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domingo, 3 de fevereiro de 2008

"Educação, CEU e Cidade"



Seminário e Lançamento do livro “Educação, CEU e Cidade – breve história da educação nos 450 anos da cidade de São Paulo”. O livro foi feito durante o ano de 2004 e tem duas partes: a primeira sobre a história da educação e a segunda sobre o CEU, com depoimentos dos gestores, dos técnicos e da comunidade. Todos os primeiros 21 CEUs aparecem e no livro são abordados os aspectos da implantação dos mesmos.

O livro é um registro sobre todo o processo de criação e implantação dos Centros Educacionais Unificados na cidade de São Paulo, cujo conceito esta sendo adotado em várias partes do mundo e no Brasil.

Quem quiser ir no seminário não esqueça de enviar email confirmando para mazarattini@yahoo.com.br. São só 150 vagas. O lançamento será aberto.

Depois do lançamento o livro será enviado para cada escola municipal e bibliotecas e estará sendo vendido em livrarias.

Repassem o convite para todas as pessoas que vocês conheçam que participaram dessa experiência ou para aqueles que queiram conhecer mais sobre os conceitos do CEU.

Educação, CEU
e Cidade
S e m i n á r i o
e
L a n ç a m e n t o d o L i v r o
1 8 F e v e r e i r o 2 0 0 8
F U N A R T E
OG DÓRIA e MARIA APARECIDA PEREZ (org)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Crime cai, mas roubo cresce em SP


No Estado de São Paulo, os seqüestros apresentaram redução de 58%; número de roubos aumentou 1,8%

Bruno Paes Manso - O ESTADO DE SÃO PAULO



Dos 15 tipos de crimes cujo balanço de registros é divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, 11 tiveram queda no ano passado em relação a 2006. Entre eles estão seqüestros (-58%), roubo a banco (-35%), homicídio doloso (-19%) e latrocínio (-18%).

Apesar do bom desempenho na redução da criminalidade, o roubo, crime violento que registra o maior número de ocorrências, continua sendo um desafio para a segurança pública no Estado. No ano passado, foram registrados 210.724 casos, total 1,8% maior do que em 2006. Quase metade deles, 104.951 casos, ocorreram na capital, onde ocorreu um crescimento de 2,81% nesse tipo de ocorrência.

"Estamos trabalhando em cima disso. De certo modo, temos dificuldades, porque São Paulo é uma cidade, em geral, de trânsito congestionado, o que não deixa de ser um fator facilitador. Boa parte dos roubos ocorre no trânsito. Compramos 120 motos para o policiamento de trânsito, que mudou a filosofia e agora atua também para coibir assaltos contra motoristas", afirma o secretário de Segurança, Ronaldo Marzagão.

No balanço da criminalidade divulgado ontem, alguns crimes tiveram recordes de baixa em registros. É o caso do latrocínio (roubo seguido de morte), com 218 casos no Estado e 42 na capital, a menor marca desde 1995, ano em que os dados começaram a ser medidos. Os casos de latrocínio da capital registrados em todo o ano são menores que os números dos trimestres do começo da década, que ultrapassavam os 70 casos.

O roubo de carros é outro destaque e registra uma queda acumulada de 54% desde 2000, passando de um patamar de 31 mil casos por trimestre para 14 mil. A fragilidade no mercado paralelo de carros e as medidas das seguradoras para coibir o comércio de peças frias desestimularam a ação dos bandidos no setor, a ponto de os furtos de veículos também registrarem no último trimestre do ano a maior queda desde que a série começou a ser feita: 17,2%.

Os homicídios dolosos, da mesma maneira, continuam com forte tendência de queda. Na capital, foram 1.538 casos, ante 5.327 no ano 2000, uma queda de 71%. Apesar dos avanços, o problema dos assassinatos ainda está altamente concentrado em alguns redutos mais pobres e de urbanização mais recente, como é o caso do distrito de Marsilac, área de proteção ambiental no extremo sul da cidade, que teve 134 homicídios por 100 mil habitantes.

Na divulgação, a SSP também mostrou dados que apontam para uma atuação mais eficiente das forças policiais. Os 438 casos de homicídios cometidos por policiais em supostas resistências de suspeitos foi 24% menor do que o total de 2006 - ano dos ataques do Primeiro Comando da Capital - e bem abaixo do patamar de 800 casos registrados em 2003.

O total de presos em flagrante e por mandato voltou a crescer no Estado e hoje registra um patamar de 57 prisões por cada 1.000 delitos cometidos. Esse índice já foi maior no começo da década, quando alcançou o recorde de 75 casos por mil delitos. Isso gerou uma superlotação nas prisões e cadeias, que hoje tem 161 mil presos.

No combate ao tráfico de drogas, considerado pelo secretário de Segurança Pública uma das prioridades para tentar asfixiar a força do PCC, os números também são expressivos e registram novo recorde. Foram apreendidas 84,2 toneladas de drogas no Estado, maior quantidade desde que a série começou a ser feita, em 1995.

