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domingo, 23 de setembro de 2007

Marta Suplicy vai atuar para o aeroporto do Guarujá operar vôos comerciais

MTur vai atuar para o aeroporto do Guarujá operar vôos comerciais Brasília (21/09) - “O turismo depende de investimentos em infra-estrutura e o transporte é um dos itens mais importantes para o desenvolvimento da atividade turística”. Assim, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, defendeu a importância de o Aeroporto Metropolitano da Baixada Santista, em Guarujá e de uso militar, ser utilizado também para vôos comerciais. Em visita ao Núcleo Aéreo do aeroporto, hoje (21/09), a ministra e o prefeito de Guarujá, Farid Madi, assinaram Protocolo de Intenções, sinalizando o comprometimento do MTur em articular, com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Ministério da Defesa e a Infraero, a desvinculação das áreas civil e militar.

“Enquanto essa questão da desvinculação não estiver resolvida não temos como liberar recursos para o início das obras”, explicou Marta Suplicy. A ministra foi recebida pelo tenente-coronel Jorge Tebicherane, comandante do Núcleo Aéreo, que falou sobre o andamento do projeto. De acordo com ele, o custo da primeira fase das obras está estimado em R$ 14,5 milhões. A instalação do aeroporto já conta com parecer favorável do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a licença prévia do Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental (DAIA), órgão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente. A Anac também analisa o projeto e deve se pronunciar sobre o assunto em outubro. “ Esse projeto pode fazer uma enorme diferença para o turismo da Baixada, principalmente para o segmento de eventos, pois Santos é a oitava cidade brasileira no ranking de eventos internacionais”, disse a ministra.

Projeto – A área a ser ocupada pelo futuro aeroporto equivale a 10% do espaço do Núcleo Aéreo, que tem 2,7 milhões de metros quadrados. O projeto de reestruturação inclui a construção de terminal de passageiros, estacionamento de veículos, pista de taxiamento, pátio para aeronaves, além da ampliação da pista de pouso e decolagem de 1,3 mil para 1,6 mil metros.

De acordo com a prefeitura de Guarujá, a pista do aeroporto possui boa drenagem, dispensando, inclusive, a necessidade de ranhuras (groovings) para o escoamento de água. Outra vantagem técnica é a facilidade no pouso das aeronaves, pois a pista está ao nível do mar, onde o ar é mais denso, o que facilita o pouso. Aproximadamente 15 aeronaves poderão pousar e decolar a cada hora.

O acesso ao local se dará por meio de duas rodovias principais da cidade: a Cônego Domênico Rangoni e a Santos Dumont. O projeto da prefeitura prevê, ainda, a abertura de novas vias de acesso. Com o aeroporto, Guarujá será a única cidade do país a contar com infra-estrutura aeroviária, ferroviária, portuária e rodoviária. Fonte Ministério de Turismo

sábado, 1 de setembro de 2007

Turismo propõe reorganização da malha aérea à Defesa

Cristina Massari

RIO - Uma proposta de reestruturação dos hubs de aviação internacional e regional no Brasil, elaborada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) visando a integração da malha aérea sul-americana - encomendado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva no ano passado - foi entregue ao ministro da Defesa Nelson Jobim, pela ministra Marta Suplicy, na quinta-feira. As sugestões apresentadas defendem também que a escolha dos aeroportos a serem reformados ou criados para servir como hubs leve em conta as necessidades identificadas pelo Ministério do Turismo de acordo com o plano de desenvolvimento para o setor. A proposta aponta aeroportos que poderiam ser utilizados como receptores de vôos internacionais e distribuidores para a malha regional, além de sugerir alternativas ao Aeroporto de Guarulhos como principal porta de entrada internacional.

- Com o Aeroporto de Guarulhos já considerado saturado para a aviação internacional, a proposta reafirma os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro e de Confins (MG), na Região Sudeste, como os que têm capacidade para assumir um papel relevante e especial, além do aeroporto de Brasília, no Centro-Oeste, e o de Porto Alegre, que pode ter um desempenho importante no Cone Sul - detalha o chefe de gabinete do Ministério do Turismo, Mario Moyses.

O documento aponta também a necessidade de se estabelecer um portal de entrada no país para vôos internacionais para a Região Amazônica, conta:

- Dois aeroportos da Região Norte pleiteiam esta posição e poderiam funcionar com hubs regionais e receptores internacionais, o de Belém e Manaus.

Para os aeroportos da Região Nordeste, conta Moyses, a preocupação é de estimular o crescimento do fluxo internacional.

