Internet é mais popular que TV na Europa, diz pesquisa
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Transmitir informações e opiniões que julgo relevantes para compor uma visão sobre o mundo e agir em conseqüência. Minhas leituras não são minhas opiniões, mas me ajudam a formá-las. Luis Favre
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In every newsperson, not just Rupert Murdoch, there's the dream of owning a newspaper—my paper. This retro dream is why, for the past six months, every Wednesday morning, I've been on a conference call about the subject of software design and digital engineering as it relates to the news. Although the discussion is specifically about how to make the news exciting (come on, guys, if it bleeds it ledes), it is often as tedious an hour as any I remember from high-school math. I've been able, however, using the mute button, to shower during these calls.
Illustration by Barry Blitt.
The call gathers its participants from Chicago, Boston, Silicon Valley, and New York. On the one side are the newspeople—including, along with me, former New York–magazine editor Caroline Miller, former managing editor of the St. Paul Pioneer Press Ken Doctor, and various writers and reporters I've dragooned—and on the other side, the software engineers and their marketing counterparts from a technology company called Highbeam Research, which owns one of the largest news databases in the world (50 million articles). Highbeam has kindly agreed to put up the seed money to let us start our news … what? Not paper, not show, not screen, not portal (nobody says that anymore)—a news something in digital form. More...
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O Estado de São Paulo (a integra da matéria no jornal para assinantes)
Por que o sr. decidiu ser candidato à presidência do PT?
Pela necessidade de renovar. O PT tem 27 anos e o núcleo que dirige o partido, o antigo Campo Majoritário, se esgotou.
O relacionamento entre a cúpula do PT e o presidente Lula está cada vez mais distante. O partido tem sido preterido no governo de coalizão?
Não é que esteja distante. O que se coloca é que o PT é o principal partido do País e não está sendo valorizado. Não queremos nem mais nem menos: nem privilégios nem sermos preteridos. Não somos filhos do Lula. A relação, hoje, não é política. É tumultuada e confusa. Não faz bem para a democracia nem para o governo e nem para o PT.
O que é preciso mudar?
É preciso uma agenda comum entre o partido e o governo para que possamos colocar de forma transparente as nossas idéias. A gente percebe que isso não está sendo valorizado pelo governo porque o PT se apequenou. Não podemos, ao término de oito anos de mandato, fazer um balanço de que o governo Lula foi conservador. Não queremos ideologizar a relação, mas quem tem de dar a linha política é o PT.
O Congresso já discute a sucessão do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros. Se ele renunciar, o PT brigará pelo cargo?
O PT tem de dialogar com os aliados e escolher um nome de comum acordo. Se tiver consenso em relação ao Tião Viana (vice-presidente do Senado e filiado ao PT), tudo bem. O importante é que haja um candidato da base e pode ser do PMDB. Não é questão de princípio: é de governabilidade.
O presidente Lula pediu aos petistas que saíssem em defesa do articulador político do governo, Walfrido Mares Guia, mas o sr. foi um dos primeiros a ir contra essa orientação. Acha que ele deve entregar o cargo?
Mares Guia é um problema do governo e do PTB. A responsabilidade política por quem compõe o governo é do presidente da República, não é do PT. Eu tenho mandato parlamentar, não sou um auxiliar do presidente. Cada partido cuida dos seus pares.
Aliados dizem que o PT nunca se conformou em ter perdido a articulação política do governo, que tem enorme apetite por cargos e ciúme de outros partidos da coalizão...
Essa é uma área estratégica e, do ponto de vista político, consideramos que deveria ficar com o PT. Se você for verificar, em toda a coordenação política do governo o PT não está em nenhum lugar: nem no Ministério das Relações Institucionais, nem na liderança do governo na Câmara, nem no Senado, nem no Congresso. Só que nos momentos difíceis da vida do governo quem sai em defesa é justamente o PT.
Um momento difícil seria agora, com a tentativa de prorrogação da CPMF?
É. Muitas vezes eles (os líderes) não defendem o governo de forma enfática. Defender o governo quando tudo está bem é a coisa mais fácil do mundo...
O PT não tem candidato natural à sucessão de Lula, em 2010. É possível o partido abrir mão da candidatura à Presidência para apoiar um concorrente da base aliada?
Não existe essa possibilidade. O PT vai apresentar um nome para a base aliada. Temos vários quadros: Marta Suplicy, Jaques Wagner, Dilma Rousseff, Tarso Genro, Patrus Ananias...
Mas o presidente quer um candidato único da base. A resolução do 3º Congresso do PT, fazendo aceno à coalizão, foi jogo de cena?
Não. Lula está certo e não poderia se movimentar de forma diferente. Nós vamos apresentar um nome à coalizão.
Vão apresentar para discussão e só aceitam desde que o candidato seja do PT. É isso?
Veja, política é um processo de negociação. Se eles (os aliados) conseguirem nos convencer que o candidato apresentado é viável e melhor que o nosso, aí é outra história.
O deputado Ciro Gomes (PSB) chegou a dizer, em entrevista ao Estado, que não aceita ser vetado...
Não há veto, absolutamente. Nós somos parceiros.
Depois do escândalo do mensalão, PT e governo adotaram o discurso de que as mazelas do sistema político decorrem da falta de financiamento público de campanha. Então, por que a reforma política não foi tratada como prioridade?
Tentamos, mas a maioria não quis. Foi um erro do governo não ter entrado no debate. Isso favoreceu os que são contrários ao financiamento público.
O sr. acha que esse discurso da falta de financiamento público justifica o mensalão?
Nada justifica. Mas a relação do financiamento privado para eleger presidentes, governadores, prefeitos e vereadores não ajuda a democracia. O eleito acaba ficando refém de quem o financia. Temos de acabar com isso.
O sr. é favorável à revisão das concessões de TVs?
Não à revisão. Eu acho que as concessões têm de se dar em outro parâmetro. É preciso democratizá-las, definir novos critérios. Hoje, poucos grupos dominam essa área.
O sr. não teme que o PT fique com o carimbo de chavista ao pregar novos critérios para as concessões?
Absolutamente. Nós não somos chavistas. Esse fantasma de que nós queremos fechar TVs não existe.
Democratizar as comunicações, para o sr., é o quê?
É ter uma relação mais transparente no processo de concessões, criar um marco regulatório e envolver a sociedade na questão do conteúdo do que é passado. Temos de nos preocupar com o que queremos para o País, qual o papel dos meios de comunicação do ponto de vista do desenvolvimento cultural, que tipo de programação queremos, como fica a questão regional...
Mas isso não é uma interferência muito grande?
É uma concessão pública. Essas concessionárias têm de retribuir para a sociedade, no seu conteúdo, programações que tratem da questão cultural, do povo brasileiro, do nosso País. Não se trata de interferir na programação, no jornalismo.
Quando o sr. fala em retribuir já dá idéia de uma coisa chapa branca...
Mas retribuir para a sociedade, não para o governo. O que nós queremos é democratizar para que (a concessão) saia do controle de poucas famílias e todos possam participar. Hoje, as renovações de concessões são feitas de forma automática. Não tem critério nenhum. É um absurdo o que está acontecendo. O PT só corre o risco de ser chapa branca se perder o contato com o movimento social. Isso, sim, seria a morte do PT.
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Audiência perdida pela Globo não migra
Cristina Padiglione - O Estado de São Paulo
Entre o fim de Paraíso Tropical e o início de Duas Caras, a Globo perdeu audiência, mas muita gente não mudou de canal: só desligou a TV. Entre a terça-feira da semana passada e a última terça, 7 pontos porcentuais foram perdidos no índice total de aparelhos ligados na Grande São Paulo no horário da novela das 9. São 380 mil lares a menos.
O segundo capítulo do novo folhetim da Globo, anteontem, amargou média de 35 pontos de audiência na Grande São Paulo. Para um produto que começou nos 40, a baixa, fruto da ressaca entre o fim de um enredo e início de outro, não era exatamente inesperada. Mas pede alerta laranja da direção da casa para resgate urgente.
