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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A gestão do lixo


Editorial do jornal O Estado de São Paulo

Entidades de bairros, organizações não-governamentais, 45 mil catadores de lixo, mais de 150 cooperativas e o esforço isolado de moradores da capital conseguiram, nos últimos anos, elevar para 20% o porcentual reciclado do volume de lixo recolhido, permitindo economia anual de US$ 300 milhões ao Município. O índice é semelhante ao apresentado nos países desenvolvidos e isso se deve às iniciativas de supermercados, condomínios, escolas particulares e empresas, entre outros, que instalaram, voluntariamente, 4 mil postos de entrega de lixo reciclável e organizaram programas próprios de coleta seletiva. Enquanto isso, a rede oficial de coleta seletiva responde por apenas 1% do total de resíduos recicláveis, número baixo demais para a cidade mais rica do País. A média nacional é de 5% de reciclagem. Portanto, o programa de reciclagem do lixo avança em São Paulo, mas não com o poder público na vanguarda, dada a sua lentidão em regulamentar e investir nesse programa.

Numa metrópole onde os dois aterros existentes estão completamente saturados, a produção de lixo aumenta 7% ao ano e grande parte das 16 mil toneladas de lixo produzidas diariamente é depositada em aterros particulares, essa questão deveria receber alta prioridade. Pelos cálculos do economista Sabetai Calderoni, autor do livro Os Bilhões Perdidos no Lixo, São Paulo poderia economizar US$ 1,2 bilhão por ano se reciclasse de forma organizada seus resíduos sólidos. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe) mostram que a capital desperdiçou 3,3 milhões de toneladas de lixo domiciliar em 2006.

Para os estudiosos do problema, a Prefeitura paulistana está muito atrasada. A reciclagem do lixo começou a ser discutida na capital na gestão Luiza Erundina (1989-1992) que chegou a criar um programa de coleta seletiva no fim do governo. Mas, depois disso, a Prefeitura progrediu muito pouco.

Os sucessores de Erundina não se empenharam no projeto. Apenas no governo Marta Suplicy, a coleta seletiva passou a constar das metas do governo municipal e a fazer parte das exigências feitas aos consórcios participantes da licitação para os serviços de transporte e destinação final das 16 mil toneladas de lixo diárias produzidas em São Paulo.

Pelo contrato firmado em 2003 com os consórcios Loga e EcoUrbis, a coleta seletiva porta em porta deveria estar em operação em toda a cidade até outubro de 2005. Ao assumir a Prefeitura, José Serra mostrou-se disposto a anular o contrato de 20 anos, renovável por mais 20, firmado pelo Município a um custo de R$ 10 bilhões. Serra se referia ao sistema adotado pelo governo petista como “nó em pingo d’água”.

De lá para cá, houve renegociação e tentativas de forçar os consórcios a renunciarem à concessão. Há dias, dada a lentidão da Justiça, que deve demorar mais cinco anos para julgar o pedido de anulação do contrato, a Prefeitura optou por reformá-lo.

Pelo novo acordo, a administração municipal reduzirá em 17,3% o valor pago aos consórcios, o que permitirá economia de R$ 2 bilhões ao Município no período de 20 anos. Em contrapartida, os consórcios ganham novos prazos para realizar obras e colocar em operação serviços previstos no contrato. Já deveriam estar em funcionamento, desde 2004, duas miniusinas de compostagem e a frota de caminhões já deveria ter sido substituída há dois anos por novos veículos equipados com sistema de localização por satélite. A inauguração de duas novas estações de transbordo também estava marcada para o ano passado e, neste ano, a cidade deveria contar com mais dois aterros sanitários.

Tudo isso, mais a coleta seletiva e o aproveitamento dos resíduos sólidos recicláveis poderiam reduzir o acúmulo de lixo sem tratamento e aumentar a vida útil dos aterros.

A boa vontade de uma parcela da população tem sido essencial para que a coleta seletiva progrida - em 10% dos condomínios residenciais e comerciais já ocorre a separação do lixo reciclável -, mas sem a participação efetiva do poder público ela continuará precária.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Cidade limpa?



