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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Domingo proximo tem segundo turno na eleições internas do PT


Dia 16 acontecerá o segundo turno das eleições internas no PT. Para presidente nacional da sigla disputam Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto.

As duas forças sendo essas neste segundo turno, o processo eleitoral reforçará seguramente a unidade partidária. Ambos os candidatos tem mostrado uma atitude unificada na defesa do governo Lula, em particular durante a crise provocada pela questão do financiamento irregular do PT, alem de defender juntos a politica de alianças práticada pelo presidente Lula.

Junto com Ricardo Berzoini, manifestaram seu apoio Tarso Genro, Fernando Haddad e outros participantes do grupo Mensagem, que no primeiro turno apresentaram José Eduardo Cardoso como candidato.

Já Jilmar Tatto ganhou o apoio de duas figuras históricas do PT, Olivio Dutra de Rio Grande do Sul e do Prefeito de Recife, João Paulo, ambos também apoiadores no primeiro turno de Cardoso.

No Estado de São Paulo, onde Ricardo Berzoini perdeu no primeiro turno para Jilmar Tatto, o novo presidente estadual do PT, Edinho Silva e José Américo, novo presidente eleito na capital paulista tem mostrado uma maior sintonia com a candidatura de Jilmar Tatto.

Os resultados serão conhecidos no fim da segunda-feira. LF

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Pesquisa expõe divisão entre tucanos de SP


Para aliados de Serra, prioridade é consolidar aliança com DEM para 2010; defensores de Alckmin afirmam que alvo é prefeitura

Marta tem reafirmado que não será candidata, mas petistas de diferentes alas defendem seu nome para a sucessão na capital paulista

LEANDRO BEGUOCI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O resultado da pesquisa Datafolha sobre a sucessão municipal em São Paulo acirrou a disputa interna no PSDB e aumentou a pressão no PT para que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, seja candidata.
Ontem, o instituto mostrou que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Marta estão empatados tecnicamente. O tucano tinha 30% das intenções de voto em agosto e caiu para 26%. A petista oscilou de 24% para 25%. O atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), ganhou três pontos e está com 13%. A margem de erro é de 3 pontos.
À Folha, Alckmin comemorou o resultado: "Embora ainda não tenha decidido se serei candidato, recebo com alegria o resultado da pesquisa e agradeço a manifestação de confiança do povo de São Paulo dirigida não apenas a mim mas também ao meu partido".
Para os aliados do governador de São Paulo, José Serra, a prioridade é consolidar a aliança PSDB-DEM em 2008. Eles não descartam abrir mão da candidatura Alckmin em benefício de Kassab.
O objetivo maior é a disputa pela Presidência da República em 2010, na qual Serra desponta como favorito -segundo pesquisa Datafolha publicada no último dia 2.
"O próximo ano é uma etapa da sucessão presidencial", diz o secretário de esportes da capital, Walter Feldman (PSDB). "Nós, do PSDB, precisamos abandonar qualquer projeto individual se quisermos voltar à Presidência. Alckmin é uma peça estratégica para 2010."
Kassab foi vice de Serra até 2006, quando o tucano deixou a prefeitura para disputar o governo estadual. No PSDB, há quem defenda que Alckmin desista da prefeitura para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Os aliados de Alckmin, sem cargos na prefeitura e no governo estadual, adotam discurso distinto. Para eles, o resultado da pesquisa Datafolha mostra a força do ex-governador, apesar do próprio PSDB. "Os outros nomes tiveram forte exposição de mídia nos últimos meses, menos o Geraldo, que não teve lugar nem no espaço do partido na TV", diz o deputado federal Edson Aparecido. "Ele é muito forte, tem a menor rejeição e vence em todas as projeções de segundo turno."
O deputado federal Duarte Nogueira, que foi secretário de Alckmin, tem a mesma opinião e acrescenta: "O primeiro passo de 2010 é pensar em 2008, inclusive procurando alianças com partidos como o PSB, o PPS e o PTB, não só o DEM".
Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, adota discurso semelhante ao dos serristas. "Só a unidade entre os partidos garante a vitória."
O PT aumentou a pressão sobre a ministra. Marta tem reafirmado que não será candidata. Mas no cenário sem seu nome, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, tem 1%.
"Acho que Marta deveria refletir um pouco mais e entrar na disputa", afirma o deputado federal Jilmar Tatto, candidato à presidência do partido e aliado da ministra. O deputado José Eduardo Cardozo, adversário de Tatto nas eleições do PT, afirma: "A decisão final é da Marta, mas ela é o nome mais forte do partido".

