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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Lionel Jospin égal à lui-même, par Patrick Jarreau

Marta Suplicy e Lionel Jospin em casa, maio 2004

A-t-il décidé d'accompagner la campagne du gouvernement pour l'emploi des "seniors", voire pour l'allongement de la durée de cotisation nécessaire avant de liquider sa retraite ? A 70 ans, le pas alerte et l'esprit clair, Lionel Jospin vient expliquer aux socialistes ce qui leur arrive et à la moitié des Français comment ils ont perdu l'élection présidentielle. C'est un événement.

Chez les socialistes, pour qui l'analyse est aussi importante que l'action, il ne manque pas d'intelligences affûtées. Les réflexions d'un Laurent Fabius, d'un Dominique Strauss-Kahn, d'un Jean-Christophe Cambadélis, d'un François Hollande sont toujours, ou presque toujours, éclairantes et instructives. Aucun pourtant n'atteint la précision, la concision, l'efficacité de l'ancien premier secrétaire. Affaire de goût ? Peut-être, mais pas seulement. Il y va d'une juste appréciation des composantes d'une situation politique. Dans celle que connaît aujourd'hui la gauche et, au-delà, le pays, le livre de Lionel Jospin, intitulé L'Impasse (Flammarion, 142 p., 12 €), pèse.

Ce n'était pas gagné d'avance. Il ne suffit pas de s'appeler Lionel Jospin pour produire un ouvrage qui touche juste et qui aide ses lecteurs à s'orienter. La question est alors de savoir pourquoi il y réussit mieux que d'autres. Et l'on retrouve cette donnée mystérieuse qui fait qu'un responsable politique ne peut dire ce qu'il dit que parce qu'il est là où il est. Sa situation singulière ne limite ni l'authenticité ni la portée de son propos. Elle en est au contraire la condition. Parce qu'il adhère à la position où lui-même et l'histoire l'ont mis, il peut proposer une analyse qui n'est pas seulement ni d'abord un discours de justification.

L'ancien premier ministre revient donc, invariablement, à l'échec - son échec - de 2002 quand il cherche à expliquer celui de 2007. Mais, loin de produire une répétition lassante des reproches qu'il adressa alors à ses alliés, aux socialistes et finalement aux électeurs, il trouve dans ce retour la source d'un renouveau : au lieu de renier ce qu'elle avait fait au gouvernement pendant cinq ans, la gauche aurait dû s'en prévaloir pour démontrer la nullité du bilan de la droite ; les bases d'un socialisme d'aujourd'hui se trouvent dans ce que les socialistes ont accompli de 1997 à 2002. Tout aussi invariablement, le point aveugle de cette démonstration reste la responsabilité personnelle de l'auteur dans la dévalorisation de son action au pouvoir.

S'agit-il d'un règlement de comptes avec Ségolène Royal ? La réponse est oui et non. Même s'il peint, au total, un portrait implacable de la candidate à l'élection présidentielle, ce n'est pas la personne qui est en cause. Lionel Jospin a avec elle un différend politique, et plus encore un différend sur la politique. Les pages consacrées à la campagne électorale explicitent cette opposition davantage qu'elles ne s'attardent sur la conduite ou le caractère de celle qui portait les couleurs du PS.

Le livre est bien plus cruel pour François Hollande, que Lionel Jospin avait choisi, en 1997, pour lui succéder à la tête du parti et qui l'a dirigé pendant dix ans sans parvenir à s'imposer comme un vrai dirigeant. "Le premier dirigeant d'un parti prépondérant dans un régime présidentiel devait, au bout de dix ans, devenir le candidat de son parti - sauf s'il n'était pas devenu vraiment son leader, comme ce fut le cas", résume l'ancien "leader", à la page 118, comme s'il avait hésité longtemps avant de formuler ce constat accablant pour tous les socialistes et pour lui-même.

C'est au fond cette défaillance qui a ouvert l'espace du livre publié aujourd'hui. C'est elle, aussi, qui amène à se demander si Lionel Jospin entend se borner à constater l'absence de leadership au PS, et donc à gauche, ou s'il se propose d'y pourvoir, et dans ce cas comment.

Patrick Jarreau - Le Monde

sábado, 22 de setembro de 2007

Balanço da derrota de Jospin em 2002

As conclusões de meu artigo de 2002, publicado pelo CEBRAP, sobre o governo Jospin e sua derrota em 2002

AONDE VAI FRANÇA?

Ante de tentar estabelecer algumas coordenadas do que pode vir a ser a evolução da situação política na França, gostaria insistir sobre um erro capital, a meus olhos, cometido por Lionel Jospin recusando-se a provocar a ruptura antecipada da coabitação. Novo paradoxo, pois ele queixou-se durante estes anos das limitações impostas pela coabitação e não fazia segredo que aguardava com ansiedade o momento em que poderia ao fim confrontar-se com seu adversário de direita.

Porem Jospin deixa passar uma oportunidade maior na discussão da reforma da justiça para por um termo a coabitação em condições favoráveis para ele e esclarecedoras para a sociedade francesa em seu conjunto.

Os diversos escândalos político-financeiro e as tentativas de abafá-los, tanto nos governos de esquerda como de direita, tinham sensibilizado fortemente a opinião pública sobre a necessidade de cortar o vinculo entre a hierarquia do aparelho judicial e o poder político. Esta ruptura faz parte do programa da Esquerda Plural e também corresponde ás conclusões de um relatório solicitado pelo presidente Chirac a uma comissão independente presidida pela maior autoridade da magistratura francesa .

