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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O leão demo-tucano é voraz


Demos e tucanos só juram por uma bíblia: redução de impostos. Fazem o maior barulho sobre o tema e apóiam toda e qualquer manifestação contra os abusos do leão.

Os jornais estão lotados de pregações diárias dos mesmos e são apoiados pela sua gestão "responsável" onde o Estado é administrado como uma empresa, gastando pouco, arrecadando menos ainda e fazendo o interesse público.


Bem esse é o mundo da fantasia. O da realidade está estampado no Jornal da Tarde de hoje: em São Paulo a carga tributária aumentou 120% acima da inflação. No IPTU esse aumento chega a 157%.

Os adíeis da redução de impostos, porém, persistem no famoso "façam o que eu digo e não o que eu faço". Na cidade de São Paulo estão com mais de R$ 1 bi no banco e nada de diminuição do IPTU, ao contrário, o numero de domicilios isentos do imposto que Marta estabeleceu em 1 milhão 200 mil domicilios hoje cairam para 900 mil. Mais familias pagando IPTU.

No Rio, o amigo de Kassab, Cesar Maia enfrenta até uma greve de IPTU.

Todos eles possam de bom moços no quesito impostos e a mídia os reverencia como bons administradores e verdadeiros gerentes.


Em verdade, verdadeiros fariseus.


LF


Clique na imagem para ampliar e ler o artigo do JT

São Paulo: Linha 2 do metrô é a mais lotada do planeta

Estação Sé do Metrô lotada nesta manhã em São Paulo

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COM 12,8 MILHÕES DE USUÁRIOS, A LIGAÇÃO ENTRE LESTE E OESTE DA CAPITAL SUPERA LINHAS DE CIDADES COMO HONG KONG

A linha 3-vermelha do Metrô, que no ano passado transportou 283 milhões de pessoas, tem o maior número de passageiros por quilômetro entre os principais representantes desse tipo de transporte do mundo. Isso traduz para números os empurrões e apertos enfrentados pelo usuário dos horários de pico.
Os dados e a afirmativa são da própria companhia. No ano passado, foram 12,8 milhões de passageiros/km por ano. A linha 3 tem 22 km de extensão e liga Itaquera (zona leste) à Barra Funda (oeste).
"É a linha mais densa do mundo", diz Milton Gioia, chefe de operações do Metrô. A companhia alegou acordo de confidencialidade entre os integrantes da CoMET (Community of Metros) -que reúne empresas de outros países-, para não revelar números de outra cidades. A CoMET também foi procurada, mas se negou a passar os dados.
Na medição da malha inteira, o Metrô de São Paulo é o terceiro mais denso, com 10 milhões de passageiros/km. Tóquio tem 11,5 milhões e Hong Kong,10,4 milhões.
"Espero 30 minutos, uma hora para o trem esvaziar", diz a ajudante de cozinha Nádia Nascimento Brandão, 20 anos, sentada na plataforma da estação Barra Funda.
A integração com a Companhia de Trens Metropolitanos na Barra Funda e no Brás, em 2000, foi o que alçou a linha 3 à condição atual, avalia Gioia. Em dois anos (1999 a 2001) o número de passageiros/ano cresceu 27,5 milhões.
O sentimento de superlotação também se deve ao "movimento pendular" na linha: a maioria dos usuários viaja em um único sentido no mesmo horário -leste-oeste de manhã e o inverso à tarde. " De manhã são 74,5 mil passageiros por hora que saem do leste para o oeste", diz Gioia. Na linha 1-azul, "mais equilibrada", a concentração é em dois sentidos: norte-centro/sul-centro de manhã e centro-norte/ centro-sul à tarde. Para aliviar a situação, o Metrô aposta na redução do intervalo entre trens, de 101 segundos para 85 segundos, prevista para ocorrer em dois anos e meio. (Vitor Sorano)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Acréscimo ao meu comentário no Diálogos e Pérolas


Pesquisa IBOPE, aniversário de São Paulo:

95% afirmam que existe corrupção na política da cidade.

87% consideram a cidade pouco ou nada segura para morar.


77% consideram que os investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos.


54% dizem que a Prefeitura está entre às menos confiáveis das instituições. (Este dado nem é mencionado pelo
Estadão).

70% acham a saúde pública ruim.


55% estão insatisfeitos com o transporte público.


60% também consideram ruim a educação pública.


61% estão insatisfeitos com a habitação popular.



Leia no blog

Diálogos e Pérolas


A arte de esconder o essencial de uma pesquisa

O bico dos tucanos é uma boquinha

De Alckmin para Serra

Caneta na mão.
A nota que sinaliza preferência pela reeleição de Gilberto Kassab, divulgada pela bancada do PSDB na Câmara de São Paulo, reflete uma preocupação concreta: se Geraldo Alckmin entrar na disputa, os vereadores terão de entregar seus cargos nas subprefeituras, máquinas eleitorais poderosas. (PAINEL da FOLHA).


De Serra para Alckmin

Serra e a turma da boquinha
De José Serra, sobre as reclamações da turma de Geraldo Alckmin de que teria demitido o grupo do ex-governador quando assumiu o governo de São Paulo: "Quem presta do PSDB está no meu governo. Os que não estão são a turma da boquinha. (RADAR da VEJA)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A arte de esconder o essencial de uma pesquisa


Uma pesquisa IBOPE encomendada por uma ONG sobre São Paulo é reproduzida hoje nos jornais de São Paulo.

Ela é uma condenação clara da administração PSDB-DEM de Gilberto Kassab e José Serra.


Mas o leitor terá dificuldade para perceber isto com clareza, as manchetes não permitem ver, ocultam e sonegam o que é fundamental.


A principal manchete sobre o tema, na
Folha de São Paulo, é que 55% sairiam da cidade se tivessem chance. Iriam de férias? sairiam para o carnaval? não! 55%, segundo o IBOPE, mudariam de cidade e não gostariam viver mais em São Paulo.

Porque?


Nenhuma manchete disse o motivo pelo qual 55% da população gostaria ir embora para outra cidade.

A pesquisa IBOPE, porém, dá dicas do motivo:


95% afirmam que existe corrupção na política da cidade.

87% consideram a cidade pouco ou nada segura para morar.


77% consideram que os investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos.


54% dizem que a Prefeitura está entre às menos confiáveis das instituições. (Este dado nem é mencionado pelo
Estadão).

70% acham a saúde pública ruim.


55% estão insatisfeitos com o transporte público.


60% também consideram ruim a educação pública.


61% estão insatisfeitos com a habitação popular.


6,7% foi a nota média atribuída à qualidade de vida na cidade.


Como se vê, um verdadeiro balanço que questiona diretamente o poder público municipal e estadual (vale a pena destacar que segundo a pesquisa o governo federal e a igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos).


Isto esta inteiramente escamoteado nas manchetes e chamadas dos jornais, mesmo se todos os dados reproduzidos aqui, neles figuram.


Outra curiosidade é a ausência de comparações com pesquisas feitas em outros aniversários da cidade, como por exemplo em 2004. É verdade que talvez não exista pesquisa IBOPE a cada ano, permitindo essa comparação.


Mas alguns elementos chamam a atenção.

Por exemplo a saúde pública, que os jornais gostam de lembrar como a área pior avaliada da administração anterior, são 70% hoje os que consideram ela ruim (eram 55% em março de 2004 segundo Datafolha).


A nota da cidade hoje é de 6,7 (a nota em janeiro de 2004, segundo Datafolha era 7,7).


O transporte público é reprovado por 55% hoje (era reprovado por 36% em março de 2004, segundo Datafolha).


A seguir alguns artigos publicados pela Folha de São Paulo em janeiro de 2004 e alguns de hoje.


