sábado, 30 de junho de 2007

O outro boi merece respeito


O que mais chama a atenção no Festival folclórico de Parintins é o respeito silencioso que acolhe a apresentação do adversário. Enquanto os vermelhos do Garantido atingem o delírio perante o ritmo da batucada,o visual das alegorias e o contagiante espetáculo do “próprio boi”; a numerosa torcida azul do Caprichoso assiste, aprecia e aguarda sua vez.

O “Eldorado é aqui” do Caprichoso fez seu ingresso com exuberância e profissionalismo sem nada a dever aos “Guardiões da Amazônia” que o precedeu na areia. Foi a vez dos mais de 15 mil torcedores vermelhos ficarem silenciosos homenageando o adversário. Uma lição de democracia que deveria impregnar o mundo político e muitas outras atividades humanas.











O “confronto”dura três dias e a cidade é virtualmente tomada por milhares de turistas e parintinenses, divididos igualmente entre azuis e vermelhos. A festa do boi bumbá, maravilhoso resgate do folclore com influências maranhenses e do sincretismo do Amazonas, constitui um manifesto cultural extraordinário sobre a preservação da floresta, sobre os problemas da relação da civilização e a natureza. Ao mesmo tempo uma fonte de emprego e renda que aprimora-se a cada ano. Em particular, após a presença do presidente Lula em 2003, onde pela primeira vez um presidente se fez presente no festival, que está hoje na sua 42° edição.

A festa constitui um momento de reafirmação desse compromisso com a exploração ecológica da Amazônia, ou como disse Vicente de Matos, presidente do Boi Garantido, “trata-se de um alerta para que as gravíssimas conseqüências do aquecimento global e do desaparecimento das florestas em nosso planeta não passem de um pesadelo.”

Não por acaso desta vez o boi bumbá Garantido exibiu uma mistura de bicho folharal, figura lendária que aparece para punir quem fere a floresta e o seringueiro Chico Mendes (a 20 anos de seu assassinato). Junto com eles uma feérica dança de criaturas encantadas, caboclos, gladiadores da tribo dos Munduruku, e o ritual Zuruahá, ao ritmo alucinante de uma batucada esquentada pelo apoio de milhares de torcedores. Em Parintins, se nasce azul ou vermelho, Caprichoso ou Garantido. E mesmo que os vermelhos se proclamem com orgulho “o boi do povão”, tem muito azul que vem do mesmo povo tão caprichoso na sua alegria.

A grande festa, ainda em andamento, dura três dias. Domingo à noite será a grande final e com o mesmo respeito será proclamado o campeão.

Durante as festividades, o acolhimento aos turistas é acompanhado de uma intensificação das campanhas contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, assim como de luta contra o HIV e demais doenças sexualmente transmissíveis. Uma infraestrutura de hotéis e pensões, assim como barcos com grande capacidade e conforto de hospedagem, permitem uma estadia gostosa. Tudo conflui para fazer de Parintins uma porta para o desenvolvimento de um turismo ecologicamente equilibrado da Amazônia e com benefícios crescentes na geração de empregos e de renda.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Turismo: Estado do Paraná receberá R$ 43 milhões

Ana Ehlert, do Jornal do Estado (Paraná)

O valor foi divulgado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy durante a abertura do 2º Festival Internacional do Turismo

A ministra do Turismo Marta Suplicy, em Curitiba

O Paraná deve receber, neste ano, R$ 43 milhões do Ministério do Turismo para investir em obras estruturantes para o setor. O valor foi divulgado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy durante a abertura do 2º Festival Internacional do Turismo, realizado em Foz do Iguaçu, na noite de quarta-feira. Marta afirmou que, de 2003 a 2007, o investimento feito pelo Ministério no Estado foi de R$ 55 milhões, sendo 90% deste valor destinado a Foz.

Ontem, já em Curitiba, Marta esteve reunida com o presidente da Regional Sul 2, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Moacyr José Vitti. À ministra foi entregue o projeto de revitalização do complexo religioso do Santuário. A primeira fase das obras, com a construção do centro de apoio aos romeiros, já foi concluída.

A ministra do Turismo também destacou os investimentos na divulgação do turismo brasileiro no exterior, principalmente em países como os Estados Unidos e Japão. Somente nos Estados Unidos, o Ministério investirá cerca de R$ 40 milhões em propaganda.
Outro público cotado pelo Ministério é o dos aposentados. Segundo a ministra, em agosto será lançada uma campanha voltada para os aposentados.

O Ministério está negociando a entrada de novos vôos internacionais para destinos turísticos, incluindo Foz do Iguaçu. Segundo a ministra, Foz está numa região estratégica, já que, num raio de 25 quilômetros, tem três aeroportos.
O Ministério investirá na qualificação profissional, através de um programa de excelência em hotelaria desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação.

O programa vai priorizar 65 destinos turísticos brasileiros, entre eles Foz do Iguaçu.
Marta participou ainda do lançamento da Great Brazil Express, projeto de implantação do primeiro trem de luxo do Brasil. O passeio de trem de luxo fará parte de um pacote turístico de oito a dez dias pelo Brasil, com inicio e término na cidade do Rio de Janeiro, mas tendo seis dias de atividades no Paraná.

PT e PSDB antecipam disputa de 2008 em Curitiba

Marli Lima

A advogada e ex-diretora financeira de Itaipu Binacional, Gleisi Hoffmann, mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, gostou de sua primeira experiência nas urnas e já não esconde o interesse em participar de um novo desafio. No último pleito ela candidatou-se ao cargo de senadora pelo PT e, com 45% dos votos, por pouco não desbancou o veterano Álvaro Dias (PSDB), que conseguiu 50%. A petista quer agora ser a primeira prefeita da capital paranaense e tem total apoio do partido.

"A candidata à prefeitura será a Gleisi", afirmou o deputado federal Ângelo Vanhoni (PT), que concorreu ao executivo municipal nas últimas três eleições. Ontem, Vanhoni e Gleisi almoçaram na capital paranaense com a ministra do Turismo, Marta Suplicy. Três dias antes, o atual prefeito da cidade, Beto Richa (PSDB), recebeu o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Questionada se a campanha já havia começado para os dois, Gleisi respondeu em tom de brincadeira. "Campanha pra saber quem vai trazer mais gente pra cá? Essa eu ganho."

Ao trazer Aécio, Richa, que não nega o interesse em ser reeleito para, no futuro, tentar pela segunda vez o governo estadual, reuniu centenas de empresários e políticos para um almoço em que ele próprio era o homenageado. Gleisi também cercou-se de políticos e empresários para recepcionar a ministra. "Não sou amiga de todos os ministros, mas a Marta eu conheço desde quando ela era deputada e eu trabalhava no Congresso", lembra a petista, que tem como uma das bandeiras a defesa dos interesses das mulheres.

Gleisi disse que a vinda da ministra ao Paraná já estava acertada há algum tempo e que, como ela participou de evento em Foz do Iguaçu, aproveitou para passar por Curitiba. Com isso, a petista aproveitou para cumprir uma promessa de quando foi candidata ao Senado, de chamar a atenção para o potencial de turismo religioso em Paranaguá, no litoral do Paraná, onde anualmente ocorre uma festa à padroeira do Estado, Nossa Senhora do Rocio.

Sobre seu futuro político, ela responde que está estudando. Mas emenda: "Não vou sair da política. Com a votação que alcancei, tive mostras de confiança." Questionada se será, então, candidata a prefeita, ela não esconde os planos. "Há grande chance de eu ser candidata, sim, e estou estudando gestão de cidades. Estou apaixonada pelo assunto." Leia mais no Valor (para assinantes)

Brasil foi o país que mais ganhou com o Mercosul, indica estudo

Janes Rocha

Dezesseis anos depois de lançado o Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, o Brasil foi o país que mais se beneficiou da integração regional como um todo. Por outro lado, a integração não conseguiu reduzir os desequilíbrios de renda e desenvolvimento que atingem não só os países menores do bloco - Paraguai e Uruguai - mas também regiões inteiras do Brasil e da Argentina, que até agora não foram beneficiadas pela união aduaneira entre os quatro países.

Esta é a conclusão de um trabalho intitulado "Assimetrias no Mercosul: Impedimento para o Crescimento?", elaborado e recém-concluído pela Rede de Investigações Econômicas do Mercosul. A Rede Mercosul é composta de quase uma centena de economistas ligados às universidades do Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil (da qual fazem parte UFRJ, Ipea, Unicamp e Funcex). Eles estudam os principais aspectos econômicos do bloco e já lançaram cerca de dez livros, além de inúmeros "papers". Leia mais no Valor (para assinantes)

"temos de investir" disse Carlos Wilson sobre os aeroportos

Petista critica plano para setor aéreo

O ex-presidente da Infraero, deputado Carlos Wilson (PT-PE), criticou ontem o plano de investimentos do governo federal para o setor aéreo. Para o deputado, que é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os R$ 878 milhões reservados para obras em 2007 e os R$ 3 bilhões previstos para serem gastos até 2012 não são suficientes para atender à demanda do setor. "É muito pouco, com o perdão do presidente Lula. Porque o crescimento de movimentação dos aeroportos será maior do que esse volume de investimentos", disse o parlamentar, ontem, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo da Câmara.

Carlos Wilson usou números para demonstrar que a infra-estrutura está no limite e os investimentos precisam ser maiores do que os previstos. "Hoje, temos uma capacidade aeroportuária para 118 milhões de passageiros por ano. E já temos um fluxo de 102 milhões. Como o crescimento do setor deve ficar na média de 20% ao ano, temos de investir", disse ele, fazendo previsão pessimista. "Começo a ficar temeroso com o que vai acontecer em relação à infra-estrutura aeroportuária."

O ex-presidente da Infraero cobrou dos governos estaduais e federal "coragem" para fazer obras importantes no setor e alterações nos vôos para desafogar alguns aeroportos. "Temos de ter coragem para evitar que Congonhas trabalhe com mais de 12 milhões de passageiros por ano. Hoje, o aeroporto está esgotado e opera com 20 milhões", afirmou.

O deputado criticou duramente as empresas aéreas. Segundo ele, é preciso coragem para mudar os horários dos vôos e de pico dos aeroportos. "Não podemos aceitar a pressão das empresas aéreas, que não pensam no país", criticou. "Temos de ter coragem para fazer um trem bala que ligue São Paulo a Viracopos (Campinas), que será o aeroporto mais importante do país nos próximos 50 anos." Leia mais no Valor (para assinantes)

Ministra de Turismo prevê R$ 43 milhões para o Paraná em 2007

Gazeta do Povo de Paraná

Curitiba – A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, garantiu ontem o repasse de R$ 43 milhões para investimentos no Paraná em 2007, por meio de emendas parlamentares – disputadas por deputados governistas e de oposição. O volume prometido é significativo já que, entre 2003 a 2006, o ministério destinou R$ 54 milhões para o estado.

Segundo a ministra, os estados devem listar até 10 de julho as emendas de seu interesse e, depois, o ministério fará a sua lista de prioridades. A partir desse levantamento, o ministério fará reuniões com as bancadas dos partidos no Congresso para a escolha dos investimentos.

“Interessa a aprovação de emendas estruturais”, disse Marta, em um encontro com jornalistas no Castelo do Batel, em Curitiba, após participar da apresentação de projetos de promoção do turismo no estado.

Crise aérea

Ao ser perguntada sobre os problemas do tráfego aéreo, Marta disse acreditar que a situação “está caminhando para uma solução”. “O futuro a Deus pertence. Mas nós achamos que as providências que o governo tomou para a crise estão bem encaminhadas”, disse. A ministra aproveitou para citar um estudo do Banco Central que registrou um aumento de 12,88% no número de turistas no Brasil no último mês de abril em relação ao mesmo período do ano passado.

Geraldo Rocha, diretor financeiro da Associação Brasileira de Agências de Viagem, no Paraná, que participou de uma reunião com a ministra ontem, vê com cautela esse otimismo. “Para crescer, o turismo no estado precisa de investimentos pesados em infra-estrutura. O aeroporto em Foz, por exemplo, não tem o conforto necessário para atrair turistas”, ponderou.

Religião - Marta promete ajudar Santuário do Rocio

Gazeta do Povo Paraná

A ministra Marta Suplicy disse ontem em Curitiba que o Ministério do Turismo vai liberar recursos para a revitalização do complexo religioso do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá. Durante encontro com o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Sul II, dom Moacyr José Vitti, ela afirmou que serão liberadas verbas para a festa do Rocio, que ocorre em novembro, e para custear parte das obras de infra-estrutura e restauração do complexo.

De acordo com a ministra, Paranaguá é um exemplo que ajuda a justificar o crescimento dessa modalidade de turismo no país. “Agregar cultura e lazer à manifestação da fé faz crescer o movimento de peregrinos em todo o Brasil. No ano passado eles representaram 3,2% do total de turistas, contra 2,7% em 1998.”

Giovani Ferreira

México 1.0: Ése que no pintaba murales

Blog de Cristina Civale Civilización & Barbarie

"Nadie como Rufino Tamayo para pintar el sol y el barro” han dicho los críticos sobre este artista mexicano que comparte honores con Clemente Orozco, Diego Rivera y David Siqueiros, y también con Picasso.

Retrato de Olga

Rufino Tamayo (Oaxaca,1899 - México, 1991) es uno de los creadores más destacados de la primera mitad del siglo XX en América Latina y, gracias a préstamos de instituciones públicas y privadas de todo el mundo, el Miami Art Museum presenta una de las mayores exposiciones que se hayan hecho hasta la fecha sobre su obra:Tamayo: A Modern Icon Reinterpreted.


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Duro cruce de Brasil y Venezuela por la integración del Mercosur

Es por la ausencia de Hugo Chávez a la cumbre del organismo en Asunción. El canciller Celso Amorim criticó el faltazo. Y fuentes brasileñas afirmaron que es una señal de que a Caracas no le interesa el acuerdo regional.

Eleonora Gosman ASUNCION ENVIADA ESPECIAL Clarín
egosman@clarin.com

ENOJO. EL PRESIDENTE BRASILEÑO, LULA DA SILVA. SE AHONDAN LAS DIFERENCIAS CON VENEZUELA.

Para alivio de algunos, según fuentes diplomáticas en la capital paraguaya, Hugo Chávez estaba ayer lo suficientemente lejos (en Moscú) como para que su voz retumbara en el salón de reuniones de la XXXIII cumbre presidencial del Mercosur. Sin embargo, su ausencia también se hizo sentir. Introdujo, entre los socios, una incertidumbre: Caracas ¿quiere o no ser parte efectiva del Mercosur? A esto se sumó un nuevo cruce de declaraciones entre Brasil y Venezuela que vino a demostrar que crece la irritación del gobierno de Lula da Silva frente al venezolano.

El brasileño Celso Amorim abrió el fuego con declaraciones publicadas ayer por el diario carioca O Globo. El canciller sostuvo: "Lula (da Silva) y yo hubiéramos preferido que el presidente Chávez esté en Asunción. Pero las naciones son soberanas y emiten las señales políticas que quieren dar". Añadió entonces: "Claro que la ausencia de un líder en una reunión le saca peso a su país en las decisiones". En esa línea se interrogó: "¿Cómo Chávez puede sentirse cansado (del Mercosur) si todavía no entró?". Y luego avanzó más al señalar que esperaba "un gesto de buena voluntad" de Chávez para el Congreso brasileño, a quien el venezolano llegó a calificar de "loro que sigue los dictados de Washington", por una carta que le envió el Senado para que reconsidere la no renovación de la señal a la emisora RCTV.

Ya en Asunción, le tocó al vicecanciller venezolano Rodolfo Sanz transmitir las posiciones de su gobierno. "El presidente Chávez no tiene que disculparse ante el Senado brasileño" que según su interpretación incurrió en "injerencia en asuntos internos". Sobre la ausencia presidencial, Sanz culpó del faltazo a un cambio de fecha de la cumbre, que no consideró el compromiso de Chavez con Rusia e Irán.

Detrás de este cruce de declaraciones, hay un mar de fondo. "Venezuela ya acordó con Paraguay y Uruguay un mecanismo de liberación comercial, pero no hizo igual con Argentina y Brasil", se quejaban ayer diplomáticos de esos países. Para entrar al Mercosur es preciso establecer los tiempos de la apertura comercial con el cuarteto inicial y trazar el cronograma de incorporación del arancel externo común. Sin estas condiciones, Venezuela no puede pretender pertenencia. Lea más aqui

Meu nome é trabalho

Marta diz que já se desculpou


CURITIBA. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou ontem, em Curitiba, que o apagão aéreo não afetou o fluxo de turistas, e que o problema nos aeroportos caminha para “um período de quietude”. Ela não escapou de dar explicações sobre a sugestão para o brasileiro “relaxar e gozar”.

— Já pedi desculpas e vou responder com muito trabalho.

Marta citou dados do Banco Central para mostrar que o setor manteve o vigor: as divisas com o turismo tiveram alta de 12,8% em abril, sobre o mesmo período de 2006. Ela própria se disse surpresa com esses números Marta acrescentou que existe um projeto para o aeroporto de Cumbica (SP) para que haja, nos moldes de Salvador, um serviço de recepção dos turistas. Segundo ela, isso poderia amenizar os transtornos causados pelos atrasos nos aeroportos.

(Ana Paula de Carvalho, especial para o GLOBO)

'Se os ricos não abrirem a agricultura, não tem negócio'


Presidente Lula reafirma posição brasileira nas negociações da Rodada Doha

Leonencio Nossa e Leonardo Goy

Às vésperas de uma viagem para discutir com dirigentes europeus o impasse nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que o Brasil não recua da posição assumida na semana passada, na Alemanha, de só falar de redução de tarifas de importação de bens industriais se os Estados Unidos e a União Européia diminuírem os subsídios da agricultura.

'Não podemos trabalhar com eles no século 21 como se trabalhou no século 20', disse ele, no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário, no Palácio do Planalto. 'Devem compreender que os países emergentes precisam ter a oportunidade de disputar com eles', ressaltou. 'Não tem acordo.'

Foi a primeira manifestação pública de Lula desde o fracasso da reunião da OMC em Potsdam, Alemanha. Durante o encontro, Brasil e Índia não concordaram em reduzir em 50% suas tarifas de importação de bens industriais. Os Estados Unidos e os países europeus criticaram a posição dos dois emergentes de se retirar das negociações.

Lula disse que, 'no fundo', os países ricos queriam abrir o mercado de bens dos emergentes sem aceitar a abertura do mercado agrícola, setor em que as nações em desenvolvimento são mais competitivas. 'Então, não tem negócio', afirmou.

O presidente relatou que, numa conversa na sexta-feira passada por telefone, o então primeiro-ministro britânico, Tony Blair, tentou convencê-lo a aceitar os termos do acordo propostos por americanos e europeus.

'O Tony Blair me ligou ponderando que, se o Brasil não aceitasse o coeficiente que eles iam propor para a indústria, não tinha acordo', contou. 'Eu falei: então não tem acordo, porque, mais uma vez, vocês querem que os países emergentes, os países pobres, abram as suas porteiras e vocês lacrem as de vocês.'

Lula também relatou que, na conversa com Blair, disse que aceitaria viajar para qualquer lugar para discutir a retomada das negociações. A visita de Lula a Portugal, na próxima quarta-feira, inclui encontros com a chanceler alemã, Angela Merkel, o chefe de governo da Espanha, José Luiz Zapatero, e o presidente de Portugal, Cavaco Silva. 'Mas, se eles não abrirem a agricultura, não tem mais conversa', avisou. A platéia, formada por representantes do agronegócio, aplaudiu.

PRESSÃO

Lula lembrou que os Estados Unidos queriam aumentar de US$ 15 bilhões para US$ 17 bilhões o limite de subsídios aos agricultores e o Brasil queria que esse limite ficasse em US$ 12 bilhões. Ele reclamou ainda da pressão dos países ricos para que os emergentes, como Brasil e Índia, abrissem seus mercados para produtos industrializados. Leia mais no jornal O Estado de São Paulo (para assinantes)


quinta-feira, 28 de junho de 2007

TURISMO REGISTRA MELHOR ABRIL DA HISTÓRIA

Gastos de turistas estrangeiros atingiram US$ 388 milhões no mês; acumulado do ano aponta para receita anual recorde

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), US$ 388 milhões ingressaram na economia do País, em abril deste ano, por meio do gasto de turistas estrangeiros. A cifra é 12,88% superior à registrada no mesmo período do ano passado (US$ 344 mi) e dá ao mês o título de melhor abril de toda a série histórica da receita cambial turística brasileira.

Para a ministra do Turismo, Marta Suplicy, “o desempenho de abril confirma a consistência do fluxo turístico internacional no Brasil, além de indicar a qualificação do turista estrangeiro, que gasta mais e permanece mais tempo no País”.

Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a receita totaliza US$ 1.720 bilhão, 10,37% a mais que no mesmo quadrimestre de 2006 (US$ 1.559 bi). O ritmo mensal de ingresso de dólares tem apontado para uma receita anual em torno de US$ 4,8 bilhões – o que poderá converter 2007 no melhor ano da história do turismo ao ultrapassar os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006.

as trocas cambiais oficiais e gastos em cartões de crédito internacional
. Fonte Ministério do Turismo

deputado Roberto Felicio escreve à Folha

Ao Painel do Leitor

Folha de São Paulo

Senhor editor,

Em sua coluna de 27 de junho (A escola Marta/Maluf), Clóvis Rossi extrapolou.

É lamentável que o articulista utilize o espaço de que dispõe na Folha não para fazer uma análise isenta sobre a situação atual do país e sim como instrumento de disputa eleitoral antecipada, a serviço de um determinado projeto político recentemente rejeitado pela maioria do povo brasileiro.

Atenciosamente,

Roberto Felício

Deputado Estadual

Vice-líder da Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo

Lazy, hazy days for lucky Lula

The Economist tenta explicar o que para muitos parece difficil de entender: Lula tem o apoio do povo.


Leia a seguir as conclusões do artigo da revista inglesa

(...)