ANTONIO DONATO


A verdadeira cidade limpa exige consistente política ambiental, direção seguida no modelo de limpeza urbana da gestão passada

A MANUTENÇÃO, pela prefeitura paulistana, dos contratos de coleta de lixo e o arquivamento, pelo Conselho Superior do Ministério Público do Estado, da investigação que apurava eventual superfaturamento de preços na licitação que escolheu em 2004 as empresas que prestam esse serviço em regime de concessão na cidade comprovam que a gestão da prefeita Marta Suplicy à frente da administração municipal de São Paulo agiu no episódio com lisura e tendo em vista apenas o interesse público.
Não podemos, porém, deixar de enfatizar o caráter puramente político-eleitoral que envolveu o processo, já que o atual governo municipal tenta apresentar a manutenção dos contratos não como um reconhecimento à plena legalidade deles, mas como uma ação que estaria resultando em economia de recursos para os cofres públicos, o que não corresponde à natureza dos fatos. Senão, vejamos!
A citada redução de custos prevista no acordo feito agora entre a prefeitura e as duas empresas prestadoras do serviço, da ordem de 17,31% sobre um contrato de custo total de R$ 9,8 bilhões em 20 anos, foi justamente o índice sugerido pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP, quando o órgão, na gestão do então prefeito e atual governador paulista, José Serra, contratou o órgão, sem licitação, a um custo de R$ 945 mil para recalcular os valores dos trabalhos de coleta.
Naquela oportunidade, a Fipe concluiu que os valores estavam todos corretos, mas que, se o início de determinados serviços previstos nos contratos fossem atrasados ou reduzidos, os pagamentos mensais poderiam ser 17,31% menores.
E quais seriam esses serviços não prestados à população paulistana dentro dos prazos contratuais previstos? Entre outros, a ampla implantação da coleta seletiva (que gera ganhos ambientais e produz trabalho e renda), a coleta em favelas e locais de difícil acesso (que, além do ganho ambiental, contribui com a geração de empregos formais em cada região), a construção de dois aterros sanitários (já que os atuais estão fechados) e de duas usinas de compostagem.
Resumindo, essa foi a "mágica" conjurada pela atual administração municipal: reduziu custos esticando prazos para a prestação de serviços essenciais à saúde pública da população, ou seja, a redução de investimentos na cidade é inversamente proporcional ao imenso prejuízo ambiental e social provocado.
A prefeitura levou exatos dois anos para finalmente adotar a sugestão que lhe foi dada pela Fipe em outubro de 2005, qual seja, acatar a legalidade dos contratos (reconhecida pelo Ministério Público) e atrasar a realização de serviços essenciais para reduzir o custo dos pagamentos mensais às companhias encarregadas do setor.
Só que essa demora acarretou também um ônus adicional para o município de R$ 139 milhões decorrentes das dívidas acumuladas com as empresas pela redução unilateral praticada pela administração paulistana desde 2005, cifra que será paga, conforme informações divulgadas pela imprensa a respeito do acordo fechado entre a prefeitura e as prestadoras, em dez prestações até o final da gestão do atual prefeito Gilberto Kassab.
É, portanto, imprescindível que, além da conduta correta adotada pela administração municipal petista que formalizou os contratos em questão, fique patente que o projeto que começou a ser implementado na área da limpeza urbana da cidade de São Paulo a partir de 2001 inaugurou um novo e moderno conceito desses serviços em termos de seu nível técnico e da democratização dos benefícios prestados à população como um todo em um dos maiores centros urbanos do mundo.
Modelo que, ao mesmo tempo, atende as demandas de serviços da cidade e contribui com aspectos sociais relevantes, como a geração de trabalho e renda. Tentar comprometer sua qualidade por meio de manobras puramente eleitoreiras é colocar em risco, em última instância, a saúde de uma população que o poder público tem a responsabilidade de preservar.
Uma verdadeira cidade limpa exige uma consistente política ambiental.
Essa foi a direção seguida na elaboração do modelo de limpeza urbana implantado na gestão passada. Mesmo tardio, o reconhecimento da transparência e da lisura do processo realizado por Marta Suplicy à frente da administração municipal de São Paulo acabou mostrando de que lado se encontrava o verdadeiro interesse público.


ANTONIO DONATO é vereador de São Paulo pelo PT. Foi secretário municipal das Subprefeituras de São Paulo (gestão Marta Suplicy).

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

domingo, 11 de novembro de 2007

Cidade limpa?...e mídia isenta?

Hoje, uma reportagem ampla no jornal O Estado de São Paulo aborda a questão do lixo na cidade de São Paulo. O enfoque visa a questão da reciclagem e aporta dados interessantes sobre o tema (ver aqui no blog um dos artigos, com título meu: Serra-Kassab: quase 4 anos jogados fora, no lixo)>

Curiosamente, neste tema municipal por excelência e onde debates acalorados agitaram a opinião pública e recentemente a própria Câmara Municipal, nenhum vereador da oposição é chamado a se manifestar.

Pior, nada é dito sobre a determinação da administração Serra-Kassab de suspender inicialmente os contratos de lixo da Prefeitura liberando as empresas dos investimentos em aterros e reciclagem. Nenhuma menção do acordo agora assinado com essas mesmas empresas e que adia especificamente a implementação de vários serviços nessa área. "E quais seriam esses serviços não prestados à população paulistana dentro dos prazos contratuais previstos? Entre outros, a ampla implantação da coleta seletiva (que gera ganhos ambientais e produzem trabalho e renda), a coleta em favelas e locais de difícil acesso (que além do ganho ambiental contribuí com a geração de empregos formais em cada região), a construção de dois aterros sanitários (já que os atuais estão fechados) e de duas usinas de compostagem entre outros." (do artigo do vereador Antonio Donato publicado aqui no blog em 31 de outubro de 2007 Cidade Limpa? ).