Luis Favre


25 de janeiro de 2004
SP 450


AUTO-ESTIMA EM ALTA



Aumenta a nota média dada pelo morador da capital à sua cidade _de 6,5 passou para 7,7, da mesma forma que cresce o orgulho e o grau de satisfação com a metrópole; diminui o número dos que querem se mudar para outro lugar

Paulistano tem orgulho de São Paulo LUIZ CAVERSAN
DA REPORTAGEM LOCAL

São Paulo chega aos seus 450 anos com a auto-estima dos paulistanos em alta.
Apesar de apontar uma série de problemas na metrópole, com destaque para a violência (leia nas páginas 4 e 5), a maioria dos cidadãos, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, está satisfeita em morar em São Paulo, da mesma forma que aumentou o orgulho tanto em relação à cidade quanto ao bairro em que o entrevistado mora.
Isso resultou no significativo aumento da nota dada à cidade.
Ao atribuir 7,7 em média para São Paulo, o paulistano faz a avaliação mais positiva desde que o Datafolha passou a realizar esse tipo de levantamento, em 1997, quando a nota alcançada foi 7,3.
Depois disso, o conceito da metrópole de acordo com a opinião dos habitantes caiu para 7,2 em 2000, permaneceu na casa dos 6% ao longo de 2001 e dá, agora, um salto de 1,2 ponto percentual.
Assim como a nota média, nunca foi tão alto o grau de satisfação do morador com sua cidade, situação oposta à do grau de insatisfação, que se encontra em baixa acentuada.
A satisfação de viver na principal metrópole do país vinha caindo desde que a pesquisa começou a ser feita há sete anos, quando 41% dos paulistanos diziam estar "muito satisfeitos" de morar em São Paulo. O patamar mais baixo deste quesito foi atingido em janeiro de 2001, quando o índice foi de apenas 25%. Houve oscilações ao longo de 2001, mas a curva se tornou ascendente no final do ano, chegando aos 46% atuais.
Esse percentual, 46%, é exatamente o mesmo daquele que se refere aos paulistanos que dizem estar apenas "um pouco satisfeitos". Mas é importante notar que esse número era de 51% na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2001.
Quanto à insatisfação, que estava na casa dos 10% em 1997, subiu sucessivamente para 17% (em 2000), 21%, 21% e 25% (ao longo de 2001), caiu para 17% (em dezembro daquele ano) e chega a apenas 7% agora.
Outro indicador indiscutível do aumento da auto-estima do paulistano está contido nas respostas à seguinte pergunta, apresentada pelo Datafolha: "Você diria que tem mais orgulho do que vergonha ou mais vergonha do que orgulho de morar em São Paulo?".
A resposta é um verdadeiro "presente" para a cidade: nada menos que 83% dos entrevistados responderam que têm mais orgulho do que vergonha de residir na metrópole.
O instituto de pesquisa já havia apresentado essa mesma questão em levantamento realizado em abril de 2000. Na ocasião, o índice atingido foi de 59%.
Ou seja, São Paulo comemora hoje 450 anos com um aumento de 24 pontos percentuais no número de habitantes que se dizem orgulhosos de sua cidade.

Assim como em levantamentos anteriores, São Paulo continua sendo identificada por seus moradores como cidade de ofertas de trabalho e emprego.
Na verdade, essa é a sua principal vantagem, de acordo com as respostas dadas ao Datafolha.
No total, 32% dos entrevistados disseram isso, que a maior vantagem de se morar na cidade é desfrutar do mercado de trabalho.
É forçoso notar, no entanto, que o número alcançado pela atual pesquisa do Datafolha continua muito menor do que aquele auferido em 1997, quando nada menos do que 51% apontavam oportunidade de trabalho/emprego como a vantagem primeira de se viver em São Paulo.
Antes disso, o índice já havia despencado 13 pontos percentuais, de 1997 para a pesquisa realizada em 2001 (quando ficou em 38%). Nova queda é verificada agora, no caso bem menor, de 6 pontos percentuais.
Em segundo lugar no levantamento, com 22%, ficaram aqueles que deram respostas variadas à mesma pergunta (apontaram vantagens como como opções de escolas/educação, condições de transporte coletivo, cidade solidária, entre outros).
A seguir, com 17% das respostas, surgiu uma característica tradicionalmente relacionada a São Paulo, que é a de cidade em que se encontra tudo o que se procura ou tudo aquilo de que se precisa.
Na sequência dos que vêem vantagens em morar na capital vieram aqueles que apontaram o fato de São Paulo ter muitas opções de cultura e lazer, ser um bom local para ganhar dinheiro e uma cidade em que há bom atendimento na área de saúde.
Mas 12% dos entrevistados afirmaram que não há vantagem nenhuma em morar em São Paulo, e 9% não souberam responder ou não se lembraram de aspectos para destacar.
A pesquisa do Datafolha procurou aferir também do que o paulistano se lembra primeiro quando pensa na cidade de São Paulo. Predominaram os aspectos negativos da cidade (leia nas páginas 4 e 5), mas, na comparação com levantamentos anteriores, aumentou o percentual dos aspectos positivos relacionados. De fato, o que mais é lembrado sem que seja algo negativo refere-se a temas neutros, como locais (Ibirapuera, por exemplo) ou atributos da cidade (prédios altos). Esses ítens somaram 23%, contra 10% da pesquisa anterior.
Quanto aos pontos positivos relacionados pelos entrevistados, em primeiro lugar ficou, mais uma vez, alternativas de trabalho/emprego (4%), seguidas de opções de cultura de lazer (2%).
Finalmente, para confirmar a ascensão da auto-estima do paulistano é possível citar as respostas à pergunta: "Se você pudesse, mudaria de São Paulo?".
Foi atingido o menor índice (51%) dentre os que afirmaram que, sim, mudariam da cidade -esse número já foi 59% em 97, 64% em 2000 e 61% em 2001.




25 de janeiro de 2008

55% dos paulistanos sairiam da cidade se tivessem chance

Apesar disso, SP foi apontada como um lugar bom para morar por metade dos entrevistados

Segundo pesquisa do Ibope, insatisfação é recorrente quando se trata de transporte coletivo, saúde pública e educação pública

DA REPORTAGEM LOCAL

Um total de 55% dos paulistanos sairiam da capital para viver em outro município se tivessem a oportunidade. Esse é um dos dados obtidos pela pesquisa Ibope realizada a pedido do Movimento Nossa São Paulo para comemorar o aniversário da cidade.
O objetivo era analisar a percepção que o morador tem da capital paulista. Foram entrevistados 1.512 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 14 de janeiro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
As questões trataram de segurança, saúde, educação, inclusão social e qualidade de vida na cidade. Apesar de a maioria dizer que deixaria a cidade, São Paulo foi classificada como um lugar bom para se morar por 50% dos entrevistados.
Com relação à violência, 58% consideram a cidade "pouco segura" e 20% afirmaram já ter sido assaltados. A insatisfação das pessoas é recorrente quando se trata de transporte coletivo (55%), saúde pública (70%) e educação pública (60%).
A pesquisa mostra ainda que muitos nem sequer sabem o que é "subprefeitura". Um total de 24% dos entrevistados nunca tinha ouvido falar na palavra "subprefeitura".

Administração
Os entrevistados avaliam que 77% dos investimentos públicos feitos na cidade são voltados para a população rica. E 95% consideram que existe corrupção na política do município e 10% admitiram ter pago propina a funcionário público nos últimos 12 meses.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM), questionado sobre as avaliações ruins a respeito da administração municipal, afirmou que as percepções dos moradores serão levadas em conta nas ações do governo para "acertar ao máximo e errar o mínimo possível".
"Os indicativos [do movimento] nos ajudam a consolidar o nosso direcionamento no sentido de fazer a cidade mais justa, mais humana. E que possamos, ao longo do tempo, corrigir as distorções que foram feitas", afirmou.
Segundo ele, ocorreram avanços nas áreas da saúde e da educação, com o fim das salas de aula de lata e do turno da fome. "É uma cidade que tem sim desigualdades e compreendemos as pessoas que têm pressa nessa alteração. E a prefeitura tem pressa. Todas as nossas ações são no sentido de reverter essas desigualdades que aconteceram e foram consolidadas na cidade", afirmou.