Brazilians often gripe that their politicians, ensconced in Brasília, live in pampered isolation from everyday realities. Yet perhaps it is the newspapers, for all the polished competence of their investigations, which are living in a bubble. They are read by the few: Folha de São Paulo, the biggest-selling daily, shifts only 300,000 copies in a country of 190m people. Meanwhile, the average Brazilian is rather content, less interested in the television news than the soap opera that follows it. Scandals notwithstanding, the president is hugely popular. In São Paulo's gritty periphery “everyone loves Lula,” says Afonso Gonçalves, who owns a small supermarket in the suburb of São Bernardo, where the president was once a trade-union leader. “He focused on the poor. He's the people's president.”

It is not hard to spot the reasons for the public mood. In many ways, Brazil is doing better than it has for a generation. Inflation is low and economic growth is steadily rising. Aloizio Mercadante, who chairs the Senate's economic-affairs committee, reels off many other positive numbers: the current account is in surplus; the fall in the public debt is ahead of target; the Central Bank's benchmark interest rate has fallen from 27.6% in 2002 to 12% today; total wages in the economy have grown by 8% over the past year; investment is up 7% over the same period; and consumption has risen for 15 consecutive quarters. Leia aqui na integra o artigo do The Economist

Resposta de Clóvis Rossi a Luis Favre e réplica

Resposta do jornalista Clóvis Rossi - "O companheiro de Marta Suplicy tenta confundir o público. Reconhecer um erro de informação é uma coisa. Opinião é outra completamente diferente. Eu dei a minha. Mantenho-a."

Está foi a resposta de Clóvis Rossi a minha carta (ver embaixo).

A resposta é uma tentativa burda de fugir do ponto.

A opinião de Clóvis é formulada a partir do que?

Não de uma informação, ou de uma opinião da Marta. Não!

Clóvis se apega a uma frase infeliz que a própria Marta publicamente renegou para tentar colar Marta Suplicy a Maluf e ambos ao pai de um dos facínoras do Rio que agrediu uma pessoa brutalmente.

No exemplo que formulei na minha correspondência procurei mostrar que se um jornal, no caso a Folha, pode errar e acusar, o que é gravíssimo, uma figura pública de superfaturamento e reconhecendo depois o erro, devemos aceitar suas desculpas; por que uma frase espontânea imediatamente corrigida, com desculpas públicas, não recebe o mesmo tratamento?

Por que a autocrítica vale para Folha e não para Marta?

Clóvis Rossi se esconde por trás do direito de ter opinião. Mas as opiniões de Clóvis Rossi também estão sujeitas à decência, à mesura e equilibro que se aguarda de um jornalista ou de qualquer pessoa que procura debater idéias e não veicular preconceitos, insultos e inacreditáveis exageros. Ou é "guerra suja" e vale tudo?

Luis Favre

Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Carta enviada a Folha de São Paulo em resposta a Clovis Rossi

Um dos grandes fatos da história da Folha aconteceu durante a administração Marta Suplicy em São Paulo.

O jornal publicou em sua primeira página que Marta tinha superfaturado a compra de palmeiras para a revitalização da Av. Faria Lima e, dois dias depois, no mesmo espaço e com igual destaque, reconheceu e se desculpou por ter errado.

O erro, grave, que atingiu eticamente a figura da então prefeita da cidade, havia escapado dos diferentes controles que o jornal possui. Tanto o autor, como seu editor, assim como o responsável do jornal, não tinham visto nada.

Mas a Folha teve a coragem e a honestidade de pedir desculpas pela falha, saindo engrandecida deste triste episódio.

Clovis Rossi era, na época, e ainda é hoje, membro do Conselho Editorial da Folha. Ele sabe, portanto, que esse tipo de erro pode destruir a reputação de um jornal, mas sabe também que ao reconhecê-lo a publicação ganha enorme credibilidade. Ele sabe, igualmente, que, na vida de um jornal, falhas desse tipo são inevitáveis.

Ninguém, em seu juízo perfeito, admitiria que a Folha, por esse erro, pudesse ser comparada ao Ministro de Hitler, Göering, para quem uma mentira repetida varias vezes se transformava em verdade; ainda mais depois de a Folha ter reconhecido o erro publicamente. Ninguém igualmente aceitaria que se acusasse a Folha de nefasta e estupradora da verdade.

Clovis Rossi tem um passado respeitado como jornalista, e este passado evidentemente admite erros; porem não me consta que ele seja de cometer canalhices. Seu artigo de hoje contra a Ministra Marta é um insulto à sua própria historia.

Será que ele, assim como a Folha no episódio das palmeiras da Faria Lima ou como Marta em sua frase infeliz, saberá pedir desculpas?

Luis Favre

Turismo e franquia na pauta dos Estados Unidos

Representante do governo americano se reúne com ministros brasileiros e participa da feira da ABF. O governo dos Estados Unidos quer elevar a posição do Brasil no ranking de países que mais enviam turistas a seu território. O objetivo é fazer com que o País volte aos níveis de 1997, quando era o quinto colocado, com cerca de 940 mil turistas. Quando? "Amanhã", brinca a sub-secretária de Comércio dos Estados Unidos para serviços e turismo, Ana Guevara. "Estamos trabalhando para isso".

No ano passado, o número de brasileiros que desembarcaram nos EUA cresceu 8%, para cerca de 500 mil, deixando o País na décima colocação. A queda no fluxo de turistas - não só brasileiros - foi motivada, segundo Ana, pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, que levaram o país a adotar medidas mais rigorosas de segurança e para emissão de vistos. "O governo dos Estados Unidos tem plena consciência disso e tem trabalhado com os Departamentos de Estado, de Comércio e de Segurança para melhorar a situação."

Os EUA fizeram uma relação dos países com maior dificuldade em obter vistos. Escolheu o Brasil para adotar procedimentos que tornam mais ágeis as emissões de vistos. Desde 2006, foi reduzido de 100 para 60 dias o tempo de espera para a entrevista com a autoridade norte-americana, que faz parte do procedimento. "Para a renovação o tempo é de apenas dois dias. Conseguimos elevar o número de procedimentos de 100 para 300 por dia."

O consulado norte-americano em São Paulo quase dobrou o número de vistos emitidos diariamente. "De 800 vistos por dia chegamos em alguns casos a 1.400", diz Ana. Alguns programas especiais foram adotados para facilitar e agilizar a emissão do visto. Um deles foi uma parceria com a Câmara Americana de Comércio (Amcham) que, em caso de vistos corporativos, ajuda o interessado na parte administrativa, como no preenchimento de formulários, e na checagem de dados, por exemplo.

Em visita ao Brasil até 5 de julho, Ana discutirá temas que dizem respeito a áreas do Diálogo Comercial Brasil-EUA, iniciado em junho de 2006 pelo então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e o secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez.

Ontem, a portas fechadas, reuniu-se com representantes de companhias aéreas dos Estados Unidos que já operam ou têm interesse em operar no País - cujos nomes não foram divulgados - e com a ministra do Turismo, Marta Suplicy.

Segundo Ana, o objetivo da reunião foi verificar se há interesse das empresas em aumentar o número de vôos para o Brasil (principalmente Nordeste e Brasília). O único empecilho jurídico existente hoje para o aumento é, segundo Ana, o acordo bilateral entre Brasil e EUA, que, entre outras coisas, estabelece que para cada vôo que entra no País tendo como origem os Estados Unidos, um deve fazer o caminho inverso. "São necessárias outras considerações por parte das empresas aéreas para saber se essas rotas fazem sentido em termos de negócio".

Segundo Ana, nova reunião será realizada nos Estados Unidos entre as empresas e os departamentos de Estado e de Turismo do país para discutir se existe interesse de conversar com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre uma flexibilização no acordo ou mesmo a adoção de novo pacto.

Hoje, operam no Brasil quatro companhias: American Air Lines, Delta, United e Continental, em um total de 105 freqüências semanais ao Brasil.

Franquias

Ana veio ao Brasil chefiando delegação de nove franquias norte-americanas, para participar da ABF Franchising Expo 2007, que acontece até sábado, em São Paulo. "No Diálogo Comercial estamos procurando meios de facilitar a entrada de franquias brasileiras nos Estados Unidos e de franquias americanas no Brasil", diz.

Durante a feira, juntamente com o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Ana participará da cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre as entidades representativas dos dois países.

Fundos de investimentos

Segundo Ana, em setembro ela volta ao Brasil junto com 30 representantes dos maiores fundos de pensão dos Estados Unidos. "Eles passarão uma semana aprendendo sobre oportunidades de investimento em capital de risco e private equity." kicker: Ana Guevara tem expectativa de ampliar número de operadoras e de vôos entre os dois países e de atrair mais turistas brasileiros (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Valéria Serpa Leite)

Aberto Festival de Turismo de Foz do Iguaçu

Com 1.200 inscritos contra 800 no ano passado, foi aberto na noite desta quarta-feira (27/06) o 2o Festival de Turismo de Foz do Iguaçu. A expectativa dos organizadores é que 1.500 pessoas visitem os estandes nos três dias de realização da feira. Durante a festa de lançamento, realizada no Hotel Bourbon Cataratas, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou que ainda este ano está prevista a liberação de R$43 milhões para o Paraná: "De 2003 a 2007 foram investidos R$55 milhões", comparou ela. Segundo Marta, dessa verba anterior, 90% foi destinado a Foz do Iguaçu.

A ministra informou que, por ano, de 800 mil a 1 milhão de pessoas visitam as cataratas: "Passa por Foz o equivalente à população de Guarulhos. Digo Guarulhos porque é a segunda cidade paulista mais populosa", exclamou Marta, que sobrevôou o Parque Nacional do Iguaçu por uma hora na tarde de hoje. "Dá orglho de ser brasileira quando vemos belezas naturais como esta. O turismo do século 21 é o ecológico e nós mal começamos a trabalhá-lo", comentou.
Marta Suplicy destacou que está sendo estudada junto com a Japan Airlines e a Korean Airlines a operação de vôos da Ásia direto para Foz do Iguaçu: "Queremos aproveitar as comemorações pelos 100 anos de imigração japonesa, em Maringá e Rolândia, e trazer ainda mais asiáticos para cá". De acordo com a ministra, houve um aumento de 75% de turistas japoneses no Brasil nos últimos anos e, por isso, deverá ser mantido o Escritório de Promoção Turística do Mercosul no Japão. "Com base em pesquisas realizadas pelo MTur, no imaginário do japonês quando se fala em turismo estão belezas naturais, pássaros, música e futebol, tudo isso nós temos", complementou.

A ministra, que estava ao lado de representantes dos setores público e privado, além de autoridades do trade turístico, falou ainda sobre a importância do mercado chinês para o Brasil: "Haverá 50 milhões de turistas chineses em 2020 e 100 milhões em 2050, precisamos urgentemente de um escritório de turismo nesse país", lembrou Marta, que disse já estar negociando com a Argentina uma parceria nesse sentido.

Os Estados Unidos também não ficaram de fora do discurso da ministra sobre as oportunidades para o mercado turístico brasileiro: "Depois da Argentina e antes de Portugal, os EUA são o segundo país que mais enviam turistas para o Brasil. Quarenta e três milhões de americanos falam espanhol. Caribe e México são os destinos preferidos, mas a partir do ano que vem para um americano entrar nas ilhas caribenhas será preciso passaporte, antes bastava a identidade. Ele já vai estar documentado. Basta vir."

Dos 65 roteiros prioritários anunciados no Plano Nacional de Turismo 2007-2010, seis cidades do Paraná serão contempladas: Curitiba, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Paranaguá, Morretes e Guaraqueçaba.

Após o lançamento do Festival, foram realizadas palestras com Paulo Gaudenzi, ex-secretário de Turismo da Bahia, sobre o processo de regionalização do turismo integrado, e com Raimundo Peres, diretor de Marketing da Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu, sobre estratégias de marketing para o processo de regionalização do turismo da região sul. A abertura oficial da exposição acontece amanhã (28/06) às 14h.

Fonte Mercado & Eventos

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Vereador José Americo responde a Clovis Rossi

Ao Painel do leitor da Folha de São Paulo

O artigo de Fernando de Barros e Silva, publicado no dia 25 de junho, na Folha, em defesa da Ministra Marta Suplicy, diante do verdadeiro linchamento a que ela está sendo submetida em decorrência de uma frase infeliz, teve um duplo mérito.

Por um lado, o de ter destacado a história de Marta e mostrar o absurdo que é tentar jogar esta história no lixo, simplesmente devido a uma frase impensada que, por sinal, foi imediatamente seguida de reiterados pedidos de desculpa.

O artigo de Fernando de Barros e Silva tem, entretanto, um outro mérito. Que é o de mostrar a verdadeira intenção daqueles que, como o colunista Clovis Rossi, na edição da Folha do dia 27 de junho, ou Alexandre Garcia, em seus comentários na TV Globo, utilizam o espaço jornalístico que possuem como instrumento de perseguição política, através do surrado método da manipulação.

O ditador soviético Stalin agia assim para caluniar, linchar moralmente e justificar o assassinato de seus oponentes. Um erro, uma frase infeliz, um desvio na juventude ou uma posição divergente no passado -- tudo servia como pretexto. As vitimas deviam fazer autocrítica e autoflagelar-se publicamente, o que não garantia nenhum perdão. Nos processos, fazia-se a mistura de fatos e pessoas que não tinham nada em comum - comunistas e fascistas, espiões e mafiosos – com a finalidade de manchar e destruir reputações e pessoas.

Em sua coluna, Clovis Rossi se vale do mesmo método, sem o poder que tinha Stalin, graças a Deus.

Da mesma forma que Alexandre Garcia fez a absurda comparação entre o nazista Adolf Hitler e Marta Suplicy, Rossi compara Marta com o pai de um daqueles fascínoras que espancou uma empregada doméstica no Rio e que agora tenta justificar a atitude do filho.

O artigo de Fernando de Barros, que também é editor da Folha, foi uma resposta antecipada aos comentários absurdos e irresponsáveis de seu colega de jornal.

José Américo Dias
Vereador de São Paulo

Gabinete na Câmara Municipal: Viaduto Jacareí, 100 – 4° andar – sala 404 Fones: 3396-4851 / 4409

Jornal do Turismo entrevista Marta Suplicy

As últimas declarações da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que ganharam grande repercussão são provas irrefutáveis de que a imprensa peca ao tentar cristalizar uma frase, isolando-a de um contexto mais abrangente. Ou seja, em nome de interesses políticos, ofuscou-se a grandiosidade do trabalho do Ministério do Turismo junto ao trade e, principalmente, ao povo brasileiro.

O Plano Nacional de Turismo (PNT) está dando continuidade à gestão anterior de Walfrido dos Mares Guia e aponta para um futuro de desenvolvimento econômico no País, através do turismo. Nesta entrevista ao jornalista Cláudio Magnavita, Marta disse ao que veio, como ministra, estrategista, ex-prefeita de São Paulo e mulher.

Cláudio Magnavita - Ministra, a sua gestão tem recebido o apoio das principais entidades representativas do setor turístico brasileiro. Como foi descobrir esse mundo mágico do turismo? Como tem sido sua experiência como ministra?

Marta Suplicy - O apoio de todo o trade turístico ao PNT foi uma descoberta. Revelou a força que o turismo tem - apesar de não termos a mesma pujança de outros países. Afinal, já competimos com a indústria automobilística.

CM - O lançamento do PNT contou com oito governadores de Estado, de deputados, senadores e do próprio presidente da República. Isso é um grande ato, para uma atividade que até então era praticamente desconhecida do grande público...

MS - Aos poucos, tenho percebido que o turismo é a área que mais gera emprego rapidamente. E isso vai desde as pessoas mais qualificadas até as mais humildes. Para o jovem, por exemplo, há muito campo, e com mobilidade social: ele começa a trabalhar num restaurante e, depois de 20 anos atuando nesse segmento, pode, qualificado, abrir um empreendimento próprio. A idéia do Plano Nacional de Turismo 2007-2010 é a da inclusão social. Por isso chamamos de uma “Viagem de inclusão”. Há 40 meses consecutivos o consumo aumenta no Brasil. Temos hoje uma venda espetacular de celulares. Três milhões de pessoas já tem o aparelho. Isso tudo sem contar o aumento de brasileiros que estão comprando automóveis. Nosso povo está consumindo, sim. Quem nunca teve acesso a um avião está se locomovendo nele. Esse mercado é novo para o turismo: muitas dessas pessoas nunca pensaram que poderiam usufruir do turismo com a sua família; conhecer uma bela praia do Nordeste; Ouro Preto; Brasília; mergulhar em Bonito; conhecer a Chapada dos Veadeiros ou o Pantanal. É uma coisa que ainda não deslanchou, porque o pessoal está ainda partindo para os bens de consumo. Mas na hora que o brasileiro perceber que vamos ter pacotes de R$ 500 a R$ 600, com pagamentos mensais de R$50, é pé na estrada e no avião.

CM - O crédito consignado pode beneficiar o público da terceira idade, que é fundamental para o desenvolvimento do turismo?

MS - Estamos falando de um público que pode consumir um pouco mais. O estudante, a classe média e o aposentado são públicos potenciais. Começamos pelo aposentado, porque ele construiu este País. Deve ter mais direitos entre todos nós. Através do crédito consignado, a agência de viagem faz o pacote que não onera em nada para o cidadão: o dinheiro do crédito vai direto para a operadora. Conseguimos isso através de uma portaria rápida do ministro da Previdência, o (Luis) Marinho. Ou seja, o dinheiro sai direto do INSS para a conta da operadora. Então, não há problemas de não recebimento por parte da operadora. A Caixa Econômica e Banco do Brasil, com juros abaixo de 1%, também permitiram a baixa do valor do pacote. Agora, as agências estão todas muito envolvidas em fazer um negócio diferenciado para o aposentado de 60, 70 e 80 anos.

CM -As pessoas podem viajar inclusive nos períodos de baixa estação?

MS - Com o projeto, ajuda-se o aposentado a viajar em pacotes mais acessíveis. O hotel do empreendedor permanece em atividade, e cheio, durante todo o ano. Isso alguns países já fazem de forma mais contundente que nós. Na Espanha, por exemplo, há quatro meses de grande estação. Depois, quando os hotéis ficavam vazios, as pessoas eram despedidas porque não tinham como manter toda a estrutura. O governo espanhol fez a conta, no sentido de avaliar se era mais proveitoso pagar seguros-desemprego para essas pessoas ou avalizar pacotes subsidiados para que o povo pudesse viajar em época de baixa estação, e manter os empregos. Eles resolveram que era mais barato. No Brasil, acreditamos no crédito consignado para aposentados na baixa estação, de sete a oito dias, em roteiros rodoviários ou aéreos - baratos ou um pouco mais caros, (respectivamente). Isso gerará um impacto muito bom para a economia. Num outro dia você me perguntou “onde começa essa história com os aposentados”? O Ministério quer participar da capacitação e do treinamento junto às agências, que também estarão recebendo pessoas que nunca entraram lá, e que podem ficar desconfiadas por serem agências muito elegantes. Mas é para entrar mesmo, porque ali estarão profissionais treinados que os atenderão com todo o carinho e respeito, mostrando os melhores pacotes para o idoso. Para treinar e organizar os pacotes, começamos com o Estado de São Paulo, que mais envia viajantes no Brasil e tem o maior número de aposentados. Brasília será o nosso segundo foco porque queremos que a região Centro-Oeste se torne um centro de viagens, que o Brasil se expanda também naquela direção. Todos irão viajar, prioritariamente, para o Nordeste: lugar onde mais se precisa de renda e emprego. Distribuição de renda, diminuição de desigualdades regionais e empregabilidade são as principais orientações do presidente Lula para o turismo - principalmente para o Nordeste. Estive em Cabrália e Porto Seguro – no evento da tocha olímpica dos Jogos Pan-Americanos -, e o pessoal estava preocupado com a baixa freqüência. Isso é muito ruim para um lugar tão bonito, em que o idoso poderia ir. É um privilégio desfrutar daquela praia agradável e da nossa gastronomia. Isso tudo agora será mais acessível.

CM - Gostaria de falar da responsabilidade de estar num ministério criado por iniciativa pessoal do presidente Lula, e de a senhora ter sucedido o Walfrido dos Mares Guia. O sucesso de uma gestão está na equipe, parcialmente preservada, somada ao que a senhora trouxe de novos talentos para o Ministério?

MS - O ministro Walfrido foi uma sorte. Entrou num Ministério novo, chamando, com muita sensibilidade, as pessoas que trabalhavam na área. Foi através dos secretários de turismo dos governos, dos municípios e de todo trade, que se criou o Conselho Nacional de Turismo (CNT), com mais de 60 cadeiras representativas: todos pensando num plano para 2003-2007. Esse plano resultou num planejamento de marketing muito importante para o turismo. Agora, que estou entrando nesse setor, vejo como os países que têm o turismo desenvolvido trabalham. Eles não brincam em serviço: gastam fortunas em marketing. Dubai, que há quatro anos recebia menos de dois milhões de visitantes, hoje passou o Brasil. Tem uma propaganda gigantesca, linhas aéreas. O retorno do investimento em turismo é muito lucrativo e fabuloso. É uma atividade muito rápida: se o Produto Interno Bruto cresce a 3%, o turismo vai a 5, 6%. Se tem 4%, o turismo chega a 7, 8%. É uma área que requer investimento. Essa pesquisa encomendada pelo Mares Guia, possibilitando criar um novo Plano para 2007-2010, tornará o Ministério ainda mais profissional. Não temos 'achômetro', mas, sim, pesquisas. Por exemplo, no exterior, temos o Plano Aquarela, que revela os países em que mais devemos investir em propaganda. Argentinos, americanos, portugueses, italianos e alemães são os que mais visitam o Brasil. Vamos investir nosso plano de marketing na Argentina, nos Estados Unidos, em Portugal (com menos força) – já que de lá vêm 400 mil turistas. Temos um teto. Vamos manter nossas relações: agora, a TAP está realizando cinco vôos novos entre Lisboa e Brasília. Cinco para o Galeão, e outros três para São Paulo – totalizando quase 60 vôos de freqüência. É um ótimo mercado. Vamos agora para os ingleses e alemães, onde nunca investimos.

