segunda-feira, 30 de abril de 2007

Ségolène Royal, entre el estilo de Bachelet y los desafíos de Merkel

La candidata socialista aspira a unirse al incipiente club de las mujeres en el poder

Algo del pasado las asemeja; el presente las distancia un poco; el futuro las evaluará con el mismo prisma. Fueron outsiders. Son -o quieren ser- mandatarias, aunque con realidades contrapuestas. Y su éxito o fracaso final será la vara que marque a las próximas generaciones de líderes.

Michelle Bachelet y Angela Merkel atravesaron el camino de la política hasta apoderarse de sus gobiernos casi a solas, sin el apoyo y con el recelo de sus propios partidos. Fue un mismo periplo realizado con estilos enfrentados. Bachelet, con el del carisma y el encanto exuberante; Merkel, con el de la racionalidad y el pragmatismo extremo. Y, al final del viaje, ambas recibieron países con retos inmediatos.

Bachelet encontró un Chile próspero y admirado pero desigual; la equidad económica y social se convirtió entonces en su desafío. Merkel abordó una Alemania estancada, sin confianza en sí misma y con pronósticos económicos oscuros. Devolver el dinamismo a la locomotora de Europa se transformó en su obsesión.

El domingo, Ségolène Royal buscará unirse al incipiente club de primeras mandatarias mujeres que hoy integran Bachelet y Merkel. Ya recorrió la misma solitaria travesía que ellas y, de ganar el ballottage, compartirá otras sendas. Con la presidenta chilena, compartirá un estilo de gobierno que busca romper con la tradición, renovar la política, acercar el Estado a la gente. Con la canciller alemana, el desafío de despertar a su país, un gigante aletargado. Leia mais aqui

Por Inés Capdevila
De la Redacción de LA NACION

Excomulgan al alcalde de Ciudad de México

Tras el voto por la despenalización


Polémica por el aborto


CIUDAD DE MEXICO.- La polémica por la despenalización del aborto en la capital mexicana se agravó aún más ayer, cuando el alcalde de Ciudad de México, Marcelo Ebrard, y todos los legisladores que votaron la semana pasada a favor de la medida fueron excomulgados, según informó la Arquidiócesis Primada de México.

"Tengan la decencia de no entrar a la catedral ni a ninguna otra iglesia católica del mundo hasta que no sean perdonados", exigió el vocero eclesiástico, Hugo Valdemar.

La reforma del Código Penal de la capital mexicana fue sancionada el martes último con 46 votos a favor, 19 en contra y una abstención, en medio de una fuerte polémica entre partidos de izquierda y grupos contrarios al aborto.

Ebrard, del izquierdista Partido de la Revolución Democrática (PRD), pidió ayer a los obispos "pruebas" de su excomunión, de la de los legisladores y de las personas que impulsaron la iniciativa, que entró en vigor el viernes último. En especial, exigió que la Iglesia le entregara "una copia del procedimiento, para saber si se apegó al procedimiento eclesiástico" que corresponde.

El jefe de gobierno se declaró católico, pero también dijo ser "cabeza de un gobierno responsable". "Lo único que les tengo que decir [a los obispos] es que estamos en el siglo XXI, no en el siglo XVI", señaló.

El cardenal Norberto Rivera Carrera, arzobispo primado de Ciudad de México, llamó ayer a los médicos y al resto del personal de salud de Ciudad de México a invocar la objeción de conciencia y negarse a practicar un aborto, que el religioso definió como un "acto abominable" que "socava gravemente las bases del derecho y daña la convivencia civil".

Por su parte, Ebrard dijo que no se permitirá que los médicos de los hospitales municipales se nieguen a practicar abortos aduciendo objeciones de conciencia o morales.

Agencias DPA y EFE - Publicado por La Nación de Argentina

´Revolução´ de Lula cria Brasil-potência, diz jornal

Artigo do La Repubblica (Italia) diz que o País se mantém líder na América do Sul

da Agencia Estado com a BBC de Londres



LONDRES - Uma "revolução prudente" liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo nascer uma "potência econômica" do Brasil, afirma matéria publicada nesta segunda-feira, 30, no jornal italiano La Repubblica.

"Aquele líder barbudo que por muitos anos foi o espantalho do grande capital acabou se tornando o presidente do Brasil que agrada o mundo das finanças e da indústria", diz o texto. "As empresas crescem, o mercado interno se desenvolve e também os capitalistas."
Em tom positivo, o artigo nota que "o Brasil mantém sua posição de guia do continente, maior exportador regional, e economia mais industrializada capaz de produzir fenômenos empreendedores notáveis".

"Famílias novas e tradicionais consolidam seus poder e se expandem para o exterior", diz o Repubblica, citando empresários como Roger Agnelli, que encabeça a Companhia Vale do Rio Doce, os banqueiros Joseph e Moise Safra, o governador do MS e plantador de soja, Blairo Maggi, e os irmãos Constantino, da Gol.

No entanto, a matéria ressalva que "a transição para uma economia capitalista moderna permanece incompleta", porque ainda falta resolver "o problema da forte desigualdade". "O país mantém as contradições de sempre, com um desenvolvimento econômico que não reduz as desigualdades e a incapacidade, nos últimos vinte anos, de criar um novo modelo de industrialização."


Competitividade

O diário argentino La Nación traz uma matéria em que descreve o debate, no Brasil, para "reverter a perda de competitividade". "O Brasil perdeu posições em conhecimento e competitividade em relação à Argentina e outros países da América Latina", diz o texto.
O problema foi debatido em um encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que, segundo o jornal, os empresários "pediram políticas ativas" do governo: taxas de juros mais baixas, investimentos em inovação tecnológica e um marco regulatório mais simplificado.

De acordo com o diário argentino, empresários no encontro disseram que o país não pode pensar apenas em um plano nacional, e deve investir na regionalização econômica para garantir um desenvolvimento sustentável.


Efeito à distância

Preços de sucos de laranja já estão aumentando no Japão em decorrência da expansão das áreas de plantação de cana-de-açúcar para fabricação de biocombustível, afirma matéria do diário japonês Yomiuri Shimbun.

Segundo o jornal, grande parte do efeito inflacionário se explica pela transformação de áreas de cultivo no Brasil, produtor de 60% de toda a laranja mundial. A menor oferta de laranja eleva o seu preço.

A matéria diz ainda que o aumento dos sucos de laranja já ameaça criar um ´efeito dominó´ sobre o preço de outros sucos de fruta industrializados.

domingo, 29 de abril de 2007

Octavio Frias de Oliveira morre aos 94 anos em SP

da Folha de S.Paulo

O empresário Octavio Frias de Oliveira, publisher do Grupo Folha, morreu hoje à tarde aos 94 anos em São Paulo. Protagonista da modernização da mídia brasileira na segunda metade do século, Frias pertenceu a uma geração de empreendedores pioneiros dos quais ele era um dos últimos remanescentes e o único a se manter em atividade profissional até o ano passado.

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Jogo tucano

Folha Online
O sonho de consumo do governador de São Paulo, José Serra, é ter o colega de partido e governador mineiro, Aécio Neves, como candidato a vice na chapa presidencial do PSDB em 2010. Aécio não descarta, mas vai trabalhar para ser cabeça de chapa. Daí o flerte, nos bastidores, com Ciro Gomes (PSB).Serristas avaliam que a chapa Serra-Aécio seria quase imbatível. Boa parte dos petistas, também. No entanto, uma dobradinha com Aécio, do segundo maior colégio eleitoral do país, e Ciro, nome de peso no Nordeste, seria bastante competitiva. Leia mais aqui

Kennedy Alencar, 39, é colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre os bastidores da política federal, aos domingos.

Choque de gestão de Alckmin sob suspeita

Do Correio Braziliense, hoje:
"Pelo menos dois secretários do Trabalho do governo Geraldo Alckmin, Francisco Prado Ribeiro e Walter Caveanha, ambos ligados ao PTB, parecem não ter assimilado a proposta do choque de gestão defendida pelo ex-presidenciável tucano na última campanha eleitoral.

Investigações da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério do Trabalho detectaram má aplicação de recursos e diversas outras irregularidades em convênios para cursos de qualificação profissional com verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) mantidos pela Secretaria Estadual do Trabalho de São Paulo durante as gestões dos secretários Ribeiro e Caveanha.

Esses convênios estão sendo investigados agora pelo Ministério Público de São Paulo e totalizam R$ 26,8 milhões. Foram realizados entre 2004 e 2006. O Ministério do Trabalho também confirmou casos de cursos não realizados, superfaturamento e fraudes na comprovação de despesas e nos boletos de pagamento de convênios que consumiram pelo menos R$ 8 milhões dos cofres públicos. Outros quatro convênios mantidos entre 1999 e 2002, com recursos no total de R$ 161,9 milhões, estão com a prestação de contas sendo reavaliada, de acordo com o Ministério do Trabalho.

A CGU enviou um imenso relatório para a Promotoria de Justiça e Cidadania de São Paulo, a fim de continuar as investigações. No relatório, são apontadas irregularidades como ausência de licitação, desvio de finalidade em contratações, cursos pagos e não realizados, notas fiscais sem identificação, alunos indevidamente registrados como concluintes de curso, falsificação em listas de presença, fraudes em prestação de contas, despesas de alimentação e seguros e superfaturamento de preços em material didático." publicado no Blog de Noblat. Assinante do Correio leia mais.

sábado, 28 de abril de 2007

Marta Suplicy presta homenagem às vitimas do genocidio nazista na Áustria

Em março de 1938, a Áustria foi anexada ao Reich de Hitler e cinco meses depois o campo de concentração Mauthausen foi criado.

Mais de 200.000 seres humanos, em maioria judeus poloneses, mas também ciganos e resistentes ao nazismo de trinta nacionalidades foram ali deportados e a maioria exterminados.

Poucos dias após o Dia do Holocausto que homenageia as vitimas judias do extermínio nazista e a poucos dias da comemoração, em 5 de maio, do aniversario da libertação do campo de Mauthausen pelas tropas aliadas, Marta Suplicy presta homenagem às vitimas do genocídio, encerrando assim sua visita oficial à Áustria.

Ministerio de Turismo libera recursos para melhorar infra-estrutura da cidade que receberá o Papa

A verba será investida na implantação de sinalização turística em Aparecida do Norte, que deverá receber 500 mil pessoas nos dois dias de visita de Bento XVI

O Ministério do Turismo autorizou nesta sexta-feira (27/04) o repasse de R$ 200 mil para a implantação de placas de sinalização turística em Aparecida do Norte (SP). O município, um dos principais destinos de turismo religioso do país, receberá a visita do Papa Bento XVI nos próximos dias 12 e 13 de maio.

“Estamos investindo em Aparecida, assim como em outros destinos religiosos. No caso de Aparecida do Norte, neste momento, a liberação da para execução da sinalização turística é de grande importância, visto que a visita do Papa vai provocar um aumento do fluxo de turistas na cidade. Mas a obra é para sempre, já que Aparecida é o local de maior acesso de turismo religioso no Brasil”, comentou o secretário de Programas de Desenvolvimento do Turismo do MTur, José Evaldo Gonçalo.

De acordo com chefe de gabinete da Prefeitura de Aparecida, Eduardo Elache, antes do Papa Bento XVI chegar à cidade a sinalização estará concluída. “Estamos trabalhando para que os turistas que ficarem nos arredores de Aparecida tenham mais facilidade para se movimentar”.

O secretário Evaldo Gonçalo explica que os investimentos no município paulista dão seqüência ao projeto de melhorar a infra-estrutura dos destinos turísticos do país. “Somente no ano passado, por exemplo, foram aprovados três projetos de infra-estrutura em Juazeiro do Norte (CE), onde é cultuado o Padre Cícero, no valor total de R$ 4,9 milhões. Em Nova Trento (SC), terra de Madre Paulina, serão investidos R$ 195 mil em obras para melhorar as condições de recepção de turistas”.

Aparecida - A liberação de verba do MTur para a sinalização em vários pontos de Aparecida é o terceiro projeto de infra-estrutura turística da cidade a ser implementado com apoio financeiro do MTur nos anos de 2005 e 2006.

Em 2005, o MTur liberou R$ 100 mil para a construção de um calçadão no centro da cidade. A obra foi concluída há dois meses. Outros R$ 200 mil financiarão a construção do Portal do município, projeto aprovado no ano passado. Aparecida recebe uma média de 200 mil turistas por semana, número que chega a cerca de um milhão nos período de outubro a dezembro.

(comunicado do Ministerio de Turismo)

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Ministra visita instituição de ensino de turismo da Áustria e propõe bolsas para universitários brasileiros

A Modul é uma renomada instituição de formação em turismo e a segunda mais antiga do mundo voltada para o ensino da hotelaria

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, visitou nesta sexta-feira (27) a escola “Modul”, renomada instituição de formação em turismo na Áustria. É a segunda mais antiga do mundo. A escola completará 100 anos em 2008, e ensina jovens de 14 a 19 anos a atuar em todas as áreas da hotelaria, desde as mais simples funções à gerencia. Também recebe jovens a partir dos 18 anos, com ensino médio completo, para um curso intensivo que seriam dois anos de nível superior. Depois de cursar a Modul, os jovens ficam aptos a prosseguir estudos universitários.

“O trabalho aqui é fascinante, e eles ainda estarão inaugurando a partir de julho, com apoio da iniciativa privada, uma Universidade-Hotel. Vão oferecer graduação, pós-graduação (mestrado) e, a partir de 2012, doutorado. Propus uma ação junto ao Brasil: a oferta de bolsas para cinco estudantes universitários de turismo. Poderíamos promover um concurso para selecionar os estudantes”, explica a ministra.

O modelo de ensino da Modul conjuga teoria e prática. Suas instalações compõem a escola junto a um hotel de padrão quatro estrelas. Os alunos têm quatro dias de aulas voltadas à formação e um dia de prática no hotel.

Além da possibilidade de bolsas de estudos, a ministra Marta Suplicy, que almoçou com a presidente da Câmara de Economia de Viena – entidade que reúne representações patronais e de trabalhadores –, Brigitte Jank, abordou o interesse em se firmar parcerias entre Áustria e Brasil, envolvendo ações para a formação de mão-de-obra qualificada. “Penso numa ação junto com parceiros como Sebrae, Senai e Senac”, disse a ministra.

(comunicado do Ministerio de Turismo)

Eleição do Cristo poderá gerar 250 mil empregos

26.04.2007

Publicitário calcula incremento de US$ 271 milhões na economia do RJ

VERÔNICA BACHINI
DO JORNAL DO COMMERCIO (RJ)

Um incremento na economia de US$ 271 milhões e a criação de 250 mil empregos. É o que pode ocorrer no Brasil com a escolha do Cristo Redentor como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, eleição promovida pela organização suíça New Seven Wonders com outros 19 pontos turísticos conhecidos mundialmente. As estimativas são do Banco Central (BC) e do Ministério do Trabalho e Emprego, respectivamente, e foram mostradas ontem pelo diretor-presidente da Aroldo Araújo Comunicações Ltda, Aroldo Araújo, responsável pela campanha Vote Cristo. Ele é uma Maravilha, na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Estavam presentes o vice-presidente da associação, Antenor Barros Leal, e o diretor de Marketing da Bradesco Seguros, que está na linha de frente do apoio à campanha, Jorge Pohlmann.

Segundo Araújo, o monumento não só é um ícone nacional, mas sua escolha como candidato nessa eleição foi bem feita tanto do ponto de vista turístico quanto artístico e religioso. De acordo com a Embratur 2,29 milhões de viajantes brasileiros fazem visitas religiosas no País por ano. Quando o Cristo foi considerado santuário no ano passado, por exemplo, foi estimado um aumento de 30% no número de visitantes. Imaginem a projeção do monumento se ele for eleito, comentou o publicitário.

Aroldo Araújo disse que o turismo é a quinta maior receita do País em moeda estrangeira, cujo faturamento passou de US$ 3,8 bilhões em 2005 para US$ 5,4 bilhões no ano passado e com 52 setores da economia ligados a ele diretamente. De acordo com o publicitário, os promotores da campanha e o trading de turismo brasileiro se baseiam principalmente no potencial do catolicismo. Cerca de 34,4% da população do mundo é cristã, sendo metade católica, algo em torno de 1,12 bilhão de pessoas, afirmou.


Os dados da Enciclopédia Mundial das Religiões, com números de 2005, mostram ainda que as Américas possuem 534,3 milhões de católicos, e a Europa 279,9 milhões. Os países que mais contam com seguidores do catolicismo são o Brasil (136 milhões de pessoas), o México (99 milhões), os Estados Unidos (com 66 milhões de seguidores), e a Itália (55 milhões).

O anúncio dos ganhadores será feito no próximo dia 7 de julho, não por acaso em 7/7/7, já que a organização pretende promover a eleição a cada 100 anos, na reprise da data, na cidade de Sete Colinas, em Portugal, país que não possui candidato. Foi convidado para anunciar os sete monumentos o ator Sean Connery, o primeiro 007 do cinema, e na ocasião da festa será realizado um jogo de futebol com os principais jogadores que fizeram história com a camisa sete.

Segundo Jorge Pohlmann, a campanha vai continuar com cartazes em lojas e até nas missas das igrejas, com o intuito de despertar o interesse das pessoas em participar da votação. A idéia será promovida também durante a canonização do Frei Galvão pelo Papa Bento XVI, no Pacaembu, no dia 11 de maio. Apoiamos esta campanha porque acreditamos que o Cristo é um símbolo de paz, e que com isso o Rio de Janeiro dará a volta por cima, disse Pohlmann.

Ligações de celular para a votação
Na campanha para eleger o Cristo Redentor como uma das novas Sete Maravilhas do Mundo, os funcionários da Bradesco Seguros e Previdência votaram em peso pelo celular enviando uma mensagem de texto com a palavra Cristo para o número 49216.

A seguradora contratou promotoras para percorrer os departamentos da empresa e angariar votos para o monumento. Em dois dias mais de 3 mil ligações foram feitas. Depois de votar, o eleitor ganha a camiseta eu votei.

O Cristo Redentor, um dos cartões-postais mais famoso do Brasil - se não o mais famoso - pode entrar para a história da humanidade se for escolhido uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

apoio
A Bradesco Seguros e Previdência, líder no mercado segurador latino-americano, decidiu apoiar a campanha Vote Cristo. Ele é uma Maravilha.

O apoio contempla ações externas, como extensa campanha publicitária em jornais, revistas, rádios e TVs, além de ações internas realizadas com seus funcionários, segurados e parceiros comerciais.

Para votar clique aqui

Com foco no turismo de negócios

Opinião
26.04.2007

por Pedro Nadaf
Publicado no jornal A GAZETA (MT)

No ano de 2006, o Brasil ficou na 10ª posição no ranking dos países que mais sediaram eventos, conforme dados do ICCA - International Congress and Convention Association, e deteve a 7ª posição no TOP 10, a melhor colocação em toda a América Latina e o segundo melhor das Américas - atrás apenas dos Estados Unidos.

A informação é do Ministério do Turismo, e nos enche de boas expectativas. Isso mostra que temos que desenvolver boas estratégias para otimizar este segmento e atrair cada vez mais os turistas. A Festa Internacional do Pantanal, evento realizado pelo governo do Estado de Mato Grosso, através da Secretaria Estadual do Desenvolvimento do Turismo, é uma iniciativa que visa tal incremento.

Mato Grosso tem colaborado com números positivos na área de turismo de negócios. Para se ter uma idéia, no ano passado, foram captados somente pela Fundação Pantanal Convention & Visitors Bureau, 19 eventos, que trouxeram para o estado, 24.160 visitantes. Se levarmos em conta que cada turista gasta por dia US$ 112,03 dólares, e que fica em média de 3,5 dias em visita, isto quer dizer que cada um que veio a Mato Grosso, através da captação do órgão oficial, deixou ao comércio de bens e serviços nada menos que R$ 864,71/dia. É a soma que nos enche de entusiasmo, pois representa uma média de R$ 20,8 milhões. Vale destacar, entretanto, que fora desta captação há pelo menos um incremento superior a 50%, de eventos trazidos para o estado por outras vias, o que pode representar mais de 50 mil visitantes, somente no quesito turismo de negócios. É por esta e outras razões que devemos estimular este segmento em nosso estado.

Entidades representativas da iniciativa privada e o governo têm exercido seus respectivos papéis no sentido de estimular o turismo de negócios. Um dado interessante é que a Fundação Pantanal Convention & Visitors Bureau gastou somente R$ 4,34 por turista, analisando-se o investimento feito para a captação de eventos no ano passado. Ou seja, o trabalho em nível de representatividade gera bons resultados, e a baixo custo. Portanto, os empresários do setor devem se atentar para ações articuladas, feitas por entidades representativas, e apoiar as iniciativas que visam o retorno em nível coletivo, tanto nas esferas governamental e não governamental.

São necessários componentes estratégicos para gerar resultado, em nível federal. A criação do Ministério do Turismo e a prioridade determinada ao desenvolvimento de ações voltadas ao Turismo de Negócios e Eventos, fazem parte destas práticas positivas. Vale destacar que no Brasil, o PIB é constituído em 50% pelo setor de serviços, e dentre os segmentos desta área, o turismo é o que se sobressai. Mato Grosso também avança neste sentido através de políticas governamentais para o setor.

Durante a 14ª Festa Internacional do Pantanal, além do entretenimento, o Núcleo de Conhecimento, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento do Turismo, preparou uma série de atividades que visam importantes informações focadas em expansão. Uma das ações da extensa programação, é a Rodada de Negócios que contará com a participação de operadores de turismo de todo o país, e de diversas partes do exterior.

O que diferencia a Rodada de Negócios, neste ano, é a dinâmica da sua formatação, pois os integrantes visitarão pontos turísticos de Mato Grosso, conhecendo assim sua infra-estrutura, a exemplo de hotéis e pousadas, antes de sentarem-se para a negociação. Precisamos, mais do que nunca, de estratégias eficientes para incrementar ainda mais o turismo local e os realizadores da 14ª Festa Internacional do Pantanal estarão, de 2 a 6 de maio, embalando os nossos principais produtos turísticos com o melhor papel. Mesmo porque, não se pode neste mercado tão competitivo, perder o foco dos negócios.