SP omite dados sobre seqüestros relâmpagos

Crime, principal causa de estresse pós-traumático em vítimas, é registrado como roubo qualificado

Adriana Carranca-O ESTADO DE SÃO PAULO


Apesar de ser um dos crimes mais traumáticos para as vítimas e de se tornar cada vez mais violento, o seqüestro relâmpago não aparece nos dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Nas estatísticas, o crime é computado como roubo qualificado, o que impede que se tenha a noção real do problema, principal causa de estresse pós-traumático em vítimas de violência, ao lado dos seqüestros com cativeiro.

"Talvez os roubos sejam mais freqüentes, mas causam muito menos danos nas vítimas", diz o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor de Transtorno de Estresse Pós-Traumático em Vítimas de Seqüestro (Editora Summus), publicado em dezembro. "Quatro horas sob a mira de um revólver pode causar o mesmo trauma do que ser mantido em cativeiro por 40 dias", diz, após estudos com mais de 300 vítimas de seqüestros relâmpago que procuraram o Grupo Operativo de Resgate da Integridade Psíquica, coordenado por ele no Hospital das Clínicas, entre 2002 e 2005. Ao contrário de outros tipos de violência, que afetam psicologicamente quase duas vezes mais mulheres, o seqüestro relâmpago atinge os homens na mesma proporção, segundo Santos.

O advogado e jornalista Felipe Milanez, de 29 anos, parou o carro em uma rua para ligar para o amigo que o esperava. Um homem encostou na janela, com uma arma mirada em seu rosto. Outro colocou-se na frente do carro. Martinez foi obrigado a escrever num papel as senhas dos cartões de débito e de crédito e a entregá-lo para um terceiro, que estava de moto. Enquanto ele retirava o dinheiro nos caixas, Martinez ficou no carro sob a mira de dois revólveres por uma hora. Nervoso, ele errou as senhas e passou a ser ameaçado de morte. "Você está brincando com a gente?", gritavam. Sacados R$ 1 mil, os bandidos mandaram que Martinez ficasse no carro e se foram com as chaves. "Eu não sabia o que estava acontecendo, se iam voltar, se havia mais deles nas redondezas. Fugi assustado, com as pernas tremendo", conta. Desde então, as cenas não lhe saem da cabeça. "Não consigo mais ficar tranqüilo."

De acordo com o psiquiatra Marcelo Feijó, coordenador do Programa de Atendimento de Vítimas de Violência e Estresse da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre 15% e 20% das pessoas que sofrem violência com ameaça à vida adoecem. Entre as vítimas de seqüestro relâmpago, a prevalência pode ser maior.

"Quanto maior o risco à vida, mais probabilidade de desenvolver estresse", diz Feijó. Segundo ele, os seqüestros relâmpago têm se tornado mais violentos. "Percebemos claramente o aumento de casos de violência física e sexual em seqüestros. Os relatos são cada vez mais horripilantes."


FRASES

Eduardo dos Santos

Psiquiatra

"Talvez os roubos sejam mais freqüentes (que os seqüestros relâmpagos), mas causam muito menos danos nas vítimas"

Felipe Milanez
Vítima de seqüestro

"Eu não sabia o que estava acontecendo, se (os bandidos) iam voltar, se havia mais deles nas redondezas. Fugi assustado, com as pernas tremendo"

Desarmamento, projetos sociais e ação policial reduzem homicídios (5)

campanha do desarmamento 2003-2004



O direitoso Reinaldo Azevedo, aquele que pontifica na Veja seu panfletista discurso anti-PT, tem uma explicação singela para a queda da taxa de homicídios: o crescimento da população carcerária, especialmente no Estado de São Paulo.

Nada a ver com desarmamento, nem com projetos sociais -mantra esquerdistas inócuos- e sim com linha-dura, repressão e bandido na cadeia.

O simplismo é sedutor: mais bandidos na prisão=menos homicídios.

Tem dois poréns, pelo menos. Segundo os dados do governo estadual de São Paulo, diminuíram os homicídios, mas aumentaram os roubos. Salvo de pensar que a polícia está tirando homicidas das ruas e deixando os ladrões fora, a questão parece menos simplória e panfletaria do que nosso direitoso-demagogo pretende.

