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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Hitler e as lições de ontem, há 75 anos


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Mauro Santayana - JB

No dia 30 de janeiro de 1933, há 75 anos, depois de constitucionalmente aprovado pelo Parlamento alemão (o Reichstag), Adolf Hitler foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente Hindenburg. Seu partido, ainda que poderoso, não possuía maioria no Reichstag. O sistema parlamentarista de Weimar ajudou: um ano antes, Hitler fora derrotado na disputa pela Presidência da República. Os ricos conservadores e a velha nobreza o queriam. Ele era o homem ideal para estabelecer a ordem no país, que cambaleava sob a Constituição de Weimar e se confrontava com a crise econômica interna - agravada com a Depressão mundial iniciada em 1929. A esquerda, dividida entre os socialistas e os comunistas, não conseguia unir-se.

O melhor estudo sobre o nazismo continua sendo o de Joachim Fest: Hitler, Eine Studie über die Angst (Um estudo sobre o medo). É um erro reduzir o ditador aos seus problemas pessoais, à frustração juvenil e sonhos fantasiosos. Eles teriam sido inócuos, se à Depressão mundial não se somassem a ascensão dos movimentos operários na Europa, que incomodava a burguesia, o sentimento de humilhação de grande parte dos alemães com a derrota de 1918 e as pesadas reparações de guerra.

A primeira advertência daquele período é a de que o medo é o pior inimigo dos homens, porque corrói a razão, e os poucos que a conservam são contidos ou massacrados. O pavor cria falsos inimigos e salvadores perversos. Os tiranos, como Hitler, são, ao mesmo tempo, agentes e pacientes de igual angústia.

A segunda lição do nazismo é a de que qualquer um pode transformar-se em déspota, se combinar a capacidade pessoal de sedução com a indomável vontade de mando. A desqualificação de Hitler pelos seus inimigos é descuido que nos pode desarmar diante dos perigos de sempre. Hitler acreditava na Alemanha, mas acreditava em si mesmo. Foi assim que empolgou grande parte dos intelectuais alemães, começando por Martin Heidegger. A lucidez do autor de O ser e o tempo foi infectada pelos bacilos do nazismo. Integrando o partido logo depois da tomada do poder em 1933 - inscrição 312589, conforme fontes oficiais - Heidegger foi intransigente defensor da Neuordnung até o fim. Depois ele se justificaria, dizendo ter agido por oportunismo, a fim de manter a Universidade de Freiburg fora do controle direto dos nazistas. Mas os textos de seus pronunciamentos são firmes e claros. Ao tomar posse como reitor de Freiburg, em maio de 1933, o filósofo adere à teoria veterinária da História, quando afirma que o nazismo deve impor-se aos sentimentos humanistas dos cristãos, para a defesa da raça e do Estado. Em outro pronunciamento, invoca “o poder de preservar, da forma mais profunda, as forças do povo, que se enraízam na terra e no sangue”. Para ele, os estudos universitários deveriam constituir um risco, não “refúgio para a covardia”.

Os comunistas alemães se iludiam ao imaginar que a Aufklärung alemã não admitiria regime semelhante ao da Itália. E se enganam hoje os que acreditam que só na Alemanha poderia ter havido o totalitarismo quase perfeito. Onde haja tanto medo como na Alemanha (e no mundo) daqueles anos, combinado com o desemprego, a corrupção das elites e o nacionalismo exacerbado, a tirania totalitária é sempre uma eventualidade. A única forma de impedi-la é a aceitação da fragilidade dos homens.

Não há tempo e sociedade sem crises. As instituições políticas, desde a sua origem, são infiltradas de larápios e incapazes. Por outro lado, há a difusa e primitiva aversão aos diferentes, que constrói o racismo e a xenofobia - hoje de volta à Europa. Só a pluralidade de idéias e a liberdade política, com a aceitação do outro, criando as leis, podem tornar suportável o convívio dos homens.