Pedro Nadaf é presidente do Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo ( Fecomércio/Sesc e Senac) de Mato Grosso e secretário de Estado de Desenvolvimento do Turismo

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Metas para a educação

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

Todos os índices

Lígia Formenti, BRASÍLIA para o jornal O Estado de São Paulo

Nas cidades do interior encontra-se o que há de melhor e pior da educação brasileira. São municípios pequenos que figuram no topo da lista do País no novo indicador criado pelo Ministério da Educação (MEC), o Índice de Desenvolvimento Básico (Ideb), cujos números são oficialmente divulgados hoje. São também as pequenas cidades que trazem os piores resultados.

“Cidades pequenas têm vantagens, quando bem aproveitadas, em relação a grandes centros”, explica o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes. “A violência não é tão acentuada, o acesso a escolas é mais fácil”, observou. Ele não estranha, também, o fato de as cidades pequenas estarem entre as piores colocadas no ranking, seja de 1ª a 4ª séries (reunidos no Ideb como fase 1), seja entre 5ª e 8ª séries (que formam a fase 2). “Muitas das cidades que tiveram notas baixas dispõem de poucos recursos e, pior, não sabem que têm direito de se beneficiar por linhas de incentivo, criadas pelo MEC”, resumiu.

As diferenças estampadas no Ideb são grandes. Nas escolas estaduais da capital paulistana, alunos de 1ª a 4ª séries alcançaram a média de 4,6 numa escala que vai até 10. Estudantes de Torrinha, cidade do interior paulista, por sua vez, alcançaram a média 6,7. Quando se compara o desempenho de estudantes paulistas da rede estadual entre 5ª e 8ª séries com estudantes do interior, o fenômeno se repete. Estudantes de Limeira (SP) alcançaram média 6,4; enquanto paulistanos, 3,8.

Feito a partir de dados de desempenho do aluno em exames como Prova Brasil e Sistema Nacional de Avaliação Básica (Saeb) e de informações sobre rendimento escolar, como aprovação e tempo médio de permanência, o Ideb será a ferramenta principal para o MEC colocar em prática as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado anteontem pelo presidente Lula. Leia mais aqui

Nota vermelha para a Educação

do Jornal da Tarde

Números mostram que a qualidade do Ensino Fundamental em São Paulo está baixa

BARTIRA BETINI e MARIA REHDER

Um total de 500 municípios dos 525 que oferecem Ensino Fundamental na rede estadual de 5ª a 8ª séries no Estado de São Paulo tem nota abaixo de 5. Esse dado faz parte do levantamento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que será divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC).

O Ideb leva em consideração dois fatores que interferem na qualidade do ensino: o rendimento escolar, por meio das taxas de aprovação, reprovação e abandono, e as médias de desempenho dos alunos nas avaliações nacionais - Saeb e Prova Brasil.

O Ideb será o indicador que o MEC usará para a verificar o cumprimento das metas fixadas no 'Compromisso Todos pela Educação', um dos itens do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

Todos os municípios brasileiros receberam notas de 0 a 10 e as redes municipais e estaduais foram separadas e avaliadas, cada uma, de 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª. O baixo desempenho dos alunos de 5ª a 8ª séries também foi constatado na rede municipal paulista: das 158 cidades que oferecem ensino municipal nessa faixa, 152 receberam média abaixo de 5.

Ao avaliar os alunos da rede estadual do Estado de São Paulo de 1ª a 4ª, o Ideb constatou que 154 dos 236 municípios que oferecem esse tipo de ensino estão com nota vermelha. E na rede municipal são 345 de 481.

Para Carlos Ramiro, presidente da Apeoesp, os números não são uma surpresa. 'Pela infra-estrutura e condições de trabalho o resultado não podia ser outro. Uma das ações para mudar isso de imediato seria a criação do Sistema Único de Ensino, estadual e municipal, o aumento da carga horária, porque o aluno hoje fica pouco tempo na escola, e a participação da sociedade no contexto escolar', acredita. Leia mais aqui

Lula: la continuidad de Kirchner "es extremadamente importante"

Así aludió a las próximas elecciones en Argentina. Dijo además que no le molestó el acto de Chávez en Ferro y defendió sus vínculos con EE.UU., porque las "relaciones entre Estados no son ideológicas".

BRASIL-ARGENTINA : HABLA EL PRESIDENTE DE BRASIL, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, QUE HOY LLEGA A LA ARGENTINA

FIRME. EL PRESIDENTE BRASILEÑO ASEGURO QUE EL MERCOSUR DEBE SER EL EJE DE LA INTEGRACION REGIONAL Y DESTACO LA RELACION BILATERAL.

Eleonora Gosman BRASILIA. ENVIADA ESPECIAL do jornal Clarín

egosman@clarin.com


Lula da Silva lució ayer toda su simpatía y carisma ante los cinco primeros periodistas de medios de América latina en ser recibidos en el Palacio del Planalto, entre ellos Clarín, para una entrevista que se prolongó por hora y media.

En la sala de reuniones contigua a su despacho, el presidente brasileño dio un respaldo sustancial al argentino Néstor Kirchner. No sólo dijo que "ha hecho un buen gobierno para Argentina". Sostuvo que su "continuidad es extremadamente importante para la integración regional". Y se mostró "admirado" por "la voluntad que puso el presidente Kirchner en reconstruir la industria argentina".

Con el cuidado de quien no quiere que se lean sus palabras como una intromisión, Lula previno que para él, como presidente de Brasil, era "difícil emitir un juicio" sobre un país vecino. Pero enseguida continuó en la misma línea inicial al señalar que de estos cuatro años que le tocó compartir con Kirchner saca una conclusión: "Nunca antes Argentina y Brasil tuvieron una relación tan intensa y productiva como la de ahora". Fue entonces que apostó a que este año su colega argentino pueda renovar el mandato aunque, en medio oficiales de Buenos Aires, se sostiene que la candidata sería Cristina Kirchner.

La gentileza del brasileño tuvo un antecedente el año pasado cuando en setiembre, antes de las presidenciales brasileñas, el argentino declaró públicamente su "voto" a favor de Lula.

En la entrevista, en la que participaron tres medios argentinos y dos chilenos, el presidente de Brasil estuvo acompañado por su canciller, Celso Amorim, y por el flamante ministro de Comunicación Social, Franklin Martins. Lula explicó que desembarca en Buenos Aires hoy por la noche para mantener mañana viernes una "reunión fundamentalmente de política" con Kirchner. "Voy a saldar una deuda ya que Argentina es nuestro socio principal en el Mercosur. Los dos países tienen una importancia central para lo que pueda ocurrir en Sudamérica". Leia a entrevista publicada por Clarín aqui

BRASIL-ARGENTINA De la desconfianza a la solidez

Materia do jornal Clarín de Argentina

de Walter Curia
wcuria@clarin.com

Cuando todavía ocupaba la secretaría política del Mercosur, Duhalde confesó que Lula le pidió consejo sobre cómo tratar a Kirchner. Se ignora si Duhalde se lo dio, pero no mucho más tarde la relación entre los dos presidentes dio un vuelco: pasó de la desconfianza y la frialdad a consolidarse como principal sostén de la sólida relación bilateral.

Hay que volver a ese entonces. Arropado por los centros financieros internacionales, en setiembre de 2003 Lula escatimó una señal de respaldo a Kirchner en su difícil negociación con el FMI, central para la estrategia de renegociación de la deuda argentina en default. Kirchner le recriminó duramente a Lula su falta de apoyo durante una reunión en Nueva York, al mes siguiente. "Va a terminar como Menem", se le oyó decir en privado, más tarde.

Kirchner supo temprano que la disputa por el liderazgo regional con Brasil era inútil: la bisagra de la relación llegó al año siguiente cuando los dos países acordaron en Río una declaración en la que prometían actuar de manera coordinada frente al Fondo. Con diferencia de horas, anunciarían a fines de 2005 la cancelación de sus deudas con el organismo. Lula lo hizo primero: dicen que Cristina se lo reprochó a su marido. Igual de significativa fue la decisión de Lula de acceder a la firma de un acuerdo para limitar las importaciones brasileñas a la Argentina, en busca de corregir las asimetrías entre los dos países. Aquel acuerdo, celebrado por los empresarios aquí y denostado entre los industriales paulistas, no explica sin embargo el fuerte saldo en rojo para la Argentina en la balanza comercial.

Las diferencias en materia comercial se trasladaron a la OMC: ayer, el secretario de Relaciones Económicas Internacionales de la Cancillería, Alfredo Chiaradía, cuestionó el liderazgo del llamado G-4 en las negociaciones de la Ronda de Doha. Fue un velado reclamo a Brasil, que lo integra, a horas de la llegada de Lula.

Dicen que quien ha hecho mucho por la relación entre Kirchner y Lula, quien rompió el hielo, fue Hugo Chávez. Por amor y por espanto.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

A responsabilidade fiscal tucana

De um atento observador da politica brasileira:

"ironia da história: a governadora tucana Yeda Crucius foi ontem ao ministério da fazenda pedir- na prática - o fim da lei de responsabilidade fiscal..."

Plano de Educação tem 42 medidas para todos os níveis do ensino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, lançaram ontem o Plano de Desenvolvimento da Educação, com 42 medidas que incidirão em todos os níveis de ensino do país.

Em discurso no Palácio do Planalto Lula ressaltou que as ações dependem de uma sólida parceria com sociedade, que está "convocada" a participar.

"O plano traz poderosos instrumentos de aperfeiçoamento de gestão, financiamento, conteúdo, métodos de participação federativa e participação cidadã, capazes de promover profundas mudanças na nossa educação pública", afirmou o presidente. A mudança profunda no ensino dependerá, na avaliação de Lula, de uma profunda mudança na relação do Estado e da família com a educação.

Apesar de conter medidas em todos os níveis de educação, a prioridade do plano é a educação básica, que vai do ensino infantil ao médio.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, um dos principais pontos do PDE é a fixação de metas de qualidade nos municípios. "Você fixa o mínimo de qualidade, estabelece metas, dá apoio técnico, oferece mais recursos e ao mesmo tempo cobra resultados expressos na aprendizagem. Porque a escola existe para o aluno aprender, antes de mais nada", afirmou Haddad, no mês passado, em entrevista à Agência Brasil.

O plano prevê a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e apoio às prefeituras que têm os indicadores educacionais mais baixos. O índice leva em consideração o rendimento dos alunos, a taxa de repetência e a evasão escolar. O Ministério da Educação (MEC) vai investir cerca de R$ 1 bilhão neste ano para atender os municípios com os piores índices.
Outra novidade do PDE é a implantação da Provinha Brasil, para avaliar a alfabetização de crianças de 6 a 8 anos. A idéia, de acordo com o ministro, é avaliar a alfabetização das crianças para corrigir eventuais problemas a tempo.

O PDE prevê ainda crédito de R$ 600 milhões do BNDES para a compra de ônibus e barcos destinados aos transporte escolar; a realização de Olimpíada de Língua Portuguesa, no ano que vem, com a participação de aproximadamente 80 mil escolas e 7 milhões de alunos; e a informatização de todas as escolas públicas, com instalação de laboratórios de informática até 2010.

Vagas - Uma das principais medidas do plano na educação superior é ampliar o acesso, com meta de dobrar o número de vagas, que hoje, segundo o MEC, é de 580 mil. Está prevista também a articulação entre o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (ProUni), permitindo o financiamento de 100% das bolsas parciais do ProUni.

Publicado pelo boletim da bancada federal do PT

Cidade do México descriminaliza aborto

Decisão, inédita no país e rara na região, foi tomada pela Assembléia local por 46 votos a 19 e vale para hospitais públicos

Manifestantes pró e contra direito ao aborto tomaram ruas da capital mexicana; Igreja Católica fez oposição, com apoio do papa Bento 16

Folha de São Paulo
DA REDAÇÃO

Com o prédio cercado por forças de segurança e por manifestantes pró e contra o aborto, a Assembléia Legislativa da Cidade do México aprovou ontem, por 46 votos a favor e 19 contra, a lei que descriminaliza a interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação na capital.A decisão é histórica. Na América Latina e no Caribe, só Cuba e Guiana têm uma legislação similar à aprovada ontem pelos deputados da capital mexicana. Os legisladores debatiam ainda ontem subregulamentações da nova legislação.

Pela lei, qualquer mulher que queira fazer um aborto, por motivos financeiros ou familiares, poderá solicitar o serviço em hospitais públicos da Cidade do México, onde vivem 8,6 milhões de pessoas. Leia mais aqui (para assinantes)

terça-feira, 24 de abril de 2007

INTERNET, IMPRENSA E ATENÇÃO À LEITURA!

Ex-Blog de Cesar Maia

01. Pessoas que lêem notícias online prestam mais atenção ao que estão lendo do que leitores de jornais impressos. A afirmação é de um estudo norte-americano que refuta a idéia de que internautas não lêem muito. A pesquisa EyeTrack07, produzida pelo Poynter Institute, uma escola de jornalismo baseada na Flórida, descobriu que os leitores online lêem 77 por cento do que escolhem para ler enquanto usuários de jornais impressos lêem em média 62 por cento do conteúdo. Leitores de tablóides ficam ainda mais atrás, com índice de cerca de 57 por cento. Sara Quinn, diretora do projeto Poynter EyeTrack07, disse que foi a primeira vez que um grande levantamento público internacional compara diferenças entre como as pessoas lêem notícias na Web e em jornais.

02. Ela disse que os pesquisadores ficaram surpresos em descobrir percentual tão elevado de texto sendo lido online, pois isso derruba o mito de que os leitores da Internet têm menos tempo de atenção. "Quase dois terços dos leitores online, uma vez que escolhem um item em particular para ler, lêem todo o texto", disse Quinn à Reuters durante a conferência anual da Sociedade Americana de Editores de Jornais, onde a pesquisa foi divulgada.

03. Duas pequenas câmeras foram montadas sobre o olho direito dos pesquisados para monitorar o que eles estavam lendo. Eles tinham liberdade para ler o que queriam. O estudo descobriu que cerca de 75 por cento dos leitores de veículos impressos tinham comportamento metódico se comparado com percentual de cerca de 50 por cento dos leitores de publicações online. Leitores metódicos tendem a ler do topo ao pé de uma página sem examinar muito ela e relêem algum material. Já os leitores online, sejam eles metódicos ou com estilo de varredura, lêem quase o mesmo volume de texto.

04. Quinn disse que um teste ainda em fase de experimentação também descobriu que as pessoas respondem corretamente mais questões sobre notícias se a informação for apresentada de maneira alternativa em relação à narrativa tradicional. Esse método alternativo pode ser um formato de pergunta e resposta, cronologia, texto curto de canto ou lista. "Os pesquisados prestam em média 15 por cento mais atenção a formatos alternativos de matérias do que reportagens publicadas de maneira tradicional. Em páginas maiores, esse número sobe para 30 por cento".

São doidos. São doidos

"A reeleição não deve ser objeto de análise no momento. Há assuntos mais relevantes. Quando se examinou a necessidade de reforma política, toda a sociedade imaginou diálogos em torno da fidelidade partidária. Ou então sobre o voto proporcional. Ou, ainda, focalizando o financiamento público das campanhas.
Surgiu, como figura estranha, o tema da reeleição. A sociedade perplexa. Os políticos não engajados ainda mais. Os governadores e prefeitos foram surpreendidos. Procuram concretizar boas administrações. Querem submeter seus atos ao julgamento do eleitorado. O cerceamento da possibilidade de reeleição desestimula esforços."

Este parágrafo faz parte do artigo do ex-governador de São Paulo, Claudio Lembo para o Terra Magazine de Bob Fernandez. Leia na integra aqui

Eleição e reeleição programática

Blog de Noblat

"Se o debate sobre o tema da reeleição tem contribuído para o aperfeiçoamento de nossas instituições, é pelo seu lado negativo - tornar patente a distância que nos separa da maturidade democrática. Toda a conversa em torno do tema, brandido por iniciativa de “personalidades” do mundo político, não se tem prestado a outro fim que o de acomodar interesses de poder, em manobras que promovem somente o retrocesso.

Uma tal discussão, para poder apresentar-se com foros de interesse público, deveria balizar-se por alguma diretriz, que permitisse à sociedade identificar a diferença entre uma proposta retrógrada, orquestrada em termos de nomes, e propostas de programas de governo por parte dos partidos políticos. Mas até agora não se ouviu das partes interessadas nesse jogo uma palavra sequer sobre a oportunidade, mais que tardia, de se discutir o tema em termos de eleição ou reeleição programática. "

O trecho acima faz parte do artigo do jornalista e deputado Rui Falcão (PT-SP).
Foi secretário de governo da prefeita Marta Suplicy.
Escreve sempre no Blog de Noblat às terças-feiras. Leia aqui

Desobstruindo canais

Coluna de Valdo Cruz - Folha online

Entre encontros públicos e reservados, Luiz Inácio Lula da Silva tem dedicado um espaço em sua agenda a receber parlamentares da oposição.

Engana-se quem pensa que seu alvo é apenas o PSDB. Quer ganhar também a simpatia de gente dos Democratas, o antigo PFL. Lula sabe que vai precisar dos votos oposicionistas, principalmente no Senado, caso queira evitar dissabores nas CPIs do Apagão Aéreo e aprovar medidas como a prorrogação da CPMF (imposto do cheque) e da DRU (mecanismo que libera o governo a gastar livremente 20% das receitas vinculadas da despesas específicas da União).

Recentemente, Lula recebeu numa agenda reservada em seu gabinete o senador Jaime Campos (DEM-MT). Filiado ao partido mais beligerante em relação ao governo Lula, Campos travou um diálogo com o presidente que lhe soou como música. Disse que não deixará de ser oposição, mas acrescentou que sabe andar com as "próprias pernas". Tradução: não seguirá totalmente a linha da cúpula partidária, podendo votar a favor de temas de interesse do Palácio do Planalto no Senado.A investida na seara dos Democratas não se restringe a Jaime Campos. O presidente recebeu o senador Romeu Tuma (DEM-SP) na segunda-feira, dia 23 de abril, e estava agendando audiência com outro senador democrata, Demóstenes Torres (GO), para terça-feira. Além deles, Lula deve buscar uma aproximação também com o senador Eliseu Resende (DEM-MG). Conta ainda com Edison Lobão (DEM-MA). Esse, porém, já joga com o governo por suas ligações com o ex-presidente José Sarney e não será surpresa se tomar o rumo de um partido governista em breve. O mesmo se especula sobre o senador Romeu Tuma.

Com esses movimentos, Lula espera minar o campo dos Democratas, partido que promete não lhe dar trégua. Ao mesmo tempo, seguirá no trabalho de boa vizinhança com o PSDB. Além dos contatos já feitos com o governador José Serra (PSDB-SP) e com o presidente dos tucanos, Tasso Jereissati, o presidente deseja estreitar relações com senadores como Arthur Virgílio (AM) e Eduardo Azeredo (MG).

Segundo assessores do presidente, o objetivo é "desobstruir canais" para buscar ter uma CPI do Apagão Aéreo funcionando de forma civilizada e aprovar medidas como a prorrogação da CPMF e da DRU, além dos projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). O fato é que, com um cenário róseo na economia, a oposição, principalmente o DEM, apega-se cada vez mais à CPI do Apagão Aéreo para criar problemas ao presidente Lula. Só que o presidente decidiu atacar o campo inimigo, cooptando antigos adversários. Se der certo, o DEM ficará cada vez mais isolado. Afinal, o PSDB, com nomes fortes para disputar a sucessão de Lula, demonstra desde o início do segundo mandato que não deseja nesses dois primeiros anos adotar a política do confronto. Daí que a CPI do Apagão Aéreo no Senado será criada, mas com a ajuda de tucanos e alguns democratas pode não funcionar a todo vapor. A conferir.

Os canais do empresariado

Por falar em estratégias para desobstruir canais de comunicação, um jantar reuniu recentemente o novo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro.

Logo depois de assumir o lugar de Luiz Fernando Furlan, Miguel Jorge deu declarações que não agradaram nem um pouco o setor empresarial. Suas palavras foram interpretadas mais ou menos assim: o empresariado precisa aprender a conviver com o câmbio baixo, as indústrias têm de ser modernizar e quem não souber se adaptar aos novos tempos não adianta buscar ajuda no ministério. Leia mais

França: Análise da apuração mostra que periferia votou em Ségolène

Sarkozy liderou o 1º turno na França, mas pesquisa aponta que os bairros mais populares preferiram sua rival; a segunda etapa da votação acontece dia 6 de maio

Efe publicado pela Agencia Estado

PARIS - Os habitantes dos bairros conflituosos da França que sofreram uma onda de violência urbana em 2005 votaram na socialista Ségolène Royal no primeiro turno das eleições presidenciais.

Essa é a conclusão da análise dos resultados do primeiro turno, no qual o conservador Nicolas Sarkozy recebeu 31,18% dos votos, seguido por Royal, com 25,87%.
Sarkozy e Royal disputarão o segundo turno no dia 6 de maio.

O voto nos bairros dos arredores de Paris, onde explodiu a revolta juvenil, era muito esperado. E o resultado é nítido: Royal teve mais de 40% dos votos em todos os bairros, enquanto Sarkozy, que era ministro do Interior durante a explosão da violência, ficou sempre abaixo dos 30%.

Uma das três localidades mais observadas era Clichy-sous-Bois, de onde saiu a fagulha que incendiou os bairros. As outras duas eram La Courneuve, que Sarkozy disse que ia limpar com "kärcher" (mangueiras de água de alta pressão) e Argenteuil, onde o conservador chamou de "gentinha" os jovens que participaram da onda de violência.

Em Clichy-sous-Bois, Royal foi votada por 41,63% da população, e Sarkozy por 24,51%; em La Courneuve, a socialista venceu por 41,08% a 22,86%; e em Argenteuil, por 34,58% a 25,82%.
Os resultados, segundo os analistas, mostram porém uma importante fatia do eleitorado que votou no líder ultradireitista Jean-Marie Le Pen (9,2%, 8% e 9,36%, respectivamente).

Royal invites Bayrou to form alliance

Financial Times
By Martin Arnold, John Thornhill and Adam Jones in Paris

Published: April 23 2007 22:43 Last updated: April 24 2007 02:46

The French presidential race took a surprise turn on Monday night when Ségolène Royal, the Socialist, said she had invited François Bayrou, her centrist rival, to discuss forming a centre-left alliance to block Nicolas Sarkozy, their centre-right opponent.

Ms Royal, who defied her critics by coming a comfortable second behind Mr Sarkozy in Sunday’s first round with almost 26 per cent support, said she had left a phone message for Mr Bayrou, who came a strong third, offering “a public debate”.

