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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

ProUni vai oferecer 180 mil bolsas em 2008

O Programa Universidade para Todos (ProUni), do governo federal, tem como meta o oferecimento de 180 mil bolsas de estudo em 2008.

Neste ano, o ProUni ofertou 163 mil bolsas nos dois processos seletivos ocorridos . A renúncia fiscal estimada pela Receita Federal, referente ao ano de 2007, foi de R$126 milhões. No total, o ProUni conta com cerca de 1.400 instituições de e ducação superior participantes, presentes em todos os Estados do País.

Trata-se de uma evolução significativa para a iniciativa, institucionalizada há dois anos, quando foram oferecidas 112 mil bolsas e contava com 1.142 instituições de ensino superior abrigando estudantes beneficiados pelo programa. Todos os indicadores relativos ao ProUni têm sido positivos. Uma das principais críticas ao programa, a de que ele prejudicaria o nível de ensino das faculdades, não se confirmou.

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2006, apontou que os bolsistas do ProUni tiveram desempenho superior aos demais em 14 das 15 áreas do conhecimento avaliadas. Conforme o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, "os resultados do Enade demonstram que o ProUni não só atinge um grande contingente de alunos, mas qualifica a educação superior. Invariavelmente, os beneficiários do ProUni têm apresentado rendimento acadêmico superior aos não-bolsistas".

O ProUni foi criado pelo governo federal em 2004, e institucionalizado no ano seguinte. A iniciativa concede bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação e seqüência i s de formação específica, em instituições privadas de ensino. Em contrapartida, os estabelecimentos recebem isenção de alguns tributos. O programa Universidade para Todos é dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, cuja renda familiar per capita máxima é de três salários mínimos.

A seleção dos candidatos é feita pelo Enem - Exame Nacional do Ensino Médio. Fonte Boletim em questão do governo federal.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Governo Lula: ProUni vai oferecer 180 mil bolsas de estudo em 2008

O Globo

SÃO PAULO - O Programa Universidade para Todos (ProUni) do governo federal tem como meta o oferecimento de 180 mil bolsas de estudo em 2008. Este ano o ProUni ofertou 163 mil bolsas nos dois processos seletivos ocorridos. As inscrições só devem começar em novembro.

A renúncia fiscal estimada pela Receita Federal referente ao ano de 2007 foi de R$ 126 milhões. No total do ProUni participam cerca de 1.400 instituições de educação superior, presentes em todos os estados do país. Trata-se de uma evolução significativa para a iniciativa, institucionalizada há dois anos, quando foram oferecidas 112 mil bolsas e tinha 1.142 instituições de ensino superior abrigando estudantes beneficiados pelo programa.

Segundo o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, todos os indicadores relativos ao ProUni têm sido positivos. Uma das principais críticas ao programa, a de que ele prejudicaria o nível de ensino das faculdades, não se confirmou. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2006 apontou que os bolsistas do ProUni tiveram desempenho superior aos demais em 14 das 15 áreas do conhecimento avaliadas.

Conforme o secretário, os resultados do Enade demonstram que o ProUni não só atinge um grande contingente de alunos, mas qualifica a educação superior. Invariavelmente, garante, os beneficiários do ProUni têm apresentado rendimento acadêmico superior aos não-bolsistas.

O ProUni foi criado pelo governo em 2004 e institucionalizado no ano seguinte. A iniciativa concede bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação e seqüenciais de formação específica em instituições privadas de ensino. Em contrapartida os estabelecimentos recebem isenção de alguns tributos.

O programa Universidade para Todos é dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, cuja renda familiar per capita máxima é de três salários mínimos. A seleção dos candidatos é feita pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Leia mais: Proposto financiamento estudantil com abatimento no imposto de renda para pessoa física

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Sciences-Po va envoyer ses élèves travailler un mois en banlieue

Não deveríamos seguir o exemplo? Uma das principais escolas universitárias de Paris, na França, vai enviar seus alunos durante um mês na periferia. Segundo seu diretor, para dar oportunidade aos alunos de aprender a "vida real" e saber o que é passar uma hora e meia no transporte para ir trabalhar, por exemplo, em um supermercado.

Le Monde

Le directeur de Sciences-Po, Richard Descoings, a annoncé lundi 16 juillet la mise en place, à partir de l'automne, d'une "immersion" des étudiants de l'école parisienne en banlieue, dans la "vraie vie", telle que la connaissent notamment les élèves arrivés par le biais des conventions ZEP.


