Mostrando postagens com marcador Bachelet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bachelet. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Futuro presidente precisa olhar para o sul (New Day in the Americas)



Roger Cohen*

Juan Bautista Alberdi, um constitucionalista e liberal argentino, observou em 1837 que “as nações, como os homens, não têm asas; elas fazem suas jornadas a pé, passo a passo”. A América Latina, por muito tempo suscetível aos milagres utópicos de revolucionários e caudilhos e ainda não imune a eles, tem se esforçado para absorver essa verdade. Mas, como observa Michael Reid em seu novo livro, Forgotten Continent (Continente esquecido), democracias de massa duráveis têm surgido na região.

Nos últimos anos, essas democracias rolaram os dados com uma extraordinária variedade de líderes, entre os quais Michelle Bachelet no Chile; Luiz Inácio Lula da Silva, o metalúrgico que chegou à presidência no Brasil; e Hugo Chávez, egresso dos quartéis, na Venezuela.

Os resultados têm sido desiguais. Chávez tem testado a paciência de todos com bravatas movidas a petróleo sobre uma revolução socialista.

Passo a passo, porém, o continente tem avançado para sociedades abertas e para a economia global.

Esse progresso veio a despeito das disparidades de renda que têm feito de cidades como São Paulo labirintos de riquezas e ruínas. A ascensão improvável de Lula refletiu as esperanças de que esses abismos sociais poderiam ser vencidos, da mesma forma como o sucesso inicial de Barack Obama e Mike Huckabee nos Estados Unidos reflete uma sociedade faminta por mudanças e cansada de magnatas dos fundos de hedge se esquivando dos impostos que as pessoas comuns pagam.

Em sua caminhada a pé, as nações também sonham. As democracias são inventivas e avessas ao enquadramento. Suas imperfeições são múltiplas, mas o mesmo acontece com seus mecanismos de auto-renovação. Elas exigem esperança. O dinâmico, com o tempo, supera o dinástico.

A caminhada brasileira muitas vezes cambaleou, dando origem ao mito de que o Brasil era um país com um futuro grandioso condenado a sua eterna contemplação. As cifras anuais de assassinatos, na casa das dezenas de milhares, atestam problemas sociais persistentes. Tom Jobim, compositor de Garota de Ipanema, observou que o Brasil não é para principiantes.

Contudo, como Lula intuiu com seu astuto pragmatismo - quem mais consegue ser ao mesmo tempo um amigo de Chávez e do presidente George W. Bush? -, a maré está subindo a favor do País. O futuro do Brasil é agora. Há cinco razões para isso: terra, matérias-primas, energia, meio ambiente e China.

A vastidão define o Brasil; o uso agrícola de seu território está muito longe da exaustão. Maior exportador mundial de café, carne bovina, açúcar e suco de laranja, ele está aumentando rapidamente suas exportações de outros produtos alimentícios, como frango (US$ 4,2 bilhões em 2007, ante US$ 2,9 bilhões em 2006) e soja. Mais de 80 milhões de hectares - uma área maior que a atualmente cultivada - continuam inexplorados, excluindo as florestas tropicais.

Outra exportação em franco crescimento é a de minério de ferro. A China, que está investindo pesadamente no Brasil, quer todo o minério que pode conseguir, e deseja também alimentos (como a Índia) e energia. O Brasil tem abundância desta última, e poderá ter muito mais.

Deixemos de lado, por um momento, os vastos recursos hidrelétricos do Brasil e sua recente descoberta de um enorme campo de petróleo em águas profundas na costa sudeste. O que contará no longo prazo é sua liderança mundial em combustíveis baseados em vegetais, particularmente o etanol de cana-de-açúcar, que produz oito vezes mais energia por hectare que o milho do qual é produzida a maior parte do etanol americano. Combine-se isso com terras agrícolas quase ilimitadas e entra em foco a virada do futuro para o presente do Brasil.

Como escreve Reid, “se a China estava se tornando a fábrica do mundo e a Índia seu escritório, o Brasil é sua fazenda - e, potencialmente, seu centro de serviços ambientais”. A liderança do País em combustíveis não-fósseis e a biodiversidade sem paralelo de sua floresta amazônica o tornam um líder natural na luta contra o aquecimento global do século 21.

