Mostrando postagens com marcador bacias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bacias. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Con la nueva reserva de petróleo, Petrobras le gana a Google

La petrolera quedó como la quinta empresa con más valor de mercado en todo el continente. Según cálculos de una consultora, tras el descubrimiento del nuevo yacimiento, Petrobras vale US$ 221.900 millones. Sólo es superada por Exxon Móvil, General Electric, Microsoft y AT&T.


Clarín


La fuerte subida que registraron las acciones de Petrobras el jueves tras el anuncio del hallazgo de una gigantesca reserva, situaron a la petrolera brasileña como la quinta con mayor valor de mercado entre las empresas de capital abierto de toda América y la primera de Latinoamérica.

Según cálculos divulgados hoy por la consultora Economática, el valor de mercado de Petrobras al cierre del jueves llegó a 221.900 millones de dólares, con lo que la empresa saltó del noveno al quinto lugar entre las empresas más valiosas de América.

La empresa brasileña, controlada por el Estado pero con acciones negociadas en las Bolsas de San Pablo, Nueva York, Madrid y Buenos Aires, apenas es superada ahora en valor de mercado en América por Exxon Móvil (488.600 millones de dólares), General Electric (394.300 millones de dólares), Microsoft Corp. (325.000 millones de dólares) y AT&T (238.600 millones de dólares).

Según Economática, la apreciación de la petrolera le permitió superar en valor a Procter & Gamble, ahora sexta con un valor de 220.000 millones de dólares, Google (217.100 millones de dólares), Berkshire Hathaway (208.300 millones de dólares) y BankAmerica (193.000 millones de dólares).

Tras el anuncio del hallazgo de una reserva que puede contener entre 5.000 y 8.000 millones de barriles de petróleo, las acciones ordinarias de la petrolera (con derecho a voto) subieron el jueves un 16,73 por ciento y los preferenciales un 16,44 por ciento. Los títulos de la brasileña también subieron significativamente en los otros mercados en los que son negociados.

La empresa puede escalar aún más posiciones entre las compañías de capital abierto de América, debido a que a media jornada de hoy las acciones ordinarias de la petrolera brasileña acumulaban una subida del 4,86 por ciento y las preferenciales un 4,21 por ciento.

La empresa, que debe anunciar sus resultados financieros hasta el tercer trimestre del año al cierre de los mercados de hoy, anunció que descubrió un nuevo horizonte geológico bajo las áreas marinas que explora en el océano Atlántico con un volumen de crudo que puede superar la mitad de los cerca 10.573 millones de barriles de sus reservas probadas.

El presidente de la brasileña, José Sergio Gabrielli, afirmó que, considerada toda la cuenca en que fue descubierto el yacimiento y de confirmarse la importancia del hallazgo, las reservas de Brasil pueden llegar a "algún lugar entre las de Nigeria y Venezuela".

Tupi field a boost for Brazil’s Petrobras

By Sheila McNulty in Houston and agencies - FINANCIAL TIMES

Published: November 8 2007 22:43 | Last updated: November 9 2007 08:38

Petroleo Brasileiro, or Petrobras, Brazil’s state-owned oil company, on Thursday said well tests revealed its Tupi field may contain as much as 8bn barrels of oil and natural gas, which would considerably bolster the country’s energy clout.

The estimate, if correct, would raise the country’s reserves by 62 per cent and just about put Tupi on par with Norway’s 8.5bn barrels of proved oil reserves.

Brazil has 14.4bn barrels of proved reserves of oil and natural-gas equivalent.

The news pushed up Petrobras’ shares 9.95 reais, or 14.2 per cent, to 80.2 on the São Paulo stock exchange, the biggest rise in more than nine years.

It also lifted the share price of BG Group, which holds a 25 per cent stake in the field for a second day. BG shares opened 33p higher at £10.22, following Thursday’s 10 per cent advance.

Shares in Galp Energia of Portugal, which holds 10 per cent, also rose for a second session. The shares, which had their biggest one-day gain in Lisbon on Thursday, rose 21 per cent €2.60 on Friday to €14.95.

