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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Les élèves britanniques iront visiter le camp d’Auschwitz

Pour que les élèves britanniques n'ignorent pas l'Histoire, deux voyages vont être organisés par le ministère du Royaume-Uni pour visiter le camp d'Auschwitz, en Pologne. | ANTONIO REAL/GAMMA
ANTONIO REAL/GAMMA
Pour que les élèves britanniques n’ignorent pas l’Histoire, deux voyages vont être organisés par le ministère du Royaume-Uni pour visiter le camp d’Auschwitz, en Pologne.

Pour que les jeunes générations n’ignorent rien du génocide des juifs perpétré par les nazis, le ministère de l’éducation du Royaume-Uni a annoncé, lundi 4 février, le financement d’un voyage pour deux lycéens de chaque établissement scolaire au mémorial d’Auschwitz-Birkenau, à Oswiecim (Pologne). Accompagnés de survivants des camps d’extermination, les élèves de “sixth form” - équivalent de première et terminale - se rendront pendant une journée dans ce lieu où furent exterminées un million de personnes. Pour les 6 000 à 8 000 lycéens sélectionnés chaque année, la visite comprendra l’obligation de participer à des conférences préparatoires, puis à des comptes rendus devant les autres élèves. Le ministre adjoint de l’éducation, Jim Knight, s’est engagé à prendre en charge les deux tiers du coût du voyage, soit environ 260 euros par personne, la différence restant à la charge des établissements scolaires. Le dispositif, qui fonctionnait à titre expérimental depuis 2006, sera financé au moins jusque 2011.

En France, l’association Le Mémorial de la Shoah emmène chaque année plusieurs milliers de lycéens de première et de terminale à Auschwitz, sélectionnés en fonction du projet pédagogique de leur établissement. Vingt-quatre classes prennent part à l’opération en Ile-de-France, et neuf académies de province y participent par roulement. LE MONDE

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Justiça veta carro alegórico sobre Holocausto



O carro alegórico da Viradouro sobre o Holocausto


O GLOBO

Carnavalesco da Viradouro chora ao ver destruição de alegoria; escola modificará escultura e excluirá destaque de Hitler

Na madrugada de ontem, a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) conseguiu liminar na Justiça impedindo a exibição do quinto carro alegórico da Viradouro, que fazia referência às vítimas do Holocausto e mostrava uma pilha de corpos esquálidos e nus, onde desfilaria um destaque fantasiado de Adolf Hitler. A escola, que tem como enredo “É de arrepiar” e usaria a alegoria “para lembrar que o extermínio pode ser a conseqüência do preconceito, da intolerância, do desrespeito à diversidade” — segundo a sinopse do carnavalesco Paulo Barros — destruiu o carro ontem mesmo.

— Saber que haveria um Hitler no desfile não foi a gota d’água, pois meu copo estava vazio. Foi uma verdadeira tempestade — disse o presidente da Fierj, Sérgio Niskier, que, embora tivesse pedido sua retirada do desfile, não iria tentar impedila de ir para a avenida. — Há dois meses, fomos procurados pelo carnavalesco e pelo presidente da escola, Marco Lira, querendo saber nossa opinião sobre um possível carro do Holocausto.

Nós dissemos que não gostávamos da idéia, mas não adiantou. Depois disto, apenas mandamos cartas com pedidos para que eles mudassem de idéia, mas acreditava na palavra do Paulo de que o assunto seria tratado com respeito. Só que colocar Hitler sambando sobre estes corpos é inadmissível.

Escola poderia ser multada pela Justiça se insistisse Niskier ficou sabendo anteontem da presença de um destaque vestido de Hitler na escola pelo site da Liga das Escolas de Samba na Internet. E procurou o escritório do advogado Sérgio Bermudes para tentar impedir a ida do carro à avenida. Para a federação, a alegoria e seu destaque banalizavam o Holocausto e desrespeitavam a memória de todas as suas vitimas, incluindo os heróis brasileiros mortos nos campos da Itália. A juíza Juliana Kalichsztein, do plantão noturno do Fórum do Rio, aceitou a argumentação da Fierj de que o Holocausto não combina com uma festa como o carnaval.

A decisão da juíza determina que a Viradouro “se abstenha de exibir, em seus desfiles de carnaval, qualquer passista caracterizado de Adolf Hitler, bem como a parte do carro alegórico que retrata cadáveres nus de vítimas do nazismo”. Se não cumprisse a decisão e exibisse o carro, a Viradouro poderia ter que pagar R$ 50 mil para cada passista caracterizado de Hitler e R$ 200 mil pela parte do carro que retrata cadáveres nus. “Um evento de tal magnitude não deve ser utilizado como ferramenta de culto ao ódio, qualquer forma de racismo, além da clara banalização dos eventos bárbaros e injustificados praticados contra as minorias (...) e liderados por figura execrável chamada Adolf Hitler”, diz a juíza na liminar.

À revista “Época”, ontem à tarde, o carnavalesco disse que já começava a pensar na modificação do carro do holocausto a tempo do desfile, no domingo. Ele chorou ao ver a destruição da alegoria: — É uma clara manifestação de preconceito. Eles (os membros da Fierj) não nos vêem como uma manifestação artística e cultural. Para eles, carnaval é batuque e bunda de fora. Se fosse numa ópera, numa música ou numa pintura, poderia.

Mais cedo, o escritório de advocacia que ajuizou a ação sugeriu um acordo com a direção da Viradouro. A concepção básica da alegoria, com os corpos amontoados, seria mantida. Mas o destaque que representaria Adolf Hitler seria substituído por uma faixa com os dizeres “Holocausto nunca mais!”. A oferta foi rechaçada por Barros, que não admitiu qualquer tipo de interferência no seu trabalho.

Polonês de nascimento e neto de vítimas judias assassinadas em campos de concentração, o carnavalesco da Grande Rio, Roberto Szaniecki, era o maior opositor da polêmica alegoria de Paulo Barros: — Nenhum carnavalesco gosta de sofrer interferência no seu trabalho. Mas ele (Barros) pediu para que isso acontecesse.

Já o carnavalesco Cid Carvalho, responsável pelo enredo da Estácio, desistiu recentemente de levar para o Sambódromo uma ala que desfilaria com a suástica, em alusão a Hitler.

— Não queria que a polêmica crescesse. Mas sou contra qualquer tipo de proibição.

A carnavalesca Maria Augusta também lamenta que a escola seja impedida de apresentar o carro do Holocausto: — Fico estarrecida com este tipo de censura. Escolas de samba já serviram para divulgar temas muito importantes, como os heróis negros na década de 60. O enredo da Viradouro é sobre o arrepio e o carro é de arrepiar, sim. A reação das pessoas é uma coisa muito subjetiva. Com Hitler ou sem Hitler, a escola de samba tem 4.000 componentes. Estamos falando de um destaque, de um carro. Liberdade é fundamental.

“Saber que haveria um Hitler no desfile não foi a gota d’água, pois meu copo estava vazio. Foi uma verdadeira tempestade”
SÉRGIO NISKIER
Presidente da Fierj

“É uma clara manifestação de preconceito. Para eles, carnaval é batuque e bunda de fora. Se fosse numa ópera, numa música ou numa pintura, poderia ”
PAULO BARROS
Carnavalesco da Viradouro


OUTROS CASOS
Desde 2003, a Lei municipal 3.507 prevê a “desclassificação das agremiações carnavalescas que praticarem vilipêndio ou escárnio a valores religiosos”. O uso de imagens já é desaconselhado no regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba, com base no artigo 208 do Código Penal, que trata de crimes contra o sentimento religioso. Em geral, as polêmicas religiosas no carnaval acontecem com a Igreja Católica.