Mesmo na terça-feira anterior, com a trama de Gilberto Braga bombando de suspense, a média do capítulo ficou em 47 pontos de média, índice abaixo do que a emissora costuma alcançar em reta final de novela das 9. O total de aparelhos ligados na Grande São Paulo registrava então 71% -anteontem, durante Duas Caras, o total de ligados somava 64%.
A Record, que tinha esperança de abocanhar parte da platéia perdida pela Globo, não mostrou progresso significativo no horário.
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Eva Herman disse que durante o regime nazista se dava mais valor à família.
Marcelo Crescenti - BBC
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Em excesso durante a infância, pode afetar o cérebro e provocar dificuldades de aprendizado e atenção
Um estudo do pesquisador Erik Landhuis, da Universidade de Otago, em Dunedin (Nova Zelândia), publicado na revista americana Pediatrics avaliou mil jovens de 15 anos e comparou o tempo que ficavam na frente da tevê com a capacidade de se concentrarem.
Espantosamente, descobriu que quando esses adolescentes tinham entre 5 e 11 anos gastavam em média duas horas por dia assistindo à tevê. Entre os 13 e os 15 anos essa média subiu para três horas diárias, e foi o suficiente para aumentar em 40% os problemas de atenção.
O autor sugere que a tevê hiperestimula o cérebro e faz com que se perca o costume de prestar atenção em atividades que exigem uma concentração maior, tais como ler, jogar xadrez ou assistir às aulas. Assistir à tevê, prossegue, faz com que a criança se sinta atraída pelo aparelho a ponto de criar um grau de dependência.
As conclusões de Landhuis independem de fatores socioeconômicos, dificuldades de atenção no início da vida ou nível de inteligência dos adolescentes. O que acontece, segundo o autor, é que o cérebro aparentemente fica entediado com atividades mais simples e procura cada vez mais atividades que o estimulem nos mesmos níveis que a televisão. E tais efeitos são irreversíveis.
Mesmo que forçosamente o jovem tenha seu tempo de tevê controlado, as deficiências de atenção continuam a acontecer, provavelmente porque o cérebro sofre mudanças anatômicas e permanentes que o preparam para uma quantidade maior de estímulos, neurologicamente considerados uma premiação.
É preciso entender o cérebro como um organismo altamente adaptável e plástico, que responde rapidamente a estímulos externos e que aprende a captá-los cada vez mais facilmente, o que exige mudanças nas ligações celulares entre neurônios e, provavelmente, envolve o sistema de prazer e recompensa. O mesmo ligado ao vício em drogas, e que pode estar ligado também à adição por atividades como assistir à televisão, navegar na internet e nos jogos no computador.
A questão deve ser encarada como um problema de saúde pública. Em abril do ano passado, pediatras americanos chamaram a atenção para achados assustadores que corroboram isso em um artigo na revista Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. Crianças americanas com mais de 8 anos ficavam mais tempo assistindo à tevê ou jogando no computador do que em qualquer outra atividade, exceto dormir.
Há mais estudos que mostram como o excesso de horas na frente da tevê é maléfico. Por 20 anos, 700 famílias do estado de Nova York foram acompanhadas por Jeffrey Johnson, do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York. Os adolescentes dessas famílias foram avaliados em relação à capacidade de se concentrarem. Os que assistiam mais tevê tinham duas vezes mais risco de apresentar dificuldades de aprendizado e alterações de comportamento. O risco era de 15%, para quem assistia menos de uma hora por dia, e ia para 30% em quem ficava mais de três horas na frente da telinha.
Quase um terço dos “viciados” em tevê ficou com notas baixas, enquanto apenas 10% dos que assistiam menos de uma hora por dia tiveram o problema.
O pesquisador acompanhou esses jovens até os 33 anos e mostrou que os problemas de atenção continuavam a existir apesar da passagem do tempo. Para os adultos não parece haver solução para o vício, mas com nossos filhos pode ser diferente. Recomenda-se que, somado, o tempo na tevê e nos jogos eletrônicos não se ultrapasse uma hora por dia. E mais: o tempo “livre” deve ser dividido entre atividades esportivas, leitura e diálogo familiar.