Nada do que foi dito acima seria significativo se o Brasil fosse instável. Como a maior parte do continente, porém, ele se tornou mais previsível. A China percebeu isso e está rapidamente desenvolvendo suas relações comerciais com o Brasil e outros países latino-americanos. Os Estados Unidos também perseguiram um leque de acordos de livre comércio, com resultados desiguais.

No geral, porém, o continente tem sido deixado com a sensação de que é negligenciado pelos americanos, aguçada pela promessa pré-11/9 de Bush, não cumprida, de um novo enfoque que refletiria a presença de mais de 40 milhões de latinos nos EUA. O próximo presidente deveria dar prioridade a um olhar para o sul, com o Brasil como pivô de um engajamento mais intenso.

A transformação da América Latina nas últimas décadas foi subestimada. Essa transformação tem sido política e econômica, mas também cultural. Preconceitos profundos contra populações indígenas, mestiças e mulatas foram enfrentados e, se não derrotados, ao menos enfraquecidos. Em termos históricos, este tem sido um tempo de capacitação dos não-brancos.

As Américas estão mudando e, apesar da retórica antiamericana de Chávez, estão se tornando, passo a passo, mais unidas.

*Roger Cohen é colunista do jornal ‘The New York Times’

domingo, 6 de janeiro de 2008

New Day in the Americas

The New York Times





January 6, 2008
Op-Ed Columnist

By ROGER COHEN

SÃO PAULO, Brazil

Juan Bautista Alberdi, an Argentine constitutionalist and liberal, noted in 1837 that “Nations, like men, do not have wings; they make their journeys on foot, step by step.”

Latin America, long susceptible to the utopian mirages of revolutionaries and caudillos and still not immune to them, has struggled to absorb this truth. But, as Michael Reid observes in his new book, “Forgotten Continent,” durable mass democracies have emerged across the region.

In recent years, these democracies have rolled the dice with an extraordinary variety of leaders, including Michelle Bachelet in Chile; Luiz Inácio Lula da Silva, the metalworker who rose to govern Brazil; and Venezuela’s barracks-bred Hugo Chávez.

The results have been uneven. Chávez has tested everyone’s patience with oil-fueled bluster about winged Socialist revolution. But step by prosaic step, the continent has moved toward open societies and the global economy.

This progress has come despite gross income disparities, which have made cities like São Paulo labyrinths of riches and ruin. Lula’s unlikely rise reflected the hope that these social chasms could be bridged, just as the early success of Barack Obama and Mike Huckabee reflects a society hungry for change and tired of hedge-fund titans skirting the taxes ordinary folks pay.

As they journey on foot, nations also dream. Democracies are inventive and averse to entitlement. Their imperfections are manifold, but so are their self-renewing mechanisms. They demand hope. The dynamic, over time, trumps the dynastic.

The Brazilian journey has often faltered, giving rise to the nostrum that this was a country with a great future condemned to its eternal contemplation. Annual murder figures in the tens of thousands testify to enduring social problems. Tom Jobim, who composed “The Girl From Ipanema,” noted that Brazil is not for beginners.

Still, as Lula has intuited with his astute pragmatism — is anyone else a friend of both Chávez and President Bush? — the tide is flowing this country’s way. Brazil’s future is now. There are five reasons: land, raw materials, energy, the environment and China.

Vastness defines Brazil; the agricultural use of its territory is nowhere near exhaustion. Already the world’s largest exporter of coffee, beef, sugar and orange juice, it is fast increasing exports of other foodstuffs, including chicken ($4.2 billion worth in 2007, up from $2.9 billion in 2006) and soya. More than 220 million acres — an area greater than that currently under cultivation — remain unexploited outside rain forests.

Another fast-rising export is iron ore. China, which is investing heavily here, wants all it can get, just as it wants food (as does India) and energy. Brazil has an abundance of the latter, and could have much more.

Set aside for a moment Brazil’s vast hydroelectric resources and its recent discovery of a huge deepwater oil field off the southeastern coast.

What will count over the long term is its world leadership in plant-based fuels, particularly ethanol from sugar cane, which produces eight times as much energy per hectare as the corn from which most U.S. ethanol is made. Combine that with near limitless farmland, and Brazil’s important future-to-present shift comes into focus.