A mais famosa delas envolveu a alegoria do Cristo censurado do enredo “Ratos e urubus, rasguem minha fantasia”, de Joãozinho Trinta, em 1989, que acabou fazendo enorme sucesso desfilando coberto e com a faixa “Mesmo proibido, olhai por nós”.

Em outra ocasião, o carnavalesco Chico Spinoza chegou a ser detido quando trabalhava para a Unidos da Tijuca e pretendia levar um painel de Nossa Senhora da Boa Esperança e uma cruz, apreendidos pela polícia no barracão da escola.

Em 2003, a Beija-Flor desistiu de levar um Jesus armado para a Sapucaí, na última hora, de modo a evitar polêmicas com a Igreja.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Justiça proíbe carro alegórico que faz alusão ao Holocausto no Rio

HOLOCAUSTO DEVE SER ENSINADO EM ESCOLAS EDUCATIVAS, JAMAIS NAS DE SAMBA

O carro alegórico da Viradouro sobre o Holocausto

da Folha Online

A Justiça do Rio concedeu proibiu nesta quinta-feira a escola de samba Viradouro, do Rio, de desfilar com um carro alegórico que faz alusão ao Holocausto. O carro apresenta vários corpos empilhados em alusão aos campos de concentração de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O pedido de proibição foi feito pela Fierj (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro) durante o plantão judiciário (das 18h às 11h) e acatado pela juíza Juliana Kalichsztein. Em sua decisão, a juíza impõe multa de R$ 200 mil para a escola se o carro desfilar.

Segundo o advogado Ricardo Brajterman, da Fierj, a federação já havia tentado, em conversas anteriores, dissuadir a Viradouro a desistir da idéia ou colocar uma mensagem de advertência, do tipo “Holocausto nunca mais” no carro. “Mas a escola silenciou”, disse Brajterman.

“Por volta das 23h ficamos sabendo que o carro traria um destaque vestido de Hitler. Imagine Hitler sambando à frente dos judeus e poloneses e outras vítmas do Holocausto mortas”, disse o advogado. “O Carnaval não é uma gesta sensual. Não é o espaço certo para a discussão desse tema”.

A decisão da juíza prevê multa de mais R$ 50 mil se algum membro da escola entrar na avenida vestido de Hitler.

O desfile da Viradouro, “É de arrepiar”, estava previsto para levar á avenida oito carros, segundo a sinopse dos desfiles divulgada pela Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio). Além do Holocausto, os carros trariam temas supostamente ligados ao arrepio, como o frio, o nascimento e o Kama Sutra –tema de um carro que viria antes do carro sobre a matança de judeus–, e baratas, que viria depois.

A reportagem entrou em contato com a Viradouro em cinco número de telefone diferentes, mas os recados não foram respondidos até a tarde de hoje.

FIERJ IMPEDE AFRONTA AOS JUDEUS NO CARNAVAL

A Presidência da FIERJ tomou a decisão, como já informado anteriormente, de agir com rigor no sentido de coibir a exibição do carro sobre o Holocausto, onde haveria a presença de um figurante fantasiado de Hitler. Diante desta situação absurda, o Departamento Jurídico dirigido pelo Dr. Jackhson Grossman, através do escritório do Dr. Sergio Bermudes, e sob a direção do advogado Ricardo Brajterman e auxiliado pelo advogado Renato Beneduzzi, conseguiram a liminar que proíbe a exibição de fantasias de Hitler e de corpos representando vitimas do Holocausto. Mais uma vez, a FIERJ age em defesa de nossa comunidade, não permitindo que haja a banalização do Holocausto, e o desrespeito à memória de todas as vitimas desta barbárie, aqui incluindo os heróis brasileiros mortos nos campos da Itália.

Abaixo a liminar para conhecimento público.

Ver também neste blog

Dança macabra

Hitler e as lições de ontem, há 75 anos

O pianista, de Roman Polanski

DIA MUNDIAL DE LEMBRANÇA DAS VITIMAS DO HOLOCAUSTO


Hitler e as lições de ontem, há 75 anos


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Mauro Santayana - JB

No dia 30 de janeiro de 1933, há 75 anos, depois de constitucionalmente aprovado pelo Parlamento alemão (o Reichstag), Adolf Hitler foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente Hindenburg. Seu partido, ainda que poderoso, não possuía maioria no Reichstag. O sistema parlamentarista de Weimar ajudou: um ano antes, Hitler fora derrotado na disputa pela Presidência da República. Os ricos conservadores e a velha nobreza o queriam. Ele era o homem ideal para estabelecer a ordem no país, que cambaleava sob a Constituição de Weimar e se confrontava com a crise econômica interna - agravada com a Depressão mundial iniciada em 1929. A esquerda, dividida entre os socialistas e os comunistas, não conseguia unir-se.

O melhor estudo sobre o nazismo continua sendo o de Joachim Fest: Hitler, Eine Studie über die Angst (Um estudo sobre o medo). É um erro reduzir o ditador aos seus problemas pessoais, à frustração juvenil e sonhos fantasiosos. Eles teriam sido inócuos, se à Depressão mundial não se somassem a ascensão dos movimentos operários na Europa, que incomodava a burguesia, o sentimento de humilhação de grande parte dos alemães com a derrota de 1918 e as pesadas reparações de guerra.

A primeira advertência daquele período é a de que o medo é o pior inimigo dos homens, porque corrói a razão, e os poucos que a conservam são contidos ou massacrados. O pavor cria falsos inimigos e salvadores perversos. Os tiranos, como Hitler, são, ao mesmo tempo, agentes e pacientes de igual angústia.

A segunda lição do nazismo é a de que qualquer um pode transformar-se em déspota, se combinar a capacidade pessoal de sedução com a indomável vontade de mando. A desqualificação de Hitler pelos seus inimigos é descuido que nos pode desarmar diante dos perigos de sempre. Hitler acreditava na Alemanha, mas acreditava em si mesmo. Foi assim que empolgou grande parte dos intelectuais alemães, começando por Martin Heidegger. A lucidez do autor de O ser e o tempo foi infectada pelos bacilos do nazismo. Integrando o partido logo depois da tomada do poder em 1933 - inscrição 312589, conforme fontes oficiais - Heidegger foi intransigente defensor da Neuordnung até o fim. Depois ele se justificaria, dizendo ter agido por oportunismo, a fim de manter a Universidade de Freiburg fora do controle direto dos nazistas. Mas os textos de seus pronunciamentos são firmes e claros. Ao tomar posse como reitor de Freiburg, em maio de 1933, o filósofo adere à teoria veterinária da História, quando afirma que o nazismo deve impor-se aos sentimentos humanistas dos cristãos, para a defesa da raça e do Estado. Em outro pronunciamento, invoca “o poder de preservar, da forma mais profunda, as forças do povo, que se enraízam na terra e no sangue”. Para ele, os estudos universitários deveriam constituir um risco, não “refúgio para a covardia”.

Os comunistas alemães se iludiam ao imaginar que a Aufklärung alemã não admitiria regime semelhante ao da Itália. E se enganam hoje os que acreditam que só na Alemanha poderia ter havido o totalitarismo quase perfeito. Onde haja tanto medo como na Alemanha (e no mundo) daqueles anos, combinado com o desemprego, a corrupção das elites e o nacionalismo exacerbado, a tirania totalitária é sempre uma eventualidade. A única forma de impedi-la é a aceitação da fragilidade dos homens.

Não há tempo e sociedade sem crises. As instituições políticas, desde a sua origem, são infiltradas de larápios e incapazes. Por outro lado, há a difusa e primitiva aversão aos diferentes, que constrói o racismo e a xenofobia - hoje de volta à Europa. Só a pluralidade de idéias e a liberdade política, com a aceitação do outro, criando as leis, podem tornar suportável o convívio dos homens.