Após acordo entre o primeiro ministro Jospin e o presidente Chirac, este último conforme as prerrogativas do presidente e a necessidade de mudança na constituição para criar uma justiça independente, decide convocar sessão extraordinária do congresso. Porem, nos dias que precedem o evento os deputados da direita manifestam sua oposição a qualquer reforma do atrelamento do poder judiciário ao poder político. Chirac cede a sua própria base e anula a reforma da constituição; Jospin limita-se a constatar que a direita é contra a independência da justiça.

Naquele momento Jospin podia ter recusado a capitulação de Chirac e apresentado sua demissão. Pondo um fim a coabitação, mostrando que ela não esta acima dos principio éticos e dos compromissos eleitorais, Jospin teria precipitado eleições legislativas ou pelo menos ganho a liberdade, fora do governo, de preparar sua candidatura presidencial.

A França é o país político por excelência. A historia do país mostra que os processos sociais assumem sua forma mais apurada e clássica. A revolução francesa de 1789, a Comuna de Paris, o golpe de estado de Louis Bonaparte criando o bonapartismo (Cesarismo dos tempos modernos) o parlamentarismo da III Republica e até o maio de 1968. Mais visível aparece aqui a relação entre classes sociais, relações de força entre os diversos segmentos da sociedade e sua tradução jurídico institucional representada pelo Estado e suas instituições.

A V Republica outorga ao Presidente eleito pelo sufrágio universal enormes poderes acima do parlamento. É ele que escolhe o Primeiro Ministro e pode exonerá-lo, dispondo do poder de dissolução da Assembléia e de convocar eleições. O Presidente tem a prerrogativa de convocar o congresso para qualquer modificação da Constituição, da qual é o garante. O equivalente das nossas MP, as Ordenanças do governo têm que levar sua assinatura e ele pode recusar-se como fez Miterrand com Chirac na primeira coabitação. O Presidente, em fim, é o comandante em chefe das forças armadas e o representante da nação, em particular no exterior. Ao mesmo tempo a eficiência deste sistema institucional depende da consonância entre o Presidente e a maioria da Assembléia. O governo pode ser mudado, mudando de Primeiro ministro sem modificar a maioria estável no parlamento e preservando assim o presidente Bonaparte da usura quotidiana de governo, intervindo como recurso para o descontentamento popular e preservando em permanência suas próprias prerrogativas acima de qualquer instancia ou julgamento.

Pois bem, para que a V Republica funcione sem atritos maiores a correspondência entre a maioria de direita atual e o Presidente encontra-se estabelecida. Mas a chave das instituições é dada pela legitimidade do sufrágio universal do Presidente e, como tenho explicitado neste artigo, o atual Presidente não expressa verdadeiramente a maioria do país. No lugar de um Presidente forte pela sustentação eleitoral e pelos poderes conferidos pelo povo, temos uma presidencia fraca e rejeitada pela maioria. Isto é valido para a própria representação parlamentar. Paradoxalmente a direita concentra hoje todos os poderes na suas mãos, desde o Conselho Constitucional, o Senado, a Assembléia e a maioria das coletividades locais, nunca ela esteve tão forte no comando das instituições (tal vez equivalente a 1962-65) e nunca ela foi tão minoritária no país real.

Está contradição é portadora de grandes conflitos e de crise. À esquerda, pelo motivo evocado acima, poderá rapidamente voltar ao centro do cenário político, mas isto exigirá um trabalho árduo de refundição política, organizacional e teórica. Pelo lugar majoritário que o Partido Socialista tem no seio da esquerda e pela sua própria historia recente, caberá a ele a responsabilidade principal desta reconstrução de uma esquerda reformadora com vocação de governo e espírito militante.

Como diz em conclusão o editorial do Le Monde já citado: “Pour que ce beau pays qu’est la France, avec toutes les couleurs qui l’habitent et qui forgent déjà son avenir, garde le cap de la raison et du progrès ».

Luis Favre

"L'impasse" : la défaite vue par Lionel Jospin 2

 Fin août 2006, Lionel Jospin à l'université d'été du PS à La Rochelle. | REUTERS/DANIEL JOUBERT

REUTERS/DANIEL JOUBERT
Fin août 2006, Lionel Jospin à l'université d'été du PS à La Rochelle.

La raison fondamentale de l'échec de Ségolène Royal réside en elle-même. Il tient à sa personnalité. Il était inscrit dans son style de campagne comme dans ses choix politiques. La présidente de Poitou-Charentes n'était pas le successeur de François Mitterrand, comme on l'a dit parfois en invoquant l'intensité de leur ambition respective et comme elle-même l'a suggéré. (…) La campagne de la candidate socialiste a fondamentalement souffert d'une carence de politique, dont on peut donner plusieurs signes.

Le temps laissé à la séquence dite de "campagne participative" a été trop long, retardant le moment des propositions et laissant un vide occupé presque entièrement par le candidat UMP. Ce temps de latence était d'autant plus préjudiciable que la phase de démocratie participative était loin de constituer un authentique mouvement de fond. Les réunions auxquelles participait Ségolène Royal elle-même étaient tout sauf spontanées : intervenants choisis, questions préparées à l'avance et connues, comme à Illkirch ou à Valenciennes.