As Reid writes, “If China was becoming the world’s workshop and India its back office, Brazil is its farm — and potentially its center of environmental services.”

The country’s leadership in nonfossil fuels and the unparalleled biodiversity of its Amazon rain forest make it a natural leader in the 21st-century struggle with global warming.

None of the above would be significant if Brazil were unstable. But like most of the continent, it has become more predictable. China has realized this and is rapidly developing its commercial relations with Brazil and other Latin American countries. The United States has also pursued a range of free-trade agreements, with uneven results.

Over all, however, the continent has been left with a sense of U.S. neglect, sharpened by Bush’s unfulfilled pre-9/11 promise of a new focus that would reflect the presence of more than 40 million Latinos in the U.S. The next president should make looking south a priority, with Brazil as pivot for intensified engagement.

Latin America’s transformation in recent decades has been underestimated. It has been political and economic but also cultural. Deep prejudices against indigenous, mestizo and mulatto populations have been confronted and, if not defeated, undermined. In historical terms, this has been a time of empowerment for the dark-skinned.

The Americas are changing and, despite the anti-Yanqui rhetoric of Chávez, becoming — step by step — more one.

Blog: www.iht.com/passages.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Woman power"


LA NUEVA CAMADA DE MUJERES POLITICAS Y PRESIDENTAS DEMOCRATICAS

Clarín

Cristina se suma al "woman power", que ya exhibe su sello por el mundo
Vienen avanzando en lugares clave del planeta. Tienen un denominador común: la educación superior.

Por: Daniel Juri

Tal vez, haya llegado la hora de hacer cambios urgentes en el diccionario. En la larga lista de acepciones de la palabra "mujer", dice la Real Academia Española, en su vigésima segunda edición: "Mujer pública: prostituta".

Otra definición: "Mujer de gobierno: Criada que tenía a su cargo el gobierno económico de la casa". Como siempre, la lengua termina yendo un paso más allá que las academias. Y hoy, para el común de la gente, mujeres públicas, mujeres de gobierno son Angela Dorotea Kasner, Hillary Rodham, Cristina Fernández o Mamá Sirleaf . Y es que, a pesar de que a las tres primeras se las conozca por el apellido de sus maridos y a la cuarta con el más femenino de los apodos, se trata, nada menos, que de mujeres de todo el mundo que pasaron a ser emblema del "woman power", un fenómeno que amenaza con sacudir, también, hasta la última letra del diccionario.

La primera de estas mujeres es la poderosa jefa del gobierno alemán, Angela Merkel; la segunda, Hillary Clinton, la candidata demócrata que amaga con instalarse en la Casa Blanca y no, esta vez, para redecorarla como primera dama, sino para dirigir los destinos de la primera potencia del mundo. La tercera es Cristina Fernández de Kirchner, elegida ayer presidenta de los argentinos. Luego, le sigue Ellen Johnson Sirleaf, verdadero emblema de este arranque del siglo XXI, quien el año pasado se convirtió en la primera mujer presidenta de Africa. No solo eso: ganó las elecciones en Liberia con un 59,4 por ciento de votos y se hizo cargo de un país desgarrado por una guerra civil. Encima, pudo con la política y hasta con un fetiche masculino: venció en las urnas a un ex futbolista llamado George Weah.

A las poderosas de este mundo contemporáneo parece unirlas un denominador común: la educación superior. Fueron las aulas del siglo XX las que, en definitiva, les dieron a la mujer el instru mento fundamental para pelear lugares, por ejemplo, dentro del "old boys club" de EE.UU., como se llama a ese coto cerrado que, históricamente, produjo candidatos presidenciales a destajo, siempre hombres. Con su acceso a la educación superior, la mujer pudo liberarse hasta de ese viejo mito religioso que le endilgó durante siglos la causa del pecado original. Ese mito por el que solo Eva y una serpiente (femenina) fueron expulsadas del Paraíso. "Soy socialista, agnóstica, separada y mujer", dijo a poco de asumir el gobierno la presidenta chilena Michele Bachelet.

