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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Sarkozy enfrenta nova greve geral



Paralisação nos transportes pode durar vários dias. Estudantes se mobilizam

Deborah Berlinck

PARIS. Um novembro difícil para o presidente Nicolas Sarkozy.
Seis meses depois de ser eleito, prometendo romper com um modelo francês ainda bastante dependente do Estado, o presidente enfrenta uma nova greve geral a partir de hoje à noite. Desta vez, os sindicatos estão se mobilizando para o pior: uma paralisação do país por vários dias.
A lua-de-mel com a nova Presidência, portanto, acabou. Ontem mesmo, estudantes iniciaram um movimento de protesto nas universidades contra a chamada lei Pécresse — aprovada no último verão e que preconiza a autonomia das universidades.
Treze das 85 universidades do país foram bloqueadas parcialmente ou totalmente por estudantes.
A autonomia das universidades é uma das reformas propostas pelo governo de Nicolas Sarkozy. Mas estudantes temem que isso leve a uma retirada financeira por parte do Estado francês.
Universitários divididos sobre bloqueio Algumas universidades francesas estão bloqueadas desde a semana passada, como Paris XNanterre (Ciências Humanas) e Nantes (Letras e Ciências Humanas).

Ontem, cursos foram suspensos nas cidades de Perpignan e Tours. A faculdade de Letras e Ciências Humanas de Aix-Marseille foi fechada. E houve confusão entre estudantes e policiais no campus da universidade de Nanterre.
Alguns estudantes querem ocupar estações de trem, em protesto. Outros querem se unir à greve e às manifestações da rede de transportes. Mais de 50 assembléias de estudantes estão programadas para esta semana.

Os estudantes não estão unidos

Os que são hostis ao bloqueio das universidades também decidiram se mobilizar. Em Nanterre, a manutenção do bloqueio da universidade, que começou semana passada, foi aprovada por um fio. A União dos Estudantes da França anunciou ontem que não está de acordo com os apelos para que bloqueiem estações de trem a partir de hoje. Até o secretáriogeral da CGT-Transportes alertou os estudantes que esta não é uma boa idéia, por causa do risco de confronto com policiais.

Já a greve geral nos transportes, que começa hoje à noite, é contra a reforma do regime de Previdência. Sarkozy quer acabar agora com os chamados regimes especiais, que permitem que certas categorias de funcionários públicos se aposentem mais cedo. E no ano que vem, o governo planeja reformar totalmente o sistema.

— Vamos buscar o diálogo.
Mas vamos fazer as reformas porque precisam ser feitas — disse Sarkozy.
Esta é a segunda greve em um mês dos setores ferroviário, de transporte público, de eletricidade e de gás.
— O que colocaram sobre a mesa está longe de ser suficiente — disse Bernard Thibault, do sindicato ferroviário CGT.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Estudante premiada com bolsa para a Áustria recebe passaporte

O documento foi entregue pela ministra Marta Suplicy e pelo Embaixador da Áustria, em reunião no Ministério do Turismo

Brasília (18/09) – Monique Nairane da Silva e mais três estudantes brasileiros vão fazer parte da primeira turma do curso de Gestão em Turismo e Hospitalidade da Universidade Modul, em Viena. Eles foram selecionados no concurso de bolsas de estudos, promovido pelo Ministério do Turismo, e homenageados, nesta terça-feira, em cerimônia no gabinete da ministra Marta Suplicy. A estudante brasiliense representou os colegas de Minas Gerais e São Paulo e recebeu o passaporte, com visto de entrada no país europeu, das mãos do embaixador da Áustria no Brasil, Werner Brandstetter.

“São 25 mil euros, quase R$100 mil, investidos por aluno. Espero que, quando eles voltarem com o título de bacharel, sejam multiplicadores de novos conhecimentos em turismo”, disse Marta Suplicy. O curso começa em outubro e tem duração de três anos. A bolsa cobre exclusivamente as despesas de natureza acadêmica, como taxas de matrícula e anuidade.

“A iniciativa de doação das bolsas partiu da visita que a ministra fez, em abril, à Áustria, país turístico que recebe mais de 25 milhões de turistas por ano. Temos grande experiência e, por isso, muitas escolas na área de turismo. É com prazer que vamos compartilhar esta experiência com os alunos do Brasil”, ressaltou o embaixador da Áustria. A Universidade Modul foi criada a partir da experiência vivenciada pela Escola Modul, uma das mais antigas instituições de ensino na área de turismo do mundo.

“A qualificação profissional é muito importante para que o estudante consiga colocação no mercado de trabalho. Essa oportunidade de estudar em uma instituição de renome e excelência na área de turismo será importante para minha carreira”, disse Monique.