Há muitas formas de totalitarismo, todas sangrentas. A brutalidade pode revelar-se em campos de extermínio, como os do nazismo, ou em prisões como as de Abu Ghraib e Guantánamo. Ela se mostra no massacre de povos desarmados, como o promovido por Suharto na Indonésia, e de algumas etnias africanas, e pelos bombardeios norte-americanos no Iraque, mas nenhum regime dos tempos modernos foi tão brutal quanto o de Hitler. Na repressão contra os conspiradores de julho de 1944, chefiados por von Schauffenberg, os nazistas criaram a figura da cumplicidade de sangue: além dos diretamente envolvidos no atentado frustrado contra o Führer, todos os seus parentes foram friamente assassinados - até mesmo uma criança de três anos. Isso com o apoio da hierarquia católica alemã e sob os olhos distraídos do papa Pio XII.

A humanidade não pode esquecer o tempo sombrio que começou em janeiro de 1933. Já há alguns anos, as circunstâncias perversas daquela época estão de volta e aguardam sua oportunidade - e seus tiranos.

Dança macabra


HOLOCAUSTO DEVE SER ENSINADO EM ESCOLAS EDUCATIVAS, JAMAIS NAS DE SAMBA


O carro alegórico da Viradouro sobre o Holocausto

ANCELMO GOIS

O GLOBO

Brincando com fogo I

Tomara que não seja verdade. Mas, ontem à noite, chegou à Federação Israelita do Rio uma cópia da ficha técnica do desfile da Viradouro, onde consta que o carro número 5 da escola, o tal polêmico do Holocausto, traria um folião vestido de… Hitler.
A conferir.

Brincando com… II

O tal carro, criado pelo carnavalesco Paulo Barros, ganhou as páginas de jornais lá fora.
Ontem, foi assunto no “Yediot Aharonot”, de Israel, e no “Corriere Della Sera”, da Itália.

Brincando com… III

Aliás, a Estácio de Sá, escola do grupo de acesso, avisou à Federação Israelita que retirou de seu desfile fantasias com o desenho de uma suástica. O símbolo do nazismo está banido do carnaval da escola.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Tango in Yiddish: "Papirosen" - Zully Goldfarb



Papirosen, sung by Zully Goldfarb in a contemporary, Argentine fashion.
First words of the refrain: „Kupitie (...) papirosen !" are actually very close to Polish „Kupcie (...) papierosy !" (Buy...cigarettes !) and may be indicative of factual roots of this moving song performed with such a passion.

Kupitie, koift-zhe koift-zhe papirosen,
Truquene fun regn nit fargosn
Koyft -zhe bilig b'nemones
Koyft un hot oif mir rajmones
Ratevet fun hunguer mij atzind
.....................................
Argentine recording

DIA MUNDIAL DE LEMBRANÇA DAS VITIMAS DO HOLOCAUSTO

Lembrar sempre, não esquecer jamais



Vídeo da solenidade nacional no Rio de Janeiro, organizada pela ONU e FIERJ. A data da ONU é dia 27 de janeiro, a data do evento é dia 25 de janeiro


ASSISTA AO EMOCIONANTE DEPOIMENTO DO BRIGADEIRO RUY MOREIRA LIMA Piloto da FEB na II Guerra Mundial

domingo, 27 de janeiro de 2008

Holocausto: "Unidos para evitar a conspiração do esquecimento"

Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Palácio do Itamaraty - Rio de Janeiro (RJ), 25 de janeiro de 2008



Foto de Monumento al Holocausto

Monumento as vítimas do Holocausto, Berlim


Meus amigos, minhas amigas,

Eu acho que se nós tivéssemos encerrado este ato na fala do brigadeiro Ruy Moreira Lima, já estaria de bom tamanho o ato, porque é a testemunha viva do que aconteceu lá. Eu ainda não tinha nascido. Portanto, Deus o preserve por mais algumas décadas para contar essas histórias em outros dias 25 de janeiro.

Minhas amigas, meus amigos, jornalistas aqui presentes. Agradeço o honroso convite da comunidade judaica do Rio de Janeiro para participar deste ato. Meu reconhecimento à Conib por estabelecer este encontro como uma referência para a comunidade judaica brasileira. Dessa forma, agradeço as lideranças e os rabinos que se deslocaram de seus estados para prestigiar o evento. Finalmente, minha homenagem à ONU por instituir, com total apoio do Brasil, o dia 27 de janeiro, como a data para relembrar em todo mundo, a tragédia e as vítimas do Holocausto.

Senhoras e senhores,

Participo desta cerimônia pelo terceiro ano consecutivo. Faço-o por ter a dimensão do que significa rememorar o terror e as iniqüidades cometidas pelo aparato do estado nazista contra o povo judeu. Aparato voltado também contra socialistas, social-democratas, comunistas, homossexuais, negros, testemunhas de Jeová, ciganos e portadores de doenças físicas. Lembranças tristes e trágicas como a do Holocausto, não devem e não podem ser apagadas, como não podem ser esquecidas todas as formas de intolerância, especialmente aquelas alçadas à condição de política de Estado.

Temos a responsabilidade e o dever de transmitir para todas as gerações que o anti-semitismo, o racismo, o preconceito e a intolerância atentam contra a dignidade humana e todos os valores mais profundos e sagrados da nossa civilização.

Precisamos nos manter vigilantes pois, infelizmente, alguns seres humanos foram capazes, são capazes, e ainda hoje ousam cometer todas as formas de violência contra esses valores. Sabemos que, frente à violência, os limites do ser humano são testados: de um lado, o da insanidade, da perversidade e da crueldade; do outro, a solidariedade, o altruísmo, a entrega e a compaixão. Penso que só seremos capazes de rejeitar, combater e aplacar todo tipo de intolerância, se formos sábios o suficiente para semear nos corações e mentes a repulsa ao ódio, à violência e à desumanidade. Reiterar com vigor os valores democráticos, o respeito inarredável à vida, à dignidade, à diversidade e aos direitos humanos.

Minhas amigas e meus amigos,

Com a memória da dor, aprendemos que é necessário lembrar e eternizar os heróicos exemplos de resistência à barbárie. É preciso lembrar e extrair lições dos momentos em que a justiça se impôs à estupidez, pela ação destemida de pessoas de bem, resgatar os ideais dos que resistiram (inaudível) daquele tempo. É preciso recordar. Aqui e em todo o mundo, homens e mulheres têm que estar unidos para impossibilitar a conspiração do esquecimento. É importante fazer a sociedade se lembrar sempre que o esquecimento está cheio de uma memória sufocada.

Hoje é dia de reverenciar todas as pessoas de coragem, que arriscaram suas vidas. E, por estarmos no Itamaraty, homenageio, na figura do embaixador brasileiro na França ocupada, Luís Martins de Sousa Dantas, os diplomatas e servidores de representações brasileiras que ousaram desafiar o III Reich, e salvaram centenas de judeus. Mais do que reverenciar os heróis, é preciso incorporar à nossa atuação cotidiana as lições que eles nos legaram. Só assim será possível impedir que se repitam os horrores da 2ª Guerra Mundial.

Com felicidade, podemos registrar que o Brasil é, hoje, uma das poucas democracias do mundo em que não há prescrição e nem fiança para crimes de racismo. Essa conceituação revela o objetivo do Estado, em respeito aos valores do povo brasileiro, de não aceitar e, ao mesmo tempo, combater qualquer espécie de discriminação.

