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sábado, 26 de janeiro de 2008

Acréscimo ao meu comentário no Diálogos e Pérolas


Pesquisa IBOPE, aniversário de São Paulo:

95% afirmam que existe corrupção na política da cidade.

87% consideram a cidade pouco ou nada segura para morar.


77% consideram que os investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos.


54% dizem que a Prefeitura está entre às menos confiáveis das instituições. (Este dado nem é mencionado pelo
Estadão).

70% acham a saúde pública ruim.


55% estão insatisfeitos com o transporte público.


60% também consideram ruim a educação pública.


61% estão insatisfeitos com a habitação popular.



Leia no blog

Diálogos e Pérolas


A arte de esconder o essencial de uma pesquisa

Diálogos e Pérolas

SP entre o amor e o caos, na visão de quatro colunistas - FOLHA

SE A ELITE de São Paulo é cafona, conforme insiste a colunista da Folha Danuza Leão, que mora no Rio, o ex-ministro Delfim Netto, também colunista, é esperançoso: "Ela aprende, ela aprende". Se Gilberto Dimenstein, que mora na Vila Madalena, torce para que apareça um prefeito com coragem suficiente para implantar o pedágio urbano, como forma de resolver o problema do trânsito, a moradora do Itaim Bibi Barbara Gancia lembra que em Londres ou Nova York, dotadas de ótimos sistemas de transporte público, a maioria das pessoas prefere ir de metrô. Os quatro falaram das aflições da metrópole, como a violência, a escola ruim, o trânsito neurótico, mas teceram uma lista de elogios à cidade que completou ontem 454 anos. (LAURA CAPRIGLIONE)

Extratos

QUE CIDADE É ESSA?

Gilberto Dimenstein - São Paulo está cada vez melhor.

Barbara Gancia - Esta é a cidade em que, se eu tiver um piripaque, posso ir ao melhor hospital. São Paulo vem melhorando muito, e às vezes, com iniciativas simples.

Danuza Leão - São Paulo eu não conheço muito. Agora, quando vocês falam em violência, parece brincadeira. Porque o Rio está muito pior do que São Paulo. (...) O Rio é diferente de São Paulo porque, mais ou menos em qualquer lugar que se more, tem uma favela perto. Aqui, não. A periferia é longe.


ELITE PAULISTANA


Danuza - Eu não freqüento paulistano rico. Paulistano rico é um pouco cafona, não é? As paulistanas ricas são um tanto peruas, não é?
Delfim - É o mesmo julgamento que as paulistanas ricas têm das cariocas.


CENTRO X PERIFERIA


Gilberto Dimenstein-
São Paulo até bem pouco tempo atrás tinha escolas públicas com três turnos. A criança ficava em média apenas 3,5 horas na escola. (...) Apesar de toda a violência, o número de assassinatos na cidade caiu 75%. Há um renascer paulistano.
Delfim - É muito fácil ser engenheiro de obras feitas e dizer que se devia ter feito isso ou aquilo, que o rio deveria ter sido protegido, que o metrô deveria ter sido construído antes.


CRACOLÂNDIA

Gilberto Dimenstein - A cracolândia é o lugar mais sintomático da crise da cidade. (...) Agora, 23 grandes empresas querem reformar a região. Ouso dizer que o lugar mais legal de São Paulo será a cracolândia. Vai demorar. Mas nossa Times Square será a cracolândia.
Barbara - Acho que a coisa ainda não mudou quase nada. Eu tenho amiga que é violinista da Osesp e ela é assaltada semana sim, semana não. Isso aí é muita propaganda.


PEDÁGIO URBANO

Gilberto - Algum dia terá de chegar um prefeito corajoso, que enfrentará a classe média e colocará um pedágio urbano.
Delfim - Essa proposta tem um ar meio maroto. Por que você precisa ter um automóvel? Porque não tem os outros serviços. Se tivesse o transporte urbano coletivo adequado, você guardaria o automóvel e só o usaria nos finais de semana, como na Europa, nos EUA.
Gilberto - Londres fez o pedágio urbano apesar de ter um sistema de transporte subterrâneo muito bom. Paris está pensando em fazer isso.
Delfim - Esse é o tipo de medida elitista. Só circula pela cidade quem pode. A solução londrina é a solução através do mercado. Colocar porteiras na cidade, em que só passa quem paga, é dizer que passa só quem tem dinheiro.


Meu Comentário

Pena que não passaram o rap dos Racionais Mc