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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

PIB cresce 1,7% no 3º trimestre e 5,7% frente a 2006, diz IBGE


CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio


A economia brasileira cresceu 1,7% no terceiro trimestre deste ano frente ao trimestre imediatamente anterior, divulgou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com o mesmo trimestre de 2006, o PIB teve um crescimento de 5,7%. Em valores, o PIB brasileiro totalizou no trimestre passado R$ 645,2 bilhões.

O desempenho superou as expectativas dos analistas de mercado que projetavam crescimento de 1,5% contra o segundo trimestre de 2007 e de 5,1% ante o terceiro trimestre de 2006.

O destaque principal da economia brasileira no período foi o setor agropecuário, que mostrou crescimento de 7,2% em relação ao segundo trimestre deste ano. Na mesma comparação, a indústria teve crescimento de 1,8% e o setor de serviços, de 1,2%.

Entenda o que é o PIB e como é feito seu cálculo

De janeiro a setembro de 2007, o PIB teve expansão de 5,3% na comparação com igual período de 2006, ficando no maior patamar desde 2004. No acumulado dos 12 meses até setembro, o crescimento foi de 5,2%, na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores --também a maior expansão desde 2004.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias e a Formação Bruta de Capital Fixo (que sinaliza os investimentos) apresentaram respectivamente expansões de 1,5% e 4,5% --na comparação com o segundo trimestre deste ano. Pelo lado do setor externo, as exportações apresentaram crescimento de 1,4%, enquanto as importações tiveram elevação de 9,1%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2006, o maior destaque foi o crescimento de 14,4% da Formação Bruta de Capital Fixo, explicado principalmente, segundo o IBGE, pelo aumento da produção e da importação de máquinas e equipamentos. Já o consumo das famílias teve taxa positiva de 6%, o 16º crescimento consecutivo nessa comparação.

As exportações, por sua vez, mantiveram-se em crescimento (1,8%), apesar da desaceleração, e as importações de bens e serviços cresceram 20,4%.

Setor

Por setor de atividade, no terceiro trimestre o maior destaque foi a agropecuária (que cresceu 7,2%), seguida pela indústria (1,8%) e pelos serviços (1,2%). Em relação ao terceiro trimestre de 2006, a agropecuária teve crescimento de 9,2%; a indústria registrou expansão de 5%; e o setor de serviços, de 4,8%.

No acumulado do ano, o setor industrial foi o destaque, com crescimento de 5,1%, seguido pelo setor de serviços, com expansão de 4,7%, e pela agropecuária, com 4,3%.

O IBGE também revisou para cima o resultado do PIB de 2006, que passou de crescimento de 3,7% para 3,8%.

Metodologia

O PIB é a soma das riquezas produzidas por um país. É formado pela indústria, agropecuária e serviços. O PIB mostra o comportamento de uma economia. No passado, por exemplo, quando o Brasil atravessou uma recessão, o PIB encolheu 0,2%.

O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Nesse caso, o PIB é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Indústria cresce 7,2% e puxa PIB no trimestre

Ana Paula Grabois

Valor (para assinantes)

A indústria de transformação foi o motor do crescimento econômico do país no segundo trimestre deste ano. O setor apresentou forte expansão, de 7,2%, após subir 2,7% no primeiro trimestre, de acordo com as Contas Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois de uma alta de 4,4% nos primeiros três meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) acelerou o ritmo para 5,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano passado, na maior taxa desde o segundo trimestre de 2004, quando ficou em 7,5%. Na comparação com o trimestre anterior, em termos dessazonalizados, o PIB aumentou 0,8%.

O governo festejou a 22ª alta consecutiva do PIB (na comparação com igual período do ano anterior), o que consolidaria o mais longo ciclo de crescimento da economia brasileira desde o início dos anos 90.


"A aceleração do crescimento no segundo trimestre deve-se muito à indústria de transformação", disse a gerente das Contas Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis. Os destaques do setor ficaram por conta dos segmentos de máquinas e equipamentos, automotivo, material elétrico, metalúrgico e de produtos químicos.


"A indústria acelerou o ritmo de crescimento influenciada pelo aquecimento da demanda interna, após meses de reforço no investimento" , avaliou a economista Marcela Prada, da consultoria Tendências . Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Estadual (Iedi), a recuperação dos segmentos mais afetados pelo câmbio valorizado foi importante para o bom resultado da indústria de transformação no segundo trimestre. Em relatório, o Iedi, ressaltou que setores como têxtil, calçados, vestuário e madeira, já saíram do fundo do poço e deixaram de pesar negativamente no PIB.