O meu governo se empenha em fazer avançar a garantia dos direitos humanos. Para isso, tem se comprometido com ações práticas, no plano interno e no externo. Aproveitando que em 2008 o mundo comemora os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Brasil levou às Nações Unidas a proposta, aprovada no final do ano passado, de construir consensos em torno de metas mundiais referentes ao tema dos direitos humanos, repetindo o êxito da iniciativa em torno das Metas do Milênio. Por minha determinação, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, comandada pelo meu companheiro, ministro Paulo Vannuchi, aqui presente, realizará em 2008 um grande mutirão de debates por todo o País, visando atualizar nosso Programa Nacional dos Direitos Humanos. Um dos propósitos do governo no campo dos direitos humanos é, precisamente, atrair para esse grande mutirão nacional a reflexão de toda a sociedade, contando com o envolvimento de três importantes setores da vida brasileira: a universidade, o Poder Judiciário e a mídia. As propostas que serão pactuadas terão, e espero que tenham, grande repercussão e efetividade, contando também, é claro, com as organizações da sociedade civil, entre elas, as da comunidade judaica.

Somos um país de índole pacífica e tolerante, e o caminho na luta contra todas as violências passa por reconhecer o problema e atacá-lo pela raiz. Reconhecer que a educação, com o seu papel emancipatório, pode criar o ambiente ideal para que a paz floresça num longo prazo, mudando a história, avançando na direção de um mundo mais justo, humano e solidário.

Para concluir, quero reafirmar que exemplos como este são profundamente educativos. Eles nos chamam a atenção para os grandes erros do passado, nos apontam alternativas possíveis e nos indicam que um futuro diferente é possível, desde que sejamos capazes de sonhá-lo e construí-lo juntos. Sei que enquanto faço o meu discurso, minhas palavras vão sendo registradas pela imprensa e certamente repercutirão, de alguma forma, na sociedade. Se fosse possível, o presidente da República bateria na porta de cada lar brasileiro, de cada escola, para fazer um apelo: que todos sejamos tolerantes, que deixemos a violência de lado. É possível construir um país mais pacífico, com cada um contribuindo com pequenos gestos no dia-a-dia e acreditando na utopia da paz.

Muito obrigado.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Holocausto: "anti-semitismo atenta contra a dignidade humana", disse o Presidente Lula

Entrada principal do campo nazista de extermínio de Auschwitz
Presidente anuncia atualização do Programa de Direitos Humanos

Lula participou no Rio de evento em homenagem a vítimas do Holocausto

DA SUCURSAL DO RIO - FOLHA DE SÃO PAULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem que o país terá neste ano um mutirão para atualizar o Programa Nacional de Direitos Humanos. A declaração foi feita durante evento do Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto, no Rio.
"Um dos propósitos do governo no campo de direitos humanos é atrair a reflexão de toda a sociedade, contando com o envolvimento de três importantes setores: a universidade, o Poder Judiciário e a mídia", disse. O mutirão será coordenado pelo ministro Paulo Vanuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, e tem como objetivo atualizar propostas e planejar ações.
O evento foi organizado pela Federação Israelita do Rio de Janeiro. A data foi criada pela ONU em 2005 para marcar o dia de libertação do campo de extermínio de Auschwitz, no sul da Polônia, e marca o fim do terror nazista, em 27 de janeiro de 1945. Essa é a terceira vez que Lula participa da cerimônia, que contou com a presença de artistas e representantes da comunidade judaica.
Lula fez um apelo para que o país se torne mais pacífico. "Se eu pudesse, sairia por aí batendo na porta de cada residência, nas escolas, para fazer um apelo. Pedir para que as pessoas sejam mais tolerantes, que deixem a violência de lado. Pequenos gestos podem ajudar com que a gente continue acreditando na utopia da paz", disse o petista, no evento.
O presidente destacou que as lembranças do Holocausto não devem ser esquecidas. "Temos a responsabilidade, o dever de transmitir para todas as gerações que o anti-semitismo, o racismo, o preconceito e a intolerância atentam contra a dignidade humana", afirmou.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Nunca mais

Sergio Niskier, presidente da FIERJ
O GLOBO

SERGIO NISKIER

Passados 60 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz, no Sul da Polônia, ainda encontramos quem conteste a existência do Holocausto e pregue abertamente as teorias nazistas. E não apenas nos rincões afastados da civilização, sem maiores oportunidades de acesso à informação. Os idólatras de Hitler se encontram em todos os lugares, até mesmo aqui, em nossa Cidade Maravilhosa.

Não podemos minimizar o assunto. Esses indivíduos não são pobres coitados ignorantes, desculpa dada muitas vezes para se tentar esconder a gravidade do problema.

São políticos, intelectuais, professores, jornalistas, que têm em comum o vírus do preconceito.

Muitas vezes disfarçados de democratas, não escondem o ódio racista.

E isso ocorre em diversos lugares do mundo. O Irã faz campanha de mídia para aproveitar a ignorância e a preguiça da sociedade em uma tentativa de apagar da História uma das maiores tragédias já ocorridas na Humanidade.

Auschwitz é sinônimo de besta e de fera. Nos remete ao que de pior pode haver no gênero humano. Durante a Segunda Guerra Mundial, no período do Holocausto, mais de 50 milhões de pessoas morreram vitimadas pela loucura nazista. Mortos não apenas nos campos de batalha, mas também de forma metódica, industrial, em fornos crematórios, câmaras de gás, tortura indiscriminada, fuzilamentos, enforcamentos, experiências médicas ultrajantes, fome, doença. Grupo escolhido como bode expiatório, os judeus sofreram a maior perda com 6 milhões de assassinados, entre eles 1,5 milhão de crianças. Mas não estavam sós na destruição de suas vidas vitimadas pelo preconceito.

A criminosa fúria racista atingiu indiscriminadamente testemunhas de Jeová, ciganos, homossexuais, comunistas, negros, opositores do regime nazista. O racismo nunca atinge um único grupo.

A intolerância é uma praga que contamina a sociedade. A ninguém deve ser dado o direito de não aprender com a História. Ao nos defrontarmos com o preconceito, contra quem quer que seja, por menor que seja, estamos sendo todos atingidos, ainda que naquele momento a ação não nos atinja diretamente. Devemos reagir imediatamente e sempre de forma solidária.

Sem hesitação e sem medo. Sem o silêncio dos covardes.

Nosso país ocupa um papel importante no cenário das nações.

A participação brasileira nos campos da Europa durante a Segunda Guerra Mundial foi coberta de glórias. Nosso sangue também foi derramado para garantir o fim do fascismo e do risco de o mundo se tornar um império da maldade e do ódio. Também somos vítimas do Holocausto.

O Reich tornou legal odiar, discriminar, matar por preconceito, torturar, destruir. E isso não aconteceu em algum local intelectual e financeiramente atrasado. Ocorreu em um país onde os desenvolvimentos técnico, científico, cultural e social eram dos maiores do mundo.

No Brasil, mostramos com uma legislação anti-racista, a Lei Caó, que nosso povo não aceita conviver com o ódio. Outras leis e medidas, em vários estados, garantem a resposta legal e policial contra o preconceito.

Um exemplo é a criação dentro da estrutura do Estado de órgãos onde governo e sociedade civil se unem para lutar contra o racismo, como o Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, dentro da SEPPIR, criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pela participação histórica do Brasil na luta pelas causas libertárias e pelo fim do preconceito dentro de nossas fronteiras, precisamos mostrar a voz brasileira, de forma clara e transparente, honrando nosso passado de luta, e dizendo: Holocausto nunca mais.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Los 'trenes de la muerte' nazis 'circulan' de nuevo

Varios deportados a campos de exterminio del Tercer Reich,
en una imagen de la exposición Sonderzüge in den Tod.- DEUTSCHE BAHN AG

Una exposición recupera los trenes que transportaron a las víctimas de los campos de exterminio


EFE - Berlín - EL PAÍS

La exposición "Trenes especiales a la muerte", sobre las deportaciones de judíos y gitanos, entre otras víctimas del nazismo, arrancó hoy en Berlín, su primera estación en una muestra itinerante que la compañía de ferrocarriles Deutsche Bahn quiso vetar.