Petrobras’ news release contained few details beyond the fact that the estimates were made after analysis of the formation tests for a second well in the area.

The company also said the oil within was light, which is more valuable because it is cheaper to refine than the heavier crude oil that Brazil mostly produces.

“Tupi changes everything for Brazil and Petrobras,’’ said Carlos Renato Nunes, an oil analyst with São Paulo-based brokerage Coinvalores CCVM who has a buy recommendation on Petrobras shares.

“Tupi is not only huge, its light oil offers huge cost advantages.’’

And at a time when oil is heading towards $100 a barrel, and energy security is high on the agenda of many governments, the news is sure to boost Brazil’s economic influence. Petrobras, already a well-respected national oil company on the world stage, is likely to receive a further boost from the discovery.

“Brazil needs time to evaluate its new oil potential,’’ Dilma Rousseff, president Luiz Inacio Lula da Silva’s cabinet chief, said at a news conference in Rio de Janeiro.

“This could make Brazil jump from an intermediate producer to among the world’s largest producers.’’

Tupi is three-quarters the size of Kazakh­stan’s Kashagan field, which holds 12bn barrels of recoverable crude and was the biggest find in the past 30 years.

There have only been a few gas discoveries in the past 20 years that would rival it, including the Shtokman field in Russia at 23bn barrels of oil equivalent, and two other Russian finds in the 5bn to 10bn range, Andy Latham, vice-president of exploration services at Wood Mackenzie Consultants in London, said.


Reservas do Brasil podem superar 70 bilhões


Francisco Góes, Rafael Rosas e Ana Paula Grabois
Valor


A Petrobras anunciou ontem a descoberta de uma nova província petrolífera, situada em mar a grandes profundidades, abaixo de uma camada de sal, capaz de colocar o Brasil, no futuro, entre os maiores países do mundo em termos de reservas de óleo e gás. O anúncio foi acompanhado pela aprovação de uma resolução no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determinando a exclusão de 41 blocos que seriam leiloados na 9 Rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), nos dias 27 e 28 deste mês. Estes blocos estão na área de influência da nova fronteira exploratória e têm grande potencial de descobertas.


No campo de Tupi, na Bacia de Santos, que fica dentro da nova província petrolífera, a Petrobras estimou volume recuperável de óleo leve de alto valor comercial (28 graus API) entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural. Só esta descoberta poderá aumentar em mais de 50% as atuais reservas de petróleo e gás natural do país, que somam 14,4 bilhões de barris de óleo equivalente (Boe).


O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que quando toda a nova província petrolífera estiver sendo explorada, o Brasil deve ficar entre as oito ou nove maiores reservas do mundo. Hoje, a 8 posição no ranking de reservas mundiais de óleo e gás é da Venezuela, com 107 bilhões de barris de óleo equivalente. A Nigéria, 9 colocada, aparece com 69 bilhões de Boe. O Brasil ocupa a 24 posição, com 14,4 bilhões de Boe.


O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, adiantou que a intenção da estatal é implantar um projeto-piloto de produção na área de Tupi, associado à produção de gás, de cerca de 100 mil barris/dia, a partir de 2010-2011. A Petrobras é a operadora do campo de Tupi, no qual tem participação de 65%. O restante está nas mãos da britânica BG, com 25%, e da Petrogal - Galp Energia, com 10%.


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que a decisão do CNPE de retirar os 41 blocos da rodada da ANP se baseou no interesse nacional: "É a preservação dos interesses do país diante da descoberta de uma riqueza de proporções significativas", afirmou a ministra, após participar, na sede da Petrobras, no Rio, de reunião extraordinária do CNPE, que contou com a presença do presidente Lula. Dos 312 blocos previstos na rodada, sobram agora 271.


Dilma negou que a medida tenha viés estatizante e comparou a situação ao cancelamento das concessões rodoviárias que, depois de terem as condições modificadas, foram leiloadas. "O mesmo nos propomos a fazer para os blocos retirados da rodada", disse a ministra. A ação representa, segundo ela, a preservação da soberania do país, do desenvolvimento da indústria. O objetivo será analisar como irá se explorar a nova riqueza petrolífera. Dilma avaliou que a nova província petrolífera fará o país mudar de patamar, saindo de uma posição intermediária para o primeiro escalão na produção de petróleo, passando a exportador.


A resolução n 6 do CNPE, aprovada ontem, também determina ao Ministério de Minas e Energia e à ANP a adoção das providências necessárias para a conclusão da 8 Rodada de Licitações, que foi interrompida por decisões judiciais. Dos 284 blocos previstos, com foco em gás natural e óleo leve, só 38 foram arrematados devido a duas liminares judiciais. As liminares, derrubadas depois pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram motivadas pela limitação imposta pela ANP no edital ao número de blocos que uma empresa operadora poderia arrematar.


O ministro de Minas e Energia. Nélson Hubner, presidente do CNPE, disse que a resolução do conselho determina rigorosa observação dos direitos adquiridos e atos jurídicos perfeitos, relativos às áreas concedidas ou arrematadas em leilões da ANP. A resolução também levará o Ministério de Minas e Energia a avaliar, a curto prazo, as mudanças necessárias no marco legal que contemplem "um novo paradigma de exploração e produção de petróleo e gás natural" em decorrência da nova província petrolífera.


A nova fronteira exploratória se estende por mais de 800 quilômetros, de Santa Catarina ao Espírito Santo, e tem até 200 quilômetros de largura. Inclui as bacias do Espírito Santo, Campos e Santos, em rochas denominadas pré-sal, espécie de "segundo subsolo" das bacias petrolíferas. Segundo a Petrobras, o pré-sal são rochas reservatórios que se encontram abaixo de extensa camada de sal. Os reservatórios situam-se em lâmina d´água que varia de 1,5 mil a 3 mil metros de profundidade. Para chegar até eles, é preciso furar ainda 3 mil a 4 mil metros de rocha.


Para atingir as camadas de pré-sal, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade, a Petrobras desenvolveu novos projetos de perfuração. Nos últimos dois anos, foram perfurados 15 poços, com investimentos de US$ 1 bilhão, que atingiram as camadas pré-sal. Do total, oito poços responderam de forma positiva em produção. Os reservatórios perfurados na Bacia de Santos são semelhantes aos da Bacia do Espírito Santo, o que, para a Petrobras, reforça a hipótese de extensão dos reservatórios na área.


Gabrielli disse que o plano de investimentos da empresa, que prevê aplicação de US$ 112 bilhões até 2012, não contempla investimentos no pré-sal. "Provavelmente o valor vai subir." O diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, disse que a entrada em operação do campo de Tupi, em camada de pré-sal na Bacia de Santos, prevista para acontecer em até seis anos, contribuirá para redução das importações de óleo leve e diesel feitas pela companhia.


Hoje, segundo o executivo, a Petrobras importa 300 mil barris diários de óleo leve. Gabrielli disse que das áreas com possibilidade de ocorrência de hidrocarbonetos na camada de pré-sal do litoral brasileiro, cerca de 25% estão atualmente sob concessão. Desses 25%, a Petrobras atua em 70% dos blocos, sozinha ou em parceria. Segundo Guilherme Estrella, a previsão é declarar a "comercialidade" de um primeiro campo na área do pré-sal, no Espírito Santo, em 2009. "Confirmando-se os testes na área de Parque das Baleias, vamos interligar o poço à plataforma já instalada no Espírito Santo.".


O diretor disse que a tecnologia de produção para operar neste tipo de campo está disponível, mas o custo é alto. "A tecnologia vai ser aplicada na redução de custos", disse Estrella. Ele salientou que os campos estão situados a 250 quilômetros da costa. Ele também informou que a Petrobras está em contato com empresas que detêm tecnologia para aproveitamento do gás dos campos no próprio local. Uma alternativa é instalar térmicas flutuantes que poderiam enviar energia para o continente por meio de cabos submarinos. (* Do Valor Online)

Nova fronteira do petróleo


Celso Ming - O Estado de São Paulo

celso.ming@grupoestado.com.br

A descoberta de um campo gigante de petróleo e gás na Bacia de Santos é um acontecimento cuja importância transcende as dimensões econômica e energética. O impacto político e estratégico está por ser avaliado.