25 de janeiro de 2004

SP 450

PERMANÊNCIA DO MEDO



A falta de segurança continua sendo o principal foco de preocupação de quem vive em São Paulo: é apontada como a primeira idéia que surge na cabeça e a maior desvantagem para quem enfrenta o cotidiano da metrópole



Cidadão aponta a violência como 1º problema DA REPORTAGEM LOCAL

Violência nas ruas, assaltos, crimes, falta de segurança, medo de bandidos, outras violências.
Essas foram as principais respostas dadas pelo paulistano ao pesquisador do Datafolha que perguntou: "Qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando você pensa na cidade de São Paulo?".
As respostas fazem parte de um agrupamento realizado pelo instituto de pesquisa sob a identificação "aspectos negativos da cidade", que correspondeu a 55% das respostas, ou seja, à maioria absoluta delas. Não só fazem parte como se destacam: mais de um quarto das respostas (27%) se referem à falta de segurança como primeira coisa que é lembrada a respeito de São Paulo.
Mas o reflexo da criminalidade no imaginário ou no cotidiano das pessoas não pára por aí. Esse é também o item mais citado quando a questão é a principal desvantagem de morar na cidade.
Há, porém, dois pontos a serem observados aqui, um "a favor" outro "contra".
"Contra": desde 1997, quando o Datafolha fez as mesmas perguntas pela primeira vez, a violência é a lembrança mais imediata do paulistano e também apontada como a maior desvantagem.
"A favor": houve uma queda no índice da violência como primeira lembrança que surge na cabeça: era de 17% em 97, subiu para 29% em 2000, para 33% em 2001 e desceu agora para 27%.
Obviamente não é apenas a falta de segurança que incomoda o paulistano, e a pesquisa do Datafolha deixa bem claro isso, a rigor revelando um paradoxo: se nas respostas que se referem aos aspectos positivos da cidade as oportunidades de trabalho aparecem em primeiro lugar (leia nas páginas 2 e 3), o desemprego é o segundo item que vem à lembrança dos entrevistados, da mesma forma que surge logo em seguida da violência no quesito principal desvantagem da cidade.
E mais uma vez há pontos que devem ser notados. Se em 1997 o desemprego como primeira idéia atingia 5%, em 2000 saltou para 13%. A seguir, foi a 10% em 2001, caindo agora para os 8% assinalados pelo Datafolha.
Na trajetória oposta, observa-se que, em 1997, 8% disseram que o desemprego era a maior desvantagem de São Paulo, em 2000 esse número subiu para 11% (não houve pesquisa sobre a questão em 2001) e em 2003 o índice atinge 14%, o maior de toda a série.
Os demais itens apontados pelo paulistano como primeira lembrança foram: trânsito (3%, o mesmo percentual da pesquisa anterior) e problemas ambientais/poluição (3%, 9 pontos a menos que no último levantamento, de 2001). Sobre as outras desvantagens da cidade relatadas pelos moradores, os números são os seguintes pela ordem: poluição (6%), trânsito (5%), custo de vida alto (4%), superpopulação (2%), transporte coletivo deficiente (2%) e falta de moradia (1%).
Deram respostas variadas a esta questão (poluição sonora, correria, pobreza, estresse etc), 14%, 8% não souberam responder e 5% responderam que não há nenhuma desvantagem em morar na cidade.
O tema violência, ou falta de segurança, ainda não pode ser abandonado, no entanto, porque ele está ligado a duas outras questões apresentadas pelo Datafolha, uma relativa aos hábitos noturnos dos moradores, outra sobre qual presente o paulistano gostaria de dar para São Paulo.
Quanto à vida noturna, a maioria dos habitantes (48%) continua afirmando, assim como o fez em nove pesquisas anteriores, que evita locais, ruas ou pessoas da vizinhança quando resolve passear pelas cercanias de sua casa depois do anoitecer.
Esse é o menor patamar de todas as pesquisas, sendo que o mais baixo fora registrado, anteriormente, em 1999 e 2000 (56%).
Em contrapartida, aumentou muito o índice daqueles que afirmaram que simplesmente não saem mais para passear depois que o dia termina: quase triplicou, passando dos 5% em 2002 para surpreendentes 14% agora.
Com relação ao presente que o cidadão daria à sua cidade no dia do aniversário, eis que mais uma vez a presença da violência se faz sentir forte.
Nunca, na história das pesquisas realizadas pelo Datafolha, tantos disseram que querem dar segurança, mais segurança, paz ou uma cidade mais pacífica de presente para São Paulo.
Pela primeira vez desde que a pergunta é feita aos cidadãos, essa resposta passa a casa dos 20%, atingindo 21%, embora seja importante lembrar que ela sempre esteve em primeiro lugar.
Em 1997, estava na casa dos 15%, caiu para 13% em 2000, subiu para 19% em 2002 e, no presente levantamento, galgou mais dois pontos percentuais.
A segunda resposta dada pelos entrevistados também tem a ver com os aspectos negativos da cidade e também experimenta uma curva ascendente. Trata-se de mais trabalho e emprego. Em 1997, 6% desejavam dar isso de presente à cidade. O número subiu para 9% em 2000, 10% em 2001 e atinge 11% em 2003.
O item que aparece em terceiro lugar diz respeito ao ambiente, uma vez que 9% responderam que querem a cidade submetida a uma limpeza geral ou com mais árvores, menos poluição ou rios limpos ou com o ar mais puro.
A preocupação nesta área aumentou bastante, porque na pesquisa anterior ambiente era mencionado somente por 4% dos entrevistados.
Os dois aspectos que vêm a seguir, no rol dos presentes para a cidade, são relativos à administração pública (administrador, prefeito, vereadores ou governador melhores) e ao apoio à população carente. Do total de entrevistados, apenas 2% disseram que não gostariam de dar nenhum presente para São Paulo. (LUIZ CAVERSAN)









25 de janeiro de 2004

SÃO PAULO, 454 ANOS / PESQUISA


Bombeiros são "heróis"; vereadores, "vilões"

Segundo pesquisa do Ibope, 95% dos paulistanos confiam no Corpo de Bombeiros e 68% não confiam na Câmara Municipal

Prefeitura está entre as instituições que mais contribuem para melhorar a vida na cidade, embora seja vista como pouco confiável

MARIANA BARROS
DA REDAÇÃO

A aura de heroísmo que cerca os bombeiros se mostrou bastante sólida -pelo menos entre os paulistanos. Segundo a pesquisa Viver em São Paulo, feita pelo Ibope e apresentada ontem, junto com os indicadores do Observatório Cidadão Nossa São Paulo, o Corpo de Bombeiros é a instituição que mais inspira a confiança de quem mora na capital paulista: 95% crêem no órgão.
No outro extremo, a Câmara Municipal desponta como a instituição menos confiável de São Paulo, segundo os próprios habitantes. Dos 1.512 entrevistados, 68% têm um pé atrás com o legislativo municipal, em que apenas 27% confiam.
Quando questionados sobre quais são as instituições que mais contribuem para melhorar a qualidade de vida na cidade, a Câmara Municipal obteve resposta unânime: não foi apontada em primeiro lugar por nenhum dos entrevistados.
Falta de popularidade semelhante é compartilhada pelos partidos políticos, que também, segundo a visão dos paulistanos, não contribuem para melhorar a vida de ninguém.
Já o governo federal e a Igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos, segundo 11% dos entrevistados. Em seguida, com 9% das menções, vem a prefeitura, seguida por universidades (8%), meios de comunicação (7%) e associações de bairro (6%).
Quando somadas as menções de primeiro, segundo e terceiro lugares , a Igreja aparece como a mais lembrada, com 27% -número que, entre os evangélicos, sobe para 48%. A prefeitura e os meios de comunicação empatam com 22%, seguidos pelas universidades (20%), pelo governo federal (19%) e pelas associações de bairro (17%).

"Queridinhos"
Depois do Corpo de Bombeiros, os Correios estão em segundo lugar entre os "queridinhos" dos paulistanos, inspirando confiança de 91%. Também têm alto índice de confiança a Sabesp (81%), o Metrô (80%) e o Procon (77%).
Entre as instituições menos confiáveis, depois da câmara, vêm o Tribunal de Contas do Município (62%), o Ministério Público (57%), o Poder Judiciário (56%) e, curiosamente, a prefeitura (54%) -apesar de esta aparecer em segundo lugar entre as instituições que, segundo os paulistanos, mais contribuem para a qualidade de vida na cidade.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A gambiarra é do PSDB, mas Sherlock Serra já decidiu que foi o PT


Segundo a Folha de São Paulo, para o governador Serra o novo incêndio no HC é um ato criminoso de responsabilidade do PT. Para O Estado de São Paulo a gambiarra pode ter a ver. O sherlock Serra é avesso a fumo, diferentemente do célebre detetive inglês e seu famoso cachimbo. Mesmo careca, o nosso governador dispensa o famoso gorro do detetive. Além destas diferenças, tem uma que é crucial: o inglês investigava antes de manifestar suas conclusões e o nosso amador tupiniquim chega e sai atirando. Ele procura um bode expiatório para encobrir tanta incompetência com incêndios, pane no metrô e túneis que desabam. Em verdade o PSDB é o principal suspeito, eles é que governam faz 16 anos o Estado. Elementar, meu querido Watson.

