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sábado, 13 de outubro de 2007

Turismo no Brasil é bom negócio

O setor cresceu quase 14% nos últimos três anos

O Globo

JANYCK DAUDET


Sou um dos muitos estrangeiros que chegam ao Brasil a trabalho e acabam ficando por aqui, acolhidos com carinho e inseridos na vida brasileira. Depois de 12 anos no país, tenho aqui fortes raízes, inclusive uma filha carioca, e orgulhosamente ostento o título de Cidadão Fluminense. Mas o que faz tantos de nós se apaixonarem pelo Brasil é também um importante patrimônio econômico. A associação única de belezas naturais e espírito de alegria faz do Brasil um destino extraordinariamente atraente para turistas de todo o mundo e de todos os tipos. Jovens, idosos, aventureiros, sofisticados, ecologistas, gourmets, esportistas, interessados em cultura popular: todos encontram aqui motivos de sobra para incluir o Brasil em seus planos de viagem.

Entusiasmado com estes atributos, e enxergando neles um enorme potencial de negócio, tenho nos últimos anos me empenhado em sensibilizar a matriz do Club Med a investir cada vez mais no Brasil. E efetivamente já estamos prestes a iniciar a construção de nosso quarto resort do país, na Região dos Lagos, local escolhido em detrimento de outros destinos fabulosos na América do Sul.

Mas o que nos motivou a fazer este investimento não é apenas a beleza natural da região. Com turistas cada vez mais exigentes, condições adequadas de infra-estrutura são fundamentais para assegurar ao país a capacidade de aproveitar o seu potencial natural, a começar pelos transportes. Não há no mundo destino turístico importante que não conte com um aeroporto capaz de absorver a demanda com conforto e segurança.

Neste contexto, a inauguração do novo aeroporto de Cabo Frio, com a construção da nova pista e ampliação das instalações, que o tornam apto a receber turistas de qualquer parte do mundo, é um marco importante para o crescimento do turismo não só na região mas em todo o Brasil.

Investimentos como este são bemvindos pela indústria do turismo, necessários para o país e demonstram a visão de futuro dos governos. Turismo é um negócio em crescente evolução. Dados da OMT mostram que o turismo mundial movimentou 840 milhões de turistas em 2006, gerando receitas de US$ 735 bilhões. O crescimento foi de 4,9% em relação ao ano anterior. O mercado de turismo se aquece mais e mais a cada ano, à medida que aumenta a confiança do turista em conhecer novos destinos de férias e os preços dos transportes caem progressivamente.

No Brasil a situação não é diferente. Privilegiado pela natureza e distante de problemas que afetaram o turismo mundial nos últimos anos — como o terrorismo, as catástrofes naturais na Ásia e epidemias como a gripe aviária —, o país tem apresentado resultados positivos desde 2003, com forte aceleração e crescimento de cerca de 14%, até 2006.

Aumento do PIB e condições favoráveis de pagamento, aliados a uma inflação baixa, fizeram com que o turismo doméstico ganhasse fôlego. A família brasileira passou a gastar mais em entretenimento, e houve uma alteração do perfil de hospedagem. O aumento do poder aquisitivo e dos investimentos fez com que a rede hoteleira captasse turistas que antes ficavam em casas de amigos e parentes.

Mas ainda há desafios enormes a serem vencidos para que o Brasil explore todo o seu potencial. Soluções de longo prazo para a recente crise aérea, novos investimentos em infra-estrutura, potencialização das rotas internacionais com vôos diretos, organização de eventos internacionais e desenvolvimento de pólos turísticos integrados e ambientalmente adequados são algumas das ações necessárias.

Mas tudo isso é viável, possível e provável, a julgar pelos esforços que indústria e governo têm demonstrado, como a iniciativa de dotar a Região dos Lagos de um aeroporto de excelência. Esforços que somados às características únicas do Brasil como produto turístico apontam para um horizonte promissor e de sucesso, com benefícios para toda a economia brasileira. E para brasileiros e estrangeiros que terão mais oportunidades de conhecer lugares tão especiais e únicos como os que o Brasil esbanja.