Unos cuarenta paneles ilustran desde el corazón del Berlín actual, la estación subterránea de la Potsdamerplatz, el destino de algunos judíos alemanes, franceses o austríacos deportados a partir de 1938 por el Reichsbahn -los ferrocarriles del Tercer Reich- hacia Auschwitz y otros campos de exterminio nazi.

Niñas como la berlinesa Steffi Bernheim, nacida el 11 de enero de 1930 y deportada a Auschwitz con sus padres el 24 de agosto de 1942. O Brigitte Joseph, nacida ese mismo año también en Berlín y deportada tras un largo periplo que empezó con el intento de huida a Cuba en el barco Sant Louis, junto con otros 937 alemanes, a quienes se desembarcó en distintos puertos, por lo que la nave acabó regresando a Europa.

Una deportación con la complicidad del Reichsbahn

Son sólo algunos ejemplos que documentan la complicidad de la dirección del Reichsbahn en un plan confeccionado con precisión militar hasta deportar, a través de toda Europa, a tres millones de judíos y gitanos.

La presidenta del Consejo Central de los Judíos de Alemania, Charlotte Knobloch, así como su homólogo para el colectivo gitano, Romani Rose, hicieron causa común para hacer que el material se exhibiera ahí, donde, a su juicio, debe estar: en las estaciones.

Le negativa de Deutsche Bahn

Adoptaron como propia la iniciativa del matrimonio franco-alemán Beate y Serge Klarsfeld para exponer en esos escenarios de la Alemania de hoy lo ocurrido entonces. Pero faltaba la aquiescencia de la dirección de la Deutsche Bahn, que se cerró en banda.

"Había diferencias de criterio acerca de si tenía que estar o no en las estaciones. Pero coincidíamos en que queremos que la vea el máximo número de gente", justificó hoy la directora de Personal de Deutsche Bahn, Margret Suckale, en la inauguración de la muestra.

Los ferrocarriles no querían tener en sus estaciones esa muestra, por considerar que estropeaba la imagen de una compañía que, según Suckale, ha "estudiado e investigado" suficientemente su pasado, como demuestra el material exhibido en su Museo en Nuremberg.

Fue necesaria la intervención del ministro de Transportes, el socialdemócrata Wolfgang Tiefensee, para forzar un cambio de opinión. La Deutsche Bahn (DB) es, al fin y al cabo, aún propiedad del Estado, y sus estaciones son un espacio público.

"Hay quien se pregunta si no hay ya demasiadas exposiciones, archivos y monumentos, si no se ha explorado demasiado en el pasado. La respuesta es no: la confrontación con el pasado es necesaria para construir el futuro", dijo Tiefensee en la inauguración.

Suckale es para el alemán medio el "rostro de la patronal" de la DB, ya que a ella correspondió dar la cara en las largas negociaciones salariales con los maquinistas alemanes.

Tras meses de conflicto y pérdidas multimillonarias, la DB pactó hace unas semanas a regañadientes un acuerdo con su plantilla. Hoy, Suckale es también el rostro de una compañía que ha tenido que plegarse a algo que no le convenía.

El matrimonio Klarsfeld logró su objetivo y se presentó en Berlín acompañado por un grupo de franceses, supervivientes de las deportaciones. Asimismo estaba ahí Hans Rosenthal, otro de los que sobrevivieron, oculto en un sótano, mientras que su hermano Gerd murió tras ser deportado a Letonia.

"Trenes especiales a la muerte" estará en Berlín hasta finales de febrero. No ha quedado instalada en su nueva y flamante estación central, en el Tiergarten, pero si en la Potsdamerplatz, corazón del "nuevo Berlín", la zona comercial y turística de la capital alemana.

Por ahí desfilarán en las próximas semanas invitados nacionales e internacionales de la Berlinale, con el debido despliegue mediático, y ahí se detendrán probablemente los ojos de muchos visitantes, en alguna pausa del ajetreo del festival que se celebra del 7 al 17 de febrero.

Tras Berlín, su primera estación, se trasladará a otras ocho estaciones de ciudades repartidas por todo el país.

DIA INTERNACIONAL DE LEMBRANÇA


A FIERJ-Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, e o Escritório da ONU em nosso país, irão realizar no próximo dia 25 de janeiro, das 10h30às 12h00, no Palácio Itamaraty, à Rua Marechal Floriano 196, um ato público em honra ao DIA INTERNACIONAL DE LEMBRANÇA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO.

Esta data, criada pela ONU para marcar o Dia de Libertação do Campo de Extermínio de Auschwitz, foi criada com a recomendação para que sejam promovidas ações políticas e educacionais em todos os países membros da ONU.

A exemplo de anos anteriores, quando a FIERJ e a ONU marcaram a data, também este ano teremos este evento, desta vez, amplificado pela honrosa presença do Exmo. Sr. Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, do Exmo. Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, do Exmo. Sr. Governador do Estado da Bahia Jaques Wagner, diversas autoridades de todos os escalões, militares, ex-combatentes brasileiros e de nações amigas, partisans, líderes comunitários e religiosos.

Além das manifestações das autoridades em alusão à data, haverá também a inauguração da exposição organizada pelo Museu Judaico do Rio de Janeiro, HOLOCAUSTO NUNCA MAIS.

A presença de todos é muito importante, pela memória dos que tombaram, e pelo alto significado da luta contra o preconceito, o racismo, a discriminação, o anti-semitismo, e todas as demais formas de intolerância correlata, e principalmente contra o esquecimento e a tentativa de apagar o Holocausto da história, perpetrado pelo idólatras do fascismo e do nazismo.

Sergio Niskier - presidente da FIERJ

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Elgar, Jacqueline du Pré e Daniel Barenboim



Um Daniel Barenboim jovem, dirigindo Jacqueline du Pré (prematuramente falecida) no Primeiro Movimento (Adagio - Moderato) do concerto para violoncelo de Elgar. Um clássico que escolhi para saudar o gesto magnífico da Autoridade Palestina e de Daniel Barenboim .

Daniel Barenboim adopta la nacionalidad palestina en gesto por la paz


Jerusalén, 13 ene (EFE).- El famoso pianista hispano-israelí Daniel Barenboim ha adoptado la nacionalidad palestina en un gesto por la paz y la convivencia, dijo hoy a Efe el ex ministro de Información de la ANP, Mustafa Barguti.

"Nosotros se la hemos concedido en agradecimiento por su solidaridad con el pueblo palestino en momentos difíciles y por su contribución a la música palestina y él se ha sentido honrado", declaró.

El pasaporte le fue concedido al maestro por el presidente de la Autoridad Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abás, con carácter honorario, aunque con él disfrutará de todos los derechos en el territorios de Cisjordania y Gaza como cualquier otro ciudadano.

En un concierto que ofreció en Ramala ayer, sábado, Barenboim, de 65 años, aseguró sentirse orgulloso de "ser ciudadano palestino", informaron hoy medios locales.

"Es el primer israelí que tiene también la nacionalidad palestina", destacó Barguti en relación al pianista y director de orquesta, que nació en Argentina y, como judío, se radicó en Israel cuando aún era niño.