"J'aimerais que nos élèves qui ont eu la chance de vivre dans des milieux protégés – je ne parle pas des malheurs personnels mais matériels – aillent voir ce que c'est qu'être, par exemple, caissier ou caissière dans un hypermarché, à une heure et demie de transport de son domicile", a-t-il indiqué dans un entretien au Bondy Blog. M. Descoings a évoqué une "immersion avec le public, sous le stress d'une obligation de production continue, avec la fatigue du temps de transport le matin et le soir." Elle durerait un mois, et serait organisée entre la première et la deuxième année de Sciences-Po.

Le directeur de Sciences-Po est à l'origine des conventions avec les lycées en zone d'éducation prioritaire qui ont permis à trois cents élèves des quartiers populaires d'intégrer, depuis 2001, la prestigieuse école de sciences-politiques.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

No poder, UNE assiste à divisão do movimento

Caio Junqueira e Cristiane Agostine
Jornal Valor

A União Nacional dos Estudantes (UNE) elege neste domingo sua nova direção numa encruzilhada: exerce influência no governo, como poucos momentos dos seus 70 anos de história, e assiste a uma sensível fragmentação do movimento estudantil na disputa pelo que resta de mobilizável numa juventude mais preocupada com o mercado de trabalho e a escalada da violência.

A entidade reivindica como pauta compartilhada com o governo a expansão de vagas nas universidades federais, o Prouni, a criação de uma rubrica específica no Orçamento das universidades e a limitação de 30% de participação do capital estrangeiro no ensino superior privado. Essa aproximação também se traduz pelo aumento dos repasses federais. Desde 2003, segundo dados do Siafi obtidos pela ONG Contas Abertas, saíram dos cofres da União para a UNE R$ 5,3 milhões. Nos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso, a cifra foi de R$ 1,1 milhão.

À esta força, contrapõe-se a distância da UNE das iniciativas mais visíveis do movimento estudantil - a ocupação de reitorias de universidades federais e da maior instituição de ensino superior do país, a Universidade de São Paulo (USP). Nesta última, onde a ocupação da reitoria durou 50 dias, a maior parte dos alunos acatou um documento em que ficou registrado que a UNE não os representava. Na Universidade Federal de Alagoas, o presidente da entidade, Gustavo Petta, chegou a ser expulso de uma reunião.

Petta rebate as acusações de adesismo e minimiza as considerações sobre a fragmentação do movimento estudantil. "A UNE sempre teve apoio governamental. A diferença agora é que há diálogo. Fernando Henrique nunca nos recebeu. Paulo Renato (ex-ministro da Educação no governo FHC) só nos recebeu uma única vez, em 2001, para negociar o fim da uma greve", diz. Da pauta compartilhada, reclama da proliferação desenfreada das instituições privadas de ensino superior.

O presidente da entidade diz que mais significativa que a fragmentação do movimento é a própria desmobilização dos estudantes. Enquanto gays e evangélicos movem multidões, o máximo que a UNE consegue mobilizar, e ainda assim, reunida a outros movimentos sociais, como o MST e sindicatos, é um público de 20 mil pessoas. Leia mais no Valor (para assinantes)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Que desastre: Levantamento mostra que 15% dos universitários nunca leram um livro

No Rio e em São Paulo, maioria dos estudantes não tem hábito de ler

Maiá Menezes para O Globo

A leitura de livros não-didáticos está fora das lições de casa da maioria dos estudantes de universidades públicas e privadas de São Paulo e do Rio. A raridade do hábito foi medida em pesquisa encomendada pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e feita pelo Instituto Toledo e Associados. Em junho, foram ouvidos mil jovens na Região Metropolitana de São Paulo, dos quais 34% não lêem com freqüência, 18% não gostam de ler e 16% lêem apenas de vez em quando.

No ano passado, pesquisa feita por técnicos do CIEE apontou problemas semelhantes no Rio: 15% dos universitários nunca leram um livro não didático, 12% leram apenas um, e 36% leram entre um e três livros.

A leitura de jornais diários também não está incluída na pauta da grande maioria dos universitários. As duas pesquisas mostram que apenas 9% dos estudantes lêem diariamente jornais depois que entram na faculdade.

— Uma parcela dos estudantes ainda não despertou para a necessidade de uma formação mais ampla e de ter referências bibliográficas. A base cultural é avaliada no processo seletivo. Quando a formação cultural é pequena, há prejuízo no processo seletivo.

Quem lê mais tem vocabulário mais completo e adquire uma cultura geral maior — ressalta Marcelo Gallo, diretor regional do CIEE.