"A alta da indústria de transformação refletiu positivamente no resultado do comércio e do transporte de cargas, ou seja, nos serviços. Por isso, foi mais importante para o PIB", completou a gerente do IBGE. A expansão mais forte se repetiu nos demais segmentos da indústria, especialmente na construção civil, cujo crescimento chegou a 6,3% no segundo trimestre. Além do aumento do volume de crédito direcionado para a habitação, o IBGE atribui o vigor ao aumento do emprego no setor.


Sob o ponto de vista da demanda, o crescimento econômico brasileiro teve como destaque os investimentos das empresas em máquinas, equipamentos e construção (formação bruta de capital fixo). Os investimentos aumentaram 13,8%, pela 14º trimestre consecutivo, estimulados pelo corte da taxa de juros e maior oferta de crédito. Devido ao bom desempenho, a taxa de investimento em relação ao PIB atingiu 17,7%, a maior taxa para um segundo trimestre desde 2000, quando foi iniciada a série histórica da taxa. "O maior investimento confere sustentabilidade ao crescimento, pois aumenta a capacidade produtiva da economia. As empresas apostam na continuidade do aumento do consumo interno", disse o coordenador das Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto.


Sob o efeito da expansão do crédito e da massa salarial, o consumo das famílias manteve-se em expansão pelo 15º trimestre seguido e cresceu 5,9%. Para a economista do Unibanco Giovanna Rocca embora o resultado do PIB tenha vindo um pouco abaixo do esperado pelo mercado, a economia permaneceu em ritmo de crescimento "robusto", sustentado pela demanda interna aquecida.


Ainda pelo lado da oferta, a indústria extrativa, impulsionada pela produção de minério de ferro, cresceu 5,9%, enquanto a indústria de produção e distribuição de energia elétrica, gás e esgoto apresentou aumento de 6,1% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2006.


O setor de serviços ficou com desempenho ligeiramente abaixo da média da economia, com 4,8% no segundo trimestre. Já a agropecuária apresentou crescimento próximo a zero por conta das safras ruins do café e do arroz. Os técnicos do IBGE afirmam que o setor deve ter maiores crescimentos ao longo do segundo semestre porque o período concentra a maior parte da colheita agrícola.


O coordenador do IBGE diz que as taxas de crescimento do segundo trimestre se aproximaram dos números de 2004, quando o país havia crescido 5,7%, mas com um outro padrão. Em 2004, o país produzia e investia para exportar. Agora, a expansão da economia está ancorada no mercado interno, que além de favorecer os investimentos e a produção, tem estimulado as importações. "Em 2004, a participação do setor externo era maior do que agora. Os fatores que explicam o crescimento em 2007 estão ligados ao consumo interno", disse Olinto. O volume das importações de bens e serviços subiu 18,7% no segundo trimestre do ano. As exportações aumentaram 13%, mas sobre uma base baixa de comparação.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Cattle Groups Respond to JBS-Swift Acquisition

Interesting to see US beef interests complaining about being overpowered by Brazil. It's a new world for them. Send by Marília

Sam Anderson sanderson@farmprogress.com

Latin America's largest beef packer, Brazil's JBS-Friboi, is set to acquire the third-largest beef packer in the U.S., Swift Co. The transaction would create the world's largest beef packer, and R-CALF USA is not happy about it.

According to R-CALF Trade Committee Chair Eric Nelson, the acquisition could be trouble for U.S. beef producers. "U.S. cattle producers cannot expect to win the competition with Brazil in a marketplace that turns a blind eye to anti-competitive practices and does not include rules that recognize the unique characteristics of the U.S. cattle industry. In a free-for-all competition with Brazil under current market conditions, Brazil could drive our domestic prices into the basement, resulting in a mass exodus of U.S. cattle producers."

NCBA's Joe Schuele points out that since JBS is based in Brazil, its acquisition of Swift would not affect domestic market concentration. Additionally, Schuele points out that the U.S. packing industry won't get any more access to Brazilian beef imports, which are highly restricted, than before the merger. "Cattlemen are pragmatic businessmen - they want to do business with good people," Schuele tells Farm Progress. How JBS fits the bill remains to be seen. Fonte Prairie Farmer