CM - A então prefeita de São Paulo, que introduziu o Eduardo Sanovicz na administração do Anhembi Eventos, agora o vê, com seu trabalho refletido em âmbito nacional, no Ministério. Conte-me um pouco dessa história.

MS - O Eduardo Sanovicz foi muito bom para o Anhembi. Colocou-o de pé, reformou-o em grande parte, e o fez sair do vermelho, gerando lucro. Ele foi convidado pelo Mares Guia para assumir a Embratur. Reorganizou toda a empresa de uma forma muito experiente. A Jeanine (Pires, atual presidente da Embratur) é um dos tesouros que ficaram. Tem muita experiência, é jovem e dinâmica. Fiquei contente de o Mares Guia não a ter levado, já que ela é de turismo, e ficou no Ministério. Nossa atual equipe não pode se esquecer do mercado interno. Se temos cinco milhões de pessoas que vêm visitar o Brasil - queremos aumentar -, temos também 50 milhões de brasileiros que viajam por aqui. Essa é a força da hotelaria e do turismo interno, que gera empregos e divisas. Isso atrai também pessoas de fora, que podem usufruir de uma rede hoteleira consolidada.

CM - O Márcio Favilla, que era o secretário Executivo do Ministério, pediu para lhe falar sobre a Secretaria Executiva e a própria estrutura do Ministério. Ele teve uma conversa de quase três horas com a senhora, e saiu do seu gabinete encantado com a sensação de que o trabalho teria continuidade. Essa é uma marca da Marta Suplicy, da época em que era apresentadora de TV - de não pré-conceitualizar, antes de tomar uma decisão correta?

MS - Temos de ter a humildade de saber que estamos entrando numa área que não entendemos. O Mares Guia escolheu as pessoas mais indicadas: o Sanovicz, que estava no Anhembi, o (Milton) Zuanazzi, que também é um homem do turismo. Chamou todo o trade e disse: “vamos trabalhar juntos”. Eu também chamei as pessoas corretas para conversar. O próprio ex-ministro também me pôs muito a par dos acontecimentos. A partir disso, você começa a ler, estudar e ouvir mais atentamente. Como ex-prefeita de São Paulo, tive a sensação de como o turismo teve um impacto. Tivemos aqui a Octad, maior evento da ONU. Foi difícil conseguir: a ONU tem exigências de segurança e espaço para realizar o seu evento, que são o “top do top”. Conseguir trazer esse tipo de evento para São Paulo e realizá-lo de forma exitosa foi importante para nós.

CM - É interessante o apartidarismo do setor turístico. A senhora esteve agora há pouco reunida com o prefeito de SP, o Gilberto Kassab...

MS - Como ministra, não tenho problemas com os organismos que tenho de trabalhar. A cidade de São Paulo tem mais números de eventos e recebe e emite mais turistas no Brasil. Na área de lazer, o Rio é mais significativo. Mas, se somarmos lazer e bussines em SP, essa cidade realmente 'chama' mais visitantes. A prefeitura é o coração disso tudo. Propomos a ele transformar o Campo de Marte num novo Anhembi, em comparação à Feira de Milão. Vamos investir no Anhembi também. Ele ficou encantado com a idéia de uma rodoviária na Zona Leste. O turismo que essa região tem simpatia é o de um dia, como o de visitações à Aparecida do Norte, por exemplo.

CM - A cidade de São Paulo é metropolitana. Tem uma dimensão geográfica estrondosa. Só que a política pau-istana se manifesta de maneira muito pequena. O que falta para mudar a cabeça dessas pessoas, no sentido de se pensar a cidade como ela realmente merece?

MS - As pessoas que moram em São Paulo têm consciência da importância da cidade. Quem está aqui pensa sempre a partir de uma perspectiva de metrópole cosmopolita. Nada aqui é pequeno. Conseguimos exercer impacto quando fizemos um bilhete único ou um CEU. Governar São Paulo é um desafio gigantesco. Voltar para cá é uma emoção boa. Agora o palácio do Anhangabaú é um orgulho. Vieram um pouco as lembranças difíceis de se lembrar: as decisões difíceis da prefeitura.

CM - Gostaria de mergulhar agora na sua experiência de mãe, mulher, gestora, no momento em que o turismo está sob gestão feminina no Senado, na Câmara, na Embratur, no Ministério e agora, que a Organização Mundial do Turismo terá a mulher no centro do debate de sua reunião.

MS - É uma coincidência feliz. O século 21 é o das mulheres. Podemos ter uma presidente na Argentina. No Chile, temos a Michele Bachellet. A Angela Merkel está fazendo um trabalho extraordinário na Alemanha. As mulheres aos poucos estão chegando lá. O Brasil é um país com muitos paradoxos nesse sentido, e eu estou feliz com o Ministério do Turismo.

CM - O seu nome poderia ser o escolhido para comandar o Brasil?

MS- Ainda é muito cedo para falar sobre isso e e eu estou feliz com o Ministério do Turismo.

CM - Recentemente, a imprensa congelou uma frase da senhora, utilizando-se politicamente de um tema, ofuscando o teor do próprio PNT. As entidades do setor se solidarizaram, pedindo que os jornais voltassem seus holofotes para o Plano. Como a senhora avalia esse episódio?

MS - A frase foi no sentido de que as pessoas não desistissem de viajar. É realmente como um parto: todos sofrem no aeroporto, mas depois tem a alegria imensa de viajar. Infelizmente a frase se transformou em tudo o que não quis dizer. Fiquei triste porque foi um dia de muita importância para o Ministério do Turismo. Mas o Plano para 2007-2010 acabou sendo pouco falado. É uma “Viagem de Inclusão”, para criar mais de 1 milhão e 700 mil empregos, com metas de divisas para o Brasil. Serão 65 regiões a serem consideradas como modelos de nosso desenvolvimento turístico. Temos muito mais que 65 - mas não temos recursos para investir em mais que isso, num primeiro momento. Depois, vêm os planos de agregar os estudantes, o trabalhador e o aposentado, para que possam conhecer o Brasil. O estudante só vê o País pelos livros ou pela TV. O presidente falou que Villa-Lobos ganhou de seu pai uma biblioteca grandiosa, mas ele preferiu vendê-la para percorrer o Brasil. Estendeu a viagem, influenciando enormemente a sua vida e composição musical. O estudante que viaja tem a janela aberta para o mundo. É um vivenciamento que muda a cabeça das pessoas.

CM - Alguns jornais foram refratários a uma agenda positiva. O trade se mobilizou para divulgar seu apoio a senhora, através de um comunicado público. O que a senhora sentiu ao perceber essa manifestação pública de apoio, em diferentes entidades do turismo?

MS - Senti que sou do mesmo time. Foi uma união, com uma solidariedade muito grande, de pessoas que estão na mesma equipe, dispostas a fazer com que o Ministério do Turismo cresça junto com o Brasil, levando o nome do nosso País a um patamar tão belo quanto sua beleza.

Cláudio Magnavita / JT

Palocci, depois da tempestade


Por Anselmo Massad [27/6/2007] Revista Fórum

Durante todo o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o principal e mais constante tema de críticas por parte da Fórum foi a política econômica adotada pelo governo federal durante o primeiro mandato do petista. Longe de estar isolada na análise, a defesa de ações voltadas a um crescimento econômico mais intenso era o centro das cobranças direcionadas ao então ministro da Fazenda Antonio Palocci.

Depois de sua queda da pasta econômica do governo federal em meio à crise política de 2005/2006 e da eleição, Palocci compilou sua versão da passagem pelo poder no livro Sobre formigas e cigarras (editora Objetiva), nas livrarias desde março.

Por alegação de dificuldades de agenda, a entrevista solicitada foi sendo adiada a partir de então, até que o agora deputado federal propôs respostas por e-mail. Fórum aceitou condicionando a publicação à consistência das respostas às 14 perguntas, o que de fato ocorreu. Confira a íntegra.

FÓRUM – No livro, o senhor usa a expressão “tiro de canhão” de dentro do governo para definir as declarações da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em entrevista a O Estado de S.Paulo na qual ela qualificou como “rudimentar” a proposta de déficit nominal zero. A impressão, na leitura do livro, é de que se trata da única demonstração de ressentimento com a postura de algum membro do primeiro escalão do governo. Essa impressão é correta?

ANTONIO PALOCCI – Não, definitivamente. A ministra Dilma utilizou a palavra “rudimentar” naquela oportunidade porque o ministro Paulo Bernardo havia apresentado um estudo muito preliminar sobre perspectivas fiscais. Quando usou a palavra “rudimentar” a entrevista pareceu agressiva. Mas para quem conhece a ministra Dilma sabe que ela, muitas vezes, utiliza palavras fortes como instrumento de debate e não como agressão. De minha parte a polêmica nunca foi motivo de ressentimento. Nem nesse caso, nem em tantos outros. Seria ingenuidade pensar que faríamos uma política econômica de duro ajuste sem debates. Isso nunca me passou pela cabeça. Por isso sempre lidei com compreensão nas polêmicas com o PT ou no caso do debate com a ministra Dilma. Mas o fato é que naquele momento a entrevista provocou uma grande polêmica, na medida em que vivíamos uma crise política de grandes proporções. Foi isso que procurei caracterizar no livro. Mas ressentimento não, de nenhuma forma.

FÓRUM – Além desse caso, o senhor se ressente de outras personalidades do governo ou do partido em algum momento de sua passagem pela Esplanada dos Ministérios?

PALOCCI – No livro eu procurei demonstrar – e não sei se consegui – que considerava natural a reação do PT à política econômica. Afinal, um partido criado no movimento social e sindical, chegar ao governo e ter que, como obrigação primeira, debelar uma grave crise econômica é, de fato, uma tarefa ingrata. Por isso sempre compreendi as razões do PT ou de membros do governo. Mas ao mesmo tempo tinha absoluta convicção de que, se não enfrentássemos a crise econômica com rigor, o primeiro governo do presidente Lula iria desandar com a certeza da volta da inflação. O que ajudou foi o fato de que Lula tinha total clareza disso. Nossa aposta, mesmo nos momentos de maior pressão, que não foram poucos, era que os resultados iriam compensar o esforço e o capital político empreendido naquele momento. Ou seja, se após o esforço, viesse crescimento, geração de empregos, recursos para os programas sociais e inflação baixa, com melhora da renda, então as duras medidas se justificariam no tempo. E felizmente os resultados estão aí, mostrando que o governo acertou ao apostar num ajuste do tamanho que era necessário. As eleições de 2006 mostraram que o povo compreendeu isso perfeitamente, mais do que muitos imaginavam. Agora é hora de colher os frutos, pois o Brasil está diante de uma oportunidade econômica e social extraordinária.

FÓRUM – Setores do PT acusaram-no de encampar teses neoliberais. Como o senhor reagiu a essas acusações? Em outras palavras, sua atuação na Fazenda foi contraditória com seu histórico de militância?

PALOCCI – Desde aquele período e até hoje tenho conversado pacientemente com esses colegas do PT. Principalmente porque acredito que suas críticas são fruto de boa-fé e não de agressões gratuitas. Um aspecto fundamental que diferenciou nossa gestão econômica das chamadas práticas neoliberais foi que, desde o início, trabalhamos na construção de um processo de recuperação econômica inclusivo. Já em 2003, no meio da crise, começamos a elaborar os instrumentos iniciais de inclusão, como a facilitação da bancarização das pessoas pobres, eliminando taxas nas contas simplificadas, com o crédito consignado, que permitiu aos trabalhadores acesso a taxas de juros menores que a metade do que pagavam antes e a construção da unificação dos programas de transferência de renda no Bolsa Família. Quem quiser chamar isso de neoliberal que o faça. Mas o tempo tem mostrado uma profunda transformação social do Brasil a partir da combinação da estabilidade econômica e das políticas de inclusão. Considero que a política econômica socialmente justa é aquela que chega à mesa do trabalhador. No passado o Brasil já cresceu a taxas elevadas piorando a distribuição de renda. Para ser mais claro, no passado o Brasil cresceu financiado pela concentração de renda dada pela inflação. O processo de crescimento atual é qualitativamente diferente. Ele ocorre com inflação baixa, com aumento da renda e com melhor distribuição da renda na sociedade.
Leia a entrevista na integra aqui

PREFEITURA DE SÃO PAULO FAZ CONTRATO DE EMERGÊNCIA POR VALOR MAIOR

por vereador Donato (PT)

Em Março deste ano, as empresas que forneciam leite em pó para o Programa Leve Leite, pediram para a Prefeitura reajuste nos contratos firmados em 2006 de R$ 5,88 o quilo para R$ 7,67 devido o aumento do produto. A Prefeitura julgou abusivo o pedido das empresas e por não chegar a nenhum acordo, os contratos foram suspensos após o prazo legal de negociação.

Hoje, para correr atrás do prejuízo, a Prefeitura está elaborando um contrato emergencial com a empresa Nestlé para fornecer leite em pó para as crianças a R$ 8,52. Valor esse, mais caro do que se tivesse negociado com as Empresas contratadas por licitação há quatro meses atrás, o que teria deixado de prejudicar mais de 1 milhão crianças e por tanto tempo.

O Prefeito Kassab têm divulgado informações imprecisas e contraditórias quanto ao fornecimento do leite. O impasse caracteriza a grande quantidade de improvisos na tentativa de manobrar o problema de distribuição do Leve Leite.

Young Americans Are Leaning Left, New Poll Finds

Published: June 27, 2007


Young Americans are more likely than the general public to favor a government-run universal health care insurance system, an open-door policy on immigration and the legalization of gay marriage, according to a New York Times/CBS News/MTV poll. The poll also found that they are more likely to say the war in Iraq is heading to a successful conclusion.


The poll offers a snapshot of a group whose energy and idealism have always been as alluring to politicians as its scattered focus and shifting interests have been frustrating. It found that substantially more Americans ages 17 to 29 than four years ago are paying attention to the presidential race. But they appeared to be really familiar with only two of the candidates, Senators Barack Obama and Hillary Rodham Clinton, both Democrats.

They have continued a long-term drift away from the Republican Party. And although they are just as worried as the general population about the outlook for the country and think their generation is likely to be worse off than that of their parents, they retain a belief that their votes can make a difference, the poll found.

More than half of Americans ages 17 to 29 — 54 percent — say they intend to vote for a Democrat for president in 2008. They share with the public at large a negative view of President Bush, who has a 28 percent approval rating with this group, and of the Republican Party. They hold a markedly more positive view of Democrats than they do of Republicans. More...

Plan to Send Immigrants Home Is Defeated

By JULIE HIRSCHFELD DAVIS, Associated Press Writer
12:52 PM PDT, June 27, 2007

WASHINGTON -- The Senate on Wednesday killed a Republican proposal to require all adult illegal immigrants to return home temporarily in order to qualify for permanent lawful status in this country.

Also defeated was a Democratic bid to restrict legal status to those who have been in the United States for four years.

The vote was 53-45 to table an amendment by Sen. Kay Bailey Hutchison, R-Texas, to require that illegal immigrants go home within two years in order to qualify for a renewable Z visa to live and work lawfully in the United States.

The bill, which could grant lawful status to as many as 12 million illegal immigrants, requires only heads of household seeking permanent legal residency to return home to apply for green cards. More...

Sempre Há Um Outro Lado

A Voz do Vale
Quarta-feira, 27 de junho de 2007

José Carlos Santos Peres

Tão logo a dona Marta viajou com o seu “relaxa e goza” busquei ligar a frase infeliz por ela proferida à do Maluf no seu “estupra, mas não mata”.

Passada a turbulência, fiquei com a impressão de que exagerei na comparação. Na edição de ontem, página 2 da Folha de São Paulo, o articulista Fernando de Barros e Silva jogou a pá-de-cal em meus argumentos.

Reconsidero, pois. E fico com a opinião daquele jornalista – bem mais lúcida e lógica (o que não é novidade). Renego a minha e assino a que se segue: ” Não resta nenhuma dúvida sobre a infelicidade da frase de Marta Suplicy. A própria ministra logo percebeu a bobagem e tentou corrigir-se, pedindo desculpas. Não funcionou. A “dica de viagem” está incorporada à sua biografia política e certamente ainda irá lhe render vários constrangimentos. De imediato, serviu para conecta-la ao apagão aéreo, problema sobre o qual a titular do Turismo tem tanta responsabilidade quanto a sua colega do Meio Ambiente, Marina Silva, - isto é, nenhuma.

“Relaxa e goza!” Marta foi vítima da sua autoconfiança, acabou traída pela espontaneidade. Ofendeu quem já estava sendo desrespeitado em seus direitos e/ou humilhado nos aeroportos. Deveria ficar por aí.

Impressionam, no entanto, a insistência e a violência dos ataques à ministra, as facilidades e os exageros comparativos, os estupros do bom senso cometidos nos últimos dias. Não é preciso ir muito longe para constatar a fúria machista recalcada na fala dos marmanjos.

Marta não é Maluf. Muita gente quis comparar a frase da primeira ao célebre “estupra, mas não mata”. Não faz nenhum sentido. Maluf se referia a um caso concreto de estupro seguido de morte quando formulou sua sentença singela. Alegar que “relaxa e goza” tem como premissa a frase “se o estupro é inevitável” equivale a usar uma verdade fora de contexto para produzir uma mentira como resultado. É má-fé.

Goste-se ou não, boa parte da vida pública de Marta está ligada a posições avançadas sobre comportamento e sexualidade, ao esclarecimento e à emancipação da mulher à defesa de minorias.

O auge do obscurantismo, o supra-sumo da boçalidade pertence a Alexandre Garcia, que no “Bom Dia, Brasil” comparou o ‘relaxa e goza” da ministra à inscrição “o trabalho vos libertará”, dos pórticos dos campos de concentração do nazismo. O deboche é o mesmo, disse.

Ainda somos um país de sorte. Seria bem pior se o jornalista Garcia fosse ministro da Propaganda”.

Jornalista Carlos Brickman critica Alexandre Garcia

Uma coisa é uma coisa...

Tanto Marta Suplicy quanto Guido Mantega falaram besteira sobre o apagão aéreo. Foram duramente – e merecidamente – criticados pela imprensa. As críticas se referiram não apenas às bobagens que disseram, mas à ligeireza com que analisaram um problema da maior seriedade. Até aí, tudo bem.

...outra coisa é outra coisa

Mas o comentário de Alexandre Garcia, na Globo, sobre a frase de Marta Suplicy, tem os mesmos defeitos das palavras da ministra: analisa os fatos com ligeireza e trata sem cuidado um problema da maior gravidade. Garcia comparou o drama dos passageiros retidos nos aeroportos aos campos de concentração nazistas, e a frase da ministra à “O Trabalho Liberta”, estampada na entrada de Auschwitz. Marta deve ter muitos defeitos, mas não é nazista - e, na luta pelos direitos humanos e contra o fascismo, é uma aliada confiável do campo democrático. Tentar de qualquer maneira ligá-la ao nazismo é uma baixaria inaceitável. Leia a integra da coluna do jornalista Carlos Brickman aqui

Idosos sonham em navegar na internet

Coluna Gilberto Dimenstein

O maior sonho dos idosos é saber acessar a internet.
Segundo pesquisa do Datafolha, 41% demonstram vontade de estudar. Quando indagados sobre o que desejam aprender, a resposta vencedora é informática para poder navegar pela web. Apesar disso, apenas 12% dos idosos fazem algum curso e aprendem coisas novas. A maior parte deles é excluída digitalmente.

Quarenta e cinco por cento têm computador em casa, mas só uma parcela de 19% utiliza a máquina.Apesar disso, a maioria acha positivo aprender a usar o computador na terceira idade, e associa os benefícios desse aprendizado à internet, vista e utilizada principalmente como fonte de informações e conhecimento e meio de comunicação com amigos e familiares.

A pesquisa será divulgada hoje durante a apresentação do manual do Projeto que oferece inclusão digital a terceira idade.

O Datafolha ouviu 309 moradores da cidade de São Paulo, a partir dos 60 anos de idade, para conhecer seus hábitos e saber suas opiniões em relação ao uso de computadores e da internet. Leia mais aqui

A pegadinha dos pedágios desmascarada

do Jornal da Tarde, hoje:

Pedágios ficarão até 26% mais caros

As praças nas rodovias do Estado tiveram aumento anunciado de 4,39%, mas por conta da fórmula de reajuste, os preços ficarão bem mais salgados em vários casos

"O motorista que trafega pelas estradas do Estado de São Paulo terá de desembolsar até 26,31% a mais nos preços dos pedágios a partir de 1º de julho. Esse é o porcentual de aumento da praça de São Roque, na Rodovia Raposo Tavares, que passará dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,80. O pedágio mais caro do Estado, o do complexo Anchieta-Imigrantes no sentido São Paulo-Litoral, subirá de 14,60 para 15,40, uma alta de 5,5%".

Leia a matéria completa do JT clicando aqui.

Comentário: além de caros e de se multiplicarem sem parar, os pedágios agora embutem essa "pegadinha", que nada mais é do que um truque das concessionárias de "incorporar" trechos novos construídos - e que não passam de obrigações contratuais. Ou seja, quanto mais eles cumprirem determinados itens desses contratos "fabulosos", mais o bolso dos motoristas será chamado a pagar a conta. Leia o Blog de João Antonio aqui

Pedágio nas alturas

PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

Não é possível que tudo continue aumentando acima da inflação exceto o salário. Agora é a tarifa do pedágio nas rodovias administradas por concessionárias em São Paulo.

Numa das praças de pedágio o reajuste será de 26,31%, com a desculpa de que houve duplicação num trecho de 12 quilômetros da Rodovia Raposo Tavares.

Pedágio não é só para quem usa a estrada. Esse custo será repassado para os produtos com reflexo no custo de vida, afinal o escoamento da produção industrial e agrícola tem que passar por alguns dos 77 pedágios do Estado.

Para uma inflação média de 3 a 4% (dependendo do índice), os pedágios aumentarão em média 5%. Também quem não quiser arriscar viagem aérea nas férias e optar em ir de carro tem que preparar o bolso.

