quinta-feira, 7 de junho de 2007

Opinião: O Rio na vanguarda do biodiesel

Julio Lopes, secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro

O Estado do Rio de Janeiro iniciou nesta primeira semana de junho uma experiência pioneira no país que antecipa em seis anos as metas de uso do biodiesel. Três mil ônibus de transporte de passageiros que circulam nas cinco maiores cidades da Região Metropolitana do Estado - Rio, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu - vão utilizar 5% de biodiesel adicionado ao diesel derivado de petróleo. É o maior projeto experimental de uso do biodiesel em ônibus urbanos no país até hoje e serão muitos os benefícios, tanto ambientais como socioeconômicos.

Testes de laboratório e de campo com o B5 - denominação do diesel adicionado com 5% de biodiesel - mostram que o uso da mistura nesta proporção reduzem em 10% a emissão de fumaça negra expelida pelos veículos e em 7% a emissão de monóxido de carbono. Isto significa menos poluição do ar, com a conseqüente redução dos problemas de saúde causados por estes poluentes e a melhoria da qualidade de vida.

Nossa preocupação em reduzir os níveis de poluição atmosférica tem forte motivação. Responsável por 24% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), segundo a Agência Internacional de Energia, o trânsito das grandes cidades é tido como um dos principais vilões do efeito estufa. E essas emissões vêm aumentando. A contribuição do setor de transportes para o aquecimento global cresce 2,5% ao ano. Nos países em desenvolvimento, essa taxa sobe para 4,4% ao ano.

Sob o aspecto econômico, em um ano, a economia que os três mil ônibus farão rodando com o B5 será de 32 milhões de litros de óleo diesel. Outra vantagem é que não há necessidade de modificar ou adaptar os motores, mesmo aqueles com longa quilometragem que, depois de abastecidos com a mistura, podem rodar imediatamente, sem perda de potência ou qualquer outra restrição mecânica. Até o final de 2008, todos os 18.300 ônibus urbanos que circulam no Estado deverão utilizar o B5, proporcionando um ganho ambiental equivalente ao plantio de 140 mil árvores por ano. Leia mais aqui no Jornal de Brasil JB.

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