A pesquisa também identificou que o acesso à internet se democratizou entre os universitários: 90% dos que foram ouvidos têm acesso à rede.

terça-feira, 12 de junho de 2007

A autonomia universitária e o governador Serra

do Blog de Noblat

"Quem se propõe a entender a crise nas universidades estaduais paulistas, desencadeadas pela investida frontal do governador - vazada num conjunto de decretos -, contra o estatuto da autonomia universitária, não pode dissociá-la do projeto tucano de governar e da personalidade de José Serra, cuja arrogância e desprezo para com a inteligência alheia desafiam qualquer limite. Não há registro no Brasil da nova democracia, inaugurada pela campanha das Diretas-já, de atentado mais atrevido às instituições democráticas, urdido em conluio com representantes notórios do ensino privado, interessados na privatização do ensino público no País.

Na expectativa pressurosa de congregar forças retrógradas do poder econômico em torno de seu projeto de 2010, de chegar ao Palácio do Planalto, Serra – o “último autoritário”, segundo um analista político - não esperou um dia sequer. Os principais decretos que ferem de morte a autonomia universitária são datados de 1º de janeiro de 2007, dia de sua posse. E o chamado decreto declaratório, de 1º de junho de 2007, ao marcar um recuo diante do protesto conjunto de docentes, alunos e funcionários, reafirma o caráter insidioso da ação governamental. Pois o decreto que “revoga” não revoga o essencial, que é a criação da Secretaria de Ensino Superior, iniciativa que se configura como uma afronta à Constituição e uma usurpação das prerrogativas da Assembléia Legislativa."

O trecho acima faz parte do artigo do jornalista e deputado Rui Falcão (PT-SP). Foi secretário de governo da prefeita Marta Suplicy. Escreve sempre aqui às terças-feiras. Leia

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Bolsistas do ProUni conseguem resultado melhor que colegas

Folha de São Paulo

Os alunos que recebem bolsas do ProUni tiveram, em média, desempenho superior no Enade ao dos estudantes que, nas mesmas instituições, não fazem parte do programa federal e mesmo ao dos estudantes de universidades públicas.

O ProUni consiste no pagamento, pelo governo, da mensalidade ou de parte dela para alunos de baixa renda estudarem em instituições privadas. Leia mais aqui (para assinantes)

José Serra recua ou como criar uma crise tola

VINICIUS TORRES FREIRE

Folha de São Paulo

Após apimentar a crise na universidade, governo recua. Saldo do tumulto é só má política e debate corporativo

ALGUNS DECRETOS do governador paulista, meia dúzia de incisos e a confusão de seis secretários de governo levaram cerca de 6.000 pessoas a infernizar as ruas de São Paulo. José Serra conseguiu acender o movimento sindical contra seu governo; conseguiu transformar uma estudantada em crise na USP, agora crise nas universidades paulistas, a qual, de resto, inspira a agitação estudantil em todas as universidades públicas do país. Janio de Freitas já havia observado nesta Folha a espantosa incapacidade do governo de lidar com o problema e os riscos do impasse.

O impasse ainda sobrevive. Anteontem, um dia antes da manifestação de estudantes e sindicalistas da USP, Aloysio Ferreira, chefe da Casa Civil de Serra, conseguiu açular o conflito com artigo atrabiliário publicado neste jornal. Tudo para, no dia seguinte, o governo dar razão a todos os seus críticos, da corporação mais tosca aos professores mais conscienciosos. O governo paulista fez o que não admitia fazer até agora por teimosia política. Leia mais aqui (para assinantes)

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Serra cede e muda decretos que diminuiriam autonomia de universidades


RENATO SANTIAGO da Folha Online

Um decreto do governador José Serra (PSDB), publicado nesta quinta-feira no "Diário Oficial" do Estado, mudou cinco dos decretos publicados no início do ano e que desagradaram professores e estudantes das universidades públicas de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp). A insatisfação culminou na ocupação da reitoria da USP, no Butantã (zona oeste de São Paulo), ocupada desde o último dia 3.

Em nota, o governo diz que o novo decreto apenas esclarece os anteriores, já que eles haviam sido alvo de "interpretações reiteradamente equivocadas", conforme afirma o "Diário Oficial".

O artigo 2º do decreto desta quinta, no entanto, muda quatro decretos anteriores, excluindo as universidades e a Fapesp. Nos textos originais, as medidas valiam para as autarquias ou fundações mantidas pelo Estado, sem exceção.

O novo decreto exclui as universidades e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) de três decretos: o que proíbe a contratação de pessoal (51.471), o que exige a reavaliação de contratos e licitações (51.473) e o que estabeleceu a criação da Comissão de Política Salarial, subordinada o governador, que "fixa as diretrizes (..) em assuntos de política salarial".

