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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ode a McDonnald


O caderno Ilustrada da Folha traz hoje um artigo de João Pereira Coutinho, com título "A velha besta". Um primór apologético do capitalismo. Deveria se chamar "Ode a McDonnald".

Atacando o sistema educacional europeu pela sua reticência a fazer apologia do sistema, seus valores e o mercado, atribui-le a responsabilidade pelas dificuldades econômicas do velho continente.


Peremptório, proclama: "Nos bancos da escola, os franceses não aprendem as leis básicas da oferta e da procura. Mas aprendem a combater "la McDonaldisation du monde" e, como resultado, a economia gaulesa floresce rumo ao abismo".


Fora não ser verdade que os franceses não aprendem as leis básicas da oferta e da procura (o presidente do FMI é um francês), o paradoxal é que combater a "McDonalisation du monde" é tida como responsavél do declinio economico da França, o que é uma burrada monumental.

O país do McDonald, graças ao reino absoluto do mercado e a falta de regularização, levou a um abalo da economia mundial em seu conjunto.


Se a França vai para o abismo, após 6 anos de governos de direita, é por tentar aplicar as receitas do neoliberalismo, as mesmas receitas que aprendidas nas escolas fundamentalistas do monetárismo yankee estão levando os Estados-Unidos a recessão e milhões de americanos a perda de suas própriedades.

Ainda bem que a educação na Europa, em particular na França, prepara as pessoas para ser cidadãs, críticas. O sonho dos bajuladores do liberalismo era que as preparasse exclusivamente a servir ao capital. O sonho de todos os escravistas.

LF

A seguir o artigo


JOÃO PEREIRA COUTINHO

A velha besta

Tradição econômica européia, tirando exceções, nunca foi entusiasta do mercado

O CAPITALISMO é como certas mulheres: por melhor que se porte, terá sempre má fama. Exagero? Não creio. Basta pensar nas tradições fundamentais do Ocidente, que sempre olharam para a besta com o tipo de desconfiança que Maomé reservava ao chouriço. Somos filhos de Atenas e Jerusalém? Fato. Mas Atenas e Jerusalém não apreciavam particularmente o dinheiro.
Platão, pela boca de Sócrates, entendia que o dinheiro corrompia a virtude e conduzia os seres humanos a uma existência sem nobreza cívica, exatamente o oposto do que ele desejava para a sua "República" ideal.
Aristóteles, mais moderado, nem por isso baixava a crítica quando o assunto envolvia riqueza. O combate à "pleonexia" (à ambição, à ganância) era uma luta cara ao estagirita.
E se Atenas legou esta hostilidade ao comércio, não encontramos salvação em Jerusalém. Pelo contrário: é mais certo um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus.
Ironicamente, alguns dos temas anticapitalistas do mundo antigo acabariam por regressar em linguagem moderna.
A idéia do comércio como inimigo da virtude seria articulada por Rousseau e, depois dele, por intelectuais de esquerda (Marcuse) ou de direita (Eliot). E a crença agostiniana de que a riqueza de uns provém sempre da pobreza de outros é o maior clichê das passeatas de Porto Alegre.
Lembrei tudo isso ao ler dois ensaios recentes. O primeiro, de Stephen Theil para a edição corrente da revista "Foreign Policy". E o segundo, de Peter Saunders, para a vetusta "Policy". Que nos dizem Theil e Saunders?
Em trabalho notável, Stephen Theil começa por analisar os livros de economia que franceses e alemães estudam hoje nas escolas. E o jornalista descobre que os alunos não aprendem propriamente economia. Aprendem um discurso sobre a economia que é, em resumo, uma longa diatribe contra o capitalismo e suas garras desumanas.
Na França, o livro canônico do estudo secundário dá pelo nome de "Histoire du 20ème Siècle" (história do século 20). E nessa história contemporânea é apresentada uma visão terrífica da iniciativa privada, que alegadamente mergulha os seres humanos em existências arruinadas. Nos bancos da escola, os franceses não aprendem as leis básicas da oferta e da procura. Mas aprendem a combater "la McDonaldisation du monde" e, como resultado, a economia gaulesa floresce rumo ao abismo.
Não são caso único. Na Alemanha, conta Theil que os nativos exibem igual hostilidade ao mercado. E quando o assunto é a globalização na Europa, eles preferem chamar-lhe "a brasilianização da Europa", uma expressão que, além de xenófoba, é profundamente ignorante: qualquer brasileiro, hoje, prefere emigrar para Londres, não para Berlim. Porque o capitalismo, mesmo o moderado capitalismo britânico, funciona.
Para Stephen Theil, necessário se torna rever a filosofia desses livros, que demonizam o mercado e atribuem ao Estado a função primária de velar pelos indivíduos. Se a Europa deseja mudar de vida, ela tem de começar por mudar a forma mental dos europeus.
É difícil discordar de Theil. Mas eu não estaria tão esperançado em qualquer mudança mental. Primeiro, porque a tradição econômica européia, tirando gloriosas exceções, nunca foi entusiasta do mercado. Desde Atenas. Desde Jerusalém.
Mas, sobretudo, porque não existem livros sem autores -ou, se preferirmos, sem essa particular espécie que, desde o iluminismo continental, se propõe a dirigir a humanidade. Falo dos "intelectuais". E falar dos "intelectuais" é falar do estatuto menor que eles ocupam em sociedades capitalistas, razão pela qual a maioria se interessa em combatê-las. É Peter Saunders, no segundo artigo, quem relembra Hayek e a sua interpretação clássica do fenômeno: nos últimos 50 anos, e graças à "mão invisível", a pobreza recuou mais do que nos últimos 500. Mas a realidade valerá pouco para o "intelectual" quando ele se confronta com uma entidade que não conhece e, pior, não controla: o mercado.
Para Hayek, a hostilidade dos "intelectuais" ao mercado não se explica por uma visão romântica alternativa. Não se explica pela hostilidade aos ricos ou pelo amor aos pobres. Explica-se com os caprichos do próprio ego. E, quando o assunto é tão profundo, não existe nada pior que vaidade frustrada.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Internet é mais popular que TV na Europa, diz pesquisa