Quant à l'oratrice, elle ne répondait pas aux questions, mais lisait une intervention. De cette mise en scène surgissait l'impression curieuse de questions sans réponses, puis d'une réponse étrangère aux questions. Sans doute les élus et les responsables socialistes ont-ils tenu de nombreuses rencontres participatives dans tout le pays. Mais la vérité oblige à dire qu'elles ne différaient guère des classiques réunions-débats et que les synthèses faites ensuite, difficiles à classer, n'ont finalement pas inspiré le pacte présidentiel. Dans le même temps, nous l'avons vu, Ségolène Royal construisait son projet et sa stratégie politiques sur des écarts insolites par rapport aux fondamentaux de la gauche. Faire un écart peut se révéler fécond. Mais on ne peut progresser d'écart en écart sans risquer le sautillement intellectuel et la perte de sens.

Ségolène Royal a fondé toute sa campagne – et c'était une première dans l'histoire des candidatures socialistes – non pas sur des grands thèmes politiques, mais sur elle-même et la relation particulière qu'elle était censée entretenir avec les Français. Tout a été conçu, méthodiquement, à partir de sondages et d'études qualitatives, pour entretenir ce qu'il faut bien appeler un mythe. Le soin, pour le moins inédit, mis à donner un sens symbolique à son apparence, à se vêtir de blanc, cette proximité proclamée et cette inaccessibilité organisée semblaient conçus pour provoquer ferveur et dévotion et non pas pour obtenir une adhésion réfléchie. A la fin de la campagne, on entendit même d'improbables formules religieuses ("aimons-nous les uns les autres").

De même, à partir d'intuitions plutôt justes sur l'ordre, l'autorité, la valeur travail, des slogans revenaient sans cesse ("ordre juste", "gagnant-gagnant", "désirs d'avenir", "politique par la preuve", etc.), comme si le martèlement des formules pouvait remplacer les analyses et les démonstrations. A la fin, ces expressions employées jusqu'à l'usure donnaient l'impression de masquer un vide de propositions ou de véritables arguments. Ainsi de "l'ordre juste".

La justice, dans la société, ne saurait être conçue comme un état statique et se recherche dans une dynamique. L'"ordre juste" est une formule fermée sur elle-même avec une inquiétante prétention à répondre à tout. C'est un concept simplifiant et illusoire, car il semble vouloir créer une société figée. Comment oser contester un ordre juste ? Cette formule étouffante ne tient pas compte de la complexité et des contradictions du réel.

Je sais qu'il est de bon ton, au nom des techniques politiques dites "de triangulation", de venir sur le terrain du concurrent pour capter une partie de son identité et de ses électeurs. Mais faut-il se laisser fasciner par l'idéologie de l'adversaire ? Nous avons seulement le devoir d'affronter la réalité, en l'espèce celle de l'insécurité – qui, elle, n'est pas de droite ou de gauche – pour y faire face avec nos valeurs, nos méthodes et nos mots.

Voir les autres chapitres publiée par le Monde

Sobre a derrota de Jospin em 2002

Como Lionel Jospin em seu livro volta a analisar as razões de sua derrota em 2002, me permito reproduzir a seguir uma parte do meu artigo sobre aquela derrota publicado pelo CEBRAP em 2002. LF

AS LIMITAÇÕES DA ESQUERDA PLURAL

A constituição da esquerda plural e sua ação de governo durante cinco anos permitiu uma convergência bem mais consistente que a simples assinatura de um documento de intenções programáticas, como fora o caso com o Programa Comum da defunta União de Esquerda.

Durante cinco anos, com poucas divergências e atritos, Socialistas, Comunistas, Verdes e Radicais de Esquerda, governaram aportando respostas a os problemas e desafios confrontados pelo Estado francês. Certamente estas respostas foram insuficientes em diversas áreas, provocando ás vezes debates e incompreensões. Mas, indiscutivelmente, a esquerda agiu unida no governo e votou unida no parlamento.

Em contrapartida, nenhum processo de unificação ou de consolidação de maneira estruturada desta frente unida foi encaminhado. Nem sequer a questão da escolha eventual de um candidato único da esquerda governamental, baseado no balanço positivo de cinco anos de governo conjunto e de perspectivas para o país, foi cogitado.

Apesar de ter sido evocada, no período 1993-1994, a questão da reconstituição da “casa comum” entre Socialistas e Comunistas, em uma espécie de Congresso de Tours ao contrario, a idéia é deixada de lado. O critério que persiste entre os dirigentes da esquerda é que uma união maior abriria espaço para uma extrema-esquerda refratária a qualquer unidade, mesmo o de desistir-se no segundo turno em favor da esquerda.

Enquanto a direita experimentava listas comuns nas eleições municipais de 2001, com dificuldades e divisões é verdade; a esquerda plural limita-se a acordos pontuais de repartição eleitoral, desistência recíproca e governo conjunto.

Os resultados negativos das eleições municipais para a esquerda, ocultados pelas vitórias de Paris e Lyon, eram um alerta sobre os humores do corpo eleitoral e de rejeição da coabitação. Alem das abstenções, o voto em favor da extrema-direita e da extrema-esquerda confirma o descontentamento dos setores excluídos e de parte das camadas populares. Em tanto Jospin se recusa a apreciar estes resultados em toda sua dimensão e persiste em manter o rumo, preservando a coabitação até o fim.

Resulta paradoxal que seja após a derrota nas eleições presidenciais que a esquerda tenha decidido criar listas comuns da “Esquerda Unida” e ainda assim exclusivamente nas circunscrições em que a forte presença da extrema-direita punha em risco sua passagem para o segundo turno.

Não menos paradoxal é o fato que o estado maior das três formações de esquerda tenha fechado um acordo, com repartição de circunscrições, para ás eleições legislativas e isto antes do primeiro turno das presidenciais. Ao mesmo tempo ninguém alertará sobre a necessidade de uma candidatura unitária que possa garantir uma dinâmica de vitória já no primeiro turno das eleições presidenciais, que por decisão de Jospin, precediam de alguns dias ás legislativas.

Após a eliminação de Jospin no primeiro turno, o diretor do Le Monde constata amargamente em editorial:
“O terremoto político deste primeiro turno da eleição presidencial tem, no plano estritamente eleitoral, uma única causa: a dispersão, absurda, da esquerda. Esta, considerando exclusivamente os “moderados”, ou incluindo a extrema-esquerda, não recua de um escrutínio presidencial para outro; ao contrario da direita moderada que perde cinco a dez pontos em relação aos escrutínios precedentes. (...)
“A esquerda foi vitima de ela mesma e do espírito estreito dos seus dirigentes em seus diversos componentes que preferiram se desmarcar e criticar Lionel Jospin e seu balanço. Foram ouvidos. Mas não era fatal que assim acontecesse. Faltaram simplesmente dirigentes a altura do que estava em jogo” (Le Monde 22 de abril 2002 editorial La blessure, Jean-Marie Colombani).

"L'impasse" : la défaite vue par Lionel Jospin

Lionel Jospin, le 21 avril 2002, après l'annonce des résultats du premier tour à la présidentielle. | AFP/JACK GUEZ
AFP/JACK GUEZ
Lionel Jospin, le 21 avril 2002, après l'annonce
des résultats du premier tour à la présidentielle.



Silencieux durant la campagne présidentielle, Lionel Jospin sort de sa réserve. Dans "L'impasse", il livre un cinglant diagnostic de la défaite de mai 2007. En exclusivité, "Le Monde 2" publie de larges extraits de cet essai à paraître le 24 septembre.

La crise électorale de 2002 résulte avant tout de l'écroulement de la construction politique de la gauche plurielle, faite à la fois de synthèses et d'alliances. Cette construction avait son sens et son efficacité. A partir du moment où ses composantes ne la défendaient plus et dénigraient son action, elle perdait sa force d'attraction auprès des Français et celui qui l'incarnait se trouvait affaibli pour aller plus loin.

Quant à la conduite de la campagne de 2002, je n'écarte évidemment pas ma propre responsabilité. Je l'ai d'ailleurs assumée. L'erreur la plus grave est sans doute d'avoir sous-estimé l'effet de la dispersion de la gauche au premier tour. Peut-être avais-je du mal à comprendre le cynisme, finalement suicidaire, de ministres de gauche qui, après avoir gouverné des années à mes côtés, se sont retournés contre moi au premier tour.

D'autre part, j'ai mal pris la mesure des effets de cinq ans de cohabitation. En politique étrangère, la France avait parlé d'une seule voix. En politique intérieure, le président s'était exonéré de toute responsabilité effective, tirant bénéfice des réussites de notre action et m'attaquant à la moindre difficulté. J'ai aussi surestimé le bénéfice du bilan de mon gouvernement. Bilan solide si on le compare à celui de la droite en 2007, mais forcément contrasté. En tout cas le désastre était là. (…)

Une nouvelle candidature de ma part n'aurait été concevable que si un consensus s'était opéré. Je devinais que Laurent Fabius et Dominique Strauss-Kahn avaient peu de chances de s'imposer face à Ségolène Royal, très déterminée et propulsée d'emblée par les sondages et les médias, mais leur maintien dans la course excluait ma propre présence.

D'ailleurs, pour avoir la possibilité de l'emporter dans le vote des adhérents – dont le nombre avait été habilement grossi par une campagne d'adhésion au prix modique de 20 euros –, il aurait fallu mener une critique démystificatrice du personnage de Ségolène Royal et de sa conception de la politique. Une telle démarche n'aurait pas été sans risque dans le climat interne tendu de l'époque. Au bout du compte, le caractère académique des débats organisés entre les trois candidats déclarés n'a pas permis que la vérité de chacun apparaisse, ni que soient pensées les lignes de force d'une campagne victorieuse. (…)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

France: Le subtil passage de témoin de Lionel Jospin à Bertrand Delanoë


Il était venu disserter sur le thème "les socialistes et la mondialisation". Mais devant ses fidèles, à la tribune de la salle des Cordeliers, dimanche 16 septembre, Lionel Jospin a abordé un sujet plus délicat encore : les socialistes et le congrès de 2008.

"Le PS a grand besoin d'être au clair dans son rapport au monde, à la réalité française et à lui-même", a professé Lionel Jospin, excluant l'idée d'un "congrès transitoire". "Il ne serait pas sage de le concevoir comme tel, car c'est maintenant que le Parti socialiste a des difficultés, et c'est maintenant qu'il doit y répondre", a insisté l'ancien premier ministre.

Il s'agit d'une pierre lancée dans le jardin de François Hollande. Celui-ci suggère que son successeur assure une transition et s'efface devant le ou la candidate socialiste pour 2012.