“I am waiting for an answer,” she said. “It is up to Mr Bayrou to say if he wants this debate.” Mr Bayrou is expected to clarify his position tomorrow. But one of his advisers told the FT he intended to meet Ms Royal, though he had doubts about her ability to negotiate an alliance over the opposition of a vocal minority in her party. “In whose name is she speaking?” he asked.

Ms Royal’s move came amid signs of dissent from within her party about such a step and after Mr Bayrou’s supporters indicated he would avoid supporting any candidate in the May 6 run-off.

Jean-Louis Bianco, co-director of Ms Royal’s campaign, told the FT that she “has taken a brave risk” by challenging the left wing of her party. Leia mais

Serra nega aliança com Lula

Jornal da Tarde

Tucano diz que é ‘absurda’ a suposição de que articula aliança com PT para ser o candidato de Lula à Presidência em 2010

O governador José Serra (PSDB) classificou como absurdas as suposições de que estaria articulando uma frente com o PT para ser o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 2010. “Estou ocupado em governar direito São Paulo. Desde janeiro, sempre que falei com algum representante do governo federal foi para tratar de assunto relativo ao Estado”, afirmou Serra, rebatendo a reportagem publicada no domingo.

Serra ironizou a especulação de que pudesse ceder a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado para ganhar apoio à Presidência: “A tese é uma alucinação nos meios e nos fins”. Ele disse que o PSDB não assistiria a essa hipótese sem reagir. Garantiu que nem conhece o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP) - apontado como interlocutor na suposta aproximação com o PT - e que só conversou com o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Câmara, uma vez, em telefonema sobre votação do Fundeb.

Serra disse não achar correto antecipar 2010: “Aliás, não é ainda hora de discutir nem 2008”. Questionou “a quem interessa essa boataria toda” e ele mesmo respondeu: “Seguindo o rastro do interesse, talvez se chegue à origem. De uma coisa estou certo: quem falou essas mentiras, aliado meu não é. Pela própria natureza da fantasia, é coisa de inimigo”.

Para Serra, a relação dos governadores de oposição com o Planalto têm de se pautar pelo diálogo. “É claro que a gente tem de conversar”, disse, citando os tucanos Aécio Neves (MG), Ieda Crusius (RS), Teotonio Vilela (AL) e Cássio Cunha Lima (PB). “Falarmos com o presidente não quer dizer cooptação. Temos de tratar de assunto do interesse administrativo de nossos Estados.” Serra afirmou que o PSDB “está fazendo oposição no lugar certo, no Congresso”.

Ségolène Royal lance un appel à François Bayrou

A Valence, LE MONDE ENVOYÉE SPÉCIALE

La déclaration avait été imprimée sur une feuille de papier. Ségolène Royal est venue la lire devant la presse, juste avant de monter à la tribune du parc des expositions de Valence, pour son premier meeting de second tour, lundi 23 avril. "Je me déclare disponible pour parler de l'avenir de la France avec ceux qui, pendant toute cette campagne, ont souhaité le changement et la rénovation politique, a déclaré la candidate socialiste. Je souhaite un débat ouvert pour construire des convergences (…) sans arrière-pensées et sans a priori."

Tout en remerciant les partis de gauche qui ont appelé à voter pour elle, Mme Royal a estimé que "la France avait tout intérêt à l'ouverture des idées pour sortir des blocages d'un système dépassé". "Il faut donner une autre dimension à notre rassemblement, a-t-elle ajouté. C'est pourquoi je propose un dialogue public sur la base du pacte présidentiel portant sur la rénovation de la République, l'Etat impartial, le refus des tensions dans les villes et les quartiers, (…), l'Europe, les priorités éducative et écologique."

L'appel de la candidate vise directement François Bayrou, le candidat centriste qui détient, avec 18,55% des suffrages, la clé du second tour. "Je lui ai laissé un message sur son répondeur pour le prévenir, par simple politesse", a précisé Ségolène Royal. Vingt-quatre heures après les résultats du premier tour, un pas a donc été franchi, qui va bien au-delà d'un appel aux électeurs centristes. Propose-t-elle une alliance? "Pour l'instant, non", répond-elle. Mais, si convergences il y a, "nous en tirerons toutes les conséquences".

"Il n'y aura pas d'accords de couloirs", assurait de son côté son codirecteur de campagne, François Rebsamen, en insistant sur un débat public, peut-être "à la télé". "L'important, ajoutait-il, c'est que Mme Royal a fait mouvement."

Un point de vue partagé par les élus socialistes présents. "Il ne faut pas qu'un électeur de François Bayrou puisse avoir une quelconque réticence parce qu'il aurait le sentiment d'une gauche sectaire", relevait Gérard Collomb, le maire de Lyon, une ville où Nicolas Sarkozy est arrivé en tête.

Le président de la région Rhône-Alpes, Jean-Jack Queyranne, jugeait nécessaire de "renvoyer les balles de fond de court". Le député de l'Ardèche, Pascal Terrasse, allait plus loin, évoquant une "coalition de l'extrême gauche au centre". "Je suis peut-être minoritaire mais faites l'addition, elle est claire : la gauche fait 35 %."

Partisan de l'ouverture, Julien Dray, conseiller de MmeRoyal, a souligné la différence avec l'expérience des années 1980. "La démarche de Mitterrand, a-t-il justifié, c'était du débauchage individuel. Là, ce n'est pas le cas." Pour beaucoup, non seulement la politique de la "main tendue" s'impose, compte tenu du rapport de forces électoral, mais il oblige M.Bayrou à prendre position. Un refus de sa part aurait l'avantage de le prendre en défaut par rapport à ses déclarations très critiques à l'égard de M.Sarkozy.

Problème : au PS, tout le monde n'a pas été prévenu de cette accélération. La réunion, le matin, dans les bureaux de la candidate, en présence de François Hollande, de ses deux directeurs de campagne – Jean-Louis Bianco et François Rebsamen –, de Jean-Pierre Chevènement, d'Arnaud Montebourg, de Vincent Peillon ou du radical de gauche Jean-Michel Baylet, n'avait porté que sur les thèmes "identifiants" à creuser pour séduire l'électorat centriste – pas sur d'éventuelles discussions avec leur candidat. M. Collomb, venu exprès de Lyon à la demande de Mme Royal, n'est arrivé qu'après. Dans l'après midi, Jean-Christophe Cambadélis, proche de Dominique Strauss-Kahn, a tiré une salve contre M.Hollande, indiquant dans une déclaration à l'AFP, que ce dernier avait "tort d'enfermer le PS dans ses 26 %". Leia mais

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Dirceu critica proposta sobre o fim da reeleição

Agencia Estado
23 de abril de 2007 - 20:35

Segundo ex-ministro de Lula, Aécio e Serra seriam os principais beneficiários
Eduardo Kattah

BELO HORIZONTE - O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, criticou nesta segunda-feira, 23, o movimento em torno do fim da reeleição. Para Dirceu, a proposta agora "só prejudica a reforma política" e é do interesse do PSDB, principalmente dos governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

"Do ponto de vista político, para o País nesse momento acabar com a reeleição eu acredito que só prejudica a reforma política porque não é simples acabar e, na verdade, é do interesse do PSDB, principalmente do governador Aécio Neves e José Serra. Como foi do interesse deles fazer a reeleição em 97", afirmou o ex-ministro, que participou de um almoço em Belo Horizonte com lideranças mineiras do PT, PMDB e PV.

Dirceu acredita que, "do ponto de vista doutrinário", o fim do instrumento é "bom" para o PT. "Porque o PT sempre foi contra". Mas a reeleição, na sua opinião, ainda precisa ser experimentada. "O Brasil aprovou isso em 97. Teve três eleições com reeleição, já vai acabar? Vamos fazer a experiência. Se for para acabar com a reeleição, vai ter que resolver a coincidência de mandatos, vai ter que eleger algum mandato com um ano a mais ou com um ano a menos...", observou.

"Assim não há país que agüente. Instituições que são construídas no País precisam ser experimentadas, por isso sou contra acabar com a reeleição agora". Ele evitou comentar a aproximação dos tucanos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

E foi na linha da declaração de Lula sobre a polêmica da reeleição, durante o programa semanal de rádio Café com o Presidente. "Ele, na verdade, disse que sempre foi contra, mas que agora essa é uma questão do Congresso, dos partidos e não dele como presidente, até porque ele é parte. Ele foi reeleito".

Pela manhã, após uma palestra para jovens de uma ONG na zona norte de Belo Horizonte, o ex-ministro afirmou que sem a reforma política, "o caixa 2 vai continuar existindo" no Brasil. "Precisamos fazer a reforma política. Sem a reforma política e fidelidade partidária, as eleições vão continuar sendo caras. O poder econômico vai continuar mandando e o caixa 2 vai continuar existindo".

Ecotaxes

Apr 23rd 2007
From the Economist Intelligence Unit ViewsWire

Are taxes the best means to cut greenhouse emissions?


The ambitious goals set by EU leaders in March at the Brussels summit–a 20% cut in greenhouse gas emissions by 2020 and related targets for energy savings, biofuels and other renewable energies–is unlikely to be achieved, at least without the use of environmental taxes to induce changes in businesses’ and consumers’ behaviour. With its consultative green paper issued end-March, the European Commission has now kicked off a wider debate on the subject. Conservation groups, however, accuse the Commission of being too timid.
Leia mais

Itália: Surge o Partido Democrático

Los ex comunistas, con partido nuevo en Italia
Se llamará Partido Democrático y habrá fuerzas católicas como los ex democristianos.

Julio Algañaraz ROMA CORRESPONSAL

Una importante y novedosa página de la política italiana nació ayer tras el último congreso de los Democráticos de Izquierda (ex comunistas), que decidieron disolverse para convertirse en la principal componente del futuro Partido Democrático.

El nuevo sujeto político será más moderado y también el grupo de La Margherita, integrado principalmente por fuerzas católicas ex democristianas, está celebrando una última asamblea, que concluyó ayer, para autodisolverse e integrarse en el Partido Democrático. Ambos partidos constituyen la base de poder del actual gobierno del primer ministro Romano Prodi.

El propósito es dar vida a una organización política reformista moderada que dé un nuevo impulso a la administración de "centrosinistra". Los primeros sondeos le asignan un consenso popular del 27%.

El secretario general de los Democráticos de Izquierda, Piero Fassino, dijo ayer en el discurso final, mientras montaba la emoción y muchos delegados y dirigentes no podían contener las lágrimas, que "estamos llevando nuestros valores hacia una historia más grande".

También con lágrimas en los ojos, Fassino aseguró que los ideales de "sinistra" y reformista siguen intactos, pero todo el ambiente del último congreso de los Democráticos de Izquierda demostró que los íconos políticos, las canciones y los gestos partidarios han cambiado totalmente. No había grandes fotos de Antonio Gramsci, el teórico del comunismo humanista a la italiana, fallecido tras una larga prisión ordenada por el dictador Benito Mussolini en los años treinta. Tampoco de Palmiro Togliatti, "el mejor", líder efectivo y eficaz del más grande partido comunista de Occidente, hombre de Moscú, pero también ansioso por ampliar el área de independencia del PCI. No había ninguna foto de Enrico Berlinguer, el gran líder comunista de los años 80, que alejó al PCI de la esfera soviética. No se cantaron la Internacional o el himno de los partisanos antifascistas "Bella Ciao". La musica que se escuchó era de canciones hechas famosas por Hollywood.

El ministro de Universidad e Investigación Científica, Fabio Musi, encabezó a la minoría del partido que se negó a aceptar el nuevo rumbo y se retiró del partido. "El Partido Democrático va hacia el centro, no seguirá en la izquierda. Por eso nosotros hasta aquí llegamos", se despidió, también él entre lágrimas. Musi quiere ahora formar un polo entre los partidos de izquierda, en alternativa al Democrático.Los otros partidos del centroizquierda (verdes ecologistas, Refundación Comunista, Comunistas Italianos y los centristas democristianos), rechazaron la invi tación a incorporarse al nuevo Partido Democrático. Publicado no jornal Clarín de Argentina.

Mulheres já começam ganhando menos ao sair da faculdade

Portal Estado

Pesquisa mostra que as mulheres recém-formadas ganham 80% do salário de seus colegas homens; diferença aumenta após dez anos do fim da faculdade

LONDRES - Um estudo realizado nos Estados Unidos diz que, um ano após a formatura, as mulheres ganham apenas 80% do salário de seus colegas homens.

A pesquisa Behind the Pay Gap (Por Trás da Diferença de Salário, em tradução-livre) foi realizada pela Fundação Educacional da Associação Americana de Mulheres Universitárias.

O estudo mostrou ainda que, após dez anos do fim da faculdade, a diferença no pagamento aumenta, com as mulheres recebendo apenas 69% do que ganham os homens. Leia mais

Um alerta ambiental

do Blog de Zé Dirceu
23/04/2007 14:00


Pelo seu alcance nacional - poderia ser escrito a respeito de dezenas de cidades litorâneas do Brasil - recomendo a leitura do artigo “O Ministério Público e o litoral norte”, do ambientalista Antonio Marcos Capobianco, na Folha de hoje (só para assinantes), onde retrata a grave situação ambiental e urbanística de nossas cidades litorâneas, no caso São Sebastião no litoral de São Paulo.

Com a palavra o Ministério Público e as milhares de famílias da classe média paulista que tem casas e apartamentos, ou os hotéis, pousadas, bares e restaurantes, em São Sebastião e em todo litoral brasileiro.

Pour Ségolène Royal, la stratégie du "Tout sauf Sarkozy" ne suffira pas

LEMONDE.FR 22.04.07 23h30 • Mis à jour le 23.04.07 17h16

L'intégralité du débat avec Michel Noblecourt, le 23 avril, éditorialiste au "Monde", qui revient sur les thèmes que la candidate socialiste doit développer pour capter l'électorat centriste : réforme des institutions, Europe, urgence écologiste...

Michelgre : Mathématiquement la victoire de Nicolas Sarkozy semble assurée. A-t-on dans le passé déjà constaté une inversion de tendance par rapport au premier tour ? Est-ce possible en 2007 ?

Michel Noblecourt : Je pense qu'il ne faut pas raisonner d'une manière mathématique seulement. Si vous regardez l'élection de 1981, la référence en quelque sorte, vous observez que Royal fait un score quasiment identique à celui de Mitterrand qui avait fait 25,9 % au premier tour. Et il était déjà en 1981 derrière Giscard d'Estaing, président sortant, qui avait réalisé 28,3 %. Nous sommes en présence d'un écart plus important, puisque Sarkozy a dépassé les 30 %.

Autre différence : l'absence de réserves consistantes du côté des petits candidats de gauche, puisqu'en 1981, là aussi, il y avait un candidat communiste, Georges Marchais, qui avait obtenu 15,3 %, alors qu'aujourd'hui Marie-George Buffet fait moins de 2 %. Il y a donc peu de réserves à gauche, et dans une large mesure, le résultat du second tour dépendra du comportement de l'électorat de Bayrou. Et pour une part aussi de l'électorat du FN.

aboukamos : Qu'avez-vous pensé du discours de Ségolène Royal hier?

Michel Noblecourt : Je pense que son discours manquait de punch et de la conviction dont à mon avis il faut qu'elle fasse preuve pour le 2e tour. Je pense aussi qu'elle aurait dû intervenir plus tôt. C'est peut-être une ébauche des discours à venir.

pédro : Est-ce que Ségolène Royal peut rassembler toute la gauche ?

Michel Noblecourt : Elle semble bien partie pour cela. Vous observerez que dès le soir du scrutin, tous les candidats de la gauche et de l'extrême gauche ont soit appelé à voter pour elle, c'est notamment le cas d'Arlette Laguiller, soit appelé, comme Besancenot et Bové, à battre la droite. Je pense donc que le réflexe anti-Sarkozy, très fort dans l'extrême gauche, va jouer en faveur de Royal au deuxième tour.

RobertK : Le départ d'Eric Besson et son ralliement au camp de Nicolas Sarkozy n'est-il pas la preuve que Mme Royal a des difficultés à rassembler dans son propre camp ? Est-ce que certains "éléphants" n'ont pas intérêt à ce qu'elle trébuche afin d'être libre de préparer la prochaine élection présidentielle de 2012 ?

Michel Noblecourt : En ce qui concerne Eric Besson, je pense que c'est quelqu'un qui a obtenu sa notoriété en trahissant son camp. Il était secrétaire national à l'économie. Ce qui sera intéressant, ce sera de voir l'utilisation qu'il pourra faire au service de Sarkozy du petit livre qu'il avait édité en janvier, qui dénonçait le danger représenté par Sarkozy.

C'est vrai que les éléphants ont apporté un soutien à géométrie variable à Royal pendant la campagne du 1er tour et que certains ont visiblement fait le pari qu'elle allait trébucher. Ils font ce pari depuis l'apparition de Royal dans le paysage. Mais manque de chance, cela ne se produit pas. Je pense que cela sera plus difficile pour eux, compte tenu de son score, ils sont obligés de se mobiliser dans la campagne du 2e tour.

Sachant que derrière, il y a les législatives, et que le scénario le plus favorable pour le PS et pour les députés socialistes qui veulent être reconduits et pour les candidats qui veulent être élus, c'est quand même celui d'une victoire de Royal. Je pense donc que les calculs et les arrière-pensées pour 2012 vont être temporairement mis de côté.

Tocqueville : Sur quels thèmes le rapprochement entre PS et UDF peut-il se faire ?

Michel Noblecourt : Je ne pense pas qu'il puisse y avoir un rapprochement en termes d'appareil entre PS et UDF. Je pense que ni l'un ni l'autre ne le souhaite. En revanche, il y a un certain nombre de thèmes sur lesquels il y a d'évidentes convergences entre socialistes et centristes. Je pense à la réforme des institutions. Royal propose une République nouvelle, la VIe République, avec un renforcement des pouvoirs du Parlement, l'instauration d'une démocratie plus participative et l'introduction d'une dose de proportionnelle pour l'élection des députés. C'est un point auquel l'électorat centriste est particulièrement sensible.

Je pense aussi qu'il peut y avoir des convergences sur la question de l'Europe. Aussi bien Royal que Bayrou étaient favorables à un nouveau traité après l'échec du référendum de 2005, et ils étaient l'un et l'autre partisans d'un nouveau référendum pour faire ratifier ce traité, probablement en 2008. Autre thème traditionnel : celui de l'Etat impartial, déjà évoqué par Raymond Barre en 1988, repris par Bayrou, et dans son intervention de dimanche, Royal a explicitement repris cette volonté de bâtir un Etat impartial.

Enfin, il y a aussi la préoccupation pour ne pas dire l'urgence écologique commune aux deux candidats, Royal et Bayrou, qui ont tous les deux signé le pacte de Nicolas Hulot et ont mis l'exigence environnementale au coeur de leur campagne. leia mais

Meio ambiente e desenvolvimento caminham juntos, reitera ministra

Juliano Basile e Mauro Zanatta 23/04/2007

Jornal Valor

Marina Silva: o Ibama terá o tempo que for necessário para fazer a análise do impacto ambiental das usinas do Madeira A defesa do meio ambiente deve ser vista no mesmo plano do desenvolvimento econômico, num processo de "governança ambiental". Essa é a visão que pauta a atuação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e que, na prática, significa que os processos de licenciamento ambiental não devem ser agilizados para atender a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A ministra se nega a fazer previsão para a conclusão de obras importantes, como as duas usinas hidrelétricas do rio Madeira. "Não há datas, nem prazos", enfatizou. Segundo ela, o Ibama terá o tempo que for necessário para fazer a análise do impacto ambiental dessas obras.

Na semana passada, o instituto concluiu, numa análise preliminar, que as obras no Madeira não poderiam ser efetivadas de imediato porque não é possível saber se as hidrelétricas prejudicarão a migração de bagres e as margens do rio. Os bagres vão dos Andes até Belém e, neste trajeto, são pescados por várias comunidades. Só em Belém há 15 mil pescadores cadastrados que vivem do peixe - que, adulto, chega a atingir dois metros. E, nas margens do rio, o acúmulo de sedimentos com a construção da barragem pode provocar cheias, o que poderia prejudicar as vilas vizinhas ao Madeira.

Os problemas dos bagres e dos sedimentos são "equações que estão sendo resolvidas", definiu a ministra. O Valor questionou se é possível uma previsão para a conclusão de um estudo de impacto ambiental definitivo das obras do Madeira e se os empresários saberão, ao menos até o fim do ano, se as usinas serão viáveis. Marina respondeu que as obras dependem de um duplo interesse: do investimento por parte de empresários e do governo e da garantia de proteção ambiental.

"A orientação do governo é que se tenha cuidado com duas coisas: meio ambiente e desenvolvimento econômico", ressaltou. "Uma não pode estar subordinada à outra".
Marina Silva negou que as mudanças em seu ministério tenham sido motivadas pela demora nos processos de licenciamento ambiental, em particular por causa do parecer do Ibama sobre o rio Madeira. O presidente Lula teria ficado irritado com o episódio. Mas a ministra afirmou que as mudanças na Pasta já estavam em gestação antes do caso. E enfatizou que, como se sente respaldada pelo presidente Lula, não dará o braço a torcer às queixas de empresários e políticos por supostos atrasos nas obras. A ministra não prometeu agilidade nos processos de licenciamento ambiental que envolvem obras como as usinas do Madeira. Ela disse que não interfere nos pareceres do Ibama, pois é necessária uma análise técnica sobre o impacto ambiental dos empreendimentos.

A reestruturação do ministério foi premissa básica para a continuidade da ministra no posto. Ao ser convidada por Lula a permanecer no comando do ministério, Marina afirmou ao presidente que precisava promover "avanços na agenda" capazes de justificar sua permanência.
"Esse processo está sendo trabalhado há dois meses e foi colocado pela ministra para justificar sua permanência no governo. E ela está conduzindo [o processo] pessoalmente", afirmou o atual secretário de Biodiversidade do ministério, João Paulo Capobianco. No processo de mudanças no Meio Ambiente, ele foi indicado para a Secretaria-Executiva.

Sem avançar em nomes, Capobianco informou que haverá uma "reforma completa" na Pasta. "Mexe em 90% do ministério. Será modificado de forma substancial e substantiva". E cita um exemplo de desafio concreto para os dirigentes. "O desafio não é só produzir biocombustíveis. Ninguém vai aceitar que esses produtos sejam elementos para promoção do desmatamento". Dirigentes de países da Europa já ensaiam um discurso sobre a necessidade de garantir a produção sustentável de etanol e biodiesel no Brasil - o que, para alguns empresários brasileiros, é uma tentativa de imposição de barreiras não-tarifárias.

