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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Supla - São Paulo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A desigualdade social, essa é a questão


Faltou dizer que São Paulo tem 2 milhões e meio de favelados

PIB paulistano supera o de 22 Estados norte-americanos, diz pesquisa


da Folha Online


O PIB (Produto Interno Bruto) da capital paulista --US$ 102,4 bilhões-- supera a riqueza gerada por 22 Estados norte-americanos, entre eles Hawai, Georgia e New Hampshire, quando analisados individualmente, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo o estudo, se a cidade de São Paulo fosse um país, ele estaria entre as 50 maiores economias do mundo, no 47º. lugar, à frente do Egito (15% maior) e do Kwait (27% maior) e na mesma dimensão da Nova Zelândia e da Hungria. Além disso, a riqueza gerada pela capital paulistana corresponde a quase 85% da economia de Israel.

O levantamento de dados econômicos e de outras áreas, além de variedades, foi elaborado pela Fecomercio-SP em função da comemoração dos 454 anos da capital paulista.

O PIB do município de São Paulo em 2005 alcançou R$ 263,2 bilhões, ou US$ 102,4 bilhões. Isso corresponde a 12,3% do PIB do Brasil. A entidade considerou a taxa cambial média de 2005, R$ 2,57.

Ainda segundo a pesquisa, o PIB da capital paulista é maior do que o de todos os Estados brasileiros, exceto São Paulo. O resultado é 7% maior do que o Estado do Rio de Janeiro e 37% maior do que Minas Gerais.

Se o município de São Paulo fosse um país, ele seria o quinto da América do Sul, ao lado do Chile, com um PIB cinco vezes maior que o do Uruguai.

A carga tributária do Brasil em 2005 ficou em cerca de 35% do PIB. A participação da cidade de São Paulo no PIB do Brasil nesse ano foi de 12,3%, portanto o município paulistano contribuiu com pelo menos 4,3% do PIB brasileiro em termos de carga tributária nacional. Ou seja, recolheu mais de R$ 90 bilhões em impostos naquele ano para o país.

O Orçamento de São Paulo foi de R$ 15 bilhões em 2005, menos de 6% do seu PIB. Para a Fecomercio, isso indica que, em média, a contribuição da cidade de São Paulo para o país é muito maior do que ela recebe de volta.

Veja informações e curiosidades sobre a cidade de São Paulo:

Dados geopolíticos

São Paulo é a terceira maior cidade do mundo e a maior das Américas, com mais de 11 milhões de habitantes;

O orçamento da cidade é o terceiro maior do Brasil, atrás apenas do governo federal e do estado de São Paulo;

A cidade de São Paulo tem um território de 1.530 kms2;

A taxa de alfabetização está em 95,4% da população;

Dados econômicos

A cidade de São Paulo é o principal centro financeiro da América Latina e abriga sucursais das maiores instituições bancárias do mundo. São aproximadamente 1.500 agências de bancos nacionais e internacionais. E ainda abriga 38% das sedes das 100 maiores empresas privadas de capital nacional; 63 % das sedes de grupos internacionais instalados no país. São Paulo também é sede de 16 dos 20 maiores bancos múltiplos e comerciais; de oito das dez maiores corretoras de valores e de cinco das dez maiores empresas de seguros;

A BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) é a sexta do mundo em volume de contratos negociados;

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) movimenta R$ 6 bilhões por dia;

Cerca de 30 mil milionários vivem atualmente na cidade de São Paulo;

60% de todos milionários do Brasil vivem na cidade de São Paulo;

Em São Paulo são efetuadas dez compras por segundo via cartão de crédito ou débito;

São mais de 240 mil estabelecimentos comerciais na cidade e mais de 70 shopping centers (o maior número do Brasil). Só os shoppings centers recebem mais de 30 milhões de pessoas por mês;

Variedades

Na cidade de Londres existem 20 mil táxis, e em São Paulo são mais de 30 mil;

A cidade de São Paulo hoje tem a segunda maior frota de helicópteros do mundo, só perdendo para Nova York;

Na cidade de Londres existem um pouco mais de 11.000 bares e restaurantes, e em São Paulo são mais de 38.000; Desde 1997, a cidade é a capital mundial da gastronomia;

A cidade conta com mais de 5.000 mil pizzarias que produzem cerca de 40 mil pizzas por hora. No caso dos sushis, são produzidos aproximadamente 16.800 por hora na cidade;

São Paulo é a capital cultural da América Latina com a maior diversidade em manifestações culturais. São mais de 100 peças teatrais por semana, ou 4.800 peças por ano;

São Paulo é a 3ª maior cidade italiana do mundo; a maior cidade japonesa fora do Japão; a maior cidade portuguesa fora de Portugal; a maior cidade espanhola fora da Espanha; a terceira maior cidade libanesa fora da Líbano;

Fontes:
IBGE, Prefeitura do Município de São Paulo, Banco Mundial, GeoHive, Kaiser Family Foundation / statehealthfacts, Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e Fundação Seade.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Concurso Nacional de Idéias - Ponte Pq. Cidade Jardim-Daslu


do Blog Capturas do Acaso

"O objetivo deste concurso foi discutir, de forma bem-humorada, a segragação social, o consumo e o neoclassicismo nas grandes metrópoles. O objeto do concurso era uma ligação entre o condomínio Parque Cidade Jardim e a loja Daslu, em margens opostas do Rio Pinheiros, em São Paulo. Trinta e três projetos foram enviados, com propostas para interligações terrestres, aéreas e aquáticas entre os dois locais. Entre 15 e 30 de setembro/2006 as propostas enviadas foram expostas em um blog ( http://www.flickr.com/photos/propostasponte/ )." (site)


"#26:Gucissimo
Marcio Kogan, Bruno Gomes, Diana Radomysler, Lair Reis, Oswaldo Pessano, Regiane Leão, Renata Furlanetto, Samanta Cafardo, Suzana Glogowski - São Paulo


LEPONT GUCCI:
Extremamente elegante é o mínimo que se pode falar da Pont Gucci. Uma sofisticada estrutura atirantada por belíssimas correntes guccíssimas de ouro 18k e largas tiras de tecido côtelé vert, rouge et vert, cumpre o seu importante papel social conectando glamorosos shoppings localizados nas margens do rio mais "in" de São Paulo.
Pó de diamante espalhado pelo asfalto, provocará um deslumbrante brilho. Segurança 24 horas e um justo preço do pedágio, aproximadamente 20 euros, tornarão este lugar exclusivíssimo. No Dia do Índio, 19 de abril, seu uso será gratuito numa forma de "gentileza urbana" aos menos favorecidos, mas prometemos uma desinfecção rápida e segura para que tenhamos tudo na mais perfeita ordem na manhã seguinte, afinal sabemos muito bem da total falta de educação do povo brasileiro. Numa demonstração de respeito ao meio ambiente o rio será despoluído numa faixa de 20 metros com aplicações diárias de Channel No. 5. Chiquérrimo!!!
"


Os trabalhos vencedores podem ser vistos neste site http://www.geocities.com/concurso.ponte/



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fonte: http://www.geocities.com/concurso.ponte/
http://www.flickr.com/photos/propostasponte/

A feiúra concreta de São Paulo

No boom imobiliário há espaço para projetos que integrem a cidade, em lugar de isolar moradores

Hugo Segawa*

O Estado de São Paulo - Caderno ALIÁS


Não é preciso ser um leitor muito atento para perceber quão difícil ficou ler as matérias em nossos maiores jornais. Não me refiro a qualquer renovação gráfica na grande imprensa, mas à profusão de anúncios que há alguns meses toma páginas inteiras oferecendo produtos imobiliários em quase todos os quadrantes da cidade e fora dela. A “febre dos imóveis” se diagnostica em estatísticas eufóricas para o setor. Dados da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) dão conta que a concessão de crédito imobiliário cresceu 141,34% de 2005 a 2006, o financiamento imobiliário em 2007 deverá dobrar em relação ao ano anterior e poderá continuar crescendo na ordem de 25% ao ano até 2010. Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, o PIB da construção civil deve fechar 2007 com crescimento da ordem de 9,3%, e para 2008 a expectativa é da ordem de até 14%. O setor deverá contribuir com 4,5% a 5,5% do total do PIB brasileiro. A capitalização do setor é bilionária: em 2007, o setor foi responsável por 22,6% dos novos lançamentos de ações na bolsa (IPO, na sigla em inglês).