BBC

A internet ultrapassou a televisão na lista dos meios de comunicação preferidos pelos europeus, segundo uma pesquisa de preferências de mídia realizado pela Associação Européia de Publicidade Interativa. Esta é a primeira vez que a televisão fica relegada ao segundo lugar no estudo, realizado anualmente desde 2003. A pesquisa, conduzida com mais de sete mil pessoas em dez países europeus, mostra que os jovens entre 16 e 24 anos agora passam 10% a mais do seu tempo conectados à internet do que em frente à televisão. O levantamento ainda mostrou que 96% dos entrevistados disseram ter reduzido a utilização de outros meios de comunicação por causa da internet. A televisão foi a mais prejudicada: 40% dos europeus assistem menos à televisão e 28% lêem menos jornais.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

IPhone Must Be Offered Without Contract Restrictions, German Court Rules

Rolf Nvennenbernd/European Pressphoto Agency

IPhone customers at a T-Mobile shop in Cologne, Germany. T-Mobile is appealing a court ruling.



New York Time

PARIS, Nov. 20 — Last month, French law forced Apple to promise that consumers could buy a version of its iPhone in this country without having to be locked into a long-term contract with Orange, the only mobile phone operator offering the new device.

Now, the same issue is tripping up Apple’s plans to sell the music-playing cellphone in Germany, the largest European telephone market. Last week, the Vodafone Group won the first round of a legal case against T-Mobile over its exclusive deal to sell the iPhone there.

A German court ruled that T-Mobile must offer the iPhone to everyone, even without the 24-month contract that it had required for buyers of the phone, which went on sale in Germany for 399 euros ($591) on Nov. 9. T-Mobile is appealing the ruling.

Vodafone of Britain had tried to secure its own pan-European exclusive deal with Apple for the iPhone. A spokesman, Simon Gordon, said the company was not trying to block the sale of the device but rather trying to level the playing field in Germany. Vodafone operates Vodafone Germany, the No. 2 German carrier. T-Mobile, a subsidiary of Deutsche Telekom, is the industry leader there, with 34 million customers.

Various European countries have laws that protect consumers from being forced to buy something else as a condition of buying a product. Britain does not have the same kind of restrictions, allowing O2, a mobile network operator owned by Telefónica of Spain, to sell the iPhone there with an 18-month exclusive contract.

Although Apple has announced sales plans for only the three largest European markets, restrictions on whether carriers can tie or subsidize phones also exist in several other Continental countries, including Belgium, Italy and Finland.