Escrito por Maria Inês Dolci

TV Digital: Emissoras insistem em bloquear gravação de programas, filmes e jogos

Terra Magazine
Quarta, 27 de junho de 2007, 08h07

Felipe Corazza Barreto

Marcello Casal Jr. /Agência Brasil

Hélio Costa, ministro das Comunicações,
é contra o bloqueio às gravações



A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão volta a cobrar que o governo torne obrigatório um bloqueio à reprodução do conteúdo exibido na TV Digital e alega que, sem isso, contratos com produtores podem ficar inviáveis. O ministro Hélio Costa, das Comunicações, se declara contra a restrição.

Esse é um dos argumentos em que a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) se baseia para cobrar a obrigatoriedade de um sistema de trava à reprodução de programas no projeto de lançamento da TV Digital no país.

Um dos argumentos da Abert é que TV Digital sem bloqueio à gravação de programas pode inviabilizar contratos com produtores de conteúdo. "Às vezes tem pessoas que querem entregar um programa para você, mas querem algum pré-requisito de segurança", diz Ronald Barbosa, assessor técnico da Associação.

O bloqueio proposto é por meio do sistema DRM (Digital Right Management). O dispositivo, a ser instalado nos aparelhos receptores, pode até permitir uma gravação de determinados programas, mas impede que a cópia seja feita em série. Segundo a Abert, é um duro e necessário golpe na pirataria dos sinais da TV Digital.

A idéia do bloqueio já foi descartada pelo governo na reunião mais recente do Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, no dia 28 de maio. As emissoras recorreram e esperam reverter a decisão no próximo encontro de deliberação do Comitê, marcado para essa semana, mas ainda sem dia certo, segundo o próprio Ministério.

A assessoria de comunicação do Ministério informou que o ministro é totalmente contra o bloqueio. Ainda de acordo com o MC, qualquer recurso apresentado deve ser levado em conta, mas Hélio Costa mantém sua posição de que as leis anti-pirataria do país são suficientes para coibir a prática em relação aos programas da TV Digital, sem a necessidade de bloqueio. Leia a entrevista de Ronald Barbosa da Abert aqui

Carta enviada a Folha de São Paulo em resposta a Clovis Rossi

Um dos grandes fatos da história da Folha aconteceu durante a administração Marta Suplicy em São Paulo.

O jornal publicou em sua primeira página que Marta tinha superfaturado a compra de palmeiras para a revitalização da Av. Faria Lima e, dois dias depois, no mesmo espaço e com igual destaque, reconheceu e se desculpou por ter errado.

O erro, grave, que atingiu eticamente a figura da então prefeita da cidade, havia escapado dos diferentes controles que o jornal possui. Tanto o autor, como seu editor, assim como o responsável do jornal, não tinham visto nada.

Mas a Folha teve a coragem e a honestidade de pedir desculpas pela falha, saindo engrandecida deste triste episódio.

Clovis Rossi era, na época, e ainda é hoje, membro do Conselho Editorial da Folha. Ele sabe, portanto, que esse tipo de erro pode destruir a reputação de um jornal, mas sabe também que ao reconhecê-lo a publicação ganha enorme credibilidade. Ele sabe, igualmente, que, na vida de um jornal, falhas desse tipo são inevitáveis.

Ninguém, em seu juízo perfeito, admitiria que a Folha, por esse erro, pudesse ser comparada ao Ministro de Hitler, Göering, para quem uma mentira repetida varias vezes se transformava em verdade; ainda mais depois de a Folha ter reconhecido o erro publicamente. Ninguém igualmente aceitaria que se acusasse a Folha de nefasta e estupradora da verdade.

Clovis Rossi tem um passado respeitado como jornalista, e este passado evidentemente admite erros; porem não me consta que ele seja de cometer canalhices. Seu artigo de hoje contra a Ministra Marta é um insulto à sua própria historia.

Será que ele, assim como a Folha no episódio das palmeiras da Faria Lima ou como Marta em sua frase infeliz, saberá pedir desculpas?

Luis Favre

terça-feira, 26 de junho de 2007

Lula e Serra assinam acordo para investimentos de R$ 7,3 bi em SP

Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra, assinaram nesta terça-feira um acordo de cooperação para investimentos de R$ 7,39 bilhões em obras de saneamento e urbanização em São Paulo, previstos no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) para o período de 2007 a 2010. Ontem, o governo federal informou erroneamente que o total seria de R$ 7,8 bilhões.

Segundo o combinado, o governo federal irá desembolsar R$ 4,92 bilhões, enquanto a contrapartida do governo estadual ficará em R$ 1,82 bilhão e a dos municípios, em R$ 605 milhões.

As obras de saneamento básico e urbanização inclui favelas na região metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista. De acordo com o governo federal, três milhões de famílias de 58 municípios (27 das regiões metropolitanas da capital, 14 da região de Campinas e oito da Baixada Santista, além de nove cidades com população superior a 150 mil habitantes) serão beneficiadas.

Entre as favelas que serão urbanizados estão Paraisópolis, Pantanal e Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Também será feita a recuperação de mananciais no entorno das represas Bilings e Guarapiranga; a despoluição da Baía de Santos e da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí; a extinção de palafitas (Baixada Santista); obras de saneamento básico no entorno do Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas); obras de abastecimento de água e esgoto sanitário na região de Diadema.

O acordo foi assinado no Palácio dos Bandeirantes. Também estão presentes a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e o ministro das Cidades, Marcio Fortes.

Além das contrapartidas de Estados e municípios, nos próximos quatro anos o governo federal prevê investir R$ 40 bilhões em projetos voltados prioritariamente para o abastecimento e tratamento de água e esgoto, recuperação de mananciais, remoção de áreas de risco e erradicação de palafitas em todo o país.

Os recursos federais são provenientes do Orçamento Geral da União, do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Pesquisa mostra Lula melhor no povo e Internet iguala radio no sudeste

Entrelinhas

Blog de Luiz Antonio Magalhães


A pedidos, o craque Jorge Rodini, diretor do instituto de pesquisas Engrácia Garcia, analisa para este blog o resultado do levantamento feito pelo instituto Sensus para a Confederação Nacional dos Transportes sobre o cenário político nacional. Confira a seguir a interpretação de Rodini para os números do Sensus:

Uma análise objetiva nas entrelinhas da mais recente pesquisa CNT/Sensus revela:

O governo Lula é melhor avaliado pelos homens, pelos nordestinos, pelos menos escolarizados, dentro de uma certa homogeneidade nas diversas faixas etárias. Para quem recebe mais de 20 salários mínimos, Lula tem uma avalição negativa. Os eleitores da região Sudeste são os que pior avaliam o presidente.

Do total, 64,0% dos brasileiros aprovam o governo Lula, porém no Sul este percentual é de apenas 52,7%. Entre os de renda acima de 20 SM, Lula é reprovado – obtém 65,9% de desaprovação. Os eleitores do Sul e Sudeste consideram a política econômica inadequada, com percentuais parecidos.
Mesmo entre os nordestinos, a violência é considerada fora do controle do governo ( 82,1%).

Internet em alta


Finalmente, para os blogueiros de plantão, uma excelente notícia. No Sudeste, a Internet já tem força como mídia quase equivalente ao rádio (11,6% dos residentes no Sudeste consideram-na como mídia preferida contra 14% do rádio).

Esta pesquisa mostra, no final das contas, um presidente muito sólido, respaldado por dados econômicos positivos, programas sociais abrangentes e com os inimigos de dentro de casa vigiados com vara curta. No presidente Lulaflon, por enquanto, nada cola.


(Para conhecer mais sobre o Engrácia Garcia, visite o site do instituto)

PROJETO PREVÊ BANDA LARGA EM TODAS AS ESCOLAS PÚBLICAS

O ex-coordenador do NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos) e membro da comissão interministerial de inclusão digital, Oswaldo Oliva Neto, disse em entrevista ao Conversa Afiada nesta terça-feira, dia 26, que em cinco anos todas as escolas públicas devem ter internet banda larga (aguarde o áudio).

Oliva Neto disse os investimentos virão por meio de empresas público-privadas. “Hoje, mais de três mil municípios não têm acesso à internet e menos de 300 municípios possuem banda larga superior a dois megas”, disse Oliva Neta.

Para Oliva Neto, é preciso aumentar o acesso à banda larga no Brasil. “Há três, quatro anos atrás, se nós estivéssemos falando de 128 k, nós estaríamos satisfeitos. Hoje, dois megas já é insuficiente”, disse Oliva Neto.

Oliva Neto não está mais no NAE e não pode mais responder por projetos desse Núcleo. Mas foi ele quem ajudou a elaborar esse projeto de expansão da banda larga. O Presidente Lula o convidou para, mesmo fora do NAE, integrar o grupo interministerial de inclusão digital como pessoa física.

Leia os principais pontos da entrevista com Oswaldo Oliva Neto:

Para Oliva Neto, o Brasil caminha para a sociedade do século 21, que é a sociedade do conhecimento. Para isso, diz ele, o país precisa da internet.

No entanto, a internet não foi contemplada no conceito de universalização quando foi feita a privatização das telecomunicações. Oliva Neto disse que, por erro do Ministério das Comunicações na época da privatização, foi definido uma única tecnologia para o acesso a internet, o telefone fixo.

Esse problema tem que ser resolvido, senão a sociedade ficará fora da sociedade do conhecimento por dificuldade de comunicação. E as empresas privadas não levam essa infra-estrutura para todo o território nacional porque não há retorno econômico.

O projeto do Núcleo de Assuntos Estratégicos, na época em que Oliva Neto comandava o órgão, era formar uma empresa público-privada para assumir a responsabilidade. Essa empresa público-privada instalaria na sede de cada município uma entrada de wimax.

Mas ainda não há uma decisão do Governo Federal sobre isso. A Casa Civil coordena estudos para isso.

A Brasil vai usar banda larga em programas de educação desenvolvidos pelo Ministério de Educação.

Um desses projetos de educação é a Universidade Aberta do Brasil, de reciclagem dos professores, que oferece graduação ou pós-graduação à distância. Esse projeto de estudo à distância necessita da internet de banda larga.

A inclusão digital das escolas públicas deve ser uma “prestação de serviços”. Ou seja, o Estado faria, por meio da Anatel, licitações para que o prestador de serviço disponibilize laboratórios e conexões de internet para as cerca de 150 mil escolas públicas.

Fonte Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Guerra de teles e TVs trava setor eletroeletrônico


Pensata

Valdo Cruz

A guerra comercial no mundo das telecomunicações tem gerado prejuízos econômicos aos fabricantes de equipamentos para o setor. Diante da indecisão sobre o futuro do setor de comunicações no país, indústrias eletroeletrônicas diminuíram o ritmo de investimentos no país, já que não há uma firmeza nas encomendas de equipamentos.

Diretor da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Aluizio Birro lembra que os investimentos das indústrias fabricantes de equipamentos para o setor de telecomunicações chegaram a atingir R$ 24 bilhões em 2001, mas devem fechar esse ano em R$ 12 bilhões, mesmo número registrado no ano passado.

Birro sabe que voltar aos R$ 24 bi de 2001 não é fácil, já que naquele ano o mercado estava aquecido por causa do cumprimento das metas de universalização pelas teles. Acredita, porém, que se fossem destravadas algumas pendências o ritmo de investimento poderia melhorar. Ele lembra que em 2005 as inversões de capital no setor foram de R$ 14 bilhões.

Diretor da Nokia/Siemens Network, Birro diz que o setor já agradeceria e muito se a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acelerasse a licitação da telefonia celular de terceira geração (3G) e buscasse solucionar a questão judicial que travou o Wimax (internet de banda larga sem fio). Essas duas áreas já poderiam aquecer novamente o mercado de equipamentos.

*

Congresso e a guerra "teles versus TVs"

A preocupação com o travamento do setor não está apenas na indústria eletroeletrônica. Está também na agenda da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que decidiu assumir o debate sobre a convergência tecnológica no país. Presidente da Comissão, o deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP) diz que há toda uma remodelagem da legislação do setor a ser feita, que vai tanto democratizar mais as comunicações no país como impulsionar a economia.

"A legislação atual caducou, precisa ser refeita. Não trata de vários temas, como banda larga, além de criar distorções como proibir capital estrangeiro na TV a cabo e não fazer restrições na TV paga por satélite", diz o deputado Semeghini.

A Comissão de Ciência e Tecnologia quer aprovar até o final do ano uma alteração geral na legislação do setor de telecomunicações e regulamentar a convergência tecnológica no país --transmissão de voz, vídeo e dados por um único sistema, o chamado triple play.

As teles protestam contra a situação atual, que beneficiaria a Net, controlada pela Globo e Telmex, o grupo mexicano do empresário Carlos Slim. Segundo as empresas de telefonia, hoje só a Net tem condições de ofertar o triple play, que tende a ser o grande negócio do setor, principalmente com a entrada em operação da TV digital no país.

A missão da comissão não será nada fácil. Terá de fechar um acordo entre teles e TVs, que acionaram seus lobbies para defender seus interesses. As emissoras de televisão, por exemplo, encabeçadas pela Globo, querem evitar a concorrência das teles no sistema de TV a cabo no país, receosas com perda de faturamento no bolo publicitário.

Essa é apenas uma das pontas da guerra comercial. Aprovada a autorização para que as teles entrem na TV a cabo, várias outras disputas entrarão em cena. Uma delas é definir se as emissoras de televisão serão obrigadas a vender seu conteúdo para qualquer empresa de TV a cabo.

*

A proposta de paz

Em agosto, o relator do projeto de convergência tecnológica, Jorge Bittar (PT-RJ), pretende apresentar seu relatório. Funcionará como uma proposta de paz no setor de telecomunicações. Vai criar o "Serviço de Comunicação por Acesso Condicionado" (TV por assinatura, por exemplo).

Abaixo, as principais idéias do deputado sobre como deveria ficar cada etapa desse tipo de serviço:

1) Produção de conteúdo nacional: Seria restrito a empresas com controle de capital brasileiro, podendo haver participação minoritária de capital estrangeiro (entre 30% e 49%).

2) Programação de TVs pagas: Idéia é que seja restrito a empresa com controle brasileiro, mas pode ser negociado o comando de estrangeiros. O programador, porém, terá de seguir regras estabelecendo cotas de exibição de programas nacionais, inclusive por faixas de horário.

3) Distribuição de programação de TVs pagas: Seria liberado para capital estrangeiro a operação de TV a cabo, o que beneficiaria as empresas de telecomunicações, hoje proibidas de atuar no setor. Elas ficariam ainda livres para atuar em TV paga em qualquer tecnologia.

*

Teles versus teles

Na guerra comercial das telecomunicações, outra batalha é sobre o mercado das concessionárias de telefonia. Há uma tendência mundial de concentração do setor nas mãos de poucas empresas. É assim nos Estados Unidos e na Europa. O Brasil caminha na mesma direção. Dois grupos fortíssimos estão atuando hoje no país: Telefônica (espanhol) e Telmex (mexicano, que controla a Embratel). Além da TIM (italiano), Brasil Telecom e Telemar (Oi). Os dois últimos têm como acionistas os grandes fundos de pensão das estatais brasileiras e, a depender da vontade do governo, devem se fundir para formar uma grande tele brasileira.

O ministro Hélio Costa (Comunicações) defende abertamente a formação de uma grande empresa brasileira, com a fusão da Brasil Telecom e Telemar, para se contrapor ao avanço da Telefônica e da Telmex.

No Congresso, posição semelhante é partilhada por parlamentares governistas e da oposição. Envolvidos na renovação da legislação do setor, os deputados Júlio Semeghini (PSDB-SP) e Paulo Bornhausen (DEM-SC) são favoráveis à criação da nova tele.

O tucano apóia a criação de uma regra de salvaguarda para que essa nova empresa não seja, logo em seguida, vendida para um grupo estrangeiro. Proposta defendida internamente no governo, para evitar que a nova empresa caia, num futuro próximo, nas mãos de uma empresa estrangeira, como a Telmex.

Paulo Bornhausen diz que essa nova tele brasileira equilibraria o mercado nacional e evitaria a formação de um duopólio estrangeiro no setor, o que seria "péssimo". O governo, contudo, já foi procurado pela Portugal Telecom, interessada em participar do negócio. Foi informada de que seria bem-vinda, desde que não fosse majoritária no controle.

Essa guerra está só no começo e promete. É bom acompanhar.

Heathrow’s problems result from a flawed concept

This article from Financial Times is about Heathrow airport. The conclusion maybe helps Brazilian's also. Reading before giving an opinion.

The mistake is a failure to recognise that a different approach is needed to activities that cannot be commercial but need to be distanced from day-to- day political control. There was too much haste in following up on successful early privatisations, in a perhaps justified belief that almost any organisational structure would be better than the British conception of nationalised industry.

And so the activities for which that different model is required would veer from crisis to crisis. This week, Heathrow is infuriating its passengers; before that, Channel 4 was broadcasting racist abuse and ripping off its viewers on premium-rate phone lines. Before that the problem was Railtrack, before that Yorkshire Water. These activities are not and never will be normal businesses, which is why privatising Channel 4 would be a mistake and the acquisition of BAA by Ferrovial was inappropriate.

The solution is a differentiated financing and governance structure for these hybrid corporations: a structure that emphasises that their prime accountability is to customers not shareholders. Among the financial, legal and political minds penned every day between the cattle rails at Heathrow security, there is more than enough expertise to work out the fine print. Full article By John Kay

Internautas são mais sociáveis e politizados, diz estudo

Pesquisa derruba mitos de isolamento social dos usuários de internet

Efe

BARCELONA, Espanha - Um estudo promovido por uma universidade da Catalunha, na Espanha, desconstrói alguns dos clichês atribuídos aos internautas, ao assegurar que os usuários da internet são mais sociáveis, mais ativos, estão mais envolvidos na vida política e têm mais amigos que o resto da população.

O sociólogo Manuel Castells e a reitora da Universidade Aberta da Catalunha, Imma Tubella, dirigiram a pesquisa, intitulada "Projeto Internet Catalunha", que se desenvolveu ao longo dos últimos seis anos através de 15 mil entrevistas presenciais e mais de 40 mil pela web.

O estudo, do qual participaram mais de 40 pesquisadores, constata que a internet, ao contrário do que freqüentemente se pensa, não só não estimula o isolamento dos usuários como aumenta sua sociabilidade.

"Os usuários da internet são mais sociáveis, mais ativos, têm relações de amizade e familiares de alta intensidade e são também mais participativos na sociedade. A internet aumenta a sociabilidade. As relações presenciais e virtuais se reforçam reciprocamente", assegura Castells. Fonte Agencia Estado

CNT-Sensus: Em qual Partido você votaria?

No caso de adoção do sistema de votação em Lista Fechada do Partido Político ao invés do Candidato, em qual Partido o Sr(a) votaria?

01. PC do B

02. PDT

03. PFL / DEM

04. PL / PR

05. PMDB

06. PP

07. PPS

08. PSB

09. PSDB

10. PSOL

11. PT

12. PTB

13. PV


LISTA FECHADA

Partido de preferência

JUN 07

%

Válido

%

PT

10,0

21,4

PMDB

4,7

10,0

PSDB

3,6

7,7

PDT

1,5

3,1

PFL / DEM

1,3

2,8

PTB

,9

1,9

PSOL

,9

1,8

PSB

,8

1,7

PV

,5

1,1

PC do B

,5

1,0

PP

,4

,9

PPS

,4

,9

PL / PR

,3

,5

Outros

1,1

2,2

Nenhum

10,3

22,0

NS/NR

9,9

21,0

NSA

53,2


Total

100,0

100,0

Crise aérea na pesquisa CNT-Sensus

‘CRISE AÉREA’

Conhecimento

ABR 07

%

JUN 07

%

Tem acompanhado

54,9

46,5

Ouviu falar

27,1

31,4

Não tem acompanhado / não ouviu falar

15,0

20,2

NS/NR

3,1

2,0

Total

100,0

100

O Sr(a) tem acompanhado, ou ouviu falar, na ‘Crise do Setor Aéreo’ no País, com atrasos e suspensão de vôos desde o último trimestre do ano passado:

1. Sim, tem acompanhado

2. Sim, ouviu falar

3. Não, não tem acompanhado / não ouviu falar

‘CRISE AÉREA’

Governo - solução a curto prazo

JUN 07

%

Válido

%

Tem condições de resolver

45,8

58,8

Não tem condições de resolver

27,6

35,5

NS/NR

4,5

5,8

NSA

22,2


Total

100,0

100,0

Na sua opinião, o Governo Brasileiro tem ou não tem condições de resolver a ‘Crise do Setor Aéreo’ no País em curto prazo?

1. Tem condições de resolver a curto prazo

2. Não tem condições de resolver a curto prazo

CONTROLE AÉREO NO BRASIL

Deveria ser

JUN 07

%

Válido

%

Civil

34,1

43,8

Militar

32,9

42,2

NS/NR

10,9

14,0

NSA

22,2


Total

100,0

100,0

Na sua opinião, o Controle Aéreo no Brasil deveria ser:

1. Civil

2. Militar

CRISE AÉREA’

Atrasos em vôos

JUN 07

%

Válido

%

Foi prejudicado pessoalmente

6,4

8,2

Conhece quem foi prejudicado

18,1

23,2

Não conhece quem foi prejudicado

52,4

67,2

NS/NR

1,0

1,3

NSA

22,2


Total

100,0

100,0


O Sr(a) já foi prejudicado ou conhece alguém que tenha sido prejudicado por atrasos em vôos no País?
1. Sim, foi prejudicado pessoalmente
2. Sim, conhece quem foi prejudicado
3. Não foi / não conhece quem foi prejudicado

TV: outro dado da CNT-Sensus

Em momentos em que esta em discussão a questão dos indicativos de faixa etária nos programas de TV e da campanha das emissoras contra o que elas denominam a censura do governo, vale a pena ver este dado da pesquisa CNT-Sensus.