Pour M. Jospin, ce n'est qu'un début. Le 24 septembre, il publiera chez Flammarion un ouvrage au titre éloquent (L'Impasse) dans lequel il s'en prend de manière véhémente au premier secrétaire et, plus encore, à Ségolène Royal, "candidate qui était la moins capable de gagner". M. Jospin relègue cette dernière au rang de "figure seconde de la vie politique", considérant qu'elle "n'a pas les qualités humaines ni les capacités politiques" pour prendre la tête du PS.

Ce retour de Lionel Jospin devant les siens avait aussi des allures de passage de témoin à Bertrand Delanoë. Porté par les sondages, le maire de Paris fait figure de candidat possible à la succession de l'actuel premier secrétaire.

"NOUS N'AVONS PAS DE LEADER"

Une évidence que les jospinistes se sont efforcés d'atténuer. "Bertrand Delanoë est l'un de ceux qui, demain, peut s'imposer mais à la condition qu'ait été définie une ligne majoritaire dans le parti", insistait Daniel Vaillant, député de Paris et fidèle de Lionel Jospin. "Nous n'avons pas de leader : nous sommes un collectif qui souhaite proposer des débats de fond", renchérissait Annick Lepetit, elle aussi députée de Paris, en marge des discussions.

Evoquer la question du leadership aurait gâché cette journée destinée à marquer la volonté d'un courant d'explorer les terrains de convergence avec d'autres sensibilités, elles aussi en quête d'alliances. Nombre de dirigeants strauss-kahniens, fabiusiens, mais aussi "hollandais" ou rénovateurs et quelques partisans de Ségolène Royal étaient présents dans la salle des Cordeliers, archicomble.

Invité à tirer les conclusions de cette studieuse journée, Bertrand Delanoë a rendu hommage à son mentor mais choisi d'adresser des piques moins acérées contre l'actuel patron du PS et l'ancienne candidate. "La confusion idéologique et le fait de faire plaisir à tout le monde, on a déjà essayé ; ça n'a pas marché", a-t-il dit.

Jean-Michel Normand pour Le Monde

France: Ségolène Royal: «Pardonnez-leur car ils ne savent pas ce qu'ils font»



L'ancienne candidate socialiste a emprunté à la parole biblique pour répliquer à Lionel Jospin qu'elle accuse de «racisme».

Par
Ludovic Blecher

Comme Jésus sur la croix. «Pardonnez-leur car ils ne savent pas ce qu'ils font», a répliqué lundi Ségolène Royal à ses détracteurs du Parti socialiste, y compris Lionel Jospin, qui a mis en doute les «qualités humaines» et les «capacités politiques» de l'ex-candidate socialiste à la présidentielle. Empruntant à la parole biblique, la candidate malheureuse à la présidentielle a lancé depuis Québec où elle effectue un voyage officiel: «Au fond ce qui me vient à l'esprit c'est peut-être cette parole de la Bible “pardonnez-leur parce qu'ils ne savent pas ce qu'ils font”. Donc, je pardonne à tous ceux qui m'agressent parce que d'abord je pense qu'ils me font moins de mal à moi qu'aux socialistes, qu'à toute la gauche».

Ségolène Royal entamait lundi une visite de quatre jours au Québec, son premier grand déplacement à l'étranger depuis sa défaite à la présidentielle. Mais elle a été rejointe par la polémique en France née de la parution dans Libération d'extraits d'un livre à paraître de Lionel Jospin dans lequel il critique vivement l'ancienne prétendante à l'Elysée.

Dans ce livre, Lionel Jospin affirme que Ségolène Royal n'avait pas «les qualités humaines» ni «les capacités politiques» pour diriger le Parti socialiste lors de la prochaine présidentielle. «Je crois aussi malheureusement qu'il y a, et peut-être est-ce aussi inconscient, dans toutes ces attaques, du sexisme et à le voir à ce point aussi fort, j'en suis moi-même surprise, je pense qu'il s'apparente au racisme», a réplique Ségolène Royal. Et d'ironiser: «J'ai l'impression en lisant tous ces ouvrages que si j'étais Jeanne d'Arc, j'aurais déjà été brûlée vive. Heureusement que nous sommes à cette époque».

«Le livre de Lionel Jospin vise à éliminer Ségolène Royal»



Pour le directeur de Libération Laurent Joffrin, la charge contre l'ex-candidate socialiste à la présidentielle que s'apprête à publier Lionel Jospin a pour objectif de «promouvoir Bertrand Delanoë» à la tête du parti.


Libération

France: Le PS aligne Jospin

Hollande, Montebourg, Ayrault ont déploré la charge anti-Royal de l'ancien Premier ministre, estimant que l'échec de mai était collectif. «Libération» a publié des extraits de son livre «l'Impasse», où il dénonce les «insuffisances réelles» de l'ex-candidate.

Par REUTERS, AFP
LIBERATION.FR : lundi 17 septembre 2007


Les vives attaques de Lionel Jospin contre «l'illusion» Ségolène Royal ont semé le trouble lundi chez les socialistes. Le premier d'entre eux, François hollande, a appelé à en finir avec «les règlements de compte». «Le débat sur la campagne peut avoir lieu, toujours. Mais je pense que les socialistes doivent regarder vers l'avenir pour tirer toutes les leçons de ce qui n'a pas marché. Cela ne se réduit pas à des questions de personnes», a déclaré le premier secrétaire du PS à son arrivée à la Maison de la Chimie, à Paris, où les socialistes tiennent leur journée parlementaire.