Há muitas formas de totalitarismo, todas sangrentas. A brutalidade pode revelar-se em campos de extermínio, como os do nazismo, ou em prisões como as de Abu Ghraib e Guantánamo. Ela se mostra no massacre de povos desarmados, como o promovido por Suharto na Indonésia, e de algumas etnias africanas, e pelos bombardeios norte-americanos no Iraque, mas nenhum regime dos tempos modernos foi tão brutal quanto o de Hitler. Na repressão contra os conspiradores de julho de 1944, chefiados por von Schauffenberg, os nazistas criaram a figura da cumplicidade de sangue: além dos diretamente envolvidos no atentado frustrado contra o Führer, todos os seus parentes foram friamente assassinados - até mesmo uma criança de três anos. Isso com o apoio da hierarquia católica alemã e sob os olhos distraídos do papa Pio XII.

A humanidade não pode esquecer o tempo sombrio que começou em janeiro de 1933. Já há alguns anos, as circunstâncias perversas daquela época estão de volta e aguardam sua oportunidade - e seus tiranos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Faut-il autoriser «Mijn Kamp»?

Par Grégoire Leménager

Bibliobs

En néerlandais, le livre s'appelle «Mijn Kamp». Faut-il l'autoriser à la vente? C'est le débat qui, pendant plusieurs jours, vient d'agiter les Pays-Bas, nous informe Jean-Pierre Stroobants dans l'édition du journal «Le Monde» datée d'aujourd'hui (mercredi 19 septembre). Vaste question, en effet: «Mijn Kamp», en allemand, c'est «Mein Kampf».

Celui qui a mis le feu aux poudres est un ministre: Ronald Plasterk, ministre travailliste de l'enseignement, de la culture et des sciences.

Notez bien, cependant, avant de crier haro sur ce monsieur, que ça partait certainement d'une bonne intention. Il s'agissait de contrer Geert Wilders sur son propre terrain; lequel, en bon député populiste qui ne cache pas son jeu, demandait début août la prohibition du Coran (un «livre fasciste», selon lui). Mouvant, le terrain.

Observez également que le ministre néerlandais pouvait arguer, à juste titre, de la disponibilité sur internet du livre d'Adolf Hitler, de sa présence dans certaines bibliothèques, et, surtout, dénoncer une législation peu efficace dans son pays. En Hollande, vous avez le droit de posséder «Mein Kampf», mais pas de l'acheter: sa vente est interdite «depuis l'après-guerre» (comme en Allemagne, par exemple). Elle est même, explique le journaliste du «Monde», «pénalement punissable depuis 1987». Seulement, les contrevenants ne seraient guère écrasés, paraît-il, sous les condamnations.

Enfin, depuis sa première sortie en 1925, «Mein Kampf» est régulièrement publié à travers le monde. Y compris en Israël (le livre est traduit en hébreu depuis février 1995), ainsi que dans la plupart des états occidentaux, et dans de nombreux pays musulmans (où il est hélas un best-seller). Les droits vont au Land de Bavière, qui les détient jusqu'en 2015 (date à laquelle le texte tombera dans le domaine public).

Et en France? Une fois n'est pas coutume, la voilà plus libérale que la Hollande. Depuis un arrêt de la Cour d'appel de Paris daté du 11 juillet 1979, la plus sinistre des autobiographies est autorisée à la vente - pour son intérêt documentaire et historique. Avec des conditions très strictes cependant: le texte doit impérativement être précédé d'une longue mise en garde, où sont rappelées les dispositions légales qui l'entourent, et les ravages historiques causés par son auteur.

Cela dit, personne ne vous oblige à l'acheter.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Apresentadora alemã é demitida por defender política de Hitler

Eva Herman disse que durante o regime nazista se dava mais valor à família.

Marcelo Crescenti - BBC

De Frankfurt - A apresentadora do noticiário mais popular da televisão alemã foi demitida sumariamente depois de elogiar a política de Hitler quanto às famílias.

Eva Herman disse em uma entrevista coletiva que "nem tudo foi ruim no Terceiro Reich", e que durante o regime nazista se dava mais valor à família e aos pais.

Herman era uma das apresentadoras do telejornal Tagesschau do canal ARD, o mais importante da Alemanha, e de vários talk shows.

Depois de elogiar a política de Hitler quanto às famílias ela disse que "é claro que essa foi uma época cruel, e que Hitler era um tirano que levou o povo alemão ao abismo."