O Sr(a) é a favor ou contra a censura prévia a programas de TV:

1. A favor

2. Contra

PROGRAMAS DE TV

Censura Prévia

FEV 05

%

JUN 07

%

A favor

54,1

57,9

Contra

39,7

35,9

NS/NR

6,2

6,3

Total

100,0

100,0

Mídia: Um dado da pesquisa CNT-Sensus

Qual é o tipo de mídia que o Sr(a) mais utiliza, ou prefere:

1. Televisão

2. Rádio

3. Jornal

4. Revista

5. Internet

TIPO DE MÍDIA

Preferência

JUN 07

%

Televisão

69,3

Rádio

14,0

Internet

9,4

Jornal

5,4

Revista

,9

Outros

,5

NS/NR

,7

Total

100,0


Entrelinhas

Entrelinhas é o Blog de Luiz Antonio Magalhães
Jornalista, editor de Polí­tica do jornal DCI e editor-assistente do Observatório da Imprensa.


Oposição faz Lula nadar de braçada

Os dados divulgados na pesquisa CNT/Sensus nesta terça-feira, reproduzidos resumidamente abaixo na versão da Folha Online, confirmam o tal levantamento dos tucanos e democratas sobre o cenário político: a aprovação do presidente chega a 64%, apenas ligeiramente superior ao que foi aferido em abril. É a maior taxa desde o escândalo mensalão. Tem gente que acha que "pesquisa é tudo comprada", mas a realidade não é bem assim, tanto que a própria oposição se apressou a dizer que Lula está, sim, muito bem avaliado. No fundo, o que sustenta a popularidade do presidente é a economia do país. Este blog tem apontado os dados econômicos que confirmam a tese: venda de computadores crescendo a taxas chinesas; montadoras prevendo que 2007 sejá o melhor ano da história da indústria automobilística, superando 1997; venda de supermercados crescendo; crédito e consumo das famílias em expansão, entre tantos outros dados. O dólar barato também ajuda Lula no eleitorado de classe média, que fica feliz com as viagens mais baratas, e parece não ter afetado tanto assim as contas externas, apesar da choradeira dos exportadores, a balança comercial continua com superávits recordes.

O problema da oposição, porém, não é apenas a blindagem de Lula. À direita e à esquerda do presidente, o maior drama é que ninguém tem um projeto alternativo para o Brasil. No PSOL e partidos de extrema-esquerta, há uma tentativa de escapar da mimetização do antigo PT, mas Heloísa Helena e sua turma não conseguem explicar o que fariam após a "auditoria da dívida externa" e do passe de mágica que darão para acabar com a corrupção. No PSDB e Democratas, a coisa é ainda mais complicada: os dois partidos na verdade apóiam a atual política econômica, mas têm de fingir que fariam tudo diferente. Mentira, como se sabe, tem perna curta.

Enquanto não houver projeto alternativo consistente, Lula vai nadar de braçada e cantar de galo: afinal, nunca antes neste país um presidente consegiu ser tão popular por tanto tempo. Podem pesquisar.

Lula tem 64% de aprovação pessoal, aponta CNT/Sensus

IG Último Segundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por 64% da população brasileira, por seu desempenho pessoal. A informação é da 89ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira, em Brasília. A avaliação positiva do governo ficou em 47,5% e a negativa em 14%.

Conversa Afiada: Vavá e apagão aérea não atingem Lula

A rejeição do desempenho pessoal do presidente Lula é de 29,8% dos entrevistados.

A crise aérea e o indiciamento do irmão do presidente Lula, não afetaram a avaliação positiva do governo, que registrou o segundo melhor índice desde o escândalo do mensalão em maio de 2005. O valor, no entanto, ainda fica dentro da margem de erro que é de 3 pontos percentuais. Em abril de 2007, último levantamento do Instituto de Pesquisa, 49,5% dos entrevistados consideravam o governo positivo.

O bom desempenho pessoal, segundo o diretor presidente do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, aponta que "há um cenário de estabilidade positivo para o presidente, embora haja denúncias e conturbação no cenário político".

Questionado sobre a confiança na economia brasileira, 47% dos entrevistados consideraram que a política econômica de governo tem sido conduzida de forma adequada, enquanto 40,6% entendem ser inadequada. A aprovação da política econômica aumentou 11,5 pontos percentuais em relação ao levantamento de agosto de 2006.

Crise aérea

Apesar de não ter afetado a popularidade do presidente Lula, a crise aérea é conhecida por 77,9% dos entrevistados. Desse universo, 58,8% entendem que o governo tem condições de resolver os problemas nos aeroportos no curto prazo. Enquanto 35,5% acreditam que o governo nao conseguirá solucionar o problema em breve.

A desmilitarização do setor aéreo, uma das principais reivindicações dos controladores de vôo é aprovada por 43,8%, enquanto 42,2% acham que o controle deveria se manter com os militares.

O caso Vavá, irmão do presidente Lula indiciado por tráfico de influência e exploração de prestígio, é conhecido por 74,1% dos entrevistados. Desses, 70,7% consideram que a descoberta do esquema de corrupção envolvendo o irmão do presidente é negativo para o governo; 75,1% das pessoas ouvidas no levantamento avaliam que as denúncias contra Vavá são verdadeiras e 52,2% acham que o presidente Lula tinha conhecimento prévio do suposto tráfico de influência de seu irmão. O indiciamento de Vavá no caso é aprovado por 76,9% das pessoas que responderam à pesquisa, enquanto 14,6% avaliam que o indiciamento não foi correto.

Violência

Questionados sobre o aumento nos índices de violência e criminalidade 76,1% dos entrevistados, afirmaram que a questão está fora de controle, enquanto 18,7% apontam que está razoavelmente controlada e 3,7%, bastante controlada pelas autoridades. A forma de violência que mais ameaça os brasileiros, segundo a CNT/Sensus é o assalto em casa ou na rua, com 38,4%, seguido do tráfico de drogas, com 31,7% e do estupro, com 9,0%.

Reforma Política

Considerada prioridade no Congresso Nacional, a reforma política é desconhecida por 51,5% dos entrevistados e 46,8% têm acompanhado a discussão do tema ou já ouviram falar nele. Entre os que conhecem a questão, 50.5% aprovam a fidelidade partidária, 75,2 são contra financiamento público de campanhas eleitorais e 74,0% condenam a adoção de lista fechada. De acordo com a CNT, "a reforma política da forma como está apresentada pelo Congresso, deve ser repensada e rediscutida para se chegar a consenso entre o que pensam os congressistas e a maioria da população brasileira". Para 59,1% dos entrevistados, a alteração na legislação eleitoral não será votada este ano.

Aquecimento global

A pesquisa CNT/Sensus buscou avaliar ainda qual é o nível de percepção da população brasileira em relação ao meio ambiente e ao aquecimento global. 70,5 dos que responderam às perguntas avaliam que a população em geral é a principal responsável pelos problemas ambientais e 25,8% acham que os governos é que devem cuidar dessa tarefa. No que diz respeito à preservação da floresta amazônica, 54,5% acham que a tarefa ser responsabilidade exclusiva do Brasil e 39,8% argumentam que organismos internacionais deveriam forçar os demais países a preservar o bioma. A política de combustíveis renováveis, entre os quais o biodiesel é aprovada por 82,7% dos entrevistados e considerada negativa para o país por 8.,0% das pessoas.

A 89ª Pesquisa CNT/Sensus entrevistou 2 mil pessoas, entre os dias 18 e 22 deste mês de junho, em 136 municípios de 24 Estados, nas cinco regiões do País.

Veja a íntegra da pesquisa

O Filtro de hoje

O filtro de 26 de junho

Por Thomas Traumann
Esta newsletter é um guia para a sua navegação. As notícias que realmente importam, lidas e analisadas no início do seu dia.


THOMAS TRAUMANN
é colunista de política e
chefe da sucursal da revista ÉPOCA
no Rio de Janeiro.

Notícia boa é notícia ruim


Existe hoje uma polêmica entre os exportadores. A Associação de Comércio Exterior do Brasil diz que o saldo da balança comercial no primeiro semestre será de US$ 20,2 bilhões. Já o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial estima um superávit de US$ 20,3 bilhões. Ambos os resultados são recordes e deveriam ser comemorados, mas na Folha a noticia é dada em tom de contrariedade.

O BNDES pode investir em usinas

O BNDES poderá colocar até R$ 17 bilhões no projeto das duas usinas do rio Madeira (Rondônia), em troca de participação na sociedade, informa burocraticamente a Folha. A decisão (o maior investimento direcionado do BNDES desde as privatizações no governo FHC) foi anunciada depois que o governo proibiu a estatal de energia Furnas de participar do negócio. E provavelmente tem relação com informação publicada hoje no Valor de que, sem Furnas, a maior investidora do Madeira, a construtora Ode brecht, já admite procurar sócios estrangeiros para o projeto.

A vitória do Ministério da Saúde

Quase dois meses depois de quebrar pela primeira vez a patente de um remédio do tratamento da aids, por causa do valor elevado cobrado pelo fabricante, o Brasil conseguiu o barateamento de mais um medicamento do coquetel antiaids, anunciou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.Ainda nesta semana, o governo assinará um novo contrato com o laboratório americano Abbott, que fabrica o medicamento Kaletra, que sairá 30% mais barato, o que significará uma economia anual de US$ 10 milhões. As declarações do ministro foram em um evento na Folha, mas curiosamente a melhor reportagem está em O Estado.

O poder dos Brics

O The New York Times mostra que um novo relatório do banco de investimentos Goldman Sachs reforça a idéia da nova ordem gerada pelos Brics (o anacronismo para Brasil, Rússia, Índia e China). Segundo o estudo, hoje uma de cada três grandes companhias de energia pertence aos governos dos Brics _ índice igual ao da Europa e superior aos dos Estados Unidos.

Os EUA operam contra o Brasil

Os jornais dão destaque a uma ação de vários países contra a atuação do Brasil e da Índia nas negociações de tratados de comércio com os EUA e a Europa. Menos ingênuo, o repórter Assis Moreira, do Valor, mostra como o racha interessa aos EUA. "México, Chile e Costa Rica, que têm acordos de livre comércio com os Estados Unidos; Peru e Colômbia, que negociam esses acordos com Washington, além de Hong Kong, Cingapura e Tailândia apresentaram ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) uma proposta defendendo concessões no corte de alíquotas industriais", escreve. O diário britânico Financial Times revela que, na avaliação dos EUA, muito da resistência de brasileiros e indianos em fechar o acordo decorria do temor das vantagens que a China teria na América Latina e no sudeste Asiático.

A jogada da Cosan

A Cosan, maior agroindústria de açúcar e álcool do mundo, anunciou ontem uma emissão global de ações no Brasil e nos Estados Unidos para captar pelo menos US$ 2 bilhões, informa o diário americano The Wall Street Journal. O inusitado da operação é que ela não será feita a partir de São Paulo, mas do paraíso fiscal das ilhas Bermudas, no Caribe. O motivo, revela o Valor , é ampliar os poderes do dono Rubens Ometto de Mello, que, no limite, precisará de pouco mais de 9% do capital da nova companhia, a Cosan Limited, para comandar os negócios. A estrutura parec e ter sido desenhada para que o fundador tenha o melhor de dois mundos: ampla liquidez para suas ações e controle.

Gratificação em troca da normalidade

A partir da tarde de hoje, rotas aéreas especiais vão ligar Rio de Janeiro e São Paulo a cidades do Nordeste e do exterior. Depois de endurecer com os controladores de vôo, o governo quer acalmar a categoria concedendo uma gratificação que vai variar de R$ 800 a R$ 1.100,00 a partir de 1º de julho. A medida, porém, só será oficializada depois de o presidente Lula considerar que a crise nos aeroportos está superada, relata a Folha.

A derrota do Brasil com a juventude

O Produto Interno Bruto do País deixa de crescer meio ponto porcentual por ano porque um grande contingente de jovens não consegue terminar a escola, revela o relatório "Jovens em Situação de Risco no Brasil", divulgado pelo Banco Mundial. O estudo mostra que o número de jovens que chegam ao ensino superior no Brasil é o menor da América Latina, segundo o O Globo

O caráter dos agressores de Sirley

No crime de maior repercussão no Rio desde a morte do menino João Hélio, cinco universitários espancaram e roubaram a empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto. Para entender como garotos de classe média são tão idiotas basta ler a declaração de um dos pais dos agressores, Ludovico Ramalho, hoje em O Extra: "não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles (os agressores) com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com uns caras desses?". Caráter? Que caráter, cara-pálida?

Leia a integra da coluna de Thomas Traumann aqui no portal da revista Época

A Varsovie, la communauté juive renaît soixante ans après la Shoah


Reconstitution par ordinateur d'une rue typique du XIXe siècle d'un quartier juif en Pologne. Cette image sera montrée dans le musée d'histoire des juifs polonais qui devrait ouvrir en 2009.


Célia Chauffour pour Le Monde


Plus de soixante ans après la Shoah, la Pologne posera, mardi 26 juin, la première pierre du musée d'histoire des juifs polonais. Lancés en grande pompe, en présence du président polonais Lech Kaczynski et de son homologue israélien Shimon Perès, les travaux devraient s'achever en 2009. Voulu comme un centre culturel interactif, retraçant l'histoire et la culture millénaires des juifs de Pologne, depuis leur arrivée d'Espagne et de France jusqu'aux avatars du régime communiste, le musée s'érigera au coeur de l'ancien ghetto juif délimité en 1940 par les nazis.

Première ville juive d'Europe avant l'Holocauste, Varsovie comptait alors 350 000 juifs. Ils ne seraient plus que 3 000 aujourd'hui. Ténue, disparate, discrète voire invisible, la communauté juive de la capitale polonaise se hisse progressivement hors de son carcan historique. En mouvement, elle multiplie les signes d'un renouveau.

Quartier de Wilanow, au sud de la capitale. Un agent de sécurité monte la garde à l'entrée d'un pavillon. Inutile de chercher un symbole distinctif ou une étoile de David : depuis son ouverture en juillet, l'unique synagogue libérale de Varsovie joue la discrétion. Il s'agit plus d'une salle de prière, installée au premier étage de la maison du Polonais Seweryn Aszkenazy, aujourd'hui émigré aux Etats-Unis et initiateur en 1999 de l'association juive progressiste Beit Warszawa, en contre-pied du judaïsme orthodoxe jusqu'alors prédominant dans la capitale polonaise. La nouvelle synagogue, l'une des trois que compte Varsovie, attire surtout des jeunes actifs. "30 ans en moyenne", s'enorgueillit le New-Yorkais Burt Schuman, "premier rabbin libéral à plein temps en Pologne depuis la Shoah".

Venue ce vendredi soir au shabbat, Jozefina Jezowska, 25 ans, est l'un des visages de la jeunesse juive varsovienne. Mariée en novembre selon le rite juif, elle "remercie dieu" d'avoir créé Internet qui lui a permis de commander son contrat de mariage juif, le ketubah, et les 80 kippas pour ses invités : "c'était introuvable à Varsovie".

Pour Janek Spiewak, 20 ans, l'identité juive passe plus par la culture que le culte. Visage d'ange et boucles châtain, il pianote sur son Macintosh dans un café branché de la capitale. Fils d'un député libéral, l'un des rares politiques à revendiquer ouvertement ses origines juives en Pologne, il vient d'inaugurer le local de son union de jeunesse étudiante juive polonaise, ZOOM, créée en mai avec une bande de copains. Sur les 130 adhérents, la plupart sont des laïcs, "seuls trois sont orthodoxes", mais tous ont un dénominateur commun : la conscience que "l'avenir de notre communauté dépend de ce que nous faisons aujourd'hui".

Dans son bureau de la rue Galczynskiego, Konstanty Gebert, intellectuel juif incontournable de Varsovie, directeur de la revue Midrasz, ne tergiverse pas : "Oui, nous pouvons parler de renouveau. Même si ce qui se passe à Varsovie est objectivement très limité, cela reste immensément plus grand que rien." Il a lui-même grandi "avec le sentiment que nous étions les derniers juifs de Pologne". Sa fierté ? L'école primaire et le collège juifs du quartier Wola qui comptent 300 élèves : "Il y a vingt ans, c'était impensable." La maternelle a ouvert ses portes en 1988, un an avant la chute du communisme, l'école en 1993. A l'automne, un lycée juif devrait même ouvrir ses portes à Varsovie rive droite, dans le quartier Praga. Mais la communauté juive, celle qui connaît et assume son identité juive, reste numériquement faible. "Notre problème principal aujourd'hui, ce n'est pas l'antisémitisme, tance M. Gebert, mais la démographie." Suite...

O crime de defender a Constituição

Por Pedro Estevam Serrano
(...)
Nossos órgãos noticiosos confundiram com o crime de alguns vândalos a justa manifestação da juventude universitária paulistana em favor de nossa Constituição, quero crer que sem propósito de fazê-lo.

2 — É de se estranhar a inação dos órgãos de apuração com relação a eventuais prejuízos ao patrimônio, a legalidade e à moralidade administrativa por parte da iniciativa inconstitucional do Governo Estadual. Injusto que apenas o delito de alguns estudantes seja objeto de apuração. Também, e principalmente, a conduta de nossas autoridades estaduais devem ser apuradas.
O Ministério Público Estadual, nosso Tribunal de Contas e nossa polícia civil não podem se furtar a este dever. A corda não deve, mais uma vez em nossas plagas, estourar apenas do lado mais fraco.

Por atos menos impactantes, prefeitos municipais de todos os partidos são cotidianamente investigados, como se verifica em qualquer noticiário. Nada justifica a omissão dos órgãos de apuração.

A mesma diligência demonstrada pela polícia na apuração da conduta de alguns vândalos desafortunadamente presentes no movimento universitário deve ser utilizada na apuração dos atos governamentais inconstitucionais que originaram toda a baderna institucional e física.

Defender política e juridicamente os valores de nossa Constituição face a atos governamentais que a agridam é um dever de todo cidadão que quer curar de nossas liberdades.

Aprendamos com esses moços o valor do protesto e o desserviço da apatia. Afinal, para esta participação lutamos pela democracia.

Está é a conclusão do artigo de Pedro Estevam Serrano para Última Instância sobre as questões jurídicas, políticas e democráticas da luta dos estudantes paulistas. Leia a integra aqui

Os barcos de fogo

do Blog de Tereza Cruvinel

Pensando bem, este aí é um bom título para um romance.

Mas por ora, estamos escrevendo apenas um relato de viagem, a ida a Estância, com o governador Marcelo Déda, ver os folguedos juninos da cidade. O prefeito Ivan Leite nos leva a ver a quadrilha e me conta a origem dos barcos de fogo: o primeiro foi feito por um certo Chico Surdo, no início do século. A moda pegou e de lá para cá virou tradição, a criatividade só aumento. Vamos para o estádio, ou coisa que o valha, um grande espaço público onde milhares novamente dançam. Reencontro Alceu Valença, que nesta noite canta em Estância, ele e outros grupos. Numa outra parte desta grande áera acontecem as estripulias pirotécnicas deste povo que ama o fogo e seu brilho.Aqui a roda política está bem eclética: Déda, do PT, o prefeito Iva Leite, que é do PSDB, e o deputado e ex-governador Albanco Franco, também do PSDB. Mas são civilizados, estão ali para confraternizar com o povo.

(...)

Uma jóia barroca no sertão

Antes de Estância, fóramos a São Cristóvão, antiga capital, cidade colonial cheia de charme, com igrejas e prédios setecentistas razoavelmente conservadas, a sombra da história cortando as ruas. O barroco lembra o de Minas mas tem algo que o diferencia das edificações do ciclo do ouro. Algo nas torres, na cantonaria. Mas estão lá, sob o telhado, a eira, a beira e a tribeira. Discutimos muito isso, eu e Raimundo Costa, sem chegar a uma conclusão. Decidimos estabelecer - até que um historiador da arte nos corrija (alô, Virgílio Costa, preciso de seus préstimos!) - que a sutil diferença deve-se ao fato de serem aqueles prédios mais do final dos 1600 do que dos anos setecentistas.

D. Pedro II esteve lá, no final do reinado. Desembarcou no rio Sergipe, num ancoradouro que hoje fica no centro de Aracaju. A Ponte do Imperador, é como chamam, mas na verdade é um pier com um portal em arco. Ali a prefeitura instalou, há dois anos, uma grande maquete da cidade ainda jovem, no início do século passado. Obra pequena, baratinha, um mimo. Mas mexe com a memória e com a auto-estima, diz Déda. As pessoas estão mesmo sempre por lá, buscando a casa que era da avó, coisas assim.

Mas volto a São Cristóvão, pouco badalada mas não menos importante no circuito nacional das cidades históricas. Lá está, bem preservado ainda, o sobrado onde D. Pedro dormiu. Esperando minha comitiva, fiquei na velha praça a pensar nas voltas do mundo. Um governante saía do Rio, pegava um navio, depois um barco menor, subia um rio, entrava então numa carruagem, se é não montava um cavalo. Era preciso subir 70 km de agreste para chegar à capital de um pequeno estado do Nordeste. Hoje, o presidente pega um avião e no espaço de uma semana, visita três continentes, como fez Lula há duas semanas. Bem, ele teve que cancelar Marrocos, mas teria ido. Foi apenas à India e à Alemanha.

O IPHAN está fazendo algum investimento em São Cristóvão mas há muito ainda a recuperar ou conservar, e falta pôr a cidade no mapa do turismo cultural.

Energia do crescimento

Há um boom do turismo em Sergipe. Grupos estrangeiros estão fazendo grandes investimentos em hotelaria na orla. Giacomo di Lauro, do grupo Wyndham Resorts, gerencia a implantação de um grande empreendimento, o Viva Resort, na Ponta do Saco, que dizem ser lindíssima. Não fui, não deu tempo. Diz-me ele que é imenso o potencial de atrair para ali o turismo de familias europeu. Bem, muito melhor que o turismo sexual que assola outras capitais do Nordeste.