Em relação ao decreto 51.461, que cria a Secretaria de Ensino Superior, as mudanças se referem a duas alíneas de um inciso do artigo 2º. As duas alíneas que, pelo novo decreto não se aplicam mais às universidades, são justamente as que declaram de competência da pasta a "ampliação das atividades de pesquisa" e políticas que "com vista a aumentar a percentagem de jovens que cursam a universidade".

O artigo 1º do decreto também garante independência orçamentária. De acordo com o texto, as universidades terão contas bancárias e "poderão efetuar transferências, remanejamentos, quitações, e tomar outras providências de ordem orçamentária". Fonte Folha Online

Todos os diretores da Unicamp exigem mudanças nos decretos de Serra

Folha de São Paulo

Diretores da Unicamp pedem fim da nova Secretaria de Ensino

23 diretores de unidades assinaram manifesto em que pedem mudanças nos decretos do governador José Serra

Segundo o governo, medidas não interferem na autonomia e as universidades não precisam de autorização para fazer remanejamentos

FÁBIO TAKAHASHIDA REPORTAGEM LOCAL
UIRÁ MACHADO COORDENADOR DE ARTIGOS E EVENTOS

Todos os 23 diretores de unidades de ensino da Unicamp assinaram manifesto, finalizado ontem, em que pedem mudanças nos decretos do governador José Serra (PSDB-SP) que, segundo eles, interferem na autonomia universitária. Eles chegam a exigir o fim da Secretaria de Ensino Superior.

Segundo o diretor do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem), Alcir Pécora, as explicações dadas pelo governo até agora não são suficientes para garantir a autonomia da USP, Unesp e Unicamp."São posições transitórias, que podem mudar com uma alteração de secretariado ou de gestão", diz Pécora. O argumento é semelhante ao dos estudantes que invadiram a reitoria da USP há 28 dias.

O manifesto pede, entre outras medidas, que fique explícito na redação do decreto 51.471 que ele não se aplica às universidades. O texto da norma diz que estão "vedadas a admissão ou contratação de pessoal" nos órgãos do Estado, inclusive nas autarquias de regime especial -grupo em que estão as universidades estaduais paulistas. leia mais aqui (para assinantes)

terça-feira, 29 de maio de 2007

USP: Autonomia agredida


Por Dalmo de Abreu Dallari
O novo Governador do Estado de São Paulo, José Serra, iniciando o exercício de seu mandato no começo de 2007, editou um conjunto de decretos que parecem ter sido preparados de afogadilho e sem avaliação de suas conseqüências, tendo já acarretado algumas conseqüências negativas, estando neles a raiz da invasão da Reitoria da Universidade de São Paulo por estudantes daquela universidade. Seja qual for a opinião quanto à conveniência e oportunidade da invasão, o fato é que os decretos do Governador estão diretamente ligados àquele acontecimento.

Talvez se diga que se os estudantes estivessem mais bem informados quanto ao exato conteúdo dos decretos e ao seu alcance poderiam manifestar desacordo, mas sem chegar àquela medida drástica, mas isso também revela a afoiteza e imprudência do governo na apresentação do fato consumado, sem maiores esclarecimentos. Na realidade, a análise jurídica dos referidos decretos leva à conclusão de que existem ali algumas evidentes inconstitucionalidades, havendo mesmo, em alguns pontos, uma tentativa de mascarar a realidade, por meio de uma espécie de ilusionismo jurídico, que, no entanto, não resiste a um exame mais atento, mesmo que baseado apenas no bom senso e na lógica. Leia mais aqui

Este artigo foi publicado no site do Deputado estadual de São Paulo. Rui Falcão

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Serra, a USP e a foto

FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO

Folha de São Paulo

O que querem as mulheres? A clássica pergunta de Freud não vale para José Serra. Todos sabem a resposta: ele só pensa naquilo. Mas 2010 ainda está longe, felizmente para Serra, porque seu governo começou de forma bastante decepcionante. Ou seria melhor dizer sintomática? A crise da USP é o melhor exemplo.

O governo meteu os pés pelas mãos. Após nomear para a nova Secretaria do Ensino Superior este que é, no meio universitário, uma unanimidade às avessas, quis ainda transformar José Aristodemo Pinotti no presidente do conselho de reitores. Pegou tão mal que Serra desistiu do seu interventor branco.

O recuo, no entanto, não desfaz a sensação de que pretendia enquadrar as universidades -este é o sentido geral implícito no conjunto dos decretos contra o qual se rebelaram os estudantes que estão na reitoria.

Obrigado a vir a público, o governo Serra tergiversa, desconversa, age reiteradamente de forma oblíqua. Ora parece pouco seguro de seus propósitos, ora dá a impressão de que quer engambelar a platéia.