- Na região Nordeste todos os principais aeroportos estão aptos e já têm recebido vôos internacionais. Eles já recebem de suas localidades e devem distribuir para diferentes destinos e mesmo no interior do estado, que precisam de acessibilidade aérea. A capilaridade é pequena em face das necessidades das localidades, que vão além do turismo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Marta Suplicy elogia atuação de Jobim na Defesa

TIAGO DÉCIMO - Agencia Estado



SALVADOR - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, elogiou hoje a atuação do colega Nelson Jobim, da Defesa. "Acho que ele (Jobim) está indo bem, tentando solucionar um problema que estava entravado, tomando as medidas necessárias", disse. Marta ressaltou que Jobim conta com mais condições de fazer mudanças que seu antecessor, Waldir Pires. "Depois de uma tragédia desse porte (queda do Airbus da TAM em São Paulo), ele obteve muito mais trânsito, recursos e poder que seu antecessor. E como ele é uma pessoa competente, vai ser bem-sucedido, para o bem de nós todos."

A ministra esteve hoje em Salvador, onde assinou convênios com o governo da Bahia para liberação de cerca de R$ 16 milhões para capacitação de profissionais de turismo e para restauração de monumentos históricos. Ao comentar a queda de receita do setor de turismo por todo o País - Salvador, por exemplo, registrou redução de 30% no fluxo de turistas desde o carnaval, ante mesmo período do ano passado -, a ministra disse acreditar que o apagão aéreo teve "alguma influência" nos resultados, mas acredita que a queda na cotação do dólar frente ao real foi mais decisiva. "O que tem impactado mais, em especial o setor hoteleiro do Nordeste, é o câmbio. Nós estamos tomando várias medidas, junto com o Ministério da Fazenda e com outras pastas, para tentar aliviar essa questão."

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Terra Magazine entrevista Waldir Pires

Terra Magazine - Ministro, o senhor deixa o ministério...
Waldir Pires -
Sim, vínhamos conversando, o presidente e eu, e hoje tivemos uma conversa de meia hora.

Como foi?
Uma conversa tranqüila, carinhosa, emocionante, de pessoas que se respeitam e compreendem o que está em jogo, e devo dizer que diante de tudo o presidente resistiu bastante...

O senhor certamente não me dirá o que disse o presidente, mas eu pergunto o que o senhor disse para ele.
Eu disse: 'Presidente, há uma sanha para atingi-lo. Novamente se movem para atingir o senhor e seu governo, é a mesma sanha de sempre, e desta vez me usam para este fim'.

Isso...
Houve uma tragédia, é um momento de dor imensurável das famílias, é um momento de grande dor para todos nós, mas nada disso se leva em consideração, a sanha, o desejo de atingir o presidente e seu governo é o mesmo de sempre.

O senhor era o ministro da Defesa...
Por isso mesmo não tenho atribuição alguma, nem poder algum, sobre o setor aéreo. Isso pode vir a ser modificado, mas hoje o ministro da Defesa não tem atribuição, mecanismos ou poder de atuar nesse setor. Tantos que escrevem e falam sobre isso devem saber disso; se não sabem deveriam saber. O ministro da Defesa não tem tais atribuições. Por isso eu tenho a convicção e a manifestei ao presidente: a verdadeira intenção é atingi-lo, sempre.

Diziam que o senhor...
Diziam que eu tenho 80 anos e que, portanto... eu tenho 80 anos de luta pelo Brasil e de dignidade. Eu tenho 80 anos e há mais de 50 vivo e acompanho essa luta de perto, de dentro. Uma luta para construirmos instituições que tornem a vida do nosso País justa e decente. O Brasil tem uma posição cada vez mais importante no diálogo pela preservação da civilização humana, para o fortalecimento das instituições que construam a paz.

O que o senhor diria ao deixar o ministério da Defesa?
Há hoje um desafio posto para o mundo inteiro, num tempo em que já não há a Guerra Fria, mas não há paz, pelo contrário. Neste cenário, ainda que seja um dos raros países a assinar o compromisso de não utilização de armas atômicas, o Brasil não pode renunciar à conquista das tecnologias mais modernas. Sei que é uma preocupação das Forças Armadas, e preocupação justa, com nossas responsabilidades no Atlântico Sul e com a preservação da Amazônia.

O senhor sai triste?
Como tanto disseram, tenho 80 anos. Lutas se ganham, se perdem, e às vezes não se conclui uma missão, mas as raízes ficam plantadas. Me senti honrado por essa tarefa no outono da minha vida, não a concluí mas as raízes estão plantadas.

Que preocupação o senhor deixa?
Com essa eleição que não querem terminar nunca, com essa sanha que retorna a cada episódio, ainda que sob o disfarce de crítica a isso ou àquilo, ainda que sob o disfarce das boas intenções. Deixo o ministério honrado, mas me preocupa essa insânia que não aceita a decisão do povo, que não respeita de verdade as instituições democráticas.

Terra Magazine

“ELITE NÃO ENGOLE LULA, COM OU SEM JOBIM”

do Conversa Afiada

O diretor-adjunto da revista Carta Capital, Mauricio Dias, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 25, que a tentativa de Lula de fazer uma composição à direita com Nelson Jobim é inútil (clique aqui para ouvir o áudio).