Capobianco disse que, hoje, o governo leva em conta as variáveis ambientais em "todas as suas decisões", e que não há setores empresariais "à margem" da questão ambiental. Agora, afirmou, o desafio do ministério é construir uma "agenda positiva" para evitar disputas em torno dos serviços sob responsabilidade do governo. "Como diz a ministra, temos que sair da fase do 'não pode' para o 'como pode'", disse. "As estruturas do Ministério e do Ibama foram pensadas para uma situação de resistência ambiental a um modelo predatório e a temática era 'secundarizada' nos processos de decisão. Existia grande diferença entre público e privado para operar a agenda". leia mais no jornal Valor só para assinantes

Receita para crescer mais está nas mulheres

The Economist
23/04/2007

publicado pelo jornal Valor

Os homens gostam de acreditar que comandam o mundo. Eles não estão se iludindo. Na política, os homens ainda dominam a maior parte dos governos e legislaturas. Na vida econômica, comandam a maioria das empresas e desempenham as funções mais bem pagas. E são as mulheres que, em esmagadora maioria, fazem a maior parte do trabalho não remunerado. É verdade que esse cenário está mudando: a participação da mulher na força de trabalho é muito maior que uma geração atrás, e a maioria dos universitários em alguns países já são mulheres. Apesar disso, este mundo ainda é masculino.


E perdulário. Se houvesse mais mulheres assalariadas, segundo uma série de estudos recentes, o mundo estaria mais bem de vida. O desperdício é certamente pior nos país pobres que nos ricos. Um relatório publicado na semana passada pela Comissão Econômico-Social da ONU para a Ásia e o Pacífico conclui que a discriminação sexual custa à região de US$ 42 bilhões a US$ 47 bilhões ao limitar as oportunidades de trabalho das mulheres. É comum haver um desnível de 30 a 40 pontos percentuais entre a participação de homens e mulheres na força de trabalho na região. O nível insatisfatório de educação das garotas custa outros US$ 16 bilhões a US$ 30 bilhões. E esses são só os custos econômicos, sem contar a violência contra a mulher e seu acesso a serviços de saúde.


Mas os países ricos também desvalorizam as mulheres. Basta ver o descompasso entre as taxas de emprego masculinas e femininas nos EUA, no Japão e na Europa Ocidental, como fez, em recente estudo, Kevin Daly, economista do Goldman Sachs (veja gráfico). Na Suécia, onde cerca de 70% das mulheres com idades entre 15 e 64 anos estão empregadas, a desigualdade é inferior a cinco pontos percentuais. Nos EUA e no Reino Unido o degrau é de 12 pontos. Na Itália, no Japão e na Espanha é superior a 20 pontos. Imagine, diz Daly, que a taxa de participação das mulheres estivesse no mesmo nível da dos homens; e imagine também que o PIB crescesse proporcionalmente ao nível de emprego. Nesse caso, o Produto Interno Bruto (PIB) americano seria 9% maior, 13% na zona do euro e 16% no Japão.


Pode haver algum exagero nessa suposição. Com a inclusão de tanta gente na força de trabalho, a produtividade média provavelmente cairia. Se lhes fosse dada a oportunidade de emprego, muitas mulheres optariam por trabalhar em regime de meio-período. Alguns homens com parceiras empregadas poderiam também optar por não trabalhar em tempo integral. Ainda assim, o crescimento do PIB seria substancial. Daly observa que, se produtividade da zona do euro fosse equiparada ao nível americano - uma idéia citada comumente -, o PIB da região teria crescido apenas 7% a mais.


O leitor pode objetar que examinar apenas o PIB exagera os benefícios. Com mais mulheres empregadas, parte do que elas hoje fazem sem remuneração - cuidar dos filhos, limpar a casa, preparar refeições - teria de ser comprado. Assim, algum trabalho seria contabilizado, e agregado ao PIB, simplesmente por ter sido prestado no mercado, e não no lar. Daly, concorda, mas só em parte. O gasto com cuidados infantis tende a ser baixo, e assim o fator compensador não é muito grande. Mesmo na Suécia, os cuidados pré-escolares consomem só 1,2% do PIB, pouco em relação ao ganho estimado.


Nada disso importaria muito se as baixas taxas de emprego feminino e a produção cessante fossem puramente uma questão de escolha. Daly diz que não são. Muitas mulheres gostariam de trabalhar, ou de trabalhar mais, se encontrassem creches a preços razoáveis para seus filhos. Assim, não é surpreende que subsídios para creches aumentem a probabilidade de uma mãe voltar a trabalhar. E, em muitos países, um segundo assalariado (geralmente a mulher) é, em média, mais tributado quando o casal declara renda. Na Suécia, uma exceção, as alíquotas tributárias médias são as mesmas; na Itália e Espanha, incidem sobre o segundo assalariado alíquotas 60% superiores às aplicada a seus parceiros. Alberto Alesina e Andrea Ichino, economistas italianos, sugeriram ir além de apenas igualar as alíquotas. Em virtude de a oferta de mão-de-obra feminina ser mais sensível a alíquotas tributárias que a masculina, a teoria sugere que as alíquotas aplicadas às mulheres deveriam ser menores - na Itália, segundo eles, até 32% inferiores. Leia mais no jornal Valor só para assinantes

(Tradução de Sergio Blum)

Turismo investe R$ 6 bi no Nordeste

Desenvolvimento e cenário paradisíaco atraem estrangeiros para a construção de resorts e casas de verão

Ana Paula Lacerda

Jornal O Estado de São Paulo

O principal motivo, obviamente, foram as praias paradisíacas da região. Mas o crescimento do Nordeste e a estabilidade econômica brasileira foram os motivos para que investidores - principalmente portugueses e espanhóis - procurassem as terras nordestinas para criar seus grandes empreendimentos.

Um dos mais recentes foi o grupo espanhol Qualta, que vai inaugurar em 2009 o primeiro hotel do The Reef Club, um resort na praia de Barreiras, em Pernambuco. Para o projeto completo, que inclui dois hotéis, três pousadas, 4 mil bangalôs, um centro comercial e um campo de golfe, serão investidos R$ 800 milhões até 2014.

'Escolhemos Barreiras por ser uma região espetacular, a apenas 20 minutos de um centro urbano muito desenvolvido, o Recife', explica um dos sócios da Qualta Resorts, David Gordon, que falou com exclusividade ao Estado. 'Nosso foco são turistas europeus, especialmente ingleses. Vamos mostrar a eles que Recife fica a apenas sete horas da Europa, ou seja, é muito mais perto que Nova York.'

Ele estima que, apesar do foco internacional, cerca de 30% dos imóveis à venda sejam comprados por brasileiros. 'Nos médios e grandes centros, há brasileiros que buscam bem-estar ou uma segunda casa. Serão todos bem-vindos. Leia mais

domingo, 22 de abril de 2007

França: o mapa do resultado do primeiro turno região por região


Prefeitura de SP influencia jogo de 2010


Hoje, 22 de abril de 2007, 13:40:07
KENNEDY ALENCAR

Colunista Folha Online

A disputa pela Prefeitura de São Paulo no ano que vem ajudará a moldar os planos eleitorais para 2010 dos quatro principais partidos do país: PT, PSDB, PMDB e DEM (ex-PFL). Leia mais (22/04/2007 - 00h02)

Todo mundo tem inveja do modelo francês

Jacques Attali*

Publicado pelo jornal O Estado de São Paulo

Com a chegada da temporada eleitoral, surgiram muitos comentários sobre o modelo francês.

Tenho plena consciência de que a França é vista como um animal estranho, capaz de convocar uma greve gigantesca a qualquer momento por razões obscuras. Sei que meu país é encarado freqüentemente como a última reserva de burocratas do mundo, uma espécie de Titanic adormecido. As enormes paralisações organizadas para impedir que os jovens trabalhadores fossem demitidos sem explicação intrigam muita gente. Muitos acham que a negação francesa da flexibilidade trabalhista é apenas uma recusa de encarar a realidade.A verdade é bem diferente.

O fato é que o restante do mundo tem inveja dos franceses. A França atrai mais turistas que qualquer outro país do mundo e tem altos níveis de investimento estrangeiro. Quando ouço os britânicos criticando as supostas fraquezas da França, me pergunto por que tão poucos franceses compram casas no interior da Grã-Bretanha, enquanto tantos britânicos o fazem na França. A razão é a mesma: a qualidade de vida na França é uma das mais altas do mundo, se não a melhor. Não há dúvida disso. E a França não vai decair: seus índices de produtividade também estão entre os mais altos. A França é a número um, dois ou três em vários setores e continuará sendo.

Pergunto-me por quanto tempo a caricatura de uma França preguiçosa sobreviverá. Existem, é claro, alguns bons motivos para criticar a França. Um deles é a natureza de sua elite política: velha, instalada há mais de 30 anos no poder, fascinada pelo passado, alheia às realidades do mundo. Os membros dessa elite são tão patéticos quanto os jovens franceses são dinâmicos.

Uma revolução é inevitável. Quando? Como? Rapidamente? Profundamente? Uma nova elite surgirá, afinada com o dinamismo do povo francês. Sobre esse aspecto, a eleição lançará alguma luz. Mas antes que os estrangeiros tenham a impressão errada, deixem-me ser claro: a França, e a esquerda francesa em particular, não se renderão a nenhum modelo. Sim, a França é uma exceção - mas todo país é uma exceção graças a sua história, geografia e cultura. Não há razão, portanto, para a esquerda e a direita francesas tentarem copiar doutrinas vindas de fora. A esquerda francesa é um espelho da sociedade francesa, em busca de justiça e mobilidade social.

A França foi construída em torno de um Estado central forte, uma língua unificada e projetos grandiosos. Por isso é o que é hoje: uma nação forte, com alto padrão de vida, uma expectativa de vida que aumenta três meses a cada ano e uma infra-estrutura excelente. Se a França é uma exceção, é feliz por sê-la. Não pode e não deve destruir suas principais qualidades só para agradar aos concorrentes. Não há um modelo de esquerda universal, ideal, que deve ser imitado. O que existem são situações nacionais.

Em termos de políticas, o futuro da esquerda não é render-se a uma economia de mercado esmagadora, e sim inventar novas formas de equilibrar mercado e democracia. Esse equilíbrio e os meios para obtê-lo são específicos de cada país.É por isso que, nesta campanha presidencial, há um acordo entre os partidos de centro-esquerda para manter um equilíbrio entre o poder do Estado (crucial para o bem-estar social, política industrial, defesa, política externa e integração social) e o poder das regiões (encarregadas da cultura, inovação, meio ambiente, estradas e escolas). A defesa da língua francesa como cimento da nação é um dos papéis fundamentais do Estado num momento em que outras nações fracassam nessa luta. Nem a esquerda nem a direita na França querem que o país se transforme numa colcha de retalhos de comunidades étnicas.

A França tem muitos problemas - desemprego, alto custo da habitação, integração inadequada das minorias e dívida pública, para citar alguns. Mas não existe um modelo fora da França capaz de resolver esses problemas. A esquerda francesa admira algumas dimensões do chamado modelo britânico, como as políticas de emprego. Mas não é recomendável que imite a receita inteira. Por exemplo, ela não deve seguir o perigoso caminho em direção a vidas atomizadas e comunidades separadas da Grã-Bretanha e da Holanda. Ela também não está convencida de que uma nação pode sobreviver sem uma base industrial firme. A França avançará com seus recursos, tentando reduzir suas principais fraquezas com investimentos em pesquisa e competição.

O próximo desafio será a introdução de novas idéias na esquerda, na França e em outros lugares. A globalização até agora só aconteceu na economia. Precisamos de uma globalização da democracia. Para isso, é necessário pensar no uso de novas tecnologias na política, na distribuição de informação e no desenvolvimento de um novo conceito de democracia participativa. Precisamos reorganizar as instituições de governança global. Esses são alguns dos pontos pelos quais os partidos social-democratas do mundo devem trabalhar juntos, em vez de tentar exportar sua própria receita para ambientes inadequados para elas.

*Jacques Attali foi o principal assessor do ex-presidente François Mitterrand e presidiu o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento. A socialista Ségolène Royal foi sua assistente no Palácio do Eliseu.

Artigo escrito para a ‘Global Viewpoint’

Tradução de Alexandre Moschella

Quando Lula jantou tucanos fritos

São Paulo, domingo, 22 de abril de 2007
VINICIUS TORRES FREIRE
Folha de São Paulo

Pós-FHC, PSDB volta a ficar sem projeto político e social, se desagrega e negocia sua rendição ao poder luliano

UMA DAS FICÇÕES da política dos anos 90 era a aliança dos partidos "modernos", o PT e o PSDB, a união das forças que poderiam renovar o Estado e outras cascatas sobre as quais não é preciso se delongar. Era uma ilusão de uns moderados muito periféricos do PT, pois o núcleo sindical-lulista e a esquerda jamais cogitaram alianças. Era também um sintoma passageiro dos acessos de desorientação político-social e da síndrome de abstinência de poder do cardinalato tucano. O tucanato não sabia o que seria quando crescesse. A comunhão da paulicéia ilustrada e agregados regionais vivia na ansiedade de tornar-se uma UDN tecnocrático-universitária, sem apelo popular, voto ou poder -e sem golpistas. O partido vivia entre a pregação oportunista do parlamentarismo (meio mais fácil de chegar ao poder central que o voto direto) e o risco de se render à sedução de Fernando Collor, que quase levou os tucanos ao seu ministério.

A hiperinflação, a ruína final do Estado dito desenvolvimentista e o colapso do liberal-cesarismo alucinado de Collor produziu o acidente Itamar Franco e um vácuo de poder. A inteligência política de Fernando Henrique Cardoso viu o cavalo passar desmontado. FHC reorganizou os cacos da elite sem projeto e dividida; agregou o povo dizimado pela inflação. A fim de se adequar ao espírito e aos dinheiros do tempo, levou a finança ao poder e renovou a tecnocracia, agora burocracia banqueira-executiva-universitária, a tecnocracia que quase sempre deu rumo e colocou ordem na vida das classes ricas e desorientadas do Brasil. Depois desse raio fernandino em dia de céu azul, o PSDB voltou a ser a nuvem de calças ou o cão por demais emplumado que sempre foi. Mas o novo ciclo de nebulização tucana encontra um país diferente e menos caótico na política e na economia.

Uns anos de democracia no mar de miséria, a reforma liberal imperfeita do tucanato e sua incapacidade de reforma social tanto dissolveram velhas polarizações políticas que diferenciavam o PSDB do petismo-sindicalismo como ressuscitaram o desejo dos brasileiros de disporem de alguma social-democracia, o que abriu espaço para Lula. O PSDB, esse, não tem o que dizer ao povo. A elite não carece mais deles, não. Mudanças políticas e sociais ajudaram a rachar o partido. A comunhão de executivos, banqueiros e intelectuais perdeu a hegemonia e, em parte, debandou depois da missão (mal) cumprida de liberalizar o país. Divide espaço com carcomidos que embarcaram no "ônibus" que se tornou o PSDB no poder. Mais séria, foi contestada pelos homens novos, em parte representados pelos alckmistas, "mélange" do interior rico paulista, da nova alta classe média e da tosca nova elite gerencial paulista.

O arquipélago de neocoronéis das elites regionais, o centrão do Congresso e o sindicato parlamentar, que aderem a qualquer governo, aderiram ao sucesso do distributivismo lulista, marginalizando o tucanato e seu sócio-menor, o DEM, o PFL que não ousa dizer seu nome.

O PSDB ora não passa de legenda de conveniência para três projetos políticos particularistas (Serra, Aécio, Alckmin), que em parte barganham abertamente seus interesses com um Lula no auge do poder. O PSDB adere por W.O., sem luta.
vinit@uol.com.br

sábado, 21 de abril de 2007

Elecciones en Francia: ¡Merde!

Sábado 21 de Abril de 2007

de Oscar Cardoso, Clarín, Argentina

En el campo de batalla de Waterloo, rodeado por el enemigo, sostiene cierta tradición, el jefe de la Guardia Imperial napoleónica, general Pierre Jacques Étienne Cambronne respondió con la frase: "¡La Guardia muere, no se rinde!" a las intimaciones de rendición de un oficial inglés. Hay dudas varias sobre el episodio y el propio Cambronne solo pudo recordar en años posteriores haber proferido un escueto y expresivo "¡Merde!" al conocer la demanda inglesa.Lo cierto es que la primera, más altisonante y educada, frase es la que quedó inscrita en alguna estatua que aun recuerda a Cambronne. Otros aseguran que el general ya era un preso de guerra de los ingleses cuando la Guardia realizó su última, heroica, parada ante el adversario y consecuentemente su tiempo de proferir palabras para el bronce ya había pasado.

Pero la precisión fáctica importa poco a la hora de construir mitos que, como este, invariablemente se imbrican con la idea de determinada nacionalidad. Ese mito —explicó recientemente el escritor inglés Julian Barnes— es uno de dos hitos entre los que hace péndulo el espíritu francés en relación con el mundo anglosajón en general, y con Inglaterra en particular, país con el que forcejeó largamente durante tres siglos por ser la potencia principal de su región y el más importante conquistador de territorios de ultramar. El otro es asombrosamente asimétrico. Surgió —y produjo algunas brisas de escándalo— en enero pasado cuando el diario londinense The Guardian publicó un documento oficial desclasificado en el cual constaba que en un encuentro de los primeros ministros de Inglaterra —Anthony Eden— y Francia —Guy Mollet— en 1956, el representante de París había sugerido que las dos naciones debían fusionarse en una o, al menos, que la Mancomunidad Británica debía hacer lugar para recibir en su mesa a los franceses. Más aun, Mollet explicó que no creía que Francia "tuviese problema en aceptar el liderazgo de Su Majestad (la reina Isabel)" y que "recibiría bien la idea de una nacionalidad común sobre la base del modelo irlandés". El socialista Mollet, un anglófilo, habló de más y sin autorización según se sabe ahora —no había consultado su idea con nadie—, pero Barnes sostuvo que este proyecto es el anverso exacto de la difícil moneda anglo-gala.

"Cuando a los ingleses les va mal —escribió Barnes en The New York Review of Books— muy rara vez, si acaso alguna, miran hacia Francia; sus modelos para mejorar son Alemania y EE.UU. “Cuando las cosas van mal para Francia, mira a través del Canal y se pregunta, con mezcla de vergüenza e inquietud, si no ha llegado el momento de seguir el modelo inglés, si la ducha fría de liberalismo económico no debe ser finalmente soportada", agregó. Por cierto que al menos uno de los candidatos que se enfrentarán este domingo en la primera ronda de las elecciones francesas, la socialista Ségolène Royal, reaccionó públicamente al episodio Eden-Mollet diciendo que la idea era "absurda".Es curioso, porque la Royal, que promete inaugurar un socialismo para el siglo XXI, está acusada, por la izquierda de su propio partido, de ser una imagen de espejo de Tony Blair, el hombre que despojó al Laborismo de casi todo rastro socialista.

Lo anglo-sajón parece estar muy presente en estos comicios franceses. El conservador Nicolás Sarkozy, que junto a la Royal parecen destinados —en la mayoría de las encuestas— a competir en la decisiva segunda vuelta, es un admirador declarado de los neoconservadores estadounidenses y principalmente de George W. Bush.Es cierto; en los últimos tramos de la campaña Sarkozy ha debido morigerar esa fascinación, pero nadie cree que la misma haya desaparecido. Es por eso que Royal ha golpeado duro marcándola y asegurando que si ella triunfa, y se convierte en la primera presidenta en la historia de su país, "jamás nos arrodillaremos ante Bush".

Hay mucho con lo cual el triunfador deberá lidiar en el hartazgo de los franceses. Francia ha caído en los últimos años de octavo al decimonoveno lugar en el ranking de países según el PBI per cápita. Sus tasas de crecimiento han estado en ese tiempo siempre por debajo del promedio de la Unión Europea y tiene un índice de desempleo que parece blindado en el 8%. Más grave aún es que el desempleo juvenil está en un intolerable 22 % y que todo intento por atenuarlo ha fallado o ha sido rechazado por la sociedad, como el programa que le rebotaron el año pasado en el rostro al primer ministro Dominique de Villepin, dejándolo fuera de esta campaña presidencial.El gasto estatal llega al 54% del producto bruto lo que lo coloca entre los más elevados de las naciones desarrolladas; ese Estado emplea uno de cada cuatro trabajadores franceses. Está además la cuestión migratoria desde el antiguo tercer mundo, en la que la tolerancia y la compasión francesas han adelgazado notoriamente.

Aún es posible que Sarkozy y Royal no resulten alternativa del otro, pero es difícil. Algunas encuestas dicen que el centrista Francois Bayrou puede desplazar a Royal del segundo lugar y hasta derrotar a Sarkozy en segunda vuelta, pero esta no es la percepción generalizada. Más alarmantes son los pronósticos que dicen que el neofascista Jean Marie Le Pen puede potenciar el 15% que le asignan los sondeos y —con otra agresiva ironía del electorado como la del 2002— forcejear un puesto en la segunda vuelta.Tan mínimas son las diferencias en esas encuestas (Sarkozy y Royal no superan el 28%) que la incertidumbre se ha acrecentado en las últimas semanas. Esto llevó al cotidiano Le Monde a editorializar reclamando votos para Sarkozy y la Royal —sin endosar a ninguno— para evitar los mandatos ambiguos.

Quizá, no importe tanto, quien triunfe como lo que sucederá en Francia en los próximos años, algo que quizá merezca el sustantivo que recordaba haber gritado Cambronne: ¡Merde! Publicado en Clarín, el 21 de abril del 2007. Ver también “Audios y Videos de Aquí y Allá”.
Publicado por Oscar Cardoso

Oscar Raúl Cardoso nació en Buenos Aires en 1948. Es periodista y a lo largo de los pasados diez años ha escrito regularmente la columna internacional del diario Clarín. En la actualidad es también el columnista político de Telefé Noticias y del programa "Todo dicho" emitido en Radio la Red. Cardoso se desempeñó como corresponsal itinerante de Clarín y como tal cubrió, entre otros hechos, las guerras civiles en América Central en los años 70, la guerra del Golfo Pérsico en 1991, el colapso de la Unión Soviética en el mismo año y las guerras de desmembramiento de la ex Yugoslavia. También tuvo a su cargo la cobertura diplomática de la contienda Argentina con el Reino Unido por las Islas Malvinas, en 1982. Fue autor de Malvinas: La Trama Secreta (junto a Ricardo Kirschbaum y Eduardo Van der Kooy), "Crónica de los días del Scud", sobre la Guerra del Golfo y "Sindicalismo: el poder y la crisis" (junto a Rodolfo Audi). En 1983, fue galardonado en el rubro investigación periodística con el "Premio Ortega y Gasset" que entrega el Grupo Prisa, responsable entre otras publicaciones del diario El País de España. Además, recibió el premio "Santa Clara de Asís" a su trayectoria.