O fato é que se negou, até aqui, a rever o decreto mais polêmico, que submete à aprovação da Secretaria da Fazenda o remanejamento de verbas na universidade. Por quê?

Está em curso uma campanha de demonização dos estudantes -retrógrados, baderneiros, urram, histéricos, os arautos do novo "Estado de direita". Leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes)

sábado, 26 de maio de 2007

A revolta na USP

Crise em redudo do tucanato atinge prestígio do governador José Serra, ex-lider estudantil de 1964

ALAN RODRIGUES para Istoé



MONTAGEM SOBRE FOTOS DE ROBERTO CASTRO E CLAYTON DE SOUZA/AE


Era quase noite da terça-feira 15 de maio quando o telefone do governador José Serra tocou em seu gabinete. De um lado, Suely Vilela, reitora da Universidade de São Paulo (USP), que há 12 dias tentava negociar com cerca de 200 estudantes que ocupavam a reitoria. Do outro, o governador, que iniciou sua trajetória política como presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1963/64 - e acompanhava a greve com lupa.

Entre as 17 reivindicações dos grevistas está a exigência de que o governo retire os cinco decretos que, na ótica deles, ferem a autonomia da universidade. Serra vinha criticando a tolerância da reitora com os grevistas. O diálogo foi rápido:- Governador, terminei uma reunião com alguns professores do Largo São Francisco e concluímos que não existe outra alternativa para retirar estudantes do prédio a não ser a judicial.- Tá certo.- O prazo da desocupação venceu ontem às 16h. Eles estão intransigentes.- Tá bom. Mantenha-me informado.

Na manhã seguinte, os advogados da USP entraram com o pedido de reintegração de posse do prédio na 13ª Vara da Fazenda Pública do Estado. Por volta das 17h do mesmo dia, um oficial de Justiça já notificava os grevistas, que se recusaram a assinar o documento. Não era a primeira vez que a Justiça paulista determinava a reintegração de uma instituição de ensino estadual. Há dois meses, os estudantes da Universidade de Campinas (Unicamp) foram obrigados a desocupar a reitoria sob ameaça do uso da força policial. Colocada diante de uma situação semelhante, a direção da USP resolveu repetir a lição da Unicamp. Desta vez, porém, o resultado foi inesperado: o governo encontrou uma patuléia de estudantes afinada com a ultra esquerda nacional, ligada ao PSTU e ao PCO, e disposta a resistir à PM.

Qualquer que seja o desfecho da situação, ela complicou a relação do governo Serra com seu ninho - o PSDB surgiu praticamente na USP. Os problemas começaram em dezembro, no apagar das luzes do governo Cláudio Lembo (DEM). No último dia de mandato, ele encaminhou à Assembléia Legislativa um projeto que reduzia verbas do ensino universitário. A decisão irritou o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp), formado pelos administradores da USP, Unesp e Unicamp. Eles viram o dedo de Serra na trama.

A relação ficou pior com a criação da Secretaria de Ensino Superior - entregue ao médico José Aristodemo Pinoti - e a exigência de inclusão das universidades no Siafem, o sistema de gerenciamento financeiro que exige prestação diária de contas.

Sabe-se que Serra investiu nessas mudanças depois de tomar conhecimento do saldo das aplicações financeiras da USP: cerca de R$ 1 bilhão. Foi só anunciar o pedido de transparência pública que os reitores deram pulos de indignação e agitaram a bandeira da autonomia universitária.

"O corpo universitário não aceita ter sua contabilidade ao sabor dos ventos orçamentários do Estado e quer ver suas finanças longe da burocracia", defende Arquimedes Diógenes Ciloni, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Na verdade, ninguém - professores ou alunos - admite que o governo tenha o controle do orçamento anual da USP, de quase R$ 2 bilhões. "Não vamos tirar verbas, só queremos que as universidades prestem contas", diz Serra. "A prestação de contas não é nenhuma ofensa à autonomia", completa o filósofo José Arthur Gianotti, professor emérito da USP.

O açodamento de Serra pode lhe custar caro. "Foi uma tremenda falta de habilidade dos dois lados", admite um tucano de alta plumagem que pediu anonimato. Seus adversários dentro do PSDB comemoram.

Leia mais sobre o conflito entre Serra e os estudantes e professores da USP neste Blog (ver arquivo ao lado)

Serra e o nó da USP

Editorial do jornal Folha de São Paulo

Estudantes que ocupam a reitoria devem recuar; a Serra cabe explicar qual é afinal seu programa para universidades paulistas

A INTERVENÇÃO do secretário estadual da Justiça, Luiz Antonio Marrey, na negociação com os universitários que ocupam a reitoria da USP indica a disposição do governo José Serra, mesmo que tardia, para desfazer um impasse que ajudou a criar. Mas isso não é o bastante. Governador, reitoria e estudantes precisam dar mais alguns passos para solucionar a situação, que já passou do razoável.

