O jumento e a múltipla escolha

O Brasil empacou, feito um jumento, diante de um debate inútil. O pivô da crise são as obras do PAC. Elas são necessárias para o país. Mas não podem ser realizadas sem os cuidados ambientais que evitam danos custosos à sociedade. O que vemos agora é um racha. De um lado, organizações não-governamentais e órgãos ambientais se recusam a dar as licenças para as obras. O Ibama, inclusive, entrou em greve hoje, para atrasar o processo. Diante disso, o Planalto reage com pressão. Há algumas semanas, o presidente Lula ameaçou compensar as hidrelétricas não construídas investindo em usinas nucleares. Estamos parados, como um vestibulando, diante de uma falsa questão de múltipla escolha:
A) Aprovar as obras rapidamente, para não atrapalhar o crescimento do país, nem causar uma crise de energia elétrica
B) Impedir as obras para que danos ambientais não causem mais prejuízo do que benefícios à sociedade.
É uma questão incompleta. Provavelmente, a resposta certa é outra:
C) Aprovar as obras, com as medidas que minimizem ou compensem os prejuízos ambientais
(Alexandre Mansur) Blog do Planeta Revista Epoca
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