Para aqueles ligados em estatísticas, os números são significativos e as notícias neste final de 2007 sugerem um panorama alentador. O Brasil é a décima maior economia do planeta, segundo o Banco Mundial. Recente é o anúncio de que o Brasil ingressou na lista dos países de alto desenvolvimento humano, conforme o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas, apesar de ser o lanterninha do grupo. Classificação que disfarça contradições e evidencia a desconfiança sobre números. Outros indicadores socioeconômicos revelam que somos campeões em várias desgraças. Não é preciso muito tirocínio para perceber o descompasso entre a riqueza econômica, o desempenho social e a qualidade de vida do País. Oxalá essa afluência em 2007 deflagre a reversão desse quadro negativo. As vistosas páginas de lançamento nos grandes diários devem ser apenas a ponta do iceberg de megaoperações imobiliárias. Pode-se perguntar: o que o crescimento a “taxas chinesas” da construção civil representa para nossas cidades, em especial para São Paulo? Em que medida esses recursos podem contribuir para a melhora da qualidade de vida desta metrópole?

As propagandas de condomínios fechados, “prédios-clubes” ou “clubes residenciais”, exaltam as virtudes introvertidas de itens de lazer e segurança, “áreas verdes” ou boas “vistas” (até o novo condomínio vizinho estragá-las), e raramente mencionam as qualidades dos bairros em que se situam. Quase nenhum se prende a questões básicas, como transporte e outras facilidades urbanas. Revelam o completo descompromisso com o espaço público e/ou o seu melhoramento. O modo como se pulverizam os empreendimentos imobiliários pela área metropolitana e cidades vizinhas ratifica a concordata do espaço público.

O temor pelo público (entenda-se: que pertence à coletividade) manifestou-se em 2007 na intempestiva tentativa de um grupo de vereadores de cercear a autonomia do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Compresp). Uma restrição construtiva, de natureza quase pontual, no bairro do Ipiranga, perturbou os interesses de investidores, transtornados com a “interferência” do Compresp. O episódio é representativo, alegoricamente, das posições em defesa e em desrespeito à qualidade de vida urbana. Cidades com atividade imobiliária muito mais intensa, como Roterdã, na Holanda, possuem conselhos com quase mais poderes de decisão que o nosso Compresp - sobretudo, graças ao interesse e apoio da sociedade nas causas em defesa da cidade.

Espaços públicos são os lugares menos privilegiados em recentes intervenções urbanas. Em São Paulo, a nova Faria Lima reproduz os erros da avenida Luis Carlos Berrini. O novo eixo privilegia a circulação, com mal-ajambradas quadras lindeiras ao longo da via, e com o agravante de ostentar prédios que devem ser um sucesso imobiliário, mas, de modo geral, de arquitetura medíocre.

O maior empreendimento imobiliário em curso na cidade, o Parque Cidade Jardim (visível da Marginal de Pinheiros), pode ser comparado ao empreendimento Tokyo Midtown, um complexo de uso misto inaugurado em março de 2007 numa área de dez hectares no coração da capital japonesa.
Situado em Roppongi, totalmente integrado ao meio e à infra-estrutura urbana, a realização em Tokyo abriga mais usos e franqueia à cidade um enorme jardim japonês, que o toquiota está descobrindo e paulatinamente se apropriando. A arquitetura, de linha contemporânea, resultou da associação entre a Nikken Sekkei (a maior construtora nipônica) e o escritório norte-americano SOM. Também conta com projetos de Kengo Kuma e Tadao Ando, responsáveis pelas áreas de museus do complexo. É parte dos compromissos do empreendimento um item sobre responsabilidade social, na qual a consciência ambiental, a economia de energia e recursos e as relações com a região são parâmetros na inserção do Tokyo Midtown na cidade. Além de uma atração para o consumo e diversões, trata-se de uma obra que faz parte do roteiro de arquitetura da cidade - como toda cidade aprazível oferece. Não será o caso do Parque Cidade Jardim. Não parece haver dúvida sobre seu potencial financeiro e imobiliário (assim apostam os agentes financeiros), mas sua arquitetura é bastante duvidosa. A publicidade do empreendimento não identifica o arquiteto, como seria natural e valorizador em bons empreendimentos europeus ou japoneses. Sua arquitetura retrô está na contramão de qualquer inventário ou roteiro de boa arquitetura neste início de milênio. O que alguns apregoam como uma jóia, não passa de um falso brilhante. E só reforça o caráter provinciano do gosto de certa elite. Aqui pode-se estabelecer uma outra correlação.


A construção civil brasileira se abriu para o investimento internacional. Fato inédito em tempo recente é que cerca de 70% dos recursos na área têm origem no capital estrangeiro, ingressando quer via bolsa, quer via associações com projetos locais. São Paulo é a nossa representante no rol das “cidades globais” pelos fluxos e sinergias do maior aglomerado sul-americano na rede mundial de metrópoles. Por ora, São Paulo não é uma cidade que se credencia a transformações na lógica da “cidade-espetáculo” ou “cidade-marketing”, modelada pela organização de eventos globais: exposições mundiais, jogos olímpicos ou, no caso específico da região do Euro, tornar-se a “capital cultural” no rodízio anual de cidades de interesse cultural. A pré-candidatura paulistana em 2003 aos jogos olímpicos de 2012 foi um tímido aceno em busca de um vetor para detonar transformações ambientais e de infra-estrutura urbana com mobilização de capital nacional e internacional. Nada se especula, ainda, sobre as diretrizes para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014 em São Paulo, mas há de se ter cautela quanto à estratégia que se apresentará, a partir da experiência do Pan 2007 no Rio de Janeiro. Sobretudo quanto à arquitetura, cuja contribuição à paisagem carioca foi medíocre, para não dizer conflitiva com o próprio patrimônio ambiental do Rio de Janeiro, na polêmica tentativa de intervenção da Enseada da Glória e da Prainha, na área do Parque do Flamengo. Na lógica das cidades globais, a arquitetura tem um papel fundamental na afirmação e inserção nos circuitos internacionais. O Guggenheim de Bilbao é o principal case-study de planejamento estratégico de uma iniciativa em que um edifício foi capaz de provocar a revitalização de uma cidade sem que ela abrigasse particularmente qualquer evento global, senão o próprio edifício do arquiteto Frank Gehry. Mas boa (ou polêmica) arquitetura não é necessariamente ou apenas instrumento de mercantilização da cidade. Boa arquitetura é direito dos cidadãos.

Nesse sentido, pairam dúvidas sobre o que se sucede na área que se tornou conhecida como Cracolândia, que a administração municipal batiza de “Nova Luz”.