Em segundo lugar, a maioria dos homicídios no Estado são culposos e não dolosos, o seja aqueles sem intenção de matar. Mas tanto nos homicídios culposos ou dolosos, muitos, a maioria, são motivados pela violência domestica, o álcool e as altercações. São esses os mais sensíveis as medidas como desarmamento, fechamento de botecos em horas tardías, campanhas contra a violência domestica e no transito, crescimento do emprego, projetos sociais e culturais nas periferias, ação do Estado com educação, iluminação pública e saúde, trabalho das ONG's etc. Os assassinatos ligados a roubo, os latrocínios, são menos e é onde a ação policial para coibi-los é preponderante. (No Estado de São Paulo teve em 2007 quase 10 mil homicídios - 5.121 culposos e 4.877 dolosos- já os latrocínios foram 218 e mortos em confronto com a policia 438)

Nada disso anula ou diminuí a importância da ação policial, da construção de presídios, do aprimoramento da repressão e da inteligência policial. Mas como disse o sargento da PM, aqui no blog, "O Estado tem que se apresentar com “todos os seus braços” e não apenas o braço armado"

Luis Favre

Ver aqui no Blog

“O Estado tem que se apresentar com “todos os seus braços””

Desarmamento, projetos sociais e ação policial reduzem homicídios (4)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Desarmamento, projetos sociais e ação policial reduzem homicídios (4)

campanha do desarmamento 2003-2004


A queda da taxa de homicídios no país é significativo e mostra que o caminho para reduzir a violência exige a ação combinada dos entes federativos, das forças policiais e da sociedade civil organizada.

O estudo apresentado ontem indica claramente que a Lei do desarmamento de 2003 e sua implementação tiveram um efeito maior nesse índices. O conjunto dos projetos sociais também contribuíram, em muito, para esses resultados.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, de 2003 a 2004 a cidade teve uma diminuição de homicídios de jovens de 2.349 para 1.695. Como não ver nesses resultados, além do impacto do desarmamento, os resultados da implementação do Renda Mínima e da abertura dos CEUs na periferia, com atividades nos fins de semana, para a população dos distritos onde a taxa de homicídio é muito elevada.

Para Jorge Werthein, Diretor-executivo do Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana) autor do Mapa da Violência dos Municípios "O estudo mostra que há políticas públicas que estão tendo impacto sobre a violência. E São Paulo vem se destacando e não é uma queda momentânea e sim constante, desde 1999, se acentuando em 2004".

Mas o estudo mostra também que o ritmo de queda registrado na taxa de homicídios está diminuindo. De 2003 para 2004 o total de homicídios por arma de fogo caiu 5,3% no Brasil, de 2004 para 2005 a redução foi de 2,8% e em 2006 de 1,8%. O seja a retomada da ação do desarmamento é crucial, assim como a de aprofundar as ações sociais nas periferias dos centros urbanos.

O aprimoramento dos sistema repressivo e penitenciário é também uma necessidade que tem mostrado sua importância na redução desses índices. Para além da questão de equipamento, treinamento e inteligência policial; a luta contra a corrupção, a eliminação das bandas podres nas policias e a melhora na renda dos policiais é uma urgência. Indiscutíveis progressos foram realizados nas forças policiais, mas os exemplos de chacinas, torturas, e ações de banditismo envolvendo maus policiais mostra que ainda resta um grande caminho a percorrer.

Ninguém pode se contentar com esses dados, mesmo se o progresso é evidente. o numero de homicídios ainda aumenta acima do crescimento populacional e em dez anos o Brasil teve 500.000 homicídios, uma grande maioria de jovens. É muito acima do que uma sociedade civilizada pode tolerar.

Não basta proclamar tolerância zero com a criminalidade. É necessário aprofundar a distribuição de renda, a diminuição da desigualdade social, continuar melhorando o emprego e a renda, implementar políticas sociais focadas, investir em inteligência, formação, salário das forcas policiais. Junto com o desarmamento, este parece ser o caminho para diminuir esse flagelo que amedronta o país.

Luis Favre

Desarmamento, projetos sociais e ação policial reduzem homicídios (3)

Rio supera SP em homicídios de jovens

Para especialista, estudo divulgado ontem mostra que políticas públicas têm tido impacto sobre a violência

Wladimir d'Andrade - O ESTADO DE SÃO PAULO

Pela primeira vez, o Rio ultrapassou São Paulo e assumiu o posto de cidade com maior número de homicídios de jovens do País, segundo o Mapa da Violência dos Municípios da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), divulgado ontem. Em 2006, último ano com dados consolidados pelo estudo, a capital fluminense teve 879 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 24 anos, ante 797 de São Paulo.

Em 2002, o Rio tinha registrado 1.508 assassinatos de jovens, de acordo com o estudo, o que correspondia a cerca de 64% do total de homicídios nessa faixa etária ocorridos na capital paulista naquele ano. Mas desde 2004 houve uma redução drástica em São Paulo, ao contrário do que ocorreu no Rio. De 2003 para 2004 a cidade teve uma diminuição de homicídios de jovens de 2.349 para 1.695, enquanto o Rio teve 1.354 casos em 2003 e 1.264 em 2004.

De 2005 para o ano seguinte, o dado mais atual, a capital paulista conseguiu diminuir os assassinatos de jovens de 1.082 para 797. No Rio, a redução foi um pouco menor, de 1.041 para 879.

“O estudo mostra que há políticas públicas que estão tendo impacto sobre a violência. E São Paulo vem se destacando”, disse o diretor-executivo da Ritla, Jorge Werthein. “E não é uma caída momentânea, e sim constante, desde 99, se acentuando em 2004.”