Merkel es científica, Hillary era una abogada exitosa cuando su marido llegó a presidente. Cristina también es abogada y un cuadro político de peso surgido de las filas del peronismo. La africana Sirleaf es una economista licenciada en Harvard. También salió de esa universidad estadounidense la abogada laboralista Tarja Jalonen, que ya va por su segundo mandato en Finlandia. Bachelet es médico cirujana y pediatra.

En el otro extremo del planeta, la economista Gloria Arroyo, actual presidenta de Filipinas -que lidia en su país contra la corrupción, la guerrilla y el terrorismo- compartió alguna vez las aulas con Bill Clinton, en la Universidad de Georgetown. Vaira Vike Freiberga, la presidenta de Letonia se doctoró en Psicología en Canadá. Es traductora de español y habla francés, inglés y alemán, además de letón, claro.

Profesionales, políticas exitosas, verdaderas damas, femeninas -cada una con su estilo- y lejos, muy lejos todas ellas, de esa imagen masculinizada que instaló la hoy anciana baronesa Margaret Thatcher, ex primer ministro británica, una famosa dama de hierro.

sábado, 13 de outubro de 2007

Energy Crunch Threatens South American Nations

David Lillo/Agence France-Presse — Getty Images

Smog hit record levels in Santiago, Chile, when Argentina cut back on natural gas shipments.


By ALEXEI BARRIONUEVO

The New York Times

SANTIAGO, Chile — For Chile and Argentina, it was the frostiest of winters, and not just the reading on the thermometer.

During one of the coldest South American winters here in decades, neighboring Argentina cut at least 90 percent of the natural gas it sends to Chile 79 times along pipelines that connect the two countries.

Power plants and factories in this smoggy capital were forced to switch to diesel and fuel oil, which belch more air pollution and have nearly quadrupled the cost of producing electricity. Santiago reported its highest number of dangerous smog days in the past seven years.

Argentina’s actions have chilled relations between the two countries. But the impact of South America’s energy crisis is far broader. Across the region, concerns about energy are roiling national politics, generating tensions between neighbors and emerging as one of the biggest brakes to growth and integration.

Energy is the Achilles’ heel of the governments in Brazil, Argentina and Chile, which are struggling to maintain sufficient natural gas supplies after several years of strong economic growth.

“Bottlenecks in energy supply will be a critical policy concern in Latin America over the next two to five years,” said Christopher Garman, the Latin America director at Eurasia Group, a New York-based consulting firm.

Energy concerns are at the top of the agenda for the region’s incumbent leaders, most of whom have high popularity ratings, thanks mostly to buoyant economies riding a wave of higher commodity prices.

But the steady economic growth has only increased energy demand, while governments have failed for a decade to invest enough in natural gas exploration and new power plants to expand their energy supplies.

President Luiz Inácio Lula da Silva of Brazil is particularly preoccupied with the risk of power shortages that could occur as early as 2009, according to analysts. In an interview in September, he said the region’s gas woes were reason to support new hydroelectric power plants and projects to produce electricity from sugar cane. “I do not want to make Brazil dependent on gas,” he said.

The other alternative is to raise consumer prices or impose austerity measures, something politicians have been reluctant to do. History shows they can help sink a president.

When Brazil suffered an energy crunch in 2000, President Fernando Henrique Cardoso implored consumers to conserve, imposing penalties on those who did not. In the end, a major crisis was averted, but the government’s approval rating dropped by a third, and Mr. da Silva — not Mr. Cardoso’s chosen successor — was elected in 2002.

Néstor Kirchner, Argentina’s president, has steadfastly refused to raise his country’s gas and electricity prices, which are among the lowest in the world, ahead of the Oct. 28 election. Mr. Kirchner’s wife, Cristina Fernández de Kirchner, is the leading candidate to succeed him.

Instead, his government placed winter energy-use restrictions on industries and cut off its neighbor to the west, Chile.

Mr. Kirchner’s strategy has satisfied voters and kept Argentina’s economy humming, for now. But the low gas and power prices have scared away needed foreign investment in energy development and raised fears of runaway inflation.

Argentina could be digging itself a bigger hole to crawl out of. While the government refuses to impose on residential consumers to cut back, Argentina’s energy demands are rising faster than supply.

Power plants have little or no spare capacity and are suffering from a lack of maintenance, increasing the chances of brownouts or blackouts, said Sylvie D’Apote, an analyst with Cambridge Energy Research Associates.

