Participação no G8 é grande aposta de Lula
KENNEDY ALENCAR
Colunista da Folha Online, em Nova Déli
As viagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia e à Alemanha são das mais importantes desde que o petista chegou ao poder. Ambas simbolizam momentos cruciais e finais de uma grande aposta de Lula na política externa: articular países em desenvolvimento que pouco se falavam para que tivessem voz unida perante as nações mais industrializadas, defendendo uma agenda que foge ao tradicional figurino de pobres que pedem favor aos ricos.
Lula construiu uma sólida parceria política com a Índia com o objetivo de defender três temas na reunião do G-8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia) nesta semana, na Alemanha.
São eles: criação de um mercado mundial de etanol, queda de subsídios agrícolas na rodada Doha e instituição de um mecanismo que compense os países em desenvolvimento e mais pobres que reduzam o desmatamento e, portanto, combatam o efeito estufa.
"Nessa viagem, vou falar de etanol o tempo inteiro", dizia Lula ainda no Brasil. É o que tem feito. Hoje não existe um mercado mundial de etanol, com transporte planetário regular e estoques que garantam suprimento em escala global. Ou seja, não é uma "commodity", um produto que possa ser negociado facilmente no mundo todo. Exemplos de "commodities": café, barril de petróleo, minério de ferro. Leia mais...

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