Desde 2005, a prefeitura vem alardeando a remodelação de uma área cuja menção nos jornais se distribui entre o noticiário policial, local e político. De concreto, incentivos fiscais e outros benefícios administrativos tentam seduzir empresas - de tecnologia, call centers, cultura e publicidade, conforme anúncio do governo - sem, todavia, qualquer manifestação oficial das “interessadas”. E temos por ora a demolição de alguns imóveis que insinuam uma paisagem pós-bombardeio, numa guerra em que as partes não sabem bem quem são os adversários ou aliados. O informe mais recente é que o Estado pretende desapropriar o edifício da antiga estação rodoviária na Praça Julio Prestes para ali instalar um centro cultural. Todas essas notícias soam como factóides frente ao futuro da região. Outras notícias dão conta de que grandes construtoras estão interessadas em investir na área, incluindo uma que teria a consultoria do arquiteto, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná Jaime Lerner. O segredo imobiliário não permite ainda ao paulistano conhecer uma intervenção numa área de 269 mil metros quadrados, declarada de utilidade pública pela administração municipal. No coração da metrópole paulistana, são muito mais que duas vezes a área de Tokyo Midtown, e três vezes a do Parque Cidade Jardim. Sem uma proposta com desenho urbano, não há como avaliar o impacto e as responsabilidades inerentes a um possível megaempreendimento arquitetônico no centro de São Paulo. Retomo a pergunta inicial: em que medida a abundância de recursos pode contribuir pela melhora da qualidade de vida desta metrópole?

Lembro as palavras de Roger Bastide, um dos professores pioneiros da USP: “Se a beleza do Rio de Janeiro é uma beleza natural, a de São Paulo é beleza de cimento... A mão do arquiteto, aqui, substitui a mão de Deus”.

*Hugo Segawa é arquiteto, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo


domingo, 2 de dezembro de 2007

José Américo é o novo presidente do PT da cidade de São Paulo

A participação dos filiados do PT na capital paulista nas eleições para renovar os diretórios foi 12% superior à registrada no PED anterior de 2005. Quase 25 mil filiados e filiadas foram às urnas em São Paulo e por maioria absoluta, no primeiro turno, o vereador José Américo foi eleito presidente da agremiação (ainda não temos os resultados definitivos, mas a projeção é em volta dos 60% dos votos)

José Américo é jornalista, vereador do PT, foi Secretário de Comunicação do governo Marta Suplicy e defende a união do partido no apoio ao Presidente Lula e na reafirmação de seus princípios éticos, de esquerda e democráticos. Em segundo lugar, o vereador Chico Macena conseguiu uma significativa votação, entorno de 30% dos votos.

Os resultados na capital paulista mostram também uma vantagem importante em favor do Prefeito Edinho, de Araraquara para presidente do PT Estadual, com o deputado estadual Zico Prado em segundo lugar. Também na cidade de São Paulo, para presidente nacional do PT, Jilmar Tatto lidera a apuração com mais do dobro dos votos do segundo colocado, Ricardo Berzoini e em terceiro lugar, Zé Eduardo Cardoso.

Amanhã teremos os resultados definitivos do PED no Estado de São Paulo e uma provável projeção dos resultados nos demais Estados e no plano nacional. LF

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O vereador José Américo é candidato a Presidente do PT da cidade de São Paulo

Boletim Eletrônico do Mandato

nº 19 outubro de 2007

Dengue: uma epidemia ameaça São Paulo

A suspensão das campanhas publicitárias foi uma das causas da perda de controle da dengue pela Prefeitura

Leia mais

Urbanização da Vila Nilo

Vereador José Américo vistoria obras de canalização de córrego na Vila Nilo, no Jaçanã

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Agenda
Conheça as principais atividades do vereador no mês de outubro. Leia mais

Trânsito
Moradores pedem sinalização no Jaraguá. Leia mais

Reuniões no CDHU
Vereador José Américo se reúne com movimentos de habitação para discutir uma política de habitação popular. Leia mais

Dança
Mostra apresenta trabalhos da Lei de Fomento. Leia mais

Recado do vereador
Orçamento Participativo: a população deve exercer o direito de escolher onde destinar os recursos da cidade. Leia mais

Projetos
Criação de cursos profissionalizantes nos CEUs foi vetado pelo prefeito. Leia mais

Utilidade Pública
Saiba quais os procedimentos que podem ajudar a combater a dengue. Leia mais

domingo, 23 de setembro de 2007

Os graves problemas do lixo no Brasil

Reféns do lixo

CAOS URBANO

Revista Carta Capital

Anna Kahn

GRAMACHO. As montanhas no lixão carioca passam de 40 metros de altura

Fonte: Cempre

Fonte: Abrelpe



BOM EXEMPLO. Em Londrina, no Paraná, 110 das 400 toneladas colhidas diariamente são recicladas



SOLUÇÕES. Em São Paulo, o metano é transformado em energia elétrica



SERRA. O fim da taxa de lixo interrompeu os investimentos

por João Marcello Erthal

Os aterros sanitários das grandes cidades estão prestes a explodir. Faltam leis, investimentos e soluções eficientes para lidar com o inadiável problema

Ao cabo de 27 anos de despejo de lixo a céu aberto, Gramacho, um platô de 1,3 milhão de metros quadrados erguido com detritos que avançam sobre a Baía de Guanabara, é hoje administrado como um paciente de UTI. O objetivo é estender a vida útil do maior aterro de resíduos em atividade na América Latina por ao menos mais três anos, ou até que o Rio de Janeiro tenha para onde levar as 8 mil toneladas de restos que produz diariamente. O que os operadores do aterro temem aconteceu em São Paulo, em agosto último. Parte da montanha de 150 metros de altura, formada pelos resíduos da capital paulista, veio abaixo, no limiar dos 15 anos de operação do aterro São João, na zona leste, deixando a cidade refém de depósitos privados para as 15 mil toneladas de dejetos produzidos diariamente.

São Paulo e Rio de Janeiro. As duas maiores cidades brasileiras são exemplos extremos do quadro que se repete praticamente de Norte a Sul. "Enquanto o mundo discute as responsabilidades da indústria sobre os efeitos do consumo e a geração de energia com a reciclagem, ainda lutamos para universalizar a coleta e acabar com os lixões e aterros precários, destino de 60% do lixo no País", afirma Carlos Silva Filho, especialista na gestão do lixo e assessor jurídico da Associação Brasileira de Empresas Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A tendência natural, caso perdure o cenário de ausência de políticas públicas e investimentos adequados, é de o quadro se agravar. Dados do IBGE mostram que, entre 1991 e 2000, enquanto a população cresceu 15%, a coleta de resíduos urbanos evoluiu 49%. No ano passado, o País chegou a 170 mil toneladas diárias, volume que, sem controle, põe as cidades sob o risco de assistirem a um tsunami de detritos. Para quem quer lucrar de forma ilegal com o lixo vale a lógica do "quanto pior, melhor". Na ausência de uma política nacional, proliferaram as formas mais baratas de se livrar dos detritos e, conseqüentemente, mais rentáveis para as empresas que as operam. A quarta edição do Diagnóstico do Manejo de Residuos

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EXPLOSÃO Em 10 anos, a coleta de resíduos cresceu 49%, enquanto a população se expandiu em 15%

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Sólidos Urbanos, com dados de 2005, lançado em agosto pelo Ministério das Cidades, indica que 68,5% dos municípios têm aterros sanitários propriamente ditos, com tratamento dos resíduos e ausência de catadores. Mas há no próprio levantamento, com base em mformações repassadas pelas prefeituras, indicios de que, na prática, são lixões e depósitos irregulares o destino da maior parte dos residuos das cidades, já que apenas 18,5% dessas instalações têm li. cenças ambientais.