Assim vai a (des)informação nossa de cada dia.

A liberdade de imprensa pouco a pouco substituída pela arbitrariedade da imprensa.

Luis Favre

Serra-Kassab: quase 4 anos jogados fora, no lixo


Falta investimento, admite Prefeitura

Produção de lixo cresce 7% ao ano e aterros estão esgotados, enquanto contrato com empresas é renegociado

Rodrigo Brancatelli - O Estado de São Paulo

Se São Paulo produz um Pacaembu por dia de lixo, é bom especialistas encontrarem logo outro espaço, bem maior, para usar como termo de comparação. Segundo o Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), a produção de detritos está crescendo cerca de 7% ao ano, mas a própria Prefeitura assume que investimentos em novos aterros ou pontos de reciclagem estão congelados até que se avance na renegociação do contrato com empresas de lixo.

Os dois aterros sanitários da capital já chegaram ao limite. No maior, o Bandeirante, na Rodovia dos Bandeirantes, camadas de lixo e terra atingiram 140 metros de altura. O São João, na Estrada de Sapopemba, zona leste, fechado por causa de um acidente com desmoronamento de terra, tem tanto lixo que ele já invade a reserva de mata atlântica - segundo o Limpurb, a capacidade do aterro se esgota em dezembro. E não há alternativas: o único incinerador em operação na cidade não tem nenhum controle dos poluentes e só queima lixo hospitalar.

“A situação é deprimente, não só por esse lixo sem fim, mas também pelo gravíssimo quadro social que envolve a presença de crianças e adultos vivendo nos aterros”, diz Walter Capello Junior, secretário-geral da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Em São Paulo, estima-se que 2 mil crianças trabalhem em lixões e pelo menos 50 mil catadores garimpem em depósitos a céu aberto e nas ruas. “As pessoas se submetem a esse tipo de trabalho desumano por pura falta de opções. Já na questão ambiental, é uma bomba-relógio, porque não há dinheiro para novos investimentos e parece que a Prefeitura vive um hiato. Se a coleta seletiva não for ampliada pelo governo e se a própria sociedade não se mexer, infelizmente teremos o caos. ”

O CAMINHO DO LIXO

Das 16 mil toneladas de lixo produzidas diariamente, 89% são recolhidas pelos caminhões das empresas EcoUrbis e Loga e seguem para os aterros - como os públicos estão fechados, as companhias estão pagando por espaços particulares. Uns 10% vão para usinas de compostagem e viram adubo, segundo a Prefeitura. Uma das soluções para essa bomba-relógio, claro, está na reciclagem. A Prefeitura estima que a coleta seletiva oficial alcance só 1% do total .

Hoje, a cidade conta com um sistema de coleta seletiva na porta de casa feita pelo governo municipal - o problema é que ele conta com apenas 72 caminhões e não atende a toda a cidade. Teoricamente, pela lei e pelo contrato milionário firmado com empresas de lixo, o paulistano só precisaria separar os restos de comida (orgânico) do material reciclável, colocar tudo em um saco plástico e ligar para a Prefeitura. Aliás, aqui vale um adendo: ao contrário do que muitos pensam, não é preciso nem ter quatro latas para separar o reciclável. Todo o lixo pode ser jogado no mesmo saco, desde que o material esteja limpo. O que pode ser reaproveitado - metais, plásticos, papéis ou vidros - é separado nos pontos de triagem por catadores e cooperativas.

Esses 72 caminhões passam pelas ruas de São Paulo em horários diferentes dos veículos da coleta normal. O material segue então para os 15 centros de triagem da cidade, onde as cooperativas cadastradas pela Prefeitura separam e posteriormente vendem o lixo. Há também 18 ecopontos da Prefeitura, espaços de entrega voluntária onde o próprio morador pode levar seu lixo reciclável, pequenos volumes de entulho (até 1 metro cúbico) ou grandes objetos (como móveis ou restos da poda de árvores).

Esse material é diariamente recolhido pelas cooperativas cadastradas. Para saber quando a coleta seletiva passa em sua casa ou o endereço dos ecopontos, o paulistano deve ligar para um destes telefones: 3229-3666, 3229-3293, 3328-2888 ou 3328-2836. A consulta de rotas pode ser feita pelo telefone 156 ou pelo site www.limpurb.sp.gov.br.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Cidade Limpa?