Presidenciais francesas: fim de uma época.

de Luiz Felipe Alencastro
Alguns pontos de um artigo bem mais longo que escrevi para o caderno « Aliás » do jornal « O Estado de São de Paulo » de amanhã, domingo. Vamos lá.- Esta é a oitava eleição presidencial direta francesa (elas ocorreram em 1965, 1969, 1974, 1981, 1988, 1995, 2002). Pela primeira vez, nenhum dos atuais candidatos ocupou ou ocupa o cargo de presidente ou de primeiro-ministro.- Os dois principais candidatos, Sarkozy e Royal, tiveram que enfrentar sua própria máquina partidária antes de se afirmarem como presidenciáveis. Ambos contrariam a tradição de sua respectiva família política.- Há uma evidente virada de geração. Três presidenciáveis beirando os cinquenta anos jogam para escanteio lideranças mais antigas e estreitamente incorporadas aos aparelhos partidários, como Villepin ou Jospin. Num país onde o atual presidente teve seu primeiro cargo ministerial há quarenta anos, não é pouca coisa.- Como o PC virou suco – a candidata comunista obtém apenas 3% dos votos nas sondagens desta eleição – o PS fica sem ter para onde correr no segundo turno, porquanto o Partido Verde também desabou e os votos da extrema-esquerda não dão para o gasto. Ségolène, com o seu socialismo pós-nacional, tenta resolver a parada, saindo pelo centro e combinando reinvidicações tradicionais de esquerda (direitos trabalhistas, defesa do Estado de Bem Estar Social) com a temática mais conservadora ( sentimento patriótico, valores familiais e paz social).- Sarkozy propõe soluções que também são heterodoxas para seu próprio campo. Contra a diplomacia gaullista e chiraquiana que enfrenta os EUA, ele propõe-se a estabelecer uma aliança mais alinhada com Washington. No plano nacional, ele defende uma liberalização da economia e a diminuição do peso do Estado francês.- Há um novo embate político na França. À esquerda, apresenta-se a primeira mulher com chance de chegar à presidência, a qual afasta-se do militantismo herdado de maio de 1968 e orienta sua plataforma para o centro do espectro político. No campo conservador surge, pela primeira vez no pós-guerra, um líder verdadeiramente de direita, decidido a abandonar o gaullismo social para chegar mais perto do liberalismo econômico.

Eleja Cristo

do Blog de Ricardo Noblat
21.4.2007
16h45m
Eleja Cristo
De O Globo Online:
"Para o Cristo Redentor ser eleito uma das sete maravilhas do mundo moderno serão necessários mais 5 milhões de votos. A estimativa é dos organizadores da campanha em favor da candidatura da estátua, que tem 75 anos. Desde o início da votação dos 21 finalistas, em 2005, o Cristo já recebeu mais de 5 milhões de votos por meio de computadores pessoais e estações de votações, como a existente, desde 28 de março, no anexo II da Câmara dos Deputados. (Quer votar? Clique no site http://www.new7wonders.com/ )
A escolha é promovida pela entidade suíça sem fins lucrativos New 7 Wonders Foundation, especializada em preservação e restauração de monumentos. O concurso foi lançado em 1999. Os 21 finalistas foram selecionados, em 2005, por especialistas, entre 200 candidaturas indicadas pelo público." Leia mais aqui

sexta-feira, 20 de abril de 2007

PT diz que reeleição vai ficar de fora das discussões do partido

20/04/2007 - 18h02


GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Diretório Nacional do PT não incluiu em seu encontro nacional as discussões sobre o fim da reeleição no país. O tema também não será mencionado no comunicado político a ser divulgado pela legenda neste sábado. Os petistas deram prioridade para discutir os principais pontos da reforma política e, no documento final, pretendem fazer uma ampla defesa do financiamento público das campanhas eleitorais, da fidelidade partidária e da votação em listas fechadas."Não é que o tema não seja importante, simplesmente não foi pautado", explicou o secretário-geral adjunto do PT, Joaquim Soriano. O PT quer incluir na discussão sobre a reforma política a distribuição por igual entre homens e mulheres candidatas nas listas fechadas dos partidos. Pelo mecanismo, o eleitor passa a votar na legenda --que escolhe a ordem dos seus candidatos para ocuparem os cargos nas eleições proporcionais. "Tem gente que defende dois [homens] para uma [mulher]. Eu defendo um a um. Por enquanto, deixaremos [na minuta da reunião] o tema de gênero sem entrar nas definições, para podermos debater melhor", afirmou Soriano. O diretório também pretende incluir no documento a discussão sobre a cláusula de barreira, com o objetivo de reduzir as suas sanções. O partido também defende que a reforma política dê prioridade mecanismos para ampliar a participação popular na política, como plebiscitos e referendos de consulta popular.

Candidato governista domina corrida eleitoral na França

ANDREA MURTA
da Folha Online

O candidato conservador, Nicolas Sarkozy, 52, dominou o cenário da disputa eleitoral pela Presidência na França, na opinião do especialista Pepper Culpepper, professor da Universidade de Harvard e autor de vários livros sobre a política européia, entre eles "Changing France" [A França em Mudança].

21.fev.2007/Reuters
Para ele, Sarkozy é "dinâmico e articulado", e conseguiu se apresentar como o "candidato da mudança" --apesar de ter participado do governo atual durante todo o tempo [foi ministro do Interior até recentemente, quando renunciou para se candidatar à Presidência]. "Essa eleição se transformou numa disputa entre os que são contra e a favor de Sarkozy. Ele dominou a corrida eleitoral", afirmou Culpepper em entrevista por telefone à Folha Online. Ele comentou ainda a ascensão do candidato de centro, François Bayrou, que foi vista como uma surpresa na França, e a divisão dos partidos de esquerda na França que, para ele, é um "grande problema", que já existia antes mesmo da candidatura de Ségolène Royal. Na opinião de Culpepper, a globalização será o temas que mais influenciará os franceses na hora de ir às urnas. "Basicamente, os franceses estão preocupados em saber como o governo pode lidar com o crescimento dos mercados globais", diz ele. Outros temas importantes devem ser a imigração, a integração à União Européia (UE), a economia e o desemprego. Leia a íntegra da entrevista concedida à Folha Online. Folha Online - Na opinião do sr., o que marca a disputa presidencial de 2007?Pepper Culpepper- Essa eleição começou como uma disputa na qual todos os candidatos se apresentavam como uma ruptura com o passado. Isso levou a características inesperadas. A primeira delas é a subida do candidato de centro, François Bayrou, o que era completamente inesperado. Todos esperavam uma disputa entre a candidata da esquerda, Ségolène Royal, e Nicolas Sarkozy [direita]. Os candidatos tentaram também evitar uma repetição do que aconteceu em 2002, quando o ultradireitista Jean-Marie Le Pen chegou ao segundo turno. A esquerda está tentando de todas as formas chegar ao segundo turno, e a direita, representada por Sarkozy, está adotando posições radicais, especialmente em imigração e segurança, para roubar os votos de Le Pen. Quando tanto a esquerda quanto a direita tentam se aproximar de suas bases para garantir a unidade dos votos, isso deixa o campo aberto no centro, o que levou à ascensão de Bayrou.Folha Online - Muito está sendo dito sobre o fortalecimento da direita, o que se reflete na liderança de Sarkozy com seu conservadorismo. O sr. crê que o eleitorado francês esteja em um processo de aproximação com a direita ou esse é um fenômeno restrito a essa eleição?Culpepper- Na verdade, se você considerar todo o eleitorado, ele não se moveu para a direita em temas sociais nos últimos 20 anos. Se houve uma mudança, ela foi mais para a esquerda. Observando temas como a pena de morte e os direitos dos gays, por exemplo, as opiniões se tornaram mais liberais e esquerdistas. Então não é uma mudança na política francesa, mas sim a ascensão de posições mais conservadoras em algumas questões específicas. Uma dessas questões é a integração das pessoas que moram nos subúrbios, que são em sua maioria descendentes de imigrantes e enfrentam muito preconceito na sociedade. Outro ponto é a falta de segurança, o aumento do crime, que levou as pessoas a adotarem posições mais duras e de direita. Folha Online - E como explicar a liderança de Sarkozy nas pesquisas de opinião?Culpepper- Bem, deixando de lado suas posições políticas, ele é um excelente candidato, que sabe se apresentar muito bem para o público. Ele é muito dinâmico, articulado, e consegue se apresentar como o candidato da mudança --apesar de ter participado do governo atual durante todo o tempo [foi ministro do Interior até recentemente, quando renunciou para se candidatar à Presidência]. Ele era um "inimigo necessário" para [o presidente Jacques] Chirac, e apesar de ter criticado o governo, assumiu cargos importantes.No começo, a esquerdista [Ségolène] Royal causou muita excitação, porque era vista como alguém com tanto carisma quanto Sarkozy. Ao longo da campanha ficou claro que ela nunca foi apoiada pela ala mais antiga e poderosa de seu partido, e Royal agora não parece uma candidata tão forte quanto Sarkozy.Essa eleição está se transformando numa disputa entre os que são contra e a favor de Sarkozy. Ele dominou a corrida eleitoral. Folha Online - Não é irônico que as pessoas votem em Sarkozy por suas posições duras contra o crime e a imigração quando foi durante sua gestão como ministro do Interior que a França enfrentou as revoltas nos subúrbios de Paris (em 2005) e o aumento da insegurança?Culpepper - Sim, mas Sarkozy, ao abordar a questão, saiu completamente fora do que era esperado ao chamar os imigrantes de "escória" --uma linguagem muito, muito forte para um político. Sua disposição em ir além das convenções políticas significa para muitas pessoas que ele tem credibilidade quando diz que fará algo diferente. Ele certamente não resolveu o problema, mas é visto como alguém que agiu com firmeza com relação ao crime. A questão aqui não são suas políticas, mas sua credibilidade. É como nos Estados Unidos, onde os republicanos são tradicionalmente vistos como mais fortes em questões externas. O que quer que "firme" signifique, Sarkozy aparenta mais firmeza do que os demais para o eleitorado francês. Em termos de políticas, ele adotou algumas posições bastante fortes na tentativa de promover o diálogo entre diferentes grupos religiosos, o que é bastante incomum devido à forte tradição laica do governo francês. Ele se beneficia tanto por sua aparência de firmeza quanto por sua disposição para quebrar tabus e fazer coisas inovadoras.Folha Online - O sr. mencionou que Royal não tem apoio dentro do Partido Socialista. Além disso, há muitos candidatos e divisões entre os partidos de esquerda. Ela é incapaz de unir os votos da esquerda ou esse é um problema estrutural anterior a essa eleição?Culpepper - A divisão da esquerda na França é um problema que já existia muito antes de Royal. Parte da razão pela qual [o então candidato socialista] Lionel Jospin não chegou ao segundo turno na eleição de 2002 é exatamente a existência de uma série de pequenos candidatos de esquerda. Esses pequenos candidatos alcançaram os votos de protesto daqueles eleitores que teriam votado em Jospin no segundo turno, mas devido à fragmentação dos votos da esquerda, isso não aconteceu. A esquerda é muito fragmentada em várias questões. A vitória do "não" no referendo para aprovar a Constituição Européia serviu para exacerbar essa divisão. E agora Royal tem a dificuldade adicional de lidar com o problema estrutural da esquerda. O problema com Royal é que é muito importante ter o apoio maciço do partido no primeiro turno, quando há muitos candidatos. E ela não tem. Ela praticamente do nada, há dois ou três anos, na política nacional francesa depois de uma carreira mais regional. Isso gerou muito ressentimento na ala mais tradicional do Partido Socialista, em pessoas como Laurent Fabius, que achavam que seriam os escolhidos para concorrer. Dentro do partido, ela é vista como pouco séria na hora de definir políticas nacionais. Apesar de seu carisma, logo nas primeiras assembléias grande parte dos figurões do partido começaram a reclamar de sua leveza. Os eleitores percebem que ela não tem grande apoio no partido e têm medo de repetirem 2002, quando a esquerda não foi ao segundo turno. Nem mesmo os líderes socialistas acreditam que ela podem vencer, e já começaram a planejar a oposição para após sua derrota nessa eleição. Isso está prejudicando sua campanha, sem dúvida.Folha Online - O fato de ela ser mulher contribui para essas dificuldades?Culpepper - É difícil responder isso. Em minha opinião, há um pouco de machismo na rebelião dos líderes do Partido Socialista contra Royal, em sua falta de apoio a ela. Chegaram a perguntar "quem ia cuidar das crianças" se ela vencesse a eleição [Royal tem quatro filhos com François Holland, também do Partido Socialista]. Mas é muito difícil quantificar esse efeito. É como o fato de ela ser considerada nova na política nacional, tem suas vantagens e desvantagens.Folha Online - O candidato de ultradireita Jean-Marie Le Pen criticou Sarkozy por ele ser de origem húngara. No momento em que a imigração é um tema tão delicado, isso pode prejudicar Sarkozy?Culpepper - Sarkozy é bastante francês em suas posições. As acusações de Le Pen não passam de uma tentativa de angariar votos na ultradireita. Ele está preocupado com a possibilidade de Sarkozy abocanhar os votos de parte de seu eleitorado. Mas Le Pen é um candidato esperto, e o fato de haver ainda muitos eleitores indecisos pode ser favorável a ele. Se observarmos a campanha de Sarkozy, ele esteve sempre muito consciente do perigo de Le Pen. Ele se manteve firme na questão da segurança e da "identidade nacional", para "roubar votos" de Le Pen. Ele vai continuar a apostar nisso até se sentir seguro quanto ao segundo turno. Só que essa estratégia tem um custo --ele está alienando muitos eleitores que preferem o centro no espectro político. Folha Online - Le Pen apresentou uma subida lenta porém regular todas as vezes que disputou a Presidência. Pulou com 0,74% em 1974 para 14% em 1988, 15% em 1995 e cerca de 17% em 2002. Ele é o candidato mais à direita da disputa. O que isso diz sobre o eleitorado francês?Culpepper - Como eu disse, acredito que o eleitorado se moveu mais para a esquerda do que para a direita nas últimas décadas. Mas Le Pen é hábil em se aproveitar de questões sensíveis como a integração dos filhos de imigrantes. Seu eleitorado é muito fiel --ele tem alcançado cerca de 15% dos votos há mais de dez anos. Ao mesmo tempo, é difícil de prever seu apoio, pois é um pouco embaraçoso para o eleitorado admitir para os pesquisadores que vão votar em Le Pen. Ele pode ter mais votos do que os mostrados nas pesquisas de opinião.Para concluir, seu sucesso não é reflexo de um movimento geral da França, mas aponta que há cerca de 20% do eleitorado francês para os quais temas de fortalecimento de uma identidade nacional e de proteção contra uma maior integração com a União Européia são valiosos.Folha Online - O crescimento do candidato de centro, François Bayrou, surpreendeu o país. Na opinião do sr., ele tem uma plataforma consistente ou ele é a "alternativa" e seu sucesso se deve à rejeição tanto de Ségolène quanto de Sarkozy?Culpepper - Acredito mais na segunda hipótese. Eu nem consigo ver a plataforma de Bayrou na maioria das questões. Ele não é um político novato. Seu apelo provém em certa medida de sua habilidade em unir a imagem de alguém ligado à terra, um fazendeiro, e a de um intelectual --que são figuras muito fortes na França. Se ele chegar ao segundo turno --o que não é o mais provável, na minha opinião-- seria uma dinâmica muito interessante de assistir. Há muita gente na esquerda que não acredita na capacidade de Royal em derrotar Sarkozy no segundo turno e por isso vai votar em Bayrou.Tanto Royal quanto Sarkozy estão fazendo de tudo para evitar que ele chegue ao segundo turno --Royal porque ela deseja estar lá e Sarkozy porque ele crê que será mais fácil derrotar Royal.A única posição clara de Bayrou é a de que ele é pró-União Européia. Sarkozy teria que apresentar uma campanha bastante contrária à integração européia. Esse é um assunto que divide muito a França. Eu não ficaria surpreso se os líderes europeus estiverem torcendo por uma disputa tradicional esquerda-direita [ou seja, Royal-Sarkozy] para evitar que Sarkozy --o provável vencedor-- busque apoio em bases antieuropéias.De resto, Bayrou está sempre dizendo que quer unir as pessoas, a direita e a esquerda, mas ninguém entende o que ele quer dizer.Folha Online - O carteiro Olivier Besancenot tem se destacado entre os candidatos nanicos de ultra-esquerda, angariando por volta de 5% da preferência do eleitorado. Qual é seu apelo?Culpepper - Não tenho muita familiaridade com a campanha de Besancenot, mas posso dizer que as leis eleitorais francesas beneficiam candidatos pequenos no primeiro turno. Pela lei, todos os candidatos têm direito ao mesmo tempo de exposição nos meios de comunicação públicos. Isso dá uma vantagem desproporcional a pessoas que chegam com mensagens voltadas para "nichos" específicos. Os candidatos dos "nichos", tanto de extrema-esquerda quanto de extrema-direita, dizem: "Olhem, a França tem muitos problemas. Estamos preocupados com os mercados globais, com a integração social, os modelos tradicionais não funcionam e temos os mesmos políticos no poder há décadas. É hora de mudar". O primeiro turno é um voto de protesto. Os eleitores acreditam que um voto para Sarkozy ou Royal não fará diferença. Mas se Besancenot ganhar muitos votos, isso manda uma mensagem forte de que é preciso prestar atenção em seu grupo, o socialista radical. Folha Online - Na opinião do sr., que tema será o dominante para os eleitores franceses em 2007 na hora de definirem seu candidato?Culpepper - Acredito que o que está em jogo é a habilidade do Estado em prover soluções para a globalização. Isso inclui os temas que já discutimos --imigração, integração à União Européia, e também economia e desemprego. Basicamente, os franceses estão preocupados em saber como o governo pode lidar com o crescimento dos mercados globais. Os franceses, mais do que outros povos (de acordo com pesquisas de opinião), são muito receosos com relação ao mercado, e tendem a depender do Estado. Eles não confiam no mercado e esperam que o governo ofereça soluções. Eles vão escolher o candidato que acreditam capaz de dar estratégias ao Estado para intervir no mercado e criar a sensação de que os franceses são senhores de seu destino.

"Neste Congresso não tem barganha"

Entrevista ao jornal Valor: Ministro das Relações Institucionais diz ser contra o fim da reeleição e que governo já espera CPI
Raymundo Costa e Rosângela Bittar 20/04/2007
Publicado no jornal Valor

A 134 passos do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva há um defensor contundente do governo. O número de passos foi calculado pelo antecessor, atual governador baiano Jaques Wagner, mas foi conferido pessoalmente pelo novo homem forte do governo, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, 64 anos. "Contando as escadas", diz ele.

Ex-ministro do Turismo, Walfrido está feliz com a função de articulador político do governo. Numa planilha, acompanha cada uma das votações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), marcando com vermelho aquelas com problema, amarelo as que estão encaminhadas e de verde as medidas que já foram aprovadas. No fim da tarde de quarta-feira, apenas uma medida provisória estava marcada de vermelho.

O telefone não parou de tocar durante os cerca de sessenta minutos de conversa com o Valor. Filtrados, o ministro atendia um ou outro. Um deles era do líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), sobre uma demanda de deputado. "Não adianta me enfiar a faca no pescoço", respondeu o ministro, dizendo que o assunto era decisão do presidente. E nem só de políticos é a sua agenda: numa sala ao lado da sua havia vinte representantes do setor têxtil para uma audiência a seguir, enquanto aguardava para ser recebido o ex-presidente da Infraero, Carlos Wilson (PT-PR).

Originário do PTB, partido ao qual está filiado há 16 anos, defende Lula com um ardor maior que o de muitos petistas. Walfrido simplesmente considera uma "idiotice hedionda" se dizer que Lula esteja preocupado, no momento, com as eleições de 2010 ou com um possível retorno em 2014. Faz questão de afirmar que não tem nenhum problema com o antecessor no cargo, Tarso Genro, mas ao contrário deste tem uma opinião firme sobre a reeleição: é a favor de sua manutenção, mas assegura que o assunto não é prioridade e nem foi ainda tratado pelo governo. E ataca quem diz que o governo barganha em troca de votos no congresso: "Neste Congresso não tem barganha".

Segundo Walfrido, vencida a agenda do PAC as próximas prioridades serão a prorrogação da CPMF e da DRU, a reforma reforma tributária e a conclusão da discussão sobre a Previdência. Mas nenhum "direito adquirido" será mudado. O ministro diz que o governo não está por trás das tentativas de vetar a CPI do apagão aéreo, mas justifica a articulação da base aliada: "CPIs são inócuas".

A seguir os principais trechos da entrevista de Walfrido dos Mares Guia ao Valor:

Valor: Por que o governo não quer a CPI do apagão aéreo?
Walfrido dos Mares Guia: Esse é um problema do outro lado da praça (Congresso). Aqui não tem nada, nada, nada de CPI do Apagão. É muito simples: a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara arquivou, o plenário aceitou a análise de mérito da CCJ e votou majoritariamente pelo arquivamento, a minoria reclamou e foi ao Supremo. Agora o Senado já tem as assinaturas. E nós estamos esperando que ela seja implementada.

Valor: Aparentemente, o governo não teria por que temer essa CPI, pois está dizendo que ou o problema não existe, ou que já foi resolvido...
Walfrido: Mas quem falou que teme?