"Sabemos que 66% dos municípios brasileiros não tém os sistemas de manuseio correto para o lixo. Construir um aterro para uma cidade de 50 mil habitantes custa quase o mesmo que uma unidade para 150 mil. Como 85% dos municípios têm abaixo de 30 mil moradores, ainda sai muito caro para uma prefeitura arcar sozinha com um projeto desse porte", analisa Sérgio Gonçalves, diretor de articulação institucional do ministério. A saída. como indica Gonçalves. é a criação de consorcios que reunam cidades vizinhas para compartilhar da mesma estrutura de aterros e tratamento. Sozinhos, os municípios não têm dado conta do problema. No estado do Rio ainda existem cerca de 80 lixões, apesar de a falta de dinheiro não ser o maior problema, como afirma o secretário estadual do Ambiente. Carlos Minc. "Nos últimos 14 anos, as cidades receberam 154 milhões Pró-Lixo e outras fontes. Não deveria haver mais nenhum lixão. Mas basta que um caminhão quebre para o prefeito abandonar o projeto e estragar todo o trabalho do antecessor", explica Minc, que, antes de chegar ao Executivo, levantou a bandeira do meio ambiente em cinco mandatos no Legislativo fluminense. Atualmente, o Rio tem oito consórcios formados com apoio da secretaria, que faz a intermediação para que prefeitos consigam licenciamento e crédito no Banco Nacional de Desenvolvimento Econõmico e Social (BNDES).

Bons exemplos, no Brasil, são raros. Em Londrina, no Paraná, das 400 toneladas de lixo diárias, 110 são recicladas, quase a quantidade maxima estimada de reciclagem para o tipo de material. A cidade paranaense é uma das exceções do País. De acordo com a ONG Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), a média brasileira de reciclagem é de 11% - porcentagem próxima à do Reino Unido e acima de República Tcheca, Portugal, Argentina, Colõmbia e Hungria. Mas muito abaixo dos Estados Unidos, Suécia, França e Espanha (tabela nesta página).

Até hoje, o que predominou na gestão de residuos sólidos por governos e empresas foi o esforço para simplesmente esconder o lixo. A estratégia pode melhorar a estética do lugar, mas está longe de representar uma situação sustentável do ponto de vista ambiental. Em Porto Alegre, o uso de uma antiga mina como depósito dos residuos eliminou a desagradável visão do lixo amontoado, mas acrescentou novos problemas. A mina no município de Minas do Leão, a 113 quilômetros de Porto Alegre, também tem sido usada por municípios do interior. "Trazer o lixo para ser despejado é mais barato que tratá-lo. Mas a viagem gera poluição e oferece riscos. O lixo que vem de Santana do Livramento percorre 450 quilômetros até a mina, e isso não pode ser considerado sustentável", revela, preocupado, o promotor de área ambiental Alexandre Saltz, do MP gaúcho. As empresas que exploram da varrição pública à venda de créditos de carbono a países desenvolvidos encontraram, até o momento, terreno livre. Entre outras lacunas, falta ao Brasil um marco regulatório. No dia 6 deste mês, o governo federal enviou um projeto de lei com 33 artigos com a intenção de preencher esse vazio. O projeto abarca todos os pontos da proposta parada na Câmara dos Deputados há mais de 15 anos e pretende regular o manuseio e a armazenagem dos resíduos. "Vamos estabelecer definições e responsabilidades, criando uma logística reversa. Isso significa que municípios poderão recolher ou exigir que as empresas produtoras de resíduos recicláveis retirem do meio ambiente seus subprodutos poluentes", explica Luciano Zica, secretário nacional de Recursos Hídricos e Meio Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

A discussão, que pode e deve ser o motor de uma transformação nas administrações municipais - a quem cabe dar destino correto ao lixo -, ganha corpo no momento em que os aterros administrados décadas a fio de forma inadequada se revelam verdadeiras bombas-relógio.

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ESTRUTURAS PRECÁRIAS Segundo o Ministério das Cidades, 68,5% das cidades têm aterros sanitários, mas apenas 18,5% deles possuem licenças ambientais

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Em São Paulo, o desmoronamento no aterro São João, em 13 de agosto, serviu como alerta para o que significa não ter para onde levar o lixo. A crise, para quem acompanhou as discussões, não chega a surpreender. Desde março de 2005, os planos de criação de novos aterros públicos estão congelados. Foi quando o então prefeito José Serra, cumprindo uma promessa de campanha, extinguiu a taxa de lixo e reduziu de 51 milhões de reais para 33 milhões os repasses mensais as empresas vencedoras da licitação feita pela antecessora, Marta Suplicy. Diante da quebra de contrato, as empresas suspenderam o que estava previsto na cláusula de investimento da licitação e passaram a apenas transportar o lixo. Começavase a cavar, naquele instante, a armadilha que a cidade terminou por enfrentar no mês passado.

Sem aterros públicos disponíveis, a maior parte do lixo viaja, desde o deslizamento, 80 quilômetros até o aterro de Caieiras, da empresa Essencis, que cobra 26 reais por tonelada de lixo. A Essencis pertence às empresas Vega Engenharia Ambiental S.A. e Companhia Auxiliar de Viação e Obras (Cavo), formadoras do consórcio Loga, um dos vencedores da licitação para transporte do lixo em São Paulo. Presidente da comissão especial do Lixo da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Paulo Frange (PTB) estranhou

o acidente em São João. "Toda a monitoração indicava normalidade nas condições do aterro. Para um pequeno grupo de empresas, o desmoronamento foi um grande negócio", diz Frange, que tem alardeado o início de um "apagão do lixo" em São Paulo.

Segundo o Loga, os custos de levar os detritos para um aterro público ou privado são praticamente iguais. "O caos só não se instalou porque o setor privado encontrou uma solução emergencial para a falta de locais públicos", rebate Luiz Gonzaga Alves Pereira, presidente do consórcio. "As negociações com a prefeitura estão paralisadas desde 2005."

Se a surrada figura de linguagem de Frange vai pegar, ainda não se sabe. Mas, nacionalmente, não é exagero falar em crise nos sistemas de gestão de resíduos das grandes cidades. No Rio, Gramacho, que, segundo a própria Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb), "apresenta sinais inequívocos de exaustão", é uma ameaça constante. Sob o que a empresa chama de "rígido monitoramento geotécnico", o platô de 40 metros de altura contaminou, durante ao menos 26 anos, a Baía de Guanabara. "A operação do aterro é de Primeiro Mundo, com um monitoramento do solo minucioso. Mas o risco está sempre presente", explica o engenheiro Cláudio Mahler, professor da UFRJ e especialista em pesquisas com lixo.

O prefeito Cesar Maia, a despeito do cuidado que os operadores têm com Gramacho, não teme oscilações no platô de detritos plantado no município vizinho, onde, há menos de um ano, surgiu uma rachadura de 130 metros em uma das áreas que atualmente não é mais operada. "Não há esse risco, pois o aterro é sanitário e não acumula (ógua, material que possa causar deslizamento)", responde, lacônico, sobre o perigo de ocorrer no Rio algo semelhante ao acidente na capital paulista. No caso de Gramacho - que não é aterro sanitário, mas controlado -, o risco não é pequeno. Um desmoronamento na direção do Rio Sarapuí, que contorna a área, pode fechar o canal e inundar grande parte da Baixada, localizada pouco abaixo do nível do mar e com 4,5 milhões de habitantes.

A simples interrupção inesperada da operação no aterro representaria, para o Rio, um enorme problema. "Se Gramacho precisar ser fechado abruptamente, o único local disponível seria o aterro de Gericinó, em Bangu, com capacidade para três ou quatro meses", alerta o promotor Carlos Frederico Saturnino, da área ambiental do Ministério Público do Rio.

