Mostrando postagens com marcador FAT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FAT. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Administração Alckmin: Desvio e fraude nas verbas do trabalhador, segundo a Controladoria

Controladoria aponta fraude com verbas do FAT

São Paulo suspende cursos de capacitação profissional para 2007 porque verbas estariam 'escoando pelo ralo'

Carina Flosi e Arthur Guimarães

O Estado de São Paulo (para assinantes)

Uma investigação da Controladoria Geral da União (CGU) aponta suspeitas de fraude no uso de recursos enviados desde 1999 pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Ministério do Trabalho, para o Estado de São Paulo.

A verba, estimada em R$ 200 milhões, deveria ser usada para financiar programas de capacitação profissional no Estado, mas as i nvestigações apontam para a existência de cursos fantasmas, falsificações de documentos e superfaturamento na compra de materiais, entre outros problemas. Enquanto isso, 67,5% das 210 mil vagas oferecidas em balcões de emprego no Estado - ou seja, um total de 142 mil -, entre janeiro e abril deste ano, não foram preenchidas por falta de capacitação da mão-de-obra.

Relatório de número 537 assinado pela CGU mostra que, em 2004, quando a Secretaria do Trabalho paulista estava nas mãos de Francisco Prado de Oliveira Ribeiro, a qualificação profissional foi oferecida por organizações não-governamentais (ONGs) selecionadas pelo Estado sem controle e, segundo análise da CGU, sem critérios.

Um dos sinais mais robustos de que havia irregularidades na execução da qualificação profissional naquela época, aponta a CGU, é a similaridade na descrição dos gastos feitos por cada entidade envolvida nos projetos ao governo do Estado. Um exemplo: numa amostra de 15 entidades, oito apresentaram prestações de contas semelhantes em relação aos municípios, empresas contratadas e os tipos de recibos de instrutores e demais consultores.

'Há evidências de que existe uma uniformidade na prestação de contas das instituições avaliadas, inclusive no padrão das fraudes encontradas, e indicativos de uma centralização no planejamento e execução dessas irregularidades, dada a quantidade de coincidências verificadas', indica o relatório.

O documento, preparado com base em estudo por amostragem, constatou ainda que as ONGs que receberam recursos em 2004 não fizeram licitação para a escolha das empresas que lhes prestariam serviços.

Havia ainda evidências de alunos fantasmas. Foram identificados 18 casos, por exemplo, em que uma mesma pessoa participou de duas turmas de um mesmo convênio. Fora isso, as suspeitas apontam cursos pagos e nunca realizados, falsificação de assinaturas de alunos em lista de presença e superfaturamento de preços em material didático.

O governo do Estado de São Paulo também decidiu abrir investigações, que cobrem até o ano passado, na gestão de Walter Caveanha à frente da secretaria estadual. Segundo o atual titular da pasta, Guilherme Afif Domingos, o dinheiro que a União vinha repassando ao Estado para qualificar trabalhadores simplesmente estava 'escoando pelo ralo'.

Por conta das investigações, o governo estadual decidiu recusar o recebimento de' novos recursos, no valor de R$ 10 milhões. 'Até hoje não se sabe qual é a realidade em São Paulo', afirma Afif Domingos. 'Depois da investigação, o que constatarmos que não foi corretamente aplicado, vamos buscar de volta.'

O montante que teria sido desviado poderia ter ajudado a treinar a mão-de-obra paulista, que, nos quatro primeiros meses deste ano, só conseguiu preencher 32,5% das vagas do mercado de trabalho. Hoje, só na Grande São Paulo, há 1,5 milhão de desempregados, segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Problema vai do mau uso da verba a contrato a distância

Quase 50% das entrevistas feitas por amostragem com os alunos tiveram problemas: muitos nunca participaram dos cursos, outros não concluíram. Só que, nas prestações de contas, eles apareciam como 'concluintes' e as entidades eram pagas pelo serviço 'prestado'.

Um veículo de uso exclusivo do então secretário da pasta, Francisco Prado de Oliveira Ribeiro,foi levado ao mecânico e o conserto (R$ 2.672) foi pago com o dinheiro do projeto para qualificação profissional do trabalhador.

Máquinas copiadoras locadas com recursos do convênio que deveriam ser usadas no programa abasteciam indevidamente o gabinete do secretário, imprensa, recursos humanos, consultoria e jurídico da secretaria. Outra irregularidade foi que cursos em Caraguatatuba foram geridos por entidade de Rio Claro, distante 311 km.


quinta-feira, 12 de julho de 2007

Turismo: Estímulo para aposentado viajar

Terceira idade terá disponível linha de R$ 50 milhões para empréstimo consignado pelo Banco do Brasil e pela Caixa. Governo quer fortalecer a baixa temporada

Edna Simão

Da equipe do Correio Braziliense (para assinantes)

Iano Andrade/CB - 19/3/07
Ministra Marta Suplicy explicou que objetivo é diminuir as demissões no período da baixa estação
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) poderão fazer empréstimos consignados para financiar pacotes de viagens turísticas pelo país. Ontem, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou a liberação de R$ 50 milhões para financiar o programa Viaja Mais Brasil Melhor Idade, que será lançado em agosto pela ministra do Turismo, Marta Suplicy. Os aposentados e pensionistas poderão pegar empréstimos — na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil — para financiar pacotes turísticos de até R$ 3 mil, descontados em folha em até 12 vezes, com juros de até 1%.