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Todas as correntes do PT têm o desafio: Construir um novo pacto majoritário

A Folha de São Paulo de hoje aborda o processo de eleições no PT de cara ao segundo turno. No artigo a uma referencia a meu artigo, publicado ontem neste blog.

Disse a Folha:

"
"Pacto majoritário"
Apesar de tantas semelhanças entre as duas candidaturas, o presidente do PT negou ontem, em nota à militância, que tenha procurado Tatto em busca de uma composição que evitasse o segundo turno.
Conforme revelou a Folha anteontem, emissários de Berzoini encamparam a idéia e chegaram a negociar com adversários. "Não aceito nenhuma tratativa em relação ao segundo turno que não seja programática", disse.
Já o tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, um dos coordenadores da campanha de Berzoini, reconhece o movimento, mas diz que ele não tem o apoio do comando. "Não temos a intenção de recompor o Campo Majoritário [que comandou a sigla até o mensalão]."
Em seu blog, Luis Favre, marido da ministra Marta Suplicy (Turismo), pregou a criação de um "pacto majoritário".
"Essa possibilidade existe na medida em que, tanto Berzoini e Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos esses anos pelo PT", afirmou."


Como o artigo fala de tentativas de reconstituir o antigo campo majoritário, que ninguém que eu saiba defende no PT (o fato de alguns apoiadores de José Eduardo Cardoso manifestarem sua intenção de apoiar Berzoini não pode ser considerado como uma reconstituição do antigo Campo Majoritário), a citação do meu texto fora de contexto, nada esclarece.

Reproduzo a seguir meu artigo:

PT: um novo pacto majoritário com a participação das bases é possível


O resultado do primeiro turno das eleições internas no PT abre uma possibilidade real de construir um novo consenso majoritário, com destaque para a participação da base militante neste processo.

A realização desse segundo turno permite, mesmo com poucos dias pois ele está marcado em 16 de dezembro, destacar os pontos de convergência entre as duas principais forças, delimitando o campo dessa nova maioria.

A base partidária poderá assim pesar no rumo do partido, reforçando os elementos unitários e clarificando as divergências existentes. No lugar do acordo entre dirigentes a portas fechadas, uma clarificação política para sustentar um pacto majoritário.

Está possibilidade existe na medida em que tanto Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos estes anos pelo PT, particularmente depois da vitória do Lula em 2002. Estes pontos concernem a governabilidade e as políticas de alianças; a independência do partido e dos movimentos sociais perante o Estado, mesmo no nosso governo; o apoio e a participação destacada do partido nos rumos da política governamental e a firme defesa do partido perante os ataques da direita e de setores da mídia.

Ela inclui também, e com destaque, a crítica aos erros e desvios no campo do financiamento irregular das campanhas eleitorais, crítica e autocrítica que foi publicamente assumida pela maioria do PT e de seus dirigentes. Está convergência construída a luz do dia resgata assim o patrimônio ético do PT, em correspondência com sua história e não contra ela, com seus quadros e não por cima deles. Ela recusa a hipocrisia dos fariseus adversários do PT e do governo Lula, que se servem dos erros e desvios dos quais nenhum deles está isento, para jogar o PT no lixo e inviabilizar o governo federal.

Todas as correntes do PT, os que foram seus candidatos no primeiro turno, e agora particulamente Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, estão confrontados com este desafio e deverão assumir suas posições às claras.

Para o presidente Lula, para o PT, para suas filiadas e filiados que responderam presentes neste processo, o caminho da configuração de uma maioria renovada e ancorada no debate construtivo deste segundo turno é uma oportunidade maior.