JANYCK DAUDET é hoteleiro.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Governo federal vai investir R$ 115 mi em turismo no Pará










Anúncio foi feito pela ministra Marta Suplicy


“O Pará tem todas as condições para entrar com força no turismo do século 21, baseado principalmente na não-poluição e nas belezas naturais. Mas para isso são necessários investimentos pesados em infra-estrutura, e estamos preparando o Estado para isso”. A afirmação é da ministra do Turismo Marta Suplicy, que chega amanhã à tarde a Belém a tempo de participar da Trasladação e para a procissão do Círio de domingo, a convite da governadora Ana Júlia Carepa.
Marta, que falou com exclusividade com o DIÁRIO na tarde de ontem, por telefone, reuniu no mês passado com a bancada paraense no Congresso Nacional e apresentou aos parlamentares uma estimativa de investimento no Estado de R$ 115 milhões do Ministério para infra-estrutura turística, em 2008, abrangendo desde a área de saneamento básico até a habitação. “Estamos reunindo com todas as bancadas, por Estado, para definir esses investimentos e no caso do Pará a carência principal é em infra-estrutura e qualificação”, diz.
Segundo a ministra, dado o seu potencial turístico, o Pará está muito aquém do que poderia proporcionar nesse setor para o Brasil e para o mundo. “Os deputados garantiram que irão se empenhar no sentido de estudar e elaborar emendas para garantir o máximo de recursos para serem aplicados no ano que vem no Estado”, disse a ministra. A previsão é que o Ministério do Turismo invista no Pará, este ano, um total de R$ 831 mil.

HOTÉIS - Ainda na área de infra-estrutura, uma das grandes preocupações da ministra é com a hospedagem. “Durante o Círio a população se multiplica na cidade e há um crescimento no emprego e na renda. Os peregrinos precisam de conforto na cidade que os acolhe”. Marta diz que essa deve ser uma questão que precisa ser solucionada, principalmente porque o Fórum Social Mundial (FSM) em 2009 será realizado em Belém.
De acordo com a ministra a hospedagem é uma das grandes preocupações da governadora Ana Júlia, já que Belém e os municípios vizinhos terão que ter condições de garantir hospedagem para todos os bolsos, desde albergues até hotéis cinco estrelas. “Uma das saídas, que é muito utilizada em outros países, é a reforma de residências para abrigar os participantes de eventos, de acordo com critérios pré-estabelecidos. A hospedagem sai com qualidade e a um preço bastante acessível, além de gerar renda para várias famílias”, sugere. Para realizar o FSM serão necessários investimentos na ordem de R$ 170 milhões.
Marta Suplicy disse que sempre teve vontade de vir a Belém acompanhar o Círio, já que acompanhava todos os anos o registro da festa feito em rede nacional. Além do Círio, a ministra está cumprindo um calendário de visitas a eventos religiosos pelo país. “O turismo religioso no Brasil cresce a cada ano e mexe muito com a espiritualidade do povo brasileiro, sem falar no aspecto turístico, que por tabela é beneficiado. Muitas pessoas que não comungam da mesma religião vão a Belém, por exemplo, apenas para assistir a esse grande espetáculo de fé que é o Círio e tudo o que o envolve”, cita.

Luiz Flávio

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Lazer, Emprego e Renda: Grupos investem pesado no setor turistico

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) estima que, entre 2005 e 2008, os investimentos das redes hoteleiras em resorts vão superar os R$ 3 bilhões. Até os estrangeiros descobriram o potencial turístico do País e estão aplicando dinheiro para erguer hotéis que agradem tanto brasileiros quanto turistas do além-mar.

Uma das promessas é o Eco Resort Aracaju - empreendimento do grupo CVC. Ele será construído em um terreno de 300 mil metros quadrados na Praia do Mosqueiro, em Aracaju, ao lado da foz do Rio Vaza Barris. Serão 290 apartamentos e 32 bangalôs, sendo 17 construídos em plataformas suspensas sobre a água. As atrações são as cinco piscinas, spa, kids club, quadras de tênis, restaurantes e centro de convenções. A primeira fase ficará pronta no fim de 2008.

O Aquiraz Golf & Beach Villas, na cidade de mesmo nome, a 27 quilômetros de Fortaleza (CE), já está em obras, num terreno de 3 milhões de metros quadrados. O resort terá 1.400 apartamentos, piscinas, quadras de tênis, equitação, academia e campo de golfe com 18 buracos. A operadora é a portuguesa Dom Pedro Hotels e a inauguração está prevista para 2008.

Em março de 2008 fica pronta a Praia do Cerrado, a maior piscina de ondas da América Latina no terreno do Rio Quente Resorts, em Goiás. Os hóspedes vão poder desfrutar de 210 metros de praia com areia branca e capacidade para 15 mil pessoas.