“Vamos reduzir a sazonalidade do setor no período de baixa ocupação, gerar mais empregos, desonerar o seguro-desemprego, diminuir a rotatividade de mão-de-obra e promover a qualificação na prestação dos serviços turísticos”, disse a ministra. O programa faz parte do Plano Nacional de Turismo 2007-2010 — Uma Viagem de Inclusão, que tem como compromisso transformar a atividade turística em um instrumento de inclusão social, por meio da qualificação profissional, da geração de emprego e renda e da criação de oportunidade para que mais brasileiros viagem pelo país.

O programa será iniciado em São Paulo (estado que é o maior emissor de turistas internos) e Brasília (que é o local com capacidade de distribuir os turistas pelo interior do país). Os pacotes serão para roteiros do Nordeste, região prioritária nas ações de redução das desigualdades regionais.

Segundo o presidente do Conselho, Ezequiel Nascimento, a medida tem como objetivo preservar o emprego de trabalhadores que vivem em pequenas cidades turísticas. “Essa linha vai ajudar a financiar a baixa temporada. Em muitas cidades, quando acaba a alta temporada, há muito desemprego”, explica Nascimento. Ele acredita que a iniciativa deve induzir outros bancos a também oferecerem o empréstimo. Neste ano, a liberação de R$ 50 milhões funcionará como um projeto piloto que se der certo poderá contar com mais recursos em 2008.

Também foi aprovada ontem pelo Codefat a inclusão do setor turístico no Giro Setorial, linha de crédito especial do FAT criada para apoiar empresas do setor exportador. O Giro Setorial proporciona às empresas uma alternativa de acesso a capital de giro, com prazo de 24 meses e taxas de até 9,22% ao ano (TJLP + 2,8% a.a.). O orçamento dessa linha de crédito é de R$ 1,9 bilhão neste ano e destinado para que as empresas façam melhorias que incrementem o negócio. Agora também poderão pegar esse tipo de empréstimo — antes destinado a indústria e comércio — agências de viagens, hotéis, cooperativas e artesãos. A previsão é de que as resoluções aprovadas ontem sejam publicadas hoje no Diário Oficial da União (DOU).

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Codefat aprova R$ 50 milhões para viagens de aposentados e pensionistas

da Folha Online

O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) aprovou nesta quarta-feira o repasse de R$ 50 milhões para financiar o programa de viagens para aposentados e pensionistas, do Ministério do Turismo.

Os recursos vão viabilizar o crédito consignado para aposentados e pensionistas, que poderão viajar a pontos turísticos no Brasil pagando em torno de R$ 60 mensais, descontados em folha em até 12 vezes, com juros abaixo de 1%.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou que a estabilidade econômica proporciona o registro de 42 meses de aumento no consumo e que novos consumidores estão comprando televisores, geladeiras, celulares e outros produtos. Mas, para ela, não estão consumindo turismo.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que farão o repasse do crédito aos aposentados e pensionistas, vão criar os mecanismos financeiros para o acesso ao empréstimo.

O crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve ser lançado em agosto e começará por São Paulo e Brasília. Os pacotes serão para roteiros do Nordeste.

Aposentados terão R$ 50 mi para financiar pacote de turismo

Serão emprestados até R$ 3 mil para cada segurado, com prazo de até 24 meses

Isabel Sobral, da Agência Estado


BRASÍLIA - O Conselho deliberativo do Fundo de Amparo ao trabalhador (Codefat) aprovou nesta quarta-feira, 11, a liberação de R$ 50 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamento de pacotes de viagens para aposentados e pensionistas da Previdência Social. Poderão ser emprestados até R$ 3 mil para cada segurado, com prazo de até 24 meses para pagar e seis meses de carência. Os empréstimos serão no modelo consignado, com desconto em folha, seguindo as mesmas regras deste tipo de crédito já disponível para os aposentados e pensionistas.

Os juros estarão limitados a até 1% ao mês para o tomador final. O presidente do Codefat, Ezequiel Nascimento, explicou que o objetivo do programa é incentivar a indústria do turismo na baixa temporada. "Há cidades no País que deixam de gerar empregos durante a baixa temporada do turismo", disse.

O Codefat também aprovou a inclusão de empresas que exploram o turismo na linha de crédito chamada FAT Giro Setorial. Segundo Ezequiel, esta linha, que neste ano dispõe de R$ 1,9 bilhão, já estava disponível para praticamente todas as micro, pequenas e médias empresas de todos os setores da economia, mas não para aquelas da chamada indústria do turismo. Ele disse que serão beneficiados pequenos hotéis e pensões, agências de viagens, entre outros.

Também foi aprovada a elevação, de R$ 1,2 mil para R$ 1,8 mil, o limite de crédito individual para aquisição de computadores de mão e de mesa. Essa linha, segundo Ezequiel, dispõe de R$ 9 milhões do FAT mas pode ser suplementada sempre que os bancos identificarem aumento de demanda. Todas essas linhas do FAT são operadas por bancos públicos como BNDES , Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.