Valor: O PT está se mobilizando...
Walfrido: Nós nos mobilizamos para não ter CPI porque nós todos estamos cansados de saber que as CPIs são absolutamente inócuas. O apagão aéreo é um problema localizado no comando da Aeronáutica, que já assumiu a responsabilidade e está botando a casa em ordem. Com os controladores de vôo, com os equipamentos, com softwares e com a gestão de tudo isso. Não tem nada a ver fora da Aeronáutica. A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) não tem nada a ver com isso, a Infraero não tem nada a ver com isso. Nada vezes nada. O apagão aéreo foi o problema dos controladores de vôo, a partir do acidente da Gol, que levantou um alerta. Isso está sendo absolutamente contornado.

Valor: A preocupação maior é com a Infraero, onde o Tribunal de Contas já identificou irregularidades?
Walfrido: Em agosto do ano passado, o ministro Waldir Pires, que é presidente do conselho da Infraero, identificou que havia problema na Infraero, botou a Controladoria no caso, a Controladoria fez um levantamento completo sobre isso, concluiu que precisava fazer uma sindicância, tomou todas as medidas necessárias e não se falava em CPI. Então, a troco de quê?

Valor: O problema não é só Infraero. A viagem de avião virou um drama nacional, sem perspectivas de solução...
Walfrido: O drama nacional é por que os aviões não estão saindo na hora, aliás hoje já estão... Sabe quantas audiências já teve lá no Congresso? Mais de dez.

Valor: Mas a Anac (Agência de Aviação Civil) disse que não tem crise, e a Aeronáutica assegurou que tudo foi resolvido.
Walfrido: Não. O rapaz da Anac não disse que não tem crise. Disse que no sistema aéreo não tem crise. Na gestão dos controladores teve crise. É aquela história: você pega um avião e a aeromoça vai lhe servir o café. Cai o café na sua calça, a culpa é do presidente da empresa, a culpa é do comandante do avião?

Valor: Confinar o problema aos controladores não é uma redução? O modelo não é concentrador?
Walfrido: O modelo não é concentrador, o modelo é competitivo. Era concentrador na época da Varig. Hoje é competitivo. Tem 17 empresas aéreas no Brasil, três nacionais e 14 regionais. Quando eu entrei no Ministério do Turismo tinha seis milhões de brasileiros que pegavam avião. Hoje tem 13 milhões. Em quatro anos. Não tem crise na aviação brasileira. Tem crise na gestão dos controladores de vôo. E provavelmente em dois aeroportos, que estão altamente concentrados. Como é Congonhas. Você vê, Congonhas recebeu 18 milhões de passageiros.

Valor: E Brasília, que com a redução dos vôos regionais passou a ser um aeroporto central de distribuição?
Walfrido: O xis da questão é Congonhas. Não tem problema para esconder. Se alguém geriu mal, que preste contas. O Carlos Wilson (deputado, ex-presidente da Infraero) fez um belo discurso lá no Congresso, ontem. Disse que era a favor da CPI, perguntou por que não coletaram a assinatura dele. Amanhã então o seu contínuo faz uma falcatrua e a culpa é sua porque você não tomou providências? Agora, o papel da oposição é esse mesmo: criticar, infernizar e pedir CPI.

Valor: O governo discute o fim da reeleição?
Walfrido: Não está na nossa pauta. Não tivemos nenhuma reunião, em momento nenhum, para discutir isso. A reeleição está no Congresso, como está também a reforma política.

Valor: Mas o Tarso Genro (Justiça) é governo e está conversando.
Walfrido: Não tem problema nenhum entre eu e o Tarso. Ele me pediu que tivéssemos uma ação conjunta na reforma política, porque ele estava muito envolvido, inclusive com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Eu disse ao Tarso que, para mim, é ouro sobre o azul ele ajudar nisso. Porque eu entro frio, frio, frio por não saber os antecedentes. Já que não é uma proposta do governo, o melhor é que ele acompanhe isso e me ajude, até me orientando como que eu devo proceder. E assim nós estamos fazendo.

Valor: Quer dizer que ele está fazendo uma coisa que não é do governo?
Walfrido: O governo Lula não tem uma proposta para a reforma política. Não tem. E não tem proposta lá dentro da Câmara e do Senado em nome do governo. Nem para reeleição. A reeleição está sendo discutida a partir de um projeto que está lá dentro do Senado, se não me engano. Não está em nossas discussões.

Valor: Qual é a sua opinião pessoal sobre reeleição?
Walfrido: Eu sou a favor da reeleição conceitualmente. Do jeito que ela foi feita...Ela foi feita do jeito que todo mundo não gosta de fazer: mudar a regra no meio do jogo. Respeito o Fernando Henrique Cardoso, votei nele, fui deputado e o apoiei, portanto, estou muito à vontade para falar. Na época, inclusive, eu ajudei. Mas sou a favor da reeleição por convicção. Porque quem escolhe é o eleitor. Não é o partido nem o governo. O Eduardo Azeredo era governador de Minas e perdeu a reeleição. A Marta era prefeita de São Paulo e perdeu a reeleição. Algum aperfeiçoamento? Seria se a pessoa concorre ou não no cargo. Em todos os países desenvolvidos do mundo se participa no cargo, partindo da premissa que as pessoas são pessoas de bem. A natureza é do bem, não é do mal.

Valor: O senhor vai defender essa tese com o presidente?
Walfrido: Na hora que formos discutir esse assunto eu vou emitir a minha opinião. Se ela for uma opinião que tiver outros prevalentes, aí eu vou defender a opinião do governo.

Valor: Mas o que se lê é que Lula só pensa nisso.
Walfrido: Quem fala isso é irresponsável e está desinformado. Ele não está nem aí para 2014. Ele quer fazer um governo absolutamente competente, entregar o país organizado, entregar o PAC formado e implementado, melhorar a distribuição de renda, fazer o país crescer. Nas 12 horas por dia que ele trabalha não tem um minuto para conversar esse negócio de 2010, 2014. Essa é uma idiotice hedionda. Quero deixar bem claro que esse negócio não existe. Falo com conhecimento de causa.

Valor: O PAC não anda na execução porque o Congresso está atrasado nas votações das medidas?
Walfrido: O PAC vai muito bem. Mais da metade dos investimentos do PAC não passam pelo Congresso. São Petrobras, Orçamento da União. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O PAC está em curso. Das nove medidas provisórias do PAC seis já passaram pela Câmara e dessas duas já passaram pelo crivo dos senadores. Então veja o seguinte: por que é que o governo não vai entrar formalmente na reforma eleitoral ou reforma política, mas vai participar, pelo menos emitir alguns conceitos? Por que é uma coisa que diz diretamente aos parlamentares, que diz respeito, digamos assim, à vida deles.

Valor: Há atraso na nomeação do segundo escalão, da mesma maneira que houve um atraso na formação do ministério...
Walfrido: Não.

Valor: Como não, foram três meses para montar o quebra-cabeça da repartição dos ministérios...
Walfrido: Nada disso.

Valor: Agora o governo atrasa a nomeação de todo o segundo escalão. Por quê? Só há cargos para pressionar as votações, barganhar com os deputados?
Walfrido: Que coisa horrorosa isso. Primeiro não tem barganha com deputado. Eu pelo menos não estou aqui para barganhar com deputado coisa nenhuma. E o presidente não atrasou coisíssima nenhuma. O presidente ganhou a eleição e estava governando.

Valor: Mas ele disse publicamente que iria primeiro esperar a eleição das presidências da Câmara e Senado antes de...
Walfrido: Ele não disse isso não. Ele cansou de falar que mudaria os ministros na hora que quisesse. O governo está funcionando.

Valor: Está bem, ministro. Vamos retirar a palavra barganha e falar em composição...
Walfrido: Bom, aí sim. Por que a barganha fica parecendo o seguinte: 'Olha deputado, você toma um negocinho aqui para votar'. Não. Eles estão votando.

Valor: Então por que é que o PMDB está no governo?
Walfrido: O PMDB está no governo porque ele não quis ser da oposição. Por que é que o PSDB está na oposição? Por que não quis ser do governo. Nós temos um sistema político que não dá para quem ganha a eleição a maioria do Congresso. O que é que o mundo inteiro faz? Faz uma coalizão. O que é que é a coalizão? Tem um programa de pontos, reforma tributária, programa de desenvolvimento, PAC, garantia de desenvolvimento sustentado...

Valor: Há quem freqüente ministério, usuários de serviços, que reclamam de paralisia.
Walfrido: Porque não conseguiu o que queria. Eu não posso trabalhar com a opinião gratuita que uma pessoa dá genericamente. Os ministérios estão funcionando, está tudo funcionando, o país está crescendo, crescendo acima das expectativas, os pessimistas estão por aí procurado assunto. A economia vai bem, nunca foi tão bem. O crescimento do país, pela primeira vez em 40 anos, foi acima da inflação. O crescimento deste ano até os pessimistas acham que vai ser da ordem de quatro. Os otimistas já estão chegando em cinco. O que é o cenário pessimista hoje no Brasil? É de o de pouco crescimento.

Valor: E como entra a política nesse contexto?
Walfrido: A minha visão é o país. E a política ajuda o país a crescer, na medida em que ela está estável, que tem governabilidade, que tem maioria na Câmara, nós temos maioria no Congresso. Agora, nenhum asceta idealista pode imaginar que um partido político que entra numa coalizão vai apenas votar o programa batendo palmas. Ele vai querer participar da gestão.

Valor: O governo, então, confia na coalizão que formou?
Walfrido: Tanto confia que está reunindo todo dia.

Valor: Cumprida a agenda do PAC, quais os próximos passos?
Walfrido: Tem a reforma tributária, que está sendo negociada com os governadores. Tem o fórum da Previdência, que foi lançado no final do ano passado, para fazer uma grande discussão sobre a Previdência, não para chegar aqui e tomar dois ou três direitos adquiridos, que a gente sabe que vai perder do outro lado da rua (Supremo Tribunal Federal). Vamos fazer uma proposta conseqüente.

Valor: De longo prazo.
Walfrido: De longo prazo, assim como a reforma política. Você está achando que vai ter reforma política para quatro anos? Vai ter para oito, 12.

Valor: A reforma trabalhista entra?
Walfrido: A trabalhista não apareceu ainda como prioridade. Mas tem a discussão da DRU, da CPMF, o FPM dos municípios, o pacto federativo que os governadores estão pedindo.

Valor: O governo não desistiu das reformas estruturantes para se fixar apenas na prorrogação da DRU e da CPMF?
Walfrido: Não. A DRU e a CPMF são para garantir o funcionamento do governo. Não tem como hoje acabar com CPMF e cortar R$ 32 bilhões do governo.

Valor: Dá para repartir com os Estados?
Walfrido: No futuro pode dar. Neste momento, não. Por quê? Porque nós estamos pagando a conta dos Estados. Nós assumimos 100 bilhões, dez anos atrás, dos Estados. Nós temos que pagar a dívida nacional, a aposentadoria das Forças Armadas, o INSS. O INSS tem um déficit, mas não foi um déficit criado pelo governo, foi um déficit criado pela Constituição. Na hora que se pega o conceito INSS, coloca estatuto do idoso, Funrural, PET...

Valor: Separa a assistência social, mas o cofre é o mesmo.
Walfrido: Na hora em que você fala que o cofre é o mesmo, você fala em déficit. Se você falar: não, vamos carimbar este imposto aqui para pagar esse passivo da sociedade com os pobres mais pobres, aí passa a ser um imposto econômico. Não é déficit mais.

Valor: É um artifício contábil.
Walfrido: É a mesma coisa. É só carimbar. É uma provocação, mas eu tenho que dizer que o quadro é "bão demais da conta". Até parece que tem que ficar fazendo barganha, toma lá, dá cá. Neste Congresso não tem toma lá, dá cá.

Quanto é 43 x 20?

20/04/2007
Jornal Valor

O Ministério da Educação vai divulgar em breve o desempenho dos Estados e municípios no índice de avaliação da educação básica (Ideb). Esse índice levará em conta o tempo médio que os alunos levam para concluir o ensino básico e a nota média desses alunos na prova Brasil. Juntamente com os resultados do índice, o MEC vai divulgar metas que deverão ser atingidas pelos municípios até 2022, para que a qualidade da educação atinja o padrão médio atual dos países da OCDE, o que equivaleria a aumentar o índice brasileiro atual em 50%. Suponha que você seja um prefeito de um município com um Ideb muito ruim atualmente, e que esteja genuinamente disposto a melhorar seu desempenho até 2022. O que você deveria fazer para atingir a meta?
Com relação ao primeiro componente do índice (o tempo médio para conclusão do curso) é relativamente fácil obter uma melhora. Basta reduzir drasticamente a reprovação dos alunos na sua rede. Por exemplo, em 2004 o tempo médio para conclusão dos oito anos do ensino fundamental era de 12,5 anos na Bahia e de 8,7 anos em São Paulo, graças ao regime de progressão continuada prevalecente nesse último. Assim, se o prefeito de um município típico da Bahia instituísse um regime de progressão continuada similar ao de São Paulo (dois ciclos de 4 anos) ele aumentaria seu desempenho em cerca de 30%, ou seja, já teria mais do que meio caminho andado.
Mas isto seria uma conseqüência positiva ou negativa do Ideb? A meu ver é uma conseqüência positiva. O grande aumento de escolaridade ocorrido no Brasil na década de 90 ocorreu em grande parte devido ao aumento da promoção escolar no ensino fundamental nesse período. A taxa de promoção passou de 60% em 1991 para 74% em 1998, enquanto que a de repetência caiu de 32% para 20% nesse mesmo período e tem permanecido constante desde então (a diferença entre as duas taxas refere-se à evasão escolar). Isto pode ser considerado um grande avanço, pois permitiu, juntamente com a universalização da freqüência nas primeiras séries, que 45% dos jovens brasileiros com 15 a 17 anos de idade atingisse o ensino médio em 2005, comparado com cerca de 20% em 1995. Esse fato provocou grande parte da queda na desigualdade de renda que tem sido observada desde 2001. Entretanto, há sinais claros de que este efeito está se esgotando, pois as matrículas no ensino médio estão estagnadas desde 2003 e temos vagas sobrando no ensino superior. Portanto, é fundamental dar novo fôlego a esse processo de inclusão educacional.
A nota média dos alunos brasileiros mais ricos é 410 (incluindo escolas privadas), enquanto os alunos mais pobres da OCDE alcançam 455
Mas a qualidade do ensino não seria prejudicada com essa medida? Várias pesquisas indicam que não. Parece que a qualidade do ensino é tão ruim no sistema público brasileiro que aprovar ou reprovar os alunos não faz grande diferença para o aprendizado. Como o Brasil teve que oferecer vagas nas escolas para uma população que cresceu enormemente em um período de tempo relativamente pequeno, teve que haver sacrifício da qualidade. Mas aqui entra a segunda parte do desafio para o prefeito que quiser alcançar as metas. Como ele fará para aumentar o desempenho dos seus alunos na prova Brasil e conseguir os outros 20% necessários para alcançar a meta, no caso de um município típico da Bahia?
Em primeiro lugar, ele terá que entender o que significa o resultado da prova Brasil em termos práticos. Com esse fim, o Inep disponibiliza em seu site as descrições das competências associadas a cada nível atingido pelo aluno. Por exemplo, o aluno que atinge 200 pontos na Prova Brasil consegue "efetuar multiplicações com números de dois algarismos", como saber quanto é 43 x 20, ou "ler as horas em relógios de ponteiros, em situação simples". O diretor que tentar encontrar nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática em que série ele deveria ensinar essas operações básicas não vai conseguir. Mas, por outro lado, vai ter boas noções sobre a utilização da matemática para a construção da cidadania. Na verdade, a Prova Brasil acabará sendo uma forma indireta de estabelecer novos parâmetros curriculares para a educação básica.
Para se ter uma idéia do desafio a ser enfrentado pelos prefeitos, 76% dos alunos da 4ª série da rede pública não sabem quanto é 43 x 20, de acordo com o Saeb de 2003, enquanto nas escolas privadas esta proporção atinge 32%. Assim, o desafio de alcançar a média da OCDE é muito grande. A nota média dos alunos brasileiros no exame de proficiência de matemática internacional (PISA) de 2003 é 360, enquanto a média da OCDE é 500. Mais ainda, a nota média dos alunos brasileiros mais ricos é 410 (incluindo as escolas privadas), enquanto os alunos mais pobres da OCDE alcançam 455.
Mas como pode um estudante brasileiro da rede pública ter aulas de matemática praticamente todos os dias letivos durante 4 anos e não saber ao final do ciclo nem mesmo fazer operações elementares de multiplicação ou ler as horas em relógios de ponteiros? Ou os professores não sabem que devem ensinar operações de multiplicação, ou sabem mas não aparecem para dar aulas, ou sabem, aparecem, tentam ensinar, mas os alunos não aprendem. A realidade deve conter um pouco de cada um desses casos, dependendo do município e da rede.
Sabe-se que os professores estão confusos sobre o que ensinar em cada série, e que os parâmetros curriculares aumentaram essa confusão. Além disso, reportagens recentes mostram que é grande o absenteísmo dos professores nas escolas públicas brasileiras. Em São Paulo, por exemplo, os professores faltam em média 1 mês durante o ano letivo ("O Estado de S. Paulo", 15/04/07). Além disso, a estrutura familiar, responsável por cerca de 70% do desempenho do aluno, é muito precária em algumas regiões. Na Bahia, por exemplo, a escolaridade média dos pais dos alunos é de 4 anos, enquanto no Distrito Federal é quase o dobro disso. Assim, o prefeito baiano terá mais dificuldades para elevar o aprendizado dos seus alunos do que o governador de Brasília.
Para superar essas barreiras, além de instituir o mecanismo de progressão continuada, o prefeito baiano terá que incluir o máximo possível de alunos na pré-escola, terá que fazer com que os bons professores e diretores permaneçam nas escolas em situação mais crítica, terá que premiar os professores que não faltem e punir os faltosos, terá que monitorar o desempenho dos alunos de sua rede desde a 2ª série (usando a provinha Brasil), terá que tirar os professores dos gabinetes e colocar nas salas de aula e terá que explicar para cada professor (e depois cobrar) o que ele deve ensinar em cada série, utilizando os livros didáticos apropriados. Ah, antes que eu me esqueça, 43 x 20 = 860.

Naércio Menezes Filho é professor de economia do IBMEC-SP e da FEA-USP e diretor de pesquisas do Instituto Futuro Brasil, escreve mensalmente às sextas-feiras no jornal Valor.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Estados precisam ampliar capacidade de crédito, diz Serra

do Portal Estado
19 de abril de 2007 - 20:56
Para governador de SP, flexibilizar as regras ajudará governo a viabilizar PAC
Elizabeth Lopes
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou a cobrar das autoridades federais a flexibilização das regras para a contratação de empréstimos pelos Estados. Para sensibilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe, Serra utilizou como argumento uma das principais bandeiras do governo petista neste segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"O governo (federal) fez o PAC com vistas a turbinar os investimentos. Muito bem, se quer realmente ampliar essa ação em relação aos investimentos, é muito importante devolver aos Estados o mínimo de capacidade para a tomada de crédito". O programa prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010 em infra-estrutura: estradas, portos, aeroportos, energia, habitação e saneamento.
Na última quarta-feira, em Brasília, Serra fez essa reivindicação na audiência que teve com Lula e com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Houve um acolhimento positivo (de sua proposta), mas não houve uma resposta definitiva", destacou, após participar do lançamento do Projeto Virada Cultural Paulista, na secretaria da Cultura.
Lei de Responsabilidade
O governador disse que São Paulo está cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, inclusive, abaixo do limite de endividamento previsto (pela lei, a dívida não pode ser mais do que o dobro da receita). "São Paulo está abaixo disso e tem capacidade de endividamento, só que não pode pegar crédito porque o Tesouro (Nacional) não deixa, com base num acordo que foi anterior à LRF", reclamou.
O acordo a que Serra se refere é o Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal dos Estados, implantado em 1997, no governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, num acordo com 25 governadores, em razão do agravamento da crise financeira dos Estados.
Serra destaca que a mudança nessas regras - que diz que a dívida e a receita têm de ser na equação de 1x1 (um por um) a longo prazo, mas sem definir qual é este longo prazo - tem de ser feita por votação, no Congresso Nacional. "Apresentamos emenda que não passou (na Câmara), porque a base do governo não deixou. Vamos recolocar (a matéria) no Senado e esperamos uma reconsideração do governo (federal) em relação a isso," argumentou.
Ao reivindicar mudanças nas regras para a contratação de empréstimos pelos Estados, o governador paulista ironizou: "Até o Emirado do Qatar (dos Emirados Árabes), que nadam em dinheiro, se for comprar, compra com crédito."
E voltou a criticar: "E São Paulo e os outros Estados que estão dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal não podem pegar crédito porque o Tesouro não deixa." Segundo o tucano, o Estado tem algumas demandas pendentes que dependem da contratação de empréstimos, tais como a compra de trens para ampliação da capacidade do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "Precisamos desses trens para melhorar a qualidade dos nossos serviços."
Privatização da Cesp
Serra negou que já exista alguma decisão de sua administração sobre a eventual privatização da Cia. Energética de São Paulo (Cesp), conforme informou hoje o jornal Valor Econômico. "Não li, ainda, a matéria (do jornal). (do jornal). Não há ainda uma decisão de governo (sobre o tema)", destacou ele.
Apesar da negativa, o governador não descartou que o assunto tenha sido discutido. "É um assunto que foi levantado como uma possibilidade", destacou. E emendou: "Eu acho que está se avançando um pouco o carro na frente dos bois." Outros órgãos de governo, como a secretaria estadual de Saneamento e Energia, na qual a empresa está vinculada, não se manifestaram a respeito deste tema.
O assunto da eventual privatização da Cesp voltou à tona com a publicação, ontem, no Diário Oficial do Estado, da retomada do Programa Estadual de Desestatização (PED), iniciado na gestão do falecido governador Mário Covas (PSDB), em meados dos anos 90. E a companhia está incluída nesse programa.
A Cesp é a maior empresa de geração de energia do Estado e a terceira maior do País, respondendo por 58% de toda a energia produzida em São Paulo e por quase 12% de toda a produção nacional.