No ranking, Recife consolidou a terceira colocação em homicídios juvenis. Houve aumento do número de casos, de 625 assassinatos em 2005 para 636 em 2006. Belo Horizonte aparece na quarta colocação, com 543 mortes de jovens entre 15 e 24 anos, seguida de Salvador, com 518 homicídios.

NÚMEROS

879 assassinatos

de jovens de 15 a 24 anos foram cometidos no Rio, em 2006

797 homicídios
de pessoas nessa faixa etária ocorreram no mesmo ano, em SP

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A arte de esconder o essencial de uma pesquisa


Uma pesquisa IBOPE encomendada por uma ONG sobre São Paulo é reproduzida hoje nos jornais de São Paulo.

Ela é uma condenação clara da administração PSDB-DEM de Gilberto Kassab e José Serra.


Mas o leitor terá dificuldade para perceber isto com clareza, as manchetes não permitem ver, ocultam e sonegam o que é fundamental.


A principal manchete sobre o tema, na
Folha de São Paulo, é que 55% sairiam da cidade se tivessem chance. Iriam de férias? sairiam para o carnaval? não! 55%, segundo o IBOPE, mudariam de cidade e não gostariam viver mais em São Paulo.

Porque?


Nenhuma manchete disse o motivo pelo qual 55% da população gostaria ir embora para outra cidade.

A pesquisa IBOPE, porém, dá dicas do motivo:


95% afirmam que existe corrupção na política da cidade.

87% consideram a cidade pouco ou nada segura para morar.


77% consideram que os investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos.


54% dizem que a Prefeitura está entre às menos confiáveis das instituições. (Este dado nem é mencionado pelo
Estadão).

70% acham a saúde pública ruim.


55% estão insatisfeitos com o transporte público.


60% também consideram ruim a educação pública.


61% estão insatisfeitos com a habitação popular.


6,7% foi a nota média atribuída à qualidade de vida na cidade.


Como se vê, um verdadeiro balanço que questiona diretamente o poder público municipal e estadual (vale a pena destacar que segundo a pesquisa o governo federal e a igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos).


Isto esta inteiramente escamoteado nas manchetes e chamadas dos jornais, mesmo se todos os dados reproduzidos aqui, neles figuram.


Outra curiosidade é a ausência de comparações com pesquisas feitas em outros aniversários da cidade, como por exemplo em 2004. É verdade que talvez não exista pesquisa IBOPE a cada ano, permitindo essa comparação.


Mas alguns elementos chamam a atenção.

Por exemplo a saúde pública, que os jornais gostam de lembrar como a área pior avaliada da administração anterior, são 70% hoje os que consideram ela ruim (eram 55% em março de 2004 segundo Datafolha).


A nota da cidade hoje é de 6,7 (a nota em janeiro de 2004, segundo Datafolha era 7,7).


O transporte público é reprovado por 55% hoje (era reprovado por 36% em março de 2004, segundo Datafolha).


A seguir alguns artigos publicados pela Folha de São Paulo em janeiro de 2004 e alguns de hoje.


Luis Favre


25 de janeiro de 2004
SP 450


AUTO-ESTIMA EM ALTA



Aumenta a nota média dada pelo morador da capital à sua cidade _de 6,5 passou para 7,7, da mesma forma que cresce o orgulho e o grau de satisfação com a metrópole; diminui o número dos que querem se mudar para outro lugar

Paulistano tem orgulho de São Paulo LUIZ CAVERSAN
DA REPORTAGEM LOCAL

São Paulo chega aos seus 450 anos com a auto-estima dos paulistanos em alta.
Apesar de apontar uma série de problemas na metrópole, com destaque para a violência (leia nas páginas 4 e 5), a maioria dos cidadãos, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, está satisfeita em morar em São Paulo, da mesma forma que aumentou o orgulho tanto em relação à cidade quanto ao bairro em que o entrevistado mora.
Isso resultou no significativo aumento da nota dada à cidade.
Ao atribuir 7,7 em média para São Paulo, o paulistano faz a avaliação mais positiva desde que o Datafolha passou a realizar esse tipo de levantamento, em 1997, quando a nota alcançada foi 7,3.
Depois disso, o conceito da metrópole de acordo com a opinião dos habitantes caiu para 7,2 em 2000, permaneceu na casa dos 6% ao longo de 2001 e dá, agora, um salto de 1,2 ponto percentual.
Assim como a nota média, nunca foi tão alto o grau de satisfação do morador com sua cidade, situação oposta à do grau de insatisfação, que se encontra em baixa acentuada.
A satisfação de viver na principal metrópole do país vinha caindo desde que a pesquisa começou a ser feita há sete anos, quando 41% dos paulistanos diziam estar "muito satisfeitos" de morar em São Paulo. O patamar mais baixo deste quesito foi atingido em janeiro de 2001, quando o índice foi de apenas 25%. Houve oscilações ao longo de 2001, mas a curva se tornou ascendente no final do ano, chegando aos 46% atuais.
Esse percentual, 46%, é exatamente o mesmo daquele que se refere aos paulistanos que dizem estar apenas "um pouco satisfeitos". Mas é importante notar que esse número era de 51% na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2001.
Quanto à insatisfação, que estava na casa dos 10% em 1997, subiu sucessivamente para 17% (em 2000), 21%, 21% e 25% (ao longo de 2001), caiu para 17% (em dezembro daquele ano) e chega a apenas 7% agora.
Outro indicador indiscutível do aumento da auto-estima do paulistano está contido nas respostas à seguinte pergunta, apresentada pelo Datafolha: "Você diria que tem mais orgulho do que vergonha ou mais vergonha do que orgulho de morar em São Paulo?".
A resposta é um verdadeiro "presente" para a cidade: nada menos que 83% dos entrevistados responderam que têm mais orgulho do que vergonha de residir na metrópole.
O instituto de pesquisa já havia apresentado essa mesma questão em levantamento realizado em abril de 2000. Na ocasião, o índice atingido foi de 59%.
Ou seja, São Paulo comemora hoje 450 anos com um aumento de 24 pontos percentuais no número de habitantes que se dizem orgulhosos de sua cidade.

