domingo, 3 de junho de 2007

Futuro do etanol pende por novas tecnologias

Americanos tentam produzir etanol diretamente a partir da celulose (Foto: NYT)



Evento em São Paulo discute rumos do álcool combustível no futuro da humanidade.

Produção com cana é eficaz, mas cientistas miram obtenção direta a partir de celulose.

SALVADOR NOGUEIRA e REINALDO JOSÉ LOPES
Do G1, em São Paulo

Parece que foi num passe de mágica que, nos últimos anos, a produção de etanol se converteu de um programa quase falido concebido durante o regime militar a uma panacéia para o combate à escassez do petróleo e ao aquecimento global.

Mas a verdade é que será preciso muito mais que mágica para que esse biocombustível se converta de fato na solução global que seus defensores pregam. No olho do furacão está a necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias que permitam que a produção seja abundante e realmente "limpa", no maior número de lugares possível.

Para discutir o futuro dessa fonte de energia, acontece nas próximas segunda e terça-feira, em São Paulo, o Ethanol Summit 2007. Trata-se do principal evento mundial destinado a debater os rumos do álcool combustível. Agora, uma coisa que nem entra nessa série de debates é o fato incontestável de o Brasil ser uma ilha de prosperidade no que diz respeito à produção do etanol.

Como aqui o biocombustível é obtido a partir do processamento da cana-de-açúcar, o país se vê às voltas com a potencial criação de um novo "ciclo da cana", produto que foi força motriz brasileira durante o período colonial. Caso isso venha a acontecer, colocará o Brasil como uma superpotência no crítico mercado de energia ao longo do século XXI. Leia mais aqui

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