Para Serra, fogo pode ter sido criminoso

O governador citou o fato de o incêndio ter ocorrido em uma sala fechada e disse que essa hipótese será investigada

Os sindicatos dos médicos e dos funcionários criticaram a declaração do governador sobre sabotagem, dizendo que isso gera insegurança

MARINA GAZZONI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem que o incêndio que atingiu uma sala do HC (Hospital das Clínicas) ontem de manhã pode ter sido "provocado", e não acidental. O HC faz parte da rede estadual de saúde. "O incêndio foi numa sala fechada, sem elementos de combustão. Existe a hipótese, que vai ser investigada, de que foi provocado", afirmou o governador em entrevista coletiva.
A Folha apurou que, no governo, existe suspeita de sabotagem porque o incêndio não teve uma causa relacionada com a engenharia e a manutenção do prédio.
Essa suspeita baseia-se no fato de que alguns setores tiveram seus interesses contrariados pela direção do hospital. Há, por exemplo, funcionários descontentes com medidas de moralização adotadas pela direção do hospital, como exigência de cumprimento da jornada de trabalho.
Além disso, cerca de 300 funcionários aposentados foram demitidos no fim do ano passado, porque acumulavam aposentadoria e salário da ativa. Por fim, foi feita uma revisão dos contratos do hospital, incluídos os de terceirização de pessoal (prestação de serviços).

Provocação
Na entrevista coletiva, Serra acusou o PT -partido que faz oposição ao governo estadual- de influenciar o Sindicato dos Funcionários e Servidores do Hospital das Clínicas.
De manhã, a entidade tinha afirmado que pediria a interdição do prédio até que fossem realizadas obras de segurança -à tarde, após uma reunião com a superintendência do HC, voltou atrás.
"O sindicato lá é petista. Essa manifestação é atitude de quem torce pelo pior e age com base em provocação para enfraquecer a diretoria do HC. Isso é provocação petista", disse Serra. "Toda vez que um dirigente sindical falar, é interessante ver a que partido pertence e qual é o esquema político que está procurando servir."
Itamar Marinho da Costa, presidente do sindicato dos funcionários, diz que "não faz política com a desgraça dos outros" e que Serra está mal assessorado. Sobre a questão da sabotagem, o sindicalista disse que a declaração é precipitada.
A hipótese de incêndio "provocado" foi criticada também pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo. Para o presidente da entidade, Cid Carvalhaes, a declaração do governador foi "infeliz e inadequada".
"O governador não pode pura e simplesmente lançar uma suspeita, sem fundamento nem explicação. Isso gera ainda mais insegurança", afirmou.
"A declaração foi inoportuna, extremamente inábil e não se justifica. O que se espera de um governador é maior sensatez", acrescentou Carvalhaes.
O Sindicato dos Médicos solicitou uma reunião com os dirigentes do Hospital das Clínicas para saber das condições de segurança do edifício. "Já havíamos pedido explicações logo após o primeiro incêndio [no dia 24 de dezembro], mas até hoje não tivemos resposta. Se não obtivermos explicação, vamos acionar o Ministério Público e o Judiciário."

Obras
Em nota, o HC afirmou que as obras para a recuperação da rede elétrica danificada no incêndio de dezembro foram iniciadas ontem. O investimento previsto é de R$ 2,78 milhões, e o prazo de entrega, abril.
Os promotores José Carlos de Freitas e Anna Trotta Yaryd farão hoje uma inspeção no HC acompanhados de técnicos dos Bombeiros e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).
Se for constatada necessidade de obras emergenciais, devem acionar a Justiça para pedir a liberação "imediata" de verba. Desde 2005, a promotoria investiga a falta de segurança no prédio e cobra reformas.


Colaborou CINTHIA RODRIGUES



HC tem incêndio perto de gambiarra na fiação; Serra fala em sabotagem

Ninguém ficou ferido e não houve tumulto; fogo começou em sala fechada onde são guardados equipamentos

Bruno Tavares, Anne Warth, Marcela Spinosa e Eduardo Reina

O ESTADO DE SÃO PAULO

Um princípio de incêndio atingiu ontem uma sala do Prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas, em Pinheiros, zona oeste - exatamente no dia em que começaram as obras na fiação danificada num incêndio há um mês. Ninguém se feriu e o atendimento não foi prejudicado. A reportagem constatou que há várias gambiarras na rede elétrica do prédio, com dezenas de fios expostos pelos corredores e presos com fita crepe.

O HC afirmou que o incêndio ocorreu num local de acesso restrito, usado para armazenar equipamentos de endoscopia, na rampa entre o 5º e 6º andares. O governador José Serra sugeriu que o incêndio pode ter sido intencional. “Foi numa sala fechada, sem elementos de combustão, inclusive existe a hipótese, que vai ser investigada, de que foi provocado”, disse. “Ninguém acendeu fósforo, não havia motivo para fumaça.”

Segundo boletim registrado no 14º Distrito, às 6 horas um funcionário percebeu uma forte fumaça. Ele avisou um vigilante, que arrombou a porta e, com um extintor, controlou as chamas. Depois, chegaram oito carros do Corpo de Bombeiros.

A reportagem verificou que, logo acima da rampa onde fica o depósito, no corredor que dá acesso ao setor de Endoscopia, no 6º andar, um fio branco preso por fita crepe corre por 50 metros. No andar, o fio sai de uma tomada próxima do Ambulatório de Oftalmologia, mas a origem da conexão são quadros de força no subsolo. Além disso, do 4º ao 6º andares, chumaços de fios atravessam o hall de elevadores. Em alguns pontos, parecem varais. Havia ontem forte cheiro de queimado no 2º, 5º, 6º e 9º andares.

“Do jeito que estão, as instalações não oferecem risco, mas a fiação exposta deveria ser temporária”, afirmou o engenheiro João José Barrico de Souza, professor de Engenharia de Segurança da Escola Politécnica da USP. Ele disse que não é possível afirmar que a fiação tenha causado o fogo ontem. “Só que o primeiro incêndio vai completar um mês e, pelas fotos, não há sinais de que esteja sendo trocada.”

A assessoria do HC informou que não sabe dizer a situação da fiação exposta, pois a reportagem percorreu o local após a vistoria dos bombeiros

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Tucano e mico: Biólogo diz que não existe tucano azul, só o do PSDB











(17/01/2008 14:09) - Blog de Rovai

A repórter da página da Fórum na internet e da revista impressa Brunna Rosa conversou com André de Luca, biólogo especialista em aves e pesquisador da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil) De Luca confirmou o que este blog já sabia: não existe tucano azul com bico amarelo. Só o do PSDB. “Um tucano assim não existe nem na Mata Atlântica, como também não existe nem no Ceará, na Amazônia e no Pantanal. ReproduçãoTucano assim não existe”, garante o especialista. Ele ainda acrescenta que, nas regiões mais altas do país, se vê o tucano de bico verde, como popularmente é conhecido. Já nas partes mais baixas o comum é o tucano de bico preto. Ou seja, se quisesse colocar um tucano como representante da Serra do Mar era essa (a ave da foto ao lado) que deveria ilustrar a placa e não o bicudo símbolo do partido do governador.

Ou seja, a desculpa esfarrapada de que o tucano ali presente representa a fauna local é picaretagem de assessor que quer ser mais realista do que o rei. Aliás, falando nisto este blog ainda aguarda uma posição das assessorias do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado (Artresp).

Aliás, o leitor viu a repercussão dessa nossa denúncia em algum dos jornalões? Imagine se em vez de tucano azul fosse uma estrela vermelha...

Ver também O mico é do contribuinte, o tucano é do PSDB


IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Serra desvia recurso público para promover seu partido

Assessoria de comunicação - Liderança do PT Asembléia Legislativa


A Bancada do Partido dos Trabalhadores irá questionar a Secretaria de Comunicação Social do Estado, através de um requerimento de informação, sobre o uso do logotipo do PSDB, em campanha institucional do governo de preservação do Parque Estadual da Serra do Mar. O requerimento aguarda apenas o fim do recesso parlamentar, 1/2, para ser protocolado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Serra aumenta em mais do dobro os gastos com publicidade



Serra dobra verba para promover sua gestão

Silvia Amorim

O ESTADO DE SÃO PAULO

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), reservou para a área de publicidade neste ano mais que o dobro dos recursos gastos em 2007. São R$ 151 milhões previstos no Orçamento para 2008 para dar visibilidade às ações do governo tucano, ante os R$ 72 milhões comprometidos no ano passado.

Ou seja, um aumento de 110%, índice bastante superior ao crescimento total do Orçamento, que foi de 14%. A receita de São Paulo está estimada em R$ 96,8 bilhões para 2008.

Os recursos para publicidade ainda podem aumentar, com a liberação de verbas extras ao longo do ano. Em 2007, o orçamento inicial para propaganda era de R$ 48,5 milhões. Depois das suplementações, o governo paulista fechou o ano com uma despesa que superou a previsão em mais de R$ 20 milhões.

