Cientistas obtêm células estaminais embrionárias sem recorrer a embriões
Ana Gerschenfeld
Foi possível reprogramar células da pele de ratinhos para obter células capazes de gerar todos os tecidos
Diz-se que não se faz omeletes sem ovos, mas três artigos hoje publicados nas revistas Cell Stem Cells (na sua edição inaugural) e Nature acabam de tornar esta expressão obsoleta, pelo menos no que respeita aos ratinhos e às chamadas células estaminais embrionárias (CEE). E, pela mesma ocasião, talvez venham um dia a pôr um termo ao debate sobre a ética da utilização de embriões humanos naquilo que tem vindo a ser chamado "clonagem terapêutica".
As CEE são células que, como o seu nome indica, estão presentes durante a fase embrionária da vida. Tanto nos ratinhos como nos humanos, são células "pluripotentes" - isto é, têm a capacidade única de dar origem a qualquer tecido do organismo. As CEE têm, na opinião dos especialistas do mundo inteiro, grandes potencialidades terapêuticas, pois poderão permitir criar tecidos sãos para substituir tecidos doentes, com a garantia acrescida de que esses tecidos serão perfeitamente compatíveis com o doente que se pretende tratar.
O método é simples: colhe-se uma célula cutânea a um doente, clona-se um embrião a partir dessa célula (com uma técnica como a que permitiu clonar a ovelha Dolly), extraem-se as CEE do embrião e gera-se com elas o que se quer: células beta do pâncreas para tratar a diabetes, células estaminais do sangue contra as leucemias, neurónios motores contra a doença de Parkinson... Leia mais aqui no jornal O Público de Portugal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário