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domingo, 8 de julho de 2007

Brasil terá compromissos ambiciosos sobre o clima

ENTREVISTA
SÉRGIO SERRA


Recém-designado embaixador especial do país para mudança climática diz que é possível adotar meta interna de redução do desmate, com crivo internacional

O BRASIL tem condições de adotar uma meta interna de redução de desmatamento na Amazônia, e poderá usá-la como parte de seu compromisso no acordo internacional contra o aquecimento global a ser adotado após 2012, em substituição ao Protocolo de Kyoto. Quem dá o recado é Sérgio Serra, 65, recém-designado pelo ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) como embaixador do Brasil para mudanças climáticas. Leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes)

Para Lula, questão é "estratégica"

DA REDAÇÃO

A criação do cargo de embaixador extraordinário para mudança do clima é apenas uma das iniciativas do governo para atacar uma questão considerada "estratégica" pelo presidente Lula. Também neste ano, o Ministério do Meio Ambiente criou uma secretaria para o tema, e o Ministério da Ciência e Tecnologia monta uma rede de pesquisas climáticas.
Lula criou, no Planalto, um grupo especial de discussão do assunto. O comitê tem concluído que o Brasil precisa se afastar, sem ruptura, da posição da China e da Índia, contrárias a metas, nas negociações internacionais. (CA)

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Opinião: Enfrentando os desafios do clima

SERGIO BARBOSA SERRA
Nenhum assunto tem merecido mais atenção, em escala planetária, do que a mudança do clima. O motivo está aí: com os últimos relatórios do IPCC, nem os outrora mais céticos contestam a realidade do aquecimento global.

Tampouco a noção de que ele ocorre em função da ação do homem, desde a Revolução Industrial.

Para o Brasil, o enfrentamento do problema passa necessariamente pela ação concertada global. E esta se dá através do regime internacional representado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e seu Protocolo de Kioto.

Um esclarecimento que se faz necessário é que as freqüentes afirmações de que o Protocolo de Kioto “expira em 2012” são, a rigor, falsas. O que expira, isto sim, em 2012, é o primeiro período de cumprimento das metas de redução de emissões do protocolo. Metas essas que a maioria dos países que com elas se comprometeu está longe de alcançar.

No caso do Brasil, estamos plenamente conscientes de nossas responsabilidades ponsabilidades como condôminos deste planeta. E estamos fazendo nosso dever de casa. Nossa matriz energética já é das mais limpas do mundo, com participação de 45% de fontes renováveis, contra uma média mundial de 14%.

Ademais, desenvolvemos a mais bem-sucedida iniciativa de biocombustíveis do mundo. Uma história de sucesso de notável repercussão internacional, que está levando a uma mudança inédita de padrões de consumo e conseqüente redução de queima de combustíveis fósseis. Leia mais no jornal O Globo (para assinantes)