Informação privilegiada

do Blog de Mino
19/04/2007 18:03
Informações do Conversa Afiada

Paulo Henrique Amorim é um exemplo excelente para jornalistas conscientes das responsabilidades da profissão e dotados de espírito republicano. (Esta expressão, espírito republicano, causa extrema irritação naqueles que não o possuem ou que simplesmente ignoram seu significado). Prossigo. Faz dois dias, Paulo Henrique defendeu no seu Conversa Afiada a apuração dos crimes de informação privilegiada relatados por Luis Nassif em seu livro recém-publicado Cabeças-de-Planilhas. Com especial referência ao fundador do Banco Matrix e cavaleiro de puro-sangues levados a Londres de avião para seu exclusivo deleite, André Lara Resende. O qual foi um dos pais do Plano Real, o nosso Rublo, decisivo para que amealhasse uma fortuna incalculável em poucos meses. Por sugestão do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Sousa, Paulo Henrique encaminhou as informações colhidas a respeito dos efeitos benéficos do Real para os bolsos de um de seus mais qualificados inventores ao chefe do Ministério Público do Distrito Federal. Hoje Paulo Henrique volta à carga em outra área do poder, igualmente significativo. Trata-se de ação do governador de São Paulo, José Serra, que em Conversa Afiada é apontado como o “presidente eleito”. Se bem entendo, já eleito por ele mesmo. Ocorre que Serra, três dias atrás, perdoou multas de ICMS de empresas prestadoras de serviço de comunicação. Operação casanoviana (de Casanova, o sedutor veneto) junto aos senhores midiáticos. Leiam o post hodierno em Conversa Afiada. Notável a informação de que a Assessoria de Imprensa da Secretaria da Fazenda Paulista nega-se a fornecer os nomes dos devedores, por estarem sob sigilo fiscal. Moral da história no próprio Conversa Afiada. Transcrevo: “essas são as perguntas que se fazem em uma democracia”. Pergunta principal: a quem aproveita? À Secretaria, ao Ministério Público, à platéia, entre atônita e perplexa.enviada por mino

Dilma aproxima ainda mais Lula e Serra

Quinta, 19 de abril de 2007, 15h28
Bob Fernandes

O governador de São Paulo, José Serra, encontra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto: articulação de Dilma Rousseff

A quem interessar possa.
O presidente Lula e o governador de São Paulo, José Serra, se conhecem e convivem bem há mais de duas décadas. Mas, nos últimos anos, com um a ocupar a perseguida cadeira no palácio do Planalto e o outro de olho na mesma, o distanciamento seria inevitável. Uma mulher, porém, trabalha para mantê-los juntos, ao menos no que e enquanto for possível.
Na quarta-feira, quando passou por Brasília, e esteve no Congresso para, também, ajudar seu PSDB a vitaminar no senado a CPI da críse aérea, José Serra foi levado a Lula. Estava no Palácio, em encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando esta fez o convite:
- Me deixe levá-lo ao presidente.
Serra deixou-se levar. E a foto de ambos está hoje nas páginas e telas.
Há duas semanas o governador e a ministra cearam reservadamente no Palácio Bandeirantes.
Terra Magazine

França: Le Monde apoia Ségolene Royal

Editorial
Impératif démocratique, par Jean-Marie Colombani
LE MONDE 19.04.07 11h34 • Mis à jour le 19.04.07 16h27

Le 22 avril 2007 ne peut pas, ne doit pas ressembler au 21 avril 2002. Pour légitime que soit l'aspiration à la diversité, au "déverrouillage" du système politique, que reflète la multiplicité des candidatures au premier tour de l'élection présidentielle, celle-ci doit s'effacer devant un impératif démocratique : éviter la désillusion et la colère qui naîtraient à nouveau d'un débat faussé, amputé. Il est important que notre "cher et vieux pays" puisse, au second tour, dire clairement où il veut aller ; et se prononce sur une certaine idée de notre avenir, de notre vivre ensemble. Il faut donc, au soir du premier tour, que soient réunies les conditions d'une claire et grande confrontation entre deux projets de société.

De ce point de vue, il y a dans l'offre politique disponible deux options : celle de Nicolas Sarkozy, se réclamant de la droite et de la majorité sortante, semble déjà sûre d'elle-même ; il faut donc souhaiter que la seconde, se réclamant de la gauche et qu'incarne Ségolène Royal, soit présente au second tour pour assurer les chances d'un vrai choix. Il sera temps, entre les deux tours, de comparer l'une à l'autre au regard des enjeux de la société française et de la place du pays dans le monde, afin de lever, si possible, les ambiguïtés et les déceptions nées de la campagne pour le premier tour.

Au tout début de celle-ci figurait en bonne place une aspiration tout aussi puissante que celle de ne pas revivre un 21 avril : celle d'un renouvellement de la vie publique, espéré à travers un saut de génération inédit. Parmi les trois candidats démocratiques qui peuvent nourrir l'espoir d'entrer à l'Elysée, en effet, deux le sont pour la première fois (Ségolène Royal et Nicolas Sarkozy), le troisième (François Bayrou) l'est au nom d'une posture nouvelle (une forme d'union nationale).

Tous trois sont jeunes et proclament leur volonté de changement. Chacun promet donc de bousculer les habitudes françaises et de rompre avec les tabous de son camp. A ce stade, cette forme de renouvellement, si elle a ramené l'intérêt du pays vers la chose publique, n'a pas donné pleine satisfaction. L'un des grands paradoxes de la campagne pour le premier tour de scrutin est en effet que celle-ci porte la marque d'une forte attente, mais aussi d'une réelle indécision, largement provoquée par une déception palpable.

A l'origine de celle-ci se trouve vraisemblablement l'impression donnée par Mme Royal et M. Sarkozy d'une oscillation permanente, liée à leur souci tactique de se disputer chaque thème (les petits drapeaux de l'une répondant aux proclamations de l'autre sur la crise d'identité, par exemple) et surtout à leur commune obsession de coller à l'opinion du moment. M. Bayrou prête peu le flanc à une telle critique du fait d'une campagne axée principalement sur l'idée d'une recomposition politique, que ne permettent pas les institutions actuelles, et qui revient de sa part à spéculer sur un enchaînement miraculeux autant qu'improbable.

Nous eûmes donc les allers-retours de Nicolas Sarkozy, se proclamant libéral avant de redevenir classiquement colbertiste. A moins que, comme le disent les Britanniques, il ne soit libéral quand les affaires marchent, protectionniste quand l'Etat est impuissant. Ségolène Royal, quant à elle, nous conduisait à ne plus trop prêter attention à ses premières annonces, pour attendre l'inévitable correction de tir qui ne manquerait pas de suivre. L'un et l'autre ont eu, en quelque sorte, une attitude de journaliste plus que de candidat. Ils ont fait campagne en cherchant à rebondir sur des actualités et des émotions successives, leurs priorités respectives étant finalement gommées à force de sauter d'un sujet à l'autre.

Non que les grands sujets aient été oubliés : le chômage, le pouvoir d'achat, l'école, la protection sociale, la sécurité ont tour à tour tenu la vedette. Mais chacun de ces thèmes a fait l'objet de propositions parcellaires. En cela, cette première partie de campagne a illustré la grande difficulté des démocraties modernes : celle de la construction d'une unité sociale et politique à partir de l'émancipation et de la séparation des individus. Il est donc indispensable qu'entre les deux tours chacun soit à même de ramasser et d'organiser ses propositions, au nom de l'indispensable recherche d'une nouvelle dynamique et de la relance d'une perspective de progrès économique et social qui fasse toute leur place aux différentes composantes de la société.

D'ici là, ayons à l'esprit que si le rapport des forces, dans le pays, semble assez nettement favorable à la droite (du moins si l'on se fie aux enquêtes d'opinion), les attentes principales – chômage, pouvoir d'achat – sont à gauche.

Malgré le caractère, à certains égards, époustouflant de la percée de François Bayrou, sa présence s'analyse aussi comme le retour au schéma classique d'une primaire à droite (comme le furent les combats Chirac-Giscard, Barre-Chirac, Balladur-Chirac), qui a pour effet mécanique de contenir le vote Le Pen (lequel avait percé en 2002 en l'absence d'une telle compétition à droite).

L'audience du candidat "centriste" n'est allée au-delà que parce qu'il y a une impatience, à gauche, face à un PS incapable de faire émerger une force sociale-démocrate moderne. Ségolène Royal devra donc s'assumer telle qu'elle est en réalité, c'est-à-dire convaincue de cette nécessaire évolution, et non telle que le PS voudrait qu'elle soit. Elle a laissé entrevoir cette perspective de façon non délibérée, et certainement pas organisée. Elle devra donc y mettre la ténacité, la force de caractère, le courage qui sont les siens.

En face, Nicolas Sarkozy a pour lui d'être, de tous les candidats, le mieux préparé ; à ce stade le plus "crédible", selon les canons classiques du présidentiable. Mais à deux reprises, durant cette campagne, M. Sarkozy a franchi une ligne jaune, se plaçant en contradiction avec les valeurs qu'il affirme défendre quand il revendique aussi Camus, Blum et Jaurès. Le souhait de créer un ministère de l'identité nationale et de l'immigration renvoie immanquablement à des moments sombres de l'Histoire. Comme l'explique fort bien l'historien Gérard Noiriel, "lorsque l'Etat se mêle d'identité, cela donne des résultats terrifiants, incompatibles avec la démocratie". Attaqué de manière scandaleuse par Le Pen en raison de ses origines immigrées – qu'il revendique haut et fort, ce qui est tout à son honneur –, M. Sarkozy ne devait pas s'aventurer aussi loin sur les terres idéologiques du Front national.

De la même manière, sur quelles bases scientifiques s'appuie-t-il lorsqu'il avance que la pédophilie est d'origine génétique ? Sur quelles études réellement fiables sa conviction que les gènes sont responsables du suicide, chaque année en France, de 1 300 adolescents repose-t-elle ? De deux choses l'une : soit Nicolas Sarkozy est ignorant en ces matières fondamentales, et il aurait mieux fait de s'abstenir dans ce difficile débat sur les rôles respectifs de l'inné et de l'acquis ; soit il est persuadé du bien-fondé de ce qu'il dit, et il y a lieu de s'inquiéter de son engouement pour des thèses déterministes condamnables. En ces deux moments donc, M. Sarkozy, tout à son souhait de "fixer" sur son nom des électeurs de Jean-Marie Le Pen, a travesti sa nature de républicain sincère. C'est du moins ce que l'on voudrait croire.

Dans notre système institutionnel, renforcé par l'inversion du calendrier (les législatives suivant obligatoirement la présidentielle), la bataille pour l'Elysée est la mère de toutes les batailles. L'attente du pays se concentre donc sur cette échéance, comme sur les personnalités susceptibles de l'emporter. Cette attente est d'autant plus forte qu'aucune des lourdes interrogations qui taraudent la société française (le débat sur l'"immobilisme", la force de la demande de changement dans une société qui craint de perdre ses acquis, la lancinante question de l'identité, l'état de la méritocratie à la française et la panne de l'ascenseur social, pour n'en citer que quelques-unes) n'a trouvé à ce jour de réponse claire. De ce point de vue, le dernier mandat de Jacques Chirac a fonctionné comme une sorte de parenthèse. Si bien que depuis son élection, en 1995, le pays n'a pas vraiment été en mesure de se prononcer clairement, positivement, pour dessiner son avenir.

Traditionnellement, dans un scrutin présidentiel, l'adage veut qu'au premier tour on choisisse et qu'au second on élimine. Cette fois, il faut éliminer au premier tour pour être sûr de pouvoir choisir au second. En dépit des confusions qui ont parasité la campagne, le seul projet qui s'oppose à celui de Nicolas Sarkozy et qui s'appuie sur une force politique capable de gouverner est celui de Ségolène Royal.
Jean-Marie Colombani

Câmara oferece 'plano de saúde' a 'jornalistas'

do Blog de Josias

Há uma máxima no folclore jornalístico que diz o seguinte: “Quando um cachorro morde uma pessoa, isto não é notícia. Mas quando uma pessoa morde um cachorro, isto é notícia”. Existe, porém, uma exceção. Se a pessoa é jornalista e o cachorro mordido é o erário, aí a dentada não vira notícia. Deve-se ao repórter Ranier Bragon (Folha, para assinantes) a descoberta de um desses furos jornalísticos que, embora conhecido de muitos, demorou uma década e meia para acontecer:

“A Câmara oferece há pelo menos 15 anos uma espécie de 'plano de saúde' gratuito para os jornalistas credenciados a fazer a cobertura noticiosa da Casa. Eles têm à disposição cerca de 20 das principais especialidades médicas, além de exames clínicos, benesse que é estendida aos seus dependentes e a pais e mães, caso eles não tenham 'economia própria'.

Só em 2006, jornalistas ou seus familiares usufruíram de 1.874 consultas ambulatoriais, uma média de sete por dia útil. Levando-se em conta que dificilmente uma consulta particular em Brasília sai por menos de R$ 100, a conta ficou em ao menos R$ 187 mil no ano passado.

Em dezembro, havia 476 jornalistas, repórteres-fotográficos, cinegrafistas e auxiliares de órgãos de comunicação privados e públicos credenciados pela Câmara para fazer a cobertura jornalística da Casa. A Câmara, alegando razões de sigilo médico, não divulgou o nome de nenhum dos atendidos. O levantamento inclui apenas consultas, e não atendimentos de emergência.

Embora vários não usem ou tenham conhecimento do privilégio, os credenciados, além de familiares, têm direito à mordomia graças ao Ato da Mesa 44, de 1992, que regulamenta 'a prestação de assistência médica e social pelo Departamento Médico da Câmara'. Antes disso, o 'plano de saúde' para os jornalistas já funcionava, mas de maneira informal. A credencial que a Câmara distribui à imprensa é usada para a identificação do profissional e para que ele tenha livre acesso a locais como o plenário.

Um grupo de trabalho formado para rediscutir os critérios de credenciamento da imprensa na Câmara deve sugerir o fim do privilégio. A decisão final depende da Mesa, comandada por Arlindo Chinaglia (PT-SP). 'Apóio essa medida, tem que cortar mesmo. Jornalista não pode ter esse tipo de regalia', disse o correspondente da rádio Jovem Pan José Maria Trindade, presidente do chamado 'comitê de imprensa' da Câmara, agremiação dos jornalistas que fazem a cobertura noticiosa no local.

Trindade está em Brasília desde 1986 e disse nunca ter usado o 'plano de saúde' nem conhecer quem o use. Em quase todos os órgãos públicos importantes de Brasília -como o Palácio do Planalto, o Senado, o Supremo Tribunal Federal e o Banco Central- há comitês de imprensa.

No caso da Câmara, ele é composto por um espaço físico, mesas, cadeiras e armários, além de computadores conectados à internet e linhas telefônicas. O objetivo é montar uma infra-estrutura para que os jornalistas consigam repassar às suas sedes, no menor tempo possível, os acontecimentos que surgem ao longo do dia.
Os principais órgãos de comunicação possuem computadores e linhas telefônicas próprios instalados nos comitês.

O atendimento médico gratuito não é a única benesse oferecida pela Câmara a jornalistas ao longo dos anos. Na década passada, era comum a Casa bancar viagens internacionais de repórteres para que eles acompanhassem deputados ou participassem de eventos. Além das passagens, a Câmara pagava uma diária de US$ 200.”
Escrito por Josias de Souza às 08h49

José Genoino se defende

do Boletim do deputado Genoino

Os empréstimos assinados por mim são absolutamente legais
Estes são apenas três, dentre inúmeras ocasiões, onde Genoino expõe a fragilidade da denúncia de que teria cometido algum tipo de irregularidade ao assinar esses empréstimos. Além disso, esses dois empréstimos avalizados pelo Genoino, presidente nacional do PT na época, tinha como lastro e garantia a arrecadação do partido, composta não só pelo fundo partidário mas pela contribuição mensal e regular dos seus filiados. (...)
Leia mais
Genoino faz pronunciamento na Tribuna
Quero dizer aos Parlamentares que essa ação política de denúncia do Ministério Público para criar fato negativo em relação a este Deputado não me intimida, não me ameaça, porque tenho a consciência tranqüila daquele ato legal. E vou provar minha inocência, por meio de meus advogados, no Supremo Tribunal Federal.
O que é estranho é que essa denúncia vem para o STF, é monocraticamente aceita sem uma defesa prévia no Pleno do Supremo Tribunal Federal. Esse é um jogo político, eu não (...)
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Em 2005
Ao encerrar a participação regular no espaco de debates do jornal O Estado de São Paulo, Genoino enviou carta onde já sustentava que os emprétimos são legais.
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Escritório Político em São Paulo: Tel: 55 (11) 3060-8855 Gabinete em Brasília: Tel: (61) 3215-5311

de Clarín Argentina: Eleições municipais na Capital

LA PELEA ELECTORAL : LA ESTRATEGIA DEL CANDIDATO K A JEFE DE GOBIERNO

Filmus espera un empuje "enérgico" de Kirchner para llegar al ballottage
El ministro quiere que el Presidente le apunte a Telerman, su rival en primera vuelta.


Mariano Pérez de Eulate
mpeulate@clarin.com
Una obsesión desvela al ministro de Educación Daniel Filmus, el candidato del Gobierno en la Capital Federal: asegurarse un lugar en el ballottage del 24 de junio. Es, en efecto, el objetivo de máxima de su campaña, aunque el discurso público dirá que apuntan a la primera vuelta.La mayoría de las encuestas ubican a Filmus en un tercer lugar, detrás de Mauricio Macri y de Jorge Telerman. Como se sinceró un hombre de su equipo ante Clarín: "Entrar a la segunda vuelta será el verdadero triunfo". Los kirchneristas piensan que en ese escenario de mano a mano con alguno de sus rivales, Filmus tiene posibilidades reales de ganar la Ciudad, un distrito en el que le cuesta hacer pie al Presidente.Para que haya ballottage, ningún candidato debe superar el 50 por ciento de los votos. Dada la paridad actual en las preferencias electorales, es una hipótesis casi asegurada.En el kirchnerismo reconocen que Filmus arrancó la campaña muy de abajo y que los conflictos docentes en las provincias —acelerados a partir del anuncio con tufillo electoral que hizo el ministro de fijar un piso salarial a los maestros de 1.040 pesos— pueden haber demorado su despegue. Pero también analizan que, a esta altura, ha adquirido más solidez en ese rol que nunca había jugado: el de candidato.Esto último se reflejaría incluso en la militancia. Fuentes kirchneristas con cierto dominio territorial en el distrito admiten que ya no se siente "el pesimismo inicial entre los punteros y los dirigentes de los barrios.Cerca de Filmus esperan gestos de respaldo mucho más "enérgicos" del Presidente. Dicen que está hablado y que llegarán en el momento propicio. No es difícil imaginar a un Filmus ilusionado con conseguir alguna de las habituales frases punzantes de Kirchner, en este caso referidas a Telerman. El actual jefe de Gobierno hizo un acuerdo con Elisa Carrió, que habría despertado la furia presidencial.Filmus apunta, efectivamente, a conseguir esos votantes que apoyan a Telerman pero que a nivel nacional aceptan a Kirchner.La candidatura del ministro de Salud, Ginés González García, como cabeza de la lista de legisladores porteños del Frente para la Victoria es, en efecto, un gesto de compromiso inequívoco de Kirchner. Pero acaso Filmus espere un involucramiento mayor, como el que tuvo el Presidente en 2003 con Aníbal Ibarra cuando el frentista disputaba el puesto con Macri, un desafío que terminó ganando justamente en un ballottage.Fuentes del comando kirchnerista contaron que el ministro procurará nacionalizar la campaña. Tiene en frente dos rivales que, por lo que se sabe, tratarán de focalizarla en la Ciudad. Para este objetivo, tal vez Filmus se vea favorecido por la entrada en escena de Carrió junto a Telerman y de Juan Carlos Blumberg, que hará campaña junto a Macri aunque tenga aspiraciones provinciales.Las reuniones para darle forma a todo esto ahora son casi diarias. ¿Con quien trabaja Filmus? En un primer círculo está su entorno más íntimo: el ex ministro de Telerman, Antonio Sileoni, Alberto Quevedo, Ignacio Hernaiz, Mara Brawer y Jaime Perczit. El coordinador de la campaña es Juan Manuel Abal Medina, funcionario nacional.Pero hay un segundo círculo en el que empieza a tallar la tropa del jefe de Gabinete, Alberto Fernández. A Víctor Santa María, del Suther, al legislador Diego Kravetz y al superintendente de Servicios de Salud, Héctor Capaccioli, les fue encomendada la tarea de buscar una dinámica bien política para la recta final de la campaña.
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19,46% Es el porcentaje que obtuvo Kirchner en la Capital en la elección presidencial de 2003. Quedó tercero, igual que en 2005 su candidato a diputado Rafael Bielsa, quien sacó 20,49%.

do Clarín de Argentina - Eleições na provincia de Santa Fe

LA PELEA ELECTORAL : LAS ELECCIONES EN SANTA FE DEL 2 DE SETIEMBRE
Binner, al frente en una encuesta

El socialista Hermes Binner se impondría por una amplia ventaja, cercana al 60 por ciento, en las próximas elecciones a gobernador de Santa Fe previstas para el 2 de setiembre, según una encuesta realizada en marzo por la consultora Mora y Araujo a pedido del Partido Socialista. En el segundo orden de preferencias se ubica el ex canciller Rafael Bielsa, que le saca 6 puntos en intención de voto al otro aspirante de origen peronista, Agustín Rossi. En el escenario A, Binner se quedaría con el 59% de los sufragios, seguido por Bielsa, que obtendría el 21%. En el escenario B, con Rossi como postulante, Binner sacaría dos puntos más, pero el jefe del bloque de diputados nacionales descendería al 15%. El resultado de la encuesta encargada —llevada a cabo en mil hogares de Santa Fe— se conoce en momentos en que en el peronismo se producen fuertes tironeos por definir quién de los dos finalmente se convertirá en el candidato del sector que representará a Néstor Kirchner.En medio de las conclusiones del trabajo surge un dato llamativo: Kirchner y Binner comparten un núcleo común de votantes. Entre quienes tienen buena imagen del presidente, el 66% también valora a Binner y se muestra dispuesto a elegirlo en la contienda provincial.De acuerdo con el relevamiento, Kirchner sigue teniendo un nivel muy elevado de imagen positiva. El 79% considera que es buena o muy buena y el 20% sostiene que es negativa. Detrás del presidente aparece Binner, con el 62% de imagen positiva, muy pegado a la senadora Cristina Fernández de Kirchner, que alcanza el 61%. Luego se ubican Carlos Reutemann (56%), Bielsa (36%) y Rossi (24%).