Assim como em levantamentos anteriores, São Paulo continua sendo identificada por seus moradores como cidade de ofertas de trabalho e emprego.
Na verdade, essa é a sua principal vantagem, de acordo com as respostas dadas ao Datafolha.
No total, 32% dos entrevistados disseram isso, que a maior vantagem de se morar na cidade é desfrutar do mercado de trabalho.
É forçoso notar, no entanto, que o número alcançado pela atual pesquisa do Datafolha continua muito menor do que aquele auferido em 1997, quando nada menos do que 51% apontavam oportunidade de trabalho/emprego como a vantagem primeira de se viver em São Paulo.
Antes disso, o índice já havia despencado 13 pontos percentuais, de 1997 para a pesquisa realizada em 2001 (quando ficou em 38%). Nova queda é verificada agora, no caso bem menor, de 6 pontos percentuais.
Em segundo lugar no levantamento, com 22%, ficaram aqueles que deram respostas variadas à mesma pergunta (apontaram vantagens como como opções de escolas/educação, condições de transporte coletivo, cidade solidária, entre outros).
A seguir, com 17% das respostas, surgiu uma característica tradicionalmente relacionada a São Paulo, que é a de cidade em que se encontra tudo o que se procura ou tudo aquilo de que se precisa.
Na sequência dos que vêem vantagens em morar na capital vieram aqueles que apontaram o fato de São Paulo ter muitas opções de cultura e lazer, ser um bom local para ganhar dinheiro e uma cidade em que há bom atendimento na área de saúde.
Mas 12% dos entrevistados afirmaram que não há vantagem nenhuma em morar em São Paulo, e 9% não souberam responder ou não se lembraram de aspectos para destacar.
A pesquisa do Datafolha procurou aferir também do que o paulistano se lembra primeiro quando pensa na cidade de São Paulo. Predominaram os aspectos negativos da cidade (leia nas páginas 4 e 5), mas, na comparação com levantamentos anteriores, aumentou o percentual dos aspectos positivos relacionados. De fato, o que mais é lembrado sem que seja algo negativo refere-se a temas neutros, como locais (Ibirapuera, por exemplo) ou atributos da cidade (prédios altos). Esses ítens somaram 23%, contra 10% da pesquisa anterior.
Quanto aos pontos positivos relacionados pelos entrevistados, em primeiro lugar ficou, mais uma vez, alternativas de trabalho/emprego (4%), seguidas de opções de cultura de lazer (2%).
Finalmente, para confirmar a ascensão da auto-estima do paulistano é possível citar as respostas à pergunta: "Se você pudesse, mudaria de São Paulo?".
Foi atingido o menor índice (51%) dentre os que afirmaram que, sim, mudariam da cidade -esse número já foi 59% em 97, 64% em 2000 e 61% em 2001.




25 de janeiro de 2008

55% dos paulistanos sairiam da cidade se tivessem chance

Apesar disso, SP foi apontada como um lugar bom para morar por metade dos entrevistados

Segundo pesquisa do Ibope, insatisfação é recorrente quando se trata de transporte coletivo, saúde pública e educação pública

DA REPORTAGEM LOCAL

Um total de 55% dos paulistanos sairiam da capital para viver em outro município se tivessem a oportunidade. Esse é um dos dados obtidos pela pesquisa Ibope realizada a pedido do Movimento Nossa São Paulo para comemorar o aniversário da cidade.
O objetivo era analisar a percepção que o morador tem da capital paulista. Foram entrevistados 1.512 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 14 de janeiro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
As questões trataram de segurança, saúde, educação, inclusão social e qualidade de vida na cidade. Apesar de a maioria dizer que deixaria a cidade, São Paulo foi classificada como um lugar bom para se morar por 50% dos entrevistados.
Com relação à violência, 58% consideram a cidade "pouco segura" e 20% afirmaram já ter sido assaltados. A insatisfação das pessoas é recorrente quando se trata de transporte coletivo (55%), saúde pública (70%) e educação pública (60%).
A pesquisa mostra ainda que muitos nem sequer sabem o que é "subprefeitura". Um total de 24% dos entrevistados nunca tinha ouvido falar na palavra "subprefeitura".