T-Mobile’s position is that tying a mobile phone to a contract with one provider is rare but not new in Germany, while Vodafone argues that all mobile phones sold there should be available for use with any provider. T-Mobile insisted that iPhone sales would continue uninterrupted, but warned that it reserved the right to seek damages from Vodafone.

The iPhone is scheduled to go on sale next week in France. The exclusive French carrier, Orange, a subsidiary of France Télécom, has not disclosed any details of the purchase, like the minimum length of the contract for locked models, or the cost of the unlocked model. An Orange spokeswoman, Béatrice Mandine, did not return phone calls seeking comment on Tuesday.

The iPhone competes directly with models from Nokia and Sony Ericsson, which have the widest offerings in phones that combine digital music players and cellphones, according to an analysis released this month by the consulting firm M:Metrics. The consultancy also said that the demand for premium phones and features was stronger in Europe than in the United States.

A year ago, a French court ruled against Sony’s requirement that songs sold in its online music store be played only on Sony devices. Apple faces a similar court challenge in France over its iTunes songs, which are tied to the iPod. The iPod’s music- and video-playing features are built into the iPhone.

sábado, 3 de novembro de 2007

Racismo: Una enfermedad social que recorre Europa

ANA CARBAJOSA - Bruselas - El País

El FC Brussels se quedó ayer sin patrocinador, después de que Matumona Zola abandonara el club de fútbol por racismo. El presidente reprendió al jugador congoleño y le advirtió de que "ya no está en su país y que debe pensar en otras cosas aparte de árboles y bananas", según el testimonio de Zola. El de esta semana es sólo uno de los múltiples casos de racismo en Bélgica, un país cuya justicia ha decidido poner coto a esta epidemia que, alimentada por los poderosos partidos de extrema derecha, recorre buena parte del país. El Tribunal Penal de Amberes ha aplicado este mes, y por primera vez en Bélgica, el agravante de racismo al condenar a cadena perpetua al joven que hace un año asesinó a una mujer negra y al niño pequeño al que cuidaba



Bélgica no es un caso aislado. Los datos de la recién estrenada Agencia Europea de los Derechos Fundamentales muestran que al menos en ocho países europeos han aumentado los crímenes racistas en los últimos seis años. "La violencia racista y el crimen continúan siendo una enfermedad social en Europa", dice el último informe de la Agencia, que compara la situación en los países de la Unión Europea.

El documento, publicado a finales del pasado agosto, analiza el grado de penetración del racismo y la xenofobia en Europa y hasta qué punto los Veintisiete cumplen con la directiva sobre la igualdad racial de la Unión Europea. Por un lado, destaca que la mayoría de los miembros han puesto en marcha esa ley, pero por otro indica que hay grandes diferencias en cuanto a la aplicación de sanciones y compensaciones en los casos de agresiones racistas. En cerca de la mitad de los países no se ha aplicado ninguna sanción. Además, dice el texto, "el reducido número de demandas durante 2006 hace pensar que existe una escasa conciencia [entre los ciudadanos] de que hay instituciones nacionales dedicadas a este asunto. Algunos países deberían hacer más campañas publicitarias dirigidas a las potenciales víctimas".

Reino Unido, Alemania, Dinamarca, Francia, Eslovaquia, Francia, Polonia e Irlanda son los ocho países en los que se ha registrado un aumento de la criminalidad racista. En ese mismo periodo, República Checa, Austria y Suecia registraron un descenso. Del resto no hay datos oficiales, y ése es, según la Agencia, uno de los principales problemas, la falta de conciencia de las autoridades sobre este problema.

Al margen de los crímenes, la Agencia Europea denuncia que los Gobiernos discriminan a los inmigrantes y a las minorías étnicas como los gitanos en el acceso a la vivienda, el empleo y la educación. Por ejemplo, tener un apellido magrebí es motivo para tener más dificultades para obtener un empleo en Suecia.

En el capítulo de buenas noticias, la organización destaca la puesta en marcha de leyes antidiscriminatorias. Recientes derivas electorales como el triunfo en Suiza de Crhistop Blocher, en cuyo cartel electoral aparecían tres ovejas blancas expulsando de una patada a una oveja negra del país, dibujan sin embargo un panorama poco alentador.