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LEIS O governo tenta tirar do papel projeto parado há 15 anos no Congresso. "Vamos estabelecer responsabilidades", diz Luciano Zica, do Meio Arnbiente

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Não se sabe por quantos anos Duque de Caxias, onde fica o Jardim Gramacho, há de conviver com os efeitos dos 30 anos de depósito de resíduos. O prefeito Washington Reis, de Caxias, que ao assumir tentou estabelecer uma taxa por caminhão de lixo recebido no município - objeto de uma batalha de liminares com a prefeitura do Rio e que nunca foi paga -, lamenta a sucessão de erros do passado que sacrificaram a cidade. "O lixo é na verdade, uma atividade econòmica. Se Caxias tivesse recebido os residuos do Rio durante 30 anos, mas também recebesse compensação financeira por isso, por meio de impostos e tributos, teríamos ali uma condição de vida muito melhor para os moradores. Infelizmente, houve uma omissão geral, iniciada com a escolha daquele local durante a ditadura. A prefeitura não cuidou, o bairro de Jardim Gramacho cresceu de forma desordenada e o tráfico tomou conta", afirma Reis.

A disputa com Duque de Caxias pela taxa do lixo é apenas um dos abacaxis que Maia tem em relação aos resíduos produzidos na capital fluminense. A maior dor de cabeça do prefeito, atualmente, está no caminho entre o aterro e a cidade. Os contratos que a Comlurb firmou com a Júlio Simões Transportes e Serviços são alvo de uma CPI na Câmara Municipal do Rio, aberta a partir do recebimento de um relatório do Tribunal de Contas do Município. Os vereadores investigam contratos emergenciais, ou seja, com dispensa de licitação e valores até 282% superiopeita de que haja menos caminhões operando do que o contratado. A Júlio Simões também está no centro de outra polêmica, que envolve a única solução à vista para substituir Gramacho: o aterro sanitário de Paciência, a ser construído na zona oeste. Vencedora da licitação, a empresa, resolvido o impasse entre a prefeitura e a Câmara Municipal sobre o zoneamento do bairro, aguarda a concessão das licenças ambientais.

Inevitáveis, os custos e riscos dos aterros fazem com que, em todo o mundo, a tendência seja a de reduzir o volume de resíduos inaproveitáveis. Atualmente, a geração de resíduos sólidos per capita no Brasil é de 0,80 quilo por dia - nos Estados Unidos é de 2,96 quilos. O problema, por aqui, é o baixíssimo indice de tratamento desse material. "Estamos muito atrás dos países que tratam o lixo de forma correta. Temos um lixo com 67% de matéria orgânica e não há projetos de compostagem desses resíduos, que podem virar adubo, o que faria muito sentido em um país com extensa área agrícola como a nossa", destaca Silva Filho, da Abrelpe.

Uma das técnicas em ascensão nos países desenvolvidos, como informa o especialista, é a recuperação de energia com a reciclagem. Ainda não empregado em escala industrial no Brasil, mas amplamente utilizado na Europa, o tratamento térmico de resíduos - ou a incineração controlada - permite tornar inertes os detritos e gerar, como subproduto da queima, energia elétrica.

O primeiro projeto genuinamente brasileiro do tipo, desenvolvido pela empresa Usinaverde, com apoio da Coordenação dos ProGraduação em Engenharia da UFRJ (Coppe), processa, em regime experimental, na Ilha do Fundão, 30 toneladas de resíduos por dia. O processo retira do lixo metais, vidro e materiais recicláveis, para depois incinerar os restos em fornos. O volume do lixo é reduzido a 5% do inicial, com uma sobra de pedras, terra e areia.

"Com a reciclagem e o uso das sobras para a fabricação de tijolos, por exemplo, esse processo significa resíduo zero", explica o presidente da Usinaverde, Henrique Saraiva. Os gases resultantes da queima, a mil graus centígrados, aquecem dutos de água que, com a geração de vapor, produzem energia elétrica. E esse tipo de tratamento de resíduos que faz com que, na Suécia, por exemplo, só 9,7% dos restos cheguem a aterros sanitários. O sistema sueco consegue mcmerar, com recuperação de energia, 46,7% de todos os dejetos urbanos e destinar à compostagem e reciclagem mais 43,6%. No Brasil, o quadro é preocupante. Dos aterros e lixões existentes, 63% estão próximos a áreas agrícolas, 18% estão próximos a residências e 7% junto a áreas de proteção ambiental. Os riscos da proximidade são muitos, mas o maior talvez seja a incompatibilidade entre lixo e água potável. O chorume, o líquido tóxico produzido na decomposição do lixo, penetra no solo e atinge rapidamente rios, cursos d'água subterrâneos e contamina a vegetação. Por essa razão, as colinas de lixo revestidas de terra e vegetação, apesar de encobrirem o problema com a paisagem, estão longe de evitar danos à natureza. O diagnóstico do ministério identificou que 51,5% dos aterros não têm impermeabilização do solo, e apenas 21,6% fazem algum tipo de tratamento do chorume.

Mesmo encoberto, o lixo também continua a poluir o ar. O inventário de gases estufa do município de São Paulo, produzido pela Coppe/UFRJ e pelo Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (CentroClima), aponta o metano dos aterros sanitários como responsável por 23% do total de emissões na cidade, abaixo apenas da poluição gerada por veículos a gasolina e acima do total produzido por veículos a óleo diesel.

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QUADRO PREOCUPANTE Do total de aterros no Brasil, mais da metade (51,5%) não tem impermeabilização do solo e só 21,6% tratam o chamado chorume

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Turismo e o taxista

Francisco Chagas
Líder da Bancada do PT na Câmara Municipal de SP

Quatro mil taxistas de São Paulo serão requalificados para atender melhor os turistas em visita à nossa cidade. Passarão por aulas de atendimento às pessoas que viajam para cá a passeio ou a negócios, receberão informações sobre a história da cidade e aprenderão que atender bem ao turista favorece o desenvolvimento econômico e a geração de empregos.

Além dos taxistas, outros 100 agentes de turismo e mais 150 guias de turismo igualmente passarão por cursos de capacitação sobre atendimento ao turista, noções de marketing, empreendedorismo etc.

As iniciativas compõem os três convênios assinados no dia 27 de agosto entre o Ministério do Turismo e a Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, a ministra Marta Suplicy anunciou a liberação de R$ 5,6 milhões do governo federal para ajudar na reforma e ampliação do complexo turístico do Anhembi, implementação de sinalização turística na cidade e para programas de qualificação e capacitação de profissionais.

Como bem lembrou a ministra Marta, os taxistas fazem o primeiro atendimento ao turista que chega aqui. É fundamental que tenham noções, por exemplo, de uma segunda língua para atenderem melhor os estrangeiros, além de saberem oferecer informações históricas e culturais. A cidade e os taxistas só têm a ganhar e com certeza a iniciativa receberá grande adesão da categoria.

Os convênios se somam ao recente lançamento do programa Viaja Mais – Melhor Idade, através do qual o governo federal proporciona pacotes turísticos para aposentados e pensionistas, o que também estimulará o turismo em nossa cidade. Parabéns a São Paulo, aos taxistas e ao Ministério do Turismo.

(Publicado no Jornal da Tarde do dia 7 de setembro de 2007)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Esmagar o antisemitismo !