Da reitora Suely Vilela não se pode esperar muito mais do que seu desempenho até aqui sugere -algo próximo da omissão. Recomenda-se parar de estipular prazos para a desocupação seguidamente ignorados. Dos estudantes seria auspicioso ver enfim um gesto político mais consistente. Por exemplo, o reconhecimento de quanto já obtiveram de atenção para sua extensa pauta de reivindicações, bem como de concessões do governo. Numa negociação, algo que já se provaram capazes de impor, é crucial saber ceder.Por outro lado, espera-se do governador uma atitude mais transparente. Serra falou, ontem, mas pouco acrescentou. Queixou-se de "exploração política", o que parece óbvio. Pronunciou-se, também, sobre a questão da autonomia universitária, estopim da revolta: "Não há nada, do ponto de vista de decretos, de leis etc. que fira, que seja contraditório com essa autonomia", disse o governador.

Não é tão simples assim. O decreto nº 51.636, de 9 de março, ainda reserva à Secretaria da Fazenda a atribuição de decidir sobre pedidos de transposição de quotas orçamentárias (artigo 10º, inciso I, alínea d) e, no artigo 15, estipula que as normas do diploma se aplicam, sim, às universidades. Para os manifestantes, tal determinação implica restrição à autonomia universitária consagrada na Constituição.Tanto o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, quanto os reitores das três universidades estaduais já se pronunciaram a favor da interpretação de Serra. O que não se entende, então, é o motivo de não ter sido ainda alterado o texto. Foi o que fez o governo, sob pressão, com o artigo 42 do decreto nº 51.461, que transferia para José Aristodemo Pinotti, da recém-criada Secretaria de Ensino Superior, a presidência do conselho de reitores.

Se o recuo já ocorreu, falta reconhecê-lo. Como falta também, da parte de Serra, explicitar o que pretendia com a saraivada de decretos que afetam as universidades. Entre outros pontos, poderia esclarecer o que entende por ampliar as atividades de pesquisa, "principalmente as operacionais, objetivando os problemas da realidade nacional".

Muitos nas universidades públicas paulistas vêem aí menção cifrada a um programa de submissão das instituições a necessidades de empresas, do que discordam. É uma boa discussão, pois não raro a comunidade universitária emprega mais preconceitos que argumentos contra essa aproximação. Sem deixar claro se tem de fato um programa, e qual ele é, o governador só aumenta a confusão.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Les Demoiselles de Nankin se dévoilent à la télé



Voilà un documentaire qui permet de mieux comprendre la Chine. Le cinéaste Camille Ponsin a pu poser sa caméra pendant un an sur le campus de l'université de Nankin, et suivre plusieurs étudiantes qui permettent une plongée dans l'intimité d'une certaine jeunesse chinoise comme on ne l'a jamais vue.

L'extrait du documentaire ci-dessus donne le ton: une rentrée universitaire martiale et très idéologique, avec des officiers qui expliquent aux étudiantes comment aligner leurs brosses à dents dans leurs dortoirs. Mais cette simple lecture ne suffit pas: ces étudiantes jouent le jeu de l'armée, du parti communiste, du patriotisme, parce que c'est comme ça, mais, dans le même temps, elles ne sont dupes de rien, sont modernes et libres dans leurs têtes. Dans une des scènes mémorables du film, l'une d'elle rédige sa lettre de motivation pour entrer au Parti, la lit à haute voix pour ses copines, et ... éclate de rire devant la succession de proclamations patriotques empoulées qu'elle a écrite. Les mêmes "demoiselles de Nankin" parleront sexe, shopping et avenir avec le même sérieux, et décontration.Ce documentaire sera diffusé une première fois samedi à 22h00 sur la chaîne de télé Public Sénat (hélas pas disponible en dehors de la TNT ou du cable). Mais, bonne nouvelle, Public Sénat est visible en direct sur l'Internet. Y compris -j'espère- en Chine. A voir absolument.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Professores da USP iniciam greve


Unesp e Unicamp também discutem paralisação. Manifestação dos docentes é por tempo indeterminado.


Professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (23). Pelo menos 240 docentes se reuniram em assembléia às 10h e a votação pelo início da paralisação foi praticamente unânime.

Docentes e servidores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também discutem se vão aderir ou não à paralisação.