O governo Serra atribui o reforço de recursos na publicidade ao crescimento da arrecadação e a projetos novos que precisam ser divulgados. A Secretaria de Comunicação nega qualquer ligação desse aumento de verba com as eleições. Mas é certo que a ampla divulgação dos feitos do governo tucano ajudará candidatos do PSDB em muitas cidades.

Educação, Agricultura e Fazenda são as secretarias com o maior orçamento para publicidade - R$ 20 milhões cada. É dinheiro para dar visibilidade a projetos que serão vitrine da gestão Serra - como a nota fiscal eletrônica, que dá desconto no pagamento de tributos, e a construção de escolas técnicas e faculdades de tecnologia, promessa de campanha do tucano. Também será usado em campanhas de utilidade pública, como a de vacinação contra a febre aftosa ou de convocação dos alunos para o exame de rendimento escolar. A saúde terá R$ 10 milhões para publicidade.

O governo também vai investir pesado para mostrar realizações no popular setor de transportes. Já estão programadas para este ano propagandas sobre a compra de novos trens, a inauguração de estações de metrô e o programa de recuperação das estradas vicinais, menina-dos-olhos de Serra.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O mico é do contribuinte, o tucano é do PSDB

Interessante esta denuncia do jornalista Rovai. A mídia tem falado muito sobre a árvore de natal do presidente e discutido à exaustão se a estrela é de Belém ou do PT. Alguns já estavam dispostos a proibir o vermelho do Papai Noel, porque seria propaganda subliminal do PT.

Sobre este tucano peessedebista porém, nenhuma palavra. Como se sabe os tucanos fantasiados com essas cores, só no 45 do PSDB, pois na mata eles tem outra plumagem. Mas quando se trata do PSDB, uma certa mídia considera o silêncio de ouro, como o bico do predador.


Blog do Rovai
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(14/01/2008 16:57)

Placa da Artesp, na Imigrantes, traz tucano, símbolo do PSDB, partido do governador do estado.


O governo do Estado de São Paulo perdeu completamente o pudor. A placa publicitária da foto está instalada no início da descida da Rodovia dos Imigrantes, estrada que liga a região metropolitana de São Paulo à Baixada Santista. Supostamente está ali para informar que a área faz parte do Parque Estadual da Serra do Mar. Na verdade é campanha descarada do PSDB e paga com dinheiro do contribuinte do estado de São Paulo.

Para os leitores de outros estados, vale registrar que a Imigrantes é a rodovia mais freqüentada no verão paulista, milhares de carros transitam diariamente nela nesta época do ano, já que faz a ligação da capital e do interior com as praias do estado.

Este blog está solicitando explicações a respeito da campanha para a assessoria do governo do Estado e para a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, que assinam a campanha.

Este blog quer saber:

1) Por que um tucano foi o escolhido como símbolo da campanha?

2) Por que esse tucano tem as cores azul e a amarelo como o tucano do PSDB?

3) Quanto custou a placa publicitária desta campanha e se ela está instalada em outros pontos ou se há outras peças publicitárias com este mote?

4) Por que o mico está ali fazendo companhia ao tucano? Por acaso o mico tem alguma relação com o preço do pedágio de R$ 15,60 que o cidadão paulista paga para andar os poucos quilômetros desta estrada?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O HC é ONG?

O jornal Pravda não tinha ombudsman, a Folha tem.

Ombudsman Folha

O HC é ONG?

MÁRIO MAGALHÃES
ombudsman@uol.com.br

A pergunta, em tom irônico, foi feita hoje por leitor em mensagem ao ombudsman.

Depois do título em uma única coluna na primeira página de ontem para o incêndio no Hospital das Clínicas, o jornal promove hoje o assunto a manchete: "HC adiou obra em central que pegou fogo".

Se conta histórias das pessoas prejudicadas pelo baque no atendimento, a cobertura praticamente omite os vínculos do HC com o Estado de São Paulo.

Não se trata de produzir investigações jornalísticas com cacoetes inquisitoriais, mas, no mínimo, de indagar as autoridades, ainda que o hospital tenha autonomia de gestão.

Nem na primeira página nem em nenhuma das três páginas internas, incluindo a capa de Cotidiano, dedicadas ao episódio a Folha destaca os vínculos do HC com a administração estadual.

O máximo que se lê, no último parágrafo de um texto: "No dia 25, a direção do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que está sob alçada da Secretaria de Estado da Saúde, informou que nenhum paciente havia morrido durante o incêndio".

A Folha não traz declarações do secretário Barradas Barata, a não ser nos votos de Boas-festas no Painel do Leitor. Nem do governador Serra. Aparentemente, nem foram procurados para se pronunciar sobre a situação do hospital. Eles não são acusados de nada, o governador correu ao local quando soube do fogo, mas é dever do jornal cobrar a palavra deles.

Chama atenção o fato de a Folha não ter tomado nem a providência mais elementar, consagrada pelo próprio jornal, de investigar as despesas públicas. O principal concorrente local fez isso, e obteve a manchete "Estado só gastou 17,8% da verba para obras no HC".

E acrescentou na linha-fina: "Desde 2005 a Prefeitura pede melhorias no prédio que pegou fogo segunda-feira" _outra informação não encontrada na Folha.

Se a Folha descobriu que houve adiamento em reforma elétrica, repetiu insistentemente que o motivo foi "questão burocrática", aceitando um argumento que pode ser correto ou não.

A Folha preconiza, não custa lembrar, um jornalismo crítico.

Uma luz para noctívago (2)


As ações da Cesp, empresa paulista de energia, valorizaram ontem 26%, após o anúncio de sua privatização pelo governo estadual.

Este entusiasmo se explica, pois o crescimento da demanda em eletricidade poderá render bons dividendos para os compradores e para os acionários. Poderia também dar esse lucro todo para os cofres estaduais e reverter em obras como hospitais, expansão da rede elétrica etc.

O curioso do processo atual é a maneira digamos pouco transparente da ação do governador Serra na questão da privatização.

Por exemplo, em 28 de setembro 2007, o jornal dizia: Por enquanto, a única decisão tomada é a venda das ações da Cesp excedentes ao controle do Estado. Ainda de acordo com integrantes do governo do Estado, o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, é favorável à participação da iniciativa privada nas estatais paulistas. Em reuniões, defende a medida como instrumento de transparência e de eficiência na administração pública.(FSP). Agora já não se trata de associar a iniciativa privada mas de vender o controle da empresa ao capital privado e o mesmo secretário de pontificar que "não é vocação do Estado produzir eletricidade".(FSP, hoje)

Outra curiosidade, que não provocou à época nenhum desmentido, foi a notícia publicada no jornal O Globo e reproduzida em aquela data aqui no Blog:

Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

"Uma luz para noctívago

Coluna de Ancelmo Gois - O Globo

De olho na luz


O que se diz no mercado é que Daniel Dantas está comprando ações da Cesp, que deve ser privatizada em 2008. Ele já teria 12,8% das ações preferenciais da estatal de energia paulista."

Seguramente uma coisa sem fundamento, fruto da má vontade da mídia com o governador de São Paulo e que os jornais estão desde então procurando investigar sem qualquer resultado.

Mas não seria adequado um amplo debate sobre está venda?

Luis Favre

Estadão aponta o dedo, já o Pravda...


Clique na imagem para ampliar

O jornal O Estado de São Paulo destaca a responsabilidade do governo estadual no abandono e descaso com as obras do Hospital das Clinicas. O governo estadual é o responsável pelo controle da execução do orçamento incluso das autarquias, e além de falir na sua responsabilidade -as obras eram consideradas urgentes já em 2005 durante a gestão Alckmin- mesmo agora o dinheiro dorme nos cofres.

Pior, O governador Serra entrou no STF para anular os Conselhos de controle do SUS, criados pela legislação estadual e que seu predecessor também queria derrubar. (ver pos-scriptum nota do... Estadão)

Os tucanos detestam controle independente, se recusam a dar satisfação e preferem uma mídia complacente. Isto eles conseguem, mas mesmo assim, com dificuldade (a dificuldade está diretamente relacionada com a briga interna entre Serra e Alckmin).

Compare a capa dos jornais paulistas, leia as matérias sobre o HC e descubra qual é a Pravda
do tucano Serra.

Pos-Scriptum

Serra contesta criação de conselhos do SUS

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ajuizou no Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, com pedido de liminar, para derrubar a lei estadual que criou Conselhos Gestores no Sistema Único de Saúde (SUS). Eles teriam de 8 a 16 integrantes e teriam a função de fiscalizar os serviços de saúde. Fonte OESP.