Mãos a obra

Luis Favre

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Berzoini e Tatto farão 2º turno na eleição do PT









Nova disputa está marcada para o dia 16; participação da militância no PED, maior do que em 2005, surpreendeu até os organizadores


Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Os deputados Ricardo Berzoini (SP) e Jilmar Tatto (SP) foram confirmados como os dois nomes escolhidos por mais de 320 mil militantes do PT para disputar em um segundo turno a presidência nacional da legenda, marcado para o dia 16. Representante da chapa Construindo um Novo Brasil e atual presidente, Berzoini obteve 131.699 votos no primeiro turno, realizado no domingo em todo o País. Isso equivale a 43,42% dos 303.344 votos válidos. Tatto, que encabeça a chapa Partido é Para Lutar, contabilizou 61.440 votos, ou 20,25%.

Terceiro colocado, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), representante do grupo Mensagem ao Partido, teve 57.694 votos, ou 19,02%.

Os números ainda estão sujeitos à conferência das atas encaminhadas pelos diretórios regionais à sede nacional do PT em São Paulo, mas não devem sofrer alterações significativas. O partido programou para hoje às 11 horas uma entrevista para comentar o resultado da apuração, encerrada à meia-noite de ontem.

Apesar de confirmarem a liderança de Berzoini na eleição, o resultado da apuração frustrou suas expectativas e as de seus aliados. O deputado, que voltou a Brasília no fim da tarde, enquanto a apuração ainda estava em andamento na sede do PT em São Paulo, admitiu em conversa por telefone que sua performance deixou a desejar. “Ficou aquém do que eu esperava, mas está dentro da previsão com a qual trabalhávamos”, disse Berzoini. “Voto é voto, não é? Faltou voto.”

Ainda assim, Berzoini disse que se mantém confiante na vitória no segundo turno. O resultado de ontem apontou um avanço de sua performance em relação à última eleição interna, em 2005. Naquele ano, ele obteve no primeiro turno 123.537 votos. Além disso, a chapa encabeçada pelo deputado obteve 42,58% dos votos, o que lhe garante uma participação maior que a de 42% detida hoje no Diretório Nacional petista.

Tatto, por sua vez, disse que os números condizem com as estimativas desenhadas por seu grupo de apoio nas últimas semanas antes da eleição de domingo. Dizendo-se despreocupado com as articulações de alianças para o segundo turno, ele afirmou que a tendência é que sua candidatura angarie os votos dos petistas que enxergam uma necessidade de renovar a direção partidária. “Quem quiser mudar, quiser que o PT se recicle, vai votar em mim”, afirmou, também em conversa por telefone.

Ele já conta com o apoio de um dos candidatos eliminados no primeiro turno, Valter Pomar, da chapa A Esperança é Vermelha. Nas últimas semanas antes da votação, Pomar vinha anunciando que apoiaria qualquer candidato que chegasse a um segundo turno contra Berzoini.

ADESÃO

A adesão da militância ao Processo de Eleições Diretas (PED) do PT surpreendeu até mesmo os organizadores. Desde a votação no domingo o partido trabalhava com a expectativa de contabilizar 300 mil votos. No início da noite, a previsão foi elevada para 310 mil e terminou à meia-noite, com 326.147.

O número de participantes superou até o da eleição de 2005, na qual 314 mil filiados foram às urnas, mobilizados em parte pelo escândalo do mensalão. Desde então, o PT cita o número como exemplo de sua capacidade de manter a participação da base na atividade partidária.

FRASES

Ricardo Berzoini

Candidato da chapa Construindo um Novo Brasil

“Ficou aquém do que eu esperava, mas está dentro da previsão com a qual trabalhávamos”

Jilmar Tatto
Candidato da Partido é Para Lutar

“Quem quiser mudar, quiser que o PT se recicle, vai votar em mim”

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Com maior participação dos filiados, que nas eleições precedentes: Berzoini e Tatto vão disputar segundo turno pela presidencia do PT

de esqu. a dir. Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini, os dois últimos disputaram o segundo turno


Mais de 320 mil filadas e filiados do PT participaram da escolha dos novos dirigentes do partido. O seja uma participação maior que nas eleições internas de 2005.

Os quatro primeiros colocados no primeiro turno para presidente da legenda foram:

Ricardo Berzoini – 43,75%

Jilmar Tatto - 20,51%

José Eduardo Cardozo - 18,93%

Valter Pomar - 11,43%

(faltando contabilizar ainda uns poucos votos).


Valter Pomar já anunciou seu apoio a Jilmar Tatto para o segundo turno, que acontecerá em 16 de dezembro próximo.

José Eduardo Cardoso, que ficou em terceiro lugar, e que tem o apoio dos ministros Tarso Genro, Fernando Haddad, Dilma Roussef, dos governadores Jaques Wagner, da Bahía e Marcelo Deda, de Sérgipe e de Olivio Dutra e a corrente Democracia Socialista, não manifestou ainda sua escolha para o segundo turno. Está corrente defende a necessidade da refundação do PT, depois do que considerou como sua destruição moral e ética, pelas forças do antigo Campo Majoritário, lideradas agora por Ricardo Berzoini.

A concomitância da vitória de Edinho Silva para presidente da sigla no Estado de São Paulo; de José Américo para presidente do PT na capital paulista e do primeiro lugar ocupado por Tatto no nosso Estado, seguido por Ricardo Berzoini, configuram um novo quadro das relações políticas no interior do PT. Pois o peso do Estado de São Paulo no PT nacional continua grande pelo numero de seus filiados, além da própria história do PT.

Mesmo sendo favorito, Ricardo Berzoini sofreu uma importante derrota no Estado de São Paulo e independentemente do resultado do segundo turno, a nova relação interna não deverá excluir uma composição para poder governar o PT. A convergência com o setor representado por Jilmar Tatto pode constituir o elemento aglutinante de uma nova maioria partidária renovada.

Os resultados confirmam o apoio amplo dos petistas aos candidatos comprometidos com essa renovação partidária ancorada na defesa intransigente do PT contra seus adversários da direita.

A liderança do presidente Lula aparece assim reforçada, com um PT em melhores condições de superar seus erros e desvios, ao mesmo tempo que reafirma sua política de alianças, sua disposição a uma atuação mais autônoma e de esquerda.

Após o segundo turno, o processo de construção de uma nova maioria que incorpore a esquerda e reforce o protagonismo do PT, estará na ordem do dia. As condições são mais que favoráveis.

Luis Favre


Apuração: 4ª parcial confirma segundo turno na disputa pela presidência do PT

Está matematicamente definido que haverá segundo turno na disputa para a presidência nacional do PT. Com 90% dos votos apurados, já é possível afirmar que nenhum dos candidatos terá os 50% mais um que garantiriam a vitória em primeiro turno.

O atual presidente, Ricardo Berzoini, segue liderando com 42,92% dos votos. Jilmar Tatto (21,16%) e José Eduardo Cardozo (19,31%) ainda brigam para saber quem irá ao segundo turno contra Berzoini.

A quarta parcial das apurações mostra que a diferença de Tatto para Cardozo é de quase cinco mil votos. Segundo o secretário nacional de Organização do PT, Romênio Pereira, que coordena as apurações, a definição sobre qual dos dois seguirá adiante sairá apenas na próxima parcial, prevista para as 19h de hoje.

A expectativa do PT é de que 300 mil petistas tenham votado no PED 2007. Destes, foram apurados 275.379. Berzoini teve até o momento 110.422. Todos os demais, juntos, já contabilizam 146.881.

“É uma diferença de 36.459 que não pode ser tirada com os 25 mil que ainda restam”, explicou Romênio. O segundo turno está marcado para 16 de dezembro. Fonte portal do PT nacional.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ricardo Berzoini enfrentará Jilmar Tatto no segundo turno das eleições no PT

Confirmada a informação adiantada neste blog: a eleição para presidente nacional do PT terá segundo turno e será disputada por Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto.

Os resultados confirmam o apoio amplo dos petistas aos candidatos comprometidos com a a renovação partidária ancorada na defesa intransigente do PT contra seus adversários da direita. Ricardo Berzoini lidera a disputa com mais de 40% dos votos dos petistas no país, seguido por Jilmar Tatto com 24% e José Eduardo Cardoso com 18% e Valter Pomar com 10% aproximadamente.

A concomitância da vitória de Edinho Silva para presidente da sigla no Estado de São Paulo; de José Américo para presidente do PT na capital paulista e do primeiro lugar ocupado por Tatto no nosso Estado, seguido por Ricardo Berzoini, configuram um novo quadro das relações políticas no interior do PT.