Com essa adesão, os professores se juntam aos funcionários da USP que já estão em greve e apóiam a manifestação dos alunos - que ocuparam a reitoria da universidade no último dia 3 para protestar contra os decretos do governador José Serra (PSDB), que segundo eles restringem a autonomia das universidades. Eles também são contra o novo sistema de previdência proposto pelo governador.

Na semana passada, o governo e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) divulgaram comunicados afirmando que a autonomia de gestão financeira das instituições estava mantida.

A pauta de reivindicações dos professores também inclui um reajuste salarial de 3,15% (referente à inflação acumulada entre abril de 2006 e abril de 2007), além de um aumento fixo de R$ 200; mais recusos para a educação nas três universidades e também no Centro Paula Souza; uma política específica de permanência estudantil nas universidades e melhores condições de trabalho.

Na assembléia desta quarta, os professores aprovaram uma moção de apoio aos estudantes que ocupam a reitoria e exigem que ninguém seja punido pela invasão do local. Os docentes disseram que vão ficar em estado de assembléia permanente e podem convocar um novo encontro para discutir as questões a qualquer momento.

Os estudantes foram aplaudidos pelos professores, que foram convidados a visitar o prédio da reitoria ocupada.

Alunos que acompanharam a assembléia arrecadaram cerca de R$ 900 para sustentar a ocupação do prédio da reitoria. Na noite desta terça-feira, os estudantes recusaram a última proposta da reitora Suely Vilela e decidiram manter a manifestação na universidade.

Ainda não há um balanço oficial de quantas unidades de ensino estão paradas e quantos alunos foram afetados. A USP tem 37 unidades de ensino e pesquisa, 80.589 alunos matriculados (entre graduação e pós), 5.222 professores e 15.295 funcionários. Os dados são do anuário estatístico de 2006.

"Estávamos preparando, inclusive em conjunto com o funcionalismo, algumas iniciativas mais contundentes [contra os decretos do governador]. O movimento dos estudantes acelerou esse processo, sobretudo porque chamou a atenção da mídia", disse o professor César Augusto Minto, presidente da Associação de Docentes da USP (Adusp).

Uma outra assembléia está marcada para acontecer na sexta-feira (25), às 10h, em local ainda a ser definido. Publicado por G1 Portal da Globo.

sábado, 19 de maio de 2007

USP: A ocupação e a solidariedade


Neste sábado, os estudantes enviaram comunicado à imprensa com um abaixo-assinado com o nome de 130 professores, a maioria da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

Segundo o documento, os docentes dizem apoiar todas as ações que são contrárias aos decretos do governador José Serra (PSDB), que, segundo eles, ferem a autonomia universitária. Os professores pedem, de acordo com o texto, a reabertura das negociações e dizem refutar qualquer ação violenta de desocupação do prédio.

Cerca de 200 estudantes se revezam na reitoria. O movimento foi reforçado na quarta-feira (16) pela greve de alunos e dos funcionários da universidade. O sindicato dos professores (Adusp) tem uma paralisação marcada para a quarta-feira (23) e decidirá se adere ou não à greve.

Mesmo após uma determinação judicial para desocupação do prédio, os alunos se recusaram a deixar o local.

Os estudantes mantêm a posição de só sair após o avanço de reivindicações que dizem respeito à melhoria e à construção de mais moradias nos campi, à contratação de professores e funcionários e ao que chamaram de “um posicionamento mais claro” da reitoria sobre cinco decretos assinados pelo governador José Serra no início deste ano, que segundo eles, ferem a autonomia das universidades. Leia mais aqui no G1 Portal da Globo

Intervenção da PM ‘mata’ a universidade, diz professora

Professores da Universidade de São Paulo (USP ) condenam a intervenção da Polícia Militar nas negociações entre a reitora Suely Vilela e os estudantes que ocupam o prédio da reitoria desde o dia 3 de maio.

“A hora que a universidade precisar da força de repressão é porque perdeu seu lugar de crítica, de negociação, de aceitação das idéias, de desenvolvimento de conhecimento e da ciência. Isso mata a universidade”, afirma a professora Zilda Iokoi, do Laboratório de Estudos da Intolerância (LEI) da USP.

“A universidade tem autonomia e não precisa da força de repressão do estado. Todas as vezes que a polícia entrou no campus foram no tempo da ditadura militar, e não queremos esse retorno”, completa a professora. Ela afirma que as normas de convencimento e de violência da polícia militar não pertencem ao universo de uma instituição de ensino.

Preocupados com a possibilidade da entrada da tropa de choque na USP, um grupo de docentes chamados pela professora Zilda formou uma comissão para acompanhar as negociações entre os alunos e a reitoria e evitar atos violentos. Logo na primeira reunião, nesta sexta-feira (18), a comissão mediadora conseguiu fazer as negociações avançarem para que estudantes e representantes da reitoria entrem em acordo.

