G-8 quer cooperação econômica com emergentes como Brasil e China
Deborah Berlinck* Enviada especial
BERLIM e HEILIGENDAMM. No segundo dia da cúpula, os membros do G-8 (grupo dos países mais ricos do mundo e a Rússia) afirmaram ontem querer uma maior cooperação com os países em desenvolvimento, reconhecendo que não é mais possível conduzir a economia global sem a participação de Brasil, China e Índia. O G-8 também quer fechar um acordo com cinco nações emergentes — China, Índia, Brasil, México e África do Sul — para combater a pirataria e proteger a propriedade intelectual.
“Faremos um esforço para conseguir, em nível mundial, um contexto econômico e político que fomente e proteja as inovações”, afirma o documento “Crescimento e responsabilidade na economia mundial”, aprovado ontem pelos líderes do G-8 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia). A declaração ressalta que são necessárias medidas concretas urgentes para fazer frente à pirataria e reduzir a demanda por produtos falsificados.
Cúpula deve anunciar hoje US$ 60 bi para África Com relação à cooperação com os cinco emergentes, o G8 fará uma experiência de dois anos, que incluirá eficiência energética e políticas de desenvolvimento, voltadas especialmente para a África.
O continente mais pobre do mundo será o foco das atenções do G-8 hoje, que deve anunciar uma ajuda de US$ 60 bilhões para combater a Aids e outras doenças na África, com a presença dos chefes de Estado de seis países africanos.
— Os líderes do G-8 têm apenas 24 horas para restaurar a fé numa promessa que representa vida ou morte para milhões de pessoas — disse Steve Cockburn, coordenador da campanha Parem a Aids.
Em 2005, na cúpula realizada na Escócia, o G-8 se comprometeu a dobrar a ajuda financeira à África até 2010.
‘Sacrifício tem de ser proporcional à riqueza’ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai bater duro contra os subsídios agrícolas, num almoço que vai reunir hoje o G-8 (grupo dos sete países ricos mais a Rússia) e os emergentes reunidos no chamado G-5: Brasil, México, Índia, China e África do Sul. Leia mais no jornal O Globo (para assinantes)
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