de que Obama não tinha sido suficientemente questionado – pela imprensa e pelos eleitores.

. Obama se vangloria de ter votado contra a Guerra do Iraque. Hillary votou a favor.

. Mas, Bill Clinton tentou provar que, depois de votar contra a Guerra do Iraque, Obama aprovou todas as medidas que se tornaram necessárias para que os Estados Unidos realizassem uma campanha eficaz no Iraque – logo, dali em diante Obama e Hillary tinham votado da mesma maneira.

. Aí, disse Bill Clinton, o desempenho de Obama é “ um conto da carochinha”.

. Os eleitores que formam a base mais sólida do Partido Democrata adoram Bill Clinton.

. Obama está à esquerda dos Clinton.

. E isso, os Clinton e os Republicanos vão combater, daqui para frente.

. Pode dar Clinton, Hillary, McCain, Huckabee ou Romney.

. E as pesquisas, nos Estados Unidos, continuarão a ser recebidas como hoje: com ceticismo.

. Acredita em pesquisa quem quer – ou quem faz com que os outros acreditem.

Em tempo: até pesquisa de boca-de-urna errou: segundo a Fox, 39% dos eleitores Democratas que tinham acabado de votar escolheram Obama; e 34%, Hillary.

Em tempo 2: é bom lembrar que, no Brasil, três anos antes da eleição, o Datafolha já elegeu o presidente eleito José Serra.

Em tempo 3: agora de manhã, a CNN tirou a média das pesquisas eleitorais em New Hampshire. Em média, as pesquisas eleitorais tiraram 10 pontos percentuais de Hillary Clinton. Acredita quem quiser.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

JT também achou estranho o IBOPE


Clique na imagem para ampliar e ler

domingo, 9 de dezembro de 2007

Datafolha e IBOPE, o jogo dos erros

IBOPE sondou a opinião dos paulistanos em 14 e 15 de novembro. Datafolha, dez dias depois.

Para o IBOPE, Kassab derrotaria Marta com 10 pontos a frente num segundo turno.
Para Datafolha é o inverso.

As pesquisas são científicas e os institutos igualmente sérios.

Puxa, os paulistanos mudam em 10 dias da agua para o vinho...



Acredite se quiser

Datafolha
: Marta derrota Kassab (49% X 39%)
IBOPE: Kassab derrota Marta (47% X 38%)

Erratum humanum est

Esqueci, o IBOPE foi encomendado pela Associação Comercial de SP, da qual Kassab é um dos vice-presidentes e ela é presidida por Alencar Burti, o mesmo do Cansei...

Sabe aqueles da Ética, com maiúscula