Obras no HC: governo só gastou 17,8%


Este artigo ilustra muito bem as consequencias do que foi descrito no artigo do jornal Valor reproduzido neste blog ontem Serra reforça caixa em primeiro ano de poucas obras

Eduardo Reina e Emilio Sant’Anna

O Estado de São Paulo

Dos R$ 16,9 milhões orçados pelo governo do Estado para obras de adequação, ampliação e aparelhamento do Hospital das Clínicas neste ano, 17,83% - R$ 3.013.281,00 - foram empenhados, de 1º de janeiro até 18 de dezembro. E R$ 2.667.806,00 (15,79%) foram realmente pagos aos prestadores de serviços ou em compra de materiais e equipamentos. Os dados constam do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo) da Secretaria da Fazenda.

Esse dinheiro poderia ser gasto em equipamentos anti-incêndio, portas corta-fogo e outras melhorias. Desde 2005, o Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), da Prefeitura, pede adequações no Prédio dos Ambulatórios, onde ocorreu na véspera de Natal um incêndio nas fiações do subsolo. Outras áreas do orçamento estadual registraram uma execução maior, como é o caso do fundo de melhorias das estâncias turísticas - que teve orçamento de R$ 141,8 milhões em 2007. Desse total, 32,96% - R$ 46,7 milhões - foram empenhados.

O HC, por ser uma autarquia, conta com autonomia para gerir o orçamento, mas o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas, garante que toda a verba endereçada pelo Estado será usada nas próximas 48 horas - bastando para isso a finalização de algumas licitações.

Os dados do Sigeo, segundo o secretário, estão errados porque o item do Orçamento que trata de manutenção está designado no elemento de despesa como conservação e manutenção de bens móveis e imóveis. “Estão previstos gastos de R$ 12,8 milhões, dos quais R$ 11,4 milhões já foram reservados. A previsão é de que, até sexta-feira, sejam gastos R$ 13,2 milhões.”

Segundo o secretário, o dinheiro para manutenção está em outra rubrica. “São R$ 15 milhões ao todo, sendo R$ 7 milhões para obras e R$ 8 milhões para equipamentos. Desse total, R$ 3 milhões estão empenhados e R$ 12 milhões reservados, ou seja, aguardam o final dos processos licitatórios. O dinheiro será gasto para a ampliação do Pronto Socorro (R$ 1,7 milhão) e do Instituto de Ortopedia e compra de equipamentos para o Instituto de Psiquiatria (R$ 5 milhões).”

Especialistas, porém, contestam os valores. É possível fazer uma comparação com outro hospital, de porte menor e privado, o Santa Catarina. Ele está instalado na Avenida Paulista num prédio de 12 andares e investiu R$ 25 milhões em obras no ano de 2005. Só em equipamentos foram R$ 5 milhões.

Para empenhar (reservar) dinheiro no orçamento estadual para o Hospital das Clínicas, é preciso ainda definir os vencedores de processos licitatórios abertos pelo Estado ao longo deste ano. Barradas diz que isso ocorrerá até sexta-feira. Mas as obras só poderão realmente ter início no próximo ano - e isso se não houver nenhuma interpelação judicial.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Privataria em ação: Abordando a Cesp

Abordar: Abalroar (uma embarcação) para tomá-la de assalto (Dicionário Aurélio)

Cesp dispara mais de 13% na Bovespa

Valor online
26/12/2007 12:12

SÃO PAULO - As ações PNB da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) operam com forte alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Há pouco, a ação PNB da companhia subia 13,96%, para R$ 42,10, apresentando o maior volume de negócios do pregão, cerca de R$ 150 milhões.

Na sexta-feira, o papel já apresentou forte valorização, diante da notícia de que o governo paulista pretendia privatizar a companhia. A ação encerrou o pregão com ganho 8,64%.

A confirmação veio na sexta-feira à noite. Por meio de comunicado, o governo de São Paulo indicou que levará adiante o processo de privatização da Cesp e que pretende concluir a venda da empresa até o primeiro trimestre de 2008.

Ainda de acordo com o comunicado, as ações ordinárias e PNB de posse do governo serão vendidas em bloco em leilão a ser realizado na Bovespa.

Há pouco, o Ibovespa apontava alta de 1,01%, aos 63.732 pontos.

(Valor Online)

Serra reforça caixa em primeiro ano de poucas obras

César Felício,Cristiane Agostine e Marta Watanabe
Jornal Valor

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), um dos presidenciáveis do partido em 2010, conseguiu manter bons índices de popularidade em um primeiro ano de governo marcado pela ausência de crises em áreas vitais para a imagem da administração, um enorme esforço para aumentar a receita estadual e poucos projetos já em execução.


Boa parte das iniciativas de impacto da sua administração foram anunciadas pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa. As duas mais recentes foram uma operação casada com a Polícia Militar para identificar donos de veículos que fraudam o IPVA e um programa de incentivo a consumidores que exigem nota fiscal.


Anúncios de obras ou mudanças administrativas, que marcaram a sua fugaz passagem pela Prefeitura de São Paulo, no ano de 2005, foram evitados a ponto de fomentarem críticas internas. Em uma entrevista em meados do ano para a revista "Piauí", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um de seus principais aliados dentro do PSDB, classificou o seu governo como tendo tido um início "que não foi brilhante".


Boa parte das manobras de Serra para reforçar o Tesouro Estadual se apoiou em recursos extraordinários, sendo a mais importante delas a venda para a própria Nossa Caixa, um banco estadual, da folha de pagamento do Estado, o que representou um aporte de R$ 2,1 bilhões nos cofres paulistas, mas seus assessores deixaram claro que o veio ainda não se esgotou. "Há outras fontes de recursos, como a alienação de ativos e a venda de recebíveis. Nossa criatividade para obter receita é freqüentemente exercitada", disse Mauro Ricardo. A renegociação de todos os contratos assinados em governos anteriores gerou uma economia de R$ 602,3 milhões.


Paira sobre os anos futuros do governo Serra a possibilidade de privatização. O governador determinou que todas as empresas do Estado fossem submetidas a uma avaliação patrimonial e a um estudo de modelagem para a venda, conduzidas por consórcios liderados respectivamente pelos bancos Fator e Citibank. "Dependendo do resultado que obtivermos, poderemos trazer isto para o balanço do Estado, usar as empresas como lastros em operações ou mesmo vendê-las. Mas não há nenhuma decisão tomada sobre isso. Serra não tem interesse em vender a Sabesp e a Nossa Caixa", afirmou o secretário de Economia e Planejamento, Francisco Vidal Luna. De concreto, o que será feito é a concessão das rodovias administradas pelo Dersa, cujos editais devem ser publicados até fevereiro.


Na administração Serra, o governo paulista transformou-se em uma máquina de acumular dinheiro. Entre janeiro e outubro, os investimentos do Estado caíram de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,3 bilhão, em comparação com o mesmo período no ano passado, uma queda de 23,8%, levando em conta a inflação corrigida pelo IGP-DI. Mais da metade deste total foi aplicada em um único projeto, a construção do Rodoanel. As receitas passaram de R$ 69,7 bilhões para R$ 78,1 bilhões, alta de 7,5%.


A reversão só começa aparecer no final deste ano. Na última sexta, Serra participou da entrega do primeiro de uma série de 99 trens metropolitanos que devem ser comprados durante seu governo. No mesmo dia, a Assembléia Legislativa aprovou a peça orçamentária de 2008, que prevê investimentos de R$ 12,1 bilhões.


A contenção do Estado no primeiro ano de Serra é visível no superávit primário: até outubro, estava em R$ 17,2 bilhões, nada menos que quatro vezes o estipulado pela LDO. Em termos percentuais, atingiu 22,1%, o maior índice nos últimos cinco anos. A relação entre a dívida estadual e a receita corrente líquida no governo Serra recuou de 1,89 para 1,68, a menor em uma década.


Foi graças a esta última redução que o governador obteve a sua conquista mais importante junto ao governo federal ao qual se opõe politicamente: o aval para contratar empréstimos externos, impossível quando a relação de endividamento estava acima de 2 para 1. Os novos empréstimos, ainda sob negociação, somam R$ 6,7 bilhões e representam o pulmão da política de investimentos viários de Serra. Como o recuo prossegue, o Estado já tem hoje uma folga de R$ 23 bilhões para a contratação de novos empréstimos.


Englobando PPPs, parcerias com prefeituras e com a União, o plano de investimentos de Serra até 2010 envolve recursos de R$ 30,5 bilhões, sendo R$ 19,8 bilhões na região metropolitana do Estado, área onde o PSDB disputa a hegemonia com o PT, mas o governo nega o viés geopolítico da programação. "Nem sempre a ação administrativa corresponde a um fortalecimento político, sem que haja uma amarração por trás. Serra já investiu como administrador em áreas onde depois foi derrotado. Esta não é uma preocupação dele", disse o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho.