España: Un racismo de baja intensidad

La xenofobia empieza a instalarse en lugares donde se integran los inmigrantes


DANIEL BORASTEROS / JESÚS GARCÍA
- El País

España no es xenófoba. Las encuestas reflejan que la sociedad ha incorporado sin grandes sobresaltos el mayor flujo de inmigrantes que ha conocido el país. Pero algunas agresiones, las dificultades de convivencia y la competencia por servicios como las urgencias o plazas de colegio empiezan a dibujar otro panorama: el racismo de baja intensidad. Una sensación latente -y ya no tan latente en zonas con alta densidad de extranjeros- de que disminuye el pastel del Estado de bienestar.

"Este racismo se basa en la percepción del otro como alguien que te puede crear problemas. Se tiende a generalizar: el otro pasa a ser el conflictivo, el maleducado, el delincuente", argumenta Adelas Ros, investigadora de la Universitat Oberta de Catalunya (UOC) y ex secretaria de Inmigración de la Generalitat. "Es una tontería llamar a eso racismo", eleva el tono Riduan, de la Asociación de Inmigrantes Marroquíes. "Lo que sucede es que los españoles de clase trabajadora ven amenazados sus privilegios por una clase aún más necesitada que ellos", subraya Riduan, que insiste: "¡Eso no es racismo!".

Las encuestas reflejan que la inmigración ha ido creciendo como preocupación de los españoles hasta llegar al tercer puesto. Y datos como que el 59% de los españoles cree que los inmigrantes "lastran los salarios" muestran una culpabilización creciente del que viene de fuera.

"Son muchos y son maleducados", es el resumen verbalizado de Marta P., de 34 años y dependienta de una tienda en Alcorcón (165.000 habitantes, 15% de inmigrantes). "Los que se llenan la boca con la integración viven en zonas de ricos y no conviven con ellos", zanja Marta, hasta ahora votante del PSOE, en un discurso que ha calado en todo el espectro ideológico.

La xenofobia se dispara allí donde más inmigrantes hay y, precisamente, en algunos donde se ha hecho más esfuerzos por su integración: en Vic (40.000 habitantes), el acceso a las escuelas públicas está en el origen del ascenso del partido xenófobo Plataforma per Catalunya. Fue el segundo más votado en mayo, con el 18% de los votos. Y lo fue después de un esfuerzo del Ayuntamiento por repartir inmigrantes entre los colegios concertados para no concentrar todos en dos centros públicos. Vic tiene un 25% de inmigrantes -sobre todo magrebíes y subsaharianos-, hasta el 40% en algunos barrios.

La ascensión de Plataforma per Catalunya se explica, en buena medida, por la permanente campaña electoral de su líder, Josep Anglada, que durante años ha mantenido "una estructura de poder paralela", en palabras del concejal Joan López. Si los vecinos tenían un problema, llamaban a Anglada y éste, convertido en una especie de padrino, les daba una solución.

No son una aparición aislada. En Talayuela, pueblo cacereño premiado por su labor de "concordia", Iniciativa Habitable, grupo con un agresivo argumentario contra los extranjeros, obtuvo en las elecciones de mayo el 27% de los votos de esta población, con un 35% de inmigrantes censados. Y esas plataformas con un mensaje abiertamente xenófobo empiezan a proliferar en las ciudades del cinturón de Madrid. La Plataforma por Alcorcón, por ejemplo, no esconde que su principal reivindicación es que "los españoles estén por delante". Muchos de ellos frecuentan foros comunes en Internet. De semejante corpus ideológico se nutren Vientos del Pueblo (Getafe) o Alcalá Habitable.

El sustento de este rechazo, exponen los sociólogos, está en algunas "leyendas urbanas". Por ejemplo, que a los extranjeros no se les cobran impuestos al abrir un negocio, o que tienen más facilidades para acceder a las ayudas públicas. Es falso. Además, los inmigrantes que quieren acceder a las ayudas "deben pagar sus impuestos". Las subvenciones de los Ayuntamientos se ciñen a asuntos como "enseñanza del español o asesoría jurídica". Ese es el programa de Villaviciosa de Odón (26.000 habitantes, 10% inmigrantes).

La comunidad latinoamericana es una de las que ha expresado con mayor contundencia su temor a una oleada racista en España. "La agresión a la menor ecuatoriana en Cataluña es un hecho aislado, pero pone en evidencia acciones de racismo en el día a día. En el plano laboral, administrativo o social, nos topamos con actitudes xenófobas", explica Javier Boldoni, responsable de Fedelatina, que agrupa a las asociaciones latinoamericanas en Cataluña.