Argentina’s energy troubles began with the crushing economic crisis of 2001, when its currency, the peso, was devalued almost overnight by some 300 percent. In a panic, the government moved energy rates from dollars to pesos.

Suddenly Argentine natural gas was the cheapest in Latin America, and residential electricity rates were among the lowest in the world.

For Mrs. Kirchner, if she is elected, changing course would be risky. Raising energy prices would only worsen inflation and raise the ire of Argentine voters, potentially spoiling the Kirchners’ plans to tag-team the presidency for the next 12 years.

Argentina’s economy, which is expected to grow this year by about 8 percent for a fifth straight year, is struggling with rising inflation pegged by private economists at nearly 20 percent, more than double official government claims.

Mr. Kirchner has denied there is even an energy crisis, noting that residential consumers have yet to feel a pinch.

Instead, it is Chile that is being squeezed. With few energy resources of its own, Chile had come to rely on Argentina for natural gas. The neighbors signed contracts in 1994, giving Chile a cheap source of fuel and a way to help clean Santiago’s notoriously smoggy air.

Argentine officials say that the Argentine Congress never approved the energy accords, making them nonbinding. The Chileans call that claim ludicrous.

The energy crunch is already contributing to inflation in Chile. Chile’s inflation is expected to be 6.4 percent this year, nearly a third of which is attributable to the cost of energy and food, said Pablo Goldberg, chief economist for Latin America at Merrill Lynch.

Political problems have limited Chile’s energy options. Bolivia, which has the largest gas reserves in the region, has forbidden Argentina from re-exporting Bolivian gas to Chile because of a decades-old dispute over maritime access rights.

Analysts have doubts in any case about just how much natural gas Bolivia, which nationalized its gas sector last year, can extract without foreign investment.

With few options, Chile’s government, led by President Michelle Bachelet, is moving on several fronts to diversify its energy supplies.

Two liquefied natural gas terminals should be completed by the middle of 2009. Chile is also opening up some land for oil and gas exploration, though it historically has found little.

Ms. Bachelet received a government-financed study last week exploring the prospects for building nuclear power plants, which is likely to be a controversial decision for the next government.

“We can’t just wait with our arms crossed and hope for a miracle to happen,” said Antonio Baciagalupo, the chief executive of GNL Quintero, the consortium building the liquefied natural gas plant near Santiago.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Protestos tentam acelerar distribuição de renda no Chile

The Economist, de Santiago

Jornal Valor

Apesar de uma transição para a democracia e do rápido crescimento econômico, os chilenos queixaram-se muito ao longo dos últimos 20 anos - mas discretamente. Muitos sentiram-se decepcionados pelos termos segundo os quais o general Augusto Pinochet deixou o poder, em 1990: o ditador permaneceu no comando do Exército por oito anos; mas as queixas foram emudecidas pelo alívio com a volta da democracia. Muitos também ficaram desapontados com o fato de a coalizão de centro-esquerda, chamada Concertación, que está no poder desde 1990, ter mantido as políticas de livre mercado da ditadura; mas esse desapontamento foi moderado pela prosperidade e melhorias nos serviços resultantes dessas políticas.

As queixas contidas, começaram, de repente, a ser verbalizadas ruidosamente. No ano passado, animados pela promessa de Michelle Bachelet, presidente do Chile desde março de 2006, de praticar um governo democrático mais "participativo", alunos de escolas secundárias foram às ruas para exigir melhor ensino, no maior dos protestos desde a década de 80. Com o preço do cobre - principal produto exportado pelo país - em níveis recordes, e a economia crescendo 6% neste ano, também os trabalhadores estão protestando.


Até recentemente, greves eram relativamente raras no Chile. No ano passado, porém, mineiros de Escondida, a maior mina de cobre do mundo, conquistaram um aumento substancial de salários, após greve de um mês. Neste ano, houve paralisações no setor de reflorestamento e uma greve de 36 dias por trabalhadores subcontratados pela Codelco, a empresa estatal produtora de cobre.