Fazem parte da boa relação de Serra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva R$ 1,2 bilhão para a conclusão do Rodoanel, R$ 450 milhões para Saneamento e Habitação, investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de R$ 270 milhões para o metrô. No momento em que Aloysio Nunes, Mauro Ricardo e Vidal Luna deram entrevistas, ao longo da semana passada, todos afirmaram que a primeira parcela deste bolo -R$ 300 milhões para o Rodoanel- sairia ainda antes do Natal, independentemente da derrota governista na votação da emenda constitucional que prorrogaria a CPMF. O futuro, contudo, preocupa. Teme-se que o fim da CPMF tensione a relação entre o governo federal e o PSDB e trave a aprovação de empréstimos .


No plano político, o governador desfruta do privilégio de lidar com uma Assembléia Legislativa onde apenas 22 dos 94 deputados são oposição. Serra aprovou a criação da previdência estadual, a instituição do salário mínimo regional de R$ 410, a criação de um cadastro de devedores inadimplentes, e a Agência Reguladora Estadual de Saneamento e Energia sem sobressaltos.


De quebra, o presidente da Casa, Vaz de Lima (PSDB), manteve represada a instalação de 69 requerimentos para a instalação de CPIs que mofam em sua gaveta e se acumulam com pelo menos mais uma dezena de novos requerimentos protocolados já nesta legislatura. "O governo está blindado", reclama o líder da bancada do PT , Simão Pedro.


Das comissões de inquérito instaladas na Assembléia, nenhuma investiga o governo Serra, nem os principais problemas da administração apontados pela oposição: o acidente nas obras da linha quatro do metrô, que matou sete pessoas, e as denúncias de irregularidades na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).


As eleições municipais poderão trazer uma situação ainda mais confortável para o governo no Legislativo: da bancada de vinte petistas, nove são pré-candidatos a prefeito e devem dedicar-se às campanhas.


Na Assembléia, Serra conseguiu aprovar a contratação de 1,3 mil funcionários para a área de políticas públicas e finanças, o que deve aumentar os gastos com pessoal em pelo menos R$ 64 milhões ao ano. Ao assumir , o tucano cortou 4,2 mil cargos em comissão da administração direta e autarquias, economizando valor semelhante ao que será gasto com as novas contratações. Nas empresas estaduais e fundações, cortou 221 cargos , representando R$ 12,9 milhões a menos na folha. Em termos globais, Serra reduziu o peso da folha nas despesas. De janeiro a outubro de 2007, o gasto com pessoal foi de R$ 26,7 bilhões. O montante representa, em relação ao mesmo período de 2006, uma queda nominal de 1% ou 4,4% pelo IPCA.


O ponto frágil de Serra na seara política é a sucessão municipal de 2008 na capital. O governador, que foi eleito prefeito em 2004 e renunciou ao mandato, perdeu o controle do processo municipal desde que Alckmin demonstrou intenção de ser candidato. Serra não tem como impedir sua candidatura em favor do prefeito paulistano Gilberto Kassab, um aliado fundamental dentro do DEM para viabilizar uma aliança futura, caso Serra seja candidato a presidente na próxima eleição. O grupo político do governador já acenou a Alckmin com a garantia da candidatura ao governo estadual em 2010, sempre partindo do pressuposto que Serra será o candidato tucano à sucessão de Lula, mas o ex-governador mantém o discurso e a atitude de interessado em concorrer no município. Com a base dividida, os próprios aliados de Serra admitem que cresce a possibilidade de uma vitória da ex-prefeita Marta Suplicy, do PT, na capital do Estado.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Aproveitando o Natal e as férias, a privataria em ação: Governo paulista anuncia que pretende privatizar Cesp até março de 2008


Não deu na
Folha nem no New York Times.

LUZ, LUZ...


Governo paulista anuncia que pretende privatizar Cesp até março de 2008

Publicada em 24/12/2007 às 09h42m portal O Globo

Valor Online

SÃO PAULO - O governo de São Paulo confirmou que levará adiante o processo de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e que pretende concluir a venda da empresa até o primeiro trimestre de 2008.

A informação foi dada em fato relevante divulgado na noite de sexta-feira no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Conforme recomendado pelo Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED) e aprovado pelo governador José Serra, a empresa será vendida em bloco e não de forma pulverizada.

Segundo o comunicado, a venda das ações ordinárias e preferenciais do tipo B de propriedade da Fazenda paulista ocorrerá em um leilão a ser realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

A participação do governo no capital ordinário da Cesp é de 93,68% se forem consideradas apenas as ações de posse da Fazenda, e de 95,31% se entrarem na conta os papéis detidos pelo Metrô e outras empresas estatais. Já do total do capital preferencial, a participação direta é de 3,34% e a indireta de 17,99%. Do capital social total a companhia, o governo paulista possui 43,31%.

Considerando o preço das ações no mercado, é possível estimar que a operação deve render de R$ 3,2 bilhões a R$ 4,4 bilhões para o governo, dependendo se a estratégia for vender também as ações que hoje pertencem a outras empresas estatais.

Na sexta-feira, antes do anúncio oficial da decisão pela privatização, as ações PNB da Cesp tiveram o terceiro maior volume de negociação do dia, fechando com alta de 8,64%, a R$ 36,94.

(Valor Online)

sábado, 22 de dezembro de 2007

Governo Serra: Atenção, privataria em ação


Conselho decide pela privatização da Cesp

Governo de São Paulo estima que preço mínimo para o leilão, que
deve ocorrer no primeiro trimestre de 2008, seja de R$ 14 bilhões

Renée Pereira - O Estado de São Paulo

O Conselho Diretor do Programa de Desestatização (PED) aprovou ontem a retomada do processo de venda da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), a terceira maior empresa de geração de energia do País. Na reunião, membros do conselho analisaram o modelo e a avaliação feitas pelos bancos Fator e Citi, ambos contratados pelo governo paulista no início de novembro.

A empresa será vendida inteira e não fatiada, como se especulou durante algum tempo no mercado. A expectativa é que o leilão, na Bolsa de Valores, ocorra ainda no primeiro trimestre de 2008, possivelmente em março. O preço mínimo deve ficar na casa de R$ 45 por ação, o que significaria pagar R$ 14 bilhões pela companhia. Mas, segundo fontes, o preço unitário poderia chegar a R$ 60, elevando o preço total para mais de R$ 20 bilhões.

O governo do Estado detém, direta e indiretamente, 43,31% do capital total e quase a totalidade do votante (95,31%). Só a Secretaria da Fazenda é dona de 93,68% das ações ordinárias (ON). O governo de São Paulo detém apenas 17,99% das preferenciais (PNB). O restante está no mercado.

A empresa tem potência instalada de 7,5 mil megawatts (MW), distribuída em seis hidrelétricas construídas. Nos últimos anos, passou por ampla reestruturação financeira, sempre com o objetivo de privatização. Fez uma capitalização de R$ 5,5 bilhões, que incluiu emissão de ações, injeção de recursos pelo governo (da venda da Cteep) e venda de debêntures. Com isso, a companhia conseguiu reduzir sua dívida.

TERCEIRA TENTATIVA

Essa é a terceira vez que o governo de São Paulo tenta vender a Cesp. Em novembro de 2000, o Estado publicou edital estabelecendo as condições para a venda de sua participação na companhia. A alienação foi suspensa quando nenhuma das seis empresas pré-qualificadas apresentou lance.

Em outra oportunidade, em maio de 2001, houve uma nova tentativa de privatização, que foi posteriormente suspensa pelo governo estadual antes da data proposta para o leilão, em razão, dentre outros fatores, da incerteza gerada pela iminente crise energética. O Estado anunciou, então, que a privatização da Cesp estava suspensa.

Desta vez, no entanto, especialistas garantem que o apetite dos investidores é grande, já que a privatização das geradoras federais está suspensa. Há uma lista enorme de potenciais compradores da companhia. Entre elas, Iberdrola, Neoenergia, Suez, CPFL, Light, Enel, Energia do Brasil e Pátria Investimentos.

Além disso, dois dos maiores fundos de private equity do mundo estariam interessados em adquirir a companhia - o americano BlackStone e o KKR.

A privatização da companhia energética faz parte de um pacote de venda de empresas em estudo no governo do Estado de São Paulo. Todas as companhias com controle do Estado serão analisadas e submetidas a estudos com vistas à privatização.