INVADIDA ESCOLA PÚBLICA EM VILA MADALENA
GRAFITADA SUASTICA E SLOGAN ANTI-JUDAICO

Aprendiz é vítima de vandalismo em Vila Madalena - São Paulo

Na semana em que completa 10 anos, a Associação Cidade Escola Aprendiz é vitima de um ato de vandalismo, de conotação anti-semita. Hoje, 28 de agosto, computadores, impressora, comida e até rolos de papel higiênico, utilizados por crianças e jovens de baixa renda atendidos pela instituição, foram roubados. No lugar, suásticas (símbolo do regime nazista) e a frase "morte a juda" foram pichadas. Para a educadora e coordenadora da Escola na Praça, Andréa Bivar, resta apenas lamentar a impotência da instituição frente ao mundo do crime. "Não é porque trabalhamos com a comunidade que estamos livres desse tipo de ação. É muito romântico acreditar que os envolvidos no crime nos respeitam a ponto de não nos roubar", diz. Os computadores e os monitores roubados eram utilizados pelas crianças, de quatro a 14 anos, que freqüentam a associação e, no momento, aprendiam sobre o funcionamento da Internet. "Hoje eles iriam conversar via msn com o Curupira, figura do folclore que estamos discutindo", observa. Na Escola da Rua, espaço que recebe jovens diariamente, sumiram bens de consumo como comida, papel higiênico, uma cafeteira e um rádio. "A gaveta que continha o dinheiro foi arrombada, mas logo hoje não tinha dinheiro lá", pontuou a educadora e assistente de coordenação Ariane Leal Montoro. O ato que aconteceu durante a madrugada é visto com pesar por todos os colaboradores da instituição e os símbolos anti-semitas pichados são, segundo as vítimas, carregados de um valor simbólico muito forte. Na manhã de hoje, as crianças da Escola na Praça aprendiam uma lição: as educadoras explicavam o que significava a suástica e o ódio que ela contém. "Isso é um ato com endereço. Tem gente com ódio do que fazemos", pontua o educador Silvio Ayala. Para Bivar, há muita informação truncada. "A suástica está ao contrário, não dá para entender exatamente o que a pessoa quis dizer com 'morte a juda'. Mas, é fato que sabem que a ONG foi fundada por um judeu e que vários judeus trabalham aqui", pondera. O alarme de uma das casas localizada no bairro paulistano da Vila Madalena tocou, mas a empresa de segurança não pôde fazer nada e só comunicou o incidente. "Não se tem idéia ainda do prejuízo pois duas unidades da ONG foram roubadas. As medidas administrativas provavelmente serão fechar mais a instituição com colocação de grades e troca de sistema de alarmes", aponta a gerente administrativa e financeira da associação Lili Sandberg. "É fato que não tocamos todos. O bairro em que estamos é enorme. E no fim é uma escolha individual. Existem aqueles que trabalham com educação, que buscam alternativas como nós e aqueles que estão inseridos no mundo do crime. Mas, a escolha é do indivíduo", conclui a educadora e coordenadora Lia Roitburd.


Osias Wurman - Jornalismo

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

"A classe média alta é a classe mais baixa da população. Ela está tão desesperada que corre atrás de qualquer coisa que se diga."

por Ana Paula Sousa para Carta Capital

Edição 457

Uma cidade degenerada

O arquiteto Paulo Mendes da Rocha ergue e destrói a paisagem urbana

Da janela do escritório de Paulo Mendes da Rocha vê-se o Edifício Copan, desenhado por Oscar Niemeyer. “É linda essa ponta do prédio, não?” É assim, meio ao acaso, que os mais destacados arquitetos brasileiros se encontram em São Paulo. Mendes da Rocha mantém, no centro da cidade, o estúdio amplo, com lâmpadas industriais, onde foram traçados o Museu de Arte Contemporânea da USP, o ginásio do Clube Paulistano (SP), o Estádio Serra Dourada (GO), a cobertura da Praça do Patriarca (SP) e mais incontáveis obras.

Ganhador do Prêmio Pritzker 2006, espécie de Nobel da arquitetura, Paulo Mendes da Rocha, de 79 anos, vive tempos de celebridade. Para tocar os projetos em andamento (um prédio de habitação “social” em Madri, o campus da Universidade de Vigo, também na Espanha, e a recomposição da antiga Santa Casa, no Rio, entre eles), tem sido obrigado a dizer não para convites vários, de entrevistas a júris internacionais. Mas, na segunda-feira 13, passará a noite a autografar os livros Projetos de 1999-2006 e Maquetes de Papel, editados pela CosacNaify. “Acho tão gentil terem feito os livros”, diz, como se pensasse em voz alta, enquanto gira um compasso no papel.

O arquiteto tem o hábito, entre um cigarro e outro, de desenhar círculos enquanto conversa. É também de grandes voltas que se constitui sua fala. Pensador das cidades, inventor dos espaços, ele anda serenamente aflito. Vê um desastre urbano. Mas não desacreditou das saídas.

CartaCapital: O senhor cansou de dar entrevistas?

Paulo Mendes da Rocha: Você fica num dilema. De um lado, acha que tem de falar porque é um prestígio para a arquitetura e uma forma de levá-la ao conhecimento do poder público. Por outro lado, há o pudor de ser abordado. Mas acho, no fundo, que eu devia me obrigar a dizer certas coisas, porque o que nos persegue, dia após dia, é a aflição com a cidade. Essa é uma questão técnica ligada à arquitetura e ao urbanismo. A rigor, devíamos ser mais ouvidos no plano político, nas questões de desenvolvimento das cidades. É uma pena que haja uma tendência de a arquitetura se tornar banal. Isso é decorrência da vertigem mercantilista do nosso tempo. Precisamos cuidar das cidades. Falamos em água, ar, mas o que pode acabar antes somos nós mesmos.

CC: O Pritzker teve algum efeito político ou o senhor se sente pregando no deserto?

PMR: Politicamente, o prêmio significa que o mundo se preocupa com as coisas das quais eu trato. A questão fundamental das cidades é política. São políticas públicas que direcionam as cidades para um destino ou outro. Quando olhamos da janela uma cidade como São Paulo, vemos uma coisa imensa construída. Acharmos que vemos um desastre é uma desmoralização da imagem que temos de nós mesmos. Trânsito, poluição, ostentação de riqueza e falta de esgoto, má distribuição da população pelas construções nos fazem ver que a arquitetura, sem querer, produziu a desmoralização da técnica. Somos um país onde todos são engenheiros, juristas, economistas e médicos. E o resultado é o desastre. A reflexão, portanto, deveria se dar no campo político. Também é perigoso adotar uma visão esnobe, evitando falar de trânsito por ser um lugar-comum. É importante repetir as reflexões sobre o desconforto nas cidades com outra visão, não superficial.

CC: Quais são os lugares-comuns sobre o trânsito, por exemplo?

PMR: É como se tivéssemos inventado uma máquina de produzir veneno e, todo dia, nos empenhássemos em aprimorá-la. A questão dos transportes é fundamental. Não se trata, puramente, de introduzir conforto. Trata-se de ver que, queimar petróleo para transportar uma pessoa de 60 quilos numa lataria de 700 quilos, que não anda, é um erro grave. É repugnante ver a cidade congestionada de carros que não andam. A questão não é fazê-los andar, é ver que isso não tem saída, o transporte individual é uma bobagem.

CC: Então é uma bobagem construir túneis e viadutos?

PMR: Vai se aprimorando a máquina do veneno. E já não importa que o carro não ande, porque você vê todo mundo lá dentro falando no celular, usando o laptop...

CC: Quando vê, já que os vidros estão pretos.