Déda e seu secretário de Turismo, João Augusto Gama, apostam muito nesta inserção do estado nos roteiros internacionais. No plano doméstico, precisam vencer dois gargalos rodoviários. Com duas pontes, todo o litoral poderá ser percorrido de carro, a partir da Linha Verde, que vem da Bahia, chegando-se depois a Maceió. Hoje, é preciso pegar a BR-101, que passa pelo meio do estado, para se chegar depois a Aracaju. O governo briga para incluir estes recursos no PAC. Li certa vez um artigo de Delfim Netto onde ele dizia que Sergipe é o estado que mais cresce no Brasil. Segundo Déda, o Nordeste está crescendo mais que o Brasil, e Sergipe mais que o Nordeste. Soa estranho, mas é preciso ir lá para sentir a energia do crescimento. É tangível. Leia a integra do relato no Blog de Tereza Cruvinel

Um novo rumo para reforma política

Artigo do deputado estadual Rui Falcão* publicado no Blog de Noblat

Ator e produto da luta contra a ditadura militar, o PT sempre se insurgiu contra as limitações do sistema político brasileiro, atuando para ampliar os espaços de participação política da população. Não será agora, quando se debate na Câmara dos Deputados a reforma política (na verdade, uma reforma eleitoral) que o PT, por meio de seus representantes no parlamento, adotará posições que representam um claro retrocesso em relação às conquistas do passado, para cujo êxito o empenho dos petistas teve papel decisivo.


Ao longo de sua história, o PT contribuiu para criar novos direitos para os trabalhadores, muitas vezes confrontando com limitações institucionais anacrônicas, já superadas pelos fatos da vida. Um exemplo: os militantes do PT fizeram greves para que o direito universal de greve fosse afinal reconhecido no País.


Logo no nascedouro, o PT criou regras internas democráticas, que contrastavam com a legislação partidária e eleitoral, surpreendendo a todos com seus “encontros” de militantes, que tomaram o lugar das convenções cartoriais dos outros partidos, nas quais um senador ou deputado vota quatro ou cinco vezes. O PT instituiu a composição proporcional das direções e, por último, a eleição direta de seus dirigentes, processo que no último pleito partidário, em plena crise, reuniu mais de 350 mil filiados votantes em todo o País. Leia a integra aqui

*Rui Falcão, 63 anos, jornalista e advogado, é deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Já foi deputado estadual, deputado federal, presidente do PT e secretário de governo na gestão Marta Suplicy.

Quem é Gordon Brown?

Por Ian Davidson*
26/06/2007

Por fim, Gordon Brown está assumindo o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido de Tony Blair, alcançando, assim, a ambição de toda a sua vida, como se por direito. Este é seu primeiro problema. Ele não foi eleito por ninguém - nem pelo Partido Trabalhista e nem pelos eleitores britânicos; simplesmente recebeu uma herança que há muito tempo imaginava ser seu direito.


Como, então, Brown adquirirá legitimidade como novo líder do Reino Unido? Uma coisa que está clara é que ele não conquistará legitimação se apenas oferecer mais daquilo que Blair tem nos servido nos últimos dez anos.


O segundo problema de Brown é reflexo do primeiro. Na condição de membro do alto escalão do governo, Brown, ao longo do seu mandato, compartilha a responsabilidade por tudo o que Blair fez. Comentaristas políticos às vezes alegam detectar diferenças importantes nas suas atitudes políticas latentes. Na prática, porém, Brown permaneceu nas sombras, habilmente gerindo a economia, mas se manteve calado e enigmático em torno de temas políticos vitais e aparentemente endossando tudo o que Blair fez.


Se Brown quiser conquistar legitimidade, precisará oferecer algo novo. Entretanto, ele só poderá fazer isso distinguindo-se do legado de Blair de formas claramente perceptíveis e, portanto, bem radicais. Esta será uma proeza difícil de executar.


Possivelmente a questão doméstica isolada mais importante que Brown enfrenta diz respeito à sua posição na balança entre o livre mercado e as exigências de política social.


O governo de Blair fez o Partido Trabalhista percorrer um longo caminho à direita das suas prioridades tradicionais de proteção aos desprivilegiados e, para justificar a mudança, ele mudou o nome do partido para "Novo Partido Trabalhista".


Sob muitos aspectos, o apoio do governo Blair às políticas de livre mercado acabou se transformando em uma mudança produtiva e perspicaz. A economia do Reino Unido cresceu mais regularmente e mais velozmente do que tem feito por várias gerações, e a receita de impostos gerada por esse crescimento permitiu ao governo canalizar dinheiro para a Educação e para o Serviço Nacional de Saúde. Mas isso foi obtido a um preço, ou melhor, vários preços.


Primeiro, a desigualdade aumentou nos dois extremos da escala de renda. Na parte de baixo, a proporção da população com renda abaixo da linha de pobreza aumentou de 13% no começo do governo Blair para 20% agora. Esta situação é muito mais grave entre minorias étnicas. Além disso, apesar dos esforços do governo, a pobreza infantil também aumentou sob Blair.


Não se sabe se Brown entende que existe diferença entre ser amigo próximo dos EUA e entrar numa guerra ilegal e desastrosa para agradar George W. Bush


No topo, as rendas dos mega-ricos dispararam, com repercussões previsíveis, especialmente no mercado imobiliário. A preocupação pública em torno desta questão foi agravada por afirmações de que os ricos enriquecem mais pagando menos impostos.


Houve uma época em que se acreditava que Brown seria um entusiasta dos valores tradicionais do Partido Trabalhista. Era verdade? É verdade agora? O que ele dirá sobre a desigualdade? Leia mais no jornal Valor (para assinantes)

*Ian Davidson é consultor e colunista do Centro de Política Européia em Bruxelas e ex-colunista do "Financial Times". Seu livro mais recente é "Voltaire in Exile" (Voltaire no Exílio). © Project Syndicate/Europe´s World, 2007. www.project-syndicate.org

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Buffett main course on Clinton’s menu

By James Politi and Francesco Guerrera in New York

Published: June 25 2007 22:04 |



A powerful collection of Wall Street bankers, private equity executives and hedge fund managers has organised a lucrative fundraising event for Hillary Clinton on Tuesday night, with Warren Buffett as the featured entertainment.

The event comes at a delicate moment in the relationship between Wall Street and Washington, with Congress mulling changes to the tax code that would significantly hit private equity and hedge fund managers.

It also illustrates the complex ties that exist between leading financiers and the presidential candidates. Even though Mr Buffett will be the main attraction on Tuesday night, he has not endorsed Ms Clinton, saying both she and Barack Obama, the Democratic senator from Illinois, would make excellent presidents.

John Mack, chairman and chief executive of Morgan Stanley and a longtime supporter of Republican candidates, is one of the organisers of Tuesday’s dinner, but was not expected to attend.

The event will take place in two parts. First, there will be an “intimate” dinner with Ms Clinton and Mr Buffett for about 50 guests paying $4,600 (€3,425, £2,300) each – the maximum allowed, people involved in the planning said. Later, more donors – a variety of smaller contributions – will flood into the Sheraton Hotel in Manhattan to hear speeches by the Democratic New York senator and the world’s second richest man. More...

24 heures à Pekin, 24 heures à Séoul


Pékin, qui ne ressemble plus à Pékin, mais à n’importe quelle ville américaine, sans ame ni histoire… Pas un jour, cette semaine, sans que la Chine ne soit au cœur de l’actualité : son rôle au Darfour ; le scandale des enfants au travail dans les cimenteries ; l’achat par la Banque centrale d’actions d’entreprises occidentales; l’autorisation donnée à des banques étrangères d’acheter des titres d’entreprises nationales . Au total, une croissance si forte que, au rythme actuel, le PIB de la Chine dépassera en 2015 celui du Japon, qu’il sera le deuxième du monde en 2025 et le premier en 2040.

Mais la Chine commence à payer très cher cette démesure : les 8% les plus riches détiennent 60 % du capital financier ; avec une population vieillissant aussi vite que celle de l’Occident, 90% des Chinois n’ont ni retraite, ni assurance maladie ; les grandes agglomérations sont au moins trois fois plus riches que les zones rurales. Plus de 200 millions de travailleurs sont migrants, sans aucune protection. Le pays manquera de plus en plus de produits agricoles, d’énergie et d’eau ; l’inflation, aujourd’hui très faible, triplera dès 2007 ; en raison de la pollution, 90% des réserves d’eau et des lacs sont inutilisables et la Chine est en passe de devenir cette année la plus grande émettrice mondiale de dioxyde de carbone ; au total, la dégradation de l’environnement coutera dès 2007 plus que ne rapportera la croissance.

Bientôt, la Chine ne pourra plus ignorer ces enjeux ; elle devra augmenter à tout prix sa production agricole, arrêter d’utiliser des céréales pour produire de l’éthanol, améliorer l’environnement, son système de santé, d’éducation, et d’agriculture. Elle devra organiser une protection sociale des plus démunis et des familles. Elle devra pour cela réorienter vers l’intérieur sa production, dont les deux tiers aujourd’hui partent vers l’exportation. Elle en a les moyens : ses réserves de change dépassent le trillion de dollars et la valeur boursière de ses entreprises dépasse 1, 3 trillions de dollars. Suite...

Começa a venda de anticoncepcionais com 90% de desconto

Medicamentos podem ser encontrados nas farmácias populares. Pacientes das redes pública e privada podem ser beneficiados pelo programa.


do G1 portal da Globo

Começa nesta segunda-feira (25) a venda de anticoncepcionais femininos nas farmácias populares, segundo a Agência Brasil. Devem ter descontos os anticoncepcionais injetáveis (dose mensal), pílula monofásica de baixa dosagem e mini-pílula para uso na lactação.

De acordo com o diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Dirceu Barbano, as farmácias populares estão atendendo os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e também quem tem plano de saúde. O mais importante, de acordo com ele, é que o paciente não interrompa o tratamento por falta de dinheiro para comprar os remédios.

"O programa atende hoje tanto os usuários do SUS que preferem utilizar o programa Farmácia Popular quanto essa outra parcela da população que usa o sistema privado de saúde, mas tinha uma dificuldade enorme em adquirir o medicamento", disse Barbano à Agência Brasil.
Leia mais aqui

Teatro faz protesto contra edital da Prefeitura de SP

Atores, diretores e produtores rejeitam 11.º Fomento e criticam gestão de Calil

Jotabê Medeiros, do Estadão

SÃO PAULO - "O que é que nós queremos? Cultura! Quando é que nós queremos? Agora!".

Os slogans eram gritados para cima, em direção aos andares mais altos da Galeria Olido por cerca de 200 manifestantes na manhã desta segunda-feira, 25, numa esquina do Largo do Paissandu, na frente da Secretaria Municipal de Cultura. Eram atores, diretores, produtores, representantes de grupos de teatros, da Apetesp e da Cooperativa Paulista de Teatro, que marcharam em protesto até ali desde a Praça Dom José Gaspar, no centro de São Paulo.

Os artistas protestaram contra o edital de seleção para a 11.ª Edição de Fomento ao Teatro, publicado nos dias 18, 24 e 31 de maio pela Prefeitura de São Paulo. Em assembléia na sede da Cooperativa de Teatro, os grupos representados pedem que a Prefeitura revogue imediatamente o edital, que consideram repleto de equívocos, além de trazer inovações e coisas "ilegais e abusivas" que ferem a lei pré-existente. A Lei de Fomento ao Teatro é auto-regulamentada.

O secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, chegou a enviar uma carta aos líderes do movimento, na semana passada, reconhecendo "erro material" e prometendo a retificação de dois itens do edital, a supressão de outros dois pontos e nova redação, "devolvendo-se o prazo para inscrições". Mas os produtores não aceitaram esse recuo.


(...) "Queremos que o secretário abra o Conselho Municipal de Cultura, que há dois anos ele não convoca. Queremos a revogação total desse edital, que passa por cima do legislativo e da sociedade. Tá na hora de revisar as leis, reconversar tudo, mas até agora ele não nos chamou para conversar", disse Ney Piacentini, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, que foi recebido por Calil e entregou uma carta em que os manifestantes dizem considerar "insuficientes" as alterações propostas pela secretaria.

"Queremos que a questão seja conduzida conforme as prerrogativas da lei, não do edital da Prefeitura", disse Piacentini, que explicou que a marcha não pretendeu iniciar as conversações, mas apenas fazer um ato simbólico. Na terça-feira, às 16 horas, uma comissão dos manifestantes volta ao prédio, acompanhada de membros do legislativo - entre eles os parlamentares Juscelino Gadelha (PSDB) e Carlos Neder (PT) - para conversar com Carlos Calil.

Críticas ao secretário


Também se questiona a forma de gestão do secretário, que é acusado de não receber as entidades representativas dos artistas. "É importante provocar essa discussão. Qual é o projeto cultural do Calil? Até agora, ninguém sabe. É constrangedor, ele entende cultura unicamente como administração", diz o diretor teatral Luiz Carlos Moreira.


(...) A comissão que vai à Secretaria de Cultura na terça-feira pretende ainda interpelar o secretário sobre sua postura em relação à Lei Municipal de Incentivo à Cultura (a Lei Mendonça). Reportagem do Estado mostrou que, em três anos, caiu quase 90% o valor destinado pela Prefeitura para o incentivo cultural - a lei prevê que esse montante seja de, no mínimo, 2% do ISS. Leia a integra aqui

Barcos de fogo, Forrocaju e outras paixões


do Blog de Tereza Cruvinel

O Brasil é mesmo um país fantástico, com sua diversidade física, étnica e cultural, com este povo que é ao mesmo tempo único e ao mesmo tempo muitos. Disso resulta nossa cultura singularíssimamente rica. Meu amigo Miguel Sousa Tavares, o escritor português que nos deu livro tão belo como o Equador, disse-me há algum tempo que, a seu ver, só dois países - Brasil e India - terão identidade próprias num futuro em que as culturas terão se tornado uma grande geléia. Riquezas e potenciais econômicos à porte, somos portadores do futuro também por conta desta pluralidade, deste olhar tão nosso sobre o mundo, de nossa forma tão própria de viver a vida. Tenho procurado, nos últimos anos, conhecer todas as grandes manifestações culturais do Brasil. Neste final de semana fui conhecer o festejo junino nordestino num dos estados onde esta tradição é mais rica e forte: Sergipe. Vou-lhes contar um pouco.

Vi o Forrocaju em Sergipe, vi a Caceteira de São João em São Cristóvao, vi o campeonato de barcos de fogo e a maratona de espadas em Estância. Há mais, muito mais por lá, mas era curto o tempo para tanta festa. Vi o São João moderno e o tradicional e todos são de impressionar.

Na sexta-feira, 22, rumo a Sergipe, passei a noite entre o aeroporto de Brasilia, o céu, a pista de Salvador e novamente o céu. Caos aéreo. Isso significa que o vôo de 8.40 da noite chegou lá às 5.30hs do sábado. Mas passou, e valeu à pena.

Sábado, 23. Eu e meu colega Raimundo Costa, do jornal Valor Econômico, não contivemos o Oh! de espanto quando contemplamos, do alto do camarote, o mar de gente dançando, agarrados ou sozinhos, se amassando, fazendo qualquer coisa no centro da grande praça do mercado. Cento e cincoenta mil pessoas nas contas oficiais da PM. Gente a perder de vista. Nesta época aquele espaço se transforma no forródromo, a arena do Forrocaju. Com este nome e esta forma foi inventada há seis anos pelo agora governador Marcelo Deda, quando se tornou prefeito de Aracaju. É como se fosse um proloooonnnngado carnaval, embora o que se cante e dance seja o forró, acompanhado de tudo aquilo: bebidas, comida, fogueiras, fogos, bandeirinhas etc. Leia mais no Blog de Tereza Cruvinel

Los grabados de Durero, en el Museo Guggenheim

Albrecht Dürer
Auto-retrato






















La muestra 'Alberto Durero: Grabados de la Colección del Städel Museum' podrá ser visitada desde mañana hasta el 9 de septiembre.

El Museo Guggenheim ha otorgado al maestro alemán y europeo del grabado durante el Renacimiento, y uno de los principales artistas germanos de la antigüedad, Alberto Durero, el protagonismo de la exposición central del periodo estival de la pinacoteca bilbaína de arte moderno y contemporáneo. La muestra, titulada Alberto Durero: Grabados de la Colección del Städel Museum, exhibe al público, por primera vez desde 1971, una cuidada selección de 165 de las más importantes estampas hechas en talla de madera y cobre que realizó el grabador alemán a lo largo de toda su producción artística, que alberga el citado museo de la ciudad alemana de Frankfurt am Main. La exposición permanecerá abierta desde mañana martes hasta el 9 de septiembre, fecha en la que viajará a Frankfurt para ser exhibida hasta diciembre de 2007. Lea más...

Brasil tem um aborto para cada três nascimentos, diz Temporão

GABRIELA MANZINI
da Folha Online

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta segunda-feira que, para cada três bebês nascidos vivos no Brasil, ocorre um aborto induzido. Segundo ele, uma pesquisa da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) revelou que, a cada ano, ocorre 1,4 milhão de abortos clandestinos no país.

"Se considerarmos que o aborto é um crime, todos os dias, 780 mulheres teriam que ser presas, sem contar seus médicos e, eventualmente, seus companheiros", afirmou Temporão, que participa de sabatina da Folha, no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis).

"Eu não admito que digam que o aborto não é um problema de saúde pública", afirmou.

Para o ministro, o feto tem direito à proteção jurídica a partir da 12 semana de gestação, quando começa a formação do sistema nervoso central. "Antes, não há consciência nem dor".

Segundo o ministro, a aceitação da descriminalização do aborto é um "processo de amadurecimento da sociedade". Leia mais aqui

São Paulo: Câmara Municipal lança a Frente Parlamentar de Apoio às Micros e Pequenas Empresas

Será lançada no dia 28 de junho, às 19h, no salão nobre da Câmara Municipal, a Frente Parlamentar de Apoio às Micros e Pequenas Empresas, com objetivo de criar políticas públicas que incentivem a atividade econômica dessas empresas por meio de ações parlamentares, palestras com especialistas da área de marketing, administração, tributaristas, entre outros.

A Frente Parlamentar é suprapartidária e já tem a adesão de 30 vereadores de todos os partidos, o que deve assegurar grande força política em sua atuação na defesa das micros e pequenas empresas, na cidade de São Paulo.

Os parlamentares que já integram a Frente são: Francisco Chagas, José Rolim, Toninho Paiva, Celso Jatene, João Antonio, Donato, Aurélio Nomura, Adilson Amadeu, Goulart, Zelão, Arselino Tatto, Dalton Silvano, Gilberto Natalini, Carlos Alberto Bezerra Jr, Antonio Carlos Rodrigues, Claudinho, Mário Dias, Paulo Fiorilo, Marta Costa, Noemi Nonato, Russomano, Eliseu Gabriel, Atílio Francisco, Carlos Apolinário, Ademir da Guia, Lenice Lemos, Myryam Athiê, Wadih Mutran, José Police Neto (Netinho) e José Américo.

Entidades como FIESP, SEBRAE, Associação Comercial, além das principais centrais sindicais também estão convidadas para o evento que espera contar também com a presenças dos micros e pequenos empresários da cidade.

Para o vereador José Américo, proponente da Frente, “o grupo já tem a tarefa de ajudar na elaboração de uma lei municipal, baseada na Lei Geral das Micros e Pequenas Empresas, aprovada pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2006. Segundo ele, “entidades como a FIESP, o SEBRAE e a Federação do Comércio, já têm uma proposta de regulamentação desta lei para os municípios, que pode ser um ponto de partida para o debate na cidade de São Paulo”, finalizou o vereador.

Mais informações: 11 6824-4409.

Chemical and biological engineering: One for the road

From The Economist print edition

A new biofuel made from fruit sugars promises more oomph than traditional ethanol

REPLACING carbon-rich fossil fuels with more environmentally friendly alternatives should slow global warming. As part of that drive, both America and Europe have embraced biofuels—liquids derived from plants that can be used to power cars and other vehicles. By their very nature, biofuels cannot be carbon-free because carbon is essential to life on Earth. Burning biofuels does indeed release carbon dioxide, a greenhouse gas. The attraction is that the volume of gas released exactly matches that taken up by the plant when it was growing. So overall (and with the huge proviso that you do not count the fossil fuel used to farm the stuff) biofuels are carbon-neutral.

In America the Department of Energy has set a target for 30% of the 2004 gasoline demand for vehicles to be met by biofuels by 2030. The European Union wants 25% of transport fuels to be derived from biofuels by the same date. At present, the most widely used substance is ethanol, which can be made from sugar cane, sugar beet and maize (or corn, as it is called in America). But ethanol does not pack a particularly powerful punch. It is also susceptible to absorbing water, further diluting its oomph. It takes days to ferment the stuff. A biofuel that did not suffer from these limitations would be welcome.

That is what a team led by James Dumesic of the University of Wisconsin-Madison claims to have developed. The researchers think they have devised a biofuel that has a 40% higher energy density than ethanol, that repels water and that can be made relatively speedily.

One of the most frustrating aspects of biofuels is the stark contrast between what exists in nature and what you can put in the tank. Plants are rich in carbohydrates, a group of organic compounds based on carbon and water, itself a combination of hydrogen and oxygen. These carbohydrates take the form of chains of thousands of sugar units; each unit contains six carbon atoms and a similar number of oxygen atoms. An ideal fuel, on the other hand, should lack oxygen. Its molecules should also be small, that is, they should contain few carbon atoms. Creating an efficient fuel from plants thus presents a headache. More...

Musée d'Art moderne: Rodtchenko de l'avant-garde à l'art officiel


Le titre de l’exposition Rodtchenko, "La Révolution dans l’œil", au Musée d'Art moderne de la Ville de Paris, on ne sait pas trop bien par quel bout il faut le prendre... Restons dans une définition copernicienne, à savoir qu’Alexandr Rodtchenko a accompli de 1917 aux années cinquante, en URSS, le tour complet de la création d’une avant-garde artistique à son effacement par le stalinisme.

Au départ est le constructivisme, cette idée sœur cadette du futurisme et du cubisme, enfantée par les "soviets plus l’électricité" de la révolution léniniste d’Octobre 17. Avec Malevitch, Maïakovski, Rodtchenko en est le premier partisan. Le constructivisme se veut la création d'"usines vivantes de l’esprit humain: dans les rues, les tramways, les ateliers, les habitations des travailleurs, etc."