Este foi apenas o primeiro campo encontrado abaixo da camada de sal, formação geológica de 300 a 500 metros de espessura e cerca de 200 quilômetros de largura, que se estende por 3 mil quilômetros ao longo da costa, de Santa Catarina ao sul da Bahia. Está situada na plataforma continental, entre 6,5 mil e 7 mil metros abaixo do nível do mar.

Até agora, a maior parte do petróleo encontrado no Brasil é pesada (17 graus API). A principal teoria dos geólogos da Petrobrás é a de que esse óleo migrou de depósitos situados abaixo da camada de sal para acima dela, por fissuras causadas por pressões geológicas. No caminho, incorporou detritos, razão por que é de qualidade inferior. A hipótese dos geólogos é a de que as jazidas mais abundantes e de melhor qualidade estão abaixo do sal porque não conseguiram escapar de lá.

Há dois anos, a Petrobrás começou a perfurar essas estruturas. Na Bacia de Santos (Campo de Tupi) e na do Espírito Santo (Campo de Golfinho), as duas áreas em que iniciou os trabalhos, deu bingo: petróleo e gás de ótima qualidade. Mas só agora a Petrobrás pôde concluir a cubagem da jazida encontrada na Bacia de Santos, que aumenta em cerca de 40% as reservas brasileiras, ultrapassando as do México.

A descoberta anunciada parece ser apenas o começo. Ficou comprovado o potencial abaixo da camada de sal. E isso abre nova fronteira para exploração.

Em razão da enorme profundidade, altas temperaturas e fortes pressões, a exploração desses poços exige tecnologia de ponta. As condições da geometria de perfuração requerem diâmetro inicial maior do que a de um poço convencional; brocas especiais dotadas de turbina que giram só na extremidade e não ao longo do eixo de 6 mil a 7 mil metros; e lubrificantes de altíssimo desempenho.

Como o diretor de Produção da Petrobrás, Guilherme Estrella, já explicou, seu custo de perfuração é cerca de três vezes mais alto do que o de um poço comum. Mas, diante do petróleo a US$ 100 por barril e diante das proporções da descoberta, esse aumento de custo pode ser considerado insignificante.

A nota oficial da Petrobrás emitida ontem afirma que o Campo de Tupi, somado aos já conhecidos, “coloca o Brasil entre os países com grandes reservas de petróleo e gás no mundo” (veja tabela).

Para dizer o mínimo, do ponto de vista econômico, a novidade vai atrair ainda mais interesse por petróleo e gás no Brasil. Mas o impacto maior pode ocorrer no campo estratégico e político. À medida que o Brasil for reconhecido como potência energética num quadro de escassez de petróleo, seu peso geopolítico deve crescer. E mudam, também, as condições de negociação com Venezuela, Argentina e Bolívia, os grandes produtores vizinhos de petróleo e gás.

Será inevitável que o presidente Lula tente tirar o máximo proveito interno das novas perspectivas. A conferir.


Confira

Visão estreita -
Ontem, o presidente do Fed, Ben Bernanke, criticou os analistas de Wall Street, incapazes de prever a crise das hipotecas podres: “É surpreendente e desapontador que investidores sofisticados (...) olharam para o rating do crédito e foi só o que fizeram.”