"No es normal que haya enfrentamientos con los españoles", dice María, propietaria de La Perla del Pacífico, un pequeño restaurante en el barrio madrileño de Tetuán. Sin embargo, cada comunidad tiene sus propias zonas de ocio y nunca se juntan. "Los peores son los moros, los ecuatorianos no molestan", dice con su peculiar filosofía de vida Susana, vecina "de toda la vida del barrio". Pero a veces sí hay problemas. Aunque sean "de baja intensidad". A Stefani le daban crisis de ansiedad. Tiene 14 años y, según el perfil trazado por los psicólogos, "está acomplejada". En el colegio la insultan. La llaman "gorda". Pero no sólo eso. También le recuerdan que tiene la piel oscura y que no nació en España. En definitiva, que es ecuatoriana.

Cuando habla de "incidentes graves", Boldoni se refiere a las agresiones físicas, que son minoritarias. Las ejecutan, habitualmente, grupos de ideología neonazi. En Madrid, abundan en el Corredor del Henares. En Cataluña, están activas en el llamado "triángulo xenófobo", en la comarca del Vallès. Sus integrantes ni crecen ni desaparecen. "Es difícil dar el salto cualitativo de las palabras a las agresiones", analizan los expertos.

Sin embargo, las palabras con su remoquete inicial inevitable, "yo no soy racista, pero..." sí que empiezan a calar. En el distrito de San Cristóbal de los Ángeles (40% de inmigración) aguardan en una marquesina. Dicen que están esperando "la patera". En realidad, el autobús, pero "va lleno de moros". Las palabras despectivas y los chistes se han vuelto algo cotidiano.

"Fuera rumanos. No al incivismo. No somos racistas". Bajo esta pancarta salieron a la calle, en febrero, cientos de vecinos de una barriada obrera de Badalona, un municipio del área metropolitana de Barcelona. Los vecinos pretendían expulsar a 25 rumanos de etnia gitana que vivían en un piso de 60 metros cuadrados. En el origen de aquella violenta protesta -los extranjeros se marcharon- había un conflicto de convivencia: los nuevos inquilinos eran de higiene descuidada y montaban jaleo.

Pese a la insistencia de los vecinos en desmarcarse de cualquier matiz de xenofobia, los expertos ven en acciones como ésta la existencia de un racismo latente, que de forma casi inconsciente tiñe la base social. ¿Quiere decir eso que los españoles somos racistas? La respuesta, a juzgar por lo que dicen los propios interesados, es un contundente "no". De hecho, según un estudio de 2006 del Observatorio Español del Racismo, el 65% de los españoles ve positivamente "la llegada de personas de otras razas, religiones y culturas". Al 91% le parece bien que cobren el paro y al 85% le parece justo que traigan a su familia.

En lo que va de año, SOS Racismo ha recibido 270 denuncias. La estadística incluye los casos de racismo "de baja intensidad", que son la mayoría -discriminación laboral o en el acceso a una vivienda-, pero también las supuestas agresiones de individuos y agentes de la policía. Hace pocos meses, Miwa Buene, congoleño, se quedó tetrapléjico tras recibir una paliza de un individuo que le gritaba "¡mono de mierda!". Mireia, la mujer de Miwa, no tiene dudas: "Si eres negro, no vales nada".

"El Estado de Bienestar se ha quedado corto", concluye Ros. En Madrid, las instituciones dejan claro que "no hay discriminación. Ni positiva ni negativa". Aunque reconocen que se dan choques culturales. Por ejemplo, en las urgencias de los hospitales. "Las urgencias son un sitio duro y la gente se pone nerviosa", explica un trabajador del 12 de Octubre, de Madrid. "Hay bofetadas de vez en cuando", explica. No es raro que los españoles afeen a los extranjeros hacer uso de una asistencia a la que no tienen "tanto" derecho como ellos.

L'Italie veut expulser des milliers de Roumains

La préfecture de Milan n'a pas tardé à mettre en application, vendredi 2 novembre, le décret-loi adopté dans l'urgence mercredi 31 octobre. Quatre premiers Roumains font l'objet d'une procédure d'expulsion. Selon le préfet de Milan, Gian Valerio Lombardi, "des centaines" d'individus pourraient être éloignés de Milan dans les jours qui viennent.

