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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

NEGÓCIOS & cia: Dinheiro do BID para o turismo


Flávia Oliveira - O Globo

Só falta o sinal verde da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento para o país formalizar com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a linha de financiamento de US$ 1 bilhão para o setor de turismo. A ministra Marta Suplicy, titular da pasta, acertou os detalhes do “empréstimo guarda-chuva” com Luiz Alberto Moreno, presidente do BID, em viagem a Washington, em outubro deste ano. Os recursos deverão, obrigatoriamente, financiar projetos de infraestrutura, que serão apresentados pelos governos estaduais.

Marta espera assinar o contrato com o BID nas primeiras semanas de janeiro. Assim, os recursos começariam a ser liberados entre fevereiro e março de 2008. O dinheiro, explica, vai compor um novo Prodetur nacional, o programa federal de desenvolvimento do turismo.

Segundo a ministra, cinco estados brasileiros já têm projetos prontos. Acre, Espírito Santo, Sergipe, Paraíba e Santa Catarina serão os primeiros a ter suas cartas de intenções analisadas pelo BID.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

No Nordeste, Lula diz que políticos têm de ser 'mais civilizados'

Diferentemente de Aracaju, presidente foi bem recebido em João Pessoa, onde lançou o PAC

Angela Lacerda, do Estadão

JOÃO PESSOA - Em discurso para uma platéia calorosa, de 800 pessoas, no Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural de João Pessoa, o presidente Lula criticou os seus opositores e disse que a classe política precisa ser "mais civilizada". "Enquanto a classe dirigente fica brigando pequeno, com mesquinharia, o povo fica sofrendo, o povo fica na expectativa que apareça um milagroso para salvá-lo e não tem", disse ele sob aplausos.

Ele pregou ser preciso discernir o momento de fazer oposição e o momento de pensar o País. E reclamou que no Brasil a eleição não termina nunca. "Acabou uma eleição, ela continua, ela é eterna e você pode mandar qualquer projeto, pode ser para melhorar, mas se são contra o governo dizem eu voto contra, eu não voto favorável, não se preocupam sequer em analisar se aquilo vai beneficiar o povo do nosso País".

O presidente pregou a necessidade de se ter políticas públicas justas, de se fazer parcerias, "É preciso que a gente contribua", independente do partido a que se pertença. "Não quero saber em quem o eleitor votou na eleição de outubro, se em mim ou no adversário", afirmou. "Acabou a eleição, agora fomos eleitos para governar este País".

Só elogios

Recebido aos gritos de "Lula" e de slogans de campanha, o presidente anunciou a liberação de R$ 316,8 milhões de recursos federais para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que vai beneficiar 850 mil pessoas de cinco cidades de maior porte, incluindo a capital, com obras de saneamento e urbanização de favelas.

Foi elogiado em todos os discursos, do arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, ao governador tucano Cássio Cunha Lima, todos favoráveis à transposição do Rio São Francisco. Cunha Lima frisou que o presidente tem o seu apoio "irrestrito, pleno e incondicional". Afirmou que a Paraíba "agradece de pé" - toda a platéia levantou, neste momento - e está unida em torno da integração do País.

Acompanhado da ministra Dilma Rousseff e do ministro das Cidades Márcio Fortes, sua visita à Paraíba mereceu nota na imprensa local do presidente da Federação das Indústria da Paraíba, Francisco de Assis Benevides Gadelha. "Vamos ajudar o presidente nessa sua cruzada cívica de resgate de cidadania", conclamou.