Outra estreiteza - Há outra crítica a fazer aos analistas financeiros, especialmente do Brasil. Há dois anos, atenta às recomendações dos geólogos, a Petrobrás perfura a camada de sal. Mas esses analistas não enxergam além dos fluxos de caixa, Ebitdas e outras rubricas contábeis. Não previram a nova aposta a fazer na Petrobrás.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Governo Serra: Verba contra enchente encolhe 61%


Estado reduz investimentos e empenha somente 58% dos recursos aprovados pela Assembléia Legislativa

Bruno Paes Manso

O Estado de São Paulo

O governo José Serra (PSDB) investiu este ano 61% a menos em programas de combate a enchente no Estado, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e setembro de 2006, haviam sido empenhados R$ 125,9 milhões nos quatro principais programas do setor. Este ano, o total é de R$ 49,1 milhões. Os dados constam do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo), produzido pela Secretaria da Fazenda do Governo do Estado.

Os principais programas são: desassoreamento e conservação de rios; criação de piscinões; manutenção e operação de estruturas hidráulicas; e serviços e obras na Bacia do Alto Tietê. Este, voltado justamente para as obras na bacia hidrográfica da Região Metropolitana de São Paulo, foi o que mais perdeu: entre janeiro e setembro de 2006, o governo havia destinado R$ 68,9 milhões para as obras; este ano, caiu para R$ 26,3 milhões, ou 62% a menos.

As obras em piscinões também tiveram queda significativa. Enquanto até setembro de 2006 já haviam sido investidos R$ 48,8 milhões, neste ano o total no mesmo período foi reduzido para R$ 19,3 milhões - ou 60,5% a menos. Proporcionalmente, o dinheiro para o desassoreamento e a conservação de rios foi o que mais diminuiu. Com 67% de verba a menos, os investimentos baixaram de R$ 4,6 milhão para R$ 1,5 milhão.

O valor para o plano de combate a enchente também ficou bem menor do que o total que foi definido pelos deputais estaduais. A Assembléia Legislativa aprovou um orçamento de R$ 85 milhões para as verbas de combate a enchente. O Estado empenhou pouco mais da metade dos recursos (58%) no setor, perto do que foi gasto somente nas obras de piscinões no ano passado.

O Estado procurou no começo da noite de ontem o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado (DAEE), ligado à Secretaria de Planejamento e Energia. A assessoria não localizou os técnicos para falar com a reportagem e informou que só hoje comentará os dados.

GRANDE SÃO PAULO

Para administrar os problemas da chuva no Estado, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) informou que possui um estudo de Mapeamento de Áreas de Risco realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas(IPT) e pelo Instituto Geológico (IG). Segundo esse levantamento, 35 municípios em todo o Estado precisam tomar cuidado durante a época de chuvas, por causa dos riscos de enchentes. Onze deles estão na Região Metropolitana de São Paulo (Diadema, Rio Grande da Serra, Franco da Rocha, Cotia, Poá, Mauá, Caieiras, Francisco Morato, Salesópolis, Cajamar e Itapevi).

O mapeamento é entregue ao município como uma orientação para as medidas preventivas serem trabalhadas pelas Prefeituras. Em novembro, a Cedec pretende desenvolver diversas atividades com representantes regionais da Defesa Civil desses municípios, onde existem riscos, para definir estratégias de apoio a possíveis atendimentos em caráter de emergência.

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), coordenado pela Secretaria de Infra-Estrutura Urbana do Município de São Paulo, também tem mapeado os principais pontos de riscos de enchente. São cerca de 30, quase todos próximos dos 181 rios, córregos e ribeirões existentes na capital.

Quando a época entre novembro a abril se aproxima, o CGE trabalha para antecipar as medidas e detectar estados de atenção nos locais onde há mais chuva. “A cidade parece uma perna cheia de varizes, tamanha a quantidade de rios. Para piorar, houve um crescimento desordenado, há excessiva impermeabilização do solo e existe lixo em excesso pelas ruas. Resta apenas trabalhar para reduzir os estragos”, explica o engenheiro Hassan Barakat, do CGE.

Barakat afirma que o aprofundamento da calha do Rio Tietê, principal “ralo” da cidade, no qual deságuam a água dos outros rios e córregos, ajudou a diminuir os estragos. “Mas não dá para esperar um mar de rosas. Este ano, quando a chuva vier, podemos esperar novos transbordamentos”.