Sur l'ensemble du territoire italien, ce sont des milliers de ressortissants roumains qui peuvent désormais être expulsés. Le décret-loi autorise en effet les préfets à renvoyer dans leur pays d'origine, sans procès ni recours possible, des citoyens de l'Union européenne qui "contreviennent à la dignité humaine, aux droits fondamentaux de la personne ou à la sécurité publique". Une définition suffisamment vague pour englober le maximum de petits délinquants, avérés ou simplement suspectés. Ce tour de vis sécuritaire a été donné par le gouvernement de centre gauche conduit par Romano Prodi dans les heures qui ont suivi l'agression mortelle d'une femme par un Roumain, dans la banlieue nord de Rome.

La sauvagerie de ce fait divers et la nationalité du meurtrier présumé ont déclenché dans tout le pays une onde d'émotion, teintée de xénophobie envers une présence roumaine de plus en plus visible.

Selon les statistiques de l'immigration rendues publiques, mardi 30 octobre, par la fondation Caritas-Migrantes, les Roumains constituent la première communauté étrangère en Italie, avec près de 560 000 personnes recensées. Plus de 100 000 d'entre elles sont arrivées depuis le 1er janvier, le plus souvent installées dans des bidonvilles insalubres à la périphérie des villes.

"Rome était la capitale la plus sûre d'Europe avant l'entrée de la Roumanie dans l'Union européenne", a tonné le maire de la cité, Walter Veltroni (élu secrétaire du nouveau Parti démocrate le 14 octobre), attribuant aux ressortissants de ce pays les trois quarts des crimes et délits commis dans l'agglomération. Le "péril roumain" évoqué par le nouvel homme fort du centre-gauche semble confirmé par les chiffres de la police : sur 10 500 arrestations effectuées dans la région depuis le début de l'année, 7 300 concernaient des étrangers, dont 6 000 des Roumains. D'après la presse, 5 000 d'entre eux répondraient aux critères d'expulsion du nouveau décret.

La police a procédé, jeudi et vendredi, à des contrôles dans les campements roms de la capitale, ainsi qu'à Florence, Milan et plusieurs villes du nord de l'Italie. "Nous ne faisons pas la chasse aux Roumains, mais aux délinquants roumains", a nuancé le ministre de l'intérieur, Giuliano Amato. Toutefois, son ancien chef de cabinet, aujourd'hui préfet de Rome, Carlo Mosca, a confirmé la "ligne dure" des autorités "parce que face à des bêtes on ne peut répondre qu'avec la plus grande sévérité". Les premiers arrêtés d'expulsion ont été pris dès vendredi 2 novembre, après la publication du décret-loi au Journal officiel.

Ce texte accélère l'application de mesures contenues dans un projet de loi, annoncé le 30 octobre, qui devait donner plus de pouvoirs aux maires dans la lutte contre la microcriminalité. L'Association nationale des magistrats (ANM), qui regroupe les 9 000 magistrats italiens, a approuvé son contenu. Si une instruction est en cours, le juge décidera de la poursuite de l'action judiciaire ou de la remise du prévenu aux autorités pour reconduite dans son pays. Le chef du gouvernement, Romano Prodi, ancien président de la Commission européenne, a précisé que le décret est conforme au droit communautaire.

Pour l'opposition de centre-droit, cette manifestation de fermeté est "tardive et partielle". Gianfranco Fini, chef d'Alliance nationale (AN, droite conservatrice), exige "la destruction de tous les campements abusifs et l'expulsion des clandestins sans source de revenus". Il est reproché à M. Prodi d'avoir levé les restrictions mises par le gouvernement Berlusconi à l'immigration venue d'Europe de l'Est : "Nous payons aujourd'hui le prix de la tolérance excessive du passé", estime dans la presse italienne Franco Frattini, le commissaire européen chargé du dossier justice, liberté, sécurité.

Alors que les débarquements de migrants clandestins venus d'Afrique continuent en Sicile et en Calabre (plus de 300 arrivées le week-end dernier, et une cinquantaine de morts et de disparus dans des naufrages), les derniers chiffres de l'immigration concourent à une surenchère xénophobe. "Maintenant, l'Italie est aux mains des étrangers", a titré le quotidien berlusconien Il Giornale, en commentant l'augmentation de 21 % de la population étrangère en un an.

L'immigration est "source d'insécurité" pour 48 % des Italiens, selon un sondage. Le chef de l'Etat, Giorgio Napolitano, a condamné "les remontées de racisme", expliquant que "sans les travailleurs immigrés, le système économique serait bloqué".