Barenboin también tiene, desde 2002, la nacionalidad española, según decisión del Consejo de Ministros a petición de cinco grandes fundaciones como muestra de reconocimiento a su trayectoria artística y su vinculación con España.

Ese año, Barenboim obtuvo también el Premio Príncipe de Asturias de la Concordia, que compartió con el intelectual palestino Edward Said, ya fallecido, y con quien fundó la orquesta West-East Divan, con sede en Sevilla y que reúne a músicos judíos, árabes y europeos.

Barguti explicó a Efe que la nacionalidad a Barenboin se le extendió hace ya seis semanas pero que sólo se ha dado a conocer ahora con motivo de su primera visita a Ramala " como palestino".

Barenboim, que volaba esta tarde con destino a Viena, ha provocado varias polémicas por decisiones como la de interpretar a Richard Wagner en un concierto en Israel, donde el compositor alemán despierta verdadera polémica por su supuesto antisemitismo.

"Espero que el tiempo pueda ayudar a borrar a los supervivientes del Holocausto las terribles asociaciones y que puedan escuchar la música de Wagner sin sobresaltarse, porque la música en sí misma no es mala", manifestó Barenboin en aquella oportunidad en medio de una tormenta en la opinión pública.

También es vista con recelo en Israel su actividad solidaria con el pueblo palestino, al que él considera ligado "en destino" con el judío.

"Están inextricablemente ligados", sostuvo el sábado durante el concierto, y "el hecho de que a un ciudadano israelí se le conceda el pasaporte palestino puede ser una señal de que es posible alcanzar la paz."
EFE

elb/fpa

Un passeport palestinien pour le chef d'orchestre israélien Daniel Barenboïm


Le chef d'orchestre israélo-argentin Daniel Barenboïm a annoncé, samedi 12 janvier, à l'issue d'un concert à Ramallah (Cisjordanie), avoir accepté un passeport palestinien, évoquant le "grand honneur" qui lui était fait. "J'ai aussi accepté l'offre parce que je crois que les destinées (...) du peuple israélien et du peuple palestinien sont inextricablement liées. Nous avons le bonheur – ou le malheur – de vivre ensemble. Je préfère croire le premier au second", a-t-il ajouté.


Ce passeport "honorifique" a été offert à M. Barenboïm "en signe de reconnaissance pour ses positions favorables au peuple palestinien et sa détermination à se produire dans les territoires palestiniens après les offensives israéliennes qui ont commencé en 2002", a précisé à l'AFP le député indépendant Moustapha Barghouthi, qui participe à l'organisation des concerts de Daniel Barenboïm. Le document a été attribué par l'ancien gouvernement palestinien d'union nationale dissous en juin, dont M. Barghouti était ministre de l'information.

Daniel Barenboïm a cofondé en 1999 le West-Eastern Divan Orchestra, avec l'universitaire américano-palestinien Edward Saïd, aujourd'hui décédé, afin de promouvoir la paix entre Israël et les Palestiniens. Cet orchestre compte quatre-vingts jeunes musiciens israéliens et arabes (en particulier des Palestiniens) pratiquant des instruments classiques occidentaux. Le chef d'orchestre, né à Buenos Aires il y a soixante-cinq ans, est controversé dans son pays d'adoption en raison de ses actions visant à promouvoir la musique allemande et de son opposition farouche à la politique de colonisation de la Cisjordanie.

LE MONDE

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Os judeus no Brasil

Um leitor do blog me enviou uma resenha interessante sobre a população judaica no mundo e a história do povo judeu em cada um dos países. Você escolhe um país e aparece um resumo, como este sobre a história dos judeus no Brasil.

by Alden Oreck


1492-1655
1773-1916
1920s-1970s
Contemporary Brazil

Although they make up a tiny fraction of Brazil's population, Jews continue to be active in several aspects of Brazilian society. According Professor Anita Novinsky, a specialist on the Jews at the University of Sao Paulo, "Brazil was made by the Jews." Their rich culture continues today.

1492-1655

Jewish history in Brazil dates back to the time of the voyages of Christopher Columbus. Gaspar da Gama, a Jew by birth, but later kidnaped and forcibly baptized, accompanied Portuguese admiral Pedro Alvares Cabral when he landed in what is now Brazil in 1500, beginning a more than 500-year presence in the New World.

When the Inquisition in Portugal took hold in 1497, Jews fled to places throughout the world, including Brazil. They arrived in Brazil primarily as New Christians or Conversos (Jews converted to Christianity), but many secretly practiced Judaism and began a colonization drive to settle on the land. Despite continued persecution by the Brazilian Inquisition, the New Christians successfully established sugar plantations and mills. By 1624, approximately 50,000 Europeans lived in Brazil, with New Christians making up a significant percentage. They were businessmen, importers, exporters, teachers, writers poets, even priests. In that same year, Dutch forces arrived in Brazil, taking over portions of northeast Brazil. Dutch tolerance allowed for Jewish migration and the open practice of religion. In 1636, Jews built the Kahal Zur synagogue in the Dutch capital of Recife.

In Dutch Brazil, Jews flourished in the sugar industry, tax farming and slave trade. Jews often purchased slaves and resold them at great profit. Those they kept often preferred to work for Jews because both Shabbat and Sunday were rest days, whereas the Portugese only gave them Sunday off, and the Dutch worked their slaves seven days a week.

In 1642, Rabbi Isaac Aboab da Fonseca, a well-known Amsterdam rabbi and scholar Moses Raphael d'Aguilar came to Brazil as spiritual leaders to assist the congregations of Kahal Zur in Recife and Magen Abraham in Mauricia. By 1645, the Dutch Jewish population peaked at 1,500, approximately half of the European population there. Synagogue records show a well-organized Jewish community with high participation, including a Talmud Torah (school), a Tzedakah fund and an overseeing executive committee.

Other Inquisition-fleeing Jews headed south to Sao Paulo. Little is known what happened to them, some scholars suggest they assimilated quickly, however, recent evidence has revealed Brazilian jungle tribes who light candles on Friday night and refrain from eating pork.

In 1647, the Portuguese authorities arrested Isaac de Castro for teaching Jewish rites and customs in Portuguese controlled Brazil and sent him back to Portugal where the Inquisition sentenced him to death and burned him at the stake. The Portuguese also started a nine-year war that successfully drove the Dutch out of Brazil in 1654.

Portuguese anti-Jewish persecution led to a mass immigration to places like Curacao and New York, where they laid foundations for new Jewish communities, others returned to Europe. Most who could not escape were killed, but some became Crypto Jews, practicing Judaism in secret. They lived away from the authorities, in the interior of Brazil, many becoming ranch hands or cowboys. The persecutions, arrests, confiscation of property and emigration of the Jews greatly damaged the Brazilian economy by bringing the manufacture and export of sugar to a near standstill and seriously disrupting trade between Portugal and Brazil. In 1655, the Portuguese closed a major symbol of Brazilian Jewry, the Kahal Zur synagogue. However, thanks to the Safra banking family, the synagogue re-opened in 2002 and now stands as the oldest existing synagogue in the Americas, housing a Jewish cultural center and hosting some religious ceremonies.

1773-1916


Manaus Synagogue

In 1773, a Portuguese royal decree finally abolished discrimination against Jews. They slowly filtered back into Brazil. Almost 50 years later, in 1822, Brazil gained independence from Portugal, and a stream of Moroccan Jews began arriving, and set up a synagogue in Belem (northern Brazil) called Porta do Ceu (Gate of Heaven) in 1824 and later one in Manaus (on the Amazon river). By World War I, Belem's Sephardi community of 800 people had its own charitable organizations and a social club.