A seleção dos quatro estudantes foi feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) por meio de entrevista e análise documental. Para concorrer às vagas, o candidato deveria ter concluído o ensino médio, ter idade mínima de 18 anos, fluência do idioma inglês comprovada por diploma ou exame de proficiência e provar possuir recursos financeiros suficientes para manutenção dos gastos pessoais durante o curso. Além de Monique receberam bolsas os estudantes: Fábio Vilela da Silva Neto (MG), Jéssica Marian de Carvalho Buttini (SP) e Guilherme Scoralick Vilela (MG).

No final do encontro, a ministra parabenizou os estudantes e agradeceu a colaboração do Governo da Áustria pelo incentivo. “Gostaria de agradecer pelo gesto cordial do povo austríaco em colaborar conosco para a qualificação profissional de nossos estudantes”.
Fonte Ministério de Turismo

sábado, 15 de setembro de 2007

Selvageria!

Como mostra a pesquisa do IBGE aumentou, e muito, o numero de estudantes.

A resposta do governador José Serra será de aumentar em conseqüência o numero de Policiais Militares da tropa de choque.

Capa da Folha de São Paulo

Ricardo TridaPoliciais militares expulsam cerca de 300 alunos que haviam invadido a reitoria do Centro Universitário Fundação Santo André


Policiais militares expulsam cerca de 300 alunos que haviam invadido a reitoria do Centro Universitário Fundação Santo André

Alunos da Fundação Santo André invadiram reitoria; oficial que comandou ação foi afastado

Polícia foi chamada pela direção da faculdade; manifestantes ficaram espremidos em um corredor e vários ficaram feridos

Ricardo Trida
Manifestante apanha da PM anteontem em Santo André


ANDRÉ CARAMANTE
DANIELA TÓFOLI
DA REPORTAGEM LOCAL

A Polícia Militar de São Paulo usou balas de borracha, bombas de efeito moral e spray com gás de pimenta para retirar, na noite de quinta-feira, cerca de 300 alunos que invadiram a reitoria do Centro Universitário Fundação Santo André, uma das mais importantes faculdades particulares do ABC.
A invasão da reitoria da faculdade ocorreu por volta das 19h30 de quinta. Quatro horas depois, cerca de 50 policiais da Força Tática (espécie de tropa especial) chegaram ao local para retirar os manifestantes, que protestavam contra o aumento das mensalidades -a instituição nega que tenha definido reajuste. A polícia foi chamada pela direção da faculdade.
Os estudantes se negaram a sair do local e, segundo eles, foram atingidos por bombas e tiros de borracha enquanto se espremiam em um corredor que dava acesso à reitoria. Vários alunos disseram que a ação da PM foi truculenta. "Eles nem conversaram. Só entraram e bateram na gente. A polícia foi opressora e arbitrária", disse a estudante de Ciências Sociais Suellen Rodrigues, 24, que foi levada à delegacia.
Por conta da ação, o comando da PM afastou o oficial que liderou os policiais: o tenente-coronel Jairo Bonifácio.
Vários alunos ficaram feridos no confronto -alguns fugiram da polícia, pulando para casas que ficam ao lado da faculdade.
Hélio Miguel Pereira, 31, aluno de história, foi atingido por cassetetes nas costas, pernas e na cabeça. Sangrando muito, ele disse que só não apanhou mais porque fugiu. "Pulei o muro", disse ele, que levou sete pontos na cabeça. "Foi terrível", afirmou o rapaz -que ontem à noite participou de uma assembléia em que os alunos decidiram entrar em greve.
Oito pessoas foram detidas e levadas para uma delegacia da cidade, onde acabaram acusadas de esbulho possessório (invasão, com violência a pessoa ou grave ameaça, ou mediante concurso de mais de duas pessoas, de terreno ou edifício alheio, segundo o Código Penal), dano e resistência à prisão.
Dos detidos, sete eram alunos da faculdade. O outro foi o advogado Lourival Scarebello, 45, que tentava ajudar nas negociações entre alunos e PMs. Todos foram liberados.
Segundo documentos policiais, só Fernando José Guergolet, 21, disse ter sido espancado pelos PMs. Ele foi o único que, até a conclusão desta edição, passou por exame de corpo de delito. Vilma Claudino Alves, 48, mãe do aluno de história Lucas, 21, porém, afirma que o filho foi agredido e está com o corpo dolorido. Ele registrou queixa apenas pelo sumiço de seus pertences, diz Vilma. Nenhum policial se feriu.
Segundo a PM, a retirada à força ocorreu após pelo menos cinco tentativas de negociações para que os alunos deixassem a reitoria. A PM vai investigar se alguns dos policiais da ação prestam serviços à fundação.


Colaborou WILLIAN VIEIRA

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Governo Lula: Cresce o numero de estudantes universitários

A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) 2006, pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que em 2006 5,874 milhões de brasileiros freqüentavam o ensino superior, cursos de mestrado e doutorado. O número representa um acréscimo de 13,2% em relação ao ano anterior.

Folha online

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Sciences-Po va envoyer ses élèves travailler un mois en banlieue

Não deveríamos seguir o exemplo? Uma das principais escolas universitárias de Paris, na França, vai enviar seus alunos durante um mês na periferia. Segundo seu diretor, para dar oportunidade aos alunos de aprender a "vida real" e saber o que é passar uma hora e meia no transporte para ir trabalhar, por exemplo, em um supermercado.

Le Monde

Le directeur de Sciences-Po, Richard Descoings, a annoncé lundi 16 juillet la mise en place, à partir de l'automne, d'une "immersion" des étudiants de l'école parisienne en banlieue, dans la "vraie vie", telle que la connaissent notamment les élèves arrivés par le biais des conventions ZEP.


"J'aimerais que nos élèves qui ont eu la chance de vivre dans des milieux protégés – je ne parle pas des malheurs personnels mais matériels – aillent voir ce que c'est qu'être, par exemple, caissier ou caissière dans un hypermarché, à une heure et demie de transport de son domicile", a-t-il indiqué dans un entretien au Bondy Blog. M. Descoings a évoqué une "immersion avec le public, sous le stress d'une obligation de production continue, avec la fatigue du temps de transport le matin et le soir." Elle durerait un mois, et serait organisée entre la première et la deuxième année de Sciences-Po.

Le directeur de Sciences-Po est à l'origine des conventions avec les lycées en zone d'éducation prioritaire qui ont permis à trois cents élèves des quartiers populaires d'intégrer, depuis 2001, la prestigieuse école de sciences-politiques.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

No poder, UNE assiste à divisão do movimento

Caio Junqueira e Cristiane Agostine
Jornal Valor

A União Nacional dos Estudantes (UNE) elege neste domingo sua nova direção numa encruzilhada: exerce influência no governo, como poucos momentos dos seus 70 anos de história, e assiste a uma sensível fragmentação do movimento estudantil na disputa pelo que resta de mobilizável numa juventude mais preocupada com o mercado de trabalho e a escalada da violência.

A entidade reivindica como pauta compartilhada com o governo a expansão de vagas nas universidades federais, o Prouni, a criação de uma rubrica específica no Orçamento das universidades e a limitação de 30% de participação do capital estrangeiro no ensino superior privado. Essa aproximação também se traduz pelo aumento dos repasses federais. Desde 2003, segundo dados do Siafi obtidos pela ONG Contas Abertas, saíram dos cofres da União para a UNE R$ 5,3 milhões. Nos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso, a cifra foi de R$ 1,1 milhão.

À esta força, contrapõe-se a distância da UNE das iniciativas mais visíveis do movimento estudantil - a ocupação de reitorias de universidades federais e da maior instituição de ensino superior do país, a Universidade de São Paulo (USP). Nesta última, onde a ocupação da reitoria durou 50 dias, a maior parte dos alunos acatou um documento em que ficou registrado que a UNE não os representava. Na Universidade Federal de Alagoas, o presidente da entidade, Gustavo Petta, chegou a ser expulso de uma reunião.

Petta rebate as acusações de adesismo e minimiza as considerações sobre a fragmentação do movimento estudantil. "A UNE sempre teve apoio governamental. A diferença agora é que há diálogo. Fernando Henrique nunca nos recebeu. Paulo Renato (ex-ministro da Educação no governo FHC) só nos recebeu uma única vez, em 2001, para negociar o fim da uma greve", diz. Da pauta compartilhada, reclama da proliferação desenfreada das instituições privadas de ensino superior.

O presidente da entidade diz que mais significativa que a fragmentação do movimento é a própria desmobilização dos estudantes. Enquanto gays e evangélicos movem multidões, o máximo que a UNE consegue mobilizar, e ainda assim, reunida a outros movimentos sociais, como o MST e sindicatos, é um público de 20 mil pessoas. Leia mais no Valor (para assinantes)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Que desastre: Levantamento mostra que 15% dos universitários nunca leram um livro

No Rio e em São Paulo, maioria dos estudantes não tem hábito de ler

Maiá Menezes para O Globo

A leitura de livros não-didáticos está fora das lições de casa da maioria dos estudantes de universidades públicas e privadas de São Paulo e do Rio. A raridade do hábito foi medida em pesquisa encomendada pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e feita pelo Instituto Toledo e Associados. Em junho, foram ouvidos mil jovens na Região Metropolitana de São Paulo, dos quais 34% não lêem com freqüência, 18% não gostam de ler e 16% lêem apenas de vez em quando.

No ano passado, pesquisa feita por técnicos do CIEE apontou problemas semelhantes no Rio: 15% dos universitários nunca leram um livro não didático, 12% leram apenas um, e 36% leram entre um e três livros.

A leitura de jornais diários também não está incluída na pauta da grande maioria dos universitários. As duas pesquisas mostram que apenas 9% dos estudantes lêem diariamente jornais depois que entram na faculdade.

— Uma parcela dos estudantes ainda não despertou para a necessidade de uma formação mais ampla e de ter referências bibliográficas. A base cultural é avaliada no processo seletivo. Quando a formação cultural é pequena, há prejuízo no processo seletivo.

Quem lê mais tem vocabulário mais completo e adquire uma cultura geral maior — ressalta Marcelo Gallo, diretor regional do CIEE.

A pesquisa também identificou que o acesso à internet se democratizou entre os universitários: 90% dos que foram ouvidos têm acesso à rede.

terça-feira, 26 de junho de 2007

O crime de defender a Constituição

Por Pedro Estevam Serrano
(...)
Nossos órgãos noticiosos confundiram com o crime de alguns vândalos a justa manifestação da juventude universitária paulistana em favor de nossa Constituição, quero crer que sem propósito de fazê-lo.

2 — É de se estranhar a inação dos órgãos de apuração com relação a eventuais prejuízos ao patrimônio, a legalidade e à moralidade administrativa por parte da iniciativa inconstitucional do Governo Estadual. Injusto que apenas o delito de alguns estudantes seja objeto de apuração. Também, e principalmente, a conduta de nossas autoridades estaduais devem ser apuradas.
O Ministério Público Estadual, nosso Tribunal de Contas e nossa polícia civil não podem se furtar a este dever. A corda não deve, mais uma vez em nossas plagas, estourar apenas do lado mais fraco.

Por atos menos impactantes, prefeitos municipais de todos os partidos são cotidianamente investigados, como se verifica em qualquer noticiário. Nada justifica a omissão dos órgãos de apuração.

A mesma diligência demonstrada pela polícia na apuração da conduta de alguns vândalos desafortunadamente presentes no movimento universitário deve ser utilizada na apuração dos atos governamentais inconstitucionais que originaram toda a baderna institucional e física.

Defender política e juridicamente os valores de nossa Constituição face a atos governamentais que a agridam é um dever de todo cidadão que quer curar de nossas liberdades.

Aprendamos com esses moços o valor do protesto e o desserviço da apatia. Afinal, para esta participação lutamos pela democracia.

Está é a conclusão do artigo de Pedro Estevam Serrano para Última Instância sobre as questões jurídicas, políticas e democráticas da luta dos estudantes paulistas. Leia a integra aqui

terça-feira, 12 de junho de 2007

A autonomia universitária e o governador Serra

do Blog de Noblat

"Quem se propõe a entender a crise nas universidades estaduais paulistas, desencadeadas pela investida frontal do governador - vazada num conjunto de decretos -, contra o estatuto da autonomia universitária, não pode dissociá-la do projeto tucano de governar e da personalidade de José Serra, cuja arrogância e desprezo para com a inteligência alheia desafiam qualquer limite. Não há registro no Brasil da nova democracia, inaugurada pela campanha das Diretas-já, de atentado mais atrevido às instituições democráticas, urdido em conluio com representantes notórios do ensino privado, interessados na privatização do ensino público no País.

Na expectativa pressurosa de congregar forças retrógradas do poder econômico em torno de seu projeto de 2010, de chegar ao Palácio do Planalto, Serra – o “último autoritário”, segundo um analista político - não esperou um dia sequer. Os principais decretos que ferem de morte a autonomia universitária são datados de 1º de janeiro de 2007, dia de sua posse. E o chamado decreto declaratório, de 1º de junho de 2007, ao marcar um recuo diante do protesto conjunto de docentes, alunos e funcionários, reafirma o caráter insidioso da ação governamental. Pois o decreto que “revoga” não revoga o essencial, que é a criação da Secretaria de Ensino Superior, iniciativa que se configura como uma afronta à Constituição e uma usurpação das prerrogativas da Assembléia Legislativa."

O trecho acima faz parte do artigo do jornalista e deputado Rui Falcão (PT-SP). Foi secretário de governo da prefeita Marta Suplicy. Escreve sempre aqui às terças-feiras. Leia

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Emeute étudiante au centre de la Chine: les images en temps réel



Dans un pays où l'information est théoriquement très surveillée, c'est devenu une manie: à chaque émeute, chaque manifestation, la vidéo se retrouve sur YouTube, les photos sur des blogs, et l'info fait le tour du monde... et de la Chine. Cette fois encore, en moins de 24 heures, toute la planète a accès aux images d'une violente manifestation étudiante qui s'est déroulée mercredi à Zhengzhou, la capitale du Henan, dans le centre de la Chine.

Le point de départ de l'incident est l'intervention de la police pour protéger un garde municipal de la ville qui avait battu une étudiante vendant des objets dans la rue pour gagner de l'argent de poche. Très vite, la voiture de police s'est retrouvée encerclée par des centaines d'étudiants criant "sortez-le, sortez-le", en parlant du garde municipal emmené par les policiers pour sa sécurité. En fin de compte, la voiture de police a été enflammée et les incidents ont duré une bonne partie de la nuit.

Le lendemain, afin de calmer la tension persistante, les autorités ont annoncé l'arrestation de quatre policiers et des gardes municipaux qui font partie d'une unité controversée et qui sont à l'origine du problème... L'étudiante est pour sa part à l'hôpital. Rue89

sexta-feira, 1 de junho de 2007

José Serra recua ou como criar uma crise tola

VINICIUS TORRES FREIRE

Folha de São Paulo

Após apimentar a crise na universidade, governo recua. Saldo do tumulto é só má política e debate corporativo

ALGUNS DECRETOS do governador paulista, meia dúzia de incisos e a confusão de seis secretários de governo levaram cerca de 6.000 pessoas a infernizar as ruas de São Paulo. José Serra conseguiu acender o movimento sindical contra seu governo; conseguiu transformar uma estudantada em crise na USP, agora crise nas universidades paulistas, a qual, de resto, inspira a agitação estudantil em todas as universidades públicas do país. Janio de Freitas já havia observado nesta Folha a espantosa incapacidade do governo de lidar com o problema e os riscos do impasse.

O impasse ainda sobrevive. Anteontem, um dia antes da manifestação de estudantes e sindicalistas da USP, Aloysio Ferreira, chefe da Casa Civil de Serra, conseguiu açular o conflito com artigo atrabiliário publicado neste jornal. Tudo para, no dia seguinte, o governo dar razão a todos os seus críticos, da corporação mais tosca aos professores mais conscienciosos. O governo paulista fez o que não admitia fazer até agora por teimosia política. Leia mais aqui (para assinantes)

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Policia Militar barra estudantes em passeata contra Serra


6 mil estudantes, trabalhadores e professores da USP estavam no cruzamento da Avenida Francisco Morato com a Avenida Morumbi, principal acesso ao Palácio dos Bandeirantes


Foto: ROBSON FERNADJES/AGÊNCIA ESTADO/AE
Estudantes da USP na esquina das avenidas Francisco Morato e Morumbi em passeata, sentido Palácio dos Bandeirantes, protestam contra os decretos do governador José Serra, relativos às universidades públicas, nesta quinta-feira (31). Agencia Estado

Serra cede e muda decretos que diminuiriam autonomia de universidades


RENATO SANTIAGO da Folha Online

Um decreto do governador José Serra (PSDB), publicado nesta quinta-feira no "Diário Oficial" do Estado, mudou cinco dos decretos publicados no início do ano e que desagradaram professores e estudantes das universidades públicas de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp). A insatisfação culminou na ocupação da reitoria da USP, no Butantã (zona oeste de São Paulo), ocupada desde o último dia 3.

Em nota, o governo diz que o novo decreto apenas esclarece os anteriores, já que eles haviam sido alvo de "interpretações reiteradamente equivocadas", conforme afirma o "Diário Oficial".

O artigo 2º do decreto desta quinta, no entanto, muda quatro decretos anteriores, excluindo as universidades e a Fapesp. Nos textos originais, as medidas valiam para as autarquias ou fundações mantidas pelo Estado, sem exceção.

O novo decreto exclui as universidades e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) de três decretos: o que proíbe a contratação de pessoal (51.471), o que exige a reavaliação de contratos e licitações (51.473) e o que estabeleceu a criação da Comissão de Política Salarial, subordinada o governador, que "fixa as diretrizes (..) em assuntos de política salarial".

Em relação ao decreto 51.461, que cria a Secretaria de Ensino Superior, as mudanças se referem a duas alíneas de um inciso do artigo 2º. As duas alíneas que, pelo novo decreto não se aplicam mais às universidades, são justamente as que declaram de competência da pasta a "ampliação das atividades de pesquisa" e políticas que "com vista a aumentar a percentagem de jovens que cursam a universidade".

O artigo 1º do decreto também garante independência orçamentária. De acordo com o texto, as universidades terão contas bancárias e "poderão efetuar transferências, remanejamentos, quitações, e tomar outras providências de ordem orçamentária". Fonte Folha Online

terça-feira, 29 de maio de 2007

USP: Autonomia agredida


Por Dalmo de Abreu Dallari
O novo Governador do Estado de São Paulo, José Serra, iniciando o exercício de seu mandato no começo de 2007, editou um conjunto de decretos que parecem ter sido preparados de afogadilho e sem avaliação de suas conseqüências, tendo já acarretado algumas conseqüências negativas, estando neles a raiz da invasão da Reitoria da Universidade de São Paulo por estudantes daquela universidade. Seja qual for a opinião quanto à conveniência e oportunidade da invasão, o fato é que os decretos do Governador estão diretamente ligados àquele acontecimento.

Talvez se diga que se os estudantes estivessem mais bem informados quanto ao exato conteúdo dos decretos e ao seu alcance poderiam manifestar desacordo, mas sem chegar àquela medida drástica, mas isso também revela a afoiteza e imprudência do governo na apresentação do fato consumado, sem maiores esclarecimentos. Na realidade, a análise jurídica dos referidos decretos leva à conclusão de que existem ali algumas evidentes inconstitucionalidades, havendo mesmo, em alguns pontos, uma tentativa de mascarar a realidade, por meio de uma espécie de ilusionismo jurídico, que, no entanto, não resiste a um exame mais atento, mesmo que baseado apenas no bom senso e na lógica. Leia mais aqui

Este artigo foi publicado no site do Deputado estadual de São Paulo. Rui Falcão

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Serra, a USP e a foto

FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO

Folha de São Paulo

O que querem as mulheres? A clássica pergunta de Freud não vale para José Serra. Todos sabem a resposta: ele só pensa naquilo. Mas 2010 ainda está longe, felizmente para Serra, porque seu governo começou de forma bastante decepcionante. Ou seria melhor dizer sintomática? A crise da USP é o melhor exemplo.

O governo meteu os pés pelas mãos. Após nomear para a nova Secretaria do Ensino Superior este que é, no meio universitário, uma unanimidade às avessas, quis ainda transformar José Aristodemo Pinotti no presidente do conselho de reitores. Pegou tão mal que Serra desistiu do seu interventor branco.

O recuo, no entanto, não desfaz a sensação de que pretendia enquadrar as universidades -este é o sentido geral implícito no conjunto dos decretos contra o qual se rebelaram os estudantes que estão na reitoria.

Obrigado a vir a público, o governo Serra tergiversa, desconversa, age reiteradamente de forma oblíqua. Ora parece pouco seguro de seus propósitos, ora dá a impressão de que quer engambelar a platéia.

O fato é que se negou, até aqui, a rever o decreto mais polêmico, que submete à aprovação da Secretaria da Fazenda o remanejamento de verbas na universidade. Por quê?

Está em curso uma campanha de demonização dos estudantes -retrógrados, baderneiros, urram, histéricos, os arautos do novo "Estado de direita". Leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes)

sábado, 26 de maio de 2007

A revolta na USP

Crise em redudo do tucanato atinge prestígio do governador José Serra, ex-lider estudantil de 1964

ALAN RODRIGUES para Istoé



MONTAGEM SOBRE FOTOS DE ROBERTO CASTRO E CLAYTON DE SOUZA/AE


Era quase noite da terça-feira 15 de maio quando o telefone do governador José Serra tocou em seu gabinete. De um lado, Suely Vilela, reitora da Universidade de São Paulo (USP), que há 12 dias tentava negociar com cerca de 200 estudantes que ocupavam a reitoria. Do outro, o governador, que iniciou sua trajetória política como presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1963/64 - e acompanhava a greve com lupa.

Entre as 17 reivindicações dos grevistas está a exigência de que o governo retire os cinco decretos que, na ótica deles, ferem a autonomia da universidade. Serra vinha criticando a tolerância da reitora com os grevistas. O diálogo foi rápido:- Governador, terminei uma reunião com alguns professores do Largo São Francisco e concluímos que não existe outra alternativa para retirar estudantes do prédio a não ser a judicial.- Tá certo.- O prazo da desocupação venceu ontem às 16h. Eles estão intransigentes.- Tá bom. Mantenha-me informado.

Na manhã seguinte, os advogados da USP entraram com o pedido de reintegração de posse do prédio na 13ª Vara da Fazenda Pública do Estado. Por volta das 17h do mesmo dia, um oficial de Justiça já notificava os grevistas, que se recusaram a assinar o documento. Não era a primeira vez que a Justiça paulista determinava a reintegração de uma instituição de ensino estadual. Há dois meses, os estudantes da Universidade de Campinas (Unicamp) foram obrigados a desocupar a reitoria sob ameaça do uso da força policial. Colocada diante de uma situação semelhante, a direção da USP resolveu repetir a lição da Unicamp. Desta vez, porém, o resultado foi inesperado: o governo encontrou uma patuléia de estudantes afinada com a ultra esquerda nacional, ligada ao PSTU e ao PCO, e disposta a resistir à PM.

Qualquer que seja o desfecho da situação, ela complicou a relação do governo Serra com seu ninho - o PSDB surgiu praticamente na USP. Os problemas começaram em dezembro, no apagar das luzes do governo Cláudio Lembo (DEM). No último dia de mandato, ele encaminhou à Assembléia Legislativa um projeto que reduzia verbas do ensino universitário. A decisão irritou o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp), formado pelos administradores da USP, Unesp e Unicamp. Eles viram o dedo de Serra na trama.

A relação ficou pior com a criação da Secretaria de Ensino Superior - entregue ao médico José Aristodemo Pinoti - e a exigência de inclusão das universidades no Siafem, o sistema de gerenciamento financeiro que exige prestação diária de contas.

Sabe-se que Serra investiu nessas mudanças depois de tomar conhecimento do saldo das aplicações financeiras da USP: cerca de R$ 1 bilhão. Foi só anunciar o pedido de transparência pública que os reitores deram pulos de indignação e agitaram a bandeira da autonomia universitária.

"O corpo universitário não aceita ter sua contabilidade ao sabor dos ventos orçamentários do Estado e quer ver suas finanças longe da burocracia", defende Arquimedes Diógenes Ciloni, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Na verdade, ninguém - professores ou alunos - admite que o governo tenha o controle do orçamento anual da USP, de quase R$ 2 bilhões. "Não vamos tirar verbas, só queremos que as universidades prestem contas", diz Serra. "A prestação de contas não é nenhuma ofensa à autonomia", completa o filósofo José Arthur Gianotti, professor emérito da USP.

O açodamento de Serra pode lhe custar caro. "Foi uma tremenda falta de habilidade dos dois lados", admite um tucano de alta plumagem que pediu anonimato. Seus adversários dentro do PSDB comemoram.

Leia mais sobre o conflito entre Serra e os estudantes e professores da USP neste Blog (ver arquivo ao lado)

Serra e o nó da USP

Editorial do jornal Folha de São Paulo

Estudantes que ocupam a reitoria devem recuar; a Serra cabe explicar qual é afinal seu programa para universidades paulistas

A INTERVENÇÃO do secretário estadual da Justiça, Luiz Antonio Marrey, na negociação com os universitários que ocupam a reitoria da USP indica a disposição do governo José Serra, mesmo que tardia, para desfazer um impasse que ajudou a criar. Mas isso não é o bastante. Governador, reitoria e estudantes precisam dar mais alguns passos para solucionar a situação, que já passou do razoável.

Da reitora Suely Vilela não se pode esperar muito mais do que seu desempenho até aqui sugere -algo próximo da omissão. Recomenda-se parar de estipular prazos para a desocupação seguidamente ignorados. Dos estudantes seria auspicioso ver enfim um gesto político mais consistente. Por exemplo, o reconhecimento de quanto já obtiveram de atenção para sua extensa pauta de reivindicações, bem como de concessões do governo. Numa negociação, algo que já se provaram capazes de impor, é crucial saber ceder.Por outro lado, espera-se do governador uma atitude mais transparente. Serra falou, ontem, mas pouco acrescentou. Queixou-se de "exploração política", o que parece óbvio. Pronunciou-se, também, sobre a questão da autonomia universitária, estopim da revolta: "Não há nada, do ponto de vista de decretos, de leis etc. que fira, que seja contraditório com essa autonomia", disse o governador.

Não é tão simples assim. O decreto nº 51.636, de 9 de março, ainda reserva à Secretaria da Fazenda a atribuição de decidir sobre pedidos de transposição de quotas orçamentárias (artigo 10º, inciso I, alínea d) e, no artigo 15, estipula que as normas do diploma se aplicam, sim, às universidades. Para os manifestantes, tal determinação implica restrição à autonomia universitária consagrada na Constituição.Tanto o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, quanto os reitores das três universidades estaduais já se pronunciaram a favor da interpretação de Serra. O que não se entende, então, é o motivo de não ter sido ainda alterado o texto. Foi o que fez o governo, sob pressão, com o artigo 42 do decreto nº 51.461, que transferia para José Aristodemo Pinotti, da recém-criada Secretaria de Ensino Superior, a presidência do conselho de reitores.

Se o recuo já ocorreu, falta reconhecê-lo. Como falta também, da parte de Serra, explicitar o que pretendia com a saraivada de decretos que afetam as universidades. Entre outros pontos, poderia esclarecer o que entende por ampliar as atividades de pesquisa, "principalmente as operacionais, objetivando os problemas da realidade nacional".

Muitos nas universidades públicas paulistas vêem aí menção cifrada a um programa de submissão das instituições a necessidades de empresas, do que discordam. É uma boa discussão, pois não raro a comunidade universitária emprega mais preconceitos que argumentos contra essa aproximação. Sem deixar claro se tem de fato um programa, e qual ele é, o governador só aumenta a confusão.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

São Paulo: Jornal da Tarde denuncia


Pai militar aprova ocupação de filha na USP

Luciana Rossetto e Luciana Bonadio para G1 portal da Globo

Preocupação é que a polícia acabe com a manisfestação de forma violenta. Para os pais, movimento é importante para crescimento político dos jovens.

Ação estudantil mais polêmica dos últimos anos, a ocupação da reitoria da principal universidade do país, a USP - com ameaça de uso de força pela Tropa de Choque da Polícia Militar -, é acompanhada com apreensão pelas famílias dos alunos. Mas a invasão é aprovada pelos três pais ouvidos pelo G1. Mais do que conquistar os direitos pelos quais protestam, eles vêem o ato como grande passo para o desenvolvimento político dos filhos.

Tenente-coronel da Aeronáutica, Luiz Carlos, de 47 anos, não vê contradição, como militar, em apoiar a filha na ocupação de um prédio público. “Cada um tem que carregar as próprias bandeiras. Uma coisa não anula a outra.” Na noite desta quarta-feira (23), ele foi buscá-la na USP. “O movimento é legítimo. Hoje o que nós assistimos é o sucateamento limite daquilo que já foi a maior faculdade latino-americana”, disse. Quando soube que a filha ocuparia o prédio, Luiz Carlos, que também é calouro de ciências sociais, conversou com ela. “Perguntei se tinha consciência da decisão. Quando me disse que sim, falei ‘ok, quando você precisar, o número do meu telefone você conhece'.” Durante a ocupação, a estudante sentiu-se mal e ele foi até lá para ver o que estava acontecendo. “Ela foi para casa, se recuperou e, quando melhorou, voltou”, disse.


'Tiro no pé'

Armando [que não divulgou o sobrenome para preservar o filho], de 49 anos, vê a ocupação como o ressurgimento do movimento estudantil. “Se terminar em violência, vai ser o maior tiro no pé do governo nos últimos 50 anos. O [José] Serra enterra a carreira política dele [em referência ao passado no movimento estudantil do atual governador de São Paulo]. É perigoso tirar os estudantes na marra de lá”, defendeu. Leia mais aqui

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Professores da USP iniciam greve


Unesp e Unicamp também discutem paralisação. Manifestação dos docentes é por tempo indeterminado.


Professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (23). Pelo menos 240 docentes se reuniram em assembléia às 10h e a votação pelo início da paralisação foi praticamente unânime.

Docentes e servidores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também discutem se vão aderir ou não à paralisação.


Com essa adesão, os professores se juntam aos funcionários da USP que já estão em greve e apóiam a manifestação dos alunos - que ocuparam a reitoria da universidade no último dia 3 para protestar contra os decretos do governador José Serra (PSDB), que segundo eles restringem a autonomia das universidades. Eles também são contra o novo sistema de previdência proposto pelo governador.

Na semana passada, o governo e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) divulgaram comunicados afirmando que a autonomia de gestão financeira das instituições estava mantida.

A pauta de reivindicações dos professores também inclui um reajuste salarial de 3,15% (referente à inflação acumulada entre abril de 2006 e abril de 2007), além de um aumento fixo de R$ 200; mais recusos para a educação nas três universidades e também no Centro Paula Souza; uma política específica de permanência estudantil nas universidades e melhores condições de trabalho.

Na assembléia desta quarta, os professores aprovaram uma moção de apoio aos estudantes que ocupam a reitoria e exigem que ninguém seja punido pela invasão do local. Os docentes disseram que vão ficar em estado de assembléia permanente e podem convocar um novo encontro para discutir as questões a qualquer momento.

Os estudantes foram aplaudidos pelos professores, que foram convidados a visitar o prédio da reitoria ocupada.

Alunos que acompanharam a assembléia arrecadaram cerca de R$ 900 para sustentar a ocupação do prédio da reitoria. Na noite desta terça-feira, os estudantes recusaram a última proposta da reitora Suely Vilela e decidiram manter a manifestação na universidade.

Ainda não há um balanço oficial de quantas unidades de ensino estão paradas e quantos alunos foram afetados. A USP tem 37 unidades de ensino e pesquisa, 80.589 alunos matriculados (entre graduação e pós), 5.222 professores e 15.295 funcionários. Os dados são do anuário estatístico de 2006.

"Estávamos preparando, inclusive em conjunto com o funcionalismo, algumas iniciativas mais contundentes [contra os decretos do governador]. O movimento dos estudantes acelerou esse processo, sobretudo porque chamou a atenção da mídia", disse o professor César Augusto Minto, presidente da Associação de Docentes da USP (Adusp).

Uma outra assembléia está marcada para acontecer na sexta-feira (25), às 10h, em local ainda a ser definido. Publicado por G1 Portal da Globo.