A Praia de Peró, em Cabo Frio, ganhará um complexo com a expertise do tradicional Club Med. Serão 300 apartamentos que devem ficar prontos também no ano que vem.

O mesmo deve ocorrer com o Superclubs Breezes Búzios. Localizado na Praia de Tucuns, entre Cabo Frio e Búzios, o resort deve consumir R$ 65 milhões de investimentos. O projeto é oferecer o sistema all inclusive, onde até a bebida alcoólica está incluída no valor da diária.

A rede portuguesa Vila Galé Cumbuco quer levar o sucesso do complexo instalado no norte da Bahia agora para Cumbuco, a 33 quilômetros de Fortaleza. Serão quatro hotéis, spa, salão de jogos, centro de convenção, campo de golfe. A primeira fase deve ser aberta em 2008.

A 12 quilômetros de Itacaré, o principal diferencial do resort Warapuru é a assinatura de Anouska Hempel, renomada designer inglesa. Serão 40 bangalôs com piscina privativa. Inauguração prevista para o fim do primeiro semestre de 2008.

Fonte O Estado de São Paulo

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Grupo espanhol contrata mil para complexo em Barreiros

Cerca de mil trabalhadores serão contratados, ainda este ano, para construir o empreendimento do grupo espanhol Qualta Resorts, na praia de Barreiros, no Litoral Sul de Pernambuco. A primeira fase contempla a construção de um hotel com 300 apartamentos, um campo de golfe com 18 buracos, 60 casas de moradia e um centro comercial, em um espaço de cem mil metros quadrados. O investimento inicial é de 70 milhões de euros (cerca de R$ 183,4 milhões) na primeira fase.

A capacitação dos novos funcionários na área de construção civil deverá ser realizada pelo Sesi (Serviço Social da Indústria) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria).

O investimento está orçado em R$ 1 bilhão para a construção de dois hotéis, três pousadas, quatro mil bangalôs, um centro comercial e um campo de golfe até 2014. A estimativa é gerar 2,8 mil empregos diretos e outros 5 mil indiretos. O empreendimento vai estimular a melhoria dos equipamentos turísticos do município.

(Folha de Pernambuco)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Governo lança pacote de turismo; setor vê timidez

Medidas incluem crédito consignado para viagem e incentivo tributário a hotéis

Agências elogiam iniciativa, mas afirmam que não irá recuperar perdas com o apagão aéreo; hotelaria diz que ganhou "centavos"

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Folha de São Paulo (para assinantes)

O governo quer incentivar o turismo de idosos em períodos de baixa temporada usando o crédito consignado. A iniciativa anunciada ontem pela ministra Marta Suplicy (Turismo) pretende aumentar a ocupação dos hotéis. Também foi divulgada a ampliação do programa de benefícios tributários para o segmento. O setor diz, porém, que as iniciativas serão insuficientes para reverter os estragos causados pela crise aérea.
O programa "Viaja Mais" foi lançado como um das principais iniciativas para o setor no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Para a ministra, a ação vai permanecer "nos próximos governos, por várias décadas". A ação começa com vendas em São Paulo e Brasília e, segundo o governo, os pacotes já podem ser encontrados em agências de turismo.
Governo e operadoras prometem pacotes com preços mais baixos que a média. O desconto viria por causa das vendas na baixa estação. A maioria deve ter embarques entre agosto e meados de novembro ou entre março e junho.
Além do preço, o pagamento pode ser parcelado, com juros, em até 12 vezes, e a prestação, descontada no benefício da Previdência Social, o chamado crédito consignado. A modalidade já é usada pelas financeiras -que oferecem crédito pessoal- e pelo varejo -principalmente de eletrodomésticos. A concorrência não preocupa Marta: "Não queremos competir com os eletrodomésticos. Mas imagina se uma aposentada de 75 anos vai se lembrar de uma geladeira que comprou ou de uma grande viagem".
Em São Paulo, o governo acredita ser possível incluir até 800 mil novos viajantes aos 2,4 milhões de turistas paulistas com mais de 60 anos. Segundo Marta, esse grupo deixa de viajar atualmente porque não tem estímulo ou financiamento.
O presidente da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), João Martins Neto, elogia a iniciativa. "Vai ter impacto positivo, é uma ação inteligente. Mas não vai ser isso que vai cobrir os prejuízos" com a crise aérea.
Já o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou medidas tributárias para o setor hoteleiro, como a devolução mais rápida de créditos. As medidas nessa área foram consideradas tímidas pelos hoteleiros. "Pedimos uma ajuda, mas só conseguimos tirar uns dois centavos da Receita Federal", disse o presidente da Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Erardo da Cruz.