Administração
Os entrevistados avaliam que 77% dos investimentos públicos feitos na cidade são voltados para a população rica. E 95% consideram que existe corrupção na política do município e 10% admitiram ter pago propina a funcionário público nos últimos 12 meses.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM), questionado sobre as avaliações ruins a respeito da administração municipal, afirmou que as percepções dos moradores serão levadas em conta nas ações do governo para "acertar ao máximo e errar o mínimo possível".
"Os indicativos [do movimento] nos ajudam a consolidar o nosso direcionamento no sentido de fazer a cidade mais justa, mais humana. E que possamos, ao longo do tempo, corrigir as distorções que foram feitas", afirmou.
Segundo ele, ocorreram avanços nas áreas da saúde e da educação, com o fim das salas de aula de lata e do turno da fome. "É uma cidade que tem sim desigualdades e compreendemos as pessoas que têm pressa nessa alteração. E a prefeitura tem pressa. Todas as nossas ações são no sentido de reverter essas desigualdades que aconteceram e foram consolidadas na cidade", afirmou.


25 de janeiro de 2004

SP 450

PERMANÊNCIA DO MEDO



A falta de segurança continua sendo o principal foco de preocupação de quem vive em São Paulo: é apontada como a primeira idéia que surge na cabeça e a maior desvantagem para quem enfrenta o cotidiano da metrópole



Cidadão aponta a violência como 1º problema DA REPORTAGEM LOCAL

Violência nas ruas, assaltos, crimes, falta de segurança, medo de bandidos, outras violências.
Essas foram as principais respostas dadas pelo paulistano ao pesquisador do Datafolha que perguntou: "Qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando você pensa na cidade de São Paulo?".
As respostas fazem parte de um agrupamento realizado pelo instituto de pesquisa sob a identificação "aspectos negativos da cidade", que correspondeu a 55% das respostas, ou seja, à maioria absoluta delas. Não só fazem parte como se destacam: mais de um quarto das respostas (27%) se referem à falta de segurança como primeira coisa que é lembrada a respeito de São Paulo.
Mas o reflexo da criminalidade no imaginário ou no cotidiano das pessoas não pára por aí. Esse é também o item mais citado quando a questão é a principal desvantagem de morar na cidade.
Há, porém, dois pontos a serem observados aqui, um "a favor" outro "contra".
"Contra": desde 1997, quando o Datafolha fez as mesmas perguntas pela primeira vez, a violência é a lembrança mais imediata do paulistano e também apontada como a maior desvantagem.
"A favor": houve uma queda no índice da violência como primeira lembrança que surge na cabeça: era de 17% em 97, subiu para 29% em 2000, para 33% em 2001 e desceu agora para 27%.
Obviamente não é apenas a falta de segurança que incomoda o paulistano, e a pesquisa do Datafolha deixa bem claro isso, a rigor revelando um paradoxo: se nas respostas que se referem aos aspectos positivos da cidade as oportunidades de trabalho aparecem em primeiro lugar (leia nas páginas 2 e 3), o desemprego é o segundo item que vem à lembrança dos entrevistados, da mesma forma que surge logo em seguida da violência no quesito principal desvantagem da cidade.
E mais uma vez há pontos que devem ser notados. Se em 1997 o desemprego como primeira idéia atingia 5%, em 2000 saltou para 13%. A seguir, foi a 10% em 2001, caindo agora para os 8% assinalados pelo Datafolha.
Na trajetória oposta, observa-se que, em 1997, 8% disseram que o desemprego era a maior desvantagem de São Paulo, em 2000 esse número subiu para 11% (não houve pesquisa sobre a questão em 2001) e em 2003 o índice atinge 14%, o maior de toda a série.
Os demais itens apontados pelo paulistano como primeira lembrança foram: trânsito (3%, o mesmo percentual da pesquisa anterior) e problemas ambientais/poluição (3%, 9 pontos a menos que no último levantamento, de 2001). Sobre as outras desvantagens da cidade relatadas pelos moradores, os números são os seguintes pela ordem: poluição (6%), trânsito (5%), custo de vida alto (4%), superpopulação (2%), transporte coletivo deficiente (2%) e falta de moradia (1%).
Deram respostas variadas a esta questão (poluição sonora, correria, pobreza, estresse etc), 14%, 8% não souberam responder e 5% responderam que não há nenhuma desvantagem em morar na cidade.
O tema violência, ou falta de segurança, ainda não pode ser abandonado, no entanto, porque ele está ligado a duas outras questões apresentadas pelo Datafolha, uma relativa aos hábitos noturnos dos moradores, outra sobre qual presente o paulistano gostaria de dar para São Paulo.
Quanto à vida noturna, a maioria dos habitantes (48%) continua afirmando, assim como o fez em nove pesquisas anteriores, que evita locais, ruas ou pessoas da vizinhança quando resolve passear pelas cercanias de sua casa depois do anoitecer.
Esse é o menor patamar de todas as pesquisas, sendo que o mais baixo fora registrado, anteriormente, em 1999 e 2000 (56%).
Em contrapartida, aumentou muito o índice daqueles que afirmaram que simplesmente não saem mais para passear depois que o dia termina: quase triplicou, passando dos 5% em 2002 para surpreendentes 14% agora.
Com relação ao presente que o cidadão daria à sua cidade no dia do aniversário, eis que mais uma vez a presença da violência se faz sentir forte.
Nunca, na história das pesquisas realizadas pelo Datafolha, tantos disseram que querem dar segurança, mais segurança, paz ou uma cidade mais pacífica de presente para São Paulo.
Pela primeira vez desde que a pergunta é feita aos cidadãos, essa resposta passa a casa dos 20%, atingindo 21%, embora seja importante lembrar que ela sempre esteve em primeiro lugar.
Em 1997, estava na casa dos 15%, caiu para 13% em 2000, subiu para 19% em 2002 e, no presente levantamento, galgou mais dois pontos percentuais.
A segunda resposta dada pelos entrevistados também tem a ver com os aspectos negativos da cidade e também experimenta uma curva ascendente. Trata-se de mais trabalho e emprego. Em 1997, 6% desejavam dar isso de presente à cidade. O número subiu para 9% em 2000, 10% em 2001 e atinge 11% em 2003.
O item que aparece em terceiro lugar diz respeito ao ambiente, uma vez que 9% responderam que querem a cidade submetida a uma limpeza geral ou com mais árvores, menos poluição ou rios limpos ou com o ar mais puro.
A preocupação nesta área aumentou bastante, porque na pesquisa anterior ambiente era mencionado somente por 4% dos entrevistados.
Os dois aspectos que vêm a seguir, no rol dos presentes para a cidade, são relativos à administração pública (administrador, prefeito, vereadores ou governador melhores) e ao apoio à população carente. Do total de entrevistados, apenas 2% disseram que não gostariam de dar nenhum presente para São Paulo. (LUIZ CAVERSAN)