Quanto a nós, os adultos viciados, um artigo do Journal Evolutionary Psychology, de pesquisadores da Victoria’s Deakin University, traz uma dica. Para conquistar o coração de alguém, escolha assistir juntos a um filme na tevê que tenha início trágico e final feliz. Segundo Mark Stokes, isso faz com que o casal se alinhe emocionalmente e que, ao fim do filme, exista uma percepção melhor do interesse do parceiro em sexo e compromisso. Os homens, porém, devem ter cuidado, pois o estudo também mostra que eles tendem a hiperestimar o interesse das mulheres por sexo, ignorando o compromisso.
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En Le sacre du temps libre et le Nouvel âge du politique, el investigador francés Jean Viard escribe una frase corta y contundente:![]()
"En el curso de su vida usted se pasa 33 mil horas en la escuela, 63 mil horas en el trabajo y 96 mil horas delante del televisor. Esto quiere decir que toda la esperanza de vida que usted ganó desde la aparición de la televisión la gasta delante de la televisión".
Publicado por Cristina Civale
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A guerra comercial no mundo das telecomunicações tem gerado prejuízos econômicos aos fabricantes de equipamentos para o setor. Diante da indecisão sobre o futuro do setor de comunicações no país, indústrias eletroeletrônicas diminuíram o ritmo de investimentos no país, já que não há uma firmeza nas encomendas de equipamentos.
Diretor da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Aluizio Birro lembra que os investimentos das indústrias fabricantes de equipamentos para o setor de telecomunicações chegaram a atingir R$ 24 bilhões em 2001, mas devem fechar esse ano em R$ 12 bilhões, mesmo número registrado no ano passado.
Birro sabe que voltar aos R$ 24 bi de 2001 não é fácil, já que naquele ano o mercado estava aquecido por causa do cumprimento das metas de universalização pelas teles. Acredita, porém, que se fossem destravadas algumas pendências o ritmo de investimento poderia melhorar. Ele lembra que em 2005 as inversões de capital no setor foram de R$ 14 bilhões.
Diretor da Nokia/Siemens Network, Birro diz que o setor já agradeceria e muito se a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acelerasse a licitação da telefonia celular de terceira geração (3G) e buscasse solucionar a questão judicial que travou o Wimax (internet de banda larga sem fio). Essas duas áreas já poderiam aquecer novamente o mercado de equipamentos.
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Congresso e a guerra "teles versus TVs"
A preocupação com o travamento do setor não está apenas na indústria eletroeletrônica. Está também na agenda da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que decidiu assumir o debate sobre a convergência tecnológica no país. Presidente da Comissão, o deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP) diz que há toda uma remodelagem da legislação do setor a ser feita, que vai tanto democratizar mais as comunicações no país como impulsionar a economia.
"A legislação atual caducou, precisa ser refeita. Não trata de vários temas, como banda larga, além de criar distorções como proibir capital estrangeiro na TV a cabo e não fazer restrições na TV paga por satélite", diz o deputado Semeghini.
A Comissão de Ciência e Tecnologia quer aprovar até o final do ano uma alteração geral na legislação do setor de telecomunicações e regulamentar a convergência tecnológica no país --transmissão de voz, vídeo e dados por um único sistema, o chamado triple play.
As teles protestam contra a situação atual, que beneficiaria a Net, controlada pela Globo e Telmex, o grupo mexicano do empresário Carlos Slim. Segundo as empresas de telefonia, hoje só a Net tem condições de ofertar o triple play, que tende a ser o grande negócio do setor, principalmente com a entrada em operação da TV digital no país.
A missão da comissão não será nada fácil. Terá de fechar um acordo entre teles e TVs, que acionaram seus lobbies para defender seus interesses. As emissoras de televisão, por exemplo, encabeçadas pela Globo, querem evitar a concorrência das teles no sistema de TV a cabo no país, receosas com perda de faturamento no bolo publicitário.