A liderança do presidente Lula aparece assim reforçada, com um PT em melhores condições de superar seus erros e desvios, ao mesmo tempo que reafirma sua política de alianças, sua disposição a uma atuação mais autônoma e de esquerda.

Luis Favre

PT: resultados confirmam uma nova maioria renovada no Estado de São Paulo

79% apurados: Edinho e Jilmar Tatto lideram apuração em São Paulo

Confira o resultado parcial do PED no Estado de São Paulo às 17h33 desta segunda-feria (3/12). Já foram apurados os votos de 161.389 militantes, número que equivale a 79,0% do total de petistas aptos a participar do PED, 204.375. Os resultados abaixo correspondem aos votos de 266 municípios, ou 67,5% das cidades aptas a participar do processo, aí já incluída a Capital.

Presidente estadual

Zico – 19.436; 36,3%

Misa – 538; 1,0%

Angélica – 2.407; 4,5%

Edinho - 28.754; 53,7%

Renato Simões – 2.081; 3,9%

Pedro – 292; 0,5%


Chapa estadual

Um Novo Rumo para o PT – 11.589; 22,9%

Terra, Trabalho e Soberania – 665; 1,3%

A Esperança é Vermelha – 2.280; 4,5%

Movimento e Luta - 5.708; 11,3%

Mensagem ao Partido - 5.275; 10,4%

Partido de Lutas e Massas - 7.947; 15,7%

Militância Socialista – 1.393; 2,8%

Construindo um novo Brasil - 15.509; 30,6%

Programa Operário e Socialista – 241; 0,5%


Presidente nacional (em SP)

Markus Sokol - 574; 1,1%

Valter Pomar - 2.794; 5,2%

José Eduardo Cardoso - 8.442; 15,8%

Jilmar Tatto - 23.110; 43,2%

Gilney Viana - 1.175; 2,2%

Ricardo Berzoini - 17.516; 32,7%

Miranda - 281; 0,5%

Nota da Bancada de vereadores do PT da cidade de São Paulo

José Américo é eleito presidente
do PT municipal de SP no primeiro turno


O vereador José Américo elegeu-se, com cerca de 62% dos votos válidos, presidente municipal do PT de São Paulo, nas eleições realizadas domingo (2), com a participação de 24 mil filiados que compareceram para votar nos 35 zonais da capital. Na apuração paralela realizada pelo próprio Diretório Municipal, José Américo obteve 13.416 votos contra 6.960 de seu principal adversário, o também vereador da capital, Chico Macena. Os outros dois participantes, Fernando do Ó Veloso, e Bárbara Corrales, registraram 764 e 433 votos cada um, respectivamente.

Nas eleições para presidente nacional, o vencedor em São Paulo foi o deputado federal Jilmar Tatto, que alcançou 12.802 votos contra 5.290 do atual presidente do PT, Ricardo Berzoini, e 2.323 de José Eduardo Martins Cardoso.

Na disputa estadual, na cidade de São Paulo venceu o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, com 12.763 votos. Seu principal adversário, o deputado estadual José Zico Prado, obteve 7.700 votos.

Para José Américo, que foi secretário de Comunicação da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy, “o PT mais uma vez dá um exemplo de força política e de exercício democrático na cidade de São Paulo”. A tarefa agora – ele afirma – “é organizar o partido para as eleições de 2008”.

Para José Américo, “a energia demonstrada pela militância petista e as realizações da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy – um exemplo de governo que os paulistanos não esquecem – credenciam o PT como o partido com melhores condições para disputar, ganhar e voltar a governar São Paulo” – afirma o vereador.

Edinho é o novo presidente do PT no Estado de São Paulo

O prefeito de Araraquara, Edinho Silva é o novo presidente eleito do PT do Estado de São Paulo


Segundo apuração deste blog o prefeito de Araraquara, Edinho, foi eleito já no primeiro turno presidente do PT no Estado de São Paulo. A diferença com o deputado estadual, Zico Prado e demais candidatos no Estado dispensa a realização do segundo turno.

Na capital paulista está confirmada a informação dada ontem neste blog e o vereador José Américo é o novo presidente do PT na cidade. Zé Américo foi eleito com aproximadamente 63% dos votos.