25 de janeiro de 2004

SÃO PAULO, 454 ANOS / PESQUISA


Bombeiros são "heróis"; vereadores, "vilões"

Segundo pesquisa do Ibope, 95% dos paulistanos confiam no Corpo de Bombeiros e 68% não confiam na Câmara Municipal

Prefeitura está entre as instituições que mais contribuem para melhorar a vida na cidade, embora seja vista como pouco confiável

MARIANA BARROS
DA REDAÇÃO

A aura de heroísmo que cerca os bombeiros se mostrou bastante sólida -pelo menos entre os paulistanos. Segundo a pesquisa Viver em São Paulo, feita pelo Ibope e apresentada ontem, junto com os indicadores do Observatório Cidadão Nossa São Paulo, o Corpo de Bombeiros é a instituição que mais inspira a confiança de quem mora na capital paulista: 95% crêem no órgão.
No outro extremo, a Câmara Municipal desponta como a instituição menos confiável de São Paulo, segundo os próprios habitantes. Dos 1.512 entrevistados, 68% têm um pé atrás com o legislativo municipal, em que apenas 27% confiam.
Quando questionados sobre quais são as instituições que mais contribuem para melhorar a qualidade de vida na cidade, a Câmara Municipal obteve resposta unânime: não foi apontada em primeiro lugar por nenhum dos entrevistados.
Falta de popularidade semelhante é compartilhada pelos partidos políticos, que também, segundo a visão dos paulistanos, não contribuem para melhorar a vida de ninguém.
Já o governo federal e a Igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos, segundo 11% dos entrevistados. Em seguida, com 9% das menções, vem a prefeitura, seguida por universidades (8%), meios de comunicação (7%) e associações de bairro (6%).
Quando somadas as menções de primeiro, segundo e terceiro lugares , a Igreja aparece como a mais lembrada, com 27% -número que, entre os evangélicos, sobe para 48%. A prefeitura e os meios de comunicação empatam com 22%, seguidos pelas universidades (20%), pelo governo federal (19%) e pelas associações de bairro (17%).

