quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Sindicatos querem parar a França contra medidas de Sarkozy

Presidente prepara-se para um duro período de negociação, após apresentar propostas de reforma

Associated Press

Agencia Estado

PARIS - Depois de desfrutar de uma lua-de-mel nos primeiros meses de seu governo, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, prepara-se agora para um duro período de negociação com os sindicatos do país, que criticaram duramente as reformas de previdência, do funcionalismo público e trabalhistas apresentadas por Sarkozy nesta semana. Na noite desta quinta-feira, 20, num discurso televisionado, o presidente defendeu suas reformas e disse que não se intimidará.

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No que pode ser o primeiro grande teste do governo francês, sindicatos dos maquinistas começaram a se mobilizar para paralisar o setor ferroviário do país no dia 17 de outubro. Os sindicatos dos metroviários de Paris também estudam realizar uma greve e os funcionários públicos devem decidir na próxima semana se param ou não.

No discurso de hoje, Sarkozy disse que está disposto apenas a negociar o prazo para a realização das reformas, ressaltando que não discutirá "os princípios. Se houver problemas, os enfrentaremos".

Na terça-feira, o presidente francês propôs o fim das aposentadorias especiais dos maquinistas e outros setores, e disse que pretende relaxar a jornada de trabalho de 35 horas semanais. Na quarta-feira, Sarkozy anunciou a redução de cargos no serviço público, além de estabelecer remuneração com base em mérito. O jornal francês de esquerda Libération afirmou que o presidente da França "ataca os fundamentos da função pública".

Sarkozy, no entanto, parece estar se aproveitando de sua popularidade alta para conseguir a aprovação do país das reformas. Além disso, seu partido, o União pelo Movimento Popular (UMP), controlará o Parlamento pelos próximos cinco anos.

O líder francês conseguiu hoje uma vitória importante na Assembléia Nacional, com a aprovação da nova lei de imigração do país, também contestada por vários setores franceses - inclusive membros de seu governo. As novas regras exigirão que os futuros imigrantes provem que têm domínio da língua francesa e condições de se sustentarem financeiramente.

A medida mais polêmica, no entanto, é um eventual teste de DNA que familiares de imigrantes que já estão na França terão de fazer para provar seu parentesco. A lei será votada pelo Senado no mês que vem.

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