PMR: Sim, quando vê, porque as pessoas estão escondidas. É um pouco a rota do absurdo. Acho até que isso não é assunto pra mim, mas para Borges, Cortázar ou Rabelais. Quando ouço, no rádio, que são 157,8 quilômetros de congestionamento, penso na linguagem de descalabros do Rabelais. O absurdo pode ir a dimensões do desastre. As pessoas fingem que não são antropófagas, mas são. Está todo mundo caçando feras. Desenvolveu-se uma mentalidade extremamente agressiva nas pessoas, que, entretanto, acham que se comportam bem. Ricos ou pobres, parece que está um querendo matar o outro.

CC: O senhor sempre diz que não existe espaço privado, que todo espaço é público. Esse espírito agressivo está ligado à inversão dessa lógica, à tentativa de transformar a cidade em guetos privados?

PMR: Você já viu isso? Será que me repito muito? Por isso fico preocupado em dar entrevistas. Mas, sim, não há espaço privado. A arquitetura constrói espaços para amparar a imprevisibilidade da vida, não para determinar comportamentos. A cidade é o lugar da liberdade. Você não pode constranger as pessoas no espaço público com dificuldades. Caso contrário, elas desenvolvem a consciência de espaço no espaço imaginado dentro de si, num individualismo atroz.

CC: O que são os prédios que oferecem tudo, de piscina de 25 metros a churrasqueira, que vendem uma idéia de exclusividade?

PMR: É o desvio do conceito de urbanismo. Mas, como você vê, a própria piscina será pública, não de um morador só. Vou falar uma coisa indevida. Imagine uma mãe: quando o filho dela vai para a escola, ele é público. A saúde é uma dimensão pública. O conhecimento é uma dimensão essencial da nossa privacidade enquanto público. Mas estou falando de coisas para filósofo. Deixe exemplificar isso na arquitetura. A casa, enquanto coisa, é da cidade, não é de fulano ou beltrano. Ela se transforma conforme quem compra, vende, aluga. Imagine a crônica do Copan. Quanta gente morou numa casa projetada pelo Niemeyer? O resultado do nosso trabalho é eminentemente público. A água que sai da torneira é pública e está sob responsabilidade de gente que não conhecemos. O pilar do prédio é público: se o morador tira a viga, ele cai. Apesar disso, estamos alienando a consciência sobre nosso estado no universo. Por isso, insisto, as decisões sobre as construções, e nesse sentido a arquitetura, são ações políticas.

CC: Os arquitetos também perderam a dimensão do público?

PMR: Tenho a obrigação de dizer que não. Temos de ter confiança no futuro.

CC: Seu colega Jorge Wilheim perguntou, num texto, quantos arquitetos diriam não para um projeto de edifício neoclássico, tão em voga em São Paulo. Quantos diriam?

PMR: Todos diriam não. Mas, conformistas, vão e fazem. Pense no nazismo e no fascismo. Não aderiram todos? O mercado é um horizonte falso e, se ficar no comando do processo, só produzirá asneiras como a dos neoclássicos. Isso é um engodo de quem precisa continuar com o negócio.

CC: A classe média passou a gostar disso de fato ou, simplesmente, não tem mais gosto?

PMR: A classe média alta é a classe mais baixa da população. Ela está tão desesperada que corre atrás de qualquer coisa que se diga. Como ela é totalmente conformista desfrutante, a propaganda diz o que ela deve dizer e ela diz. O método de produzir a decadência para depois corrigir, a idéia do “quanto pior melhor”, é elaborado pela classe dominante. Aí você chega a um limite em que só a guilhotina resolve. Ninguém agüenta meia de seda, renda de florzinha, cabeleira postiça... Eles mesmos se matam. Mas vamos corrigir as palavras. A classe dominante, no Brasil, é a mais pobre. A exigência maior de uma cidade como São Paulo é habitação, transporte e saúde.

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domingo, 1 de julho de 2007

Ferraz lança obras do 2º Centro Educacional Unificado (CEU)

Fazendo escola

Diário de Suzano

Suzano, SP - domingo

EDGAR LEITE

DE FERRAZ

O prefeito Jorge Abissamra (PSB), o Dr. Jorge, lançou ontem de manhã a pedra fundamental das obras da 2ª unidade do Centro Educacional Unificado (CEU) de Ferraz de Vasconcelos. Desta vez, foi na Vila Margarida. O primeiro já havia sido lançado na Vila Santo Antônio e deve ficar pronto até o final do ano. O da Vila Margarida, no terceiro semestre do ano que vem.

Durante solenidade de lançamento, o prefeito anunciou que a Prefeitura vai investir R$ 3,9 milhões - de recursos próprios e de verbas do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) do Ministério da Educação - em cada CEU de Ferraz. O investimento total - com três unidades previstas - vai atingir R$ 11,7 milhões até o final do ano que vem.

O prefeito afirmou também que até março de 2008, as obras do terceiro CEU serão lançadas no Jardim Castelo. “O Centro Educacional Unificado é um novo conceito de escola”, afirmou o prefeito. A intenção, segundo ele, é manter as crianças por, pelo menos, 8 horas na unidade: sendo 4 horas em atividades pedagógicas e outras 4 horas para atividades esportivas e culturais. “Nos finais de semanas as obras do Centro Educacional vão ficar abertas para a comunidade”, disse.

O CEU da Vila Margarida levará o nome de Kishisaburo Iguchi, pai do ex-prefeito de Ferraz por dois mandatos, Makoto Iguchi. O projeto é semelhante às escolas que a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, implantou na cidade, no intuito de atender mais crianças, e oferecer diversidade de trabalhos extracurriculares.

Vista das piscinas de um dos CEU construidos por Marta Suplicy na periferia de São Paulo

Ontem, além do prefeito Jorge Abissamra, participaram do evento de lançamento os secretários Elias Abissamra (Obras), Flávio Batista de Souza (Esportes), o Inha, além da secretária de Educação Berenice Nascimento Paglia (Educação) que ressaltou o empenho da atual administração em aprimorar o ensino público municipal, entre outros.

OS EQUIPAMENTOS O CEU inclui creche, Escola de Educação Infantil, Escola de Ensino Fundamental, playground, centro comunitário, teatro, cinema, biblioteca, quadras de esportes, piscinas, vestiários, ateliês, estúdios para oficinas de vídeo, e fotografia, telecentro, pista de skate e área verde. O CEU oferecerá educação, esporte, cultura, lazer e aulas de informática em um mesmo local.

“Esse projeto é um passo importante para um novo conceito em educação. O CEU de Ferraz será um exemplo para o Estado de São Paulo”, disse o prefeito de Ferraz de Vasconcelos.

O CEU será construído numa área de 4 mil metros quadrados de obra e com a infra-estrutura montada no local chegará a 6 mil metros quadrados.

De acordo com o prefeito, o projeto oferece formação em recursos educativos e culturais, integrados com a realidade da comunidade e direcionada a toda a família. “Trata-se de uma escola que visa formar cidadãos multiplicadores dos conceitos ali desenvolvidos”, disse.

Com a construção do CEU, a Prefeitura de Ferraz dará um salto significativo na criação de equipamentos públicos.

Pedágio fica mais caro hoje em SP em até 26%

DA FOLHA RIBEIRÃO

A tarifa de pedágio nas rodovias administradas por concessionárias em São Paulo fica mais cara hoje. O preço vai subir até 26,31%, segundo a Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo), com aumento médio de 4,96%.

A maior tarifa continua sendo de Piratininga-Riacho Grande, na Anchieta-Imigrantes, que passa de R$ 14,60 para R$ 15,40 (5,48% a mais).
O maior índice de reajuste é o da praça de São Roque, na rodovia Raposo Tavares, que passa de R$ 3,80 para R$ 4,80 (26,31%) devido à reclassificação da via -duplicada em um trecho de 12,3 quilômetros.