Autonomia

A autonomia universitária, ponto central dos debates do protesto de ocupação da reitoria, é fundamental para a livre pesquisa. Segundo o professor Leonel Itaussu Almeida Mello, do Departamento de Ciência Política da USP, a origem da instituição universitária está ligada à sua independência de gestão. “A universidade surgiu na baixa Idade Média e, desde aquela época, a liberdade de pensamento era garantida pela não intervenção das autoridades exteriores. Isso ocorria, por exemplo, nas universidades de Bologna, Cambridge e Oxford”, diz Mello. Por isso, de acordo com o professor, os conflitos têm de ser resolvidos pela comunidade, envolvendo estudantes, professores e alunos. Nós [da universidade] nos autogerimos e prestamos contas à sociedade.” “Muita gente acha que o governo estadual restringe o que é mais precioso”, diz Mello, estas divergências ocasionaram os conflitos que culminaram com a ocupação da reitoria e com a ameaça da violência policial. Leia mais aqui no G1 portal da Globo

Serra quer os R$ 5,5 bi dos reitores

Paulo Henrique Amorim para Conversa Afiada

. O primeiro ato do presidente eleito José Serra, ao assumir, provisoriamente, o Governo de São Paulo, foi passar a pá em todas as verbas à vista e reuni-las sob seu arbítrio pessoal, exclusivo.
. Como o presidente eleito conta com o apoio irrestrito da mídia conservadora (e golpista), especialmente a de São Paulo, ele achou que ninguém ia perceber que tinha tirado a autonomia das universidades estaduais.
. Como ?
. Com dois mecanismos que tinham a sutileza de um elefante:
. 1º. – nomear um Secretario do Ensino Superior, que passaria a mandar no Conselho de Reitores.
. 2º. – não deixar os reitores mexerem nas verbas, cuja fatia mais grossa provém de 9,57% da arrecadação de ICMS.
. Como Serra não se formou nem em engenharia nem em economia na USP, para ele tanto faz que a universidade paulista tenha ou não autonomia.
. Qual é a estratégia de médio prazo do presidente eleito ?
. Tomar conta do dinheiro das universidades – e ele já começou a espalhar na imprensa (?) que são universidades ineptas – e colocar num mesmo bolo central, que ele possa usar para a campanha da posse na Presidência em 2010. Leia mais aqui

Serra: teses de alunos da USP têm base em 'miragens e mentiras'

Estudante mostra a camiseta mais popular da ocupação da USP (Foto: Simone Harnik/G1)

do portal da Globo G1

O governador de São Paulo, José Serra, criticou neste sábado (19) à ocupação feita pelos estudantes da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã, Zona Oeste da capital.

De acordo com o governador, os alunos realizam um “protesto sem causa” no que diz respeito à questão da autonomia da gestão financeira da instituição.

Serra criticou ainda a forma como o protesto está sendo realizado, e lembrou seus tempos de líder estudantil. “Fazíamos agitação. Estávamos baseados em posições políticas, em teses que podiam ser discutíveis, mas eram verdadeiras. Não estavam baseadas em miragens e mentiras”, disse Serra, que presidiu a União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1963.
As declarações do governador foram feitas em um hospital da Zona Leste, durante abertura do mutirão de mamografia na rede estadual. Serra atacou os estudantes novamente, ao afirmar que eles estão adotando “métodos violentos”.

Desde o dia 3 de maio, centenas de alunos ocupam o andar térreo da reitoria da USP. Eles reivindicam melhores condições de moradia na universidade e criticam decretos que o governador teria publicado e que acabariam com a autonomia da gestão financeira da instituição.

Serra negou a falta de autonomia e defendeu maior transparência no uso da verba. “Queremos transparência nos gastos da universidade. São recursos públicos, dos contribuintes”, disse.


Desocupação

O governador também comentou a possibilidade de a Polícia Militar invadir a reitoria e obrigar a saída dos alunos, que receberam da Justiça na quarta-feira (16) um mandado de reintegração de posse. Serra disse esperar por um desfecho pacífico. “Foi ocupado um prédio público com violência. A Polícia Militar, para evitar qualquer problema, está esperando uma saída negociada”, afirmou. Segundo ele, o governo do estado não poderia ser responsabilizado caso houvesse a invasão, pois essa foi uma determinação judicial.

Os estudantes farão uma plenária no fim da tarde deste sábado para decidir se vão participar de uma reunião com a PM e representantes da reitoria sobre uma desocupação pacífica do prédio.