*Antonio Donato

A manutenção, pela Prefeitura paulistana, dos contratos de coleta de lixo e o arquivamento, pelo Conselho Superior do Ministério Público do Estado (MPE), da investigação que apurava eventual superfaturamento de preços na licitação que escolheu em 2004 as empresas que prestam esse serviço em regime de Concessão na cidade comprovam que a então gestão da Prefeita Marta Suplicy à frente da administração municipal de São Paulo agiu no episódio com lisura e tendo em vista apenas o interesse público.

Não podemos, contudo, deixar de enfatizar o caráter puramente político-eleitoral que envolveu todo esse processo, já que agora o atual governo municipal tenta apresentar a manutenção dos contratos não como um reconhecimento à plena legalidade deles, mas com uma ação que estaria redundando em economia de recursos para os cofres públicos, o que não corresponde à natureza dos fatos. Senão, vejamos!

A citada redução de custos prevista no acordo feito agora entre a Prefeitura e as duas empresas prestadores do serviço, da ordem de 17,31%, sobre um contrato de custo total de R$ 9,8 bilhões em 20 anos, foi justamente o índice sugerido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, quando o órgão, na gestão do então prefeito e atual governador paulista José Serra, contratou o órgão, sem licitação, a um custo de R$ 945 mil, para recalcular os valores dos trabalhos de coleta.

Naquela oportunidade, a Fipe concluiu que os valores estavam todos corretos, mas que, se o início de determinados serviços previstos nos contratos fossem atrasados ou reduzidos, os pagamentos mensais poderiam ser 17,31% menores. E quais seriam esses serviços não prestados à população paulistana dentro dos prazos contratuais previstos? Entre outros, a ampla implantação da coleta seletiva (que gera ganhos ambientais e produzem trabalho e renda), a coleta em favelas e locais de difícil acesso (que além do ganho ambiental contribuí com a geração de empregos formais em cada região), a construção de dois aterros sanitários (já que os atuais estão fechados) e de duas usinas de compostagem entre outros. Resumindo, essa foi a “mágica” conjurada pela atual administração municipal, reduziu custos esticando prazos para a prestação de serviços essenciais à saúde pública da população, ou seja a redução de investimentos na cidade é inversamente proporcional ao imenso prejuízo ambiental e social provocado.

O mais grave, contudo, é que, apesar de tal procedimento ter sido sugerido pela Fipe em 2005, o então prefeito José Serra continuou obcecado pela idéia de romper os contratos, chegando a entrar na justiça com esse objetivo e reduzindo, unilateralmente, a partir de outubro de 2005, em 30% os pagamentos mensais que deveriam ser efetuados às empresas prestadoras, o que acabou gerando uma dívida com as concessionárias. E, como qualquer criança com conhecimentos rudimentares de matemática sabe, endividar-se nada tem a ver com economizar.

A Prefeitura levou exatos dois anos para finalmente adotar a sugestão que lhe foi dada, pela Fipe, em outubro de 2005, qual seja, acatar a legalidade dos contratos (reconhecida também pelo Ministério Público) e atrasar a realização de serviços essenciais para reduzir o custo dos pagamentos mensais às companhias encarregadas do setor. Só que essa demora toda acarretou também um ônus adicional para o município de R$ 139 milhões, decorrentes das dívidas acumuladas com as empresas pela redução unilateral praticada pela administração paulistana desde 2005, cifra que será paga, conforme informações divulgadas pela imprensa a respeito do acordo fechado entre a Prefeitura e as prestadoras, em 10 prestações, até o final da gestão do atual prefeito Gilberto Kassab.

É, portanto, imprescindível que, além da conduta correta adotada pela administração municipal petista que formalizou os contratos em questão, fique patente que o projeto que começou a ser implementado na área da limpeza urbana da cidade de São Paulo, a partir de 2001, inaugurou um novo e moderno conceito desses serviços, em termos de seu nível técnico e da democratização dos benefícios prestados à população como um todo, em um dos maiores centros urbanos do mundo. Modelo este que ao mesmo tempo atende as demandas de serviços da cidade e contribui com aspectos sociais relevantes como a geração de trabalho e renda. Tentar comprometer sua qualidade, através de manobras puramente eleitoreiras, é colocar em risco, em última instância, a saúde de uma população que o poder público tem a responsabilidade de preservar.

Uma verdadeira cidade limpa, exige uma consistente política ambiental. Essa foi a direção seguida na elaboração do modelo de limpeza urbana implantado na gestão passada. Mesmo tardio, o reconhecimento da transparência e da lisura do processo realizado por Marta Suplicy à frente da administração municipal de São Paulo, acabou mostrando de que lado se encontrava o verdadeiro interesse público.

*Antonio Donato, Vereador pelo PT. Foi Secretário das Subprefeituras na gestão Marta Suplicy (2003).