Governo reduz impostos para setor hoteleiro

Incentivo ao turismo inclui ainda crédito para aposentado viajar

Isabel Sobral e Renata Veríssimo - O Estado de São Paulo (para assinantes)

O governo anunciou ontem medidas de incentivo fiscal ao setor hoteleiro e de estímulo ao turismo interno. Durante reunião do Conselho Nacional de Turismo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redução de 10% para 5% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fechaduras eletrônicas, o que diminui custos do setor, e a depreciação acelerada de móveis, utensílios e máquinas, o que amplia descontos no Imposto de Renda (IRPJ).

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) informou que, com IPI menor, o preço de uma fechadura eletrônica deverá cair de US$ 250 para US$ 170. Já a depreciação acelerada, segundo o presidente da entidade, Eraldo Cruz, possibilitará a redução do IRPJ pago pelo setor. A medida permite que as empresas acumulem créditos de PIS e Cofins à medida em que os equipamentos são usados e os abatam no IRPJ.

Os incentivos só vão valer para investimentos que forem feitos até 31 de dezembro de 2010.

Mantega explicou que equipamentos usados pelo setor hoteleiro, como ar-condicionado e geladeiras, não tinham direito a depreciação acelerada por não serem considerados bens de capital. Com a medida, disse ele, o custo dos investimentos no setor será reduzido.

Os empresários, entretanto, não ficaram totalmente satisfeitos e querem novas medidas de desoneração fiscal. O presidente da Abih disse que o setor quer a redução do IPI sobre bens como geladeiras, televisores e ar-condicionado e a depreciação acelerada de imóveis. 'Não faz sentido o empresário pagar o mesmo que um consumidor comum por televisões e geladeiras e não é uma vergonha falar que o setor precisa de subsídios', afirmou.

VIAGENS

Durante o encontro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, informou que terá início este mês, em São Paulo e no Distrito Federal, a venda de pacotes turísticos em condições facilitadas para aposentados e pensionistas do INSS. A idéia é incentivar o turismo interno nos meses de baixa temporada. Segundo Marta, 8 milhões de segurados têm condições de utilizar o programa.

Os segurados com mais de 60 anos terão acesso a empréstimos com desconto em folha com taxas de 1% ao mês. O crédito será de no máximo R$ 3 mil e as prestações não poderão comprometer mais que 30% da renda mensal do beneficiário. Os financiamentos serão de 12 meses, com até seis de carência.

'O nosso cronograma inclui a extensão para mais oito capitais a partir de março e a todas as capitais até o fim de 2008', disse Marta. Os empréstimos serão operados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Os recursos iniciais, de R$ 50 milhões, são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Informações sobre a compra de pacotes podem ser obtidas pelo site www.viajamais.com.br ou pelo telefone 0800-7707202.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Hotéis serão beneficiados com corte de impostos

O Globo (para assinantes)
Eliane Oliveira

BRASÍLIA. Prejudicado pela combinação de câmbio valorizado, crise na aviação civil e aumento dos navios de cruzeiro na costa brasileira, o setor hoteleiro será beneficiado com medidas de desoneração de impostos pelo governo. Os estudos, que ficarão prontos em duas semanas, estão a cargo dos ministérios da Fazenda e do Turismo e incluem a redução de PIS/Cofins sobre uma série de itens usados pelos hotéis, como fechadura eletrônica, ar-condicionado e máquinas para lavar carpetes.

O assunto já foi discutido em reunião pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Marta Suplicy (Turismo) com representantes do setor, entre eles o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Eraldo Cruz. Os estragos feitos pelo real valorizado frente ao dólar — que encarece as viagens de estrangeiros ao Brasil — foi um dos focos da pauta.

A situação, admitiram fontes dos dois ministérios, é preocupante.

No verão passado, houve queda de 30% a 40% da ocupação hoteleira no Nordeste; de 22% a 28% no Norte; de 10% a 12% no Centro-Oeste; e de 8% a 10% no Sul e Sudeste.

Na área fiscal, está sobre a mesa a redução de 30% de PIS/Cofins por um período de 36 meses. Os empresários também pedem que o prejuízo acumulado nos últimos 36 meses seja descontado da base de lucro tributável do ano corrente.