Segundo Mauricio Dias, Lula é intragável para a direita. “E terminada essa crise nos aeroportos, essa tragédia lamentável com o avião da TAM, vão procurar outra. Vão cavar asfalto para encontrar minhoca”, disse Dias.

Mauricio Dias disse que a imprensa tem um problema político com Lula: fazer com que Lula não seja um eleitor importante em 2010, já que ele foi eleito em 2006, mesmo com a ação contrária da mídia, conforme mostrou um estudo do Iuperj (clique aqui).

Clique aqui para ler “Mídia foi contra Lula em 2006”.

“Se a mídia não queria o Lula em 2006, não vai querer que o Lula influencie a eleição de 2010. O jogo é esse”, disse Dias.

Mauricio Dias disse que o Ministro Waldir Pires era visivelmente rejeitado pelos militares em função do DNA político dele. “O Ministro Waldir Pires foi um homem do Governo João Goulart, que sofreu um golpe dos militares em 1964”, disse Mauricio Dias.

Segundo Dias, Pires foi o primeiro Ministro da Defesa que fez um esforço e que conseguiu colocar os militares sob o comando civil. “Porque não se pode esquecer em momento algum que o poder é civil”, disse Mauricio Dias.

Dias disse também que teve contato com vários militares que passaram pelo poder e que eles não engoliam a presença do Ministro Waldir Pires, porque foi de um governo constitucionalmente eleito e golpeado em 1964.

Leia a íntegra da entrevista com Mauricio Dias no Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Lula pede água a quem quer o seu sangue (25/07)

Blog de Alon

Luiz Inácio Lula da Silva demitiu Waldir Pires. O presidente não conseguiu do ministro da Defesa nem ao menos um pedido de demissão. Leia o que disse a respeito o porta-voz do Planalto:

Bom dia a todos. Temos um anúncio sobre a troca de comando no Ministério da Defesa. O presidente Lula reuniu-se esta manhã com o ministro da Defesa, Waldir Pires, e pediu a ele que entregasse o cargo. O Presidente agradeceu, em primeiro lugar, pelo extraordinário trabalho realizado pelo Ministro nos três anos em que esteve à frente da Controladoria-Geral da União, mudando o perfil daquele órgão, para torná-lo efetivamente fiscalizador da devida aplicação dos recursos públicos repassados pelo governo federal aos estados e municípios. Este trabalho pode ser considerado um marco no combate à corrupção. Em segundo lugar, o Presidente agradeceu ao ministro Pires pela altivez com que assumiu e conduziu o Ministério da Defesa. No entanto, o Presidente ponderou ao Ministro que, neste momento, era necessário um novo perfil para conduzir o Ministério e, particularmente, a crise do setor aéreo. O Presidente convidou para assumir o Ministério da Defesa o ministro Nelson Jobim, que aceitou o convite. A posse do ministro Jobim está marcada para as 16 horas de hoje, no Salão Leste do Palácio do Planalto. O currículo do ministro Jobim estará à disposição em breve.

O ministro Waldir Pires deve ter lá os seus motivos para recusar-se a pedir demissão. Meus respeitos ao ministro, um homem de bem e leal ao Brasil e ao governo a que serviu. Qual foi o principal erro dele na pasta? Ter estimulado a indisciplina na Força Aérea Brasileira (FAB). O assunto se resolveu após o motim de 30 de março, quando um Lula colocado contra a parede pelos comandantes militares aceitou devolver a autoridade ao chefe da Aeronáutica, Juniti Saito. Depois de meses em que o Palácio do Planalto assistiu impassível ao florescimento da anarquia militar. Você conhece a minha opinião. O governo flertou com a bagunça nos quartéis porque achou que ela lhe poderia ser útil no projeto de desmilitarizar o controle do tráfego aéreo nacional. Por uma ironia, nos últimos dias a única coisa que parece funcionar bem na área é o controle do tráfego aéreo. Ainda que sujeito a soluços, como o da semana passada em Manaus. Mas a caixa de pandora da aviação foi aberta e agora Lula não sabe como fechá-la. Eu acho que Waldir Pires não quis pedir demissão porque tudo o que fez na pasta foi com o conhecimento e a anuência do presidente da República. Agora, junto com a saída de Waldir, parece que o governo acena com a privatização da Infraero. Ou de um pedaço da Infraero. Pelo visto, Lula pode até estar deprimido com as vaias no Maracanã e atrapalhado com a chuva de ataques que sofre desde o acidente com o Airbus da TAM, na semana passada. Mas o presidente parece que sabe de onde vêm os ataques. Talvez por isso acene com carne aos leões, com uma privatização. Bem ele que prometeu na campanha que nenhum patrimônio estatal seria privatizado em seu segundo mandato. Lula nomeou alguém com trânsito entre os seus (de Lula) algozes. O presidente resolveu pedir água. Uma dúvida que eu tenho é se é inteligente um presidente da República pedir água aos que desejam beber o seu sangue.