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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Valeu Moreno, Tereza Cruvinel merece!

por Jorge Bastos Moreno

A jornalista Tereza Cruvinel será a presidente da nova TV Pública do país.

Ela está deixando o Globo, onde por mais de 20 anos foi colunista do "Panorama Político".

A nota deveria acabar aí.

Foi o que a minha emoção pediu.

Mas Tereza é Maior do que esta nota e, principalmente, Maior do que esse seu novo desafio.


A Tereza é Grande. Seu trabalho no Globo foi Grande.

Minha tristeza também.

Agora posso contar: Tereza veio pro Globo por indicação minha. Foi a única indicação minha que até hoje emplacou na empresa. Depois da Tereza, não emplaquei mais ninguém. Isso sempre me revoltou. Mas agora entendo. A indicação da Tereza esgotou todas as minhas possibilidades. Qualquer pessoa que eu indicasse depois da Tereza não teria a menor importância. O acerto estava feito.

Em pouco tempo, a Tereza cresceu muito mais que eu. Cheguei a repetir Golbery sobre a sua cria, o SNI: "Criei um Monstro".

Como a minha vaidade aceitou a Tereza ser mais importante do que eu na sucursal do Globo em Brasília? Eu sei driblar -- e muito bem -- qualquer sentimento mesquinho que se queira apropriar da minha alma penada.

Coloquei na cabeça: "A Tereza sempre vai ser muito melhor que eu e eu tenho que aceitar isso, pois terei que conviver sempre com essa realidade eu não quero sofrer com isso".

Profissionalmente, nunca briguei com a Tereza. Pessoalmente, as brigas são diárias. E uma única causa: ciúme. Desse sentimento, faço questão de não me livrar.

Entendem agora meu drama? Estou perdendo a Tereza, minha parceira no jornal. Sua nova atividade certamente vai nos afastar fisicamente. Não por divergências. A vida é assim: novas atividades, novos círculos e as amizades vão se eternizando no coração.

Agora, mais do que nunca, eu vou cantar:


"Cadê Tereza? Onde anda a minha Tereza?"

Ela se foi.

sábado, 8 de setembro de 2007

Mídia fácil

Nhenhenhém
coluna de Jorge Bastos Moreno
O Globo (para assinantes)

Lucrariam mais os líderes dos movimentos que defendem a homossexualidade se, em vez de ganharem mídia criticando senadores politicamente incorretos, os pressionassem a referendar o projeto aprovado pela Câmara contra a violência física aos gays, estagnado no Senado.

As estatísticas sobre violência provam ser essa uma pauta urgente e inadiável.

Dia desses, por exemplo, um jogador de futebol tentou assumir sua condição sexual, mas foi ameaçado de morte por torcedores do time.

O rapaz entrou em pânico, a ponto de ser obrigado a contratar uma namorada de aluguel dessas agências que normalmente servem a políticos que não saem do armário.

E fez pior: anunciou casamento e desejo de construir uma prole.

Existe violência pior que essa? Esse sim é um dos mais importantes projetos em defesa da homossexualidade que o Senado não quer votar.