A partir de cette "factory" idéologique dédiée au service du plus grand nombre, le peintre Malevitch dessine des modèles de vaisselle, le poète Maïakovski dirige des symphonies de sirènes d’usines, Rodtchenko invente des vêtements "constructivistes".

En 1924, Rodchenko, après la peinture et la sculpture, s’oriente vers la photographie avec pour projet "d’effectuer une révolution dans notre pensée visuelle". Rien que ça... Par des plongées, des contre-plongées, des gros plans, des prises de vue en diagonale, aériennes, et des angles non conventionnels, suivant les préceptes de son ami cinéaste Dziga Vertov, il renverse les bienséantes perspectives en usage dans la photographie mondiale. Sans oublier les photomontages.

L’œil est à l’apogée de sa révolution. C’était sans compter sans "la ligne générale" émise par Staline, ligne politique simpliste, nationaliste, édifiée pour éliminer tous les opposants et toutes les oppositions, et en premier lieu hommes et idées universalistes d’octobre 1917.

En 1927, le journal Sovietskoi Foto dénonce Rodtchenko comme, ce qui va devenir un classique, "plagiaire de photographes bourgeois". Il y répond dans un texte riposte et manifeste à la fois, titré "Grande Inculture ou petite vilenie?" Ce n’est pas fini. Petites calomnies et grandes persécutions se succèdent. Maïakovski se suicide en 1930. Malevitch meurt désespéré en 1935.


Rodtchenko se tourne après 1932 vers des thèmes "réalistes socialistes": chantiers géants de construction, défilés et sports de masse... "La Jeune Fille au Leica" (1934) est un au revoir courtois à une esthétique, une idée du futur... Ses dernières photographies, sur le cirque, sujet sans enjeu, sont des impasses techniques et formelles. En 1951, il est exclu de l’organisation de la Société des artistes soviétiques. Il est réhabilité, en 1954, après la mort de Staline. Il meurt en 1956. Rideau. De fer.

Rodtchenko, "La Révolution dans l’œil", exposition de près de 300 photos, au Musée d'Art moderne de la Ville de Paris (organisée avec le concours de la Maison de la photographie de Moscou), 11, avenue du Président Wilson, Paris XVIe - jusqu'au 16 septembre - 10h-18h sauf lun., le mer. jusqu'à 22h, les ven. et sam. jusqu'à 20h. - 3,5€/5,5€. - Rens.: 01-53-67-40-00. - plan. - catalogue disponible le 29 juin.

Macri: "Ayudaremos a construir una alternativa para octubre"

Fue directo del escenario de Che Tango a la pequeña sala donde lo esperaban Clarín y otros medios gráficos y entró con la excitación en el cuerpo. No se privó de bailar todavía un instante para los periodistas, como lo acababa de hacer para los militantes y las cámaras de TV. Se abrazó con Fernando Marín —empresario y ex gerenciador de Racing— y recién entonces Mauricio Macri bajó un cambio para hablar, como un sereno pero muy firme opositor a Néstor Kirchner. Como pocas veces lo había hecho durante la campaña.


Cuando se lo consultó por la elección presidencial, de hecho, no ocultó que estará en la vereda de enfrente a la del Gobierno: "Vamos a tomar posición y a ayudaremos a construir una alternativa para octubre. Pero tenemos tiempo, no hay que precipitarse".


—El triunfo del PRO, sumado al del ARI en Tierra del Fuego, ¿puede marca el inicio de una caída del kirchnerismo?


—No podemos ser tan dramáticos. Pero estamos seguros de que la gente quiere un cambio. Quiere más respeto más tolerancia, más diálogo, menos confrontación, menos violencia y menos resentimiento. Ya no quiere que le hablen de modelos teóricos abstractos. Lo que quiere es que les hablen de sus problemas y les digan cómo se los van a resolver. Llegó la hora de hablar menos y de hacer más.


—¿El Gobierno salvó la ropa con el porcentaje que sacó Filmus?


—Eso interpretación se las dejo a ustedes. Lo que me dolió mucho, honestamente, fue que se diga que los que piensan votaron por ellos. Me pareció un poco agresivo decirle al 60% de la población porteña que no piensa. El 60% de la cultura, de la investigación, de la educación, de los que empujan la ciudad decidió que nuestra alternativa era mejor. Yo respeto enormemente a los que pensaron que darle la confianza al oficialismo estaba bien. Debemos respetar la diversidad.


—¿Va a hablar con Kirchner?


—Vamos a mandarle mañana (por hoy) una carta oficial para reunirnos. Esperemos que sea esta semana.


—¿Qué le va a decir?


—Es una sorpresa. Si no va a ser una reunión muy aburrida.


—¿Lo puso contento el resultado de Tierra del Fuego?


—Me cayó bien en términos de que me dieron mucho rechazo todos los episodios de corrupción que se difundieron. Ahora tiene la señora Ríos un enorme desafío porque debe gestionar. Tiene que pasar de la propuesta a la realidad y de la teoría a la práctica.


—¿Qué proyección a nivel nacional le da a usted el triunfo?


—Que el país entero va a esperar que el PRO cumpla en Buenos Aires. Y tenemos que trabajar mucho para cumplirle a todos los vecinos de la Ciudad.


—¿Por qué dijo que el siglo de los derechos humanos fue el siglo pasado?


—Porque el Siglo XXI está marcado por el hecho de que además de derechos tenemos obligaciones, para convivir en sociedad.


—¿Qué va a pasar con los que corten calles para protestar?


—Deberán pedir permiso, como marca el Código de Convivencia.


—¿Habló con Telerman?


—Sí. Me llamó y me felicitó. Esta semana vamos a reunirnos. Todavía no acordamos un día.


—¿Lo preocupan las cuentas de la Ciudad?


—No, porque el actual jefe de gobierno dijo que va a cumplir y va a entregar una Ciudad que esté en orden. Creemos en la gente y apostamos a que él cumpla.


—¿Cuáles serán sus tres primeras medidas de gobierno?


—Tenemos tiempo, muchos meses hasta diciembre. Antes de que asumamos van a saber todo.

NUEVO GOBIERNO ELECTO EN LA CIUDAD : LAS DERROTAS EN CAPITAL Y TIERRA DEL FUEGO

El Gobierno asumió su "día maldito" con forzada tranquilidad

Con estudiada tranquilidad recibió el Gobierno la amplia victoria de Mauricio Macri y la derrota en Tierra del Fuego del candidato kirchnerista. Nadie admitió, ni siquiera en voz baja que un domingo maldito como el de ayer suponga una pérdida de poder para Kirchner, pese a que los resultados colocaron a Macri en el poder de la ciudad más importante del país y a que la llegada de Fabiana Rios a la gobernación de Tierra del Fuego reflote la figura de Elisa Carrió.

Kirchner y Cristina prefirieron regresar el sábado a la noche desde el Calafate a Olivos para seguir desde la Quinta el desarrollo de los sucesos.

Ya desde la semana pasada comenzó a tomar forma una estrategia para amortiguar la derrota en la Ciudad. Pese a que la fórmula Filmus-Heller no llegó al número esperado del 40 por ciento, la idea oficial que se trata de una cosecha de votos progresistas de respaldo al Gobierno.

Con ese apoyo —estiman en despachos oficiales— Filmus podrá ponerse el traje de candidato a senador porteño. Y como la ciudad elige 3 senadores y 12 diputados nacionales, la aspiración del kirchnerismo y sus aliados pasa por ganar la elección a presidente y a legisladores nacionales. O lo que es lo mismo, derrotar a los candidatos de Macri antes de que éste asuma como jefe de Gobierno de la Ciudad.

La presencia de todo el Gabinete cuando Filmus reconoció la derrota y anunció el surgimiento de un movimiento progresista revelan el envase con que prefiere ver la derrota el oficialismo.

No obstante, el Presidente dio señales que lo muestran atento al humor del electorado: lo hizo luego del duro traspié sufrido en octubre pasado en Misiones, en donde triunfó una coalición liderada por el obispo Joaquín Piña, que frenó la reelección del gobernador Carlos Rovira.

Kirchner tomó nota del tropiezo y con su poder de veto persuadió a otros gobernador del PJ para que se bajaran de la competencia. Tal el caso del bonaerense, Felipe Solá y el jujeño Eduardo Fellner que renunciaron a sus respectivas reelecciones.

Y en la Capital Federal también las urnas pusieron de manifesto un mensaje, más allá de las excusas de la división del voto progresista: los ciudadanos quieren un cambio y ese deseo facilitó la rotunda victoria de Macri.

Es la certeza del malestar que se percibe en algunos sectores de la sociedad lo que ha empujado al Presidente a agregar un dato nuevo a sus discursos: además de la salida del infierno, el dólar alto y la reindustrialización, Kirchner ahora machaca con que, el cambio estructural arrancará a partir de diciembre, con el nuevo gobierno, que podría ser conducido por Cristina lo que, de suceder, encierra en sí mismo otro cambio, nada menos que en la presidencia de la Nación. Clarín de Argentina

Editor da Folha de São Paulo defende Marta Suplicy

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Estupra, mas não mata

SÃO PAULO
- Não resta nenhuma dúvida sobre a infelicidade da frase de Marta Suplicy. A própria ministra logo percebeu a bobagem e tentou corrigir-se, pedindo desculpas. Não funcionou. A "dica de viagem" está incorporada à sua biografia política e certamente ainda irá lhe render vários constrangimentos. De imediato, serviu para conectá-la ao apagão aéreo, problema sobre o qual a titular do Turismo tem tanta responsabilidade quanto a sua colega do Meio Ambiente, Marina Silva, -isto é, nenhuma.

"Relaxa e goza!" Marta foi vítima da sua autoconfiança, acabou traída pela espontaneidade. Ofendeu quem já estava sendo desrespeitado em seus direitos e/ou humilhado nos aeroportos. Deveria ficar por aí.

Impressionam, no entanto, a insistência e a violência dos ataques à ministra, as facilidades e os exageros comparativos, os estupros do bom senso cometidos nos últimos dias. Não é preciso ir muito longe para constatar a fúria machista recalcada na fala dos marmanjos.

Marta não é Maluf. Muita gente quis comparar a frase da primeira ao célebre "estupra, mas não mata". Não faz nenhum sentido. Maluf se referia a um caso concreto de estupro seguido de morte quando formulou sua sentença singela. Alegar que "relaxa e goza" tem como premissa a frase "se o estupro é inevitável" equivale a usar uma verdade fora de contexto para produzir uma mentira como resultado. É ma-fé.

Goste-se ou não, boa parte da vida pública de Marta está ligada a posições avançadas sobre comportamento e sexualidade, ao esclarecimento e à emancipação da mulher e à defesa de minorias.

O auge do obscurantismo, o supra-sumo da boçalidade pertence a Alexandre Garcia, que no "Bom Dia, Brasil" comparou o "relaxa e goza" da ministra à inscrição "o trabalho vos libertará", dos pórticos dos campos de concentração do nazismo. O deboche é o mesmo, disse.
Ainda somos um país de sorte. Seria bem pior se o jornalista Garcia fosse ministro da Propaganda.

Revolução à vista

Consumidores brasileiros serão atingidos em cheio pelo choque energético que está se formando

Por Raul Pilati
raul.pilati@correioweb.com.br

Duas linhas de evolução econômica do planeta conspiram a favor do Brasil. A crescente demanda por energia está ampliando um mercado já bastante aquecido. Some-se ao consumo em alta o desafio de atendê-lo reduzindo as emissões de poluentes que alimentam o efeito estufa. Os segmentos da área de biocombustíveis não poderiam estar mais entusiasmados.

Como o Brasil é o maior exportador de álcool do planeta, está em posição privilegiada. Não resta dúvida de que uma grande mudança de paradigma está a caminho. Junto com as oportunidades de negócios, porém, vem uma polêmica: os efeitos sobre os demais produtos agropecuários. Não é uma falsa discussão, como tentam apresentar alguns especialistas. Começou com os artigos de Fidel Castro, que questionou a destinação de terras e o trato aos trabalhadores. A iniciativa causou estranheza. Mas veio então a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) e fez um alerta parecido.

Pressões
A demanda por biocombustíveis, segundo o organismo, vai fazer subir os preços dos alimentos a níveis recordes ainda em 2007. A elevação deve ser de 5%, com custo adicional de US$ 400 bilhões, segundo estudo recente. Principalmente devido às cotações do milho e dos óleos vegetais, como o de soja. Os mais afetados, afirma a FAO, serão os países em desenvolvimento, que gastarão este ano 9% a mais com importação de alimentos. Em relação a 2000, a alta será de 90%.

O Brasil respondeu por 42,5% da produção mundial de etanol em 2005 e os Estados Unidos, com o uso do milho, por 44,5%. A produção de biodiesel respondeu por 3,8 bilhões de litros. Segundo artigo da Foreign Affairs, para produzir 95 litros de etanol a partir do milho são necessários 200 quilos de grãos, o suficiente para alimentar uma pessoa por um ano.

Efeitos internos
Mesmo para os consumidores brasileiros, o movimento trará múltiplos efeitos. A popularização mundial do etanol como combustível implica mais concorrentes pelo mesmo produto. A inexpugnável lei do mercado vai levar usineiros e plantadores a optar pelo melhor preço — seja interno ou externo —, o que é um risco adicional de abastecimento.

Existem muitos investimentos em novas usinas em andamento. A produção brasileira pode atingir 38 bilhões de litros em 2012, mais do que tudo que foi produzido no mundo em 2005 (36,5 bilhões de litros). Bilhões de dólares estão sendo carreados para o segmento. Só a Petrobras está colocando US$ 2,5 bilhões. Mas até as novas usinas terão conseqüências. Avançando sobre áreas ocupadas por outras culturas, estão estimulando sua conversão em canaviais. O plantio de grãos e a criação de gado estão sendo empurrados mais para o interior do país, para fronteiras ainda incipientes. Portanto, mais distantes das estruturas de transporte e dos centros consumidores, o que leva a fretes mais caros.

É inevitável que o setor sucroalcooleiro brasileiro se beneficie da onda que está apenas começando. O choque de combustível, como descrito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é real e está só no início. Há uma revolução em curso. Mas não será indolor, nem neutra. É preciso responsabilidade dos produtores e bom senso do governo para não ficarmos apenas deslumbrados com a oportunidade que se abre. Leia a integra da coluna de Raul Pilati, no Correio Braziliense (para assinantes)

domingo, 24 de junho de 2007

Pesquisa do PSDB diz que Lula obteria 3º mandato

Blog de Josias

Pesquisa nacional feita por encomenda do PSDB trouxe à tona um cenário confortável para Lula e adverso para o Congresso. Perguntou-se aos eleitores, por exemplo, se reelegeriam Lula para um terceiro mandato. A maioria (56%) respondeu “sim”. Inquiridos sobre a hipótese de fechamento do Legislativo, um percentual ainda maior (58%) declarou que apoiaria a idéia.

Foram ouvidas 3.500 pessoas em todo país. Responderam a um questionário de 65 perguntas. Conforme noticiado aqui no blog em março, foram elaboradas pelo sociólogo Antonio Lavareda e pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). A portas fechadas, a cúpula do tucanato digere os dados, mantidos, por ora, sob sigilo.

O repórter apurou algumas das tendências esboçadas na pesquisa do tucanato. Descobriu-se, por exemplo, que, a despeito de todas as encrencas em que se viu metido nos últimos anos, o PT é o partido mais bem avaliado pelos eleitores. Em segundo lugar, vem o PMDB. O PSDB ocupa a terceira colocação. As outras legendas ou são ignoradas ou têm ostentam avaliação negativa. Sob nova identidade, o ex-PFL, agora DEM, tornou-se uma legenda desconhecida do grosso do eleitorado.

A despeito da situação cômoda de Lula e dos dois maiores partidos do consórcio governista, descobriu-se que a maioria dos eleitores –mais de 50%—admite votar num presidenciável da oposição nas eleições de 2010. Esse naco da população rejeita, porém, o discurso da ruptura. Cobra continuidade e melhoria das condições atuais.

Para evitar a precipitação de uma disputa interna que parece inevitável, o PSDB evitou embutir na pesquisa uma aferição da intenção de voto dos principais presidenciáveis da legenda. Perguntou-se apenas se o eleitor conhece as três principais estrelas do tucanato e qual a avaliação que faz de cada uma delas, se positiva ou negativa.

Constatou-se o seguinte: José Serra é, hoje, o tucano mais conhecido e mais bem avaliado pelo eleitor. Geraldo Alckmin vem a seguir. Aécio Neves é, entre os três grão-tucanos pesquisados, o mais desconhecido, sobretudo nas regiões Sul e Nordeste.

Fez-se também uma aferição do grau de aprovação e de desaprovação dos governos FHC e Lula. Realizou-se em seguida um cruzamento das duas taxas. FHC amealhou um índice de aprovação 12 pontos acima da taxa de desaprovação. Submetido à mesma contabilidade, Lula obteve uma taxa de aprovação que superou em mais de 20 pontos o percentual de desaprovação.

De acordo com o resultado da pesquisa, os programas sociais, em especial o Bolsa Família, são vistos pelo eleitor como o ponto alto do governo Lula. Os pesquisadores inquiriram os entrevistados acerca de programas como o vale gás e o Bolsa Escola que, criados sob FHC, foram unificados embaixo da logomarca do Bolsa Família. A maioria dos entrevistados (mais de 40%) atribui apenas a Lula tais iniciativas sociais. Só uma minoria (cerca de 25%) identifica o DNA tucano na gênese dos programas. Em muitos aspectos, a pesquisa do PSDB coincide com uma outra realizada pelo DEM e esmiuçada em artigo do prefeito do Rio, Cesar Maia.

Os pontos negativos da gestão Lula são a segurança pública, a corrupção e a área da saúde pública. Em relação à corrupção há, porém, uma atenuante. Pesquisas qualitativas coordenadas por Lavareda demonstraram que, embora identifique uma proliferação das malfeitorias, o eleitor também identifica no governo Lula um esforço no combate à corrupção.

Quanto à gestão FHC, os entrevistados apontaram como pontos positivos o Plano Real, a estabilidade econômica e, curiosamente, a gestão da área da saúde. Comprovou-se, de resto, um fantasma que persegue o tucanato: cerca de um terço do eleitorado desaprova a privatização de empresas estatais. A propósito, Lula, decerto munido de pesquisas, explorou esse calcanhar do PSDB à saciedade na última campanha presidencial.
Escrito por Josias de Souza

La televisión por internet ya es una realidad en España

Sin necesidad de conexiones especiales, adaptadores que reciban Televisión Digital Terrestre, antenas que se conecten al ordenador o tarjetas especiales, la televisión por internet o IPTV es una realidad en nuestro país.

Lo que hace meses parecía muy lejano y exclusivo de los estadounidenses ya está aquí gracias al nacimiento de páginas que permiten ver on-line series, películas en castellano o, directamente, disfrutar de los canales convencionales en el monitor del PC.

Zattoo es un programa gratuito que ocupa poco más de 60 megas del disco duro y que permite disfrutar en un ordenador de los principales canales de televisión privada y pública que se pueden ver en nuestro país. Es obra de la empresa estadounidense Zattoo, afincada en San Francisco, que ha visto cómo su programa ha ido aumentando su notoriedad por todo el orbe y, en los últimos meses han abierto sedes en Suiza, Dinamarca y Reino Unido.

El programa fue lanzado en EE.UU. hace algo más de un año -se cumplió el 6 de junio- y, desde entonces, ha aumentado su oferta de los cuatro primeros canales a los 64 actuales que suma entre todos los países en los que opera. El lanzamiento en nuestro país se produjo el pasado domingo 13 de junio, coincidiendo con el final de la liga y en Zattoo prepararon una divertida presentación en su página web (www.zattoo.com).

Por otro lado, Zattoo asegura que su servicio es un marco perfecto para los anunciantes porque el espectador tiene el mismo nivel de atención que cuando ve la televisión. Fuente El País

Elección porteña parece confirmar Macri

Con un porcentaje de participación algo mayor al de la primera vuelta, comenzó el escrutinio en el ballottage porteño. La información que se maneja en ambos búnkers confirma la victoria del candidato de PRO, Mauricio Macri. Resta conocer oficialmente si su diferencia sobre el kirchnerista Daniel Filmus será mayor o menor a los 20 puntos que mostraban los últimos sondeos habilitados. Fuente Clarín

A campanha de certa mídia pelo linchamento é respondida pelo bom humor

DANIEL BERGAMASCO
ITALO NOGUEIRA
da Folha de S.Paulo


"Relaxa e goza!!!", gritava a rodinha de decepcionados na sala de embarque do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), quando, às 2h30 da madrugada de sexta-feira, uma funcionária anunciou que o vôo para Recife só sairia às 11h40 da manhã.

"E isso porque o primeiro horário era 22h20", reclamava a fisioterapeuta Caroline Duarte, 26, que tentou manter o bom humor. "Obedeci a ministra", brinca, aos risos, em referência à já histórica frase de Marta Suplicy, titular da pasta do Turismo, sobre o caos aéreo ("Relaxa e goza, porque você esquece todos os transtornos depois").

O kit "relaxa e goza" de Gabriela era improvisado: algumas bananas para o lanche e um saco de lixo de 40 litros fazendo as vezes de lona. "Superdesconfortável, né?"

Já a professora Charmaine Queiroga, 34, se equipou melhor: "Estou com um iPod para mim, outro para o meu filho, videogame, Gameboy, uma cruzadinha, dois livros e várias revistas. Venho dos Estados Unidos e tenho de fazer conexão em São Paulo para o Recife. Sabia que estava atrasando e decidi me precaver", diz.

A frase de Marta tem feito escola. Em uma mesa da Pizza Hut do aeroporto, o casal Ana Maria e José Martins Guedes mais a amiga Teresa Scaraboto tomam um chopinho às 11h. "Vamos para Ilhéus e estou tão feliz que nada vai tirar meu bom humor", diz Ana Maria.