Vereador José Américo é o novo presidente do PT na cidade de São Paulo

Um dado ainda à confirmar: tudo indica que no Estado de São Paulo o candidato a presidente nacional do PT, deputado federal Jilmar Tatto estaria em primeiro lugar, seguido de Ricardo Berzoini em segundo, Eduardo Cardoso em terceiro e Valter Pomar em quarto lugar.

Nitidamente o PED no plano nacional será definido no segundo turno, em 16 de dezembro, entre Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto. LF

de esquerda a direita Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini

domingo, 2 de dezembro de 2007

As urnas, cidadãos do PT !


Hoje os filiados ao PT vão as urnas para eleger seus dirigentes a todos os níveis. Todos os Diretórios do partido serão renovados nesta eleição, pelo voto dos filiados. O PT é o único partido político brasileiro a eleger pelo sufrágio universal seus dirigentes.

Independentemente das particularidade e das diferenças entre os diferentes candidatos a presidente, e isto é válido para os cargos municipais, estaduais e nacional do partido, o que será simbolicamente mais significativo será a participação dos filiados no voto.

Para o PT é muito importante uma participação massiva dos filiados no escrutino de hoje. A força e a legitimidade do principal pilar de sustentação do governo Lula depende diretamente desta mobilização das bases. Uma participação no mesmo patamar que em 2005, ou seja aproximadamente 250 mil votantes, será a prova da vitalidade do PT e do respaldo de sua militância aos dirigentes que serão eleitos para comandar a legenda.

A principal disputa, para presidente nacional, poderá ser definida hoje ou no segundo turno em 16 de dezembro caso nenhum candidato atinja 50% mais um dos votos, entre os sete que disputam o cargo.

Ricardo Berzoini aparece como favorito, com Jilmar Tatto, José Eduardo Cardoso e Valter Pomar disputando para levar a eleição para um segundo turno.

Os resultados serão conhecidos amanhã.

Luis Favre

domingo, 4 de novembro de 2007

Pérolas da mídia sobre as eleições internas à presidência do PT

Está muito divertida a cobertura de alguns jornais sobre as eleições internas no PT. Não sei se os jornalistas estão sendo manipulados ou ignoram o que acontece no partido ou estão simplesmente fazendo serviço. Poucas são as informações realmente sérias sobre o assunto.

Hoje um artigo no jornal O Globo veio com esta pérola:

"Numa análise feita semana passada no Planalto, o pior dos cenários seria a vitória de Jilmar Tatto. No governo, a percepção é de que ele representa o grupo paulista que quer voltar a ter influência no Planalto e que faria de tudo para enfrentar o próprio Lula, rumo a 2010. "

Qualquer observador sabe que o "grupo paulista" que teve "influência no Planalto" sempre esteve longe dos que hoje estão apoiando Jilmar Tatto para Presidente do PT. Aliás, quase todos os candidatos são de São Paulo -com representantes na Esplanada-, e tal vez o único com pouco ou nenhum peso por lá seja o próprio Tatto.

Na revista Istoé, outra pérola: uma pesquisa dá Zé Eduardo Cardoso, candidato do grupo de Tarso Genro, favorito. Só se a pesquisa foi feita em alguns locais de Rio Grande do Sul. Sem se importar com o senso do ridículo a Istoé coloca Ricardo Berzoini em terceiro lugar.

Quase todos os comentários visam opor os candidatos à presidência do PT ao Presidente Lula. Alguns até considerando que o PT estaria realizando uma prévia para escolher seu candidato à presidência do Brasil em 2010.

Podem anotar o que vou dizer: seja Berzoini, Tatto, Cardoso ou Pomar (na ordem do que penso ser o favoritismo dos militantes) o próximo Presidente do PT trabalhará de mãos dadas com Lula e em 2010 juntos escolherão o candidato que receberá o apoio do partido. O resto é balela.

Luis Favre

domingo, 28 de outubro de 2007

Entrevista do Deputado Federal José Eduardo Cardoso

José Eduardo Martins Cardozo
O ex-Presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo durante os dois primeiros anos da gestão Marta Suplicy e hoje Deputado Federal, explica o sentido de sua candidatura a Presidente do PT nacional

João Domingos, BRASÍLIA - O Estado de São Paulo


Por que o senhor decidiu ser candidato a presidente do PT?

