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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Superterça mantém candidatura democrata embolada

MARÍA LUISA AZPIAZU

da Efe, em Washington

Se confirmaram os agouros. A Superterça colocou John McCain mais próximo da candidatura republicana, mas não conseguiu definir o panorama democrata, e a campanha entre Barack Obama e Hillary Clinton continua embolada. Na opinião de analistas, a confirmação de McCain como favorito é uma boa notícia para o Partido Republicano, pois permitirá, desde já, começar a unir forças em torno de McCain, e convertê-lo logo em um candidato forte para as eleições presidenciais de novembro.


Charles Dharapak/AP
Em discurso no Arizona, John McCain agradeu apoio da mulher e da mãe
Em discurso, o veterano da Guerra do Vietnã John McCain agradeu apoio da mulher e da mãe

O senador por Arizona terá de se esforçar para conseguir que o partido como um todo respalde sua candidatura, especialmente os mais conservadores, que o vêem como um republicano atípico e, desde seu ponto de vista, “demasiado liberal”. A vitória desta noite, sem dúvida, lhe dará mais tempo para consegui-lo.

A situação para os democratas é mais problemática. A Superterça demonstrou que Obama e Hillary seguem em uma disputa corpo-a-corpo que, no momento, parece difícil de acabar.

Os analistas coincidem em destacar que os candidatos, um negro e uma mulher, estão polarizando o voto democrata com critérios raciais e de gênero, algo que nunca antes havia sido tão claro em uma campanha eleitoral. Obama tem um forte apoio entre os negros –80% votam no senador por Illinois. Enquanto Hillary conta com forte respaldo da comunidade hispânica, de cerca de 60%.

Califórnia

A Califórnia, como era de esperar, foi o principal Estado da jornada, não só por seu grande número de delegados em ambos os partidos, senão também pelo grande papel que o Estado tem na vida política e cultural do país –o que leva os analistas a considerarem a vitória na Califórnia como chave.

Mas o número de delegados concedido a cada candidato na prévia do Estado é proporcional ao número de votos recebidos na disputa. Portanto, as vitórias de Hillary e McCain, ali, são parciais.

Mike Segar/Reuters
Para Hillary Clinton, vitórias mostram que americanos querem líder com experiência
Para Hillary Clinton, vitórias mostram que americanos querem líder com experiência

Não obstante, Thomas Mann, analista político da Instituição Brookings, afirmou na terça-feira que “o vencedor da Califórnia pode considerar-se um candidato líder na campanha”, ainda que isso “não queira dizer que seja automaticamente o vencedor das primárias”.

Para Mann, a vitória na Califórnia dará um impulso importante a Hillary e a McCain antes das próximas prévias a serem realizadas até junho.

A noite, no entanto, trouxe poucas surpresas. No lado republicano, enquanto a jornada colocou McCain em posição de liderança, foi a ruína para o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que a partir de agora já não segue o favorito McCain tão de perto. Romney só ganhou onde era óbvio: Massachusetts, o Estado onde foi governador, Utah, o Estado mórmom por excelência, em que serviu como membro desta religião, e Dakota do Norte, Minesota, Montana e Colorado.

Rick Bowmer/AP
Em Chicago, Barack Obama disse que é o candidato da mudança
Barack Obama se apresenta como o candidato da mudança

No entanto, Romney afirmou que segue em campanha e disposto a ganhar. Mas a vantagem do senador por Arizona deixa o candidato mórmom sem possibilidades de aspirar à Casa Branca.

Em igual posição encontra-se Mike Huckabee, ex-governador de Arkansas e candidato preferido da direita evangélica do país que, apesar de obter alguns resultados mais que dignos em vários Estados, não conseguiu se posicionar a frente de McCain.

Ron Paul, o peculiar congressista texano que se caracterizou por ir, mais ou menos, contra os poderes estabelecidos, e que realizou um campanha baseada em um alto nível de voluntariado, praticamente desapareceu na terça-feira do panorama eleitoral dos EUA.
No campo democrata, as regras do partidos para as prévias, que distribuem proporcionalmente seus delegados em função dos votos obtidos em cada Estado, se converteram nesta noite em parte do problema, pois impediram que as contagens dos votos proporcionassem a agilidade que demonstraram os republicanos. Em diversos Estados, a disputa republicana segue a regra do winner-takes-all [WTA], que atribui ao vencedor todos os delegados no Estado.

Obama-Clinton: le tourment continue

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par Corine Lesnes, correspondante du “Monde” aux Etats-Unis depuis août 2002.

L’année du changement est en train de devenir l’année du tourment.
Pour les démocrates, rien n’est décidé.
Clinton ? Obama ? Le suspense continue.
Pour certains, c’est l’angoisse.
L’autre jour, la télé a montré une Californienne. Elle n’arrivait pas à décider.
- “J’y pense tous les jours“.

Bill Richardson (barbu, il fait son coming out latino…) a raconté ce que son voisin de bureau de vote lui a dit, deux secondes avant d’entrer dans l’isoloir:
- Je ne sais pas quoi décider

La nomination démocrate a pris un tour passionnel.
Irrationnel.
L’autre jour Maria Shriver a entendu un “appel” en se levant.
Elle s’est précipitée, pas coiffée, sur l’estrade où Ophrah officiait pour Barack Obama.
-
Yes we can

Le ”white male” avait cela de bon, finalement.
C’était tellement banal.
On se posait moins de questions.
Là, chacun est renvoyé à des histoires personnelles.
Avec Hillary, c’est le rapport à sa maman (pas étonnant que les hommes aient tant de mal).
Ou les rapports de couple (elle aurait du le quitter; elle a bien fait de rester..)
Ou le rapport à l’”executive woman”.
C’est beaucoup plus compliqué, finalement, une femme (ou une “mère” ) candidat.
D’ailleurs Hillary ne s’est pas privée de citer sa maman.
- “Mom was born before women could vote and she’s watching her daughter on stage tonight”

Il y a quand même des éléments chiffrés.
Hillary gagne chez les gens modestes.
Elle est très démocrate, en fait.

Ce soir, Barack a parlé de manière un peu automatique.
Il a repris sa formule de la Caroline:
-”Ce qui a commencé dans les neiges de l’Iowa”…
Mais en l’adaptant à la suite des événements:
- “Ce qui a commencé comme un murmure à Springfield”

Cela devient un peu répétitif, ce soulèvement collectif de la foule, sous l’effet de mots.
Mouvement.
Change.
- “Our time has come. Our movement is real”.
C’est curieux cet effet “prêche”.
Il parle et les spectateurs reprennent:
- “Yes we can”

Mitt Romney utilise le même procédé.
Lui c’est pour dire que Washington n’a rien fait.
Il égrène tout ce que “they” les républicains n’ont pas fait.
Et l’audience répond:
- “They haven’t“!
Le meilleur système éducatif du monde ?
- “They haven’t

Au bout du compte, le verdict de Bill Kristol.
- “On est revenu à la situation d’il y a un an. Avec deux favoris: McCain et Hillary”.

USA: Diverging Paths for Two Parties

Published: February 6, 2008
The New York Times

The Republican and Democratic presidential contests began diverging Tuesday, leaving the Democrats facing a long and potentially divisive nomination battle and the Republicans closer to an opportunity to put aside deep internal divisions and rally around a nominee.

The differing situations for the Republicans and Democrats have clear implications for both parties as they begin to move from the nomination battle toward the general election.

On the Democratic side, Senators Hillary Rodham Clinton and Barack Obama seem likely to continue their state-by-state struggle, after a night of tit-for-tat division of states and delegates, though Mrs. Clinton claimed the formidable prize of California.

But after months of disarray, Republicans seemed closer to coalescing around Senator John McCain of Arizona. As Mr. McCain logged victories in populous states, including California, and added more delegates to his count, he moved nearer his goal of wrapping up his competition with Mitt Romney of Massachusetts. A third Republican candidate, Mike Huckabee of Arkansas, underlined Mr. Romney’s weakness by posting a series of victories, in a performance that highlighted the discomfort social conservatives have with the field.

Mr. Huckabee’s relatively strong showing was both a blessing and a curse for Mr. McCain, though perhaps more of a blessing. It injected a small note of uncertainty into the Republican race, and potentially delayed the day when Mr. McCain would have the stage to himself. But Mr. Huckabee appeared to drain votes primarily away from Mr. Romney, contributing to his overall weak showing on this night.

This split in the road for Democrats and Republicans should — if and when Mr. McCain can claim his party’s nomination — be a welcome development for Mr. McCain, who would have time to begin quelling doubts about him among conservatives.

James C. Dobson, a longtime conservative leader, greeted Mr. McCain on primary day with a statement announcing that he would under no circumstances vote for Mr. McCain in November. In many states, the vote total for Mr. McCain’s main opponents — Mr. Romney and Mr. Huckabee, a Baptist minister — easily outweighed his own. Mr. Huckabee’s strong showing was all the more notable for the shoestring nature of his campaign, which has been limping along with little money and no victories since his win in the Iowa caucuses at the beginning of last month.

It is hard to see how Mr. McCain can be a strong general-election candidate — particularly going up against a Democratic Party so energized — without the support of the party’s conservative wing. Assuming Mr. Huckabee is unable to wound Mr. McCain as he wounded Mr. Romney, the results on Tuesday could give Mr. McCain time now to begin trying to repair breaches. The riveting competition between Mrs. Clinton and Mr. Obama could provide Mr. McCain some cover as he deals with this peacemaking.

The picture is decidedly less auspicious for the Democrats. These were the first head-to-head contests between Mrs. Clinton and Mr. Obama since John Edwards of North Carolina dropped out, and the results suggest that Democrats are fracturing along gender and racial lines as they choose between a black man and a white woman.

Surveys of voters leaving the polls suggested a reprise of the identity politics that has so long characterized — and at times bedeviled — Democratic politics. Black voters overwhelmingly supported Mr. Obama, suggesting an end to a period in which Mrs. Clinton could remain competitive with Mr. Obama for the support of that segment of the Democratic electorate.

Women went, by large margins, to Mrs. Clinton. But in one development that augurs well for Mr. Obama, white men — who had largely voted for Mr. Edwards before — appeared to be heading in his direction. And young voters also went overwhelmingly for Mr. Obama, suggesting a generational divide.

Tough nominating fights can be debilitating for parties. Mike Murphy, a Republican consultant, noted the financial advantage that Mr. Obama had going into the weeks ahead and said that Mrs. Clinton might well be tempted to fight back in a way that could leave the party polarized and provide an opening for Mr. McCain.

“This could put Hillary into a corner,” Mr. Murphy said, “and if she tries a real negative campaign, it could split the party and be a hangover in a general election.”

But the history of their contest — and the sensibilities displayed by Mr. Obama and Mrs. Clinton — suggests that would not necessarily be the case.

The most bitter period of their campaign was in South Carolina, when Mrs. Clinton and former President Bill Clinton repeatedly challenged Mr. Obama’s credentials and credibility. But after signs of backlash, she scaled back, and since then, the two have expressed their differences for the most part with fewer sharp edges. Should that tone continue, this contest may end without the bitterness Republicans were hoping for.

Finally, whatever the passions of Mr. Obama’s and Mrs. Clinton’s supporters — and by every measure, their passions are about as high as they ever get in politics — Democrats have throughout this year been unified by the intensity of their desire to win back the White House after eight years of President Bush.

And that, more than anything else, may continue to be the best thing Democrats have going as they enter this potentially turbulent period.

Robin Toner contributed reporting.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O YouTube de Deus

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Uma pesquisa interessante. Segundo o canal cristão chamado de God-tubers, uma espécie de YouTube de Deus, os cristãos estão virando casaca. Nada menos que 49% votaria em Hillary Clinton e Barack Obama para presidente. É bom lembrar que ambos candidatos são em favor do direito ao aborto e da união de pessoas do mesmo sexo.
God-tubers

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Juntos na fila para votar, até em Paris

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American voters in Paris waiting to cast ballots in the Democratic primary.

Photo: Owen Franken for The New York Times


Aguardando, sem saber ainda o rumo



domingo, 3 de fevereiro de 2008

Obama, Clinton Are Even In Poll

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McCain Now Clearly GOP’s Front-Runner After Primary Wins

Washington Post Staff Writers
Sunday, February 3, 2008; Page A01

Sens. Hillary Rodham Clinton (N.Y.) and Barack Obama (Ill.) are running roughly even nationally as the battle for the Democratic nomination heads into Tuesday’s big round of primaries and caucuses, while Sen. John McCain (Ariz.) has jumped to a dominating lead over his remaining rivals in the Republican race, according to a new Washington Post-ABC News poll.

Two days before voters in 24 states go to their polling places, 47 percent of likely Democratic voters said they back Clinton and 43 percent said they support Obama, with neither candidate decisively benefiting from the departure of former senator John Edwards (N.C.) from the race. By contrast, McCain’s wins in primaries in South Carolina and Florida and the winnowing of the Republican field have had a dramatic result: The senator from Arizona is now the clear front-runner for his party’s nomination.

McCain leads former Massachusetts governor Mitt Romney 48 percent to 24 percent among probable GOP voters as he continues to rapidly consolidate support, particularly among moderates and liberals. Former Arkansas governor Mike Huckabee runs third in the new poll with 16 percent, and Rep. Ron Paul (Tex.) is fourth at 7 percent.

The Democratic and Republican hopefuls have been furiously crisscrossing the country seeking out votes in advance of Super Tuesday. More primaries and caucuses are being held on Feb. 5 than on any previous single day in a nominating contest; about half the delegates needed to secure each party’s nomination are at stake.

McCain’s big lead in this new national poll matches a wave of increasing support seen in state polls, which, coupled with the GOP’s winner-take-all rules, gives him the opportunity to effectively wrap up the nomination with a strong showing Tuesday.

The Democratic contest is likely to keep going.

Democratic delegates are doled out based on complex formulas, with candidates picking up backers based on their performance within states and within congressional districts. The new poll underscores how competitive the race continues to be since Clinton and Obama split the first four sanctioned contests of the year. Clinton’s four-percentage-point edge in the survey is about the same as it was three weeks ago and does not constitute a significant lead, given the poll’s margin of sampling error.

The basic fault line between Clinton and Obama remains leadership and experience versus a new direction and new ideas. And since Edwards’s exit on Wednesday, both candidates have worked relentlessly to remind voters of their apparent strengths. Three-quarters of voters who prioritize a solid r¿sum¿ said they back Clinton; 70 percent of those seeking a change-oriented candidate said they support Obama.

While Clinton has the edge on the issues voters say are most important to them, and enjoys a wide lead on the question of who is a stronger leader, Obama now holds a seven-percentage-point advantage as the candidate who would do the most to bring needed change to Washington.

And Clinton’s once-sizable lead as the Democrat with the best shot at winning the White House has shrunk significantly; in the new poll, 47 percent said she is the most electable, while 42 percent said Obama has the better chance. In hypothetical general-election matchups, both Democrats run neck and neck with McCain, and both lead Romney by double digits.

McCain outperforms Romney in the general-election tests because he picks up significantly more support among independents and political moderates. These groups have been crucial to the senator in early-state caucuses and primaries, and his biggest gains in this poll came among them.

Among GOP voters who are politically moderate and liberal, McCain has a whopping 51-point advantage over Romney in the new poll, while conservatives divide 37 percent for McCain, 29 percent for Romney and 19 percent for Huckabee. Moreover, most of McCain’s improvement since mid-January is among moderates and liberals; he is up 28 percentage points in this group, while he and Romney have both climbed 12 points among conservatives.

McCain has taken control of the GOP race by picking up mainline Republican supporters as well. Nearly half of self-identified Republicans now support him, up nearly fourfold from December. He appears to have benefited from the decisions by former New York mayor Rudolph W. Giuliani and former senator Fred D. Thompson (Tenn.) to quit the race. Both Giuliani, who has endorsed McCain, and Thompson appealed to many of the voters McCain now counts in his camp.

Two-thirds of Republicans and GOP-leaning independents saw McCain as the party’s strongest general-election candidate, and about three in five described him as the strongest leader. He also now has a double-digit advantage over Romney on the question of who best represents the core values of the party. On this measure, he is up 14 points from three weeks ago.

While moderates and liberals have coalesced around McCain as the GOP standard-bearer (56 percent said he best reflects party values), conservatives are less than fully convinced. Among those who describe themselves as “very conservative,” 34 percent said Romney best embodies GOP values, and 25 percent said McCain.

McCain also leads on all five issue areas tested in the poll, with overwhelming advantages on national security issues (69 percent call him tops on Iraq; 67 percent on terrorism). He has double-digit advantages over Romney on the economy and immigration, and leads both Romney and Huckabee on social issues. About four in 10 Romney supporters said McCain is better on Iraq and terrorism.

For all his advantages, however, McCain does not enjoy the kind of enthusiastic support that Clinton and Obama have among their voters. Thirty-eight percent of his backers said they strongly support him. And among those Republicans who are most closely following the GOP race, he and Romney are running essentially even.

On the Democratic side, Clinton’s supporters are more enthusiastic than Obama’s, with three in five of hers saying they strongly support her candidacy, compared with roughly half of his who said they back him strongly.

In addition to the experience-versus-change dynamic, gender and racial differences continue to define the Democratic contest. Women support Clinton over Obama by a 15-point margin (53 to 38 percent), while men back Obama by a 10-point margin (50 to 40 percent).

Among white Democrats and Democratic-leaning independents, Clinton is favored 52 percent to 38 percent, while Obama leads among black voters 62 percent to 30 percent. White men are evenly divided between Clinton and Obama, though white women back Clinton by more than 20 percentage points.

As he did in early-state voting, Obama continues to hold an advantage among independents nationally. He also does better among liberals, particularly among those who said they are “very liberal,” than among moderates or conservatives. Clinton still leads among those with family incomes of under $50,000 and those without college degrees. Obama has a better than 2 to 1 advantage among those with post-graduate degrees.

Democrats continue to give Clinton higher marks on key issues. She holds big leads over Obama on health care and the economy and a narrower edge on Iraq. The two run about evenly on immigration.

But it is the economy that has become a defining issue of the campaign on both sides. Twice as many people now called it tops as said so about Iraq, and no other issue reached double digits. About four in 10 Democrats, Republicans and independents called the economy and jobs the election’s single most important concern.

The poll was conducted by telephone Jan. 30 to Feb. 1, among a random national sample of 1,249 adults. The sample of Democrats and Democratic-leaning independents has a margin of sampling error of plus or minus four percentage points; the margin of error is five points among Republicans and GOP-leaning independents.

Polling analyst Jennifer Agiesta contributed to this report.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

É novamente a economia, estúpido

UOL teve a boa iniciativa de traduzir o artigo que reproduzi do Financial Times neste blog na terça-feira, em inglês. Graças a coluna do sempre antenado Nelson de Sá, TODA MÍDIA, na Folha de hoje, fiquei sabendo da tradução e estou postando ela aqui. Para quem quiser a versão em inglês é só clicar no link embaixo. No TODA MÍDIA têm outros links para a campanha nos EUA.

Terca-feira, 29/01/2008 - 19:45

Back to ‘the economy, stupid’: How a slowdown will influence America’s presidential contest

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Este artigo vale a pena, apesar de cumprido e só acessível a quem lê inglês. Ele permite acompanhar a evolução do processo eleitoral norte-americano e sua relação com o impacto da crise econômica na população do pais. Ele reforça minha convicção que um presidente democrata será eleito em novembro, mas muito dependerá da mensagem sobre a crise. Por enquanto, se como mostra o artigo, os candidatos Republicanos estão fora da realidade, os principais candidatos democratas permanecem com posições vagas. Os Estados-Unidos vão precisar muito mais que generalidades e os eleitores estarão muito sensíveis aos efeitos da crise. LF

By Edward Luce

Toda Mídia

Nelson de Sá

É a economia, de novo

No capítulo de ontem, por TVs e sites americanos, europeus, brasileiros, saíram os quase figurantes John Edwards e Rudolph Giuliani, após nova derrota.
Ao fundo, como na análise “Retorna “é a economia, estúpido’”, do “Financial Times”, traduzida no UOL, vai se estabelecendo que a crise deve definir a eleição. O texto, ironizando o republicano John McCain por admitir que “economia não é algo que eu entenda tão bem quanto deveria”, arrisca que a desaceleração vai eleger um democrata. Outro texto, de um professor de Berkeley, diz que a classe média “não dá mais conta”, já exauriu os meios com que contornava os problemas econômicos no país, e olha “ansiosa” aos candidatos.


30/01/2008
Como a desaceleração econômica influenciará a disputa presidencial americana

De Edward Luce, do Financial Times

A questão da economia não é algo que entendi tão bem quanto deveria - John McCain, pré-candidato presidencial republicano.

Em muitos ciclos eleitorais, a observação recente do senador McCain poderia passar despercebida. Mas em um ano eleitoral em que a maior parte dos americanos acredita que já está em recessão, ele foi aconselhado prontamente a ler o livro de Alan Greenspan, ex-diretor do Federal Reserve, que o senador dissera estar carregando.

Por um longo tempo assumiu-se que a eleição presidencial de 2008 seria dominada pelo Iraque, medo do terrorismo, restauração da posição dos EUA no mundo e outras questões de política externa. Mas então a crise das hipotecas começou a se desdobrar. Com a maioria dos economistas agora prevendo uma recessão neste ano, as preocupações econômicas subiram para o topo da lista das preocupações dos eleitores. Por sua vez, isso fortaleceu a noção geral que já era robusta que 2008 será o ano dos democratas.

Então, será apenas uma questão de decidir quem será o candidato democrata e depois esperar que Hillary Clinton ou Barack Obama inevitavelmente capture a Casa Branca? Provavelmente, diz Ray C. Fair, economista de Yale cujo modelo de previsão amplamente citado prevê uma vitória democrata em novembro de 52% contra 48%, mesmo com uma leve desaceleração no crescimento.

O modelo de Fair, que tem uma margem de erro de 2,5%, prevê uma vitória democrata de 55% contra 45% se essa desaceleração de fato virar uma recessão. “Quase tudo, inclusive todos os fatores não econômicos, sugere uma vitória democrata neste ano”, diz ele.

Se a previsão de Fair se provar minimamente correta, será uma espécie de revolução na história política americana. A última vez que um candidato presidencial democrata venceu a presidência com mais da metade dos votos foi em 1976, quando Jimmy Carter derrotou Gerald Ford. No entanto, isso foi pouco mais de um ano após a crise de Watergate derrubar Richard Nixon e lançar uma pá de cal sobre os republicanos.

A única outra vez desde 1964 que um democrata conquistou mais da metade dos votos foi em 2000, quando Al Gore obteve um pouquinho mais que George W. Bush, em uma eleição decidida pela Suprema Corte. Também ocorreu no final de um dos mais longos períodos de crescimento da história americana, quase tudo sob um governo democrata.

“Al Gore perdeu a eleição de 2000 apesar da economia. Como era uma hora de contentamento econômico, a eleição de 2000 foi dominada por questões mais suaves”, diz Michael Feldman, que foi assessor sênior do então vice-presidente.

Talvez a eleição de recessão mais freqüentemente citada seja a de 1992, quando Bill Clinton habilmente explorou a falta de aptidão de George H. W. Bush lidar com o desaquecimento com o lema de campanha: “É a economia, estúpido”. Mas a recessão já terminara quando os eleitores foram para as urnas -e Clinton venceu com apenas 43% dos votos.

Muitos acreditam que o pai de Bush teria sido reeleito se não fossem os 19% dos votos da candidatura do terceiro partido, de Ross Perot. Clinton teve 49% dos votos em 1996, em um ano quando a economia era muito mais forte (Perot novamente concorreu, levando apenas 8% dos votos). Assim, a história recente sugere que seria heróico assumir uma retumbante vitória democrática em novembro.

“A idéia que uma desaceleração ou recessão dá uma clara vantagem ao concorrente presidencial democrata nem sempre tem base nos fatos”, diz Michael Lind, historiador político da New America Foundation em Washington. “Há no passado a mesma quantidade de evidências nos levando a crer que poderíamos ter um presidente republicano com um Congresso democrata em novembro ou um controle democrata de ambos.”

A história aponta para uma correlação ligeiramente maior entre os resultados eleitorais do Congresso e a ortodoxia econômica prevalecente. Por exemplo, o Partido Democrata controlou as duas casas do Congresso por virtualmente todo o período entre o final dos anos 40 e o final dos anos 60, quando o New Deal de Franklin Roosevelt comandou amplo consenso entre os eleitores. Ainda assim, os republicanos conquistaram a Casa Branca 50% do tempo.

Da mesma forma, muitos analistas políticos acreditam que a vitória democrata nas eleições ao Congresso de 2006, que levou ao fim de 12 anos de maioria republicana na Câmara dos Deputados, anunciavam uma rejeição de uma geração à economia conservadora - além do sentimento anti-guerra no Iraque que claramente motivou muitos eleitores.

A maior parte dos analistas prevê que os democratas vão aumentar sua maioria no Senado e na Câmara em novembro, independentemente de qual partido tomar a Casa Branca. “Uma desaceleração econômica provavelmente reforçará o que quase certamente será outro bom ano para os democratas no Congresso”, diz Charlie Cook, analista político de Washington. “Os eleitores já associam suas ansiedades econômicas com suas outras reclamações -de corrupção e política externa inepta - em relação ao Partido Republicano.”

De fato, o sentimento do eleitor americano sugere algo muito pior para o Partido Republicano como um todo do que a perspectiva de simplesmente levar a culpa por uma queda econômica de curto-prazo. As eleições de 2006 ocorreram depois de cinco anos de crescimento econômico robusto, nos quais muitos americanos obtiveram pouca melhoria em sua renda.

A estagnação da renda dos lares da classe média desde 2001 impõe um problema estrutural muito mais duro para os defensores do status quo do que os números econômicos do último trimestre. “O que é deprimente no Partido Republicano hoje é que não está admitindo a dor econômica que a maior parte da classe média americana está vivendo”, diz David Frum, ex-escritor de discursos de George W. Bush. Seu livro recente, “Comeback”, adverte que os republicanos enfrentarão um banimento eleitoral se não fizerem uma reforma. “É um partido que se tornou tão preso a interesses especiais que não pode honestamente lidar com questões como reforma na saúde, apesar do eleitor republicano estar sofrendo com a inflação no setor da saúde tanto quanto os outros.”

Frank Luntz, que faz pesquisas de opinião para o Partido Republicano, concorda. Ele aponta para a “estagnação intelectual” das idéias republicanas que dominam a política americana há uma geração. “A eleição do Congresso de 2006 foi apenas o começo da má notícia para o Partido Republicano”, diz ele. “Este ano, piora.”

Ainda assim, o candidato republicano terá uma oportunidade razoável de escapar do destino provável de seus colegas no Capitólio. Seja Mitt Romney, Rudolph Giuliani ou McCain, os três poderiam se dissociar de Bush.

Se fosse uma eleição mais típica, quando o candidato republicano é presidente ou vice-presidente, isso não teria sido possível. Mas nestas circunstâncias, a profunda impopularidade de Bush não precisa contaminar quem espera sucedê-lo. “A política presidencial em grande parte versa sobre o caráter individual dos candidatos”, diz Cook. “E nenhum dos principais candidatos republicanos está intimamente associado a Bush.”

O candidato republicano, entretanto, teria que dar um passo além do que simplesmente dissociar-se de Bush para produzir uma narrativa econômica que pareça convincente aos eleitores. Mais de 70% dos eleitores acreditam que o país está no “caminho errado” -uma medida historicamente alta de insatisfação pública. Esse número pode muito bem se deteriorar com o arresto esperado de até 2 milhões de casas nos próximos 12 meses.

Até agora, a maior parte dos analistas não está impressionada com as políticas econômicas que os pré-candidatos à presidência estão oferecendo. Enquanto seus colegas democratas rapidamente produziram seus planos de estímulo fiscal nas últimas três semanas, os republicanos foram lentos, senão embaraçosos. Por exemplo, o remédio inicial de McCain para o desaquecimento foi sugerir cortes nos gastos -uma medida que, em vez de combater, aprofundaria a recessão.

O plano de Giuliani foi um pouco melhor. Tendo negado no último mês que havia nuvens sobre o horizonte econômico, o ex-prefeito de Nova York recentemente propôs a redução no imposto corporativo e incentivos para reforçar o investimento. Os economistas salientaram que o efeito dos cortes de Giuliani começaria a ser sentido apenas no final da recessão.

Romney, que é o mais fluente em economia dos candidatos republicanos, também foi criticado por propor medidas que teriam pouco ou nenhum de curto-prazo na economia, como a extensão dos cortes de impostos de Bush (que expiram em 2010). “Nestas eleições, os republicanos provavelmente não podem se safar com sua dieta usual de otimismo e cortes nos impostos”, disse Jared Bernstein do Instituto de Política Econômica, um centro de estudos de centro-esquerda em Washington. “Eles terão que propor algo mais original.”

Tom Gallagher, diretor da firma especialista em pesquisa econômica International Strategy and Investment, é ainda mais direto. “Normalmente, quando Washington consegue aprovar um plano de estímulo fiscal, é um sinal que a recessão já terminou”, diz ele. “Mas os planos propostos pelos candidatos republicanos só começariam a ter efeito para a próxima recessão.”

Os dois principais candidatos democratas receberam notas bem mais altas pelo conteúdo de seus planos de estímulo fiscal e por terem refletido em suas plataformas políticas a sensação pública de insatisfação econômica desde o início da campanha há um ano.

Dadas as exposições detalhadas da política econômica, muitos assumem que Clinton está em melhor posição do que Obama para explorar uma recessão, cuja campanha lida com generalidades mais amplas (apesar de seu plano de estímulo ter recebido mais aplausos do que o de Clinton).

Os dois, entretanto, estão bem posicionados para entrar na eleição geral com um conjunto de políticas econômicas fabricadas para o humor do eleitorado -inclusive planos de universalização da saúde, maiores gastos em infra-estrutura e uma dose de ceticismo populista sobre as desvantagens da globalização.

Ainda assim, as eleições presidenciais, mesmo durante anos de recessão, nunca são puramente confinadas à economia. Nem está claro que os EUA estão entrando em recessão. A história também mostra que eleitores americanos são parciais a um governo dividido. “Se os democratas acreditam que fecharam a eleição presidencial porque a economia está caindo, podem ter uma surpresa desagradável”, diz Lind.

Tradução: Deborah Weinberg