"Viemos no espírito da Marta. Um padre amigo nosso não pôde vir porque, se o vôo atrasasse, seria pecado", brinca José, ainda de bom humor.

E já que o atraso é inevitável... Rumo a Nova York, em lua-de-mel, João Moura Jr. e Bruna improvisaram uma cama no aeroporto: acomodaram-se entre os bancos e as malas. "É superdesconfortável, mas não tem outro jeito", diz ele, que ainda não sabia se o seu vôo iria atrasar. Leia mais na Folha online

Para relaxar e rir

Dear Friends,

I have the honor of being named to the committee to raise $5,000,000 for a monument to George W. Bush. I am contacting you in hopes you will be willing to contribute to this noble cause.

But first, a little about what the committee has been doing to date. We originally wanted to put him on Mount Rushmore until we discovered that there was not enough room for two more faces.

We then decided to erect a statue of George in the Washington, DC Hall of Fame. We were in a quandary as to where the statue should be placed.

It was not proper to place it beside the statue of George Washington, who never told a lie--or beside Richard Nixon, who never told the truth--since Bush could never tell the difference!

We finally decided to place it beside the statue of Christopher Columbus. He left not knowing where he was going; and, when he got there, he did not know where he was. He returned not knowing where he had been, decimated the well-being of the majority of the population while he was there, and did it all on someone else's money.

As you can see, these two men have a great deal in common.

Thank you.
George W. Bush Monument Committee
P.S. The Committee has raised $1.35 so far. So please be generous.


O divórcio das elites

Curtam o prazer de uma grande reportagem, com um fecho magistral. Luiz Nassif

por Maria Cristina Fernandes, no “Valor

O filósofo José Arthur Gianotti era a imagem da impaciência. O ex-secretário de Imprensa da Presidência da República e hoje professor do Departamento de Ciência Política da USP, André Singer, discorria sobre as mudanças ocorridas nas elites com o governo Luiz Inácio Lula da Silva, e Gianotti gesticulava, contrariado, até que se levantou e passou a andar em círculos numa pequena sala do Instituto de Economia e Estudos Internacionais, no décimo andar de um prédio à marginal do Rio Pinheiros, em São Paulo.

"Estou andando porque sentado não aguento", disse Gianotti ao lhe ser franqueada a palavra. O filósofo contestava a definição dada à elite como grupo que sobrepuja o poder de outro. "Marcola faz parte da elite? Por essa definição, faria, já que demonstrou capacidade de entranhar-se no aparelho de Estado".

O filósofo também esbanjava impaciência com mais um exemplo de nova elite usado por outro palestrante da noite, Luciano Martins, ex-embaixador do Brasil em Cuba no governo Fernando Henrique Cardoso. Ele citara estatísticas indicando que 31% da carne bovina consumida no mundo são produzidas no Brasil. E dissera ser significativo que setores estejam avançando sem que uma nova casta de lideranças empresariais tenha se formado.

De pé, Gianotti foi taxativo: "Não se pensa o país a partir do Marcola ou do empresário que está criando bois. Elite implica em autoridade e refinamento. Não é o refinamento do saber comer, ainda que isso faça parte. Estamos perdendo a concepção da parte da sociedade que pensa o país. Para ter projeto no país não é preciso ser grupo dominante".

Reunia-se ali um refinado grupo pensante. O debate havia sido proposto em forma de pergunta - "As novas elites no Brasil?" - e atraíra, além de Gianotti, Martins e Singer, o sociólogo Leôncio Martins Rodrigues, o ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira e professores da USP que integraram o governo FHC, como José Álvaro Moisés.

O debate começou pela definição de Martins de quatro novos tipos de lideranças empresariais - altos executivos, dirigentes de fundos de pensão, "candidatos a George Soros" - citou Daniel Dantas, Eike Batista e Armínio Fraga - , e consultores que migram entre a burocracia e a direção de empresas privadas . Não via, em nenhuma dessas categorias, chances de surgirem lideranças do porte de Roberto Simonsen, que mantinha correspondência diária com Souza Costa, ministro da Fazenda de Getúlio Vargas.

Mas a polêmica esquentou mesmo quando, constatada a ausência de lideranças empresariais significativas, passou-se à análise da elite política surgida com a ascensão sindical. Leôncio Martins Rodrigues, que tem livro sobre o tema ("Mudanças na Classe Política Brasileira") citou 17 ocupantes do 1º escalão no governo Lula, governadores e parlamentares de trajetória semelhante - na condição de dirigentes sindicais fizeram grandes greves e saíram direto para a disputa na Câmara. "É uma mudança dificilmente reversível. Mesmo com outro presidente, eles chegaram ao Congresso e não mais sairão de lá".

Foi a deixa para Singer citar o austríaco Joseph Schumpeter e a teoria de que a democracia só existe quando há dois grupos em disputa. O ex-secretário de Lula disse que foi apenas em 2002, com a efetiva alternância de poder, que a democracia se consolidou no país.

Bresser foi o primeiro a contestá-lo. Disse não ter visto grande mudança em 2002 porque os sindicalistas e a nova elite política promovida pela eleição de Lula não têm poder algum.

Maior guinada, para ele, acontecera com o colapso do Plano Cruzado, quando o pacto entre a Aliança Democrática e a burguesia industrial, que havia conduzido a transição, fracassara.

"Daí veio a crise que durou até o Plano Collor. Com a derrocada deste, assumem Marcílio Marques Moreira, a Fazenda, e Armínio Fraga, o Banco Central. Firma-se o acordo com o FMI e forma-se uma nova coalizão de poder comandada pelo setor financeiro, rentistas, multinacionais e interesses estrangeiros no país".

Bresser não sofreu objeções e o debate prosseguiu na seara da democratização da classe política. Moisés disse que essa popularização não foi acompanhada de um maior controle social sobre os governantes. Luciano Martins encurtou o caminho da polêmica argumentando que, além da democratização, assiste-se hoje à "completa desmoralização do projeto democrático".

Chegou a vez de Singer defender o que chamou de 'nosso governo'. Disse não ter visto a mesma indignação dos intelectuais ali presentes quando foi noticiada a compra de votos na aprovação da emenda da reeleição. Sem ser contestado, seguiu em frente. Disse que este governo pode não ter um projeto pronto e acabado de país, mas segue uma idéia de "inserção soberana no contexto internacional" - "Não continuou as privatizações, fortaleceu o Estado, expandiu direitos, reforçou os controles da Polícia Federal e promoveu inclusão com consumo de massa".

O presidente do Instituto, Gilberto Dupas, entrou para arrematar. Disse ver com preocupação a ascensão dessa nova elite no momento em que o índice de sindicalização declina mundo afora e reformas trabalhistas colocam em xeque até mesmo as resistentes lideranças sindicais francesas: "A ascensão do PT, nesse momento, leva a uma tentativa - legítima, é verdade - do encastelamento do sindicalismo no Estado na tentativa de garantir interesses que, de outra maneira, não seriam capazes de defender. Isso acontece num momento de ausência de projeto. FHC comprou a idéia de que bastava abrir a economia. Lula fez a Carta aos Brasileiros ao perceber que sem as elites não governaria. Num e noutro governo, o país cresceu pouco e perdeu oportunidades".

A palavra foi franqueada, mas o debate já havia perdido o fôlego. A indignação naquela platéia quase que exclusiva de professores, concentrava-se, em meio às despedidas, nos alunos em greve - "Não conheço mais o jovem tatuado a quem dou aula". Estava ali, naquele desconhecimento, a chave tão longamente discutida, do divórcio entre as elites e o país.

Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras


enviada por Marília do Blog de Luis Nassif

Dora Kramer versus Marco Aurelio Garcia

A nova investida de Dora Kramer é contra Marco Aurelio Garcia, assessor do presidente e dirigente do PT, sob pretexto da contribuição financeira dos petistas que ocupam cargos no governo federal. (o artigo de Dora Kramer esta reproduzido embaixo)

Como bem disse a Folha de São Paulo de hoje:

"O "dízimo" é um percentual sobre o salário que os petistas no Executivo e Legislativo devem recolher para o partido todo mês por determinação do estatuto, variando de 2% a 10%, conforme os vencimentos.É, portanto, dinheiro privado, uma vez que sai do salário que já caiu na conta do servidor."

Já para Dora Kramer é dinheiro público e como tal sujeito aos artigos da lei que proíbem que dinheiro público seja transferido, direta ou indiretamente, para partidos a exceção do fundo partidário.

A articulista ampara-se em controversa decisão judicial ainda objeto de recurso e apontando seu dedo acusador proclama: " Nada contra Marco Aurélio Garcia doar “muito alegremente” seu dinheiro ao partido. Mas, segundo a lei, só não pode fazê-lo com o dinheiro do contribuinte."

Como não se trata de dinheiro do contribuinte e sim do dinheiro privado do assalariado do poder público, a pretensão punitiva de Dora Kramer soa como um absurdo, mesmo amparada em discutível interpretação jurídica, ainda sujeita a mudança. Se aplicássemos o critério exposto por ela, e sendo proibida a utilização de dinheiro público para usufruto pessoal e privado, o funcionário não poderia, com seu salário, dar presentes, comprar roupas, ir ao cinema, ou pagar sua ferias. Obviamente, tudo isto esta vedado com dinheiro público, mas não com o salário do próprio funcionário seja este do primeiro, segundo o décimo escalão.

Tal vez esta investida de Dora Kramer tenha a ver com esta outra noticia publicada na Folha de São Paulo de hoje e que disse: " A oposição acusa o governo petista de criar cargos e dar reajustes a detentores de cargos de confiança para engordar os cofres do partido. Ontem, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio (AM), apresentou projeto de lei para acabar com o "dízimo". Curiosamente, seu próprio partido também prevê a prática no estatuto, embora não faça a cobrança."

Ou tal vez, seja mera e fortuita coincidência.

Luis Favre

PT vai tentar alterar reforma política para incluir "dízimo'

FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Folha de São Paulo

O PT vai tentar criar uma brecha na proposta de financiamento público, um dos pontos centrais da reforma política, para que seja permitida a continuidade da cobrança do "dízimo" de seus filiados que exercem cargo de confiança no governo. A votação deve ocorrer na semana que vem.

O "dízimo" é um percentual sobre o salário que os petistas no Executivo e Legislativo devem recolher para o partido todo mês por determinação do estatuto, variando de 2% a 10%, conforme os vencimentos.

É, portanto, dinheiro privado, uma vez que sai do salário que já caiu na conta do servidor.

Reportagem de ontem da Folha mostrou que, no primeiro governo Lula, cresceu em 545%, em termos reais, a arrecadação do PT com essa contribuição. No ano passado, foram R$ 2,88 milhões a entrar nos cofres do partido nessa rubrica.

"Queremos preservar essa contribuição dos filiados, que está no nosso estatuto, assim como no de muitos outros. O objeto do financiamento público é outro, o de evitar que o grande poder econômico de bancos e empreiteiras continue doando para partidos", disse o líder do PT na Câmara, Luiz Sergio (RJ).

Se a exceção para o "dízimo" for aprovada, será aberto uma brecha no artigo da reforma política que veda "a partido político receber doações de pessoas físicas e jurídicas para a constituição de seus fundos". A proposta de reforma política tem por objetivo eliminar completamente o dinheiro privado do sistema político-eleitoral. Haveria dois tipos de financiamento público: um para as campanhas eleitorais (que o PT concorda em manter) e outro para atividades exclusivas dos partidos, que o PT quer mudar.

A oposição acusa o governo petista de criar cargos e dar reajustes a detentores de cargos de confiança para engordar os cofres do partido. Ontem, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio (AM), apresentou projeto de lei para acabar com o "dízimo". Curiosamente, seu próprio partido também prevê a prática no estatuto, embora não faça a cobrança.

Não é apenas o PT que sofreria perdas expressivas com o financiamento público exclusivo para os partidos. O PSDB, no ano passado, recebeu 41,78% de seu dinheiro de fontes privadas (principalmente empresas), o equivalente a R$ 15,57 milhões. No caixa do DEM entraram R$ 8,82 milhões de empresas e parlamentares. No do PMDB foi R$ 1,61 milhão, e no do PP, R$ 1,21 milhão.

Se houver a perda, os partidos serão obrigados a comprimir drasticamente sua atuação. Ou seja, a reforma política, concebida para fortalecer os partidos, teria na verdade o efeito contrário.

"Teremos de nos adequar a uma nova realidade que não estávamos prevendo", disse o tesoureiro do DEM, Saulo Queiroz.

"É um erro o partido depender só de recursos do Tesouro. O partido tem que ir atrás de contribuições, tem que se virar para conseguir sobreviver", disse Antônio Carlos Pannunzio (SP), líder do PSDB na Câmara dos Deputados.

Dízimo periódico

Dora Kramer

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, considera “ridículas” as reações contrárias ao pagamento de dízimos ao PT por parte de seus filiados ocupantes de cargos no governo.

“Eu dou o meu dinheiro para quem eu quiser e dou muito alegremente o meu dinheiro ao meu partido”, disse ele na semana passada, quando o presidente Luiz Inácio da Silva criou 626 novos cargos em comissão e deu aumentos de até 139,7% aos agora 22.189 funcionários ocupantes dos postos disponíveis para nomeação política na administração federal.

O assessor tem todo o direito de usar o adjetivo que quiser a respeito de quem e do que bem entender. Só não tem é a prerrogativa de apregoar o confronto a uma ação já considerada ilegal pelo Tribunal Superior Eleitoral e ainda pendente de julgamento sobre a punição a ser imposta à entidade autora da cobrança.

Aliás, nem ele nem ninguém pode dar-se ao desfrute de sair por aí reivindicando o direito de infringir a lei e desrespeitar a Justiça impunemente.

Mas o gesto soa degenerado quando parte de um alto funcionário da confiança direta do presidente da República, dirigente de um partido que está no poder e encarregado da interlocução em diversas questões de interesse do País no âmbito internacional.

Ou o assessor desconhece as leis ou as ignora.

Está escrito no artigo 31 da Lei 9.096/95, a chamada Lei dos Partidos: “É vedado ao partido receber direta, ou indiretamente, sob qualquer forma ou pretexto, contribuição ou auxílio pecuniário ou estimável em dinheiro, inclusive através de publicidade de qualquer espécie, procedente de autoridade ou órgãos públicos, autarquias, empresas públicas ou concessionárias de serviços públicos.”

A exceção é a dotação destinada ao Fundo Partidário, distribuído a todas as agremiações. Fora isso não pode haver dinheiro público nos cofres dos partidos.

Com base nessa lei, em junho de 2005 o TSE decidiu, por unanimidade, responder a uma consulta feita pelo então deputado Eduardo Paes, do PSDB, confirmando que a cobrança de dízimo é proibida e, além disso, contraria resolução da Justiça Eleitoral que estabelece que o servidor precisa ter plena disponibilidade sobre sua remuneração.

O assessor poderia, confrontado com essa decisão, argumentar que os petistas contribuintes reservam ao partido recursos originários de outras fontes que não seus salários recebidos no governo.

Poderia, mas não seria objeto de crédito. E não porque o PT apresentou um crescimento de 545% na arrecadação proveniente de dízimos nos últimos quatro anos. Mas porque ele mesmo, Marco Aurélio Garcia confirmou a origem dos recursos: “Se o cargo comissionado é do partido, o militante tem que contribuir”, disse, em reação às reclamações.

Nada contra Marco Aurélio Garcia doar “muito alegremente” seu dinheiro ao partido. Mas, segundo a lei, só não pode fazê-lo com o dinheiro do contribuinte. Leia a integra da coluna de Dora Kramer no jornal O Estado de São Paulo (para assinantes)

Charles Darwin, o agnóstico

Avesso a controvérsias públicas, ele viveu conflito entre sua formação cristã e suas descobertas científicas

Herton Escobar

Charles Darwin era um homem cauteloso. Por 20 anos ele manteve sua teoria da evolução em segredo, conduzindo experimentos em seu jardim e estudando a literatura científica para, já de antemão, tentar responder todas as dúvidas e críticas que inevitavelmente seriam lançadas sobre ela.

Estava convicto de suas conclusões, mas tinha plena consciência do impacto avassalador que sua tese teria sobre o pensamento científico e religioso da época. E queria estar preparado.

Além disso, era um pensador reservado, avesso a enfrentamentos públicos e bate-bocas de qualquer natureza. Tanto que, ao fazer a redação final de A Origem das Espécies, retirou propositalmente sua conclusão mais polêmica: de que o homem não era uma criatura divina, criada por Deus à sua imagem e semelhança, mas um animal orgânico, puramente material, e de descendência comum com gorilas, orangotangos e chimpanzés. Uma espécie altamente evoluída de macaco, para ser bem sincero.

De fato, Darwin não menciona o ser humano em nenhum momento do livro. Mas foi pouco para acolchoar o impacto. Assim que chegou às livrarias de Londres, em novembro de 1859, A Origem das Espécies explodiu como uma bomba atômica sobre a sociedade vitoriana do século 19, espalhando nuvens incendiárias de polêmica por todo o planeta. E o parentesco de homens e primatas, de qualquer maneira, virou semente da discórdia.

Começava, assim, “o primeiro debate científico internacional da história”, segundo a historiadora inglesa Janet Browne, da Universidade Harvard. A ciência passou a fornecer respostas para perguntas que, até então, eram respondidas apenas pela fé - algo que não caiu muito bem com os religiosos. “O fato era que Darwin parecia expulsar por completo o divino do mundo ocidental, pondo em dúvida tudo que até então se acreditava sobre a alma humana e nosso sentido de moralidade”, escreve Browne em seu último livro, A Origem das Espécies de Darwin, com lançamento previsto no Brasil para esta semana.

REVOLUÇÃO

Charles Darwin não foi o primeiro a escrever sobre evolução. Mas foi o primeiro a propor, de maneira convincente, um mecanismo puramente biológico capaz de explicar a origem e a diversidade de todas as formas de vida. Nada de espíritos, projetos, propósitos ou intervenção divina: apenas variações aleatórias e seleção natural. Biologia pura. leia mais aqui

Todo cidadão tem direito de gravar TV digital

Ethevaldo Siqueira

No final de maio, eu e muitos brasileiros estávamos entusiasmados com a posição do ministro das Comunicações, Hélio Costa, quando ele defendia nosso direito de gravar programas de TV digital. “Proibir a gravação é inconstitucional' - bradava Costa, na mesma linha dos demais ministros que compõem o Comitê de Desenvolvimento da TV Digital.

Esse comitê discordou publicamente da proposta das emissoras de TV de instalar bloqueadores nos aparelhos de TV digital para impedir a cópia de filmes, jogos de futebol e novelas. E pediu aos membros da Câmara do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) para que não especificassem nenhuma tecnologia capaz de inibir ou bloquear a possibilidade de gravação de programas digitais pelos telespectadores em suas residências.

Como cidadão e telespectador, minha concordância com o ministro durou, pois Hélio Costa mudou de posição, após almoçar na terça-feira com diretores de emissoras de TV, em sua residência, em Brasília.

“Nós éramos contra porque achávamos que (bloquear gravação) era inconstitucional, mas se tiver uma cláusula que supere isso, tudo bem” - explica Hélio Costa. Presente ao mesmo almoço, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, esclareceu, em nota oficial, no dia seguinte, que nada foi decidido pelo governo.

Esclareçamos a questão: gravar programas de TV, analógica ou digital, é um direito do cidadão, nos Estados Unidos, na Europa e na maioria dos países democráticos e desenvolvidos. Até recentemente, o telespectador brasileiro gravava livremente em videocassete seus programas favoritos, para vê-los ou revê-los mais tarde. Agora grava em DVD ou em discos rígidos. O mesmo critério deve prevalecer para a TV digital. Como assinante de TV via satélite Sky, gravo tudo, digitalmente, num Personal Video Recorder (PVR), com disco rígido de 160 gigabytes. Leia mais no jornal O Estado de São Paulo (para assinantes)

sábado, 23 de junho de 2007

El Gobierno asegura que en 10 días se duplicará el sistema de control aéreo

Jornal Clarín de Argentina


La ministra de Defensa, Nilda Garré, afirmó que ya se "están instalando" dos radares nuevos que llegaron la semana pasada para el monitoreo del tráfico en Ezeiza y Aeroparque. Desde hace tres meses la crisis generó denuncias de inseguridad aérea, paro de pilotos y atrasos en los vuelos.


El Gobierno confirmó hoy que ya "se están instalando" los dos radares nuevos que llegaron la semana pasada, uno de ellos prestado por el gobierno español y otro alquilado, que se sumarán a otros dos que habían salido de funcionamiento y ya fueron reparados. La ministra de Defensa, Nilda Garré, aseguró que de esa manera, en 10 días se duplicará el sistema de control aéreo en los vuelos del Aeropuerto Internacional y el Aeroparque Jorge Newvery.

La ministra Garré explicó que "se está instalando en la zona de Morón" el radar "primario", que prestó a la Argentina el gobierno de España para superar la emergencia, y señaló que "además, ya se arreglaron y están funcionando los dos que habían salido de funcionamiento en Ezeiza", meses atrás.

El pasado 1° de marzo, un rayo fulminó el radar del Aeropuerto Internacional, un instrumento fundamental para el control del tráfico aéreo. La avería del radar derivó en una grave crisis, con denuncias cruzadas por la seguridad aérea.

La última fue el 7 de mayo, cuando pilotos y controladores advirtieron que dos aviones casi colisionan cuando volaban sobre el límite de las provincias de Buenos Aires y Córdoba.

La ministra agregó que "tenemos también en pleno proceso de instalación el radar secundario que alquilamos a través de una licitación internacional".

En ese sentido, afirmó que "no sólo se ha superado la crisis" aérea, que generaba demoras y suspensiones constantes de vuelos en el país desde hace varios meses, "sino que ahora vamos a tener dos radares primarios y dos secundarios, por lo que se está duplicando el sistema" de control.

La ministra elogió "la muy generosa solución que nos facilitó el gobierno español para salir un poco del apuro", al prestarnos un radar primario que, según estimó, "en 10 días va a estar funcionando".