Porque conto com o apoio de militantes que antes não costumavam se juntar, como o ministro Tarso Genro (Justiça), os governadores Marcelo Déda (Sergipe), Jaques Wagner (Bahia) e Ana Júlia Carepa (Pará), o senador Eduardo Suplicy. Isso dá à minha candidatura característica nacional.

Lula tem dito que em 2010 o candidato à sucessão dele não necessita ser do PT, mas da base aliada. O PT, no entanto, decidiu em seu último congresso que lançará um candidato. Como o senhor vê isso?

É legítimo que o PT pleiteie. Mas temos de respeitar as forças aliadas de forma a construir os nomes que são melhores para o momento. Seria um absurdo o PT dizer que não quer um candidato. É o principal partido do País, tem governadores, prefeituras importantes. Mas qualquer candidatura tem de ser construída com respeito aos adversários. Temos de abrir diálogos.

Quais devem ser os interlocutores? Os mesmos partidos da coalizão de agora?

Não devemos fazer o que ocorre hoje no PT, busca prioritária à direita e secundarização da importância de alianças à esquerda. O PT tem grande preocupação em se aliar com forças de centro-direita e não prioriza relações com os partidos de centro-esquerda. Temos de inverter isso. Não tem sentido o PT ignorar as relações de construção política com PSB, PC do B e PDT. Não tem sentido o PT, que é socialista, se aliar com forças que desejam matar o socialismo na origem. É um equívoco.

O senhor foi sub-relator da CPI dos Correios. Saiu de lá convencido de que houve o mensalão?

Às vezes, o tal do mensalão envolve uma discussão semântica que não leva a nada. Eu vou sair fora dessa palavra. É evidente que houve situações de recursos indevidamente repassados a partidos, a parlamentares. Chamem isso do que quiserem. Vamos falar da substância. Evidentemente que houve situações em que dirigentes petistas agiram como não deveriam. Temos de dizer isso com toda a clareza. É por isso que temos defendido a ética para o PT. Não se trata aqui de discutir casos individualizados. A ética é pressuposto da ação política. Não é possível pensar, como falaram em alguns encontros do PT, que a construção da democracia e do socialismo prescinde da ética. Nós defendemos um banho de ética. E que o PT seja mais rigoroso com as transgressões éticas de seus militantes do que até com seus adversários. Acho que sempre que houver denúncia de infração ética, antes de punir, o PT tem de investigar. Havendo provas, que haja punição. Não havendo, que o PT defenda o militante.

Como fazer para resgatar a credibilidade que o PT já teve?

Resgatando a democracia interna. O que tem acontecido no PT é que um pequeno grupo de pessoas decide o que o partido tem de fazer e isso é imposto para todo o conjunto, por intermédio do grupo majoritário. O militante vai num encontro e levanta crachás. Sabemos do resultado antes do encontro do PT. Isso é a negação do partido. É preciso retomar a democracia interna, o respeito à minoria. Porque um petista pensa diferente da maioria ele não tem de ser execrado. A questão da democracia interna é chave no resgate do PT. Ela traz de volta o petista à sua origem. O partido tem que ser militante. Vimos em algumas eleições militantes pagos. Isso é uma afronta ao que defendemos. Temos de ter militância ideológica.

Desde que o PT chegou ao governo, há um choque entre o partido e os meios de comunicação. Agora, vai ser criada a TV pública, como forma de pôr uma cunha na mídia. O que acha da TV pública?

Sou plenamente favorável. É correta, necessária. Não vai competir com ninguém.

E sobre a revisão das concessões de emissoras de rádio e de TV?

Aquelas que não atenderem à lei têm de ser revistas. O que for irregular exige intervenção imediata. Defendemos a liberdade de imprensa, mas existe a necessidade de que grupos econômicos não controlem a informação.

No Congresso recente do PT, foi aprovada a realização de plebiscito a respeito da privatização da Vale do Rio Doce. O que acha dessa decisão?