Dans un éditorial, Il Corriere della Sera met en garde contre "l'existence en Italie d'un syndrome Blocher", du nom du leader xénophobe vainqueur des dernières législatives en Suisse. Romano Prodi vérifiera la semaine prochaine, lors du vote du budget au Sénat, si la ligne sécuritaire adoptée renforce sa majorité ou au contraire aggrave les dissensions avec la gauche radicale. Le quotidien communiste Liberazione s'interrogeait en "une", jeudi 1er novembre : "Pourquoi restons-nous dans ce gouvernement ?"


Immigration Un décret-loi a été adopté en urgence à la suite d'une agression mortelle

Jean-Jacques Bozonnet - Le Monde

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Festival européen TEMPS D'IMAGES | 2007

Festival européen TEMPS D'IMAGES | 2007
Initié par / created by ARTE et La Ferme du Buisson

En Europe, du 7 septembre au 14 décembre 2007
A Montréal, du 19 février 2007 au 1er mars 2008.
In Europe, 7 september to 14 December 2007
Montréal, 19 February 2007 to 1 March 2008
la Ferme du buisson, Arte
la Ferme du buisson, Arte
la Ferme du buisson, Arte
CSW Zamek Ujadowski : VARSOVIE, POLOGNE / VARSAW, POLAND
Les Halles : BRUXELLES, BELGIQUE / BRUSSELS, BELGIUM
RomaEuropa Festival : ROME, ITALIE / ROME, ITALY
tanzhaus nrw : DÜSSELDOR, ALLEMAGNE / DÜSSELDORF, GERMANY
Usine C : MONTRÉAL, CANADA / MONTRÉAL, CANADA
Ce projet est financé avec
le soutien de la Commission
Européenne / This project
is funded with the help of the
European Commission.


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

La libéralisation du marché de l'énergie défendue par Bruxelles divise les Européens

Le Monde

Le sujet est explosif. José Manuel Barroso, le président de la Commission européenne, a présenté, mercredi 19 septembre à Bruxelles, le projet de libéralisation du marché de l'énergie à l'origine d'une intense bataille entre Bruxelles, les industriels du secteur, et les Etats.

Parmi les propositions phares de ce "paquet" destiné à supprimer les dysfonctionnements du secteur en Europe figure la "séparation patrimoniale" des activités de transport et de production d'électricité et de gaz.

Une réforme radicale pour de nombreux Etats membres, puisqu'elle pourrait conduire à l'éclatement de groupes comme EDG, GDF Suez, en France, E.ON, ou RWE en Allemagne. Aux yeux de la majorité des commissaires, dont Andris Piebalgs, chargé de l'énergie, et Neelie Kroes, de la concurrence, cette perspective garantit l'accès des tiers aux réseaux détenus par les anciens monopoles.

Le projet suscite de vives empoignades entre les Vingt-Sept et le Parlement européen. Fin juillet, neuf Etats membres, dont la France et l'Allemagne, ont écrit à la Commission pour lui faire part de leur opposition à la séparation patrimoniale. Pour eux, elle ne pourrait qu'affaiblir les opérateurs à l'heure où il faut sécuriser les approvisionnements.

"NE PAS ÊTRE NAÏF"

Un peu plus tôt, huit autres pays, parmi lesquels le Royaume-Uni, l'Italie ou l'Espagne, avaient au contraire envoyé à Bruxelles un courrier favorable à l'initiative. Le Parlement européen a, de son côté, jugé que cette séparation patrimoniale serait l'option "la plus efficace" pour parachever la libéralisation du secteur, tout en suggérant de ne pas l'appliquer aux entreprises gazières.

La Commission a tout de même lâché du lest. Sous pression franco-allemande, plusieurs aménagements ont été proposés. La seconde option mise en avant par le collège, celle de la création d'un gestionnaire indépendant chargé des réseaux de transport, a été simplifiée, à la demande de Jacques Barrot et de son homologue allemand, Günter Verheugen.

Ce dispositif dérogatoire doit permettre aux principaux groupes européens de conserver la propriété de leurs réseaux. Mais EDG, GDF et autres E.ON devraient alors en confier la charge à un gestionnaire responsable des relations avec les différents utilisateurs. Une nouvelle agence pour la coopération des régulateurs de l'énergie aura aussi pour mission de superviser, en lien avec les autorités nationales, les projets d'investissements susceptibles d'avoir un impact sur l'ensemble du marché de l'Union européenne.