"Os trabalhadores vêm um país que está crescendo e companhias que estão indo bem, e ficam cansados de esperar", explica Arturo Martínez, presidente da Central Unitária de Trabajadores (CUT), a principal confederação sindical chilena. Os sindicatos criticam a distribuição desigual de renda no país. Uma pesquisa governamental, no ano passado, descobriu que quase 1 milhão de trabalhadores, ou 15% do total, estava ganhando menos do que o salário mínimo estipulado na legislação - pouco mais de US$ 200 por mês.


Em vista da forte queda do desemprego, as exigências salariais não são de surpreender. Elas são também estimuladas pelo Partido Comunista. A essas cobranças somam-se críticas ao descumprimento, pelo governo, de uma promessa de campanha, a de promover uma reforma num sistema eleitoral deixado intacto pela ditadura, que torna quase impossível aos partidos pequenos (como o próprio PC) conquistar assentos no Congresso.




Líderes sindicais dizem que o país está à beira de uma conflagração social. Sem dúvida, as recentes greves e manifestações foram incomumente violentas, assim como um dia nacional de protesto convocado, entre outros, pela CUT e pelo Partido Comunista, em 29 de agosto.


Essa iniciativa ganhou o apoio de alguns políticos da Concertación, que passaram a protestar contra o "neoliberalismo" de seu próprio governo. Eles são contrários a uma rígida política fiscal segundo a qual grande parte do ganho extraordinário resultante do preço do cobre está sendo poupado para o futuro. Isso permitirá que o governo disponha dos recursos para safar-se de uma eventual recessão futura.


Mais que uma grande inflexão ideológica, o descontentamento reflete uma mudança nas relações trabalhistas. Os trabalhadores estão mais conscientes de seus direitos e querem que estes sejam respeitados, diz um administrador sênior na Codelco.


Uma questão contestada é a subcontratação de trabalhadores. Isso contribuiu para manter as exportações competitivas, mas em alguns setores têm sido usadas como um meio de formar um contingente de mão-de-obra remunerado com baixos salários sob contratos de curto prazo.


Uma nova lei procura coibir o uso indevido da subcontratação. No mês passado, o governo constituiu uma comissão para analisar mudanças mais abrangentes nas legislação trabalhista. "Não fomos condenados a ver pobreza e desigualdade e simplesmente ficar esperando que o crescimento e uma gradual propagação da riqueza se encarregue de acabar com os problemas", afirmou Bachelet recentemente. O governo também quer constituir tribunais especiais para julgar queixas de trabalhadores e pretende fortalecer o seguro-desemprego.


A estabilidade econômica, política e social desde 1990 foi crucial para atrair os investimentos, tanto nacionais como estrangeiros, que asseguraram rápido crescimento econômico. Em conseqüência, o Chile é um país muito mais rico: a renda per capita é de quase US$ 9 mil, contra apenas US$ 2,4 mil em 1990. Neste estágio de seu desenvolvimento, mais investimento de capital e melhor ensino fariam crescer a produtividade e, portanto, os salários, num círculo virtuoso.


Há grande margem para melhorias de produtividade. A atividade de reflorestamento é cinco vezes mais intensiva em mão-de-obra do que, por exemplo, na Escandinávia. Mas melhorias no ensino levam tempo. E, como alternativa a investimentos de capital, as empresas chilenas podem importar mão-de-obra barata de vizinhos mais pobres, como o Peru e a Bolívia, assinala Rosanna Costa, do Libertad y Desarrollo, um instituto de estudos conservador. Isso está acontecendo em atividades mal remuneradas em setores como a construção civil e a agricultura.


Os chilenos estão rompendo os grilhões mentais impostos pela ditadura. O processo foi acelerado pela morte de Pinochet, em dezembro passado. Mas a liberdade política gerou impaciência nas demandas por uma participação mais justa na divisão dos frutos do crescimento. Bachelet revelou-se menos inclinada do que seus predecessores em praticar a bem-sucedida receita do Concertación - liberalismo econômico combinado com políticas sociais redistributivas.


Apesar disso, parece improvável que o Chile dê uma guinada rumo ao populismo. Com a crescente prosperidade vieram os financiamentos de casas próprias e dívidas no cartão de crédito. Esses são "os novos grilhões dos trabalhadores", queixa-se Martínez. São também um sinal de que a maioria dos chilenos hoje têm interesse na estabilidade.

sábado, 1 de setembro de 2007

Chile: dilema existencial para un gobierno socialdemócrata

El descontento social que afloró esta semana en las protestas en la capital chilena ilumina situaciones que se repiten en la mayoría de países de la región.