Temos postura crítica a todo processo de privatização feito pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Algumas questionáveis no mérito; na forma, quase todas, porque levaram a situações de descalabro. Acho importante que cada questão seja discutida com cuidado, para verificar se é reversível o processo, os custos para a sociedade, os ganhos com a reversão. Por sua própria natureza, a Vale está distante do cidadão comum. Mas no caso da telefonia não há como negar que a sociedade se beneficiou.

O sr. poderia fazer uma análise de seus concorrentes?

São dois excelentes candidatos. Ricardo Berzoini (que concorre à reeleição) expressa o Campo Majoritário, responsável pela direção do PT já há muitos anos. Essa forma de gestão está totalmente superada. A direção tem um projeto exclusivamente de manutenção do poder. Em relação a Jilmar Tatto, há forças políticas que seguramente estarão conosco se chegarmos ao segundo turno. Mas seu arco de sustentação está centrado no Estado de São Paulo, há dificuldade de dialogar com o País.


Quem é:
José Eduardo Martins Cardozo


Deputado federal em segundo mandato. Professor de

Direito Administrativo e Filosofia do Direito da PUC-SP.

Secretário de Governo na administração de Luiza Erundina. Vereador mais votado da história do País, com 229 mil votos em 2000.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Cardozo é pré-candidato a prefeito de SP

Blog Entrelinhas de Luiz Antonio Magalhães

O DCI publica nesta quarta-feira uma entrevista do deputado federal José Eduardo Cardozo ao autor destas Entrelinhas e à repórter Patricia Acioli em que ele lança a sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo pelo PT. Cardozo está animado com a possibilidade, mas admite as dificuldades para superar os concorrentes diretos na disputa interna da agremiação – também estão no páreo Arlindo Chinaglia e Jilmar Tatto. Se Marta Suplicy decidir concorrer, o deputado avalia que todos abririam mão da postulação. Ex-presidente da Câmara Municipal e ex-secretário de governo na gestão Erundina, Cardozo conhece bem os problemas da capital e conta na entrevista o que faria para melhorar a vida dos paulistanos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Serra e Kassab contra Geraldo Alckmin?

Entrelinhas

Mídia & Política

Luiz Antonio Magalhães
Jornalista, editor de Polí­tica do jornal DCI e editor-assistente do Observatório da Imprensa.

O dado mais interessante da pesquisa Datafolha divulgada neste domingo sobre a disputa pela prefeitura de São Paulo no próximo ano é a chance, cada vez mais alta, de Geraldo Alckmin (PSDB) enfrentar Gilberto Kassab (DEM) em um eventual segundo turno.

Explica-se: os cenários com a candidatura de Marta Suplicy são perda de tempo, uma vez que ela dificilmente será candidata. Sem Marta, o PT é quase carta fora do baralho – Mercadante e Chinaglia nitidamente não empolgam – e o jogo fica entre Alckmin e Kassab. O prefeito está em uma curva ascendente e Alckmin lidera com certa folga, inclusive nas simulações de segundo turno. Este blog duvida que qualquer dos dois venha a abrir mão da candidatura em favor do outro, de forma que a maior probabilidade é mesmo de ambos disputarem a prefeitura. Neste caso, o governador José Serra (PSDB) ficará em uma saia justíssima, uma vez que até as paredes do Palácio dos Bandeirantes sabem que ele prefere o atual prefeito a Geraldo Alckmin. Kassab foi vice de Serra e tem sido bastante leal ao governador. Serra, porém, não tem força para impor uma aliança com o atual prefeito se Alckmin bater o pé pela candidatura. E a Alckmin só resta mesmo concorrer, do contrário em 2010 o chamado efeito "recall" já estará bem prejudicado – seja para concorrer à presidência novamente ou ao governo do Estado. Em outras palavras, quatro anos fora do cenário político é muito tempo, especialmente para Alckmin, que não prima pelo carisma.

No fundo, a eleição de 2008 pode se tornar um emblema da divisão das forças que se opõem ao petismo. Democratas de um lado, tucanos divididos de outro, não há fórmula melhor para uma terceira via, que pode até ser do PT, mas não necessariamente, ganhar musculatura política e vencer o pleito, ainda que as pesquisas hoje não apontem tal força. Pode ser Erundina, Aldo Rebelo, José Eduardo Cardozo ou até mesmo um outsider do PSOL, por exemplo. Quem viver, verá...