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Minhas leituras não são minhas opiniões, mas me ajudam a formá-las. Luis Favre
SP entre o amor e o caos, na visão de quatro colunistas - FOLHA
SE A ELITE de São Paulo é cafona, conforme insiste a colunista da Folha Danuza Leão, que mora no Rio, o ex-ministro Delfim Netto, também colunista, é esperançoso: "Ela aprende, ela aprende". Se Gilberto Dimenstein, que mora na Vila Madalena, torce para que apareça um prefeito com coragem suficiente para implantar o pedágio urbano, como forma de resolver o problema do trânsito, a moradora do Itaim Bibi Barbara Gancia lembra que em Londres ou Nova York, dotadas de ótimos sistemas de transporte público, a maioria das pessoas prefere ir de metrô. Os quatro falaram das aflições da metrópole, como a violência, a escola ruim, o trânsito neurótico, mas teceram uma lista de elogios à cidade que completou ontem 454 anos. (LAURA CAPRIGLIONE)
Extratos
QUE CIDADE É ESSA? Gilberto Dimenstein - São Paulo está cada vez melhor.
Barbara Gancia - Esta é a cidade em que, se eu tiver um piripaque, posso ir ao melhor hospital. São Paulo vem melhorando muito, e às vezes, com iniciativas simples.
Danuza Leão - São Paulo eu não conheço muito. Agora, quando vocês falam em violência, parece brincadeira. Porque o Rio está muito pior do que São Paulo. (...) O Rio é diferente de São Paulo porque, mais ou menos em qualquer lugar que se more, tem uma favela perto. Aqui, não. A periferia é longe.
ELITE PAULISTANA
Danuza - Eu não freqüento paulistano rico. Paulistano rico é um pouco cafona, não é? As paulistanas ricas são um tanto peruas, não é? Delfim - É o mesmo julgamento que as paulistanas ricas têm das cariocas.
CENTRO X PERIFERIA Gilberto Dimenstein- São Paulo até bem pouco tempo atrás tinha escolas públicas com três turnos. A criança ficava em média apenas 3,5 horas na escola. (...) Apesar de toda a violência, o número de assassinatos na cidade caiu 75%. Há um renascer paulistano. Delfim - É muito fácil ser engenheiro de obras feitas e dizer que se devia ter feito isso ou aquilo, que o rio deveria ter sido protegido, que o metrô deveria ter sido construído antes.
CRACOLÂNDIA
Gilberto Dimenstein - A cracolândia é o lugar mais sintomático da crise da cidade. (...) Agora, 23 grandes empresas querem reformar a região. Ouso dizer que o lugar mais legal de São Paulo será a cracolândia. Vai demorar. Mas nossa Times Square será a cracolândia. Barbara - Acho que a coisa ainda não mudou quase nada. Eu tenho amiga que é violinista da Osesp e ela é assaltada semana sim, semana não. Isso aí é muita propaganda.
PEDÁGIO URBANO
Gilberto - Algum dia terá de chegar um prefeito corajoso, que enfrentará a classe média e colocará um pedágio urbano. Delfim - Essa proposta tem um ar meio maroto. Por que você precisa ter um automóvel? Porque não tem os outros serviços. Se tivesse o transporte urbano coletivo adequado, você guardaria o automóvel e só o usaria nos finais de semana, como na Europa, nos EUA. Gilberto - Londres fez o pedágio urbano apesar de ter um sistema de transporte subterrâneo muito bom. Paris está pensando em fazer isso. Delfim - Esse é o tipo de medida elitista. Só circula pela cidade quem pode. A solução londrina é a solução através do mercado. Colocar porteiras na cidade, em que só passa quem paga, é dizer que passa só quem tem dinheiro.
Luis Favre or Luiz Favre is the nom-de-guerre of Felipe Belisario Wermus (born 1949 Buenos Aires, Argentina). He was, as a young man, an Argentine union militant and member of Politica Obrera. Later he moved to France and became a leading member of the Internationalist Communist Organisation (OCI), a Trotskyist party in France, working especially in its international department. He moved to live in Brazil and is now a member of the PT.He is known to a broader public as the second husband of Marta Suplicy, ex-mayor of São Paulo and now a PT minister.
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15 ANOS é o prazo que o País tem para atingir a média 6 entre alunos de 1.ª a 4.ª séries.; esse é o patamar dos desenvolvidos hoje.
3,8 é a média geral para alunos de 1.ª a 4.ª séries no Brasil numa escala de 0 a 10. O ensino médio ficou com 3,46. 6,4 é a média geral obtida pela rede federal de 1.ª a 4.ª séries, o melhor desempenho; sua meta será chegar a 7,8. 53% das cidades com escolas estaduais de 1.ª a 4.ª séries ficaram com média abaixo da nota nacional.