DESAFIO. PRESIDENTA BACHELET



Oscar Raúl Cardoso para Clarín
ocardoso@clarin.com

Hay, por lo menos, dos formas de entender los tumultos de descontento sindical de los últimos días en Chile.

Uno de ellos, el más frecuente que emplean los analistas, es un complejo inventario de motivaciones más o menos mezquinas: la insinuación de un agotamiento histórico de la Concertación —alianza de socialistas y democristianos que gobierna el país desde los años 80— que hace tiempo se anuncia sin que se cumpla; una puja entre los sectores políticos y sindicales del socialismo por el tipo de voz que les corresponde en la administración de Michelle Bachelet, y hasta especulaciones sobre las intenciones de un sector —obviamente masculino— de la dirigencia política chilena que quiere imponerle un "tributo de género" a la Presidenta por haberse alzado con el premio de su candidatura consagrada electoralmente.

En otras palabras, parecen querer recordarle que por su condición de mujer su liderazgo no podría ser igual de sólido al de, digamos, Ricardo Lagos, Eduardo Frei o Patricio Aylwin, sus antecesores. Parece un propósito absurdo y autodestructivo, pero la naturaleza humana aconseja no descartar nada de plano.

En alguna medida cada uno de estas motivaciones —y otras muchas posibles— deben haber estado presentes en el pequeño tsunami político que la Central nica de Trabajadores de Chile le planteó al gobierno el miércoles pasado con una protesta callejera a la que sumaron algunas figuras no sindicales del oficialismo. La voz de Bachelet sonó clara un día después cuando reprochó, no sin razón, que "no es posible apoyar a un gobierno día por medio".

La protesta de la CUT tiene el signo salarial pero es de mayor dimensión: un sector de la sociedad chilena que con su voto llevó a Bachelet a la Presidencia se considera víctima de una distribución regresiva del ingreso nacional y no descubre que el gobierno esté realmente comprometido con modificar esta situación. Lea más aqui

terça-feira, 22 de maio de 2007

Bachelet lanzó un plan social sin precedentes para Chile


La presidenta chilena, cuya imagen positiva cayó fuertemente en los últimos meses, presentó el programa de gobierno que aplicará hasta el final de su mandato. Entre otros puntos, contempla dar pensiones para todos los ancianos en situación de pobreza y un aumento anual de US$ 650 millones para el presupuesto en educación.

La presidenta de Chile, Michelle Bachelet, lanzó hoy el mayor programa social de la historia del país, con una inversión multimillonaria. Además, anticipó que su gobierno apoyará la moción parlamentaria de declarar inaplicable la Ley de Amnistía, en un discurso ante el Congreso. Al trazar el programa político, económico y social hasta el final de su mandato y en medio de una importante crisis política –motivada por casos de corrupción y las deficiencias del Transantiago, el nuevo programa integral de transportes para la capital chilena-, Bachelet reconoció los errores de su gestión y anunció que liberará miles de millones de dólares hasta el fin de su mandato en programas de empleo, capacitación, educación y salud.


El programa anunciado contempla inversiones anuales sobre los 5.000 millones de dólares. Además, la presidenta ratificó que distribuirá pensiones de 145 dólares para todos los adultos mayores pobres y anticipó que subirá de 56 a 80 las enfermedades que el Estado atenderá gratuitamente, entre otras medidas.


La mandataria también planteó que su gobierno tendrá como "prioridad la integración de la región", y expuso su perspectiva de convertir a Chile en una potencia empresarial sudamericana. Para ello, proclamó la necesidad de concordar "una agenda de futuro con los países vecinos", en alusión a Bolivia, Perú y Argentina, y confirmó su respaldo a todas las iniciativas regionales de integración en energía, infraestructura y comercio.


En tanto, en busca de superar la crisis política, la presidenta afirmó que apoyará "la moción que declara inaplicable la amnistía y la prescripción para los crímenes de lesa humanidad". Además, agregó que "no renunciaremos a la justicia y promoveremos una ley que resuelva los asuntos patrimoniales y civiles de las víctima". Leia mais aqui no jornal Clarín de Argentina