Dans son livre L'impasse, dont nous avons publié des extraits, Lionel Jospin estime que la candidate socialiste défaite à la présidentielle «n'a pas les qualités humaines ni les capacités politiques» nécessaires pour remettre le Parti socialiste en ordre de marche et «espérer gagner la prochaine présidentielle».

Pour François Hollande, l'échec face à Nicolas Sarkozy, troisième défaite présidentielle socialiste consécutive, est collectif. «Si nous n'avons pas été compris des Français, c'est parce que nous n'avons pas été suffisamment précis, concrets, rectifie l'ancien compagnon de Ségolène Royal. Nous n'avons pas saisi ce qui était attendu de nous, nous n'avons pas été suffisamment convaincants les uns et les autres.» Et de tenter d'apaiser le climat : «Je suis déterminé avec tous les socialistes dans un esprit d'unité à faire en sorte que nous ne passions pas toujours notre temps tournés vers le passé».

Arnaud Montebourg, lui, a été plus virulent. L'élimination de Jospin au premier tour de la présidentielle de 2002 devrait inciter ce dernier, selon l'ancien porte-parole de Royal, «à plus de modestie, de délicatesse dans la critique. Nous pourrions retourner à Lionel Jospin, qui est un des nos grands sages, un certain nombre de critiques». Gilles Savary, qui fut également porte-parole de la candidate socialiste, a jugé que cet ouvrage «déshonore» Lionel Jospin et représente «une offense aux 16,7 millions de Français qui ont voté pour Ségolène Royal au 2ème tour. (...) Il est inspiré à l'évidence par une haine irrationnelle sur fond de rancœur personnelle.»

Enfin, parmi les parlementaires réunis par François hollande, certains déplorent ouvertement cette charge jospinienne. «Si tous les mois, on remet un euro dans la machine, on ne va pas s'en sortir. C'était une parole qui était attendue, elle est connue. Ce n'est pas Ségolène Royal seule qui explique qu'on ait perdu. Si on devait s'arrêter à cela, ce serait une contribution incomplète», a estimé Benoît Hamon, secrétaire national du PS. «La rénovation du parti, ce ne sont pas seulement des règlements de compte entre amis, des amertumes qu'on ressasse», a réagi le président du groupe PS à l'Assemblée, Jean-Marc Ayrault, en regrettant que ces «polémiques» ne «facilitent pas le travail des socialistes».

France: Jospin flingue Royal

Dans un livre que «Libération» s’est procuré avant sa parution, l’ex-Premier ministre charge la candidate socialiste défaite à la présidentielle.
Par PAUL QUINIO


«N’allons pas plus loin.»
S’il fallait choisir une phrase pour résumer le livre l’Impasse, que Lionel Jospin s’apprête à publier le 24 septembre chez Flammarion (1) et que Libération s’est procuré (lire ci-dessous), ce serait celle-là. Elle surgit après 88 pages d’une charge ininterrompue, sonne comme une ultime piqûre venimeuse de rappel contre «une personnalité [qui] n’a pas les qualités humaines ni les capacités politiques» nécessaires pour remettre le Parti socialiste en ordre de marche et «espérer gagner la prochaine présidentielle». C’est évidemment de ­Ségolène Royal dont parle l’ex-Premier ministre, dont l’obsession manifeste au fil des lignes est de démonter ce qu’il considère être «un mythe», de dénoncer une candidature-créature des sondages et des médias, une erreur de casting, «une candidate qui était la moins capable de gagner», et, surtout, «une illusion» qui ne doit pas se prolonger.

Car l’objectif de l’Impasse est bien d’essayer de convaincre le PS et ses militants de ne pas récidiver en confiant à l’ex-candidate à la présidentielle les clés de la rue de Solferino lors du prochain congrès du PS, encore moins de lui fournir un deuxième visa de candidate à l’Elysée. Car, selon Jospin, malgré son aplomb et son courage, Royal, «une figure seconde de la vie publique», n’est «pas taillée pour le rôle». «Avoir commis une erreur [en la désignant] ne justifie pas qu’on la réitère», avertit l’ex-candidat, pour qui les raisons profondes de l’échec - c’est le titre d’un chapitre - tiennent à la personnalité de son ancienne ministre, à son style de campagne, à ses choix politiques.

Cible.
Lionel Jospin n’est pas le premier socialiste à attaquer en librairie Ségolène Royal. La rentrée politique chez les socialistes a même été une sorte de compétition pour figurer en tête de gondole des meilleurs pamphlets antiroyalistes. Mais Jospin n’est ni une caricature à la Claude Allègre ( la Défaite en chantant, chez Plon), ni un graphomane post­défaite à la Marie-Noëlle Lienemann ( Au revoir Royal, chez Perrin), pour ne citer que deux ouvrages déjà parus et prenant pour cible l’ex-candidate.