Enfin, un mécanisme est à l'étude afin d'exclure l'hypothèse d'un rachat des réseaux de transports par un producteur originaire d'un pays tiers, comme le puissant russe Gazprom. La Commission se propose de certifier que les investisseurs non européens souhaitant prendre le contrôle d'une infrastructure ne disposent d'aucun intérêt dans la production. "Il faut ouvrir nos marchés, mais sans être naïf", affirme M. Barroso.
Philippe Ricard

Europa: Protecionismo para fora e liberalismo para dentro

Europa: La Comisión limita el acceso de las empresas extranjeras al sector energético

El País

Separación patrimonial de las actividades de producción y de transmisión y fórmulas de defensa frente a los grandes grupos extracomunitarios. Éstas son las dos propuestas más llamativas del tercer paquete de medidas para la liberalización de los mercados de la energía presentado hoy por la Comisión Europea (CE). El objetivo es doble. Por un lado, evitar que las empresas de fuera de la Unión Europea se aprovechen de la apertura del sector energético y, por otro, recordar la conveniencia de que los grandes grupos del gas y la electricidad no controlen las redes de transporte. En el paquete se incluye, además, el refuerzo de los poderes de los reguladores energéticos nacionales y la creación de una agencia para la cooperación entre estos organismos a escala europea.

"Se trata de proteger la competencia leal entre todos los actores, y eso es algo diferente al proteccionismo", puntualizó en rueda de prensa el presidente de la CE, José Manuel Durao Barroso, que insistió en que éstas nos son "acciones políticas".

En concreto, el texto adoptado por el Ejecutivo comunitario incluye una "cláusula internacional" por la que sólo se permitirá a las empresas energéticas extranjeras hacerse con el control de redes de transporte de energía en la Unión Europea (UE), si respetan las mismas reglas que sus competidores comunitarios. Para asegurar esto, la CE propone que únicamente las empresas energéticas de aquellos países que firmen acuerdos en este ámbito con la UE podrán operar los gasoductos y las redes eléctricas.

Estas medidas impedirían a empresas como la rusa Gazprom, principal suministrador de gas de la UE, hacerse con el control de las redes europeas de transporte de energía, un escenario temido en varios Estados miembros.

Las "duras condiciones" -en palabras de Barroso- que se impondrán a las empresas extranjeras pretenden evitar que éstas se aprovechen de las nuevas normas que tendrán que cumplir los grupos energéticos europeos.

Separación de funciones

Porque de aprobarse la propuesta presentada hoy por la CE, los gigantes europeos del gas y de la electricidad tendrán que deshacerse de sus redes de transporte si quieren seguir produciendo y comercializando energía, en un intento por parte de la CE de impulsar la competencia en el sector e incentivar la inversión.

La fuerte oposición a esta medida por parte de gigantes como la alemana E.ON y las francesas EDF y Gaz de France, y de varios países miembros, con Alemania y Francia a la cabeza, ha llevado a la CE a ofrecer una alternativa, que permitiría a las empresas mantener la propiedad de las redes de transporte, pero gestionadas por entidades totalmente independientes.

En cualquier caso, se mantiene una gran división entre los países que, como España, defienden la separación patrimonial -que sigue siendo la opción preferida de Bruselas-, y los que se oponen.

El comisario de Energía, Andris Piebalgs, expresó en la misma rueda de prensa su confianza en que la negociación pueda concluir en el segundo semestre de 2008, pese a que en ese momento presidirá la Unión Francia, uno de los países más reacios a la iniciativa de Bruselas.

Oposición de la patronal

En este sentido, la patronal europea BusinessEurope consideró hoy que la propuesta de la UE para la liberalización del sector energético supone "un buen paso adelante", pero puso en duda que sea necesario forzar la desmembración de los grandes grupos para garantizar el correcto funcionamiento de las redes de transporte.

En un comunicado, la asociación que agrupa a los empresarios de la UE recalcó que la separación de las actividades de transmisión es "esencial" para asegurar la igualdad en el acceso a las infraestructuras de transporte e incentivar las inversiones. Pero se preguntó si la mejor manera para conseguirlo es obligar a los grupos que controlan todas las actividades (desde la generación, al transporte y la comercialización) a deshacerse de las redes o establecer un operador independiente, o si basta con aplicar correctamente la legislación vigente.