In the last decade of the 19th century, European Jews began discussing the idea of establishing agricultural settlements in Brazil as an alternative to the unfavorable conditions in Europe. After the 1891 expulsion of the Jews from Moscow, a close associate of Theodor Herzl, Oswald Boxer went to Brazil and returned with a positive report, but plans were abandoned because of Brazilian political strife. The first agricultural settlement was finally established in 1902 by the Jewish Colonization Association (JCA) in the Santa Maria area (southern Brazil). Despite a 1903 pogrom in Bessarabia, only 37 Bessarabian families were willing to settle in the experimental colony, which covered 13,388 acres. The 1904 farming season failed because of inexperience, insufficient funds and poor planning. Although a cooperative headed by an experienced teacher formed in 1907, the settlement continued to produce a fraction of its capability. In 1926, the JCA reported that of the 122 families that settled in the first colony, 17 remained, cultivating corn and beans on only 326 acres. The unused land was then sold.

In 1909, the JCA bought another track of land covering almost 94,000 acres in the Quatro Irmaos area, north of Santa Maria and near a large-scale government development. Despite a more rigorous selection process, the settlers once again failed. Administrative problems, lack of agricultural facilities and the lure of city jobs doomed the settlement. By November 1915, only 72 of the original 232 families remained in the colony. World War I and a civil war, which was partially fought on the colony's land drove out more settlers and by 1926, only 40 people remained. In 1920, the JCA began selling some of the land to non-Jewish settlers. In 1935, after a renewed settlement effort, 104 Jewish families lived in Quaro Irmaos, only to be outnumbered five to one by non-Jewish settlers.

The JCA led a third attempt at agricultural settlement in 1935 because of deteriorating conditions in Germany. However, as part of a strict immigration policy against Jews, the Brazilian government refused to issue the settlers entry visas. The land was later sold.

The settlers who abandoned the colonies set up rich cultural communities in Brazilian cities. By World War I, approximately 7,000 Jews lived in Brazil. In Porto Alegre, capital of the southern state of Rio Grande do Sol, the community opened a Jewish school in 1910 and established a Yiddish newspaper, Di Menshhayt ("Humanity") in 1915. Sao Paolo was home to several philanthropic and cultural associations. In 1916, the Jewish community of Rio de Janeiro formed an aid committee for World War I victims.

1920s-1970s

Almost 30,000 Western European Jews came to Brazil in the 1920s and, by 1929, there were 27 Jewish schools. Despite a strict immigration policy in the 1930s, more than 17,500 Jews entered Brazil. While immigration enriched Brazilian Jewish culture, the wide array of Jewish customs and beliefs, made it nearly impossible to unify them, despite attempts by Rabbi Isaiah Raffalovitch of JCA.

Brazil began an assimilation effort in 1938 and closed the Yiddish newspapers and the Jewish organizations, both secular and religious. A wave of anti-Semitism followed, including several editions of the Protocols of the Elders of Zion. Only after Brazil adopted a new, more democratic constitution in 1945, did organized Jewish activities resume.

In 1947, Brazil voted for the partition of Palestine and for the creation of a Jewish state at the United Nations General Assembly. A Brazilian statesman, Oswaldo Aranha, played a vital role in the adoption of the resolution. Brazil recognized Israel in February 1949 and opened an embassy there three years later. In 1959, Brazil and Israel signed the first of several agreements to cooperate in a variety of areas, including culture, commerce, agriculture, science and industry.

In the late 1950s, another wave of Jewish immigration brought more than 3,500 North African Jews to Brazil. By the 1960s, Brazilian Jewry was thriving. In the 1966 parliamentary elections six Jews, representing various parties, were elected to the federal legislature. In addition, Jews served in state legislatures and municipal councils. In 1967, 33 Jewish schools were attended by more than 10,000 students. By 1969, approximately 140,000 Jews lived in Brazil, mostly in the large cities: Rio de Janeiro (50,000), Sao Paulo (55,000), Porto Alegre (12,000), Belo Horizonte (3,000), Recife (1,600) and Belem (1,200).

Jewish communal life was uneventful throughout the 1970s, save some minor anti-Semitic activity by the right-wing Catholic organization Tradicao, Familia e Propriedade (Tradition, Family and Property).

Contemporary Brazil

Today, Brazil's rich cultural life includes several Jewish publications as well as a weekly Jewish television program, Mosaico. Author Moacyr Scliar has been published worldwide. Museums exhibit Jewish history and art and efforts to preserve Brazil's Jewish history are underway. The Center for Jewish Studies of the University of Sao Paulo, the Federal and State Universities in Rio de Janeiro and the Marc Chagall Institute in Porto Alegre sponsor lectures, conferences and academic courses of Jewish interest. Jewish and Israeli film festivals are common in Sao Paulo and Rio de Janeiro. Special commemorative and cultural events are held in conjunction with Yom Hashoah and Yom Hatzmaut. Within Brazil's Jewish community are several Zionist organizations, youth groups, adult groups, and social clubs, including B'nai Brith, Hadassah International, Pioneer Women, the World Zionist Organization and the Jewish Agency for Israel.

Like many other countries, Brazil's religious observance encompass a wide spectrum, from liberal to orthodox with both strong Sephardi and Ashkenazi influences. Chabad-Lubavich has grown considerably in recent years with schools and synagogues in several major cities.

Politically, Jews have continued to play an important role. In 1994, Jaime Lerner was elected head of Parana, a major industrial state, becoming Brazil's first Jewish governor. In 1998, Dr. Eva Alterman Bay, a distinguished professor, became the first Jewish woman to serve in Brazil's Senate. Jews have also served in the Cabinet.

Professionally, Jews have made a tremendous impact on the Brazilian economy. Jewish families own Brazil's two largest publishing and jewelry companies, the sixth largest bank and are among the executives of several other large corporations.

While Brazil's total population exceeds 160 million people, the Jewish population has stabilized at approximately 150,000. More than 8,000 Brazilian Jews have moved to Israel since 1948. There are more than 40 active synagogues, several kosher supermarkets and a number of kosher restaurants. The Confederacao Israelita do Brasil (CONIB), founded in 1951, is the central body representing the 12 federations (states) of Brazil, and serves as an umbrella organization for more than 200 associations involved in Zionist activity, Jewish education, culture and charity.

Brazil's Jewish community has been on high alert since the 1994 bombing of the Jewish community headquarters in nearby Buenos Aires, Argentina, but has suffered only isolated anti-Semitic attacks such as harassment, threats and vandalism. Intermarriage is actually the greatest threat to Brazilian Jewry. Experts say the rate is even higher than in the United States. Brazil's slumping economy poses another challenge for the Jewish community.


Hebraica

Sao Paulo is home to 75,000 Jews, approximately half of Brazil's Jewish population. Located on Rua Antonio Carlos 653 is the Congragacio Israelita Paulista. This Ashkenazi synagogue is the largest on the continent with 2,000 family members (600-700 regularly attend Friday night services). The primary Sephardic synagogues are Ohel Yaakov and Beit Yaakov. At Rua Hungria 1000 is the 28,000-member Jewish club called A Hebracia. It resembles a self-contained city, complete with swimming pools, movie theaters, ballroom, synagogue, bank, restaurants, art gallery, library and more.

A tiny hasidic synagogue still functions in the old Jewish neighborhood called Bom Retiro ("Good Retreat") is in northern Sao Paulo, but most of the Jews have moved to other parts of the city. There are four orthodox schools and four secular Jewish schools. Approximately 3,000 students attend the Educacio Hebraico Brasileiro Renscenca at Rua Prates 790. Sao Paulo Jews are especially proud of their support of the Hospital Israelita Albert Einstein, one of the best in all South America. The Casa da Cultura Judaica, the Jewish cultural house is another popular place that organizes debates, folk dancing and other activities.