"Queridinhos"
Depois do Corpo de Bombeiros, os Correios estão em segundo lugar entre os "queridinhos" dos paulistanos, inspirando confiança de 91%. Também têm alto índice de confiança a Sabesp (81%), o Metrô (80%) e o Procon (77%).
Entre as instituições menos confiáveis, depois da câmara, vêm o Tribunal de Contas do Município (62%), o Ministério Público (57%), o Poder Judiciário (56%) e, curiosamente, a prefeitura (54%) -apesar de esta aparecer em segundo lugar entre as instituições que, segundo os paulistanos, mais contribuem para a qualidade de vida na cidade.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A desigualdade social, essa é a questão


Faltou dizer que São Paulo tem 2 milhões e meio de favelados

PIB paulistano supera o de 22 Estados norte-americanos, diz pesquisa


da Folha Online


O PIB (Produto Interno Bruto) da capital paulista --US$ 102,4 bilhões-- supera a riqueza gerada por 22 Estados norte-americanos, entre eles Hawai, Georgia e New Hampshire, quando analisados individualmente, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo o estudo, se a cidade de São Paulo fosse um país, ele estaria entre as 50 maiores economias do mundo, no 47º. lugar, à frente do Egito (15% maior) e do Kwait (27% maior) e na mesma dimensão da Nova Zelândia e da Hungria. Além disso, a riqueza gerada pela capital paulistana corresponde a quase 85% da economia de Israel.

O levantamento de dados econômicos e de outras áreas, além de variedades, foi elaborado pela Fecomercio-SP em função da comemoração dos 454 anos da capital paulista.

O PIB do município de São Paulo em 2005 alcançou R$ 263,2 bilhões, ou US$ 102,4 bilhões. Isso corresponde a 12,3% do PIB do Brasil. A entidade considerou a taxa cambial média de 2005, R$ 2,57.

Ainda segundo a pesquisa, o PIB da capital paulista é maior do que o de todos os Estados brasileiros, exceto São Paulo. O resultado é 7% maior do que o Estado do Rio de Janeiro e 37% maior do que Minas Gerais.

Se o município de São Paulo fosse um país, ele seria o quinto da América do Sul, ao lado do Chile, com um PIB cinco vezes maior que o do Uruguai.

A carga tributária do Brasil em 2005 ficou em cerca de 35% do PIB. A participação da cidade de São Paulo no PIB do Brasil nesse ano foi de 12,3%, portanto o município paulistano contribuiu com pelo menos 4,3% do PIB brasileiro em termos de carga tributária nacional. Ou seja, recolheu mais de R$ 90 bilhões em impostos naquele ano para o país.

O Orçamento de São Paulo foi de R$ 15 bilhões em 2005, menos de 6% do seu PIB. Para a Fecomercio, isso indica que, em média, a contribuição da cidade de São Paulo para o país é muito maior do que ela recebe de volta.

Veja informações e curiosidades sobre a cidade de São Paulo:

Dados geopolíticos

São Paulo é a terceira maior cidade do mundo e a maior das Américas, com mais de 11 milhões de habitantes;

O orçamento da cidade é o terceiro maior do Brasil, atrás apenas do governo federal e do estado de São Paulo;

A cidade de São Paulo tem um território de 1.530 kms2;

A taxa de alfabetização está em 95,4% da população;

Dados econômicos

A cidade de São Paulo é o principal centro financeiro da América Latina e abriga sucursais das maiores instituições bancárias do mundo. São aproximadamente 1.500 agências de bancos nacionais e internacionais. E ainda abriga 38% das sedes das 100 maiores empresas privadas de capital nacional; 63 % das sedes de grupos internacionais instalados no país. São Paulo também é sede de 16 dos 20 maiores bancos múltiplos e comerciais; de oito das dez maiores corretoras de valores e de cinco das dez maiores empresas de seguros;

A BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) é a sexta do mundo em volume de contratos negociados;

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) movimenta R$ 6 bilhões por dia;

Cerca de 30 mil milionários vivem atualmente na cidade de São Paulo;

60% de todos milionários do Brasil vivem na cidade de São Paulo;

Em São Paulo são efetuadas dez compras por segundo via cartão de crédito ou débito;

São mais de 240 mil estabelecimentos comerciais na cidade e mais de 70 shopping centers (o maior número do Brasil). Só os shoppings centers recebem mais de 30 milhões de pessoas por mês;

Variedades

Na cidade de Londres existem 20 mil táxis, e em São Paulo são mais de 30 mil;

A cidade de São Paulo hoje tem a segunda maior frota de helicópteros do mundo, só perdendo para Nova York;

Na cidade de Londres existem um pouco mais de 11.000 bares e restaurantes, e em São Paulo são mais de 38.000; Desde 1997, a cidade é a capital mundial da gastronomia;

A cidade conta com mais de 5.000 mil pizzarias que produzem cerca de 40 mil pizzas por hora. No caso dos sushis, são produzidos aproximadamente 16.800 por hora na cidade;

São Paulo é a capital cultural da América Latina com a maior diversidade em manifestações culturais. São mais de 100 peças teatrais por semana, ou 4.800 peças por ano;

São Paulo é a 3ª maior cidade italiana do mundo; a maior cidade japonesa fora do Japão; a maior cidade portuguesa fora de Portugal; a maior cidade espanhola fora da Espanha; a terceira maior cidade libanesa fora da Líbano;

Fontes:
IBGE, Prefeitura do Município de São Paulo, Banco Mundial, GeoHive, Kaiser Family Foundation / statehealthfacts, Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e Fundação Seade.