Do Ombudman da Folha de São Paulo - Mário Magalhães

19/04/2007


Jornalismo - Boquinha
Os leitores da Folha receberam hoje um valioso serviço jornalístico, a revelação de uma boquinha ofertada com dinheiro público: "Câmara oferece plano de saúde a jornalista" (pág. A13).A reportagem remete à melhor tradição do Projeto Folha, de também jogar luz sobre favorecimentos a jornalistas e conflitos de interesses no jornalismo.A produção de matérias dessa natureza exige não apenas disposição editorial do jornal, mas coragem do repórter que assina a cobertura. Ele se transforma em possível alvo de retaliação e constrangimento. Por isso, pela primeira vez na crítica diária este ombudsman cita o nome de um jornalista da Folha: parabéns ao repórter Ranier Bragon.Duas observações: o jornal deve nomes de jornalistas beneficiários do favor prestado com chapéu alheio (o dos contribuintes); é estranho que só agora se tenha sabido da mordomia, em vigor há pelo menos 15 anos.

(...)

Teria
No texto "Oposicionistas protocolam pedido de CPI no Senado", a Folha diz que "a mudança dos tucanos em relação à CPI do Senado teria sido selada num almoço da bancada com o governador José Serra".O "Globo" não tem dúvidas, como se lê na matéria intitulada "Serra intervém e PSDB apóia CPI no Senado".

Do ex-blog de Cesar Maia

ESSE EX-BLOG FICA PENSANDO,..PENSANDO !
Será que o governo federal está usando seu ministro -novo- da comunicação social que veio de lá, para criar constrangimentos para a editora de uma revista que apresentou a maior massa de denúncias contra ele em 2005 e 2006 ?
Será? Será possível? Coisas da imprensa? Ou do governo?
Jornal da Band
Empresa fantasma compra parte da Editora Abril Uma empresa que só existe no papel conseguiu a façanha de comprar parte da Editora Abril. O negócio de quase novecentos milhões de reais chamou a atenção da Receita Federal. Confira a matéria exibida dia 17/04, terça-feira, no Jornal da Band.
http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=31651&CNL=1

Dificuldade para construir consensos

Com 34 assinaturas, oposição pede CPI do Apagão Aéreo no Senado
(jornal O Estado de São Paulo 19 de abril 2007)
DEM e PSDB avaliam que senadores terão mais sucesso do que deputados e decidem se antecipar ao Supremo Leia especial sobre a crise
Christiane Samarco, BRASÍLIA
Com o sinal verde do PSDB e o apoio do governador de São Paulo, José Serra, o líder do DEM, senador José Agripino (RN), apresentou ontem, à Mesa Diretora do Senado, requerimento assinado por 34 dos 81 senadores para abertura da CPI do Apagão Aéreo na Casa. O objetivo da comissão é investigar “as causas, condições e responsabilidades relacionadas aos graves problemas verificados no sistema de controle do tráfego aéreo, bem como nos principais aeroportos do País, evidenciados a partir do acidente aéreo ocorrido em 29 de setembro de 2006, e que tiveram seu ápice na paralisação dos controladores de vôo em 30 de março”. Composta por 13 senadores (7 indicados por partidos governistas e 6 da oposição), a CPI terá 180 dias para trabalhar.O cenário se complica para o Palácio do Planalto. Depois de tentar barrar a investigação do apagão aéreo na Câmara, está agora na iminência de ter de enfrentar duas CPIs para investigar o caos nos aeroportos, uma em cada Casa do Congresso. A operação para tornar a CPI no Senado um fato consumado foi conduzida pelo DEM. Os ex-pefelistas convenceram os tucanos de que era preciso descolar essa iniciativa da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a obrigatoriedade de a Câmara instalar a investigação que ela própria arquivou. Os dois partidos avaliam que a oposição é mais forte no Senado e, por isso mesmo, terá mais chances de investigar o apagão, as responsabilidades do governo e, de quebra, a Infraero. “A correlação de forças na Câmara é diferente. É evidente que, no Senado, temos muito mais margem para trabalhar nessa CPI”, admitiu o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).A decisão de se antecipar ao Supremo foi tomada pelo DEM em reunião de sua Executiva Nacional. Diante das ponderações de Agripino, o partido concluiu que terá muito mais espaço para atuar com sucesso, na oposição ao governo, se o Senado for o palco da CPI. “O argumento foi muito contundente”, contou um dos dirigentes do DEM. “Na Câmara, o peso da oposição no plenário da CPI será certamente menor.”Os dirigentes do DEM também estão convencidos de que, no Senado, a independência da bancada oposicionista é maior do que na Câmara. Ponderam que os cinco governadores do PSDB, sempre preocupados em manter boas relações com o governo, têm muito mais influência sobre as bancadas da Câmara do que do Senado. “No Senado, governador não manda em voto de ninguém”, resumiu um líder do DEM. O problema é que o PSDB da Câmara, que teve a iniciativa de pedir a CPI, não se conformava em ver o Senado sair na frente e, muito menos, em ficar fora da investigação, como sugeriam alguns dirigentes do DEM. “Tem de ver como é que é isso. Por que não se faz uma CPI mista?”, indagou o governador José Serra em almoço com a cúpula tucana no Senado. “Na mista, a correlação de forças é desfavorável a nós”, ponderou o líder Arthur Virgílio Neto (AM), segundo relato de um dos presentes. “Pois, então, que se faça nas duas Casas”, concluiu Serra. Foi a senha para que Virgílio telefonasse imediatamente para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), que concordou com a apresentação imediata do requerimento. “Foi consenso de que a situação é muito grave e a opinião pública exige uma CPI imediata, nas duas Casas se necessário”, resumiu o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE) no fim da tarde.A única ponderação de Pannunzio foi de que a CPI não fosse instalada antes da manifestação do Supremo na semana que vem. Não será. Até lá, corre-se o prazo para que a Mesa do Senado confira as assinaturas de apoio à CPI. Por outro lado, o Planalto também ganha tempo para tentar impedir a abertura do inquérito e reverter o apoio de senadores da base aliada. Até ontem, quatro peemedebistas haviam assinado o requerimento - Jarbas Vasconcelos (PE), Mão Santa (PI), Geraldo Mesquita (AC) e Pedro Simon (RS), além do pedetista Christovam Buarque (DF).

A vontade de construir consensos...

Enviado por Ricardo Noblat -
19.4.2007
3h40m
Serra encontra Lula e defende fim da reeleição
De O Estado de S.Paulo, hoje:
"O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), fez ontem um giro por Brasília no qual defendeu o fim da reeleição, pouco antes de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano disse que é favorável a acabar com a possibilidade de obter mandatos seguidos, mas observou que no momento não faz “nenhum trabalho de articulação” nesse sentido.
Com Lula, Serra conversou sobre o endividamento dos Estados, defendendo flexibilização das regras para contratação de empréstimos. Hoje, mesmo governos que estejam dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal não podem contrair novas dívidas."
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"À parte do PSDB, o governador José Serra criou pontes de diálogo político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o governo e com o PT. E foi a estrutura que sustenta esse diálogo que deu vida, inicialmente como se fosse um balão de ensaio, à idéia de acabar com a reeleição para cargos executivos. O diálogo de Serra com Lula, o governo e o PT tem se dado em (poucas) falas telefônicas com o presidente e com contínuas e copiosas conversas com os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Câmara, e Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Os dois - e alguns outros deputados do PT - têm elogiado Serra, para estranheza dos interlocutores que ouvem a louvação pela primeira vez. Eles também foram os principais aliados dos deputados Antonio Carlos Pannunzio, líder do PSDB, Jutahy Júnior (BA), Júlio Redecker (RS), líder da minoria, e Eduardo Gomes (TO) no balão de ensaio para catapultar o fim da reeleição. A idéia, para muitos tucanos e aliados, foi lançada numa possível combinação com Lula e o governo - a quem interessa confirmar antecipadamente que o presidente só ficará um mandato longe do Palácio do Planalto, ganhando caminho livre para ser candidato em 2014 ou 2015."
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Estudo aponta queda da desigualdade de renda no Brasil

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que houve uma significativa redução da desigualdade de renda no Brasil entre os anos de 2001 e 2005. Conforme a pesquisa, o coeficiente Gini (utilizado para se medir a concentração de renda em um país) caiu 4,6%. No período, o Ipea aponta como principais fatores para essa queda uma melhor distribuição de renda no trabalho e a evolução da renda não proveniente do trabalho, como as transferências governamentais (caso do Bolsa-Família). Segundo o estudo, o índice Gini passou de 0,593, em 2001, para 0,566, em 2005 comprovando que o ritmo de crescimento da renda da população mais pobre foi superior ao da parcela mais rica do País. Na análise feita pelo Ipea houve um incremento anual de 0,9% da renda per capita nacional, no qual o crescimento dos 10% mais pobres foi de 8% ao ano. Enquanto que a renda dos 10% mais ricos caiu 0,3%. Para o instituto, portanto, o período avaliado foi marcado por duas transformações importantes na distribuição de renda brasileira: houve crescimento da economia e a desigualdade caiu de maneira acentuada. Além disso, esses números mostram que houve redução de 4,5 pontos percentuais da população de pobres e de 4,2 dos extremamente pobres.Dentre os fatores responsáveis pela queda na desigualdade de renda brasileira no período estudado estão as mudanças na distribuição de renda no trabalho que explicam 46% dessa redução; e a evolução da renda não proveniente do trabalho com contribuição de 42% para se atingir esses resultados. Este último fator consiste, por exemplo, nas transferências governamentais, como o Bolsa-Família, o pagamento de benefícios do INSS e os repasses do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O Bolsa-Família, o maior dos programas de transferência de renda do governo federal, beneficia 11,1 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil.

O coeficiente Gini

O coeficiente Gini é uma medida de desigualdade
desenvolvida, em 1912, pelo estatístico italiano Corrado Gini. É muito utilizado
para calcular a concentração de renda de um país, mas, também, pode ser usado
para medir o grau de concentração de qualquer distribuição estatística
(concentração de posse de terra de uma região, por exemplo). Consiste em um
índice entre 0 e 1, no qual o 0 corresponde à completa igualdade de renda (todos
têm a mesma renda) e o 1 se refere a total desigualdade (uma pessoa concentra
toda a renda).



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quarta-feira, 18 de abril de 2007

Mme Royal cherche à assurer un second tour face à M. Sarkozy

LE MONDE 18.04.07 11h20 • Mis à jour le 18.04.07 12h31

a campagne, jusqu'au bout. Décidée à accrocher par le bouton de la veste les électeurs qui hésitent encore, Ségolène Royal a lancé la semaine des "déclarations" : tous les jours depuis le 16 avril, la candidate socialiste convoque les journalistes pour annoncer des mesures ciblées. Dix ou quinze minutes d'intervention, pas plus. Pas de question.
Nicolas Sarkozy, lui, travaille ses fondamentaux. Pas de nouvelles propositions mais un martèlement de ses "valeurs". Il a déjà la tête ailleurs, vers ce deuxième tour pour lequel le candidat UMP s'imagine déjà qualifié. Les réunions quotidiennes à son QG y sont désormais entièrement consacrées. Dans le camp Royal, où le "fantôme" du 21 avril 2002 continue de peser lourdement, on se garde bien d'afficher une telle assurance.AUCUNE PISTE N'EST NÉGLIGÉE La candidate arbore en public une indéfectible confiance, mais n'oublie pas d'appeler à la mobilisation pour un "vote conscient" dans toutes ses interventions. "J'ai besoin de vous !", lance-t-elle à l'issue de ses meetings, en demandant aux militants de convaincre autour d'eux. "Rien n'est joué" pour la place en finale répète de son côté le premier secrétaire du parti, François Hollande, pour qui l'argument du vote utile constitue un puissant levier dans l'électorat de gauche. Sarkozy, Royal deux méthodes et un objectif pour chacun : la volonté pour le premier d'arriver en tête au soir du 22 avril et pour la seconde de "faire le plus gros score possible".
Entre deux meetings, Mme Royal fait feu de tout bois. Lundi était consacré aux crimes sexuels, mardi à la réduction du train de vie de l'Etat, mercredi 18 avril devait être le jour du temps partiel des femmes dans la grande distribution, jeudi, celui de "l'Etat impartial"… Des annonces que d'aucuns au PS jugent tardives, voire inutiles dans les derniers jours mais qui répondent à une stratégie bien précise : accrocher au dernier moment, grâce à une mesure qui ferait "tilt" les électeurs indécis – quitte pour cela à annuler en rafale une série d'entretiens avec différents médias. Mme Royal n'hésite pas : depuis 2002, les socialistes sont convaincus que tout se joue dans la dernière ligne droite, voire les derniers instants, d'une campagne et qu'il faut, jusqu'au bout, rester très réactif. Et puis la phase "participative" ayant pris du temps, le temps des annonces, pour l'équipe Royal, n'est pas clos.
Aucune piste n'est négligée. Mme Royal est la seule candidate à avoir répondu à l'invitation du club 21e siècle, sorte de Rotary Club composé de Français d'origine étrangère qui militent pour la diversité depuis trois ans. Mardi 17 avril, la candidate s'est rendue au dîner-rencontre organisé en son honneur à Paris.
Avantage : ce club, présidé par Hakim El Karoui, ancienne plume de Jean-Pierre Raffarin, réunit des médecins, des chefs d'entreprise, des universitaires, "de droite comme de gauche" – et donc, potentiellement, des personnes à convaincre. Et ce d'autant mieux que l'annonce, par M. Sarkozy, de son intention de vouloir créer un ministère de l'identité nationale et de l'immigration a fait quelques dégâts dans les rangs de ces militants de la diversité. "J'ai une demi-heure, faites-moi passer des messages, c'est de ça dont j'ai envie", a lancé à son arrivée la candidate qui était accompagnée de sa conseillère spéciale, Sophie Bouchet-Petersen. Mme Royal en avait aussi un à faire passer : "J'ai besoin de vous pour les emplois tremplins et lutter contre le chômage des jeunes". "Donnant-donnant", comme elle dit.NICOLAS SARKOZY DÉJÀ DANS L'APRÈS 22 AVRIL
Au QG de Nicolas Sarkozy, on est déjà dans l'après 22 avril. Les villes-étapes de l'entre-deux tours sont déjà choisies : Dijon, Paris, Montpellier, Clermont-Ferrand recevront la visite du candidat de l'UMP à partir du 23. Dans un entretien au Figaro, le 16 avril, il a fixé son objectif pour le 22 : "Arriver en tête avec le plus d'avance possible". Patrick Devedjian est plus modeste : "Notre score plancher, c'est le plafond de Chirac. Cela laisse une marge." En attendant, pas de prise de risque. En visite en Moselle, mardi 17 avril, le candidat UMP a travaillé ses fondamentaux, et les mots qu'il faut adresser les uns aux autres. Deux discours aux ouvriers. Le premier sur le carreau Wendel, une mine fermée en 1986; le second dans une usine de chauffage.
Face aux "gueules noires" retraitées, il vante "la culture ouvrière", "la solidarité des copains". "Le mot travail ne m'écorche pas la bouche." Face aux ouvriers, il reste dans le même registre se permettant même le luxe de leur dire : "Vous et moi nous sommes pareils, nous voulons marcher la tête haute". Sûr de lui, il lance : "Il y a encore trois semaines…" En meeting, le soir même devant un public estimé par l'UMP à 7000 personnes, M. Sarkozy prépare son entre deux tours. Pour appâter les centristes et traditionalistes, il leur vend une France faite de "2000 ans de civilisations chrétiennes intégrée à la morale laïque". Il évoque "le long manteau d'Eglise" qui recouvre le pays. Cite Péguy, l'auteur fétiche de François Bayrou. Dans le Figaro, il se fait plus précis en s'adressant directement à ses électeurs : "Ne vous laissez pas voler vos idées, ne vous laissez pas voler votre bulletin de vote. Refusez d'être entraînés dans une alliance qui irait de Besancenot à Royal." Plus menaçant aussi à l'égard du président de l'UDF et des députés qui le soutiennent : "S'il se confirme qu'il est à gauche, on en tirera les conséquences. S'il revient à droite, aussi."
Isabelle Mandraud et Philippe Ridet

do Blog de Luiz felipe de Alencastro

Domingo, 15 de Abril de 2007

As presidenciais francesas e o Brasil
Há um sítio francês que resume todas sondagens sobre as presidenciais. Tanto a sondagem mais recente como a tendência geral das últimas semanas. A sondagem Ipsos de hoje mostra uma melhoria importante para Ségolène que, pela primeira vez desde 1° de março, tem cinco dias seguidos de alta nas opiniões de voto. As duas outras sondagens de hoje (CSA e Sofres) confirmam o seu avanço.O New York Times traz uma grande reportagem na sua revista dominical sobre as banlieues e as presidenciais francesas. Como sói acontecer nos últimos 100 anos, o autor promete que a divisão política entre a esquerda e a direita irá desaparecer em breve. O Los Angeles Times questiona a liderança de Sarkozy, lembrando que muitos eleitores ficam «assustados » com ele. Mas o jornal resume bem o interesse dos EUA, e do resto do mundo, nas eleições: « Qualquer que seja o vencedor, Washington está legitimamente preocupado sobre o andamento das relações franco-americanas e sobre a disposição do próximo governo francês para construir uma União Européia (UE) forte, capaz de auxiliar os EUA no Oriente Médio e alhures ».Por seu lado, os jornais brasileiros continuam cobrindo a eleição francesa sem contextualisá-la no quadro da UE, como faz a imprensa européia e americana. Aliás, a cobertura no Brasil tem sido bem chinfrim.
Hoje, a uma semana da eleição, a Folha de S. Paulo -, diferentemente do Estadão, de O Globo e da maioria dos jornais de primeiro plano no resto do mundo -, não traz uma só linha sobre as presidenciais francesas.
às 12:42 2 comentários
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Sarkozy a peur de trop faire peur

Malgré ses efforts pour gommer son image conflictuelle, le candidat UMP exacerbe les clivages et n'a pas réussi à se muer en rassembleur.

artigo do jornal Liberation (França)

Sarkozy à Meaux, vendredi. REUTERS
Par Alain AUFFRAY
QUOTIDIEN : mercredi 18 avril 2007


Sarkozy fait peur. C'est le sujet qui monte. Royal comme Bayrou s'en emparent pour mobiliser. Et en en faisant sa une cette semaine, Marianne fait exploser ses ventes (lire ci-contre). L'UMP dénonce une «campagne ignoble», orchestrée par des socialistes «qui n'ont plus rien d'autre à dire». Mais dans l'entourage du candidat, on reconnaît que l'entreprise de métamorphose engagée par le candidat sur le mode de la «rupture tranquille», en novembre, n'a pas eu le succès escompté. Il s'était pourtant donné du mal, le candidat de l'UMP, pour présenter, sur ses affiches de campagne, le visage rassurant d'un président serein sur fond de paisibles pâturages. Mais devant les bureaux de vote, quelques griffonnages noirs sabotent un peu partout cette image. Car c'est à lui, plus souvent qu'à Le Pen, que des potaches plus bêtes que méchants prêtent une moustache de dictateur.
Quatre années de guerre de tranchée contre les chiraquiens ont laissé des traces. Les proches du chef de l'Etat et de son Premier ministre, Dominique de Villepin, avaient fait de l'instabilité de Sarkozy leur argument massue. Quand le ministre délégué à l'Enseignement supérieur, l'UMP François Goulard (rallié à Bayrou), dépeignait un Sarkozy diviseur à l'ego surdimensionné, il disait ouvertement ce que beaucoup confiaient hors micro. «Il explosera en vol», «son pire ennemi, c'est lui-même», assurait-on en chiraquie. Ses propres amis ne sont pas à l'abri de ses coups de sang. La très dévouée députée UMP de Meurthe-et-Moselle, Nadine Morano, a été du jour au lendemain écartée de la campagne pour une prestation télévisée jugée ridicule, tandis que le fidèle Brice Hortefeux, l'ami de trente-cinq ans déjà mis à l'écart, s'est fait incendier pour avoir proposé la semaine dernière l'instauration de la proportionnelle.
Ce soir, à Issy-les-Moulineaux, Sarkozy tiendra meeting commun avec Simone Veil. C'est sur elle, plus que sur tout autre, que le candidat compte pour se faire reconnaître comme un humaniste tempéré. Raté ! Car, quoi qu'elle dise ce soir, la très populaire ancienne ministre centriste pourra difficilement revenir sur ce qu'elle confiait au début du mois au mensuel Tribune juive. Interrogée sur «le ministère de l'Immigration et de l'Identité nationale», elle répondait : «Pour moi, c'est plus qu'une imprudence. C'est plus grave. Je n'ai pas compris. D'abord, je trouve que la formule qu'il a employée est très ambiguë.» On a vu des soutiens plus chaleureux... Ségolène Royal et François Bayrou ne se privent pas d'en rajouter sur le côté «anxiogène» de leur rival, candidat «des clivages, des conflits, des divisions», qui incarne «la France excitée» selon la socialiste.
A chacun de ses meetings, François Fillon sort, pour rassurer, sa réputation de «gaulliste social». Il explique qu'on peut «décomplexer la droite» sans mener «une campagne droitière». La preuve ? Jeudi, au Mans, le bras droit de Sarkozy s'est présenté entouré de la porte-parole de l'UMP, Valérie Pécresse, de la secrétaire nationale UMP à la francophonie, Rama Yadé, et de la porte-parole de la campagne, Rachida Dati, «figures d'une nouvelle génération politique à laquelle Nicolas Sarkozy a décidé de donner toute sa chance».
Converti plus récent, Jean-Pierre Raffarin bat la campagne en jurant que «le volontarisme de Sarkozy est bien moins brutal que le sectarisme de Royal». Pour contrer l'argument de la peur, selon lui très «parisien», il suggère de faire monter au front Juppé, Borloo, peut-être Giscard, qui diront la «confiance» d'une droite rassemblée. «Sarkozy, c'est un leader mais c'est aussi un négociateur qui ne va pas au blocage», fait valoir l'ex-Premier ministre. L'ex-ministre Pierre Méhaignerie relativise lui aussi l'impact de l'argument de la peur. Ça lui rappelle de vieux souvenirs : avant la présidentielle de 1988, ministre à l'époque UDF sous la cohabitation et supporteur de la candidature de Raymond Barre, il revoit François Mitterrand le prenant à part pour lui expliquer: «Vous, ça va. Mais Chirac, attention, il est dangereux...» C'est justement ce profil de diviseur «dangereux» opposé à un Mitterrand rassembleur qui avait causé la perte du candidat de la droite.