In 2001, the synagogue in Recife, the first shul ever built in the Americas, was reopened, 347 years after it was closed by Portuguese colonial rule. After two years of excavation and restoration, the synagogue will house a Jewish cultural center and host a few religious ceremonies. The synagogue had not been used since the mid-17th century when the Portuguese defeated the Dutch at Recife and expelled the estimated 1,200 Jews and banned Judaism.

The Jewish musuem in Rio de Janiero documents the history of Jews in Brazil and gives insight into the culture of the city's Jewish community. The area around Rua Alfandega is the center of Rio's old Jewish neighborhood. The Congregation of Grande Templo Israelita is located at Rue Tenente Possolo 8.

In August 2004, the mayor of Sao Paulo declared her city a sister city with Tel Aviv. Mayor Marta Suplicy said the new status would strengthen ties between both Brazilians and Israelis. Suplicy, who recently married a Jew, added that the new status would be a kickoff for urban, cultural, scientific, tourist and economic programs.


Sources: Encyclopedia Judaica
Eban, Abba. Heritage: Civilization and the Jews. NY: Summit Books, 1984.
Tigay, Alan M. (ed.). The Jewish Traveler. Jason Aronson, Inc. 1994.
Beker, Dr. Avi. (ed.) Jewish Communities of the World. Lerner Publication Co. 1998.
Jewish Daily Forward
Zaidner, Michael (ed.). Jewish Travel Guide 2000. Vallentine Mitchell & Co. 2000
Jewish Telegraphic Agency, (August 17, 2004)
Reuters, (December 4, 2001).

Hebraica photo courtesy of Hebraica

Rio photo © Mitchell Bard

Additional photos: HaChayim HaYehudim Jewish Photo Library (Jono David Media)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Exodus 1947

Le bateau "Exodus-1947" lors de son arrivée au port d'Haifa, le 22 mars 1947. | AFP
Le bateau "Exodus-1947" lors de son arrivée au port d'Haifa, le 22 mars 1947
AFP

Ils avaient survécu aux camps de la mort, ils durent encore endurer, la guerre terminée, des traitements inhumains. En juillet 1947, 4 500 réfugiés juifs de différentes nationalités, dont 1 732 femmes et 955 enfants, quittaient le port de Sète (Hérault) sur un bateau de fortune baptisé Exodus-1947 dans l'espoir de gagner la "Terre promise". Mais le navire fut intercepté par la marine britannique au large de la Palestine. Les passagers, transférés sur trois bateaux-prisons, entassés dans des conditions sanitaires épouvantables, furent ramenés à Port-de-Bouc (Bouches-du-Rhône) dix-huit jours après leur départ.


Un "Auschwitz flottant" titre en "une" le quotidien marseillais Rouge Midi, qui relate, dans son édition du 30 juillet 1947, l'effroyable périple à travers la Méditerranée de ces émigrants que la France avait aidés, mais que les Britanniques, qui gouvernaient alors la Palestine, empêchèrent de rejoindre la "Terre promise".

Quarante ans après, Jean-Michel Vecchiet revient sur cet épisode tragique de l'après-guerre dans un documentaire bouleversant, Nous étions l'Exodus, diffusé dans la case "Infrarouge" sur France 2. Le journaliste et écrivain Jacques Derogy avait déjà consacré à cette histoire un livre, La Loi du retour (Fayard, 1998), considéré comme un ouvrage de référence et sur lequel s'est appuyé le réalisateur.

PÉRIPLE

A travers les témoignages de passagers, de membres de l'équipage, de personnes ayant participé à cette opération menée par l'organisation sioniste Haganah et d'anciens réseaux de résistants français, Jean-Michel Vecchiet retrace le périple de l'Exodus. Il s'est aussi appuyé sur des archives secrètes auxquelles lui ont donné accès le ministère de la défense israélien et le Palmach (unité d'élite de la future armée israélienne) à Tel-Aviv. Il a également pu consulter la correspondance entre les gouvernements anglais et français pendant ce tumultueux épisode diplomatique et les échanges de courriers entre les organisations juives de l'époque.

Surtout, le réalisateur a bénéficié d'un fonds d'archives photographiques et filmographiques exceptionnel, en partie fourni par les passagers et les membres de l'équipage qui lui ont ouvert leurs albums personnels. Ces illustrations, mises en valeur par une réalisation soignée, permettent au téléspectateur de revivre un épisode méconnu de l'histoire contemporaine qui, à l'époque, avait choqué l'opinion mondiale. Un an plus tard, l'Etat d'Israël était créé et les malheureux passagers de l'Exodus-1947, entre-temps transférés en Allemagne (!), pouvaient enfin voir leurs voeux d'immigration réalisés.


"Nous étions l'"Exodus"", jeudi 13 décembre, à 23 h 05 sur France 2.
Sylvie Kerviel

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Comunicado de la Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela

"La Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela, institución que representa a la comunidad judía, cumple con informar al país que el domingo 2 de diciembre fue allanado el Centro Social Cultural y Deportivo Hebraica, que también alberga nuestro colegio comunitario.
Efectivos de la DISIP se presentaron a las 12:40 a.m., cumpliendo una orden del Tribunal Tercero de Primera Instancia en Función de Control del Circuito Judicial Penal del Área Metropolitana de Caracas y del fiscal 41 del Ministerio Público del Área Metropolitana de Caracas. El allanamiento fue efectuado sin la presencia del fiscal del Ministerio Público.
Después de una exhaustiva revisión de las diferentes áreas de nuestra institución, los funcionarios se retiraron dejando constancia en acta de que no se encontró ninguna situación irregular.
La comunidad judía de Venezuela con más de doscientos años de presencia nacional, aporta y coopera pacífica, democrática y de manera entusiasta al desarrollo del país, siendo sus actuaciones apegadas al marco de la ley.
Denunciamos este nuevo e injustificable hecho contra la comunidad judía venezolana, al tiempo que expresamos nuestro rechazo y profunda indignación.
Es por ello que exigimos a las autoridades competentes una exhaustiva investigación sobre lo ocurrido, que a todas luces, intenta crear tensiones innecesarias entre la comunidad de venezolanos judíos y el gobierno nacional.
De acuerdo a nuestros principios, reiteramos el llamado a la paz, fraternidad y concordia entre todos los venezolanos sin distinciones de ninguna índole."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Yiddish Muzikalisher Tango

Metropolitan Klezmer's "Yiddish Celluloid Closet" version of Muzikalisher Tango. Live band footage intercuts with pivotal revelatory moments in the nightclub scene of Yiddish screwball comedy "American Matchmaker" [Americaner Schadchen, 1940]. This bittersweet lyric from the film is revealed to have a coming-out subtext, and while onscreen text elucidates some of the film's wordplay and plot twists, the band plays fabulous horn section and accordion solos in the octet's arrangement of the same song. Leo Fuchs plays dapper closet case Nat Gold in the original soundtrack version, meeting his matchmaking client (Judith Abarbanel) at a swank New York nightclub. Director Edgar Ulmer and his cast enjoy plenty of onscreen in-jokes, even feygele triple entendres. The "musical" tango can be enjoyed on many levels... an homage to Vito Russo's original 'Celluloid Closet.'

Band:
Deborah Karpel, vocals
Ismail Butera, accordion
Debra Kreisberg, alto saxophone
Pam Fleming, trumpet
J. Walter Hawkes, trombone
Michael Hess, violin
Dave Hofstra, upright bass
Eve Sicular, drums

Videography by Bill Poznanski a.k.a.
Bill Imprint
Additional camera by Sasha Wortzel
Edited by Rich Brotman & Eve Sicular, facilities by Magnetic Post Production