Lionel Jospin a été un premier secrétaire important du PS, un Premier ministre performant pendant cinq ans et deux fois candidat à l’Elysée. Flirtant avec un succès surprise en 1995. Sombrant sept ans plus tard, un certain 21 avril. Autant dire qu’il reste une fi­gure historique du socialisme à la française, avec ses succès, son échec, dont l’avis continue de peser très lourd. «J’ai quelques titres [à m’exprimer] sans détour», écrit-il dans son introduction, en rappelant au ­passage son CV de seul leader socialiste avec François Mitterrand à avoir conduit la gauche à la victoire depuis cinquante ans. Assurant, toujours en introduction, écrire «en homme libre», pas animé par l’ambition, mais juste inquiet pour l’avenir de son parti, Jospin, comme souvent, se drape derrière «le devoir» pour justifier sa décision «de dire franchement» tout le mal qu’il pense de Royal. L’ancien Premier ministre assume d’autant plus la violence de sa charge qu’il estime avoir voulu, en n’écartant que tardivement l’idée de sa propre candidature, tirer la sonnette d’alarme et manifester sa «crainte». En vain.

Critique.
Mais au fait, que lui reproche-t-il au juste ? Passons d’abord sur les précautions d’écriture dont use Jospin pour se défendre de toute misogynie. Il aurait pu s’en passer. D’autant qu’elles fournissent l’occasion de s’interroger sur l’utilisation, façon lapsus, d’un savoureux imparfait : Ségolène Royal, à ses yeux, n’était pas en mesure de l’emporter, «non pas parce qu’elle était une femme, mais parce que j’avais pu me faire une idée assez exacte de ses qualités, notoires, et de ses insuffisances, réelles». Femme, Ségolène l’est toujours, Lionel. Et toujours vivante…

Retenons plutôt la critique sur la mise à distance par Ségolène Royal du PS. C’est, pour Jospin, «une lourde erreur, pour un leader, que de laisser décrier sa propre formation politique», tant les partis, avec leurs défauts, sont indispensables à la vie démocratique. Jospin argumente son propos en dénonçant le statut de victime des éléphants sur lequel a surfé la candidate. Il en veut à Royal d’avoir alimenté un discours antiélus et antiélites, «leitmotiv [qui] appartient d’habitude à l’extrême droite ou aux mouvements populistes». Il brocarde les jurys citoyens chers à Ségolène Royal, fait la différence entre sa version «démagogique» de la démocratie participative et la pratique des conseils de quartiers de son ami Bertrand Delanoë (lire ci-contre) à Paris. Il reproche à l’ex-candidate ses inspirations sur la carte scolaire ou la sécurité, peu en phaseavec les valeurs classiques de la gauche, et qui relevaient plus à ses yeux de «l’art de communiquer que de celui de gouverner».

Une fois désignée, Ségolène Royal aurait commis l’erreur, «enfermée dans un face-à-face narcissique avec l’opinion», de refuser la confrontation «sur le fond» avec son adversaire principal, Nicolas Sarkozy. Sur l’identité nationale, ses captations d’héritage (Blum, Jaurès…) ou son discours sur la valeur travail. L’aurait-elle voulu qu’elle n’aurait pas pu, tant, pour Lionel Jospin, l’ex-présidente de la région Poitou-Charentes a démontré depuis son entrée dans la vie politique peu d’appétit et de «talent» pour le débat d’idées et la controverse .
L’auteur ressert là encore la comparaison, défavorable, avec François Mitterrand. L’une se serait abîmée dans la médiatisation. L’autre «aimait d’abord, vivement, la politique et ses enjeux». Et, à la veille de l’échéance, estime Jospin, bien malin qui aurait pu connaître le point de vue de la candidate socialiste sur les grands problèmes du pays, moins encore sur ceux du monde. Parmi les exemples surlignés des «improvisations» royalistes : le voyage en Chine et «les propos de touriste» de la candidate sur la justice chinoise.

Au final, c’est à l’absence de crédibilité de la candidate sur le fond que s’en prend l’auteur, à sa volonté d’aller sur le terrain idéologique de l’adversaire, à sa manière de mettre en scène, seule au monde, sa soi-disant relation particulière avec les Français.

Mais l’Impasse ne serait pas un livre 100 % jospino-jospiniste sans un dernier reproche : Royal ne s’est pour l’auteur pas suffisamment appuyée sur les succès des années… Jospin. Pour lui, il aurait été pertinent de vanter les mérites de la période 1997-2002 et «de la prendre comme un socle, pour aller plus loin», pour soutenir la comparaison avec les gou­vernements Raffarin et Villepin, dont Sarkozy était un ­ministre emblématique. «Ségolène Royal n’a pas fait ce choix. Par hostilité à mon égard ? Je ne saurais le démêler», s’interroge Jospin. Royal, elle, pourra démêler l’hostilité de l’auteur sans difficulté.

(1) L’Impasse de Lionel Jospin, Flammarion (coll. Café Voltaire), 142 pages, 12 euros.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Second tour : les socialistes appellent au "sursaut"

AFP/FRANCOIS LO PRESTI
L'ex-candidate socialiste à l'élection présidentielle Ségolène Royale en meeting de soutien au député de la Somme Vincent Peillon, 14 juin 2007.



Défait au premier tour des élections législatives, le Parti socialiste lance des appels au "sursaut" pour le second tour, dimanche 17 juin. En campagne, ses principaux dirigeants en appellent aux électeurs de gauche qui se sont abstenus et, de manière plus polémique, à ceux du centre, afin de faire "respecter le pluralisme" à l'Assemblée nationale et d'"ériger un barrage au tsunami bleu", selon l'expression employée par Ségolène Royal en déplacement, jeudi 14 juin, en Haute-Garonne et dans la Somme.