Eva Herman fez sua declaração polêmica durante a apresentação de um novo livro em que trata da imagem atual da família.

Ela foi demitida sumariamente pelos canais NDR e ARD, para os quais trabalhava, e foi duramente criticada pela imprensa alemã.

A apresentadora se defendeu dizendo que foi mal-entendida e que "quem me conhece sabe que eu não apoio movimentos extremistas nem de direita nem de esquerda."

Herman já tinha causado polêmica ao apresentar seu primeiro livro no ano passado, Das Eva-Prinzip ("O príncipio Eva", em tradução livre), com teses antifeministas.

A apresentadora defende o retorno da mulher à posição de mãe e dona-de-casa para "estabilizar a família".

No entanto, a própria Herman fez carreira na TV e como autora de livros e se casou quatro vezes. Ela tem um filho. BBC Brasil

sexta-feira, 22 de junho de 2007

FIERJ denuncía a BBC por anti-semita

Too British or Not Too British essa é a questão!

José Roitberg*

Para quem está acompanhando o desenvolvimento da "Questão Britânica", com boicote de acadêmicos e universidades contra Israel, boicote de jornalistas contra notícias favoráveis à Israel e provável remoção do ensino do Holocausto por parte de professores agindo individualmente em escolas inglesas, ontem tivemos um novo round.


A BBC, não esqueça do boicote dos jornalistas ingleses, publicou ontem (21/jun/2007), para o mundo inteiro, uma notícia especificamente anti-semita. A maioria da mídia séria optou por deixar isso de lado, mas a mídia baseada em copiar-e-colar, principalmente a que tem contratos fortes com a BBC e BBC-Brasil, publicaram a matéria na íntegra. Outras mídias, vendo o assunto, também usaram seu caráter sensacionalista e mantiveram uma nota no ar durante todo o dia 21, como foi o caso da Band News TV.

Na matéria da BBC, e apenas dela, um trabalho de um obscuro dr Bassem Habeeb, que tabalha no hospital Hollins Park Hospital, da pequena cidade de Warrington, no Norte da Inglaterra, nem foi apresentado, mas apenas circulou no encontro mundial do Royal College of Psychiatrists, ou seja, de médicos da esfera britânica.

Segundo o panfleto de propaganda de negação do Holocausto do dr. Bassem Habeeb, Hitler perseguiu os judeus e decidiu exterminá-los porque contraiu sífilis na relação com uma prostituta judia em 1908! Não há outra razão. Hitler teria 19 anos na ocasião e evidentemente não há registro das atividades sexuais dele...

Este Bassem, baseia sua teoria, apresentada como fato em algumas mídias brasileiras e na Band News TV, em observações de textos de outros autores sobre o comportamento, não só de Hitler como de outros líders múndiais, como Woodrow Wilson, e Statlin que também tiveram seus governos e decisões comandados por doenças, segundo Bassem.

Esse revisionista, não só tira a responsabilidade de Hitler e dos nazistas, como é mais um que culpa os judeus pela sua própria perseguição. Neste caso, apenas uma mulher seria a responsvál total... Mais abominável que isso é a mídia brasileira acolher essa asneira e divulgá-la de forma isenta como notícia verdadeira e válida!

A BBC e qualquer jornalista sabem que os títulos e sub-títulos são os mais lidos numa matéria e que muita gente não lê os textos, mas apenas o que está em evidência. Os títulos utilizados pela BBC, são: "Hitler pode ter lançado holocausto 'por ter pegado sífilis de uma prostituta judia'" (com o erro no "pegado" mesmo) e o subtítulo extremamente racista e anti-semita "Doença de judeu" no parágrafo que começa a falar sobre a sífilis propriamente dita.

Essa não é a trigésima vez que a BBC-Brasil se porta de forma anti-semita aberta em seus títulos e notícias do serviço em português para o Brasil e a cada vez, devemos protestar! (...)

O artigo de José Roitberg na integra no Informes da FIERJ

Matéria completa no site da BBC - clique aqui

* José Roitberg é jornalista e diretor de Comunidade na TV