Essa é apenas uma das pontas da guerra comercial. Aprovada a autorização para que as teles entrem na TV a cabo, várias outras disputas entrarão em cena. Uma delas é definir se as emissoras de televisão serão obrigadas a vender seu conteúdo para qualquer empresa de TV a cabo.
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A proposta de paz
Em agosto, o relator do projeto de convergência tecnológica, Jorge Bittar (PT-RJ), pretende apresentar seu relatório. Funcionará como uma proposta de paz no setor de telecomunicações. Vai criar o "Serviço de Comunicação por Acesso Condicionado" (TV por assinatura, por exemplo).
Abaixo, as principais idéias do deputado sobre como deveria ficar cada etapa desse tipo de serviço:
1) Produção de conteúdo nacional: Seria restrito a empresas com controle de capital brasileiro, podendo haver participação minoritária de capital estrangeiro (entre 30% e 49%).
2) Programação de TVs pagas: Idéia é que seja restrito a empresa com controle brasileiro, mas pode ser negociado o comando de estrangeiros. O programador, porém, terá de seguir regras estabelecendo cotas de exibição de programas nacionais, inclusive por faixas de horário.
3) Distribuição de programação de TVs pagas: Seria liberado para capital estrangeiro a operação de TV a cabo, o que beneficiaria as empresas de telecomunicações, hoje proibidas de atuar no setor. Elas ficariam ainda livres para atuar em TV paga em qualquer tecnologia.
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Teles versus teles
Na guerra comercial das telecomunicações, outra batalha é sobre o mercado das concessionárias de telefonia. Há uma tendência mundial de concentração do setor nas mãos de poucas empresas. É assim nos Estados Unidos e na Europa. O Brasil caminha na mesma direção. Dois grupos fortíssimos estão atuando hoje no país: Telefônica (espanhol) e Telmex (mexicano, que controla a Embratel). Além da TIM (italiano), Brasil Telecom e Telemar (Oi). Os dois últimos têm como acionistas os grandes fundos de pensão das estatais brasileiras e, a depender da vontade do governo, devem se fundir para formar uma grande tele brasileira.
O ministro Hélio Costa (Comunicações) defende abertamente a formação de uma grande empresa brasileira, com a fusão da Brasil Telecom e Telemar, para se contrapor ao avanço da Telefônica e da Telmex.
No Congresso, posição semelhante é partilhada por parlamentares governistas e da oposição. Envolvidos na renovação da legislação do setor, os deputados Júlio Semeghini (PSDB-SP) e Paulo Bornhausen (DEM-SC) são favoráveis à criação da nova tele.
O tucano apóia a criação de uma regra de salvaguarda para que essa nova empresa não seja, logo em seguida, vendida para um grupo estrangeiro. Proposta defendida internamente no governo, para evitar que a nova empresa caia, num futuro próximo, nas mãos de uma empresa estrangeira, como a Telmex.
Paulo Bornhausen diz que essa nova tele brasileira equilibraria o mercado nacional e evitaria a formação de um duopólio estrangeiro no setor, o que seria "péssimo". O governo, contudo, já foi procurado pela Portugal Telecom, interessada em participar do negócio. Foi informada de que seria bem-vinda, desde que não fosse majoritária no controle.
Essa guerra está só no começo e promete. É bom acompanhar.
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Marcadores: Novas tecnologias, Pensata, telecomunicações, TV, TV digital, Valdo Cruz
Em momentos em que esta em discussão a questão dos indicativos de faixa etária nos programas de TV e da campanha das emissoras contra o que elas denominam a censura do governo, vale a pena ver este dado da pesquisa CNT-Sensus.
O Sr(a) é a favor ou contra a censura prévia a programas de TV:
2. Contra
| PROGRAMAS DE TV Censura Prévia | FEV 05 % | JUN 07 % |
| A favor | 54,1 | 57,9 |
| Contra | 39,7 | 35,9 |
| NS/NR | 6,2 | 6,3 |
| Total | 100,0 | 100,0 |
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Marcadores: censura, CNT-Sensus, pesquisa, TV
Carnaval Mangueira 2008