Os sinais de retomada do Plano de Privatização do Estado começaram a surgir em agosto, quando o governo estadual abriu licitação para contratar a empresa que fará uma varredura nas participações acionárias da administração nas empresas estaduais. O governador José Serra (PSDB) queria saber quanto valem as ações no mercado para decidir quais e quantas colocar à venda.

sábado, 24 de novembro de 2007

Cheiro ruim: José Serra e Dengue


PROMOTORIA: ÓRGÃO ANALISA DADOS SOBRE DENGUE NO ESTADO DE SP

A promotoria do Ministério Público de São Paulo investiga as estatísticas sobre dengue divulgadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria da Saúde do Estado. A suspeita é a de que houve manipulação nos números de casos da doença no primeiro semestre deste ano.
Em balanço divulgado em julho, foram notificadas 64.903 ocorrências confirmadas. Na atualização do dia 11 de novembro, o total de vítimas foi de 79.073 nos seis primeiros meses de 2007. Uma diferença que chega a 18% . Neste ano, foram tabulados 81.332 casos.

Folha de São Paulo

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

José Serra poupa dinheiro em segurança


Reportagem do Terra Magazine informa que até anteontem, a secretaria de segurança do Estado de São Paulo havia investido apenas 11% das verbas previstas para o ano, pelo critério das despesas efetivamente liquidadas -dinheiro que já saiu dos cofres do governo.

Procurada pela reportagem de Terra Magazine, a assessoria de imprensa da secretaria argumentou que o critério mais correto para avaliar o ritmo da execução orçamentária é analisar as despesas empenhadas - dinheiro já reservado para determinados investimentos. Nesse caso, o percentual investido sobe para cerca de 40%.

O sheriff tucano, aquele mesmo que pousa armado de um fuzil, deve considerar que a segurança no Estado está uma maravilha. O rolex deve ter sido recuperado e eu não fiquei sabendo. A Casa da Febem e os presídios, com os celulares e as fugas bloqueadas, os PM com salários dignos e agora é só tocar o barco para herdar a presidência em 2010.

Os jornais grandes, distraídos, como sempre quando se trata de aves predatórias, nada informaram. Deve ser esse tal de "Porco" batizado por Paulo Henrique Amorim (PIG em inglês). Os três PIG (Partido da Imprensa Grande) só manifestam inquietação quando o lobo mau se manifesta (o lobo é barbudo e não careca), já com tucano de bico de ouro o papo é outro...

Fala-se em "choque de gestão".

LF

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Serra recua e muda concessão para baixar pedágio do Rodoanel, mesmo assim pedágio sera seis vezes mais caro que na Fernão Dias


Estado reduz de R$ 4,40 para R$ 3 valor máximo da tarifa a ser cobrada pela vencedora do edital para assumir Trecho Oeste; modelo estava em xeque após leilão de federais

Eduardo Reina

Depois do sucesso da privatização das estradas federais que cortam São Paulo, em outubro, o governador José Serra recuou e alterou o modelo de concessão de rodovias, o que levará à redução do valor máximo do pedágio nos 32 quilômetros do Trecho Oeste do Rodoanel para R$ 3. O teto anterior era de R$ 4,40. Haverá sete praças de cobrança em cada sentido do anel.

Como na concessão federal, vencerá a empresa que propuser a menor tarifa. Ainda assim, o pedágio no Rodoanel será mais de seis vezes superior ao que será cobrado na Rodovia Fernão Dias. Serra já avisou que caminhões pagarão tarifa mais baixa, mas não informou qual será o valor.

O edital de licitação deverá ser publicado no dia 10. A previsão do governo é que a empresa vencedora assine o contrato em abril e a cobrança seja iniciada no fim de 2008. O governo não mencionou a possibilidade de concessão - e cobrança de pedágio - no segundo ramal em construção do Rodoanel, o Trecho Sul, que terá 61 km.

“Esse modelo é diferente do adotado pelo governo federal”, justificou Serra. “Nós passamos a estrada, mas cobramos da empresa privada uma outorga e com esse dinheiro fazemos mais estradas.”

Na Fernão Dias, a diferença entre a tarifa máxima de pedágio do edital e a proposta pela espanhola OHL, vencedora do leilão, chegou a 65%. Nos 562 quilômetros que ligam São Paulo a Belo Horizonte, a OHL vai instalar oito praças de pedágio e a taxa cobrada por quilômetro será de R$ 0,01, ante R$ 0,09 por km no Trecho Oeste. Já nos 412 quilômetros da Régis Bittencourt, o custo por km é de R$ 0,0198, cerca de 4,7 vezes maior que o do Rodoanel. Se a comparação for com a Rodovia dos Bandeirantes, o custo sobe para R$ 0,127 por km. Na Imigrantes vai a R$ 0,264.

PERFIL

Mas o Estado destacou o fato de o perfil do anel viário ser diferente do de rodovias. “No Rodoanel você entra e não paga nada. Será cobrado só na saída - se rodar 1 quilômetro ou os 32 de toda a extensão (do Trecho Oeste). A gente desestimula assim o percurso curto e privilegia os caminhões”, explicou o secretário dos Transportes Mauro Arce. “Pensamos no caminhão, por causa do impacto que eventualmente teria, e fizemos um sistema que vai permitir que eles cruzem o Rodoanel inteiro e paguem menos.” O setor de transporte de carga, porém, manteve as críticas ao pedágio no Rodoanel e afirmou que a cobrança pode inviabilizar o objetivo de usar o anel para desafogar as Marginais (veja boxe).

O novo modelo mantém a outorga, valor que o vencedor da licitação terá de pagar ao Estado: R$ 2 bilhões em dois anos. “Vamos manter porque precisamos completar o Trecho Sul e dinheiro não nasce em árvore”, disse Serra.

O tempo de concessão do Trecho Oeste aumentou de 25 para 30 anos. A vencedora da licitação terá ainda de investir R$ 804 milhões, com a construção de uma quinta faixa ao longo de 24 km entre as Rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, além de abrir 10 km de Marginais em ambos os sentidos entre as saídas Padroeira e Raposo Tavares. Essas Marginais vão ligar Carapicuíba e Cotia.

Será preciso também fazer a recuperação de 7 quilômetros de Marginais entre Osasco e Carapicuíba, a melhoria dos ramos de acesso da Castelo e a construção de um viaduto na passagem superior da Estrada Velha de Cotia. A concessionária também terá de instalar radares de velocidade, câmeras de monitoramento e telefones de ajuda ao motorista, além da erguer seis passarelas, criar balanças e postos policiais.

“É um novo modelo, que também será usado em outras concessões”, afirmou Arce. O Estado pretende lançar ainda este ano a concessão de lotes de estradas: D. Pedro I e Anel Viário de Campinas; Ayrton Senna-Carvalho Pinto e Tamoios; Marechal Rondon e Raposo.

Ainda em relação ao Rodoanel, Serra anunciou mudanças do projeto do Trecho Norte. Para evitar danos à área de proteção da Serra da Cantareira, estuda-se ampliar o traçado em 20 a 30 quilômetros. O projeto original previa que o Rodoanel teria ao todo 171 km, 38 deles no Ramal Norte.

Mas ainda não há previsão para o início do Ramal Norte. Os trabalhos prosseguem no Trecho Sul, cuja conclusão está prevista para 2010. Serra adiantou ainda que estuda abrir a concorrência para as obras do Trecho Leste, de 40 km, que ligará a Ayrton Senna e a Dutra com o Ramal Sul.
COLABORARAM ELIZABETH LOPES E ANNE WARTH


Setor de cargas critica cobrança

Eduardo Reina

Os transportadores de carga por caminhão são contrários à cobrança de pedágio no Rodoanel. Para Francisco Pelucio, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de São Paulo e Região (Setcesp), houve um avanço com a diminuição do valor do pedágio, mas a decisão não atende ao setor. “O transportador é contrário ao pedágio. Nosso veículo vai passar quatro ou cinco vezes por dia no Rodoanel. Com a cobrança, o fluxo pesado vai continuar nas Marginais.”

Segundo o diretor-presidente da Braspress Transportes Urgente, Urubatan Helou, o setor não suporta mais pedágios na Região Metropolitana. “Com o preço cobrado em São Paulo, o transportador não consegue nem mais renovar a frota. O bom senso precisa prevalecer, ainda mais no Rodoanel, que foi construído para a circulação de caminhões.”

O presidente da Associação Nacional dos Transportes de Carga e Logística, Geraldo Vianna defendeu a redução do pedágio para caminhões, por meio de um sistema de desconto por freqüência.

O Estado de São Paulo