La création d'une TVA sociale envisagée par le gouvernement Fillon nourrit les argumentaires des candidats PS, qui additionnent cette mesure avec les franchises médicales et l'absence d'un coup de pouce sur le smic pour en faire le thème de "la facture de la droite".

NOUVELLE ÈRE

Mais le résultat des législatives ne conditionne pas seulement la taille du groupe socialiste et l'influence du premier parti d'opposition dans le paysage politique. Il prépare aussi un inventaire de ses échecs et ouvre aussi une nouvelle ère. Dès le 17 juin au soir, le PS fera ses comptes pour solder ses contentieux internes. La "refondation" annoncée du parti s'accompagne d'une bataille serrée pour son leadership, dans laquelle l'ex-candidate à la présidentielle compte bien s'imposer.

Sans tarder, avant le conseil national du PS prévu samedi 22 juin, Ségolène Royal a l'intention de réunir ses partisans. La plupart de ceux qui se relaient depuis plusieurs jours pour l'accompagner dans ses déplacements, à l'image de David Assouline, la pressent de s'imposer le plus rapidement possible. "Elle ne veut pas dire prendre le parti, elle déteste ce mot", soupire le sénateur de Paris. Mais la résistance autour du premier secrétaire, François Hollande, qui a réitéré son intention d'achever son bail comme prévu à l'automne 2008, s'organise.

"POUR SÉGOLÈNE MAIS PAS FORCÉMENT CONTRE FRANÇOIS"

Accueillant Mme Royal, jeudi 14 juin, venue soutenir des candidats à Toulouse, Jean-Pierre Bel, président du groupe socialiste au Sénat, a mis le pied sur le frein. "Moi je suis tout pour Ségolène mais pas forcément contre François", dit-il en aparté. "Elle n'a pas intérêt à passer en force mais plutôt à se présenter dans de bonnes conditions, François ne va pas lui savonner la planche", ajoute-t-il, en évoquant avec une moue réprobatrice "le petit entourage" de l'ex-candidate à la présidentielle. Le même jour, à Lisieux (Calvados), Lionel Jospin déclarait : "Le premier secrétaire du parti socialiste a été désigné par un congrès donc il est là jusqu'au prochain congrès, pour moi c'est très simple." Pour l'ancien premier ministre, il faut que le PS "prenne le temps de réfléchir, qu'il ne se précipite pas, qu'il mûrisse ses décisions, qu'il ne prenne pas de décisions hâtives".

Deux jours plus tôt, Jean-Marc Ayrault, pourtant membre de l'équipe présidentielle de MmeRoyal, semblait lui aussi exprimer dans le Parisien des réservesen préconisant "un mouvement maîtrisé qui nous conduise à un congrès après les municipales, comme prévu (…) Ensuite, à Ségolène de faire ses preuves".

Mais d'autres, pour des raisons divergentes parfois, ont intérêt à accélérer le mouvement, comme Manuel Valls, député candidat à sa propre succession dans l'Essonne, qui se fait le représentant d'une "nouvelle génération" et réclame la mise en place d'une "direction collégiale".

Pressé par ses amis jospiniens, Bertrand Delanoë, entend bien lui aussi se placer aux avant-postes de la bataille. Le maire de Paris a fait savoir qu'il n'excluait pas de présenter une motion pour le congrès. Tout comme Dominique Strauss-Kahn qui s'était déclaré "disponible" dès le 6 mai au soir, Laurent Fabius, adoptant pour l'heure la position du grand "sage", a bien l'intention de peser.

Pour Mme Royal, c'est "l'ambiance des primaires qui recommence". Elle rêve de rénover le PS, pas seulement ses bases idéologiques, mais aussi ses statuts, en le transformant en "parti de masse" et en supprimant la composition de sa direction à la proportionnelle des courants qui "tue" le parti. Jeudi soir, soutenant Vincent Peillon dans la Somme, elle lançait aux militants ce message : "J'ai besoin de lui pour continuer la tâche que j'ai commencé et rassembler les socialistes."

Isabelle Mandraud pour Le Monde

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Les socialistes s'insurgent contre la "TVA sociale"

Dominique Strauss-Kahn
à Sarcelles le 7 juin.
AFP/JEAN AYISSI
Dominique Strauss-Kahn, ancien ministre socialiste de l'économie, a réitéré, jeudi 14 juin, son opposition au projet de TVA sociale du gouvernement Fillon.

"Ce n'est pas une TVA sociale, ça remplace les cotisations des employeurs, donc c'est une TVA patronale"
, a déclaré M. Strauss-Kahn sur LCI. "C'est vrai que notre économie est sous-compétitive aujourd'hui, mais ce n'est pas en bricolant la TVA qu'on rend une économie compétitive, c'est en faisant en sorte qu'elle soit capable de faire de l'innovation, de la recherche, que l'université soit relancée", a-t-il souligné.

M. Strauss-Kahn a renouvelé sa demande d'un débat avec le premier ministre sur ce dossier. "Je demande ce débat, je suis contre cette mesure, je crois qu'elle est inefficace. Elle fera cinq points d'augmentation de TVA, ça veut dire cinq points de pouvoir d'achat en moins pour tous les Français", a-t-il affirmé.

L'ancien premier ministre socialiste Lionel Jospin a lui aussi dénoncé, mercredi, la politique du gouvernement, qui est faite, a-t-il dit, de "cadeaux à une minorité et [d']impôts pour une majorité". Suite...