O reajuste é feito anualmente com base no IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), que entre junho de 2006 a maio deste ano ficou em 4,39%. Leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes)

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Pedágio nas alturas

PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

Não é possível que tudo continue aumentando acima da inflação exceto o salário. Agora é a tarifa do pedágio nas rodovias administradas por concessionárias em São Paulo.

Numa das praças de pedágio o reajuste será de 26,31%, com a desculpa de que houve duplicação num trecho de 12 quilômetros da Rodovia Raposo Tavares.

Pedágio não é só para quem usa a estrada. Esse custo será repassado para os produtos com reflexo no custo de vida, afinal o escoamento da produção industrial e agrícola tem que passar por alguns dos 77 pedágios do Estado.

Para uma inflação média de 3 a 4% (dependendo do índice), os pedágios aumentarão em média 5%. Também quem não quiser arriscar viagem aérea nas férias e optar em ir de carro tem que preparar o bolso.

Escrito por Maria Inês Dolci

terça-feira, 26 de junho de 2007

Lula e Serra assinam acordo para investimentos de R$ 7,3 bi em SP

Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra, assinaram nesta terça-feira um acordo de cooperação para investimentos de R$ 7,39 bilhões em obras de saneamento e urbanização em São Paulo, previstos no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) para o período de 2007 a 2010. Ontem, o governo federal informou erroneamente que o total seria de R$ 7,8 bilhões.

Segundo o combinado, o governo federal irá desembolsar R$ 4,92 bilhões, enquanto a contrapartida do governo estadual ficará em R$ 1,82 bilhão e a dos municípios, em R$ 605 milhões.

As obras de saneamento básico e urbanização inclui favelas na região metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista. De acordo com o governo federal, três milhões de famílias de 58 municípios (27 das regiões metropolitanas da capital, 14 da região de Campinas e oito da Baixada Santista, além de nove cidades com população superior a 150 mil habitantes) serão beneficiadas.

Entre as favelas que serão urbanizados estão Paraisópolis, Pantanal e Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Também será feita a recuperação de mananciais no entorno das represas Bilings e Guarapiranga; a despoluição da Baía de Santos e da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí; a extinção de palafitas (Baixada Santista); obras de saneamento básico no entorno do Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas); obras de abastecimento de água e esgoto sanitário na região de Diadema.

O acordo foi assinado no Palácio dos Bandeirantes. Também estão presentes a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e o ministro das Cidades, Marcio Fortes.

Além das contrapartidas de Estados e municípios, nos próximos quatro anos o governo federal prevê investir R$ 40 bilhões em projetos voltados prioritariamente para o abastecimento e tratamento de água e esgoto, recuperação de mananciais, remoção de áreas de risco e erradicação de palafitas em todo o país.

Os recursos federais são provenientes do Orçamento Geral da União, do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

segunda-feira, 25 de junho de 2007

São Paulo: Câmara Municipal lança a Frente Parlamentar de Apoio às Micros e Pequenas Empresas

Será lançada no dia 28 de junho, às 19h, no salão nobre da Câmara Municipal, a Frente Parlamentar de Apoio às Micros e Pequenas Empresas, com objetivo de criar políticas públicas que incentivem a atividade econômica dessas empresas por meio de ações parlamentares, palestras com especialistas da área de marketing, administração, tributaristas, entre outros.

A Frente Parlamentar é suprapartidária e já tem a adesão de 30 vereadores de todos os partidos, o que deve assegurar grande força política em sua atuação na defesa das micros e pequenas empresas, na cidade de São Paulo.

Os parlamentares que já integram a Frente são: Francisco Chagas, José Rolim, Toninho Paiva, Celso Jatene, João Antonio, Donato, Aurélio Nomura, Adilson Amadeu, Goulart, Zelão, Arselino Tatto, Dalton Silvano, Gilberto Natalini, Carlos Alberto Bezerra Jr, Antonio Carlos Rodrigues, Claudinho, Mário Dias, Paulo Fiorilo, Marta Costa, Noemi Nonato, Russomano, Eliseu Gabriel, Atílio Francisco, Carlos Apolinário, Ademir da Guia, Lenice Lemos, Myryam Athiê, Wadih Mutran, José Police Neto (Netinho) e José Américo.

Entidades como FIESP, SEBRAE, Associação Comercial, além das principais centrais sindicais também estão convidadas para o evento que espera contar também com a presenças dos micros e pequenos empresários da cidade.

Para o vereador José Américo, proponente da Frente, “o grupo já tem a tarefa de ajudar na elaboração de uma lei municipal, baseada na Lei Geral das Micros e Pequenas Empresas, aprovada pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2006. Segundo ele, “entidades como a FIESP, o SEBRAE e a Federação do Comércio, já têm uma proposta de regulamentação desta lei para os municípios, que pode ser um ponto de partida para o debate na cidade de São Paulo”, finalizou o vereador.

Mais informações: 11 6824-4409.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Melhor escola de SP fica em 90º lugar entre as municipais no País

Nenhuma paulistana está no topo do ranking com Ideb igual ou superior a 6, na escala de 0 a 10

Maria Rehder

Nenhuma escola da rede municipal de São Paulo aparece no topo do ranking das melhores do País, que tiveram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) superior a 6, em uma escala de 0 a 10. Entre as dez melhores escolas públicas de 1ª a 4ª séries do País, três são do interior paulista: a terceira melhor foi a Emef Professora Helena Borsetti, de Matão, com Ideb 7,3; a sexta melhor foi a Emef Leonor Mendes de Barro, de Barra do Chapéu, no Vale do Ribeira, com Ideb 7,1; e a nona é de Juquiá, a escola João Adorno Vassão, com 6,7.

Já a melhor escola da capital de 1ª a 4ª séries - a Emef Jackson de Figueiredo, localizada no Tatuapé, na zona leste da cidade - só aparece em 90º lugar no ranking geral das escolas municipais do Brasil, com Ideb 5,9. Leia mais no O Estado de São Paulo (para assinantes)

domingo, 3 de junho de 2007

Governo Alckmin: Carandiru teve implosão superfaturada

Marcelo Godoy

A implosão da Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru do cinema, do massacre de 111 presos e das fugas e rebeliões, foi superfaturada. Essa é a conclusão de investigação feita pela Corregedoria-Geral da Administração de São Paulo. O prejuízo aos cofres públicos na obra que transformou em pó o maior presídio da América Latina ainda não foi totalmente calculado, mas a corregedoria já constatou que ele chega pelo menos a R$ 547 mil.

Esse valor se refere somente aos serviços que foram averiguados, pois o órgão reconhece não ter conhecimento técnico para verificar todos os itens contratados. Ou seja: o rombo pode ser maior. Toda a documentação está com o Ministério Público Estadual (MPE).

Leia mais aqui
no jornal O Estado de São Paulo

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Rodoanel: TCU manda cortar verba, por superfaturamento

Alegação é de que aditamentos elevaram custo do Trecho Oeste em 79%

Eduardo Reina para o jornal O Estado de São Paulo

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ontem a suspensão de verbas para o pagamento de obras do Trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas. Ainda restam pagamentos adicionais, com recursos federais, relativos à obra concluída em 2002.

Técnicos do tribunal constataram existência de sobrepreço, superfaturamento, pagamentos indevidos e aumento de valores em até 79,87%, devido a aditamentos de serviços no projeto básico, realizados na gestão Geraldo Alckmin (PSDB). O Trecho Oeste ainda é alvo de pedidos de CPIs na Assembléia Legislativa de São Paulo. Leia mais aqui